segunda-feira, 23 de maio de 2016

Fascistoides de esquerda tentam acampar perto da casa de Temer e são dispersados pela democracia de farda

Guilherme Boulos, o coxinha vermelho, comanda protesto contra novo governo; esquerdistas tentam, sem sucesso, inflamar as ruas

Por: Reinaldo Azevedo
Guilherme Boulos, o Coxinha Vermelho, liderou neste domingo mais um protesto contra o governo Temer. A concentração se deu no Largo da Batata, em São Paulo, e reuniu, no auge, segundo a Polícia Militar, 5 mil pessoas.
O grupo decidiu marchar para a casa do presidente em São Paulo, a três quilômetros do Largo. A Polícia Militar já havia feito, àquela altura, três bloqueios para impedir a chegada dos militantes de esquerda.
Os inconformados com o regime democrático decidiram, então, montar acampamento numa praça próxima da área. A Polícia Militar não permitiu e dispersou os desocupados com jatos d’água, bombas de gás lacrimogênio e de efeito moral, instrumentos que a democracia faculta às forças de segurança quando fascistoides desafiam as regras da civilidade.
Quem comada essa farra? Ora, a própria Dilma, que está aboletada no Palácio da Alvorada, recebendo salário e gozando de mordomias pagas pelo Estado brasileiro.
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A manifestação foi comandada pela tal Frente Povo Sem Medo, de que Boulos, chefão do MTST, é um dos coordenadores. E brandia o corajoso: “A rua do Sr. Michel Temer está sitiada pelo povo brasileiro. Daqui a gente não arreda pé”. Bem, arredaram. O radicaloide foi adiante: “No momento, temos um duplo golpe, com um presidente que não foi eleito por ninguém querendo aplicar um programa que também não foi escolhido por ninguém.”
Michel Temer, com sabe o regime democrático, foi eleito junto com Dilma Rousseff e é seu substituto legal, segundo a Constituição da República Federativa do Brasil. Cabe a pergunta óbvia: quem elegeu o sr. Boulos para falar em nome do povo? A resposta também óbvia é esta: ninguém.
Os extremistas tentam incendiar as ruas, mas, como se nota, falam apenas para seus militantes. O próprio Boulos já foi mais bem sucedido na convocação de protestos. As esquerdas se esquecem de que a senhora Dilma Rousseff liderou um dos governos mais impopulares da história do Brasil. Também os pobres não querem conversa com Dilma. Sobram, então, os desocupados dos movimentos de esquerda.
Boulos tentou justificar o protesto:
“Esse ato é resposta aos cortes não só anunciados, mas feitos, em moradias contratadas do Minha Casa Minha Vida. Acabar com política social que representa a esperança das pessoas de terem moradia é jogar gasolina no fogo”.
Ele sabe que ninguém está querendo acabar com nada. A fala é coisa de farsante. No Orçamento de 2016, a gestão Dilma cortou 74% dos recursos do Minha Casa Minha Vida na comparação com o do ano anterior. E Boulos não tentou jogar “gasolina na fogueira”.
Este senhor tem de ser contido. Pela lei e pela democracia.

Amorim, o Megalonanico, ainda ousa defender a sua herança maldita, com rombo de R$ 800 milhões

Homem que começou servindo à ditadura militar e terminou como esbirro no PT tem a cara de pau de defender a sua herança, que jogou a política externa brasileira no lixo

