sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) é preso em Curitiba

O pedido foi feito pelo MPF no âmbito da Operação Integração, da Lava-Jato, que investiga um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na concessão de rodovias federais


postado em 25/01/2019 08:44 / atualizado em 25/01/2019 12:04
(foto: Orlando Kissner/ ANPr)

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) foi preso por agentes da Polícia Federal, nesta sexta-feira (25/1). O tucano foi detido por volta das 7 horas.

A prisão preventiva de Richa foi decretada pelo juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba. O magistrado também determinou a prisão do contador Dirceu Pupo Ferreira, homem de confiança do tucano.

O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Operação Integração, da Lava-Jato, que investiga um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na concessão de rodovias federais no Estado do Paraná que fazem parte do "Anel da Integração".

Pupo foi investigado por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em setembro de 2018 por suspeitas de tentar atrapalhar as investigações que levaram Richa à prisão naquela ocasião.

São apurados pagamentos de propinas para agentes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná e da Casa Civil do governo do Estado do Paraná.

A integração foi a primeira fase da Lava-Jato em 2018. Por ordens do então juiz federal Sérgio Moro, a PF prendeu o diretor-geral do DER, Nelson Leal Júnior, e o diretor-presidente da Econorte, Helio Ogama.

Ambos se tornaram delatores meses depois. Na oportunidade, Leal Júnior contou que participou de um 'encontro sobre propina', no qual Richa estaria presente, no Palácio Iguaçu, sede do Executivo paranaense. O irmão do tucano - que é candidato ao Senado -. José Richa Filho, o Pepe Richa, foi preso na Operação Integração II, fase 55 da Lava-Jato.

Em fevereiro de 2018, o gabinete da Casa Civil de Richa, localizada na sede do governo estadual, foi alvo de busca e apreensão da 'Integração'. O tucano, que se candidatou ao Senado nas eleições 2018 e recebeu 377.872 votos, entrou novamente na mira da Lava-Jato mais duas vezes em setembro, nas fases 'Piloto' e 'Integração II'.

Richa foi preso em setembro em outra operação, a 'Radiopatrulha', conduzida pelo Gaeco. Ele foi solto quatro dias depois pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

Proprina de 2,7 milhões

A força-tarefa da Lava-Jato do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná, responsável pelo pedido que levou à prisão preventiva de Beto Richa (PSDB), nesta sexta-feira (25/1), acusa o ex-governador de ser o beneficiário de pelo menos R$ 2,7 milhões em propinas pagas por concessionárias de pedágio no Estado. Os pagamentos teriam sido realizados em espécie.

Os procuradores apontam a existência de evidências de que, do montante total, R$ 142 mil foram lavados por meio de depósitos feitos para a Ocaporã Administradora de Bens. A acusação é que, apesar de estar no nome da esposa e dos filhos de Richa, a empresa era controlada pelo ex-governador.

A maior parte dos recursos, cerca de R$ 2,6 milhões, teriam sido lavados por Richa por meio da compra de imóveis com a ajuda do contador Dirceu Pupo Ferreira, que também teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Paulo Sérgio Ribeiro nesta sexta. 

De acordo com a força-tarefa da Lava-Jato, os bens foram comprados com propinas e colocados em nome da Ocaporã. Pupo, segundo a acusação, pedia que os vendedores dos imóveis lavrassem escrituras por um valor abaixo do montante real. A diferença, era paga em espécie. Emails apreendidos na investigação comprovariam que Richa tinha a última palavra nas negociações.

Os procuradores identificaram pelo menos três imóveis pagos em espécie por Pupo.

Um deles é um apartamento em Balneário Camboriu, Santa Catarina, adquirido adquirido oficialmente por R$ 300 mil, mas que o vendedor reconheceu ter recebido outros R$ 300 mil "por fora".

Outro imóvel, um terreno de luxo em Curitiba avaliado em R$ 1,9 milhão, teve a aquisição declarada por R$ 500 mil, correspondentes a uma suposta permuta com outros dois lotes. O vendedor reconheceu que Pupo pagou R$ 930 mil por fora. O mesmo terreno foi vendido por R$ 3,2 milhões pela família Richa.

A terceira transação foi identificada na compra de conjuntos comerciais também em Curitiba na qual, segundo o corretor que intermediou o negócio, contou com o pagamento de R$ 1,4 milhão não declarados.

Beto Richa também é investigado na operação Radiopatrulha, que o levou para prisão por quatro dias e vasculhou a casa de sua mãe em 2018.

A reportagem busca contato com Beto Richa, Dirceu Pupo Ferreira e os demais citados. O espaço está aberto para manifestação.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Grupo de Lima divulga declaração de apoio a Guaidó

Os países do Grupo de Lima (Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru) divulgaram uma declaração conjunta agora à noite.
Nela, o grupo reitera seu “pleno apoio” a Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, pediu que se realizem logo novas eleições –com “participação de todos os atores políticos”– e condenou a violência no país, que deixou pelo menos oito mortos hoje.

