terça-feira, 14 de julho de 2015

PF faz buscas em imóveis de Collor, de políticos do PP e na BR Distribuidora

Natuza Nery, Gabriel Mascarenhas, Andréia Sadi eMárcio Falcão e Aguirre Talento - Folha.com
Os senadores Fernando Collor de Mello (PTB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), além do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) e do ex-ministro Mário Negromonte (PP-BA), foram alvos de nova fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira (14).
A BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras, também foi alvo da operação.
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências de Collor em Brasília e em Alagoas. Os policiais também foram à TV Gazeta,afiliada da TV Globo no Estado nordestino, que pertence à família de Collor; ele é um dos principais acionistas.
O ex-presidente foi citado na delação premiada do doleiro Alberto Youssef como um dos beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras. Ele também foi citado pelo dono da UTC, Ricardo Pessoa, em seu depoimento à Justiça.
Outro citado por Pessoa foi Ciro Nogueira, que é presidente nacional do PP.
O empreiteiro afirma ter pago R$ 20 milhões a Collor entre 2010 e 2012 em troca da influência do senador em negócios com a BR Distribuidora e R$ 2 milhões a Nogueira. O senador do PP também foi citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em delação premiada.
Segundo a Folha apurou, os policiais foram à distribuidora da Petrobras atrás de documentos que possam ligar a companhia de distribuição a casos de corrupção delatados pelo doleiro Youssef e outros presos da Lava Jato.
A PF também esteve em um escritório ligado a da Fonte em Recife, e Negromonte, hoje conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, foi alvo de buscas na Bahia.
Ao todo, a polícia cumpre nesta terça 53 mandados de busca e apreensão expedidos pelos ministros do Supremo Tribunal Federal Teori Zawascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski, referentes a seis processos instaurados a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato. Não há prisões previstas.
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APREENSÃO DE BENS
As buscas ocorrem na residência de investigados, em seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos públicos.
Em nota divulgada nesta terça, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que a operação tem como objetivo garantir a apreensão de bens adquiridos com supostas práticas criminosas.
"As medidas são necessárias ao esclarecimento dos fatos investigados no âmbito do STF, sendo que algumas se destinaram a garantir a apreensão de bens adquiridos com possível prática criminosa e outras a resguardar provas relevantes que poderiam ser destruídas caso não fossem apreendidas", afirmou o procurador-geral.
Segundo ele, as medidas ora executadas refletem uma atuação firme e responsável do Ministério Público Federal em busca dos esclarecimentos dos fatos.
Segundo a Folha apurou, as ações atingem políticos com mandato; alguns deles atuam no Congresso Nacional.
Essa operação –considerada uma "filhote" da Lava Lato– chama-se Politeia e refere-se aos inquéritos que correm no STF e envolvem suspeitos com foro privilegiado. Por isso não estão na Justiça Federal no Paraná, em Curitiba, onde fica o QG das investigações sobre os desvios na Petrobras.
Politeia é o nome dado pelo filósofo ateniense Platão (428/27 a.C.-348/47 a.C.) à ideia de uma cidade em que as virtudes éticas deveriam imperar sobre a corrupção, como citado em seu clássico "A República".
Cerca de 250 policiais federais participam da ação.
Alan Marques - 26.jan.2011/Folhapress 
O ex-ministro Mario Negromonte (PP), atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia
OUTRO LADO
Advogado de Ciro Nogueira, Antonio Carlos de Almeida Castro diz que a busca era desnecessária. "O Senador se colocou à disposição, ofereceu seus sigilos, prestou depoimento. Infelizmente no Brasil de hoje os atos invasivos passam a ser a regra", disse.
A assessoria de Negromonte confirmou o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência, em Salvador, mas não comentou.
Em nota, o senador Fernando Bezerra (PSB-PE) disse que sempre esteve à disposição para colaborar com as investigações e "fornecer todas as informações que lhe forem demandadas; inclusive, de documentos que poderiam ter sido solicitados diretamente ao senador, sem qualquer constrangimento". O parlamentar diz ainda que "aguarda o momento de seu depoimento e reitera sua confiança no pleno esclarecimento dos fatos."
A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa de Collor, que sempre negou as acusações, nem de Eduardo da Fonte.
*
O QUE PESA SOBRE OS SUSPEITOS
INVESTIGADOSUSPEITAO QUE DISSE COSTAO QUE DISSE YOUSSEFF
Ciro Nogueira (PP-PI)Após Ciro Nogueira assumir a liderança do partido, reuniu-se com ele e outros líderes do partido num hotel no Rio, em janeiro de 2012. Aguinaldo Ribeiro, Arthur Lira e Eduardo da Fonte participaram da reunião. Disseram que haviam perdido a confiança em Alberto Youssef e que outra pessoa passaria a ser responsável pela distribuição do dinheiro da propina. Não soube dizer quem. Passou a decidir a divisão do dinheiro após assumir o comando do partidoRecebia pagamentos mensais do esquema e era um dos líderes que decidiam como distribuir os recursos no PPAssumiu a liderança do partido após a rebelião contra Mario Negromonte no PP. Participou de reunião com Paulo Roberto Costa em que o PP comunicou o afastamento de Youssef
Fernando Collor de Melo (PTB-AL)Recebeu pagamentos frequentes do esquema, incluindo propina cobrada num contrato da BR DistribuidoraFez depósitos e entregou dinheiro a Collor a pedido de Pedro Paulo Leoni Ramos, em São Paulo e Alagoas. Houve entregas de R$ 200 mil a R$ 300 mil em espécie. Um funcionário de Youssef recolheu R$ 3 milhões em postos de combustível de uma rede da qual o BTG era sócio e que mudou para a bandeira da BR Distribuidora. O PP recebeu propina de US$ 2 milhões em Hong Kong por ter apoiado essa transação
Eduardo da Fonte (PP-PE)Recebia pagamentos mensais do esquema e articulou um pagamento de R$ 10 milhões ao PSDB para barrar uma CPI sobre a Petrobras em 2010Em 2010, reuniu-se com Eduardo da Fonte e o tucano Sérgio Guerra para acertar um repasse de R$ 10 milhões para o PSDB para impedir uma CPI sobre a Petrobras. Pediu o dinheiro para Ildefonso Colares, da Queiroz Galvão, que depois disse ter feito o pagamento. O valor foi abatido das comissões destinadas ao PPApontou Fonte como um dos deputados que recebiam de R$ 30 mil a R$ 150 mil por mês e que o deputado, com Ciro Nogueira, cooptaram Sérgio Guerra para barrar a CPI e ficaram com uma parte dos R$ 10 milhões. Fernando Baiano fez o pagamento com dinheiro da Queiroz Galvão
Mário Negromonte (PP-BA)Recebia pagamentos mensais do esquema e era um dos líderes que decidiam como distribuir os recursos no PP. Recebeu R$ 5 milhões na campanha de 2010Recebeu R$ 5 milhões do esquema em 2010. Recebia repasses de Youssef e passou a definir a divisão do dinheiro no partido após a morte de José Janene (PP-PR), quando assumiu a liderança do PPRecebia percentual das comissões destinadas ao PP. Usou dinheiro do esquema para pagar aviões que usou como ministro das Cidades. Foi ao escritório da GFD buscar comissões pessoalmente. Após a morte de Janene, provocou divisão do partido ao reduzir repasses a deputados. Fez entregas de dinheiro para Negromonte em Salvador e Brasília. O deputado recebia entre R$ 250 e R$ 500 mil por mês
Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)Recebeu R$ 20 milhões do esquema para a campanha de Eduardo Campos em 2010Em 2010, quando era secretário de Desenvolvimento de Pernambuco, Bezerra pediu a Youssef R$ 20 milhões para a campanha de Eduardo Campos à reeleição. Soube por Youssef, que depois lhe confirmou a entrega dos recursosNão falou sobre a contribuição que teria sido solicitada por Bezerra, mas disse que ele pode ter recebido propina para resolver problemas que ameaçavam prejudicar as obras da refinaria Abreu e Lima

