quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Dallagnol segue tese de Jorge Béja e diz que indulto de Temer é inconstitucional

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Dallagnol leu o artigo de Béja e encampou a tese
Cleide Carvalho
 O Globo
As regras para a concessão do indulto natalino afrouxaram, ao mesmo tempo que as investigações de corrupção atingiram os principais auxiliares do presidente Michel Temer. Por 15 anos, só foi colocado em liberdade pelo decreto presidencial quem tivesse cumprido um terço de uma pena máxima de 12 anos, no caso de crimes sem violência, onde se encaixa a corrupção e a lavagem de dinheiro. Em dois anos, esta tradição foi quebrada, levando o comando da Operação Lava-Jato a questionar a constitucionalidade da decisão do presidente.
Em 2016, veio a primeira mudança importante: o tempo de cumprimento da pena baixou de um terço para um quarto. Este ano, o tempo de prisão foi reduzido a um quinto, independentemente do tempo da pena a ser cumprida.
LIBEROU GERAL – A idade de benefício a idosos, que era acima de 70 anos, agora pode ser igual ou maior que 70. Antes, apenas quem tinha filho até 14 anos podia ser beneficiado. Agora, também serve ao condenado que tem netos, caso fique provado que dependam do apenado.
De acordo com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, o novo decreto se deu por “posição política” do presidente Michel Temer. Segundo ele, o presidente “entendeu que era o momento político adequado para uma visão mais liberal da questão do indulto”.
Mas o tamanho do perdão deixou perplexos os integrantes da Lava-Jato, que haviam pedido em novembro passado que os condenados por crime de corrupção deixassem de ser beneficiados pelo indulto natalino.
PARAÍSO DO CRIME – Porta-voz da força-tarefa do Ministério Público Federal em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol afirma que o decreto de Temer é inconstitucional. Para ele, o indulto fere de morte o coração da Lava-Jato: o uso dos acordos de delação premiada para atenuar as penas de quem decide colaborar.
“Este indulto consagra o Brasil como paraíso dos réus do colarinho branco e esvazia a Lava-Jato. Ele desestimula e impede novos acordos de colaboração. Quem vai delatar se já sabe que 80% de sua pena será perdoada? Isso é melhor que qualquer acordo” — diz Dallagnol.
Dallagnol diz que o decreto viola direitos fundamentais, pois esvazia leis que protegem o patrimônio público e responsabilizam políticos e agentes públicos; fere o princípio de individualização da pena, pois o prisioneiro sai do regime fechado para a liberdade total sem passar pelas etapas da progressão de regime; e fere a independência entre os poderes, já que o Congresso aprovou uma lei que pune a corrupção com pena de 2 a 12 anos e, em muitos casos, ela não será cumprida.
DESVIO DE FINALIDADE – “Há ainda desvio de finalidade. O indulto não atende interesse público de esvaziar presídios por questões humanitárias. Atende interesses particulares” — diz Dallagnol.
Por lei, diversas autoridades podem entrar com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o decreto do indulto: o procurador-geral da República; governadores; as mesas do Senado, da Câmara e das Assembleias; partidos políticos, OAB; e entidades de classe nacionais, como a Associação Nacional dos Membros do Mínistério Público.
Segundo o procurador, um dos primeiros a serem beneficiados pela decisão de Temer será o ex-deputado federal Luiz Argôlo (ex-SD), que foi condenado a 11 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. “O indulto faz com que ele saia pela porta da frente” — lamenta Dallagnol.
PEDIDO DE MORO – O juiz Sergio Moro chegou a manter a prisão cautelar de Argôlo, justamente por considerar que ele precisava ser mantido atrás das grades. Temer não atendeu nem mesmo sugestão do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, ligado ao Ministério da Justiça. O órgão foi provocado no início de novembro, quando a força-tarefa do Ministério Público Federal, em Curitiba, enviou apelo para que o indulto não contemplasse os crimes de corrupção. O conselho chegou a propor que não fossem beneficiados condenados por crimes contra administração pública, mas a sugestão não foi seguida pelo presidente da República.
“O generoso indulto reflete a falta de comprometimento de parcela do poder político no enfrentamento da corrupção e transmite uma péssima mensagem à sociedade — afirmou, ao Globo, o juiz Sergio Moro.
GENOINO E LAMAS – O decreto de 2014, que concedia o perdão a quem cumprisse pena em regime aberto e já tivesse cumprido um quarto dela, beneficiou o ex-deputado federal José Genoino (PT-SP), condenado no Mensalão a 4 anos e 8 meses de prisão. Também foi beneficiado o ex-tesoureiro do extinto PL Jacinto Lamas. Depois de ficar livre da pena, Lamas recorreu à Justiça para não pagar a multa, alegando que o indulto se estendia a ela.
Só no mês passado o Supremo Tribunal Federal decidiu que o pagamento não pode ser interrompido, já que ele sequer teria direito ao indulto se não tivesse conseguido, também, parcelar o valor devido. “A condição inicial para que pudesse o recorrente ter o indulto é aquela que agora ele quer se negar a cumprir”, lembrou o ministro Alexandre de Moraes.
Em março de 2016, com base no decreto de indulto assinado em dezembro de 2015, outros seis condenados pelo Mensalão foram perdoados: os ex-deputados federais Roberto Jefferson, Pedro Henry, Romeu Queiroz e Carlos Alberto Rodrigues Pinto. Todos tiveram suas penas extintas. Na avaliação de investigadores que atuam na força-tarefa, o decreto deste ano prepara o terreno para que mais condenados possam ser libertados a partir de 2018.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A matéria de O Globo é baseada em artigo do jurista Jorge Béja, publicado aqui na TI no dia 24. Ao dar seguimento ao assunto, o jornal ouviu três “especialistas”, mas esqueceu de ouvir o criador da tese da inconstitucionalidade. Outro detalhe: o procurador Dallagnol também leu o artigo de Béja, que lhe foi enviado por e-mail. Para nós, aqui da modesta TI, é um orgulho que os artigos de nossos colaboradores sirvam de pauta para a grande mídia.  (C.N.)

