sábado, 23 de agosto de 2014

Reynaldo-BH: Para fingir que não é política, a Protetora das Saúvas persegue o poder com a fantasia de retirante de butique

REYNALDO ROCHA
Um dia o prefeito da maior capital do país se definiu como alguém que não era de centro, nem de direita e nem de esquerda. Entendi que ele era de baixo.
Agora temos uma política profissional – sempre viveu disso – repetindo o discurso de Collor: cuidado com os políticos (os outros). O perigo maior é ela própria.
Messiânica, com ar de retirante de butique, seringueira de Brasília e acusadora de todos os que ousam discordar do que diz, Marina Silva faz lembrar o que de pior temos nestas terras tupiniquins: o antigo PT, dono de ética e das verdades. Deu no que sabemos. Difícil escolher entre o descaramento explícito e a desfaçatez silenciosa.

Uma escolha entre Dilma e Marina não é sequer um plebiscito. É uma roleta russa. Envolta em panos (caros) e echarpes (mais ainda), Marina se porta frente aos marineiros como guru a ser idolatrado. Concorda com tudo e não assume nada. Diz platitudes que, se não têm consistência, ao menos entendemos. Entendemos?
Como uma madre Teresa do Acre, cultiva a figura que tenta ser uma Quixote de saias. Mesmo sendo um Sancho Pança famélico.
Não é contra nada. Mas sempre longe de ser a favor de algo, pois para ser a favor é preciso ter ideias.
Dizer-se sucessora de dois ex-presidentes é o cúmulo da prepotência. Quer ser a continuidade e oposição ao mesmo tempo. Quer ser herdeira sem ter sido aliada de um deles. Pelo outro foi usada e usou a imagem de pobres e nordestinos. Uma falta de vergonha e compostura que envergonha qualquer povo da floresta, da cidade ou do butequim.
Quem em sã consciência é contra a luz elétrica? Ter como programa o apoio à luz elétrica é tão assustador quanto pretender ser presidente e contar com quadros (que a Rede de Embalar Idiotas não tem) de outros partidos. Um ministério com Aloysio Nunes e José Dirceu? Com Álvaro Dias e Ideli? Todos irmanados em mantras matinais quando a salvadora e casta presidente adentrar qualquer ambiente?
Marina Silva é um engodo. A Rede sabe disso. Eduardo Campos também sabia. O que ela tem de valioso são os votos de quem, sem entender o que diz, prefere uma frase com pé e sem cabeça a frases sem uma coisa nem outra, como as despejadas por Dilma. É pouco. Muito pouco.
Tancredo morreu e herdamos Sarney. Eduardo deixou essa coisa amorfa e arrogante que se julga a nova dona do Brasil
Triste destino nos tem dado a Velha Senhora. Joga com a vida e morte escolhendo o absurdo para além da morte em si.
Marina escolheu o PSB por falta absoluta de opção. Continua apoiando petistas do Acre e do Rio de Janeiro. Continua sem saber que economia é ciência matemática e não slogan de sonháticos e pesadeláticos.
Continua a criar uma seita, que neste início é ainda mais sectária que o PT.
Acha que em se plantando tudo dá, mesmo que seja no quintal das casas dos protegidos pela falta de estrutura. Não enxerga o agronegócio. Assim como o idiotizado Suplicy (isso explica a amizade que os une) é monotemática. Alguém se lembra de UMA ÚNICA palavra de Marina sobre a saúde e os médicos cubanos? Ou a agressão a Yoani Sanches? Política fiscal? Inflação? Política de desenvolvimento da indústria? Agências reguladoras? Sobre os 39 ministérios e Ali Lula Babá? Sobre a amante Rosemary? Sabe-se o que ela pensa sobre política externa? Infraestrutura? Exportações? Política de emprego e renda?
São detalhes para os marineiros. Na visão tacanha desse grupo, que lembra antigos bandos de hippies em Arembepe, mais importantes são os povos da floresta, a plantação de mandioca e a sustentabilidade que NUNCA foi explicada com clareza.
Marina é insustentável. Insuportável. Despreparada. Fruto de um destino cruel com Eduardo Campos. Dona da verdade. Aproveitadora de partidos e lutas que não são dela.
Marina é – esta sim – um Collor repaginado.
O Caçador de Marajás saiu do Planalto a pontapés do Planalto (aliás, onde estava Marina naquela época?). Quem está tentando entrar é a Protetora das Saúvas, uma praga que agora age em rede.
DO A.NUNES

