terça-feira, 9 de abril de 2019

"Justiça nota zero", por José Nêumanne

terça-feira, 9 de abril de 2019

"Justiça nota zero", por José Nêumanne

Mobilização a favor da Lava Jato na Paulista domingo 7 de abril revelou atual paixão nacional: contra cúpula do Judiciário. Foto: Sebastião Moreira/EFE
Apesar de não haver batido o recorde da participação de cidadãos nas ruas, ocorrido nas manifestações de mais de milhão contra a má gestão do Estado e a favor da deposição da então presidente Dilma Rousseff entre 2013 e 2016, impressionou a multidão que foi à Paulista domingo contra o Supremo Tribunal Federal (STF) em geral e, em especial, seu ministro Gilmar Mendes. Fotos e vídeos circulando em perfis sociais não permitem definir quantos manifestantes se reuniram vestidos de verde e amarelo e empunhando bandeiras. Isso se deve parcialmente à preguiça de plantões de domingo e em parte ao desprezo que meios de comunicação e autoridade policial devotam à cidadania desorganizada e desamparada. Ao não prestar o serviço relevante à sociedade divulgando a contabilidade das massas indóceis a Polícia Militar deixa esses cálculos à mercê da parcialidade dos militantes que as convocam. E também revela o medo que seus chefes, da alta hierarquia no Estado, têm da indignação das pessoas que vão às ruas protestar – pânico que, por sinal, não disfarça um desdém criminoso.
No entanto, as imagens publicadas apenas na rede mundial dos computadores não deixam dúvida de que é notória a irritação que se espalha pela Nação ante a indiferença por seus anseios de parte da cúpula do Judiciário, que se esmera em sabotar e ridicularizar os esforços de agentes da lei. Estes veem seu longo e penoso trabalho se perder no latinório vulgar dos togados. Parte da explicação desse divórcio se explica, mas não se justifica, pela nomeação pelas autoridades, tratada com preguiça e desídia pelo Legislativo, de julgadores dos tribunais superiores, em especial do Supremo. Em exercício de mera demonstração de conta de padaria, constatei na semana passada, em artigo publicado no Estado, que, como está definido no título, Dos 11 do Supremo, só 2 são juízes concursados  (Página 2, 3/04/19). Nem é preciso fazer soma similar para revelar essa constatação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para refrear a tentação de quem, na certa, argumentará que assim a lei prevê, este autor avisa desde já que esta é apenas uma informação, sem adiantar juízo nenhum de valor. Serve tão somente para facilitar a compreensão do leigo – grei à qual este escriba pertence – em relação ao evidente divórcio existente entre sentenças lavradas por juízes jovens, bem preparados e em contato com a vida real de lar e rua e seu desmanche nos julgamentos de turmas e plenários das chamadas altas cortes, viciadas pelo corporativismo dos quintos (legais) de corporações profissionais ou funcionais com assento nos pináculos do Poder que se define como “justo”.
A atual composição do Supremo Tribunal Federal (STF) é o exemplo maior desse desajuste. O presidente Dias Toffoli foi reprovado em dois concursos públicos para a magistratura e subiu da condição de advogadinho do PT para advogadão-geral da União e daí para o ápice da carreira. Lula, que o nomeou, preencheu mais duas vagas com Cármen Lúcia e Lewandowski. Dilma, em um mandato e meio, mandou para o topo mais quatro (!): Fachin (que manifestou apoio à candidatura da petista), Rosa, Fux e Barroso, num total de sete pelo PT. Outros quatro chegaram ao ápice da carreira pelas mãos de Sarney, Collor, Fernando Henrique e Temer.
Nem sempre essa composição distorcida foi patrulhada pela turba. Esse ódio, ao contrário, foi destilado exatamente da lua de mel vivida entre o STF e a opinião pública durante o julgamento da Ação Penal 470, cognominada de mensalão pelo delator da devassa, Roberto Jefferson, dono do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de nossos dias. A popularidade gozada pelo relator do processo, Joaquim Barbosa, e a impopularidade com que o povão marcou o revisor, Ricardo Lewandowski, foram substituídas no momento em que a Operação Lava Jato começou a incluir tucanos entre seus denunciados, acusados e réus. Foi isso que fez Gilmar Mendes, que foi advogado-geral de FHC, acionar o dispositivo dos habeas corpus a granel. A atuação do procurador, que perdoa em vez de denunciar, como seria mais próprio de sua origem, chegou a extremos como o de desqualificar os ex-colegas em ações de combate à corrupção, jogando no lixo tradições judiciais ancestrais, tais como a renúncia ao julgamento por suspeição e a acusação insultuosa, genérica e indiscriminada sem nomes nem provas.
O conjunto da obra do mato-grossense inspirou o jurista Modesto Carvalhosa a encaminhar ao Senado em 14 de março um requerimento a seu presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para abrir um processo de impeachment contra ele. Como já jogou um balde de gelo na fogueira que poderia ser ateada no outro lado da Praça dos Três Poderes, o varão da fronteira terminou sendo no domingo 7 de abril o destinatário do recado da multidão na manifestação referida no início deste texto.
Carvalhosa, aliás, também é autor de proposta mais ambiciosa, pregando uma Constituinte exclusiva com mandatários impedidos de concorrer a cargos públicos até o cumprimento de uma quarentena. Esta teria mais efeito genérico do que o caso específico do tempestuoso ministro que se considera “supremo”. A falta de prática e o parti pris de advogados e procuradores, mais numerosos na atual composição, dada como a pior da História, poderia, por exemplo, ser substituída pelo tal “notório saber”, expressão constitucional vaga, que poucos senadores são capazes de entender por falta de prática, exigindo prestação de concursos públicos para a magistratura e, à falta disso, currículo equivalente ao cargo. Providência mais urgente seria a de pôr fim à vitaliciedade do posto, limitando-o, por exemplo, a um mandato dos senadores que os sabatinam: oito anos.
Nem a urgente revogação da “PEC da bengala”, outra forma de mudar ocupantes das cadeiras no STF, porém, bastará para garantir o caput do artigo 5.º da Constituição federal, que reza: “todos são iguais perante a lei”. O inciso LVII deste artigo preceitua que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” e tem provocado uma guerra em que ele é interpretado de forma elástica, tornando-se mais um deslize semântico do que um impasse jurídico.
Toffoli, Celso, Gilmar, Lewandowski e Marco Aurélio aceitam a leitura dos advogados que lutam para esticar as autorizações para prisão de condenados às calendas do “trânsito em julgado” (última sentença nas quatro instâncias existentes na prática na barafunda jurisdicional cabocla). Segundo o sofisma, “considerado culpado” significa “preso”. Contra ela votam Cármen Lúcia, Fachin, Fux, Barroso e Alexandre. Rosa concorda com os primeiros, mas, como os últimos, acha que jurisprudência não é publicação periódica para durar tão pouco. Há, ainda, quem lembre bem que “sentença penal condenatória” é dada após segundo grau, no qual decisão colegiada já define a natureza factual do delito, interrompendo a presunção da inocência e só restando ao condenado recursos de natureza processual.
Fala-se muito na eventual libertação de Lula com a provável vitória dos “garantistas”. E agora, adiada sine die a sessão marcada para 10 de abril, vem à tona mais uma prova de como os infindáveis recursos prejudicam as garantias do cidadão. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) confirmou a vitória do cantor João Gilberto sobre a Universal, que incorporou a EMI-Odeon, gravadora em que este gravou seus três primeiros LPs. Em setembro de 2018, João acusou o selo de ter esvaziado o patrimônio da EMI para não pagar o que lhe devia. O músico, apontado como o mais importante intérprete da Bossa Nova, vive em penúria e agora viu reconhecido seu direito à indenização que cobra. Esse valor mais do que bastaria para sanear as finanças do lançador de Desafinado. E o depósito dificilmente criaria qualquer dano ao patrimônio de uma empresa do porte da devedora.
No entanto, como lembrou no domingo 7 o colunista da Folha de S.Paulo Ruy Castro, “ainda cabe recurso e João Gilberto, 87 anos, terá de se transformar em Matusalém para ver os R$ 173 milhões que a Justiça determinou a seu favor.” Como se sabe, a contagem de tempo no livro mais lido de todas as eras não é igual à atual e a possibilidade de João atingir os 969 anos atribuídos ao filho de Enoque, pai de Lamaleque e avô de Noé é zero à esquerda, não os usados no título do texto de Ruy, Uma questão de zeros. Esta, na certa, é a nota que merece nossa Justiça em aplicação da igualdade de direitos entre um gênio da música brasileira e seu devedor.
*Jornalista, poeta e escritor

