quinta-feira, 9 de março de 2017

Ministro do STJ nega pedido de Lula para suspender ação penal do caso tríplex

rasília, 09, 09 - O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou nesta quarta-feira, 8, um pedido de medida liminar apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para suspender a tramitação de uma ação penal aberta contra o petista no caso tríplex de Guarujá.
Ao negar o pedido, Fischer pediu que o Ministério Público se manifeste sobre o caso. O mérito do habeas corpus ainda será analisado pela Quinta Turma do STJ. Ainda não há previsão de data para esse julgamento.
No mérito, a defesa de Lula pede a nulidade absoluta do caso, sob a alegação de suspeição do juiz federal Sérgio Moro, acusado pelo petista de conduzir as investigações de modo parcial.
Em Curitiba, Lula é réu por corrupção e lavagem de dinheiro em ação que aponta recebimento de R$ 3,7 milhões em vantagens indevidas da OAS, referentes ao esquema de corrupção na Petrobras. Os valores incluem a reforma de um tríplex no Guarujá e o pagamento de contêineres para o armazenamento de objetos.
A defesa do ex-presidente elencou ao STJ uma série de fatos para criticar a conduta de Moro, como a condução coercitiva de Lula, a realização de busca e apreensão de bens na residência do ex-presidente e na sede do Instituto Lula, a quebra do sigilo telefônico e a divulgação de conversa entre o petista e a então presidente Dilma Rousseff.
"O paciente (Lula) figura como réu em processos distribuídos a outros magistrados - e confia na isenção destes últimos para julgar tais causas. Nenhum deles praticou contra o paciente qualquer das violações ou fatos descritos nestes autos, apenas a autoridade coautora (Sérgio Moro). Tal situação reforça, portanto, que o paciente não tem receio de ser investigado ou julgado. Apenas deseja exercer seu direito de ser julgado por um juiz imparcial", alegam os advogados de Lula.
Para a defesa do petista, Moro não apenas "nutre sentimentos ruins" em relação a Lula, como o tem como um "inimigo".DO EM.COM.BR

A Imobiliária Lula aposentou a escritura

1 Minuto com Augusto Nunes: o sitiante sem terra e o colecionador de apartamentos com um teto só

Oficialmente, Lula poderia filiar-se ao MST: não possui sequer um palmo de quintal. Mas entre 2011 e 2015, quando VEJA divulgou a esquisitice, ele passou quase todos os fins de semana num sítio em Atibaia cujos donos oficiais são dois amigos do filho Lulinha que nunca deram as caras por lá.
Oficialmente, Lula também poderia exigir um lugar à sombra na dianteira da fila de espera do MTST: o único teto que lhe pertence é o apartamento 122 do edifício Green Hill, em São Bernardo do Campo. Mas ainda era presidente quando passou a ocupar também o 121, sequestrado em fevereiro pela Justiça Federal, cujo dono oficial é um primo do amigão José Carlos Bumlai que nunca deu as caras por lá.
Oficialmente, Lula nunca se interessou por imóveis à beira-mar. Deve ter sido apenas para matar o tempo que ele, a mulher e filhos visitaram com tanta frequência o triplex no Guarujá, e foram invariavelmente recepcionados na calçada por figurões da empresa proprietária do prédio. E decerto foi só para medir o desprendimento de empreiteiros amigos que a família real encomendou a uns a reforma do sítio e do triplex, a outros modernidades que sempre começavam por uma cozinha de restaurante condecorado pelo Michelin.
Não existem documentos que provem que os imóveis são dele, alega Lula. Quem tem amigos tão singularmente generosos é dispensado de providenciar escrituras. Ou era ─ antes que entrasse em cena a Lava Jato. DO A.NUNES

