quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Servidores em greve entram em confronto com policiais em Brasília

Servidores em greve provocaram tumulto novamente nesta quinta-feira (23) em frente ao Palácio do Planalto. Cerca de 500 pessoas --segundo estimativa da polícia militar-- derrubaram a grade de proteção instalada na praça dos Três Poderes e entraram em confronto com os policiais. A manifestação, desta vez, foi coordenada por servidores do Judiciário.
Os manifestantes iniciaram o protesto com uma marcha pela Esplanada, reivindicando aumento salarial e a implantação de um plano de carreira. Com cartazes contra a presidente Dilma Rousseff e contra o governo, os grevistas gritavam "A ditadura voltou!" e "Fora Dilma, fora PT, nunca mais quero te ver".

Pedro Ladeira/France Presse
Funcionários do Judiciário em greve entram em confronto com a polícia durante protesto em Brasília
Funcionários do Judiciário em greve entram em confronto com a polícia durante protesto em Brasília
O trânsito foi interrompido e um homem chegou a ser detido por derrubar a grade da praça dos Três Poderes. Os manifestantes jogaram pedras, faixas e água nos policiais. A polícia utilizou spray de pimenta contra os servidores. A tropa de choque da Polícia Militar também foi acionada para reforçar a segurança.
De acordo com o comandante do policiamento, tenente-coronel Antonio Carlos, a segurança no local tem sido ampliada, nos últimos dias, em função da greve. O efetivo que atua na Esplanada dos Ministério e na praça dos Três Poderes foi aumentado em quase sete vezes --passou de 60 para 400 o número de policiais que permanece de prontidão nesses locais.
JUDICIÁRIO
O coordenador-geral do Sindijus, Jailton Assis, disse que o protesto ocorreu porque a categoria aguarda há seis anos pela aprovação de um projeto de lei que prevê reajustes salariais. O servidor descartou aceitar a proposta de aumento de 15,8% em três anos, oferecida pelo governo federal.
"Pra nós do Judiciário não existe a menor possibilidade [de aceitar]. O governo tem destinado bilhões para a iniciativa privada e esquece os servidores públicos", afirmou.
POR  KELLY MATOS
DE BRASÍLIA
FOLHA.COM

A absolvição absurda foi antecipada pelo sotaque do afilhado de Marisa Letícia

Por Augusto Nunes
O ministro Ricardo Lewandowski acaba de justificar a suspeita exposta no debate de ontem por Reinaldo Azevedo: caprichando na pose de homem da lei, acaba de absolver o mensaleiro João Paulo Cunha dos pecados passados, presentes e futuros.
E os R$ 50 mil embolsados pela mulher do então presidente da Câmara dos Deputados, por exemplo?
“Penso que ficou bem demonstrado que o réu solicitou por R$ 50 mil diretamente ao partido, autorizados pelo tesoureiro Delúbio Soares, para custear uma campanha devidamente realizada”,
delirou o revisor do processo do mensalão.
O palavrório é suficiente para transferir Lewandowski da cadeira de ministro para a bancada dos bacharéis do mensalão.
Em 2005, quando se descobriu que Márcia Cunha havia retirado R$ 50 mil de uma conta de Marcos Valério no Banco Rural de Brasília, João Paulo saiu-se com uma desculpa que figura na antologia dos álibis imbecis.
Ela usara o dinheiro para pagar uma conta de TV a cabo, balbuciou.
Demorou alguns dias para trocar a mentira bisonha por outra inventada por embusteiros menos idiotizados: torrara a bolada em “despesas de campanha”, descobriu.
O problema é que o saque foi feito em setembro de 2003, ano em que não houve eleição nenhuma.
A menos que João Paulo tenha sido candidato a síndico e usado os R$ 50 mil para conseguir o apoio dos moradores do prédio.
A decisão absurda foi antecipada pela voz.
Nesta quinta-feira, desde o começo da sessão do Supremo Tribunal Federal, o afilhado de Marisa Letícia está falando com sotaque de Márcio Thomaz Bastos.