EM 2018 BRASILEIROS TERÃO QUE OPTAR ENTRE DOIS CAMINHOS: O DA LIBERDADE E DA SEGURANÇA OU O QUE CONDUZ À OPRESSÃO E À MISÉRIA.

Hora da Nação se livrar para sempre das ratazanas engravatadas.
O professor Dennis Lerrer Rosenfield, em artigo no jornal O Globo, faz um inventário sucinto da desgraça que se abateu sobre os brasileiros. Publico na íntegra após este prólogo.
O professor Rosenfield vai direto ao ponto. Todos os políticos que eram tidos como lideranças nacionais derreteram. Chafurdam no lodaçal da corrupção, da mentira e da total desfaçatez. E não são só esses ex-líderes políticos. A indecência é generalizada e alcança todas as esferas estatais incluindo o Judiciário.
E como já me referi aqui no blog, a aprova concreta da falência total da classe política é o fato de que o pré-candidato Jair Messias Bolsonaro até agora não conseguiu uma legenda porque, de uma forma ou de outra, todos os partidos estão imersos no esquema que começou com o mensalão do PT e não parou mais até que a Operação Lava Jato puxou o fio da meada e descobriu o petrolão. Daí em diante foi terra arrasada. Não sobrou ninguém. E tudo isso gera uma insegurança generalizada. Não há dúvida que 2018 poderá ser um ano decisivo para o futuro do Brasil: a liberdade ou a opressão e a miséria.
Portanto, vale muito a pena ler este artigo do professor Rosenfield que sintetiza o que está realmente acontecendo no Brasil e a razão pela qual Jair Bolsonaro sobe nas pesquisas eleitorais. Leiam:

MAL-ESTAR
Por Dennis Lerrer Rosenfield (*)
Transcrito de O Globo

Há um profundo mal-estar na sociedade brasileira. As pessoas estão tomadas pelo desânimo e pela insegurança, portadoras de uma grande descrença em relação aos políticos e aos partidos. Se a moralidade pública tornou-se uma bandeira política, é por que não faltaram razões que corroboram uma tal percepção. É bem verdade que a economia voltou a crescer, criando novas condições sociais, graças às reformas realizadas pelo atual governo, porém tais efeitos ainda não se fizeram sentir ou não são percebidos enquanto tais.

Não deveria, portanto, causar estranheza o fortalecimento da candidatura do deputado Jair Bolsonaro, na medida em que ele consegue dar vazão ao sentimento de uma sociedade cansada de desmandos. Pretender desqualificá-lo como sendo de extrema-direita é nada mais do que uma reação de tipo ideológica, pois não leva em consideração que suas posições estão enraizadas na sociedade. Ele não é uma “bolha” que logo estourará, mas um fenômeno que expressa questões e posições de uma sociedade que está de “saco cheio” com tudo o que está aí.
A descrença da sociedade com os políticos e partidos em geral tem sérias razões. Não há praticamente nenhum grande partido que escape. O PT foi o grande mestre com o mensalão e o petrolão, em cujos governos o país foi levado à ruína econômica e à falta completa de ética. Ex-membros do novo governo estão envolvidos na Lava-Jato, como o de um ex-ministro com mais de 50 milhões escondidos em um apartamento. As imagens foram impactantes. O ex-presidente do PSDB também aparece envolvido no caso da JBS. A lista poderia ser interminável. Fica, porém, a percepção de que todos os partidos estão podres, embora evidentemente existam pessoas sérias e honestas em todos eles. O que conta aqui é a percepção popular. Neste sentido, a posição de um outsider tende a ser muito bem recebida.
As denominações de esquerda e direita, em tal contexto, passam a não ter maior significação, porquanto a questão reside em como dar respostas aos problemas que são postos pela sociedade. Expressão deste deslocamento encontra-se em recente entrevista do ex-presidente Fernando Henrique, ao declarar que tem “medo da direita”, em uma alusão indireta ao deputado Bolsonaro. Curioso. Não teria ele “medo da esquerda” lulopetista que destruiu o país? Ou de Chávez e sucessores que conduziram a Venezuela ao abismo?
A sociedade não mais tolera as invasões do MST e de seus assemelhados urbanos como o MTST. Quer tranquilidade em sua vida e em seu trabalho. Note-se que o MST foi estimulado e acariciado tanto pelos tucanos quanto pelos petistas, com exceção da ex-presidente Dilma, que dele se demarcou e do atual presidente, que tampouco compactua com a desordem. Acontece que o desrespeito à propriedade privada é condenado pela imensa maioria da população, não mais embarcando nos cantos românticos de uma esquerda irresponsável. Consequentemente, quando um outsider como o deputado Bolsonaro toma para si esta bandeira, ele não apenas se contrapõe a importantes partidos, como expressa o que é sentido e condenado pela sociedade.
Pegue-se, por exemplo, um projeto de lei hoje tramitando que permite aos proprietários rurais a autodefesa mediante autorização para registro e posse de armas. Alguns afoitos ou mal intencionados já criticam tal lei como se ela viesse a estabelecer o “faroeste no campo”. Como assim? Não será que ele já existe sob a forma de invasões violentas do MST, com uso de armas, sequestros, incêndios, destruição de propriedades e assim por diante? E a prática do abigeato? E os simples roubos e assassinatos? Condenam-se os que procuram defender-se e, não os que usam da violência em suas invasões. Se um candidato dá voz aos que não conseguem se fazer ouvir, qual seria aqui o problema? O de ser de direita? Santa paciência.
As pessoas já não mais conseguem caminhar livremente nas cidades brasileiras. A insegurança impera, estando a violência sempre à espreita. O automóvel é hoje utilizado para qualquer deslocamento, expressando um medo disseminado. Os mais ricos andam de carros blindados. Um direito básico, o de livre circulação das pessoas, é simplesmente anulado pela insegurança física das pessoas e dos seus bens. Pais e mães ficam angustiados à espera de um filho ou filha que foi a uma festa noturna. Mães são assassinadas quando buscam filhos na escola. A situação é totalmente intolerável, e nenhum governo ocupou-se seriamente da segurança pública. Tucanos e petistas nada fizeram, sendo a nossa realidade, hoje, produto de uma longa história de descaso com a coisa pública. Não deveria surpreender que um candidato que vocalize tal problema básico do Estado cresça na opinião pública. Se o deputado Bolsonaro cresce nas pesquisas, é por que os partidos tradicionais abriram-lhe espaço ao não enfrentarem as questões por ele suscitadas.
Chegamos a uma assaz esquisita situação em que bandidos circulam livremente, com armas de uso restrito militar, pelas favelas brasileiras, sem que nada seja efetivamente feito. Até posam para foto, dada a total impunidade. Se um militar os enfrenta, da polícia, do Exército, da Marinha ou da Aeronáutica, logo instaura-se um processo contra ele, agora felizmente sob os auspícios da Justiça Militar. Se for menor, pior ainda, pois seria um “civil” indefeso que teria sido morto. Os valores estão totalmente invertidos. Os ditos “direitos humanos” não deveriam ser utilizados para a proteção de criminosos, maiores ou menores. Menores matam livremente e, depois da uma breve reclusão, saem de ficha limpa. É um estímulo ao crime. Assim, se um candidato defende a redução da maioridade penal e a revisão do Estatuto da Criança e do Adolescente, é imediatamente estigmatizado como conservador e retrógrado. A perversão é completa.
A sociedade já não mais tolera a impunidade, venha de onde vier.

