terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Entidade que é dona de domínio do “Movimento Passe Livre” recebe dinheiro da Petrobras e do Ministério da Cultura e tem incentivo da Lei Rouanet

Por: Reinaldo Azevedo
Ai, ai…
O Movimento Passe Livre tem um site, cujo endereço é “www.mpl.org.br” — e, claro, há um site específico para São Paulo: “saopaulo.mpl.org.br”. Muito bem. Uma das curiosidades lícitas que a gente pode ter é esta: em nome de quem está registrado esse domínio? O leitor pode, então, recorrer ao site http://registro.br/ e descobrir. Basta escrever no campo de busca o endereço “mpl.org.br”. E encontrará isto.
Alquimídia?
Como? Associação Alquimídia? Mas que diabo é isso? Bem, leitor, aí você pode, ainda movido pela curiosidade que a imprensa até agora não teve, visitar a página da dita associação. E vai se deparar com isto aqui:
É isto mesmo. A tal “Alquimídia” é uma dessas ONGs que se dizem interessadas na “democratização da mídia” financiadas com dinheiro público: Ministério da Cultura e Petrobras, podendo captar recursos da Lei Rouanet. Jamais duvidem: é muito difícil não haver petismo na raiz de boa parte do que não presta no país.
O nome do chefão da Alquimídia, que é dona do domínio da entidade que está a promover, com meia dúzia de gatos-pingados, o caos em várias capitais brasileiras é Thiago Skárnio, como se vê acima. Não sei se é sobrenome real ou artístico, mas é muito significativo.
A base de operações do rapaz é Florianópolis, cidade, diga-se, onde o protesto contra o reajuste de tarifas de ônibus tem um histórico de violência e radicalização. Se o leitor decidir navegar pelo site “Alquimídia”, descobrirá que essa entidade “ponto org” funciona como uma produtora privada de conteúdo qualquer. A diferença é que é alimentada com dinheiro público e diz trabalhar apenas para “coletivos” e “entidades do terceiro setor”, embora possa, sim, ter a parceria de “empresas privadas”. Ah, bom…
Skárnio, a única cara visível da Alquimídia, se define assim na rede (em vermelho):
Iniciei minhas atividades como desenhista. Depois de produzir charges e ilustrações para publicações independentes e sindicais, passei a trabalhar também com fotografia, texto, produção gráfica e audiovisual.
Além da produção alternativa de vídeos e a edição do site SARCASTiCOcomBR, apoio causas como a cultura digital, liberdade de expressão, estado laico, democracia líquida e as políticas públicas para a cultura, e participo de organizações e movimentos como o FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, ABRAÇO – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária, Pontos de Cultura, CNC – Conselho Nacional de Cineclubes, Cinemateca Catarinense (ABD-SC), TV Comunitária de Florianópolis e Movimento Mega-Não.
Atualmente coordeno o Pontão Ganesha de Cultura Digital, projeto mantido pelo Ministério da Cultura e a Alquimídia.org (organização que ajudei a fundar) e fui eleito para a cadeira de Cultura Digital do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Florianópolis.
O que é “democracia líquida”? É uma tese neofascista (pesquisem a respeito) que, sob o pretexto de instituir a democracia direta, prega, na prática, o fim do Poder Legislativo. Cada questão importante da sociedade seria decidida por indivíduos eleitos exclusivamente para aquele fim. O linchamento, por exemplo, não deixa de ser uma forma de “democracia líquida”…
Eis aí: eu tinha a convicção — e agora tenho a certeza — de que, na raiz dessa história, estavam as tetas do estado.
“Ah, o Alquimídia só registrou o nome; não tem nada a ver com isso.” Claro que não…

