terça-feira, 22 de abril de 2014

SEM ENERGIA, moradores incendeiam posto da Eletrobras


A população do município de Palmeirais, cidade localizada à 100 km da capital, Teresina, vive um drama com a falta de energia que abrange toda a cidade. Após reclamar e não ser atendida, os moradores revoltados decidiram na tarde desta terça-feira (22/04), atear fogo em um posto da Eletrobras, distribuição Piauí.
Segundo informações repassadas por moradores via WattsApp, a cidade convive há três dias sem energia e nenhuma atitude é tomada por parte da Eletrobras. Além da constante falta de energia elétrica, a cidade vive com outro problema grave, a falta de água. A fonte que abastece toda a cidade está há algum tempo sem uma bomba, que realiza a retirada da água e distribui para os moradores.
Revoltada, a população ateou fogo no posto da Eletrobras, e ameaça a todo instante colocar fogo no posto da Agespisa. Palmeirais também está sem o fornecimento de internet.
Caso não tenham suas demandas atendidas, os populares afirmam que continuarão com o manifesto, e que diversos outros pontos do poder público podem ser queimados ou depredados pelos revoltosos.
baac1901717d06453dec46fd4f6c15aa.jpg
d.jpg
Repórter: Manoel José
Publicado Por: Manoel José
DO 180GRAUS

NEIL FERREIRA: “Tanto riso, oh, tanta lambança…”

“Ela diz que vai botá segurança padrão Fifa na Copa. E as obras do PAC? (Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)
Por Neil Ferreira — artigo publicado no Diário do Comércio, da Associação Comercial de São Paulo
Tanto riso Oh quanta lambança
neil-ferreiraMilhões de palhaços na telê-visão. E Miss Piggy nem botou e já ca-ca-re jou, no meio da multidão. Sou zé ketim, vou ficar com o bico fechadim pra não mais tropeçar na língua.
Cacarejou que vai botá (sic) segurança Padrão Fifa na Copa e esse cacarejo é o mesmo de botá e não botou; devia se calar como as patas de respeito, que botam e se calam por boa educação.
Obrigado por me ler sem entender; eu que escrevi não entendi, mas asseguro que é contra. O dia em que escrever a favor, pode me internar em camisa de onze varas. “Camisa de onze varas”: não tenho ideia do que signifique.
Cacarejou e não botou as obras do PAC, de quem é mãe gentil pátria amada Brasil, como cantou o gajo dono do seu terreiro; a dita cuja só ca-ca-rejou.
Aí, saiu aos abraços e risos com o presidenta da PTbras, deu em todos jornais, oh tanto riso quanta lambança, depois que ela, o presidenta da PTbras e mais de muitos milhões de palhaços vendo na televisão, fez da lambança da Pasadena apenas um “mau negócio” e tudo ficou por isso mesmo. Ficou nada.
O cumpanhero Gabrielli, ex-presidente da PTbras e jabuti de Lula, aparece na Falha de S.Paulo dando à Pasadena o status de “bom negócio” e falando no Estadão que a Miss Piggy “não pode abrir mão da responsabilidade na compra da Pasadena”, atirando mais shit in the fan, desmentindo Miss Piggy, vá a gente saber se quem desmentiu foi o mesmo que mentiu.
Tudo ficou na lambancinha de Um Bilhão e Duzentos Milhões de Dólares, um troco perto dos esquecidos Trezentos Bilhões de Dólares em dívidas, uns Duzentos e Vinte Bilhões sumidos em alguns passes de mágica, now you see now you don’t.
Tremenda rasteira na PTbras, jogada às profundezas dos poços até agora inexistentes do pré-sal. Era a décima segunda maior empresa do mundo, virou a duzentésima num-sei- quantésima, desmentindo a mentira do Mãos Sujas, que mentiu na nossa cara a autossuficiência em petróleo, com uma produção que nos transformaria numa Opep.
Você viu se opepamos? Nem Mister Foster, marido da presidenta da PTbras, ocupado que estava com seus negócinhos milionários na maior moita com a mesma PTbras.
“A imaginação oficial transforma em realidade a ficção dos números da caixa-preta da PTbras.” (Foto: Presidência da República/Divulgação)
Miss Piggy, treinada pelo gajo que cacareja de dono do seu terreiro, convocou um convescote de dois mil cumpanheros blogueiros chapas-brancas, pra treinar guerrilha na internet.
Ela cacarejou a conquista dos jovens pela Waleska Popuzuda (sic); talvez vão contratá-la, assim como o gajo desse terreiro foi contratado pra ser Doutor Honórios Causas e cacarejar nas universidades inexistentes da África e do ABC.
Vai botá agora, não a leve a mal, sempre é carnaval (bis). Vai nada, conheço esse galinheiro; daí só sai ovo se for pra fazer omelete pra encher o bucho da cumpanherada.
Abro parênteses para uma palavrinha a quem admira grandes escritores. Abre: Peço uma lágrima para Gabriel García (Gabo) Márquez, que nos deixou, vitimado pelas duas piores moléstias que podem afligir a um autor de obras de arte como ele foi.
Uma, infelizmente, afetou sua capacidade de reconhecer o mundo em que viveu seus últimos anos. Outra, infelizmente, afetou sua capacidade de reconhecer o mundo em que viveu durante quase todos os anos da sua vida produtiva: foi fidelista fanático enquanto lúcido; seria lúcido um fidelista? Fecha.
A realidade é produto da nossa imaginação. Aprendi com Sagan que “A verdade está lá fora” e com Daniken que “Os deuses eram astronautas”. Acredito em Ovnis. Um alien, Einstein, afirmou que “A imaginação é melhor do que o conhecimento”.
Acredito que as gigantescas figuras de Nazca são obras dos aliens e quem duvidar que duvide. Quero vê-las de novo antes que meu prazo de validade se esgote.
Poderosas imaginações imaginaram realidades como o são-paulinismo, as Leis da Gravidade e da Relatividade e a Teoria do Big Bang.
A imaginação oficial transforma em realidade a ficção dos números da caixa-preta da PTbras. A esculhambação teria sido obra de apenas um cara, já em cana e estamos conversados; zé finí. À maneira de Ripley, acredite se quiser.
Se um dia forem abertas as caixas–pretas da Nossa Caixa Deles, do Banco do Brasil Deles, do BNDESDeles, verdadeiras caixas de Pandora, the shit will hit the fan e sentiremos o odor pútrido da matéria-prima com que são elaboradas pelos cumpanheros.
Os fatos, como nas minhas obras, jamais interferiram nas obras deles. IBGE e IPEA, antes referências mundiais, e agora cumpanheros, são meras porcarias a serviço da maior corrupção jamais vista nesse neçepaíz e seus trabalhos transformados em dúvidas. Eu duvido e faço pouco.
Ante uma reportagem devastadora do NY Times sobre as obras apodrecendo ou prometidas e inexistentes dos governos Lula e Dilma, e sobre a guerrilha urbana contra o que FHC estava realizando pelo bem do País, Lula disse na maior cara de pau: “É que a gente não sabia que podia ganhar a eleição”. A cada dia, o PT dá mais provas de que não vale nada.
Seu voto sua arma, atire para matar.
DO RICARDO SETTI

