quarta-feira, 20 de julho de 2011

Kassab pisou na bola. E pisou feio.

São Paulo arrecadou R$ 13,2 bilhões em 2010, em receitas tributárias. Ao conceder isenções de R$ 420 milhões para construir o estádio do Corinthians, Gilberto Kassab, o prefeito, está renunciando a 5,5% dos impostos recolhidos no ano que passou. Para que o contribuinte paulista tenha idéia do tamanho do prejuízo para a cidade, vejam as seguintes despesas do município em 2010:
  • SANEAMENTO -  R$ 361 milhões
  • ASSISTÊNCIA SOCIAL -  R$ 714 milhões
  • SEGURANÇA PÚBLICA - R$ 283 milhões
  • GESTÃO AMBIENTAL - R$ 247 milhões
  • DESPORTO E LAZER - R$ 261 milhões
  • ADMINISTRAÇÃO - R$ 465 milhões
Querem comparar com Saúde? Pois R$ 420 milhões equivalem a 10% de tudo o que a Prefeitura gastou na área. Também é quase 20% do montante que que ela gastou com Transporte. Clique aqui e conheça o Balanço Financeiro Consolidado de 2010, da cidade de São Paulo. Não há como justificar esta doação a um clube de futebol corrupto, que não paga impostos, que desvia dinheiro, que não oferece absolutamente nada para a cidade, que não seja jogos de futebol, pelos quais cobra ingresso. E caro.
DO BLOG DO CEL

Governo vai bancar custo extra de R$ 70 mi do Itaquerão

Para abrigar o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, o estádio do Corinthians, que será construído na Zona Leste da capital paulista, vai custar mais do que os 820 milhões de reais anunciados na terça-feira pelo clube. Isso por que o governo de São Paulo vai arcar sozinho com a diferença dos 20.000 lugares necessários para que o novo estádio possa abrigar os jogos do Mundial - o que vai custar cerca de 70 milhões de reais aos cofres públicos. O valor não está dentro do orçamento estipulado pela construtora Odebrecht para a construção do Itaquerão.
Carlos Armando Paschoal, diretor superintendente da Odebrecht, confirmou a informação nesta quarta-feira. "Isso não está nos 820 milhões de reais. Não está no nosso contrato. Vai ser uma obra a ser contratada pelo governo do estado de São Paulo", garantiu o executivo, em entrevista à rádio CBN. Ele explicou que o valor da obra está previsto para uma arena de 48.000 lugares, incluindo toda a estrutura de camarotes e dentro do padrão Fifa para uma abertura de Copa.
Participe da pesquisa: O que você acha da Copa do Mundo de 2014, no Brasil?
Desde o princípio, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, disse que não pagaria a diferença para ter um estádio de abertura de Copa. O principal entrave era a capacidade, já que a Fifa exige pelo menos 65.000 lugares. No clube, todos entendiam que o custo de se manter uma arena maior do que 48.000 lugares era inviável. Assim, a solução encontrada para ter o jogo inaugural do Mundial foi convencer o governo estadual a bancar a estrutura provisória.
"O que o estado vai fazer é dar apoio logístico ao evento de abertura da Copa e não ao estádio do Corinthians. Após a realização dos jogos, essa estrutura será retirada. Nenhum parafuso dessa estrutura provisória ficará com o Corinthians", explicou Emanuel Fernandes, secretário estadual de Planejamento e Desenvolvimento e coordenador do Comitê Paulista da Copa de 2014, ao confirmar o gasto com os 20.000 lugares extras do Itaquerão.
E não serão apenas esses 70 milhões de reais que sairão do bolso do contribuinte para o Itaquerão. Nesta quarta-feira, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, assinou a lei que libera 420 milhões de reais em impostos no terreno da construção do Itaquerão. Da cerimônia de assinatura participaram o governador Geraldo Alckmin, o presidente corintiano Andrés Sanchez e o ministro do Esporte, Orlando Silva. Aplaudido de pé ao discursar, Kassab se mostrou emocionado. "Estamos contribuindo para a alegria do povo brasileiro e para o desenvolvimento da Zona Leste", empolgou-se. A chance de dar um novo fôlego à região - que, com quase quatro milhões de habitantes, merece, de fato, atenção especial do poder público - tornou-se o mote da sede paulista da Copa do Mundo. Todas as autoridades reunidas nesta quarta falaram sobre a oportunidade de ajudar a área mais populosa da cidade, argumento preferido para justificar a decisão de conceder um pacote de incentivos tão generosos a uma instituição privada, o Corinthians.
A bandeira do desenvolvimento da Zona Leste, é claro, só foi erguida na reta final do controverso processo de escolha do estádio de São Paulo. Quando a opção preferida era o Morumbi, a propaganda era pela ausência de dinheiro público no projeto. Quando surgiu a ideia do Piritubão, falava-se na chance de criar um novo pólo de desenvolvimento na cidade. Tudo ficou para trás. Agora, o projeto paulista para a Copa é uma grande transformação urbana e social. "Daqui para frente, será uma nova Zona Leste", gabou-se Andrés Sanchez.
O cartola justifica a necessidade de investimento público no estádio dizendo que, se dependesse dele, o Itaquerão seria apenas o campo do Corinthians, não a sede paulista da Copa. Como a Fifa exige uma capacidade maior do estádio que vai receber a abertura, todas as adaptações necessárias ao projeto original foram colocadas na conta do poder público.
(Com Agência Estado)

PR tem razão! Tem de ser demissão de cabo a rabo

O PR está reclamando das demissões feitas a conta-gotas, aos poucos; a cada dia, uma leva. É a primeira vez que concordo com o partido. Eu também acho que todos já deveriam ter sido demitidos, de cabo a rabo. E isso inclui o novo ministro. Paulo Sérgio Passos.
A razão é simples e já foi enunciada aqui. Como secretário executivo do ministério, das duas, uma: ou era omisso ou era conivente. Mais: ficou no ministério alguns bons meses. O esquema estava lá montado e lá permaneceu.
Pouco importa se, pessoalmente, obteve ou não alguns benefícios — ou melhor: até importa, mas não no que respeita à administração pública. Desse exclusivo ponto de vista, deixar que roubem é tão grave quanto roubar. Se ele, pessoalmente, não é larápio, é o tipo de honradez importante para seus familiares e amigos. Como o principal executivo da pasta e depois ministro, pode-se assegurar que foi, no mínimo, omisso.
Por Reinaldo Azevedo

Tarso Genro ressuscita, na prática, a tese de que crimes cometidos por petistas são virtudes. Ou o Brasil acaba com o PT, ou o PT acaba com o Brasil!

Sempre, leitor, mas sempre mesmo!, que você julgar que ainda não se atingiu o paroxismo do absurdo, que uma avaliação amoral ainda não ultrapassou o limite do asqueroso, do detestável, do nefando, então é o caso de saber o que pensa Tarso Genro, ex-ministro da Justiça e agora governador do Rio Grande do Sul. Se não se lembram, estou a falar da supernanny do homicida Cesare Battisti.
Quem saiu hoje em defesa de Hilderado Caron, o petista do Dnit, tão responsável pela bandalheira que vigora naquele órgão como qualquer amigo de Valdemar da Costa Neto? Tarso Genro, é claro! Caron é do PT do Rio Grande do Sul, amigo do governador. E, curiosamente, ainda não foi demitido! Leiam o que informa o Estadão Online. Volto em seguida:
*
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), fez uma defesa contundente do diretor de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Hideraldo Caron, durante entrevista à imprensa nesta quarta-feira, 20, na sede da Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e Televisão (Agert). “Eu conheço ele (Caron) há 30 anos e duvido que tenha cometido alguma ilegalidade por motivo doloso ou por interesse próprio”, afirmou o governador, que, no entanto, sugeriu que o petista deixe o cargo. “Eu digo mais: eu, se fosse ele, eu saía de lá para ajudar a presidente (Dilma Rousseff) a criar um novo ambiente.”
Caron está sob ameaça de perder o cargo por pressão do PR, que exige que todos os nomes colocados sob suspeita de irregularidades sejam afastados, assim como foram alguns dos filiados ao partido que estavam no Ministério dos Transportes e no Dnit. Segundo a revista VEJA, o diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, disse a correligionários que o petista se empenhava para viabilizar “estranhos reajustes” de preços de obras.
Tarso também considerou estranho que as denúncias tenham aparecido agora. Lembrou que investigações feitas pela Polícia Federal (PF) quando era ministro da Justiça não detectaram nada. “Para evitar que se crie uma situação de denuncismo generalizado, é preciso separar o que é corrupção, o que é denúncia de alguém que não está satisfeito e o que é denúncia política.”
Comento
Prestem atenção ao que vai em negrito. Se Caron cometeu alguma ilegalidade, foi por motivo apenas, digamos, culposo, sem intenção. Então, entende-se, o homem deve ser perdoado. Mas não só por isso: Tarso assegura que, se isso aconteceu, não foi “por interesse próprio”.
É o PT falando. O crime em nome do partido se justifica, como sabemos; o crime em nome da causa é aceitável; o crime em nome de um projeto de poder é, no fundo, um ato revolucionário. Tarso está dizendo, em suma, que um malfeitor do PT não deve ser misturado a malfeitores de outras legendas porque são pessoas de naturezas distintas. Um tem o direito natural de ser criminoso; os outros não.
Notem que, na sublinha, sobra censura até para a presidente Dilma Rousseff. Tarso desconfia das denúncias; ignora que a própria presidente chamou Alfredo Nascimento e a cúpula dos Transportes e lhes passou uma descompostura, inconformada com a estupidamente cara ineficiência da pasta.
O ex-ministro da Justiça — ALIADO DO ATUAL, JOSÉ EDUARDO CARDOZO, É BOM LEMBRAR — também atesta a sua competência, não é? Segundo diz, a Polícia Federal, subordinada ao ministério de que ele era o titular, não havia “detectado nada”. Pois é…
A própria Dilma “detectou”, mas a PF de Tarso não viu problema nenhum…
Questiono, num dos posts abaixo, por que a polícia não agiu, nesse caso, com os mesmos métodos empregados contra o cleptogoverno de Arruda. Esbocei uma hipótese: aos amigos tudo, menos a lei; aos inimigos, nada, nem a lei.
Tarso demonstra que o meu pior juízo a respeito do PT e dos petistas é mesmo o melhor. Ou o Brasil acaba com o PT, ou o PT acaba com o Brasil.
Por Reinaldo Azevedo
REV VEJA