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Contato na Internet

Tenho sido frequentemente aconselhado por companheiros a ignorar os habituais detratores dos governos militares, que se valem da Internet para divulgar inverdades. Alegam que constitui perda de tempo argumentar com eles por serem fanáticos ou mercenários (a maioria).
Discordo ser perda de tempo e continuarei em minha catilinária pois a Internet é um poderoso veículo de difusão de ideias, exercendo o importante papel de principal veículo de formação de opinião. É bom lembrar que a mentira repetida reiteradamente acaba sendo aceita como verdade. Foi uma técnica exaustivamente usada por Goebells, ministro da propaganda do III Reich, para criar prosélitos do nazismo, os chamados quinta colunas que atuavam no mundo inteiro. Pois é este o objetivo dos detratores de hoje e é preciso que haja réplica para que não seja tomado o dito pelo não dito, ou seja, a mentira pela verdade. Foi isso, infelizmente, que ocorreu com a famigerada comissão nacional da (in)verdade, que contou, ainda, com a colaboração de colegas nossos que aceitaram acovardar-se, calando-se perante seus inquisidores. Apenas os coronéis Ustra e Moésia e o general Álvaro
enfrentaram de dedo em riste esses pulhas, repondo a verdade dos fatos.  
É preciso que alguém lembre que os governos militares fizeram o trabalho eficiente, competente, produtivo, em decorrência do qual o Brasil saltou da posição de 44ª. para 7a. economia do mundo, com PIB médios em torno de 8 % aa. Tanto assim que se criou a expressão MILAGRE ECONÔMICO BRASILEIRO.
É preciso que alguém lembre que nas favelas havia pobreza, mas não havia milícias, nem traficantes, nem comandos vermelhos, nem primeiro comando da capital, e que seus moradores eram ordeiros e ganhavam o pão de cada dia com o suor do próprio rosto.
É preciso que alguém lembre que as escolas públicas ofereciam a melhor qualidade de ensino, do fundamental à pós-graduação, com professores relativamente bem pagos e que eram raras as greves por salários, que, quando aconteciam, encerravam-se através de acordos celebrados rapidamente.
É preciso que alguém lembre que os hospitais da rede pública, como o Miguel Couto, o Souza Aguiar e o Instituto Nacional do Câncer constituíam referência mundial, que ninguém morria em seus corredores por falta de médicos, enfermeiros, suprimentos e equipamentos hospitalares, que os orçamentos eram suficientes porque não havia desvios como hoje, e que os secretários estaduais e municipais de saúde, salvo raras exceções, nunca enriqueciam em função do cargo.
É preciso que alguém lembre que as polícias militares, que eram comandadas por oficiais do Exército, gozavam da confiança e do respeito da população, que, se existia banda podre, era minoria, que golpes milionários, frequentes, como o que acaba de ser noticiado envolvendo um ex comandante da PM e oficiais de seu EM, não aconteceram durante o governo militar, que o policiamento ostensivo era feito por soldados, cabos, sargentos, tenentes e capitães envergando garbosos uniformes e ostentando postura marcial,  que inspirava confiança e conquistava o respeito da população, e que o que se vê, hoje, são  paisanos fardados, com uniforme em desalinho, mais parecido com traje de porteiros de hotéis de luxo.
É preciso que alguém lembre que governadores – como Carlos Lacerda e Faria Lima – eram devotados à coisa pública e que deixaram verdadeiros legados à população, como o aterro da Glória, o elevado Paulo Frontin e o elevado da Praça 15, desafogando o trânsito nos principais eixos viários durante quase meio século. É preciso que alguém lembre que o atual governador e seu antecessor Sérgio Cabral, estão sendo investigados pela Polícia Federal,
acusados pelo ministério público por improbidade administrativa.  
É preciso que alguém lembre que o prefeito do Rio, por uma decisão irracional, desprezando as prioridades, decidiu derrubar o elevado da Praça
15 para  embelezar a orla do porto, que agora é chamado de porto maravilha, ao custo de bilhões de reais que faltam em obras de recuperação de escolas e hospitais, que construiu o caríssimo Museu do Futuro, enquanto os demais museus da cidade estão em estado de penúria, que está construindo uma portentosa cidade olímpica, ao custo aproximado de 40 bilhões de reais, para recepcionar turistas estrangeiros que virão ao Brasil para esse evento mundial, que a  imensa quantia de 40 bilhões de reais resolveria todos problemas de saúde e educação da cidade do Rio de Janeiro.
É preciso que alguém lembre que a Operação Lava Jato vem desvendando o vergonhoso concubinato entre empresários, presidente e ex presidente da república, governadores, deputados, senadores, doleiros, lobistas e operadores mancomunados para lesar o povo brasileiro, que é o maior prejudicado. 
Finalmente, faço questão de repetir, é preciso que alguém lembre que um grande erro cometido pelos militares que governaram o país de 1964 a 1985 foi o total descaso pela informação institucional, pois consideravam – o que não deixa de ser, em parte, verdadeiro - que a melhor forma de comunicação era a que se fazia de boca em boca, esquecendo, entretanto, que as palavras voam e que somente o que se escreve serve para resgatar a verdade dos fatos históricos.
Destarte, de 1964 a 1985 nenhuma pesquisa de opinião foi feita para aferir o conceito das Forças Armadas e demais instituições, pois as demonstrações públicas de admiração e respeito às Forças Armadas eram notórias, incontestáveis. A primeira pesquisa nesse sentido foi feita logo no início do governo Sarney. Os políticos esperavam que o resultado seria uma reprovação maciça aos militares. O resultado, entretanto, causou uma grande
surpresa: as FF AA estavam no topo do ranking das instituições melhor
avaliadas: 85 % dos brasileiros consideravam-nas a mais confiável e respeitada. De lá para cá as FF AA continuam na primeira posição. 
Batalha DO LILICARABINA

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Ministério Público avança em investigação sobre empréstimo de R$ 375 milhões à Itaipava

Controladoria Geral da União identifica irregularidades na concessão de financiamento do Banco do Nordeste à empresa

MURILO RAMOS
08/01/2016 - 21h31 - Atualizado 08/01/2016 21h31
Lula e Walter Faria em inauguração de uma fábrica da Itaipava    (Foto: Valter Pontes/Secom)
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recebeu cópia de um inquérito que causará sérios problemas à presidente Dilma Rousseff na Justiça Eleitoral. É uma investigação sobre os rolos num empréstimo de R$ 375 milhões do Banco do Nordeste à Itaipava em 2014. ÉPOCA revelou o caso no começo do ano passado. No inquérito, uma auditoria da CGU confirma irregularidades no financiamento do banco estatal à empresa de Walter Faria, amicíssimo do ex-presidente Lula. Entre elas, a troca de uma garantia sólida por uma aguada e, mais grave, uma outra gelada – uma garantia concedida antes pela Itaipava, num financiamento de um banco alemão.
Se Janot achar por bem, poderá juntar a cópia do inquérito da Itaipava ao processo sobre irregularidades no financiamento da campanha de Dilma, que deve ser julgado no Tribunal Superior Eleitoral no primeiro semestre. É que, dias após receber a dinheirama do Banco do Nordeste, a Itaipava depositou R$ 17, 5 milhões na campanha eleitoral da presidente, se
tornando a quarta maior doadora de Dilma. O procurador no Ceará que investiga o caso, Luiz Carlos Oliveira, também pediu à Justiça a quebra do sigilo bancário da operação. DA EPOCA