Bolsa bate novo recorde após fala de Bolsonaro e Guedes sobre Previdência

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

A bolsa paulista retomou o viés positivo nesta quarta-feira, 23, e fechou com o Ibovespa em nova máxima recorde, apoiado em perspectivas positivas para a economia brasileira, endossadas por comentários do ministro da Economia, Paulo Guedes. Em Davos, na Suíça, Guedes disse que a maior prioridade do governo é a reforma da Previdência e que mais da metade do déficit fiscal será cortada com a medida.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,53%, a 96.558,42 pontos, recorde para fechamento e perto da máxima do dia, de 96.575,98 pontos.
Também em Davos, o presidente Jair Bolsonaro disse a investidores que a reforma da Previdência vai ao Congresso já na primeira semana de trabalho dos parlamentares, que voltam do recesso em 1º de fevereiro.
O ministro também disse que as privatizações devem gerar pelo menos 20 bilhões de dólares em 2019. Guedes participaria de uma entrevista coletiva com a delegação brasileira no começo da tarde, incluindo Bolsonaro. A entrevista, contudo, foi cancelada na última hora, com representantes do governo citando cansaço de Bolsonaro.
Em paralelo, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse em Brasília que a definição da proposta da reforma da Previdência deve ocorrer nas próximas semanas.
“Será importante entender, nos próximos dias, se esta dinâmica melhor dos ativos brasileiros continua a ser fluxo, única e exclusivamente, de alocações de investidores locais ou se já há um maior interesse por parte dos estrangeiros”, destacou o estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos.
“Isso pode ser crucial para a continuidade, ou não, do bom desempenho. Sigo otimista com as perspectivas para o país, mas entendo que não será um processo linear”, disse, em nota a clientes. DO J.TOMAZ
Com Estadão Conteúdo e Reuters

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

EM DISCURSO NO FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL O PRESIDENTE JAIR BOLSONARO INICIA A RECONSTRUÇÃO DA IMAGEM DO BRASIL

terça-feira, janeiro 22, 2019


O Presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em Davos, na Suíça, participando do Forum Econômico Mundial, fez nesta terça-feira seu discurso quando reafirmou os princípios conservadores de seu projeto de governo conjugados com os valores do liberalismo econômico de sorte a recolocar o Brasil no concerto das nações democráticas e livres.

De certa forma é uma segunda "abertura dos portos do Brasil", depois de sucessivos governos comunistas desde FHC. Portanto, o Brasil esteve por um quarto de século subjugado aos ditames socialistas e sua política econômica nos níveis doméstico e internacional obedeceu aos interesses do movimento comunista internacional. O resultado dessa desgraça levou o nosso país literalmente à falência sem falar na corrupção e roubalheiras generalizadas.

Portanto, a presença do Presidente Jair Bosonaro nesse Forum Econômico em Davos tem especial relevância, pois abriu a oportunidade, imediatamente após sua posse, de comunicar ao mundo que o Brasil está liberto das amarras ideológicas.

Não é à toa a decisão do Presidente Bolsonaro de transferir a cirurgia à qual será submetido para retirar a bolsa coletora de colostomia, parte do complexo tratamento cirúrgico a que foi submetido em decorrência do atentado à faca que lhe dilacerou o ventre.

Portanto, o Presidente Bolsonaro intuiu acertadamente que sua presença nesse Forum Mundial seria uma oportunidade única de avisar para mundo que o Brasil começou a se livrar a deletéria carnavalização entranhada em todas as esferas da vida nacional. Aliás, um dos estratagemas comunistas destinados a impor a desordem perene tendo em vista a destruição dos valores morais e éticos. A desordem é a antessala do totalitarismo.

Daí o slogan de campanha do Presidente Bolsonaro: Brasil acima de tudo. Deus acima de todos! Assim  sendo, e sequiosos pela ordem, paz, segurança e progresso os eleitores conduziram Jair Messias Bolsonaro à Presidência da República.

Não é à toa que o Presidente Bolsonaro, mesmo ciente de seu estado de saúde fragilizado pelo brutal atentado à faca que sofreu decidiu enfrentar um vôo longo e estafante para comunicar de viva voz aos demais líderes mundiais que o gigante acordou. E o fez com serenidade, porém com firmeza e sinceridade, nesta abertura do Forum Mundial de Davos. DO A.AMORIM

"Governo corta até 70% da propaganda do Planalto"

