PAZ AMOR E VIDA NA TERRA
" De tanto ver triunfar as nulidades,
De tanto ver crescer as injustiças,
De tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus, o homem chega
a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
[Ruy Barbosa]
A economia brasileira deve sair da recessão este ano e aumentar o ritmo
de crescimento em 2018 e 2019, segundo projeções da Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgadas no vinal de
novembro em Paris. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto
(PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) neste ano
permaneceu em 0,7%. Para 2018, a projeção subiu de 1,6% para 1,9%. Para a
organização, em 2019 a economia vai crescer mais, chegando a 2,3%. Em
2016, a economia brasileira registrou retração de 3,6%.
A OCDE destacou que - depois de oito trimestres consecutivos de queda -
houve finalmente retomada do crescimento. “Inicialmente impulsionada
pela agricultura, a recuperação agora parece cada vez mais ampla”, diz o
relatório de perspectivas econômicas.
Para a OCDE, a expectativa é que o crescimento se intensifique, embora a
confiança seja sensível à evolução política. A organização também
destaca que a inflação está abaixo da meta, que tem centro em 4,5%. Isso
permite taxas de juros menores, o que vai dar suporte à recuperação dos
investimentos.
“O crédito para as empresas continua a cair, mas o desemprego começou a
diminuir”, diz o relatório. A OCDE afirma ainda que a reforma da
Previdência é crucial para assegurar o cumprimento da regra do teto dos
gastos públicos e promover a sustentabilidade fiscal. Crescimento mundial
A projeção da OCDE para o crescimento da economia mundial é de 3,6% este
ano, com aumento para 3,7% em 2018 e leve redução para 3,6% em 2019.
No relatório, a organização salienta que a economia mundial se
fortaleceu, com estímulos monetários e fiscais sustentando uma melhoria
ampla e sincronizada das taxas de crescimento na maioria dos países.
Diz ainda há expectativa de melhora ligeira na economia em 2018, mas o
crescimento permanece abaixo do período anterior à crise econômica
mundial.
Com informações e imagem da Agência Brasil
“Informação publicada é informação pública. Porém, alguém trabalhou e se
esforçou para que essa informação chegasse até você. Seja ético.
Copiou? Informe e dê link para a fonte.” DO C.F.BRASILEIRO
William Waack vai pro SBT. Está definido o destino do ex-apresentador
do Jornal da Globo. Silvio Santos decidiu contratar o jornalista
William Waack, demitido da TV Globo por racismo, ele fará dupla com a
jornalista a Rachel Sheherazade.
Depois do apresentador William
Waack ter sido demitido pela TV Globo,seu novo desafio profissional é o
jornalismo do SBT. Nos próximos dias, Sílvio Santos terá a resposta
oficial da proposta que fez para Waack ocupar a vaga de Joseval Peixoto
no SBT Brasil. A apresentadora Rachel Sheherazade, que já defendeu Waack
publicamente, é uma das grandes entusiastas da ida do ex-global para o
SBT.
Quando William Waack foi acusado de racismo a jornalista do SBT publicou este texto: “Um
dos jornalistas mais brilhantes da TV brasileira foi o último alvo dos
fundamentalistas da moral seletiva. Caiu na armadilha pérfida dos
coleguinhas invejosos, esquerdistas acéfalos e medíocres de todas as
nuances. O “hipocritamente correto” venceu mais uma vez. Feriu de morte o
brilhante Paulo Francis, atropelou Boris Casoy, trapaceou Reinaldo
Azevedo e agora condenou à execração pública William Waack. E o
jornalismo brasileiro fica a poucos passos da total acefalia”, escreveu Rachel Sheherazade ao lado de uma foto de Waack.
Esta
é a segunda vez que Silvio Santos resgata um jornalismo acusado de
racismo. No dia 09/01/2017 o apresentador Marcão do Povo, que trabalhava
no Balanço Geral DF, disse no ar que a cantora Ludmila era uma
“macaca”. Imediatamente a TV Brasília o demitiu por orientação da TV
Record. Assim que soube da demissão Silvio Santos o contratou e tirou
ele de uma TV regional e o colocou na grade nacional apresentando o
telejornal Primeiro Impacto no SBT.
