sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O réu ausente no mensalão



No julgamento do mensalão há um ausente no banco dos réus que teria poder de abortar o caso no seu início, mas se omitiu, não cumpriu seu papel e sistematicamente violou a lei entre 2003 e 2005
Trata-se do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), criado em 1998 com a missão específica de identificar transações bancárias suspeitas de lavagem de dinheiro
Suely Caldas
O ESTADO DE S. PAULO
A legislação obriga os bancos a informarem ao Coaf todas as operações efetuadas em dinheiro vivo - depósitos ou saques - em valores acima de R$ 10 mil. Examinadas as transações, o órgão envia as que julgar suspeitas para o Ministério Público (MP) investigar.
No caso do mensalão, o Coaf escondeu as informações e não as repassou ao MP. Entre julho de 2003 e maio de 2005 as empresas do principal operador do esquema, o publicitário Marcos Valério, realizaram uma centena de saques em dinheiro vivo de valores entre R$ 100 mil e R$ 400 mil, transportados em malas até Brasília e distribuídos a parlamentares que, segundo a acusação, eram indicados pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.
Uma única notificação chegou ao MP de São Paulo em 2003. Depois, silêncio completo. E nenhuma ao MP de Minas Gerais, de onde saiu o grosso do dinheiro sacado por Valério na agência do Banco Rural em Belo Horizonte.
Se desde o primeiro momento o Coaf informasse as transações suspeitas de Valério e o MP pedisse abertura de inquérito à Polícia Federal, o mensalão teria sido obstruído no nascedouro. Ou o esquema seria obrigado a buscar outros meios de financiamento. "E por que o Coaf não agiu?", indagou a ex-deputada Denise Frossard em ofício dirigido ao então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, ao qual o Coaf era subordinado.
Recebeu em resposta um convite de visita do ministro da Justiça e hoje advogado de um réu no caso Márcio Thomaz Bastos. Ele prometeu à deputada que o fato não se repetiria porque o Coaf passaria por uma competente reforma.
Na Fazenda a conversa com a ex-deputada foi interpretada como um recôndito desejo de Bastos de transferir o Coaf para o Ministério da Justiça. Se verdade é, não conseguiu.
O mensalão teve vertentes, filhotes e desdobramentos que não chegaram a ser apurados. O caso Coaf é um deles. Mas se destaca dos demais pelo importante papel que exerce no aparato policial para investigar crimes de lavagem de dinheiro. Como a investigação começa justamente a partir dele, sua omissão tem o poder de encobrir crimes e criminosos. Por isso não podem pairar dúvidas sobre sua atuação. Ele deveria funcionar no modelo de uma agência reguladora, agir com independência, autonomia e distanciado de más influências do poder político. Mas a realidade é outra.
Em 14 anos de existência, seu balanço apresenta resultados positivos, outros negativos. Ao completar dez anos, em março de 2008, o Coaf divulgou em relatório ter rastreado 686 contas bancárias de 748 pessoas ligadas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que movimentaram R$ 63 milhões entre 2005 e 2007. A ação do Coaf permitiu à Justiça bloquear R$ 17,7 milhões dos criminosos. Ponto positivo.
Só que os negativos causam um estrago institucional tão nocivo que superam os positivos e comprometem sua credibilidade. E eles têm ocorrido a partir do uso político do órgão e da influência de quem tem poder para mandar. No caso do mensalão isso ficou flagrante: após a primeira notificação sobre as empresas de Valério, o Coaf emudeceu durante dois anos. Em conversa que tivemos em 2008, o advogado Antonio Gustavo Rodrigues, presidente do Coaf desde 2004, não explicou a omissão ao longo de dois anos e tratou de negar influência política: "Nunca sofri pressão política de algum superior, a não ser a interferência do chefe de gabinete do ministro (Palocci) no caso do caseiro".
Mensalão, violação da conta bancária do caseiro Francenildo Costa, saques em dinheiro de R$ 1,75 milhão feitos por dois aloprados do PT para comprar um dossiê falso contra tucanos. Tudo isso aconteceu, mas o Coaf não viu.
