sexta-feira, 9 de novembro de 2018

PF prende vice-governador de MG, Joesley Batista e Ricardo Saud em investigação sobre suposto esquema na Agricultura

Crimes teriam ocorrido durante o governo Dilma Rousseff (PT). Agentes cumprem 63 mandados de busca e 19 de prisão no Distrito Federal e em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso.

Por Fernando Zuba, TV Globo — Belo Horizonte
O vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB), os executivos da JBS Joesley Batista, Ricardo Saud e Demilton de Castro foram presos nesta sexta-feira (9) em uma operação que investiga suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Os 19 mandados de prisão temporária e 63 de busca e apreensão são cumpridos no Distrito Federal e em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso.
VEJA A LISTA DE PRESOS
  • Antonio Andrade, vice-governador de Minas e ministro da Agricultura
  • Joesley Batista, executivo da JBS
  • Ricardo Saud, executivo da JBS
  • Demilton de Castro, executivo da JBS
  • João Magalhães, deputado estadual pelo MDB de MG
  • Neri Geller, deutado eleito pelo PP de MT
Também foram presos o deputado estadual João Magalhães (MDB) e o deputado federal eleito Neri Geller (PP-MT), que foi ministro da Agricultura de março a dezembro de 2014, durante o mandato da presidente Dilma Rousseff (PT).
A PF faz buscas no gabinete do vice-governador de MG, que também chefiou a Agricultura de março de 2013 a março de 2014. Ele foi preso em uma fazenda em Vazante, no Noroeste de Minas Gerais. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
O advogado de Joesley, Pierpaolo Bottini, disse não conhecer os fundamentos da prisão e que não iria se manifestar por enquanto. O G1 tenta contato com as defesas dos demais envolvidos.
Batizada de Capitu, a operação é um desdobramento da Lava Jato e feita em conjunto com a Receita Federal. A operação é baseada na delação do doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador do MDB.
Segundo as investigações, havia um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura para beneficiar políticos do MDB, que recebiam dinheiro da JBS, que pertencem aos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de medidas para beneficiar as empresas do grupo.

Ainda de acordo com as investigações, empresas doavam dinheiro para políticos e partidos. Duas grandes redes varejistas de Minas Gerais atuavam no esquema, por meio de seus controladores e diretores.

Joesley Batista

Joesley havia sido preso em setembro do ano passado após a Procuradoria Geral da República (PGR) rescindir o acordo de delação premiada firmado com o executivo por suposta omissão de informações nos depoimentos.
Três dias depois, a Justiça expediu novo mandado de prisão contra Joesley, pela prática de "insider trading", que consiste em usar informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro, em outra investigação. Ele deixou a prisão em março deste ano.

Texto que traduz o sentimento popular sobre o engodo do movimento “Resistência” viraliza na rede

A postagem viralizou nas redes sociais utilizando um perfil que leva o nome do jornalista William Waack, mas não é oficial.
A apresentação é feita com os seguintes dizeres: “O texto é assinado com o pseudônimo 'Bia', não conheço a autora, mas ela disse tudo que penso sobre o assunto”.
De qualquer forma, o conteúdo é extremamente realista e traduz o verdadeiro sentimento da sociedade.
Veja abaixo:
Tô vendo essa onda de Resistência ... Que nojo da cara de pau desse povo!
Rio de Janeiro entregue ao tráfico e às milícias e agora resolveram ter medo?
Nordeste e São Paulo tomados pelo PCC, matando pai de família e estão apavorados agora?
Rio Grande do Sul quebrado, sem dinheiro pra pagar funcionários e vocês estavam resistindo aonde? Nos apês de frente pro mar? Nos Estados Unidos? Ou na Europa?Onde a resistência estava quando 108 policiais foram enterrados só no estado do Rio de Janeiro?
Onde se entrincheirava a resistência quando mães foram assassinadas na frente da família, com uma faca no peito, porque se assustaram com o bandido?
Onde estava a resistência quando pais de família foram mortos com tiro de fuzil só porque demoraram a tirar o cinto de segurança?
Onde a resistência se escondia quando maridos tiveram que enterrar suas esposas porque foram mortas por não terem dinheiro para dar ao bandido?
Onde estava essa mesma resistência de bosta, quando uma menina de 9 anos, que brincava na rua, foi brutalmente assassinada?
Vocês não estão preocupados com porcaria nenhuma!Há anos nossa liberdade foi cerceada e brancos, negros, mulheres, gays, travestis e índios morrem e vocês ai calados... Coniventes!
Aiiiínnnnn o Coiso vai tirar a nossa democracia ... Aiiínnnnn vai matar negros e LGBTs... Aiiiiínnnnnn vai liberar armas e o país vai virar uma carnificina ...
Vocês ainda não perceberam que vagabundo tá assaltando barzinho de AK-47?
Em que mundo vocês vivem que bandido tá assaltando shopping de AR-15?
Já fizeram a conta do número de mortos nos hospitais por falta de médicos, equipamentos e remédios?
Onde essa resistência de merda estava quando os corruptos saquearam o Brasil e botaram cidades inteiras na miséria?
Talvez vocês estivessem em Nova York, Roma, Berlim, Lisboa ou Paris ... Comunas e socialistas de bosta! Por que não estão na Venezuela ou em Cuba?
13 milhões de desempregados e vocês estavam protestando aonde?
64 mil mortes violentas e vocês fizeram o quê?19 mil empresas fechadas em 2 anos e vocês protestaram?
Claro que não!
Porque vocês não se importam!
Deixem de ser hipócritas e fingirem que não enxergavam o que acontece há muito tempo no Brasil!
Vocês queriam é que todo esse terrorismo continuasse, em nome da 'Democracia' que apregoam da boca pra fora, postando loucuras de seus I-Phones enquanto comem caviar na Vieira Souto! Que Democracia é essa? Seus merdas!”
 DO J.DACIDADE

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Mensalinho' da Alerj movimentou ao menos R$ 54 milhões: 'Propinolândia', diz procurador

Parte da verba saiu de sobrepreço de contratos do esquema chefiado pelo ex-governador Sérgio Cabral. Operação cumpre 22 mandados de prisão, 10 deles contra deputados estaduais.

