PAZ AMOR E VIDA NA TERRA
" De tanto ver triunfar as nulidades,
De tanto ver crescer as injustiças,
De tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus, o homem chega
a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
[Ruy Barbosa]
Guilherme Boulos, o coxinha vermelho, comanda protesto contra novo governo; esquerdistas tentam, sem sucesso, inflamar as ruas
Por: Reinaldo Azevedo
Guilherme
Boulos, o Coxinha Vermelho, liderou neste domingo mais um protesto
contra o governo Temer. A concentração se deu no Largo da Batata, em São
Paulo, e reuniu, no auge, segundo a Polícia Militar, 5 mil pessoas.
O grupo
decidiu marchar para a casa do presidente em São Paulo, a três
quilômetros do Largo. A Polícia Militar já havia feito, àquela altura,
três bloqueios para impedir a chegada dos militantes de esquerda.
Os
inconformados com o regime democrático decidiram, então, montar
acampamento numa praça próxima da área. A Polícia Militar não permitiu e
dispersou os desocupados com jatos d’água, bombas de gás lacrimogênio e
de efeito moral, instrumentos que a democracia faculta às forças de
segurança quando fascistoides desafiam as regras da civilidade.
Quem comada
essa farra? Ora, a própria Dilma, que está aboletada no Palácio da
Alvorada, recebendo salário e gozando de mordomias pagas pelo Estado
brasileiro.
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A
manifestação foi comandada pela tal Frente Povo Sem Medo, de que Boulos,
chefão do MTST, é um dos coordenadores. E brandia o corajoso: “A rua do
Sr. Michel Temer está sitiada pelo povo brasileiro. Daqui a gente não
arreda pé”. Bem, arredaram. O radicaloide foi adiante: “No momento,
temos um duplo golpe, com um presidente que não foi eleito por ninguém
querendo aplicar um programa que também não foi escolhido por ninguém.”
Michel
Temer, com sabe o regime democrático, foi eleito junto com Dilma
Rousseff e é seu substituto legal, segundo a Constituição da República
Federativa do Brasil. Cabe a pergunta óbvia: quem elegeu o sr. Boulos
para falar em nome do povo? A resposta também óbvia é esta: ninguém.
Os
extremistas tentam incendiar as ruas, mas, como se nota, falam apenas
para seus militantes. O próprio Boulos já foi mais bem sucedido na
convocação de protestos. As esquerdas se esquecem de que a senhora Dilma
Rousseff liderou um dos governos mais impopulares da história do
Brasil. Também os pobres não querem conversa com Dilma. Sobram, então,
os desocupados dos movimentos de esquerda.
Boulos tentou justificar o protesto: “Esse ato é resposta aos cortes não só
anunciados, mas feitos, em moradias contratadas do Minha Casa Minha
Vida. Acabar com política social que representa a esperança das pessoas
de terem moradia é jogar gasolina no fogo”.
Ele sabe que
ninguém está querendo acabar com nada. A fala é coisa de farsante. No
Orçamento de 2016, a gestão Dilma cortou 74% dos recursos do Minha Casa
Minha Vida na comparação com o do ano anterior. E Boulos não tentou
jogar “gasolina na fogueira”.
Este senhor tem de ser contido. Pela lei e pela democracia.
Homem que começou servindo à ditadura
militar e terminou como esbirro no PT tem a cara de pau de defender a
sua herança, que jogou a política externa brasileira no lixo
Por: Reinaldo Azevedo
Celso
Amorim, ministro das Relações do governo Lula, escreveu um artigo abjeto
na Folha deste domingo, atacando o discurso de José Serra, hoje titular
da pasta. O texto se chama “Ginada à direita no Itamaraty”.
Não há ali um só argumento que pare em pé. O petista tardio evidencia
que aprendeu direitinho a lição. Responde a fatos com mistificações e
retórica mixuruca. Não foi por outra razão que o apelidei, quando
ministro das Relações Exteriores, de “Megalonanico”.
Referiu-se à
dura e necessária resposta que Serra deu a alguns brucutus do
bolivarianismo, que acusaram um golpe no Brasil, como “comunicados” que
lembram “os tempos da ditadura”. Pois é… O único dos dois que serviu a
uma ditadura foi o próprio Amorim. Quando assumiu a Embrafilme, em 1979,
Serra, que havia fugido de dois golpes militares, o brasileiro e a
chileno, estava no Brasil havia apenas dois anos.
Amorim,
poucos se lembram, foi chanceler no governo Itamar Franco e assumiu
postos de alta relevância no governo FHC. Procurem lá. E não se tem
sinal de inconformismo com a então política externa do Brasil. Guindado
por Lula ao Itamaraty, em 2003, fez uma súbita conversão à esquerda e
passou a comandar, então, a petização das Relações Exteriores, tendo
Marco Aurélio Garcia como o braço interventor do próprio Babalorixá e
Samuel Pinheiro Guimarães Neto como a referência teórica da
esquerdização.
A diplomacia
brasileira mergulhou na ineficiência e no lixo moral. Não houve ditador
do mundo ao qual Lula não tenha se abraçado e não houve democracia que
não tenha sido hostilizada.
