segunda-feira, 23 de março de 2015

REYNALDO-BH: Acordo de leniência (espécie de delação premiada para empresas) que o lulopetismo quer é hiena tomando conta de galinheiro. Estão pensando que nós somos palhaços

Ilustração: roaddahl.com
Ilustração: roaddahl.com
Post do LeitorVamos lá. Não há necessidade de ser lido por quem é honesto intelectualmente, ético ou que saiba um mínimo sobre os poderes republicanos.
Vamos falar de acordos de leniência? São – grosso modo – uma delação premiada para pessoas jurídicas.
Uma empresa que corrompe e participa de corrupção, pode – com o uso de acordos de leniência – ter suas penas diminuídas. E estas são pesadas. Até 20% do faturamento bruto da empresa além da mais que necessária proibição de ser contratada por qualquer órgão público.
Assim como na delação premiada, os acordos de leniência são conduzidos pelo Ministério Público (que não tem ligações de hierarquia com nenhum dos Poderes republicanos, sendo um instrumento da coletividade e busca de Justiça) e do Tribunal de Contas da União (ligado ao Poder Legislativo), pois este tem dados de TODAS as esferas públicas (estado, municípios, União e estatais) e representa os cidadãos que elegem o Congresso.
Dilma acaba de propor uma “lei anticorrupção”. Mais uma: afinal, em 2005, Lula anunciou a mesma intenção. Com pompa e circunstância. Deu no mensalão e petrolão.
A novidade da proposta do lulopetismo dilmista que se desintegra, é que a Controladoria Geral da União (CGU) poderá de MODO AUTÔNOMO (ou seja, SOZINHO) aceitar e assinar acordos de leniência.
Mas o que vem a ser a CGU? É um órgão subordinado À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA! São advogados que constitucionalmente DEFENDEM o Estado.
Agora defende o Estado dos crimes envolvendo o próprio Estado! Um escárnio!
O controlador Luis Inácio Adams é conhecido por ter NENHUMA qualificação profissional como operador do Direito e defender os que ROUBARAM o Estado no mensalão.
Inverteu os papéis: ao invés de acusar ladrões de cofres públicos, subiu à tribuna do Supremo para defender a quadrilha.
E o que propõe a CGU? Que assine SOZINHA (isolando o Ministério Público) os ditos acordos com PENAS que são no mínimo, risíveis. Devolução do que roubaram e com isso, liberação para CONTINUAR a serem fornecedores do Estado.
Ou seja, o empreiteiro corrupto pode roubar com a certeza de que se for pego, paga somente o que foi roubado a mais. Pagando, continua na atividade criminosa.
Assim, as OAS, Oderbrecht, UTC, Camargo Correia, JD Assssoria, etc. pagariam os subornos desviados ao PT (com o roubo da Petrobras) e estariam livres para continuar a roubar em novos contratos.
Assim, devolvam os 3% do PT e continuem a serem FORNECEDORES. Em qualquer nível.
É impressão minha ou eles continuam acreditando que somos PALHAÇOS?
Não sei. Mas temos por cá, a certeza que eles são mesmo hienas tentando tomar conta do galinheiro.
DO RICARDOSETTI

Maioria dos brasileiro já é favorável ao impeachment de Dilma Rousseff

Três em cada 5 brasileiros já concordam que Dilma deveria deixar a presidência do Brasil a exemplo de Collor em 1992. Quatro em cada 5 brasileiros reprovam sua atuação como presidente.

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Pesquisa CNT/MDA divulgada na tarde de hoje traz um importante dado para a crise política vivida no Brasil: o número de brasileiros favoráveis ao impeachment de Dilma Roussef já é maioria. Realizada entre os dias 16 e 19 de março, portanto, após os protestos do dia 15, o levantamento aponta que 59,7% dos entrevistados concordam que o a chefe do executivo deveria ser legalmente impedida de seguir comandando o país. Mais ainda: que 77,7% não aprova seu desempenho.
Há mais alguns dados levantados resumindo bem a situação atual. Se o segundo turno fosse hoje, 55,7% dos entrevistados dizem que votariam no candidato da oposição, Aécio Neves, contra apenas 16,6% que repetiriam o voto depositado em favor de Dilma Roussef. Em votos válidos, isso representa uma surra de 77% a 23% para o candidato tucano. Para cada brasileiro que pensa que com Aécio “estaria pior” (17,4%), ao menos dois brasileiros acreditam que com ele estaria melhor (38%).
Preocupa, no entanto, a falta de fé do brasileiro na justiça. Para 65,7% das respostas, ninguém será punido ao final de todo esse processo de investigação na Petrobras. Talvez resida aí parte da explicação para o fato de 40,3% dos brasileiros ainda negarem apoio à abertura de um processo de impeachment aos moldes do que derrubou Collor em 1992.

Crise hídrica x Crise energética

Por mais que a mídia bata muito mais na primeira tecla, os brasileiros, de uma forma geral, se mostram mais preocupados com a segunda. Enquanto 53,7% assumem já ter tomado alguma atitude para economizar o consumo de água, nada menos que 59,7% dizem ter feito algo semelhante pela economia de energia. A diferença, no entanto, deve refletir a abrangência de cada drama. Enquanto a seca se concentrou no sudeste brasileiro, o rigoroso ajuste recente nas contas de energia abrangeu toda a nação.
É preciso saber separar o que é verdade do que é versão. Durante a campanha, o PT vendeu ao brasileiro uma enorme e vergonhosa mentira. Quando o ditado diz que esta tem perna curta, tenta explicar que versões que se distanciam dos fatos não se sustentam por muito tempo. No caso, o trabalho do marketing petista não chegou inteiro ao final do terceiro mês. E o brasileiro quer atitudes, mesmo que drásticas, como um complexo pedido de impeachment de Dilma Rousseff.
Cabe ao cidadão mais ativo, justamente o que se dispõe a participar de protestos em casa ou nas ruas, cobrar agora essas atitudes, seja dos demais poderes, seja da oposição. Apoio popular, os números apontam, já há. Uma parcela de especialistas já enxerga uma meia dúzia de caminhos jurídicos para que se chegue ao resultado desejado. Falta vontade, ou até mesmo coragem, política. Que ela venha.
DO IMPLICANTE

“A corrupção fede!”, diz Papa Francisco

Trecho do discurso do PAPA.

