sábado, 21 de julho de 2018

A FALSA NEOESQUERDA BRASILEIRA

sábado, 21 de julho de 2018

Resultado de imagem para ESQUERDA BRASILEIRA

Por Maria Lucia Victor Barbosa
A esquerda brasileira é uma quimera. Característica não apenas nossa, mas que aparece na América Latina e tem causas que podem ser encontradas, inclusive, no afã de justificar nossos fracassos fazendo contraponto aos países capitalistas, notadamente, aos Estados Unidos.
Na teoria da dependência consta que somos pobres porque os ricos capitalistas nos exploram. Desculpa reconfortante para fugir de nossas responsabilidades e creditar a outros nossas desgraças. Desse modo, a tática da vitimização encontra nas falsas promessas da esquerda a sedutora utopia da igualdade.
Para a imposição da mentalidade esquerdista são criadas massas de manobra, sendo o alvo principal a juventude doutrinada na escola e, principalmente, na universidade. Sem maturidade para cotejar os fatos à luz da realidade os cérebros juvenis absorvem ralas noções marxistas e, sobretudo, palavras de ordem. Aprendem que ser de esquerda significa ser bom, defensor dos pobres, possuidor de caráter ilibado.
Na direita está a “elite” maldosa, seguidora de um tal de neoliberalismo, opressora dos pobres e oprimidos que necessitam dos paladinos da esquerda para salvá-los em nome da causa, ou seja, da fé.
Não é transmitido aos jovens os horrores do comunismo, sistema que matou milhões de pessoas, sequestrou a liberdade, reduziu a maioria à miséria enquanto uma casta dirigente usufruía do poder e seus inerentes privilégios e, que por fim, fracassou. Na América Latina são, entre outros expressivos exemplos do que pode fazer a chamada esquerda para a desgraça das populações, Cuba e Venezuela.
No Brasil, o governo petista depois de quase 14 anos no poder afundou o país economicamente e corrompeu valores, tendo chegado à decadência por contas da ganância, da incompetência e da corrupção institucionalizada.
Além das massas de manobra existem também os oportunistas, que se dizem de esquerda para obter vantagens nas universidades e nos empregos loteados pelo PT por todo País. Não faltam além disso as espertas lideranças partidárias e os candidatos populistas, que em campanha são de esquerda desde criancinhas.
Note-se que nenhum de nossos partidos, esses trampolins para se alcançar o poder, se apresentam como de direita. Para evitar o estigma de fascistas ou coisa pior preferem se dizer de esquerda, centro-esquerda, centro e, no máximo, de centro-direita.
Esse esquerdismo é totalmente falso porque não temos partidos ideológicos, mas, sim, clubes de interesses. Além do mais, a chamada esquerda virou uma mistura de opiniões politicamente corretas que nada tem a ver com o marxismo. Alguns neoesquerdistas chegam a se declarar cristãos, o que deve fazer Karl Marx revirar na tumba.
O PT, que sempre foi considerado o maior partido brasileiro de esquerda, nos seus congressos nunca conseguiu definir qual era seu socialismo.
Seria o PDT um partido de esquerda? Seu candidato à presidência da República, Ciro Gomes, conhecido por seus destemperos, grosserias e insultos está no sétimo partido e mantém os pés em duas canoas: a considerada de esquerda e a que é vista como de direita.
Marina, PT de coração, esqueceu a ecologia e aceita na Rede qualquer “peixe”. Ela se tornou a menina dos olhos de FHC (PSDB), que depois de destruir a candidatura de João Dória à presidência da República parece desgostoso com o fraco desempenho de Geraldo Alckmin.
Curiosamente, o pré-candidato do PC do B ao governo do Rio de Janeiro, Leonardo Giordano, admitiu que seu partido considerado de extrema esquerda apoiou a administração do ex-governador e atual presidiário, Sérgio Cabral (MDB) e do ex-prefeito, Eduardo Paes (DEM). A combativa deputada, também do PC do B, Jandira Feghali, foi secretária da Cultura na gestão de Paes.
Muitos são os exemplos da falsa esquerda e no momento o que se vê é uma matéria gelatinosa de todos os partidos buscando freneticamente entre si alianças das mais esquisitos. Esquerda? Que nada. O que existe apenas é o lado de cima.
* Socióloga.  20.06.2018DO R.DEMOCRATICA

Eleitorado vai se vingar do Centrão?