23/08/2012

Agnelo deu dinheiro a policial que ameaçava delatar esquema no Esporte

Atualizado às 15h44.
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), pagou R$ 7.500 para o policial militar João Dias Ferreira na mesma época em que o PM ameaçava delatar um esquema de desvio de recursos em convênios do Ministério do Esporte, quando o órgão era comandado por Agnelo (2003-2006).
As transferências - três depósitos de R$ 2.500, com intervalo de cerca de 30 dias entre cada um - constam dos extratos bancários de Agnelo remetidos pelo BRB (Banco de Brasília) à CPI do Cachoeira esta semana, e aos quais a Folha teve acesso.
Os pagamentos ocorreram nos 1º de fevereiro, 4 de março e 31 de março de 2008. Na época, Agnelo, então no PC do B, era diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Em dezembro de 2007, dois meses antes do início dos pagamentos, uma auditoria do ministério identificou fraudes em convênios firmados com ONGs de João Dias.
Lula Marques-13.jun.12/Folhapress
Agnelo Queiroz (PT-DF) em depoimento à CPI do Cachoeira
Agnelo Queiroz (PT-DF) em depoimento à CPI do Cachoeira
Com a auditoria, a Polícia Militar do DF abriu uma sindicância para investigar João Dias, que passou, então, a pressionar o ministério a recuar e, segundo o próprio, ameaçou revelar à imprensa as irregularidades ocorridas na gestão Agnelo.
Em abril daquele ano, o ministério, já comandado por Orlando Silva (à época, do mesmo partido de Agnelo Queiroz), esvaziou a apuração contra a ONG de João Dias. Na ocasião, o ministério havia enviado um ofício em resposta à Polícia Militar relatando irregularidades nos convênios e afirmando que eles estavam inadimplentes. No entanto, cinco dias depois, o ministério enviou um novo ofício pedindo que o parecer anterior fosse desconsiderado.
Em outubro passado, o policial afirmou à Folha que o recuo ocorreu "pouco depois de fazer ameaças de denunciar à imprensa irregularidades no ministério".
O sigilo bancário de Agnelo só foi enviado à CPI do Cachoeira pelo BRB, controlado pelo governo do DF, quase dois meses depois do prazo estipulado e gerou reclamação formal da comissão ao banco.
OPERAÇÃO SHAOLIN
O policial João Dias Ferreira chegou a ser preso em abril de 2010, numa operação da Polícia Civil do DF, batizada de Operação Shaolin - uma referência às ONGs do policial, ligadas à prática de artes marciais. A acusação era relativa aos desvios ocorridos, segundo a polícia, no Programa Segundo Tempo, na época em que Agnelo Queiroz era o ministro do Esporte.
OUTRO LADO
Em nota, Agnelo disse por meio do porta-voz que o dinheiro refere-se à compra de um carro. À época, já era sabido pelo Ministério do Esporte, em razão de duas auditorias, que Dias era suspeito de desviar dinheiro da pasta quando Agnelo era o ministro.
De acordo com a nota, a compra foi desfeita dois meses depois, mas o governador não apresentou o contrato de compra. Não há, nos extratos de Agnelo, nenhum registro do PM devolvendo o dinheiro.
"As operações financeiras dizem respeito à compra de um veículo usado --Honda Civic, modelo 2006/2007. A transação foi feita em fevereiro de 2008, mediante a entrega de 10 cheques nominais pré-datados, mas acabou desfeita pouco mais de dois meses depois, com a devolução do carro e a restituição dos cheques", diz a nota, assinada pelo porta-voz Ugo Braga.
Braga diz ainda que a compra é legal. "A operação é absolutamente legal e o governador Agnelo Queiroz tanto não tem motivo para escondê-la que prontamente ofereceu seu sigilo bancário, assim como o telefônico e o fiscal, à CPMI do Congresso no dia de seu depoimento, em 13 de junho passado."
DA FOLHA.COM

SIM, SENHOR LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, AQUELE TROÇO A QUE SE CHAMOU MENSALÃO EXISTIU! SE LHE PARECER MELHOR, CHAME DE “ROUBALHÃO”!

