sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Um direto no “queixo” do PT

Tempos de Olimpíadas. O Brasil foi mal em Londres, mas o STF ganhou a primeira prova na corrida contra a prescrição dos crimes do mensalão do PT.
Ernesto Caruso, 17/08/2012

            Iniciada a contenda, o STF lavrou um tento ao bater por 9 a 2 a proposta do ex-ministro de Lula e ex-advogado do Cachoeira, Márcio Thomaz Bastos, de retirar da ação penal os que não desfrutam de foro privilegiado, isto é a maioria dos envolvidos. Tentativa de procrastinar, seja com intuito de tirar o assunto do embate eleitoral em curso, seja, para retardar o processo e enterrá-lo nos meandros da injustiça. Conseguiu atrasar em um dia. Juntamente com o advogado José Carlos Dias, recentemente nomeado por Dilma Roussef para a Comissão da Verdade, já tinha pedido para adiar o julgamento, sem sucesso.
            No campo acarpetado e suntuoso não deixam de catimbar nos lances eventuais como a pedir a suspensão do julgamento ou a remarcação das sustentações orais por conta da saída da ministra Carmem Lúcia para uma sessão do TSE. Nova derrota por 11 a zero.
            Houve até escaramuça; a destacar o debate acalorado entre os ministros Barbosa e Lewandowski, criticado pelo primeiro que por ser revisor há mais de dois anos poderia ter argumentado pelo desmembramento proposto, não no início do julgamento, mas muito antes, taxando de desleal o seu gesto. A extensa argumentação acarretou um dia de atraso no apertado cronograma feito pelo STF.
            O envolvimento de autoridades/cartolas ligados ao governo e ao PT está bem caracterizado no relatório do Procurador Geral da República Roberto Gurgel que acusa José Dirceu, então Ministro da Casa Civil de Lula, José Genoíno, presidente do PT e Delúbio Soares, tesoureiro do partido. Sobre o principal acusado e maior autoridade citada afirmou: “José Dirceu foi o mentor da ação do grupo, seu grande protagonista”. Esses se associaram "de forma estável permanente para o cometimento de crimes contra o sistema financeiro nacional, contra a administração pública, contra a fé publica, bem como crimes de lavagem de dinheiro". Conclui: “o mais atrevido e escandaloso caso de corrupção e desvio de dinheiro público flagrado na história do Brasil”.
            O deputado João Paulo Cunha do PT era o presidente de Câmara dos Deputados, também acusado de pertencer ao esquema. 
            Embora, tenha sofrido ataques contundentes, o procurador Gurgel não deu origem à denúncia, mas sim, o então procurador-geral, Antonio Fernando de Souza, em 2006, que a definiu como “uma sofisticada organização criminosa,..”.
Os advogados negam a participação dos seus clientes nos aludidos crimes. Causa que não deve ter custado pouco aos acusados. Pode ter havido gratuidade; defensor público só um, dos que assisti.
Dois advogados deixaram marcas além do ex de Cachoeira. José Carlos Dias que relembrou ter defendido em 1972 naquela corte um preso condenado a 30 anos em um crime confessado sob tortura; condenação que conseguiu reduzir a 15 anos no STM e absolvição no STF. Ao que denota, a Justiça estava presente e independente em “plena ditadura”. Usou o tema para reforçar a defesa da sua constituinte que estava vivendo o mesmo clima da tortura imposto pelo MP.
O outro advogado, Luiz Francisco C. Barbosa, na defesa do ex-deputado Roberto Jefferson, acusa: "Lula se portou não como um pateta, mas como um omisso, que traiu a confiança do povo, dentre os quais eu me incluo", ao concluir que Lula era o mandante do mensalão.
            Espera-se um resultado favorável ao Brasil e ao cidadão que não colhe bons resultados no quadro de medalhas, pois está muito longe do pódio, como no Programa Internacional de Avaliação de Alunos, 53ª posição entre 64 países avaliados; na inovação, 58ª posição, uma queda de nove posições em relação a 2011; 88ª entre 127 países em educação;72ª entre 156 países em inclusão digital; no sistema mundial de saúde, 125ª em 190; 72ª em 193 países no ranking da Organização Mundial de Saúde de investimento em saúde; 31ª posição no Índice de Segurança Alimentar em 105 países6º lugar dos países mais violentos do mundoEm corrupção o Brasil vai bem, 73ª entre 183 nações avaliadas.
            Com a palavra e a caneta o STF para melhorar ou piorar
DO LIBERTATUM

O VOTO DE QUINCAS.