STJ condena desembargador do CE à perda do cargo e prisão


Ele foi punido por vender liminares em plantões judiciais no Ceará

09/04/2019 - 07:46
Por Agência Brasil Brasília
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou o desembargador Carlos Rodrigues Feitosa, do Tribunal de Justiça do Ceará, a 13 anos, oito meses e dois dias de prisão, em regime fechado, pelo crime de corrupção passiva. Em outra ação penal, ele foi condenado à pena de três anos, dez meses e 20 dias de reclusão pelo crime de concussão.
Desembargador do Ceará Carlos Rodrigues Feitosa
Feitosa foi denunciado por corrupção, em razão da venda de decisões liminares durante plantões judiciais no Ceará. Como efeito das duas medidas, ele foi condenado à perda do cargo de desembargador. Feitosa estava aposentado compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde setembro de 2018.
Investigações
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), entre 2012 e 2013 o desembargador cearense e seu filho, o advogado Fernando Feitosa, integravam esquema criminoso, com o objetivo de receber vantagem ilícita em troca da concessão de decisões de soltura em benefícios de réus presos.
Segundo o MPF, o comércio de decisões judiciais nos plantões de fim de semana era discutido por meio de aplicativos como o WhatsApp, com a intermediação do filho do desembargador.
Ainda de acordo com a denúncia, os valores pelas decisões de concessão de liberdade nos plantões chegavam a R$ 150 mil. Entre os beneficiados pela concessão de habeas corpus, estariam presos envolvidos em crimes como homicídios e tráfico de drogas.
Defesa
A defesa dos réus argumentou que a troca de mensagens sobre a venda de decisões e as comemorações pelas solturas era uma espécie de brincadeira entre amigos e de mera simulação de atos de corrupção. A defesa também buscou afastar a caracterização da autoria do crime de corrupção passiva.
O relator da ação penal, o ministro do STJ Herman Benjamin, destacou que as provas colhidas nos autos mostram que a negociação feita por meio de grupos de mensagens era real, coincidia com os plantões do magistrado e tinha resultado favorável àqueles que se propuseram a participar das tratativas.
Segundo o ministro, em períodos próximos aos plantões do desembargador, houve grandes movimentações financeiras e aquisição de bens por parte do magistrado e de seu filho, sem a comprovação da origem e do destino dos valores e com o processamento de forma a impossibilitar a sua identificação.
“Tenho que a movimentação bancária a descoberto nas datas próximas àquelas dos plantões é prova irrefutável da corrupção passiva”, afirmou Herman Benjamin.
Comércio
Para o ministro do STJ, o desembargador “fez do plantão judicial do Tribunal de Justiça do Ceará autêntica casa de comércio”, estabelecendo um verdadeiro leilão das decisões.
“Além da enorme reprovabilidade de estabelecer negociação de julgados, pôs indevidamente em liberdade indivíduos contumazes na prática de crimes, alguns de periculosidade reconhecida, ocasionando risco a diversas instruções de ações penais em curso no primeiro grau e expondo a sociedade a perigo.”
No caso do filho do desembargador, o ministro destacou que o trabalho de advocacia do réu “se limitava a vender decisões lavradas pelo pai”, sendo Fernando Feitosa o responsável por fazer a publicidade da venda de liminares.
Para o advogado, a Corte Especial fixou a pena do advogado em 19 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado.

terça-feira, 9 de abril de 2019

"Governos do PT deram R$ 30,7 bilhões a 4 países"

A lista de países que mais receberam financiamentos do BNDES nos governos Lula e Dilma mostra onde foi parar o dinheiro que teria feito a diferença em áreas miseráveis do País. E tudo para garantir contratos sem licitação para a Odebrecht, na maior parte dos casos. Apenas quatro países - Angola, Argentina, Venezuela e República Dominicana - levaram do Brasil US$ 8 bilhões em financiamentos sem retorno. Pior: o avalista do empréstimo é o governo brasileiro, ou seja, o contribuinte.
Pagando em dobro
O contribuinte pagará tanto o que o BNDES tomou do Tesouro para financiar a Odebrecht lá fora quanto o calote do países financiados.
R$ 12,6 bilhões no lixo
Lula mandou o BNDES dar R$12,6 bilhões do Tesouro para financiar obras da Odebrecht em Angola. O prejuízo é o dobro desse valor.
Dinheiro salvador
Somente a bolivariana Venezuela aplicou um beiço de US$ 1,5 bilhão no Brasil. Equivalem a R$ 5,7 bilhões que salvariam vidas no Nordeste.
Fonte: Claudio Humberto DO DEMAIS

terça-feira, 9 de abril de 2019

Não é fácil para flamenguista posar para foto com “vascaíno” em semana de decisão do campeonato carioca...
Mas, na verdade, o outro torce pelo Corinthians e pelo Fluminense – o que não deixa de ser um cruzmaltino enrustido...
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A grande maioria de nós, brasileiros, é ingrata e injusta.O novo governo está prestes a completar cem dias.