Ataque à garagem deixa R$ 10 mi de prejuízo e 20 mil afetados, diz viação


 

Homens armados renderam segurança e incendiaram 34 ônibus em Osasco
Um dos funcionários da empresa foi obrigado a atear fogo e se queimou.

Trinta e cinco ônibus da viação Urubupungá, em Osasco, na Grande São Paulo, foram incendiados na madrugada desta terça-feira (22). Trinta e quatro estavam na garagem da empresa e um foi atacado quando estava na rua (Foto: Mario Ângelo/Sigmapress/Estadão Conteúdo)Trinta e quatro ônibus da viação Urubupungá, em Osasco, na Grande São Paulo, foram incendiados na madrugada desta terça-feira (22). (Foto: Mario Ângelo/Sigmapress/Estadão Conteúdo)
O ataque a uma garagem da Auto Viação Urubupungá na madrugada desta terça-feira (22) afetou cerca de 20 mil passageiros em Osasco, na Grande São Paulo, e deixou prejuízo estimado pela empresa de pelo menos R$ 10 milhões. Pelo menos seis criminosos fortemente armados, entre eles dois adolescentes, invadiram a garagem de apoio da viação, renderam um manobrista e um segurança e atearam fogo aos ônibus. O prejuízo de R$ 10 milhões não inclui o reparo da infraestrutura da garagem.
Ao todo, 23 veículos ficaram totalmente destruídos e 11 foram parcialmente atingidos pelas chamas no pátio que fica na Rua Águas da Prata, que é uma travessa da Avenida Presidente Médici. Horas antes, dois coletivos da empresa, que possui 21 linhas em Osasco, sofreram tentativas de ataque, mas não chegaram a ficar danificados, segundo a empresa. Inicialmente, a Viação Urubupungá informou que, no total, 35 ônibus foram atingidos, mas depois disse que 34 ônibus chegaram a pegar fogo.
De acordo com o gerente-geral da Urubupungá, Miguel de Albuquerque, pelo menos um dos funcionários foi obrigado pelos criminosos a ajudar a incendiar os coletivos.
“Todos estavam fortemente armados. Eles renderam os funcionários. Dois garotos, que a gente acredita ser menores, foram jogando [o combustível nos ônibus]. Como os menores estavam demorando, eles mandaram dois irem lá jogar também. A ação demorou de três a quatro minutos”, afirmou.
Um funcionário que estava em outra garagem e foi chamado a prestar socorro contou que um dos colegas, obrigado a atear fogo nos coletivos, chegou a ter uma queimadura no braço.
A garagem não tinha câmera de segurança, mas todos os ônibus estavam equipados com câmeras de segurança. A empresa ainda avalia as condições dos aparelhos de ônibus que não ficaram totalmente destruídos para tentar localizar imagens que ajudem na identificação de suspeitos.  Os coletivos que ficaram parcialmente danificados tiveram problemas principalmente nos retrovisores e no parabrisa, onde fica o equipamento que registra as imagens.
Nesta manhã, a empresa organizava uma reunião para discutir as próximas iniciativas a serem tomadas para suprir a necessidade de ônibus em circulação. Coletivos que estavam em manutenção preventiva e ônibus extras foram para as ruas. A empresa, que atua em oito municípios da região metropolitana de São Paulo, avalia a necessidade de remanejar veículos de outros pontos para Osasco.
“Nossa equipe de colaboradores está abalada. Os munícipes de Osasco estão assustados. Toda a comunidade em torno da garagem está apreensiva”, observou Albuquerque.
Segurança