É um consenso no meio jurídico brasileiro que o
Supremo Tribunal Federal – e, obviamente, seus ministros – não podem atuar como
fomentadores de tensões sociais, em função da ideologia e interpretações
pessoais de seus integrantes. Também é praticamente consensual que um supremo
magistrado em especial, o ministro Gilmar Mendes, tem extrapolado em suas decisões
polêmicas (beneficiando corruptos) e posicionamentos políticos (indevidos para
a posição que ocupa, sob a desculpa de que é um “cidadão” e um “professor pensador”
que é controlador de um Instituto).
Gilmar ultrapassou todos os limites institucionais
quando formulou e apresentou ao Congresso Nacional uma estranhíssima proposta
de semi-presidencialismo que, além de atropelar a função dos outros poderes –
teria tudo para ampliar a Crise Institucional. Nada anormal... Afinal, o
vaidoso Gilmar se acha um semideus. No entanto, no fundo sincero do seu
inconsciente, deve saber que não passa de uma mera pecinha da engrenagem de um
gigantesco sistema de opressão que promove o atraso do Brasil. Gilmar funciona
como um agente consciente que agrava a guerra de todos contra todos os poderes,
exatamente para deixar o País como sempre esteve (subdesenvolvido e dependente)
de uma oligarquia globalitária.
Na véspera de Natal, em pleno recesso do
“judasciário”, Gilmar vem com outra polêmica. Invocando seus supremos poderes
(inclusive o de Glayscow, aquele do lendário He-Man), ainda como presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar mandou abrir uma investigação sobre um
áudio que viralizou neste sábado. Trata-se da fala atribuída ao juiz Glaucenir
Silva de Oliveira, da 100ª Zona Eleitoral do Rio de Janeiro, em Campos dos
Goytacazes. O Magistrado foi o responsável pelo processo que levou o poderoso
ex-governador Antony Garotinho à cadeia. Aquele mesmo Garotinho que Gilmar
mandou soltar na véspera natalina, junto com a ordem para tirar a tornozeleira
da esposa dele, a Rosinha.
Gilmar Mendes acionou o Corregedor Nacional de
Justiça, João Otávio Noronha, e o Diretor-Geral da Polícia Federal, Fernando
Cegovia, além do presidente e o corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Rio
de Janeiro. O membro do STF e TSE ficou muito pt da vida com a dimensão viral
que o áudio obteve nas redes sociais (aquelas mesmas que o Presidente Michel
Temer, recentemente, amaldiçoou). Gilmar “soltou” (ops) um comuniscado para
condenar “as graves acusações caluniosas a sua pessoa e às recentes decisões
(por ele) tomadas. Gilmar insiste que suas decisões “são pautadas pelo respeito
às leis e à Constituição Federal”...
No áudio, o suposto Glaucenir pega pesado... Soltou
frases do tipo: “Gilmar não tem vergonha na cara”; “Gilmar chefia a crise do
Judiciário”; “Ele é alvo de chacota em todos os lugares do Brasil”; “Houve uma
quantia alta para libertação dos presos” (Garotinho e mais sete); “A mala foi
grande”; “O juiz que o substituiu no caso pensa em argüir a própria suspeição e
sair fora do caso”... O mais curioso foi que Garotinho (alvo de processo pela
compra de votos com o programa social “Cheque Cidadão”) rapidamente se
solidarizou com seu libertador Gilmar Mendes e já saiu pedindo uma perícia no
tal áudio.
Gilmar Mendes está além da berlinda. Já existem
vários pedidos de impeachment dele no Senado. Acontece que todos sabem que o
supremo magistrado não é o He-Man, porém tem poderes “além da Força”. Dart
Vader é um “garotinho” (ops) perto do Gilmar que é hoje o maior alvo de
chacotas incontroláveis nas redes sociais. Verdadeiro ou falso, o teor do áudio
eletrizou o definitivamente Judiciário. Nos grupos fechados de magistrados
ficou exposta a fratura da primeira instância com os supremos poderes “de
cima”. Já se ensaia uma “rebelião” – daquelas capazes de deflagrar uma
Intervenção Institucional...