O trem destrambelhado de Dilma Rousseff

Não é possível! Se não basta a quase unanimidade técnica (é “quase” porque sempre há um consultor que escreve o que lhe pagam para escrever) contra o trem-bala, então resta chamar uma junta médica, psiquiátrica mais propriamente, para saber a que se deve essa estúpida obsessão de Dilma Rousseff, uma loucura que ela herdou do governo Lula e que pretende levar adiante.
O leitor poderá dizer: “Pô, Reinaldo, não seja ingênuo; toda obra desse porte serve você sabe pra quê… Tem maracutaia aí…” É, safadeza nestepaiz não é artigo de luxo, não é mesmo? Mas, neste caso, acreditem, até aqueles tidos como potenciais beneficiários da megalomania não se aventuram. O trem-bala é considerado absurdamente caro e, acima de tudo, desnecessário. Estimado pelo governo em R$ 33 bilhões, especialistas dizem que custará, no mínimo, o dobro. Com esse dinheiro, pode-se fazer uma verdadeira revolução no setor de transportes do país, que está pelas tabelas  — além, como vimos, de capturado pela cleptocracia.
José Serra — sim, o próprio — escreveu um ótimo artigo no Estadão sobre por que não fazer o trem-bala, publicado no dia 14. É especialmente bom porque didático. Reproduzo trechos.
*
O projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre São Paulo e Rio de Janeiro, o trem-bala, poderia ser usado em cursos de administração pública como exemplo do que não se deve fazer. Foram cometidos vários erros básicos nos estudos preliminares - parecem deliberados de tão óbvios. Em primeiro lugar, foi superestimada a demanda de passageiros - e, portanto, a receita futura da operação da linha - em pelo menos 30%.
Além disso, o TAV não custaria R$ 33 bilhões, como dizem, e sim mais de R$ 60 bilhões. Isso porque não incluíram reservas de contingência, não levaram em conta os subsídios fiscais e subestimaram os custos das obras, como os 100 km de túneis, cujo custo foi equiparado aos urbanos. Esqueceram que os túneis para os TAVs são bem mais complexos, dada a velocidade de 340 km por hora dos trens; além disso, longe das cidades, não contam com a infra-estrutura necessária, como a rede elétrica, por exemplo.
Foram ignoradas também as intervenções necessárias para o acesso às estações do trem, caríssimas e não incluídas naqueles R$ 60 bilhões. Imagine-se o preço das obras viárias para o acesso dos passageiros que fossem das zonas Sul, Leste e Oeste de São Paulo até o Campo de Marte!
(…)
A alucinação que cerca o projeto do TAV fica mais evidente quando se pensa a questão da prioridade. Imaginemos que pudessem ser mobilizados recursos da ordem de R$ 60 bilhões para investimentos ferroviários no Brasil.
Que coisas poderiam ser feitas com esse dinheiro? Na área de transportes de passageiros, R$ 25 bilhões de novos investimentos em metrô e trens urbanos, beneficiando mais de três milhões de pessoas por dia útil em todo o país: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Rio, Goiânia, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza… Sabem quantas o trem-bala transportaria por dia? Cerca de 125 mil, numa hipótese, digamos, eufórica.
Na área de transportes ferroviários de carga, os novos investimentos atingiriam R$ 35 bilhões, atendendo à  demanda interna e ao comércio exterior, conectando os maiores portos do País com os fluxos de produção, aumentando o emprego e diminuindo o custo Brasil. Entre outras linhas novas, que já contam com projetos, poderiam ser construídas a conexão transnordestina (Aguiarnópolis a Eliseu Martins); a ferrovia Oeste-Leste (Figueirópolis a Ilhéus); a Centro-Oeste (Vilhena a Uruaçu); o trecho da Norte-Sul de Açailândia a Barcarena, Porto Murtinho a Estrela do Oeste; o Ferroanel de SP; o corredor bioceânico ligando Maracajú-Cascavel; Chapecó-Itajaí etc. Tudo para transporte de soja, farelo de soja, milho, minério de ferro, gesso, fertilizantes, combustíveis, álcool etc. É bom esclarecer: o trem-bala não transporta carga.
(…)
Há outras duas justificativas para a alucinação ferroviária: os ganhos tecnológicos e ambientais! A história da tecnologia é tão absurda que lembra os camponeses do escritor inglês Charles Lamb (num conto sobre as origens do churrasco), que aprenderam a pôr fogo na casa para assar o leitão. Gastar dezenas de bilhões num projeto ruim só para aprender a implantar e a fazer funcionar um trem-bala desatinado? Quanto vale isso? Por que não aprender mais tecnologia de metrô e trens de carga? Quanto ao ganho ambiental, onde é que já se viu? Como lembrou Alberto Goldman, a saturação de CO² se dá nas regiões metropolitanas, que precisam de menos ônibus e caminhões e de mais trens, não no trajeto Rio-SP.
O projeto do trem-bala é o pior da nossa história, dada a relação custo-benefício. Como é possível que tenha sido concebido e seja defendido pela principal autoridade responsável pela condução do país? Eis aí um tema fascinante para a sociologia e a psicologia do conhecimento.
(…)
Por Reinaldo Azevedo
REV VEJA

Dilma ganha um décimo-terceiro inteiro em julho.

Na próxima sexta-feira, o Impostômetro vai mostrar uma arrecadação de R$ 800 bilhões de impostos. O valor está sendo alcançado 31 dias antes em relação a 2010. Isto significa que a Dilma está recebendo um décimo-terceiro integral em meio ano, para cobrir aquelas despesinhas extras do DNIT, do Ministério dos Tansportes, da Petrobras e mais aquelas outras que certamente virão com o RDC, Regime Diferenciado de Contratações das obras da Copa do Mundo e Rio 2016. O total é coisa pouca, uns R$ 100 bilhões a mais do que em 2010.
DO COTURNO NOTURNO

A guerra de imagens entre Lula e Dilma e qual deve ser a nossa torcida

Não há a menor chance, já disse isso aqui tantas vezes, de Dilma e Lula travarem um confronto com desdobramento virtuoso — a grande virtude seria o início da desconstituição do PT, hoje uma maquina política empenhada, noite e dia, em naturalizar a corrupção, em transformá-la num método aceitável. Esse choque não vai acontecer porque Dilma não é louca; é claro que ela perderia. Ninguém sai inteiro da luta contra um mito. De resto, não se deve partir da premissa falsa de que os valores dela são muito diferentes dos valores dele. Não foi o acaso que os juntou, mas a convergência de pontos de vista.
Há, sim, uma divergência de estilo. Ela parece mais centralizadora e não gosta da idéia de que cada um faz o que bem entende no quartinho que lhe cabe no cortiço. Lula não está nem aí desde que ele seja o síndico. Os corticeiros do poder — Valdemar Costa Neto e companhia — o adoram e a deploram. Ela é muito enxerida e finge ignorar que apoio político no Congresso, no modo petista de governar, se compra com dinheiro público. Estão todos estupefatos: “Ela endoidou?” — o post anterior trata justamente dessa arquitetura de poder.
Não haverá jamais o rompimento, o que não quer dizer que não exista um cabo-de-guerra entre lulistas e um pequeno grupo que hoje se oferece para ser o esteio da poderosa de turno. Não! A imagem do “cabo-de-guerra” não é muito boa. As duas turmas estão, no fim das contas, investindo numa mesma narrativa, só que falam a públicos distintos. Os apologistas de Dilma querem construir junto ao público externo, o eleitorado, a imagem da dirigente intolerante com a corrupção; que age com rapidez; que, como se diz lá em Dois Córregos, “não deixa a batata assar”. Não importa se base de apoio ou não, ela demite mesmo — hoje, mais um foi pra rua.
Os lulistas não negam essa característica moralizadora, mas começam a plantar no noticiário a imagem de uma dirigente destemperada, que age na base do rompante, que, como diz o clichê, “joga a criancinha fora junto com a água suja”. O lulismo, vocês sabem, é partidário daquele fatalismo triunfalista: a água está suja porque é preciso banhar a criancinha, ora essa… Mas não se deve jogar a água suja? Se der, sim; se não der, fica-se com os dois.
Nos jornais de hoje, já se sente muito presente o lobby da turma lulista. Surge no horizonte a famosa “ameaça à governabilidade”, essa gaveta amoral em que cabe tudo. Em nome dela, tudo é justificável. Foi assim que o lulismo construiu a maior base parlamentar da história e também o governo mais corrupto da história. Se os “construtores de imagem” de Dilma falam ao público externo, os de Lula estão falando, vejam só!, às elites… — lembram da Dona Zelite, que o Apedeuta tanto combatia?
Os lulistas investem na imagem de uma Dilma temerária, meio porra-louca, pouco pragmática. Não que ela seja “sonhática” como Marina Silva na sua fase cosmética. Dilma seria por demais idiossincrática. Se Lula é aquele que sempre bate no braço do interlocutor, cheio de intimidade, em busca da convergência; ela seria pouco tolerante com a divergência. A imagem da presidente moralizadora, intransigente, que os dois grupos alimentam, interessa a Dilma. Mas também é do interesse de Lula: ela traria consigo o risco da instabilidade.
Para quem eu torço? Eu torço para que o PT, como máquina de produção de ideologia e de falsificação da história, se exploda. Torço para que alguns de seus mistificadores terminem na cadeia. Mas isso ainda está longe. A hidra, como é de sua natureza, tem muitas cabeças. Os que combatem esse ente criado para tomar o lugar da sociedade têm de saber que, na “hora h”, eles sempre se juntam. O petismo trava uma disputa interna pela consolidação de imagens. Às pessoas decentes cabe a torcida pelo triunfo da lei.
Por Reinaldo Azevedo
REV VEJA