Pontífice. “A corrupção fede, a sociedade corrupta fede e um cristão que deixa entrar em si a corrupção não é um cristão: fede”, disse Francisco. “Os migrantes não são pessoas de segunda categoria: são cidadãos, são filhos de Deus, são migrantes como nós, porque todos somos migrantes rumo a outra pátria”.
Referindo-se à passagem sobre a corrupção do discurso do magistrado, o Papa disse que “se nós fechamos a porta aos migrantes, se nós tiramos o trabalho e a dignidade do povo, como se chama isso? Chama-se corrupção e todos nós temos a possibilidade de sermos corruptos, ninguém pode dizer: ‘Eu nunca serei corrupto’. Não – prosseguiu Bergoglio –, é uma tentação, é um deslize para os negócios fáceis, para a delinquência, para os crimes, para a corrupção”. “Quanta corrupção há no mundo! É uma palavra feia – recordou o Papa Francisco. Porque uma coisa corrupta é uma coisa suja! Se nós encontramos um animal morto que está se degradando, que está ‘corroído’ é ruim e também fede. A corrupção fede! A sociedade corrupta fede! Um cristão que deixa entrar em si a corrupção não é cristão, fede!” Ao final do discurso Bergoglio também convidou para “seguir adiante na limpeza da própria alma, ma limpeza da cidade, na limpeza da sociedade para que não haja aquele fedor da corrupção”.

Justiça aceita denúncia contra tesoureiro do PT, Duque e mais 25

Todos são suspeitos de envolvimento em crimes descobertos na Lava Jato.
MPF apresentou denúncia na segunda-feira (16), em Curitiba.

Adriana Justi e Bibiana Dionísio Do G1 PR
Vaccari (Foto: Rede Globo)Vaccari está entre os denunciados pelo MPF
(Foto: Rede Globo)
A Justiça Federal aceitou nesta segunda-feira (23) a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Neto, e contra o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato de Souza Duque.
Ambos e mais 25 pessoas - também denunciadas pelo MPF - se tornaram réus diante da Justiça Federal sob a acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

O MPF apresentou a denúncia na segunda-feira (16), dia em que a 10ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada. Foi nesta fase que Duque foi detido pela segunda vez. O pedido de prisão foi motivado por movimentações financeiras realizadas pelo ex-diretor em contas bancárias do exterior.
O doleiro Alberto Youssef - apontado como o líder do esquema de corrupção, desvio e lavagem de dinheiro na Petrobras - o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e o engenheiro Pedro José Barusco Filho, que era gerente-executivo de Serviços e Engenharia e braço direito de Duque, também foram denunciados.

Nesta ação, o juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato em primeira instância, deixou de receber denúncia contra Youssef pelo crime de corrupção, pelo fato do doleiro já responder por este crime em outras ações penais.

"Há aparentemente litispendência com as imputações já pendentes. Concedo ao MPF o prazo de cinco dias para esclarecer o ponto, especificamente se os crimes de corrupção a ele imputados na presente ação penal já não estão abarcados pelas outra denúncia", diz trecho do despacho.
Moro também faz ressalvas quanto aos acusados por intermediação das propinas, que na avaliação do magistrado, "não podem responder, pelos mesmos atos, por crimes de corrupção ativa e passiva como sugere a denúncia".
Os 27 réus são:
-Adir Assad
-Agenor Franklin Magalhães Medeiros
-Alberto Elísio Vilaça Gomes
-Alberto Youssef
-Ângelo Alves Mendes
-Augusto Ribeiro de Mendonça Neto
-Dario Teixeira Alves Júnior
-Francisco Claudio Santos Perdigão
-João Vaccari Neto
-José Aldemário Pinheiro Filho
-José Américo Diniz
-José Humberto Cruvinel Resende
-Julio Gerin de Almeida Camargo
-Lucélio Roberto Von Lehsten Góes
-Luiz Ricardo Sampaio de Almeida
-Mario Frederico Mendonça Góes
-Marcus Vinícius Holanda Teixeira
-Mateus Coutinho de Sá Oliveira
-Paulo Roberto Costa
-Pedro José Barusco Filho
-Renato de Souza Duque
-Renato Vinícios de Siqueira
-Rogério Cunha de Oliveira
-Sérgio Cunha Mendes
-Sonia Mariza Branco
-Vicente Ribeiro de Carvalho
-Waldomiro de Oliveira
A denúncia
Quinze denunciados são de empreiteiras, cinco são operadores, quatro são ligados aos operadores, dois ex-diretores da Petrobras e um ex-gerente. A denúncia envolve desvios de recursos da Petrobras em quatro obras: Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), Refinaria de Paulínia (Replan), Gasoduto Pilar/Ipojuca e Gasoduto Urucu Coari. As empresas responsáveis por estas obras são OAS, Mendes Júnior e Setal.
MPF fala sobre a Operação Lava Jato, em Curitiba (Foto: Fernando Castro/G1)MPF fala sobre a Operação Lava Jato, em Curitiba
(Foto: Fernando Castro/G1)
De acordo com a denúncia, Vaccari participava de reuniões com Duque para tratar de pagamentos de propina, que era paga por meio de doações oficiais ao PT. Dessa maneira, os valores chegavam como doação lícita, mas eram oriundas de propina.
O MPF aponta que foram 24 doações em 18 meses, no valor de R$ 4,260 milhões.
O tesoureiro do PT indicava em que contas deveriam ser depositados os recursos de propina, segundo o MPF. "Vaccari tinha consciência de que os pagamentos eram feitos a título de propina", afirmou o procurador do MPF Deltan Dallagnol durante entrevista coletiva nesta tarde, em Curitiba.
Além de Dallagnol, participam da coletiva o procurador do MPF Roberson Henrique Pozzobon e o delegado da Polícia Federal Marcio Anselmo.
Vaccari nega acusações
Em nota, a defesa do tesoureiro do PT afirma que João Vaccari Neto não participou de qualquer esquema de corrupção. De acordo com o texto, "o sr. Vaccari não ocupava o cargo de tesoureiro do PT no período citado pelos procuradores, durante entrevista no dia de hoje, uma vez que ele assumiu essa posição apenas em fevereiro de 2010."
O texto também fala sobre a origem das doações partidárias feitas ao PT. "Ele não recebeu ou solicitou qualquer contribuição de origem ilícita destinada ao PT, pois as doações solicitadas pelo sr. Vaccari foram realizadas por meio de depósitos bancários, com toda a transparência e com a devida prestação de contas às autoridades competentes", diz a nota.
GNEWS_Duque (Foto: GloboNews)Duque voltou a ser preso nesta segunda-feira (16)
(Foto: GloboNews)
Segundo o MPF, as penas para os crimes apontados são: formação de quadrilha, um a três anos; corrupção, dois anos e oito meses a 21 anos e quatro meses; e lavagem de dinheiro, de quatro anos a 16 anos e oito meses. Combinados os crimes, porém, as penas podem ultrapassar 100 anos de prisão.