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Um trecho de seu artigo é particularmente patético. Escreve ele: “Há muito que ‘especialistas’, cujos
discursos são ecoados pela grande mídia, acusam de “partidária” a
política externa dos governos Lula e Dilma, esquecendo-se que muitas de
suas iniciativas foram objeto de respeito e admiração pelo mundo afora,
como a própria Unasul — aparentemente desprezada pelos ocupantes atuais
do poder — os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul; sem
os quais não teria havido a primeira reforma real, ainda que modesta, do
sistema de cotas do FMI e do Banco Mundial) e o G-20 da OMC
(Organização Mundial do Comércio), que mudou de forma definitiva o
padrão das negociações em nível global.”
Responda-se:
a Unasul é uma patacoada que apenas buscava tirar o relevo da OEA, e as
demais iniciativas pouco devem, de fato, ao Brasil. Não foi só na
política de direitos humanos e no apoio asqueroso a ditadores e
assassinos que a política do senhor Amorim se destacou.
Ele também é
o principal responsável por ter feito o país apostar todas as suas
fichas na chamada Roda Doha, que, segundo o gênio, levaria a Organização
Mundial do Comércio a promover uma verdadeira revolução em benefício do
Hemisfério Sul, com ganhos expressivos para o Brasil. O Itamaraty
insistiu nessa patacoada quando já não havia esperança de resultado.
Enquanto
isso, o mundo ia celebrando acordos bilaterais, e nós continuávamos
atados ao Mercosul, com, atenção, apenas três acordos bilaterais em
vigência: com Israel, Egito e Autoridade Palestina. Essa é a eficiência
do sr. Amorim. Disso é feita a sua altivez. Alguns ditadores com os
quais Lula apareceu abraçado já estão comendo capim pela raiz, depostos
por seu próprio povo.
Abusando da demagogia, escreve o Megalonanico: “A África, de onde provém metade da
população brasileira e onde os negócios do Brasil cresceram
exponencialmente — sem falar na importância estratégica do continente
africano para a segurança do Atlântico Sul — ficará em segundo plano,
sob a ótica de um pragmatismo imediatista. Sobre os Brics, o Ibas
(Índia, Brasil e África do Sul), as relações com os árabes, uma menção
en passant. Esqueça-se a multipolaridade, viva a hegemonia unipolar do
pós-Guerra Fria. Nada de atitudes independentes.”
É um lixo
moral. A lembrança de que metade da população provém da África é só
demagogia. Tratar o continente como uma unidade faz tanto sentido como
alguém se referir ao continente americano como uma coisa só.
Seja com
países africanos, seja com países árabes, seja com qualquer outro, as
relações têm, sim, de levar em conta os interesses do Brasil, o que não
quer dizer que, nos fóruns adequados, o país não deva e não possa
defender os bons valores. Sob o pretexto de cavar uma vaga permanente no
Conselho de Segurança da ONU, a “multipolaridade” da política externa
brasileira se resumiu ao antiamericanismo xucro e à adulação de tiranias
mundo afora.
Celso Amorim
não passa de um faroleiro. Despontou para o mundo servindo a uma
ditadura e termina seus dias como esbirro do PT. Entre uma ponta e
outra, cospe no prato que comeu, depois de ter levado a diplomacia
brasileira ao ponto mais baixo de sua história.
Ah, sim: as escolhas que fez, mantidas por seus sucessores, deixaram um rombo de R$ 800 milhões na pasta.
Nisso, ao menos, o Megalonanico foi mesmo gigantesco.
Prezada Senhora,
Sirvo-me da presente para fazer algumas considerações sobre a sua
adesão à manifestação contra a decisão de fundir – sim, o governo
interino procedeu à fusão das pastas, e não à extinção de nenhuma delas –
o Ministério da Cultura e o Ministério da Educação, que passam a
integrar o Ministério da Educação e Cultura (MEC), como o foi no
passado. Para minha surpresa, a senhora fez a seguinte declaração: “Isso
é uma tragédia. E o presidente interino vai pagar um preço alto por
essa visão de um ministério que é sempre dotado de um orçamento
miserável, mas é a base de um país”. Sua alegação é tão sintomática que
requer uma análise acurada, o que passo a fazer adiante, embora eu não
esteja convicta de estar à altura da incumbência. Preliminarmente,
cumpre destacar a influência que a senhora exerce sobre o povo
brasileiro, o que lhe atribui imensa responsabilidade sobre o teor das
suas palavras. Uma pessoa com tamanho prestígio pode dar grande
contribuição para um povo que atravessa tão difícil momento de transição
política e econômica, como é o caso do Brasil.