Manifesto do PT suspende o massacre da concordância verbal

O texto original do manifesto (acima, à esquerda) submeteu o idioma a uma sessão de torturas interrompida pela segunda versão
“Intelectuais do PT informam: o povo perderam“, avisou o título do artigo aqui publicado em 3 de março, sobre o manifesto, cujo primeiro signatário é Leonardo Boff, que implora ao chefe supremo que antecipe a entrada na disputa presidencial de 2018. “Por que Lula?”, pergunta a abertura do documento. E por que submeter o pobre português a tão selvagem sessão de torturas já no primeiro parágrafo?, retrucou esta coluna, que procurou socorrer a vítima inserindo na reprodução do trecho criminoso cinco correções entre parênteses e em negrito. Vale a pena ler de novo:
“É o compromisso com o Estado Democrático de Direito, com a defesa da soberania brasileira e de todos os direitos já conquistados pelo povo desse (Errado; o certo é ‘deste’) País, que (Alguém infiltrou uma vírgula bêbada entre ‘País’ e ‘que’) nos faz, através desse (É errado o uso de ‘através desse’; o certo é ‘por meio deste’) documento, solicitar ao ex-Presidente Luiz Inácio LULA da Silva que considere a possibilidade de, desde já, lançar a sua candidatura à Presidência da República no próximo ano (A candidatura deve ser lançada desde já ou no próximo ano?), como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam”. (Quem ‘perderam’? O povo? Então o certo seria ‘perder’).
Como o PT prometeu recomeçar a coleta de assinaturas nesta segunda-feira, dia 6, o texto aconselhou os redatores do besteirol a suspenderem a pancadaria imposta ao idioma em geral e à concordância verbal em particular. Foi o que ocorreu nesta terça-feira, demonstra a nova versão do parágrafo impiedoso. Com quatro dias de atraso, sumiram os erros denunciados pela coluna. Confiram: 
“É o compromisso com o Estado Democrático de Direito, com a defesa da soberania brasileira e com os direitos já conquistados pelo povo deste País que nos faz solicitar ao ex-Presidente Luiz Inácio LULA da Silva que considere a possibilidade de lançar imediatamente sua pré-candidatura à Presidência da República, como forma de restituir ao povo brasileiro a autoestima e a autonomia perdidas”. 
“Restituir ao povo brasileiro a autoestima e a autonomia perdidas” não deixa de ser uma redundância: só se restitui a alguém algo que esse alguém perdeu. Mas é bem menos indigente do que “garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam”. E recomenda silêncio os linguistas de jardim de infância que, durante quatro dias, rondaram a coluna recitando a cretinice resumida no comentário de um certo Afonso Celso Figueiredo: “No afã de desqualificar o PT e seus ‘intelectuais’ o autor dessa matéria atropela a língua portuguesa ignorando o que é SILEPSE de número”.
A professora Vania Maria do Nascimento Duarte explica em dilmês erudito o que é esse palavrão:
“Postula-se como característica marcante do termo “concordância”, o fato de o verbo concordar com o termo expresso (quase sempre com o substantivo). Contudo, em se tratando da concordância ideológica ou irregular, esta mesma concordância se efetiva com a ideia expressa – ocorrência linguística a qual se atribui à silepse, como pontuado anteriormente. Aparentemente, ela denota certa estranheza aos olhos do emissor, mas a verdade é que por pertencer a uma figura de linguagem, o não convencionalismo, sem sombra de dúvidas, revela sua palavra de ordem. Assim sendo, o sentido lógico, formal, cede lugar àquele referente ao instinto intencional do autor, cujo objetivo é nada mais nada menos que o de realçar a mensagem”.
Em língua de gente, a professora está dizendo que agora é certo escrever ou dizer o que sempre foi errado. Por exemplo: “a multidão vaiaram Dilma”. Ou “o bando do Petrolão agiram sob a chefia de Lula”. Ou, ainda, “a patrulha da linguística comprovam que os idiotas estão por toda parte”. Sem saber que os próprios redatores se renderam aos fatos, o companheiro Alexandre Spinelli acaba de desembarcar na área de comentários com o seguinte berreiro: É Silepse de Número! Vamos estudar a Língua Portuguesa, pelo amor de Deus ao invés de concordar com tudo que se lê! Viramos marionetes?”
Spinelli deveria ter colocado uma vírgula entre Deus e ao invés ─ e substituído ao invés de por em vez de. Além de endossar os erros do manifesto, ele ampliou as agressões à língua oficial do Brasil. É mais um filhote da raça dos sabujos de nascença. DO A.NUNES

José Casado: O mundo de Ciro & Benedito

Publicado no Globo
O mundo parece ser melhor do que é, pelo menos para os senadores Ciro Nogueira, piauiense de 48 anos, e Benedito de Lira, alagoano de 74 anos. Estrelas dos primeiros episódios das denúncias contra parlamentares apresentadas ao Supremo nos últimos dois anos, sentem-se quase invisíveis sob a poeira da avalanche dessa história de corrupção sem fim.
Ciro preside o Partido Progressista, Benedito chefia o diretório em Alagoas. São responsáveis, em parte, pela alquimia do PP numa singular organização política: com apenas 23 anos de existência, já tem 26 parlamentares cassados, e exibe um rico histórico de sócio-fundador do Mensalão e da Lava-Jato em parceria com o PT.
Ontem, 46% da bancada do PP no Congresso estavam sob investigação. Significa que 21 dos 45 deputados e senadores do PP são candidatos à nova lista de denunciados que o procurador-geral Rodrigo Janot anuncia para breve.
Mesmo soterrados por inquéritos sobre corrupção, Ciro, Benedito e o PP manobram no Senado para realizar uma nova e milionária apropriação de recursos públicos.
O objetivo, desta vez, é aprovar um projeto de lei que garanta plena autonomia às cúpulas dos partidos na distribuição privada dos R$ 819 milhões do Fundo Partidário.
Essa montanha de dinheiro, extraída do Orçamento Geral da União, equivale à soma de tudo que o Ministério Público e a Justiça Federal já conseguiram repatriar via acordos de colaboração em três anos da Operação Lava-Jato.
Caciques como Ciro e Benedito passariam a ter liberdade total no manejo dessa dinheirama, dentro dos seus partidos, independentemente das rarefeitas e suaves punições da Justiça Eleitoral por mau uso dos recursos arrecadados diretamente no bolso dos contribuintes. Na maioria das vezes, a sanção aplicada ao desvio desse dinheiro público limita-se à devolução à União. Não chega a ser punição, lembra Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas: “Isso é o mesmo que punir o assaltante de banco só com a devolução do dinheiro roubado.” O projeto está pronto para ser votado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Essa forma de apropriação de recursos orçamentários e sua partilha baseada em critérios particulares, na prática, dão caráter institucional à engrenagem que está na raiz do mensalão, além de estimular a proliferação de partidos (há 35 registrados e outros 40 na fila do Tribunal Superior Eleitoral).
O texto é de Ciro. O relatório, favorável, é de Benedito. Autor e relator foram mensaleiros no caixa de corrupção das empreiteiras entre 2010 e 2014. Ciro tomava supostamente para cobrir “despesas médicas”, Benedito levava para repassar a um “agiota pernambucano” — relata a procuradoria-geral.
Ambos costumam passear sorrindo, sem preocupação, pelo tapete azul-celeste do Senado. Talvez apostem, como outros, no congestionamento visível do outro lado da Praça dos Três Poderes. O Supremo já acumula 357 inquéritos e 103 ações penais contra parlamentares. Vai receber mais uma centena nas próximas horas da Lava-Jato. Um em cada três processos de políticos com mandato tem perdurado uma década sem julgamento no STF. Talvez seja essa a razão para se achar o mundo melhor do que ele é. DO A.NUNES

#SanatórioGeral: Sobrou para o maridão

“Esse ano, o dia 8 de março será um dia de greve. Faremos greves nas escolas, em nossas casas, nas atividades domésticas, na área de trabalho, iremos fazer bloqueio de estradas, marchas e, inclusive, abstenção sexual”. (Gleisi Hoffmann, senadora do PT do Paraná, comunicando ao país que, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, resolveu deixar o maridão Paulo Bernardo sem cama nem comida) A.NUNES

