quinta-feira, 5 de julho de 2018

Reação da sociedade contra o trio dos coniventes com bandidos confirmados

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Não sou de aderir a manifestos de cuja redação não participei, nem de juntar-me a correntes de opinião ou a manifestações de grupos ou movimentos.  Meu quilombo de resistência intelectual (este mesmo) é feito de um único resistente (eu mesmo) e de um autor solitário, que assume plena responsabilidade e responde integralmente por tudo o que vai colocado aqui.
Mas de vez em quando infrinjo a regra, e posto material de terceiros, quando eu os julgo importantes.
É o caso deste manifesto, recebido de amigo, que me parece apropriado, num momento em que três irresponsáveis jurídicos pretendem introduzir um regime de complacência, de leniência e de cumplicidade com bandidos de alto coturno, que merecem 300 anos de cadeia cada um.
Minha voz de protesto contra a podridão moral que eles representam se soma assim aos autores e aderentes deste manifesto.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5/97/2018

Resistência contra "trio do mal" começa a ganhar força
Radar Online
29 de junho de 2018 19:54
Ganha corpo em todo o Brasil um movimento que pouco a pouco começa a se articular ordenadamente, de absoluto e completo repúdio, aversão e rejeição ao comportamento dos três ministros da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal que reiteradamente têm se posicionado de forma totalmente abusiva e contrária às decisões do plenário da Corte, concedendo, a torto e a direito, liberdade a criminosos e corruptos condenados a severas penas, sob argumentos pífios de defesa do estado democrático de direito que somente eles enxergam.
Estão colocando em farrapos a credibilidade institucional da Corte Suprema.
As reações estão vindo dos mais variados setores da nação.
São textos, editoriais de grandes jornais, posicionamentos de juristas consagrados e uma tormenta de manifestações nas mídias sociais e na imprensa internacional.
Esse movimento de reação tem que ganhar muito mais musculatura. Três ministros não podem e não devem conseguir sequestrar o Brasil e aos brasileiros, devolvendo ao convívio social marginais, delinquentes e corruptos.
O poder judiciário é o último abrigo da sociedade e não pode servir de refugio para bandidos.
Há uma tática que vem sendo usada por estes três "mosqueteiros" de araque que é desmontar a operação lava-jato, desacreditá-la, tornar sem efeito prático as suas decisões. É transformar o Brasil numa terra sem donos. Levando a população a um estado de confusão e conflitos.
O que está em jogo é a República. A sociedade, a nação e as instituições não podem mais calar diante desse arbítrio, perpetrado por ministros que legislam sozinhos contra toda a ordem normativa brasileira, em defesa de interesses que cada dia ficam mais claros e evidentes.
É hora de se dar um basta e impor limites a essa insignificante minoria identificada com o que existiu de pior na nossa história republicana.
Eles não tem a força que pensam ter!
O Brasil está precisando dos bons! Junte-se a eles!
Abra a boca como um brasileiro de bem. Grite: CHEGA! " DO DIPLOMATIZZANDO

