domingo, 6 de janeiro de 2019

Topa encarar os braços ocultos da corrupção?


domingo, 6 de janeiro de 2019

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil
Todo mundo supõe que exista muita corrupção nas câmaras legislativas. Uma das formas mais canalhas é a formação de caixa 2 nos gabinetes parlamentares, através da apropriação indébita de até a metade dos salários dos nomeados para cargos de confiança. Esta condenável prática é muito comum nas câmaras municipais, nas assembléias legislativas estaduais e até na Câmara dos Deputados e no Senado.
Trata-se de uma sacanagem praticada pela maioria dos parlamentares. No entanto, o assunto ainda é um tabu. Embora grande parte da imprensa especializada na cobertura do legislativo tenha pleno conhecimento de tudo de errado que ocorre nos bastidores, nada é divulgado abertamente. Os recentes escândalos na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro podem ajudar a desvendar como funcionam diferentes modalidades de falcatruas que passam despercebidas do eleitorado, envolvendo ganhos ilícitos de parlamentares e servidores públicos.
Felizmente, uma parlamentar que assume a partir de 15 de março promete romper com o criminoso silêncio. A advogada Janaína Paschoal, eleita com votação recorde para a Assembléia Legislativa de São Paulo, já anunciou que vai comprar essa briga. No final do ano, ela postou um depoimento nas redes sociais que foi absolutamente ignorado pela grande imprensa. O Alerta Total reproduz o pensamento de Janaína sobre o grave assunto.
==============
1) Bom dia, Amados! Eu iria tratar deste tema mais adiante, porém, os fatos me forçam a falar antes. Espero que entendam que as considerações que farei aqui não têm o intuito de avaliar o mérito de nenhuma situação em especial, mas discutir (em teoria) prática a ser coibida.
2) Muito antes do relatório do COAF, que vem sendo largamente discutido, o funcionário responsável pela Corregedoria da Alesp montou um curso para os Deputados eleitos, com o objetivo de alertá-los de alguns problemas que podem

3) O curso, apesar de durar uma única tarde, foi bastante detalhado e o funcionário falou sobre práticas que ensejam a movimentação da Corregedoria naquela Casa. O funcionário falou genericamente, pois os procedimentos são sigilosos. Ele não pode dar nomes.
4) Dentre as práticas investigadas pela Corregedoria está a devolução de salário por parte de assessores. Explico: cada deputado pode contratar até 32 assessores (estou falando da Assembleia de São Paulo). Os salários são muito bons, quando se compara com o mercado.
5) Com os salários oferecidos pela Casa, o Deputado pode procurar bons quadros, pessoas especializadas e/ou pessoas dispostas a trabalhar muito em prol do bem público. No entanto, algumas vezes, o parlamentar prefere contratar alguém com capacitação incompatível com o salário.
6) E por quê? Porque esse alguém vai ficar muito satisfeito com uma parte do salário pago e, para mantê-lo, vai devolver uma boa parte ao parlamentar. Haja vista que essa verba (para contratação) fica à disposição do Deputado, algumas pessoas acham natural a devolução (?!)
7) Com a chatice que me é peculiar, eu perguntei por qual razão os funcionários não denunciam. O funcionário da Corregedoria me explicou que o funcionário que denuncia é ele próprio "enquadrado" em irregularidade, exonerado e (pasmem) obrigado a devolver todos os salários!
8) Entendam, como se não bastasse o cidadão ter devolvido parte do salário o período todo em que trabalhou, uma vez denunciada a situação, o infeliz precisa indenizar o erário, entregando o correspondente a todos os seus salários na íntegra!
9) Diante desse esclarecimento, eu ponderei: Mas assim vocês não vão pegar ninguém! O funcionário precisa ser acolhido em seu relato! Claro que precisará provar o alegado, mas se for tratado como bandido, não vai denunciar nunca! Qualquer Manual de Compliance ensina isso!
10) O palestrante, gentilmente, me explicou que o cidadão não é vítima, pois se beneficia do esquema durante muito tempo e, só quando demitido, decide denunciar. Eu até entendo que seja isso mesmo, mas precisamos encontrar instrumentos para coibir e não para incentivar...
11) Um sistema só funciona quando há incentivos ao comportamento lícito! Punir o funcionário incentiva o comportamento ilícito!
12) Esse tipo de prática, não importa a pessoa, não importa o partido, precisa ser coibida. A lógica da contratação precisa ser a capacidade do contratado e não a disponibilidade em dividir seus ganhos com o chefe.
13) Tenho tentado explicar às pessoas que esse tipo de prática é bem mais deletéria do que parece, pois, com o tempo, o parlamentar para de procurar pessoas competentes e passa a buscar pessoas rasas e inseguras, que se submetem.
14) Pior, não raras vezes, o parlamentar contrata pessoas que sequer comparecem para trabalhar, pois o fim é apenas obter o salário de volta! Quero deixar muito claro que não estou falando nem de A, nem de B. Quero deixar bem claro que estou falando do Brasil que queremos ter!
15) Ao conversar com as pessoas (não necessariamente do mundo político), eu costumo ouvir que sou muito exagerada, que não adianta economizar, pois o dinheiro volta e outro gasta (de forma lícita, ou ilícita).
16) Posso ser insuportavelmente chata, posso viver em um mundo que ainda não existe. Mas estou trabalhando para torná-lo real. No mínimo, nós precisamos falar sobre isso. Precisamos entender que alguns hábitos não são naturais, não fazem parte... ou nunca sairemos desse lamaçal!
17) Uma movimentação estranha, como toda a Imprensa vem dizendo (responsavelmente), não implica ilicitude. Mas se os investigadores quiserem mesmo chegar a algum lugar, precisam dar alguma garantia aos assessores, para que eles falem...
18) Se Deus assim permitir, tomo posse em 15 de março. Já digo logo, publicamente, se alguém (em qualquer situação) pedir dinheiro em meu nome (ou qualquer outro tipo de vantagem), por mais próximo que seja esse alguém, pode chamar a Polícia, pois é bandido.