Duque se cala na CPI
O ex-diretor de Serviços da Petrobras foi até a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), no Congresso Nacional, que apura as denúncias de irregularidades na estatal. Ele se recusou a responder às perguntas dos deputados federais. Já em sua primeira manifestação na CPI o ex-dirigente advertiu aos parlamentares que, por orientação de seus advogados, ele iria exercer o direito constitucional de ficar em silêncio.
Outros presos
O empresário paulista Adir Assad também foi preso. De acordo com o procurador  Pozzobon, Assad aparece como um novo operador do esquema de propina, atuando junto às empresas prestadoras de serviço à Petrobras.
Assad é engenheiro civil e promove shows e eventos no Brasil. Ele trouxe a banda U2, a cantora Amy Winehouse e Beyonce para o país. Ele também era dono das empresas JMS Terraplanagem Ltda., S Terraplanagem Ltda. e Rock Star Merketing.
Adir também já foi alvo em outros escândalos e foi investigado pela CPI do bicheiro Carlos Cachoeira, no Congresso Nacional, como suposto intermediário de propinas envolvendo a empreiteira Delta com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit).
Também foi preso Lucélio Góes, filho de Mário Góes, apontado pela Polícia Federal como um dos operadores do esquema e que está detido desde fevereiro deste ano.
De acordo com Pozzobon, o pedido de prisão contra Adir Assad foi estruturado após a apreensão de notas fiscais na casa de Mário Góes.
10ª fase
A nova etapa foi batizada de "Que país é esse".
De acordo com os policiais, o nome faz referência a uma frase dita por Duque quando foi preso pela primeira vez, em novembro de 2014.
Ao despachar favorável ao mandado de prisão, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância, afirmou que o ex-diretor de Serviços da Petrobras "esvaziou" contas na Suíça e enviou € 20 milhões para contas secretas no principado de Mônaco. O dinheiro, que não havia sido declarado à Receita Federal, acabou bloqueado pelas autoridades do país europeu.

“Autoridades estrangeiras comprovaram que Duque recentemente movimentou seus recursos de contas na Suíça titularizados por ele para contas de outros países na Europa. Notadamente, o principado de Mônaco, ao qual recebeu ainda no segundo semestre de 2014 quantia que superava R$ 5 milhões”, disse o procurador.
Arte - Operação Lava Jato - 10ª fase (Foto: Arte/G1)

Reynaldo-BH: Chegou a conta do desastre

REYNALDO ROCHA
A leitura dos jornais e revistas deste domingo tem que ser acompanhado de um ansiolítico e um remédio para azia. Num dos grupos de que faço parte nas redes sociais, depois de ter postado uns dez tópicos sobre a tragédia mais que anunciada, recebi o seguinte post: “E aí, Reynaldo? Feliz?”