Por Henrique Coelho, G1 Rio
O esquema de compra e venda de votos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) movimentou ao menos R$ 54 milhões, segundo informou o superintendente da Polícia Federal, Ricardo Saadi. A declaração foi dada em entrevista coletiva nesta quinta-feira (8), após a deflagração da Operação Furna da Onça, que investiga um suposto "mensalinho" na Alerj. Os valores chegavam a R$ 900 mil.
A investida cumpriu, até as 11h, 20 de 22 mandados de prisão - mas três já estavam presos há um ano, quando da Operação Cadeia Velha. Dos demais 17, dez são deputados estaduais, cinco deles reeleitos.
“A prisão temporária foi decretada e não será submetida à Alerj”, destacou Carlos Aguiar, do MPF.
Também foi alvo da operação o secretário estadual de Governo, Affonso Monnerat, apontado como o canal entre Alerj e Palácio Guanabara. Estão foragidos o presidente do Detran, Leonardo Jacob, e seu antecessor, Vinícius Farah, em cujas gestões, segundo a força-tarefa, lotearam-se cargos como parte das vantagens indevidas.
Houve ainda 47 mandados de busca e apreensão - um foi na Alerj, no prédio anexo; outro no Palácio Guanabara, sede do governo estadual.
Alguns dos alvos da Operação Furna da Onça: Affonso Monnerat, André Correa, Chiquinho da Mangueira, Coronel Jairo, Edson Albertassi, Jorge Picciani; Leonardo Jacob, Luiz Martins, Marcelo Simão, Marcos Abrahão, Marcus Vinícius Neskau, Paulo Melo e Vinícius Farah — Foto: Reprodução

Todos os alvos

PODER EXECUTIVO
  1. Affonso Monnerat, secretário estadual de Governo;
  2. Leonardo Jacob, presidente do Detran, foragido;
  3. Vinícius Farah (MDB), ex-presidente do Detran, eleito deputado federal, foragido.
PODER LEGISLATIVO
  1. André Correa (DEM), deputado estadual reeleito e ex-secretário estadual de Meio Ambiente;
  2. Chiquinho da Mangueira (PSC), deputado estadual reeleito e presidente da escola de samba;
  3. Coronel Jairo (MDB), deputado estadual não reeleito;
  4. Edson Albertassi (MDB), deputado afastado - já preso em Bangu;
  5. Jorge Picciani (MDB), deputado afastado - já em prisão domiciliar;
  6. Luiz Martins (PDT), deputado estadual reeleito;
  7. Marcelo Simão (PP), deputado estadual não reeleito;
  8. Marcos Abrahão (Avante), deputado estadual reeleito;
  9. Marcus Vinícius Neskau (PTB), deputado estadual reeleito;
  10. Paulo Melo (MDB), deputado afastado - já preso em Bangu;
ASSESSORES PARLAMENTARES E AUXILIARES
  1. Alcione Chaffin Andrade Fabri, chefe de gabinete e operadora financeira de Marcos Abrahão;
  2. Daniel Marcos Barbiratto de Almeida, enteado e operador financeiro de Luiz Martins;
  3. Jennifer Souza da Silva, empregada do Grupo Facility/Prol, vinculada a Paulo Melo;
  4. Jorge Luis de Oliveira Fernandes, assessor e operador financeiro de Coronel Jairo;
  5. José Antonio Wermelinger Machado, ex-chefe de gabinete e principal operador financeiro de André Corrêa;
  6. Leonardo Mendonça Andrade, assessor e operador financeiro de Marcos Abrahão;
  7. Magno Cezar Motta, assessor e operador financeiro de Paulo Melo;
  8. Shirlei Aparecida Martins Silva, ex-chefe de gabinete de Edson Albertassi e subsecretária dos Programas Sociais da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social.
Carros da PF na porta da Alerj — Foto: Fernanda Rouvenat/G1

Sobrepreço de contratos

De acordo com as investigações, a organização criminosa, chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral, pagava propina a vários deputados estaduais, a fim de que patrocinassem interesses do grupo criminoso na Alerj. Loteamento de cargos no Detran era outra forma de "agrado".
A força-tarefa afirma que o esquema continuou mesmo após as operações do ano passado, quando Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi foram presos.
“Estima-se que o valor desviado e pago em propina seja de, pelo menos, R$ 54,5 milhões, dos quais uma parte foi financiada pelo sobrepreço de alguns contratos”, afirmou Ricardo Saadi, superintendente da Polícia Federal.
Procurador-regional da República, Carlos Aguiar explicou que cargos públicos foram dados como moeda de troca, e citou “propinolândia” na Alerj‬.
‪“As investigações demonstraram que esses personagens lotearam o estado do Rio de Janeiro para viabilizar a execução dos seus interesses políticos. Alerj se tornou propinolândia.”