Os respectivos votos dos ministros Joaquim Barbosa (relator) e Ricardo Lewandowski nos permitem fazer uma afirmação peremptória, agora com o concurso de dois ministros que estudaram a fundo o assunto: aquilo a que se chamou “mensalão” — e que poderia se chamar “Roubalhão”, “Safadolhão”, “Sem-vergonhicelhão” — existiu. Existiu e foi “o mais ousado e escandaloso esquema de corrupção e desvio de dinheiro público descoberto no Brasil”, como o classificou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Um dos pilares do esquema se evidencia de maneira escandalosa nos dois votos: o uso de dinheiro público para financiar as atividades criminosas de um grupo. O dinheiro do fundo Visanet que foi parar na Agência DNA e dali nas mãos dos ditos mensaleiros era público, do Banco do Brasil. Para reter grana que pertencia ao banco, outra agência, a SMP&B forjou notas para justificar a tal “bonificação de volume”. Por essa razão, os dois ministros condenaram, até agora, Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do banco, por peculato (duas vezes), corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Marcos Valério e seus sócios, Ramon Rollerbach e Cristiano Paes, quase pelos mesmos crimes: nesse caso, a corrupção é ativa.
A dinheirama do Banco do Brasil era apenas parte do esquema, como é sabido. Ela é a evidência da ousadia do grupo. Marcos Valério era apenas o operador do dinheiro, uma espécie de distribuidor. E por que ele era necessário? Justamente para conferir uma certa aparência de legalidade aos crimes, para, em suma, “lavar” o dinheiro; MAS ATENÇÃO PARA O QUE VEM AGORA.
Para quem Valério trabalhava? Que obtivesse benefícios pessoais na sua atividade, isso é óbvio. Também nesse ramo não se trabalha de graça. Mas ele não era só um empresário espertalhão que se meteu com empresas do governo para tomar uns trocos. Não! Ele era um dos protagonistas de um esquema de pagamentos a políticos e partidos. A isso, Roberto Jefferson deu um nome-fantasia: “Mensalão”. Poderia se chamar, sei lá, “Coisa do Molusco”. E seu caráter seria o mesmo.
Pensem cá comigo: será mesmo possível condenar Pizzolato, Valério e seus sócios por aqueles crimes e inocentar o tal núcleo político? Afinal, aquela gente toda atuava para quem? Não era, reitero, em benefício apenas de um esquema privado. O voto, até agora, tratou da origem de parte do dinheiro de um esquema político. Haverá algum voto divergente no que concerne a esses réus, nesse episódio? Estou curioso para ouvir. Vai se demonstrar o quê? Que o capilé milionário não era público? Vai-se tentar provar que Pizzolato não o liberou? Que os serviços da DNA realmente existiram? Vão jogar no lixo as auditorias do Banco do Brasil demonstrando que os repasses foram irregulares?
A situação de Valério, dos sócios e de Pizzolato é muito difícil. E é uma inteira sandice — ou picaretagem — sustentar que eles possam ser condenados, mas com a absolvição do tal núcleo político. Não vejo como os nove outros ministros possam operar uma mágica. O grupo julgado nesse item 3 deve se preparar, acho eu, para passar um tempinho na cadeia. 
Por Reinaldo Azevedo

Guerrilha rural do MST tenta invadir Palácio do Planalto. Até o Greenpeace apoiou.

Uma manifestação de movimentos de trabalhadores do campo provocou um tumulto ontem pela manhã em frente ao Palácio do Planalto. Cerca de 7.000 manifestantes da marcha camponesa, segundo estimativa da Polícia Militar, tentaram invadir o Planalto e chegaram a derrubar as grades instaladas para a proteção da estrutura. Por causa do tumulto, a tropa de choque do Exército e o batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar foram chamados para reforçar a segurança presidencial. Os policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes contra os manifestantes. 
O movimento reuniu representantes de cerca de 37 entidades, como Via Campesina, MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), CUT (Central Única dos Trabalhadores), Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e até o Greenpeace. O "Encontro Nacional Unitário de Trabalhadores e Trabalhadoras, Povos do Campo, das Águas e das Florestas" reivindica a reforma agrária como política de desenvolvimento "justo, popular, solidário e sustentável". O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, desceu até o saguão do Planalto e recebeu uma comissão de dez mulheres do movimento, mas reclamou porque o ato "não foi tranquilo".(Folha de São Paulo)

A primeira mentira de Haddad.