Aécio Neves - Bem-vindo povo brasileiro


Pesquisa da XP: mercado aposta que bolsa cairá 23% se Dilma vencer

A XP Investimentos, uma das maiores corretoras de valores independentes do país, fez uma pesquisa com os seus clientes para testar a expectativa da bolsa sobre a eleição presidencial. O resultado dá a dimensão do mau humor do mercado com a presidente Dilma Rousseff, do PT. Para 89% dos entrevistados, se Dilma for reeleita, o índice Bovespa ficará no patamar dos 45 mil pontos. Comparado ao Ibovespa de ontem, que fechou em 59 mil pontos, a bolsa brasileira cairia 23% com a reeleição de Dilma. Outros 10% acreditam que o índice vai estagnar e só 1% acredita na alta da bolsa. A expectativa do mercado melhora no cenário em que a ex-senadora Marina Silva, do PSB, aparece como a eleita. Nesse caso, os clientes da XP Investimentos apostam que o índice Bovespa ficaria na média dos 59 mil pontos – isso significa que a vitória de Marina vai manter o desempenho atual da bolsa brasileira. O otimismo do mercado está diretamente vinculado à possibilidade de eleição do senador mineiro Aécio Neves, do PSDB. Com o tucano no Planalto, 90% dos investidores ouvidos dizem que a bolsa vai disparar e chegar ao patamar dos 65 mil pontos. Para essa esmagadora maioria dos entrevistados, a eleição de Aécio causaria um aumento de 10% no índice Bovespa. Outros 9% acreditam que a situação vai estacionar e só 1% indica que a bolsa brasileira vai cair. A XP Investimentos ouviu 113 investidores institucionais nesta semana. A pesquisa ficou pronta ontem.
DO 
MARCELO SPERANDIO-REV ÉPOCA
22/08/2014 16h21 - Atualizado em 22/08/2014 16h44

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Laranja de diretor da Petrobras recebeu R$17 milhões de 16 fornecedoras da estatal

Provas obtidas por ÉPOCA revelam uma longa – e inédita – lista de empresas suspeitas de pagar propina a Paulo Roberto Costa: empreiteiras, empresa de lixo, empresa de tecnologia, empresa de equipamentos e distribuidoras de combustível

DIEGO ESCOSTEGUY, COM MARCELO ROCHA, MURILO RAMOS E LEANDRO LOYOLA DA REVISTA ÉPOCA

DELTA E PETROBRAS Paulo Roberto Costa em 2008, quando era diretor da Petrobras.  Ele pode ser  a ponte entre dois esquemas (Foto: Eduardo Naddar/AGIF/Folhapress)
As provas da nova fase da operação Lava-Jato, deflagrada nesta sexta-feira (22) pela Polícia Federal e por uma força-tarefa do Ministério Público Federal, são devastadoras para o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e para as empreiteiras acusadas de pagar propina a ele. ÉPOCA obteve acesso exclusivo à íntegra dos documentos (confira trechos abaixo do material produzido pelo MPF). São relatórios da Receita Federal e do MPF. Neles, os investigadores devassam o sigilo fiscal das empresas de Paulo Roberto, de seus familiares e de laranjas associados a eles. Dos documentos, desfia-se uma teia de 18 empresas de “consultoria”, todas ligadas a Paulo Roberto. Elas receberam R$ 17,3 milhões de 13 empreiteiras – quatro delas ainda não haviam aparecido como suspeitas de integrar o esquema. Não são somente empreiteiras. Agora, surgem também entre as suspeitas uma empresa de lixo, outra de tecnologia e uma terceira de equipamentos, além de distribuidoras de combustível. Todas essas empresas ganharam contratos com a Petrobras até 2012, quando Paulo Roberto ainda era diretor da estatal.
Até agora, sabia-se que Paulo Roberto recebera R$ 7,5 milhões de quase duas dezenas de empreiteiras – além de guardar, ao menos, US$ 23 milhões em contas secretas na Suíça. Havia, ainda, as demais contas dele em paraísos fiscais e o dinheiro repassado pelo doleiro Alberto Youssef. Agora, o esquema parece não ter fim. Quanto mais a investigação avança, mais camadas aparecem – empresas de fachada, empreiteiras, laranjas e dinheiro sujo. Para obter ainda mais provas sobre o esquema de Paulo Roberto, os procuradores da força-tarefa pediram à Justiça Federal a busca por documentos em endereços ligados a ele. A PF cumpriu os mandados de busca e apreensão desta sexta-feira (22), no Rio de Janeiro. Vasculharam-se casas e escritórios das filhas e dos genros de Paulo Roberto. Os policiais também apreenderam documentos com o homem considerado o principal laranja dele: Marcelo Barboza Daniel. A operação de hoje tinha um objetivo secundário: fazer Paulo Roberto falar. Deu certo. Ele avisou que pretende contar o que sabe. Uma possível delação premiada deverá demorar, porém. As autoridades precisam se convencer de que Paulo Roberto entregará mesmo tudo o que sabe. E a Justiça terá de homologar o acordo.
Os procuradores da força-tarefa são contundentes.  “Há fortes indícios de que Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef atuaram em conjunto para beneficiar empresas, incluindo empreiteiras, em prejuízo da Petrobras, recebendo propina para tanto. A propina não era recebida diretamente, mas mediante empresas interpostas”, escrevem eles. “Identificaram-se outras empresas e pessoa física, contras as quais há indícios de que participaram do esquema de desvio e lavagem de bens oriundos da Petrobras e de outros bens públicos.”
Ministério Público Federal - Força Tarefa (Foto: reprodução)