O nosso querido Mito esteve cinco dias em Davos, dois em Brumadinho, sete nos Estados Unidos da América, três no Chile e cinco em Israel. Ufa!

Tirante os sábados e domingos e o carnaval, sentado em sua mesa de trabalho ficou cerca de vinte dias.É óbvio que não conseguiu resolver problemas criados durante quarenta anos! A fogueira das vaidades comeu solta! A quase totalidade da classe política está inCãosolável. Não conseguiu chantagear o Presidente da República. Nada de “articulações”!

É verdade que os implantadores da Nova Ordem Mundial conseguiram nomear um “mágico” que tirou da cartola a desastrosa reforma da (im)previdência. Levou no bico sua excelência o Presidente que passou a defender o indefensável. Tirou o foco das promessas de campanha; isentar do Imposto sobre a Renda rendimentos de até cinco mil reais mensais; lutar contra o desemprego e contra a burocracia.

Tenho certeza de que o novo governo está no caminho certo, lendo os raivosos artigos da imprensa nacional e estrangeira. Toda vendida.

Pela ordem e sem medo de cometer injustiças, o jornal El País é o que mais baba veneno contra Bolsonaro. Em seguida vem o diário argentino La Nación. Os articulistas deste último são desinformados além de guardarem um rancor contra o Brasil. “Como o país dos macaquitos pode ir melhor que nosotros?”

A República Argentina é um país maravilhoso mas sofreu “desastres” que a mantém subserviente ao Fundo Monetário Internacional. Em primeiro lugar , Perón liquidou a livre iniciativa. Mandou queimar o Jockey Club para humilhar as “zelites”. 

Continua “governando” mesmo depois de morto. Para mal dos pecados, perderam a Guerra das Malvinas. Um exército pode tudo, menos perder uma guerra.

Depois da execração pública dos militares, chegou-se a era do roubo desenfreado. 

A Lei da Convertibilidade, um peso igual a um dólar, terminou de forma caótica. Na época o único economista lúcido que dizia as verdades foi José Luis Espert, pouco simpático, e hoje pré candidato à presidência.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Bolsonaro desperta e volta a ser Bolsonaro: “Se tivermos que intervir na Venezuela, iremos e ponto final”

Guilherme Santiago | 08/04/2019 | 7:32 PM | GOVERNO
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Falou como um verdadeiro comandante da Nação. É assim que se fala, presidente!

Em entrevista para Augusto Nunes, Bolsonaro falou que todas “as possibilidades estão sobre a mesa” e que os EUA estariam na “vanguarda” de uma suposta ação militar.
“Quem está na vanguarda é os Estados Unidos. O Trump falou que todas as possibilidades estão na mesa. O que são todas as possibilidades? São todas as possibilidades. Ponto final.” declarou o presidente.
E continuou:
“Vamos supor que haja uma invasão militar lá. A decisão vai ser minha, porém vou ouvir o Conselho de Defesa Nacional e o Parlamento. A Venezuela não pode continuar como está.” DO D.DO BRASIL