Haddad afirma no seu programa que criou o PROUNI. Mentira. Quem criou este programa foi Tarso Genro. Clique aqui e veja a lei. Abaixo, o Diário Oficial.
DO CELEAKS

‘O país sem oposição enfrenta uma greve sem precedentes


REYNALDO ROCHA
Onde está a oposição? Mesmo a consentida?
Há uma greve geral do serviço público no Brasil que afeta TODO o governo federal, como nunca antes neste país…
Faltam remédios (insulinas desapareceram das farmácias): universidades federais paradas, atrapalhando a formação de milhares e alunos; Polícia Federal inoperante em decorrência de uma operação tartaruga; Polícia Rodoviária Federal sem autuar ninguém; alfândegas abertas, fronteiras ainda mais escancaradas e, agora, o Itamaraty sem trabalhar.
Não se ouve um ruído da oposição sobre o assunto. Fosse nos governos FHC, os atuais ministros e líderes ,do Congresso estariam nas ruas exigindo até o impeachment do presidente. O governo seria acusado de insensibilidade social, práticas de neoliberalismo destinadas a achatar salários e outras asneiras.
Assim como Lula comprou os estudantes da UNEA e os movimentos sociais, também comprou os sindicatos. Especialmente os de servidores públicos. Se Lula comprou, Dilma tem que pagar. Ou não?
O Brasil enfrenta uma greve sem precedentes. E nenhuma figura da oposição fala sobre isso! Não se trata de usar a greve ─ com o PT fazia ─ para criar um clima de “quanto pior, melhor”. Trata-se de deixar exposta a falácia deste governo populista que promete o que não pode cumprir. Que surfou na estabilidade econômica do Real, beneficiando categorias profissionais em nome do silêncio pago com aumentos expressivos. A festa acabou, como sempre se sabia.
Um arremedo de república sindicalista não consegue sobreviver por muito tempo, pois desrespeita todos os fundamentos econômicos. O governo federal criou o ambiente para a greve. Pouco importa se justa ou injusta. Ela nasceu de uma insatisfação dos servidores públicos acostumados, por 8 anos, a serem tratados como integrantes de uma nova casta.
Dilma dispõe de tempo e instrumentos para encarar a greve federal. Sem ser incomodada por ninguém da oposição. Porque esta não existe.
Como em tudo na vida, há aspectos positivos neste episódio. Os grevistas ─ todos ligados de modo direto ou indireto ao PT e à base alugada ─ devem estar entendendo o que é viver num país sem oposição, submetido ao pensamento único. Estão sós. Acreditaram no messianismo. Abandonaram a luta. Acostumaram-se a bajular e ser bajulados. São vítimas do próprio modelo que ajudaram a construir.
A oposição oficial vive em um outro país.
Seria o tal que Lula registrou em cartório?
DO B. DO AUGUSTO NUNES

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

God Bastos confunde diploma de advogado com licença para torturar a verdade


Na entrevista publicada pela Folha nesta quarta-feira, Márcio Thomaz Bastos enfim enxergou nuvens escuras no que sempre descreveu como céu de brigadeiro: muitos mensaleiros não escaparão da condenação. Mas ninguém será preso antes de 2013, garante. Pelas contas do chefe dos bacharéis do mensalão, só no ano que vem ficará pronto o acórdão, como foi batizado em juridiquês o documento que resume os votos dos ministros e oficializa as penas aplicadas aos réus pelo Supremo Tribunal Federal.
A coisa não termina aí, anima-se: “Mesmo depois do acórdão publicado, existem embargos que impedem que o acórdão transite em julgado. Então, se houver mandado de prisão, ele será expedido quando a sentença transitar em julgado”. O palavrório empobrecido por redundâncias termina com uma má notícia: “Estou adiando a aposentadoria por conta disso”. Aos 77 anos, o especialista em livrar do castigo até assassinos confessos está ansioso por acionar a usina de recursos, petições e outros truques chicaneiros forjados para retardar ou impedir o cumprimento da lei.
Ao longo da entrevista, o ex-ministro não usa uma única vez as palavras inocente, inocência, culpa, culpado ou mensalão. Como registra o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, God Bastos e seus devotos revogaram o compromisso com a Justiça para comprometer-se exclusivamente com a impunidade dos clientes. E transformaram o diploma de advogado em licença para torturar os fatos e assassinar a verdade. 
DO AUGUSTO NUNES
REV VEJA