(*) Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

REFORMA TRIBUTÁRIA DE TRUMP QUE BAIXOU IMPOSTOS FAZ BOMBAR ECONOMIA DOS ESTADOS UNIDOS. WALL STREET JÁ REVISA PREVISÕES. A BANDALHA DA GRANDE MÍDIA ESPERNEIA.

terça-feira, dezembro 26, 2017

Donald Trump e sua esposa primeira-dama Melania Trump: Natal em alto estilo como deve ser e que não acontecia há muito tempo na Casa Branca. 
Uma ótima notícia para os cidadãos norte-americanos e péssima para a mainstream media. Até há pouco os psicopatas esquerdistas da grande mídia continuavam propalando as famigeradas fake news, afirmando que a reforma tributária de Donald Trump iria beneficiar apenas os ricos. Aquele trololó que todos conhecem, ou seja, turvar mais uma vitória do bom e velho conservadorismo tanto nos costumes como na economia.
Simples assim. É o que o Presidente Donald Trump vem fazendo para o desespero desses picaretas mentirosos da Rede Globo, da CNN, da Folha de S. Paulo, do Estadão, da Veja, da IstoÉ, do New York Times, do Washington Post, do The Guardian, do The Economist e tutti quanti.
Não tem preço ver os mentirosos rapazes e raparigas da grande mídia se descabelando e tentando encontrar chifres em cabeça de burro.
Pelo menos a Gazeta do Povo registrou o fato, que transcrevo. Go Mr. Trump! Leiam:
Economistas de Wall Street estão revisando para cima suas previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) e para o déficit orçamentário dos Estados Unidos nos próximos dois anos, após a aprovação da reforma tributária pelo Congresso, que foi transformada em lei na semana passada pelo presidente Donald Trump.
Enquanto isso, o Congresso deve considerar um acordo em janeiro para aumentar o teto da dívida e aumentar os gastos com alívio de emergências, para resolver o impacto dos furacões no começo do ano. 
Combinados, os cortes de impostos e o aumento do teto da dívida devem aumentar o crescimento do PIB em 0,7% em 2018 e em 0,2% em 2019, de acordo com Lewis Alexander, economista do Nomura Securities. Ele disse que um aumento dos gastos do governo pode ser responsável por metade do impulso no próximo ano. 
"Uma razão pelo nosso relativo otimismo com o crescimento em 2018 vem do generoso e histórico ciclo de estímulo fiscal neste ano", disse Alexander. Ele ponderou, no entanto, que a mudança na perspectiva de gastos federais ainda não foi estimada pelo mercado.
Na semana passada, economistas do Goldman Sachs revisaram para cima suas estimativas para o crescimento em 2018 e 2019 em 0,3% e 0,2%, respectivamente, para 2,6% e 1,7%. Eles esperam que um aumento da demanda, provocado pela alta do consumo, estimule a contratação, fazendo com que a taxa de desemprego recue para 3,5% no próximo ano, ante uma estimativa anterior de 3,7%. A estimativa para a taxa de desemprego em 2019 passou de 3,5% para 3,3%.
A maioria dos economistas preveem que o corte de impostos vai impulsionar a economia ao estimular o consumo. Além disso, as reduções dos impostos corporativos podem aumentar os gastos por parte das empresas. Economistas do J. P. Morgan estimam que um consumo maior deve impulsionar o crescimento da economia em 0,2 em 2018, para 2,1%. 
Analistas do Goldman Sachs ainda esperam que o Congresso impulsione o limite dos gastos do governo americano em US$ 90 bilhões em 2018 e em 2019, numa alta de 7% ante os níveis atuais. Isso sem contar os gastos extras com alívio para desastre nas regiões afetadas por furacões e incêndios nos EUA.
Mais estímulos agora podem levar a maiores déficits depois. O Goldman e o J.P. Morgan esperam que os déficits orçamentários subam de US$ 664 bilhões no ano fiscal encerrado em setembro, ou cerca de 3,4% do PIB, para US$ 1 trilhão, ou 5% do PIB, em 2019. Do site do jornal Gazeta do Povo/Fonte: Dow Jones Newswires. DO A.AMORIM..

