segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Supremo rejeita denúncia por corrupção passiva contra deputado Eduardo da Fonte

Foi a terceira denúncia rejeitada nesta segunda-feira pela Segunda Turma. As outras eram contra o deputado José Guimarães (PT) e contra o senador Benedito de Lira (PP) e o deputado Arthur Lira (PP).

Por Renan Ramalho, G1, Brasília
O deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) (centro) (Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados)
O deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) (centro) (Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados)
O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta segunda-feira (18) denúncia apresentada contra o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) dentro da Operação Lava Jato. Com a decisão, o parlamentar, acusado de corrupção passiva, fica livre de responder a um processo penal no caso.
Foi a terceira denúncia rejeitada nesta segunda-feira. Antes, a Segunda Turma do Supremo havia rejeitado denúncias apresentadas contra
A denúncia contra Eduardo da Fonte foi rejeitada por 2 votos a 1. Votaram por arquivar o caso os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Para receber a denúncia, votou somente o ministro Teori Zavascki, falecido em janeiro deste ano – ele votou no caso em novembro do ano passado.
Não participaram da decisão os ministros Ricardo Lewandowski e Celso de Mello, ausentes da sessão desta segunda (18). Lewandowski está em licença médica e Mello não compareceu – o gabinete não informou o motivo.
Atual relator da Lava Jato no STF, Fachin também não participou do julgamento, já que Zavascki já havia proferido voto no caso.
Eduardo da Fonte foi acusado de supostamente intermediar uma negociação entre o ex-presidente do PSDB e ex-senador Sérgio Guerra, morto em 2014, e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa para barrar, em 2009, as investigações da CPI da Petrobras no Senado.
Em troca, o PSDB receberia R$ 10 milhões de empreiteiras contratadas pela Petrobras.
O caso começou a ser analisado pela Segunda Turma em novembro do ano passado, mas após o voto de Zavascki, Dias Toffoli pediu vista do processo, argumentando que precisava de mais tempo para analisar o caso.
Durante a sessão, o advogado de Eduardo da Fonte, Hamilton Carvalhido, diz que não há na denúncia provas concretas contra o deputado. Ele disse que a acusação se baseia em “divagações” do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
“Ele tem que trazer, apresentar prova, suporte probatório que dá sustentação à acusação. Tem que antecipar, trazer esses elementos que certifiquem que é plausível a pretensão acusatória”, protestou o advogado.

Denúncia

A denúncia inclui um vídeo, gravado no Rio de Janeiro em 21 de outubro de 2009, que mostra uma reunião entre Eduardo da Fonte, Sérgio Guerra, empreiteiros da e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. O encontro ocorreu dois meses antes de a CPI ser encerrada no Senado.
Delator da Lava Jato, Paulo Roberto Costa contou aos investigadores que, na conversa, o ex-presidente do PSDB pediu R$ 10 milhões para atuar internamente no Senado para que a CPI "não tivesse resultado efetivo".
Segundo Janot, um dos objetivos da comissão era investigar “indícios de superfaturamento” nas obras da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco.
Posteriormente, o Tribunal de Contas da União (TCU) constatou um sobrepreço de R$ 58,5 milhões, mas relatório final da CPI apontou que não havia irregularidades no contrato.
O dinheiro da propina, segundo o ex-diretor da Petrobras, foi obtido junto à Queiroz Galvão e à Galvão Engenharia, que participavam do cartel que dividia entre si contratos da Petrobras.
Líder do PP na Câmara à época, Eduardo da Fonte tinha "pleno conhecimento" do esquema criminoso que atuava na Petrobras, segundo a PGR. O PP buscava a permanência de Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento, que desviava recursos para o partido.