Por: Reinaldo Azevedo
Celso Amorim, ministro das Relações do governo Lula, escreveu um artigo abjeto na Folha deste domingo, atacando o discurso de José Serra, hoje titular da pasta. O texto se chama “Ginada à direita no Itamaraty”. Não há ali um só argumento que pare em pé. O petista tardio evidencia que aprendeu direitinho a lição. Responde a fatos com mistificações e retórica mixuruca. Não foi por outra razão que o apelidei, quando ministro das Relações Exteriores, de “Megalonanico”.
Referiu-se à dura e necessária resposta que Serra deu a alguns brucutus do bolivarianismo, que acusaram um golpe no Brasil, como “comunicados” que lembram “os tempos da ditadura”. Pois é… O único dos dois que serviu a uma ditadura foi o próprio Amorim. Quando assumiu a Embrafilme, em 1979, Serra, que havia fugido de dois golpes militares, o brasileiro e a chileno, estava no Brasil havia apenas dois anos.
Amorim, poucos se lembram, foi chanceler no governo Itamar Franco e assumiu postos de alta relevância no governo FHC. Procurem lá. E não se tem sinal de inconformismo com a então política externa do Brasil. Guindado por Lula ao Itamaraty, em 2003, fez uma súbita conversão à esquerda e passou a comandar, então, a petização das Relações Exteriores, tendo Marco Aurélio Garcia como o braço interventor do próprio Babalorixá e Samuel Pinheiro Guimarães Neto como a referência teórica da esquerdização.
A diplomacia brasileira mergulhou na ineficiência e no lixo moral. Não houve ditador do mundo ao qual Lula não tenha se abraçado e não houve democracia que não tenha sido hostilizada.
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Um trecho de seu artigo é particularmente patético. Escreve ele:
“Há muito que ‘especialistas’, cujos discursos são ecoados pela grande mídia, acusam de “partidária” a política externa dos governos Lula e Dilma, esquecendo-se que muitas de suas iniciativas foram objeto de respeito e admiração pelo mundo afora, como a própria Unasul — aparentemente desprezada pelos ocupantes atuais do poder — os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul; sem os quais não teria havido a primeira reforma real, ainda que modesta, do sistema de cotas do FMI e do Banco Mundial) e o G-20 da OMC (Organização Mundial do Comércio), que mudou de forma definitiva o padrão das negociações em nível global.”
Responda-se: a Unasul é uma patacoada que apenas buscava tirar o relevo da OEA, e as demais iniciativas pouco devem, de fato, ao Brasil. Não foi só na política de direitos humanos e no apoio asqueroso a ditadores e assassinos que a política do senhor Amorim se destacou.
Ele também é o principal responsável por ter feito o país apostar todas as suas fichas na chamada Roda Doha, que, segundo o gênio, levaria a Organização Mundial do Comércio a promover uma verdadeira revolução em benefício do Hemisfério Sul, com ganhos expressivos para o Brasil. O Itamaraty insistiu nessa patacoada quando já não havia esperança de resultado.
Enquanto isso, o mundo ia celebrando acordos bilaterais, e nós continuávamos atados ao Mercosul, com, atenção, apenas três acordos bilaterais em vigência: com Israel, Egito e Autoridade Palestina. Essa é a eficiência do sr. Amorim. Disso é feita a sua altivez. Alguns ditadores com os quais Lula apareceu abraçado já estão comendo capim pela raiz, depostos por seu próprio povo.
Abusando da demagogia, escreve o Megalonanico:
“A África, de onde provém metade da população brasileira e onde os negócios do Brasil cresceram exponencialmente — sem falar na importância estratégica do continente africano para a segurança do Atlântico Sul — ficará em segundo plano, sob a ótica de um pragmatismo imediatista. Sobre os Brics, o Ibas (Índia, Brasil e África do Sul), as relações com os árabes, uma menção en passant. Esqueça-se a multipolaridade, viva a hegemonia unipolar do pós-Guerra Fria. Nada de atitudes independentes.”
É um lixo moral. A lembrança de que metade da população provém da África é só demagogia. Tratar o continente como uma unidade faz tanto sentido como alguém se referir ao continente americano como uma coisa só.
Seja com países africanos, seja com países árabes, seja com qualquer outro, as relações têm, sim, de levar em conta os interesses do Brasil, o que não quer dizer que, nos fóruns adequados, o país não deva e não possa defender os bons valores. Sob o pretexto de cavar uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, a “multipolaridade” da política externa brasileira se resumiu ao antiamericanismo xucro e à adulação de tiranias mundo afora.
Celso Amorim não passa de um faroleiro. Despontou para o mundo servindo a uma ditadura e termina seus dias como esbirro do PT. Entre uma ponta e outra, cospe no prato que comeu, depois de ter levado a diplomacia brasileira ao ponto mais baixo de sua história.
Ah, sim: as escolhas que fez, mantidas por seus sucessores, deixaram um rombo de R$ 800 milhões na pasta.
Nisso, ao menos, o Megalonanico foi mesmo gigantesco.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Carta aberta a Fernanda Montenegro