Quincas foi devastador no caso do safado mensaleiro João Paulo.
Vai ser tarefa difícil para os dois amiguinhos dos petralhas contestarem o que apresentou o relator em sua explanação. Sei que o termo jurídico não é este, mas fica assim mesmo.
Quincas se enfiou em detalhes e lembrou fatos esquecidos por todos nós, como a tal pesquisa fajuta encomendada ao balcão de Coimbra para saber o que pensavam os desligados transeuntes, sobre eLLe mesmo e sobre o guerrilheiro de cafofo.
Demonstrou, por A+B, que a grana sacada nas tetas do rural eram resultados de propinas pelos "servicinhos" não prestados pelo meliante qquando presidia a câmara dos deputados.
PECULATO - CORRUPÇÃO PASSIVA - LAVAGEM DE DINHEIRO.
LADRÃO - CORRUPTO - LADRÃO SOFISTICADO.
É assim que passou a ser qualificado, com o voto de Quincas, o primeiro dos 40 (-3) LADRÕES DO LULLA que passarão pelo teatro do julgamento do MENSALÃO DO LULLA.
Marco Aurélio, Lewandowski e Dias Lata D'água na Cabeça Tóffoli, terão um trabalho danado para exercem o vergonhoso papel que lhes cabe como ministros-advogados da quadrilha, junto à Suprema Corte Brasileira.
Parabéns ao Quincas.


 Do site do UCHO.
 
Após anúncio de privatização de rodovias e ferrovias, Planalto tem dois escândalos pela frente
Ponto de bala


A presidente Dilma Rousseff não inovou desde que chegou ao poder central e tem repetido os antecessores, que durante suas respectivas gestões se valeram dos regulares anúncios de planos, muitos deles mirabolantes e que jamais saíram do papel. Tanto é assim, que uma área do Palácio do Planalto onde costumeiramente acontecem os tais lançamentos oficiais foi batizada pelos jornalistas políticos de "Cabo Canaveral", ponto de partida dos muitos foguetes da agência espacial norte-americana.
Enquanto o governo se dedica a criar factóides para camuflar os nefastos efeitos da crise, há em curso na Esplanada dos Ministérios pelo menos dois grandes escândalos, que podem vir à tona a qualquer momento.
O primeiro deles envolve compras direcionadas e nada ortodoxas realizadas por um ministério, comandado por pessoa próxima à presidente Dilma Rousseff. E se o escândalo eclodir o efeito será devastador. O outro é de ordem pessoal, mas as consequências, que no mínimo podem ser classificadas como explosivas, devem tirar o cargo de um pomposo ministro que por causa da formação profissional tem planos mais ousados.
Recentemente, quando um assunto conjugal alvejou dois destacados integrantes do staff do governo, a presidente chamou os litigantes para uma conversa reservada, em palácio, e cobrou uma solução imediata. O assunto saiu de pauta, mas o problema não foi resolvido. Se Dilma Rousseff não entrar em cena mais uma vez, a onda de escândalos voltará a rondar o Palácio do Planalto.


 A VOVÓ PETRALHA "PRIVADIZA".
 