A empresa disse ter buscado o apoio da Polícia Militar e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbano (EMTU) para garantir a segurança. De acordo com Albuquerque, a empresa não havia recibo ameaça de ataque. “Existem situações pontuais em alguns bairros no que diz respeito à queima de veículos. É algo que a gente vem sofrendo desde 2006. Desde então, no nosso grupo, a estatística ultrapassa 110 veículos que já foram queimados.”
Um funcionário contou à reportagem que os motoristas costumam ficar em alerta quando acontecem tiroteios na região. “A gente já se prepara para monitorar a frota”, declarou. Na noite de segunda-feira (21), há relatos de uma morte na região durante uma troca de tiros.
A perícia já esteve no local.
DO G1

Olhem aí… Eles começaram a sair da casinha!

Vou imitá-los um pouquinho: “kkk, rá, rá, rá, oinc, oinc, oinc, fuça, fuça, fuça, pum, pum, pum”!!! O PT reuniu fisicamente, no último fim de semana, a sua militância digital num “camping” — escrevi a respeito —, e já se notam os primeiros efeitos na rede. Vejam esta maravilha:
EFEITO PT DIGITAL
Vejam ali este lindão no meio da turma — algumas companhias ali muito me honrariam, mas nem todas. “Mais de R$ 30 mil???” Ah, não nos subestimem!!! O mais engraçado é que os idiotas não sabem nem mesmo distinguir alhos de bugalhos. Imaginem se eu toparia uma conspiração, qualquer uma, com Miriam Leitão, por exemplo — ou ela comigo! —, ainda que fosse para salvar da extinção um glossoescolecídeo… O bicho morreria seco, coitado! Sem contar que ela se preocupa em provar àqueles que a odeiam que ela é bacana, genuflexão que não faço. Ao contrário até. Dado o exclusivíssimo ponto de vista da turma, eu me preocuparia se começassem a me achar um cara legal.
Os vagabundos que ficam fazendo oinc, pum e fuça-fuça debaixo de barracas jamais entenderão! Ainda que, naquela montagem, só houvesse canalhas, cada um o seria à sua maneira e por sua própria conta — ao contrário deles, que são milicianos a soldo, pagos, como de hábito, com dinheiro público. No seu caso, até os borborigmos obedecem a um comando.
Setores da imprensa que vivem hoje sob o ataque dessa súcia fazem questão de se ajoelhar no milho, de pedir desculpas, de se redimir, deixando-se patrulhar pela corja. Vivem, nas sublinhas, se explicando e se justificando, o que é bastante constrangedor: um espetáculo triste de ler, ver e ouvir. A covardia é sempre repugnante. Eu os chamo por aquilo que são: vagabundos, fascistoides, venais e moralmente deformados. Não são meus juízes. Não dependo deles para existir nem os quero como leitores!
Se vocês acessarem a página no Facabook em que esse troço foi publicado, verão que ela existe para odiar a imprensa e para pregar o controle da mídia nos moldes do chavismo. Há gente achando que a melhor maneira de enfrentar o bando é fazer concessões, “mantendo a interlocução”!!! Interlocução com bandido? Não faço! Alguns dos seus alvos, movidos por uma covardia asquerosa, acreditam, por exemplo, que, se me xingarem um pouquinho, poderão ser poupados: “Ó, eu sou diferente, hein!? Também odeio os conservadores, tá? Sempre fui de esquerda! Tirem-me da lista! Falem bem de mim!” Os inocentes e os idiotas ainda não entenderam a natureza do confronto. São, assim, uma mistura de Daladier e Chamberlain, mas adaptados à chanchada autoritária brasileira.
A página não deixa a menor dúvida quanto ao inspirador:
EFEITO PT DIGITAL 2
Não ajoelho, não! Podem babar à vontade. Eu os chamarei por aquilo que são. Pra dentro da casinha!
Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O PMDB está sendo roubado