Radar TVeja: 70% esperam ano pior na economia, diz pesquisa


Um painel do Wilson Center, em Washington, que acontece nesta sexta-feira, deverá jogar uma ducha de água fria no otimismo exalado por Dilma Rousseff em café da manhã com jornalistas.
No debate, que reunirá economistas e representantes do FMI e do Banco Mundial, a partir das 10h de lá, será apresentada uma pesquisa inédita do instituto Ideia Inteligência sobre as perspectivas dos brasileiros para 2016.
O presidente do instituto, Maurício Moura, um dos palestrantes, será o responsável por apresentar os números, que são os piores possíveis.
Para 40% dos 20 mil entrevistados, o ano será ainda pior que 2015. Mais: 70% esperam um ano pior na economia, e 68% na política.
Quando questionados se o governo Dilma tem condições de tornar sua vida melhor, 80% dos entrevistados dizem que não.
Dilma pode ter achado que o fato de o impeachment ter saído do horizonte próximo debelou as crises. Seria prudente usar o que ela acha ser seu maior defeito, um suposto perfeccionismo, para buscar dados realistas sobre a situação em que ainda se encontra.
A enquete foi realizada por telefone, de 20 a 27 de dezembro. A margem de erro é de 1,15%.
 Por: Vera Magalhães

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

'VOLUME MORTO' DO JORNALISMO BRASILEIRO FAZ SELFIE COM A SUPOSTA 'PRESIDENTA"

Os alegres rapazes e raparigas da grande mídia brasileira fazem selfie com a "presidenta" no Palácio do Planalto. Foto de O Antagonista
O Antagonista anotou o seguinte sobre a foto que está aí acima:
“Os jornalistas que participaram do café da manhã com Dilma Rousseff aproveitaram para fazer um selfie. É o retrato de boa parte da imprensa brasileira: servil, provinciana e aduladora.”
Esta informação serve para corroborar o que tenho reiterado aqui neste blog, ou seja, que a esmagadora maioria dos jornalistas brasileiros, além de escrever muito mal, compõe o pelotão avançado do PT dentro das redações.
São esses tipos, formados nessas espeluncas denominadas cursos de jornalismo, mas que não passam de madraçais destinados à doutrinação comunista, que dominam as redações dos veículos da grande mídia.
São mais do que servis, provincianos e aduladores. Eles cumprem a missão delineada pelo Foro de São Paulo, mesmo aqueles que se se intitulam independentes. É que o cérebro desses jornalistas já foi lavado pelas escolas que, por sua vez, são também dominadas pelos andróides esquerdistas. 
Afinal, uma geração já foi formada sob a estrita orientação dos ideólogos do PT. 
O fato mais interessante é que esse neocomunismo do século XXI nem precisa mais exercer a censura sobre os veículos de mídia porque todos os textos, com raras exceções, são vazados na novilíngua do politicamente correto e levam água ao moinho da “engenharia social” que tem em vista detonar os direitos individuais.
Só para se ter ideia da poderosa influência dessa engenharia social dia desses o próprio site O Antagonista ao referir-se à seca que castigou São Paulo no ano passado, mencionou a “crise hídrica”. Eis aí um jargão politicamente correto cunhado nos laboratórios de engenharia social da ONU, União Européia e das universidades. As próprias áreas tecnológicas das universidades já foram contaminadas pelo pensamento politicamente correto, graças à ação dos ecochatos, ditos “ambientalistas”. Tanto é que entraram nas engenharias por meio do curso de Engenharia Ambiental. Não se fala mais de Engenharia Sanitária ou coisa que valha. Não é à toa que os “marinheiros” bóiam reluzentes nas raias da Olimpíada sobre o mar que banha o Rio de Janeiro.
Como se vê, ao banir a palavra “seca” que designa um fenômeno meteorológico que castiga o planeta de forma permanente e alternada em diversos pontos, “engenheiros sociais” e ambientalistas, procuram culpar os cidadãos ou a suposta incúria da companhia que administra os reservatórios, pela falta d’água. Diferente da “seca” a “crise hídrica” seria gerada pela ação humana, se é que me entendem.
No caso de São Paulo, esse designativo politicamente correto serve também para culpar o governo paulista que atualmente é exercido pelo PSDB. Tanto é que a idiotia politicamente correta chegou a erguer “instalações” sobre o leito seco das barragens destinadas a criar cenários para fotos e filmagens pelos veículos de mídia. 
Caso análogo refere-se à terminologia “volume morto” sempre mencionada no lugar de “reserva técnica” dos reservatórios que é o termo técnico adequado.
Na verdade, “volume morto” é aquele grupo de idiotas fazendo selfie com a Dilma. 
E para concluir: desafio todos aqueles jornalistas que aparecem na foto paparicando a Dilma a escrever um texto como este que vocês acabaram de ler a partir de uma fotografia e uma frase de três linhas.
Tenho dito! DO ALUIZIOAMORIM

Por favor, DIVULGUEM...ATENÇÃO BRASIL! DELEGADOS DA POLÍCIA FEDERAL FAZEM DENÚNCIA GRAVE CONTRA O GOVERNO DILMA!