col0515-Privada
133 BILHÕES JOGADOS NA PRIVADA.
É A "PRIVADIZAÇÃO" DA GRANA DOS OTÁRIOS.
DO GENTE DECENTE


Bandeira da Dignidade a Meio Pau

por Valmir Fonseca Azevedo Pereira
A decisão do TJ de São Paulo ao negar o recurso da denúncia contra o Cel. Ustra e reconhecê-lo como torturador está sendo comemorada como uma estupenda vitória.
Pobres militares que apenas sentem comiseração pelo “pobre coitado”, e se limitam a pensar no “azar” do Coronel, sumariamente tachado de “um dos mais notórios assassinos da ditadura militar”.
Lastimáveis ingênuos.
À época, qualquer militar de reconhecida capacidade profissional poderia ser convidado ou escolhido para a difícil missão de fazer parte ou compor um órgão voltado para o combate ao crime, à subversão, à quebra da lei e da ordem.
Era uma árdua missão. Não ganhavam mais pelas noites insones, pelas horas extras, nem havia a perspectiva de uma promoção, de ocupar algum cargo público de destaque ou bem remunerado. Era apenas uma difícil, pesada e extremamente responsável missão.
Todos que aceitaram a árdua tarefa estavam convictos de que se empenhariam por um Brasil melhor, e que empregariam os seus esforços para coibir as ações dos inimigos do Estado brasileiro.
Desventurados, quem mandou que fossem profissionais dedicados?
Hoje, os ataques ao Cel. Ustra são exacerbados, são como uma avalanche de acusações, um conluio de grandes proporções, um dilúvio de injustiças, de maquiavélicas dimensões, contudo, muitos militares, cegamente, acreditam que o alvo é o cidadão Ustra. Pobres tolos.
Ao que parece os canalhas já sabiam de decisão do TJ, tanto que logo após inundaram a internet com um cartaz com a foto do Coronel com destaque para a torpe acusação de torturador.
Patrocinam o vil ataque e assumem os custos do virulento cartaz, o Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça, a CUT, a OAB de São Paulo e diversos grupos e sindicatos, enfim uma turba disposta a banquetear-se num festim diabólico em honra à injustiça.
É, meus amigos, quis o destino que por várias razões não fôssemos convidados para trabalhar em órgãos de repressão aos subversivos, alguns assaltantes, sequestradores e terroristas.
Se tivéssemos, temos a certeza de que precisaríamos ser tão fortes, tão nobres em nossos sentimentos para suportar como a família Ustra tantas lutas, tantas infâmias.
Sim, que desta triste estória, aprendamos com o Cel. Ustra a ter dignidade, a ter fé, a acreditar em nossa justiça, pois somente um grande homem mantém a fronte erguida, diante de tamanha perseguição, de tanto revanchismo e de tantas calunias.
Ao tripudiarem sobre o cidadão, enxovalham a sua profissão, a sua Instituição, aos amigos que o conhecem e respeitam, mas os tolos não enxergam, e se contentam em lamentar pesarosos, “pobre Ustra”.
Há muito, lemos que a honra seria como um cálice de cristal, que qualquer sopro deixaria anuviado, neste caso, a escória não se limita a enodoar o cálice, ela cospe nele.
Brasília, DF, 14 de agosto de 2012
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Fonte:   Ternuma
COMENTO:  o abandono a que o Coronel Ustra foi relegado pela Instituição responsável pelas ordens que ele cumpriu são um terrível alerta aos militares da ativa quanto ao "cumprimento de ordens" e à famosa e sempre lembrada em momentos críticos "confiança nos chefes". Percebe-se que uma atitude mal vista em tempos passados, o cumprimento de ordens somente no caso de serem expedidas "por escrito", é hoje a única garantia de uma velhice tranquila.
DO MUJAHDIN CUCARACHA

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Justiça condena mais um réu por participação na morte de Celso Daniel

A Justiça de São Paulo condenou hoje (16) mais um réu acusado de participação na morte do prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, em 2002. Elcyd Oliveira Brito, o John, foi condenado a 22 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado, mediante promessa de recompensa, e pela utilização de recurso que tornou difícil a defesa da vítima.
No Tribunal do Juri, o réu negou envolvimento no crime. A versão foi diferente da apresentada por ele em outros depoimentos. Segundo o Ministério Público, Elcyd já havia confessado o crime várias vezes. Hoje, disse que foi torturado e pressionado por policiais e promotores de Santo André a confessar o assassinato. Elcyd apresentou sua defesa no início do julgamento, que ocorreu no Fórum de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
Celso Daniel foi executado com oito tiros em janeiro de 2002. Ele foi sequestrado logo depois de sair de um restaurante com o empresário e amigo Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, acusado de ser o mandante do crime. O corpo de Celso Daniel foi encontrado dois dias depois na Estrada das Cachoeiras, em Juquitiba, cidade vizinha de Itapecerica da Serra.
De acordo com o Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo, Elcyd estava na caminhonete que interceptou o veículo do prefeito. O promotor de Justiça do caso, Márcio Augusto Friggi de Carvalho, sustentou a tese de que a morte de Celso Daniel teve motivações políticas e contestou o argumento da defesa de que Elcyd não conhecia os outros envolvidos no crime. “Eles foram condenados juntos por formação de quadrilha em outro processo”, declarou.
O MP manteve a tese de que o crime foi cometido porque Celso Daniel descobriu que um esquema de corrupção que existia em Santo André, no ramo dos transportes, não servia apenas para alimentar o caixa 2 da campanha eleitoral de seu partido, o PT. “A partir do momento que ele descobriu que o dinheiro também era desviado para enriquecimento próprio da quadrilha, ele não concordou, passou a levantar um dossiê. Isso chegou ao conhecimento dos demais e aí a motivação do crime”, disse ontem (15) o promotor.
Elcyd Oliveira Brito foi o quinto dos sete réus do caso a ser condenado. Ainda faltam ser levados ao Tribunal do Juri Itamar Messias Silva dos Santos, que não foi julgado hoje – o juiz acatou pedido do advogado de defesa, Airton Jacob Gonçalves Filho, e adiou a sessão para o dia 22 de novembro –, e o acusado de ser o mandande o crime, o Sombra. Os advogados travam uma batalha jurídica para tentar impedir a condenação dele.
Além de questionarem a legalidade da prisão preventiva, os advogados de Sombra defendem a anulação da ação penal porque, segundo eles, o Ministério Público atuou diretamente na investigação criminal, substituindo a polícia. No entanto, já há maioria de votos (6 a 1), no Supremo Tribunal Federal (STF), pelo prosseguimento da ação penal contra o empresário.
No caso Celso Daniel, o Ministério Público decidiu começar uma investigação própria após a polícia concluir que o assassinato foi um crime comum de sequestro seguido de morte. As novas investigações apontaram que a morte do prefeito teve motivação política.
DO JORNAL DO BRASIL

PT paga a conta...