1 Minuto com Augusto Nunes: O sobrinho de Lula transformou o parentesco num tipo de gazua

Taiguara Rodrigues é uma prova ambulante de que a política externa da cafajestagem foi um grande negócio para a família do camelô de empreiteira

Por: Augusto Nunes
Em 2012, a Odebrecht descobriu que Taiguara Rodrigues era mais que um pequeno empresário que sobrevivia fechando varandas no litoral paulista. Ele era também sobrinho de Lula ─ e, portanto, um trunfo que a maior empreiteira do país não poderia desperdiçar.
Nos anos seguintes, Taiguara descobriu que certos parentescos são muito mais eficazes que qualquer gazua. E enriqueceu com negociatas bilionárias em Cuba, Angola e outros países controlados por ditadores amigos de Lula. Nenhum deles poderia recusar propostas apresentadas por um sobrinho do ex-presidente a quem tantos favores deviam.
Deviam a Lula, por exemplo, aqueles contratos que aumentaram em muitos milhões a própria fortuna e, simultaneamente, aumentar a popularidade com obras financiadas pelo BNDES e executadas pela Odebrecht. Se soubessem que Lula seria devidamente recompensado pela empreiteira, talvez fossem menos generosos com o sobrinho.
Nesta sexta-feira, Taiguara foi levado coercitivamente para contar a investigadores da Polícia Federal o que fez e o que sabe. O sobrinho guloso é mais uma prova ambulante de que a política externa da canalhice melhorou notavelmente a vida de alguns brasileiros. A Famiglia Lula, por exemplo, lucrou como nunca.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

RESOLUÇÃO DO PT LAMENTA NÃO TER PROMOVIDO O GOLPE COMUNISTA COMEÇANDO PELAS FORÇAS ARMADAS, PF E MPF.

Está aí mais um motivo para a proscrição do PT e de todos os partidos de viés comunista que a novilíngua do socialismo do século XXI, como "bolivarianos". Incrível como a grande imprensa e os políticos não tocam de jeito nenhum na palavra "comunismo".
A matéria que segue está na coluna da Eliane Cantanhede, do site do Estadão, revelando que num daqueles panfletos partidários de análise de conjuntura, o PT faz, vamos dizer assim, um "mea culpa", por não ter dado o golpe dito "bolivariano", começando por dentro das Forças Armadas, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, aliciando os traidores da Nação, ou seja, os oportunistas que estão em todas esferas à cata de caraminguás estatais sob qualquer bandeira e ideologia. O documento do PT deixou subentendido que tais oportunistas de primeira hora estariam dentro dessas instituições.
O  Comandante do Exército, General Eduardo Villas Boas reagiu com irritação à tal Resolução do Diretório Nacional do PT. Leiam:
General Eduardo Villas Boas

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, reagiu com irritação à Resolução do Diretório Nacional do PT sobre Conjuntura, aprovada na última terça-feira, em que o partido, em meio críticas à própria atuação e ao governo Dilma Rousseff, incluiu um “mea culpa” por não ter aproveitado seus 13 anos no poder para duas providências em relação às Forças Armadas: modificar o currículo das academias militares e promover oficiais com “compromisso democrático e nacionalista”.
“Com esse tipo de coisa, estão plantando um forte antipetismo no Exército”, disse o comandante ao Estado, considerando que os termos da resolução petista _ e não apenas às Forças Armadas _ “remetem para as décadas de 1960 e de 1970″ e têm um tom “bolivariano”, ou seja, semelhante ao usado pelos regimes de Hugo Chávez e agora de Nicolás Maduro na Venezuela e também por outros países da América do Sul, como Bolívia e Equador.
Segundo o general Villas Boas, o Exército, como Marinha e Aeronáutica, atravessam todo esse momento de crises cumprindo estritamente seu papel constitucional e profissional, sem se manifestar e muito menos sem tentar interferir na vida política do país. Ele espera, no mínimo, reciprocidade. Além dele, oficiais de altas patentes se diziam indignados contra a resolução do PT. Há intensa troca de telefonemas nas Forças Armadas nestes dois últimos dias.
Eis o parágrafo da Resolução do PT que irritou o Exército, na página 4 do documento:
“Fomos igualmente descuidados com a necessidade de reformar o Estado, o que implicaria impedir a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista; fortalecer a ala mais avançada do Itamaraty e redimensionar sensivelmente a distribuição de 5 verbas publicitárias para os monopólios da informação.” Do site do Estadão