#SanatórioGeral: Operação Cangaço

 “Não há uma obra sequer em Alagoas que não tenha a participação direta de Renan Calheiros”. (Renan Filho, governador de Alagoas e filho do líder da bancada do cangaço no Senado, comunicando ao país que a Operação Lava Jato precisa criar uma ramificação para cuidar exclusivamente das maracutaias no Estado que herdou do pai)A.NUNES

A GRANDE MANIPULAÇÃO CASTIGA OS BRASILEIROS

quinta-feira, março 09, 2017

A eleição de Donald Trump nos Estados Unidos é muito mais do que um evento doméstico norte-americano e se eleva à condição de um marco divisório no plano político global. Não é portanto uma notícia ordinária, trata-se de um acontecimento que colocou na mesa do debate político o futuro da civilização ocidental ao mesmo tempo que desnudou a grande mídia. Ninguém razoavelmente informado vê e lê os veículos da grande mídia como antes. Se o nível de informação do cidadão for além da média ele já deixou de ser guiado por tudo aquilo que jornais, rádios televisões e revistas veiculam, especialmente no que concerne à política, tal o grau de profusão de "fake news", como se referiu o próprio Presidente Donald Trump, ao noticiário da denominada mainstream media.
E esse acontecimento tem servido muito para leitores, telespectadores e radio-ouvintes brasileiros que lêem todos os dias "notas plantadas" nos veículos de mídia, sem falar nos vazamentos a conta-gotas das tais delações premiadas dos envolvidos na maior roubalheira do mundo, o petrolão, que levou à falência a Petrobras e junto com ela o Brasil. Se fosse uma empresa privada já teria fechado suas portas há muito tempo.
A verdade verdadeira é que por enquanto o impeachment do governo de Lula e seus sequazes continua sendo um dos fatos mais importantes da história do Brasil. Impediu, pelo menos, que o Brasil fosse transformado numa Venezuela. Embora o fantasma da venezuelização e/ou cubanização do Brasil continue rondado o nosso país, o afastamento dos gafanhotos do PT permitiu que a população brasileira passasse a refletir sobre o perigo a que a Nação esteve exposta.
Essa reflexão, processo fundamental de conscientização política, todavia está sendo ardilosamente interrompida. Como a opinião pública é formada por meio daquilo que se credita como "notícia", são os meios de comunicação de massa que a produzem e veiculam.
Se formos analisar o conteúdo do noticiário e sua interpretação por meio de editoriais e colunas de opinião constata-se que impera uma vontade hercúlea do establishment de por um fim a todo o noticiário do cotidiano político brasileiro, mormente aquele que traz no seu bojo as pautas para uma reflexão e um debate profundo de sorte a mudar radicalmente os parâmetros políticos, econômicos e sociais que travam o desenvolvimento do Brasil. Tais parâmetros estão contidos na nossa Constituição de 1988, um calhamaço em comparação com a Constituição dos Estados Unidos que tem mais de 200 anos, já que desce a minúcias e enseja toneladas de regulamentações. Lembrem-se que a Constituição de 1988 foi embalada no calor da crença socialista. Findo o trabalho e a sua promulgação, logo adiante explodiram o rearranjo da ex-URSS e a queda do Muro de Berlim sob o embalo de um suposto "fim da história" (Lembram de Francis Fukuyama?).
CONFUSÃO COMO MÉTODO
Otimismo à parte, a verdade é que logo à frente concretizava-se a acalentada União Europeia e a ONU se transformava na maior ONG esquerdista da face da Terra e que haveria de se tornar a sede de um governo mundial. Lembrem-se também que a partir daí começaram a ser estruturados os ditos "blocos econômicos" - na verdade políticos! - como a própria União Europeia, Mercosul, TTP e outros ao redor do mundo, na verdade cada bloco já operando como arremedo de um país de modo a anular os Estados-Nação.
Esse modelo geopolítico tem sido conceituado como globalismo, palavra amaldiçoada pela grande mídia que trata de escamoteá-la, da mesma forma que escamoteia o termo "comunismo", como se a ideologia vermelha não existisse mais embora a China e seu filhote Coréia do Norte sejam as mais notáveis repúblicas comunista da atualidade.
A ponta de lança para a consecução desse esquema globalista é grande mídia aparelhada pelo movimento comunista internacional. Calcula-se que 99% dos jornalistas são esquerdistas. Apóiam todas as iniciativas da União Europeia, da ONU e todo o conjunto do pensamento politicamente correto, a novilíngua que promove a metaformose dos conceitos e impõe a censura por meio da lavagem cerebral das massas. Afirmo isso com conhecimento de causa, já que trabalhei por muito anos em redação de jornal diário e vivo profissionalmente do jornalismo há mais de 45 anos.
Exemplo disso a que aludi ocorreu ontem, dia 8 de março, data consagrada ao Dia da Mulher, criação dos verdugos comunistas da ex-URSS. A grande mídia, de forma uníssona, reverberou até dizer chega todas as teses feministas. É neste momento que os meios de comunicação exageram como de praxe nessa insólita comemoração, eliminando do noticiário o aquilo que de fato importa e que pode ter efeito sobre a vida de todas as pessoas. Notem, portanto, que efemérides politicamente corretas ganham um espaço total e absoluto nos meios de comunicação. É aquilo que denomino de "pautas bandalelês", uma forma de escamotear justamente aquilo que é essencial.
Retomando o caso do Brasil, os leitores mais atilados podem constatar que o grosso do noticiário político é uma verdadeira confusão. Não há, na verdade, a notícia que, obrigatoriamente, tem de ser um fato. Na maioria das vezes as matérias não são conclusivas e baseadas em retalhos de verdades que impossibilitam um juízo da totalidade do real. As notícias, neste caso, são como peças de um grande puzzle de montagem impossível, como se tem visto nas reportagens sobre a Operação Lava Jato e as tais "delações premiadas".
CONEXÃO GLOBAL
No mais há um esforço permanente por parte dos jornalistas e dos proprietários da grande mídia de confundir mais do que esclarecer em proveito desse projeto globalista que está sendo posto em xeque pela primeira vez.
Daí o esforço da grande mídia em poupar não apenas Lula e seus sequazes alojados numa miríade de partidos políticos esquerdistas (se não me engano há 39 agremiações partidárias no Brasil), mas todos os demais atores do processo de corrupção e roubalheira que levou o Brasil à falência. Esse grupo enrolado no petrolão, como todos os partidos esquerdistas (incluam aí o PSDB e outros menos votados), fazem parte da camorra globalista. Na América Latina o Brasil, com 207 milhões de habitantes, é a cereja do bolo. Prova disso é o distanciamento do governo do Sr. Michel Temer dos Estados Unidos sob o comando de Donald Trump. Da mesma forma, o Reino Unido, principalmente depois do Brexit.
Todos esses aspectos não são operados em compartimentos estanques, mas se comunicam. Pelos indicadores, ou seja, os fatos políticos e geopolíticos, a tendência é o desgaste do globalismo. E isso pode ser medido com precisão pelo comportamento da grande mídia imersa numa onda de descrédito jamais vista desde a invenção da imprensa por Gutemberg, lá pelo ano de 1439...
Dependendo da evolução dos acontecimentos políticos nos Estados Unidos e Europa logo adiante se saberá quem de fato quem mantém de pé a grande mídia e paga os "penas alugadas" para produzir "fake news". Quem viver, verá, como adverte o velho e surrado adágio.DO A.AMORIM