... de advogados dos réus do mensalão, mas despesas não aparecem na contabilidade petista entregue ao TSE.
As velhas práticas, como o caixa 2, se repetem no partido?
 ISTOÉ

Izabelle Torres
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HONORÁRIO
Luiz Pacheco (acima), advogado de José Genoino, admite receber do PT
Apresença do antigo comando partidário no banco dos réus por envolvimento no maior caso de corrupção da história recente do País pode não ter alterado as práticas do PT.
O partido parece seguir omitindo da Justiça parte de suas despesas. Desta vez, a contabilidade suspeita se refere aos repasses aos advogados responsáveis pela defesa de petistas envolvidos no mensalão. Com honorários que variam entre R$ 600 mil e R$ 6 milhões, alguns advogados admitiram à ISTOÉ que parte da fatura é paga pela legenda.
As prestações de contas do PT encaminhadas ao Tribunal Superior Eleitoral nos últimos três anos, no entanto, não incluem nenhuma referência a pagamentos feitos a escritórios jurídicos que prestam serviços aos personagens do escândalo.

Questionado, o presidente do PT, Rui Falcão, disse que em sua gestão “nenhum contrato foi assinado com advogados envolvidos na ação penal” do mensalão.
Ocorre que, segundo funcionários do PT ouvidos por ISTOÉ, parte dos recursos para ajudar na defesa dos réus sai do diretório de São Paulo, abastecido financeiramente pelo PT nacional. Internamente, a conta que se faz é de que já foram desembolsados mais de R$ 3,5 milhões para a defesa de ex-caciques partidários.
O PT tem bancado, por exemplo, a defesa do ex-presidente da legenda José Genoino e do ex-tesoureiro Delúbio Soares.

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AJUDINHA
Arnaldo Malheiros (acima) diz que Delúbio é pobre e precisa do partido
Genoino é representado no processo por Luiz Fernando Pacheco, que cobra em média R$ 1,2 milhão para atuar em processos com a complexidade do mensalão. “O partido tem ajudado, porque o Genoino não é rico”, admite Pacheco, se referindo ao salário de R$ 8,9 mil que Genoino recebe no Ministério da Defesa.
No caso de Delúbio, o advogado Arnaldo Malheiros sustenta que ele é “pobre” e vive exclusivamente dos rendimentos de uma pequena imobiliária virtual.
Malheiros acredita que a dificuldade financeira do cliente justifica a ajuda dada pelo PT.
O que ninguém sabe explicar, no entanto, é o motivo de a contribuição nunca ter aparecido na contabilidade petista.