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

STF EM SUSPEIÇÃO

"Contribuir para a defesa da Democracia e da Liberdade, traduzindo um País com projeção de Poder e soberano, deve ser o nosso Norte." Por General Marco Antonio Felico da Silva
Não é de hoje e sem qualquer pudor que o STF vem sendo aparelhado pelos governos do PT, principalmente, tendo em vista a blindagem de Lula e da atual presidente em face da possível evolução da investigação do Petrolão atingí-los como criminosos em verdadeiro mar de lama que envergonha o País.
O último episódio dessa escabrosa novela desenvolveu-se durante e logo após a última sessão da mais alta corte do Poder Judiciário, julgando procedimento instaurado pela Câmara Federal, que representa a Nação, enfatizo, com o fito de dar seqüência a um pedido de impeachment, por crime de responsabilidade, da atual Presidente Dilma Roussef.
O ministro relator Edson Fachin, evitando principalmente a ingerência em outro Poder , o Legislativo, e respeitando suas normas internas, aprovou a continuidade do processo iniciado pelo Presidente da Câmara, sendo contestado e derrotado, ao final do julgamento, pela argumentação do Ministro Roberto Barroso. A Corte, então, por maioria, decidiu em favor do governo, revertendo o voto do relator Edson Fachin.
Análises publicadas na Mídia, entre elas a da coluna 'VEJA Bem', com Felipe Moura Brasil (http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil), desmascaram, de forma irrefutável, o voto oral e escrito do Ministro Barroso sobre o rito de impeachment, taxando-o de ¨argumentação fraudulenta¨, pois, baseada em adulterações e omissões do que está escrito na Lei e no regimento interno da Câmara. Fraude aceita, passivamente, pela maioria dos juizes coadjuvantes.
Porém, o mais contundente, e que confirma o que denunciamos quase diariamente, foi a entrevista, logo após o término da sessão, à Rádio Jovem Pan, do Ministro Gilmar Mendes, dirigindo-se duramente aos seus pares do Tribunal. Afirmou Gilmar Mendes: "Lembra que eu tinha falado do risco de cooptação da Corte? Eu acho que nesse caso isso ocorreu... diante desse quadro de grave crise de corrupção, nós vamos ficar fazendo artificialismos jurídicos para tentar salvar, colocar um balão de oxigênio em alguém que já tem morte cerebral". E prossegue, acusando o aparelhamento do STF: "É claro que há todo um projeto de bolivarização da Corte. É evidente que, assim como se opera em outros ramos do Estado, também se pretende fazer isso no Tribunal e, infelizmente, ontem (17/12) nós demos mostras disso...oTribunal acabou chancelando uma política fisiológica"
Enquanto isso ocorre às claras e comprovadamente, o País continua ladeira abaixo, pleno de descalabros de toda sorte, incluso com a permanência de uma presidente rejeitada pela grande maioria da população, ilegitimada, desacreditada, pois, inepta e mentirosa, com índices econômicos cada vez mais preocupantes e contínua grave crise política e social (cerca de 6000 desempregos diários, inflação em alta, recessão cavalar, rebaixado pelas agências de investimentos, falência da infra-estrutura, caos na educação e na saúde), gerando desconfiança, insegurança e instabilidade geral.
E, irritantemente, ainda há gente que se diz preocupada com o País, acreditando em instituições sólidas, poderes harmônicos, legalidade e sistema democrático com equilíbrio político a base de freios e de contrapesos. Estes ou não tem o necessário discernimento pra acompanhar o que ocorre no Brasil ou apoiam o esquizofrênico governo que, infelizmente, aí está a desgovernar.
Esta é uma mensagem enviada pelo Instituto Endireita Brasil.
Visite o nosso site: www.emdireitabrasil.com.br
Receba nossas mensagens enviando um email para: emdireitabrasil-subscribe@yahoogrupos.com.br e entrando para o nosso grupo.
Lembre-se sempre:
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim".
Se você estiver de acordo com a opinião ou mensagem, pedimos-lhe reenviar para seus contatos. O Brasil agradece. 
Enviado por: evaldo.g.c@gmail.com
DO LILICARABINA

sábado, 2 de janeiro de 2016

“O Ridículo do Ano”

Dilma resolve me tirar do abismo metafísico.
Então lá vou eu…
Artigo da presidente publicado na Folha deste dia 1º já disputa o troféu do “Ridículo do Ano”; texto repete mentiras grotescas e promessas eleitorais já descumpridas, que continuarão a não se cumprir
Por Reinaldo Azevedo