É preciso cortar a cabeça da Górgona - 1 e 2

Como o PT e Lula se tornaram os principais beneficiários de um dos regimes mais corruptos do mundo


Estão dispostos a encarar? Longo, mas, modéstia às favas, acho que bastante bom.

Avaliem.

*A corrupção no poder não é um problema exclusivamente brasileiro; aqui, no entanto, as coisas estão saindo do, vá lá, razoável.
Sim, há certa razoabilidade até no mundo da bandalheira.
Quem tem uma posição de mando está permanentemente ameaçado pela tentação de contemplar os próprios interesses. Resistir é uma questãodecaráter. É preciso trabalhar com pessoas decentes, pois.
Mas, nas democracias organizadas mundo afora, confia-se menos nos homens do que nas instituições; são estas que controlam aqueles, não o contrário.
No que diz respeito à coisa pública, é preciso diminuir o espaço do arbítrio, da escolha pessoal, em benefício de um padrão que interessa à coletividade.
No Brasil, estamos fazendo o contrário: a cada dia, diminui a margem de escolha dos indivíduos privados, e aumenta o arbítrio do estado.
É o modo petista de governar.
É claro que isso não daria em boa coisa.
Convenham: nós, os ditos “conservadores” — “reacionários” para alguns —, estamos denunciando essa inversão de valores faz tempo.
A forma como o poder está organizado no Brasil facilita a ação dos larápios. Há um elemento de raiz nessa história. O regime saído da Constituição de 1988 foi desenhado para o parlamentarismo até a 24ª hora; na 25ª, pariu-se o presidencialismo, e veio à luz um regime híbrido, de modo que o chefe do Executivo fica de mãos atadas sem a maioria no Congresso, e o Congresso não existe sem a distribuição das prebendas gerenciadas pelo Executivo.
Ai do presidente que perder a maioria no Parlamento!
É claro que Fernando Collor, por exemplo, caiu por bons motivos, mas os motivos para a queda de Lula em 2005 eram maiores e melhores, e, no entanto, foi socorrido pelo Legislativo.
O resto é história.
Isso que se convencionou chamar de “Presidencialismo de Coalizão” se mostra, já escrevi aqui, “Presidencialismo de Colisão com a Moralidade Pública”.
Aquele que vence a eleição presidencial precisa começar a construir, no dia seguinte à vitória, a sua base de sustentação no Congresso.
Não o faz com base num programa de governo.
Sabemos como isso está desmoralizado, não?
No máximo, há algumas palavras de ordem.
Uma das idéias-força de Dilma Rousseff, por exemplo, era o ataque às privatizações… Agora, ela faz o diabo para tentar acelerá-las no caso dos aeroportos, por exemplo.
Ao buscar o apoio no varejo, o que tem o eleito a oferecer? Como se viu, nem mesmo um programa de governo.
Resta negociar com o bem público: “Ô Valdemar, rola o apoio dos seus 40 deputados em troca do Ministério dos Transportes, de porteira fechada?”
Claro que rola!
Pensem bem:
por que um partido quer tanto uma pasta como essa?
Vocação natural dos valentes para servir?

Expertise adquirida ao longo de sua história, de sua militância?

Não!
Está de olho na verba da pasta, no seu orçamento.
Passam, então, a usar uma estrutura do estado e o dinheiro público com três propósitos:
a - fazer política clientelista com os aliados — distribuindo pontes, asfalto, melhorias aqui e ali segundo critérios partidários;
b - fortalecimento do partido por meio da “caixinha” cobrada de empreiteiros e prestadores de serviços;
c - enriquecimento pessoal
.
O interesse público, a essa altura, foi para o diabo faz tempo. O PR sabe que jamais exercerá a hegemonia do processo político; sua principal virtude — ou melhor: a principal virtude do partido para seus próceres — é ter porte médio; é ser importante na composição da maioria, mas sem ter a responsabilidade de governar.
Isso ele deixa para os dois ou três grandes aos quais pode se associar, sempre cobrando o ministério de porteira fechada.
Torna-se, assim, um ente destinado a fazer negócios, não a implementar políticas públicas.


É preciso cortar a cabeça da Górgona 2


Fragmentação partidária

Por Reinaldo Azevedo

A fragmentação partidária, outra herança perversa da Constituinte de 1988, também está na raiz desse mal estrutural, que predispõe o sistema brasileiro à corrupção.Os tais movimentos sociais capitaneados pelo PT e pela igreja, os egressos do exílio, mesmo os liberais que combateram a ditadura militar, toda essa gente se juntou para defender a ampla liberdade de organização partidária, estabelecendo critérios muito frouxos e pouco exigentes para a criação de legendas, que foram se tornando ainda mais relaxados por legislação específica. “Pra que tanto partido, meu Deus?”, pergunta o meu coração. Para assaltar os cofres públicos! Ou alguém identifica no, sei lá, PR, PP e PRB diferenças ideológicas de fundo, que realmente os diferenciem?Ou ainda: o que eles têm de incompatível com o PMDB, por exemplo, e este com o PSB ou com o PDT? A experiência mundo afora tem demonstrado que dois partidos bastam para fazer uma sólida democracia, eventualmente três.Os demais ou servem à vaidade de líderes regionais — na hipótese benigna e mais rara — ou ao assalto organizado ao caixa. Esses partidos não DÃO apoio a ninguém, mas o VENDEM. Os que não conseguem expressão eleitoral para reivindicar cargos públicos fazem negócios antes mesmo da eleição: negociam seu tempo na televisão. Dá para ser otimista quanto a esse particular?Não! Os encarregados de fazer uma reforma partidária, por exemplo, são os principais beneficiários da fragmentação partidária.Isso não vai mudar.

DO B. RESIST.DEMOCRATICA

Lessa: É "estúpido" Brasil ser 3º maior comprador da dívida dos EUA

Reuters
Mulher protesta em frente ao Capitólio: Nós somos a Grécia? e Acordo é uma coisa boa
Mulher protesta em frente ao Capitólio: "Nós somos a Grécia?" e "Acordo é uma coisa boa"
Marcela Rocha
Ex-presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Carlos Lessa comenta o delicado momento das economias norte-americana e europeia. Em entrevista a Terra Magazine, ele não poupa o Banco Central (BC) brasileiro e o caracteriza de "estúpido" por ter se tornado o terceiro maior comprador de títulos da dívida dos Estados Unidos, atrás apenas da China (1º) e do Japão (2º).
- Não dá para retroceder, a única coisa que dá para fazer é acender velas para Santo Antônio - diz, pessimista.
O presidente dos EUA, Barack Obama, negocia com o Congresso o aumento do teto da dívida do país para evitar desconfiança dos investidores a respeito de um eventual calote. Não houve acordo com os parlamentares até terça-feira (19), quando um grupo de senadores democratas e republicanos apresentaram ao chefe do Estado projeto q prevê alta de US$ 1 trilhão na arrecadação e corte de US$ 3,7 trilhões nos próximos dez anos.
Carlos Lessa ministra aulas na Universidade Federal do Rio de Janeiro e, em tom professoral, explica porque o Brasil faz "um dos piores negócios do planeta" ao ser o terceiro maior credor dos EUA. "O Brasil contrai essa dívida que só rende 2% e, ao mesmo tempo, paga 12,25%. Estamos fazendo isso em escala colossal e aumentamos a nossa dívida por causa disso. É de uma estupidez monumental".
Nesta quarta-feira (20), o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC divulga a taxa Selic (juro básico da economia brasileira). Cumpridas as expectativas do mercado, o juro deve passar de 12,25% para 12,5%. Até o final do ano, espera-se mais uma alta de 0,25%.
O professor comenta também a política econômica brasileira e critica o sistema de metas de inflação: "Modelo idiota". "Esse conceito é furado, tecnicamente não se sustenta. Eles fixam um teto para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), a partir disso eles sobem juros para evitar que a economia cresça. O BC trabalha para o Brasil ficar estagnado".
Confira a íntegra da entrevista:

Terra Magazine - Como o senhor vê o fato de os EUA terem que restabelecer o teto da dívida? Por que e como chegaram a esse ponto? Quais as consequências disso e o que é preciso ser repensado pela economia norte-americana?
Carlos Lessa -
Toda e qualquer economia dita capitalista tem um pedaço da receita que não é a base produtiva, mas títulos e relações de débito/crédito entre os parceiros da sociedade. Isso é fundamental para que a economia funcione normalmente. Agora, as razões pelas quais você gera débito e crédito são variadas. Uma delas é o próprio setor público, o Estado. A dívida pública tem diversas origens: quando a dívida é utilizada para melhorar a infraestrutura de um país, ou quando é utilizada para aperfeiçoar um padrão de vida social. Essas são formas virtuosas pelas quais se cria uma dívida. Mas uma dívida também se cria com guerra. O conflito gera despesas absolutamente colossais.
No caso dos Estados Unidos, mais especificamente...
O principal elemento que tem puxado para cima a dívida norte-americana tem sido a geopolítica daquele país. Não apenas há o gasto de ser o xerife do mundo, como, além disso, gastam brutalidades com a guerra do Afeganistão e do Iraque. A dívida de um país acontece porque um país tem gastos produtivos e improdutivos. Um improdutivo por excelência é o juro. O serviço é um gasto que não é produtivo, mas é contratual.
O que precisa ser, então, repensado?
A dívida norte-americana vem crescendo vertiginosamente nos últimos anos por causa das guerras do Iraque, Afeganistão e por causa da luta dita 'antiterrorista'. A dívida também cresceu muito por causa do socorro que os EUA tiveram que dar ao sistema bancário, abatido com a crise de 2008.
O Brasil tem títulos da dívida. O que o senhor acha dessa prática financeira?
Ah, sim. Isso mostra a estupidez da política brasileira. Porque o Brasil é o terceiro maior comprador de títulos do tesouro americano, antes dele, só a China e o Japão. Isso é um absurdo.
Por quê?
Nós atraímos uma quantidade enorme de capitais de curto prazo especulativos para dentro do Brasil. Esses dólares que entram a mais no Brasil vão parar nas reservas do Banco Central. O BC emite dívida pública brasileira e paga 12,25% de juros e aplica em títulos de tesouro norte-americanos que, na melhor das hipóteses, são 2% ao ano. O Brasil contrai essa dívida que só rende 2% e, ao mesmo tempo, paga 12,25%. Um dos piores negócios do planeta. Estamos fazendo isso em escala colossal e aumentamos a nossa dívida por causa disso. Isso é de uma estupidez monumental.
O senhor chama de "estupidez" e uma das causas que o senhor aponta é a taxa de juros. O Copom divulga hoje a nova taxa Selic. A expectativa do mercado é de um leve aumento.
Pois é, são suicidas. Com isso virá mais dólar para o Brasil. O ideal é que o Brasil só absorvesse os dólares necessários para o financiamento do balanço de pagamentos. Só.
Sobre o processo de decisão da Selic...
Totalmente misterioso. O Conselho Monetário administra nossas vidas, o emprego que você tem, a compra da sua casa, se você vai pagar ou não sua conta nas Casas Bahia... E o povo não sabe como eles definem nem juros nem câmbio. Eles decidem através das 'metas de inflação', que fixam uma taxa limite superior à inflação e, ao mesmo tempo, partem da hipótese de que o país só pode crescer acima de uma certa taxa, porque se crescer acima dela, aparece a inflação. Então, toda vez que a economia brasileira começar a crescer, o BC eleva a taxa de juros.
Sim, mas há aí uma consulta ao mercado antes de ser definida a taxa Selic, por exemplo. É o processo a que me refiro.
Isso eles fazem. Eles chamam o mercado de amiguinhos no mercado de capitais, mas muitas vezes surpreendem os amiguinhos.
O que o senhor acha disso?
É um modelo que precisa ser rediscutido, claro. Mas estou rouco de dizer isso. Falo isso há muitos e muitos anos. Eu e mais alguns colegas. Lula utilizou isso, Dilma continua... Eu acredito que é um modelo idiota. Esse modelo não é ideal, esse conceito é furado, tecnicamente não se sustenta. Então, eles fixam um teto para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), a partir disso, eles sobem juros para evitar que a economia cresça. O BC trabalha para o Brasil ficar estagnado.
O senhor acredita que "o BC trabalha para o Brasil ficar estagnado"?
Eu e a torcida do Flamengo achamos isso.
A Islândia quebrou. A Grécia também. Portugal vai mal, Espanha também... Demais países europeus ainda sofrem com a recessão. O senhor acredita que a moeda única deve ser revista?
Vou te dar a reposta mais honesta: Eu realmente não sei. Pode ser que eu esteja errado, mas o Euro, sendo a moeda única europeia, não tem um lastro no continente. O Euro está lastreado em dólar. Se é assim, não controla o endividamento dos países. Portanto, o controle do Banco Central Europeu é muito pequeno. O Euro é uma moeda meio pendurada no ar. Agora, eu não sei se eles vão resolver isso fortalecendo o Euro ou retrocedendo para as moedas nacionais. O que inquestionável é que, como está, não poderão atravessar a crise que vivem.
Como o senhor definiria esse cenário?
Como um cenário muito preocupante porque muitos países europeus assumiam a presença do Euro, dos bancos europeus e até de filiais de bancos norte-americanos como um cenário extremamente favorável ao endividamento. Os bancos operaram sem nenhum critério, simplesmente foram emprestando. À medida em que os bancos emprestam, criam uma articulação monetária maior e, em cima disso, os bancos emprestam mais. Isso é conhecido como uma manada financeira. Tudo vai em direção à expansão e quando dá uma parada, tudo vai para trás. É a manada em pânico. O pânico começou e quebrou a Islândia, que já estava quebrada antes, ficou apenas explícito. Quebrou a Grécia, e agora, balança a Itália e a Espanha. Por extensão da Grécia, os outros países terão muita dificuldade, porque significará que os outros países não segurarão a dívida soberana da Grécia.
Os Estados Unidos adotam a posição de ajudar a Grécia...
Essa é uma posição que, teoricamente, os EUA adotam há muito tempo. Eles não conseguem, no entanto, encontrar um acordo sobre como farão isso. A Alemanha e a Holanda acham que não dá para ajudar sem a cooperação da área privada. Isto significa que os bancos europeus teriam prejuízo com a operação na Grécia. E isso é justamente o que os bancos não querem, claro.
Quais as semelhanças entre a situação europeia e norte-americana?
A crise financeira parece um castelo de cartas. Cada carta que cai aumenta a pressão para outras caírem também. Evidente que os EUA estão balançando. Obviamente que a Europa balança mais. A Europa balançando, balança ainda mais os EUA. E os bobões do Brasil viraram o terceiro credor mundial do tesouro norte-americano. Isso é uma vergonha. É inacreditável que o nosso BC tenha feito isso.
É possível retroceder?
Não. A única coisa que dá para fazer é acender velas para Santo Antônio. Com essa visão de mundo, resta pedir ajuda ao santo mesmo. Tem que baixar controle de câmbio, tem que aplicar imposto de importação... Tem uma porção de coisas para fazer e que eles não vão fazer.
O Estado perdeu a capacidade de gerir a economia?
Pelo contrário, eles ainda acham que estão gerindo otimamente bem. Na minha opinião, vai por um caminho muito ruim.
FONTE: TERRA MAGAZINE

Ex-diretor do Dnit-RN deve ser denunciado por fraudar licitação

NATAL - O Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte está preparando uma denúncia contra Gledson Maia, que atuava como diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) no Estado. Gledson foi um dos suspeitos presos durante a Operação Via Ápia, da Polícia Federal, deflagrada em novembro do ano passado, que investigou uma suposta fraude no Dnit.
Gledson é sobrinho do deputado João Maia (PR-RN) e do deputado distrital Agaciel Maia (PTC). A investigação da Operação Via Ápia, que identificou uma quadrilha atuando em fraudes e superfaturamento de processos licitatórios no Dnit, resultou em um inquérito com mais de 20 volumes. Os documentos foram repassados agora para o procurador da República Ronaldo Pinheiro, que deve apresentar a denúncia à Justiça Federal.
Além de Gledson, foram presos o diretor-geral do Dnit no Estado, Fernando Rocha Silveira, também indicado de João Maia, e outras quatro pessoas . Os suspeitos são acusados de desviar cerca de R$ 2 milhões das obras de duplicação da BR-101, no trecho entre a cidade de Arez até a divisa com a Paraíba.
Flagrante. A investigação da Polícia Federal no Dnit do Rio Grande do Norte resultou ainda em outro inquérito, que também tem como réu Gledson Maia, além do empresário Túlio Gabriel de Carvalho Beltrão Filho. Os dois foram presos pela Polícia Federal em um estacionamento de uma churrascaria na zona sul de Natal.
No momento da autuação, Gledson estava recebendo R$ 58.950,00 do empresário. Com o dinheiro também foi apreendida uma lista com nomes de empresas e valores, que estava em poder do sobrinho do deputado do PR.
A denúncia - feita pelo Ministério Público Federal e já recebida pela Justiça Federal - indica que Gledson recebia propina da empresa Arteleste Construções, que pertence ao pai de Túlio Gabriel e tem contrato com o Dnit.
Anna Ruth Dantas, especial para O Estado de S.Paulo

Enquete: qual seria a terceira pergunta da Ideli?