A pessoa física chama-se Marcelo Barboza. Amigo e, segundo o MPF, laranja de Paulo Roberto, Barboza é sócio de três empresas de consultoria que receberam dinheiro das empreiteiras. Numa delas, divide o comando com Humberto Mesquita, um dos genros de Paulo Roberto. Mesquita ajudava na contabilidade e na distribuição do dinheiro recebido das fornecedoras da Petrobras. Barboza era aliado de Mesquita. Suas empresas representam um novo núcleo de investigação das ramificações financeiras do esquema de Paulo Roberto na Petrobras.
Entre 2010 e 2013, Barboza obteve “espantoso crescimento patrimonial”, dizem os procuradores. Em 2012, após receber milhões das empreiteiras, "doou" R$ 1 milhão a Mesquita. Também "emprestou" R$ 1,9 milhão a Paulo Roberto, segundo a investigação. Uma análise dos auditores da Receita deixa evidente o caminho do dinheiro. Ele saía das empreiteiras que fechavam contrato com a Petrobras, era repassado às empresas de consultoria de Barboza e, em seguida, encaminhado a Paulo Roberto. É o mesmo expediente usado nos demais núcleos da organização criminosa. Um deles era controlado pelo doleiro Youssef; o outro, por familiares de Paulo Roberto. “Suspeita-se que tais supostos negócios jurídicos de ‘empréstimo’ e ‘doação’, de todo não usuais, serviram na verdade para justificar a transferência de valores recebidos pelas pessoas jurídicas de Marcelo Barboza Daniel de construtoras e empresas do setor petroquímico, valores que consistiriam no pagamento de propina para Paulo Roberto Costa na facilitação ou condição para a realização de contratos com a Petrobras.”
As quatro empreiteiras que ainda não haviam sido envolvidas no esquema são a Tomé Engenharia, a Barbosa Mello, a Construtami e o Consórcio Confidere-Racional. O dinheiro era pago às empresas de Barboza. Uma delas, a BAS Consultoria, teve como única fonte de renda, em 2011 e 2012, os pagamentos da empreiteira Alusa. Foram R$ 5,7 milhões. Em 2013, quando Paulo Roberto já não estava mais no cargo, a empresa de Barboza nada recebeu. A Alusa, ao lado de empresas parceiras, vencera duas licitações grandiosas na área de Paulo Roberto. Uma, de R$ 671,7 milhões, na refinaria de Abreu e Lima, em 2010. Outra, no valor de R$ 235 milhões, na refinaria Comperj, em 2011. Auditores da Petrobras encontraram irregularidades no contrato da Alusa na Abreu e Lima. Procurada, a Alusa não se manifestou.
A lista de empresas e valores ocupa numerosas páginas dos relatórios. A Pragmática Consultoria, de Mesquita e Barboza, teve como fonte de renda contratos com a Petrobras (conforme revelou ÉPOCA) e a construtora Estre Ambiental.  A Pragmática recebeu R$ 3 milhões da Estre. A Estre, é claro, também tem contratos com a Petrobras. Outra empresa de Barboza, a MR Pragmática, recebeu dinheiro da Cavo, da Estre Ambiental e da Alusa. A Cavo é uma empresa de lixo. Tinha contrato com a Petrobras, para tratar resíduos. Pagou R$ 331 mil à MR Pragmática, em 2011. A Verssales, mais um dos canais de pagamento de Barboza, recebeu dinheiro da Tomé Engenharia, da Construtami e da Barbosa Mello. A empresa de tecnologia B2BR, que tem um grande contrato com a Petrobras, também pagou. Assim como a Ipeoleo, uma distribuidora de combustível.
>> As revelações do arquivo secreto de Paulo Roberto Costa
A B & X Consultoria, empresa de Barboza com Arianna Bachmann, uma das filhas de Paulo Roberto, recebeu R$ 243 mil da Confidere, empreiteira que ajudou a construir a nova sede da BR Distribuidora. Arianna, por meio da empresa Bachmann Representações, recebeu, entre 2010 e 2012, R$ 204 mil do Estaleiro Atlântico Sul, um consórcio entre Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. A Bachmann Representações não tem nenhum empregado.  “Parece extraordinário, realmente, que as principais fontes pagadoras de empresas vinculadas a parentes de Paulo Roberto sejam fornecedores da Petrobras, recebendo desta polposos (sic) pagamentos”, dizem os procuradores. Assim como o laranja Barboza, o genro Mesquita teve um “vertiginoso acréscimo patrimonial” quando Paulo Roberto comandava a Diretoria de Abastecimento da Petrobras.
>> Os lucrativos negócios da filha do ex-diretor da Petrobras
O Consórcio Confidere-Racional não respondeu às perguntas enviadas por ÉPOCA sobre os pagamentos feitos à B & X Consultoria. Enviou apenas uma nota, em que afirma: “O consórcio informa que não recebeu e não tem qualquer informação oficial a respeito do caso. Reitera, no entanto, que sempre atuou de acordo com a lei e dentro das melhores práticas de transparência e governança”.  O grupo Estre Ambiental afirma, por meio de nota, que suas empresas contrataram a consultoria Pragmática em 2010 e 2011 para fazer o “redesenho de processos, integração de sistemas de gestão e automatização de balanças com objetivo de aprimorar o controle de recebimento de resíduos sólidos em seus aterros sanitários”. Procuradas, as empresas Tomé Engenharia e a Construtora Barbosa Mello não se manifestaram. O Estaleiro Atlântico Sul não respondeu às ligações. As demais empresas não foram localizadas.

