terça-feira, 6 de novembro de 2012

Mensalão: vai se fechando o cerco em torno de Lula.

PSDB e PPS pediram nesta terça-feira (6) à PGR (Procuradoria Geral da República) a abertura de inquérito para investigar se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve participação no esquema do mensalão. Os dois partidos afirmam, na representação protocolada nesta terça-feira (6) na PGR, que as recentes revelações do publicitário Marcos Valério, apontado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) como operador do mensalão, justificam a abertura de uma nova ação penal que tenha Lula como foco.
"À época dos fatos, existia uma íntima ligação política e pessoal entre o representado e o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, entendido como o chefe da quadrilha pelo STF. Nesta perspectiva, indaga-se: a teoria do domínio do fato, que foi utilizada para a condenação de José Dirceu, não poderia ser aplicada - e com muito mais razão - ao chefe do próprio José Dirceu?", questiona a oposição.
Na representação, os dois partidos citam reportagens da revista Veja em que Valério teria afirmado que Lula seria o chefe do esquema criminoso e que o publicitário teria pago propina, a pedido do PT, para silenciar pessoas ligadas ao assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em 2002.
PSDB e PPS também citam memorial encaminhado pelo advogado de Valério ao STF, Marcelo Leonardo, em que afirma que o "mero operador do intermediário seja a pessoa púnica de forma mais severa nesta ação penal, ao lado do tratamento brando que se pretende dar aos verdadeiros chefes políticos e interessados diretos no esquema".
Segundo a oposição, a própria defesa de Valério "traz elementos que colocam em dúvida a frase que reiteradamente foi repetida pelo ex-presidente, no sentido de que ele não sabia de nada".Na representação, PSDB e PPS pedem que o procurador inste a revista Veja a apresentar os indícios do envolvimento de Lula, citados nas matérias publicadas.
Os dois partidos afirmam que estavam dispostos a formular a representação desde o mês de agosto, mas decidiram esperar o fim do julgamento para não "tumultuar" a análise da ação penal pelo Supremo. "Agora que a fase de reconhecimento da culpabilidade se encerrou, restando apenas a fixação das penas, nada mais impede que os fatos sejam rigorosamente apurados", afirmam os partidos.
O DEM, que também assinaria originalmente o pedido de investigações, manteve a decisão de não apoiar a representação. O partido acha mais "prudente" aguardar a manifestação do Ministério Público sobre o depoimento de Valério, uma vez que o publicitário prestou depoimento ao procurador.
A representação é assinada pelo presidente do PPS, Roberto Freire (SP), o líder do partido na Câmara, Rubens Bueno (PR), além dos senadores Álvaro Dias (PSDB-PR), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e o deputado Mendes Thame (PSDB-SP).
Dias decidiu assinar o pedido por considerar que é "dever" da sigla pedir a investigação - uma vez que o publicitário Marcos Valério fez novas revelações do esquema em depoimento sigiloso prestado à procuradoria. Depois de submeter sua decisão à bancada do PSDB no Senado, teve o apoio de outros colegas do partido.
Apesar da decisão, Dias não consultou formalmente o comando do PSDB para aderir à representação. A Folha apurou que, como o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, está em tratamento médico, o líder decidiu assinar a representação sem uma decisão formal da sigla. (Folha Poder)
DO CELEAKS

Tudo explicado

“A UNE nem ama nem odeia, mas reivindica respeito por sua história”.

Daniel Iliescu, presidente da União Nacional dos Estudantes  Amestrados, antiga UNE, ao comentar a condenação de José Dirceu pelo Supremo Tribunal Federal em entrevista ao Estadão desta terça-feira, explicando que a entidade não tem sentimentos, mas acha que todo criminoso companheiro deve ser absolvido.

Santa inocência

“Nunca vi Marcos Valério, nunca falei com ele, nem por e-mail, nem por nada. Eu nunca soube dessa história de chantagem em Santo André. Mas tem que respeitar o desespero dessa pessoa”.

Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, pronto para dizer que também não conhece Lula, nunca apareceu em Santo André nem ouviu falar em Celso Daniel.

Garotada no poder

“A presidente Dilma é uma coisa nova. Na política brasileira, ela ainda é uma novidade”.

Michel Temer, vice-presidente da República, com cara de quem, aos 72 anos, vai disputar a reeleição como representante da geração sub-20.
POR AUGUSTO NUNES-REV VEJA


Valério age por desespero e José Dirceu?


  6 de novembro de 2012 13:49

O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, a exemplo de outros petistas, tentou desqualificar ontem as novas acusações feitas por Marcos Valério que vinculam o ex-presidente Lula ao mensalão.
Carvalho disse ainda desconhecer a chantagem citada pelo publicitário em novo depoimento ao Ministério Público Federal, de que ele e Lula teriam sido alvo por parte de um empresário de Santo André.
“Vocês devem imaginar [o que Marcos Valério está tentando]. Tenho até que respeitar o desespero dessa pessoa”, garantiu Carvalho, referindo-se à condenação de Valério pelo Supremo Tribunal Federal há mais de 40 anos de prisão.
De acordo com reportagem da revista “Veja”, Marcos Valério diz que petistas lhe pediram ajuda em 2003 para silenciar um empresário de Santo André que estaria chantageando Lula e Carvalho.
Ainda segundo o relato da revista, o então secretário-geral do PT, Silvio Pereira, teria pedido a Valério dinheiro para conter o empresário Ronan Maria Pinto, que estaria ameaçando implicar Lula e seu auxiliar na morte do prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, assassinado em 2002.
“Nunca soube dessa história de chantagem em Santo André”, alegou Carvalho.
Se Valério age por desespero, segundo o ministro, o que dizer então do ex-ministro José Dirceu, igualmente condenado pelo STF, mas se sente apto a definir as prioridades do PT?
Ontem, em seu blog, Dirceu escreveu que o PT tem três prioridades para o ano que vem: defender a regulação da mídia, propor a reforma política, e, segundo ele, “desconstituir a farsa do mensalão”.
“O partido faz muito bem em eleger esta regulação da mídia como uma das principais metas a serem conquistadas em 2013, ao lado da reforma política tão imprescindível ao país e da luta para desconstituir a farsa do mensalão”, escreveu.
Sobre a regulação da mídia, afirmou: “O partido vai se posicionar, defender, tomar iniciativas, ocupar todas as tribunas que lhe forem possíveis, manter o assunto em evidência e priorizá-lo”.
Será de que alguém do PT tem algo a dizer sobre isso?
DO ADRIANA VASCONCELOS

E no país dos hipócritas.

Aos idiotas políticamente corretos que estão em luta para tirar as obras de Monteiro Lobato das escolas públicas do país. Pergunto:
Por qual motivo enxergam racismo nos textos de Lobato e não com fazem com Ariano Suassuna, autor de O auto da compadecida, que coloca um Jesus negro em sua obra?
Mas nada contra o Jesus negro, o que me pergunto é que os zelosos vigilantes raciais não enxergaram preconceito na obra nem mesmo quando João Grilo, surpreso com a aparência de Jesus, diz: "a cor pode não ser das melhores".
Em outras palavras, Jesus é Jesus, mas a cor não é lá essas coisas.
Onde será que andam os zelosos vigilantes raciais que ainda não foram apedrejar Suassuna em sua casa?
Ou será que atacar Monteiro Lobato é mais fácil, uma vez que o autor está morto há décadas e não pode se defender?
A hipocrisia que tomou conta do assunto racial após a divisão do Brasil por raça e não por cidadania, tem dessas coisas. 
Os negros, "os eternos ofendidos", enxergam racismo em tudo à sua frente, mas nem sempre entendem o significado das palavras ou das obras.
Vamos ver quem tem peito de querer proibir esta obra literária também.
Não esqueçam que muitas ditaduras andaram queimando livros dos que pensavam diferente, e quando os livros acabaram começaram a perseguir pessoas.
E no mais...
PHOD@-SE!!!
DO MASCATE