segunda-feira, 8 de abril de 2019

segunda-feira, 8 de abril de 2019 PERFIL: Quem é o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub Nome desconhecido no setor, o agora ex-secretário-executivo da Casa Civil é economista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Geralda Doca e Gustavo Maia O Globo O economista Abraham Weintraub durante evento no período de transição do governo de Jair Bolsonaro Foto: Divulgação/PR BRASÍLIA – Anunciado nesta segunda-feira como o novo ministro da Educação, Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub é mais um neófito na política a integrar o primeiro escalão do governo do presidente Jair Bolsonaro. Nome desconhecido no mercado, o agora ex-secretário-executivo da Casa Civil é economista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Abraham e o irmão, o jurista e assessor-chefe-adjunto de Bolsonaro, Arthur Weintraub, foram apoiadores de primeira hora do candidato à Presidência, antes do posto "Ipiranga", o ministro da Economia, Paulo Guedes. Eles foram apresentados a Bolsonaro pelo ministro da Casa Civil e deputado federal licenciado, Onyx Lorenzoni (DEM-RS). O parlamentar conheceu os irmãos em um seminário internacional da Previdência realizado em março de 2017 no Congresso. Ele se apaixonou pelas ideias dos dois. Em seguida, convidou a dupla para participar da elaboração do plano de governo de Bolsonaro. O novo ministro fundou em 2015 o Centro de Estudos em Seguridade (CES), que se apresenta como uma associação civil sem fins lucrativos fundada por professores dos cursos de Atuária e Contabilidade da Unifesp. A "missão" do centro é, segundo informou seu site oficial, "a excelência científica e técnica em Seguridade" e o desenvolvimento de pesquisas aplicadas e de difusão de conhecimento especializado para a promoção da sustentabilidade e governança na área. No ano passado, o CES foi a única instituição a apoiar a realização da Cúpula Conservadora das Américas, evento idealizado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente. Abraham e Arthur palestraram sobre economia, em dezembro do ano passado. – Eu e meu irmão vamos contar como foi a nossa experiência em aplicar a teoria de Olavo de Carvalho em, democraticamente, lidar com o marxismo cultural – disse o novo ministro, na ocasião. Weintraub, que segundo Bolsonaro possui "ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta", disse ainda que tentaria responder na palestra a duas questões: onde o Brasil vai estar em 2050 e a trilha que será preciso percorrer até la. Destacou por diversas vezes que será preciso derrotar o comunismo para que o país volte a crescer e lembrou ter lido "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", do alemão Max Weber, citando a teoria do "choque de civilizações", do cientista político americano Samuel P. Huntigton. – Quando caiu o muro de Berlim, um monte de goiaba falou que o comunismo acabou. Agora que o Jair Bolsonaro ganhou, o PT está derrotado. Podemos estar tranquilos? Não podemos. Essa turma vai voltar para a casa, eles são inteligentes. O meu inimigo é igual ou tão mais forte do que eu, senão eu sou um trouxa – disse Abraham À plateia, a única vez em que se referiu à educação foi quando disse que “precisamos vencer o marxismo cultural nas universidades”. Aliado leal de Bolsonaro Durante os mais de três meses no Palácio do Planalto, como secretário-executivo da Casa Civil, o "número dois" da pasta, Abraham costumava almoçar diariamente no refeitório do prédio. Quase sempre acompanhado do irmão, ele chamava atenção nos corredores do Planalto por trajar um colete, em geral bege, sobre a camisa social. Chefe de Abraham até esta segunda-feira, Onyx divulgou uma declaração por escrito dizendo que o recém-nomeado para comandar o MEC "é um homem com uma sólida formação", economista, conhece gestão, além de ser professor concursado da Unifesp e familiarizado com a iniciativa privada. – Foi uma das pessoas que muito cedo acreditou na candidatura de Jair Bolsonaro. Foi, junto com muitas outras pessoas, um dos formuladores do plano de governo de Bolsonaro e é uma pessoa muito importante nas tomadas de decisões de rumo do nosso governo – disse Onyx. Para o ministro, o presidente ganha com um "aliado leal" e capaz no MEC, "um administrador competente e honesto que sabe que a educação brasileira precisa ser transformada para verdadeiramente ser o caminho para que crianças e adolescentes possam construir uma vida melhor para si e para suas famílias". Mestre em administração na área de finanças pela Faculdade Getulio Vargas (FGV), em 2013, ele foi chamado de "doutor" por Bolsonaro no anúncio feito pelas redes sociais. Quase uma hora e meia depois, o presidente se corrigiu e disse que o indicado para chefiar o MEC fez o mestrado e um MBA Executivo Internacional em finanças reconhecido por escolas no Brasil, China, Holanda, Estados Unidos e México. Ele completou a graduação em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo (USP) em 1994. Para além da formação acadêmica, Abraham relata em seu currículo ter sido executivo do mercado financeiro, "com mais de vinte anos de experiência". Atuou, segundo ele, como sócio em uma gestora de investimentos, como diretor estatutário do Banco Votorantim e como CEO da Votorantim Corretora no Brasil e da Votorantim Securities, nos Estados Unidos e na Inglaterra, "além de ter sido economista-chefe por mais de dez anos". Como professor, ele destacou como uma de suas "maiores satisfações pessoais" o que classificou como "boa receptividade dos alunos" ao método e a abordagem de ensino que adota. "Após lecionar (Microeconomia) apenas três semestres na Unifesp, quando ofereci a matéria sobre Mercado Financeiro, mais de 10% dos alunos (Ciências Contábeis, Atuariais, Administração, Economia e R.I.) de todo o campus de Osasco (SP) tentou (sic) se matricular", escreveu Abraham, na seção referente a "outras informações relevantes". Familiares no trabalho Em carta direcionada ao departamento de Contabilidade, na qual respondia a acusações de nepotismo por trabalhar na mesma faculdade que seu irmão, Arthur, e sua mulher, Daniela, Weintraub afirmou ter se inscrito em dois concursos da Unifesp, tendo sido aprovado no de Contabilidade "apenas porque os outros quatro candidatos não apareceram no dia". Sua mulher também teria sido aprovada por falta de interessados na vaga. "É de amplo conhecimento que muitos concursos em Contabilidade e Atuariais acabam não recebendo nenhum interessado, dado que um bom profissional que atue nessas áreas (ou afins a essas) pode receber uma remuneração muito acima da oferecida pela Unifesp", escreveu o professor. Segundo ele, seu salário na universidade era de "pouco mais de R$ 3 mil por mês", mas, "graças ao nosso sucesso profissional, não dependemos disso para manter nossos filhos". Na mesma mensagem, ele afirma que seu pai, médico e professor da USP durante a ditadura militar, foi perseguido por denunciar o desaparecimento de alunos. "Ele nunca foi militante, porém, após 'sumirem' alguns de seus alunos, fez comentários depreciativos à ditadura. Na semana seguinte, havia um jipe da Aeronáutica em frente a nossa casa, procurando-o. Nosso pai teve que se esconder por um bom tempo na casa de um amigo com imunidade diplomática. Vários livros em casa sumiram e eu cresci com medo em comentar aspectos negativos dos 'donos' do poder." 08/04/2019


Nome desconhecido no setor, o agora ex-secretário-executivo da Casa Civil é economista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Geralda Doca e Gustavo Maia
O Globo
O economista Abraham Weintraub durante evento no período de transição do governo de Jair Bolsonaro
Foto: Divulgação/PR

BRASÍLIA – Anunciado nesta segunda-feira como o novo ministro da Educação, Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub é mais um neófito na política a integrar o primeiro escalão do governo do presidente Jair Bolsonaro. Nome desconhecido no mercado, o agora ex-secretário-executivo da Casa Civil é economista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Abraham e o irmão, o jurista e assessor-chefe-adjunto de Bolsonaro, Arthur Weintraub, foram apoiadores de primeira hora do candidato à Presidência, antes do posto "Ipiranga", o ministro da Economia, Paulo Guedes. Eles foram apresentados a Bolsonaro pelo ministro da Casa Civil e deputado federal licenciado, Onyx Lorenzoni (DEM-RS). O parlamentar conheceu os irmãos em um seminário internacional da Previdência realizado em março de 2017 no Congresso. Ele se apaixonou pelas ideias dos dois. Em seguida, convidou a dupla para participar da elaboração do plano de governo de Bolsonaro.

O novo ministro fundou em 2015 o Centro de Estudos em Seguridade (CES), que se apresenta como uma associação civil sem fins lucrativos fundada por professores dos cursos de Atuária e Contabilidade da Unifesp. A "missão" do centro é, segundo informou seu site oficial, "a excelência científica e técnica em Seguridade" e o desenvolvimento de pesquisas aplicadas e de difusão de conhecimento especializado para a promoção da sustentabilidade e governança na área.

No ano passado, o CES foi a única instituição a apoiar a realização da Cúpula Conservadora das Américas, evento idealizado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente. Abraham e Arthur palestraram sobre economia, em dezembro do ano passado.

– Eu e meu irmão vamos contar como foi a nossa experiência em aplicar a teoria de Olavo de Carvalho em, democraticamente, lidar com o marxismo cultural – disse o novo ministro, na ocasião.