sábado, 21 de julho de 2018


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
O eleitorado deverá dar o troco nos governistas, por tudo de errado que acontece no Brasil há muito tempo. Certo? A “vingança” não é garantida. Parece até duvidoso. Porém, não pode ser descartada na confecção dos cenários eleitorais. Exatamente por isso, não deve ser comemorada, com tanta inocência, a gigantesca adesão do chamado “Centrão” à candidatura de Geraldo Alckmin – que até agora não decola nas enquetes ou “pesquisas”. Uma “revolta” dos eleitores pode causar não uma destruição, mas um forte estrago nos políticos dos partidos alinhados ao centro, ao poder vigente e à corrupção sistêmica.
A candidatura presidencial de Jair Bolsonaro – que não tem e nem conseguiu formar uma base partidária sólida - é o indicador mais ululante de que a bronca do eleitorado tem consistência e tende a crescer com a crise política, econômica e institucional. Por isso, pode ter influência na decisão presidencial. Estudos consistentes indicam que Bolsonaro tem, consolidados, entre 20% e 25% das intenções de voto. Adversários e inimigos tentam se iludir que ele “bateu no teto” e não vai além disso em termos de apoio. Será?
O mais indicado e prudente é não subestimar o poder da insatisfação das pessoas. A classe política brasileira está extremamente desmoralizada. Culpa da combinação entre má gestão da coisa pública e a Corrupção sistêmica resultante do modelo estatal Capimunista Rentista do Brasil. O tal ”Mecanismo” é tão poderoso que trabalha, com todo pragmatismo, para continuar ditando as ordens. Prova disso é a adesão do Centrão a um candidato que ainda não decola, porém tem um discurso supostamente conciliador e conta com muito apoio do poder econômico local e transnacional.
O Brasil vai bem dividido para a urna. A esquerda está com filme queimado, porém não está morta. Prova disto é a imensa intenção de voto no Presodentro Lula (formalmente inelegível - que não será (e nem poderá ser) candidato se a Lei da Ficha Limpa for cumprida). Sem se juntar ao PT e outros partidos de canhota, e se não der uma controlada em suas explosões de ira, Ciro Gomes não tem a menor chance. Mas o perigo que sempre paira no ar – beneficiando a esquerda – é a postura “Estadodependente” do eleitorado brasileiro, facilmente seduzível pelas promessas “socialistas” ou pelo discurso de “ordem, força e radicalismo” do “comunismo”.
Por outro lado, a mesma doença “capimunista” também pode beneficiar um candidato como Bolsonaro – que promete resolver as coisas a partir do poder interventor da caneta de titular do trono do Palácio do Planalto. Curiosamente, Bolsonaro terá de operar um discurso que contraria seu guru econômico, Paulo Guedes. O mito corre o risco de não conquistar novas adesões com as teses do “Liberalismo-Democrático” do Guedes.  
Resumindo: Haja marketagem eleitoral (ou eleitoreira)... E sobram dúvidas: O eleitorado vai mesmo se vingar do Centrão e do candidato por ele apoiado?  Bolsonaro tem condição de real de crescer com um discurso que não combina com seu histórico político e com sua própria personalidade?
Eis as incertezas que serão desfeitas nas dedadas eletrônicas do outubro eleitoreiro.
Uma quase certeza? 2018 produzirá novas lideranças políticas que podem abalar a hegemonia do Centrão.     

“O primeiro escalão já foi preenchido”

Geraldo Alckmin já está distribuindo cargos para o Centrão.
Um integrante do bloco disse para o Estadão:
“Estão no nível de discutir quem ficará com a Funasa. O primeiro escalão já foi preenchido.”
Só falta combinar com o eleitorado.

Alckmin, o bombado

Geraldo Alckmin é o candidato bombado.
Luiz Weber, na Folha, associou a aliança de Alckmin com o Centrão ao uso de anabolizantes:
“Magro nas pesquisas, Alckmin recorreu ao mercado de anabolizantes da política (só a base de muita metáfora para entender isso). Para tanto, procurou o líder do PR, o mensaleiro condenado Valdemar Costa Neto.
Valdemar é um Dr. Bumbum da política. Opera na semiclandestinidade, carrega seu estoque tóxico de fisiologismo para inocular nos aliados de ocasião. E está pronto para sair de cena tão logo algo dê errado na coligação siliconada.”

Janaina embarca para convenção do PSL

Janaina Paschoal embarca para o Rio de Janeiro amanhã de manhã para participar da convenção nacional do PSL, registra Lauro Jardim em O Globo.
“Se nenhum imprevisto acontecer até lá, Janaina sai de lá como candidata a vice-presidente da República na chapa do capitão Jair Bolsonaro”.