Sair da cela de Lula

quinta-feira, 5 de julho de 2018

"O ex-presidente passou a ser problema de si próprio. Em vez de celebrar isso e cuidar de uma agenda política, o Brasil fica na cela do jeca". Valentina de Botas, via Augusto Nunes:
Levantaram-se “ahs” e “ohs” e acirrou-se a indignação complexada porque ─ meudeusdocéuqueabsurdo ─ o PT e Lula não queriam o ministro Alexandre de Moraes como relator de mais uma petição da defesa do ex-presidente. Muitos se espantaram e ficaram nos cascos porque ondeéquejáseviu um réu pretender escolher juiz, tribunal, sentença. Onde? Aqui mesmo, senhores. Neste Brasil, em que certa dona mídia inflama tudo em volta para dizer o que faz diariamente um cadáver político de moral putrefata, cujos miasmas só servem de suprimento de ar a radicalóides ─ anti e pró-Lula ─ que precisam dessa inflamação adensada para conseguir votos. Neste Brasil, em que pesquisas o apresentam como candidato e as que o excluem registram “num cenário sem Lula”, o que remete de imediato a um fictício, mas contrabandeado entre os fatos, cenário com Lula. Num país em que o juiz que condenou o delinquente afirmou, no despacho da sentença, que a prisão preventiva era cabível, mas o deixaria solto porque “pode ser traumática a prisão de um ex-presidente” e, quando decidiu prendê-lo finalmente, enviou-lhe um convite-prisão pedindo encarecidamente que o meliante incurável fizesse a gentileza-se-não-fosse-incômodo de se encaminhar à delegacia mais próxima; mas se não quisesse, poderia montar um picadeiro no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, pois a Justiça esperaria. Quantos condenados são tratados assim?
Neste Brasil, em que pessoas e coisas bordam com capricho de vó no enxoval do neto seus nomes no manto autoritário da intocabilidade, qualquer crítica honesta e pertinente é vista como ofensa pessoal, crime inafiançável, falta de modos, mau gosto, além de ameaçar o futuro limpinho da nação. Neste Brasil, em que parecia que o impeachment de Dilma Rousseff e a posse de Temer devolveriam algum poder à sociedade, quando parecia que amadureceríamos, o tal manto não foi rasgado, apenas se deslocou para a Lava Jato que, também pelo tamanho, está sujeita a erros e reconhecê-los serviria para aprimorá-la, não para extingui-la; deslocou-se também para candidatos cujo moralismo oco é álibi para a bisonhice. Porque vicejaram à sombra de tal deformidade, Lula e o PT acham que podem fazer o que querem e o país, na sua lavoura arcaica de intocáveis, permanece infantilizado à mercê do líder perfeito que nos revelará o Absoluto, na forma do bom, belo e justo nem que seja na porrada. Depois do caçador de marajás, tivemos o caçador “dazelite” e logo teremos o caçador de corruptos, porque a promessa de amanhãs sorridentes do moralismo oco pariu um mito para continuar a linhagem de predadores do futuro. Assim, nascerá obsoleto o Brasil novo, já que o parto é feito por entes para os quais o maior problema do Brasil velho é a corrupção, e não o Estado hipertrofiado que o engendra. Nascerá decrépito já, embalado pela pior das nossas mazelas, a da manutenção de privilégios, uma vez que as forças parteiras combatem reformas com energia ainda maior com que combatem a corrução.
As trombetas do ultraje retumbaram também porque a defesa do jeca impetrou quase 80 recursos na Justiça disponíveis para quem pode pagar. Ora, é direito de todo cidadão recorrer à Justiça quantas vezes a lei permitir e a sociedade brasileira gasta 1,8% do PIB com o Judiciário (a média na Europa é de 0,4%, segundo estudo do professor e pesquisador Luciano Das Ros), incluindo a Defensoria Pública que deveria efetivar o direito dos pobres a essa Justiça-dos-ricos. Novamente, os pobres são lembrados não porque quem se lembra esteja mesmo preocupado com eles, mas porque servem à disputa política entre os ministros do STF e entre este e o MPF/Lava Jato. A consciência social intermitente dos heróis de suas próprias causas devolve a pobrada para o fundo das galés quando as sessões do STF terminam, as câmaras da TV Justiça se desligam e os tuiteiros do MPF que abrem mão só dos privilégios alheios vão para casa. Os que bradam contra os-direitos-só-acessíveis-aos-ricos-e-poderosos não lutam para estender esses direitos aos pobres, mas para impor a Justiça em que acreditam; nela a bandidagem menos favorecida é o que os pobres são para o PT: álibi moral. Ou alguém viu, antes da discussão da prisão em segunda instância ou depois de cada sessão a respeito algum integrante do MPF ou o herói da direita tabajara, o ministro Roberto Barroso, entoar algum discurso pungente, prorromper em lágrimas ou tomar alguma atitude prática a respeito da injustiça dentro da Justiça?
Exemplo do uso demagógico e oportunista dos pobres por parte dos Robin Hood perturbados que tiram direitos dos ricos para não dar aos pobres foi a declaração do procurador Deltan Dallagnol quando, na efetivação de algumas ações fundamentais da intervenção federal no Rio de Janeiro, o ministro Raul Jungmann solicitou mandado de busca e apreensão coletivo para favelas da cidade. O procurador disse que “se cabe (o mandado coletivo) na favela onde a maioria é honesta, cabe no Congresso”. Dallagnol sabe que cabe na primeira porque, na confusão de becos labirínticos, muitos barracos não têm endereço determinado; já no Congresso, cada parlamentar tem seu gabinete delimitado e localizável. Basta solicitar um mandado individual, se for o caso. O instrumento foi usado pela então presidente companheira por ocasião da Copa de 2014, na tentativa de reforçar a segurança ou diminuir a insegurança. O mandado foi expedido e cumprido sob o silêncio do procurador que não se lembrou “da maioria honesta”.
A tentativa da defesa de Lula em escolher o juiz e as centenas de recursos que ainda impetrará não importam, discutir isso é afastar o país de si, é confiná-lo a um debate que exclui a si mesmo: Lula passou a ser problema de Lula, em vez de celebrar isso e cuidar de uma agenda política, o Brasil fica na cela do jeca. Deixemos o delinquente lá; sairá, talvez, mas voltará e sairá novamente, e o país não merece ficar nesse calabouço simbólico em que se agasta por qualquer movimento da súcia. Vamos estender, ao sol da varanda, nossos sonhos de país civilizado, os mais loucos e secretos que escondemos como a noiva esconde do noivo o vestido de casamento e ousemos trocar ou, ao menos, equilibrar a nosso favor a pauta Lula-delegacia-bandidagem-indignação. Como? Não sei, mas vem comigo que tenho uma sugestão: o questionamento relevante, que escapa do enxovalhamento vulgar e histérico e da demagogia oportunista e põe o Brasil em contato consigo para exercer um protagonismo consciente e ativo, é, por exemplo, quanto à diferença do acesso à Justiça para pobres e ricos, em vez de discutirmos o caudilho que nos desgraçou ou assistir como torcida à farsa dos defensores ocasionais da bandidagem pobre, iluminemos as deficiências da Defensoria Pública e trabalhemos para civilizá-la; quanto à centena de petições da defesa de Lula, em vez de sustinhos e gritinhos, investiguemos quem e de que modo a nababesca defesa de Lula está sendo paga. Sejamos nosso assunto, nosso tema, cuidemos de nós.
Autocrítica, só que não