Canetada de Donald Trump surpreende o mundo

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DO LIBERTATUM


domingo, 24 de dezembro de 2017

OCDE diz que economia brasileira deve crescer 1,9% em 2018

A economia brasileira deve sair da recessão este ano e aumentar o ritmo de crescimento em 2018 e 2019, segundo projeções da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgadas no vinal de novembro em Paris. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) neste ano permaneceu em 0,7%.
Para 2018, a projeção subiu de 1,6% para 1,9%. Para a organização, em 2019 a economia vai crescer mais, chegando a 2,3%. Em 2016, a economia brasileira registrou retração de 3,6%.
A OCDE destacou que - depois de oito trimestres consecutivos de queda - houve finalmente retomada do crescimento. “Inicialmente impulsionada pela agricultura, a recuperação agora parece cada vez mais ampla”, diz o relatório de perspectivas econômicas.
Para a OCDE, a expectativa é que o crescimento se intensifique, embora a confiança seja sensível à evolução política. A organização também destaca que a inflação está abaixo da meta, que tem centro em 4,5%. Isso permite taxas de juros menores, o que vai dar suporte à recuperação dos investimentos.
“O crédito para as empresas continua a cair, mas o desemprego começou a diminuir”, diz o relatório. A OCDE afirma ainda que a reforma da Previdência é crucial para assegurar o cumprimento da regra do teto dos gastos públicos e promover a sustentabilidade fiscal.
Crescimento mundial
A projeção da OCDE para o crescimento da economia mundial é de 3,6% este ano, com aumento para 3,7% em 2018 e leve redução para 3,6% em 2019.
No relatório, a organização salienta que a economia mundial se fortaleceu, com estímulos monetários e fiscais sustentando uma melhoria ampla e sincronizada das taxas de crescimento na maioria dos países.
Diz ainda há expectativa de melhora ligeira na economia em 2018, mas o crescimento permanece abaixo do período anterior à crise econômica mundial.
Com informações e imagem da Agência Brasil
“Informação publicada é informação pública. Porém, alguém trabalhou e se esforçou para que essa informação chegasse até você. Seja ético. Copiou? Informe e dê link para a fonte.” DO C.F.BRASILEIRO

William Waack vai pro SBT trabalhar com Sheherazade


William Waack vai pro SBT. Está definido o destino do ex-apresentador do Jornal da Globo. Silvio Santos decidiu contratar o jornalista William Waack, demitido da TV Globo por racismo, ele fará dupla com a jornalista a Rachel Sheherazade.
Depois do apresentador William Waack ter sido demitido pela TV Globo,seu novo desafio profissional é o jornalismo do SBT. Nos próximos dias, Sílvio Santos terá a resposta oficial da proposta que fez para Waack ocupar a vaga de Joseval Peixoto no SBT Brasil. A apresentadora Rachel Sheherazade, que já defendeu Waack publicamente, é uma das grandes entusiastas da ida do ex-global para o SBT.
Quando William Waack foi acusado de racismo a jornalista do SBT publicou este texto:
“Um dos jornalistas mais brilhantes da TV brasileira foi o último alvo dos fundamentalistas da moral seletiva. Caiu na armadilha pérfida dos coleguinhas invejosos, esquerdistas acéfalos e medíocres de todas as nuances. O “hipocritamente correto” venceu mais uma vez. Feriu de morte o brilhante Paulo Francis, atropelou Boris Casoy, trapaceou Reinaldo Azevedo e agora condenou à execração pública William Waack. E o jornalismo brasileiro fica a poucos passos da total acefalia”, escreveu Rachel Sheherazade ao lado de uma foto de Waack.
Esta é a segunda vez que Silvio Santos resgata um jornalismo acusado de racismo. No dia 09/01/2017 o apresentador Marcão do Povo, que trabalhava no Balanço Geral DF, disse no ar que a cantora Ludmila era uma “macaca”. Imediatamente a TV Brasília o demitiu por orientação da TV Record. Assim que soube da demissão Silvio Santos o contratou e tirou ele de uma TV regional e o colocou na grade nacional apresentando o telejornal Primeiro Impacto no SBT.