Enfim, viva a revolução gerada pelos zap-zaps da
vida. Atualmente, a mídia amestrada e abestada não consegue mais fazer o
brasileiro de idiota. Os “donos do poder” são questionados abertamente por
qualquer reles-mortal pagador de impostos e que não aceita mais ser obrigado a
votar nos representantes do Crime Institucionalizado. Graças a Deus, o Brasil Capimunista,
sonhado pelo semi-presidencialismo do Gilmar Mendes, está com seus dias
contados, agonizando a cada porradaria da guerra escancarada de todos contra
todos.
É nesse clima de guerra que sonhamos com a Intervenção
que prontamente restabeleça a paz e implante a verdadeira Democracia no Brasil.
Desejamos um Feliz Natal a nossa meia-dúzia de leitores (embora o Google mostra
que temos mais de 1 milhão de vistas de páginas mês)...
Travestido de Mamãe-Noel, o lendário Negão da
Chatuba avisa que faltou grana para mandar seu merecido presentão para os donos
do poder... Nada de anormal... As instituições seguem funcionando normalmente –
do jeitinho que o Crime gosta... Sorte nossa que o juízo final e a hora da onça
beber água parecem cada vez mais próximos... Feliz Natal...
Publicado no Tijolaço POR FERNANDO BRITO
Um áudio atribuído ao juiz Glaucenir Oliveira, de Campos e autor da
primeira prisão do ex-governador Anthony Garotinho postado num grupo de
juízes num grupo de WhatsApp diz que “segundo comentários sérios que
ouvi hoje, de gente de lá de dentro (do grupo de Garotinho) é que a
quantia foi alta” na decisão de Gilmar Mendes de soltar o ex-governador,
sugerindo que a decisão foi comprada.
“Vocês entendem o que estou falando” diz a seu grupo.
Muito mais do que a corrupção que sugere o áudio – Gilmar Mendes não é
nenhum tolo – o grave é o nível de confrontação entre juízes e o
Supremo.
Na gravação, a voz que seria de Glaucenir – comparei com a de outro
vídeo onde ele fala, num caso de briga com uma agente de trânsito e as
voz parece ser a mesma, sem que isso tenha, claro, valor pericial – diz
que conversou por telefone com o juiz que assumiu o caso, depois de sua
saída da 100ª Vara Eleitoral, de Campos, e este teria dito que vai se
declarar impedido no caso, “porque não quer dar a cara a tapa, porque
não quer fazer trabalho de palhaço”.
E sugeriu-lhe que o faça por um ofício a Gilmar deixando claro que
não tem como continuar no processo: “vai entender a sujeirada que Gilmar
Mendes está fazendo”:
“Isso é um absurdo, entendeu? O Gilmar não tem mesmo vergonha na
cara, infelizmente. Não adianta fazer campanha contra ele, porque ele
sorri, ele é sarcástico. É desanimador, é uma desilusão, porque a gente
trabalha sério, a gente é na verdade um soldado na linha de frente, a
gente leva pedrada, leva tiro, enquanto o grande general do Poder
Judiciário – que ele agora parece que é o dono do poder – mela o
trabalho sério que a gente faz, com sarcasmo, com falta de vergonha. E,
segundo os comentários que eu ouvi hoje – comentário sério, de gente lá
de dentro – é que a mala foi grande”
Insisto que não posso assegurar que a voz seja de fato de Glaucenir
e, num sábado antes do Natal, não tenho como procurá-lo para responder,
pelo que o blog fica aberto para que ele confirme ou desminta a autoria.
Como a fonte que me entregou a gravação é de alta confiabilidade e o
site Brasil247 já divulgou a história, publico, abaixo, o áudio explosivo.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, pediu para que o Corregedor
Nacional de Justiça, ministro João Otávio Noronha, e ao diretor-geral da
Polícia Federal, Fernando Segovia, “tomem providências” para investigar
áudio em que é acusado de tomar propinas para soltar o ex-governador do
Rio Anthony Garotinho e tirar a tornozeleira de Rosinha Garotinho.
Em áudio atribuído ao juiz eleitoral Glaucenir Oliveira, da
Vara de Campos dos Goytacazes, que mandou prender Anthony Garotinho pela
primeira vez, é mencionada “mala grande” ao ministro Gilmar Mendes, que
determinou a soltura do ex-governador.
O autor do áudio, que diz ser “Glaucenir”,
afirma ter conversado com o juiz da 100ª Vara de Campos dos Goytacazes a
respeito da soltura de Rosinha Garotinho.