A presidente Dilma Rousseff não gosta quando tiro férias — ou, vá lá, ao menos um período de descanso. Assídua leitora do blog, quando percebe que eu diminuo o ritmo para conciliar nas areias da praia “o ser contra o não ser universal”, ela chama seus estafetas: “Vamos lá, cutuquem aquele preguiçoso!”. E aí ocorre de ela fazer coisas como a deste 1º de janeiro.
Dilma assina na Folha o texto que vai disputar, neste 2016, o troféu “O Ridículo do Ano”. A íntegra está aqui. Eu doido para me dedicar aos uivos da “felicidade diabólica”, como escreveu Clarice, e lá vem a governanta a nos lembrar que 2015 só vai acabar quando ela deixar o Palácio do Planalto. Ela me arranca dos abismos da metafísica. E talvez eu não a perdoe principalmente por isso.
De saída, cumpre notar: a presidente manda dizer que, mesmo injustiçada, leitor, não está brava nem com você nem comigo. No fim das contas, sabem como é, Dilmãe nos abraça, apesar das nossas malcriações. Escreve ela: “Mesmo injustamente questionada pela tentativa de impeachment, não alimento mágoas nem rancores. O governo fará de 2016 um ano de diálogo com todos os que desejam construir uma realidade melhor”.
A primeira parte da declaração nada mais é do que a linguagem balofa e pouco severa que marca fins e começos de ano. A segunda já embute uma ameaça: haverá diálogo com quem quiser construir uma realidade melhor; se diálogo não houver, então é porque a outra parte é do tipo que quer construir uma… realidade pior! O raciocínio é um brocado do pensamento autoritário que, não obstante, quer-se muito tolerante. Na Coreia do Norte, em Cuba ou na China, governantes dialogam com os que desejam “uma realidade melhor”. Só mandam matar os que lutam em favor do contrário.
O artigo se resume a uma cascata que passaria, fosse ela ainda candidata, por mera bobagem eleitoreira. Ocorre que esta senhora tomou posse há exatamente um ano. E está a descumprir cada uma das palavras empenhadas justamente porque o diagnóstico que fez da crise em 2014 era mentiroso. E, para espanto de um mínimo de bom senso, a petista o repete agora. E isso nos dá, então, a certeza de que, enquanto continuar a ocupar a cadeira presidencial, só o abismo nos espreita.
É evidente que não esperava que Dilma admitisse os crimes fiscais que cometeu e os erros grosseiros de operação de política econômica, contra advertências as mais sensatas feitas até por quem está no campo governista, como é o caso de Delfim Netto, para citar um nome. Mas chega a ser acintoso que a governante que vai nos garantir dois anos seguidos de recessão (2015 e 2016), depois de um outro com crescimento de 0,1% (2014), afirme o seguinte:
“Foi um ano no qual a necessária revisão da estratégia econômica do país coincidiu com fatores internacionais que reduziram nossa atividade produtiva: queda vertiginosa do valor de nossos principais produtos de exportação, desaceleração de economias estratégicas para o Brasil e a adaptação a um novo patamar cambial, com suas evidentes pressões inflacionárias.”
Não há uma só verdade na passagem. A “queda vertiginosa” das commodities se deu em 2012. Ainda que tivesse acontecido posteriormente, seria só um elemento a agravar o abismo fiscal em que ela própria e Guido Mantega nos meteram ao implementar uma política em que despesa crescia continuamente acima da receita. Isso para não falar nas oportunidades perdidas de operar reformas essenciais, enquanto o outro abismo, o da crise política, ainda não nos espreitava. Ao contrário: Dilma, seguindo os passos de Lula, demonizava as políticas de austeridade, acusando-as de conspirar contra os interesses populares.
Já lembrei aqui e o faço de novo: em dezembro de 2012, o Instituto Lula e uma entidade francesa ligada às esquerdas promoveram um seminário na França. A nossa mestra deu um pito em Angela Merkel e ofereceu o modelo brasileiro como alternativa. Em janeiro de 2013, há meros três anos, esse portento da raça disse o seguinte em rede nacional de rádio e TV:
“Aliás, neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás, pois nosso país avança sem retrocessos, em meio a um mundo cheio de dificuldades. Hoje, podemos ver como erraram feio, no passado, os que não acreditavam que era possível crescer e distribuir renda.
Os que pensavam ser impossível que dezenas de milhões de pessoas saíssem da miséria. Os que não acreditavam que o Brasil virasse um país de classe média. Estamos vendo como erraram os que diziam, meses atrás, que não iríamos conseguir baixar os juros nem o custo da energia, e que tentavam amedrontar nosso povo, entre outras coisas, com a queda do emprego e a perda do poder de compra do salário. Os juros caíram como nunca, o emprego aumentou, os brasileiros estão podendo e sabendo consumir e poupar. Não faltou comida na mesa, nem trabalho. E nos últimos dois anos, mais 19 milhões e 500 mil pessoas, brasileiros e brasileiras, saíram da extrema pobreza.”