A Insuportável Destreza de Gilmar Mendes

domingo, 24 de dezembro de 2017

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

É um consenso no meio jurídico brasileiro que o Supremo Tribunal Federal – e, obviamente, seus ministros – não podem atuar como fomentadores de tensões sociais, em função da ideologia e interpretações pessoais de seus integrantes. Também é praticamente consensual que um supremo magistrado em especial, o ministro Gilmar Mendes, tem extrapolado em suas decisões polêmicas (beneficiando corruptos) e posicionamentos políticos (indevidos para a posição que ocupa, sob a desculpa de que é um “cidadão” e um “professor pensador” que é controlador de um Instituto).

Gilmar ultrapassou todos os limites institucionais quando formulou e apresentou ao Congresso Nacional uma estranhíssima proposta de semi-presidencialismo que, além de atropelar a função dos outros poderes – teria tudo para ampliar a Crise Institucional. Nada anormal... Afinal, o vaidoso Gilmar se acha um semideus. No entanto, no fundo sincero do seu inconsciente, deve saber que não passa de uma mera pecinha da engrenagem de um gigantesco sistema de opressão que promove o atraso do Brasil. Gilmar funciona como um agente consciente que agrava a guerra de todos contra todos os poderes, exatamente para deixar o País como sempre esteve (subdesenvolvido e dependente) de uma oligarquia globalitária.

Na véspera de Natal, em pleno recesso do “judasciário”, Gilmar vem com outra polêmica. Invocando seus supremos poderes (inclusive o de Glayscow, aquele do lendário He-Man), ainda como presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar mandou abrir uma investigação sobre um áudio que viralizou neste sábado. Trata-se da fala atribuída ao juiz Glaucenir Silva de Oliveira, da 100ª Zona Eleitoral do Rio de Janeiro, em Campos dos Goytacazes. O Magistrado foi o responsável pelo processo que levou o poderoso ex-governador Antony Garotinho à cadeia. Aquele mesmo Garotinho que Gilmar mandou soltar na véspera natalina, junto com a ordem para tirar a tornozeleira da esposa dele, a Rosinha.

Gilmar Mendes acionou o Corregedor Nacional de Justiça, João Otávio Noronha, e o Diretor-Geral da Polícia Federal, Fernando Cegovia, além do presidente e o corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O membro do STF e TSE ficou muito pt da vida com a dimensão viral que o áudio obteve nas redes sociais (aquelas mesmas que o Presidente Michel Temer, recentemente, amaldiçoou). Gilmar “soltou” (ops) um comuniscado para condenar “as graves acusações caluniosas a sua pessoa e às recentes decisões (por ele) tomadas. Gilmar insiste que suas decisões “são pautadas pelo respeito às leis e à Constituição Federal”...

No áudio, o suposto Glaucenir pega pesado... Soltou frases do tipo: “Gilmar não tem vergonha na cara”; “Gilmar chefia a crise do Judiciário”; “Ele é alvo de chacota em todos os lugares do Brasil”; “Houve uma quantia alta para libertação dos presos” (Garotinho e mais sete); “A mala foi grande”; “O juiz que o substituiu no caso pensa em argüir a própria suspeição e sair fora do caso”... O mais curioso foi que Garotinho (alvo de processo pela compra de votos com o programa social “Cheque Cidadão”) rapidamente se solidarizou com seu libertador Gilmar Mendes e já saiu pedindo uma perícia no tal áudio.

Gilmar Mendes está além da berlinda. Já existem vários pedidos de impeachment dele no Senado. Acontece que todos sabem que o supremo magistrado não é o He-Man, porém tem poderes “além da Força”. Dart Vader é um “garotinho” (ops) perto do Gilmar que é hoje o maior alvo de chacotas incontroláveis nas redes sociais. Verdadeiro ou falso, o teor do áudio eletrizou o definitivamente Judiciário. Nos grupos fechados de magistrados ficou exposta a fratura da primeira instância com os supremos poderes “de cima”. Já se ensaia uma “rebelião” – daquelas capazes de deflagrar uma Intervenção Institucional...

Enfim, viva a revolução gerada pelos zap-zaps da vida. Atualmente, a mídia amestrada e abestada não consegue mais fazer o brasileiro de idiota. Os “donos do poder” são questionados abertamente por qualquer reles-mortal pagador de impostos e que não aceita mais ser obrigado a votar nos representantes do Crime Institucionalizado. Graças a Deus, o Brasil Capimunista, sonhado pelo semi-presidencialismo do Gilmar Mendes, está com seus dias contados, agonizando a cada porradaria da guerra escancarada de todos contra todos.

É nesse clima de guerra que sonhamos com a Intervenção que prontamente restabeleça a paz e implante a verdadeira Democracia no Brasil. Desejamos um Feliz Natal a nossa meia-dúzia de leitores (embora o Google mostra que temos mais de 1 milhão de vistas de páginas mês)...

Travestido de Mamãe-Noel, o lendário Negão da Chatuba avisa que faltou grana para mandar seu merecido presentão para os donos do poder... Nada de anormal... As instituições seguem funcionando normalmente – do jeitinho que o Crime gosta... Sorte nossa que o juízo final e a hora da onça beber água parecem cada vez mais próximos... Feliz Natal...