“Ele ontem me ligou, trocou uma ideia
comigo, com a soltura do Garotinho e decidiu perguntar ao Gilmar Mendes
mediante ofício muito respeitoso, por sinal, se podia estender as
medidas cautelares diversas da prisão não só ao Garotinho mas também aos
outros envolvidos no processo, tendo em vista que um dia anterior ao
que o Gilmar soltou o Garotinho, o Dias Toffoli proferiu uma decisão em
relação ao outro réu, que é o Fabiano Alonso, e soltou ele também e
decretou essas medidas alternativas. E a Rosinha, como vocês sabem, já
estava com medidas alternativas, prisão domiciliar e com a pulseira da
tornozeleira eletrônica. Pois o assessor do ministro Gilmar Mendes ligou
para o colega hoje, à tarde, e disse que o Gilmar Mendes determinou que
nenhum dos réus vai ficar com medidas cautelares”.
Ele faz acusações ao ministro. “E eu não
quero aqui ser leviano, estou vendendo peixe conforme eu comprei, de
comentários ouvidos aqui em Campos hoje, de pessoas inclusive do grupo
do Bolinha, tá? E o que se fala aqui em Campos eu tenho acesso de
pessoas que sabem que entendem porque estão no meio. Então, eu estou
vendendo peixe conforme eu comprei, mas o que se cita aqui dentro do
próprio grupo dele é que a quantia foi alta”.
O autor do áudio, supostamente Glaucenir,
diz ter sugerido ao magistrado que peça suspeição. “Eu até falei para
ele. Se fizer isso faça numa linguagem técnica mas mostrando por A mais B
a razão da sua insatisfação e porque você não tem mais trabalhar no
processo, porque quem sabe ler, o pingo é letra, né? Vai entender a
sujeirada que o Gilmar Mendes está fazendo”.
E volta a falar em propinas.
“A gente leva pedrada, tiro, enquanto o
grande general desse poder judiciário que é ele agora, parece que é o
dono do poder, mela o trabalho sério que a gente faz, com sarcasmo,
falta de vergonha, e segundo os comentários que ouvi hoje, comentários
sérios de gente lá de dentro, é que a mala foi grande”, afirma.
Glaucenir Oliveira, suposto autor do áudio,
espalhado em grupos de WhatsApp de juízes e procuradores, foi o
magistrado que mandou prender Anthony Garotinho duas vezes. A primeira,
no âmbito da Operação Chequinho, que investiga o uso do programa Cheque
Cidadão, do município de Campos, para obter apoio eleitoral. Na segunda
vez, o magistrado deflagrou a Operação Caixa D’Água, contra supostas
propinas de R$ 3 milhões da JBS ao ex-governador do Rio. De acordo com a
denúncia, a suposta organização criminosa chefiada por Garotinho tinha
até mesmo a participação de um segurança usado para ameaçar e extorquir
empresários.
A prisão foi revogada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, na última quarta-feira, 20. Defesas
“O ministro Gilmar Mendes solicitou
providências ao Corregedor Nacional de Justiça, ministro João Otávio
Noronha e instauração de inquérito ao diretor-geral da Polícia Federal,
Fernando Segóvia, a respeito do áudio que circulou hoje nas redes
sociais no qual são feitas graves acusações caluniosas à sua pessoa e às
recentes decisões tomadas por ele. Também foram comunicados o
presidente e o corregedor do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O
ministro Gilmar reitera que suas decisões são pautadas pelo respeito às
leis e à Constituição Federal”
COM A PALAVRA, GLAUCENIR
A reportagem está tentando localizar o
magistrado Glaucenir Oliveira desde a manhã deste sábado, 23, mas ainda
não obteve retorno.
Confira o que disse o general Augusto Heleno sobre a perda de função do general Mourão. GENERAL AUGUSTO HELENO Vivemos
tempos difíceis de serem compreendidos. Um Gen de Exército, com 45 anos
de serviço dedicados à Pátria, perde a função por citar fatos de
conhecimento público, chocantes, mas justificados pela necessidade de
garantir a governabilidade. Tudo bem, decisão correta do Pres Rep,
atendendo proposta do Cmt do Exército. Afinal, boa parte da mídia
alardeou que o Gen Mourão ferira a hierarquia e a disciplina e ameaçara a
estabilidade institucional. Só
que, simultaneamente, por conta do anúncio do julgamento do Sr Luiz
Inácio, em 2ª instância, no dia 24 Jan, vários membros da oposição se
opõem à lei, incentivam a desordem e pregam abertamente a desobediência
civil. Dentre eles: um senador, indiciado por um passado nada invejável;
um ex-ministro, agitador profissional, condenado por corrupção; e o
próprio ex-Pres Rep, apontado pelo Ministério Publico como líder da
quadrilha que afundou o país, em luta pela sobrevivência. Nada acontece.