Talvez nem fosse necessário observar, mas o fato é que não há uma só corrente do pensamento econômico que assegure ser impossível crescer e distribuir renda. Esses são os inimigos imaginários que o PT combateu, enquanto destruía a economia do país. E, como se nota, as “conquistas” das quais se jactava a presidente, que havia acabado de selar o desastre no setor elétrico, foram para o ralo.
O tom do artigo deste 1º de janeiro de 2016 repete a ladainha mentirosa, arrogante e autorreferente dos tempos em que o desastre estava contratado, sim, mas ainda não havia se manifestado. É estupefaciente que um país que está na iminência de ganhar o selo de “grau especulativo” da terceira grande agência de classificação de risco seja exibido pela presidente como exemplo do destino de investimentos estrangeiros.
O artigo, levado em conta apenas o texto, é menos do que nada e não tem a menor importância. Considerado o contexto, estamos diante de um indício de que viveremos, infelizmente, dias turbulentos.
A presidente decidiu fazer de conta que a realidade é apenas uma narrativa distorcida pela má vontade de seus adversários. E esse costuma ser um dos caminhos de diabólicas infelicidades.
01/01/2016

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Oliver: Os intocáveis

VLADY OLIVER
Feliz 2015. Não. Eu não me enganei de ano, não. Refiro-me mesmo a este ano, desastre anunciado que ainda não acabou em nosso lombo combalido e com batatas. No apagar das luzes é que vemos que, por aqui, todos os gatos são pardos. Aqueles do puxadinho do PT no judiciário que o digam. Jaques, o Wagner, que eu nem faço questão de saber com quantos “ques” se escreve, é o mesmo que, no apagar das luzes, também tenta uma medida desesperada para juntar no mesmo balaio o senador Aécio Neves e o Randolfe, tudo no mesmo saco de propinas do PT e sua gangue.
Tudo é muito pior do que parece, meus caros. Pegos em flagrante pilhagem, acham os bandidos do Planalto que podem dar uma canetada, uma pedalada, uma dissimulada qualquer como cortina de fumaça para suas atuações calhordas na coisa pública, tentando tirar o foco da roubalheira em que se meteram, com força e com vontade.
Não estou aqui para defender os novos acusados, mas para denunciar um método. Um método que conta com vigaristas de turno espalhados por toda a imprensa para dar amplitude e divulgação a coisas que não fazem o menor sentido. Se todos forem culpados, que punam-se todos. O que não dá é para culpar um Cunha ou um Renan de véspera, enquanto os apartamentos da quadrilha petralha, acobertados por uma grande construtora denunciada na Lava Jato, continuam soltinhos da Silva, faltando só um dedinho para explodirem como escândalo na tal “mídia”, aparelhada até a medula. É um mimo.
A turba que faz o linchamento por antecipação de Cunhas e companhia – más companhias, diga-se – é a mesma que confere ao chefe da gangue – o Barba Brahma – o status de “ex-presidente” intocável. Aliás, são todos intocáveis nessa esquerda nojenta, não é mesmo? Como vão esconder o fato de que a Polícia Federal já tem denúncias substanciosas contra todos eles? Tirando mais de cem milhões do orçamento dos policiais? Mandando o japonês embora do cargo? Fingindo um caos na saúde para aprovar as CPMFs no lombo dos incautos? Tenha paciência.
Ver este método em ação no “jornalismo da forma geral” e na televisão abolivarianada em particular é uma coisa que me enche de vergonha. Não acho que tenha me aprimorado profissionalmente na vida para desaguar nesse troço insano e insalubre que tentam nos vender como jornalismo tupi-guaraná por aqui. Acho que estes ilustres senhores morreram e não sabem. Estão podres, fedendo no ar. Não se deram conta que suas elegantes demonstrações de desprezo com a verdade desembocam numa internet que tudo vê, que tudo enxerga e tudo alcança.
Está ficando cada dia mais patético ver essa gentinha coxa tentando flanar sobre a carne seca. Os Chicos Buracos e a tentativa torpe de roubar as estatuetas da festa. O semi-analfabeto que amealha quase trinta títulos de “Doutor Honoris Causa” outorgados por universidades que não valem o que o gato enterra. É uma farsa justificando a outra, meus caros. A esquerda justificando a roubalheira com os argumentos mais torpes e medíocres. O talibanismo a serviço do Estado. O país falindo e essa gente rumbeira pedalando suas bicicletinhas mancas em nossa realidade combalida.
Interessa para essa esquerda que estejamos no caos, meus caros. É no caos que fica mais fácil empurrar goela abaixo da nação as “medidas de exceção” que essa gente precisa para gerar aqui um comunismo de tanga e se eternizarem no poder, que é do que se trata a missão calhorda dessa gente. Faltou combinar com os russos. E como tem russo hoje no país. O país inteiro tá russo. Só está faltando mesmo é invadir a croácia dessa mamulenga e dar-lhe um sonoro pé no traseiro, para começarmos a nossa perestróika tropical por aqui.
Vai ter que ser em breve. Eu quero é ver o oco, como diriam os Raimundos. Vou ver o oco todo em 2016. Questão de tempo. De mau tempo, como sempre venho afirmando. DO AUGUSTO NUNES

O impeachment nos céus do país

Faixas do MBL em defesa do impedimento de Dilma vão anunciar um futuro melhor. E, para tanto, vão convocá-los a ir às ruas no dia 13 de março

Por: Reinaldo Azevedo
Os políticos podem entrar em recesso, mas não o Movimento Brasil Livre. Neste dia 31, os que estiverem em praias do Litoral de São Paulo, do Rio e de Florianópolis verão aviões carregando faixas em defesa do impeachment e dando início à convocação para o megaprotesto do dia 13 de março de 2016.
O governo faz um esforço imenso para passar adiante a versão de que essa é uma agenda do passado. Ao contrário: a saída de Dilma vai assumindo uma urgência dramática. É mais atual do que nunca.
Na virada de 2015 para 2016, as faixas do MBL lembram que não faz mais sentido afirmar que está nascendo um novo Brasil nas ruas.
Já nasceu, pede respeito e sairá vitorioso.