RESISTIR É PRECISO. E A HORA É AGORA!



segunda-feira, dezembro 18, 2017

A sempre excelente página Embaixada da Resistência postou um filmete, uma montagem sobre imagens de filmes épicos, em que o herói é Donald Trump. No final o homem do grande topete loiro detona Obama lançando-o nas profundezas de um poço enorme. Alegorias à parte, é o que Donald Trump continua fazendo pelos meios assépticos e incruentos do exercício civilizado da política. Até agora tem levado a melhor, mas a praga do esquerdismo delirante é como monstro de filme de terror, acaba renascendo.
Por isso a Embaixada da Resistência concita o extrato à direita do espectro político a sair da zona de conforto e seguir os passos firmes de Mr. Donald Trump para, mais adiante, sucedê-lo nessa verdadeira guerra contra o establishment não apenas no plano doméstico, mas em nível global. Daí o conceito de "globalismo" ao qual me referi em postagem neste domingo.
Além de postar este vídeo, o "Embaixador" também escreveu um texto, quase um beliscão, para acordar principalmente aquela galera silente que costuma fazer que não está vendo nada e que tudo segue sem problemas. Aliás, são essas pestes que permitiram que as coisas chegassem a essa deplorável "diversidade bundalelê". Leiam:

A saga de Donald Trump é exatamente igual à saga dos 300 espartanos.
O exército de Esparta composto por 300 guerreiros lutou contra um exército de dezenas de milhares de persas para atrasar o seu avanço e permitir que a resistência das cidades gregas se organizasse.
Trump veio abrandar e atrasar a invasão dos "exércitos progressistas" e dar uma margem crítica de manobra para que algo se organize de forma a impedir aquilo que parecia ser a inevitável derrocada da liberdade, depois de décadas de passividade bovina perante os desmandos da extensa família marxista.
Os 300 continuam lá resistindo ao constante massacre da imprensa, poderes instituidos e sua massa de manobra de histéricos.
E você como é que está aproveitando este precioso pouco tempo de liberdade que nos resta?
A presidência Trump não durará para sempre e aliás nunca foi sequer aceite pela esquerda. Todas as suas forças estão concentradas em destruir a Presidência Trump e quando retomarem o poder vão agir com maior rapidez e truculência do que nunca, para se certificarem que nunca mais exista a chance de se repetirem derrotas democráticas.
E se você acha que o seu país sozinho vai ser capaz de resistir a coisa alguma contra o poder de todas as forças mundiais concertadas, você não é um "nacionalista" "que se preocupa com assuntos da sua nação", você é simplesmente um maluco.
"Direita delirante" o momento é agora! DO A.AMORIM

Camargo Corrêa revela ao Cade cartel que operou durante 16 anos em metrôs de 8 estados


A Camargo Corrêa revelou ao Conselho Administrativo de Defesa Economica (Cade) um mega esquema de cartel em obras de metrôs de oito estados, que teria operado durante 16 anos no país.
As revelações estão em acordo de leniência assinado entre a empresa e o Conselho, no âmbito da Operação Lava Jato.
O acordo do Cade é assinado em conjunto com o Ministério Público Federal de São Paulo, que investiga a parte criminal envolvendo o cartel.
Nesta segunda-feira (18), o Conselho assinará o despacho que abre o processo administrativo para investigar os fatos relatados pela construtora Camargo Corrêa.
A companhia, uma das empresas investigadas na Lava Jato, apresentou ao Cade indícios ou comprovação de condutas anticompetitivas que ocorreram entre 1998 a 2014 em obras de transporte de passageiros sobre trilhos nos Estados da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo (veja ao final deste post o que dizem os governos estaduais).
Batizado pelos próprios integrantes do cartel de "Tatu Tênis Clube", o grupo formado por Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão atuou em pelo menos 21 licitações, com resultados diferente (veja no final deste post o que dizem as construtoras).
O cartel consiste em fixações de preços, condições e vantagens, divisão de mercado entre os concorrentes e troca de informações entre as empresas que tem interesse na obra.
No relatório do acordo, ao qual a Globonews/TVGlobo tiveram acesso, a empresa relatou três fases de operação do cartel. O primeiro período vai de 1998 a 2004, e é chamado de Fase Histórica. Neste recorte, dividiam as obras a Andrade Gutierrez, Odebrecht e Camargo Corrêa.
Segundo a Camargo Corrêa, a concorrência permanente e a proximidade teriam motivado a associação entre elas.
A segunda fase foi de 2004 a 2008, quando o cartel foi batizado de "Tatu Tenis Clube". Formaram o grupo cinco das maiores construtoras do país: além das três primeiras, OAS e Queiroz Galvão se juntam ao grupo, também chamado de "G5".
Depois, de 2008 a 2014, a Camargo revela uma fase de aumento de obras existentes, mas uma concorrência com as empresas estrangeiras.
Para conseguir operar as obras nos Estados, o relatório cita que, entre 2009 e 2013, executivos de alto escalão das empresas se reuniram pelo menos 27 vezes, onde teriam trocado informações sensíveis para os acordos.
A partir dos encontros, as empresas se organizavam para fazer propostas maiores ou mesmo abriam mão de apresentar propostas para evitar disputas.
Das 21 licitações que o grupo operou, em seis a Camargo cita existência de indícios de acordo entre as empresas. Em oito, cita a conclusão de acordos que não chegaram a ser implementados por motivos alheios à vontade do grupo.
Outros cinco foram acordos que o grupo tentou, mas não concluiu. E em dois casos específicos a construtora aponta a realização de acordo com sucesso.
O relatório do Cade cita a participação de agentes públicos que foram envolvidos nas operações do cartel. Mas o documento oculta esses nomes.
O acordo de leniência é uma espécie de delação premiada das empresas. O efeito dela para o beneficiário (no caso a Camargo e as pessoas que assinam o acordo) é a imunidade administrativa e penal. As demais empresas serão processadas normalmente. O acordo beneficia o primeiro que se oferecer para colaborar.
Apenas ao final da investigação, se comprovados todos os requisitos exigidos pelo Cade, é que se confirma a leniência e se extingue a pena. As demais empresas podem confessar e colaborar, em um acordo chamado TCC, mas sob pagamento de multa.