“Problema do STF é juiz que acha que o poder existe para proteger amigos”, afirmou o ministro Roberto Barroso, ombudsman do Tribunal. Barroso, aquele um que, no STF, usou o poder para ressuscitar os embargos infringentes e livrar o amigo José Dirceu da acusação de quadrilheiro, validou sem discurso anti-impunidade o indulto natalino da amiga Dima a José Dirceu, fraudou o regimento da Câmara para evitar o impeachment da companheira, lutou pelo perdão a Joesley, amigo dos amigos. Faz o que acusa os outros de fazerem. Enquanto Dilma governava, não deu uma mísera declaração contra a corrupção. A direita tabajara está apaixonada por essa flor do mal petismo da desinstitucionalização. Desoladores tempos. DO O.TAMBOSI

segunda-feira, 14 de maio de 2018

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DECISIVA NO BRASIL: LAVA JATO EVISCEROU O VENTRE DA BESTA REPUBLICANA. ELEITOR JÁ NÃO PODE ALEGAR QUE NÃO SABIA.

segunda-feira, maio 14, 2018

Nunca na história das eleições presidenciais no Brasil houve algo semelhante com o que está acontecendo agora nessa dita pré-campanha. Aqui no Brasil tem "pré-campanha'', "pré-candidato", "campanha antecipada" e urnas eletrônicas obsoletas há anos. E a obsolescência dessa urna tupiniquim está na ausência daquilo que é obrigatório em qualquer pleito eleitoral, ou seja, a possibilidade de uma auditoria.
Na urna eletrônica brasileira o eleitor aperta o botão e seu voto se transforma num sinal eletrônico que hipoteticamente - já que a urna eletrônica é inauditável - aparecerá na relação final da Justiça Eleitoral como apenas um número que se somará aos demais e a máquina dirá quem venceu, ou seja, qual candidato teve o maior número de votos. Todavia, repito, não há possibilidade de promover uma auditoria, caso seja reivindicada por um partido político.
A par dessa incrível realidade é no rol dos ditos pré-candidatos que se depara com um panorama eleitoral que em nenhum momento da história das eleições brasileiras ocorreu.
Há mais de uma dezena de pré-candidatos listados pelos tais institutos de pesquisa e que incluem até mesmo um cidadão condenado pela Justiça. Há outros ostentando pré-candidatura que são citados na Operação Lava Jato. E são tantos os candidatos que de memória não é possível listá-los, como também é impossível relacionar de cor as siglas de todos os 35 partidos políticos existentes no Brasil, quiçá um recorde mundial de agremiações políticas. E todos esses partidos recebem - pasmem - dotação financeira concedida pelo Estado para realizar suas campanhas.
Entretanto, o mais incrível de tudo isso é o esforço dos jornalistas da grande mídia em tentar diariamente, por todos os meios possíveis (já nem vou falar nas famigeradas 'fake news') em emprestar notoriedade a ilustres desconhecidos.
E, mais do que os números das ditas "pesquisas eleitorais", o que tem validade inquestionável é o já famoso "teste do avião", ou seja, como se comporta o público nos aeroportos e no interior da aeronave quando entre os viajantes encontra-se de um desses "pré-candidatos presidenciais".
O 'teste do avião' é uma criação aqui deste blog. Dia desses escrevi uma postagem sobre esse teste que, salvo melhor juízo, supera em confiabilidade as ditas pesquisas eleitorais efetuadas por empresas e institutos pesquisadores. A confiabilidade do "teste do avião" é imbatível. Não tem delimitação de campo, de elaboração de cartões com os nomes dos candidatos e o emprego de pesquisadores. O "teste do avião", além de ter custo zero tem por isso mesmo 100% de confiabilidade. Afinal, nunca se sabe quem financia esses tais institutos de pesquisa.
Mas isso não é tudo. Tirante o pré-candidato Jair Bolsonaro que viaja apenas em aviões de carreira tendo se saído muito bem no "teste do avião", não se sabe como os demais pré-candidatos se locomovem por esse imenso Brasil. E, sejamos francos, nem se sabe onde fazem contato com os eleitores e como se locomovem.
A par deste fato, todos dessa penca de pré-candidatos se parecem uns com os outros. Menos com Jair Bolsonaro. Eles repetem como papagaios uma agenda que praticamente é comum a todos. Falam mais por meio de metáforas, omitem sempre o que é essencial e, a rigor, todos eles são iguais na essência e também ocupam generosos espaços na grande mídia. O que leva a crer que se houver segundo turno nessas eleições presidenciais todos estarão unidos contra Jair Bolsonaro. Precisa desenhar?
Ah, todos eles também defendem ardentemente um indulto para o estafeta de Fernando Henrique Cardoso que neste momento experimenta as 'mudanças climáticas' em Curitiba.
É o establishment brazuca em ação. Desde o golpe da Proclamação da República essa gente vem tungando o erário e pela primeira vez ao longo de mais de um século de mamatas sem limite estão fora do ventre da besta republicana eviscerado pelas laminas afiadas da Operação Lava Jato.
Quem não toma posição neste embate eleitoral é no mínimo estafeta do establishment ou seu beneficiário direto. Não entra nesta conta os néscios de todos os gêneros que não são poucos entre os terráqueos... infelizmente. DO A.AMORIM