Instituto Lula vira central de comando para petistas

JOSÉ MARIA TOMAZELA  - O Estado de S.Paulo
Criado para fornecer ao público o acervo pessoal do ex-presidente da República, o Instituto Lula virou um gabinete paralelo de poder do PT em São Paulo. Do sobrado de vidros escuros, vigiado por câmeras e protegido por cerca elétrica no bairro Ipiranga, zona sul da capital, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva define estratégias e toma decisões que sobrepõem, muitas vezes, a própria instância partidária.
Foi dali que Lula traçou boa parte das estratégias eleitorais do PT nas eleições municipais. Dali também conteve, semana passada, o ímpeto de alguns petistas de divulgar um manifesto em defesa dos condenados no julgamento do mensalão. Na noite da última quarta-feira, Lula recebeu no instituto o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino e convenceu ambos de que não se tratava do momento ideal para manifestações.
A instituição foi criada com base na Lei 8.394/91, que atribui a ex-presidentes a responsabilidade de tornar acessível ao público o acervo privado obtido no exercício do cargo. Pelo estatuto, trata-se de algo "apartidário e independente de partidos políticos".
No início da disputa eleitoral, a estrutura foi ampliada com o aluguel de um sobrado vizinho para a instalação de um estúdio.
O prédio de três pavimentos tem área de lazer com piscina. No local foi gravada a propaganda para candidatos petistas de mais de 90 cidades, com participação de Lula - foi uma maneira de facilitar sua aparição em programas de TV, já que o ex-presidente se recupera do tratamento contra um câncer na laringe.
Na terça-feira passada, a agenda privada do ex-presidente incluiu as visitas do megaempresário Eike Batista e do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, advogado de um dos réus do "mensalão". Reuniões partidárias com as presenças de dirigentes petistas, como o presidente nacional Rui Falcão, o secretário geral de Organização Paulo Frateschi e o líder do partido na Câmara dos Deputados, Jilmar Tatto, costumam avançar a noite.
Secretariado. Com a eleição de Fernando Haddad em São Paulo, o instituto passou a ser referência também para a composição do novo governo. Na quinta-feira, Lula recebeu Marcio Pochmann, candidato petista derrotado em Campinas, para discutir seu aproveitamento na equipe de Haddad.
A agenda oficial recente incluiu visitas de ex-presidentes e personalidades internacionais, como Nicolas Sarkozy, ex-presidente da França; Fernando Lugo, presidente deposto do Paraguai, e a primeira-dama do Peru, Nadine Heredia. Na agenda privada, estavam o marqueteiro João Santana, o publicitário Valdemir Garreta, o advogado Roberto Teixeira, amigo e compadre de Lula, e o gerente de comunicação da Petrobrás, Wilson Santarosa.
Conforme o site oficial, o Instituto é mantido por doações de empresas e pessoas que se identificam com seus objetivos, mas a relação de doadores não é divulgada, assim como as despesas bancadas. Um dos objetivos declarados é a construção do Memorial da Democracia em que o ex-presidente será a figura central. A entidade nasceu com o governo paralelo que Lula estruturou após ser derrotado nas eleições de 1989 para acompanhar criticamente o governo de Fernando Collor de Mello, com o nome de Instituto da Cidadania. No ano passado, com Lula fora da Presidência, transformou-se no Instituto Lula tendo seu patrono como presidente de honra.
A instituição é dirigida pelo amigo pessoal e "braço direito" de Lula, Paulo Okamoto, com assessoria de Clara Ant, sua ex-assessora na Presidência, e dos ex-ministros Luis Dulci (Secretaria-Geral da Presidência) e Paulo Vanucchi (Direitos Humanos).
Novo estatuto. O estatuto aprovado em agosto de 2011 sofreu mudanças recentes. As novas normas ainda não foram postadas no site. Okamoto disse que o objetivo da mudança foi possibilitar maior atuação na área cultural. O foco central continua sendo "a cooperação do Brasil com a África e a América Latina".