02.jpg16.Ago.12
DO R.DEMOCRATICA

Petralhas incompetentes fazem privatização envergonhada


Sabe a periguete sem convicção? Ela veste o tubinho, mas fica o tempo todo puxando para cima e para baixo para tentar esconder o que a roupa quer exibir. A exibição envergonhada.
Mal comparando, é como o pessoal do governo lida com a privatização de rodovias e ferrovias. Vestiu a ideia, vai aplicá-la, mas não admite sequer o nome. Privatização? Isso é imoral.
Se fosse apenas pelo nome, não haveria problema algum. Pode-se chamar a coisa de concessão de serviço público. É sempre concessão a uma empresa privada, mas deixemos de lado esse detalhe. A China vendeu milhares de estatais e até hoje chama o programa de reestruturação.
O problema, no governo Dilma, é que a bronca com o nome esconde uma bronca com a própria política. Não é que eles, do governo, aderiram à ideia de que o setor público é ineficiente e gasta mal – ou, pelo inverso, que o privado faz melhor – mas aceitaram privatizar porque não tinham outra saída.
Os investimentos públicos em estradas caíram nos dois anos do governo Dilma. Isso foi consequência do tremendo desastre verificado no Dnit, órgão encarregado das rodovias, e na Valec, estatal para as ferrovias, ambos apanhados em corrupção e ineficiência.
Não tinha como turbinar as obras sem entregar às companhias privadas. Mas em vez de admitir isso, relaxar e aproveitar, o pessoal do governo resolveu vender caro. OK, vamos conceder, mas vocês vão ver como os concessionários serão tratados a pão e água. É óbvio, mas convém repetir: a empresa privada entra no negócio para ganhar dinheiro. A lógica da concessão é da economia de mercado. O empreendedor, ao buscar seu lucro, dentro de um marco legal, precisa entregar o serviço ou a mercadoria. Não obterá lucro se não o fizer, mas também não fará nada se não tiver confiança no retorno do investimento. As regras do negócio não podem garantir o lucro, mas devem garantir que, fazendo-se a coisa certa, haverá um bom lucro e o acionista poderá embolsá-lo.
Pois parece que o PAC da privatização, digo, da concessão, faz o possível para limitar e restringir o retorno das concessionárias. O risco é claro: o cidadão fica sem a estrada boa, o empreendedor não ganha dinheiro e o governo perde, por não recuperar subsídios e empréstimos.
Nas concessões de rodovias, por exemplo, optou-se pelo sistema que entrega obra e serviço para a companhia que oferecer a menor tarifa. Ao mesmo tempo, se exige que a concessionária faça um monte de coisas antes de cobrar o pedágio. Parece bom, pró-consumidor, mas traz um risco enorme: com mais obrigações e menos receita, a concessionária entrega um serviço de segunda. Está acontecendo nas estradas licitadas no governo Lula. Aconteceu em outros países.
A arte do negócio é uma difícil combinação entre custo, eficiência e rentabilidade. Colocar restrição à rentabilidade não é um bom começo.
Assessores da presidente Dilma têm dito que grandes companhias internacionais não se importarão em ganhar pouco aqui, pois não há bons negócios no resto do mundo. Parecem esquecer que o Brasil também desacelerou e que, entre os emergentes mais importantes, é o que cresce menos, com mais inflação e cada vez mais interferência do governo na economia. A insegurança pode fazer com que a estrada caia em mãos de companhias da segunda divisão, que encontram aí um meio de acesso. Se não der certo? Bom, conversa-se com o governo, que, aliás, é o financiador.
A concessão de ferrovias é ainda mais complexa. Para privatizar, o governo resolveu reforçar a ação estatal. O governo não vai conceder, mas vai contratar empresas privadas para construir e operar as ferrovias. Além disso, o governo comprará toda a capacidade de transporte de carga, pelo menor preço de pedágio, e vai revender para empresas interessadas em usar os trilhos.
Diz o governo que isso evita o monopólio, ou seja, que a concessionária da ferrovia não venda direito de passagem para outras. Ora, de onde tiraram que precisa de uma estatal para contratar, comprar e revender todo o transporte? Basta fazer uma regulamentação, estabelecer as regras no edital. Mas não. Acham que a Valec, aquela mesma, vai funcionar muito bem nesse complexo sistema de Parceria Público-Privada. Reparem: a lei que criou a PPP é de 2004. Não se fez quase nada até aqui.
Agora vai?
Carlos Alberto Sardenberg, em O Globo
DO ABOBADO

PTISTAS- CÍNICOS E DEBOCHADOS!

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA
DILMA PRIVATIZA 17,5 MIL KM DE RODOVIAS. MAS PRIVATIZAR NÃO É COISA DE CAPITALISTA?NÃO FOI TÃO CRITICADA PELO PT? A IDEOLOGIA LULUPETISTA E COMUNISTA NÃO SE SUSTENTA NO MUNDO ATUAL.RESPONDE O PETRALHA: "MAS AS PRIVATIZAÇÕES PETISTAS SÃO "CONCESSÕES" É DIFERENTE.....Entendo, Segundo o PT, em Brasília teve o "mensalão do Dem. O do PT foi "Caixa Dois" kkkk Eles mudam as palavras e tudo está resolvido e explicado. kkkkkkkkkk SEQUESTRAR E MATAR EMBAIXADOR É "MILITÂNCIA PELA CAUSA COMUNISTA". NÃO É TORTURA. AH ENTENDO.......KKKKKKK
DO GRAÇANOPAISDASMARAVILHAS