===================

Retorno para concluir: O trabalho corajoso da Janaína Paschoal deveria ser multiplicado pelas câmaras legislativas do Brasil afora. É fundamental combater as variadas formas de enriquecimento ilícito de parlamentares e servidores públicos. A usurpação ilegal de salários dos ocupantes de cargos em comissão é apenas uma delas. Também ocorre muita fraude com a manipulação indevida das polpudas verbas de gabinetes.

É por isso que o patrimônio dos parlamentares e de seus principais assessores evolui, de forma impressionante e incompatível com seus meros “proventos” de vereadores, deputados e senadores. Os eleitores esclarecidos e mobilizados devem colaborar com a iniciativa da Janaína Paschoal, acompanhando o que acontece no submundo das câmaras municipais, assembléias legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal.

O Brasil só será efetivamente passado a limpo se todos colaborarem, fazendo muita pressão e fiscalizando os mandatos de “Suas Excelências”...

Nova logomarca do Governo Federal é lançada na internet com custo zero,


103 são presos por ataques violentos no CE

Crédito: Ferdinando Ramos
Até a noite deste sábado, 5, 103 pessoas já tinham sido presas por envolvimento nas ações criminosas no Ceará – destas, 53 foram autuadas apenas no sábado. A informação é da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS).
A pasta informa, ainda, que nenhum ônibus foi incendiado na capital ou Região Metropolitana desde o início da noite de sábado. Blitze com a inserção de mais 70 policiais militares são realizadas, até agora, em pontos estratégicos de Fortaleza.
“Nos flagrantes realizados até agora, foram apreendidas armas de fogo, entre elas um fuzil mosquefal, munições, galões de gasolina e coquetéis molotovs”, inormou a nota enviada pela secretaria. Mais de 90 ataques em 20 municípios cearenses foram contabilizados desde a última quarta-feira, 2.
Quase todas as viaturas enviadas pela Força Nacional de Segurança já estão nas ruas da Grande Fortaleza desde o início da noite de sábado. A FNS enviou cerca de 300 profissionais e 30 veículos na madrugada de sábado para reforçar o patrulhamento. O efetivo vai atuar por 30 dias no Estado, após aprovação do Ministro da Justiça, Sérgio Moro.
De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará, cerca de 80 agentes enviados pelos governos de outros oito Estados do Nordeste reforçarão o sistema carcerário no Estado cearense. Alguns profissionais já chegaram, mas o número não foi confirmado pela pasta. Os agentes fazem parte da Força Penitenciária Integrada de Intervenção (FIPI) e já foram enviados em 2016, quando o Ceará passou por crise no sistema prisiona

Em pleno verão, o inferno.

domingo, 6 de janeiro de 2019

Coluna dominical de Carlos Brickmann:
Azul e rosa, Força Nacional no Ceará, novos parâmetros da Previdência, privatização da Eletrobras, isso é para os fracos. A grande sensação deve começar na semana que vem, quando Antônio Palocci, ministro da Fazenda de Lula, chefe da Casa Civil de Dilma, cuja delação premiada atingiu em cheio o PT, volta a depor, agora sobre fundos de pensão. O depoimento deve ser conduzido pelo procurador Frederico Siqueira Ferreira, da força-tarefa que investiga irregularidades nos fundos de pensão das estatais.
As investigações se concentram no Funcef (Caixa Federal), Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Postalis (Correios). Supõe-se (e é isso que se pesquisa) que haja fraudes somando algo como R$ 10 bilhões. Palocci, figura de proa em dois governos petistas, atuando durante muito tempo exatamente na área financeira, tem condições de, em muitos casos, desfazer as dúvidas dos investigadores. Há negociações entre sua defesa e os procuradores para que seja feita outra delação premiada.
Palocci foi condenado a doze anos; cumpriu dois e, feita a delação premiada, passou à prisão domiciliar, com tornozeleira. Que benefício pode obter com nova delação? Talvez – esse deve ser o ponto básico da discussão entre promotores e advogados – livrar-se também da tornozeleira. Que sabe das coisas, sabe; já disse certa vez ao então juiz Sérgio Moro que o que tinha a contar obrigaria a Operação Lava Jato a ter mais um ano de trabalho.
Dias de medo

Palocci faz muita gente tremer. Mas, no Rio, o grande temor de políticos é que o ex-governador Sérgio Cabral consiga chegar a um acordo de delação premiada. Parece incrível que, depois de tudo o que foi descoberto, ainda haja coisas que Cabral possa contar; mas, para ele, é a única saída, já que está condenado a mais de 200 anos de prisão. E Cabral não está sozinho: se resolver contar o que sabe (e que o público ainda não sabe), é provável que seu vice, Luiz Fernando Pezão, também conte sua parte. Admite-se que, perto de Cabral, Pezão, por mais malfeitos que tenha cometido, joga no dente de leite.
Mas, no caso, até o leite e o dentista podem ter sido superfaturados. Há pânico entre os aliados políticos e empresariais dos dois políticos.
Voa, dinheiro! 1

Por que Bolsonaro pensa em acabar com a Justiça do Trabalho? Pelo custo: a Justiça do Trabalho tem pouco menos de 10% das unidades judiciárias do país, mas consome 20% da verba. São R$ 85 bilhões no total, dos quais a Justiça do Trabalho gasta R$ 17 bilhões. Justiça do Trabalho existe numa série de países, não apenas aqui, mas lá fora é mais barata.