Incontrolável

Delegada da PF, Xênia Soares afirmou que o montante dos pagamentos indevidos cresceu tanto que foi preciso "terceirizá-los". “Esses pagamentos eram feitos pelos irmãos Chebar", conta Xênia. No segundo mandato de Sérgio Cabral, eles não conseguiram administrar a quantidade de valores que tramitavam. Então, terceirizavam o serviço de movimentação do dinheiro da organização criminosa que eram dados por ordem de Carlos Miranda para os doleiros Juca e Toni", detalha.
Affonso Henrique Monnerat, secretário de Pezão, é o personagem que faria o canal entre os deputados e o Executivo no esquema. Segundo o procurador Carlos Aguiar, "Não há indícios de que o atual governador esteja envolvido nos pagamentos".
"Parte do dinheiro vinha do doleiro Álvaro Novis e era passado pela Fetranspor aos presidentes da Alerj. Outra parte vinha do dinheiro de obras feitas pela Odebrecht no Estado", disse Xênia Soares.
"As investigações mostraram que os envolvidos no esquema possuíam uma movimentação financeira completamente incompatível com os ganhos legais", disse o superintendente da Receita Federal da 7ª Região, Luiz Henrique Casemiro.
"O esquema não usava apelidos, eram os nomes dos envolvidos. A organização agia com a certeza da impunidade”, destacou a procuradora Renata Ribeiro Baptista, do MPF.

Loteamento

O Detran era fonte de cargos, segundo a força-tarefa. "Chiquinho da Mangueira tinha 74 indicações. Luiz Martins, sozinho, tinha 137", afirmou a procuradora Renata Ribeiro Baptista. "Entre os 40 que estavam com indicação de Paulo Melo, 15 apareciam como prestadores de serviço em campanhas eleitorais do próprio deputado", emendou.
"O Detran era manipulado para a realização de atividades de interesse de grupos corruptos. O deputado Paulo Melo era considerado o “dono” do Detran", disse a delegada Xênia Soares, da PF.
A operação foi determinada por desembargadores da 1ª Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) e se debruça também sobre a atual gestão do governo estadual, apesar de não haver citação direta ao governador Luiz Fernando Pezão.

Operação Cadeia Velha

Deflagrada em novembro de 2017, a operação levou para a cadeia os deputados Jorge Picciani, Paulo Mello e Edson Albertassi e investigou esquema de corrupção em que os deputados usavam da sua influência para aprovar projetos na Alerj para favorecer as empresas de ônibus e também as empreiteiras.
Atualmente, Jorge Picciani está em prisão domiciliar por causa de sua saúde e Paulo Mello e Albertassi seguem presos em Bangu.
Esta semana, o RJ2 mostrou trechos de escutas gravadas com autorização da Justiça na época da Cadeia Velha. Os áudios trazem Picciani articulando para sair da prisão, horas antes de se entregar, e o braço direito do então presidente da Alerj negociando recolhimento de propina.

O que dizem os citados

  • André Correa: ao chegar à PF, na Praça Mauá, André Corrêa afirmou que "quem não deve não teme". "Sigo com a minha promessa de tirar o Psol da presidência da Comissão de Direitos Humanos”, emendou. Corrêa ainda garantiu que mantém a postulação à presidência da Alerj.
  • Affonso Monnerat: “O governo do estado desconhece os fatos e não teve acesso aos autos do processo”.
  • Chiquinho da Mangueira: assessor ainda não conseguiu contato com o advogado dele;
  • Coronel Jairo: assessoria do gabinete só vai se pronunciar no horário da tarde.
  • Leonardo Jacob: "O Detran está à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento.”
  • Luiz Martins: ninguém atende no gabinete do deputado.
  • Marcelo Simão: gabinete vazio.
  • Marcus Vinícius Neskau: ainda não respondeu.
  • Vinícius Farah: “O Detran está à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento.”

“Apoiamos o presidente eleito na sua escolha e o futuro ministro Sergio Moro”, dizem 154 procuradores

A propósito da indicação de Sergio Moro para o cargo de ministro da Justiça no futuro governo de Jair Bolsonaro, 154 membros do Ministério Público Federal assinaram e divulgaram a seguinte nota de apoio:
“Durante sua carreira na magistratura, e especialmente nos últimos quatro anos conduzindo os processos judiciais da Operação Lava Jato, Sua Excelência tem demonstrado profundo e abrangente saber jurídico, sintonizado com o que há de mais moderno no enfrentamento da macrocriminalidade.
Ao abrir mão das garantias e prerrogativas do cargo de juiz para assumir o comando do Ministério da Justiça, com todas as responsabilidades e contingências institucionais e políticas, o magistrado revela extraordinário desprendimento pessoal, em benefício do Brasil e dos interesses da sociedade.
Sem dúvida, com a indicação, o presidente eleito reafirma concretamente o seu compromisso com o combate à corrupção e à insegurança pública, que tantos males têm causado ao povo brasileiro.
Por isso, congratulamos e apoiamos o presidente eleito na sua escolha e o futuro ministro da Justiça Sergio Moro, augurando êxito na construção de uma sociedade pacífica, justa e solidária.”
Confira a íntegra e o nome dos 154 signatários: AQUI.