Meia-volta no salão

Por Dora Kramer
O Estado de S.Paulo
O PT não acreditava que o julgamento do mensalão aconteceria neste ano, não esperava que o relator fosse tão enfático, claro e didático na exposição dos acontecimentos que o levaram a condenar até agora quatro réus, e tampouco imaginava que a narrativa passaria ao largo da tese do caixa 2 à qual ficaram presos os advogados.

O PT apostava na prescrição dos crimes, na desqualificação da denúncia, na contraposição da "força das ruas" ao peso dos fatos, no esvaziamento do processo por obra da retórica, nas manobras para o retorno de acusados a postos de destaque na política.

O PT escorava-se, sobretudo, na inconsistência dos autos e na impossibilidade de se construir um relato provido de nexo entre causas, efeitos, atos, funções e objetivos.
O PT tinha mesmo a expectativa de que tudo acabasse conforme o prognóstico de Delúbio Soares em entrevista ao jornalista Expedito Filho, do Estado, em outubro de 2005: "Dentro de três ou quatro anos tudo será resolvido e acabará virando piada de salão.
É só ter calma.
Seremos vitoriosos não só na Justiça, mas no processo político".

Acertou no varejo, o partido realmente não colheu revezes eleitorais do escândalo, mas equivocou-se no atacado porque na Justiça o prejuízo está feito, ainda que a maioria dos ministros não acompanhe na integralidade o raciocínio do relator.
O PT não contava com isso. Tanto não contava e tão autoconfiante estava que bancou o lançamento de João Paulo Cunha como candidato a prefeito de uma cidade (Osasco) "colada" a uma capital da visibilidade de São Paulo.
Para um partido que não queria ligar seu nome ao julgamento no cenário de eleição, a presença de um réu na disputa é a exposição de um elo mais que imperfeito.
Memória. Quando do recebimento da denúncia do mensalão, em 2007, o ministro Ayres Britto expôs entendimento semelhante ao adotado agora por Joaquim Barbosa em relação ao desvio dos recursos do Banco do Brasil para a turma de Marcos Valério por intermédio do fundo Visanet.
Disse ele, usando praticamente as mesmas palavras: "Para fins penais esse dinheiro é público, pois oriundo de empresa de economia mista. O dinheiro público não se metamorfoseia em privado pelo fato de ser injetado numa pessoa jurídica privada, continua público a despeito de sua movimentação".
Dose dupla. Dada a proximidade da data, muito se fala sobre a aposentadoria do ministro Cezar Peluso, em 3 de setembro. Sem grandes consequências para o julgamento em si, pois estarão presentes 10 magistrados quando o quorum mínimo exige a participação de seis.
Confusa mesmo ficaria a situação se concretizadas algumas previsões de que o julgamento pode se estender muito mais que o previsto.
Na hipótese de ir além de novembro, alcançaria a aposentadoria do presidente do Supremo, ministro Carlos Ayres Britto, cujo substituto é Joaquim Barbosa, que em princípio acumularia as funções de presidente e relator.
Recado. À primeira vista pode ficar a impressão de que a manifestação do governador Geraldo Alckmin posicionando-se como possível candidato a presidente em 2014 contraria os planos de José Serra.
Examinada mais detidamente, porém, a declaração pode ser vista como sinalização ao eleitorado de que Serra, se eleito, ficará na Prefeitura de São Paulo até o fim do mandato, pois a desconfiança a respeito disso é um dos fatores a que os tucanos atribuem a alta rejeição do candidato.
22 de agosto de 2012

Greve dos funças federais.