Voa, dinheiro! 2
Números oficiais, levantados pelo Novo Jornal, de Natal: os espantosos 50 maiores salários do Rio Grande do Norte (pagos em junho). O maior foi de R$ 179.887,06, pago a uma desembargadora federal do Tribunal Regional do Trabalho. O menor, de R$ R$ 40.185,15, foi pago a uma juíza de terceira entrância, do Tribunal de Justiça. Mesmo o menor é mais alto que o teto do funcionalismo público, o pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Todos, sem exceção, trabalham na área do Direito: juízes, promotores, desembargadores – e um solitário técnico judiciário, com R$ 52.312,17.
Voa, dinheiro! 3
Por que Bolsonaro ordenou uma varredura nos últimos atos do governo Temer? Uma pista: a ministra dos Direitos Humanos. Damares Alves, suspendeu um convênio (sem licitação) entre a Funai, Fundação Nacional do Índio, e a Universidade Federal Fluminense, no valor de aproximadamente R$ 45 milhões. Foi assinado tão em cima da hora que a publicação no Diário Oficial ocorreu em 2 de janeiro de 2019, já no novo governo.
Objetivo do convênio: elaborar um Projeto de Fortalecimento Institucional da Funai. E também criar uma criptomoeda, ou moeda virtual, um tipo de bitcoin, para se transformar no dinheiro dos índios.
Voa, dinheiro! 4
O presidente Bolsonaro tem uma ótima oportunidade de poupar dinheiro público. Temer nomeou Carlos Marun, seu chefe da Casa Civil, conselheiro de Itaipu. São R$ 27 mil mensais, para participar de uma reunião de dois em dois meses. Bolsonaro, por algum motivo, resolveu deixar pra lá.

Voa, dinheiro! 5
O Museu de Arte do Rio, MAR, apresenta (com dinheiro público) uma exposição, “Arte Democracia Utopia, quem não luta tá morto”, composta por bandeiras do MST, CUT e MTSC, faixas “Amanhã Ocupação” e pichações “A Cidade é Sua. Ocupe-a”. A exposição começou em setembro, um mês antes das eleições. Não há, na exposição, menção a qualquer outra tendência política. O MAR é dirigido por uma ONG, Instituto Odeon, que recebe R$ 12 milhões por ano da Prefeitura pelo serviço.
Como diz o letreiro abaixo do leão da Metro, “Ars Gratia Artis” – a Arte pela Arte. DO O,TAMBOSI

O pente-fino de Bolsonaro no INSS

Jair Bolsonaro quer fazer um pente-fino em todos os benefícios pagos pelo INSS.
Para isso, o governo deve mandar ao Congresso Nacional uma medida provisória que revê regras previdenciárias.
A MP estabelecerá, por exemplo, o pagamento de um bônus de R$ 57,50 a técnicos do seguro social que identificarem irregularidades em aposentadorias e pensões.
“A expectativa é que as novas regras possam gerar uma economia de R$ 9,3 bilhões em um ano, já descontados os pagamentos dos bônus”, registra a Folha.

EUA “muito entusiasmados” com Bolsonaro

O secretário de estado americano Mike Pompeo deu uma entrevista a Eliane Cantanhêde, do Estadão. Ele disse que os Estados Unidos estão “muito entusiasmados” com Jair Bolsonaro e com a guinada da América do Sul à direita.
“Estou muito satisfeito de ter tido a chance de passar algum tempo com o novo presidente [Jair Bolsonaro] e de nossas equipes terem ainda mais tempo juntas. Tivemos muito bom consenso sobre diferentes questões-chave de interesse não só para as relações entre os dois países, mas também para a região. Então, eu realmente creio que teremos um bom alinhamento nas nossas políticas daqui em diante, inclusive para desenvolver melhor as relações econômicas e comerciais e gerar empregos e oportunidades para os cidadãos no Brasil e nos EUA.”

Juízes criminais emitem nota em apoio à proposta de Moro

O Fórum Nacional de Juízes Criminais (Fonajuc) emitiu um nota em apoio à proposta de Sergio Moro de adaptar o chamado “plea bargain” — usado nos Estados Unidos — para desafogar o Judiciário brasileiro, relata Frederico Vasconcelos.
O acordo permite que os acusados confessem seus crimes ao Ministério Público em troca de uma pena menor.
Segundo o fórum, “a ausência de efetividade/celeridade da Justiça Criminal contribui para insegurança jurídica e principalmente para a impunidade, que deve ser combatida, e por isso apoia a ideia central da proposta do ministro da Justiça”.

COM DONALD TRUMP O RENASCIMENTO DA ESPERANÇA FAZ A ECONOMIA AMERICANA DAR UM SALTO. O MESMO FENÔMENO PODE OCORRER NO BRASIL COM O GOVERNO BOLSONARO.


domingo, janeiro 06, 2019

Da mesma forma como faz a grande mídia brasileira neste momento em que se inicia o governo do Presidente Jair Bolsonaro, o mesmo ocorreu nos Estados Unidos, isto é, descrédito total quanto a performance de Donald Trump. Debochavam do slogan de sua campanha: Make American Great Again (MAGA). Economistas afirmavam ser impossível fazer bombar o nível de empregos industriais nutrindo as reportagens do jornalismo esquerdista que lá, como aqui no Brasil, tratava de desacreditar todas as promessas de campanha de Trump. 

A globalização, afirmavam então, havia sugado a vitalidade econômica norte-americana espargindo os empregos ao redor do mundo, sobretudo na China. Lá como aqui existem aqueles tipos influentes do mercado e os venerados scholars das academias e dos think tanks esquerdistas sempre prontos a dar pitacos sobre qualquer assunto, especialmente no que tange à economia e à política, espécie de oráculos que são repetidamente consultados pelos jornalistas. Sim, jornalistas em sua maioria são esquerdistas, por isso são imbecis, preguiçosos e idiotas. Todavia se consideram "intelectuais". Não é à toa que a grande mídia como conhecemos até agora tende a desaparecer na poeira do tempo. Afirmo tudo isso com conhecimento de causa, afinal sou profissional do jornalismo há exatos 47 anos! 