O que dizem as empresas

A Andrade Gutierrez informa que segue colaborando com as investigações em curso dentro do acordo de leniência firmado pela empresa com o Ministério Público Federal. A empresa também reafirmou compromisso de "esclarecer e corrigir todos os fatos irregulares ocorridos no passado".
A Queiroz Galvão não comenta investigações em andamento.
A Odebrecht disse que está colaborando com a Justiça no Brasil e nos países em que atua. Disse, ainda, que "já reconheceu os seus erros, pediu desculpas públicas, assinou um acordo de leniência com as autoridades do Brasil, Estados Unidos, Suíça, República Dominicana, Equador e Panamá". A empresa afirmou que "está comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas".
A OAS não quis se manifestar.

Posicionamento dos governos estaduais

O G1 entrou em contato com o governo do Distrito Federal às 10h33 e aguarda um posicionamento.
Até a última atualização desta reportagem, o G1 buscava contato com os demais governos citados.
Por Andreia Sadi e Marcelo Parreira- G1

domingo, 17 de dezembro de 2017

Aécio merece análise psicanalítica, não política


“Eu não torço pela prisão do Lula”, disse Aécio Neves em entrevista. “Mas ele tem de responder para a Justiça, que não pode ser seletiva.” Sobre 2018, declarou: “Temos de resgatar na eleição a capacidade de discutir o país. Temos de sair da delegacia de polícia e voltar a falar ao coração das pessoas. Precisamos restabelecer um clima minimamente respeitoso.” Falando em seletividade judiciária, prisão e delegacia um político como Aécio dá uma impressão menos política do que freudiana.
Aécio fez sua descida ao mundo político-paranoide em três anos. Ao sair das urnas de 2014 com um patrimônio de 51 milhões de votos, parecia docemente condenado a administrar o país a partir da sucessão presidencial de 2018. Hoje, é um administrador patológico da própria insensatez. Com nove processos criminais a espreitar-lhe a biografia, Aécio fala sobre forca como se fosse um simples simples instrumento de corda.
Há uma semana, na convenção nacional em que o PSDB escolheu Geraldo Alckmin como seu presidente, Aécio foi tratado como um tio velho e excêntrico que é convidado para as reuniões da família porque, afinal, é da família. Ninguém sabia ao certo como tratá-lo. Instruídos a não debochar de suas esquisitices, os mais jovens o vaiaram. Sem coragem para expurgá-lo do convívio partidário, os veteranos o desencorajaram de falar ao microfone, para não escandalizar os presentes.
Na entrevista, livre para dizer o que bem entedesse, Aécio disse sobre o grampo que registrou sua conversa vadia com Joesley Batista coisas assim: “Reconheço que errei nesse episódio, principalmente na forma de me comunicar. Ainda que em uma conversa privada, com um linguajar pelo qual me penitencio pessoalmente. Mas os fatos vão demonstrando de forma clara que eu fui vítima de uma grande armadilha.”
Um senador da República pede R$ 2 milhões a um empresário que planta bananeira dentro dos cofres do BNDES, envia o primo para apanhar o dinheiro em mochilas e acha que seu erro foi ter pronunciado meia dúzia de palavrões durante a conversa! O caso é mais grave do que se imagina. Em crise de identidade, o personagem já não sabe como deve se comportar uma pessoa pública. Pior: acha que não é um senador da República. Imagina que a República é que é do senador.
Um político que deixa um rastro pegajoso por onde passa e continua falando como se fosse inocente vítima de “uma ação planejada com a participação de membros da Procuradoria-Geral da República”, deixa a impressão de que procura uma defesa desesperadamente —mais ou menos como um cachorro que escondeu o osso e esqueceu o onde cavou o buraco. Aécio Neves tornou-se matéria prima para análise psicanalítica, não política.
Josias de Souza