MINHA CONCLUSÃO: É por esta e outras que o PT tem de ser proscrito, bem como quaisquer agremiações comunistas. E é justamente por isso que o PT jamais retornará ao poder. A esmagadora maioria da população brasileira é contra o comunismo.

Se os semoventes da grande mídia nacional não têm coragem de dizer a verdade eu digo. Aliás, nem o próprio comandante do Exército mencionou a intenção do golpe comunista, tanto é que valeu-se do termo 'bolivariano', segundo a matéria de Cantanhêde.

Todos pautados pelo pensamento politicamente correto que conseguiu banir do vocabulário a palavra "comunismo", como se fosse coisa do passado. DO ALUIZIOAMORIM

Desaparelhando o governo


Aos poucos, o governo do presidente em exercício Michel Temer está tentando reverter o gigantesco aparelhamento da máquina do Estado realizado pelo PT ao longo de mais de uma década
As demissões já ultrapassam a casa das centenas, o que dá uma pálida ideia da abrangência do assalto petista ao poder.
Nem é preciso dizer que essas medidas saneadoras foram recebidas pelos simpatizantes do PT como uma afronta – e a máquina de propaganda petista, ainda muito afiada, está empenhada em transformar a faxina promovida por Temer em um atentado à “cultura” e aos “direitos sociais”, justamente as áreas cuja administração foi a mais aparelhada pelo partido – e assim, não à toa, se prestam à marquetagem fraudulenta que faz do PT o proprietário das classes pobres do País. O escândalo que alguns artistas estão fazendo para desqualificar Temer inclusive no exterior, para ficar somente neste exemplo embaraçoso, mostra bem a dificuldade que o presidente em exercício terá para retirar a administração pública de vez da órbita do PT e de seus simpatizantes e devolvê-la ao conjunto dos brasileiros.
A claque petista fez muito barulho com a decisão de Temer de fundir o Ministério da Cultura com o Ministério da Educação, rebaixando aquela pasta à categoria de Secretaria. Do ponto de vista da imagem política, foi um desastre que poderia ter sido evitado, pois alimenta a acusação de que Temer estaria interessado em retaliar a chamada “classe artística” porque esta se alinhou à presidente Dilma Rousseff e fez campanha contra o impeachment.
No entanto, noves fora o fato de que não existe essa tal “classe artística”, a não ser na cabeça de quem não consegue enxergar a sociedade como um conjunto de indivíduos, e sim como uma reunião de corporações com vocação estatal, a decisão de Temer foi essencialmente correta, porque a pasta da Cultura foi transformada pelo PT em um de seus principais feudos, espécie de ponta de lança da construção da imagem do partido como o único capaz de interpretar as aspirações nacionais.
A grande prova de que o Ministério da Cultura era apenas uma espécie de departamento de agitação e propaganda do PT foi dada quando funcionários da pasta receberam o novo ministro da Educação, Mendonça Filho, aos gritos de “golpista” e de “golpe não, cultura sim”. A limpeza promovida por Temer é portanto uma consequência natural da constatação de que a Cultura não estava a serviço do Brasil, mas de um partido político.
O mesmo se deu no caso da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Criada no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a EBC deveria servir como uma “instituição da democracia brasileira: pública, inclusiva, plural e cidadã”, como se lê em sua carta de intenções. Mas acabou se transformando em braço do lulopetismo. A necessidade do governo Temer de desaparelhar a EBC ficou evidente quando Dilma, às vésperas de ser afastada da Presidência, nomeou para presidir a empresa o jornalista Ricardo Melo, na certeza de que este seria aliado firme do PT na guerrilha comunicacional contra o governo interino. Temer exonerou Melo, que entrará na Justiça sob a alegação de que seu mandato não podia ser interrompido.
A luta contra a contaminação petista envolve muitas outras áreas do governo. Temer achou por bem, por exemplo, exonerar da presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) o sociólogo Jessé de Souza. Na chefia de um órgão responsável por pesquisas que ajudam a balizar importantes decisões de governo, Jessé havia dito que o impeachment era uma “mentira das elites” e que a crise econômica “foi produzida politicamente” por empresários.
Isso é só o começo. É muito provável que Temer tenha de ir ainda mais fundo se quiser extirpar o lulopetismo entranhado na administração federal. E ele tem de estar preparado para encarar o esperneio daqueles que, depois de apoiar de corpo e alma um projeto de poder que julgavam eterno, estão muito perto de perder a preciosa boquinha.19 Maio 2016- DO R.DEMOCRATICA