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Acusar de “golpe” a deposição de Dilma, é conversa de criminosos e de defensores voluntários ou involuntários do crime.

Elio Gaspari mistura alhos com bugalhos e oferece bugalho como se alho fosse

Não tem jeito. Os esquerdistas são os primeiros a admitir, na prática, que suas teses são íntimas do crime. Ou, dito de outro modo, que a realização de seus objetivos não dispensa a ação criminosa. Ou expresso ainda de maneira diversa: que o mal praticado em nome dos seus princípios virtudes são, e não defeitos. Não fosse assim, essa conversa asquerosa, indecorosa mesmo, sobre se é golpista ou não pregar a deposição de Dilma não seria nem sequer esboçada, absurda que é por sua própria natureza.
E, neste ponto, paro para tratar de um erro severo cometido por um jornalista que de esquerda nunca foi, o que evidencia que o equívoco não é monopólio de camaradas e companheiros. Uma colega me censurou numa conversa amistosa na sexta: “Você não deveria divergir de outros jornalistas em seus textos; basta que você exponha o seu ponto de vista. Os leitores e ouvintes farão seu próprio juízo”. Era uma advertência de quem tem afeto por mim, não o contrário. Quando divirjo deste ou daquele, nem sempre desperto simpatias.
Entendo as razões dessa minha amiga, mas não concordo. Jornalistas também podem e devem ser nominados, especialmente quando se trata de uma divergência respeitosa. Vamos lá. Em sua coluna publicada na Folha e no Globo neste domingo, Elio Gaspari elenca 10 momentos de crise na história do Brasil e convida o leitor a opinar se houve ou não ação golpista: 1969, 1968, 1964, 1961, 1955, 1945, 1937, 1930, 1891 e 1889. As datas aparecem na mesma sequência de sua coluna.
Não vou entrar em detalhes porque este post não teria fim. Se eu tivesse de votar, diria, sem pestanejar, que o desfecho de todos esses casos foi golpista. A propósito: quem inventou o “golpe do bem” de 1889, 1930, 1945 ou 1955 foi a historiografia marxista. Eu, por exemplo, não reconheço essa categoria. Mas avanço.
É sintomático que Gaspari não tenha incluído em sua lista de datas o ano de 1992, que marca a deposição de Fernando Collor de Mello, a única situação que guarda similaridade com a atual. Por que não se especula se, naquele caso, houve ou não, afinal de contas, um golpe parlamentar?
Se Gaspari quer que a história possa, de algum modo, ser instrutiva e se acha que as comparações podem iluminar o presente, então é preciso comparar alho com alho, bugalho com bugalho. Misturar alhos e bugalhos só obscurece a inteligência. A exemplo do que se vê agora, em 1992, amplos setores da sociedade repudiavam um governo que, ao lado dos desastres que perpetrava na economia e na administração, via-se cercado de casos de corrupção. Mais: evidenciou-se que a sua legitimidade estava ferida porque o próprio processo que o elegeu deitava raízes na corrupção e no malfeito.
O que 2015 tem a ver com cada uma das dez datas elencadas por Gaspari além de nada? Eu o desafio a demonstrar por que vivemos uma realidade tão distinta de 1992. E, parece-me, ele não saberia me dizer onde está a diferença, a menos que aderisse, e agora volto para o ponto inicial do meu texto, à tese de que os crimes, quando cometidos por esquerdistas, são naturalmente virtuosos.
O partido
É nauseante que petistas e afins venham agora defender o mandato de Dilma em nome das urnas, como se uma eleição conferisse ao governante o direito de agredir as instituições que conferem legalidade e legitimidade a seu mandato. Urna não é tribunal de absolvição, não. Ao contrário: a mesma lei que elege também aponta os caminhos da deposição. E Dilma pode, sim, ser deposta segundo o arcabouço legal. Golpe seria rasgá-lo para mantê-la no cargo.
Onde estavam, em 1992, as vozes que hoje gritam “golpe!” quando se fala no impeachment de Dilma? E ainda bem que não se manifestaram então, porque estariam mesmo erradas. Aquele presidente perdeu a legitimidade à medida que ficou claro que a sua corte havia se enterrado na ilegalidade para elegê-lo e para consolidar o seu poder.
Ou alguém tentará me convencer de que era inaceitável acusar a deposição de Collor de “golpe!” porque ele era só um representante do conservadorismo rastaquera, que nem expressão partidária tinha, mas que é, sim, correto tachar de golpe a eventual deposição de Dilma porque, afinal, ela é de esquerda e pertence ao PT? Então os crimes que legitimaram a cassação do mandato de Collor não podem legitimar a cassação do mandato de Dilma?
É preciso ter memória e vergonha na cara, não é? Uma, eu tenho, porque Deus me deu; a outra é uma escolha. Vocês querem ler a íntegra da denúncia oferecida contra Collor à Câmara? Está aqui. Não pensem que aquela peça apresentava alguma “prova” incontestável contra o então presidente. Nada disso! O que lá se lê é um juízo político. Querem um exemplo? Pois não!
“O impeachment não é uma pena ordinária contra criminosos comuns. É a sanção extrema contra o abuso e a perversão do poder político. Por isso mesmo, pela condição eminente do cargo do denunciado e pela gravidade excepcional dos delitos ora imputados, o processo de impeachment deita raízes nas grandes exigências da ética política e da moral pública, à luz das quais hão ser interpretadas as normas do direito positivo”.
A petição dizia mais — e peço que vocês avaliem se ela serve para Dilma:
“Nos regimes democráticos, o grande juiz dos governantes é o próprio povo, é a consciência ética popular. O governante eleito que se assenhoreia do poder em seu próprio interesse, ou no de seus amigos e familiares, não pratica apenas atos de corrupção pessoal, de apropriação indébita ou desvio da coisa pública: mais do que isso, ele escarnece e vilipendia a soberania popular”.
E o que lhes parece isto aqui?
“É por essa razão que a melhor tradição política ocidental atribui competência, para o juízo de pronúncia dos acusados de crime de responsabilidade, precisamente ao órgão de representação popular. Representar o povo significa, nos processos de impeachment, interpretar e exprimir o sentido ético dominante, diante dos atos de abuso ou traição da confiança nacional. A suprema prevaricação que podem cometer os representantes do povo, em processos de crime de responsabilidade, consiste em atuar sob pressão de influências espúrias ou para a satisfação de interesses pessoais ou partidários.”
Já sugeri uma vez e o faço de novo. Se e quando as oposições apresentarem uma denúncia contra Dilma à Câmara, sugiro que se copiem exatamente esses termos, que pareceram tão corretos às esquerdas de então e aos colunistas oficialistas que hoje insistem em apontar “golpe” onde há apenas o exercício cristalino da lei.
E a Gaspari sobra uma dica final: é preciso tomar cuidado com a comparação. Pode acontecer de ela não só deixar de iluminar o presente como ainda servir para obscurecer o passado. DO JTOMAZ