sábado, 16 de dezembro de 2017

Avança inquérito sobre venda de faculdade criada por Gilmar

O fim de semana é de Gilmar Mendes.
O ministro do STF saiu não apenas na capa da Veja, em matéria sobre sua parceria com Joesley Batista, mas também na capa da IstoÉ, em matéria sobre as irregularidades na aquisição pelo governo do Mato Grosso, por R$ 7,7 milhões, de uma faculdade fundada em 1999 por Gilmar e sua irmã, Maria da Conceição Mendes, em Diamantino.
O Antagonista registrou o caso em 21 de outubro.
Agora a revista teve acesso ao inquérito e informa que o Ministério Público do estado está prestes a oferecer denúncia contra o ex-governador Silval Barbosa e outras quatro pessoas por atos de improbidade administrativa.
O MP diz que a transação foi marcada por “práticas de ilícitos morais administrativos”.
“Além da suspeita de superfaturamento, o negócio foi realizado com recursos extra-orçamentários do estado e sem autorização da Assembleia Legislativa. A Promotoria apontou ainda falta de planejamento do governo na hora de efetivar a compra, ao lançar luz para a ausência de estruturação do corpo docente e para as condições precárias das instalações.
Outra particularidade da venda da universidade que chamou a atenção do Ministério Público foi a diferença na metragem do terreno informada por Maria da Conceição em comparação com o estudo realizado por técnicos do governo.”
Gilmar alega que não teve qualquer participação na venda, pois já tinha deixado a sociedade da então UNED no ano 2000, quando assumiu a Advocacia-Geral da União.
“Em Brasília, no entanto, até as emas que circulam pelos jardins dos palácios sabem que é praxe no serviço público a transferência de propriedades para parentes somente para se enquadrar às imposições legais.”
Leia mais aqui:

Dissidentes analisam hipótese de sair do PSDB


Um pedaço do tucanato voltou a analisar a hipótese de acordar em outra legenda até o mês de março. A revoada já tem até um destino provável: o Livres, partido que virá à luz por meio de um rebatismo do nanico PSL. Dois fatores estimulam a banda insatisfeira do PSDB a olhar para a porta de saída:
1. Ao assumir a presidência do partido, há uma semana, Geraldo Alckmin não expressou interesse por uma pauta de renovação da legenda. Passou batido pela ideia de autocrítica esboçada pelo senador Tasso Jeressati antes de ser destituído por Aécio Neves da presidência interinada da legenda. Ao discursar, Alckmin absteve-se até mesmo de citar o vocábulo “corrupção”. E ainda afagou o governo de Michel Temer.
2. Os tucanos que flertam com a dissidência farejaram no subsolo da legenda um acordo tácito entre Alckmin e o grupo de Aécio. Prevê que, ao mergulhar na campanha presidencial, Alckmin entregaria o dia a dia do partido para o governador de Goiás, Marconi Perillo. Alçado na convenção tucana ao posto de vice-presidente do PSDB, Marconi é visto como uma espécie de longa manus (mão estendida) de Aécio no comando partidário.
Suprema ironia: nascido de uma costela do PMDB, o PSDB chega às portas de 2018, ano em que fará aniversário de 30 anos, tendo que tourear sua própria dissidência. Por ora, o grupo é estimado em algo como dez parlamentares —o que equivale a 21,7% da bancada de 46 deputados federais do PSDB.
Em privado, até um tucano de alta plumagem como Tasso Jereissati declara-se de saco cheio do PSDB. Há coisa de duas semanas, Tasso disse a pelo menos um correligionário que não exclui a hipótese de bater em retirada. O interlocutor não levou Tasso a sério. Não acredita que o senador esteja de saída para outra legenda. Mas o simples desabafo de Tasso dá ideia do ponto a que chegou a deterioração do ninho.
Josias de Souza