Weintraub, que segundo Bolsonaro possui "ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta", disse ainda que tentaria responder na palestra a duas questões: onde o Brasil vai estar em 2050 e a trilha que será preciso percorrer até la. Destacou por diversas vezes que será preciso derrotar o comunismo para que o país volte a crescer e lembrou ter lido "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", do alemão Max Weber, citando a teoria do "choque de civilizações", do cientista político americano Samuel P. Huntigton.

– Quando caiu o muro de Berlim, um monte de goiaba falou que o comunismo acabou. Agora que o Jair Bolsonaro ganhou, o PT está derrotado. Podemos estar tranquilos? Não podemos. Essa turma vai voltar para a casa, eles são inteligentes. O meu inimigo é igual ou tão mais forte do que eu, senão eu sou um trouxa – disse Abraham

À plateia, a única vez em que se referiu à educação foi quando disse que “precisamos vencer o marxismo cultural nas universidades”.
Aliado leal de Bolsonaro

Durante os mais de três meses no Palácio do Planalto, como secretário-executivo da Casa Civil, o "número dois" da pasta, Abraham costumava almoçar diariamente no refeitório do prédio. Quase sempre acompanhado do irmão, ele chamava atenção nos corredores do Planalto por trajar um colete, em geral bege, sobre a camisa social.

Chefe de Abraham até esta segunda-feira, Onyx divulgou uma declaração por escrito dizendo que o recém-nomeado para comandar o MEC "é um homem com uma sólida formação", economista, conhece gestão, além de ser professor concursado da Unifesp e familiarizado com a iniciativa privada.

– Foi uma das pessoas que muito cedo acreditou na candidatura de Jair Bolsonaro. Foi, junto com muitas outras pessoas, um dos formuladores do plano de governo de Bolsonaro e é uma pessoa muito importante nas tomadas de decisões de rumo do nosso governo – disse Onyx.

Para o ministro, o presidente ganha com um "aliado leal" e capaz no MEC, "um administrador competente e honesto que sabe que a educação brasileira precisa ser transformada para verdadeiramente ser o caminho para que crianças e adolescentes possam construir uma vida melhor para si e para suas famílias".

Mestre em administração na área de finanças pela Faculdade Getulio Vargas (FGV), em 2013, ele foi chamado de "doutor" por Bolsonaro no anúncio feito pelas redes sociais. Quase uma hora e meia depois, o presidente se corrigiu e disse que o indicado para chefiar o MEC fez o mestrado e um MBA Executivo Internacional em finanças reconhecido por escolas no Brasil, China, Holanda, Estados Unidos e México. Ele completou a graduação em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo (USP) em 1994.

Para além da formação acadêmica, Abraham relata em seu currículo ter sido executivo do mercado financeiro, "com mais de vinte anos de experiência". Atuou, segundo ele, como sócio em uma gestora de investimentos, como diretor estatutário do Banco Votorantim e como CEO da Votorantim Corretora no Brasil e da Votorantim Securities, nos Estados Unidos e na Inglaterra, "além de ter sido economista-chefe por mais de dez anos".

Como professor, ele destacou como uma de suas "maiores satisfações pessoais" o que classificou como "boa receptividade dos alunos" ao método e a abordagem de ensino que adota. "Após lecionar (Microeconomia) apenas três semestres na Unifesp, quando ofereci a matéria sobre Mercado Financeiro, mais de 10% dos alunos (Ciências Contábeis, Atuariais, Administração, Economia e R.I.) de todo o campus de Osasco (SP) tentou (sic) se matricular", escreveu Abraham, na seção referente a "outras informações relevantes".

Familiares no trabalho

Em carta direcionada ao departamento de Contabilidade, na qual respondia a acusações de nepotismo por trabalhar na mesma faculdade que seu irmão, Arthur, e sua mulher, Daniela, Weintraub afirmou ter se inscrito em dois concursos da Unifesp, tendo sido aprovado no de Contabilidade "apenas porque os outros quatro candidatos não apareceram no dia". Sua mulher também teria sido aprovada por falta de interessados na vaga.

"É de amplo conhecimento que muitos concursos em Contabilidade e Atuariais acabam não recebendo nenhum interessado, dado que um bom profissional que atue nessas áreas (ou afins a essas) pode receber uma remuneração muito acima da oferecida pela Unifesp", escreveu o professor.

Segundo ele, seu salário na universidade era de "pouco mais de R$ 3 mil por mês", mas, "graças ao nosso sucesso profissional, não dependemos disso para manter nossos filhos".

Na mesma mensagem, ele afirma que seu pai, médico e professor da USP durante a ditadura militar, foi perseguido por denunciar o desaparecimento de alunos.

"Ele nunca foi militante, porém, após 'sumirem' alguns de seus alunos, fez comentários depreciativos à ditadura. Na semana seguinte, havia um jipe da Aeronáutica em frente a nossa casa, procurando-o. Nosso pai teve que se esconder por um bom tempo na casa de um amigo com imunidade diplomática. Vários livros em casa sumiram e eu cresci com medo em comentar aspectos negativos dos 'donos' do poder."
08/04/2019