Dilma é citada e vira ré em ações judiciais nos EUA

 
Presidente Dilma Rousseff
Um singelo gesto, uma visita pouco desejada, cortejou a Presidente da República, Dilma Rousseff, em sua visita aos Estados Unidos há pouco mais de uma semana. Um oficial de justiça da Corte do Estado de Rhode Island entregou a contra-fé (termos da ação judicial) que inclui Dilma e mais 11 autoridades brasileiras como responsáveis pelos prejuízos causados a acionistas da Petrobras nos Estados Unidos.
Assim, desde então, Dilma passou a ser considerada, formalmente, ré da ação movida por investidores norte-americanos contra a Petrobras e seus dirigentes.
A visita não constava da agenda oficial da Presidente e a deixou bastante tensa e ainda mais fragilizada.
A informação é confirmada pelo escritório Labaton Sucharow, que representa Providene, Capital do Estado onde tramita a ação.
Dilma, agora, sabe que lá não é cá!
DO NOTICIAASPORMINUTO

domingo, 12 de julho de 2015

"O Papa é pop, o Papa não poupa ninguém"

Uma empresa cuida da sua imagem. Os seus símbolos são a sua identidade para os consumidores, de modo que são protegidos com muita seriedade para que possam ter o seu valor simbólico preservado. A Apple, hoje, é a marca mais valiosa do mundo. Quando olhamos para aquela maçã, somos levados a pensar em qualidade, bom gosto, modernidade, inventividade, liderança. Ou seja, há valores que ela expressa que são relevantíssimos e que fazem com que as pessoas cada vez mais adiram a ela, sejam inspiradas por ela.
Ora, se com os símbolos comerciais essa realidade se impõe, com os religiosos avultam em gravidade e importância. É que os símbolos religiosos tocam o sagrado, o divino, o sobre-humano. Quando o católico olha para a hóstia consagrada, ele está ali vendo um símbolo da sua fé, o corpo místico de Cristo, que é presentação d'Ele na transubstanciação do pão em carne.
O que identifica os cristãos, porém, universalmente é a Cruz. O que seria o símbolo mais eloquente da derrota e da morte passou a ser a marca da redenção e da ressurreição. Ela representa o sentido vicário e salvífico da missão de Cristo, que ao ser imolado, cumpre todas as profecias, sela a nova aliança com Deus, e nos abre as portas para ressurreição e o Reino.
Não se brinca com os símbolos sagrados. Ou não seriam eles... sagrados! A sua sacralidade decorre justamente da sua intocabilidade, da sua dimensão transcendental. O sentimento do sagrado é a vivência do divino, do amálgama entre o dado real e o dado de fé que se expressa por meio dele.
A foto do Papa Francisco recebendo de Evo Morales a imagem de Cristo crucificado em um símbolo comunista é a degradação de um símbolo sagrado e um desrespeito à nossa fé. Pouco importa tenha sido produzida por um porralouca jesuíta da teologia da libertação; torna aquela imagem ainda mais uma grave ofensa, "per fas et nefas".
Francisco demonstra uma permissividade preocupante. Um Papa relativista, com uma formação teológica limitada, sem a estatura intelectual para os desafios da Igreja do Século XXI. E o que deveria fazer ele, diante do presente do presidente cocaleiro? Gentilmente, não recebê-lo e, depois, como líder religioso da Igreja de Deus admoestar os que fizeram a peça. Nada mais anticristão do que o marxismo; nada mais anticristão do que o materialismo dialético. Mas o nosso Papa é pop e com isso não poupa os católicos de assistirem essa degradação relativista dos nossos símbolos religiosos.
Depois de dois gigantes como São João Paulo II e Bento XVI, dá uma dor profunda que o primeiro Papa latinoamericano seja um homem com estreita visão da fé, do mundo e do seu papel para os católicos em uma época tão complexa como a nossa. Quem quer ser aprovado e elogiado pelo mundo, não poderá anunciar com força a palavra de Deus. Porque é ela "loucura para os gregos e escândalo para os gentios".
*Adriano Soares da Costa, via Facebook - https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1626840004257175&set=a.1389855141288997.1073741828.100007935727197&type=1&theater DO MARIOFORTES