Daí vem a pergunta que não quer calar: é assim que funciona o tal
Estado Democrático de Direito? Cartas para a redação. Brasil acima de
tudo. DO N.ATUAL
Brasil
Odebrecht e Andrade Gutierrez confirmaram o pagamento de 50 milhões de reais em propinas para Aécio Neves.
A Odebrecht, diz O Globo, “sustenta a acusação com comprovantes
bancários, entregues nos últimos meses, que, segundo a empresa,
comprovam depósitos para o senador tucano, por meio de uma conta de
offshore em Cingapura, que havia sido citada por um de seus
ex-executivos, Henrique Valladares, em depoimento à PGR. A identificação
do titular da conta ainda não foi revelada, mas Valladares diz que está
vinculada ao empresário Alexandre Accioly”.
A Andrade Gutierrez, por sua vez, “confirmou o repasse de 20 milhões
de reais a Aécio por meio de um contrato com a Aalu Participações e
Investimentos, empresa controladora da rede de academias Bodytech que
pertence a Accioly”.
Os tucanos espalham
que as denúncias da Odebrecht ao Cade foram divulgadas por Michel Temer
para abater a candidatura de Geraldo Alckmin.
Diz a Folha de S. Paulo:
“Em Brasília, questiona-se o timing para a emersão dos fatos, justo
quando Alckmin conquistava terreno no espectro de centro-direita na
corrida ao Palácio do Planalto. O Cade está sob jurisdição partidária do
MDB, de Temer, e debaixo de forte influência de políticos do PP, sigla
do centrão.
Há clima de campanha”.
Na verdade, Geraldo Alckmin, codinomes Belém e M&M, já havia sido
abatido pelos delatores da Odebrecht, mas só agora a imprensa resolveu
notar esse fato.
Como já alertamos, o
TCU dominado pelo PMDB, a pretexto de salvaguardar o dinheiro público,
tenta hoje anular os acordos de leniência firmados entre empreiteiras e
Lava Jato.
O objetivo é claro: impedir que a Lava Jato continue o seu trabalho,
mostrando eventuais podres que porventura não vieram à tona. E evitar
que, no futuro, possam existir outras operações do gênero.
É o golpe da honestidade, para que nada mude de verdade neste país infeliz.
Entidade diz que perdão tem beneficiado condenados por corrupção desde o Mensalão
Por Cleide Carvalho O GLOBO
/
Atualizado
SÃO PAULO — A Transparência Internacional divulgou nota manifestando profunda preocupação com o decreto de indulto natalino assinado pelo presidente Michel Temer
e publicado nesta sexta-feira, afirmando que ele "facilita sobremaneira
a concessão de perdão total da pena" a condenados por corrupção. A
entidade lembra que desde 2012, réus condenados por corrupção no Mensalão (AP 470) foram beneficiados por este tipo de medida. O caso Mensalão teve pelo menos nove perdoados por indultos presidenciais.
Em março de 2016, com base no decreto de indulto assinado em
dezembro de 2015 pela então presidente Dilma Rousseff, o ministro Luís
Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, concedeu indulto a seis
condenados no Mensalão. Os beneficiados foram os ex-deputados federais
Roberto Jefferson, Pedro Henry, Romeu Queiroz e Carlos Alberto Rodrigues
Pinto, além de Vinicius Samarane, ex-diretor do Banco Rural, e Rogério
Tolentino, ex-advogado do publicitário Marcos Valério. Todos tiveram a
punição extinta.
Já haviam sido perdoados antes o ex-deputado José Genoino, o
ex-tesoureiro do PT Delúbio Sores e o ex-tesoureiro do PL Jacinto
Lamas.
Beneficiado no Mensalão, Delúbio Soares voltou a ser condenado na Lava-Jato, com pena de cinco anos de prisão.