Protesto obriga presidente Dilma a deixar Palácio pelos fundos

Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo
Oito representantes de aposentados do INSS de 27 estados foram recebidos, no Palácio do Planalto, por José Lopes Feijó, assessor especial do ministro-chefe da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, depois de passarem mais de duas horas protestando em frente ao Planalto e fechando o trânsito no local, ao lado de inúmeras categorias de grevistas. Os aposentados do INSS querem 7,38% e o fim do fator previdenciário. A imensa manifestação que tomou conta do local e vai permanecer durante toda a noite desta quarta, obrigou a presidente Dilma Rousseff a deixar o Palácio do Planalto pelos fundos.
Grevistas protestam em frente ao Palácio do Planalto - Ed Ferreira/AE
Ed Ferreira/AE
Grevistas protestam em frente ao Palácio do Planalto
Assim que os manifestantes tomaram a praça dos 3 Poderes e avançaram em direção ao Planalto, a segurança, que estava reforçada pela Polícia Militar, foi engrossada pelo Batalhão de Choque, que chegou com escudos, armas em punho, cachorros, provocando reação nos manifestantes, que carregavam faixas "Fora Dilma" e "queremos reajuste". O Batalhão de choque tomou conta do pé da rampa, enquanto manifestantes gritavam: "Abaixo a repressão, polícia é pra ladrão" .     Quando o chefe da segurança do Planalto, general Amaro, viu o pelotão de choque na rampa entrou em contato com a PM para exigir que eles saíssem do local. "Eles (polícia de choque) não têm de entrar aqui. Aqui é nosso (segurança do Planalto). Eles têm de ficar da rua pra lá", insistiu. Diante da resistência do militar do Choque deixar o local, o general foi pessoalmente conversar com o responsável pela tropa para que ele deixasse o local. A tropa de choque, então, foi instruída a ficar ao lado da rampa, um pouco mais afastada. Deixaram o local sob vaias e gritos dos manifestantes.
Os aposentados entraram no Palácio com os rostos pintados de verde e amarelo, símbolo dos estudantes na era Collor. O presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas, Warley Gonzalez, que esteve com Feijó, disse que "na era Collor existia cara pintada nas ruas. Agora, é cara enrugada nas ruas". Eles prometeram passar a noite na praça dos 3 Poderes e acender 1.500 velas e fazer até um baile para aguentar o frio da noite e a vigília no local. "O clima não está para festa, mas é o única maneira de enfrentar a noite", disse ele, ao afirmar que "os aposentados e pensionistas são os únicos que estão sendo roubados porque pagaram a vida inteira sobre sete ou oito salários mínimos e estão ganhando sobre quase um salário". E completou: "não vamos parar enquanto não derem o que queremos ou algum reajuste".

A filha do mensalão

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, é uma figura muito importante para o Brasil
gmfiuza
Geral
Os brasileiros gostam de sonhar com a purificação de Dilma Rousseff, parindo teses quase diárias sobre a independência da presidente em relação a Lula. Toda hora alguém descobre que Dilma é diferente, que não transige com os métodos do padrinho, que não admite os contrabandos éticos da ideologia companheira etc.
Aí surge o ministro intocável para despertar esse povo crédulo de seus doces delírios. Gilberto Carvalho é a partícula de Deus do lulismo, a prova científica da matéria lulista em Dilma.
E quando o Brasil se esquece desse fato, o próprio Gilberto Carvalho se encarrega de lembrá-lo. Tudo ia muito bem para o governo Dilma no julgamento do mensalão, com a opinião pública olhando para os réus do valerioduto como se aquilo fosse uma história de época, um filme de máfia sobre um passado que passou.
Foi quando surgiu a voz sensata de Carvalho para avisar: “Quem aposta no desgaste do governo (com o julgamento do mensalão) vai se decepcionar!”
Pronto.
Ali estava o bóson de Higgs do governo popular se entregando no inconfundível estilo petista – fazendo o pênalti e depois levantando os braços para dizer “não fui eu”.
Os braços levantados do zagueiro Carvalho, com seus dez anos de palácio unificando os gabinetes de Lula e Dilma, falam mais que mil palavras. Mas ele fez questão de ser didático. Comparando a repercussão atual do julgamento com a do escândalo em 2005, o ministro lembrou: no que “baixou a poeira do debate político”, o povo apoiou “o processo”, reelegendo Lula em 2006 e elegendo Dilma em 2010.
Estava mais do que na hora de alguém gritar que “o processo” de Lula e Dilma é o mesmo, inclusive na testada e aprovada capacidade de ganhar eleições e manter a popularidade alta apesar das trampolinagens.
A mensagem de Gilberto Carvalho ao país é muito rica, contendo alta carga conceitual, mas pelo menos uma tradução bem simples pode ser feita: percam as esperanças de nos desmascarar, porque o eleitorado não está nem aí para os nossos esquemas parasitários.
O brado do ministro da Secretaria-Geral da Presidência foi ouvido, coincidentemente, depois da apresentação da defesa de José Dirceu no Supremo Tribunal Federal.
O advogado do ex-ministro e suposto chefe da quadrilha lembrou que Dilma, quando ouvida no processo, proferiu um nada-consta sobre Dirceu quanto ao seu tráfico de influência junto aos bancos do mensalão.
Um sutil gesto de solidariedade com o companheiro de armas que, no presente momento, poderia soar comprometedor – se a platéia fizesse um pequeno esforço para se lembrar que a venerável dama de ferro não veio de Marte.
Dilma veio, precisamente, do planeta Dirceu. Sua ascensão à Casa Civil foi articulada pelo próprio, no exato momento em que ele caía em desgraça com o estouro do escândalo. Dilma é, portanto, filha do mensalão.
E fez questão, em plena cerimônia de posse, de mostrar lealdade ao antecessor que afundava com as revelações sobre o valerioduto. Só a opinião pública consegue separar a presidente do grupo que está sendo julgado no Supremo – separação que nem ela mesma jamais fez.
Os quase 80% que aprovam Dilma Rousseff de olhos fechados (e bem fechados) devem considerar mera coincidência as companhias que a afilhada de Dirceu cultiva em sua trajetória gerencial: Erenice Guerra, os consultores Antonio Palocci e Fernando Pimentel (este ainda pendurado no governo graças à grande gestora-amiga) e outros filhos do “processo” Lula-Dilma que ficaram pelo caminho, como Orlando Silva, Carlos Lupi e grande elenco parasitário – todos parentes políticos da grande família de mensaleiros e aloprados, com os quais a presidente, Deus a livre, não tem nada a ver.
Quem tiver dúvidas, preste atenção às palavras do ministro Gilberto Carvalho encerrando o assunto: “A presidenta Dilma nos deu a orientação de seguirmos trabalhando rigorosamente, seguindo nossa tarefa de governo, numa atitude semelhante à que o presidente Lula já tomara em 2005.” Como se vê, o “processo”, “esquema” ou como se queira chamar esse caso de polícia com fantasia de revolução é exatamente o mesmo há dez anos. Marque o pênalti, seu juiz.