O fato é que em dois anos de governo Donald Trump fez a economia dar um salto fantástico desmontando com a realidade dos números as premonições dos "oráculos" repetidas ad nauseam pelos jornalistas. Fazem aqui no Brasil neste momento com o Presidente Jair Bolsonaro o que fizeram como Donald Trump nos primeiros dias em que começou a despachar no Salão Oval da Casa Branca.

O que os estimados leitores podem ler a seguir é o que está acontecendo nos Estados Unidos mas a mainstream media botocuda escamoteia. Por isso é que os apresentadores da famigerada Rede Globo deram agora para se vestir com paletós cor de rosa. Qualquer dia desse poderão aparecer seminus nas bancadas dos jornais televisivos como estratégia para obter audiência!
O Presidente Jair Bolsonaro e o vice-Presidente General Hamilton Mourão: um ânimo inaudito tomou conta do Brasil. Como vem ocorrendo nos Estados Unidos com Donald Trump, o renascimento do esperança é um fato no Brasil com Bolsonaro Presidente. É algo intangível, mas não menos real e tem influência no comportamento dos agentes econômicos.
E, para que não me acusem de exagerado transcrevo em tradução livre para o português com a ajuda do tradutor online a reportagem do famoso site conservador norte-americano Breitbart que possui sucursais no Reino Unido e Israel. Suas matérias geralmente possuem até 5 mil comentários ou mais de leitores, o que dá uma ideia de sua força, abrangência e confiabilidade. A matéria trata do que está acontecendo de fato nos Estados Unidos sob a Presidência de Donald Trump. A manufatura deu um salto e faz bombar o número de empregos industriais.

E o mais incrível é que tudo isso também poderá acontecer no Brasil com o governo Bolsonaro. Enquanto os economistas tentam encontrar uma explicação para o fenômeno do boom econômico norte-americano descuram uma realidade que vai além das análises econômicas. Boa parte do renascimento da manufatura provavelmente se baseia em algo menos tangível, mas não menos real: o renascimento da esperança. As pessoas que acreditam que podem "tornar a América ótima novamente" estão contratando, iniciando novos negócios e retornando à força de trabalho, frisa a matéria do site Breitbart.

Guardadas as devidas proporções a ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência do Brasil já está gerando esse otimismo como nunca se viu antes em nossa história. Isso pode ser menos tangível, porém não é menos real como anota a reportagem do site Breitbart em relação aos Estados Unidos com o efeito Trump. Leiam que é importante:
MAKE AMERICA GREAT AGAIN
Donald Trump cumpriu uma promessa fundamental que muitos economistas disseram ser impossível: o setor de manufatura cresceu em 2018. O setor manufatureiro adicionou 284.000 posições em 2018, seu melhor ano desde 1997.
O renascimento da manufatura americana foi a pedra angular da promessa de campanha de Trump de 2016 de tornar a América ótima novamente. Muitos economistas ridicularizaram a idéia de que a manufatura poderia crescer nos EUA, insistindo que uma combinação de automação e globalização significava que os empregos nas fábricas haviam ido embora para sempre. Alguns até acusaram Trump de tentar "enganar" o povo americano com promessas de empregos industriais.
Talvez o ataque mais alto à promessa de empregos na indústria de transformação de Trump tenha vindo do então presidente Barack Obama.
“Bem, exatamente como você vai fazer isso? O que exatamente você vai fazer? Não há resposta para isso ”, disse Obama. "Ele apenas diz: 'Bem, eu vou negociar um acordo melhor'. Bem, como exatamente você vai negociar isso? Que varinha mágica você tem? E geralmente a resposta é que ele não tem uma resposta. ”
O ceticismo de Obama talvez seja compreensível. Na campanha eleitoral de 2012, Obama prometeu criar 1 milhão de empregos industriais em seu segundo mandato. Em vez disso, a economia dos EUA acrescentou apenas 549.000 empregos na indústria durante os quatro anos seguintes. Em seu último ano no cargo, o emprego industrial realmente se contraiu. Para uma administração composta por pessoas que se consideravam as mentes mais espertas da economia em cena, a incapacidade de retomar os empregos na produção provavelmente fazia com que parecesse impossível.
De fato, em todo o mandato de oito anos de Obama, a economia nunca acrescentou tantos empregos na indústria quanto no ano passado. No melhor ano de Obama, a economia acrescentou 211.000 empregos industriais - e isso foi construído a partir de uma base muito baixa, porque muitos empregos foram destruídos pela Grande Recessão.
O ceticismo de Obama talvez seja compreensível. Na campanha eleitoral de 2012, Obama prometeu criar 1 milhão de empregos industriais em seu segundo mandato. Em vez disso, a economia dos EUA acrescentou apenas 549.000 empregos na indústria durante os quatro anos seguintes. Em seu último ano no cargo, o emprego industrial realmente se contraiu. Para uma administração composta por pessoas que se consideravam as mentes mais espertas da economia em cena, a incapacidade de retomar os empregos na produção provavelmente fazia com que parecesse impossível.
De fato, em todo o mandato de oito anos de Obama, a economia nunca acrescentou tantos empregos na indústria quanto no ano passado. No melhor ano de Obama, a economia acrescentou 211.000 empregos industriais - e isso foi construído a partir de uma base muito baixa, porque muitos empregos foram destruídos pela Grande Recessão.
O boom de postos de trabalho industriais também desafia as previsões de que as tarifas e as disputas comerciais pesariam sobre os fabricantes nacionais fora do aço e do alumínio. Em vez disso, a manufatura adicionou empregos em um ritmo mais rápido do que a economia mais ampla. E longe de ser esmagado, os dados de janeiro mostram que a produção de exportação não apenas continuou a crescer, mas a taxa de crescimento está acelerando.
Estes são bons trabalhos que fazem produtos duradouros. Cerca de dois terços da produção industrial de 2018 são de bens duráveis, que incluem máquinas, automóveis, aviões e outros itens caros.
Os economistas, sem dúvida, passarão anos tentando descobrir exatamente o que deu origem ao boom da fabricação Trump e por que tantas previsões estavam tão fora da base. Sem dúvida, a política comercial, os cortes de impostos e a reforma regulatória desempenharam um papel importante. Mas boa parte do renascimento da manufatura provavelmente se baseia em algo menos tangível, mas não menos real: o renascimento da esperança. As pessoas que acreditam que podemos "tornar a América ótima novamente" estão contratando, iniciando novos negócios e retornando à força de trabalho.
Talvez o comentário de "varinha mágica" de Obama não estivesse tão distante. Mas ele deveria ter chamado isso de uma varinha MAGA (Make American Great Again). Do site Breitbart - Click here to read in English DO A.AMORIM