Deu no Painel da Folha:

Prestes a completar seu primeiro mês à frente da articulação política do governo, Ideli Salvatti (PT) não escondia o cansaço em jantar com parlamentares aliados, na semana passada. Na ocasião, comentou que só naquele dia tinha ido a três almoços e dois jantares. E contou que, antes de assumir, havia procurado Alexandre Padilha, hoje na Saúde e que já ocupou o posto, pra lhe fazer três perguntas:"Você engordou?" E ele: "Sim!" E ela: "E o casamento? " Ele: "Separei". Nesse ponto do relato, Ideli concluiu: -Daí eu desisti de fazer a terceira pergunta...
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A opinião deste blog é que a terceira pergunta seria: " e você já ficou rico?" Dê a sua opinião! 
DO BLOG DO CEL

Corte marcial.

É impressionante. Até militar pode estar metendo a mão e afundando o Brasil na corrupção... Vejam a notícia da Folha de São Paulo:

A Polícia Federal abriu ontem três inquéritos para investigar suspeitas de desvios na construção do novo aeroporto internacional da Grande Natal, um dos principais projetos de transportes para a Copa do Mundo de 2014. O terminal está sendo erguido em São Gonçalo do Amarante (RN) e tem suas obras de infraestrutura básica executadas pelo Exército.O aeroporto será operado pela iniciativa privada e foi vendido pelo governo como modelo para o Mundial. O Ministério Público Federal suspeita que a Força pagou a uma empresa por serviços que teriam sido prestados pelos próprios militares. O caso também é investigado pelo Ministério Público Militar, que apura a suspeita de participação de oficiais em possíveis desvios.

Em ofício enviado à PF, a procuradora Cibele da Fonseca, da Procuradoria da República no Rio Grande do Norte, pediu investigação da suposta prática do crime de peculato (desvio praticado por servidor público). Ela investigou quatro licitações do Exército vencidas pela empresa Pedreira Potiguar entre 2008 e 2010.As principais suspeitas estão ligadas a uma concorrência de R$ 13,2 milhões, feita pelo 1º BEC (Batalhão de Engenharia de Construção) do Exército em 2008, para o fornecimento de asfalto usado nas pistas de pouso e nos pátios do aeroporto. Já foram pagos R$ 12,6 milhões. A empresa negou qualquer irregularidade, e o Exército disse que não se manifestaria durante a investigação.

Segundo a Folha apurou, a Procuradoria de Justiça Militar no Recife já tem indícios de que o 1º BEC teria feito pagamentos à empresa em troca de material produzido na usina de asfalto do batalhão. A Procuradoria Militar encontrou evidências de que parte dos serviços de construção de canaletas foi feita por soldados do batalhão e não por funcionários da empresa, como previa o edital de uma das licitações. O dono da Pedreira Potiguar, José Luís Arantes Horto, foi investigado na Operação Via Apia da PF, que apurou desvios em obras da rodovia BR-101. O caso levou à prisão de Gledson Maia, ex-dirigente do Dnit local, sob suspeita de corrupção. A Potiguar e outra empresa de Horto, a Transpedras, doaram cada uma R$ 75 mil para o PR, que comanda o Ministério dos Transportes, nas eleições de 2010. A PF abriu outro inquérito para investigar a contratação da empresa em obras de drenagem na BR-101 em Natal e Parnamirim (RN). O Exército teria feito pagamentos antes do início da obra.

Dilma só funciona pautada.

Da coluna de Dora Kramer, hoje, no Estadão:

Caudatária. Não resta dúvida de que a intervenção da presidente no ministério dos Transportes significa um avanço em relação à rotina de impunidade do governo anterior. Algo, contudo, segue fora do lugar. Não pelo fato de a atual presidente ter sido nos últimos anos aquela que tudo sabia e tudo controlava no governo. Muito mais pela sistemática da presidente de só agir quando informada pelos jornais a respeito do que se passa em seu governo.Ou estão falhando os controles internos para detectar os malfeitos ou Dilma só se sensibiliza com eles quando são levados ao conhecimento do público.

O que reage é o bolso.

Depois de pegar Bin Laden, a popularidade de Obama saltou para mais de 70%. Não foram poucos os analistas que gritaram: está reeleito! Trinta dias depois, a popularidade do presidente americano voltou para a casa dos 40%. Motivo: o bolso. A crise econômica que afeta os Estados Unidos da América é que vai determinar o resultado das eleições. Parece um raciocínio singelo, mas agora apliquem ao Brasil. 

Muitos analistas, movidos pelo artigo do jornalista do El País, entraram na onda de analisar porque os brasileiros não ficam indignados com a corrupção. Singelamente: porque não há crise econômica afetando as camadas mais pobres da população. A Bolsa Família comprou os mais pobres. Os financiamentos a longo prazo compraram as camadas médias. Vender e fazer negócio fácil e rápido com toda esta gente comprou os bancos, empresas e demais organizações. Singelo demais? A economia é um negócio singelo, tão singelo quanto a lei da oferta e da procura. 

O que está mantendo o PT no poder, junto com a sua base podre e corrupta, é a economia. O discurso contra a corrupção rende manchetes e mais manchetes. No entanto, não rende votos para eleger um presidente da república. É bom que a oposição acorde. Há notícias de que o eterno Antônio Lavareda está fazendo mais uma pesquisa sobre o que as pessoas pensam do PSDB. Está na fase do swot, conversando sobre forças e fraquezas do partido. Com governadores! Entrega o diagnóstico em setembro próximo. 

Se tivessem, desde janeiro, juntado estes mesmos governadores para terem um projeto comum de habitação, segurança, educação e saúde, cobrindo com as mesmas marcas, os mesmos nomes, os mesmos símbolos mais da metade do Brasil, não teriam perdido tempo. Também está no jornal que o boca-mole do Sérgio Guerra, presidente dos tucanos, quer instalar um "gabinete sombra" para fiscalizar o governo e alimentar o denuncismo. Deveria montar um "governo paralelo" e mostrar resultados, usando as melhores práticas de cada estado. Com esta oposição, mais do que nunca, só se o Brasil afundar na crise. Se não for assim, em 2014 dá Lula, Dilma ou outro poste qualquer.
DO B. DO CEL

Justiça bloqueia bens de Agnelo, o governador do DF

Lindomar Cruz/ABr
A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou a indisponibilidade dos bens do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT).
A providência foi solicitada pelo Ministério Público e deferida pelo juiz federal Sérgio Ricardo de Arruda Fernandes.
Trata-se de medida preventiva, adotada em processo no qual Agnelo é acusado de malfeitos da época em que foi ministro dos Esportes de Lula.
Agnelo é acusado de referendar como ministro uma operação que resultou em prejuízo de R$ 10 milhões à Viúva.
Detectou-se um superfaturamento de 62% no aluguel de apartamentos utlizados por atletas dos Jogos Panamericanos de 2007.
Além do governador petista, foram alcançados pelo bloqueio de bens outras duas pessoas:
André Gustavo Richer, que era vice-presidente do Comitê Organizador dos jogos; e André Almeida Cunha Arantes, ex-secretário Nacional de Esporte de Alto Rendimento.
Os três negam a acusação. Se condenados, entre outras penas, terão de ressarcir os danos. Daí a indisponibilidade dos bens.
DO BLOG DO JOSIAS DE SOUSA
GLOBO

HISTÓRIA HUMANA -APENAS MUDAM OS ATORES....



COISA PÚBLICA. Doc. 38 -2011WWW.FORTALWEB.COM.BR/GRUPOGUARARAPES


Desde que o mundo é mundo, as grandes desgraças humanas são conseqüência das posturas do cidadão com a coisa PÚBLICA. Os grandes Impérios foram surgindo e desaparecendo conforme o homem se dedicasse ao trabalho e zelasse pela coisa PÚBLICA.

Antes de Cristo já MARCOS TULLIUS
(55 A.C) escrevia: “ o orçamento nacional deve ser equilibrado. As dívidas públicas devem ser reduzidas, a arrogância das autoridades devem ser moderadas e controladas, Os pagamentos a governos devem ser reduzidos se a Nação não quiser ir a falência. As pessoas devem trabalhar, em vez de viver por conta PÚBLICA”.



Quem vai à história de ROMA e conhece as posturas não republicanas no tempo
de Cesar, onde as casas Públicas (cabarés nos dias de hoje) significavam a
destruição desta cidade pelos bárbaros, verifica que as LEGIÕES não
defendiam a PÁTRIA e, sim, os interesses de grupos e de chefetes
. Os ladrões da coisa pública dominavam o Poder, que era comprado a peso de ouro. Os Catilinas dominavam.


Se formos à Revolução Francesa, vamos encontrar os mesmos desmandos. As
amantes dos reis e políticos enfeitavam os salões como as Alexandrias (ALEXANDRIA ERA AMANTE DE BRUTUS) dominavam em Roma.
As madames Pompadour e Du Barry deslumbravam os salões de Versalles e a rainha, na França, foi morrer na guilhotina. A razão é simples. LUIZ XVI convidou o Barão de Turgot para seu ministro da Fazenda e o mesmo lhe fez ver que deveria ter
seriedade na coisa pública.


A Nobreza, o clero e os agregados gastavam e esbanjavam o dinheiro da França. Turgot lhe fez um apelo dramático que implicava: -(1) evitar inadimplência, (2) evitar aumento de imposto, (3) evitar empréstimo. Apertou e os gozadores do Poder obrigaram o fraco rei a demiti-lo. Resultado? Revolução, guilhotina e governo forte de Napoleão .

Mais, apenas, um exemplo. Rússia. Desastre. Rasputin e outros adoradores do Poder. A Nação perdendo o seu rumo. Resultado? Revolução. Fuzilamento, enforcamento e fome desesperada. Promessa de um novo paraíso. Pão terra e paz. O que houve foi fome, desaparecimento da propriedade e guerra. Milhões de mortos. Expurgos e os Gulags.