Passando ao mérito, a senhora começa atribuindo à fusão das duas
pastas a condição de “tragédia”, quando nossas verdadeiras tragédias são
outras, entre as quais podemos citar: (1) a situação dos hospitais da
rede pública; (2) a violência urbana – que, em 2015, levou à morte mais
de 42 mil brasileiros –; (3) a epidemia do vício em drogas, cuja entrada
no país foi extraordinariamente facilitada pelo criminoso relaxamento
das fronteiras nacionais para execução das políticas estabelecidas pelo
metagoverno que atende pelo nome de Foro de São Paulo; (4) o rombo dos
fundos de pensão, que já prejudica milhões de aposentados e pensionistas
que dependem disso para viver; (5) a corrupção sistêmica do governo que
recebeu amplo apoio da classe artística, com raras e honrosas exceções;
(6) o altíssimo índice de desemprego, que já ultrapassa 11 milhões de
brasileiros e que tem levado ao desespero inúmeras famílias – se cada
trabalhador tiver 3 pessoas economicamente dependentes, significa que 44
milhões de pessoas compartilham esta dramática situação, quase um
quarto da população nacional –; (7) e a crise política e econômica, que
obriga o governo interimo a cortar drasticamente os gastos públicos.
Isso, senhora, são nossas verdadeiras tragédias.
Na frase seguinte, a senhora argumenta que “o presidente interino vai
pagar um preço alto por essa visão (…)”. Vale perguntar – porque
resisto a acreditar – se isso é uma ameaça. Bem, se a senhora pressiona
com tom de intimidação o presidente interino – escolhido para ocupar o
cargo de vice-presidente pela presidente que recebeu amplo apoio da sua
classe –, que acaba de tomar posse e tem a desafiadora missão de ajustar
as contas públicas, então, é bom lembrá-la que Michel Temer, assim como
Itamar Franco, está na única situação em que o Brasil pode ser
governado sem populismo, a maior praga da América Latina. Como ele não
pretende se candidatar à Presidência da República, nas próximas
eleições, não precisará submeter sua gestão aos caprichos de pessoas
mimadas e egoístas, que usam discursos coletivistas para legitimar seus
interesses pessoais e corporativistas.
Ainda na mesma frase, comentada no parágrafo anterior, a senhora
explica a “visão” do presidente interino que reputa como “trágica”: a
“visão de um ministério que é sempre dotado de um orçamento miserável”.
Ora, nosso orçamento público é miserável sim! Aliás, assim como a
ciência médica existe em razão da enfermidade, a ciência econômica
existe para solucionar um problema – a escassez de recursos –, razão
pela qual todo gestor, público ou privado, mesmo numa situação
superavitária, tem a obrigação moral de fazer mais com menos. No caso do
orçamento público brasileiro, a situação é ainda mais grave, uma vez
que esse tem um déficit de mais de 150 bilhões de reais, sem contar com o
rombo das unidades federativas, das estatais e dos fundos de pensão.
Ressalte-se, ainda, que a gravíssima situação dos cofres públicos é
resultado da gastança criminosa do governo impedido pelo Congresso
Nacional, e não do governo interino contra o qual a senhora se rebelou
publicamente. A senhora, como formadora de opinião, deveria estar
lembrando aos seus pares que só há duas maneiras de um governo alcançar o
superávit: através do aumento da carga tributária ou por meio de corte
nos gastos públicos. Considerando que o povo brasileiro já é espoliado
com a dedução compulsória de 40% da sua renda, resta-nos a redução dos
gastos. Então, eu lhe pergunto em que item a senhora propõe que os
gastos públicos sejam cortados: (a) na saúde, (b) na segurança pública,
(c) nos programas sociais (que, aliás, foram mantidos pelo governo
interino), (d) na infraestrutura, ou (e) nenhuma das alternativas
anteriores? Eu não duvido que a classe artística opte pela alternativa
“e”, mas a senhora tem maturidade suficiente para saber que, assim, a
conta não pode fechar.
Uma das lições de Margaret Thatcher era a seguinte: “Nunca esqueçamos
uma verdade fundamental: o Estado não tem fonte de dinheiro senão o
dinheiro que as pessoas ganham por si mesmas e para si mesmas. Se o
Estado quer gastar mais dinheiro, somente poderá fazê-lo emprestando de
sua poupança [que o Estado brasileiro definitivamente não tem] ou
aumentando seus impostos [ou seja, tirando mais do povo]. Não há dinheiro público, há apenas dinheiro dos contribuintes”.
Se para a gestão do orçamento doméstico não há mágicas, o mesmo serve
para o orçamento público, pois ambos são regidos por leis matemáticas e
contábeis, que não podem ser revogadas pelo decreto de um burocrata.
Assim, a fatura da gastança do governo anterior, que recebe a apropriada
alcunha de “herança maldita”, deve ser paga por toda a sociedade, e não
pela população usuária de serviços públicos essenciais – como saúde,
segurança e educação.
E por falar em educação, não tomei conhecimento de qualquer
mobilização da constelação de celebridades para contestar a fusão dos
dois ministérios em virtude do prejuízo que a medida eventualmente possa
causar aos que dependem do ensino público. Não. A reclamação é somente
com a “cultura”, nome mais palatável para o setor de entretenimento, que
é o que realmente está em jogo aqui. A razão dessa atitude
corporativista é simples: o que os senhores realmente estão exigindo é
privilégio, já que, sem a proteção estatal, os preços dos shows, filmes e
peças teatrais, evidentemente, subirão, e os senhores terão que, como
todo brasileiro, experimentar o gosto amargo da crise econômica causada
pelo governo que vocês mesmos apoiaram. Ao arguir que entretenimento –
como aconselharia Confúcio, vamos dar os nomes certos às coisas, até
porque cultura é algo muito mais amplo – é “a base de um país”, a
senhora está usando um discurso coletivista para defender a microesfera
dos seus interesses pessoais, pois, embora seja realmente importante,
não deve ser subsidiado pelo Estado, mas pago pelo usuário do serviço.