A conta do sucesso ou do fracasso

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Show do Mourão em Harvard
“Todos os instrumentos são imperfeitos. O músico é que tem o desafio de encontrar a afinação”. (Paulo Moura, Músico)
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Governantes raramente são maestros. Poeticamente, pode-se afirmar que os governos, com certeza, são instrumentos imperfeitos. Afiná-los, parece missão quase impossível. O caso brasileiro é mais grave ainda. Os governos são submetidos à estrutura e modelagem do Estado-Ladrão. Se Freud não explica, Serginho Cabral não deixa qualquer dúvida. Assim, não é fácil lidar com governos cuja ação e resultado são afetados pelo crime, pelo desperdício, pela gastança e pela incompetência. Boa gestão é raridade. Ponto fora da curva. A rotina é o abismo.
Avaliar o sucesso ou o fracasso de um governo não deveria ser um trabalho simples. Exceto no Brasil, onde o vício da crítica destrutiva costuma falar mais alto. Meter o pau na gestão Bolsonaro é lugar comum para a maioria da mídia extrema. Um Presidente que se rotulou de direita (será que ele realmente é) se torna um alvo fácil de quem, até agora, não aceita sua vitória eleitoral. Parece que a campanha de 2018 ainda não acabou... Parece?... A turma no governo também precisa colaborar para afastar tal impressão...
No evento acadêmico para abordar o Brasil, na Universidade norte-americana de Harvard, o vice-Presidente Antônio Hamilton Mourão, mais uma vez, produziu uma análise correta da situação dos primeiros 100 dias do governo dele e do Bolsonaro: “Se o nosso governo falhar, errar demais –porque todo mundo erra -, mas se errar demais, não entregar o que está prometendo, essa conta irá para as Forças Armadas. Daí a nossa extrema preocupação”.
O negócio agora é bem diferente daquele “regime militar” que a extrema mídia sempre lembra de esculhambar. O Governo de Bolsonaro e Mourão é um regime que tem militares em vários pontos-chave, mas que chegou ao poder pela legitimidade do voto direto. Talvez, até por isso, os oficiais na ativa e da reserva estejam se atribuindo uma responsabilidade ainda maior com o sucesso da administração.  
O jogo não é fácil. Os militares já sabem que não podem cair na armadilha de acreditar que a tecnoburocracia resolverá os problemas estruturais do Estado e do Governo num passe de mágica com a cenetinha do Diário Oficial. Além disso, já descobriram que não se pode demorar para solucionar problemas, porque a paciência do eleitorado é muito curta. Assim, só resta  ao time de Bolsonaro acertar depressa e, acima de tudo, divulgar a comprovação daquilo que realmente melhorou.
A presente guerra de comunicação é mais complexa que a turma de Bolsonaro poderia imaginar e planejar. Por isso, o Presidente já determinou mudanças que podem ser benéficas. O fundamental, no entanto, é ter a clareza de que não adianta criar um esquema de comunicação se o governo não tiver, realmente, resultado verdadeiro para comunicar.
Por isso, nas reuniões desta semana, Bolsonaro deverá centrar na cobrança aos ministros. Quem mostrou serviço, fica. Do contrário, sai... Será simples, assim... Não tem outro jeito, nem jeitinho... A máquina e a mídia continuarão jogando contra... A base parlamentar continuará oferecendo dificuldades para negociar facilidades... O Presidente terá de demonstar muito equilíbrio emocional... As “caneladas verbais” devem ser evitadas e dadas só em casos de extrema necessidade...
O mais importante é que os governantes constatem que a conta do sucesso ou do fracasso será paga, de verdade, pelo eleitorado... Por isso, os erros banais podem não ser tão facilmente tolerados e perdoados pela população. Os próximos 100 dias não serão monótonos... É hora de acertar... É hora de apresentar uma agenda de realizações possíveis... Enfim, é hora de governar de verdade, com todo empenho e transparência.

Fragilidade

A Rede Globo é muito competente na hora de fazer oposição.

Seus jornais locais definiram como pauta prioritária explorar o problema do DESEMPREGO.

Descobriram que a dificuldade na retomada da economia é a maior fragilidade do governo Bolsonaro - que poderia amenizar o problema desonerando empresas que contratarem desempregados imediatamente, conforme este Alerta Total já sugeriu em recente artigo...

Ou seja, só se quiser Bolsonaro só vai ficar refém dos efeitos do desemprego sobre sua imagem... 
Recado do Carvalhosa
Jurista Modesto Carvalhosa, na manifestação da Avenida Paulista, dá o recado correto aos sabotadores da Justiça no Brasil

Releia o artigo de domingo: Os próximos 100 dias de Bolsonaro

COM BOLSONARO PRESIDENTE POVO BRASILEIRO VOLTA A TINGIR NOSSAS CIDADES DE VERDE E AMARELO ENQUANTO O 'ESTABLISHMENT' PROMOVE UM FESTIM DOS DERROTADOS.



Neste vídeo do canal Folha Política no Youtube dá uma idéia do ânimo político do povo brasileiro que, com Jair Bolsonaro na Presidência do Brasil, readquiriu o protagonismo político. Na sequência, leiam o meu artigo especial.

As ruas das cidades do Brasil, neste domingo 7 de abril de 2019, voltaram a ser tingidas pelas cores verde e amarela do Pavilhão Nacional, a mostrar que o povo brasileiro não vai dar de barato a conquista consumada nas urnas no pleito presidencial de 2018 que levou Jair Messias Bolsonaro à Presidência da República. E isto comprova também o que tenho afirmado reiteradamente nas minhas análises é que a grande mídia não forma mais a opinião pública. Haja vista os conteúdos dos outrora grandes jornais brasileiros, dos programa de televisão e do rádio, todos eles concentrados em destruir a liderança inquestionável do Presidente Jair Bolsonaro. E, justo neste domingo, esses sequazes dos comunistas arranjaram até uma pesquisa destinada a desidratar a evidente popularidade do Presidente Bolsonaro.

Aliás, chegaram a terceirizar com a universidade de Harvard, nos Estados Unidos, um convescote esquerdista reunindo neste final de semana os perdedores da última eleição presidencial e velhos caciques políticos. Sabe-se quem esteve lá, porém não se sabe quem financiou esse festim dos derrotados. 

Mas o que interessa é o ronco das ruas que neste domingo foi ouvido em alto e bom som. Em várias cidades brasileiras multidões se reuniram para exigir a CPI da Lava Toga e o impeachment dos Ministros do STF, como mostram à farta vídeos postados no Youtube e uma profusão de fotografias que viajam céleres pelas redes sociais.l

E, mais uma vez, quem mobilizou essas multidões em várias cidades brasileiras neste domingo não foi a grande mídia, muito menos partidos políticos, mas as redes sociais, sites e blogs independentes. O paradigma comunicacional neste século XXI não é mais a dita mainstream media.

No que concerne ao caso brasileiro o mote que mobiliza as pessoas num domingo a vestir verde e amarelo e sair às ruas está ancorado num fato que é a fé e a esperança no Governo do Presidente Jair Bolsonaro. O povo se sente de fato, pela primeira vez na história da República, como protagonista de um processo de mudança política e sabe que de fato foi ele, o povo, que levou Jair Bolsonaro para o Palácio do Planalto, que o carregou nos ombros pelas ruas inclusive no momento em que foi alvejado por uma facada. Todavia, em que pese os incréus, milagres acontecem. Jair Bolsonaro sobreviveu!

Portanto, as coisas não poderiam ser diferentes. E as manifestações de rua neste domingo deixaram um recado muito claro ao establishment e seus operadores das redações que povo brasileiro não arredou um milímetro no seu apoio ao Presidente Jair Bolsonaro. Podem fazer quantas pesquisas quiserem, elaborar as tramoias mais ridículas, as fake news mais caricatas, as histórias mais pérfidas. Nada disso dissolverá a fé, a expectativa, a certeza de que não haverá volta ao passado. Um acontecimento significativo como foi o pleito eleitoral que levou Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto e colocou o establishment na lona não acontece por acaso, muito menos dentro dos parâmetros da sorte e do azar.