LUIZA ERUNDINA AFIRMA QUE MARINA SILVA DESORGANIZA E DESEDUCA A SOCIEDADE



Luiza Erundina, como todos os socialistas, comunistas, esquerdistas de um modo geral, vira a casaca de uma hora para outra. Neste vídeo que circula intensamente pelas redes sociais Erundina, recém nomeada agora como coordenadora da campanha da Marina Silva, explica nessa entrevista concedida no ano passado, que a tese de Marina Silva, que é contra a política, não se sustenta. Neste caso, Erundina tem toda a razão.
Mas de forma surpreendente, agora Luiza Erundina é a chefe da campanha da Marina Silva. De repente passa por cima de suas próprias palavras e mais adiante não será de estranhar se disser que nunca disse isso. Comunistas afirmam uma coisa e negam depois. Dizem que não sabiam de nada. Lembram que Lula, quando explodiu o mensalão disse que o PT tinha que pedir desculpas para o povo brasileiro.
Pouco tempo depois, negava a existência do mensalão, como tem negado até hoje com aquela cara de pau que lhe é peculiar.
Pelo que tudo indica, a Marina Silva fará a mesma coisa que Lula, ou pior! Já imaginaram a Marina Silva presidente do Brasil, acompanhada dos "sonháticos"?, leia-se black-blocs, capilés fora do eixo, passe livre, MST etc... todos acomodados dentro do Palácio do Planalto, e utilizando o aparato construído para a execução do Decreto 8.243, baixado pela Dilma, que liquida com o Congresso Nacional e institui os "sovietes" à moda leninista? Será um ajuntamento de psicopatas e desqualificados em geral ditando as políticas públicas substituindo o Poder Legislativo.
Segundo consta, Marina Silva, como não poderia deixar de ser, apoia integralmente o Decreto 8.243.
DO ALUÍZIOAMORIM

Paulo Roberto Costa, o homem-bomba de Pasadena e de outros negócios da Petrobras, topa a delação premiada

Depoimento na CPI de compadres
Paulo Roberto, nos tempos em que ainda sorria
Diante das informações que recebeu de que o homem-bomba Paulo Roberto Costa aderiu à delação premiada, seu advogado, Nélio Machado, está deixando a causa. Diz Nélio Machado:
- Não trabalho com o instituto da delação premiada.
Pelas informações recebidas por Machado, Costa, incentivado pela mulher, Marici, que há tempos vinha se desentendendo com o advogado justamente por causa da delação premiada, topou abrir a boca. E a partir de agora tem como advogada, a criminalista paulista Beatriz Catta Pretta.
Paulo Roberto está neste momento depondo na Polícia Federal de Curitiba. Sai de baixo. Recentemente, Paulo Roberto, ameaçou, em conversa com um interlocutor:
- Se eu falar, não vai ter eleição. (leia mais aqui ).
Até ontem, apesar da insistência da mulher, Paulo Roberto se negava a fazer a delação. A nova etapa da Operação Lava Jato, realizada hoje no Rio de Janeiro, o fez mudar de ideia.
Por Lauro Jardim

VEJAM QUE BARBARIDADE: Por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), governo Dilma já transferiu para Cuba mais de um bilhão de reais pelo Mais Médicos