Jornalista, é professora de Comunicação da PUC-Rio

O escândalo Visanet, em que o Brasil acreditava ter visto R$ 73 milhões escoar do banco público para o PT, via agência DNA (Marcos Valério), foi ilusão de ótica


A legalização do valerioduto
POR GUILHERME FIUZA
ÉPOCA
Andressa Cachoeira, a musa do Brasil cafajeste, continua desfilando tranquilamente em sua missão de lavar a reputação do marido. Laudos médicos desmentiram sua denúncia de que o bicheiro sofria de depressão crônica, mas ela não se abalou. “Que mal esse homem fez ao Estado, à União, às pessoas?”, disse Andressa, firme na busca de compaixão para com o pobre réu. Já declarou até que Cachoeira é preso político. “Cala a boca, Magda!”, alguém gritaria em outros tempos, usando o famoso bordão do personagem de Miguel Falabella. Mas hoje o Brasil ouve calado os disparates da dama dos caça-níqueis. Ela está amparada na nova escala de valores que, tudo indica, vieram oficializar a doutrina da cara de pau.
O mensalão, por exemplo, foi um grande mal-entendido. Tanto que o Tribunal de Contas da União (que existe para guarnecer o dinheiro público) decidiu que estava tudo bem na movimentação milionária do Banco do Brasil para o bolso de Marcos Valério. Por coincidência, essa decisão veio calçar com perfeição a alegação dos advogados de Valério, Delúbio e mensaleiros associados – de que não havia dinheiro público no esquema do valerioduto. O escândalo Visanet, em que o Brasil acreditava ter visto R$ 73 milhões escoar do banco público para o PT, via agência DNA (Marcos Valério), foi ilusão de ótica.
Graças ao TCU, agora se sabe que tudo não passou de ilusão de ótica: doações privadas a um simples caixa dois
Graças ao TCU, agora se sabe que esses contratos eram perfeitos. E que, se apareceu uma montanha de dinheiro nas contas do grupo político de Lula e José Dirceu, tratava-se de doações particulares para um inocente caixa dois. Ou seja: o dinheiro era deles, eles gastavam como quisessem, compravam o que (e quem) bem entendessem. É um absurdo o país ter passado sete anos se intrometendo num assunto de foro íntimo. Como diria Andressa Cachoeira, que mal esses homens fizeram às pessoas?
A lei que serviu de base (ou pretexto) para a decisão do TCU, aprovada cinco anos depois do mensalão, foi proposta pelo atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O mesmo que declarou ser “leviano” relacionar o assassinato do agente federal Wilton Tapajós com a investigação da gangue do bicheiro, na qual a vítima se destacara. Valério e Cachoeira certamente são apreciadores desse senso de justiça. Chega de preconceito contra esses dois empresários brasileiros que fizeram história na última década.
O silêncio do ministro Cardozo e das demais autoridades sobre a execução do policial Wilton é ensurdecedor. Nunca se mudou de assunto tão rapidamente. Mas eles têm razão. Quem mandou a vítima ficar escutando conversa dos outros no telefone, atrapalhando negócios de alta prosperidade? Quem procura, acha. E onde já se viu ir ao cemitério sozinho, neste mundo perigoso de hoje? Alguém ainda há de concluir que foi suicídio culposo.
Esses homens que não fazem mal a ninguém são muitas vezes incompreendidos. Estava tudo bem depois da decisão libertadora do TCU, legalizando a parceria de Marcos Valério com o ex-diretor do BB Henrique Pizzolato, quando o Banco Rural veio atrapalhar a festa. Também réus no processo do mensalão, dirigentes do banco resolveram dizer que havia, sim, dinheiro público na conta da empresa de Valério. Essa alegação, enviada ao Supremo Tribunal Federal, é no mínimo um gesto ingrato. Afinal, ao lado do BMG, o Banco Rural foi o escolhido pelos chefes da quadrilha do mensalão para operar a dinheirama do esquema. Esses banqueiros nunca estão satisfeitos.
