segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Mantega é expulso de bar paulistano sob xingamentos de brasileiros cansados da crise e da roubalheira


 Por admin ucho.info

Endereço errado – Demitido por antecipação e ainda no exercício do cargo, o que configura situação ridícula e vexatória, o petista Guido Mantega começa a colher os frutos ácidos da lambança que protagonizou como ministro da Fazenda nos quatro anos, período em que tentou emplacar, sem sucesso, pelo menos duas dúzias de medidas de estímulo à economia.
No último sábado (20), como se fosse uma celebridade, Mantega resolveu molhar as cordas vocais em um dos badalados bares da cidade de São Paulo, o Astor, localizado no bairro boêmio de Vila Madalena. Carregando no rosto aquele conhecido sorriso de mordomo de sacristia, o ainda ministro adentrou ao bar e se deparou com inesperado e ruidoso aplauso dos frequentadores do local.
Certo de que a calorosa recepção era verdadeira, Mantega, que estava acompanhado e uma mulher, apertou o passo e esperava pelos cumprimentos, o que não aconteceu. Repentinamente, o petista tornou-se alvo de ofensas, como “explica aquele dinheiro que vocês fizeram sumir”, clara referência ao Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história brasileira. Guido Mantega tentou se justificar, mas o clima esquentou e a situação ficou pior. O ministro foi chamado de “chefe de quadrilha”.
O concorrido bar da Pauliceia Desvairada estava lotado e, coincidentemente, contava com algumas pessoas que tiveram Guido Mantega como professor, mas a pressão foi muito maior do que imaginava o petista. O clima ficou insustentável e Mantega, sem saber o que fazer, deixou o local debaixo de mais ofensas e xingamentos, como “vai embora seu ladrão, filho da p…”.
Responsável, juntamente com a presidente Dilma Rousseff, por ter levado a economia brasileira à beira do despenhadeiro da crise, Mantega experimentou o que pode ocorrer com muitos dos integrantes do governo mais corrupto da história nacional: a hostilidade de uma população cansada de tanta roubalheira. Ao longo dos últimos quatro anos, Guido Mantega, que há muito já era alvo de piadas no mercado financeiro, caiu em descrédito ainda maior por conta das estabanadas previsões sobre o crescimento do Produto Interno Bruto, o agora minúsculo PIB.
A recepção nada simpática que obrigou Mantega a deixar o bar Astor mostra, de forma inequívoca, que os brasileiros começaram a sentir no bolso os efeitos da desenfreada corrupção que tomou conta do País com a explícita anuência de um partido que se assemelha a uma organização criminosa, como acertadamente têm afirmado os partidos de oposição. A exemplo do que tem noticiado o UCHO.INFO, a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, que desbaratou o carrossel de corrupção que funcionava na Petrobras, está em seus primeiros capítulos e a reação da sociedade deve piorar com o avanço das investigações.
Para quem estava acostumado a reunir-se com banqueiros ao redor de mesas fartas de caros e elegantes restaurantes paulistanos, Mantega percebeu na Vila Madalena que seu período de estrelato terminou muito antes do que imaginava. Se o que aconteceu no Astor tomar conta do País, o governo de Dilma Rousseff não dura muito tempo. 22/12/2014- DO R.DEMOCRATICA

Ex-gerente diz que alertou Graça Foster pessoalmente sobre irregularidades

Em entrevista ao Fantástico, Venina diz que não vai parar com denúncias e faz apelo emocionado para que outros funcionários também relatem corrupção na Petrobras
Ex-gerente da Petrobras diz ter alertado Graça Foster pessoalmente
Venina afirma ter denunciado irregularidades em contratos desde 2008.