(*) Percival Puggina –
percival_puggina_01Recapitulemos. O MDB e a ARENA nasceram respectivamente em março e em abril de 1964, como consequência do bipartidarismo imposto pelo art. 18 do Ato Institucional nº 2. Mais tarde, na transição para os anos 80, com o início da abertura, novos partidos surgiram e os maiores, que vinham do período anterior, mudaram de nome. A ARENA virou PDS e o MDB virou PMDB. Durante quase duas décadas, portanto, os principais partidos brasileiros foram esses dois. Um pelo governo e o outro pela oposição. Um mais pela direita, o outro mais pela esquerda. É fato irrecusável, no entanto, que o esforço para levar o país à normalidade ocorreu no âmbito das instituições, dentro do jogo político, na conquista da opinião pública, e que a parte principal dessa tarefa coube ao partido oposicionista, o PMDB.
Simultaneamente, no contrafluxo, algumas dezenas de organizações comunistas clandestinas cometiam desatinos. Promoviam atos terroristas e execuções sumárias, assaltavam, assassinavam, sequestravam pessoas e aeronaves. Recebiam orientação, treinamento e recursos de Cuba, URSS, China. Davam calor local à Guerra Fria (há quem diga que ela não existia aqui e que, embora EUA e URSS disputassem até a Lua e o espaço sideral, os soviéticos olhavam para o insignificante Brasil com desdém). Embora os panfletos que espalhavam entre os resíduos criminosos e mortais de suas ações falassem muito em povo, essas organizações não tinham qualquer apoio popular. Semearam dores e danos, e atrasaram a redemocratização. Descriam da democracia, zombavam dos que faziam oposição no plano das instituições.
Entretanto, não há como negar a utilidade da atuação do PMDB. Foi seu trabalho na formação da opinião pública, apoiado por frações da base governista (parte da qual saiu do PDS e formou a Frente Liberal) que criou o ambiente favorável à abertura “lenta, gradual e segura” de Geisel. E é irrecusável, também, que guerrilheiros e terroristas, nessa longa história, não têm qualquer mérito. Foi a ideologia deles, recusada pelo povo nas ruas do país, que gerou a intervenção militar e foi a opção deles pela luta armada que retardou a normalização institucional.
Pois bem, esse é o grupo que, hoje, hegemoniza nossa política com vários de seus membros promovendo “expropriações” do patrimônio público e agindo, agora como então, fora da lei. É esse mesmo grupo que, de tempos para cá, com inacreditável apoio midiático, enfeitando a própria história, se pavoneia como defensor da democracia e paladino histórico das liberdades públicas.
Não preciso escrever mais nada para demonstrar que o PMDB está sendo roubado de seu principal patrimônio político. Líderes vindos da clandestinidade, da luta errada, por meios errados, para fins ainda mais errados, chegaram ao poder pelo voto. Instalam-se para ficar. E passam a buscar méritos que não têm. Posam como vítimas da ditadura (alguns foram mesmo) e ocultam os tenebrosos objetivos que os moviam. Põem o PMDB a tiracolo e, sem pedir licença a ninguém, dão de mão no trabalho de Ulysses, Tancredo, Fernando Henrique, Montoro, Covas, Simon, Teotônio. E o PMDB, submisso à ditadura do “politicamente correto”, submisso à hegemonia petista, a tudo tolera em troca de quinhões do poder. Alguém tem que ir à delegacia e preencher um B.O..
(*) Percival Puggina (68) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a Tragédia da Utopia e Pombas e Gaviões.