Não. Só estaria quem apostou no “quanto pior, melhor”, como fizeram os milicianos do PT, 24 horas por dia, enquanto estiveram na oposição. Além de não ter participado da montagem do desastre, tentei em vão desarmar a bomba que agora explode em nossos colos.
Sucessivas reportagens vêm mostrando que quem votou em Dilma hoje se sente enganado. Os casos exemplares são incontáveis. Na Bahia, o número de funcionários do Estaleiro Paraguaçu despencou de 7.000 para 576. Um empresário que acrescentou 100 apartamentos ao hotel de 30 quartos fechou o estabelecimento por falta de hóspedes. Outro que transformou a padaria em restaurante não chega a servir nem mesmo 10 refeições por dia. E tem a receber R$ 60.000,00 de empreiteiras que abandonaram a cidade.
Em dois meses, 36.000 trabalhadores da construção civil perderam o emprego. A indústria naval, festejada na campanha eleitoral de Dilma como “prova” da valorização da mão de obra nacional e do “Brasil que avança” demitiu 28.000 operários entre janeiro e fevereiro. A alta das contas de energia aumentou de 3% para 20% a imensidão de consumidores inadimplentes.
Se estou no mesmo barco, como poderia estar feliz? Cada dia traz uma nova agonia. E aumenta a sensação de que falhei. Melhor: falhamos. Desta vez, todos nos esforçamos. Mas não conseguimos demonstrar o que era óbvio.
O PT entendeu que ultrapassou a linha do ridículo e desistiu de culpar FHC. Mas continua procurando culpados para o desastre que provocou. Crise internacional? Qual? A que não para de elevar os níveis de emprego e renda dos Estados Unidos? A Irlanda, Portugal e até mesmo a Grécia deixaram a zona de risco. A China  vai crescer de 7% a 8%. O Brasil caminha para uma recessão de 1%.
Profissionais liberais, servidores públicos, empresários, operários — todos estão inquietos com o impacto da crise. Só se sentem confortáveis os mais de 30.000  comissionados, sem concurso, pendurados no gigantesco cabide de empregos federais. Não podem reclamar de nada. Sabem que recebem muito mais do que merecem.
A conselho do fabricante, o poste falou. Nenhum pedido de desculpas. Nenhuma admissão de erro. Nenhuma justificativa para as promessas descumpridas. E nenhum projeto para o país.
Os dois milhões de brasileiros demoraram para chegar às ruas. Mas ainda é tempo. Não estou feliz, mas nunca perderei a esperança.
Neste domingo, li no Globo a seguinte notícia:
Vendedor de doces no calçadão de Belford Roxo, Alberto da Silva, de 61 anos, ajudou a eleger Dilma, mas diz que seria “estúpido” não reconhecer que os preços aumentaram e que a presidente “errou na parte administrativa” e ao falar, durante a campanha, que não ia ter inflação:
— O país se desenvolveu nos últimos anos, mas era melhor Dilma ter sido sincera. Ela não podia prometer o que não ia cumprir. Do jeito que está, dá desânimo, o povo fica angustiado e já é difícil ver tanta desonestidade, tanto roubo… Se eu a encontrasse, falaria para assumir os erros e consertar as coisas.
O vendedor de doces Alberto da Silva não é um coxinha.

“Coxinhas de todo o mundo, uni-vos!” Ou: Depois da Guerra dos Mascates e da Revolta dos Alfaiates, o grito libertador da “Revolução dos Coxinhas”

Algumas revoltas se tornaram famosas no Brasil. Há, por exemplo, a Guerra dos Mascates, que opôs, em 1710 e 1711, senhores de engenho de Olinda e comerciantes portugueses de Recife, chamados, pelos adversários, de “mascates”. Houve a “Revolta dos Alfaiates”, ou Conjuração Baiana, de 1798, um movimento de caráter emancipatório e republicano, influenciado pela Revolução Francesa. O país assistiu, em 1835, até a uma revolta que misturava a luta contra a escravidão com questão religiosa: a Revolta dos Malês, em Salvador, liderada por escravos muçulmanos. Cito apenas três movimentos entre muitos ocorridos no Brasil colonial ou já independente. Em 2015, nem mascates, nem alfaiates, nem malês! Assistimos, nestes dias, à inédita “Revolução dos Coxinhas”.
Não há por que fugir do rótulo. Ao contrário: que seja este um traço a unir os manifestantes. “Eu sou co-xi-nha/ com mui-to or-gu-lho/ com mui-to a-mo-or.”
O coxinha trabalha? Viva o coxinha!
O coxinha estuda? Viva o coxinha!
O coxinha gera os impostos que viram caridade pública? Viva o coxinha!
O coxinha não gosta que lhe batam a carteira? Viva o coxinha!
O coxinha quer pagar menos imposto? Viva o coxinha!
O coxinha é contra a violência? Viva o coxinha!
O coxinha é contra a depredação de patrimônio público? Viva o coxinha!
O coxinha é contra o ataque à propriedade privada? Viva o coxinha!
Os coxinhas, ao longo da história, fizeram a riqueza das nações. Geraram os excedentes que permitiram à humanidade ir além do reino da necessidade. Já os utopistas deram à luz todas as ideias que matam muitos milhões — de direita ou de esquerda. E antes ainda que essa terminologia pudesse ser empregada.
Atenção, meus caros! A Revolução dos Coxinhas — uma revolução sem armas — é hoje majoritária porque expressa a vontade da esmagadora maioria dos brasileiros. Mas ela também é contramajoritária porque é alvo da fúria dos aparelhos ideológicos e de pensamento dominados pelas esquerdas.
Onde é que os manifestantes, os “coxinhas”, mais apanham hoje em dia? Na academia, especialmente nas universidades públicas, que concentram a suposta elite intelectual do país. Também é grande o rancor contra os manifestantes em setores importantes da imprensa. Hoje, até jornalistas se dedicam a uma espécie de “caça às bruxas da direita”, que estariam estimulando os protestos.
E, no entanto, pergunto: que grande ofensa à democracia está nas ruas? Grupelhos sem nenhuma importância, que defendem um governo militar, são vaiados pelos coxinhas em cena aberta. O que as esquerdas não suportam é que muitos milhares, milhões talvez, possam ocupar o espaço público e pedir democracia e moralidade vestindo as cores nacionais, sem portar as tradicionais bandeiras vermelhas das esquerdas, que democráticas nunca foram porque a esquerda, a esquerda de verdade, nunca quis democracia — a menos que alguém me exiba um texto teórico em que um esquerdista autêntico defenda o regime democrático.
É a direta que está na rua? Aqui já se disse: são as pessoas direitas, inclusive as de direita — e com todo o direito de sê-lo, a menos que alguém me cite um fundamento da Constituição e das leis que evidenciem que as ruas são um monopólio das esquerdas.
Os que trabalham cansaram de ser governados por aqueles que só pensam em distribuir o fruto do esforço alheio. Uma distribuição que não busca fazer justiça social, mas alimentar um aparelho partidário que tenta se impor na base do grito e da trapaça — inclusive a eleitoral.
Os coxinhas vão hoje às ruas contra a pregação de intelectuais, contra a pregação dos aparelhos universitários, contra a pregação esquerdista de boa parte da imprensa — que o petismo ainda tem o topete de chamar de “golpista” para justificar o financiamento da pistolagem dos blogs sujos, confessado por um documento da Secom.
Esses tais coxinhas, em suma, formam hoje a maioria do povo brasileiro, mas são tratados como seres desprezíveis, crias do reacionarismo, ignorantes rematados que estariam preocupados apenas em proteger seus privilégios — como se a defesa do mérito e do esforço significasse uma agressão aos direitos humanos.
O dia 12 de abril vem por aí. Outro domingo! É que os coxinhas trabalham e estudam nos demais dias da semana. Não recebem pensão de partido. Não estão no comando de nenhuma ONG ligada à legenda. Não ocupam cargo público por indicação política. Não compõem a diretoria de aparelhos sindicais. Não vivem do leite de pata que alimenta os ditos movimentos sociais.
Dilma pode dar um murro na mesa e ordenar que os petistas façam seus milicianos enfiar a viola no saco, deixando a democracia correr livre, leve e solta, sem hostilidades desnecessárias. Ou pode deixar que os companheiros, mais uma vez, tenham a ideia asnal de promover seu “antiato” antes do ato. Nesse caso, quem sabe estimulem a reunião não de dois milhões de coxinhas, mas de quatro milhões…
O petista André Singer vê na rua a “nova direita” e diz tratar-se de uma “reação” ao lulismo. Entendo: ele não consegue pensar fora da camisa de força da dialética, a dama de honra de todo esquerdista errado. Singer ainda não aprendeu que, para que assim fosse, os que agora se manifestam precisariam ter construído uma “contrautopia” para se opor à do petismo. Ocorre que pessoas saudavelmente conservadoras — e os coxinhas são saudavelmente conservadores — não têm utopia nenhuma que não seja um governo eficiente, honesto e que não encha o seu saco.
O diabo é que o governo do PT não é eficiente, não é honesto e enche o saco! No mundo lulocêntrico de Singer, Lula cria até a sua própria contradição. Que coisa triste!
Não sei quantas pessoas haverá nas ruas no dia 12. Não fiz previsões antes e não farei agora. Uma coisa eu sei: os coxinhas vieram para ficar. Contra a vontade da academia. Contra a vontade da imprensa esquerdizada. Contra a vontade dos que achavam que o assalto ao estado brasileiro coincidia com o fim da história e que nada mais de novo iria acontecer.
Vai acontecer. Já está acontecendo! Pra cima com a viga, coxinhas!
Texto publicado originalmente às 4h43
Por Reinaldo Azevedo - REV VEJA