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Temer fala de Previdência sem medo do ridículo

Um presidente chamado Temer —assim, sem o acento circunflexo no primeiro ‘e’, como se fosse sinônimo de ter medo— sofre do mesmo problema de uma mulher chamada Vitória. A qualquer momento os acontecimentos podem desmentir o nome. Recém saído de sua mais recente internação hospitalar, Temer falou sobre a reforma da Previdência sem temer o ridículo.
Ao dar posse ao novo ministro Carlos Marun (Coordenação Política), Temer disse não ter “a menor dúvida” de que a reforma previdenciária será aprovada. Acha que a aprovação virá porque o governo tem o apoio dos presidentes da Câmara e do Senado. É apoiado também pelos líderes governistas. Conta até mesmo com “a compreensão oculta'' dos líderes da oposição.
Não é só. Segundo Temer, a reforma é avalizada por ''boa parte da população''. Na sua avaliação, os parlamentares que ainda resistem às mudanças vão perceber a posição favorável do eleitorado no período de recesso parlamentar. E voltarão a Brasília em fevereiro, às vésperas do Carnaval, “muito mais animados” com a perspectiva de dizer “sim” à emenda que mexe com as regras da Previdência.
Tomado pelas palavras, Temer parece acreditar que o problema da Previdência não é com ele, mas com os presidentes das Casas legislativas, com os líderes, com os parlamentares e, no limite, com a própria sociedade. Lorota. É com ele mesmo. Quem vendeu a alma para enterrar duas denúncias criminais na Câmara foi Temer.
Depois de gastar toda sua munição fisiológica para arrematar os votos que mantiveram sua cabeça sobre o pescoço, Temer converteu-se numa espécie de contador de padaria. Precisa dos votos de 308 deputados para prevalecer no plenário da Câmara, enviando a emenda da Previdência para o Senado. E tudo o que tem a dizer é o seguinte:
“Vai ficar para fevereiro? Ótimo! Para fevereiro vocês sabem por quê? Porque nós contamos votos. Enquanto não tivermos os 308 votos, não vamos constranger nenhum deputado. Nem nós queremos nem o Rodrigo [Maia] quer nem o Eunício quer. Ninguém quer isso.”
Em fevereiro, quando os deputados governistas voltarem dos seus Estados ainda mais constrangidos pela proximidade com a impopularidade radioativa do presidente, Temer talvez diga: “Vai ficar para abril, para setembro ou para as calendas? Ótimo. O importante é que eu não tenho a menor dúvida de que a reforma da Previdência será aprovada.”
O Brasil seria um país extraordinário se, de repente, por uma dádiva dos céus, baixasse no Palácio do Planalto um surto de rídículo capaz de impedir Temer de desmentir o próprio nome. Temer faria um enorme bem a si mesmo se voltasse a temer o ridículo.
Josias de Souza