Órfãos de Cunha se juntam para assombrar 2018


O fantasma do centrão ocupa novamente o noticiário. Órfãos de Eduardo Cunha, os partidos que integram o grupo se reorganizam para assombrar a sucessão presidencial de 2018. A pretexto de assegurar a “governabilidade”, equipam-se para impor ao próximo presidente uma espécie de projeto centrão de poder. Baseia-se na ocupação predatória do Estado.
Na origem, o centrão chamava-se blocão. Foi criado em fevereiro de 2014 por Eduardo Cunha, então líder do PMDB. Cercou e asfixiou a gestão de Dilma Rousseff. A estrutura colecionada pelo grupo na engrenagem governamental deslizou suavemente da administração petista para a gestão de Michel Temer. Agora, deseja-se sequestrar o próximo presidente antes da eleição.
Gravitando a esmo ao redor de presidenciáveis que não conseguem atravessar a fronteira dos dois dígitos nas pesquisas, partidos como PP, PSD, Solidariedade e PRB ensaiam para junho um movimento de adesão ao candidato de centro-direita que estiver mais bem-posto nas sondagens eleitorais. Participa da costura Rodrigo Maia, do DEM, cuja candidatura ao Planalto empolga 1% do eleitorado.
Nos tempos áureos, o centrão reuniu 12 partidos: PP, PR, PSD, PRB, PSC, PTB, Solidariedade, PHS, PROS, PSL, PTN e PEN… Isolados, piavam pouco. Juntos, gritaram muito, ajudando a eleger Eduardo Cunha à presidência da Câmara. A derrocada de Cunha estimulou a fantasia de que o grupo derreteria. Mas ele passou a extorquir o governo Temer que, crivado de denúncias, pagou a fatura.
No DNA do centrão está gravada a expressão “é dando que se recebe”. Retirada da oração de São Francisco, passou a simbolizar uma prática profana: a exigência de vantagens, lícitas ou ilícitas, em troca de apoio político no Legislativo. Quem lançou a moda foi o deputado Roberto Cardoso Alves (1927-1996), do PMDB de São Paulo.
Cardosão, como era conhecido na intimidade, inaugurou a facção franciscana do fisiologismo em março de 1988. Na época, o Congresso Constituinte discutia a prorrogação do mandato do então presidente José Sarney para cinco anos. Foi dando que Sarney recebeu. A moda perdura até agora. No ano passado, Temer também teve que dar para receber da Câmara a bênção do congelamento de duas denúncias criminais.
No intervalo de 20 anos, o vocábulo ''governabilidade'' ganhou um sentido gangsterístico. Virou um outro nome para safadeza, gandaia, corrupção… Serve de álibi para que políticos invadam os cofres públicos. A anomalia marcou todos os governos desde a redemocratização. Ganhou escala industrial sob Lula e Dilma.
Imaginou-se que a Lava Jato, encurralaria o pedaço mais arcaico da política. Em maio de 2016, quando tomou posse, Temer disse, em discurso: “A moral pública será permanentemente buscada” no meu governo. Afirmou que a Lava Jato, “referência” no combate à corrupção, teria “proteção contra qualquer tentativa de enfraquecê-la.”
As palavras de Temer viraram pó —ou lama. Hoje, o deputado Carlos Marun, que exibe na vitrine do Planalto sua estampa de trator, suas óbvias vinculações políticas com o centrão e sua truculenta atuação na milícia que tentou salvar o mandato de Eduardo Cunha, tornou-se uma espécie de símbolo do ocaso do governo Temer, a quem serve como ministro-chefe da coordenação política.
É contra esse pano de fundo que os partidos do centrão, movendo-se sempre com a grandeza da vista curta e a sutiliza de um elefante, se reagrupa para tentar assegurar, antes mesmo da abertura das urnas, que o melado continuará escorrendo em 2019.
Josias de Souza