"(..) A medida está na contramão do esforço empreendido pela
sociedade brasileira no enfrentamento da corrupção, na luta contra a
impunidade e no avanço institucional do país", diz a nota, acrescentando
que o não cumprimento das penas pelos condenados sinaliza à população
que corruptos e poderosos podem encontrar formas de escapar da Justiça, a
despeito da gravidade dos crimes que praticam.
A Transparência Internacional diz ainda que seus estudos
mostram que o uso de instrumentos de perdão favorece a cultura de
impunidade no mundo todo e defende parâmetros mais rígidos para o
benefício. E diz que é preciso excluir do benefício quem pratica atos
contra a administração pública. A ONG diz que a medida, se usada com
critério, poderia servir para enfrentar o problema do encarceramento em
massa no Brasil. APELO IGNORADO
A
força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba havia solicitado ao Conselho
Nacional de Política Penitenciária e Criminal que fossem feitas mudanças
no indulto de Natal decretado anualmente pelo presidente da República,
para que os condenados por crime de corrupção não fossem beneficiados.
Na época, os procuradores alertaram que réus, já condenados,
poderiam cumprir penas irrisórias caso fossem mantidas as regras de
2016. Porém, com o decreto de Temer, os benefícios foram ampliados.
Os procuradores afirmaram que o perfil dos criminosos do
colarinho branco é de pessoas de meia-idade e, em decorrência da longa
duração de seus processos, a pena só é executada quando possuem mais de
60 ou 70 anos e muitos anos depois da prática dos ilícitos. Na carta
encaminhada ao Conselho, os procuradores disseram que a amplitude do
induto pode tornar a corrupção “um crime de baixíssimo risco no Brasil”,
em especial quando se consideram a pena baixa e as dificuldades de
descobrir, comprovar e aplicar uma pena aos criminosos.
A força tarefa tinha pedido, ainda, que a concessão do
indulto fosse condicionada ao ressarcimento de danos aos cofres
públicos, o que não aconteceu.
Os procuradores haviam argumentado ainda que as condições do
indulto eram "excessivamente benéficas para réus de corrupção" e não
ajudaria a esvaziar o sistema prisional, já que os réus em crimes de
corrupção são poucos.
Artigo de Percival Puggina, publicado em seu blog:
Não localizei o
vídeo. O trecho a que vou me referir, provavelmente fazia parte de uma
fala em que José Dirceu, discorrendo sobre a importância da política,
afirmou aos companheiros, em Canoas/RS, que “se o projeto político é o
mais importante, o principal é cuidar do PT”. Só localizei fragmentos
desse pronunciamento no YouTube. Mas nesse ou noutro vídeo da mesma
época, o então Chefe da Casa Civil de Lula fez uma referência à
importância do controle dos fundos de pensão. Homem de visão, o Zé! Tudo
aconteceu conforme previsto por ele: o PT passou a controlar os fundos;
e tudo andou conforme o previsível: abriu-se um colossal rombo nas
contas dessas importantes instituições – R$ 78 bilhões, em números de
junho deste ano!
Mais de duzentos mil
empregados e pensionistas de empresas estatais serão chamados, ou já
estão fazendo isso, a aumentar, em muito, suas contribuições aos
respectivos fundos de pensão. Os participantes e pensionistas da Petros
já sabem que precisarão aportar R$ 14 bilhões em 18 anos. Outro tanto
(13,5 bilhões) será assumido pela “nossa” amada Petrobras. A
Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc),
interveio no Postalis e, diante do que tem descoberto, vai “aumentar o
valor das punições por má gestão”, hoje limitado a ridículos R$ 40 mil.
Nada disso me
surpreende. Tudo estava previsto desde o momento em que Lula subiu a
rampa do Palácio do Planalto e a máquina petista se instalou no coração
do governo e do Estado brasileiro. Até Deus se negou a nos acudir no
subsequente Deus-nos-acuda.