Prêmio aos Corruptos

sábado, 23 de dezembro de 2017

Em grupo de WhatsApp, juiz diz que “mala foi grande” para Gilmar Mendes livrar Garotinho. Ouça




Gilmar

Publicado no Tijolaço
POR FERNANDO BRITO
Um áudio atribuído ao juiz Glaucenir Oliveira, de Campos e autor da primeira prisão do ex-governador Anthony Garotinho postado num grupo de juízes num grupo de WhatsApp diz que “segundo comentários sérios que ouvi hoje, de gente de lá de dentro (do grupo de Garotinho) é que a quantia foi alta” na decisão de Gilmar Mendes de soltar o ex-governador, sugerindo que a decisão foi comprada.
“Vocês entendem o que estou falando” diz a seu grupo.
Muito mais do que a corrupção que sugere o áudio – Gilmar Mendes não é nenhum tolo – o grave é o nível de confrontação entre juízes e o Supremo.
Na gravação, a voz que  seria de Glaucenir – comparei com a de outro vídeo onde ele fala, num caso de briga com uma agente de trânsito e as voz parece ser a mesma, sem que isso tenha, claro, valor pericial – diz que conversou por telefone com o juiz que assumiu o caso, depois de sua saída da 100ª Vara Eleitoral, de Campos, e este teria dito que vai se declarar impedido no caso, “porque não quer dar a cara a tapa, porque não quer fazer trabalho de palhaço”.
E sugeriu-lhe que o faça por um ofício a Gilmar deixando claro que não tem como continuar no processo: “vai entender a sujeirada que Gilmar Mendes está fazendo”:
Isso é um absurdo, entendeu? O Gilmar não tem  mesmo vergonha na cara, infelizmente. Não adianta fazer campanha contra ele, porque ele sorri, ele é sarcástico. É desanimador, é uma desilusão, porque a gente trabalha sério, a gente é na verdade um soldado na linha de frente, a gente leva pedrada, leva tiro, enquanto o grande general do Poder Judiciário – que ele agora parece que é o dono do poder – mela o  trabalho sério que a gente faz, com sarcasmo, com falta de vergonha. E, segundo os comentários que eu ouvi hoje – comentário sério, de gente lá de dentro – é que a mala foi grande”
Insisto que não posso assegurar que a voz seja de fato de Glaucenir e, num sábado antes do Natal, não tenho como procurá-lo para responder, pelo que o blog fica aberto para que ele confirme ou desminta a autoria. Como a fonte que me entregou a gravação é de alta confiabilidade e o site Brasil247 já divulgou a história, publico, abaixo, o áudio explosivo.

Gilmar manda investigar audio sobre ‘mala grande’ por liberdade de Garotinho

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, pediu para que o Corregedor Nacional de Justiça, ministro João Otávio Noronha, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, “tomem providências” para investigar áudio em que é acusado de tomar propinas para soltar o ex-governador do Rio Anthony Garotinho e tirar a tornozeleira de Rosinha Garotinho.
Em áudio atribuído ao juiz eleitoral Glaucenir Oliveira, da Vara de Campos dos Goytacazes, que mandou prender Anthony Garotinho pela primeira vez, é mencionada “mala grande” ao ministro Gilmar Mendes, que determinou a soltura do ex-governador.
O autor do áudio, que diz ser “Glaucenir”, afirma ter conversado com o juiz da 100ª Vara de Campos dos Goytacazes a respeito da soltura de Rosinha Garotinho.
“Ele ontem me ligou, trocou uma ideia comigo, com a soltura do Garotinho e decidiu perguntar ao Gilmar Mendes mediante ofício muito respeitoso, por sinal, se podia estender as medidas cautelares diversas da prisão não só ao Garotinho mas também aos outros envolvidos no processo, tendo em vista que um dia anterior ao que o Gilmar soltou o Garotinho, o Dias Toffoli proferiu uma decisão em relação ao outro réu, que é o Fabiano Alonso, e soltou ele também e decretou essas medidas alternativas. E a Rosinha, como vocês sabem, já estava com medidas alternativas, prisão domiciliar e com a pulseira da tornozeleira eletrônica. Pois o assessor do ministro Gilmar Mendes ligou para o colega hoje, à tarde, e disse que o Gilmar Mendes determinou que nenhum dos réus vai ficar com medidas cautelares”.
Ele faz acusações ao ministro. “E eu não quero aqui ser leviano, estou vendendo peixe conforme eu comprei, de comentários ouvidos aqui em Campos hoje, de pessoas inclusive do grupo do Bolinha, tá? E o que se fala aqui em Campos eu tenho acesso de pessoas que sabem que entendem porque estão no meio. Então, eu estou vendendo peixe conforme eu comprei, mas o que se cita aqui dentro do próprio grupo dele é que a quantia foi alta”.
O autor do áudio, supostamente Glaucenir, diz ter sugerido ao magistrado que peça suspeição. “Eu até falei para ele. Se fizer isso faça numa linguagem técnica mas mostrando por A mais B a razão da sua insatisfação e porque você não tem mais trabalhar no processo, porque quem sabe ler, o pingo é letra, né? Vai entender a sujeirada que o Gilmar Mendes está fazendo”.
E volta a falar em propinas.
“A gente leva pedrada, tiro, enquanto o grande general desse poder judiciário que é ele agora, parece que é o dono do poder, mela o trabalho sério que a gente faz, com sarcasmo, falta de vergonha, e segundo os comentários que ouvi hoje, comentários sérios de gente lá de dentro, é que a mala foi grande”, afirma.
Glaucenir Oliveira, suposto autor do áudio, espalhado em grupos de WhatsApp de juízes e procuradores, foi o magistrado que mandou prender Anthony Garotinho duas vezes. A primeira, no âmbito da Operação Chequinho, que investiga o uso do programa Cheque Cidadão, do município de Campos, para obter apoio eleitoral. Na segunda vez, o magistrado deflagrou a Operação Caixa D’Água, contra supostas propinas de R$ 3 milhões da JBS ao ex-governador do Rio. De acordo com a denúncia, a suposta organização criminosa chefiada por Garotinho tinha até mesmo a participação de um segurança usado para ameaçar e extorquir empresários.
A prisão foi revogada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, na última quarta-feira, 20.
Defesas
“O ministro Gilmar Mendes solicitou providências ao Corregedor Nacional de Justiça, ministro João Otávio Noronha e instauração de inquérito ao diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, a respeito do áudio que circulou hoje nas redes sociais no qual são feitas graves acusações caluniosas à sua pessoa e às recentes decisões tomadas por ele. Também foram comunicados o presidente e o corregedor do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O ministro Gilmar reitera que suas decisões são pautadas pelo respeito às leis e à Constituição Federal”
COM A PALAVRA, GLAUCENIR
A reportagem está tentando localizar o magistrado Glaucenir Oliveira desde a manhã deste sábado, 23, mas ainda não obteve retorno.