PT, saudações: TCU fiscalizará a OAB

quinta-feira, 8 de novembro de 2018


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
A Petelândia terá dificuldades em utilizar uma Ordem dos Advogados do Brasil aparelhada para fazer oposição ostensiva ao governo Jair Bolsonaro. Pelo menos, não será possível usar, facilmente, a receita anual de R$ 1,3 bilhão para fins de politicagem. O plenário do Tribunal de Contas da União aprovou, por unanimidade, que as contas da OAB sejam fiscalizadas. O relator do caso, ministro Bruno Dantas, foi simples e objetivo no argumento que ampara a decisão:
“A consolidação do Estado Democrático de Direito e a efetivação do princípio republicano estão intimamente ligadas à noção de accountability pública. A OAB exerce papel fundamental de vigilante sobre o exercício do poder estatal e de defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito. Por essa razão, deve ser a primeira, entre os conselhos de fiscalização profissional, a servir de exemplo, e apresentar uma gestão transparente e aberta ao controle público”.
Todos os conselhos de classe tinham as contas escrutinadas, exceto a OAB. Não tinha lógica o privilégio da OAB em relação a outras entidades. A OAB alegava sua condição de “natureza autárquica sui generis” para não ser monitorada pela área técnica do TCU. A decisão de ontem do “tribunal” foi mais um reflexo das mudanças que ocorrem no Brasil. Na prática, o dinheiro da OAB é um imposto (classificado como “contribuição”). É igual àquela que os sindicatos recebiam “compulsoriamente” – e que se transformou em “voluntária” com a reforma trabalhista.
O TCU entendeu que, por serem recursos de origem tributária (contribuições para sindicatos e entidades de classe), a receita financeira da OAB pode e deve ser fiscalizada. No Brasil moderno que se espera, não cabem mais impostos, tributos e contribuições para financiar grupelhos políticos que fazem uso desse dinheiro sem transparência pública, recusando-se a prestar contas à sociedade.
Que tal uma mudança na Lei que obriga os advogados a pagarem compulsoriamente à OAB? A contribuição obrigatória das OABs é mais uma herança do Brasil do século passado. Se a CLT foi modernizada e os sindicatos terão que buscar representatividade legítima, ao invés de viver de imposto sindical, por que a mesma lógica não deve valer para a OAB e outros conselhos de classe?
Precisamos modernizar as instituições com mais liberdade e não com mais intervenção estatal e aparelhamentos ideológicos.

Releia o artigo: PT conta com OAB aparelhada contra Bolsonaro


terça-feira, 6 de novembro de 2018

Pronunciamento Completo de Sérgio Moro sobre ida ao Ministério da Just...

"O incrível destino do juiz que inspirou Moro e de seus algozes", por Vilma Gryzinski

O juiz italiano Giovanni Falcone“Quem silencia e abaixa a cabeça, morre cada vez que faz isso; quem fala e anda com a cabeça erguida, morre uma vez só”.
Giovanni Falcone morreu uma vez só e o estrondo é ouvido até hoje. Não apenas dos 400 quilos de TNT enterrados debaixo do asfalto da estrada para o aeroporto de Palermo – uma carga tão violenta que foi registrada no sismógrafo do Instituto de Geofísica e Vulcanologia das imediações, faltando menos de quatro minutos para a seis horas da tarde de 23 de maio de 1992.
Como o mais conhecido dos muitos “cadaveri eccelenti”, ou cadáveres ilustres, como os mafiosos chamavam suas vítimas famosas, o barulho deixado por Falconi foi mencionado em diversas ocasiões por Sergio Moro, a última delas referindo-se ao processo de decisão de deixar a magistratura – e a Lava Jato –para ser ministro da Justiça.
E 2015, disse Moro: “Nos momentos de dificuldade, leio livros sobre Giovanni Falcone e vejo que os casos nos quais ele atuava eram muito mais profundos do que o meu”.
Falcone estabeleceu parâmetros de investigação que hoje parecem ter existido desde sempre: seguir o caminho do dinheiro, interligar as operações criminosas, estabelecer o domínio dos fatos e implantar um sistema de delação premiada que conseguiu, pela primeira vez, quebrar a lei do silêncio, um pacto que remonta à idade média e era garantido com o sangue da família inteira dos que aderiam a ele.

O mais famoso colaborador, o que abriu os portões, tinha um nome impronunciável publicamente no Brasil: Tommaso Buscetta. Rompido com os chefões sicilianos, ele tinha “operado” nos Estados Unidos e no Brasil. Falcone veio negociar pessoalmente a extradição dele.
Reza a lenda que o juiz italiano perguntou por que ele tinha acabado preso em São Paulo e Buscetta respondeu:

“Doutor, no Brasil nem a máfia funciona”.
Foram as informações de Don Masino, como era chamado, que permitiram estabelecer, judicialmente, a responsabilidade dos chefões, os homens da Cúpula – tudo é em maiúsculas quando envolve a Cosa Nostra – pelos crimes nos quais, evidentemente, não sujavam as mãos.

“BEIJO DE HONRA”

Os paralelos com os casos de corrupção no Brasil são evidentes. Na Itália, quase concomitantemente ao máxi-processo, envolvendo os mafiosos de Palermo, ocorreu a operação Mãos Limpas.
O juiz mais conhecido da Mãos Limpas foi Antonio di Pietro. O alcance foi tal que mais da metade dos parlamentares tinham sido indiciados. Ao todo, o caso envolveu mais de 5 000 pessoas, entre políticos, empresários e funcionários públicos.
Os processos conduzidos por Giovanni Falcone acabaram, inevitavelmente, envolvendo políticos. Como funcionaria a Cosa Nostra sem as melhores conexões que o dinheiro pode comprar?
Giulio Andreotti, o patriarca da política italiana, chegou a ser acusado de ter trocado o “beijo de honra” com Totò Riina, o chefão dos chefões, segundo testemunho do próprio motorista do mafioso.
O processo na justiça deu em nada, com a conclusão que as relações de cooperação haviam sido rompidas desde o assassinato, em 1980, do ilustríssimo cadáver Piersanti Mattarella, líder democrata-cristão que denunciava os acordos espúrios com os mafiosos (o atual presidente italiano, Sergio Mattarella, é irmão dele).
Riina deu a ordem de matar Giovanni Falcone. A ascensão do chefão de Corleone – exatamente a mesma cidadezinha do livro de Mario Puzzo e da série de filmes de Francis Coppola – e a brutalidade de seus métodos correspondem mais ou menos às de Pablo Escobar e da explosão de consumo de cocaína.
O chefão estava preso, depois de passar 23 anos “foragido” – na sua casa em Palermo, com a mulher e os quatro filhos, debaixo do nariz das autoridades que fingiam nada ver.
O executor, ou killer, como dizem os italianos, foi Giovanni Brusca. Quando foi preso, quatro anos depois do assassinato de Falcone, exibia na ficha “entre 100 e 200” mortes – tinha perdido a conta.
Conhecido como Porco, ele havia rompido hediondamente a tradição mafiosa de não matar mulheres e crianças. Sequestrou o filho de onze anos de um dos “arrependidos” e manteve o menino em diversos cárceres durante meses, mandando fotos ao pai da criança torturada. Depois, mandou estrangular e dissolver o corpo do menino num barril de soda cáustica.
A prisão de Brusca foi comemorada por policiais de Palermo que chegaram a chorar de alegria, arrancando do rosto as balaclavas usadas para a própria proteção.
Já podiam andar de cabeça erguida, como aconselhava Falcone.