O problema foi que o banco teve de responder à acusação de lavagem de dinheiro, e aí o jeito foi abrir o bico e entregar a origem dos milhões. Vinha tudo de entidades estatais, diz o Rural, especialmente do Banco do Brasil. Mas não há de ser nada. Embora seja impossível demonstrar os serviços fantasmas prestados por Valério ao BB, os amigos de Lula, Dirceu e Dilma no TCU haverão de encontrar um jeitinho republicano de passar a limpo essas operações todas – nem que seja preciso recorrer ao senso de justiça do companheiro Cardozo.
Tudo aponta para um final feliz.
Aliás, a Justiça acaba de inocentar Erenice Guerra, a ministra que fez história transformando a Casa Civil num bazar de família.
Vá em frente, madame Cachoeira.
E mande lembranças à companheira Carminha.


(Foto: Reprodução)
GUILHERME FIUZA é jornalista. Publicou os livros Meu nome não é Johnny, que deu origem ao filme, 3.000 dias no bunker e Amazônia, 20º andar. Escreve quinzenalmente em ÉPOCA gfiuza@edglobo.com.br

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Marta Suplicy resolve falar bobagem, e eu resolvo lhe dar aula de matemática e lógica elementar! Nunca é tarde!

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) deu mostras de não entender nada sobre o petismo, apesar de militante antiga. Mas há coisas em que ela consegue ser ainda pior: matemática, por exemplo! No dia 4, ela publicou um espantoso artigo na Folha. Espantoso de vários modos. Como ela é chegada àquele estilo “deixa que eu chuto”, advertida do erro, ficou brava e emendou uma bobagem à outra.
Depois de pintar um quadro tétrico sobre a segurança pública em São Paulo, com aquela ligeireza e distração com que costuma comandar as sessões do Senado, escreveu isto:
“O Mapa da Violência 2012, do Instituto Sangari, mostrou que São Paulo é o Estado que teve mais casos de mulheres assassinadas no Brasil em 2010 (foram 663 vítimas).
Os números assustam e a questão continua desprezada. A Lei Maria da Penha, que completará seis anos no próximo dia 7, assim como em outros Estados, carece de implementação adequada por falta de recursos e de funcionários preparados. O pouco que tem vem da União. Inquéritos são devolvidos às delegacias, pois, de tão malfeitos, não podem ser aceitos pelo Ministério Público.”
Bem, essa história de que o “pouco que tem vem da União” é uma tolice. Mas não vou me perder nisso agora. O governo de São Paulo reagiu ao artigo. Enviou ao jornal esta resposta. Leiam (em azul)
É gravíssima a atrocidade estatística cometida pela senadora Marta Suplicy em sua última coluna (“Violência no Limite”, “Opinião”, 4/8). Segundo ela, São Paulo foi o Estado que teve mais casos de mulheres assassinadas no Brasil em 2010. A senadora diz usar como base o Mapa da Violência, do Instituto Sangari, mas o levantamento informa justamente o contrário.
São Paulo, com 3,1 assassinatos por 100 mil habitantes, é o Estado com o segundo menor índice do país. Aliás, trata-se do único ranking divulgado pelo instituto, o que compara a taxa por 100 mil habitantes em todas as 27 unidades da Federação. E São Paulo ocupa a 26ª posição, numa comparação dos mais violentos para os menos violentos.
E como foi, então, que a senadora chegou à conclusão diametralmente oposta? Ela comparou apenas os números absolutos de assassinatos, desprezando a brutal diferença entre as populações dos Estados. Na melhor das hipóteses, um erro primário. Nesse sentido, sua coluna desinforma e subestima a inteligência de todos. A senadora Marta Suplicy deveria admitir seu erro. Por uma questão de honestidade.