SALÁRIO INCOMPLETO — Médicos cubanos são recebidos em Porto Alegre, em abril passado (Foto: Claiton Dornelles/CBR)
SALÁRIO INCOMPLETO — Médicos cubanos são recebidos em Porto Alegre, em abril passado (Foto: Claiton Dornelles/CBR)
OPAS, QUE NEGÓCIO É ESSE?
A relação da organização de saúde com o governo brasileiro vai além da transferência de recursos para Cuba
Reportagem de Leonardo Coutinho publicada em edição impressa de VEJA
Há um ano, em agosto de 2013, chegavam ao Brasil os primeiros cubanos que vieram dar corpo ao Mais Médicos, do Ministério da Saúde. Antes mesmo que os 400 profissionais enviados por Cuba desembarcassem, já estava claro que o programa tinha uma finalidade eleitoreira – aumentar o número de consultas em regiões pobres sem muita preocupação com a qualidade e sem resolver os problemas estruturais da saúde pública nacional – e outra ideológica – auxiliar financeiramente um regime ditatorial decadente.
O balanço desses doze meses mostra que a transferência de dinheiro do contribuinte brasileiro para os cofres de Raúl Castro foi de nada menos que 1,16 bilhão de reais, já descontados os cerca de 75 milhões de reais que a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) recebeu por intermediar o negócio e os 260 milhões de reais que o governo cubano efetivamente repassou aos seus médicos em atuação no Brasil.
Os médicos só recebem 30% do que deveriam: o resto fica com a ditadura cubana
Isso porque, do salário de 10 400 reais mensais a que oficialmente os profissionais do Mais Médicos de qualquer nacionalidade têm direito, os cubanos recebem apenas 30%. O restante é confiscado por seu governo. Atualmente, há 11 400 médicos de Cuba no Brasil participando do programa e, portanto, sendo submetidos a essa situação discriminatória.
O Ministério da Saúde já negocia para aumentar esse número e, consequentemente, injetar ainda mais dinheiro na combalida ditadura comunista.
Sob qualquer ótica, o lucro líquido que Raúl Castro tem com a exploração da mão de obra barata enviada ao Brasil é portentoso. A quantia de 1,16 bilhão de reais equivale a quase um terço do total investido pelo governo brasileiro na ampliação, reforma e construção de hospitais, postos de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em 2013.
Para Cuba, obviamente, o valor é ainda mais impactante, pois supera em cinco vezes toda a receita anual de exportações da ilha para o Brasil. Recentemente, a cubana Maritza Rivaflecha Castellano foi bastante direta ao avaliar a importância do dinheiro brasileiro para a sobrevivência do regime no site do jornal oficial Granma: “Os trabalhadores de saúde, na atual batalha econômica do nosso povo, exercem papel de protagonistas no aporte de numerosas entradas de recursos em nossa economia”.
Médicos são controlados e espionados
Maritza faz parte do grupo de 28 “coordenadores” que estão espalhados pelo Brasil e que, com um salário mensal de 25 000 reais, têm a função de controlar e espionar os médicos cubanos para evitar que eles fujam, engravidem ou violem qualquer outro item da cartilha de conduta recebida antes de partirem da ilha. Em outros períodos históricos, dava-se a quem exercia essa função o nome de “capataz”.
É de perguntar por que a Opas, uma entidade vinculada à Organização Mundial de Saúde (OMS), da ONU, se coaduna com essas relações de trabalho imorais, para dizer o mínimo.
(Arte: VEJA)
CLIQUEM NA ILUSTRAÇÃO PARA AMPLIÁ-LA (Arte: VEJA)

Há pelo menos duas explicações para isso. Primeiro, porque o quadro de altos funcionários da Opas é dominado por gente alinhada ideologicamente com Cuba ou diretamente indicada pelo regime castrista.
Esse é o caso do chefe da entidade no Brasil, o cubano Joaquín Molina, um dos arquitetos do programa Mais Médicos, junto com o ex-ministro Alexandre Padilha, hoje candidato ao governo do Estado de São Paulo pelo PT. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário
DO RSETTI-REVISTA VEJA

NÃO CONFIO EM MARINA NEM PARA CUIDAR DO MEU JARDIM"