BELLA FIGURA

Dos principais envolvidos, Brusca é o único que continua vivo, com a colaboração premiada e o bom comportamento recompensados por saídas para visitar a família.
Totò Riina morreu no ano passado, aos 87 anos, na cadeia onde estava desde 1983. Tommaso Buscetta entrou num programa de proteção a testemunhas nos Estados Unidos, com nova identidade e novo rosto, com outra operação plástica. Morreu lá, de câncer de pulmão, no ano 2000.
Sobreviveu a mais de 20 parentes mortos nas guerras internas da Cosa Nostra. E, obviamente, a Falcone, a quem conheceu quando estava preso no Brasil e avisou: “Primeiro, eles vão tentar me pegar. Depois, vai ser você.”
No primeiro encontro com o juiz, Don Masino vestia blazer branco com abotoamento duplo, calça preta, camisa azul marinho e gravata. Queria, evidentemente, fazer uma “bella figura”, como dizem os italianos. Manter as aparências.
Mais de 300 mafiosos foram presos e condenados devido ao tsunami de confissões iniciado por ele e ao trabalho pioneiro de Giovanni Falcone.
Como Pablo Escobar, Totò Riina chegou a ameaçar as estruturas do Estado italiano, com atentados a bomba que imitavam os métodos dos grupos de extrema-esquerda e extrema-direita. Mirava no coração da identidade italiana: igrejas e ambientes de exibição de arte.
Falcone morreu ao lado da mulher, Francesca Morvillo. Ele próprio dirigia o Fiat Croma branco. Morreram também três seguranças. Os carros retorcidos acabaram virando peças de museu contra a infâmia.
Menos de dois meses depois, um carro-bomba explodiu na frente da casa de Paolo Borsellino, colega de Falcone que denunciava elos entre mafiosos e políticos. Morreram o juiz e cinco policiais.
Os assassinatos propiciaram o regime de incomunicabilidade chamado 14BIS, uma referência ao artigo do regimento carcerário que o propiciou. O poder da máfia siciliana diminuiu consideravelmente, mas é claro que não desapareceu. Muitos especialistas consideram que a máfia napolitana ocupou os espaços vazios.
Mas mandar matar Falcone não foi definitivamente uma boa ideia para a cúpula da Cosa Nostra. E provou, mais uma vez, que criminosos considerados intocáveis prejudicam seus próprios interesses, embriagados pela ideia de que podem tudo.
Até encontrarem um falcão pela frente. DO J.TOMAZ

O BRASIL TEM POVO

Terça-feira, novembro 06, 2018


Por Maria Lucia Victor Barbosa (*)
Em 1881, na obra L’esclavage au Brésil, o francês Louis Couty analisou nosso país. Afirmou o autor que:
“O Brasil não tem povo, pois o largo espaço compreendido entre a alta classe dirigente e os escravos não se acha suficientemente preenchida”.
“Em nenhuma parte se encontrarão estas massas fortemente organizadas de produtores livres, agrícolas e industriais, que em nossos povos civilizados são a base de toda riqueza, bem como não se acharão massas de eleitores sabendo pensar e votar, capazes de impor ao governo uma direção definida”.
De lá para cá muita coisa mudou, mas será que o Brasil já tem povo? 
Voltemos ao ano de 2002. O PT, na quarta tentativa logrou eleger Luiz Inácio Lula da Silva, que em si é um fake news. Isso porque, o senhor Silva nunca foi o que disseram que ele era, em que pese o culto da personalidade que o PT elaborou para ele.
Na verdade, o senhor Silva nunca foi um estadista, um líder carismático no verdadeiro sentido do termo. Foi, isso sim, um esperto enganador de massas, arte que aprendeu na sua fase pelega quando, segundo testemunhos da época, conseguia desencadear greves em proveito dos patrões e não dos operários.
A eleição do senhor Silva se deu através de outro monumental fake news, pois se dizia que o PT era o único partido ético, imaculadamente puro, capaz de salvar os pobres e oprimidos.
No poder o PT institucionalizou a corrupção, governou na base do mensalão e do petrolão, deu migalhas aos pobres e locupletou-se junto a grupos de ricos. Enquanto isso, a classe dirigente petista, de viés comunista, mostrava por palavras e atitudes sua essência totalitária. Para os que não rezavam por sua cartilha os arrogantes petistas foram e continuam ser agressivos, sectários, intimidadores, patrulheiros.
Resumindo, o PT é a antítese da democracia. Inclusive, o senhor Silva se dedicou a enaltecer e financiar os piores déspotas, não só latino-americanos, como a escória internacional.  Além disso, o PT sofre de aristofobia (medo ou horror aos melhores), sendo que nos seus quadros governamentais prevaleceram os piores, os incompetentes, os gananciosos.
Pode-se também dizer que o PT é o partido do ódio, da divisão social, da negação, da amoralidade. 
Relembro também a invenção nefasta do senhor Silva: Dilma Rousseff, a atrapalhada e confusa senhora que, juntamente com seu criador conduziu ao Brasil à pior recessão de nossa história.
Desse modo, quando o presidiário Silva pergunta o porquê do antipetismo que ajudou eleger Jair Messias Bolsonaro, há na indagação um misto de ironia e cinismo. Não é possível que ele não saiba sobre os males que seu governo causou ao país.
Não há que negar que o repúdio ao PT ajudou Bolsonaro vencer. Porém, existem fatores que já analisei em outros artigos como: carisma, identificação e confiabilidade, características do candidato, além do que denominei de Quinto Poder e Palanque Digital, me referindo as redes sociais como o Face Book, o Instagram, o WhatsApp, o Twitter, etc. que superaram o palanque eletrônico da TV. Estes fatores levaram Bolsonaro à vitória.
Outra característica petista: Conforme seu modo de ser totalitário, próprio do comunismo, os petistas deturpam palavras, invertem conceitos e estigmatizam pessoas com certos termos. Assim, Bolsonaro, que é amigo de Israel, foi taxado de nazista.
Nada mais parecido com Mussolini do que o presidiário, mas chamar Bolsonaro de fascista tornou-se a repetição dos que falam sobre o que não conhecem.
Conservador é outro xingamento, quando na verdade trata-se da moral no tocante a temas como aborto, ideologia de gênero, etc. coisas que o PT defende. E moral, recorde-se, “é o conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, quer de modo absoluto para qualquer tempo e lugar, quer para um grupo ou pessoa determinada”.
Liberal (não no sentido norte-americano), virou outro estigma, quando na verdade significa liberdade em todos os sentidos, de pensamento, de religião, de reunião e muito mais, sendo que do liberalismo floresceu a democracia.
Bolsonaro venceu com o entusiástico e fiel apoio de 57,7 milhões de eleitores, perfazendo 55% dos votos válidos.  Como democrata e afeito a meritocracia ele está constituindo o melhor ministério de nossa história Entre os ministros já indicados está o notável juiz, Sérgio Moro. Este continuará a fazer justiça com poderes ampliados, para o temor dos que têm contas a ajustar com a lei.
Inconformado com a derrota, o PT já faz oposição encarniçada ao eleito que ainda não tomou posse e até já trama seu impeachment. O problema do PT e de outros opositores que se dizem de esquerda é que, com a eleição de Jair Bolsonaro o país já tem povo. E quem tem o povo ao seu lado nada tem a temer. Fiquemos, porém, atentos e não nos deixemos enganar, pois no grito dos derrotados há choro e ranger de dentes. DO A.AMORIM
(*) Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

