terça-feira, 12 de abril de 2011

Desarmamento: senhores parlamentares, busquem os números; não caiam em conversa mole

Quando começa essa cascata de desarmamento, as segundas vítimas são os números — já que as primeiras são os cidadãos comuns, que passarão a ser vistos, digamos, como um verdadeiro parque de diversões dos patriotas do Comando Vermelho, dos Amigos dos Amigos e do PCC. Afinal, eles não vão entregar armas para ninguém.

Sem qualquer evidência lógica, empírica, histórica, nada, assegura-se que, com o desarmamento, cai o número de crimes e mortes. As evidências apontam em outra direção. Eduardo Dutra Aydos é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Se você clicar aqui, terá acesso a um link que leva a uma exposição que ele fez, em PowerPoint, por ocasião do referendo de 2005. Destaco apenas alguns dados (de 2005, reitero).
- A cada 12 minutos, uma pessoa é assassinada. Por ano, são registrados 45 mil homicídios no País.
70% dos casos de homicídios são arquivados em razão da qualidade da investigação. Enquanto isso, nos Estados Unidos, o mesmo percentual é efetivamente esclarecido.
A probabilidade de um assassino ser condenado e cumprir pena até o fim no Brasil é de apenas 1%
-  O Rio Grande do Sul tem uma arma para cada 10 habitantes e uma taxa de homicídios de 12 para cada 100 mil habitantes
- O Rio de Janeiro tem uma arma para cada 74 habitantes e um taxa de 42 homicídios para cada 100 mil habitantes.
- No Brasil existem pouco mais de 17 milhões de armas e nos Estados Unidos cerca de 240 milhões de armas em mãos da cidadania.
-  No Brasil a lei é restritiva ao registro e criminaliza o porte desautorizado de armas desde 1997. Nos Estados Unidos, por volta desse mesmo tempo, 25 Estados aprovaram leis liberando o porte discreto de armas de fogo pelos cidadãos que não possuem antecedentes criminais.
-  Mas a taxa de homicídios por armas de fogo no Brasil é cinco vezes superior à dos Estados Unidos, registrando 20 contra 4 assassinatos por arma de fogo para cada 100.000 habitantes.
-  Há evidência de uma correlação positiva entre a liberação do porte de armas vis-à-vis a diminuição das taxas de homicídios e crimes violentos.
Por Reinaldo Azevedo
REV.VEJA

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