(Dener Giovanini - Estadão)
Em 2003, ainda no começo do governo do presidente Lula eu, que ainda não era jornalista, dei uma entrevista para o Estadão na qual afirmava categoricamente: “não confio na Marina Silva nem para cuidar do meu jardim”, CLIQUE AQUI para conferir. Confirmei minhas palavras no discurso que proferi na ONU ao receber de Kofi Annan o prêmio das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Os petistas se arrepiaram, reclamaram e me criticaram. Não deu outra: se arrependeram. Em 2010, quando o Partido Verde aceitou a bancar a candidatura de Marina para presidência da República, novamente eu avisei em diversas oportunidades, que eles estavam dando um tiro no próprio pé. Fui criticado e esculhambado por algumas lideranças do PV. Não deu outra: eles também se arrependeram.
Quando Eduardo Campos oficializou a candidatura de Marina Silva como vice em sua chapa eu não perdi a oportunidade. Novamente afirmei em entrevistas e artigos que o PSB iria se arrepender. E, mais uma vez, não deu outra: Marina, além de não transferir votos, ainda criou uma série de dificuldades políticas para Eduardo, levando seu nome a patinar entre 10% do eleitorado. Não fosse sua trágica morte, ele sairia da eleição muito menor que entrou. E grande parte da culpa teria o sobrenome Silva.
Seria eu um implicante sem razão contra Marina Silva ou será que Deus me concedeu o dom da adivinhação? Nem uma coisa, nem outra. Sou apenas um pragmático, que não dá asas a paixões avassaladoras de momento e nem me deixo levar pelas emoções de ocasião. E assim penso que deva ser cada brasileiro que tenha consciência sobre a sua responsabilidade de decidir o destino do país.
Marina Silva foi ministra de Lula por oito anos e “abandonou” o governo quando percebeu que seu ego se apequenava diante do crescimento da influência da então também ministra Dilma Rousseff. O Planalto estava pequeno demais para as duas. Também deixou o Partido Verde ao perceber que a legenda não se dobraria tão fácil a sua sede de poder. Eduardo Campos sentiu o amargo sabor de Marina ao ver alianças importantes escorrerem por entre seus dedos. Marina atrapalhou, e muito, sua candidatura. Isso é um fato que nem o mais bobo líder do PSB pode negar.
Marina está fadada a trair
O grande ego é o pai da traição. Quem se sente um predestinado e prioriza o culto a personalidade tem medo da discordância, da crítica. É esse medo que gera uma neutralidade perigosa e falsa. E a neutralidade é a mãe da traição. Seres humanos com grandes egos quase sempre se posicionam entre o conforto de “lavar as mãos” e o silêncio covarde de suas convicções.
Marina Silva é assim. Simples assim.
Nas últimas Eleições presidenciais Marina ficou NEUTRA. Alguém se lembra?
Ao contrário do que desejavam seus milhões de eleitores – que ansiavam por uma indicação, uma orientação ou um caminho – Marina calou-se. Não apoiou Dilma e nem Serra. Com medo de decidir, declarou-se neutra. E ajudou a eleger Dilma.
Claro, não se espera de um político uma sinceridade absoluta, mas pelo menos transparência em algumas das suas convicções básicas. Isso Marina não faz. E quem não o faz assume o destino da traição. Vejamos:
a) Se eleita, Marina Silva irá mudar o atual Código Florestal?
SIM (trairá o agronegócio)
NÃO (trairá os ambientalistas)
b) Se eleita, Marina Silva irá abandonar os investimentos no Pré-sal e passará a investir em fontes alternativas para a matriz energética?
SIM (trairá a Petrobrás e seus parceiros)
NÃO (trairá os ambientalistas)
c) Se eleita, Marina Silva irá interromper a construção de Belo Monte?
SIM (trairá os empresários)
NÃO (trairá os ambientalistas)
d) Se eleita, Marina Silva irá apoiar o casamento gay?
SIM (trairá os evangélicos)
NÃO (trairá os movimentos sociais)
e) Se eleita, Marina Silva será contra a pesquisa de células tronco?
SIM (trairá os pesquisadores e a academia)
NÃO (trairá os evangélicos)
f) Se não for ao segundo turno, Marina repetirá sua posição de 2010?
SIM (trairá a oposição)
NÃO (trairá a si mesma)
Essas são apenas algumas perguntas que Marina Silva não responderá. Ou o fará por meio de respostas dúbias e escamoteadoras, bem ao seu estilo. No final, ninguém saberá realmente o que ela pensa. Sob pressão, ela jogará a responsabilidade para a platéia e sacará de seu xale sagrado a carta mágica: FAREMOS UM PLEBISCITO! Esse é o estilo Marina de ser. E esse é o tipo de comando que pode levar o Brasil ao encontro de um cenário de incertezas e retrocessos. O que ela fala – ou melhor – o que ela não fala hoje, será cobrado no Congresso Nacional caso venha a se eleger. Como Marina negociará com a bancada ruralista? Com a bancada religiosa?
Você, caro leitor, vai arriscar?
Eu não. Se não me bastassem os fatos, tive a oportunidade de olhar profundamente os olhos de Marina e de segurar em suas mãos. E não gostei do que vi. E não tenho medo de críticas. E tenho orgulho das minhas convicções.
(.)
Dener Giovanini é um ambientalista reconhecido internacionalmente. Em 2003, por sua atuação na defesa da biodiversidade, recebeu da ONU o mais importante e prestigiado prêmio ambiental do planeta: o Unep-Sasakawa. Anteriormente, apenas um outro brasileiro havia recebido essa distinção das Nações Unidas: Chico Mendes. No Brasil, Dener Giovanini foi condecorado com a honraria máxima do Poder Legislativo, a Medalha de Honra do Congresso Nacional. Dentre as inúmeras homenagens e reconhecimentos recebidos, também se destacam: Título de Cidadão Paulistano , Prêmio Verde das Américas e a Comenda da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro .
http://blogs.estadao.com.br/dener-giovanini/as-traicoes-de-marina-bem-que-avisei/
As traições de Marina. Bem que avisei!
blogs.estadao.com.br

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A PF e José Serra: Polícia de Estado ou Estado policial. Ou: Intimação na boca da urna num caso surrealista