Quando Carlinhos
Cachoeira gravou o achaque de Waldomiro Diniz (2004) e Roberto Jefferson
denunciou o mensalão (2005), o país tomou ciência de que havia uma
organização criminosa atuando em larga escala no aparelho de Estado. Dez
anos depois, quando se encerrou o julgamento do mensalão e a Lava Jato
iniciou atividades, provavelmente os seis ministros que desconheceram o
crime de formação de quadrilha eram os únicos cidadãos brasileiros que
ainda se recusavam a admitir sua existência. Mas como entender, agora,
esses eleitores de Lula e, mais especificamente, o silêncio das vítimas
do rombo nos fundos de pensão? Por que não vejo carro de som, megafone
ou apedidos na imprensa denunciando a gestão irresponsável desses planos
por militantes partidários? Afinal, desde 2003 esses recursos estavam
na mira do Zé, da política e, portanto, do partido que os usou para
negócios, com destaque para os bilionários financiamentos concedidos aos
projetos fracassados das “campeãs nacionais”.
Diante de tudo isso,
não posso deixar de pensar na Síndrome de Estocolmo, ou seja, na afeição
do sequestrado pelo sequestrador. É um fato que, por si só, mostra o
tamanho de outro rombo, aberto na consciência política de tantos
brasileiros. Ele se expressa na dedicação a quem lhes tomou a carteira e
levou junto, como moedas do bolso, alguns dos mais humanos sentimentos
de indignação e revolta. DO O.TAMBOSI
Michel Temer é a alternativa dele mesmo para a
disputa ao Palácio do Planalto em 2018. Se depender da própria vontade, Temer
vai disputar a reeleição. Já tem até o vice-preferido. O nome dele é Henrique
Meirelles – aquele que só pensa naquilo (aumentar impostos para cobrir o
défeicit fiscal, com ou sem reforma da previdência aprovada). O maior
incentivador da candidatura temerária é o General Sergio Etchegoyen – o quatro
estrelas que comanda o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da
República.
O partido da Nova República tenta se reinventar,
mesmo que não convença ninguém disso, e que continua parecendo o mais do mesmo.
Tirar o “P” não resolve. O Movimento Democrático Brasileiro não tem salvação.
Seu objetivo é não sair do poder que ocupa desde o “golpe militar de 1985”,
quando o General Leônidas Pires Gonçalves entronizou José Sarney no Palácio do
Planalto, mesmo que o vice do falecido Tancredo Neves não tivesse sido eleitora
para o cargo. O PMDB, agora sem o P de Propina, participou de todos os
desgovernos até o presente, incluindo a lucrativa “comparceria” na Era Petista.
Apesar da minúscula impopularidade recorde, Michel
Temer aposta que tem condições de se reeleger. Por isso, o esforço máximo do
MDB, nos bastidores, é no sentido de eliminar seus principais concorrentes. O
primeiro é Luiz Inácio Lula da Silva – que tende à confirmação da condenação
por corrupção pelo Tribunal Regional Federal da 4a Região, no próximo dia 24 de
janeiro, em julgamento que deve tumultuar Porto Alegre. O objetivo do MDB é
fazer o diabo para tirar Lula da jogada. O companheiro $talinácio terá condição
de resistir? Eis a persistente dúvida.
Temer também não quer ouvir falar de Jair Bolsonaro
– o candidato que mais cresceu e segue evoluindo nas enquetes eleitoreiras. O
MDB usará todo seu poder econômico e a influência de bastidores para impedir
que partidos nanicos cedam a legenda para o “mito” disputar o Palácio do
Planalto. Bolsonaro não tem espaço em seu partido, o governista PSC. Trava uma
briga feroz com a cúpula do Patriotas (ex-PTN), que tem tudo para traí-lo
depois de atraí-lo para a disputa. O bem cotado Bolsonaro ainda corre risco de
não ter partido para 2018.
Por isso o fla-flu eleitoral de 2018 segue no mais
do mesmo. Não adianta apostar em eleição com urna eletrônica e sistema de
totalização inconfiáveis, já que o Tribunal Superior Eleitoral se recusa a
implantar o voto impresso, para posterior recontagem e conferência da votação. Com
chance de fraude no ar, qualquer um pode acabar eleito – ou reeleito, no caso
do Michel Temer. Além disso, a corrupção sistêmica brasileira parece mais
persistente que o câncer do (finalmente preso) Paulo Maluf. A única novidade é
o pau que os tucanalhas vão tomar pelas inéditas investigações de corrupção.