Em entrevista ao Fantástico, ela fez apelo para funcionários denunciarem.
Do G1, com informações do Fantástico
Ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca falou ao Fantástico
 (Foto: Reprodução/ TV Globo)
A ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca diz que informou pessoalmente à presidente da empresa, Graça Foster, sobre irregularidades em contratos de diversos setores da companhia. Em entrevista exclusiva ao Fantástico, exibida na noite desde domingo (21), Venina contou que “percebeu que havia irregularidades” em 2008 e que, desde então, reportou problemas aos superiores, entre eles o gerente-executivo, diretores e a atual presidente. (volte a este texto daqui a pouco para ver o vídeo com a íntegra da entrevista)
A documentação com as denúncias da gerente, que está afastada, foi entregue ao Ministério Público, que investiga o escândalo de corrupção na Petrobras e que resultou na Operação Lava a Jato.
A ex-gerente diz que "vai até o fim" nas denúncias e que outros funcionários da empresa têm conhecimento das irregularidades. Ela fez ainda um apelo para que outros colegas sigam seu exemplo e também denunciem o que sabem sobre o esquema de corrupção na estatal..
Venina relata que as irregularidades na área de comunicação eram de conhecimento da então diretoria e que pagamentos por serviços não-prestados, contratos aparentemente superfaturados e negociações em que eram solicitadas comissões para as pessoas envolvidas eram formas de realizar o desvio. Segundo Venina, havia o "esquartejamento" de projetos para dificultar a fiscalização.
'Estive com Graça Foster'
"Num primeiro momento, em 2008, como gerente-executiva, eu informei ao então diretor Paulo Roberto Costa, informei a outros diretores como a Graça Foster, e em outro momento, como gerente-geral, eu informei aos meus gerentes-executivos, José Raimundo Brandão Pereira e o Abílio [Paulo Pinheiro Ramos], que era meu atual gerente-executivo. Informei ao diretor [José Carlos] Cosenza (...) Informei ao presidente [José Sérgio] Gabrielli. Informei a todas a pessoas que eu achava que podiam fazer alguma coisa para combater aquele processo que estava se instalando dentro da empresa", afirmou.
Na época, Graça Foster, atual presidente da companhia, era diretora de gás e energia. Ela assumiu o atual cargo em fevereiro de 2012.
"Eu estive com a presidente [Graça Foster] pessoalmente quando ela era diretora de Gás e Energia. Naquele momento, nós discutimos o assunto. Foi passado uma documentação pra ela sobre processo de denúncia na area de comunicação. Depois disso, a gente (...) Ela teve acesso a essas irregularidades nas reuniões da diretoria-executiva. ", declarou Venina Velosa.
Paulo Roberto Costa, que chefiou a diretoria de Abastecimento de 2004 a 2012, assinou um acordo de delação premiada para contar o que sabe em troca de uma possível redução de pena. Atualmente, cumpre prisão domiciliar.
Encontro com Paulo Roberto Costa
Venina lembra que, ao relatar o problema ao atuar delator do esquema, Paulo Roberto Costa, foi acusada de “querer derrubar o governo”.
“Esse evento aconteceu quando eu fui apresentar o problema que ocorreu na área de comunicação, que eu cheguei na sala dele e falei, olha aqui tem só amostra do que tá acontecendo na área. Eram vários contratos de pequenos serviços onde nos não tínhamos conhecimento do tipo de serviço. Mas mostrava esquartejamento do contrato. Aí naquele momento, eu falei: eu nunca soube, tô sabendo isso agora e acho que é muito sério e temos que tomar atitude. Aí ele pediu que eu procurasse gerente responsável e pedisse pra que ele parasse”, relembra ela.
“Ai eu falei: ele já fez, não tem como eu chegar agora e falar vamos esquecer o que aconteceu e vamos trabalhar diferente. Existe um fato concreto que tinha que ser apurado e investigado. Ai nesse momento ele ficou muito irritado. A gente tava sentado na mesa da sala dele, ele apontou pro retrato do Lula, apontou pra direção da sala do Gabrielli e perguntou: você quer derrubar todo mundo? Ai eu fiquei assustada e disse: olha eu tenho duas filhas, eu tenho que colocar cabeça na cama e dormir e no outro dia eu tenho que olhar nos olhos dela e não sentir vergonha”
Favorecimento do ex-marido