Moro, Bolsonaro e a mentira como fundamento da análise.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Em tempos de relativismo feroz e "pós-verdade", a verdade é afirmada - por jornalistas, sociólogos e até filósofos - como inexistente. Se o mundo é constituído de narrativas, visões pessoais, étnicas, coletivas, não há verdade universal. Não há fato que torne uma "narrativa" dominante, isto é, universal (ora, por isso mesmo tudo é relativo). Ciência? Mera narrativa. Afirmações? Puramente subjetivas. E por aí vai. Vence a mentira, como, a propósito, ressalta o texto de Bruno Garschagen publicado pelo Gazeta do Povo:

Aceitar como válida – ou até mesmo legítima – qualquer observação que vincule a aceitação de Sergio Moro para ser ministro da Justiça de Jair Bolsonaro com a sua atuação na Lava Jato e supostas pretensões políticas para 2022 não é só fazer o jogo da esquerda: é fazer-se instrumento de uma artimanha ideológica que tenta atribuir à operação aquilo que a esquerda quer que ela seja: uma grande conspiração da direita para prender Lula, impedi-lo de ser candidato e destruir as chances do PT de voltar ao poder. O lulopetismo é, de fato, um delírio.
Essa é, aliás e desde o início, a tese que a esquerda, capitaneada pelo PT, tenta vender publicamente. Quem a amplifica e se esforça para legitimá-la travestida de análise imparcial dos fatos são os intelectuais e a intelligentsia do antigo regime petista, fauna e flora que reúne políticos, professores universitários, comentaristas políticos, jornalistas e repórteres. Se você achava que tinha lido de tudo o que é equivocado na grande imprensa durante a eleição, deve estar vendo agora que nada é tão esquerdado que não possa mais esquerdar.
Incapazes de racionar fora de um esquema mental que se provou desatualizado e inadequado para o atual momento do país, quando não estritamente orientado por um vínculo ideológico, o grupo que ainda tem influência na opinião e na política comete contra Moro um erro de natureza similar ao que cometeu ao analisar a candidatura de Bolsonaro, a sua vitória e o que pensa e deseja a numerosa parcela da sociedade que o elegeu.
Mesmo quando diziam ser falsa a narrativa do PT, os comentaristas que citavam a hipótese já contribuíam para colocá-la no debate e para alimentar a máquina petista de destruir reputações. Foram muitos os que, a pretexto de negar o que estava sendo declarado aos quatro cantos pelos esquerdistas, colaboraram como instrumentos de propagação dessa mentira. Ainda mais quando se dizia que a decisão de Moro contribuía, sim, para reforçar a acusação dos petistas, como se os petistas tivessem credibilidade e legitimidade para acusar alguém de qualquer coisa.
Outros jornalistas, como Janio de Freitas, fizeram, em vão, um malabarismo verbal para garantir que a aceitação de Moro arranhou o seu prestígio e fortaleceu o “projeto autoritário e reacionário de Jair Bolsonaro”. Considerando que não há qualquer dado empírico que confirme tal afirmação, e o próprio Freitas se contradiz ao dizer que Moro fortalece Bolsonaro (só se pode fortalecer alguém quando se tem prestígio para tal), suspeito que Moro teve seu prestígio arranhado apenas dentro do grupo do qual faz parte o comentarista, que não definiu nem demonstrou o que será essa mistura de autoritarismo com reacionarismo do próximo governo eleito.
Ardilosamente, Freitas colocou sob suspeita as decisões do juiz federal no âmbito da Lava Jato e cobrou dos magistrados que terão a responsabilidade de julgar os recursos contra as decisões por Moro já proferidas uma postura diferente daquela que o colunista chamou de “temerosa, oportunista, facciosa”. Num só artigo, ele lançou suspeições sobre o trabalho do juiz-símbolo do combate à corrupção e de todos os demais desembargadores do Tribunal Regional Federal que ratificaram as condenações.
Além das “análises”, houve também quem usasse o espaço no jornal para difundir ataques formulados por entidades petistas como se fossem posições sérias e insuspeitas. Foi o caso da nota assinada pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABDJ) e publicada pela jornalista Monica Bergamo em sua coluna. Essa associação serve como satélite do petismo no mundo jurídico e agiu para ratificar a tese da condenação de Lula como sendo uma prisão política, mas é tratada desde sempre como se fosse um grupo independente com reputação para atacar quem quer que seja. A nota toda é um ataque ideologicamente enviesado contra Moro. A narrativa é a mesma: ao aceitar o convite de Bolsonaro, o juiz federal assinou uma confissão pública de que esteve a todo momento atuando politicamente em favor da candidatura vitoriosa. No passado, quando Bolsonaro era considerado carta fora do baralho, essa mesma esquerda acusava Moro de estar a serviço do PSDB.
Tudo parece ser um ataque coordenado para minar as escolhas do presidente eleito depois das tentativas de minar a sua campanha: foi assim com as escolhas de Hamilton Mourão para vice e de Paulo Guedes para ministro da Fazenda. Várias foram as “reportagens” que abriram mão de informar para convencer o leitor de que Bolsonaro era o cão (fascista, homofóbico, misógino) chupando manga.
Uma coisa é fazer críticas oportunas aos poderes que estarão concentrados nas mãos de Sergio Moro no Ministério da Justiça. É dever dos analistas fazê-lo, assim como, se for o caso, apontar caminhos mais adequados. Porque, por mais bem-intencionados que Bolsonaro e Moro possam ser, a concentração de poder e o seu exercício sem os devidos contrapesos podem provocar consequências negativas imprevistas e anabolizar o Megatério que é o Estado brasileiro.
Outra coisa é, entretanto, ocultar uma clara intenção de atacar sistematicamente um presidente, suas escolhas e seus escolhidos sob o disfarce de análise isenta e de jornalismo imparcial. Não é problema comentaristas, analistas e jornais terem posições políticas definidas e pautar seus trabalhos a partir de suas ideologias e visões de mundo, mas essas informações devem ser de conhecimento pleno dos leitores: pelo bem da honestidade intelectual e da integridade do jornalismo. DO O.TAMBOSI