quarta-feira, 8 de março de 2017

Projeto obriga preso a indenizar a vítima

Do O Antagonista
Ricardo Ferraço acaba de apresentar no Senado um projeto de lei para obrigar presos a indenizar vítimas.
No mês passado, o STF decidiu que o Estado deve indenizar preso em situação degradante.

Dirceu desponta como delação que não ocorreu

José Dirceu desponta na Lava Jato como uma delação que preferiu não acontecer. Condenado novamente pelo juiz Sérgio Moro nesta quarta-feira, o grão-petista já acumula no petrolão sentenças que somam 32 anos e 1 mês de cadeia. Por muito menos, outros encrencados no escândalo suaram o dedo em acordos de delação. Trocaram o risco da permanência longeva numa penitenciária pelo benefício de arrastar uma tornozeleira eletrônica no caminho que separa a sauna da pérgula da piscina de uma casa em Angra dos Reis ou na Barra da Tijuca.
Pela lógica da delação, Dirceu teria que dedurar para cima. Sua colaboração não seria aceita se não mencionasse um nome: Lula. Responsável pela costura dos acordos interpartidários que azeitaram a chegada de Lula ao Planalto, Dirceu é co-autor do projeto de poder que guindou o PT à condição de máquina coletora de pixulecos. Se Dirceu tivesse contado o que sabe, Lula já não estaria fazendo pose de alternativa presidencial para 2018.
O silêncio do ex-guerrilheiro é cultuado pelo petismo. Mas pessoas que visitaram Dirceu dizem que ele se queixa de abandono. Um amigo petista do preso afirmou ao repórter que, a despeito da mágoa que nutre pelo partido e por seus líderes, Dirceu jamais consideraria a hipótese de se converter em delator. Trancado em seus rancores, o ex-chefão da Casa Civil repara que o petismo derrete e Lula coleciona ações penais sem que ele tenha movido os lábios.
A única traição que Dirceu cometeu foi contra o seu próprio mito. Até o mensalão, conseguiu manter as aparências. Punho esguerdo erguido, foi preso e recolhido à Papuda imaginando-se beneficiário da atenuante de não ter agido em proveito próprio ou alcançado fins que não justificassem os meios. No petrolão, restou demostrado que evoluiu definitivamente do socialismo de resultados para a apropriação pessoal. Hoje, não resta dúvida de que Dirceu deixou a ideologia para cair na vida. Transformou sua casa em Vinhedo (SP) num pedaço de Éden. Mas sem a delação e com 70 anos de idade, completados atrás das grades, terá de rezar para que a propriedade não vá a leilão.
De resto, Dirceu será compelido a conviver com um verbete na enciclopédia em que seus ideais estudantis se misturarão a trechos das sentenças de Sergio Moro. Trechos como esse, extraído da condenação desta quarta-feira:
“O mais perturbador em relação a José Dirceu de Oliveira e Silva consiste no fato de que praticou o crime inclusive enquanto estava sendo processado e julgado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470 [mensalão], havendo registro de recebimento de propina, no presente caso, até pelo menos 23/07/2012. Nem o processo e o julgamento pela mais Alta Corte do País representou fator inibidor da reiteração criminosa, embora em outro esquema ilícito. Agiu, portanto, com culpabilidade extremada…”DO J.DESOUZA