Desde que foi criado lá nos idos dos anos 80, o PT sempre esteve do lado dos grevistas, fomentou muitas greves, ajudou a atrasar o país, fez presepadas inimagináveis, criou problemas para a população e o tempo passou, as greves que o PT e todo movimento da máfia sindical acabaram criando um monstrengo que hoje atende pelo mimoso nome de Defuntus Patetus.
E finalmente a merda pegou nas Ratazanas Vermelhas...
O que o PT nunca fez foi ficar do outro lado da mesa, hoje o DESgoverno da presidANTA Dilmarionete Ducheff virou vitrine e está recebendo as pedradas que os funças tem lançado contra este desgoverno inePTo, corruPTo e incomPTente.
As greves dos funças federais pipocam pelo país inteiro, os prejuízos para a iniciativa privada que dependem dos serviços dos grevistas, e os passageiros nos aeroportos que são tratados como lixo pelos funças em greve já estão ultrapassando todos os limites do bom senso, e o governo que sempre esteve do lado da baderna, hoje não sabe como lidar com essa situação. Então partiram para a truculência e ameaçam os funças com cortes nos pontos e retaliações. 
Quem diria um dia vermos as Ratazanas Vermelhas bebendo do próprio veneno?
E o mais interessante é ver que quando a coisa pega para o lado deles, o comportamento é justamente o mesmo que eles sempre criticaram quando estavam no comando da bandalheira sindical.
Agora, o mais bizarro é ver esse cartaz que PRF em greve colocou em um posto de fiscalização da Via Dutra onde se lê que a passagem está livre para armas e drogas por culpa do DESgoverno Fedemal.
Bem, desde quando as armas e drogas não tiveram passagem livre nos postos de fiscalização, desde a fronteira até as estradas federais da pocilga?
O cartaz não é uma forma de protesto, e sim o atestado da verdade absoluta que é lugar comum no país.
Em um país minimamente sério os responsáveis pelo cartaz seriam presos por crime de lesa pátria e facilitação para o crime. Sem contar alguns outros itens do código penal que se forem estudados a fundo, certamente os comandantes das greves acabariam exonerados e presos. Mas na pocilga...
O movimento grevista está atrapalhando o país, é certo que muito desse movimento é para abafar o julgamento do mensalão, um dia a história irá mostrar.
Enquanto o DESgoverno não sabe o que fazer com esse rojão que enfiaram no rabo dele, a população e os empresários que trabalham para sustentar essa cambada de vagabundos continua sofrendo prejuízos, pessoais, empresariais, financeiros, e acima de tudo, morais.
Mas esse é o DESgoverno do PT, e se você votou nesse partido de bandoleiros e hoje sente os prejuízos das greves, meus mais sinceros, Pau na sua bunda.
E PHOD@-SE!!!
DO MASCATE

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Vamos à polêmica: Regimento Interno do Supremo NÃO impede Peluso de antecipar todo o voto, não!