Ninguém se iluda. O Estado-Ladrão segue vivíssimo. O
sistema de corrupção continua intacto. O Crime Institucionalizado passa por
fase de reinvenção. Troca uma letrinha aqui, batiza com um nome bonito ali, mas
os partidos continuam essencialmente corruptos. Pior e mais grave que isto é o
comportamento da cúpula do judiciário. Excetuando um discurso ou outro, na
maioria dos casos, persiste a ação ou inação dos magistrados superiores para
manter o status quo de impunidade em relação à maioria esmagadora dos políticos
bandidos.
Mantido o
sistema intacto, Michel Temer e a Máfia Do Brasil têm grandes chances de
continuar no comando do Palácio do Planalto. O Brasil só tem jeito com uma
inédita Intervenção Institucional, em andamento, mas ainda sem previsão de
desfecho. Enquanto isso, a galinha ameaça voar em 2018, com direito a cacarejo
do Henrique Meirelles, que sonha com a Presidência desde criancinha, mas que
deve aceitar ser vice do Temer para um mandato que nunca acaba, desde quando
era vice da Dilma “golpeada” pela própria incompetência dela...
"No escurinho da noite,
Gilmar aproveitou o começo do recesso do Judiciário para presentear
Garotinho com um habeas corpus". Texto de Augusto Nunes:
Na segunda-feira,
Gilmar Mendes abriu a última semana da primavera de 2017 mandando soltar
Adriana Ancelmo, primeira-dama da organização criminosa chefiada pelo
maridão Sérgio Cabral. No dia seguinte, o ministro da defesa de culpados
socorreu o quadrilhão do PMDB com a transferência do processo para
Brasília. Assim, com a ajuda de seus cúmplices no tribunal, Gilmar
livrou da competência de Sérgio Moro os delinquentes Geddel Vieira Lima,
Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves e Rodrigo Rocha Loures.
Na mesma terça-feira,
Gilmar algemou a condução coercitiva. Assim, enquanto o plenário do
Supremo não ressuscitar a sensatez assassinada, o Ministério Público, a
Justiça Federal e a Polícia Federal estão proibidos de acordar um bando
de meliantes às seis da manhã, levá-los para o confronto com pilhas de
provas e vê-los enredar-se em contradições e mentiras. Ainda na terça, o
general de toga mandou para casa os empresários Miguel Schin e Gustavo
Estellita, ambos envolvidos no esquema criminoso de Sérgio Cabral.
Na quarta-feira,
Gilmar superou-se. No escurinho da noite, aproveitou o começo do recesso
do Judiciário para acionar a fábrica de habeas corpus em favor de
Anthony Garotinho e do presidente do PR, Antonio Carlos Rodrigues. Mas o
que tem o ministro do Supremo a ver com o caso do ex-governador?,
perguntaram-se milhões de brasileiros. É que Gilmar ainda é presidente
do Tribunal Superior Eleitoral e, pior, está de plantão por causa do
recesso. Como perder a chance de decidir monocraticamente a pendência
antes que o ministro Jorge Mussi pudesse examiná-la?
Está claro que o
libertador de gatunos e seus parceiros no STF comandam uma ofensiva cada
vez mais selvagem contra a Operação Lava Jato. Só a mobilização dos
brasileiros decentes, fartos da corrupção impune e agora abençoada pelo
grupo liderado por Gilmar, poderá deter a tropa togada. As bofetadas na
cara do país que presta passaram da conta. Ou o povo mostra nas ruas que
apoia a Lava Jato ou os bandidos seguirão controlando o Executivo, o
Legislativo e o Judiciário.DO O.TAMBOSI
A sindicância da Corregedoria da Polícia Federal sobre a atuação da delegada Érika Marena,
que atuou na Lava Jato em Curitiba, concluiu pela regularidade dos
procedimentos adotados pela servidora na Operação Ouvidos Moucos.
Essa ação levou para a cadeia o ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Luiz Carlos Cancellier junto com outras seis pessoas.
Eles foram acusados de desviar recursos públicos. Cancellier cometeu suicídio no dia 2 de novembro.
A nomeação de Érika para comandar a Superintendência da PF em Sergipe dependia da conclusão dessa apuração interna.
O diretor da corporação, Fernando Segovia, comunicará a novidade ao ministro da Justiça, Torquato Jardim.
A delegada Érika Marena, uma das maiores especialistas na Polícia Federal em crimes financeiros (Foto: Rodolfo Buhrer / Reuter DO T.TOMAZ