terça-feira, 21 de abril de 2020

"Afinal, quem é golpista?"

terça-feira, 21 de abril de 2020


Por Percival Puggina
Perderam a eleição para Bolsonaro porque preferiram atacá-lo em vez de se perguntarem por que o povo o seguia. Agora, pelo mesmo motivo, caçam fantasmas e conspiram contra ele.

No noticiário desta manhã de segunda-feira, alguns veículos se desencaminharam e noticiariam sobre as carreatas ocorridas ontem em inúmeras cidades do país, descrevendo-as como "de apoio ao presidente", "a favor do fim do isolamento", "contra Rodrigo Maia", "contra João Dória". No entanto, para os grandes noticiosos da noite de domingo o que importava era exibir cartazes com que manifestantes pediram intervenção militar e lançaram maldições, anátemas e imprecações contra o Congresso e o STF. A cereja do bolo, porém, era o presidente da República falando a um grupo de intervencionistas. O G1 (Globo) reproduziu uma seleção de frases então proferidas pelo Presidente. O que disse ele?
"Todos no Brasil têm que entender que estão submissos à vontade do povo brasileiro. Tenho certeza, todos nós juramos um dia dar a vida pela pátria. E vamos fazer o que for possível para mudar o destino do Brasil. Chega da velha política", afirmou.
Bolsonaro falou aos manifestantes que podem contar com ele "para fazer tudo aquilo que for necessário para que nós possamos manter a nossa democracia e garantir aquilo que há de mais sagrado entre nós, que é a nossa liberdade".
Arrepiaram-se, fingidos, os barões assinalados. Era preciso induzir a população a temer o autor de frases tão simples e o perigo representado por não se sabe bem o quê. Então, acusaram-no de tossir uma vez e não fazê-lo sobre o cotovelo... Desabituados a usar palavras que expressem pensamentos reais, viciados com bastidores, useiros de conchavos e conspirações, grandes autoridades da República medem o presidente com sua própria escala. Não funciona.
Li hoje um artigo em que o autor, advogado e empresário Luiz Carlos Nemetz faz a seguinte resenha de patranhas belicosas do Congresso pilotado por Maia e Alcolumbre contra o presidente.
Deixou caducar as medidas provisórias do 13º do bolsa família, da carteira estudantil, da revogação do imposto sindical, da publicação de balanços; desfigurou completamente o pacote anticrime e de combate à corrupção; enfraqueceu a operação lava-jato com a lei de abuso de autoridade; articulou o aumento do fundo partidário e impediu seu uso para combate à COVID-19; aprovou o orçamento impositivo; não põe em pauta o marco do saneamento de gastos, da PEC emergencial 186/19 e do pacto federativo; junto com o Senado não vota a prisão em segunda instância dando chances para que a nata da aristocracia medieval corrupta não seja investigada, nem punida e, mesmo quando condenada, saia às ruas e goze a vida com os bilhões que roubaram.
Agora, neste exato momento, articula com os seus, a completa desfiguração do Plano Mansueto, que é um programa de acompanhamento e equilíbrio fiscal, que, em síntese, visa ofertar aos Estados uma solução para que consigam equilibrar suas folhas de pagamento e quitem suas despesas mais urgentes.
É estarrecedor que uma suposta elite dos poderes Legislativo e Judiciário tenha desvirtuado de tal modo sua percepção sobre a finalidade do poder que exercem! Nada aprendem das manifestações da opinião pública que com exaustiva frequência superlota ruas e avenidas por não encontrar outro canal de expressão.
Com mais sensatez e menos presunção, com mais senso de responsabilidade e menos vaidade, com mais amor à pátria e menos amor próprio, haveriam de chegar às câmeras de TV e às páginas de jornal para refletir sobre a estupidez de nossas instituições e sobre as razões de seu próprio descrédito junto à sociedade. Desapreço, aliás, que cresce a ponto de muitos ansiarem por uma ditadura.
Não temam, senhores, por uma ditadura de Bolsonaro. Temam, antes, as consequências de sua ambição, de seus conchavos, de sua fatuidade e de seu desprezo aos cidadãos.
Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de "Crônicas Contra o Totalitarismo", "Cuba, a Tragédia da Utopia", "Pombas e Gaviões", "A Tomada do Brasil". Integrante do grupo Pensar+. DO DEMAIS

O contragolpe na Turma do Mecanismo

terça-feira, 21 de abril de 2020


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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A cúpula do Mecanismo, seus operadores institucionais, seus parasitas e seus bandidos passaram o dia 20 de abril repetindo a mentirosa narrativa sobre a Democracia que eles corrompem criminosamente. Ainda bem que o Presidente Jair Bolsonaro começou o dia muito bem e, já na paradinha na portaria do Palácio da Alvorada, reafirmou que o compromisso dele é com a Democracia, com Supremo Tribunal Federal e Congresso Nacional abertos e transparentes. Exagerada ou não, a liberdade de expressão exercida por manifestantes, no domingo, apavorou o Mecanismo que apostava tudo em sua bandida hegemonia. Perderam, Playboys...
Os militares, que já promoveram a inédita intervenção pelo voto direto e já estão no poder com Bolsonaro, e por isso não precisam promover qualquer conspiração oculta, também reafirmaram, publicamente, seu compromisso democrático. Mesmo assim, o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, pediu ao STF a abertura de um inquérito (não se sabe por que secreto) para apurar quem foram os responsáveis pelas manifestações de domingo, consideradas antidemocráticas pela Turma do Mecanismo.
O relevantíssimo caso – que envolveria deputados federais – contará com a relatoria demo-crática do ministro Alexandre de Morais. Detalhe: a parada não mexe com Bolsonaro, que discursou, por apenas dois minutos e meio, no ato de Brasília. A Turma do Mecanismo aloprou porque tudo aconteceu e foi filmado em frente ao “Forte Apache” – o Quartel-General do Exército, no Dia do Exército. O povo, quando exerce sua legítima sabedoria originária, apavora as oligarquias tupiniquins. Aqueles que fazem mal uso do poder de legislar e julgar vestiram a carapuça... Azar deles...
Notícia boa é que os golpistas do Mecanismo sentiram o começinho do contragolpe. A virada do jogo precisa se completar no prazo mais curto possível. Infelizmente, o processo não será pacífico, porque os corruptos, parasitas e operadores institucionais do Mecanismo só jogam de maneira suja e truculenta. A cautela recomenda que se use uma estratégia indireta para neutralizar e vencer a canalhada na hora certa. Nós, o povo, vamos pra cima!

Compromisso democrático

Confira: Os militares já estão no poder com Bolsonaro...

Releia o artigo de Domingo: Quando Bolsonaro dará troco no Mecanismo?

Reveja, também: A Coronaconstituição de Bruzundanga