Apresentadora paraibana Rachel Sheherazade é capa da Veja SP

Apresentadora paraibana Rachel Sheherazade é capa da Veja SP Nas duas semanas em que tirou folga para descansar em sua cidade natal, João Pessoa, na Paraíba, Rachel Sheherazade, 40 anos, não conseguiu se desligar do trabalho. Calcula que passou metade do tempo concedendo entrevistas para negar rumores a respeito de sua demissão. Segundo os boatos, o canal de Silvio Santos teria cedido à pressão para tirar do ar a estrela do SBT Brasil, que vem provocando enormes discussões, sobretudo na internet, com declarações a respeito de temas como aborto (ela é radicalmente contra a legalização) e segurança pública (certa vez, afirmou ser compreensível a atitude de vingadores que prenderam num poste um bandido no Rio de Janeiro). Quase no fim das férias, a apresentadora recebeu uma ligação da secretária do presidente da emissora, Guilherme Stoliar. Ela a convocava para uma reunião na última segunda-feira (14), a mesma data prevista para Sheherazade retornar à bancada do programa que vai ao ar de segunda a sexta às 19h45. O encontro, ocorrido a portas fechadas no 4º andar da sede da empresa, às margens da Rodovia Anhanguera, durou aproximadamente uma hora e meia e resultou na decretação de uma espécie de lei do silêncio para a jornalista.

 Além de Sheherazade e de Stoliar, estavam presentes na sala o vice-presidente do canal, José Roberto Maciel, o diretor de jornalismo, Marcelo Parada, e o diretor de produção, Leon Abravanel, que é também irmão de Silvio. Esses executivos a proibiram de continuar emitindo no ar as opiniões polêmicas que provocam amor e ódio nas redes sociais, com o objetivo declarado de preservar a imagem da funcionária. Na mesma ocasião, a apresentadora ouviu do presidente do canal a promessa de que vai comandar um programa-solo no segundo semestre. A atração, semanal e com uma linha editorial opinativa, seria uma ideia de Silvio Santos. Nos últimos tempos, o homem do Baú vem elogiando o desempenho de Marcelo Rezende, cujo programa Cidade Alerta, na Record, fica sempre acima da média de 10 pontos de audiência no horário. Dentro do SBT, Sheherazade é vista com potencial para se tornar um “Datena de saias”.
Em entrevista a VEJA SÃO PAULO poucas horas antes de apresentar o telejornal, com um clima de tensão entre a equipe, a apresentadora mediu cada palavra ao falar e procurou fazer um balanço positivo dos últimos dias. “Às vezes, é preciso dar um passo para trás antes de dar um salto para a frente”, afirmou. “Sofro com as pressões, mas sou boa de briga e dura na queda. Além disso, a decisão de suprimir os comentários não é definitiva. Meu estilo de jornalismo é de posicionamentos firmes. Jamais poderia ficar em cima do muro. Essa sou eu e é por isso que fui contratada.”
Um dos motivos do recuo do SBT envolve segurança, de Sheherazade e da empresa. Nos últimos tempos, a jornalista recebeu ameaças em posts da internet e torpedos de celular. Avisos do mesmo tipo começaram também a chegar a membros da equipe do telejornal. A apresentadora foi orientada a trocar de telefone, passou a ter um serviço de escolta do canal nos deslocamentos do trabalho para casa e mandou blindar seu carro e o do marido, o corretor de imóveis Rodrigo Porto. Em fevereiro, uma manifestação contra Sheherazade chegou a ser marcada para ocorrer na porta da emissora, que procurou autoridades como a Dersa para criar um plano de emergência. A mobilização popular, porém, acabou não acontecendo.
Outra questão que incomoda são as pressões políticas. Deputados do PSOL e do PCdoB entraram no mesmo mês com representações no Ministério Público contra a âncora e a emissora para que ambas respondam civil e criminalmente por apologia ao crime. Isso ocorreu depois de Sheherazade dizer no ar que era compreensível a atitude dos vingadores no Rio de Janeiro. A gota d’água para limitar a liberdade da jornalista no SBT ocorreu quando chegou aos executivos do canal o vídeo de um discurso que ela fez durante as férias na Paraíba, ao receber a condecoração simbólica de diploma de honra ao mérito na Câmara dos Vereadores de João Pessoa. “A emissora em que trabalho tem garantido esse direito (de falar) a duras penas, sendo chantageada por partidos políticos, podendo perder uma concessão pública”, disse, na ocasião.
DO PBAGORA...

SBT confirma que Censura da Rachel é estratégia



DA REV.VEJA...