sábado, 5 de janeiro de 2019

Parlamento venezuelano vai declarar ilegítimo novo mandato de Maduro

Assembleia Nacional deve rotular Maduro de "usurpador". Na sexta-feira, grupo de Lima disse que não vai reconhecer governo venezuelano.

Por France Presse
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela — Foto: Maxim Shemetov/Reuters
O Parlamento venezuelano, controlado pela oposição, vai declarar neste sábado (5) ilegítimo o novo mandato de Nicolás Maduro, que começará na próxima quinta-feira (10), uma decisão simbólica que pode dividir ainda mais os opositores.
A Assembleia Nacional vai rotular Maduro de "usurpador" um dia depois de o Grupo de Lima, apoiado pelos Estados Unidos, ter pedido ao presidente que não tome posse e ceda poder ao Legislativo até que eleições livres sejam realizadas.
Caracas acusou o Canadá e os 12 países latino-americanos que fizeram o pedido de "encorajar um golpe de Estado" por instruções de Washington.
O governo de esquerda do México não assinou a declaração, que desconhece a legitimidade do novo mandato presidencial de Maduro (2019-2025).
"Estamos diante de um homem que roubou uma eleição (...) teremos um usurpador. Não podemos reconhecer Maduro como presidente", disse à AFP a deputada Delsa Solorzano.
Maduro, de 56 anos, foi reeleito no dia 20 de maio em eleições antecipadas convocadas pela Assembleia Constituinte, órgão oficial de poder absoluto que na prática substituiu o Legislativo, única entidade controlada pela oposição.
Denunciando uma "fraude" para perpetuar o governante socialista, os principais partidos da oposição boicotaram as eleições, embora suas principais figuras já estivessem inabilitadas ou presas.
Apenas um rival de peso, o dissidente chavista Henri Falcón, desafiou Maduro, aprofundando as divisões entre os opositores.
A decisão do Parlamento de não reconhecer Maduro não terá efeito, porque suas decisões são derrubadas pelo Supremo Tribunal - alinhado ao oficialismo.
"Nada sairá da Assembleia que possa ter impacto", disse à AFP Peter Hakim, do Diálogo Interamericano.
Em janeiro de 2017, o bloco opositor declarou Maduro no abandono de seus deveres, culpando-o pela grave crise econômica que causou o êxodo de 2,3 milhões de pessoas desde 2015. A medida não avançou.
"Estamos amarrados", admite Solorzano, que culpa os militares por apoiarem o governo.
Embora a deputada Manuela Bolivar tenha dito à AFP que a decisão do Parlamento seja unânime, setores da oposição estão pressionando para que o órgão vá mais longe.
Dois dos líderes mais radicais, Antonio Ledezma e María Corina Machado, exigem que o Legislativo instale um "governo de transição" para preencher o vácuo que, segundo eles, Maduro deixará. Eles pedem o apoio das Forças Armadas.
"Aceitar menos é validar a tirania", desafiou Machado.
Mas parece não haver atmosfera para nomear um governo paralelo, que pressagia novas fraturas na oposição, também mergulhada em disputas internas.
Maduro, confrontado a uma forte rejeição popular, mas com influência sobre os demais poderes, diz que não teme a oposição ou países que poderiam romper ou diminuir o nível de relações diplomáticas, e cercá-lo financeiramente, como sugerido pelo Grupo de Lima.
"Eles me acusam de ser um ditador para justificar qualquer coisa", declarou o herdeiro político do falecido Hugo Chávez (1999-2013), que defende que sua reeleição foi "democrática".
Especialistas apontam que a oposição deve se unir e se organizar para recuperar o apoio popular, enfraquecido após protestos exigindo a saída de Maduro e que deixaram cerca de 125 mortos em 2017.

Globo provoca governo Bolsonaro. Seus transformers já vestem azul e rosa.



Após os protestos feitos por artistas, personalidades e cidadão comuns alinhados com o lulopetismo, todos inconformados a respeito da declaração feita pela ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, de que "azul é cor de menino e rosa de menina", os jornalistas Renata Lo Prete e Jorge Pontual, do Jornal da Globo, resolveram fazer outra provocação contra o governo Bolsonaro.
A jornalista Renata Lo Prete usou um vestido azul, o que não é comum fazer, enquanto Pontual, que é correspondente da Globo em Nova York, usou um terno rosa, o que faz com relativa frequência.
A Globo perdeu o eixo.
Seus jornalistas transformaram-se em esbirros do lulopetismo e perderam a compostura. DO P.BRAGA

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Sérgio Moro autoriza atuação da Força Nacional no Ceará

Desde a virada do ano, o estado registrou mais de 40 ataques e 45 suspeitos foram detidos. Ônibus foram incendiados, tiros e artefatos incendiários foram disparados contra prédios.