Para EUA e Alemanha, impeachment segue trâmites legais no Brasil

Na OEA, representante norte-americano diz que processo respeitou as instituições

Até Dilma Rousseff terá de responder ao Supremo porque classifica de "golpe"

Michel Temer na segunda-feira. EFE
Alem
O embate entre partidários de Dilma Rousseff e defensores do impeachment sobre se o processo de destituição é ou não "golpe" se trasladou de vez às esferas diplomáticas no exterior. Uma semana depois de Dilma ser afastada pelo Senado, a OEA (Organização dos Estados Americanos) foi o palco para que EUA, Argentina e Paraguai se confrontassem com as visões de Bolívia e Venezuela. Pela primeira vez, um diplomata norte-americano foi menos protocolar e cauteloso sobre a crise brasileira. O embaixador interino dos EUA, Michael Fitzpatrick, afirmou que "o que está ocorrendo no Brasil foi feito seguindo o processo legal e respeitando a democracia".
Fitzpatrick, questionado pela agência EFE, foi ainda mais claro: “Não acreditamos que seja um golpe de Estado suave ou de qualquer tipo. O que ocorreu no Brasil seguiu o devido processo legal constitucional, respeitando completamente a democracia”. Barack Obama não telefonou ao colega interino Michel Temer e a ideia da Casa Branca é manter a discrição até que que o processo de impeachment passe por sua última etapa no Senado.
Na reunião da OEA, Argentina e Paraguai, sócios do Brasil do Mercosul, repetiram discurso semelhante ao do representante de Washington, enquanto a aliança mais à esquerda liderada pela Venezuela se alinhava à tese de Dilma Rousseff, que classifica o processo de "golpe".
O embaixador do Brasil na entidade, José Luiz Machado e Costa, comemorou o posicionamento dos EUA: "Isso é positivo pois é o pais que é o principal ator no cenário internacional reconhecendo a legitimidade do processo de impeachment brasileiro", disse a O Globo.
A crise brasileira já tinha lugar de destaque na OEA. O secretário-geral Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, anunciou a sua intenção de fazer uma consulta à Corte Interamericana de Direitos Humanos a respeito de um processo de impeachment que, segundo afirmou, “gera dúvidas e incertezas jurídicas”. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão independente ligado à OEA, expressou também quarta-feira "profunda preocupação" com a falta diversidade e a especulação sobre cortes em gastos sociais.

Alemanha e Supremo

Do outro lado do Atlântico, a Alemanha também foi instada a se manifestar. Questionado por um repórter, Martin Schäfer, porta-voz do Ministério do Exterior da Alemanha, afirmou seu Governo não se deixa levar por "jogos de palavra e formulações simples desse tipo". Schäfer afirmou que o Governo trabalha com o interino e frisou que o Brasil é o maior parceiro da Alemanha na América Latina.
O uso da palavra "golpe" para designar um processo de impeachment que considera sem base legal -obrigará a própria presidenta afastada, Dilma Rousseff, a se explicar em dez dias ao Supremo Tribunal Federal sobre o termo. A interpelação foi feita por partidos de oposição e aceita pela ministra do STF, Rosa Weber. Dilma argumenta que o atraso feito a um pagamento ao Banco do Brasil e decretos para aumentar verbas em 2015 fora da meta fiscal, os dois crimes de que é a acusada no impeachment, não configuram crime de responsabilidade e que, portanto, o Congresso a afastou de maneira ilegal e ilegítima.