É surrealista. Durante a gestão de José Serra à frente do governo de São Paulo, houve uma licitação para a compra de 40 trens para a CPTM. A espanhola CAF e a alemã Siemens disputaram. A primeira venceu porque ofereceu o menor preço. A outra empresa disse que entraria na Justiça. Serra advertiu: se a Siemens conseguisse anular a disputa, ele cancelaria a concorrência porque se negava, em nome do interesse público, a pagar mais por aquilo que valia menos.
Um executivo da Siemens alega ter tido uma conversa informal com Serra em que este teria sugerido que a empresa, em vez de tentar anular a licitação, entrasse em entendimento coma CAF para evitar atraso na entrega dos trens. Serra nega que a conversa tenha ocorrido. Quem conhece seu estilo sabe que não existe “conversa informal” sobre assunto público.
Pois bem: quando a “denúncia” apareceu, escrevi neste blog, no dia 8 de agosto de 2013, que seria a primeira vez na história da humanidade que um governante seria acusado de beneficiar um cartel impondo um PREÇO MAIS BAIXO! É estupefaciente!
“Serrista!”, gritaram os idiotas. Pois é. Depois de apurar detidamente o caso, o Ministério Público Estadual concluiu, em março deste ano, que não houve qualquer irregularidade. Reproduzo trecho de uma reportagem do Estadão (em azul):
Os técnicos da Promotoria sustentam que o negócio, aquisição de 384 carros da empresa espanhola CAF, é o único em que não houve acerto. Para os peritos, “o cartel formado pelas empresas Siemens, Alstom, Mitsui e Hyundai-Rotem não obteve êxito em fraudar a licitação tendo em vista, especialmente, a participação da CAF, empresa estranha ao cartel”. A análise pericial fortalece a versão de Serra, de que atuou contra o cartel nesta licitação. O tucano chegou a dizer que merecia a “medalha anticartel”.
Tudo conforme eu havia escrito lá atrás. Pois não é que a Polícia Federal decidiu chamar Serra para depor? Sim, na boca da urna, a PF, subordinada ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, houve por bem intimá-lo. Cumpre lembrar que também essa denúncia é uma daquelas feitas aos petistas do Cade.
A Polícia Federal precisa decidir se é uma polícia a serviço do estado brasileiro ou um ente a serviço de um estado policial. É claro que se está criando um fato eleitoral, para ganhar as páginas dos jornais e pautar os jornalistas. Serra lidera todas.
Por Reinaldo Azevedo

Marina causa 1º racha em núcleo do PSB: “grosseira”

247 – A ex-senadora Marina Silva acaba de provocar o primeiro grande racha no PSB depois de entrar no lugar de Eduardo Campos como candidata a presidente da República. Carlos Siqueira, secretário-geral e militante histórico da legenda, deixou a coordenação nacional da campanha que agora é de Marina. "Pela maneira grosseira como ela me tratou", disse ele à Folha de S. Paulo, justificando sua atitude.
Siqueira contou que a nova candidata, que era vice de Campos, o tratou de maneira "muito deselegante" na reunião ocorrida entre lideranças do partido nesta quarta-feira 20. Ele não deu detalhes, mas segundo a Folha, Marina teria dito a Siqueira que ele não precisaria mais se preocupar com a coordenação do projeto político. Na avaliação de Siqueira, se ela "comete uma deselegância no dia em que está sendo anunciada candidata, imagine no resto". "Com ela não quero conversa", ressaltou.
"Eu havia anunciado que minha função estava encerrada com a morte do meu amigo. Na reunião ela foi muito deselegante comigo. Eu disse que não aceitaria aquilo e afirmei: 'a senhora está cortada das minhas relações pessoais' ", disse Siqueira. "Não houve engano nenhum. Não estou e não estarei em hipótese alguma na campanha desta senhora", acrescentou.
A saída do coordenador da campanha é um sinal de como será espinhosa a relação entre a ex-senadora e militantes pessebistas e mostra o quão era limitada a Eduardo Campos, ex-presidente do partido e morto num trágico acidente aéreo na semana passada, a aliança com a líder da Rede. "Perdemos a eleição hoje", disse ontem um auxiliar do PSB, logo após Marina ser oficializada candidata, segundo relato do jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília (leia aqui).
O PSL, que fazia parte da coligação da campanha de Campos, também já anunciou sua saída depois da oficialização do nome de Marina. O partido, presidido por Luciano Bivar, anunciou que está liberando seus diretórios para apoiarem os candidatos que julgarem melhor. Em Pernambuco, o deputado federal Mendonça Filho, líder do DEM na Câmara, também mandou o recado de que não estará mais no palanque da ex-senadora.
DO 247

Com Graça em desgraça, grupo de Lula quebra a cabeça para escolher novo comando para Petrobras