Recessão, cagaço político e chantagem de Meirelles


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Hoje é Dia Internacional das Mulheres. Na véspera, aqui no Brasil, despontaram algumas palavras femininas que não merecem qualquer homenagem: Recessão, Chantagem, Corrupção e Politicagem. Enquanto o noticiário era monopolizado pela constatação oficial da mais brutal retração econômica da História, os políticos ficaram apavorados com uma decisão do Supremo Tribunal Federal que complica a vida dos enrolados com a Lava Jato. A reação do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) foi sintomática: 
“Eu estou perplexo. A partir de hoje, tem que perguntar para uma cartomante se o que é legal hoje continuará sendo legal daqui a cinco ou dez anos. Porque está na lei hoje, mas se daqui a cinco ou dez anos disserem que não é mais legal, o que eu faço? Eu estudei direito, mas estou com muitas dúvidas. Prefiro só consultar a cartomante, senão, corro risco de ser punido porque observei a lei”.
O amedrontado sarcasmo de Barbalho foi a reação quase histérica à decisão do STF que transformou em réu o senador Valdir Raupp (PMDB-RO). O parlamentar é acusado de receber propina por meio de doações oficiais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Um outro deputado, que covardemente pediu ao jornal O Globo para não ser identificado, também reagiu alopradamente: “Isto não é bom. Nas denúncias do Rodrigo Janot (procurador-geral da República), ele usou três pesos e dez medidas. O que vale para um, não vale para outros. Isso preocupa muito, não é uma coisa normal. Agora, tudo no Brasil é propina”.
Tão ruime inaceitável quanto à propina da corrupção é a chantagem em meio à recessão. O presidente do “dream team”, Henrique Mairelles, proclamou um falso impasse: “Ou o País faz a reforma da Previdência ou quebra”... Meirelles vive em qual planeta? O Brasil já está quebrado pela recessão e pela roubalheira sistêmica geradas por uma estrutura estatal rentista, improdutiva, que só suga recursos da sociedade sem a devida contrapartida.
O governo Michel Temer quer aprovar a reforma da previdência na Câmara e no Senado até 15 de julho. Meirelles ainda sinalizou que, se a reforma falhar, pode até criar mais um imposto para compensar... Ele não está de sacanagem... O problema é que a vida dele é muito fácil... Banqueiro se acostumou a lucrar em cima dos juros estratosféricos que roubam as pessoas e empresas, enquanto ajuda a financiar e rolar a gastança sem fim de uma máquina pública corrupta, perdulária e sem transparência. Novamente, a Previdência é apontada como a vilã-mor de uma estrutura estatal capimunista.
A visão que Meirelles apresentou sobre a Previdência é o supra-sumo do rentismo. Meirelles defendeu, com a sensibilidade de um banqueiro, que o Brasil precisa de mais juros, para ter menos dinheiro disponível na sociedade: “A Previdência do Brasil é uma das mais generosas. O problema é quem paga. E a tributação do Brasil é uma das maiores do mundo. Já temos hoje que isso (carga tributária) está caminhando para o limite, inclusive para a economia poder crescer”.
O discurso oficial afrontando a realidade de vida das pessoas comuns só reforça a obviedade ululante de que o Brasil tem passar por Mudanças Estruturais – e não por “reforminhas” de mentira que só escondem os privilégios mantidos por uma máquina pública e por quem lucra ou mama na teta em simbiose com ela (como é o caso dos rentistas e dos políticos profissionais). A discussão sobre o modelo, tamanho e redesenho do setor estatal tem de acontecer antes de outras mudanças.
Infelizmente, a “zelite” no poder estatal não quer debater mudanças estruturais. Os segmentos esclarecidos da sociedade – uma minoria ainda longe de se tornar hegemônica – precisa aumentar a pressão sobre os corruptos, ao mesmo tempo em que tem de intensificar um amplo debate sobre um Plano Estratégico para o Brasil.
Os Estados Unidos da América investiram 13 anos em acalorados debates entre representantes das 13 colônias inglesas, até que chegaram a um modelo de Nação. O Brasil, que teve uma falsa independência e uma república de mentirinha, que nunca implantou, de fato, o Federalismo, precisa se reinventar, ou vai parecer mais quebrado do que está.
Não tem outro jeito: Temos de partir para uma inédita Intervenção Institucional, que redefinirá uma base legal enxuta e possível de ser cumprida rigorosamente, sem a necessidade da caríssima e demorada judicialização. Resumindo: os segmentos menos idiotizados do povo precisam tomar vergonha na cara e agir antes que o Brasil mergulhe na explosão de violência e pobreza que nos levará à desintegração nacional.
Em linguagem metafórica: Se a onça não quiser beber água vai acabar extinta ou fragmentada pela fúria dos bárbaros criminosos que vão dividir o Brasil em pedaços colonizáveis.

terça-feira, 7 de março de 2017

Lá é o setor trepa moleque', diz delator da Odebrecht sobre departamento da propina

Odebrecht
Sede da Odebrecht, em São Paulo
Brasília - Bem-humorado e demonstrando estar a vontade com os questionamentos, o ex-executivo da Odebrecht Hilberto Mascarenhas levou nesta segunda-feira, 6, às gargalhadas alguns dos presentes no depoimento ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin. 
Os risos surgiram no momento em que o ex-executivo começou a detalhar algumas peculiaridades do esquema de repasses de recursos ilegais, realizado pelo Departamento de Obras Estruturadas da empresa. “Lá é o setor trepa moleque”, afirmou o ex-diretor, segundo relatos.
No dicionário a palavra “trepa moleque” se refere ao nome popular de um inseto. Mas o significado dado por Mascarenhas, no entendimento de alguns dos presentes, foi o de que ali era o “setor de propina”, como ficou conhecido o departamento. 
Além do apelido pitoresco para o setor, o ex-executivo se gabou durante a audiência de também ter sido o criador do codinome “Feira”, utilizado por Mônica Moura, mulher do marqueteiro e baiano João Santana. Ter um codinome dentro do esquema de repasses de recursos ilegais é algo obrigatório e revela parte da criatividade dos envolvidos. No caso de Mônica, o apelido é uma referência à cidade baiana que leva o nome do marido, Feira de Santana.
O ex-executivo também confirmou que o nome “amigo” era utilizado para se referir ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em razão da aproximação do petista com o “Dr. Emilio” Odrebrecht, patriarca da empreiteira que leva seu sobrenome.
Apesar de demonstrar estar a vontade com as perguntas, Macarenhas apresentou desconforto musculares várias vezes e precisou ficar de pé em alguns momentos, em razão de câimbras.
No depoimento realizado ontem ao TSE pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Alexandrino Alencar também foram revelados os codinomes utilizados pelos partidos da base aliada, que teriam recebido recursos da Odebrecht, em 2014. 
Os repasses teriam ocorrido a pedido do então tesoureiro da campanha presidencial do PT, Edinho Silva. Entre os beneficiados estariam PROS, PCdoB e PRB. À primeira legenda foi dado nome de “onça”. O PcdoB era chamado de “vermelho” e o PRB de “doutor”.
Segundo Alexandrino Alencar, cada uma das legendas recebeu R$ 7 milhões. O dinheiro seria uma forma de garantir o tempo de TV dos três partidos para a coligação comandada pelo PT. O encontro em que Edinho Silva pediu os recursos, de acordo com o ex-diretor da Odebrecht, ocorreu no dia 11 de junho de 2014 na sede da empresa, em São Paulo. O ex-diretor afirmou ainda que outros encontros ocorreram ao longo da disputa eleitoral daquele ano no hotel Renascence e no escritório de campanha em São Paulo.
Por meio de nota Edinho Silva considerou as afirmações de Alexandrino Alencar, a respeito das tratativas das doações para os partidos aliados, como “um verdadeiro absurdo”. “Mais uma vez fia nítida a tentativa de construção de uma tese que tem como objetivo a criminalização da campanha Dilma 2014. Todas as coligações que disputaram aquele pleito constituiriam coligações ideológicas”, diz trecho do documento. DO ESTADÃO