Base de um país, minha senhora, e que só pode ser patrocinada pelo
Estado, é saúde e educação (para os que não podem pagar), segurança,
defesa e justiça. Essas são as obrigações estatais dos povos prósperos; o
resto – francamente! – é serviço a ser pago pelo consumidor, e não
pelos cofres públicos. No entanto, não é esse o entendimento do governo
interino, pois, infelizmente, ele afirmou que dará mais verbas para a
“cultura” e ampliará a Lei Rouanet, o que, diante de todo o exposto
acima, eu lamento muitíssimo. Assim, a fusão dos dois ministérios terá
como economia apenas a redução dos gastos com funcionalismo público
(ordenados, gratificações e privilégios) e despesas de infraestrutura.
A senhora conclui: “Esse congresso aí pode achar que é uma bobagem,
uma frescura ou coisa de veados ou de alienados ou… Esse governo, até
quando ele existir na atual conjuntura do Temer (sic), vai sofrer um
protesto violento, e eu estou neste protesto”. Torço para que o
presidente interino não sucumba às ameaças e intimidações da sua classe e
corte o que for lícito cortar para o bem do nosso povo, que é quem paga
a conta da inconsequência dos senhores.
* Mônica Lustosa é advogada, especialista em propriedade intelectual
e diretora jurídica da HoodID – Registro de Direitos Autorais Online
Taiguara Rodrigues é uma prova ambulante de
que a política externa da cafajestagem foi um grande negócio para a
família do camelô de empreiteira
Por: Augusto Nunes
Em 2012, a Odebrecht descobriu que Taiguara Rodrigues era mais
que um pequeno empresário que sobrevivia fechando varandas no litoral
paulista. Ele era também sobrinho de Lula ─ e, portanto, um trunfo que a
maior empreiteira do país não poderia desperdiçar.
Nos anos seguintes, Taiguara descobriu que certos parentescos são
muito mais eficazes que qualquer gazua. E enriqueceu com negociatas
bilionárias em Cuba, Angola e outros países controlados por ditadores
amigos de Lula. Nenhum deles poderia recusar propostas apresentadas por
um sobrinho do ex-presidente a quem tantos favores deviam.
Deviam a Lula, por exemplo, aqueles contratos que aumentaram em
muitos milhões a própria fortuna e, simultaneamente, aumentar a
popularidade com obras financiadas pelo BNDES e executadas pela
Odebrecht. Se soubessem que Lula seria devidamente recompensado pela
empreiteira, talvez fossem menos generosos com o sobrinho.
Nesta sexta-feira, Taiguara foi levado coercitivamente
para contar a investigadores da Polícia Federal o que fez e o que sabe.
O sobrinho guloso é mais uma prova ambulante de que a política externa
da canalhice melhorou notavelmente a vida de alguns brasileiros. A
Famiglia Lula, por exemplo, lucrou como nunca.
Está
aí mais um motivo para a proscrição do PT e de todos os partidos de
viés comunista que a novilíngua do socialismo do século XXI, como
"bolivarianos". Incrível como a grande imprensa e os políticos não tocam
de jeito nenhum na palavra "comunismo". A
matéria que segue está na coluna da Eliane Cantanhede, do site do
Estadão, revelando que num daqueles panfletos partidários de análise de
conjuntura, o PT faz, vamos dizer assim, um "mea culpa", por não ter
dado o golpe dito "bolivariano", começando por dentro das Forças
Armadas, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, aliciando
os traidores da Nação, ou seja, os oportunistas que estão em todas
esferas à cata de caraminguás estatais sob qualquer bandeira e
ideologia. O documento do PT deixou subentendido que tais oportunistas
de primeira hora estariam dentro dessas instituições. O Comandante do Exército, General Eduardo Villas Boas reagiu com irritação à tal Resolução do Diretório Nacional do PT. Leiam:
General Eduardo Villas Boas
O
comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, reagiu com
irritação à Resolução do Diretório Nacional do PT sobre Conjuntura,
aprovada na última terça-feira, em que o partido, em meio críticas à
própria atuação e ao governo Dilma Rousseff, incluiu um “mea culpa” por
não ter aproveitado seus 13 anos no poder para duas providências em
relação às Forças Armadas: modificar o currículo das academias militares
e promover oficiais com “compromisso democrático e nacionalista”.
“Com
esse tipo de coisa, estão plantando um forte antipetismo no Exército”,
disse o comandante ao Estado, considerando que os termos da resolução
petista _ e não apenas às Forças Armadas _ “remetem para as décadas de
1960 e de 1970″ e têm um tom “bolivariano”, ou seja, semelhante ao usado
pelos regimes de Hugo Chávez e agora de Nicolás Maduro na Venezuela e
também por outros países da América do Sul, como Bolívia e Equador.