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
O grupo do Presidentro Lula já definiu que é insustentável a manutenção de Graça Foster na Presidência da Petrobras. As revelações sobre transferência de imóveis, sob o risco de ter os bens bloqueados por decisão do Tribunal de Contas da União, só piorou a situação da amiga de Dilma Rousseff. O maior problema, agora, é que o governo não sabe quem escalar para substituir Graça.
Ontem, o TCU adiou para semana que vem o julgamento sobre o bloqueio dos bens de Graça. O ministro José Jorge, relator do caso Pasadena, já antecipou que pedirá para bloquear o patrimônio da presidente da Petrobras em des-graça. Jorge já avaliou ontem que a situação dela é gravíssima, ainda mais se for confirmada que Graça tentou cometer uma burla contra o processo de apuração de irregularidades na empresa.
Graça já é alvo de um inquérito na Polícia Federal que investiga se ela prestou informações falsas no depoimento ao Senado sobre o escândalo Pasadena. Graça também pode ser atingida por outra investigação para apurar a tentativa de fraude e manipulação da CPI. Para completar, tem outra apuração em andamento sobre os negócios da empresa de seu marido Colin Foster com a Petrobras.

Sem Graça 
O Globo revelou que, em 20 de março deste ano, Graça doou "com reserva de usufruto" um apartamento em Rio Comprido a Flavia Silva Jacua de Araújo, tendo Colin Silva Foster como interveniente.

No mesmo dia, a presidente da Petrobras fez uma doação semelhante a Flavia e a Colin de um imóvel na Ilha do Governador.
No dia 19 de março, um dia antes das transações feitas por Graça, veio a público um posicionamento da presidente Dilma Rousseff de que apoiou a compra da refinaria de Pasadena por conta de um "parecer falho" elaborado por Nestor Cerveró – que também doou três apartamentos a parentes em 10 de junho, 45 dias antes de o TCU determinar o bloqueio de seus bens e de mais nove gestores da Petrobras.
As doações
Cerveró doou um apartamento na Rua Prudente de Moraes a Raquel Cerveró.
Transferiu outro apartamento no mesmo prédio a Bernardo Cerveró.
E um apartamento na Rua Visconde de Pirajá, também a Bernardo Cerveró.

Aliado de Dilma, Henrique recebe Aécio no RN

O presidenciável tucano Aécio Neves retoma nesta quinta-feira (21) o roteiro nordestino que a morte de Eduardo Campos o obrigou a interromper há oito dias. Desembarca no Rio Grande do Norte às 12h45. Será recepcionado no aeroporto pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, um aliado de Dilma Rousseff que concorre ao governo potiguar pelo PMDB.
“Vou recebê-lo por hospitalidade”, disse Henrique ao repórter. “Sou amigo do Aécio. Fui ao aeroporto na semana passada, mas ele retornou para São Paulo quando soube da morte de Eduardo Campos.” O deputado afirmou que seu gesto não deve ser confundido com apoio ao presidenciável do PSDB.
No plano federal, disse Henrique, sua candidata é Dilma Rousseff, que tem como vice o amigo e correligionário Michel Temer. “Vou receber Aécio por respeito e agradecimento. Ele me apoia aqui no Rio Grande do Norte, vai pedir votos para mim aqui no Estado. O PSDB integra a minha coligação. O DEM, do Agripino Maia [coordenador da campanha de Aécio] também me apoia.”
Participam também a megacoligação de Henrique Alves outros dois partidos que concorrem ao Planalto: PSB e PSC. “Eduardo Campos esteve aqui, numa caminhada. E pediu votos para mim e para a Wilma Faria [candidata do PSB ao Senado]. O Pastor Everaldo também me apoia, o partido dele está comigo.”
Favorito nas pesquisas, Henrique enxerga na multiplicidade de apoios uma grande vantagem para o Rio Grande do Norte. “Isso mostra que teremos espaço no governo federal seja qual for o resultado da eleição”, afirma. Válido até a semana passada, o raciocínio já não se aplica ao PSB. Substituta de Eduardo Campos na sucessão, Marina Silva inclui o palanque de Henrique Alves entre os que ela não tem a mais remota intenção de frequentar.
Com Aécio, a integração será maior. Agripino Maia afirma que, no Rio Grande do Norte, a imagem de Henrique Alves será impressa ao lado da de Aécio no material de campanha dos candidatos a deputado que integram a aliança nacional encabeçada pelo PSDB. O presidente da Câmara não se importa: “Ninguém tem dúvida sobre minha posição. Peço votos para Dilma e Michel. Mas se outros me apoiam só tenho que agradecer. Apoio não se rejeita.”
No final da tarde, Aécio voará para a Paraíba. Ao lado do senador tucano Cássio Cunha Lima, que disputa o governo paraibano, ele fará dois comícios noturnos —um na cidade de Patos e outra no município de Pombal. No sábado, estará em Salvador, onde planeja divulgar o seu plano de governo para o Nordeste.
DO JOSIASDESOUZA