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Cálculo feito pela Secretaria de Comunicação atinge agências off-line, com orçamento de R$ 260 milhões para este ano
O Palácio do Planalto quer cortar até 70% do total gasto com propaganda direta do Governo Federal. Atualmente, três agências atendem à Secretaria de Comunicação: NBS, Calia e Artplan, que venceram a concorrência de 2017 e teriam contrato válido por cinco anos, até o fim de 2021, com a possibilidade de a contratação ser renovada ou não a cada ano. A verba para este ano é de R$ 260 milhões.
A mudança está sendo discutida em conjunto pelo ministro Carlos Alberto Santos Cruz, da Secretaria de Governo, pelo chefe da Secom Floriano Barbosa, e por um ator externo ao Planalto: Carlos Bolsonaro, o filho do presidente, que, mesmo sem estar nomeado, cuida à distância da comunicação do governo.
Carlos foi um dos que mais pressão fez para que a medida prosperasse.
O Planalto ainda não decidiu como eliminar os Bônus de Volume (BVs), conforme anúncio feito por Jair Bolsonaro no começo do governo.
Segundo a regra corrente, quanto mais publicidade uma agência destina a um veículo em um determinado período de tempo, maior será o BV pago por este veículo à agência.
O mecanismo é legal, uma vez que as Normas-Padrão da Atividade Publicitária dão liberdade para os veículos determinarem seus métodos de bonificação. As normas-padrão são definidas por uma entidade chamada Conselho Executivo das Normas-Padrão, sem fins lucrativos e mantida por associações de veículos, agências e anunciantes, entre outras organizações.
Fonte: "Época"

Bolsonaro acerta o alvo em Davos


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

2ª Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil
Foi simples, sincero e bem objetivo o discurso do Presidente Jair Bolsonaro diante dos controladores globalitários no Fórum Econômico Mundial em Davos, nos geladíssimos Alpes Suíços. Bolsoanro deu o recado que tinha de dar: o Brasil mudou de direção (e gestão), e o País está pronto para receber investimentos e fluxo de turismo. Bolsonaro prometeu garantir a segurança e combater a corrupção.
No Twitter, Bolsonaro (Jair ou o filho Carlos, pouco importa) publicou: “Tive a satisfação de realizar o discurso de abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Sendo o 1º presidente do Hemisfério Sul, 1º da América Latina e 1º fora do G7 a abrir o evento. Muito obrigado a todos”.
A partir de agora, Bolsonaro tem o desafio de oferecer oportunidades de negócios e investimentos no Brasil, tentando o milagre de manter nossa soberania – coisa que a Oligarquia Financeira Transnacional nunca permitiu, tanto que usou o esquerdismo tacanho e  corrupto para governal mal e manter o País artificialmente na miséria.
Não será fácil transformar um Brasil Capimunista em Capitalista. No entanto, Bolsonaro foi eleito para cumprir tal missão que sempre pareceu (e ainda parece) impossível. O Brasil tem de se integrar ao mundo – e não se entregar mais ainda, como sempre ocorreu. Será que conseguiremos?

sábado, 19 de janeiro de 2019

Temos muitas caixas pretas para escancarar


sábado, 19 de janeiro de 2019

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil
Um rápido olhar na lista das empresas que receberam apoio financeiro do BNDES nos revela muito deste Brasil de oligarquias, de “coronéis” e dos Barões do Serviço Público que usurpam o futuro da Nação em proveito próprio.
Antes de mais nada, devemos nos lembrar que estamos falando de um Brasil no qual mais de 82% do emprego vem de micro e pequenas empresas. Elas são obrigadas a pagar as maiores taxas de juros do planeta e suportar uma carga fiscal cruel, desigual, punitiva e que arrasa criminosamente o empreendedorismo.
Bastam esses dois fatores para explicar em muito o fechamento de mais de 400 mil empresas no Brasil nos últimos anos. Elas não tiveram acesso a juros subsidiados do BNDES... Terminaram severamente punidas por suas inadimplências com os fiscos estadual e federal. Portanto, o emprego desapareceu ou desapareceram com ele. Simples assim.
Salta aos olhos de qualquer brasileiro comum, que está desempregado ou com certeza tem algum familiar desempregado, que grandes clientes dos juros baratos do BNDES sejam companhias telefônicas transnacionais que nos fornecem as piores telefonias e internet do planeta e que nos cobram valores absurdos pelo serviço ruim. Elas são financiadas com o dinheiro dos nossos impostos, repassados via BNDES.
Montadoras de veículos como Ford, Renault e Fiat também estão no topo da lista de “clientes”. Todas transnacionais que vendem seus carros caríssimos no Brasil que as subsidia. Na listagem, também, não poderiam faltar as estrelas da Operação Lava-Jato: Odebrecht, Petrobrás dentre outras.
Milhões de brasileiros desempregados. Centenas de milhares de empresas fechando. E o BNDES emprestando BILHÕES de Reais a empresas transnacionais, em setores cartelizados e oligopolizados, dominados completamente por pouco mais de 5 empresas. Como explicar e justificar isto para a sociedade brasileira?