E como vai o nosso querido Brasil? Escândalos e mais escândalos. Dinheiro rolando nas eleições. Mulheres bonitas desfilando e desfrutando em Brasília. Todo muito empregado do governo. Carga tributária aumentando.Maiores juros do mundo. Ameaça de volta da inflação e os partidos políticos brigando por mais cargos. Políticos sem nenhuma credibilidade. Dívida
externa acima de 200 bilhões de dólares, e o Governo dizendo que está zerada. Dívida interna mais um trilhão e meio de reais. Dívida total da União mais de 2 trilhões de reais se forem computados os títulos da União depositados no Banco Central. Resto a pagar (o que foi empenhado em 2010 e
não pago) 120 bilhões reais. Pagamento de juros, dividendos etc. mais de
cem bilhões de reais.


Orçamento de 2011, já se sabe que há um dinheiro a ser pago de mais de 200 bilhões de reais. Escândalos de desvio de dinheiro
público aos borbotões. Cartão corporativo solto. Bilhões em diárias,viagens. Pouco investimento
.


E O DINHEIRO DO PALOCCI SUMIU E ELE TAMBÉM? E O MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES
QUE VERGONHA? SERÁ QUE O SENADOR NASCIMENTO VAI ENTRAR NO SENADO? QUAL
PORTA? SÓ SE FOR PELA PORTA DOS FUNDOS, POR ONDE ENTRAM OS CANALHAS E OS LADRÕES.
SUGESTÃO: COMPARE O BRASIL COM ROMA, FRANÇA E RÚSSIA E CONCLUA. PROBLEMA É
NOSSO QUE FICAMOS CALADOS.
VAMOS REPASSAR! A INTERNET É A NOSSA ARMA!
ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58
93. Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza . Somos
1.797 civis – 49 da Marinha - 474 do Exército – 51 da Aeronáutica; TOTAL
2.371

DO BLOG GRAÇA NO PAIS DAS MARAVILHAS

O paradoxo da democracia são as pessoas que votam em loucos, em populistas, em corruptos e para piorar ainda mais, por meio de urnas eletrônicas adulteradas.






Falência moral da democracia brasileira
por Ricardo Vélez Rodriguez

A sociedade brasileira está em crise. Não sabemos, como povo organizado, qual é o nosso padrão de comportamento. Nas últimas décadas estivemos preocupados com outras coisas, que encheram a nossa agenda, ao ensejo da saída do último ciclo autoritário para a construção da Nova República. Não foi resolvida, no entanto, a questão da moral social, que daria embasamento às instituições. Acontece que sem equacionar essa questão tudo o mais fica no ar: Constituição, Códigos de Direito Civil e Penal, funcionamento adequado dos poderes públicos, pacto federativo, respeito às leis, organização e funcionamento dos partidos políticos, fundamento das práticas econômicas em rotinas de transparência que dariam ensejo ao que Alain Peyrefitte denominava "sociedade de confiança", governabilidade, etc.

Definamos o que se entende por moral: como frisa mestre Antônio Paim no seu Tratado de Ética, ela consiste num "conjunto de normas de conduta adotado como absolutamente válido por uma comunidade humana numa época determinada". A moral tem uma dupla dimensão, individual e social. A primeira se identifica com o que Immanuel Kant denominava "imperativo categórico da consciência". A segunda consiste na definição do mínimo comportamental que uma sociedade exige dos seus indivíduos para que se torne possível a vida em comunidade. A moral social pode ser de dois tipos:

Vertical, quando um grupo de indivíduos impõe ao restante o padrão de comportamento;

social, quando o padrão de comportamento é adotado por consenso da comunidade. A moral social consensual constitui, no mundo contemporâneo, o fundamento axiológico da vida democrática.

No plano da moral social, no entanto, herdamos modelos verticais que não se ajustam aos ideais democráticos. Os arquétipos de moral social sedimentados na História quadrissecular da Nação brasileira ressentem-se do vício do estatismo e da verticalidade que ele implica. É evidentemente vertical o modelo de moral social herdado da Contrarreforma; nele os indivíduos deveriam agir, em sociedade, seguindo à risca os ditames provenientes da Igreja mancomunada com o trono, no esquema de absolutismo católico ensejado pelos Áustrias na Península Ibérica, ao longo dos séculos 16 e 17. De outro lado, o modelo imposto pelo despotismo iluminista de Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, no século 18, não mudou radicalmente as coisas, pois pecava por manter a verticalidade da formulação do código de moral social, ao ensejo da "aritmética política" que passou a vigorar, ao redor dos seguintes princípios:

Compete ao Estado empresário, alicerçado na ciência aplicada, garantir a riqueza da Nação.

É da alçada do Estado fixar a normas que consolidam a moralidade pública e privada.

O cidadão, em razão de tais princípios, ficava desonerado das incumbências de produzir a riqueza e de se comprometer com a definição da moral social, que nas democracias modernas terminou sendo configurada de forma consensual pelas respectivas sociedades. Tudo se resolveria mediante a tutela do Estado modernizador sobre os cidadãos, considerados como simples peças da engrenagem a ser gerida pelo governo. O ciclo imperial, com a preocupação da elite em prol da constituição e do aperfeiçoamento da representação, mantendo a unidade nacional contra os separatismos caudilhescos, num contexto presidido pelos ideais liberais, foi abruptamente rompido pelo advento da República positivista. Frustraram-se assim, talvez de forma definitiva, a aparição e o amadurecimento de um modelo ético de moral social consensual.

Ora, a partir do arquétipo pombalino firmaram-se os modelos de moral social vertical que têm presidido a nossa caminhada ao longo dos dois últimos séculos, de mãos dadas com a cultura patrimonialista, que sempre entendeu o Estado como bem a ser privatizado por clãs e patotas, desde a República iluminista apregoada por frei Caneca, no início do século 19, à luz da denominada "geometria política", passando pela "ditadura científica" positivista, que se tornou forte ao ensejo do Castilhismo, no Rio Grande do Sul, nas três primeiras décadas do século passado, passando pelo modelo getuliano de "equacionamento técnico dos problemas" (elaborado pela segunda geração castilhista, com Getúlio Vargas e Lindolfo Collor como cérebros dessa empreitada, e cooptando, como estamento privilegiado, as Forças Armadas). A última etapa dessa caminhada estatizante foi o modelo tecnocrático efetivado pelo ciclo militar, à sombra da "engenharia" política do general Golbery do Couto e Silva.

Com o advento da Nova República tentou-se retomar a questão da representação política como meio para configurar, no País, a formulação de uma moral social consensual. No entanto, o fracasso da reforma política que levaria ao amadurecimento da representação terminou dando ensejo, no ciclo lulista e na atual quadra do pós-lulismo, à consolidação de modelo vertical de moral social formulado no contexto do que se denomina "ética totalitária", segundo a qual os fins justificam os meios. A cooptação de aliados pelo Executivo hipertrofiado, no seio de uma consciência despida de freios morais, terminou dando ensejo à atual quadra desconfortável de corrupção generalizada, que ameaça gravemente a estabilidade econômica, duramente conquistada nas gestões social-democratas de Fernando Henrique Cardoso.

O Brasil perde o seu rumo, num mundo agressivo e cada vez mais interdependente, assombrado pela ética totalitária petista, aliada, na síndrome lulista do "herói sem nenhum caráter", a desprezíveis formas de populismo irresponsável, que elevou como ideal o princípio macunaímico de levar vantagem em tudo, num sórdido cenário de desfaçatez e incultura. Tudo presidido pela maré estatizante que se apropria da riqueza da Nação para favorecer a nova casta sindical e burocrática que emerge ameaçadora, excludente e voraz. 
DO BLOG  BOOTLEAD