Odebrecht pagou US$ 3,39 bi em caixa 2 entre 2006 e 2014, diz delator ao TSE

Odebrecht
Sede da Odebrecht, em São Paulo
Brasília - O ex-executivo da Odebrecht Hilberto Mascarenhas afirmou em depoimento ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin que o Departamento de Obras Estruturadas da empreiteira, conhecido como “departamento da propina”, desembolsou cerca de U$ 3,39 bilhões em caixa 2 entre 2006 e 2014. O depoimento, prestado nesta segunda-feira, 6, na sede do TSE, ocorreu no âmbito da ação que investiga abuso de poder político e econômico na campanha presidencial de 2014 e pode gerar a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer.
O departamento da Odebrecht chamado por Mascarenhas de “trepa moloque”, uma referência ao fato de que, por ele, só passava recursos ilegais, era responsável não apenas por repasses de recursos ilícitos para campanhas eleitorais como pagamentos de resgates de funcionários da empreiteira sequestrados em países atingidos por conflitos armados ou grande violência urbana. 
No depoimento, o ex-executivo detalhou os pagamentos com recursos ilegais da empresa. Na planilha apresentada, segundo relatos, constava as seguintes quantias: em 2006 - U$ 60 milhões; 2007 – U$ 80 milhões; 2008 – U$ 120 milhões; 2009 – U$ 260 milhões; 2010 – U$ 420 milhões; 2011 – U$ 520 milhões; 2012 – U$ 730 milhões; 2013 – U$ 750 milhões e 2014 – U$ 450 milhões.
Os pagamentos eram feitos em hotéis onde ficavam hospedados os intermediários.
Segundo Mascarenhas, com a avanço das investigações da Operação Lava Jato, o setor de propina teve que migrar para a República Dominicana. A cota em que era armazenado os recursos ficaria fora do País e quando era necessário fazer algum pagamento, sempre era em espécie. De acordo com ele, em razão de as regras serem mais rígidas nos Estados Unidos, as transações em solo norte-americano eram evitadas. 
Ao falar sobre a operacionalização do setor, Mascarenhas detalhou as tratativas realizadas com o maqueteiro de campanha presidencial do PT em 2014, João Santana, e com sua mulher Mônica Moura. Segundo ele, Mônica só aparecia em períodos próximos às eleições. Ela estaria entre os cinco maiores recebedores de pagamentos do setor. Segundo ele, apenas em 2014 pagou U$ 16 milhões para Santana.
O ex-executivo não soube detalhar, contudo, as datas dos pagamentos ao casal, mas afirmou que tem um servidor na Suíça em que estão listados todos os repasses. Do total, 60% dos recursos teriam sidos passados no Brasil e o restante no exterior. Todos os pagamentos feitos eram em real, mas calculados com base no dólar, que era o valor acertado. 
No depoimento, Mascarenhas disse ainda que sabia que o pagamento para Santana era feito em razão de ele estar fazendo a campanha “dela”. Questionado na audiência quem era “ela”, o ex-executivo respondeu que “com certeza era a presidente Dilma Rousseff” porque todo mundo sabia para quem Santana estava trabalhando. 
Mascarenhas também lembrou que a relação com Santana não se restringiu à campanha no Brasil. Questionado pelo advogado da chapa de Dilma, respondeu que pagou ao marqueteiro e a Mônica pelas campanhas de El Salvador, Angola, Venezuela, Republica Dominicana e Panamá.
Planilhas. O ex-executivo também disse que a relação com integrantes do primeiro escalão do governo era feita por Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empresa que leva o seu nome. Ao dar mais detalhes sobre as planilhas de repasses de recursos para o PT, Mascarenhas afirmou que a que levava o nome 'Italiano' era uma referencia ao ex-ministro da Casa Civil Antônio Palocci e que o 'Pós-Itália', era uma menção ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Segundo ele, a conta-corrente “italiano” continham pagamentos realizados mesmo após a saída de Palocci das negociações e do governo. A alegação apresentada por Mascarenhas foi a de que uma vez que a conta foi criada pelo ex-ministro, ele poderia movimentar os valores até ele se esgotarem.
PMDB. No depoimento, Mascarenhas afirmou que na negociação em torno do PMDB não surgiu o nome do presidente Michel Temer, mas que sabia das tratativas de Marcelo Odebrecht em relação aos repasses de R$ 6 milhões, em caixa 2, para a campanha de Paulo Skaf (PMDB) para o governo de São Paulo, em 2014. A informação do desembolso ao peemedebista chegou a ele por meio do marqueteiro da campanha de Skaf, Duda Mendonça, que teria ligado para combinar o pagamento. Marcelo Odebrecht também teria falado sobre a doação com Hilberto.
O Estado ainda não conseguiu localizar a defesa do publicitário para tratar sobre o depoimento do ex-executivo.
No início de fevereiro, o juiz federal Sérgio Moro condenou Santana e Mônica pelos crimes de lavagem de dinheiro no esquema de corrupção na Petrobrás alvo da Operação Lava Jato. À época, a defesa do publicitário informou que iria recorrer ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região. DO ESTADÃO