DA MÍDIA SEM MORDAÇA

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
12 DE JULHO DE 2015
Enrolada nas pedaladas fiscais, Dilma Rousseff reclama com aliados que está nas mãos do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Ela tem razão em se preocupar. Cunha vive às turras com o PT, que o hostiliza, e será ele quem analisará a admissibilidade de eventual pedido de impeachment. E quem o conhece sabe que se ele colocar o caso em votação, no plenário, dificilmente Dilma escapará. É o que a apavora.
Na admissibilidade, Eduardo Cunha pode levar em conta provas de corrupção ou condições efetivas de Dilma continuar governando o País.
Políticos de proa como o senador Romero Jucá (PMDB-RR) temem que o pretexto para impeachment pode ser a falta de governabilidade.
Há três ameaças contra Dilma: a rejeição das contas no TCU, denúncia por crime financeiro e dinheiro roubado da Petrobras em sua campanha
Como a votação de cassação de mandato é aberta, os deputados da base aliada consideram que seria impossível apoiar Dilma ao vivo, pela TV.
A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) já recebeu, por meio do Mais Médicos, mais de R$ 4,3 bilhões do governo federal. Alvo de graves denúncias de uso do programa como fachada para financiar a ditadura cubana, a Opas repassava aos médicos apenas 10% dos R$ 11 mil pagos por cada profissional, levando quase cinquenta cubanos a desertarem e fugirem do Brasil para não correrem risco de deportação.
Vídeo da TV Band mostrou negociações entre representantes do Ministério da Saúde e da Opas discutindo como acobertar o esquema.
Depois das denúncias, a Opas começou a pagar R$ 3 mil aos médicos cubanos, quatro vezes menos do que recebem os de outros países.
A Opas já levou mais de R$ 1 bilhão em 2015, demonstrando que o acordo com os irmãos Castro não sofre com o arrocho do governo.
O PMDB se reuniu na noite de sexta (10), no Rio, sob a desculpa de discutir com o prefeito Eduardo Paes “os próximos passos” do partido. Na verdade peemedebistas tentaram convencer o vice Michel Temer a deixar a articulação política do governo, para afundar Dilma de vez.
Deputados aliados ao governo andam tão pessimistas quanto Dilma, em relação ao tempo que lhes resta de governo. No ritmo atual, eles acham que Dilma não vai “emplacar” nenhum candidato em 2016.
Ao descontar a inflação, o PIB de R$ 5,5 trilhões em 2014 equivale a menos que os R$ 4,3 trilhões registrados em 2011, quando Dilma assumiu a Presidência, mesmo com a nova metodologia de cálculo.
Em Paris, certa vez, o ator Omar Sharif, falecido sexta-feira (10), fez parte do grupo de “brazucas” que agitava a boate Regine’s, de Regine Choukrum. Ela, depois, chegou até a abrir filial no Rio de Janeiro.
O Planalto abriu licitação de R$ 86,6 mil para dar cabo a insetos e outros bichos que circulam no palácios oficiais. Mais da metade, R$ 51,1 mil, é para dedetização dos locais de trabalho e moradia de Dilma.
Com a popularidade em um dígito (9% no Ibope mais recente), a presidente Dilma já percebe uma crescente fuga de apoio no Congresso. Poucos ainda topam se associar à imagem dela.
No PMDB, principal aliado do governo Dilma, só há dois “caciques” que ainda defendem a presidente Dilma: o vice-presidente Michel Temer, articulador-geral, e o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE).
Nem os petistas apostam no governo Dilma. Questionada se achava o governo bom, a deputada Érika Kokay (DF) insistiu na cantilena de que faltam reformas política e econômica. Justamente as que o PT não fez.
O Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro lança nesta segunda (13) campanha contra o contrabando. Brasília será inundada por faixas, cartazes e outdoors.

NO ANTAGONISTA
Brasil 12.07.15 08:12 
Quando Ricardo Pessoa acusou a campanha de Dilma Rousseff de embolsar propina da Petrobras, a presidente reuniu seus asceclas e disse, segundo a Folha de S. Paulo:
"Não sou eu quem vai pagar por isso. Quem fez que pague".
Ela disse também: "Eu não vou pagar pela merda dos outros"...
Ela faz, você paga 
Brasil 12.07.15 08:37 
A propósito da fazenda de Lula, registrada em nome de seu laranja, Jonas Suassuna, e reformada pelo dono da OAS, Leo Pinheiro, leia o que foi publicado na IstoÉ:
"Apesar do nervosismo com a delação de Ricardo Pessoa, da UTC, Lula teme mesmo a eventual colaboração de Leo Pinheiro, da OAS. Ele cuidava das despesas pessoais do presidente, de seus familiares e de seus amigos. Metódico, Pinheiro tinha o hábito de registrar toda e qualquer ajuda concedida"...

Brasil 12.07.15 07:43 
O Antagonista imaginou que, depois de noticiar o encontro clandestino entre Dilma Rousseff e Ricardo Lewandowski, em Portugal, a imprensa vomitasse no Palácio do Planalto e no STF.
Nada disso aconteceu. Só Josias de Souza ficou tão enojado quanto nós...

Brasil 12.07.15 07:33 
Jonas Suassuna brigou com Lulinha.
Jonas Suassuna é o empresário que hospeda Lulinha num apartamento de 6 milhões de reais e que aceitou ser laranja de Lula na compra de sua fazenda em Atibaia. Quanto a Lulinha, Lulinha é apenas Lulinha...
Lulinha é Lulinha

Brasil 12.07.15 06:11 
Elio Gaspari disse que “um dos mais talentosos criminalistas de São Paulo, advogado de empreiteiras, reconheceu há algumas semanas que até agora o trabalho do juiz Sergio Moro não deixou brechas para a anulação de suas sentenças nas instâncias superiores”...