Em suma, a última eleição presidencial no Brasil tem evidentemente um viés histórico sem paralelo na vida política brasileira desde o golpe da Proclamação da República. Essa percepção não é apenas apanágio restrito a politólogos, ela habita corações e mentes de uma miríade de brasileiros de todas as faixas etárias, de todas as condições econômicas, de todos os graus de instrução e até mesmo daqueles que por razões variadas não foram escolarizados.

Em síntese este é o ânimo político popular pós-eleitoral dominante que contrasta com os truques rasteiros do establishment por meio da grande mídia. Tanto é que sem recursos financeiros e midiáticos, sem nada, o dono da situação é pela primeira em nossa história simplesmente o povo. E o cacife político do Presidente Jair Bolsonaro deriva desse amplo arco de apoio multifacetado que é raro acontecer.  DO A.AMORIM

domingo, 7 de abril de 2019

“Harvard virou uma convenção de derrotados”


Eduardo Gomes, do MDB de Tocantins, segundo-secretário da Mesa Diretora do Senado, disparou contra a Brazil Conference, evento organizado por Harvard e MIT.
“Harvard virou uma convenção de derrotados, um workshop de dor de cotovelo”, disse o parlamentar a O Antagonista, citando como exemplos as falas de Geraldo Alckmin e Ciro Gomes.
“Eles estão buscando comunicar em Havard aquilo que não conseguiram no Brasil. Alckmin falar em governo improvisado, com 100 dias, é brincadeira. Ele está vindo de uma campanha improvisada e desastrosa. O Ciro, também derrotado, só consegue vender o Brasil no desespero, sempre de maneira pejorativa.”
Gomes acrescentou:
“Quem soube se comunicar com o Brasil, aqui no Brasil, foi Jair Bolsonaro. Eles querem tentar fazer lá o que não conseguiram aqui. É um momento muito ruim para ficar falando mal do Brasil e da política no Brasil. Temos de acertar nossas diferenças aqui.”

Fachin nega pedido de Lula para antecipar HC

O ministro Edson Fachin negou pedido de Lula para que o STF antecipasse o julgamento de um habeas corpus contra a condenação no caso do triplex do Guarujá.
O habeas corpus que será julgado pela Segunda Turma do Supremo visa à anulação da decisão do ministro do STJ Felix Fischer.
Em despacho proferido ontem, Fachin afirma que uma eventual análise da condenação pelo STJ não prejudica a tese da defesa de Lula.
Ainda segundo Fachin, não é recomendável que o STF se antecipe à decisão do colegiado de outro tribunal.

"Oposição quer terceiro turno", por Ruy Fabiano

 

sábado, 6 de abril de 2019

O governo Bolsonaro pode se queixar de tudo, menos de surpresa. O que lhe ocorre – e a recepção selvagem a Paulo Guedes, na CCJ da Câmara, esta semana, resume a ópera – era previsível.
Ele foi eleito para faxinar o establishment político, um dos mais corruptos e poluídos do planeta. E não se faz isso impunemente.
A reação se manifesta em todos os poderes, instituições e áreas de influência: mídia, oligarquia cultural, OAB, CNBB, entre outros.
Há uma ameaça latente a todas as zonas de conforto da sociedade, habituadas a conviver com a corrupção, desde que em dosagens que não matassem o paciente – isto é, o país.
O PT levou-o à UTI, o que desagradou a alguns. Mas o combate empreendido pela Lava Jato, a princípio saudado, passou a incomodar a mais gente ainda, sobretudo quando excedeu o âmbito do PT e chegou a setores que antes o criticavam, como PSDB e outros.
O ministro Gilmar Mendes é o rosto mais visível dessa mutação. Antes, classificava o governo petista de “cleptocracia”; depois, achou interessante que os petistas se tornassem habitués de seu gabinete e já o chamassem de “pátio dos milagres”. O temor comum os uniu.
Bolsonaro capitalizou eleitoralmente o despertar da maioria silenciosa, que começou a sair de sua retração já nas manifestações de 2013. O crescimento da Lava Jato levou ao impeachment e à eleição do candidato que personalizava a ruptura. Os derrotados estão unidos na tarefa comum de providenciar um terceiro turno.
José Dirceu, condenado em segunda instância a 30 anos de prisão – e não obstante solto e sem tornozeleira -, disse, em uma de suas entrevistas, que o projeto liberal de Paulo Guedes tem tudo para dar certo, o que tornaria o período Bolsonaro longo e próspero.
É preciso, portanto, dentro de sua visão estratégica, impedir que esse projeto seja posto em prática – e mãos à obra.
O ato primeiro, em pleno curso, é inviabilizar a reforma da Previdência, o que imporá impacto negativo ao mercado, com o respectivo agravamento dos índices sociais negativos (desemprego, violência, descrédito do governo etc.). A rejeição ao pacote anticrime de Sérgio Moro faz parte dessa estratégia, o que une establishment e facções criminosas, ambos movidos pelo mesmo interesse.
Basta ver a ameaça que o relator do pacote de Moro, senador Marcos do Val, recebeu por parte de criminosos contrariados com o seu conteúdo. Teve sua família ameaçada e a ameaça descrita em detalhes sórdidos e irreproduzíveis. A oposição radical (PT, PSol, PcdoB etc.) não chancela a forma, mas subscreve o conteúdo.
O que até aqui o governo concebeu como estratégia de reação é a ocupação das mídias sociais, de modo a falar direto à população. É um começo. Mas as reformas não serão votadas pela internet. Algo mais precisa ser feito para que o Congresso se sinta pressionado.
Se não haverá troca-troca – não ao menos na escala capaz de estabelecer maiorias seguras -, a pressão terá de vir das ruas. Ulysses Guimarães, que conhecia bem a Casa, dizia que só um poder reinava soberano sobre o Congresso: o das ruas.
A história recente dá-lhe razão.
Ruy Fabiano é jornalista DO J.TOMAZ

DETONADA POR VITÓRIA ACACHAPANTE DE BOLSONARO E SEM ESPAÇO NO BRASIL A OPOSIÇÃO SE REÚNE NOS ESTADOS UNIDOS



sábado, abril 06, 2019

A vitória do Presidente Jair Bolsonaro se deu por um escore histórico. Foram quase 60 milhões de votos. E a derrota dos comunistas (leia-se PT, PSDB, MDB et caterva) foi portanto acachapante. Não restou pedra sobre pedra. Essa gentalha derrotada e que agora passou à oposição está atarantada e sequer consegue afinar um discurso oposicionista em que pese os préstimos do jornalismo capacho da grande mídia toda ela devotada contra o governo do Presidente Jair Bolsonaro. Aliás, não são mais os políticos que agora estão na oposição que são de fato oposição. Desnorteados eles terceirizaram o oposicionismo que é levado a efeito pela mainstream media.