General Augusto Heleno faz duro comentário sobre perda de função do General Mourão


Confira o que disse o general Augusto Heleno sobre a perda de função do general Mourão.
 
GENERAL AUGUSTO HELENO
Vivemos tempos difíceis de serem compreendidos. Um Gen de Exército, com 45 anos de serviço dedicados à Pátria, perde a função por citar fatos de conhecimento público, chocantes, mas justificados pela necessidade de garantir a governabilidade. Tudo bem, decisão correta do Pres Rep, atendendo proposta do Cmt do Exército. Afinal, boa parte da mídia alardeou que o Gen Mourão ferira a hierarquia e a disciplina e ameaçara a estabilidade institucional.
Só que, simultaneamente, por conta do anúncio do julgamento do Sr Luiz Inácio, em 2ª instância, no dia 24 Jan, vários membros da oposição se opõem à lei, incentivam a desordem e pregam abertamente a desobediência civil. Dentre eles: um senador, indiciado por um passado nada invejável; um ex-ministro, agitador profissional, condenado por corrupção; e o próprio ex-Pres Rep, apontado pelo Ministério Publico como líder da quadrilha que afundou o país, em luta pela sobrevivência. Nada acontece. Daí vem a pergunta que não quer calar: é assim que funciona o tal Estado Democrático de Direito? Cartas para a redação. Brasil acima de tudo. DO N.ATUAL

Feliz Natal, Aécio

Odebrecht e Andrade Gutierrez confirmaram o pagamento de 50 milhões de reais em propinas para Aécio Neves.
A Odebrecht, diz O Globo, “sustenta a acusação com comprovantes bancários, entregues nos últimos meses, que, segundo a empresa, comprovam depósitos para o senador tucano, por meio de uma conta de offshore em Cingapura, que havia sido citada por um de seus ex-executivos, Henrique Valladares, em depoimento à PGR. A identificação do titular da conta ainda não foi revelada, mas Valladares diz que está vinculada ao empresário Alexandre Accioly”.
A Andrade Gutierrez, por sua vez, “confirmou o repasse de 20 milhões de reais a Aécio por meio de um contrato com a Aalu Participações e Investimentos, empresa controladora da rede de academias Bodytech que pertence a Accioly”.

Temer sabota M&M

Os tucanos espalham que as denúncias da Odebrecht ao Cade foram divulgadas por Michel Temer para abater a candidatura de Geraldo Alckmin.
Diz a Folha de S. Paulo:
“Em Brasília, questiona-se o timing para a emersão dos fatos, justo quando Alckmin conquistava terreno no espectro de centro-direita na corrida ao Palácio do Planalto. O Cade está sob jurisdição partidária do MDB, de Temer, e debaixo de forte influência de políticos do PP, sigla do centrão.
Há clima de campanha”.
Na verdade, Geraldo Alckmin, codinomes Belém e M&M, já havia sido abatido pelos delatores da Odebrecht, mas só agora a imprensa resolveu notar esse fato.
 

O TCU do PMDB agora tenta o golpe da honestidade

Como já alertamos, o TCU dominado pelo PMDB, a pretexto de salvaguardar o dinheiro público, tenta hoje anular os acordos de leniência firmados entre empreiteiras e Lava Jato.
O objetivo é claro: impedir que a Lava Jato continue o seu trabalho, mostrando eventuais podres que porventura não vieram à tona. E evitar que, no futuro, possam existir outras operações do gênero.
É o golpe da honestidade, para que nada mude de verdade neste país infeliz.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Transparência Internacional critica indulto concedido por Temer

Entidade diz que perdão tem beneficiado condenados por corrupção desde o Mensalão

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SÃO PAULO — A Transparência Internacional divulgou nota manifestando profunda preocupação com o decreto de indulto natalino assinado pelo presidente Michel Temer e publicado nesta sexta-feira, afirmando que ele "facilita sobremaneira a concessão de perdão total da pena" a condenados por corrupção. A entidade lembra que desde 2012, réus condenados por corrupção no Mensalão (AP 470) foram beneficiados por este tipo de medida. O caso Mensalão teve pelo menos nove perdoados por indultos presidenciais.