Duvido que alguma empresa brasileira seja contemplada com empréstimos públicos, com generosas taxas de juros na Alemanha, na Inglaterra, França, Itália ou nos EUA. Naqueles países o dinheiro arrecadado com os impostos é utilizado para promover o desenvolvimento de suas economias e gerar empregos para a sua população.
Temos que interromper este ciclo maldito do uso indevido do dinheiro dos impostos pagos pela população brasileira. Com total rigor e disciplina. Doa a quem doer.
Insistimos que o Brasil precisa de um verdadeiro choque de transparência, para que todos saibam, a partir de uma fácil consulta na Internet, qual o destino real do dinheiro público arrecadado.
A transparência é um dos maiores desafios do Governo Bolsonaro. Sem ela, não haverá efetivo combate à corrupção. Sem ela, não teremos qualidade de gestão pública. Sem ela, continuaremos sofrendo abusos do Mecanismo que comanda o setor público.
O Brasil tem muitas caixas pretas para escancarar. Não dá mais para sobreviver em um “estado de exceção”, no qual a roubalheira parece ser a regra vigente. Transparência, já! Doa a quem doer...

Releia o artigo: O custo da falta de transparência no Brasil

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

sexta-feira, janeiro 18, 2019

A GRANDE MÍDIA EMBARALHA TUDO, MAS QUEM DÁ AS CARTAS É O JORNALISMO INDEPENDENTE NA INTERNET.


Tudo aquilo que a grande mídia sonega do público, já firmei aqui, poderá ser encontrado cada vez mais na internet, seja em blogs e sites independentes, como também nas próprias redes sociais e, sobretudo em diversos canais no Youtube.

Não há dúvida que o Youtube tende a se sobrepor às redes de televisão, a não ser que essas empresas midiáticas estejam sintonizadas com aquilo que realmente interessa à maioria do grande público. A televisão, como de resto todos os veículos da mainstream media, têm de já ir se acostumado a fazer jornalismo. Se teimarem em promover a doutrinação comunista serão, sim, ultrapassadas pelas novas mídias que surgem no âmbito da internet.

É o caso do vídeo acima. Trata-se do canal dirigido e apresentado pelo jornalista e youtuber Bernardo Küster que em outras oportunidades já foi objeto de postagem aqui no blog. Desta feita, Küster comenta e analisa o caso da viagem à China de um grupo de parlamentares do PSL, o partido do Presidente Jair Bolsonaro, fato que também já comentei e analisei aqui no blog.

Além de tecer considerações sobre essa inusitada viagem de parlamentares à  China comunista, Bernardo Küster refere-se também ao decreto recentemente assinado pelo Presidente Jair Bolsonaro relativo ao direito ao porte de arma pelos cidadãos de bem.

Para tanto, Küster leva ao ar na parte final deste vídeo uma alocução do conhecido especialista em segurança pública Bene Barbosa. Conheço Bene Barbosa e já conversei com ele em duas oportunidades em que esteve aqui em Florianópolis.

Bene é realmente um especialista brasileiro na área da segurança pública além de ser uma pessoa muito competente e dedicada. Portanto vale a pena ouvir a análise que formula sobre o decreto recentemente assinado pelo Presidente Jair Bolsonaro tendo em vista o direito dos cidadãos à posse de arma visando à defesa pessoal.

É por meio de análises como estas formuladas no vídeo desta postagem, pautadas pela seriedade e o equilíbrio, que a opinião pública poderá ter uma visão mais clara e objetiva sobre o que realmente está acontecendo.

O histerismo midiático e o dito jornalismo partisan são os principais inimigos da verdade e jamais fornecerão os elementos fundamentais para que leitores, ouvintes e telespectadores possam formar um juízo mais claro e objetivo sobre os fatos.

A ficção pode ter lugar de honra na produção literária, mas é terminantemente vetada no jornalismo. DO A. AMORIM

Lula recebeu dinheiro em espécie de propina da Odebrecht, diz Palocci em delação

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Informações estão na 1ª delação fechada pelo ex-ministro de Lula e Dilma.
Termo de colaboração de 13 de abril de 2018 foi anexado nesta quinta-feira (17) ao inquérito.

Por José Vianna, Aline Pavaneli e Ederson Hising, RPC Curitiba e G1 PR
Em delação, Palocci diz que Lula recebeu dinheiro em espécie de propina da Odebrecht — Foto: Reprodução/JN
Em delação, Palocci diz que Lula recebeu dinheiro em espécie de propina da Odebrecht
Foto: Reprodução/JN
O ex-ministro Antonio Palocci, delator da Operação Lava Jato, relatou entregas de dinheiro em espécie, de propina paga pela Odebrecht, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com Palocci, Lula lhe pedia que não comentasse com ninguém a respeito do assunto.