Por Camila Bomfim, TV Globo — Brasília
O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou o uso da Força Nacional, por 30 dias, para atuar em onda de violência no estado do Ceará. De acordo com a portaria do ministro, a Força Nacional fará policiamento ostensivo entre outras ações de segurança em apoio às forças policiais já em operação no estado.
Desde o início dos ataques, ônibus foram incendiados, tiros foram disparados contra prédios e bancos, e artefatos caseiros incendiários foram arremessados contra delegacias.
Uma bomba foi colocada na coluna de um viaduto na BR-020, em Caucaia, e corre risco de desabar. Segundo o governador do Ceará, Camilo Santana, 45 suspeitos foram detidos desde quarta-feira, entre adultos e adolescentes. Um casal de idosos e um motorista ficaram feridos até o momento.
A partir da noite de quarta-feira (2), ocorreram mais de 40 ataques em Fortaleza, Tinguá, Pacatuba, Horizonte, Maracanaú, Caucaia, Pindoretama, Eusébio, Morada Nova, Jaguaruana, Canindé, Piquet Carneiro, Morrinhos, Aracoiaba e Baturité.
Nesta quinta-feira (3), o estado registrou motim na Casa de Privação Provisória de Liberdade, em Fortaleza, e ataques a ônibus. No mesmo dia, Moro determinou à Polícia Federal, à Polícia Rodoviária Federal e ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen) que tomem as "providências necessárias" de apoio ao estado.
De acordo com a portaria desta sexta, para autorizar o envio da Força Nacional ao estado, Moro considerou a "gravidade dos fatos" e as "dificuldades das forças estaduais de atenderem sozinhas" à ação do crime organizado. (Leia a íntegra da portaria ao final desta reportagem)  — Foto: Infográfico: Juliane Monteiro/G1
Portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública
Dispõe sobre o emprego da Força Nacional de Segurança Pública no Estado do Ceará.
O MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA , no uso de suas atribuições que lhe confere o art. 87 da Constituição Federal e nos termos da Medida Provisória n° 870, de 1° de janeiro de 2019, do Decreto n° 9.662, de 1° de janeiro de 2019, da Lei 11.473, de 10 de maio de 2007, e do Decreto n° 5.289, de 29 de novembro de 2004, e
CONSIDERANDO os diversos incidentes de violência havidos no Estado do Ceará nos últimos dias e que incluem ataques a ônibus, a prédios públicos, inclusive federais, e tentativas de explosão de obras públicas;
CONSIDERANDO as informações de que tais incidentes estão relacionados a ações de grupos criminosos;
CONSIDERANDO o Ofício GG n° 05, de 3 de janeiro de 2019, no qual o Governo do Estado do Ceará solicitou o apoio das forças federais para controlar os incidentes;
CONSIDERANDO as dificuldades das forças estaduais de atenderem sozinhas às demandas decorrentes da ação do crime organizado;
CONSIDERANDO a gravidade dos fatos informados, a necessidade de manutenção da segurança pública e o dever das forças policiais federais e estaduais de, por ação integrada, proteger a população civil e o patrimônio público e privado de novos incidentes; e
CONSIDERANDO a urgência e relevância da medida solicitada;
RESOLVE:
Art. 1º Autorizar o emprego da Força Nacional de Segurança Pública, já mobilizada desde a solicitação de apoio do Governador, para a realização de policiamento ostensivo e de outras ações de segurança em apoio à Polícia Federal, à Polícia Rodoviária Federal, ao Departamento Penitenciário Nacional e às demais forças de Segurança Pública do Estado do Ceará, em caráter episódico e planejado, por trinta dias.
Art. 2º A operação terá o apoio logístico do Governo do Ceará.
Art. 3º O contingente a ser disponibilizado obedecerá ao planejamento definido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública - SENASP do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Art. 4º O prazo de apoio prestado pela Força Nacional de Segurança Pública poderá ser prorrogado, se necessário, conforme o art. 4°, § 3°, inciso I, do Decreto n° 5.289, de 2004.
Art. 5.º Determinar às Polícias federais que intensifiquem, no Estado de Ceará, as ações de prevenção e repressão ao crime organizado e que o Departamento Penitenciário Nacional preste todo o apoio necessário para as ações de segurança pública.
Art. 6º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
SERGIO MORO
Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública

Crusoé: 79,4% apoiam prisão em segunda instância

O STF está desistindo de tirar Lula da cadeia em 10 de abril.
Isso corresponde ao sentimento da maioria esmagadora dos brasileiros.
A pesquisa da Crusoé, feita pelo Instituto Paraná, mostra que 79,4% dos eleitores querem que o Congresso Nacional aprove uma lei autorizando a prisão dos criminosos condenados em segundo grau, como o chefe da ORCRIM.
Jair Bolsonaro, ontem à noite, disse que medida pode ser barrada pelos réus da Lava Jato. Ele deveria dizer o contrário, é claro: que vai enfrentar os parlamentares corruptos para aprovar a lei.
Leia a pesquisa completa aqui.

Crusoé: 68,6% apoiam reforma da Previdência

Jair Bolsonaro recuou na reforma previdenciária, defendendo medidas ainda mais brandas do que aquelas propostas por Michel Temer.
A pesquisa exclusiva da Crusoé, porém, mostra que os brasileiros sabem perfeitamente que as normas das aposentadorias precisam ser revistas com urgência.
Leia aqui.

O petismo pede socorro a Moro

O governador petista Camilo Santana, que sempre atacou Sergio Moro, agora pediu socorro a ele, porque o Ceará foi tomado pelo crime organizado.
Como mostrou a pesquisa exclusiva da Crusoé, 90,9% dos brasileiros exigem medidas mais enérgicas contra a bandidagem. No Nordeste, que é dominado pelo petismo, o número chega a 92,1%.
Leia a pesquisa completa aqui.