Segundo
o general Villas Boas, o Exército, como Marinha e Aeronáutica,
atravessam todo esse momento de crises cumprindo estritamente seu papel
constitucional e profissional, sem se manifestar e muito menos sem
tentar interferir na vida política do país. Ele espera, no mínimo,
reciprocidade. Além dele, oficiais de altas patentes se diziam
indignados contra a resolução do PT. Há intensa troca de telefonemas nas
Forças Armadas nestes dois últimos dias.
Eis o parágrafo da Resolução do PT que irritou o Exército, na página 4 do documento:
“Fomos
igualmente descuidados com a necessidade de reformar o Estado, o que
implicaria impedir a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da
Polícia Federal e do Ministério Público Federal; modificar os currículos
das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e
nacionalista; fortalecer a ala mais avançada do Itamaraty e
redimensionar sensivelmente a distribuição de 5 verbas publicitárias
para os monopólios da informação.” Do site do Estadão MINHA CONCLUSÃO:
É por esta e outras que o PT tem de ser proscrito, bem como quaisquer
agremiações comunistas. E é justamente por isso que o PT jamais
retornará ao poder. A esmagadora maioria da população brasileira é
contra o comunismo. Se
os semoventes da grande mídia nacional não têm coragem de dizer a
verdade eu digo. Aliás, nem o próprio comandante do Exército mencionou a
intenção do golpe comunista, tanto é que valeu-se do termo
'bolivariano', segundo a matéria de Cantanhêde. Todos
pautados pelo pensamento politicamente correto que conseguiu banir do
vocabulário a palavra "comunismo", como se fosse coisa do passado. DO ALUIZIOAMORIM
Aos
poucos, o governo do presidente em exercício Michel Temer está tentando
reverter o gigantesco aparelhamento da máquina do Estado realizado pelo
PT ao longo de mais de uma década
As demissões já ultrapassam a casa das centenas, o que dá uma pálida ideia da abrangência do assalto petista ao poder. Nem
é preciso dizer que essas medidas saneadoras foram recebidas pelos
simpatizantes do PT como uma afronta – e a máquina de propaganda
petista, ainda muito afiada, está empenhada em transformar a faxina
promovida por Temer em um atentado à “cultura” e aos “direitos sociais”,
justamente as áreas cuja administração foi a mais aparelhada pelo
partido – e assim, não à toa, se prestam à marquetagem fraudulenta que
faz do PT o proprietário das classes pobres do País. O escândalo que
alguns artistas estão fazendo para desqualificar Temer inclusive no
exterior, para ficar somente neste exemplo embaraçoso, mostra bem a
dificuldade que o presidente em exercício terá para retirar a
administração pública de vez da órbita do PT e de seus simpatizantes e
devolvê-la ao conjunto dos brasileiros. A
claque petista fez muito barulho com a decisão de Temer de fundir o
Ministério da Cultura com o Ministério da Educação, rebaixando aquela
pasta à categoria de Secretaria. Do ponto de vista da imagem política,
foi um desastre que poderia ter sido evitado, pois alimenta a acusação
de que Temer estaria interessado em retaliar a chamada “classe
artística” porque esta se alinhou à presidente Dilma Rousseff e fez
campanha contra o impeachment. No
entanto, noves fora o fato de que não existe essa tal “classe
artística”, a não ser na cabeça de quem não consegue enxergar a
sociedade como um conjunto de indivíduos, e sim como uma reunião de
corporações com vocação estatal, a decisão de Temer foi essencialmente
correta, porque a pasta da Cultura foi transformada pelo PT em um de
seus principais feudos, espécie de ponta de lança da construção da
imagem do partido como o único capaz de interpretar as aspirações
nacionais. A
grande prova de que o Ministério da Cultura era apenas uma espécie de
departamento de agitação e propaganda do PT foi dada quando funcionários
da pasta receberam o novo ministro da Educação, Mendonça Filho, aos
gritos de “golpista” e de “golpe não, cultura sim”. A limpeza promovida
por Temer é portanto uma consequência natural da constatação de que a
Cultura não estava a serviço do Brasil, mas de um partido político. O
mesmo se deu no caso da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Criada no
governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a EBC deveria servir como uma
“instituição da democracia brasileira: pública, inclusiva, plural e
cidadã”, como se lê em sua carta de intenções. Mas acabou se
transformando em braço do lulopetismo. A necessidade do governo Temer de
desaparelhar a EBC ficou evidente quando Dilma, às vésperas de ser
afastada da Presidência, nomeou para presidir a empresa o jornalista
Ricardo Melo, na certeza de que este seria aliado firme do PT na
guerrilha comunicacional contra o governo interino. Temer exonerou Melo,
que entrará na Justiça sob a alegação de que seu mandato não podia ser
interrompido. A
luta contra a contaminação petista envolve muitas outras áreas do
governo. Temer achou por bem, por exemplo, exonerar da presidência do
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) o sociólogo Jessé de
Souza. Na chefia de um órgão responsável por pesquisas que ajudam a
balizar importantes decisões de governo, Jessé havia dito que o
impeachment era uma “mentira das elites” e que a crise econômica “foi
produzida politicamente” por empresários. Isso
é só o começo. É muito provável que Temer tenha de ir ainda mais fundo
se quiser extirpar o lulopetismo entranhado na administração federal. E
ele tem de estar preparado para encarar o esperneio daqueles que, depois
de apoiar de corpo e alma um projeto de poder que julgavam eterno,
estão muito perto de perder a preciosa boquinha.19 Maio 2016- DO R.DEMOCRATICA
Michel Temer na segunda-feira. Fernando Bizerra Jr.EFE
Alem
O embate entre partidários de Dilma Rousseff e defensores do impeachment
sobre se o processo de destituição é ou não "golpe" se trasladou de vez
às esferas diplomáticas no exterior. Uma semana depois de Dilma ser
afastada pelo Senado, a OEA (Organização dos Estados Americanos) foi o
palco para que EUA, Argentina e Paraguai se confrontassem com as visões
de Bolívia e Venezuela. Pela primeira vez, um diplomata norte-americano
foi menos protocolar e cauteloso sobre a crise brasileira. O embaixador
interino dos EUA, Michael Fitzpatrick, afirmou que "o que está ocorrendo
no Brasil foi feito seguindo o processo legal e respeitando a
democracia".