Brejo econômico do Brasil é um tormento órfão

A economia brasileira vive um pântano histórico. Despencou 3,6% em 2016, depois de um tombo de 3,8% em 2015. É a pior recessão desde 1948, quando o IBGE começou a medir o PIB (clique sobre a imagem acima para ver a evolução dos números). De quem é a culpa por esse descalabro jamais visto em quase sete décadas? Aí é que mora o inusitado. O brejo nacional é um tormento órfão. Os pais da ruína se comportam como se viajassem num avião sabendo que sua bagagem, com todas as culpas que acumularam, viaja em outro.
A decadência econômica do Brasil é o resultado de uma combinação de corrupção desenfreada com inépcia gerencial. O mensalão e o petrolão nasceram nas administrações de Lula. Deve-se ao pajé do petismo também a narrativa fantiosa que fez de Dilma Rousseff uma supergerente infalível. Mas Lula, alheio a tudo, apresenta-se como alternativa presidencial para 2018.
Vítima da superstição segundo a qual seria uma executiva impecável, Dilma comandou um governo desplugado da realidade. Depois de arrastar a economia para a beira do abismo no primeiro mandato, obteve a reeleição repetindo na propaganda eleitoral uma fábula escrita pelo marqueteiro João Santana. Nela, a crise era internacional e seus reflexos sobre o Brasil seriam superados rapidamente, já que “nós temos um projeto”.
Hoje, o marketing do PT é caso de polícia e Dilma faz pose de vítima de um “golpe”. Culpa os “golpistas” pela crise. Quando Marcelo Odebrecht afirma que ela sabia do dinheiro sujo que pagou João Santana e financiou a reeleição, madame corre às redes sociais para chamá-lo de mentiroso. Mas reage à corrosão do PIB com o silêncio dos inocentes. Além de se auto-isentar de culpas, ameaça o país com uma candidatura ao Senado ou à Câmara.
Michel Temer preside a “herança maldita” fingindo desconhecer que o seu PMDB é sócio da pilhagem que injetou insegurança política dentro do descalabro econômico. Temer empurra com a barriga o julgamento que pode lhe custar o mandato no Tribunal Superior Eleitoral. E promete transformar o Brasil numa nova Pasárgada, melhor que a do poeta Manoel Bandeira.
Os auxiliares suspeitos e os aliados investigados de Temer dispensam os outros atrativos dessa neo-Pasárgada. Não querem nem a mulher desejada na cama escolhida. Interessa-lhes apenas a consideração do Rei. É a amizade com o soberano que propicia a influência que abre as portas dos cofres do governo, qualquer governo.
Você, que não dispõe de amigos na Corte brasiliense, continuará vivendo no Brasil do desemprego e dos serviços públicos de quinta categoria. Mas fique calmo, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) informa que a recessão é página virada. Ela só existe ''no retrovisor''. E na bagagem do avião da história. Uma aeronave que aterrissou no brejo sozinha, sem piloto. DO J.DESOUZA

Moro põe Vaccari no banco dos réus pela oitava vez

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
O ex-tesoureiro do PT João Vaccari. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Condenado a 41 anos de prisão na Operação Lava Jato, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto tornou-se réu em mais uma ação penal. Desta vez, por corrupção passiva. O juiz federal Sérgio Moro aceitou denúncia da Procuradoria da República contra o petista e mais quatro investigados.
São acusados, além de Vaccari, o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque, os ex-gerentes da estatal Eduardo Costa Vaz Musa e Pedro Barusco, o ex-presidente da Sete Brasil João Carlos de Medeiros Ferraz por crime de corrupção passiva e aos quatro primeiros ainda o crime de lavagem de dinheiro. A Procuradoria da República imputa a Guilherme Esteves de Jesus o crime de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa.