CONGRESSO DO PERU APROVA DESTITUIÇÃO A CÚPULA DO JUDICIÁRIO POR ENVOLVIMENTO COM ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO



sábado, julho 21, 2018


Congresso do Peru aprovou nesta sexta-feira (20), por unanimidade, a destituição dos integrantes do Conselho Nacional da Magistratura (CNM). Os sete conselheiros do órgão estão envolvidos em um escândalo de corrupção envolvendo os mais altos níveis do judiciário peruano revelado após a divulgação das suas conversas telefônicas.
O CNM tem funções similares ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no Brasil, como a de melhorar a gestão e fiscalizar o Judiciário.
Em sessão plenária extraordinária do Parlamento, convocada pelo presidente peruano, Martín Vizcarra, a remoção dos conselheiros foi aprovada pelos votos dos 118 legisladores presentes.
Os afetados são Hebert Marcelo Cubas, Baltazar Morales, Maritza Aragón, Orlando Velásquez, Ivan Noguera, Guido Águila e Julio Gutiérrez Pebe.
Os congressistas debateram durante duas horas o relatório da comissão de Justiça que recomendou sua destituição por causa séria, segundo o artigo 157 da Constituição. Nas ruas, manifestantes protestavam contra a corrupção na frente do Palácio de Justiça, em Lima.
Conhecida a votação, Vizcarra afirmou que "a remoção dos membros do #CNM é um passo fundamental para reformar o sistema judicial".
Em sua conta no Twitter, o presidente saudou a decisão do Congresso. "Agora vamos seguir trabalhando para devolver a todos os peruanos a confiança em suas instituições", disse.
ESCÂNDALO ENVOLVE ALTOS NÍVEIS 
O escândalo de corrupção se tornou público na semana passada, com a divulgação de uma série de escutas telefônicas que revelaram uma ampla rede de tráfico de influência, suborno e prevaricação nos mais altos níveis do judiciário peruano, incluindo altos magistrados, empresários e políticos.
Nos áudios que chocaram o país, juízes e membros do CNM, oferecem redução de penas, trocam favores e fixam preços por sentenças.
As escutas custaram o cargo do ministro de Justiça e Direitos Humanos, Salvador Heresi, protagonista de um áudio, e cinco juízes da Corte Superior de Justiça de Callao, entre eles seu presidente, Walter Ríos, que pedia um suborno de pelo menos US$ 10 mil em troca de favorecer a nomeação de um procurador.
O caso dos juízes é um "déjà vu" da história peruana recente. O vazamento de áudios ou vídeos gravados em segredo provocaram a queda de dois presidentes, Alberto Fujimori em 2000 e Pedro Pablo Kuczynski em março, além da suspensão há um mês do popular legislador Kenji Fujimori, filho do ex-presidente.
O presidente Vizcarra defende a urgência de uma reforma do Judiciário. Um projeto de reforma será elaborado por uma comissão que deverá ter uma lista de propostas até 28 de julho, aniversário da independência do Peru, quando Vizcarra fará um discurso à Nação do Congresso. A proposta do governo deverá ser revisada e debatida pelo Parlamento, controlado pela oposição.
ARGUMENTOS PELA DESTITUIÇÃO
Na sessão desta sexta, cada bancada no Congresso teve um tempo de 10 minutos para expôr seus argumentos a favor da destituição dos conselheiros.
O porta-voz da bancada governista Peruanos Por el Kambio, Gilbert Violeta, afirmou que "o Congresso não pode fugir de tomar uma decisão de destituição" e pediu a seus colegas que demonstrem "estarem do mesmo lado lutando contra a corrupção".
"Temos que investigar a relação entre os partidos políticos, assim como alguns parlamentares e líderes políticos que tentam influenciar diferentes órgãos do sistema judicial e no CNM. Com quais objetivos, para que, influenciar em que processos, em que casos?", disse Violeta, referindo-se às supostas coordenações entre os magistrados e o partido fujimorista Força Popular.
Por outro lado, o porta-voz da bancada esquerdista Novo Peru, Oracio Pacori, afirmou que a corrupção "transformou o Conselho Nacional da Magistratura em um mercado negro, onde se traficam influências, sentenças, zombando da Justiça".
Pacori afirmou que a remoção dos magistrados "tem que significar o caminho para a verdadeira reforma do sistema judiciário que envolva os 33 milhões de peruanos e não uma reforma simplesmente sem diálogo".
JUIZ DA CORTE SUPREMA SUSPENSO
Minutos antes da votação no Legislativo, o portal de notícias "IDL-Reporteros" divulgou novos áudios de conversas do juiz suspenso da Corte Suprema, César Hinostroza, que decidiu a favor da líder opositora Keiko Fujimori em uma investigação por lavagem de dinheiro. No áudio, Hinostroza revela sua aparente proximidade com os legisladores fujimoristas Luz Salgado e Miguel Torres.
Em uma conversa, Hinostroza pede ao empresário Antonio Camayo que interceda pela sua filha para que possa trabalhar no escritório de advogacia de Torres, e em outra conversa, ele conta a outro interlocutor que "qualquer coisa, Luz (Salgado) é amiga".
Em um áudio divulgado anteriormente, o polêmico juiz coordenou com Camayo reuniões com uma "Senhora K" da "força número 1". O codinome presumivelmente pode se referir a Keiko Fujimori e seu partido Força Popular. No entanto, Keiko nega ter tido alguma reunião com Hinostroza.
Em outra gravação transmitida pela mídia local Hinostroza oferece absolvição a um homem condenado por estuprar uma menina de 11 anos. Do site G1 DO A.AMORIM