Fitzpatrick, questionado pela agência EFE, foi ainda mais claro: “Não
acreditamos que seja um golpe de Estado suave ou de qualquer tipo. O
que ocorreu no Brasil seguiu o devido processo legal constitucional,
respeitando completamente a democracia”. Barack Obama não telefonou ao colega interino Michel Temer e a ideia da Casa Branca é manter a discrição até que que o processo de impeachment passe por sua última etapa no Senado.
Na reunião da OEA, Argentina e Paraguai, sócios do Brasil do
Mercosul, repetiram discurso semelhante ao do representante de
Washington, enquanto a aliança mais à esquerda liderada pela Venezuela
se alinhava à tese de Dilma Rousseff, que classifica o processo de
"golpe".
O embaixador do Brasil na entidade, José Luiz Machado e Costa,
comemorou o posicionamento dos EUA: "Isso é positivo pois é o pais que é
o principal ator no cenário internacional reconhecendo a legitimidade
do processo de impeachment brasileiro", disse a O Globo.
A crise brasileira já tinha lugar de destaque na OEA. O secretário-geral Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, anunciou a sua intenção de fazer uma consulta à Corte Interamericana de Direitos Humanos
a respeito de um processo de impeachment que, segundo afirmou, “gera
dúvidas e incertezas jurídicas”. A Comissão Interamericana de Direitos
Humanos (CIDH), órgão independente ligado à OEA, expressou também
quarta-feira "profunda preocupação" com a falta diversidade e a
especulação sobre cortes em gastos sociais.
Alemanha e Supremo
Do outro lado do Atlântico, a Alemanha também foi instada a se
manifestar. Questionado por um repórter, Martin Schäfer, porta-voz do
Ministério do Exterior da Alemanha, afirmou seu Governo não se deixa
levar por "jogos de palavra e formulações simples desse tipo". Schäfer
afirmou que o Governo trabalha com o interino e frisou que o Brasil é o
maior parceiro da Alemanha na América Latina.
O uso da palavra "golpe" para designar um processo de impeachment que
considera sem base legal -obrigará a própria presidenta afastada, Dilma
Rousseff, a se explicar em dez dias ao Supremo Tribunal Federal
sobre o termo. A interpelação foi feita por partidos de oposição e
aceita pela ministra do STF, Rosa Weber. Dilma argumenta que o atraso
feito a um pagamento ao Banco do Brasil e decretos para aumentar verbas
em 2015 fora da meta fiscal, os dois crimes de que é a acusada no impeachment, não configuram crime de responsabilidade e que, portanto, o Congresso a afastou de maneira ilegal e ilegítima.
O sr. Kleber Mendonça Filho tem o direito de dizer o que bem entender, mas nós não temos de financiar suas opiniões
Por: Reinaldo Azevedo
Vamos botar um pouco de ordem na bagunça e ver como as coisas funcionam num regime democrático.
O senhor
Kleber Mendonça Filho dirigiu um filme chamado “Aquarius”, que foi
exibido no Festival de Cannes, na França. Garantidos os holofotes, este
senhor e parte do elenco resolveram exibir pequenos cartazes em inglês e
francês anunciando ao mundo uma mentira: o Brasil teria sofrido um
golpe de estado e já não seria uma democracia.
Como vocês leram num post publicado
aqui, Kleber exerce um cargo de confiança numa entidade federal, a
Fundação Joaquim Nabuco, onde é coordenador de Cinema.
Entendo. Seu
filme foi feito com dinheiro do BNDES, um banco público federal, e da
Secretaria de Cultura de Pernambuco. A ida do valente a Cannes também
foi bancada por um órgão público, a Ancine, por meio de um programa que
apoia a participação em festivais.
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Muito bem.
Até ontem à noite, a assessoria de Mendonça Filho, novo ministro da
Educação e Cultura, afirmou que o MEC ainda não tinha decidido se o
valente continuaria ou não no cargo. O ministro teria dito que Kleber “é
um cidadão brasileiro e tem o direito de se expressar”.
Ora, é claro
que sim! Que se expresse onde quiser e como quiser. O que ele não tem é
o direito de usar dinheiro público para difamar o país no exterior e
para mentir.