domingo, 22 de março de 2015

It's time of panelaço - GUILHERME FIUZA

REVISTA ÉPOCA

As manifestações de 15 de março não tiveram a menor importância. Como todo mundo sabe, manifestação que vale é aquela à qual o pessoal vai de vermelho em troca de sanduíche de mortadela. As multidões que tomaram o país de verde-amarelo, sem bandeiras partidárias ou sindicais, não contam. O mais chocante de tudo, porém, é o que está acontecendo com Dilma Rousseff: o procurador-geral da República e o ministro relator do petrolão no STF declararam que ela é inocente por antecipação. E o Brasil acreditou! Nesse ritmo, a próxima manifestação terá milhões de pessoas nas ruas pedindo a renúncia de Fernando Henrique.
Claro que a declaração de inocência absoluta de Dilma, a ponto de não poder sequer ser investigada, é uma piada. Por enquanto, para inglês rir. O que fez John Oliver, no seu programa na HBO, ao comentar que Dilma presidiu o Conselho de Administração da Petrobras enquanto o escândalo devorava a estatal, e foi isenta de suspeitas? Caiu na gargalhada. E terminou o programa batendo panela em sua bancada, explicando que no Brasil "it"s time of panelaço" ("é hora de panelaço").
Será que John Oliver já sabe do Vaccari? Alguém precisa contar a ele que a Operação Lava Jato denunciou o tesoureiro do PT por cavar propinas do petrolão para abastecer a campanha de Dilma Rousseff, a base de Dilma Rousseff, o governo de Dilma Rousseff. Como não é brasileiro, Oliver vai se escangalhar de rir. O mais divertido (para ele) seria entrevistar o procurador-geral, Rodrigo Janot, e o ministro do Supremo Teori Zavascki. A dupla sustenta (e o Brasil acredita) que não há fatos que ensejem uma investigação sobre Dilma. Sugestão a John Oliver para a hipotética entrevista com os justiceiros do Brasil: comece perguntando "Who is Renato Duque?"
Deixem uma UTI móvel na porta dos estúdios da HBO, porque o apresentador pode ter um piripaque de tanto rir. Vai ser demais para ele saber que Duque, preso como pivô do escândalo do petrolão, era homem do partido de Dilma na direção da Petrobras. Que era preposto de um companheiro de Dilma julgado e condenado por outro mega escândalo gestado no governo do PT - companheiro este que, mesmo atrás das grades, jamais foi censurado publicamente por Dilma, a inocente. Parem a gravação para abanar Oliver, porque ele já está com falta de ar.
Muito cuidado com a saúde do apresentador inglês, porque é hora de perguntar a Mr. Zavascki como ele se sente tendo mandado soltar Renato Duque e sabendo agora que o acusado aproveitou sua liberdade embolsando novas propinas. Oliver está rolando no chão.
Não detalhem ao apresentador da HBO o escândalo da compra da refinaria de Pasadena, em operação presidida pela inocência de Dilma Rousseff no Conselho da Petrobras. E, por favor, não digam a ele que esse delito e o do financiamento sujo da campanha dela em 2010 estão sendo engavetados pelos justiceiros "porque Dilma não estava no exercício da Presidência". Oliver não encontraria fôlego para perguntar, entre gargalhadas histéricas, se um presidente que cometeu um homicídio antes de se eleger também seria poupado de investigações por estar "no exercício da Presidência".
Dilma Rousseff é a representante máxima de um projeto político podre, que engendrou os dois mais obscenos escândalos de corrupção da história da República, e não pode ser investigada porque... Por que mesmo? Porque o Brasil acredita em qualquer bobagem que lhe seja dita de forma categórica em juridiquês castiço.
Também não contem, por favor, a John Oliver que depois de 2 milhões de pessoas saírem às ruas gritando "fora, Dilma!", a presidente deu uma entrevista emocionada com a liberdade de manifestação no país que ela ajudou a conquistar. Como se diz "cara de pau" em inglês, perguntaria o apresentador, atônito. Ora, Mr. Oliver, faça essa pergunta ao carniceiro Nicolás Maduro, amigo de fé e irmão camarada da heroína da liberdade.
Assim é o Brasil de hoje. Dilma não pode ser investigada, e a casta intelectual que a apoia espalha que a multidão de verde-amarelo contra a corrupção usava camisas da CBF... Só faltou denunciar os que foram protestar contra o petrolão pegando ônibus com diesel da Petrobras...
Como se vê, a covardia não tem limite. Vejamos se a paciência tem.  - 22-03-2014