Guilherme Fiuza é jornalista e autor de vários livros, entre eles “Meu Nome não é Johnny”, adaptado para o cinema.
Neste blog, trata de grandes temas da atualidade, com informação e muita opinião principalmente sobre política.

14/08/2012
DO R.DEMOCRATICA

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O PANACA.

Quem diria que o "O CARA" iria acabar como "O PANACA" do mensalão, hein?
E PHOD@-SE!!!
DO MASCATE

Nunca antes na história “destepaiz” o Supremo foi submetido a tal enxovalho.

                          Por Reinaldo Azevedo
Nunca antes na história destepaiz, como diria aquele, o Supremo foi submetido a tal enxovalho. É inútil tapar o sol com a peneira ou buscar uma leitura benigna para as coisas que estão em curso. Dia desses, um querido amigo, contaminado, quem sabe?, pela leitura de Cândido, de Voltaire — e tomando ao pé da letra o que lá ia, não como ironia —, sugeriu que o fato de o Supremo estar constantemente na berlinda era um bom sinal. Evidência, disse ele, de que temos uma democracia viva, de que os senhores ministros não se fecham mais numa torre de marfim. Trata-se, sem dúvida, de uma leitura benigna e otimista do que, entendo, é manifesta expressão de decadência. Caberá aos ministros ciosos do seu papel institucional pensar também no destino do tribunal — e, pois, no futuro de todos nós.
Não! Os fanáticos de Dirceu podem ensarilhar seus adjetivos de guerra. Não estou aqui a sugerir que os ministros ignorem os autos e votem de acordo com a opinião pública. Aliás, segundo o presidente do PT, este bom povo brasileiro está mesmo é interessado no destino das personagens de “Avenida Brasil”. Pode ser. De tanto ver triunfar na vida real os pilantras, há a possibilidade de que busque viver a satisfação, ao menos na fantasia, de ver os espertalhões passando por algum aperto.
Do que vi da novela até agora, senhor Rui Falcão, aquilo a que se chama “povo” — essa categoria que vocês por aí têm a ambição de manter sob controle — pode não ter lá o gosto muito apurado, pode ser ruidoso e pouco refinado, pode chocar pela franqueza, mas tem caráter e vive com o suor do próprio rosto, não com o do alheio. E, claro!, há por lá os pilantras, os enganadores, os safados. É possível, sim, senhor Rui Falcão, que uma boa parte da opinião pública prefira a ficção como critério de realidade porque a realidade consegue ser mais estupefaciente do que qualquer ficção.
Quero, sim, que os ministros julguem de acordo com os autos, mas espero que não brindem o país com a vigarice teórica — ninho retórico da impunidade e do enxovalho ao estado de direito — de transformar os tais autos numa janela para a impunidade, CONTRA O DOMÍNIO DOS FATOS. Não há escapatória: os 11 do Supremo estarão dizendo até onde os homens públicos podem ir e, também, até onde aquela Casa se presta à intervenção de forças que lhes são externas.
Não, eu não quero que o Supremo julgue sob a pressão das ruas. Mas eu também não quero que o Supremo julgue sob a pressão de um partido. Não, eu não quero que o Supremo julgue para atender aos reclamos da opinião pública. Mas eu também não quero que o Supremo julgue para atender aos reclamos de opiniões privadas. Não, eu não quero que o Supremo julgue contra as provas. Mas eu também não quero que o Supremo julgue contra os fatos.
Que futuro terá um país em que um Marcos Valério saia do tribunal com atestado de boa conduta?
E que futuro terá esse tribunal?
Que futuro terá um país em que um Delúbio Soares saia do tribunal com atestado de boa conduta?
E que futuro terá esse tribunal?
Mas e Dirceu?
Faltam evidências de que fosse o chefe inconteste do partido, de sua política de alianças e de sua relação com os aliados???
Como se realizava materialmente, e segundo quais critérios, essa convergência de interesses?
Tenham paciência!
Estou nessa profissão há 25 anos. Saibam, senhores ministros do Supremo: nunca se fez tanta chacota do STF, se desconfiou tanto de seus critérios, se especulou tanto sobre a motivação de alguns de seus integrantes. E não porque isso seja consequência do escrutínio democrático. O ponto é outro. Dá-se como certo que, para alguns, os princípios da lei e do decoro se subordinam às imposições de uma tarefa de natureza partidária. Antes, debatia-se a doutrina; agora se debate quem obedece ao comando de quem.
O Supremo estará decidindo, em suma, se vai fazer réu o povo brasileiro e condená-lo a uma pena eterna: viver num país esculhambado, em que aquele que deveria dar o exemplo só resta impune porque se aprimorou nas artes do crime.