Brasil 12.07.15 06:04 
Se tiver suas contas rejeitadas pelo TCU, Dilma Rousseff vai recorrer ao STF. Segundo o Estadão, o governo vai alegar que o julgamento no TCU tem de ser anulado porque o ministro Augusto Nardes “constrangeu” seus colegas de tribunal ao antecipar seu voto em entrevistas.
O Brasil realmente apodreceu...
Os poderes separados se juntaram em Portugal
NO BLOG DO CORONEL
Domingo, 12 de julho de 2015
É escandaloso o que revela a Folha de hoje, como Veja já havia denunciado meses atrás. A última vez que o Congresso julgou as contas de um presidente foi em 2002, quando aprovou a gestão de Fernando Henrique Cardoso. Aliás, como o fez nos anos anteriores dos seus mandatos. Depois disso, estamos no ano 13 do PT na presidência e jamais o Congresso julgou uma linha, uma vírgula, um centavo das contas das gestões Lula e Dilma. Isso explica a roubalheira do Mensalão, do Petrolão, do Eletrolão que vem aí e do BNDES cuja CPI está prestes a ser aberta. O mais incrível é que o PT inteiro se mobiliza, pressionando as instituições do Estado como TCU, AGU, CGU, TSE, STF e outras para encontrar ardis e mentiras que justifiquem os crimes cometidos por Dilma Rousseff e que podem levar ao seu impeachment. Até reuniões secretas realizadas em outros países estão sendo feitas, em flagrante desrespeito aos cidadãos deste país. Dilma cometeu crimes contra a Lei de Responsabilidade Fiscal que podem levar ao seu impeachment. Aliás, que a levariam ao impedimento se as instituições brasileiras não estivessem tão corrompidas, a começar por um Congresso Nacional que passa 13 anos sem julgar as contas dos governos. E a terminar por um STF cujo presidente esconde-se num hotel em Portugal para combinar os próximos passos para livrar a cara de uma meliante, de uma criminosa, de uma farsante.
NO BLOG DO JOSIAS
Josias de Souza - 12/07/2015 05:36
Fachada do hotel em que Dilma se reuniu com Lewandowski e Cardozo, na cidade portuguesa do Porto
O que aconteceu na última terça-feira, dia 7 de julho, durante a passagem de Dilma Rousseff pelo Hotel Sheraton, na cidade portuguesa do Porto? Pode-se afirmar com 100% de certeza que lá, na elegante hospedaria, a presidente se encontrou com o comandante do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Pode-se declarar também, sem margem para dúvidas, que os três tentaram manter a reunião em segredo. Por último, é imperioso constatar que essa conversa, por disparatada, jamais deveria ter ocorrido.
Desde que o primeiro delator da Lava Jato começou a soar, a plateia esperava pelo sinal de que o fim, ou pelo menos a encrenca terminal que empurraria a cena para o caos, estivesse próximo. Aguardava-se o fato que justificasse o uso do ponto de exclamação que se escuta quando as pessoas dizem “não é possível!” Pois bem, o sinal foi dado. Esse episódio do encontro que se pretendia clandestino de Dilma com Lewandowski e Cardozo vai ficar, no enredo da tragicomédia nacional, como um marco da derrocada. De agora em diante, tudo é epílogo.
Depois de Paulo Roberto Costa, o Paulinho, já moveram os lábios outros 17 delatores. O mais recente foi Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC e coordenador do cartel que roubou pelo menos R$ 19 bilhões dos cofres da Petrobras. Antes dessa delação, Dilma silenciava sobre a Lava Jato. Era problema do PT. Por mal dos pecados, os depoimentos de Pessoa empurraram para dentro da caixa registradora da última campanha da presidente R$ 7,5 milhões roubados na Petrobras. E madame teve de dizer algo: “Não respeito delator”.
Dentro de dois dias, a Justiça Eleitoral tomará o depoimento de Ricardo Pessoa. E os R$ 7,5 milhões podem ser enfiados nas páginas de um processo em que o Tribunal Superior Eleitoral perscruta a prestação de contas da campanha de Dilma. O julgamento está previsto para setembro. Em tese, o veredicto pode levar à destituição de Dilma e do vice-presidente Michel Temer. Dessa decisão caberia um recurso para o STF de Lewandowski.
Outro assunto que pode morrer na Suprema Corte é o parecer que o Tribunal de Contas da União emitirá em agosto sobre a contabilidade do governo Dilma referente a 2014. São grandes, muitos grandes, enormes as chances de o TCU rejeitar a escrituração do governo. Algo que, no limite, poderia levar à abertura no Congresso de um processo de afastamento de Dilma pela prática de crime de responsabilidade.
Foi contra esse pano de fundo que Dilma conversou com Lewandowski e Cardozo em Portugal. Descobertos pelo repórter Gerson Camarotti, eles tentam emplacar uma fantasia que não nexo. Nessa versão, difundida pelo ministro da Justiça, sua chefe e o presidente do Supremo conversaram sobre o projeto que concedeu aos servidores do Judiciário reajuste salarial médio de 59,5%.
Veja bem: Dilma e Lewandowski trabalham em prédios vizinhos, um defronte do outro, com a Praça dos Três Poderes de permeio. Poderiam conversar sobre salários de servidores numa audiência oficial, em Brasília. Mas querem convencer a plateia de que, tendo cruzado o Atlântico, alguma razão inadiável levou-os a dialogar sobre a folha do Judiciário num furtivo encontro noturno, no faustoso hotel de Portugal. A esse ponto chegamos: o absurdo adquiriu uma doce, persuasiva, admirável naturalidade.
O brasileiro é um sujeito de poucos espantos. Horroriza-se pouco, é verdade. Mas convém não cutucar a paciência alheia com vara tão curta. Dilma estava a caminho da Rússia. Aterrissou em Portugal a pretexto de reabastecer o jato presidencial. Em vez de Lisboa, preferiu o Porto. Lewandowski e Cardozo estavam na cidade de Coimbra. Participavam de um seminário de nome sugestivo: “O Direito em Tempos de Incertezas.”
Na versão oficial, Lewandowski soube por Cardozo que Dilma faria escala em Portugal. E pediu ao ministro da Justiça que intermediasse o encontro com a presidente. Em Brasília, o mandachuva do STF poderia cruzar a praça a pé para chegar à sala de Dilma. Em Portugal, teve que vencer os cerca de 120 quilômetros que separam Coimbra do Porto. E querem que ninguém faça a concessão de uma surpresa. É certo que o brasileiro baniu dos seus hábitos o ponto de exclamação. Mas há limites para o cinismo.
Em agosto de 2007, quando a denúncia da Procuradoria da República sobre o escândalo do mensalão foi convertida pelo STF em ação penal, Lewandowski foi o ministro que mais divergiu do voto do relator Joaquim Barbosa. Foram 12 divergências. Discordou, por exemplo, do acolhimento da denúncia contra José Dirceu e José Genoino por formação de quadrilha.
A despeito das diferenças, o Supremo mandou ao banco dos réus todos os acusados. Terminada a sessão, Lewandowski foi jantar com amigos numa casa de repastos chamada Expand Wine Store. Em dado momento, soou-lhe o celular. Era o irmão, Marcelo Lewandowski.
O ministro levantou-se da mesa e foi para o jardim externo do restaurante. Para azar de Lewandowski, a repórter Vera Magalhães, acomodada em mesa próxima, ouviu algumas de suas frases. Coisas assim: “A imprensa acuou o Supremo. […] Todo mundo votou com a faca no pescoço.” Ou assim: “A tendência era amaciar para o Dirceu”.
Lewandowski insinuou que, no seu caso, o amaciamento não traria prejuízos à imagem: “Para mim não ficou tão mal, todo mundo sabe que eu sou independente”. Deu a entender que, não fosse pela “faca no pescoço”, poderia ter divergido muito mais: “Não tenha dúvida. Eu estava tinindo nos cascos.”
Convertidas em manchete, as frases de Lewandowski produziram constrangimento no STF. Presidente do tribunal na época, Ellen Gracie, hoje aposentada, divulgou uma nota. Nela, escreveu:
“O Supremo Tribunal Federal – que não permite nem tolera que pressões externas interfiram em suas decisões – vem reafirmar o que testemunham sua longa história e a opinião pública nacional, que são a dignidade da Corte, a honorabilidade de seus ministros e a absoluta independência e transparência dos seus julgamentos. Os fatos, sobretudo os mais recentes, falam por si e dispensam maiores explicações.”
Dos oito ministros indicados por Lula, Lewandowski foi o primeiro cujo nome seguiu para o Diário Oficial depois da explosão do mensalão. O escândalo ganhou o noticiário em maio de 2005, quando Roberto Jefferson jogou o esquema no ventilador numa entrevista à repórter Renata Lo Prete. E Lewandowski chegou ao tribunal em fevereiro de 2006.
Professor com mestrado e doutorado na USP, Lewandowski era desembargador em São Paulo quando Lula o escolheu. Formara-se na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, berço sindical e político de Lula. A família Silva não lhe era estranha. A mãe do ministro fora vizinha de Marisa Letícia, a mulher de Lula. No julgamento do mensalão, mostrou-se solidário sempre que topou com petistas graúdos.
Considerando-se o cargo em que está investido no momento, seria recomendável que Lewandowski narrasse aos colegas de toga e ao país, em sessão pública, transmitida pela TV Jutiça, o que sucedeu entre as quatro paredes do Sheraton, na cidade do Porto, na noite da última terça-feira, dia 7 de julho. Seu silêncio pode levar as almas mais desconfiadas a supor Lewandowski continua “tinindo nos cascos''.
Quanto ao resto dos brasileiros, entre eles os deputados que ouvirão José Eduardo Cardozo na CPI da Petrobras na próxima quarta-feira, ai dos que ousarem encarar os fatos sem horror. Sobretudo depois que ficou entendido que, a partir de agora, tudo é epílogo. Pode ser um epílogo curto ou longo. Só não pode ser medíocre. DO ESTÊNIO