sábado, 12 de maio de 2018

Lula candidato é golpe contra a Justiça


sábado, 12 de maio de 2018

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Permitir que o Presodentro Luiz Inácio Lula da Silva seja candidato a Presidente da República em 2018 é um golpe vergonhoso contra o princípio básico de Justiça. Só um partido que faz apologia ao crime como o PT pode ter o cinismo de registrar a candidatura de um presidiário. A petelândia e seus comparsas, há muito, perderam completamente o respeito pela verdadeira Democracia – aquela segurança jurídica, institucional e individual que o Brasil não tem ou talvez nunca tenha tido.
Ontem, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral Admar Gonzaga defendeu o princípio óbvio ululante que qualquer pessoa condenada estaria inelegível. "Eu não vou falar de nomes aqui. Todas as pessoas que têm certidão positiva criminal, ou por improbidade administrativa ou a depender do crime, da condenação, seja ela quem for, está inelegível pela lei. Não sou eu quem está dizendo, é a lei que diz".
Gonzaga classificou de “fraude” qualquer tentativa ou possibilidade de um partido político pedir o registro de um candidato inelegível e substituir o nome dele no final do prazo permitido (segunda quinzena de setembro). "Toda vez que você está conspurcando com o interesse público, a Justiça Eleitoral tem que dar uma solução". O ministro defendeu que qualquer ministro do TSE pode indeferir o pedido de registro de uma candidatura à Presidência da República, mesmo se não houver um questionamento do Ministério Público ou de um adversário político.
Gonzaga foi claríssimo: "No momento em que o juiz verifica que aquela certidão está positiva, ou seja, que há uma condenação criminal e o crime é um daqueles previstos na Lei das Inelegibilidades, sem impugnação, ele indefere o registro de candidatura". O TSE tem o período de 15 de agosto até 30 de março para barrar a candidatura de qualquer criminoso condenado com sentença definitiva – como é o caso do companheiro $talinácio.
Acontece que, no Brasil, a Lei nem sempre é cumprida, mas sim interpretada conforme as conveniências. Por isso, o homem que vestiu todas as casacas de nossa republiqueta (foi deputado constituinte, Ministro da Justiça, Ministro e presidente do Supremo, Ministro da Defesa e agora é banqueiro) vem à público em defesa da petelândia. Nelson Jobim deveria ter vergonha de afirmar que o PT poderá registrar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato ao Planalto.
O banqueiro Jobim analisou que o PT tem três possibilidades para a eleição presidencial, defendidas por diferentes correntes no partido: indicar um substituto para Lula após a impugnação da candidatura; indicar um candidato a vice para herdar os votos do ex-presidente; ou ainda se coligar com Ciro Gomes (PDT). Jobim mencionou como potenciais vices de Lula o ex-ministro Jaques Wagner, o ex-prefeito Fernando Haddad, o ex-chanceler Celso Amorim e o deputado federal Patrus Ananias (MG).
Lula já era... Ele não tem mais condições morais de ser candidato a nada –a não ser a cumprir as penas a que foi e será condenado. A tentativa de registro da candidatura dele será mais um motivo para irritar os militares que defendem a legalidade e a democracia – na contramão do que pregam os meliantes de esquerda e fanáticos da seita lulista. Depois de mais um golpe, não adiantará reclamar se a Onça contratacar com o bafo forte e a pata amiga...

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Juíza manda prender acusados de tentativa de homicídio contra empresário em frente ao Instituto Lula

Débora Faitarone, da 1ª Vara do Juri de São Paulo, decretou a prisão preventiva de Manoel Eduardo Marinho, o ‘Maninho do PT’, e seu filho, Leandro Eduardo Marinho, que, na noite de 5 de abril, foram filmados agredindo Carlos Alberto Bettoni, que foi internado com traumatismo craniano

Luiz Vassallo, Fausto Macedo e Julia Affonso
11 Maio 2018 | 17h34 DO ESTADÃO
A Juíza Débora Faitarone, da 1ª Vara do Juri de São Paulo, decretou a prisão preventiva do ex-vereador Manoel Eduardo Marinho, o ‘Maninho do PT’, e seu filho, Leandro Eduardo Marinho, acusados de tentativa de homicídio duplamente qualificado – ‘por motivo torpe e por dificultar a defesa da vítima’ – contra o empresário Carlos Alberto Bettoni, no dia 5 de abril, em frente à sede do Instituto Lula, em São Paulo.
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Na decisão a magistrada também recebeu a denúncia contra Manoel e Leandro. Ela destaca que ‘a vítima permaneceu dias na UTI’.
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“O estado de saúde dela ainda é gravíssimo, não obstante já tenha deixado o hospital. O laudo pericial juntado aos autos acusa traumatismo craniano (ferimento corto contuso na região da cabeça com afundamento parietal posterior a esquerda. Hemorragia em lobo frontal e temporal direitos e traumatismo com fraturas na porção óssea do septo nasal)”, anotou.