O Supremo tem de decidir agora, e não mais tarde, a situação do ministro Cezar Peluso no julgamento do mensalão. Nesta terça, Ayres Britto, presidente do tribunal, disse que cabe a Peluso decidir se pede ou não para antecipar o voto, já que deixa o tribunal no dia 3 de setembro, quando completa 70 anos. O Artigo 135 do Regimento Interno do Supremo trata do assunto. Acho que o caso em questão sugere que sua redação deva ser alterada. Vamos ver o que está lá.
Art. 135 – Concluído o debate oral, o Presidente tomará os votos do Relator, do Revisor, se houver, e dos outros Ministros, na ordem inversa da antiguidade.
§ 1º Os Ministros poderão antecipar o voto se o Presidente autorizar.
§ 2º Encerrada a votação, o Presidente proclamará a decisão.
§ 3º Se o Relator for vencido, ficará designado o Revisor para redigir o acórdão.
§ 4º Se não houver Revisor, ou se este também tiver sido vencido, será designado para redigir o acórdão o Ministro que houver proferido o primeiro voto prevalecente.
Voltei
O Capítulo 1º diz que “os ministros poderão antecipar o voto se o presidente autorizar”. Quais ministros e se antecipar a quem? O regimento não diz. Em razão das circunstâncias, poderia se antecipar ao voto do próprio relator e do próprio revisor? Segundo o regimento, “sim”, já que não está evidenciado ali um “não”. Ficaria a critério do presidente. Observem que não está escrito ali que a antecipação só pode se dar entre os nove membros da corte que não estão nem com a relatoria nem com a revisão.
Mais: a antecipação de voto é uma prática corriqueira no próprio tribunal. Muitas vezes, no debate entre os ministros, isso acaba acontecendo. A rigor, é uma questão mais de etiqueta do que de regimento. Mas não estou propondo, não, trocar uma coisa por outra. Insisto que o Artigo 135 não impede nenhuma antecipação. E só depende da vontade do presidente.
Caso Peluso venha a fazê-lo, duvido que Britto tome essa decisão sozinho. Vai querer submetê-la a seus pares. A palavra, como quer o regimento, é sua, mas ele fará o que decidir a maioria.
Deve ou não?
Não havendo um óbice regimental — e entendo que não há — e considerando que Peluso participou de todo o processo, conhece-o a fundo e, A EXEMPLO DE TODOS OS MINISTROS ALI, JÁ TEM SEU VOTO REDIGIDO, é evidente que defendo que ele o antecipe.
Caso Peluso venha a fazê-lo, haverá algum barulho. No próprio tribunal, haverá ministros que se oporão à antecipação. Alguns advogados de defesa certamente voltarão à tese do julgamento de exceção etc. Bem, julgamento de exceção é aquele que se dá à margem da lei, na pura discricionariedade. É evidente que não seria o caso.
Encerrando
O mais importante é que se tome uma decisão, qualquer que seja ela. A esta altura, ruim mesmo é a indefinição.
Por Reinaldo Azevedo

Enfiando Serra na lata de lixo.

Não, por favor, não tomem o título ao pé da letra.
Uso-o para avisar que o guerrilehrio de mierda está em sua lata de lixo (leia-se blog) sentando o cacete em alguém. Em quem?
Serra.
Daqui a mais um tico de tempo, estará também visível lá no muro. É só esperar.
Mas, vamos ao covardão valente.
ELLe, o gerentaço ( o PODEROSO CHEFÃO É LULLA ), está analisando o possível fracasso de Serra.
Odeio quando Serra dá motivos para os canalhas falarem suas canalhices com certa dose de razão.
O que diz o vagabundo?
Que 3 são os fatores responsáveis pela sua alta rejeição. São eles:
A união com Kassab. (Estamos dizendo isso aqui a meses.)
A eterna dúvida se fica ou sai. (Gonzalez não vê, nem com lupa, uma vacina para isso. Não vê por que não tem a mínima idéia de como se faz - Também estamos alertando isso desde 2010)
A divisão dos tucanos. (Nenhuma novidade para quem acompanha este site desde 2010).
Quer saber?
O vagabundo safado está certo.
Mesmo que ele não diga, em sua defecação escrita, que antes de se lamber os ovos murchos de Serra, o mesmo Kassab foi recebido com festa no seio da quadrilha, justo quando se comemorava mais um aniversário de roubo ininterrupto e explícito do dinheiro público, ELLe está certo.
Nem, tampouco, lembrou que Maluf consegue ser mais sujo que Kassab e está carregando com o candidato da quadrilha, o filmete do KIT GAY. ELLe está certo.
ELLe não fala. E está certo.
Quem tem que por a buzanfa no trombone são os bicudos.
O que irrita nos tucanos é a passividade com que recebem isso.
É mais fácil sair uma resposta contundente de um tucano Serrista para uma afirmação de outro tucano PACMANssista, e vice-versa, do que este bando de frouxos bater de frente com o GERENTAÇO DA QUADRILHA DE 40 LADRÕES DE LULLA ou com o partido-quadrilha.
Vocês sabem, né?
Elles, os tucanos, compraram a idéia de quem bate perde, quem apanha ganha.
A UFC está cheinha de exemplos.
Os petralhas veem apanhando dos bicudos desde a saída de FHC do posto mais alto desta nação, não é verdade?
Está na hora destes almofadinhas subirem a favela e colocarem uma lata na cabeça.

DO GENTE DECENTE