Marcio Aith, subsecretário de Comunicação do Governo do Estado de São Paulo (São Paulo, SP)
Marta não seria Marta se, diante de uma argumentação razoável, dissesse: “É verdade! Que mancada!”. Que nada! Ela resolveu treplicar (em vermelho). Volto em seguida:
RESPOSTA DA COLUNISTA MARTA SUPLICY – Gravíssima e vergonhosa é essa reação! Os números são absolutos, como está claro no artigo. A perda de 663 vidas mostra a gravidade do caso e a inércia do Estado. A morte de mulheres é somente um dos aspectos do fracasso da política de combate ao crime em São Paulo. Ação!
Voltei
Fracasso uma pinoia! Fracassada é a política de segurança pública do governo federal, que não consegue diminuir os índices de violência. Fracassada é a política de segurança pública do PT na Bahia, estado que assistiu ao maior salto no número de homicídios do país. Dona Marta recorre ao Mapa da Violência para distorcer uma evidência. Vejam:
Penca de tolices
A realidade do Brasil é de tal sorte escandalosa que, mesmo com o assassinato de 4.297 mulheres em 2010 (um número absurdo!), isso representa 8,6% do total: 49.932! É claro que políticas públicas de combate à violência têm influência também nessas mortes — como evidencia São Paulo —, mas a violência contra a mulher traz particularidades, como sugere o estudo. Nada menos de 68,8% das agressões contra as mulheres, por exemplo, acontecem em casa e têm como agente marido, namorado, pai, alguém da família. Estamos lidando aí com dados que são também da cultura, da educação, da formação familiar. Também nesse caso, é óbvio, o fim da impunidade tem efeitos positivos.
Marta deveria saber que, em números absolutos, São Paulo tem mais mulheres mortas, mais homens mortos, mais gênios, mais idiotas, mais pessoas bonitas, mais pessoas feias, mais honestos, mais desonestos, mais ricos, mais pobres… Em números absolutos, São Paulo sempre terá mais do que quer que seja porque tem 42 milhões de habitantes — 22% da população do país. E só diminuiu drasticamente as mortes porque tem mais presos também — tanto em números relativos como em números absolutos: 40% do total do país.
São Paulo só não tem mais senadores que sabem matemática porque o número, infelizmente, é fixo, né? Não é proporcional à população. Continuaremos por um tempo com apenas um…
Deveria aplaudir
Marta deveria aplaudir os números de São Paulo. Se os homicídios do primeiro semestre se repetirem no segundo, o estado fechará o ano com 11,4 homicídios por 100 mil habitantes (mas acho que vai cair). Se o Brasil conseguisse chegar a esse índice, senhora senadora, em vez de 50 mil homicídios por ano, aconteceriam no país 21.698 — 28.302 vidas se salvariam segundo o “padrão São Paulo”. Ainda que se mantivesse a percentagem de 8,6% de mulheres assassinadas desse total, em vez de 4.297 ocorrências, elas seriam 1.865 — salvar-se-iam 2.432 mulheres.
Assim, se o seu intento é salvar vidas, especialmente as das mulheres, então comece a pedir que, no mínimo, o Brasil siga o modelo de São Paulo, que precisa, sim, ser aperfeiçoado. O que vai aqui são fatos. O que vai aqui, senadora, é matemática. Eu não tenho um jeito melhor de lhe ensinar as coisas. Infelizmente, não dá para desenhar.
Para encerrar
Como Marta parece falar primeiro e pensar depois, escreve ainda isto:
“Quanto aos homossexuais, pesquisa publicada pela Folha (“Cotidiano”, 23/7) traz uma surpresa, quando indica a família e os vizinhos em primeiro lugar como os mais violentos contra gays.O número de 62% dos ataques feitos por conhecidos mostra uma sociedade ainda preconceituosa e com muita dificuldade em aceitar o diferente. Mas, evidencia também, o descaso governamental com a educação nas escolas, que falham no ensino ao respeito à diversidade sexual.”
Surpresa para quem? A história de que gays são agredidos por aí a três por quatro, na rua, é uma invenção da militância, um mito que a senhora ajudou a criar. Por isso a sua PLC sobre a homofobia é um desvario. A questão é de outra natureza. Mais uma vez, estamos falando de questões que remetem à educação, sim (mas não com o aloprado kit gay), e à cultura do país. Não será com uma lei que viola direitos fundamentais. Ou a senhora pretende meter na cadeia mães, pais e irmãos de homossexuais? Ou, nesse caso, a violência será tolerada desde que doméstica?