sexta-feira, 20 de março de 2015

A tucanada resolveu sair do armário.

Em meio a tantas notícias boas para a oposição, o que faz o tal de maior partido de oposição ao governo canalha do PT?
Sai do armário. Se assume.
Marconi Perillo, aquele que chamou LuLla de safado, só faltou chamar a Anta Presidencial para uma noite calorosa em algum motel de Goiás. Justo ele, que o PT da Anta, na CPI do Cachoeira, queria levar para a lama.
O Xuxu dá uma de doidão e declara apoio à candidatura da Martaxa pelo PSB, jogando candidatos tucanos no lixo.
O Coisa Ruim, junto com FHC, cacarejam um apoio "republicano" para tirar a Anta da lama em que se encontra.
Só falta agora Serra ser convidado para Ministro da Educação e aceitar.
Quando eu digo que estes bicudos safados desejam ser um PT com punhos de renda, sempre vem algum maluco para me sentar a borduna.

Uma realidade que vivi.

Hoje o JN pintou um quadro onde o rascunho da obra faz tempo que é feito aqui.
Disse que tive que fechar minha empresa, após mais de 10 anos de existência. Os motivos:
1) Juros altos;
2) Descontos de títulos cada vez mais caros e difíceis;
3) Alta inadimplência;
4) Custos fixos com aumentos superlativos (ex. a conta de energia de duas pequenas salas que eu mantinha, sair de R$ 250,00, em média, para R$ 490,00).
5) Crédito caro + juros escorchantes
6) Queda assustadora do consumo.
Na reportagem do JN fica-se sabendo que 130.000 vagas no comércio foram fechadas neste mês de fevereiro. Outras 26 mil na construção civil. Na Indústria, o quadro não é diferente. Se não há consumo, obviamente não há produção. E a coisa vai virando uma espécie de gato que corre atrás do rabo.
E assim, empresas vão sendo fechadas, destruindo anos de trabalho dedicado.
Tudo isso graças ao governo de uma quadrilha, um bando de assaltantes de grana, comandados por um salafrário sem escrúpulos que vive de enganar os mais pobres deste país.

Não reclama, Pinguça!

O que o Cafajeste do Palanque anda falando da Anta nos bastidores e atrás de portas fechadas chega a ser impublicável.
Não reclama, canalha.
A escolha foi sua.
É bom que o fracasso desta Anta lhe arrombe o fuleco, até por que, eLLa está arrebentando com o de todos os brasileiros.

Esse Dudu Cunha não brinca

Dudu Cunha demitiu Cid Gomes. Deu um dá ou desce na PresidAnta Palaciana.
Mas na surdina, com a demissão de Cid, Dudu Cunha obteve outra espetacular vitória. Matou dois coelhos com uma só canetada.
Cid e Kassab estavam organizando uma frente partidária para fazer frente ao PMDB de Cunha. Um novo partido até estava sendo parido para abrigar os descontentes. Esse barco afundou, junto com o pé na bunda que Cid levou.
Esse Dudu é do "pirú"!!!!!!!!
DO GENTEDECENTE

Dilma chama um movimento que pratica crimes de “democrático” e trata como criminosos os que saem às ruas para cobrar decência