'THE ECONOMIST' É UM EXEMPLO DA INEVITÁVEL DECADÊNCIA DA MÍDIA IMPRESSA

The Economist, dita importante revista britânica, como toda a mídia impressa tradicional está fadada a desaparecer. Mas enquanto agoniza a publicação começou a rastejar aos pés da vagabundagem comunista latino-americana. Vai ver que está sentindo falta de anúncios da Petrobras ou de outras estatais brasileiras que há 13 anos vêm sendo pilhadas pelo PT.
The Economist, mídia impressa agonizante.
Mas tudo o que vem da Europa unificada na maior jogada do movimento neocomunista pós-queda do Muro de Berlim é caca pura. Depois do advento da União Européia politicamente correta e multiculturalista a Europa passou a exportar apenas ferramentas de engenharia social para detonar o direito individual. A Europa se encontra sitiada pelos bárbaros liderados pelos tarados islâmicos. A Europa não é mais é mais aquela. Sua produção intelectual-cultural foi para o vinagre. Não cria mais nada, nem a moda, nem o cinema, nem a música, nem a literatura. Tecnologia? Zero! A única coisa que tem exportado são fanatismos variados dentre os quais o exercício da tolerância ante todas e quaisquer iniquidades. 
Um dos únicos modismos - nefastos sob todos os aspectos - ditados pela Europa é a idiotia do ciclismo e o culto ao islamismo. Ambos se equivalem. A finalidade é imobilizar os cidadãos retirando-lhes o direito de ir e vir, de usar automóvel ou qualquer veículo a motor, inclusive coletivos e até mesmo aviões e trens. Retirando-se o direito de ir e vir teremos o totalitarismo. Os andróides da UE querem que façamos todos o caminho de volta às cavernas com os pés e as mãos colados ao chão.
E The Economist não foge à regra. O correspondente da revista no Brasil recebeu uma pauta de Londres. Fazer uma matéria sobre o Brasil, prevendo o caos (pô, os suditos de S. Majestade não têm a mínima ideia do que rola de fato no Brasil) mas o texto não deveria dizer toda a verdade, ou seja, que a bandalha do PT fosse poupada. Quem sabe os alegres rapazes e raparigas da publicação londrina vejam na permanência da Dilma no poder a salvação da revista?
E sabem quem a reportagem da outrora famosa publicação foi ouvir? Ora, o desastrado prefeito ciclista-petista de São Paulo, o indigitado Fernando Haddad. Sim, aquele que fecha a av. Paulista aos domingos para o "lazer" dos paulistanos, embora a cidade de São Paulo disponha - pasmem - de 96 parques públicos, verdadeiros paraísos ecológicos, onde os ecochatos podem pastar a vontade e também andar de bicicleta.
Mas aqueles bobalhões de The Economist tinham de dar um jeito de aliviar o lado do Lula e da Dilma. Definitivamente essas publicações midiáticas internacionais estão com os dias contados. O que já é um alento.
Transcrevo a nota de O Antagonista sobre essa sacanagem da The Economist contra os brasileiros dignos e honrados, que trabalham o pagam impostos, que sustentam o Brasil. Daqui do blog desejo mandar esses vagabundos britânicos tomar caju. Peçam para alguém traduzir este post para vocês. Ou por favor: esqueçam o Brasil. Isto é melhor para nós que estamos lutando para nos livrar desse câncer chamado PT. Leiam:
A reportagem da Economist ouviu Fernando Haddad como se ele fosse um sopro de ar fresco na irrespirável atmosfera partidária brasileira. Mas esse está longe de ser o seu maior pecado: a revista insiste que o impeachment de Dilma Rousseff resultará em caos, inclusive porque ela contaria com mais apoiadores do que Fernando Collor, em 1992.
É uma visão que se choca com a realidade e com o conteúdo da própria reportagem, para dizer o mínimo -- o impeachment de Dilma Rousseff é a solução para o caos relatado pela revista.
Dilma Rousseff é o chefe de Executivo mais rejeitado da história recente do Brasil. Juntamente com Lula, Dilma Rousseff é a responsável pelo desastre econômico brasileiro. Dilma Rousseff não pode ser apartada da corrupção desbragada dos últimos treze anos, seja como ministra, presidente do Conselho de Administração da Petrobras ou presidente da República.
A sua deposição seria motivo de festa nas ruas e de alívio no mercado financeiro e nos setores produtivos.
A Economist presta um serviço ao caos, ao dizer que a saída de Dilma Rousseff traria o caos. DO ALUIZIOAMORIM

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Modesto Carvalhosa: A medida provisória do escárnio

