quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Coordenador da Lava Jato ironiza STF: ‘Parlamentares sob suprema proteção’

Josias de Souza

O procurador Deltan Dallagnol ironizou na internet a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre sanções cautelares contra deputados e senadores investigados: “Não surpeende que anos depois da Lava Jato os parlamentares continuem praticando crimes: estão sob suprema proteção”, escreveu o coordenado da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.
Por 6 votos a 5, o Supremo decidiu que sanções que afetem “direta ou indiretamente” o exercício do mandato parlamentar precisam ser submetidas em 24 horas à aprecisação da Câmara ou do Senado. Na prática, a Suprema Corte transferiu para os próprios congressistas a palavra final sobre sanções como a suspensão do mandato.
“Parlamentares têm foro privilegiado, imunidades contra prisão e agora uma nova proteção: um escudo contra decisões do STF, dado pelo próprio STF”, acrescentou Deltan, antes de enaltecer o comportamento de ministros que ficaram vencidos no plenário do Supremo: “Fica o reconhecimento à minoria que vem adotando posturas consistentes e coerentes contra a corrupção, especialmente ministros Fachin e Barroso.”

Depois da fala do Papa contra a corrupção, fiéis vaiam autoridades em Aparecida


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD), e o ministro da Secretaria de Governo da Presidência, Antonio Imbassahy (PSDB), foram vaiados pelo público presente na missa no Santuário Nacional em Aparecida (SP).
Este ano, Lula e Dilma sequer foram convidados. Não apareceu ninguém do PT.
Michel Temer não foi e resultou criticado pelas autoridades religiosos.
As vaias aconteceram logo após o anúncio dos nomes dos políticos e depois da mensagem do papa Francisco, transmitida em um telão, em que ele pediu aos cristãos brasileiros que não desanimem diante das dificuldades e de problemas como a corrupção.
Nas redes sociais rola o video com vários cantores interpretando Romaria, de Renato Teixeira, imortalizado em 1977 por Elis Regina.