As informações estão em um termo da primeira delação fechada por Palocci com a Polícia Federal de Curitiba. O depoimento foi prestado em 13 de abril de 2018, e a delação foi homologada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em junho do ano passado. Nesta quinta-feira (17), o depoimento foi anexado ao inquérito da PF sobre a Usina de Belo Monte, que tramita em sigilo.

Um trecho da delação diz: "[Palocci] Também se recorda que, dos recursos em espécie recebidos da ODEBRECHT e retirados por Branislav Kontic, levou em oportunidades diversas cerca de trinta, quarenta, cinqüenta e oitenta mil reais em espécie para o próprio Lula".

O ex-ministro afirmou ter entregue R$ 50 mil ao ex-presidente, dentro de uma caixa de celular, no Terminal da Aeronáutica em Brasília (DF), durante a campanha de 2010. Um ex-motorista de Palocci chamado Claudio Souza Gouveia, ouvido pela PF em agosto do ano passado, diz ter testemunhado o encontro.

Outro trecho da delação de Palocci diz: "Em São Paulo, recorda-se de episódio de quando levou dinheiro em espécie a Lula dentro de caixa de whisky até o Aeroporto de Congonhas, sendo que no caminho até o local recebeu constantes chamadas telefônicas de Lula cobrando a entrega".

De acordo com Palocci, essa cobrança do ex-presidente a caminho do aeroporto foi presenciada por outro motorista, chamado Carlos Pocente, que inclusive brincou perguntando se toda aquela cobrança de Lula era apenas pela garrafa de uísque. Pocente também foi ouvido pela PF.

Em resposta, Palocci disse que "era óbvio que a insistência de Lula não era por bebida, e sim pelo dinheiro; que o motorista afirmou ao colaborador que estava brincando e que sabia que se tratava de dinheiro em espécie".

O G1 procurou a defesa do ex-presidente Lula e aguarda um posicionamento. Em outras ocasiões, a defesa de Lula disse que o ex-presidente nunca cometeu atos ilícitos. O G1 também tenta contato com as defesas de Branislav Kontic e com a empreiteira Odebrecht.

O que disseram os motoristas à PF

Os ex-motoristas com o ex-ministro Palocci também foram ouvidos pela PF como testemunhas, em agosto do ano passado, no inquérito sobre a Usina de Belo Monte.

Claudio Souza Gouveia disse no depoimento prestado à PF que por diversas vezes levou Palocci até o Terminal da Aeronáutica em Brasília para levar a Lula presentes e outros objetos.

Gouveia recordou que, entre os presentes, estavam caixas de uísque, celulares e canetas. Elas eram entregues por Palocci, que voltava minutos depois ao carro. O motorista, no entanto, declarou que nunca soube as caixas continham efetivamente os produtos.

Ele também disse ter visto o ex-ministro carregando grandes quantidades de dinheiro em espécie. Em algumas oportunidades, Palocci teria dito se tratar de documentos, mas fazia um gesto com os dedos que indicavam ser dinheiro.

De acordo com Gouveia, o ex-ministro tinha pressa ao fazer esses deslocamentos.

Já o motorista Carlos Alberto Pocente afirmou se recordar de um episódio, entre aqueles que envolviam dinheiro, no qual Palocci estava com muita pressa para levar uma caixa de uísque até Lula, no Aeroporto de Congonhas. DO R.DEMOCRATIVA
18/01/2019

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

#RenanNão – O desafio político brasileiro


quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil
O Brasil que anseia por mudanças não merece a eleição de Renan Calheiros para a Presidência do Senado. No entanto, o risco de isto acontecer é gigantesco. Renan é o principal beneficiário do voto secreto, que é um mecanismo de escolha hediondo em um parlamento no qual deveria reinar a transparência. O submundo senatorial tupiniquim deseja Renan. Tragédia institucional é que alguns pragmáticos da administração Bolsonaro também preferem o triunfo do “cabeleira”.
Renan é alvo de 17 inquéritos. Pelo menos um deles é por Crime de Peculato. Porém, por suas milagrosas articulações, não é tornado réu em nenhuma ação. Por isso, consegue ficar com o nome (supostamente) limpo para disputar a Presidência do Senado. Na prática, Renan não seria atingido pela ação apresentada no Supremo pelo senador Eduardo Girão (PROS), pedindo que senadores réus fiquem impedidos de disputar o comando do Congresso Nacional.
Renan Calheiros é tão esperto que já posa até de “Bolsonarista desde criancinha”, embora todos saibam que ele foi um dos sustentáculos dos governos petistas. Renan consegue manter aliados em cargos estratégicos da administração Bolsonaro. Renan até promete, se eleito para a presidência do Senado, fazer de tudo para aprovar a reforma da Previdência: “Eu quero ajudar. Já conversei com Paulo Guedes uma noite inteira, e falei que quero ajudar na aprovação da reforma da Previdência. Combinei de, quando eu voltar a Brasília, na outra semana, voltaremos a falar”.
A habilidade em promover encontros nada transparentes com poderosos membros do governo é a vantagem que Renan leva para atingir seus objetivos.
Eis nossa tragédia; o Brasil mudou com a eleição de Bolsonaro. O Senado também teria de mudar. Só que tem um Renan no meio do caminho, com tudo pronto para uma expressiva vitória.
Se o Ministério Público e o Judiciário não caírem em cima dele, fazendo andar os inquéritos e processos a que ele responde, com denúncias efetivas que o transformem em réu, Renan continuará favorito para derrotar o Brasil.  