A presidente Dilma Rousseff foi nesta sexta a um assentamento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), em Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, para participar da abertura da colheita de arroz ecológico. E ouviu uma aulinha de política do professor João Pedro Stédile.
O professor João Pedro Stédile é aquele que prometeu pôr seu “exército” a serviço da preservação do mandato de Dilma. O professor João Pedro Stédile é aquele que, há poucos dias, saudou um ato de terrorismo praticado por seus soldados mulheres, que invadiram um laboratório de pesquisas e destruíram mudas de eucalipto transgênico. O professor João Pedro Stédile é aquele que promove, com alguma frequência, bloqueio de estradas e que lidera, do gabinete, a indústria de invasão de propriedades rurais.
Se alguém ainda não entendeu, escrevo de outro modo, por meio de indagações. Se Dilma pode ir a um evento de um grupo cujos membros cometem crimes em penca — e o fazem de modo que não possam ser responsabilizados por isso —, com que outras forças criminosas também poderia se encontrar para demonstrar que gosta do diálogo? Se trabalhadores ditos “sem terra” têm licença para depredar laboratórios, que tipo de crimes seriam tolerados de trabalhadores com terra, presidente?
É, senhoras e senhores! Dilma não foi ao evento apenas para prestigiar o MST. Teve de ouvir um pito de Stédile, que cobrou humildade dos ministros. Mais do que isso: reivindicou que Joaquim Levy vá discutir as medidas fiscais com o MST. Acusou ainda o ajuste em curso de prejudicar programas sociais. Falou por 19 minutos. Dilma discursou por 33. Defendeu as medidas na área econômica, afirmou que não pode governar com os olhos de um “movimento social” e negou que os mais pobres estejam sendo prejudicados. A presidente, em suma, se justificava diante de Sua Excelência João Pedro Stédile.
Retrato, até aqui, como diria a poeta Cecília Meireles, “o patético momento” de Dilma. A coisa iria piorar muito, caminhando para o grotesco. Em entrevista depois da solenidade, afirmou a presidente:
“Acho absolutamente democrática a crítica dele. Agora, entre a crítica ser democrática e a gente aceitar a crítica, tem uma pequena distância”.
A presidente já tinha percorrido uma boa parte da trilha do erro. Poderia ter parado por aí. Mas, quando se é Dilma, sempre se dá mais um passo depois de chegar ao limite. Resolveu atacar a oposição, aqueles que seriam partidários do “quanto pior, melhor”. Mandou bala: “Tem gente no Brasil que aposta no quanto pior, melhor. São os chamados pescadores de águas turvas. O que querem não me interessa. O fato é que apostam contra o Brasil. Você não pode apostar contra o seu país”.
Dilma tem, agora, a obrigação de dizer quem aposta no quanto pior, melhor. Dilma tem agora a obrigação de dizer quem aposta contra o Brasil. Dilma tem agora a obrigação de dizer quem é o pescador de águas turvas.
Eu vou dizer por que o governo está perdido. Se a presidente tivesse ido à Avenida Paulista no domingo — ou a qualquer outra das mais de 200 cidades onde houve protesto —, não teria conseguido discursar. Nesta sexta, no assentamento do MST, ela foi aplaudida. Nas ruas, estavam pessoas comuns, que trabalham, que arrecadam impostos, que não praticam crimes, que não recorrem à violência. No assentamento do MST, os invasores contumazes de propriedade alheia e defensores de atos terroristas contra laboratórios de pesquisa. Não obstante, Dilma associa os que protestam ao “quanto pior, melhor” e deixa claro que não se interessa por aquilo que querem. Mas chama Stédile e sua turma de democratas.
Em larga medida, e ainda voltarei a este ponto em outros textos, Dilma lembra certo presidente chamado João Goulart: é fraca, atrapalhada, mal cercada e permite que o baguncismo se infiltre no governo. Felizmente, é outro o espírito do tempo, sem a crispação ideológica daqueles dias. E outra também é a consciência das Forças Armadas. Não querem ser governo e, por determinação constitucional, são garantidoras últimas da legalidade e na normalidade constitucional. Mais: ainda que os companheiros tenham tentado, não conseguiram quebrar as pernas das instituições.
O Brasil seguirá na trilha democrática, qualquer que seja o desfecho da gestão Dilma. Não porque eles queiram. Mas porque nós queremos.
Por Reinaldo Azevedo - Rev Veja

MPF vai pedir punição de partidos corruptos. E o Brasil honesto vai comemorar se o PT for extinto.

O procurador da República Deltan Dallagnol.
Aliás, ser tivéssemos um TSE vigilante, o Partido Totalitário já teria sido extinto, dada sua extensa ficha criminal. Mas, cá pra nós, o TSE é como jabuticaba: é coisa brasileira:
O procurador da República Deltan Dallagnol afirmou nesta sexta-feira que a força-tarefa da Lava-Jato deverá pedir a punição de partidos envolvidos com a corrupção em contratos de empreiteiras com a Petrobras. O procurador não informou quais seriam as punições. Até o momento, os pedidos de punição estavam restritos a políticos e dirigentes partidários.
O pacote de combate à corrupção apresentado hoje pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, prevê o aumento da pena máxima para o crime de 12 para 25 anos de prisão. Também está prevista uma gradação das penas de acordo com o valor do dinheiro público desviado. O Ministério Público defende que haja multa, suspensão e até cassação do registro de funcionamento de partido político envolvido com corrupção. Tudo a depender da gravidade dos desvios.
Entre as sugestões estão ainda a criminalização do caixa dois, reforma do sistema de prescrição das penas e medidas para a recuperação de lucro obtido com práticas criminosas. As propostas já vinham sendo elaboradas por procuradores bem antes das manifestações do último domingo, quando milhares de pessoas saíram as ruas para pedir rigor contra a corrupção. São medidas com potencial de impacto maior até que o pacote anticorrupção lançado na quarta-feira pela presidente Dilma Rousseff. (O Globo). - DO ORLANDOTAMBOSI

PT tem queda recorde de simpatizantes


Apenas 9% dos eleitores declara preferência pela legenda.