MEC tem o dever de demitir cineasta que vive das tetas oficiais e difama a democracia brasileira no exterior

O sr. Kleber Mendonça Filho tem o direito de dizer o que bem entender, mas nós não temos de financiar suas opiniões

Por: Reinaldo Azevedo
Vamos botar um pouco de ordem na bagunça e ver como as coisas funcionam num regime democrático.
O senhor Kleber Mendonça Filho dirigiu um filme chamado “Aquarius”, que foi exibido no Festival de Cannes, na França. Garantidos os holofotes, este senhor e parte do elenco resolveram exibir pequenos cartazes em inglês e francês anunciando ao mundo uma mentira: o Brasil teria sofrido um golpe de estado e já não seria uma democracia.
Como vocês leram num post publicado aqui, Kleber exerce um cargo de confiança numa entidade federal, a Fundação Joaquim Nabuco, onde é coordenador de Cinema.
Entendo. Seu filme foi feito com dinheiro do BNDES, um banco público federal, e da Secretaria de Cultura de Pernambuco. A ida do valente a Cannes também foi bancada por um órgão público, a Ancine, por meio de um programa que apoia a participação em festivais.
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Muito bem. Até ontem à noite, a assessoria de Mendonça Filho, novo ministro da Educação e Cultura, afirmou que o MEC ainda não tinha decidido se o valente continuaria ou não no cargo. O ministro teria dito que Kleber “é um cidadão brasileiro e tem o direito de se expressar”.
Ora, é claro que sim! Que se expresse onde quiser e como quiser. O que ele não tem é o direito de usar dinheiro público para difamar o país no exterior e para mentir.
A única coisa razoável a fazer é demiti-lo sumariamente, caso lhe falte, claro!, a hombridade para pedir demissão. Quem quer ser dono das próprias opiniões — e com esse desassombro exibido pelo tal Kleber — tem de se garantir sem a caridade oficial, não é mesmo?
Se ele não reconhece a democracia como um valor, que vá falar suas bobagens em outra freguesia. O MEC não tem apenas o direito de demiti-lo; tem é a obrigação. Em nome do estado democrático e de direito.
As instituições não têm de financiar as opiniões do sr. Kleber quando ele próprio deixa claro que as despreza.