A única
coisa razoável a fazer é demiti-lo sumariamente, caso lhe falte, claro!,
a hombridade para pedir demissão. Quem quer ser dono das próprias
opiniões — e com esse desassombro exibido pelo tal Kleber — tem de se
garantir sem a caridade oficial, não é mesmo?
Se ele não
reconhece a democracia como um valor, que vá falar suas bobagens em
outra freguesia. O MEC não tem apenas o direito de demiti-lo; tem é a
obrigação. Em nome do estado democrático e de direito.
As instituições não têm de financiar as opiniões do sr. Kleber quando ele próprio deixa claro que as despreza.
O ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) informou que a
herança do governo Dilma Rousseff inclui um rombo orçamentário de cerca
de R$ 200 bilhões. “É um número absolutamente assustador”, disse Geddel
em entrevista ao blog, na noite desta quarta-feira
(18). A gestão petista estimara para 2016 um déficit de R$ 96 bilhões.
“Não corresponde à realidade”, disse o ministro. (veja acima os
principais trechos da entrevista. No rodapé do post, a íntegra)
“O
governo atual terá muitas dificuldades e terá que pedir muitos
sacrifícios para controlar e levar o país numa situação melhor até
2018”, acrescentou Geddel. Os apoiadores do governo no Congresso limpam a
pauta de votações à espera do projeto de revisão da meta fiscal que o
Planalto enviará na próxima semana. O prazo para votar a proposta expira
no domingo (29).
Segundo Geddel, o governo realiza um inventário
do legado de Dilma. Afora o déficit vitaminado, ele mencionou algumas
irregularidades já detectadas. Disse, por exemplo, que o PT explorava
politicamente a distribuição de chaves do programa Minha Casa, Minha
Vida, sob a responsabilidade do Ministério das Cidades. Mencionou também
a existência de funcionários fantasmas na Secretaria de Governo, que
era comandada pelo petista Ricardo Berzoini antes da sua chegada.
“O
PT estava aqui, na Secretaria, utilizando-se de cerca de mil cargos
para aparelhar a sua militância política”. Esses militantes não
trabalhavam?, indagou o repórter. E Geddel: “Não trabalhavam. Estamos
trabalhando na identificação desses processos.” O auxiliar de Temer não
chama a herança de Dilma de maldita porque “não seria original”. Prefere
dizer que “é uma herança de graves consequências para o país.”
Após
a conclusão do levantamento, Michel Temer pretende revelar os dados num
pronunciamento em rede nacional ou em entrevistas. Geddel afirma que o
trabalho é dificultado pela ausência de informações nos arquivos
oficiais. “Todos estão absolutamente abismados com as notícias que estão
recebendo desse inventário, que está sendo feito apesar de todas as
dificuldades, de não terem deixado dados, de não terem feito transição,
de não terem deixado nada registrado em computadores. Uma coisa que eu
chamaria de impatriótica.”
Perguntou-se ao ministro se houve o
sumiço deliberado de dados. “Eu tenho que ter cautela para lhe dizer
isso, mas as notícias que nós estamos tendo nesse primeiro momento são
muito ruins”, respondeu Geddel. Referindo-se à sua pasta, ele afirmou:
“Não ficou registro absolutamente de nada —do pagamento de emendas [de
parlamentares], da transferência de recursos… Tanto que nós estamos
pedindo aos ministros que suspendam pagamentos e empenhos feitos nos
últimos dias, para que possamos revisitá-los.”
Geddel acrescentou:
“Há uma série inacreditável de atos e nomeações, de coisas
absolutamente desprovidas de senso de responsabilidade que foram
praticadas nas últimas duas semanas. Estamos examinando aquilo que não
se transformou num ato jurídico perfeito ainda, para eventualmente
cancelá-los, para que a máquina governamental volte a andar com um
mínimo de transparência, […] não tão aparelhada como vinha sendo.”
Instado
a comentar a situação precária do presidente interino da Câmara, Waldir
Maranhão (PP-MA), Geddel disse que não há nada que o governo possa
fazer. “ “Não há vacância de cargo, não há instrumento nem legitimidade
para que ele deixe de ser o vice-presidente da Câmara. A vida como ela
é. O meu papel é fazer as votações acontecerem. E nós vamos fazer da
forma que seja possível, não, talvez, da forma ideal.”
Sobre o
movimento liderado por DEM, PPS e PSB para substituir Maranhão, Geddel
adota um tom pragmático: “Sou um homem experimentado. Existe um
discurso, é natural. E existe uma prática. A prática não permite que eu
tome uma atitude que não seja construir através do diálogo uma saída
para que o governo possa ter seus projetos tramitando na Câmara com
rapidez e que a sociedade tenha resultados. Eu não tenho direito, como
homem de govenro, de ficar fazendo discurso. Eu tenho que apresentar
resultados à sociedade. Essa é a orientação que eu tenho do presidente
Temer.”
Geddel falou também sobre a escolha do deputado André
Moura (PSC-SE) para desempenhar as funções de líder do governo na
Câmara. Reconheceu que o governo cogitou outro nome para a função:
Rodrigo Maia (DEM-RJ). Mas disse que Temer optou por Moura porque ele
atraiu o apoio de um expressivo grupo de partidos. Recordou-se ao
ministro que Moura responde a oito processo no STF. É réu em três ações
penais nas quais é acusado de desviar verbas públicas. Investiagam-no
também na Lava Jato. Até uma acusação de tentativa de homicídio pesa
sobre os ombros do novo líder.