DNIT aceitou documentos com assinaturas falsas para contratar Tech Mix

Escândalo nos Transportes
Luiz Pagot foi alertado sobre as irregularidades, mas ignorou as denúncias
Luciana Marques
Luiz Antônio Pagot: ele ignorou denúncias de fraude em licitação do Dnit para beneficiar empresa 'amiga'
Luiz Antônio Pagot: ele ignorou denúncias de fraude em licitação do Dnit para beneficiar empresa 'amiga' (Dorivan Marinho / Agência O Globo)
No final de 2010, o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot – um dos pivôs do esquema de corrupção que corroi a estrutura de comando do Ministério dos Transportes –, ignorou uma denúncia de fraude em uma licitação do órgão para beneficiar uma empresa "amiga". Alertado sobre as irregularidades em 18 de outubro do ano passado, Pagot não apenas ordenou que o pregão eletrônico 387/2010 seguisse seu curso como, ao final do processo, aprovou pessoalmente a contratação da Tech Mix para prestar ao órgão serviços no valor de 18,9 milhões de reais. O site de VEJA teve acesso a documentos que demonstram que, para cumprir uma exigência legal - provar a capacidade técnica da empresa em seu ramo de atuação - o dono da Tech Mix, Luis Carlos Rodrigues da Cunha, apresentou documentos de companhias das quais ele próprio é sócio. E o mais estarrecedor: assinaturas que constavam como sendo de testemunhas eram falsificadas.
Luiz Pagot negou recursos das quatro empresas que concorriam no processo. Empresários que participaram do processo de licitação afirmam que Cunha tem trânsito livre dentro do Dnit e apontam uma ligação entre ele e o diretor-executivo do órgão, José Henrique Sadok de Sá, que foi afastado do cargo na sexta-feira. Durante o processo de licitação, Cunha esteve diversas vezes no gabinete de Sadok. Pagot chegou a ter seu afastamento anunciado pela presidente Dilma Rousseff assim que sairam as primeiras denúncias de corrupção nos Transportes, mas ainda não foi demitido porque está de férias.
Os primeiros indícios de irregularidades na contratação da Tech Mix pelo Dnit foram levantados em reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo. A Tech Mix continua prestando serviços de suporte técnico e administrativo ao Dnit. Procurados pelo site de VEJA, Luis Carlos Rodrigues da Cunha e Luiz Antonio Pagot não retornaram as ligações.
Assinaturas - Para comprovar sua competência técnica, a Tech Mix apresentou ao Dnit um certificado de prestação de serviços da Ciami Serviços Profissionais. Constam com testemunhas no documento dois advogados: Everaldo Peleja de Souza Oliveira e Elanne Cristina G. Dias. Ambos afirmam que suas assinaturas foram falsificadas. Em declaração autenticada em cartório em novembro de 2010, Elanne afirma: “Não são minhas as assinaturas (...) sendo, portanto, falsas.” Procurado pelo site de VEJA, Peleja também negou ter assinado o certificado, mas admitiu já ter trabalhado para a Tech Mix. “As assinaturas não são minhas. O Luis Carlos tentou me ligar várias vezes, mas estou fora dessa história”, diz Peleja.
Reprodução
Assinaturas falsas em contrato apresentado pela Tech Mix Comercial e Serviços 
Assinaturas falsas em contrato apresentado pela Tech Mix Comercial e Serviços
Além das falsas testemunhas, o documento também apresenta assinatura forjada do Conselho Regional de Administração de Goiás (CRA-GO). A servidora Lidiane Marcelo Loiola confirmou não ter assinado o papel. O carimbo do CRA traz um grosseiro erro de português, que não existe em outros documentos oficiais do órgão. A reportagem do site de VEJA ligou para o conselho, mas a funcionária que atendeu ao telefone disse que Lidiane não trabalha mais no órgão.
Quem assina pela Ciami é a contadora da própria Tech Mix, Mieko Nakandakari.
Certificados - Em outro documento, a Tech Mix declara ao Dnit que já prestou serviços para a empresa Right Cell Informática. Na certidão da empresa emitida pela Junta Comercial do Estado de Minas Gerais aparece nada menos que o nome de Luiz Carlos Rodrigues da Cunha como um dos sócios - e com 50% de participação.
A Right Cell também forjou assinaturas em certificados a favor da Tech Mix. Nesse caso, o laranja foi Janúncio José de Araújo. “Jamais participei do quadro societário ou trabalhei como funcionário de qualquer dessas empresas, tendo tomado conhecimento dos atestados falsificados através de terceiros”, declarou Araújo. Procurado pelo site de VEJA, ele disse que procurou o Ministério Público Federal no fim do ano passado para denunciar o caso.
Versão do Dnit - Em nota, o Dnit insiste que a contratação da Tech Mix se deu dentro da lei. “O contrato é oriundo de processo licitatório realizado em estrita consonância com os ditames legais, obedecendo rigorosamente aos princípios da legalidade, impessoalidade, vinculação ao instrumento convocatório e publicidade”, diz o documento.
A mesma nota informa que, após denúncia apresentada pelo segundo colocado na licitação, instaurou processo administrativo requerendo que o CRA-GO averigue o atestado expedido em seu nome: “Se comprovada qualquer materialidade de cunho delituoso, o órgão de classe informará esta autarquia para adoção das medidas cabíveis.” A requisição foi enviada ao CRA no dia 28 de janeiro de 2011 e assinado por José Henrique Sadok de Sá, que confirma no texto ter recebido as denúncias de fraude.

GOVERNO DE FANTASIA E CORRUPÇÃO QUE LEVA O BRASIL AO FUNDO DO POÇO

Postado por Lúcio Neto On 00:06 0 comentários

Aos poucos, igual a peixe morto, todas as balelas do governo do Apedeuta estão vindo à tona. E por justiça, não sei se a Divina, pois a humana é cega, surda e muda, as coisas vêm acontecendo num ano pré-eleitoral. Notem que ele, o Apedeuta, está se movimentando como nunca tentando ocupar todos os espaços na imprensa para encobrir ou amenizar os escândalos.
Mas, o seu julgamento já começou. Afinal, este país chamado Brasil não é do PT e não foi à toa que ele foi abençoado pela natureza. Quer você acredite num Deus ou não, o nosso país tem uma missão futurista e a ele está legado o lugar de líder de uma nova civilização. Seremos o celeiro da humanidade, apesar dos sonhos mórbidos de Marina Silva que deseja ver os nossos filhos comendo capim, e não serão as ONGs picaretas que irão dominar a nossa Amazônia ou o consórcio anglo-americano que irá tentar fazer do nosso país um novo Iraque para surrupiar as nossas riquezas.
O Brasil é e será grande pela sua própria natureza e, na natureza, existem forças invisíveis ainda desconhecidas do homem, da ciência.
No momento, o que todo brasileiro de bem tem a fazer é se conscientizar desses fatos, denunciar os atos falhos desse governo corrupto e mostrar aos demais as verdades encobertas por este mar de lama.

Leia na seqüência as balelas que esse governo petista contou em 2010 para o segmento empresarial, não cumpriu e já faz novas promessas que também não se realizarão.
Esta nova balela chama-se PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA COMPETIVIDADE que prevê desonerações, simplificação de procedimentos e recuperação mais rápida de créditos, entre outras medidas que serão anunciadas.

O que o governo petista prometeu em 2010 e não cumpriu, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria - CNI:
- Criação do Eximbank brasileiro com uma carteira de US$ 13 bilhões;
- Exclusão da receita de exportações das empresas para enquadramento no Simples, programa para micro e pequenas empresas que unifica o pagamento de tributos;
- Criação do Fundo Garantidor de Infraestrutura
- Criação da Empresa Brasileira de Seguros
- Criação do Fundo Garantidor do Comércio Exterior

- As principais medidas não saíram ou tiveram pouca eficácia. A nossa expectativa é de realmente essas medidas [que vão ser anunciadas nesta semana pelo governo] tenham essa eficácia, que venham para ser implantadas (...) Temos que acreditar. O mundo está exigindo isso. Se não der para compensar o dólar baixo, pelo menos começa a melhorar as armas que temos, a equiparar as taxas de juros de financiamento com linhas internacionais. A dar isonomia competitiva. Aí começa a ter um jogo mais equalitário, disse Carlos Eduardo Abijaodi, diretor de Operações da CNI.

Agora, leia o que disse Júlio Sérgio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial:
- Muita coisa na burocracia é feita para não sair. Ou seja, tem gente no governo que não é a favor de determinada medida, mas não quer dizer. Então, faz uma coisa que sabe que não vai dar muito certo. Isso é um problema muito sério. É o governo atirando nele mesmo. Toma uma atitude, mas uma outra esfera governamental não consegue desenvolver o tema e executar. Acho que na maioria das coisas que não saiu é pela dificuldade do tema. Você estruturar um Eximbank, por exemplo, não é fácil.

É por essa e outras que esse é um governo de fantasia, embromação, corrupção que enfia o Brasil no fundo do poço.
Cabe a nós, cidadãos brasileiros, dar um basta nesta situação. E isto se faz de forma simples e pacífica - o seu voto em pessoas com capacidade para mudar este cenário.

Íntegra da matéria aqui
DO BLOG DO LUCIONETO

O BRASIL NAS MÃOS DOS RATOS!!!



Estamos assistindo a mais completa desmoralização e covardia de uma incompetente na Presidencia da Republica! Dilmamarionete a bem da verdade está tentando “moralizar” o caos deixado pelo famigerado ladrão LullaCorleone que implantou o ESTADO DELINQUENTE que agora chega ao EXTREMO da OUSADIA de serem flagrados no crime e se rebelarem e se negarem a obedecer a autoridade suprema que os demitiu, a revista VEJA faz uma denuncia sobre o antro de corrupções do DNIT comandado pelo mafioso frio Pagôtí , DilmaMarionete pela contudencia das denuncias é obrigada a agir, e o faz! Afasta Pagotí e os seus lacraios ladrões e para
ESPANTO da sociedade e do próprio desgoverno da DilMarionete, o GANGSTER PAGÔTÍ se rebela e RECUSA a OBEDECER a PRESIDENTE!
PIOR ainda!!! AMEAÇA FALAR.... o panico se instala no palácio das ratazanas e baratas e logo se inicia a marcha ré na exoneração do chefão e o “DONO” do DNIT... é a débâcle da moral da presidenta... foi ultrajada em publico por ameaças explicitas ,o “poderoso Pagotí calou a boca da DilmaMarionete e falou grosso! È ele quem “manda” de fato! Disse que não saiu de jeito nenhum e não sairá! “Esta de férias!”!! O espião do LullaCorleone Giba Caralho, secretario da Madame Min se coloca como “advogado” do PAGOU-LEVOU, por trás da trama toda e da alta insubordinação do “dono do DNIT” está a sombra sinistra da “MADRE SUPERIORA SARAMINDA DE FOGO” e do seu
CARA DE CORINGA TEMERDA que em silencio vai guiando a dissídia para que a DilmaMarionete e sua gang ptralha se DANE de vez!