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Ministro Alexandre de Moraes põe fim a questionamentos contra Moro levantados pelo PT (veja o vídeo)

Ministro Alexandre de Moraes põe fim a questionamentos contra Moro levantados pelo PT (veja o vídeo)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pôs um fim definitivo a qualquer questionamento oportunista contra a legitimidade da indicação do juiz Sérgio Moro para o cargo de Ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, eleito no último dia 28 de outubro.
Em entrevista à rádio Jovem Pan, o magistrado afirmou que os questionamentos levantados sobre a idoneidade do juiz Sérgio Moro não possuem qualquer credibilidade.
O ministro ainda ressaltou que o nome de Moro para o cargo "foi uma belíssima escolha".
Um outro detalhe observado pelo ministro do STF, diz respeito a experiência do juiz no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro.
Por fim, Alexandre de Moraes comentou sobre a cronologia dos casos julgados por Moro e sua postura durante as eleições, irrepreensíveis.DO J.DACIDADE


ONYX DIVULGA NOMES DO CONSELHO DE TRANSIÇÃO

Onyx Lorenzoni acaba de divulgar a lista com os dez grupos de trabalho do chamado “Conselho de Transição” e respectivos nomes dos integrantes.
Segue a relação (íntegra do Diário Oficial):
  • MARCOS AURÉLIO CARVALHO,
  • MARCOS CÉSAR PONTES,
  • LUCIANO IRINEU DE CASTRO FILHO,
  • PAULO ANTÔNIO SPENCER UEBEL,
  • AUGUSTO HELENO RIBEIRO PEREIRA,
  • GUSTAVO BEBIANNO ROCHA,
  • ARTHUR BRAGANÇA DE VASCONCELLOS WEINTRAUB,
  • GULLIEM CHARLES BEZERRA LEMOS,
  • EDUARDO CHAVES VIEIRA,
  • ROBERTO DA CUNHA CASTELLO BRANCO,
  • LUIZ TADEU VILELA BLUMM,
  • CARLOS VON DOELLINGER,
  • BRUNO EUSTÁQUIO FERREIRA CASTRO DE CARVALHO,
  • SÉRGIO AUGUSTO DE QUEIROZ,
  • ANTÔNIO FLÁVIO TESTA,
  • CARLOS ALEXANDRE JORGE DA COSTA,
  • PAULO ROBERTO NUNES GUEDES,
  • WALDEMAR GONÇALVES ORTUNHO JUNIOR,
  • ABRAHAM BRAGANÇA DE VASCONCELLOS WEINTRAUB,
  • JONATHAS ASSUNÇÃO SALVADOR NERY DE CASTRO,
  • ISMAEL NOBRE,
  • ALEXANDRE XAVIER YWATA DE CARVALHO,
  • PABLO ANTÔNIO FERNANDO TATIM DOS SANTOS,
  • WALDERY RODRIGUES JUNIOR,
  • ADOLFO SACHSIDA, e
  • MARCOS CINTRA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE.