Segundo a magistrada, Maninho e seu filho ‘contaram com a impunidade, que não veio e não virá’. “Eles não podem permanecer em liberdade após a prática de um crime doloso contra a vida, praticado de maneira tão covarde”.
“As imagens demonstraram que a vítima, por diversas vezes, pediu para que os réus mantivessem a calma. Ela ergueu o braço, com a palma da mão aberta e implorou para que eles cessassem as agressões. Ela tentou fugir dos réus, mas infelizmente não conseguiu”, afirmou.
No despacho, a juíza ainda avalia que a ‘liberdade dos acusados geraria, na sociedade, uma enorme sensação de impunidade e a impunidade é um convite ao crime’.
“O Brasil é o país com o maior número de homicídios do mundo e isso exige responsabilidade social por parte do Poder Judiciário”, escreveu.
A juíza afirma que, após empurrar o empresário contra o caminhão, ‘mesmo com a vítima caída, com uma poça de sangue que escorria pela sua cabeça em via pública (ela parecia estar convulsionando), os réus afastaram-se do local, demonstrando frieza e total desprezo pela vida humana’.
“A vítima foi socorrida por populares, que gritaram por uma ambulância. Os gritos dos populares são de desespero. As imagens demonstraram, de maneira clara, toda a cena”, narra.
Denúncia. Nesta quinta-feira, 10, o promotor Luiz Eduardo Levit Zilberman denunciou o ex-vereador e seu filho por tentativa de homicídio duplamente qualificado. Segundo o promotor, o crime foi cometido por motivo torpe ‘decorrente de intolerância diante da suposição de que a vítima estivesse no local a protestar contra o ex-presidente da República e seus apoiadores políticos’ e com emprego de meio cruel.
Zilberman pediu o arquivamento do caso em relação ao sindicalista Paulo Cayres, conhecido como ‘Paulão’, que chegou a ser indiciado.

COM A PALAVRA, MANINHO
A reportagem está tentando contato com a defesa de Manoel Eduardo Marinho e Leandro Eduardo Marinho. A reportagem também entrou em contato por meio do celular de Maninho. O espaço está aberto para manifestação.
COM A PALAVRA, OS ADVOGADOS DO EMPRESÁRIO BETTONI
Na opinião dos advogados Daniel Bialski e João Batista Jr, que representam o empresário Carlos Alberto Bettoni, ‘a prisão cautelar decretada, além de muito bem fundamentada, atende os anseios da sociedade e traz segurança para que testemunhas e vítima possam ter tranquilidade para depor em juízo e aguardar o julgamento pelo Tribunal do Júri’.

Militares contestam documento da CIA sobre Geisel

sexta-feira, 11 de maio de 2018

A resposta dos militares veio do Clube Militar, presidido por Gilberto Pimentel, que qualifica a publicação como "inteiramente fantasiosa":
A resposta dos militares à divulgação do documento da CIA de 1974, que contesta a imagem do ex-presidente Ernesto Geisel de defensor da abertura política e o acusa de ter endossado a execução de presos políticos, veio por meio do presidente do Clube Militar, Gilberto Pimentel. Ao comentar o material, agora divulgado pelo pesquisador brasileiro da Fundação Getúlio Vargas, Matias Spektor, o general classificou a publicação como "inteiramente fantasiosa".
Sem citar diretamente o nome do deputado-capitão Jair Bolsonaro (PSL), pré-candidato ao Palácio do Planalto, o general Pimentel disse que a publicação acontece no momento em que ele está em posição privilegiada nas pesquisas eleitorais e que um número expressivo de militares decidiu se candidatar a diversos cargos nas próximas eleições.
Depois de destacar que o documento "não vale um tostão furado", o general Pimentel afirmou à reportagem que os ex-presidentes Ernesto Geisel e João Figueiredo foram "homens de bem" e que os que viveram este tempo "sabem bem que os objetivos que estabeleceram àquela altura do governo militar não abrigavam esse tipo de ação". Segundo ele, "a ordem era restabelecer a plenitude da democracia e devolver o poder aos civis".
Para o presidente do Clube Militar, instituição que costuma ser a voz da categoria, quando o Exército, em particular, e as Forças Armadas são atacadas, declarou que "não se surpreendia" com a divulgação de um documento e que o momento tem a ver com a posição de liderança de Jair Bolsonaro nas pesquisas, sem citar seu nome.
"A oportunidade para mim é clara", comentou. "Temos agora na liderança das pesquisas para as eleições presidenciais um candidato que surgiu do nosso meio e um grupo expressivo de militares que, democraticamente, nesses dias consolidou a intenção de candidatar-se aos mais variados cargos de governo, desde os municipais, passando pelos estaduais até os federais", justificou ele, referindo-se à matéria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo mostrando que pelo menos 71 militares de todos os postos pretendem se candidatar a presidente da República, senador, deputados federal, estadual e vereadores, em 25 Estados e no Distrito Federal. A única exceção é o Acre, mas os militares ainda buscam candidatos no Estado.
O general Pimentel afirmou ainda que, "em relação aos militares, aceitam como fato consumado uma versão cuja fonte e grau de veracidade sequer são colocados em dúvida". Ele criticou a forma como os militares são tratados. "Hoje, quem tem direito a distorcer os fatos são os bandidos em relação à polícia que os combate, e, ontem, os subversivos terroristas que pretenderam implantar no Brasil uma ditadura do proletariado com relação às forças legais que lhes deram combate", completou.
As afirmações do general coincidem com a opinião de militares da ativa, que não podem se pronunciar, mas salientaram que se disseram "perplexos" com a divulgação do texto "somente agora", considerada "completamente extemporânea" por eles. Todos desqualificaram o documento, alegando que eles vão contra fatos "comprovadamente históricos", que visam denegrir a imagem das Forças Armadas, além de tentar prejudicar Bolsonaro e os demais candidatos militares. (Gazeta do Povo).