Gedel: Dilma deixou um rombo de R$ 200 bilhões

O ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) informou que a herança do governo Dilma Rousseff inclui um rombo orçamentário de cerca de R$ 200 bilhões. “É um número absolutamente assustador”, disse Geddel em entrevista ao blog, na noite desta quarta-feira (18). A gestão petista estimara para 2016 um déficit de R$ 96 bilhões. “Não corresponde à realidade”, disse o ministro. (veja acima os principais trechos da entrevista. No rodapé do post, a íntegra)
“O governo atual terá muitas dificuldades e terá que pedir muitos sacrifícios para controlar e levar o país numa situação melhor até 2018”, acrescentou Geddel. Os apoiadores do governo no Congresso limpam a pauta de votações à espera do projeto de revisão da meta fiscal que o Planalto enviará na próxima semana. O prazo para votar a proposta expira no domingo (29).
Segundo Geddel, o governo realiza um inventário do legado de Dilma. Afora o déficit vitaminado, ele mencionou algumas irregularidades já detectadas. Disse, por exemplo, que o PT explorava politicamente a distribuição de chaves do programa Minha Casa, Minha Vida, sob a responsabilidade do Ministério das Cidades. Mencionou também a existência de funcionários fantasmas na Secretaria de Governo, que era comandada pelo petista Ricardo Berzoini antes da sua chegada.
“O PT estava aqui, na Secretaria, utilizando-se de cerca de mil cargos para aparelhar a sua militância política”. Esses militantes não trabalhavam?, indagou o repórter. E Geddel: “Não trabalhavam. Estamos trabalhando na identificação desses processos.” O auxiliar de Temer não chama a herança de Dilma de maldita porque “não seria original”. Prefere dizer que “é uma herança de graves consequências para o país.”
Após a conclusão do levantamento, Michel Temer pretende revelar os dados num pronunciamento em rede nacional ou em entrevistas. Geddel afirma que o trabalho é dificultado pela ausência de informações nos arquivos oficiais. “Todos estão absolutamente abismados com as notícias que estão recebendo desse inventário, que está sendo feito apesar de todas as dificuldades, de não terem deixado dados, de não terem feito transição, de não terem deixado nada registrado em computadores. Uma coisa que eu chamaria de impatriótica.”
Perguntou-se ao ministro se houve o sumiço deliberado de dados. “Eu tenho que ter cautela para lhe dizer isso, mas as notícias que nós estamos tendo nesse primeiro momento são muito ruins”, respondeu Geddel. Referindo-se à sua pasta, ele afirmou: “Não ficou registro absolutamente de nada —do pagamento de emendas [de parlamentares], da transferência de recursos… Tanto que nós estamos pedindo aos ministros que suspendam pagamentos e empenhos feitos nos últimos dias, para que possamos revisitá-los.”
Geddel acrescentou: “Há uma série inacreditável de atos e nomeações, de coisas absolutamente desprovidas de senso de responsabilidade que foram praticadas nas últimas duas semanas. Estamos examinando aquilo que não se transformou num ato jurídico perfeito ainda, para eventualmente cancelá-los, para que a máquina governamental volte a andar com um mínimo de transparência, […] não tão aparelhada como vinha sendo.”
Instado a comentar a situação precária do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), Geddel disse que não há nada que o governo possa fazer. “ “Não há vacância de cargo, não há instrumento nem legitimidade para que ele deixe de ser o vice-presidente da Câmara. A vida como ela é. O meu papel é fazer as votações acontecerem. E nós vamos fazer da forma que seja possível, não, talvez, da forma ideal.”
Sobre o movimento liderado por DEM, PPS e PSB para substituir Maranhão, Geddel adota um tom pragmático: “Sou um homem experimentado. Existe um discurso, é natural. E existe uma prática. A prática não permite que eu tome uma atitude que não seja construir através do diálogo uma saída para que o governo possa ter seus projetos tramitando na Câmara com rapidez e que a sociedade tenha resultados. Eu não tenho direito, como homem de govenro, de ficar fazendo discurso. Eu tenho que apresentar resultados à sociedade. Essa é a orientação que eu tenho do presidente Temer.”
Geddel falou também sobre a escolha do deputado André Moura (PSC-SE) para desempenhar as funções de líder do governo na Câmara. Reconheceu que o governo cogitou outro nome para a função: Rodrigo Maia (DEM-RJ). Mas disse que Temer optou por Moura porque ele atraiu o apoio de um expressivo grupo de partidos. Recordou-se ao ministro que Moura responde a oito processo no STF. É réu em três ações penais nas quais é acusado de desviar verbas públicas. Investiagam-no também na Lava Jato. Até uma acusação de tentativa de homicídio pesa sobre os ombros do novo líder.
Geddel não pareceu incomodado: “Ele é um deputado, está no exercício do mandato. Não houve nenhuma suspensão dos seus direitos políticos. E quanto eu digo a vida como ela é, é porque nós precisamos aprovar matérias na Câmara. Matérias que são urgentes e são exigidas pela sociedade basileira. Se você tem dez, 15 líderes que dão sustentação ao governo apoiando um parlamentar para liderá-los, evidentemente que, ainda que haja todos esses senões que você coloca, nós temos que levar em conta aquilo que é o interesse mais imediato do país…” JDESOUZA

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Com a dedetização da esgotosfera, reapareceu a espécie considerada extinta desde 2003: o petista desempregado

As trocas de comando na Secom e na EBC começam a provocar estragos de bom tamanho no Programa Desemprego Zero para a Companheirada