MINISTÉRIO PÚBLICO DENUNCIA TACLA DURÁN POR LAVAGEM DE DINHEIRO

15/12/2017 21h05
O Ministério Público Federal apresentou nesta sexta-feira (15) nova denúncia contra Rodrigo Tacla Durán, ex-advogado da Odebrecht. Ele é acusado de ter lavado dinheiro de propina proveniente de corrupção na Petrobras.
Segundo a denúncia, o ex-gerente da estatal Simão Tuma recebeu vantagens indevidas para viabilizar a contratação pela Petrobras do consórcio Pipe Rack, formado pela Odebrecht, Mendes Júnior e UTC Engenharia, para a realização de obras no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro).
Também foram denunciados por corrupção e lavagem de dinheiro Tuma e funcionários das empresas do consórcio. O ex-gerente foi denunciado, ainda, por organização criminosa, ao lado de Renato Rodrigues, ex-diretor da Odebrecht.
Tuma teria repassado ao consórcio informações sigilosas durante a fase licitatória e atuado para que o Pipe Rack fosse classificado em primeiro lugar na licitação, fechando contrato no valor inicial de R$ 1,87 bilhões. Em troca, teria recebido R$ 18 milhões, ou cerca de 1% do montante.
Para isso, Tacla Durán teria atuado na lavagem do dinheiro por meio de seu escritório de advocacia.
"Após repassados valores pelas empreiteiras a Rodrigo Tacla Durán, incumbia-lhe, mediante o pagamento e/ou a retenção de percentual do valor movimentado, possibilitar que valores em espécie fossem fornecidos aos representantes de importantes grupos empresariais (...) em território brasileiro, e/ou disponibilizar montantes em contas situadas no exterior cujos beneficiários finais eram, em regra, agentes públicos ou políticos", afirma a denúncia.
Segundo a Procuradoria, o escritório de Durán firmava contratos fictícios com as empreiteiras contratadas pela Petrobras, possibilitando a entrega de dinheiro em espécie via "caixa 2".
De acordo com a denúncia, Durán emitiu notas falsas no valor bruto de R$ 25,5 milhões.
Foram identificadas, segundo o Ministério Público, 35 operações de crédito/depósitos fracionados de Durán para Tuma, no valor total de R$ 294.200. Para não alertar as instituições bancárias, os valores dos depósitos ficavam, muitas vezes, abaixo de R$ 10 mil.
Tacla Durán é réu em outra ação, na qual também é acusado de lavagem de dinheiro em favor de empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras. Vivendo na Espanha, ele é considerado foragido da Justiça.
LULA
O juiz Sergio Moro vem negando pedidos da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que Tacla Durán seja ouvido como testemunha no processo que trata da compra de terreno para o Instituto Lula por parte da Odebrecht.
Moro afirmou que, embora existam indícios de que Durán atuasse para o setor de propina da empreiteira, não há elemento que indique seu envolvimento no objeto da ação penal.
Além disso, Moro desqualificou a palavra do advogado. "A palavra de pessoa envolvida, em cognição sumária, em graves crimes e desacompanhada de quaisquer provas de corroboração não é digna de crédito."
Nesta sexta, a defesa de Lula pediu que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região reveja o posicionamento de Moro sobre a questão.
ACUSAÇÕES
Tacla Durán vem fazendo uma série de acusações contra o Ministério Público.
Em videoconferência na CPI da JBS, o advogado disse que tem em mãos uma perícia que mostra que os sistemas internos da Odebrecht foram adulterados antes de serem entregues à Procuradoria.
Assim, alguns documentos utilizados pela Procuradoria-Geral da República na denúncia contra o presidente Michel Temer seriam falsos.
Conforme noticiou a Folha em agosto, Durán também acusa o advogado trabalhista Carlos Zucolotto, amigo e padrinho de casamento do juiz Sergio Moro, de intermediar negociações paralelas dele com a força-tarefa da Lava Jato.

Advogada feminista admite ter oferecido dinheiro para mulheres acusarem Trump de assédio sexual


Uma proeminente advogada da Califórnia tentou fazer com que várias mulheres viessem a publico – nos meses finais da campanha presidencial – para denunciar supostos assédios sexuais cometidos por Donald Trump.

Os depoimentos das clientes foram relatados em documentos contratuais, e-mails e mensagens de texto, todas revisadas pela equipe jornalística do The Hill.
Os esforços da advogada Lisa Bloom – especialista no direito das mulheres – para atacar o candidato Trump incluíam a venda de histórias das supostas vítimas para programas de televisão, pagamento de hipotecas e garantia de benefícios financeiros generosos. Algumas clientes disseram afirmaram que as ofertas alcançavam os 750.000 mil dólares.
Lisa Bloom, que ficou famosa por defender dezenas de mulheres em importantes casos de assédio, representou quatro mulheres considerando fazer acusações contra o Trump no ano passado. Duas desistiram e duas vieram a público.
Em uma declaração oficial, Bloom reconheceu envolvimento com grupos políticos que garantiram doações financeiras para as mulheres que fizeram ou consideraram fazer acusações contra o Donald Trump:
Os doadores chegaram à minha empresa diretamente para ajudar algumas das mulheres que eu representei.
Se alguém tinha dúvidas de que a esquerda norte-americana está utilizando denúncias de assédio sexual como arma política, agora não tem mais.DO RENOVA

Polícia encontra ambulância usada para pagar dívida durante operação no Piauí

Veículo estava em fazenda e seria parte de uma dívida. Operação da Polícia Civil do Piauí realizou 91 prisões, assim como apreensões de carros e armas.