Eleição presidencial: pesquisa aponta que Bolsonaro é favorito no Estado do Rio, com ou sem Lula


O deputado Jair Bolsonaro é o pré-candidato à Presidência da República que mais se destacou no levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas sobre intenção de votos dos eleitores fluminenses. No cenário em que os ouvidos na pesquisa tinham também como opção o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o parlamentar do PSL alcançou 25,1% da preferência, enquanto o petista ficou em segundo lugar, com 21,5% — um empate técnico, levando em consideração a margem de erro de 2,5% para os resultados gerais.
Ao todo, foram ouvidos 1.850 eleitores em 44 municípios do Estado do Rio, divididos em grupos por sexo, faixa etária a partir de 16 anos, grau de escolaridade e nível econômico. As entrevistas aconteceram entre os dias 4 e 9 de maio deste ano, período em que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa ainda não havia decidido se participaria ou não do pleito em outubro, aparecendo, por isso, nos vários cenários expostos pelo instituto.
Pesquisa com Lula
Na lista de pré-candidatos apresentada com o nome de Lula, a terceira colocação ficou com Marina Silva (Rede), com 9,7% dos votos. Barbosa surgia, então, em quarto lugar, com 9,4%, seguido por Ciro Gomes (PDT), que recebeu 7,0% das indicações — todos tecnicamente empatados. Quando o cenário foi apresentado sem Lula, houve poucas mudanças no quadro. Na migração dos votos de Lula, Marina Silva foi a que mais cresceu entre os primeiros colocados, subindo para 13% (alta de 3,3%). Ciro Gomes alcançou 9,9% (2,9% a mais). Mas o fato é que a situação ficou ainda mais confortável para Bolsonaro, que não só se manteve em primeiro como também teve acréscimo de votos, chegando a 27,4% (alta de 2,3%).
Pesquisa sem Lula
Outro dado relevante é que, na exposição com Lula, o número de eleitores que preferiu não votar em ninguém foi de 11,3% entre os entrevistados. Quando Lula sai da disputa, esse número salta para 17,1%, um aumento de 5,8% entre as pessoas que passariam a não votar em nenhuma das opções oferecidas.
Perfil dos eleitores
Temer x Meirelles 
O presidente Michel Temer também é mencionado nos cenários acima, recebendo 2,2% dos votos quando Lula não aparece na lista e 1,2% com o pré-candidato do PT. O Instituto Paraná Pesquisas também quis saber como seria o desempenho da outra opção do MDB, Henrique Meirelles.
O ex-ministro da Fazenda do atual governo foi colocado, então, no lugar de Temer e numa lista em que o ex-presidente Lula também não foi incluído. Nesse cenário, Meirelles recebeu 1,6% das intenções de votos, ficando empatado com a candidata do PCdoB, Manuela D’Ávila; e à frente apenas de João Amoêdo, fundador do Partido Novo e ex-executivo do Itaú, que fi cou com 1,2% das preferências; Flávio Rocha (PRB), dono da Riachuelo, com 0,7%; e o lanterna da pesquisa, o economista carioca Paulo Rabello de Castro (PSC), ex-presidente do BNDES, que obteve 0,1% dos votos. DO JB

Deu Zebra, a íntegra da conversa de hoje, entre Zanin e Lula

O tête à tête entre o advogado e o presidiário...

Presidente, o Gilmar acaba de votar e...
- Ótimo. Minhas coisa já tá na mala. É só pegá a escova de dente e tô pronto.
- Não, presidente. É que o Gilmar...
- Pode deixá a esteira aí. Eu não ia mesmo usá essa joça.
- Presidente, o Gilmar...
- E manda eles enfiá o frigobar no...
- Presidente...
- Eu já num aguentava mais esse povo berrano "Bom dia!" às dez da manhã, como se eu tivesse conseguido dormí de noite com as arruaça deles.
- Presid...

- Deixa pra avisá a Dilma só depois que eu tivé no jatinho. Vamo direto pro Sindicato com a Gleisi, e eu quero uma foto minha na janela dando uma banana pra Curitiba.
- Pres...
- Manda um zap pro Ciro dizeno que ele pode tirá o cavalinho da chuva. Cadê meus chinelo? E avisa pro Boulo que eu vô sê candidato a presidente e a vice, pra num tê golpe. Nunca confiei em nenhum desses dois.
- Pr...
- Vamo. Tamo esperano o quê?
- Presidente, o Gilmar votou contra.
- É claro que ele votô cont... cumé quié? O Gilmar votô contra?
- O Toffoli também.
- Você num tá quereno dizê que...
- Pra piorar, o Okamoto disse que foi ao sítio a convite da Marisa, e o Gilbertinho afirmou que se lembra perfeitamente de uma conversa que teve com o senhor na manhã do dia 15 de janeiro - mas não sabe o ano, se foi antes ou depois das 111 "visitas" que o senhor fez ao imóvel.
- Então essa sacola na sua mão não é uma 51?
- Não. É um pijama de flanela e umas pantufas, porque os invernos nos próximos doze anos, segundo a Maju, vão ser uma friaca daquelas. DO J.DACIDADE