Para mostrar que é “forte” a Madame min demitiu ontem 6 lacraios do DNIT, é uma forma enviesada e covarde de “mostrar” que “ela é quem manda” e que na volta das férias o PAGOTÍ vai ser DEMITIDO!!!
D_U_V I_D_O!!!!
Ela se ela fosse o que dizem que é: VALENTE, já teria demitido este ícone da corrupção que a afrontou,desafiou e ameaço-a! e dá entrevista a todo mundo dizendo que não foi demitido e nem pensa em se demitir, e que QUER uma “ conversa longa “ com a presidenta.. ora,ora,ora... desde quando um diretorzinho de um DNIT da vida impõe condições e estipula tempo de audiências a uma presidenta da republica???
È preciso ter muita munição de chumbo-grosso para “peitar” e DESMORALIZAR em publico uma pobre coitada marionete ,gerente da gang de LullaCorleone .
O cara mostra que agora nesse momento é quem manda.. no DNIT e no covil dos ptralhas do Planalto.





Esta evidente o medo e a angustia da Madame Min, ela esta soltando indireta pela boca da Idelilouka que afirmou que o “dono do DNIT” vai ser mesmo demitido a voltar das férias...(KKKKK!!RISOS incontroláveis!!!!!!KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK)
Desculpem...Mas é tão hilário ,tão cômico a vexatória e infeliz a declaração da Idelilouka e de outros que falam a mesma bobagem que confirmam o PAVOR ao PAGOTÍ!!!
Ele não vai sair!!e se sair , saí atirando !!! e então dirá;
“ Apré moi le deluge!”
(“Depois de mim , o dilúvio!”- Luiz XV as vésperas da revolução francesa e do terror de Roberspierre.
Mas se ele de repente for “CELSO-DANIELZADO” então servirá de exemplo aos possíveis CALABARES da gang,para não repetir a rebeldia do PAGOTÍ
Os horrores de agosto estão uivando impacientes pedindo para serem soltos...e quando isso acontecer,então os demônios uivarão:
“Papen satan ! Papen Satan! Allepe!”- Dante Aligheri- O Inferno da Divina Comedia, e o horror engolirá a todos!!!
Enquanto isso a merda Brasil segue boiando a deriva...neste mar de imundicies nojentas da lulocrácia delinquente.

PLACAR :PMDB _ 3
PT _ l

DO BLOG ALARICO TROMBETA

Com que moral a Dilma vai manter o RDC no meio de toda esta lama?

A Copa do Mundo terá um investimento de R$ 11,4 bilhões em "mobilidade urbana". Isto quer dizer: Ministério dos Transportes, DNIT, Valec, Infraero, corrupção. Com o instituto do RDC,  Regime Diferenciado de Contratações, significa que não haverá transparência nestes investimentos. Com tudo o que está acontecendo nos Transportes, será que dá para ser inocente em pensar que as empreiteiras não combinarão preços? Só não combinarão porque o bando de corruptos que está lá dentro fará isso por elas. Com que moral Dilma Rousseff vai manter o Regime Diferenciado de Contratações, diante de tantos escândalos? Se tivesse um pingo de responsabilidade, rasgaria o Projeto de Lei 17/2011, originário da Medida Provisória 527, que institui esta roubalheira anunciada. “Esta medida provisória já foi criticada pelo Procurador-Geral da República, por ministro do Supremo Tribunal Federal, por instituições ou pela instituição, pelo Instituto de Auditoria de Obras Públicas no país. A medida provisória foi criticada até mesmo por empreiteiros de obras públicas. A medida provisória, além da flagrante inconstitucionalidade, abre portas e janelas para a corrupção desenfreada”, afirmou com toda a razão o líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR). Quanto vão roubar destes R$ 11,4 bilhões? Se aditarem os contratos na média do que vem sendo feito, serão mais uns R$ 3 bilhões. Fora as comissões por dentro e por fora. O RDC acabou antes de começar, afogado na lama do DNIT.  Basta a Dilma ter um pingo de responsabilidade. Ao que tudo indica, não tem.

Marina Silva pedirá desculpas ao país? E os ministros Cardozo e Rosário?

Há um mês atrás, este Blog já antecipava os resultados das investigações sobre o assassinto do "casal de extrativistas", no Pará. A Polícia Federal do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que participou de um movimento que tinha como objetivo manipular a opinião pública, fazendo até minuto de silêncio no plenário da Câmara para ligar as mortes com conflitos agrários, numa tentativa desesperada de barrar o Código Florestal, só revelou oficialmente hoje o resultado das investigações. FOI BRIGA DE ASSENTADOS. NÃO EXISTE NENHUMA LIGAÇÃO COM A APROVAÇÃO DO CÓDIGO FLORESTAL. Leia aqui, na Folha. Sabem por que a Polícia Federal divulga somente hoje o que já sabe há 30 dias? Porque o Congresso está em recesso. Para que deputados e autoridades safadas não sejam instadas a pedirem desculpas ao país. Mas, na volta do recesso,  alguém há de lembrar tudo o que foi manipulado em cima destes assassinatos comuns, frutos do abandono destes assentamentos por parte do governo do PT, desde os tempos de Marina Silva.

Chegou a ser criada uma Operação Defesa da Vida, que contava com a atuação de agentes Força Nacional de Segurança, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, além de representantes do governo federal, como Secretaria de Direitos Humanos, Secretaria-Geral da Presidência da República, ministérios do Desenvolvimento Agrário, da Defesa e do Meio Ambiente, e de representantes dos conselhos nacionais de Justiça e do Ministério Público. Tudo para proteger as pobres vítimas dos grandes proprietários de terra.

Marina Silva utilizou de toda a má fé possível para ligar as mortes à aprovação do Código Florestal. Vejam parte da entrevista por ela concedida NO DIA EM QUE ELA E EX-MINISTROS DO MEIO-AMBIENTE fora recebidos por Dilma Rousseff, para pedirem o veto do Relatório Aldo Rebelo.


- A senhora conhecia o casal assassinado, ou conhecia o trabalho que eles desenvolviam?
Marina Silva – O que eu conhecia é que eles eram lideranças comunitárias em um projeto de assentamento extrativista, que fica a 60 km de Nova Ipixuna. Ele era uma ativista que, inclusive, falou que estava sendo ameaçado de morte. Deixou bem claro que seria a próxima irmã Dorothy (missionária americana morta em 2005 em função do conflito agrário do Pará) na luta em defesa das reservas comunidades.

- As regiões do sul e do sudeste do Pará são conhecidas pelos conflitos entre madeiros, garimpeiros, fazendeiros e índios. A senhora acredita que mudou muita coisa desde as décadas de 80 e 90?
Marina Silva – Infelizmente mudou muito pouco. O que mudou foi que uma parte daquelas terras foram destinadas para a criação de reservas extrativistas. Em 95, 96, quando eu cheguei ao Senado, era impossível pensar que aquelas terras poderiam ser demarcadas… A pressão continua sobre as reservas para a exploração irregular de madeira…. Continua sendo uma região muito violenta com ausência do Estado para dar segurança a essas comunidades, mas pelos menos mais anteriormente, nós tínhamos ao nosso lado, pelo menos, as pessoas que defendiam as reservas e as áreas florestadas. Agora, com a aprovação do relatório do deputado Aldo, sequer a lei vai estar a favor dessas pessoas. Essa questão que para mim está muito difícil de elaborar, porque uma coisa era, ainda que com todas as dificuldades e ameaças, ter ao seu lado a força da lei. Outra coisa é os ilegais serem transformados em legais, e vão agir em defesa do legitimo direito que eles adquiriram de desmatar. E isso é muito difícil, porque de Chico Mendes (líder seringueiro assassinado em 1988) a padre Josimo (morto no Maranhão em 1986), de Padre Josimo a irmã Dorothy, de irmã Dorothy a José Claudio e Maria… e tantos que já morreram em função dessa luta de defesa à floresta.


Segundo a Folha Poder, o inquérito da Polícia Civil do Pará sobre o assassinato do casal de extrativistas  José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, mortos em 24 de maio, aponta como mandante do crime José Rodrigues Moreira, dono de terras no assentamento onde eles viviam.  Leia mais aqui  Os assassinos não eram madeireiros, fazendeiros ou ruralistas. Eram assentados do Incra.

Lembram desta notícia, de junho passado?

Durante sessão na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (7), Claudelice Silva dos Santos, presidente do Conselho Nacional Populações Extrativistas (CNS) e irmã de José Cláudio Ribeiro da Silva, assassinado no último dia 24 em Nova Ipixuna (PA), pediu aos senadores que não aprovem a reforma Código Florestal. Na avaliação de ambientalistas e movimentos sociais, a medida aprofundaria a destruição do ambiente e provocaria um aumento dos conflitos no campo.

“Peço ao Senado que não aprove essa vergonha de Código Florestal. Meu irmão morreu no dia em que a Câmara aprovou [o Código], mas eu sei que vocês [senadores] podem rever essa situação, olhar isso com mais carinho. Se meu irmão tivesse vivo, ele não iria gostar nem um pouco [do novo Código]. Não aprove, Senado”, disse Claudelice. Antes, a ambientalista se dirigiu aos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Maria do Rosário (secretaria dos Direitos Humanos) e Afonso Bandeira Florence (Desenvolvimento Agrário) e pediu agilidade no processo de investigação da morte de José Cláudio. “Venho pedir encarecidamente que todos os dias vocês lembrem nessa casa das pessoas marcadas para morrer. Vocês sabem é o que é ter um nome na lista, com pessoas 24 horas esperando o momento para te matar. Vocês não fazem ideia, ministros”, disse.

Agora a gente já sabe, senhora Claudelice! Aliás, a gente já sabia!
DO COTURNO NOTURNO