Policiais civis do Piauí encontraram na tarde desta quinta-feira (14) uma ambulância da prefeitura de uma cidade em uma fazenda na zona rural de outro município. Segundo os policiais a ambulância teria sido deixada como resultado de uma dívida. A apreensão foi resultado da Operação PC 27, que no Piauí resultou em 91 prisões, 86 por mandado e 7 apreensões de adolescentes.
A ambulância do município de Bertolínia estava em uma propriedade rural na zona rural de Landri Sales. “A delegacia de Guadalupe recebeu a denúncia de que existiria uma ambulância que pertenceria ao município de Bertolínia. Os delegados de Uruçuí e Bertolínia foram acionados e abordaram o filho do proprietário que lá estava”, afirmou o gerente de polícia do interior, Delegado Ewerton Ferrer, confirmando o abandono do veículo.
Ewerton Férrer contou que a ambulância teria sido abandonada por causa de uma dívida. “Ele foi ouvido para esclarecer a origem. O que temos até o momento é que seria uma conta que haveria e isso vai ser verificado ao longo do inquérito que vai correr pela delegacia de Bertolínia”, relatou o gerente de polícia do interior acrescentando que o proprietário da fazenda ainda não foi localizado.
Além das 91 prisões também foram apreendidas 14 armas e cinco veículos ao longo da quinta-feira.DO G1

Fachin nega recursos em inquérito do quadrilhão do PMDB na Câmara

Desmembramento
Defesas agravaram contra desmembramento. Julgamento será retomado na terça, 19.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
O ministro Edson Fachin votou, nesta quinta-feira, 14, por negar todos os recursos interpostos contra desmembramento dos inquéritos 4.327 e 4.483, de que é relator, relacionados ao chamado quadrilhão do PMDB na Câmara.
O primeiro inquérito investiga o que foi chamado de quadrilhão do PMDB na Câmara, suposta organização criminosa composta por membros do partido com articulação na Casa Legislativa. Já o segundo volta-se à apuração de obstrução das investigações relacionadas ao delito da quadrilha.
Até o momento, apenas o relator votou. O julgamento será retomado na próxima terça-feira, 19.
Estava em julgamento uma série de agravos que se insurgem contra decisão de Fachin que determinou o desmembramento dos autos de codenunciados sem foro privilegiado que foram denunciados juntamente com o presidente Michel Temer, entre eles Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Joesley Batista, Ricardo Saud, Rodrigo Rocha Loures e André Esteves.
O desmembramento ocorreu após a Câmara negar autorização para processar criminalmente o presidente Michel Temer e ministros de Estado. Como o inquérito envolvia os denunciados não detentores de foro por prerrogativa de função, o relator determinou a remessa dos autos à Justiça Federal de 1º grau para prosseguimento.
Os diversos pedidos das defesas incluem, em síntese, que seja reconsiderado o desmembramento do feito: pede-se a suspensão do curso da denúncia, sendo estendida a decisão da Câmara sobre Temer aos codenunciados; a exclusão de nomes na remessa dos autos ao 1º grau; e que o processo permaneça no Supremo, visto que a denúncia foi apresentada de forma conjunta com detentores do foro.
Para o ministro Fachin, no entanto, as pretensões não merecem ser acolhidas. Ele rechaçou, ponto a ponto, os pedidos das defesas, porquanto, para ele, está demonstrada a viabilidade do desmembramento. Se mantido o desmembramento, o trecho da denúncia que se refere à organização criminosa será encaminhado à 13ª vara Federal de Curitiba, pois tem relação com a Lava Jato. Em relação à obstrução de Justiça, o caso fica na 1ª instância do DF, já que os crimes teriam sido cometidos na capital.
O ministro observou que a negativa de autorização por parte da Câmara impede o processamento da denúncia exclusivamente em relação ao presidente e ministros de Estado, sendo esta uma decisão de natureza política, a qual não impede a continuidade quanto aos demais denunciados. O relator lembrou que, ao oferecer a denúncia conjunta, a PGR requereu o desmembramento em relação aos não detentores de foro. Assim, votou pelo não provimento dos agravos de Cunha e Geddel, no ponto em que pretendiam a extensão.
Ele também afirmou que, quanto ao argumento e Saud e Joesley de que suas prisões preventivas na AC 4.352 estariam atreladas a supostas omissões em seus respectivos acordos de colaboração premiada, Fachin afirmou estar nítido que as medidas restritivas residem, em verdade, nos fortes indícios de participação da organização criminosa investigada no inquérito 4327 e outros, “com concreto risco de reiteração delitiva”.
O julgamento foi suspenso e será retomado em sessão extraordinária da próxima terça-feira, 19, às 9h.
  • Processos: Inq. 4.327 e Inq. 4.483
Confira a íntegra do votoDO MIGALHAS