Kindle
Segundo o Blog Estadão, a imagem desgastada do PT devido aos escândalos de corrupção fez com que a taxa de preferência do partido entre os eletores tenha caído para o menor nível desde 1989: apenas 9% das pessoas declararam a preferência pela legenda. Em março de 2013, a preferência era de 30%.
Entre os jovens, pela primeira vez na série história, o PSDB tem o mesmo número de simpatizantes que o PT.

"CONCLAVE DE WASHINGTON PARA A DEMOCRACIA" DENUNCIARÁ NESTE SÁBADO O AVANÇO COMUNISTA NA AMÉRICA LATINA E FRAUDE ELEITORAL NA ÚLTIMA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL NO BRASIL

Neste sábado, 21 de Março, acontecerá em Washington, DC, um evento muito especial no The Nation Press Club, o tradicional Clube Nacional de Imprensa dos Estados Unidos, denominado 'Conclave de Washington para a Democracia". É especial porque se destina a denunciar à imprensa internacional o avanço comunista bolivariano no Brasil e em toda a América Latina. O destaque será a denúncia de fraude eleitoral na eleição presidencial do ano passado em que foi reeleita Dilma Rousseff, agora encalacrada pelo petrolão, a corrupção e a roubalheira descoberta na Petrobras. Ao mesmo tempo, a organização do evento denunciará a Smartmatic, empresa venezuelana que fornece e opera máquinas eletrônicas de votação e que foi contratada pelo Tribunal Superior Eleitoral no Brasil.
Esse evento em Washington é aberto aos jornalistas americanos e correspondentes estrangeiros baseados na capital americana e também aos ativistas políticos que lutam contra o avanço do denominado 'comunismo bolivariano', em todos os países latino-americanos.

O organizador desse Conclave é Dalmo Accorsini, um brasileiro que vive na Flórida, Estados Unidos há pelo menos 20 anos, onde se dedica a atividades empresarias e cinematografia. No dia 21 de fevereiro passado, Accorsini realizou o mesmo Conclave em Lisboa, conforme o vídeo acima, quando concedeu entrevista ao jornalista Santos Neto na capital portuguesa, conforme noticiei também aqui no blog.
Toda a organização do Conclave de Washington, como o de Lisboa, foi realizada por meio das redes sociais, como destaque para o Faceboook, Twitter e FundRazr que é um site americano que viabiliza a obtenção de donativos para custear campanhas e eventos culturais, sociais e políticos. Foi através dessa ferramenta que até esta madrugada Dalmo Accorsini já havia conseguido mais de 12 mil dólares em doações que continuam abertas. Esses recursos, segundo Accorsini, destinam-se a custear as taxas cobradas pelo Clube Nacional de Imprensa, bem como viabilizar passagens de alguns convidados e despesas correlatas.
O Conclave de Washington é, portanto, um evento pioneiro voltado a denunciar aos Estados Unidos e ao mundo, a nefasta ação do Foro de São Paulo em todo o continente sul americano. Esse Foro foi fundado por Lula e Fidel Castro em 1990 na capital paulista com a finalidade de reunir todos os partidos esquerdistas da América Latina, incluindo também os grupos terroristas como as FARC da Colômbia e outros aparelhos de agitação comunista. O objetivo do Foro de São Paulo é transformar todos os países latino-americanos em Repúblicas Socialistas. Desde 1990 o Foro de São Paulo reúne-se em congressos e eventos análogos. O penúltino congresso foi no Brasil e o último na Bolívia, um dos países já sob domínio total do comunismo bolivariano. A Venezuela é outra Nação que caiu nas garras os sequazes de Fidel Castro e de seu irmão Raúl.
Desde de sua criação o Foro de São Paulo é dirigido pelo PT e Lula o seu comandante, principalmente depois que Fidel Castro sucumbiu a uma misteriosa doença que o transformou num zumbi.
Em uma de suas últimas postagens no Facebook, antes de embarcar para Washington,  Dalmo Accorsini diz o seguinte:
"Bom dia a todos! Estou nos preparativo finais e já saindo esta tarde para Washington! Neste momento Gilson Da Silva Paula, também esta a caminho de Washington e muitas outras pessoas, dedicados patriotas que estão lutando para reverter esse quadro e mudar o Brasil! No Sábado apresentaremos PROVAS contra a SMARTMATIC, provas reais não imaginarias ou circunstanciais! Podemos provar sem sombra de duvida que existem méritos para que a passada eleição seja ANULADA! Precisamos do seu apoio mais que nunca! Doem ao Máximo por favor!"
EXPECTATIVA
Segundo Dalmo, diversas autoridades e ativistas políticos já chegaram a Washington para o Conclave, dentre eles o diplomata panamenho Willy Cochez, bem como o general Peñalosa, ex-Comandante das Forças Armadas da Venezuela que vive exilado em Miami.
Estão previstas as presenças de outras autoridades e lideranças latino-americanas. Foram convidados o ex-Primeiro Ministro da Espanha Jose Maria Aznar, Ex-Presidente colombiano Alvaro Uribe, Ex-Presidente do Mexico Vicente Fox, Ex-Governador da Florida Jeb Bush, Senador Marco Rubio entre outras lideranças políticas de peso internacional.
O Conclave de Washington já vem ganhando destaque na mídia americana, tendo sido citado, por exemplo, pelo prestigioso site Accuracy in Media, dentre outros.
IN ENGLISH: 
  • On Saturday, March 21, at 1:00 p.m., the Washington Conclave for Democracy will be held at the National Press Club in Washington, D.C. to discuss freedom, democracy and free elections in Latin America. “The conference is aimed to expose fraud and deception in electoral processes in Latin America,” says organizer Dalmo Accorsini. The event is open to the press and the public and will feature several speakers with knowledge of the communist advance in the Western hemisphere, including in the U.S.
  • DO ALUIZIOAMORIM