No limite, Gabrielli culpa o Pedro Álvares Cabral


ReutersPasadena foi um bom negócio? Em artigo na Folha, José Sérgio Gabrielli, o ex-presidente da Petrobras, anotou: “A resposta é sim para o momento da compra, mas não teria sido sob o cenário entre 2008 e 2012.” Nessa versão, “o mundo mudou, nós descobrimos o pré-sal e o planejamento estratégico da Petrobras acompanhou as mudanças.”
“O mercado de derivados nos EUA se alterou drasticamente”, escreveu Gabrielli. “Foram as variações de margens de refino e os diferenciais de preço entre o petróleo leve e pesado que fizeram a lucratividade de Pasadena variar. Enquanto isso, no Brasil, a demanda por derivados se aqueceu, levando a companhia a investir em refino interno.”
A certa altura, Gabrielli sustentou que, “irresponsavelmente, a oposição distorce fatos e dados” sobre a aquisição da refinaria. Segundo ele, cria-se “uma narrativa que desinforma a população” e “prejudica a imagem da Petrobras”, favorecendo a “depreciação de seu valor de mercado.”
Levando-se o raciocínio de Gabrielli às últimas (in)consequências, o culpado pelo mau passo da Petrobras é Pedro Álvares Cabral. Se ele não tivesse descoberto o Brasil naquele 22 de abril, ainda seríamos uma Pindorama habitada por índios nus. Com todas as vantagens e desvantagens.
A principal desvantagem, caro leitor, é que você não existiria. Não leria esse texto, já que o repórter também não existiria. Eu e você devemos ter sangue índio. Mas o melado que corre em nossas veias inclui um pouco de tudo o que veio depois de Cabral: o português, o negro, o alemão, o italiano… Em compensação, também não existiria o José Sérgio Gabrielli.
Outra vantagem é que tucano seria apenas uma ave de bico grande. Melhor: o búlgaro Pedro Rousseff não teria emigrado para o Brasil. Jamais teria se casado com a jovem Dilma Jane Coimbra Silva. Que não teria dado à luz a menina Dilma Rousseff.
Inexistindo, Dilma não teria escrito aquela nota na qual escreveu que não avalizaria a compra de Pasadena se as cláusulas que obrigaram a Petrobras a comprar a parte da belga Astra Oil na refinaria, elevando o valor total do mico a US$ 1,25 bilhão, constassem do resumo executivo apresentado ao conselho de administração da estatal. Aliás, ela nem presidiria o tal conselho se Cabral fosse surdo e não tivesse escutado o grito de “terra à vista”.
Em entrevista ao reporter Ricardo Galhardo, outro que não precisaria existir, Gabrielli assumiu a reponsabilidade pelo relatório “falho” que embasou a decisão do conselho da Petrobras. Mas soou avesso à ideia de frequentar o noticiário sozinho:
“Eu sou responsável. Eu era o presidente da empresa. Não posso fugir da minha responsabilidade, do mesmo jeito que a presidente Dilma não pode fugir da responsabilidade dela, que era presidente do conselho. Nós somos responsáveis pelas nossas decisões. Mas é legítimo que ela tenha dúvidas.”
O azar de Gabrielli é que os índios de Pindorama já tinham uma queda pela corrupção passiva. Vendiam-se por qualquer pedaço de espelho. Imagine como seria se os portugueses tivessem sido postos para nadar de volta às caravelas! Não existiria o prejuízo de Pasadena. Não haveria nem a Petrobras. Muito menos um PT para aparelhá-la e uns Calheiros para indicar apaniguados. Donde não existiria também o diretor preso junto com o doleiro…
Talvez não escapássemos da corrupção. Os índios já não se contentariam apenas com espelhinhos. Mas todos os relatórios “técnica e juridicamente falhos” e as conversas grampeadas seriam em tupi guarani. Quer dizer: uma coisa bem mais original. É uma pena que a CPI, se for instalada, não possa convocar Pedro Álvares Cabral. Seria divertido escutá-lo dizendo que “o Brasil foi um bom negócio no momento do descobrimento, mas o mundo mudou. E ainda não tinham inventado a cláusula de put option.”
DO JOSIAS DE SOUZA-FOLHA

Dilma perde no segundo turno para Aécio e Campos entre os eleitores que conhecem os três