Dilma fora de órbita

A presidente leva o tema do impeachment para dentro do Palácio e dá sinais claros de que o governo está no ar e não sabe o que fazer. Enquanto isso, a oposição vê crescer no Congresso o bloco dos que querem o afastamento de Dilma
Josie Jeronimo -ISTOÉ
Na última semana, em reportagem de capa, ISTOÉ identificou que as condições para um possível afastamento da presidente Dilma Rousseff começavam a se desenhar. Os acontecimentos subseqüentes evidenciaram o clima pró-impeachment. Não se falou em outra coisa no meio político, nos tribunais, nas redes sociais e nas ruas, cada qual com o seu parecer. Mas se houve um retrato mais bem acabado do estado terminal do governo, este foi a entrevista da presidente Dilma Rousseff. Ao responder aos questionamentos de jornalistas da Folha de S. Paulo, na sequência de uma reunião de emergência do governo destinada a discutir justamente a atmosfera de impeachment, Dilma conseguiu cometer o mais crasso erro político para um governante em perigo: levou o tema do próprio afastamento para dentro do Palácio do Planalto. Ao confrontar a constatação dos repórteres de que muitos queriam derrubá-la, a presidente disse: “Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso é moleza. As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Não estou”. Político experimentado, o senador Romero Jucá (RR) traçou um paralelo com o comportamento do ex-presidente Fernando Collor, antes de ser apeado do poder: “A presidente Dilma deu uma de Collor, chamou a crise para si”.
Em reportagem de capa, na última semana, ISTOÉ detectou o aprofundamento da crise política, que pode levar ao impeachment
Como já é de praxe, nas mais recentes intervenções de Dilma, os equívocos não cessaram e mostraram uma presidente completamente fora de órbita. Na mesma entrevista, ao afirmar “não tem base para eu cair. Vem tentar”, Dilma fez uma espécie de desafio ameaçador aos órgãos de fiscalização e controle como o TCU e o TSE. Em seguida, depois de classificar de “golpista” o comportamento de opositores, reconheceu as manobras fiscais feitas pelo governo – prática de atrasar de forma proposital o repasse para bancos públicos e privados na tentativa de esconder o rombo na contas públicas. A justificativa apresentada pela presidente, no entanto, foi prosaica, como se um erro justificasse o outro: “O que nós adotamos foi adotado muitas vezes antes de nós”, disse.
AS DECLARAÇÕES DE DILMA NÃO FORAM BEM RECEBIDAS NO TCU E PROVOCARAM MAL ESTAR ENTRE OS ALIADOS DO GOVERNO
As declarações de Dilma, bem como o seu tom, em vez de dissiparem as nuvens pesadas que rondavam o Planalto e reanimar a base aliada, turbinaram ainda mais as conversas sobre o seu afastamento e aprofundaram a crise. Para o professor do Insper, Carlos Melo, Dilma não acertou “nem no momento nem no conteúdo”. “Ela estava muito acuada. Há um clima de desânimo”, acrescentou Paulo Baía, cientista político da UFRJ. Integrantes de partidos aliados, incluindo o PT, criticaram a pegada “autossuficiente” e a “empáfia” de Dilma na entrevista, como se os desdobramentos que levam a um possível afastamento dependessem única e exclusivamente dela. No TCU, as palavras da presidente foram recebidas com indignação. “Aqui não tem carteirada”, afirmou um ministro do tribunal. O relator do processo contra Dilma no tribunal, ministro Augusto Nardes, foi contundente: “Esta é uma questão técnica do tribunal de contas. O governo não precisa de um debate político, mas de um bom advogado”, disse Nardes. Os integrantes do TCU não reagiram apenas às afirmações da presidente. Incomodaram sobremaneira as gestões do Palácio do Planalto no sentido de pressionar a corte a votar pela absolvição de Dilma. O TCU conta com nove ministros. Desses, três estão certo da rejeição das contas da presidente: o relator, Augusto Nardes, Bruno Dantas e José Múcio Monteiro. Apesar de ser amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se Múcio aprovar as conta de Dilma colocará em risco seu próprio trabalho no processo de “pedaladas fiscais”. Em seu voto, o ministro pernambucano apontou que a presidente desrespeitou a lei de responsabilidade fiscal ao usar recursos de bancos públicos para pagar despesas do governo. Três ministros devem votar pela aprovação com ressalvas: Raimundo Carreiro, Benjamin Zymler e Vital do Rego. Assim, a pressão do Planalto recai sobre os indecisos Walton Alencar e Ana Arraes. Em um cenário de divisão, o presidente Aroldo Cedraz pode decidir o futuro de Dilma. Durante a semana, os tucanos alertaram sobre a tentativa de Dilma de intimidar a atuação dos tribunais. “Na verdade, o discurso golpista é o do PT, que não reconhece os instrumentos de fiscalização e de representação de uma sociedade em uma democracia”, afirmou o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG). A possível rejeição das contas do governo, pelo TCU, é um dos caminhos que podem levar à abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma. Apesar do assédio sobre os ministros do tribunal, o governo avaliava no final da última semana que as chances de condenação de Dilma no tribunal haviam aumentado. Diante desta constatação, o Planalto desencadeou uma operação na Câmara e no Senado para angariar apoios a uma eventual decisão desfavorável à petista. É que se as contas do governo forem reprovadas no TCU o assunto segue para análise no Congresso.
No TSE, outro foro que pode votar pelo afastamento da presidente, a situação de Dilma também não é confortável. Na última semana, chegaram às mãos do ministro João Otávio de Noronha, corregedor que analisa a ação que investiga Dilma por abuso de poder político e econômico, dezenas de emails que descrevem em detalhes a pressão sofrida pela cúpula do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) durante as eleições de 2014. As mensagens trocadas de agosto a outubro envolvem funcionários da Diretoria de Estudos Sociais, o presidente do instituto à época, Sergei Soares, e o então ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri. Os servidores estavam sendo pressionados a adequar números oficiais ao discurso de campanha de Dilma, que mostravam um cenário róseo à população. Projeções sobre redução da extrema pobreza foram usadas como se fossem resultados de pesquisas. Irritado com a utilização de dados forjados em nome do IPEA, o diretor do departamento de Estudos Sociais Herton Ellery Araújo pediu exoneração no dia 13 de outubro. Para evitar sua saída e um escândalo às vésperas do segundo turno das eleições, o ministro Néri, mandou um email sob o título de “cuidado” para o funcionário, no dia 14. “Pensa com carinho na minha proposta. Ao mesmo tempo preservamos a instituição e as pessoas, inclusive você”, escreveu Neri.
ALÉM DO PSDB, PRÓXIMAS MANIFESTAÇÕES CONTRA DILMA DEVERÃO TER O APOIO DO PTB, PSB E SETORES DO PMDB
SEMELHANÇAS COM 1992
Enquanto o PSDB se aproxima dos movimentos de rua, Romero Jucá,do aliado PMDB, diz que Dilma "dá uma de Collor"
Para que a chama do impeachment permaneça acesa até a conclusão dos processos no TCU e no TSE, a oposição aposta na mobilização popular. Conforme apurou ISTOÉ, os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) ficaram encarregados de fazer a ponte com os movimentos de rua, que marcaram para o dia 16 de agosto – mesmo dia em que os caras pintadas, em 1992, ocuparam as principais avenidas do País – a nova grande manifestação contra a presidente Dilma. Em março, o partido não encampou os protestos para evitar dar conotação partidária à insatisfação popular. Desta vez, a legenda pretende agir de modo diferente. Porém, ao resolver dialogar com os movimentos sociais o PSDB decidiu que a contribuição do partido não será a tarefa de arregimentar militantes e sim a de propor as bandeiras a serem empunhadas pelos líderes dos movimentos. Um dos motes será “Não vamos pagar a conta do PT”, numa referência à crise econômica em que se encontra o País. Articulados com o PSDB, os movimentos também defenderão a renúncia de Dilma e a realização de novas eleições, além do impeachment. O PTB, o Solidariedade e setores do PMDB também ensaiam ir para as ruas. À esquerda, o protesto pode ganhar a adesão, ainda, do PSB. A cúpula do partido é simpática às manifestações. “Não concordamos com a ideia de que impeachment seja golpe. Dependendo do aprofundamento da crise, vamos analisar e tomar uma decisão. A fragilidade de Dilma é semelhante ao período pré-impeachment de Collor”, afirma Carlos Siqueira, presidente do PSB.
Fotos: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO; Jorge William / Agência O Globo, WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO; José Cruz/ Agencia Brasil  DO WELBI