Publicado no Estadão
Mais uma vez o corrupto governo do Partido dos Trabalhadores mostra sua capacidade de zombar da cidadania, no seu soberbo desprezo pelos princípios da decência na administração da coisa pública.
Temos no país duas nítidas situações no que respeita a corrupção: de um lado, a Polícia Federal, o Ministério Público, a Justiça Federal e os tribunais superiores (STJ e STF) num duro combate que vem resgatando a honra do povo brasileiro; de outro, a presidente da República, o Ministério da Justiça, a CGU e a AGU, que de todas as maneiras vêm legalizando a corrupção, numa tentativa desesperada de manter o esquema de propinas que é a base fundamental do projeto hegemônico do PT.
Assim é que o governo (?) continua lutando dia e noite para legalizar definitivamente a corrupção. Para tanto emite medidas provisórias (MPs), decretos e portarias visando a permitir que a administração pública volte a contratar as 29 empreiteiras envolvidas nos delitos já detectados na Petrobras, na Eletrobras, no DNIT e demais antros do “organograma” governamental, devidamente aparelhados.
Em vez de generalizar o regime diferenciado, um hipotético governo idôneo, a esta altura do desastre, o que faria? Simplesmente teria adotado o sistema de performance bond, quebrando, por meio dele, a interlocução direta entre as empreiteiras e os agentes do Estado, tal como há 120 anos se pratica nos EUA.
Esse consagrado seguro de obras públicas transfere para as seguradoras a responsabilidade pelo justo valor contratado, pela fiscalização efetiva das medições dos serviços e pelo estrito cumprimento dos cronogramas. Mas o atual grupo que domina o país nada fez e nada fará nesse sentido.
Para esse inqualificável governo que está aí, essas empreiteiras não fizeram nada de errado. Foram somente seus diretores que erraram. As pessoas jurídicas não podem ser punidas, pois delas é que vêm os recursos da corrupção que amealham nos superfaturamentos, nas medições falsas de seus serviços, nos aditamentos de obras que nunca entregam, ou o fazem com atraso, mas sempre com péssima qualidade.
No seu heroico e pertinaz esforço de legalizar a corrupção, o governo petista entende existirem alguns empecilhos: a Operação Lava Jato, a Operação Zelotes e, sobretudo, a Lei Anticorrupção, que Dilma foi obrigada a engolir por força dos tratados internacionais que o Brasil assinou… para inglês ver.
Segue-se mais um entrave que o Planalto entende que deva ser neutralizado: o intrépido Ministério Público Federal, que se tem valido das leis, como a de Improbidade e a de Licitações, da ação civil pública e outros consagrados diplomas legais para punir essas empreiteiras corruptas, impondo-lhes sanções severas, incluída a proibição de contratação com o poder público e ressarcimento cabal do produto dos crimes continuados de corrupção.
O esquema de legalizar a corrupção começou com o Decreto n.º 8.420, de março de 2015, que desfigurou completamente a Lei Anticorrupção, que é autoaplicável, não tendo necessidade de nenhuma regulamentação do Executivo. Em seguida vieram as famigeradas Portarias 909 e 910 da conivente e cúmplice CGU, desfigurando, mais uma vez, a Lei Anticorrupção. Logo depois surgiu a famigerada MP n.º 678/15, que derroga, pura e simplesmente, a Lei 8.666 ao instituir o “Regime Diferenciado de Contratações” para as obras contratadas pelo governo federal e, via de consequência, para suas pilhadas estatais.
Vale dizer: nada de licitação, concorrência e quejandos. Haverá convites, evidentemente, para as empreiteiras que costumam pagar propina ao PT e demais “partidos da base aliada”. E ainda mais agora que temos as eleições municipais, que demandam milhões em propinas, necessárias para serem reeleitas as gangues de prefeitos e vereadores que pilham, há décadas, grande parte dos municípios brasileiros.
last but not least, mediante a MP n.º 703, de 18 de dezembro, a sra. presidente desfigura completamente o acordo de leniência instituído na Lei Anticorrupção para transformá-lo no instrumento de anistia plena, geral e irrestrita das 29 empreiteiras corruptas, trazendo-as de volta ao seio do governo.
Basta qualquer empreiteira corrupta, no presente e no futuro, assinar um documento pomposo, mas vazio de conteúdo, comprometendo-se a seguir regras de bom comportamento, tais como código de ética, auditorias internas e outras perfumarias, para voltar ao convívio pleno da administração, continuando as obras superfaturadas ou iniciando novas que propiciem fartamente propinas para os agentes públicos, os políticos e os partidos situacionistas.
Mas não para aí essa sórdida MP. Tão logo a empreiteira corrupta faça voto de castidade, ficam extintos todos os processos judiciais e administrativos, com base em quaisquer leis vigentes, no que respeita às virtuosas empresas arrependidas e indultadas. Nenhuma multa, nenhum ressarcimento ou outra penalidade serão aplicados às empreiteiras que farisaicamente prometerem, no papel, comportar-se bem doravante.
Ficam isentas de reposição dos valores que roubaram do poder público. E, assim, as ações que o Ministério Público ou qualquer outro órgão ou ente administrativo estejam promovendo contra essas pobres empreiteiras ficam extintas no exato momento em que elas assinarem o misericordioso “acordo de leniência”.
A edição dessa MP 703, que legaliza o crime, escancara o caráter absolutamente corrupto do governo. Como é que a presidente Dilma, ao assinar e remeter ao Congresso essa abjeta MP, poderá, doravante, afirmar que não é corrupta? E, agora, também se pergunta: o nosso Ministério Público Federal – a quem a nação deve muitíssimo – vai deixar por isso mesmo? Trata-se de um “diploma” absolutamente inconstitucional ao legalizar a corrupção no país. Não se trata de uma medida provisória. Trata-se de um corpo de delito.