Dillma careta
Já escrevi aqui algumas vezes que, em parte, a liderança da presidente Dilma Rousseff (foto) nas pesquisas de opinião se deve ao fato de que ela é conhecida, e seus adversários não. Parece que o Datafolha confirma isso. Vamos ver.
O instituto constatou, por exemplo, que 57% conhecem Dilma muito bem, índice que cai para 17% com o tucano Aécio Neves e 8% com Eduardo Campos, do PSB. Não conhece a presidente 1% do eleitorado — 25% no caso de Aécio e 42% no de Campos.
Não obstante, a rejeição dos três é de 33%. Observei, então, que muita gente não vota em Dilma porque a conhece, e muitos não votam nos oposicionistas porque não os conhecem. Algumas pessoas chiaram. Chiadeira ociosa.
Outro dado do Datafolha chama a atenção: 17% disseram conhecer bem ou um pouco os três candidatos. E aí se dá algo notável: nesse universo, os três estão tecnicamente empatados: Campos fica com 28%; Dilma, com 26%, e Aécio com 24%. Mais: nesse universo dos que conhecem os candidatos, nem que seja um pouco, a presidente perde as simulações de segundo turno: ela é derrotada pelo tucano por 47% a 31% e, pelo peessebista, por 48% a 31%.
É claro que se trata de números preocupantes para a presidente. Afinal, o objetivo de uma campanha política é justamente tornar conhecidos os candidatos. Isso demonstra como é remota a chance de Dilma, caso não seja solapada por Lula — não creio nisso, deixo claro! —, vencer a disputa no primeiro turno. Na verdade, é mais um indício que aponta o risco de derrota.
Lembrem-se de que a mais recente pesquisa do Ibope já apontou que, hoje, muito provavelmente, é maior o número de brasileiros que reprovam o jeito de Dilma governar do que o dos que aprovam: 48% a 47%. Há um mês, o placar era favorável à presidente: 51% a 43%. Vale dizer: nesse pequeno período, houve uma mudança de nove pontos percentuais contra Dilma Rousseff.
Esses números do Datafolha indicando virtual empate entre os eleitores que conhecem, ao menos um pouco, os candidatos é compatível com um certo sentimento de enfaro que se percebe nas ruas. Se ele vai se traduzir, efetivamente, em voto, ainda não se sabe. Que Dilma não tem razões para comemorar os números, isso é evidente.
Assim, não havia, efetivamente, nada de errado com aquela minha conclusão: muita gente não vota em Dilma porque a conhece, e muitos não votam em Aécio e Campos porque não os conhecem.
Por Reinaldo Azevedo

domingo, 20 de abril de 2014

Medo da urna faz Dilma governar com a barriga


Marlene Bergamo/Folha
Considerem-se, de saída, as seis máximas que passaram a reger a atuação de Dilma Rousseff e do seu governo:
 Só em 2015 será possível decidir se os preços represados dos combustíveis, da energia elétrica e das tarifas de ônibus subirão gradualmente ou de uma única tacada, içando a inflação de 2015 à casa dos 7%.
 Só depois das eleições vai-se poder conversar a sério sobre o esforço fiscal extraordinário que o governo terá de fazer para, em combinação com a política monetária, domar uma inflação que deve estourar o teto da meta, de 6,5%, entre julho e novembro de 2014.
 Só quando as urnas informarem o nome do próximo presidente o país poderá saber o que Brasília pretende fazer para superar o vexame de um crescimento econômico estimado para 2014 em algo entre o ridículo (1,5%) e o constrangedor (2%). Antes disso, não há clima para reconhecer que a tática escorada no consumo, por esgotada, precisa ser substituída por um modelo que combine mais investimentos com elevação dos índices de produtividade.
 Só depois de fechar as contas de 2014 será possível saber que mágicas o governo pretende encenar para evitar mudanças na Previdência e na fórmula de reajuste do salário mínimo, que expira no ano que vem. Há eloquentes indícios de que será inevitável fixar uma idade mínima para a aposentadoria, reduzir os gastos com as pensões por morte e redesenhar as regras do seguro-desemprego. Há sólidas suspeitas de que a correção do mínimo pela variação da inflação mais o PIB de dos dois anos anteriores terá de ser trocada por uma fórmula baseada no PIB per capita ou no salário médio. Mas não convém apertar o nariz do eleitor antes da hora.
 Só depois de mastigar o peru da ceia natalina e de assistir à queima de fogos do Ano Novo, o brasileiro estará preparado para receber a notícia de que foi à breca a tática de selecionar as empresas “campeãs nacionais” dignas de receber os financiamentos companheiros que levaram o BNDES a pendurar no Tesouro um espeto de R$ 400 bilhões. Até lá, convém desconversar sobre a transparência de cristal Cica que fulminou a credibilidade da escrituração das contas públicas.
 Só se o Planalto mantiver uma Esplanada amazônica de 39 ministérios e tolerar alguma incidência de gatunagem em pastas como a do Trabalho e em estatais como a Petrobras o governo conseguirá manter a estabilidade de sua base de apoio congressual, preservando a governabilidade.
As máximas esmiuçadas acima possuem dois elementos em comum. Primeiro: são tão amplamente difundidas que parecem verdadeiras. Segundo: são falsas. As seis máximas estão subordinadas a uma máxima-mãe, definidora do ponto a que o Brasil chegou neste ocaso do primeiro reinado da supergerente. Essa máxima maior, que engloba todas as outras, é a máxima do ‘deixa-como-está-para-não-estragar-a-reeleição-e-depois-a-gente-vê-como-é-que-fica”.
Dilma Rousseff talvez não tenha se dado conta. Mas sua popularidade cai na proporção direta do crescimento da percepção coletiva de que seu governo empurra para 2015 problemas que deveriam ser enfrentados imediatamente. Não é preciso ser um gênio para notar que a protelação produz anomalias como o estímulo ao consumo de energia num período de inédita escassez de água.
Qualquer dona de casa obrigada a percorrer as gôndola de supermercado ou as barraquinhas de feira percebe que a celebração mensal de taxas de inflação que teimam em permanecer nos arredores de 6% é o caminho mais longo entre o centro da meta (4,5%) e sua realização.
Uma criança de cinco anos é capaz de notar que fenômenos como a permanência do PDT num Ministério do Trabalho crivado de desvios tem a ver com o tempo de propaganda televisiva da candidata à reeleição, não com o apoio a inexistentes iniciativas do governo no Congresso.
Um bebê de colo percebe que a manutenção de apadrinhados de legendas como o PT e o PMDB na Petrobras é algo cuja subsistência se tornou absurda depois que um ex-diretor foi preso e a sede da estatal foi varejada por agentes federais munidos de mandado judicial.
Um feto consegue farejar o estelionato eleitoral que vem embutido na tática de governar com a barriga, jogando as coisas para baixo de um imenso tapete metafórico, na base do “só quando”, do “só depois”… Ou a candidata exerce na sua plenitude o que lhe resta de Presidência ou se arrisca a receber no dia da eleição a visita da autocrítica. Que lhe dirá: “Olá, minha querida gerenta. Vim apresentar você a você mesma.”
DO JOSIAS DE SOUZA