sábado, 11 de julho de 2015

Roubalheira petralha: Polícia Federal está na cola da campanha da presidente pilantra


Documentos obtidos com exclusividade por ISTOÉ mostram que supostos serviços prestados pela gráfica "fantasma" VTPB teriam sido bancados com dinheiro desviado da Petrobras para a UTC

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No último dia 29, o ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, tomou uma decisão que pode agravar a situação da presidente Dilma Rousseff, hoje emparedada por uma crise político-administrativa que se aprofunda a cada dia. O ministro enviou um ofício à Polícia Federal solicitando a apuração de diversas irregularidades nas contas da campanha à reeleição. A diligência levará a PF a entrar nas investigações contra a presidente. No documento, ao qual ISTOÉ teve acesso, Mendes pediu atenção especial à Focal Comunicação Visual. A empresa recebeu R$ 24 milhões na campanha. Envolvida também no escândalo do mensalão, a Focal foi contratada para montar os comícios da candidata nas eleições de 2014. No bojo da investigação da PF também está a VTPB, a “gráfica fantasma”, uma espécie de escritório virtual que recebeu quase R$ 23 milhões da campanha de Dilma para intermediar a contratação de serviços de impressão de santinhos. Na documentação enviada por Mendes foi anexado ofício de caráter sigiloso contendo os achados de um relatório de inteligência elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a respeito da VTPB. A existência de comunicações de movimentação atípica pode indicar crime de lavagem de dinheiro. A iniciativa de Gilmar abre mais um flanco para um possível afastamento da presidente Dilma. Embora já haja um processo em curso no TSE destinado a apurar irregularidades na campanha, a entrada da PF na investigação pode agregar novos elementos ao caso.
Caberá à PF avaliar se há indícios suficientes para abrir um inquérito. Seja como for, o imbróglio envolvendo a prestação de contas de Dilma já extrapolou os limites da Justiça Eleitoral e pode levar seus envolvidos ao banco dos réus da Justiça comum. Como revelou ISTOÉ em sua edição de 15 de maio, parte dos serviços da VTPB teria sido bancada com dinheiro sujo, desviado da Petrobras para o caixa da UTC Engenharia, de Ricardo Pessoa. Agora surgem novos fatos. Pessoa confirmou em delação premiada ter doado à campanha de Dilma, por pressão do então tesoureiro Edinho Silva, um total de R$ 7,5 milhões. O dinheiro teria origem no Petrolão. O primeiro depósito ocorreu em 5 de agosto, segundo os extratos de transferências bancárias. No mesmo dia, Edinho transferiu R$ 5 milhões para a conta da Polis Propaganda e Marketing, empresa do marqueteiro João Santana — o valor exato foi de R$ 4,69 milhões, descontados os impostos. A segunda doação da UTC foi feita no dia 27 do mesmo mês. Com dinheiro em caixa, o tesoureiro fez uma série de pagamentos. Entre eles, quatro depósitos na conta da VTPB num total R$ 1,7 milhão. Outros R$ 672,6 mil abasteceram a Focal Comunicação. As duas empresas são suspeitas de servir para lavagem de dinheiro. Santana recebeu da campanha de Dilma um total de R$ 70 milhões e, em tese, não tem responsabilidade pela origem do dinheiro. O mesmo vale para a VTPB e a Focal, desde que provem que prestaram integralmente os serviços contratados. Em todo caso, cabe ao ex-tesoureiro Edinho Silva e à própria Dilma responderem às suspeitas sobre a origem ilícita das doações. Ambos negam veementemente as afirmações do dono da UTC. As empresas VTPB e Focal garantem que prestaram os serviços e negam qualquer irregularidade.
Para um integrante da força-tarefa da Lava-Jato, a descoberta de que o dinheiro sujo entrou na campanha petista e saiu de lá no mesmo dia para pagar fornecedores suspeitos pode complicar a situação de Dilma. “Não há mais dúvidas de que os recursos desviados da Petrobras percorreram um caminho sinuoso que passa pelas empreiteiras e deságua nas contas dos fornecedores”, diz o procurador. Segunda empresa que mais recebeu recursos da campanha de Dilma, atrás apenas da Polis Propaganda, a Focal está em nome de um motorista e da filha de Carlos Cortegoso, o verdadeiro proprietário. Em 2005, a empresa foi apontada pelo publicitário Marcos Valério como destinatária de recursos do mensalão.
PROCESSO CONTRA ANDRÉS SANCHEZ NO STF
RESPINGA NAS CONTAS DA PRESIDENTE
Outra transação feita por Edinho, no mesmo dia das transferências para VTPB e Focal, envolveu a realização de oito pagamentos num total de R$ 1,83 milhão à “Rede Seg Gráfica e Editora Eireli”, uma empresa individual que funciona numa pequena sala de um sobrado vazio, no bairro Veleiros, zona sul de São Paulo. Essa suposta gráfica, que como a VTPB não possui maquinário, recebeu ao todo mais de R$ 6,15 milhões, valor superior ao limite legal permitido para esse tipo de pessoa jurídica. Ela está em nome de Vivaldo Silva, beneficiário de verba da cota parlamentar do deputado Vicente Cândido (PT-SP), parlamentar muito ligado a Edinho Silva.
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No material encaminhado por Gilmar à PF há ainda indícios de emissão de notas fiscais frias e ocultação de despesas. A análise das notas registradas no site do TSE indicam inconsistências, duplicação de valores e interrupção na sequência de notas emitidas. A Focal, por exemplo, emitiu duas notas fiscais sob o mesmo número 1303 para campanhas diferentes: de R$ 143,1 mil para a campanha de Dilma e de R$ 432 para a campanha do deputado Vicentinho (PT-SP). No caso da VTPB os problemas são mais flagrantes. A empresa diz que encomendou à gráfica Ultraprint quase a totalidade do material de propaganda para a reeleição. Ocorre que a Ultraprint também foi contratada diretamente pela campanha, o que levanta dúvidas sobre a necessidade de se pagar um intermediário.
Uma outra análise das notas fiscais emitidas pela VTPB reforça a impressão da existência de irregularidades. As séries das notas fiscais não são contínuas e há dezenas de notas faltando. Além disso, quando as notas anexadas ao processo de prestação de contas são cotejadas com as registradas eletronicamente no TSE, observa-se contradições importantes. Em 22 de agosto, por exemplo, a VTPB emitiu duas notas fiscais (nº 492 e nº 506) de R$ 667,8 mil cada. No processo físico, porém, não existe a nota 506.
A FOCAL E A VTPB SÃO SUSPEITAS DE LAVAREM
DINHEIRO PARA A CAMPANHA DE DILMA
Não bastassem as frentes de investigação já existentes contra Dilma, em outro processo em tramitação no Supremo Tribunal Federal as contas de campanha da presidente poderão ser devassadas. Trata-se da ação que investiga o deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP). Ex-presidente do Corinthians, Sanchez é acusado de falsificar sua declaração de bens à Justiça Eleitoral e a prestação de contas. Ele responde ainda por crime contra a ordem tributária. No dia em que Mendes emitiu seu ofício à PF no TSE, o ministro do Supremo Luiz Fux, que está com o caso de Sanchez, autorizou diligências solicitadas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ante os “indícios da prática delituosa”.
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Tanto a campanha de Dilma como a de Sanchez abasteceram outra empresa suspeita, a Dialógica Comunicação e Marketing, de Keffin Gracher, auxiliar de confiança de Edinho Silva. Gracher acompanha o petista há anos, integrou seu gabinete na Assembleia Legislativa de São Paulo e foi nomeado há poucas semanas como assessor especial do ministro, no Palácio do Planato. A Dialógica foi criada em 2013 e encerrou suas atividades no dia 30 de junho. No ano passado, ela recebeu quase R$ 1,5 milhão de campanhas petistas, sendo que mais de R$ 420 mil foram pagos pelo próprio Edinho ao assessor. A Dialógica funcionou numa sala comercial em Araraquara, berço político de Edinho. Gracher ainda é proprietário da 2K Comunicação, também contratada por Sanchez. DO ABOBADO