Moro 76%

Sergio Moro é aprovado por 76% dos brasileiros, diz uma pesquisa do Ideia Big Data, encomendada pela Veja.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

“Não estamos com o Rodrigo Maia por estar”


Após uma reunião com a bancada, Luciano Bivar, presidente do PSL, disse que não houve toma lá, dá cá na negociação do apoio a Rodrigo Maia.
“Não houve troca de cargo. A CCJ faz parte da governabilidade. Nada ali é remuneratório. Temos uma participação efetiva, para viabilizar a pauta econômica que é o mais significativa para nosso projeto.”
O deputado disse também:
“Sentimos um sentimento de coesão, de uma agremiação que tem uma ideia só. Eu acho que a gente dando essa sustentação ao governo federal vamos viabilizar as reformas que o País exige. O PSL não vai ser um partido de questão fechada, somos liberais por natureza.”
E mais:
“Não estamos com o Rodrigo Maia por estar, foi a convergência das ideias dele.”

Eduardo Bolsonaro não participa de reunião do PSL

Acabou a reunião da bancada do PSL na Câmara.
Eduardo Bolsonaro, deputado do partido e filho do presidente, não participou.

Onyx: governo não vai interferir nas eleições na Câmara e Senado

Onyx Lorenzoni disse que Jair Bolsonaro reafirmou que o governo não vai interferir nas eleições para a presidência da Câmara e do Senado.
“Todos os governos que tiveram alto de intervenção, tanto nas eleições de Câmara e Senado, os governos todos erraram. Se alguém tem alguma dúvida, basta acompanhar o que aconteceu no meses ou anos subsequentes”.

Reunião ministerial cria regra para nomear no 2º e 3º escalões, decide rever conselhos e vender imóveis

Indicados para cargos de 2º e 3º escalões serão técnicos em 'sintonia' com projeto do governo, disse ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil). Ministro da pasta dará palavra final sobre nomeação.

Por Guilherme Mazui e Luiz Felipe Barbiéri, G1 — Brasília
O presidente Jair Bolsonaro (centro) conduz a primeira reunião ministerial do novo governo — Foto: Marcos Corrêa / PR
O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anunciou nesta quinta-feira (3) após a primeira reunião ministerial do governo Jair Bolsonaro as seguinte medidas:
  • Revisão e "pente-fino" em todos os conselhos que atuam junto à administração direta. Segundo Onyx, há muitos conselhos e em vários casos as atribuições se sobrepõem.
  • Preenchimento dos cargos de segundo e terceiro escalões seguirão "critérios técnicos" e terão de respeitar "a afinação com o projeto que representamos", segundo Onyx. Ele disse que o ministro da pasta é que dará a palavra final sobre a indicação após avaliar a "sintonia" do candidato com o projeto do governo.
  • Reunir nas capitais as estruturas dos ministérios nos estados, a fim de se permitir a venda de imóveis federais. Será feito um censo dos imóveis para se "racionalizar" a estrutura. Onyx afirmou que a União tem cerca de 700 mil imóveis.
  • Revisão de todos os contratos de locação da União. Segundo o ministro, é um "contrasenso absoluto" o governo ter 700 mil imóveis e ainda necessitar alugar.
  • Revisão em cada ministério das liberações de recursos e das exonerações realizadas nos últimos 30 dias de 2018. “Houve uma movimentação incomum de exonerações e indicações nos últimos 30 dias, assim como também houve uma movimentação incomum de recursos destinados a ministérios também nos últimos 30 dias”, disse o ministro.
Onyx anunciou as medidas em uma entrevista à imprensa concedida no Palácio do Planalto, após a reunião do Conselho de Governo, integrado por Bolsonaro, pelo vice Hamilton Mourão e pelos ministros de Estado.
O primeiro encontro do grupo teve a presença dos 21 ministros empossados e de Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro para a presidência do Banco Central, cargo com status ministerial, mas que ainda exige aprovação do indicação pelo Senado.
Um novo encontro do conselho está agendado para a manhã da próxima terça-feira (8). Na oportunidade, segundo Onyx, os ministros deverão discutir com Bolsonaro as medidas a serem adotadas pelo governo nas primeiras semanas.
Questionado na entrevista após o encontro sobre os parâmetros que o governo pretende incluir no projeto de reforma da Previdência, Lorenzoni não quis dar detalhes e respondeu:
“Só uma palavra: vamos fazer a reforma da Previdência. Ponto.”
Bolsonaro na primeira reunião ministerial no Palácio do Planalto ao lado do vice-presidente Hamilton Mourão (dir.) e do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) — Foto: Rafael Carvalho/Presidência da República

'Conselhão' extinto

Onyx ainda afirmou que o governo de Bolsonaro decidiu extinguir o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado "Conselhão", órgão de assessoramento do presidente da República. No governo Temer, o "Conselhão" tinha 96 integrantes.
O órgão foi criado em 2003, no governo Luiz Inácio Lula da Silva, com a função de assessorar o presidente da República e auxiliar a criação de políticas públicas. Os integrantes eram escolhidos pelo presidente.

'Despetização'

Onyx afirmou durante a entrevista que, após a reunião, os ministros ficaram autorizados a exonerar funcionários em cargos em comissão e funções gratificadas, a exemplo do que fez a Casa Civil.
Onyx anunciou a exoneração de cerca de 320 funcionários da pasta, medida que, segundo ele, tem por objetivo uma “despetização” do governo. As exonerações foram publicadas no "Diário Oficial da União" desta quinta-feira.
“Todos os ministros estão autorizados, dentro das suas pastas, a proceder de maneira semelhante ou ajustadas a cada uma das pastas", disse o chefe da Casa Civil.

Conforme o ministro, a intenção é "desaparelhar" a administração federal. Os exonerados interessados em retornar passarão por uma "avaliação" para aferir perfil e como foi indicado para o cargo.
Onyx disse que a "sociedade brasileira" optou por acabar com "ideias" socialistas e comunistas".
“A sociedade brasileira decidiu por maioria dar um basta nas ideias socialistas e nas ideias comunistas, que por 30 anos nos levaram a esse caos que nós vivemos hoje de desemprego, de desestruturação do Estado, de insegurança das famílias, de má prestação da saúde e de escola que em vez de educar, doutrina", disse.
O ministro da Casa Civil ressaltou ainda que, durante a reunião, o presidente reafirmou que o governo não vai interferir na eleição para as presidências da Câmara e do Senado.