Documento

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Eduardo Musa, Pedro Barusco e João Ferraz são delatores da Lava Jato. Renato Duque está preso desde março de 2015, em Curitiba (PR), e condenado a mais de 50 anos de detenção em três processos julgados pelo juiz da Lava Jato. Vaccari foi capturado em abril do mesmo ano e já está condenado em quatro ações a penas de 15 anos e 4 meses, 9 anos, 6 anos e 8 meses e 10 anos. O petista ainda responde a três processos sem sentença final. Guilherme Esteves de Jesus foi preso em fevereiro daquele ano e solto em maio seguinte.
A Sete Brasil foi constituída para fornecer sondas para a exploração do petróleo na camada de pré-sal à Petrobrás. Após ganhar a licitação, a Sete Brasil negociou 21 contratos de construção dessas sondas com vários estaleiros, Estaleiros Keppel Fels, Atlântico Sul, Enseada do Paraguaçu, Rio Grande e Jurong, sendo sete sondas negociadas com o Estaleiro Jurong.
Barusco e Ferraz foram indicados pela estatal para cargos de direção na Sete Brasil, respectivamente para Diretor de Operações e para Presidente.
Segundo a denúncia, foi cobrada propina de 0,9% sobre o valor dos contratos. O valor teria sido dividido em 1/6 para Renato Duque e para o gerente executivo de Engenharia e Serviços da Petrobrás Roberto Gonçalves, 1/6 para Pedro Barusco, Eduardo Musa e João Carlos Ferraz, e 2/3 para o PT, que seriam arrecadados por João Vaccari Neto.
“Por questões pragmáticas relativas ao pagamento da propina, ficou acertado que os Estaleiros Atlântico Sul, Enseada do Paraguaçu e Rio Grande pagariam somente as propinas dirigidas ao Partido dos Trabalhadores, o Estaleiro Jurong pagaria somente propinas dirigidas aos executivos da Petrobrás e aos da
Sete Brasil, enquanto que o Estaleiro Keppel Fels pagaria a todos”, relata Moro sobre trechos da denúncia.
“Teria ainda sido acertado por fora um pagamento de propina adicional de 0,1% destinado exclusivamente a Pedro José Barusco Filho. A vantagem indevida acertada com o Estaleiro Jurong teria sido intermediada pelo acusado Guilherme Esteves de Jesus, representante do Grupo Jurong. A vantagem indevida teria sido paga mediante transferências subreptícias no exterior, com contas secretas em nome de offshores.”
O juiz da Lava Jato aceitou a denúncia na sexta-feira, 3.
“Há, portanto, em cognição sumária, razoável prova de que houve acertos de propinas envolvendo agentes da Petrobras, agentes da Sete Brasil e agentes políticos, nos contratos da Sete Brasil com o estaleiros responsáveis pelo fornecimento de sondas à Petrobrás, e que Guilherme Esteves de Jesus, representando o Estaleiro Jurong, participou desses acertos e realizou o pagamento das propinas acertadas”, anotou.
Não foram localizados Pedro Baursco, João Ferraz, Guilherme Esteves e Eduardo Musa.
A reportagem solicitou posicionamento para a defesa de Renato Duque.
COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA LUIZ FLÁVIO BORGES D’URSO, DEFENSOR DE JOÃO VACCARI NETO
O criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso, defensor de João Vaccari Neto, declarou que ‘não existe nenhuma prova’ contra o ex-tesoureiro do PT. D’Urso disse que a nova acusação contra Vaccari se baseia em delação premiada.
“Mais uma vez, verifica-se o Ministério Público denunciando e o juízo acolhendo denúncia baseada exclusivamente em palavra de delator”, reagiu o criminalista.
“A imputação ao sr. Vaccari não procede. Inexiste, por conseguinte, qualquer prova que possa justificar essa denúncia.”
O advogado mantém expectativa de reverter o cerco a Vaccari nos tribunais. Ele já ingressou com recursos perante o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4).
“As condenações (que somam 41 anos de prisão para Vaccari) são todas em primeira instância. Ainda não houve julgamento de nenhum recurso interposto pela defesa. Acreditamos na Justiça. Nossa expectativa é reverter este quadro ou no TRF4 ou nos tribunais superiores. Porque, de fato, não existe nenhuma prova contra o sr. Vaccari, apenas a palavra de delator.” DO ESTADÃO

Ao TSE, Cláudio Melo confirma delação e diz que Temer solicitou pagamentos a Marcelo Odebrecht

Marcelo Odebrecht e Michel Temer. FOTOS: CASSIANO ROSÁRIO/FUTURA PRESS e MARCOS DE PAULA/ESTADÃO
Marcelo Odebrecht e Michel Temer. FOTOS: CASSIANO ROSÁRIO/FUTURA PRESS e MARCOS DE PAULA/ESTADÃO
O ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Claudio Melo Filho confirmou ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin que o presidente Michel Temer participou da reunião no Palácio do Jaburu e solicitou a Marcelo Odebrecht doações para o PMDB na campanha de 2014. O Estado apurou que Melo confirmou “literalmente” todas as informações por ele entregues no acordo de colaboração premiada com a Lava Jato. O depoimento foi prestado no âmbito da ação que investiga abuso de poder político e econômico na campanha presidencial de 2014 e pode levar à cassação de Temer.
Em seu acordo, que vazou em dezembro do ano passado, Melo Filho detalha um encontro no Palácio do Jaburu no qual participaram, além dele próprio, Temer, o ministro Eliseu Padilha e Marcelo Odebrecht. “Eu participei de um jantar no Palácio do Jaburu juntamente com Marcelo Odebrecht, Michel Temer e Eliseu Padilha. Michel Temer solicitou, direta e pessoalmente para Marcelo, apoio financeiro para as Campanhas do PMDB no ano de 2014”, disse Melo.
Em depoimento à Justiça Eleitoral na semana passada, Marcelo Odebrecht disse não se recordar de Temer ter falado ou pedido os R$ 10 milhões diretamente. O herdeiro da empreiteira confirmou o jantar no Palácio do Jaburu e disse que o encontro era sobre tratativas para as doações ao PMDB nas eleições de 2014, mas disse que não houve pedido expresso de valores por Temer. Segundo Odebrecht, o encontro serviria para confirmar que parte da doação ao partido seria destinada à campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo. O pagamento foi acertado, segundo Marcelo, entre Cláudio Melo e Eliseu Padilha. De acordo com Marcelo, o acerto do valor foi feito depois da saída de Temer do local.
Ainda em seu relato para os procuradores da Lava Jato, Melo contou que parte dos pagamentos solicitados, cerca de RS 4 milhões, foi realizada “via Eliseu Padilha, preposto de Temer, sendo que um dos endereços de entrega foi o escritório de advocacia do Sr. José Yunes, hoje Assessor Especial da Presidência da República”. De acordo com Melo,os outros R$ 6 milhões pedidos por Temer teriam sido “alocados o Sr. Paulo Skaf”, que foi candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB.
Sobre Padilha e o também ministro Moreira Franco, Melo contou na sua colaboração que se valia dos dois peemedebistas para fazer chegar a Temer os pleitos de interesse da construtora. Segundo Melo, era de conhecimento de todos que Temer, historicamente, era o líder do grupo político do PMDB da Câmara.
“Resumindo, para fazer chegar a Michel Temer os meus pleitos, eu me valia de Eliseu Padilha ou Moreira Franco, que o representavam. Essa era uma via de mão dupla, pois o atual Presidente da República também utilizava seus prepostos para atingir interesses pessoais, como no caso dos pagamentos que participei, operacionalizado via Eliseu Padilha”, disse Melo em sua delação.
Também prestaram depoimentos nesta segunda-feira, 6, ao TSE os executivos Hilberto Mascarenhas e Alexandrino Alencar. Mascarenhas foi chefe do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como o departamento de propina, e operava pagamentos da contabilidade paralela da empresa. Já Alencar também foi diretor de Relações Institucionais da Odebrecht e vice-presidente da Braskem.
Procurada, a defesa do presidente do Temer não foi localizada. DO ESTADÃO