POR QUE A GRANDE MÍDIA TRANSFORMOU JAIR BOLSONARO NO JUDAS DA POLÍTICA BRASILEIRA? ENTENDA O QUE ESTÁ POR TRÁS DESSA JOGADA.

sexta-feira, dezembro 15, 2017

 

O vídeo acima dá uma ideia da recepção de seus apoiadores. Repetiu-se em Manaus o que tem ocorrido em todas as cidades onde Bolsonaro aparece. Há sempre uma multidão animada cercando o presidenciável, ainda que continue a ser alvo de ataques e fake news produzidas pela grande mídia.
Por isso Jair Bolsonaro dialoga com seus eleitores diretamente pelas redes sociais. Só em sua página oficial no Facebook, Bolsonaro deverá registrar nos próximos dias 5 milhões de seguidores.
Apenas a postagem do vídeo reproduzido acima que está editado em na página do presidenciável no Facebook, tinha até o início desta madrugada 181 mil vizualizações, 29 mil curtidas e 2.104 comentários.
Quem conhece e utiliza o Facebook, tida como a rede social de maior capilaridade do planeta, sabe que a performance de Bolsonaro é inaudita em termos nacionais. Ainda mais para um político, num momento em que a classe política brasileira nunca esteve tão desacreditada depois da descoberta do "petrolão" que desnudou uma teia de corrupção e roubalheiras jamais vista na face da Terra.
Isto também comprova um fato inéditoi: pela primeira vez na história a grande mídia, outrora toda poderosa, já divide a audiência com milhares de cidadãos que operam diretamente pelas redes sociais e se informam por meio dessas redes, sites e blogs independentes.
Isto não quer dizer que a dita mainstream media não seja mais formadora da opinião pública. Entretanto, à medida em que foi se alinhando à dita diversidade bundalelê sua credibilidade ficou seriamente abalada. A perda da credibilidade dos grandes meios de comunicação não é apenas apanágio da mídia nacional.
Trata-se de um fenômeno global que se aprofunda na mesma intensidade em que as empresas de comunicação e seus jornalistas aderem ao "globalismo" conceito novo que, grosso modo, designa todos os mega grupos empresariais globais aliado ao movimento comunista internacional diluído em diversas ramificações que vão desde o meio ambiente, passando pela dita "diversidade cultural", política de gênero dentre outras manifestações e modismos que tentam detonar a "cultura ocidental" por meio de uma "engenharia social", de uma constante "guerrilha cultural".
Numa leitura ainda que provisória do momento político brasileiro identifica-se um fenômeno político importante: Jair Bolsonaro lidera e/ou galvaniza sozinho a reação ao ataque globalista anti-ocidental, enquanto todos os outros postulantes presidenciais estão alinhados ao projeto globalista que no espectro político situa-se à esquerda.
Fenômeno semelhante pôde-se observar na recente eleição nos Estados Unidos quando Donald Trump lutou sozinho contra o establilshment, que é globalista desde de criancinha. Sua vitória evidencia um fato: aumenta em todo o Ocidente uma poderosa reação a essa diabólica tentativa de destruição da cultura ocidental.
Muito superficialmente é o que está acontecendo em todo o Ocidente, embora isto jamais seja aventado pela grande mídia, justamente pelo fato de que os mega veículos de comunicação e seus jornalistas são os principais operadores deste esquema. Não é para menos que todos os demais presidenciáveis são sempre bem recebidos e adulados de alguma forma pela mainstream media, de forma a isolar Bolsonaro como um judas a ser malhado com todo o vigor. Igualzinho ao que aconteceu com Donald Trump.