Crise Mundial? Nada disso! O Brasil que está um desastre. E vai piorar.

Os dados do Trading Economics comprovam a mentira do governo. O mundo, ao menos até agora, não está em crise. O Brasil é que despencou! E o pior é que agora sim pode haver uma crise mundial. Afundaremos ainda mais.

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O abraço dos afogados.
O abraço dos afogados.
Uma grande lorota do governo é a história de que o mundo está em crise e, desse modo, o Brasil acabou também atingido por isso. Cascata da braba, mas repetida à exaustão a ponto de fazer alguns incautos caírem no golpe.
Mas o mundo está ou estava em crise? Claro que não.
Utilizamos a excelente ferramenta do site Trading Economics para conferir alguns números. E esses números são pra lá de assustadores. Vejamos primeiro os índices do Brasil ( este link):
source: tradingeconomics.com
Situação bem feia.
E como está o resto do mundo? Como estão os demais países dotados de grandes economias? Todos, é claro, bem na frente do Brasil. Exceto justamente a Russia que, não por acaso, faz parte dos BRICS, bloco que também inclui India, Africa do Sul e China (atualmente em passo acelerado de crise).
Sim, o governo cometeu a façanha de incluir o Brasil num bloco econômico cuja maioria dos membros estejam em acelerado processo de crise. Coisa de gênio.
Apenas 10 países NO MUNDO TODO têm taxa de crescimento pior que a do Brasil no último ano. São eles: Síria (sob guerra civil e invadida pelo Estado Islâmico), Iraque (idem/ibidem), Ucrânia (em confronto com a Russia), Russia (parceiraça do Brasil nos BRICS) e “players” como Macau, Guiné Equatorial, Líbia, Sérvia, Bielo-Russia e a poderosa Venezuela (também estragada pelo socialismo bolivariano).
Quem cresceu mais que o Brasil? Potências como a Grécia (sim, A GRÉCIA CRESCEU MAIS QUE O BRASIL NO ÚLTIMO ANO!), Palestina (sim, exatamente, a Palestina!), Gambia, Argentina (pois é, até a Argentina), Coréia do Norte (não, não é piada) e muitos outros.
Não somos uma potência. O governo nos relegou à zona de rebaixamento, estamos no grupo dos piores, até Grécia e Argentina estão na nossa frente na taxa de crescimento. É uma desgraça, uma incompetência sem tamanho.
E agora, diante disso tudo, agora sim se avizinha uma crise em escala global. Grécia, Zona do Euro, China… Cabe citar uma tese curiosa. Acompanhem.
Teoria Geral do “Tá Trânsito” Quando não Tá
O nome é meio confuso, mas todos entenderão. Expliquemos.
Um truque comum da galera espertalhona é estar atrasada pro trabalho e daí dizer que foi por causa do trânsito, mas na verdade nem saiu de casa. Aí, depois disso, chega rápido, pois não estava mesmo muito trânsito, e a desculpa cola. Tudo certo, tudo resolvido.
Depende.
Pois às vezes ESTÁ MESMO TRÂNSITO e a pessoa senta na graxa, porque chegará ainda mais atrasada. É o risco da mentira, não? Pois bem…
Dilma Rousseff fez isso com a crise mundial. Enquanto outros países cresciam, ela mandava a lorota de que havia uma crise em todo o mundo.
O truque parecia razoável: como o mundo está mesmo numa boa, o Brasil alcançaria em dado momento e essa desculpa mentirosa acabaria tendo alguma valia no jogo político e eleiotoral.
Mas deu ruim. Porque agora DE FATO alguns países começaram a esboçar sinais de crise mais profunda, como a China, além de casos realmente sérios como o da Grécia.
A desculpa mentirosa virou uma verdade e o Brasil, portanto, como no exemplo da teoria exposta acima, chegará ainda mais atrasado.
Conclusão
A culpa da Dilma é dupla. Primeiro, por mentir, dizendo que havia uma crise mundial para safar-se de críticas quanto à própria incompetência. Mas, antes e acima disso, por colocar-nos nesse buraco terrível.
Por essas e outras, gritamos: Fora, Dilma! Fora, PT!