E a situação é tão dramática que a tucanalha comandada pelo provecto ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teve que acionar um esquema internacional. Assim, a Oposição que escova os dentes contactou com o Mangaba para criar um ambiente capaz de ecoar as fanfarronices de um Ciro Gomes e o discurso empolado de gente como FHC e o vulgo Xuxu. Estão reunidos nas dependências da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos que, como não poderia deixar de ser, há anos foi aparelhada pelos comunistas. 

Aliás, a maioria das universidades norte-americanas foi transformada em aparelhos comunistas há muitos anos quando os ditos 'intelectuais' da famigerada Escola de Frankfurt resolveram imigrar para os Estados Unidos.

Cabe aos jornalistas da dita mainstream media brazuca propalar o besteirol proferido nesse convescote em Harvard pelos perdedores das últimas eleições presidenciais. 

Seja como for, o fato é que a dita oposição, herdeira do golpe da Proclamação da República, pela primeira vez se viu despida de qualquer vestígio do poder que vinha sendo transmitido por tradição hereditária desde 15 de novembro de 1889. A vitória de Jair Bolsonaro é a primeira interrupção nesse esquema.

E a coisa é tão dramática que essa gentalha não tem mais nem ambiente para reunir-se aqui no Brasil. Tanto é que terceirizou com o Mangaba, preceptor do Ciro Gomes e ex-ministro da Dilma, esse convescote ridículo nos Estados Unidos para falar mal do governo do Presidente Jair Bolsonaro.

Mas a história ainda não acabou e adquire contornos misteriosos pelo fato de que o Vice-Presidente da República, o General Hamilton Mourão, foi convidado para esse evento em Harvard e ao que parece anuiu ao convite.

Infelizmente o Brasil tem essa vocação maldita de ser o locus por excelência do lixo ocidental. Como Cuba e Venezuela para ficar apenas no que respeita à América 'Latrina'.

O governo do Presidente Jair Bolsonaro é a primeira luzinha a brilhar no tenebroso horizonte dos brasileiros. E isso foi o suficiente para turvar a visão dessa malta que sempre operou na escuridão. DO A.AMORIM

Os próximos 100 dias de Bolsonaro

domingo, 7 de abril de 2019

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Uma piada-séria, que viraliza nas redes sociais, descreve a situação de Jair Bolsonaro em seus 100 dias de Governo. O Presidente estava em um barco com vários líderes mundiais. De repente, o chapéu do papa voa na água. Jair corre, anda sobre as águas, resgata o objetivo e devolve ao dono. Todos ficam impressionados. Dia seguinte, a extrema imprensa daqui e do mundo solta a manchete: “Bolsonaro não sabe nadar”.
Bolsonaro ainda não demonstrou poderes sobrenaturais para caminhar sobre a água dos lagos artificiais de Brasília. Nos 100 primeiros dias no Governo, o ex-parlamentar por 29 anos, Capitão do Exército no período pré-legislativo, mostrou que é um Presidente diferente. Continua um cara durão, habituado a tomar pancada. De tanto levar flechada do olhar e do verbo dos adversários e inimigos, Bolsonaro começa abandonar, timidamente, o estilo “lobo solitário” que “dá e toma canelada”.
O Presidente indica que seus próximos 100 dias de gestão terão a marca do diálogo. Não tem outro jeito. Se não ceder, não vai conquistar. A base aliada terá de ganhar alguns cargos e ponto final. Basta negociar para que não entrem em esquemas de corrupção. Avisa a eles que a Polícia Federal vai estar de olho... Simples, assim... O que Bolsonaro precisa priorizar é na confecção de uma Agenda de Governo. Até agora, apagou-se mais incêndio na selva do que se plantou árvore. Esta é a impressão geral da maioria do eleitorado.
Os ministros terão de apresentar se houve cumprimento das metas previstas. Será fundamental que cada um explique o que deu certo e por que não deu. Quem apresentou resultados positivos fica. Quem vacilou tem de dançar. Até agora, quem corre mais risco de sair é o ministro da Educação. Ricardo Vélez tende a ser velado na segunda-feira.Fundamental, de imediato, é gerar empregos. É só usar a caneta para desonerar empresas que assumam este compromisso. A economia depende disto para voltar a crescer.
É recomendável que Bolsonaro foque em sua agenda positiva e pare de cair nas armadilhas da mídia extrema. Não dá para perder tempo precioso discutindo polêmicas absolutamente irrelevantes. O Brasil tem de agir corretamente no presente para ter um futuro melhor. Erros do passado devem ser aprendidos para não serem repetidos. A maioria quer saber como estará o País em 2022, ao fim da gestão Bolsonaro. O povão quer solução – não problema.

Ainda é muito cedo para garantir se Bolsonaro terá sucesso ou se vai redundar em um indesejável fracasso. O Presidente tem a seu favor uma lista de acertos e medidas que podem ser consultadas no site do Governo Federal. Evidentemente, os críticos não farão isto. Eles vão apenas atacar Bolsonaro, justa ou injustamente. Até agora, a oposição a Bolsonaro tem sido patética. Bolsonaro só apanha, de verdade, por alguns erros que comete (a maioria falhas infantis de comunicação ou vacilos causados por inexperiência ou ineficiência do staff).
Um grande teste para Bolsonaro será a escolha do novo ministro da Educação. O Presidente terá a chance de se mostrar se tem compromisso efetivo com as mudanças estruturais em uma párea fundamental para a Nação. Ou, então, se vai preferir ceder aos lobbyes do continuísmo da administração Michel Temer, deixando o MEC sob hegemonia de petistas, tucanos e outros demos menos votados.
Bolsonaro não é o He-man. Mas tem a força da caneta esferográfica de plástico. Além da Educação – setor do governo que quase nada avançou e que gerou recordes de intrigas internas -, Bolsoanro tem de avançar na solução da segurança pública, do combate à corrupção sistêmica e da melhoria econômica. O eleitor quer resultados efetivos. Basta de conversinha fiada.