Em março de 2016, com base no decreto de indulto assinado em dezembro de 2015 pela então presidente Dilma Rousseff, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, concedeu indulto a seis condenados no Mensalão. Os beneficiados foram os ex-deputados federais Roberto Jefferson, Pedro Henry, Romeu Queiroz e Carlos Alberto Rodrigues Pinto, além de Vinicius Samarane, ex-diretor do Banco Rural, e Rogério Tolentino, ex-advogado do publicitário Marcos Valério. Todos tiveram a punição extinta.
Já haviam sido perdoados antes o ex-deputado José Genoino, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Sores e o ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas.
Beneficiado no Mensalão, Delúbio Soares voltou a ser condenado na Lava-Jato, com pena de cinco anos de prisão.
"(..) A medida está na contramão do esforço empreendido pela sociedade brasileira no enfrentamento da corrupção, na luta contra a impunidade e no avanço institucional do país", diz a nota, acrescentando que o não cumprimento das penas pelos condenados sinaliza à população que corruptos e poderosos podem encontrar formas de escapar da Justiça, a despeito da gravidade dos crimes que praticam.
A Transparência Internacional diz ainda que seus estudos mostram que o uso de instrumentos de perdão favorece a cultura de impunidade no mundo todo e defende parâmetros mais rígidos para o benefício. E diz que é preciso excluir do benefício quem pratica atos contra a administração pública. A ONG diz que a medida, se usada com critério, poderia servir para enfrentar o problema do encarceramento em massa no Brasil.
APELO IGNORADO
A força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba havia solicitado ao Conselho Nacional de Política Penitenciária e Criminal que fossem feitas mudanças no indulto de Natal decretado anualmente pelo presidente da República, para que os condenados por crime de corrupção não fossem beneficiados.
Na época, os procuradores alertaram que réus, já condenados, poderiam cumprir penas irrisórias caso fossem mantidas as regras de 2016. Porém, com o decreto de Temer, os benefícios foram ampliados.
Os procuradores afirmaram que o perfil dos criminosos do colarinho branco é de pessoas de meia-idade e, em decorrência da longa duração de seus processos, a pena só é executada quando possuem mais de 60 ou 70 anos e muitos anos depois da prática dos ilícitos. Na carta encaminhada ao Conselho, os procuradores disseram que a amplitude do induto pode tornar a corrupção “um crime de baixíssimo risco no Brasil”, em especial quando se consideram a pena baixa e as dificuldades de descobrir, comprovar e aplicar uma pena aos criminosos.
A força tarefa tinha pedido, ainda, que a concessão do indulto fosse condicionada ao ressarcimento de danos aos cofres públicos, o que não aconteceu.
Os procuradores haviam argumentado ainda que as condições do indulto eram "excessivamente benéficas para réus de corrupção" e não ajudaria a esvaziar o sistema prisional, já que os réus em crimes de corrupção são poucos.

Vai-se o queijo, preservam-se os ratos.


Artigo de Percival Puggina, publicado em seu blog:
Não localizei o vídeo. O trecho a que vou me referir, provavelmente fazia parte de uma fala em que José Dirceu, discorrendo sobre a importância da política, afirmou aos companheiros, em Canoas/RS, que “se o projeto político é o mais importante, o principal é cuidar do PT”. Só localizei fragmentos desse pronunciamento no YouTube. Mas nesse ou noutro vídeo da mesma época, o então Chefe da Casa Civil de Lula fez uma referência à importância do controle dos fundos de pensão. Homem de visão, o Zé! Tudo aconteceu conforme previsto por ele: o PT passou a controlar os fundos; e tudo andou conforme o previsível: abriu-se um colossal rombo nas contas dessas importantes instituições – R$ 78 bilhões, em números de junho deste ano!
Mais de duzentos mil empregados e pensionistas de empresas estatais serão chamados, ou já estão fazendo isso, a aumentar, em muito, suas contribuições aos respectivos fundos de pensão. Os participantes e pensionistas da Petros já sabem que precisarão aportar R$ 14 bilhões em 18 anos. Outro tanto (13,5 bilhões) será assumido pela “nossa” amada Petrobras. A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), interveio no Postalis e, diante do que tem descoberto, vai “aumentar o valor das punições por má gestão”, hoje limitado a ridículos R$ 40 mil.
Nada disso me surpreende. Tudo estava previsto desde o momento em que Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto e a máquina petista se instalou no coração do governo e do Estado brasileiro. Até Deus se negou a nos acudir no subsequente Deus-nos-acuda.
Quando Carlinhos Cachoeira gravou o achaque de Waldomiro Diniz (2004) e Roberto Jefferson denunciou o mensalão (2005), o país tomou ciência de que havia uma organização criminosa atuando em larga escala no aparelho de Estado. Dez anos depois, quando se encerrou o julgamento do mensalão e a Lava Jato iniciou atividades, provavelmente os seis ministros que desconheceram o crime de formação de quadrilha eram os únicos cidadãos brasileiros que ainda se recusavam a admitir sua existência. Mas como entender, agora, esses eleitores de Lula e, mais especificamente, o silêncio das vítimas do rombo nos fundos de pensão? Por que não vejo carro de som, megafone ou apedidos na imprensa denunciando a gestão irresponsável desses planos por militantes partidários? Afinal, desde 2003 esses recursos estavam na mira do Zé, da política e, portanto, do partido que os usou para negócios, com destaque para os bilionários financiamentos concedidos aos projetos fracassados das “campeãs nacionais”.
Diante de tudo isso, não posso deixar de pensar na Síndrome de Estocolmo, ou seja, na afeição do sequestrado pelo sequestrador. É um fato que, por si só, mostra o tamanho de outro rombo, aberto na consciência política de tantos brasileiros. Ele se expressa na dedicação a quem lhes tomou a carteira e levou junto, como moedas do bolso, alguns dos mais humanos sentimentos de indignação e revolta. DO O.TAMBOSI