Situação do PT se tornou simples como o ABC


Josias de Souza

A situação política do PT se complica a cada dia. De tão complicada, vai ficando simples. Simples como o ABC. Existe o Plano A: Lula. Está preso em Curitiba. Existe o Plano B: Jaques Wagner. É investigado num caso que envolve R$ 82 milhões em propinas e caixa dois da Odebrecht e da OAS. Existe o Plano C: Fernando Haddad. Acaba de ser denunciado sob a acusação de uso eleitoral de R$ 2,6 milhões em propinas extraídas da Petrobras pela construtora UTC.
É de dar pena a encrenca em que se meteu o petismo. Não sabe se escolhe um vice para arrastar a bola de ferro do presidenciável preso ou se substitui Lula por um poste antes que a Justiça Eleitoral carimbe em sua biografia o título de ficha-suja. Trata Ciro Gomes com os pés mesmo sabendo que não dispõe de nenhuma boa alternativa à mão.
Se o PT tivesse algo novo a oferecer, já teria aparecido alguém sugerindo que o partido fechasse para balanço pelo menos até a convenção de julho. Os companheiros conseguiram demonstrar que agremiações partidárias também podem falir. O partido da estrela vermelha foi à breca.

Dos 27 diretórios do MDB, 20 rechaçam Alckmin


Ao ensaiar uma tabelinha eleitoral entre o seu MDB e o PSDB de Geraldo Akckmin, Michel Temer deixou no ar uma dúvida à moda de Garrincha: combinou com os russos? Avisado sobre a má repercussão que a ideia tivera entre os “russos” do MDB, o Vicente Feola do Palácio do Planalto encomendou uma pesquisa interna. Constatou que 74% dos diretórios estaduais do partido rechaçam o apoio à candidatura presidencial de Alckmin. Repetindo: dos 27 diretórios da legenda nos Estados, 20 são contrários à aliança nacional com o PSDB.
O resultado da pesquisa feita pelo Planalto foi divulgado na edição desta sexta-feira de O Globo. De acordo com o levantamento, a proposta de apoio a Alckmin sofreria uma derrota vexatória se o MDB reunisse hoje sua convenção nacional. A aliança com o tucano seria refutada por 508 dos 629 votos disponíveis. Esse resultado sepulta o plano de Temer, forçando o presidente a considerar a hipótese de tratar com menos desapreço a candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que trocou o PSD pelo MDB para disputar o Planalto.
Temer já comunicou aos correligionários que decidiu retirar do jogo a carta da sua reeleição. Em verdade, não foi uma opção. As evidências se encarregaram de retirar do baralho de 2018 um presidente crivado de acusações de corrupção e reprovado por sete em cada dez brasileiros. Resta saber se o MDB se entusiasmará com a opção de apoiar Meirelles, um candidato com 1% nas pesquisas. Um pedaço do partido se equipa para levar à convenção a proposta de que o partido não lance candidato próprio à Presidência, priorizando as eleições para o Legislativo. DO J.DESOUZA

Sensação de superioridade do PSDB enferrujou



Num instante em que o Supremo começa a tirar de dentro do foro os privilegiados com mandato, o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio, deseja devolver o privilégio a quem já não tem nem mandato nem foro. Ele retirou das mãos do promotor Ricardo Castro o inquérito que apura se Geraldo Alckmin cometeu improbidade administrativa no caso dos R$ 10,3 milhões que a Odebrecht diz ter repassado por baixo da mesa para as campanhas do tucano em 2010 e 2014.
O procurador-geral alega que precisa decidir com quem ficará o inquérito contra Alckmin. O doutor Ricardo se considera o “promotor natural” do caso. Enquanto perdurar a fratura no Ministério Público paulista, ficará anestesiada a investigação contra um candidato à Presidência da República. A única apuração disponível depois que o STJ enviou as acusações contra Alckmin para a Justiça Eleitoral, desviando o candidato da Lava Jato.
O chefe do Ministério Público de São Paulo tem a prerrogativa legal de cuidar dos casos cíveis envolvendo o governador do Estado. Mas Alckmin é ex-governador. Certas decisões são tão inexplicáveis que dispensam explicação. O PSDB governou São Paulo de 1995 até o último dia 6 de abril. Em 23 anos meteu-se em escândalos tão graves quanto mal investigados: Siemens, Alston, Odebrecht… Alckmin e seus companheiros de ninho dizem não ter nada a ver com nada. Mas sem pratos limpos, nada pode ser uma palavra que ultrapassa tudo. É por isso que a sensação de superioridade do tucanato enferrujou.
Josias de Souza