Quem elegeu Bolsonaro


segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Quem elegeu Bolsonaro foi quem radicalizou o discurso, quem aparelhou o Estado e o STF, quem dividiu o povo entre nós e eles, quem colocou um “poste” na Presidência, gritou “é golpe!” e tentou pôr outro “poste”. Artigo dos professores Adriano Gianturco e Lucas Azambuja, do Ibmec-MG, publicado pela Gazeta do Povo:

Bolsonaro não foi eleito porque metade dos eleitores brasileiros seria racista, machista e homofóbica. Não foi porque os homens e mulheres comuns seriam marionetes de fake news e grupos de WhatsApp. Ele não foi eleito por uma conspiração das elites contra a justiça social e os “pobres andando de avião”. Bolsonaro não foi eleito porque milhões de brasileiros se tornaram fascistas do dia para a noite, ou porque eleição sem Lula é golpe.
Quem elegeu Bolsonaro foram os que xingaram pessoas comuns de fascistas porque votaram no Bolsonaro e não acreditavam mais no PT. Foi a cuspida de Jean Wyllys em Bolsonaro, pois ela representou a maneira como a esquerda quis “dialogar” com quem pensa diferente. Quem o elegeu foram o #Elenão e outras manifestações em que militantes, em via pública, destruíram, urinaram e queimaram símbolos pátrios ou imagens de Bolsonaro. Foram os protestos do MST, MTST e black blocs, que depredaram patrimônio público e privado ou queimaram pneus, fechando avenidas e deixando o trabalhador preso no trânsito dentro do transporte coletivo abarrotado. Quem elegeu Bolsonaro foi a facada do Adélio, a “boa cova” do Mauro Iasi e o “sem derramamento de sangue, não há redenção” de Benedita da Silva.
Quem elegeu Bolsonaro foram aqueles que, diante de quase 70 mil assassinatos por ano, importam-se mais em proibir armas de brinquedos para crianças, em desmilitarizar a polícia e colocar lâmpadas de LED nas ruas. Quem elegeu Bolsonaro foi Maria do Rosário, que preferiu xingar de estuprador o deputado em vez de debater sobre a redução da maioridade penal no mérito da questão. Foi a insistência dos grandes veículos de comunicação em perguntar sobre a ditadura militar em lugar de fazer perguntas sobre propostas concretas. Foram os ataques no Roda Viva, foram os jornalistas que preferiram “lacrar” a fazer perguntas, foi a comparação entre Jesus e refugiados. Quem elegeu Bolsonaro foram os grupos que fizeram manifestos em “defesa da democracia” ao mesmo tempo que silenciavam com relação a Venezuela, Cuba e Angola.

Quem elegeu Bolsonaro foi o politicamente correto, que preferiu discutir banheiros transgêneros, enquanto quase 25% das crianças e adolescentes sofrem com privações de saneamento básico. Que preferiu implementar ideologia de gênero e transformar adolescentes em militantes, enquanto sete em cada dez estudantes do ensino médio têm nível insuficiente em Português e Matemática, segundo o MEC. Bolsonaro foi eleito por causa das tentativas de controle das redes sociais e de censurar comediantes em nome do combate ao preconceito. Quem elegeu Bolsonaro foram os artistas-militantes subsidiados pela Lei Rouanet. Foram os que pensam ser uma boa ideia enfiar crucifixos no ânus, quebrar imagens de santos e vilipendiar outros símbolos religiosos para protestar contra o machismo e conservadorismo dos evangélicos e católicos. Quem elegeu Bolsonaro foram artistas, jornalistas e intelectuais que trataram como fanáticos de extrema-direita pessoas comuns, como a Dona Regina, que expressou em um programa de televisão sua preocupação e desaprovação em expor crianças a um homem nu em nome da “arte” e do “combate à homofobia”.
Quem elegeu Bolsonaro foram os que se recusaram em assumir a responsabilidade pela maior recessão econômica da história brasileira. Foram os que gritavam contra a reforma trabalhista e a favor do imposto sindical, enquanto mais de 12 milhões de pessoas estão desempregadas. Quem elegeu Bolsonaro foram os defensores de mais regulação, enquanto o pequeno empreendedor é soterrado por burocracia e alvarás e o trabalhador perde seu emprego porque a empresa se mudou para o Paraguai. Foram os investimentos bilionários em infraestrutura em ditaduras no exterior, enquanto a nossa infraestrutura se deteriorava. Foram as pedaladas fiscais e foi a redução de IPI para os amigos do rei.
Quem elegeu Bolsonaro foram os que disseram que Lula foi preso sem provas. Foram os que ignoraram as cuecas e malas cheias de dinheiro. Bolsonaro foi eleito por quem disse que a compra de dossiê do adversário político foi uma coisa de “aloprados”. Foram os que acreditaram e repetiam que o Lula não sabia de nada no mensalão. Foram os que gritaram que Sergio Moro é agente da CIA ou dos tucanos. Quem elegeu Bolsonaro foram aqueles que, diante da corrupção generalizada do PT, insistiam com “e o Cunha? ”, “e o Aécio? ”. Foi quem chamou o Bessias para tentar tornar o Lula ministro para ter foro privilegiado. Quem elegeu Bolsonaro foram os que, diante das várias delações e provas, repetiam que tudo era um golpe das elites. Foi o “estocar vento” e a “saudação à mandioca” em meio à corrupção e à crise econômica que elegeu Bolsonaro. Ele foi eleito por quem achava que roubar para o partido não era tão grave quanto roubar para si. Quem elegeu Bolsonaro foi quem radicalizou o discurso, quem aparelhou o Estado e o STF, quem dividiu o povo entre nós e eles, quem colocou um “poste” na Presidência, gritou “é golpe!” e tentou pôr outro “poste”. DO O.TAMBOSI
Adriano Gianturco é coordenador do Curso de Relações Internacionais no IBMEC-MG. Lucas Azambuja é sociólogo e professor titular no IBMEC-MG.