DO R.DEMOCRATICA

Collor exige uma reparação em dinheiro. Eu exijo que ele devolva a bolada que desviou. Os leitores vão decidir quem tem razão



Direto ao Ponto
Para jornalistas sérios, ações judiciais movidas por casos de polícia são medalhas. A gradação é determinada pelo prontuário de quem, em vez de dar trabalho a oficiais de Justiça e magistrados, deveria estar recolhido a uma cela.
Processos patrocinados por um João Paulo Cunha, por exemplo, não vão além de medalhas de bronze. Ganhei uma. Duelos no tribunal com Orestes Quércia garantiam medalhas de prata. Ganhei duas. Um Fernando Collor vale medalha de ouro. Ganhei quatro.
Vem aí a quinta, informa a ação de indenização ajuizada na semana passada pelo ex-presidente escorraçado pelo Brasil decente do cargo que desonrou.
Desta vez, Collor quer ser compensado em dinheiro pelo desgosto que lhe causaram três textos publicados nesta coluna nos dias 13, 19 e 27 de março deste ano.
Comparada a posts que descrevem mais detalhadamente a figura abominável, a trinca que ampara a ação judicial é quase gentil. Pelo jeito, qualquer pretexto está de bom tamanho para o falso caçador de marajás agora fantasiado de caçador de jornalistas.
Com o título A multidão que devora verbas na casa do espanto e o espantoso verão de Collor, o primeiro texto trata da bolada consumida pelo senador do PTB alagoano em janeiro, quando o Congresso estava em recesso.
Onde a repórter Júlia Rodrigues enxergou um desperdício criminoso do que é extorquido dos pagadores de impostos o perdulário compulsivo enxergou uma trama destinada a denegrir-lhe a imagem. Como se houvesse imagem a denegrir.
O segundo post se apoia nos mais recentes desvios de verbas públicas protagonizados pelo reincidente incurável para sublinhar a constatação resumida no título: Collor confirma: O Brasil mudou para pior. Ao ajuizar a ação, o ex-presidente jurou que jamais malbaratou ou embolsou o que não lhe pertence.
O terceiro texto ─ O rebanho da seita que acoberta bandidos de estimação quer furar a fila do tribunal ─ apenas inclui o líder da bancada do cangaço na relação de pecadores aparentemente condenados à perpétua impunidade.
Caprichando na pose de ofendido, Collor argumenta que foi “inocentado pelo Supremo Tribunal Federal e absolvido pelo povo brasileiro”. Inocentado pelo STF coisa nenhuma.
A maioria dos ministros absolveu “por falta de provas” o ex-presidente de um país cuja Justiça, pelo andar da carruagem, daqui a pouco só vai condenar ladrões que gravem em vídeo o ato criminoso e confessem o que fizeram ─ ao vivo ─ no Jornal Nacional.
Absolvido pelo povo brasileiro coisa nenhuma. Uma parte do eleitorado alagoano garantiu-lhe a cadeira no Senado. Candidato a governador em 2010, foi surrado nas urnas já no primeiro turno.
Virou amigo de infância de Lula, bajula Dilma Rousseff, faz qualquer negócio para conseguir espaço na vitrine em que já foi a atração principal. Mas nunca mais será presidente. Essa certeza angustiante vai atormentá-lo até a morte.
Em qualquer país menos primitivo, Fernando Collor estaria na cadeia há muito tempo. Num Brasil castigado pela corrupção impune, não só continua em liberdade como insulta o procurador-geral da República, calunia jornalistas honestos e coleciona ações judiciais que acabam adornando com mais uma medalha de ouro o currículo de quem vê as coisas como as coisas são.
Ele exige uma reparação em dinheiro. Eu exijo que ele devolva pelo menos a “verba indenizatória” que torrou em janeiro. Os leitores vão decidir quem tem razão.
14/08/2012