Venina rebateu uma denúncia de que teria beneficiado o ex-marido com um contrato feito na empresa. Ela relata que os contratos do ex-marido com a estatal eram de 2004 e de 2006 e que a condição que apresentou para assumir o relacionamento, em 2007, foi que o contrato fosse descontinuado.
"Foi anterior ao casamento e, no momento que a gente assumiu a relação, a condição foi: vamos interromper porque tem condições de ética dentro da Petrobras e minha que eu não posso continuar. E isso foi com parecer jurídico", afirma.
Convocação a demais funcionário
Venina lembra que, durante todo o processo da comunicação das irregularidades, foi assediada" e “pressionada” por assistentes da diretoria e da presidência que falavam: "tem muita gente envolvida, você não pode tratar essa questão dessa forma”. Em seguida, recebeu ameaças por telefone. Ela também nega ter participado de “esquemas” na estatal.
“Eu vou até o fim, sim. Eu não posso falar que eu não tenho, porque no momento que você denuncia, ao invés de você ver respostas pras denúncias, você vê simplesmente a empresa tentando o tempo todo falar: você não é competente, você fez um monte de coisa errada, o tempo todo as pessoas tendo que responder, mostrando documentos, que aquilo não é verdade. É uma máquina que passa por cima da gente”, diz.
Venina convoca também os funcionários da Petrobras a terem a mesma atitude. “Eu tenho medo? Eu tenho. Mas eu não vou parar. Eu espero que os empregados da Petrobras, porque eu tenho certeza que não foi só eu que presenciei, eu espero que os empregados da Petrobras criem coragem e comecem a reagir. Nós temos que fazer isso para poder realmente fazer a nossa empresa ser de volta o que era. A gente tem que ter orgulho, os brasileiros têm que sentir orgulho dessa empresa. Eu vou até o fim e estou convidando vocês pra virem também”.
Petrobras diz que tomou todas as providências
A Petrobras voltou a declarar que tomou todas as providências para elucidar os fatos citados por Venina e que não procede a informação de que não houve apuração das irregularidades apontadas - porque todas foram encaminhadas às autoridades competentes.
A empresa também repetiu que, possivelmente, a funcionária trouxe a público as denúncias porque foi responsabilizada por uma comissão interna. A Petrobras afirmou que Graça Foster só foi informada por email.
O ex-presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, afirmou que nunca foi informado diretamente por Venina sobre a existência de corrupção na empresa.
A defesa de Paulo Roberto Costa declarou que praticamente todos os aspectos investigados pelo Ministério Público foram tratados na delação premiada e que não há como comentar incidentes específicos.
Procurada, a assessoria do ex-presidente Lula não se pronunciou. Os demais envolvidos não foram encontrados.
E em entrevista publicada neste domingo por jornais da América Latina, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o Brasil não vive crise de corrupção.
Entenda as denúncias de Venina
Há nove dias, uma reportagem do jornal "Valor Econômico" mostrou que a ex-gerente alertou diversas vezes sobre a ocorrência de irregularidades em contratos da Petrobras antes mesmo de a Polícia Federal (PF) deflagrar em março a Operação Lava Jato. Antiga subordinada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, ela foi transferida para a Ásia após denunciar o esquema de corrupção e, posteriormente, foi afastada.
O jornal relatou que, apesar das advertências, a direção da empresa não agiu para conter os desvios bilionários e ainda destituiu de seus cargos os executivos que tentaram barrar o esquema de corrupção.
A Petrobras afirmou, na terça-feira (16), que a ex-gerente só enviou em novembro deste ano, à presidente da estatal, Maria das Graças Foster, e-mail alertando sobre irregularidades na refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, e nas áreas de Comunicação do Abastecimento e à área de comercialização de combustível de navio (bunker).
"Os temas supracitados foram apenas levados ao conhecimento da Presidente através de email recente, de 20/11/2014, quando a empregada já havia sido destituída de sua função gerencial. Nesta data, as irregularidades na Comunicação do Abastecimento e na RNEST já haviam sido objeto de averiguação em Comissões Internas de Apuração, bem como as irregularidades da área de comercialização de combustível de navio (bunker) em Grupos de Trabalho", diz a Petrobras em nota.
Ainda segundo a estatal, Graça Foster respondeu a Venina no dia seguinte, "informando que estava encaminhando o assunto ao Diretor José Carlos Cosenza e ao Jurídico da Petrobras para averiguação e adoção das medidas cabíveis"


21/12/2014