Alckmin sofre a primeira chantagem do centrão


Menos de 24 horas depois de celebrar um acordo pré-nupcial com o centrão, Geraldo Alckmin se deu conta de que um matrimônio político, quando se baseia apenas no interesse, transforma-se rapidamente em patrimônio. Percebeu que, para o deputado Paulinho da Força, proprietário do Solidariedade, um dos partidos do grupo, a fidelidade conjugal só é possível a três. A união com Alckmin ainda nem foi sacramentada e Paulinho já acena para Ciro Gomes.
Conforme já noticiado aqui, Paulinho, um cacique da Força Sindical, combinara com sua tribo que condicionaria o apoio a Alckmin à volta do imposto sindical, que obriga trabalhadores a entregarem um dia de labuta para os sindicatos. Na quinta-feira, após reunião do alto comando do centrão com o candidato tucano, informou-se que Alckmin concordara em incluir na sua agenda a criação de nova fonte de renda para as arcas sindicais.
Nesta sexta-feira, em nota veiculada no Twitter, Alckmin levou o pé atrás: “Ao contrário do que está circulando nas redes, não vamos revogar nenhum dos principais pontos da reforma trabalhista. Não há plano de trazer de volta a contribuição sindical.”
Antes mesmo da veiculação da mensagem do candidato, Paulinho já havia sinalizado para o staff de Ciro, com quem parecia fechado dois dias antes, a intenção de trair Alckmin. Como de hábito, impôs uma condição: entregaria os segundos de propaganda do Solidariedade a Ciro desde que o PSB e o PCdoB fizessem o mesmo.
Do lado de Ciro, o aceno de Paulinho foi recebido com desconfiança. Um dos operadores políticos de Alckmin chamou de chantagem a tentativa de adultério pré-nupcial de Paulinho
Quem observa o vaivém da política percebe que, das várias maneiras de se atingir o desastre nesse ramo, a incoerência é a mais rápida. A solidão, a mais agradável. E a aliança com o centrão, a mais cara.

Lula vai se tornando um cabo eleitoral da direita



Nenhum pai faria com um filho o que o pseudo-esquerdista Lula faz com a autoproclamada esquerda brasileira. Preso em Curitiba, Lula transformou sua hipotética candidatura presidencial num cavalho de batalha. Impede o PT de cuidar do Plano B e conspira contra a adesão de aliados ao projeto de Ciro Gomes. Com esses dois movimentos, Lula anima as campanhas da chamada direita.
Os partidos brasileiros, como se sabe, têm muitas cabeças e poucos miolos. O PT sofre da mesma falta de miolos, mas tem uma cabeça só. E Lula, o imperador do petismo, revela-se mais uma vez capaz de tudo, menos de compartilhar o poder e a influência. O imperador do petismo obriga o PT e seus satélites a segui-lo numa procissão que leva à cadeia, não à urna.
Inelegível, Lula aproximaria Ciro Gomes da Presidência se o apoiasse, cedendo-lhe o tempo de propaganda do PT. Em vez disso, conspira para isolar Ciro. As pesquisas indicam que Lula colocaria Fernando Haddad no segundo turno se anunciasse desde logo seu apoio ao poste petista. Mas Lula mantém sua candidatura cenográfica por conveniência penal.
Se esticar essa corda, Lula arrisca-se a assumir em 2018 o papel de cabo eleitoral da direita. Numa eleição imprevisível, já não é absurda a hipótese de um segundo turno disputado entre o tucano Geraldo Alckmin e o capitão Jair Bolsonaro. DI J.DESOUZA