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Desabafo de uma promotora criminal de execução enfrentando a bandidolatria de cada dia

Debora Balzan*
14 Janeiro 2019 | 10h40 ESTADÃO
Debora Balzan, promotora de Justiça do MP-RS. Foto: Arquivo Pessoal
Sou Promotora de Justiça há 23 anos! Sempre trabalhei “no crime”: Júri, Crimes e Execução Criminal. Nunca fui nem sou raivosa, mas não sou tola e tampouco faço parte da turma mimizenta. Nunca trabalhei em nenhuma administração da minha instituição. Sou promotora operacional.
Tenho certeza absoluta de que o crime compensa. Não creiam na baboseira (não tenho expressão melhor) de que o criminoso não teve oportunidade. Existe manipulação ideológica fortíssima.
Ninguém me disse. Odeio audiência de custódia. Odeio semiaberto. Odeio Justiça Restaurativa. Odeio APACs (local para cumprir pena onde os próprios presos administram o cárcere).
A princípio pode encantar, pois a reincidência seria menor  e a disciplina é a base. Mas disciplina não é favor, e como é liberalidade, se descumprirem voltam para o sistema comum. Está na discricionariedade do preso, e não na força do Estado.
Para mim, o caso é de não haver nenhum lugar privilegiado, mas de se tomar as rédeas do sistema convencional. O convencional não faliu, nunca foi aplicado. Ele foi falido. O que dizer de um lugar onde os lemas estão escritos na entrada, do tipo: aqui entra o homem, e o crime fica lá fora!  Como assim? A sociedade que se lasque e fique com as consequências do crime!
Mesmo que consideremos o que os próprios defensores desse sistema dizem querer ressocializar – não é o que penso – como ressocializar quando ao entrar a culpa já fica lá fora! Sem peso é fácil, né? Não! É impossível. Me poupe!
Aqui em Porto Alegre, a frase inspiradora é a de que se fosse possível examinar o homem por dentro e por fora não haveria inocentes! Como assim? Assim: você que nunca cometeu crime ou que furou uma fila é tão culpado quanto um latrocida! Que desrespeito às vítimas!
Sinceramente, como Promotora de Justiça é um enorme desconforto. Relativismo total! Vitimização de criminoso. Isso nos fez e faz um dos países mais violentos do planeta! A incapacidade de discernir o certo do errado e de nenhum senso de proporcionalidade. Ainda, os tais índices de menor reincidência são feitos pelos próprios organizadores e defensores do método e não consideram os que desistiram dele.
Alonguei-me não por ser mais o importante ponto que odeio, mas porque é  um dos queridinhos do momento). Odeio alternativos, de qualquer instituição. E não estou cometendo “crime de ódio”, usando expressão canhota (aliás, o que seria crime de ódio? Nada, apenas pressão na tentativa de dominar a linguagem, de tanta repetição de expressão politicamente correta). Por outro lado, o ódio ao mal é o amor ao bem, como disse Rui Barbosa. É mentira que se prende demais.  
Prende-se pouco (Bruno Carpes e Felipe Moura Brasil comprovam com números) e solta-se mal. No cárcere, não há disciplina e o trabalho (remição) na imensa maioria é fraude. Falta grave na cadeia quase sempre dá em nada.  
Mais uma vez: me disseram? Redondo não! Eu vejo! A esquerda nos governos e nas instituições (marxismo=alternativos) criou e alimenta isso.
Lamento que a maioria dos “especialistas” estejam desconectados totalmente da realidade. Também vale procurar saber se as instituições  estão trabalhando bem ou se mais preocupadas com a obesidade infantil e com os direitos dos apenados. Deus nos proteja e dê forças.
*Debora Balzan é promotora de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul, na Promotoria de Justiça de Execução Criminal de Porto Alegre.

Bolsonaro assina decreto que facilita posse de armas

Decreto foi assinado durante solenidade no Palácio do Planalto. Posse é a autorização para que a pessoa mantenha uma arma de fogo em casa.