Por: Augusto Nunes
A nova direção da Secretaria de Comunicação Social (Secom) já fechou as comportas das represas de publicidade oficial que nos últimos 13 matou com jorros de dinheiro a sede dos blogueiros estatizados. A vida mansa acabou. A esgotosfera vai ter de repartir as fontes que sobraram, como as prefeituras de São Paulo e de Maricá. As mesadas garantidas por Fernando Haddad e Washington Quaquá sustentam até fábricas de sabujices montadas no exterior.
A troca de comando na Empresa Brasileira de Comunicação avisa que chegou ao fim a farra na TV Brasil e em outros galhos administrativos transformados em imensos cabides de emprego. As duas medidas já provocaram estragos de bom tamanho no Programa Desemprego Zero para a Companheirada. Ainda falta muita coisa. Falta, por exemplo, um rigoroso pente fino nos contratos com sites e blogs arrendados que sangraram a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica.
Embora em seu começo, a drenagem desse pântano da sabujice vai produzindo produziu saudáveis mudanças na paisagem. Uma delas: já podem ser vistos por aí exemplares de uma espécie considerada extinta desde 2003. Depois de tanto tempo sumido, como a ararinha-azul e o mico-leão dourado, o petista desempregado reapareceu.

Câmara e STF exige que Dilma explique-se pela denúncia de que é vítima de "golpe"

O Supremo Tribunal Federal, em decisão liminar da ministra Rosa Weber determinou ontem que presidente afastada Dilma Roussef seja notificada para responder a ação da Procuradoria Parlamentar da Câmara. O STF e a Câmara querem que ela esclareça o uso do termo “golpe'' nos discursos públicos, sobre o processo de impeachment, ocorrido dentro da lei, conforme citam as duas instituições.
Assim que for notificada, Dilma terá até 10 dias para enviar à Corte a à Câmara a sua justificativa.
A ação foi levada pela Procuradoria, ao STF, no último dia 5 “e atendeu a um pedido do deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ) (…). O deputado questiona o que consistiria o suposto golpe, quem seriam os golpistas e o motivo de a Presidente não ter recorrido a nenhuma instituição para evitar o que considera ser golpe. DO POLIBIOBRAGA

José Dirceu é condenado a 23 anos na Lava Jato

Os crimes teriam sido cometidos durante o andamento do processo do mensalão.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
O juiz Federal Sérgio Moro, da 13ª vara de Curitiba, condenou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (governo Lula) a 23 anos e 3 meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa, por envolvimento em esquema de pagamento de propina investigado na Lava Jato. Os crimes teriam sido cometidos durante o andamento do processo do mensalão, em qual foi condenado em 2013.
De acordo com o magistrado, Dirceu teria recebido ilicitamente cerca de R$ 15 milhões. Parte desse valor teria sido repassada ao ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato de Souza Duque e ao ex-gerente de serviços Pedro José Barusco Filho, "através da cobrança de preço superior à estimativa, aliás propiciado pela corrupção, com o que a estatal ainda arcou com o prejuízo no valor equivalente".
Os valores de propina teriam sido ocultados por meio da "realização de diversas transações subreptícias, simulação de prestação de serviços, com diversos contratos e notas fiscais falsas, não só com a Jamp Engenheiro, mas também com a Engevix Engenharia", além de reformas de imóveis do interesse de Dirceu.
"O mais perturbador, porém, em relação a José Dirceu de Oliveira e Silva consiste no fato de que recebeu propina inclusive enquanto estava sendo julgado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal a Ação Penal 470, havendo registro de recebimentos pelo menos até 13/11/2013. Nem o julgamento condenatório pela mais Alta Corte do País representou fator inibidor da reiteração criminosa, embora em outro esquema ilícito. Agiu, portanto, com culpabilidade extremada, o que também deve ser valorado negativamente."
José Dirceu foi preso em agosto do ano passado durante a 17ª fase da operação Lava Jato, batizada de Pixuleco. O nome foi escolhido em alusão ao termo usado pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, presidente da UTC Engenharia, para denominar propinas recebidas em contratos.
  • Processo: 5045241-84.2015.4.04.7000 - DO MIGALHAS