Presidências da Câmara e do Senado

Segundo Lorenzoni, todos os governos que tiveram um “alto grau de intervenção” nas eleições para as mesas diretoras do Senado e da Câmara erraram.
“Todos os governos que tiveram grau alto de intervenção nas eleições de Câmara e Senado erraram. Se alguém tem alguma dúvida, basta acompanhar o que aconteceu nos meses ou anos subsequentes à intervenção desses governos na Câmara e no Senado”, disse.
Nesta quinta, o PSL, partido de Bolsonaro, anunciou apoio à candidatura à reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) à Presidência da Câmara. O partido também lançou a candidatura de Major Olimpio (PSL-SP) para a presidência do Senado.
Em 2015, o governo da ex-presidente Dilma Rousseff apoiou o petista Arlindo Chinaglia para a presidência da Câmara. Ele acabou derrotado por Eduardo Cunha, que promoveu uma agenda legislativa alheia aos interesses do Planalto. No ano seguinte, Cunha aceitou o pedido de impeachment que levou à queda da petista da Presidência da República.

É preciso “desjudicializar” a política e a economia


quinta-feira, 3 de janeiro de 2019


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil
Bolsa sobe, dólar cai, mas ainda segue muito alto, no dia seguinte à posse de Jair Bolsonaro e no dia em que Paulo Guedes assume o Ministério da Economia. O que isso significa? Nada de anormal em um País que não tem um eficiente órgão regulador de mercado. O “fenômeno” apenas confirma que poucos e grandes fundos de investimento transnacionais manipulam os preços dos ativos no Brasil, conforme a conveniência deles.
O mercadinho brasileiro é extremamente volátil. Sempre foi... Os especuladores ditam o ritmo do jogo. Parece piada pronta a lista dos motivos arranjados para justificar a escalada rentista. A causa não é a ascensão de Paulo Guedes, prometendo muitas privatizações, menos impostos e menos gastos. Também não é o favoritismo de Rodrigo Maia para presidir a câmara dos Deputados. Agora, tudo é otimismo. Até porque o Brasil vai melhorar porque não tem outro jeito... Só isto...
Ontem, foram dados alguns recados institucionais importantíssimos. Paulo Guedes pregou a “desjudicialização” das matérias tributárias e maior clareza destes temas na Constituição. O ideólogo Guedes focou seu discurso na defesa da democracia liberal, de centro-direita, em confronto com a social-democracia que governou o país nos últimos 30 anos. Na economia, a agenda será liberal, fundada nos seguintes pilares: reforma da Previdência, privatizações, simplificação tributária, descentralização das receitas da União para os Estados e municípios e abertura comercial.
Outra mensagem foi dada pelo General Santos Cruz, que assumiu a Secretaria de Governo. Ele avisou que fará uma revisão geral de todos os contratos da administração Federal – o que deve ter causado arrepio a muitos políticos que mamavam nas tetas estatais. Mais um recado fortíssimo partiu do novo ministro da Justiça e Segurança. Sérgio Moro prometeu apresentar ao Congresso Nacional, no mês que vem, um pacote de medidas para combater organizações criminosas, com regras mais claras.
O recado mais importante, não podia ser diferente, foi dado pelo Presidente Jair Bolsonaro, em apenas uma frase em homenagem ao General Eduardo Villas-Bôas, comandante do Exército. A mensagem de Bolsonaro, curta e objetiva, deve ser seguida como um mantra pela equipe de governo e pela população: “Hierarquia, disciplina e respeito é o que fará do Brasil uma grande Nação”.
Eis o caminho para a pacificação do Brasil. Como bem lembrou Paulo Guedes, “quem legisla e quem julga tem as maiores aposentadorias, enquanto o cidadão comum tem as menores”. Esta é a visão oficial para deixar claro que é o povo quem tem de pressionar a classe dirigente (Executivo, Legislativo e Judiciário) para reassumir sua responsabilidade institucional: gerir bem a coisa pública, sem roubalheiras e sem conflitos permanentes, na absurda guerra de todos contra todos.
Resumindo: cabe aos segmentos esclarecidos da sociedade cumprir a missão de pressionar os “poderosos de plantão” para “desjudicializar” a política, a economia e, principalmente, as relações sociais. Ou seja, o que o Brasil necessita é Democracia de verdade – sinônimo de Segurança legal, jurídica e individual.
Deixando ainda mais claro: o Brasil não pode mais ser a Casa da Mãe Joana, onde poucos mandam, porém a maioria desobedece, gerando e mantendo um ambiente de corrupção sistêmica, desordem, violência, insegurança e falta de respeito a tudo e a todos.
Simbolicamente, Bolsonaro tomou posse como o sujeito que vai botar ordem na zona, para que o Brasil retome o caminho do progresso e da paz social. Só é bom deixar claro que o desafio não é do Presidente que assumiu. A responsabilidade é de cada um dos brasileiros, principalmente dos que têm capacidade para defender e colocar em prática uma Democracia nunca antes vista em nossa História.
PS – É impressionante como alguns idiotas da mídia e da academia econômica não entendem – ou fingem não entender – as entrelinhas ideológicas do raciocínio do livre pensador liberal Paulo Guedes.
Perguntinha básica: O que Guedes realmente quis dizer, ao advertir que, se a reforma da Previdência não for aprovada, a situação chegaria a um limite tal que os congressistas se veriam obrigados a assumir o seu protagonismo, passando a controlar o Orçamento e a aprovação de um pacto federativo?
Tentativa humilde de resposta: Guedes simplesmente defende o óbvio ululante – que cada segmento de poder dirigente assuma a missão de implantar um Federalismo de verdade no Brasil, a partir do princípio da liberdade democrática responsável.
Enfim, se os dirigentes não fizerem diferente, a pressão da dura e triste realidade forçará as mudanças...