Geddel não pareceu incomodado: “Ele
é um deputado, está no exercício do mandato. Não houve nenhuma
suspensão dos seus direitos políticos. E quanto eu digo a vida como ela
é, é porque nós precisamos aprovar matérias na Câmara. Matérias que são
urgentes e são exigidas pela sociedade basileira. Se você tem dez, 15
líderes que dão sustentação ao governo apoiando um parlamentar para
liderá-los, evidentemente que, ainda que haja todos esses senões que
você coloca, nós temos que levar em conta aquilo que é o interesse mais
imediato do país…” JDESOUZA
As trocas de comando na Secom e na EBC
começam a provocar estragos de bom tamanho no Programa Desemprego Zero
para a Companheirada
Por: Augusto Nunes
A nova direção da Secretaria de Comunicação Social (Secom) já
fechou as comportas das represas de publicidade oficial que nos últimos
13 matou com jorros de dinheiro a sede dos blogueiros estatizados. A
vida mansa acabou. A esgotosfera vai ter de repartir as fontes que
sobraram, como as prefeituras de São Paulo e de Maricá. As mesadas
garantidas por Fernando Haddad e Washington Quaquá sustentam até
fábricas de sabujices montadas no exterior.
A troca de comando na Empresa Brasileira de Comunicação avisa que
chegou ao fim a farra na TV Brasil e em outros galhos administrativos
transformados em imensos cabides de emprego. As duas medidas já
provocaram estragos de bom tamanho no Programa Desemprego Zero para a
Companheirada. Ainda falta muita coisa. Falta, por exemplo, um rigoroso
pente fino nos contratos com sites e blogs arrendados que sangraram a
Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica.
Embora em seu começo, a drenagem desse pântano da sabujice vai
produzindo produziu saudáveis mudanças na paisagem. Uma delas: já podem
ser vistos por aí exemplares de uma espécie considerada extinta desde
2003. Depois de tanto tempo sumido, como a ararinha-azul e o mico-leão
dourado, o petista desempregado reapareceu.
O Supremo
Tribunal Federal, em decisão liminar da ministra Rosa Weber determinou ontem que presidente afastada Dilma
Roussef seja notificada para responder a ação da Procuradoria Parlamentar da
Câmara. O STF e a Câmara querem que ela esclareça o uso do termo “golpe'' nos
discursos públicos, sobre o processo de impeachment, ocorrido dentro da lei,
conforme citam as duas instituições.
Assim que for notificada, Dilma terá até 10 dias para
enviar à Corte a à Câmara a sua justificativa.
A ação foi levada pela
Procuradoria, ao STF, no último dia 5 “e atendeu a um pedido do deputado
federal Júlio Lopes (PP-RJ) (…). O deputado questiona o que consistiria o
suposto golpe, quem seriam os golpistas e o motivo de a Presidente não ter
recorrido a nenhuma instituição para evitar o que considera ser golpe. DO POLIBIOBRAGA
Os crimes teriam sido cometidos durante o andamento do processo do mensalão.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
O juiz Federal Sérgio Moro, da 13ª vara de Curitiba, condenou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu
(governo Lula) a 23 anos e 3 meses de prisão por corrupção passiva,
lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa, por
envolvimento em esquema de pagamento de propina investigado na Lava
Jato. Os crimes teriam sido cometidos durante o andamento do processo do
mensalão, em qual foi condenado em 2013.
De acordo com o
magistrado, Dirceu teria recebido ilicitamente cerca de R$ 15 milhões.
Parte desse valor teria sido repassada ao ex-diretor de Serviços da
Petrobras Renato de Souza Duque e ao ex-gerente de serviços Pedro José
Barusco Filho, "através da cobrança de preço superior à estimativa,
aliás propiciado pela corrupção, com o que a estatal ainda arcou com o
prejuízo no valor equivalente".
Os valores de propina teriam sido ocultados por meio da "realização
de diversas transações subreptícias, simulação de prestação de
serviços, com diversos contratos e notas fiscais falsas, não só com a
Jamp Engenheiro, mas também com a Engevix Engenharia", além de reformas de imóveis do interesse de Dirceu.
"O mais
perturbador, porém, em relação a José Dirceu de Oliveira e Silva
consiste no fato de que recebeu propina inclusive enquanto estava sendo
julgado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal a Ação Penal 470,
havendo registro de recebimentos pelo menos até 13/11/2013. Nem o
julgamento condenatório pela mais Alta Corte do País representou fator
inibidor da reiteração criminosa, embora em outro esquema ilícito. Agiu,
portanto, com culpabilidade extremada, o que também deve ser valorado
negativamente."
José Dirceu foi preso em agosto do ano passado
durante a 17ª fase da operação Lava Jato, batizada de Pixuleco. O nome
foi escolhido em alusão ao termo usado pelo empreiteiro Ricardo Pessoa,
presidente da UTC Engenharia, para denominar propinas recebidas em
contratos.