sábado, 19 de abril de 2014

Polícia fica em quartel e ônibus para em Feira de Santana

Antonio Carlos Garcia e Heliana Frazão - Especiais para o Estado
SALVADOR - Em Feira de Santana, a maior cidade do interior da Bahia, a Polícia Militar está aquartelada. O transporte coletivo foi suspenso e só retorna neste sábado, às 6 horas. À noite, os atos religiosos da Sexta-Feira da Paixão foram apressados para que os fiéis pudessem retornar para suas casas em segurança. Tudo seria consequência da prisão do vereador e ex-policial Marco Prisco (PSDB). O coronel Adelmário Xavier, comandante do policiamento regional leste, disse que não se pronunciaria.
O comandante da PM da Bahia, coronel Alfredo Castro, disse estar surpreso com a prisão de Prisco e negou que o governo do Estado tenha tido qualquer participação no fato. "Esse é um processo federal, e Prisco tem consciência de que no acordo nós não anistiamos os crimes de greve porque não são da competência do governo estadual, mas federal. O que ele está vivendo é um reflexo da greve de 2012 e esse processo já vinha em curso" declarou. O comandante disse que a greve não será retomada. A Secretaria de Segurança Pública informou ontem que todos os itens acordados com a PM estão mantidos.
Assim que soube da prisão de Prisco, o deputado estadual e capitão da PM Tadeu Fernandes (PSB) passou a convocar os policiais para uma nova mobilização. Ele afirmou estar deixando a condição de moderador do movimento, para liderar uma nova paralisação no Estado. Por meio de nota, disse: "Conclamo toda a tropa para suspender as atividades imediatamente, até que o governo providencie a soltura de Prisco".
Para Tadeu Fernandes, a permanência da Guarda Nacional e do Exército nas ruas, após a deflagração de fim da greve, foi proposital. "Tudo nos leva a crer que o governador Jaques Wagner (PT) sabia que poderia haver uma nova greve, pois ele pediu a prisão de Prisco no dia anterior ao início do movimento. A corporação está indignada, porque confiou no governador, e Wagner os traiu", disse.
Sequestro. O advogado e vice-presidente da Associação dos Policiais Militares, Bombeiros e seus Familiares (Aspra), que é presidida por Prisco, Fábio Brito, foi ainda mais duro. Para ele, houve um sequestro do vereador, e a prisão é arbitrária. "Como podem mandar um vereador eleito, em plena atuação do seu mandato, para um presídio de segurança máxima, enquanto os mensaleiros estão aí, alguns em prisão domiciliar?". Brito afirmou que entraria com pedido de habeas corpus em favor de Prisco. O advogado lembra que a não punição de grevistas foi um dos acordos para o fim da greve.
Ainda segundo o advogado, os policiais não estavam totalmente satisfeitos, e agora, "com essa bomba, será difícil segurá-los". As lideranças das associações representativas da PM decidiram se reunir para discutir a nova situação. De acordo com Brito, Prisco seguia para o litoral norte, onde descansaria com a família, quando foi surpreendido e preso pela Polícia Federal.
DO ESTADÃO

Carta de um Marginal - Cenas Engraçadas


Daniel Miranda