O presidente Jair Bolsonaro durante assinatura do decreto que flexibiliza posse de armas  — Foto: Reprodução/NBR
O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira (15), em cerimônia no Palácio do Planalto, um decreto que facilita a posse de armas.
O texto permite que o cidadão compre até quatro armas de fogo. A validade do registro passa dos atuais 5 anos para 10 anos.
O direito à posse é a autorização para manter uma arma de fogo em casa ou no local de trabalho, desde que o dono da arma seja o responsável legal pelo estabelecimento. Para andar com a arma na rua, é preciso ter direito ao porte, que exige regras mais rigorosas e não foi tratado no decreto.
"Como o povo soberanamente decidiu por ocasião do referendo de 2005, para lhes garantir esse legítimo direito à defesa, eu, como presidente, vou usar essa arma", disse Bolsonaro, ao mostrar uma caneta e assinar o decreto.
No discurso, o presidente afirmou que o decreto restabelece um direito definido no referendo. Na época, a maioria da população rejeitou trecho do Estatuto do Desarmamento que tornava mais restrita a posse de armas.
"Infelizmente o governo, à época, buscou maneiras em decretos e portarias para negar esse direito", disse Bolsonaro.
"O povo decidiu por comprar armas e munições e nós não podemos negar o que o povo quis nesse momento", completou.
Bolsonaro criticou trecho da antiga legislação que exigia comprovação "da efetiva necessidade" de ter uma arma em casa. Segundo ele, essa regra "beirava a subjetividade".
Agora, o texto estabelece as situações em que se verificam a "efetiva necessidade". Além disso, o Estado, ao analisar a solicitação, vai presumir que os dados fornecidos pelo cidadão para comprovar a "efetiva necessidade" são verdadeiros.

O que o diz o decreto

Pelas novas regras, terão "efetiva necessidade" de possuir arma em casa as pessoas que se encaixarem nos seguintes critérios:
  • Ser agente público (ativo ou inativo) de categorias como: agentes de segurança, funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), agentes penintenciários, funcionários do sistem socioeducativo e trabalhadores de polícia administrativa;
  • Ser militar (ativo ou inativo)
  • Residir em área rural;
  • Residir em estados com índices anuais de mais de dez homicídios por cem mil habitantes, segundo dados de 2016 apresentados no Atlas da Violência 2018. (Todos os estados e o Distrito Federal se encaixam nesse critério).
  • Ser dono ou responsável legal de estabelecimentos comerciais ou industriais; e
  • Ser colecionador, atirador e caçador, devidamente registrados no Comando do Exército.
Além disso, as pessoas que quiserem ter a arma em casa precisarão obedecer a seguinte exigência:
  • Comprovar existência de cofre ou local seguro para armazenamento, em casas que morem crianças, adolescentes ou pessoa com deficiência mental;
Não terá direito à posse a pessoa que:
  • tiver vínculo comprovado com organizações criminosas;
  • mentir na declaração de efetiva necessidade;

Regras que estão mantidas

O novo decreto mantém inalteradas exigências que já vigoravam sobre posse de armas, como:
  • Obrigatoriedade de cursos para manejar a arma;
  • Ter ao menos 25 anos;
  • Ter ocupação lícita;
  • Não estar respondendo a inquérito policial ou processo criminal;
  • Não ter antecedentes criminais nas justiças Federal, Estadual (incluindo juizados), Militar e Eleitoral;

Histórico

O decreto foi a principal medida adotada por Bolsonaro desde a posse como presidente da República. Até então, o governo havia anunciado revisões em contratos, liberações de recursos e exonerações e nomeações de funcionários.
Considerado uma promessa de campanha do presidente, o decreto estava em discussão desde os primeiros dias do governo. O texto passou pelo Ministério da Justiça, comandado por Sérgio Moro.
Em dezembro, antes de assumir a Presidência, Bolsonaro escreveu em uma rede social que pretendia garantir por meio de decreto a posse de armas de fogo a cidadãos sem antecedentes criminais.
O presidente é crítico do Estatuto do Desarmamento, que, segundo ele, impõe regras muito rígidas para a posse de arma. Durante sua carreira política, Bolsonaro defendeu reformular a legislação a fim de facilitar o uso de armas pelos cidadãos.
A flexibilização, contudo, é um tema que divide a população. Segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada em 31 de dezembro, 61% dos entrevistados consideram que a posse de armas de fogo deve ser proibida por representar ameaça à vida de outras pessoas.

Veja a íntegra do decreto:

DECRETO Nº , DE DE DE 2019
Altera o Decreto nº 5.123, de 1º de julho de 2004, que regulamenta a Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, que dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas - SINARM e define crimes.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003,
DECRETA:
Art. 1º O Decreto nº 5.123, de 1º de julho de 2004, passa a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 12. ......................................................................................................
.....................................................................................................................
VIII - na hipótese de residência habitada também por criança, adolescente ou pessoa com deficiência mental, apresentar declaração de que a sua residência possui cofre ou local seguro com tranca para armazenamento.
§ 1º Presume-se a veracidade dos fatos e das circunstâncias afirmadas na declaração de efetiva necessidade a que se refere o inciso I do caput, a qual será examinada pela Polícia Federal nos termos deste artigo.
.....................................................................................................................
§ 7º Para a aquisição de armas de fogo de uso permitido, considera-se presente a efetiva necessidade nas seguintes hipóteses:
I - agentes públicos, inclusive os inativos:
a) da área de segurança pública;
b) integrantes das carreiras da Agência Brasileira de Inteligência;
c) da administração penitenciária;
d) do sistema socioeducativo, desde que lotados nas unidades de internação a que se refere o inciso VI do caput do art. 112 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990; e
e) envolvidos no exercício de atividades de poder de polícia administrativa ou de correição em caráter permanente;
II - militares ativos e inativos;
III - residentes em área rural;
IV - residentes em áreas urbanas com elevados índices de violência, assim consideradas aquelas localizadas em unidades federativas com índices anuais de mais de dez homicídios por cem mil habitantes, no ano de 2016, conforme os dados do Atlas da Violência 2018, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública;
V - titulares ou responsáveis legais de estabelecimentos comerciais ou industriais; e
VI - colecionadores, atiradores e caçadores, devidamente registrados no Comando do Exército.
§ 8º O disposto no § 7º se aplica para a aquisição de até quatro armas de fogo de uso permitido e não exclui a caracterização da efetiva necessidade se presentes outros fatos e circunstâncias que a justifiquem, inclusive para a aquisição de armas de fogo de uso permitido em quantidade superior a esse limite, conforme legislação vigente.
§ 9º Constituem razões para o indeferimento do pedido ou para o cancelamento do registro:
I - a ausência dos requisitos a que se referem os incisos I a VII do caput; e
II - quando houver comprovação de que o requerente:
a) prestou a declaração de efetiva necessidade com afirmações falsas;
b) mantém vínculo com grupos criminosos; e
c) age como pessoa interposta de quem não preenche os requisitos a que se referem os incisos I a VII do caput.
§ 10. A inobservância do disposto no inciso VIII do caput sujeitará o interessado à pena prevista no art. 13 da Lei nº 10.826, de 2003.” (NR)
“Art. 15. ......................................................................................................
Parágrafo único. Os dados de que tratam o inciso I e a alínea “b” do inciso II do caput serão substituídos pelo número de matrícula funcional, na hipótese em que o cadastro no SIGMA ou no SINARM estiver relacionado com armas de fogo pertencentes a integrantes da Agência Brasileira de Inteligência.” (NR)
“Art. 16. ......................................................................................................
.....................................................................................................................
§ 2º Os requisitos de que tratam os incisos IV, V, VI e VII do caput do art. 12 deverão ser comprovados, periodicamente, a cada dez anos, junto à Polícia Federal, para fins de renovação do Certificado de Registro.
...........................................................................................................” (NR)
“Art. 18. ......................................................................................................
.....................................................................................................................
§ 3º Os requisitos de que tratam os incisos IV, V, VI e VII do caput do art. 12 deverão ser comprovados, periodicamente, a cada dez anos, junto ao Comando do Exército, para fins de renovação do Certificado de Registro.
.....................................................................................................................
§ 5º Os dados de que tratam o inciso I e a alínea “b” do inciso II do § 2º serão substituídos pelo número de matrícula funcional, na hipótese em que o cadastro no SIGMA ou no SINARM estiver relacionado com armas de fogo pertencentes a integrantes da Agência Brasileira de Inteligência.” (NR)
“Art. 30. ......................................................................................................
.......................................................................................................................
§ 4o As entidades de tiro desportivo e as empresas de instrução de tiro poderão fornecer a seus associados e clientes, desde que obtida autorização específica e obedecidas as condições e requisitos estabelecidos em ato do Comando do Exército, munição recarregada para uso exclusivo nas dependências da instituição em provas, cursos e treinamento.” (NR)
“Art. 67-C. Quaisquer cadastros constantes do SIGMA ou do SINARM, na hipótese em que estiverem relacionados com integrantes da Agência Brasileira de Inteligência, deverão possuir exclusivamente o número de matrícula funcional como dado de qualificação pessoal, incluídos os relativos à aquisição e à venda de armamento e à comunicação de extravio, furto ou roubo de arma de fogo ou seus documentos.” (NR)
Art. 2º Os Certificados de Registro de Arma de Fogo expedidos antes da data de publicação deste Decreto ficam automaticamente renovados pelo prazo a que se refere o § 2º do art. 16 do Decreto nº 5.123, de 2004.
Art. 3º Para fins do disposto no inciso V do caput do art. 6º da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, consideram-se agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência os servidores e os empregados públicos vinculados àquela Agência.
Art. 4º Fica revogado o § 2º-A do art. 16 do Decreto nº 5.123, de 2004.
Art. 5º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, de de 2019; 198º da Independência e 131º da República.

Por Guilherme Mazui e Luiz Felipe Barbiéri, G1 — Brasília