A pesquisa mostra que a senhora está propondo o remédio errado para um mal que demonstra desconhecer — daí a sua “surpresa”.
Como se vê, além de Lula, também a atropelaram a realidade e a matemática. Advertida, no entanto, mandou a objetividade às favas. A senhora é senadora da República. Seja mais responsável mesmo no papel de colunista de jornal!  
Texto originalmente publicado às 5h38
Por Reinaldo Azevedo

Defensores públicos que tentavam esconder salários integram a elite de 0,7% do país; a maioria ganha mais do que Alckmin para tentar impedi-lo de governar. Podem protestar! Eu adoro protestos! É inútil me xingar; tentem me contestar!

Hoje não começo o dia com CPI, não, embora eu vá falar a respeito, é claro! A propósito: hoje há debate na VEJA: Augusto Nunes, Marco Antônio Villa, Roberto Podval e eu. Assim que encerrar a sessão, a gente entra no ar. Adiante.
Andei fazendo aqui algumas críticas a defensores públicos do Estado de São Paulo. Muitos deles querem impedir o governo de governar e a Prefeitura de administrar a cidade. Comportam-se como se tivessem um mandato do povo para impedir a aplicação da lei, especialmente quando o assunto é droga e ocupação indevida de áreas públicas. Não hesitam um segundo em se alinhar com os que afrontam a lei e mandam o cidadão pagador de impostos, que arca com o peso de seus salários, plantar batatas. Eles se zangaram. A Defensoria decidiu emitir uma nota desastrada como reação às minhas críticas. E eu respondi, é claro! E olhem que sou praticamente o único jornalista que lhes cobra responsabilidade. Quase todo o resto da imprensa come por suas mãos e se deixa pautar bovinamente por eles sem nem mesmo tentar saber o que dizem as leis e a Constituição da República. Isso é apenas um fato. Volto a esses aspectos daqui a pouco. O que me traz aqui de imediato é outra coisa. No sábado passado, dia 4, escrevi um texto cujo título era este: “Defensores públicos, os ‘amigos dos vulneráveis’, dão um jeito de o povo não saber quanto eles ganham”. Por que eu o escrevi?
Obrigada pela Lei da Transparência a divulgar os salários dos seus integrantes, o que fez a Defensoria Pública? Deu um truque e tornou pública a tabela oficial com as faixas oficiais de salários. A tabela que se encontrava em seu site era esta. Vejam de novo. Volto em seguida.
Voltei
Por aí, como se vê, o salário dos defensores ia de R$ 11.235 (Nível I) a R$ 18.725 (Defensor Público Geral), ganhos, sem dúvida, muito convidativos, só que, infelizmente, falsos. Como informei naquele texto, em razão de acréscimos vários — tempo de serviço, por exemplo —, os ganhos deveriam ser bem maiores. Antes que continue, quero chamar a atenção de vocês para um dado objetivo, que é do IBGE, não meu! A mão de obra ativa brasileira, segundo dados de 2010, é de 92,6 milhões de pessoas. Sabem quantos ganham acima de 20 salários mínimos (R$ 12.440)? Apenas 0,7%, Isto mesmo, leitor amigo: ainda que os defensores públicos do Estado de São Paulo recebessem só o valor de tabela, isso já os colocaria no topo do topo da pirâmide salarial. Acontece que aqueles eram apenas números de referência. Não eram salários efetivamente pagos, COMO EXIGE A LEI DA TRANSPARÊNCIA.
Depois da crítica que fiz aqui, a Defensoria decidiu cumprir a lei e divulgou ontem o salário real de cada defensor público. É impressionante! Encontrei um único salário de R$ 12.920, um único de R$ 14.465, uns quatro ou cinco na faixa dos R$ 16 mil e poucos, dezenas, muitas delas, de R$ 17 mil a 19 mil e tantos e um calhamaço que ganha acima de R$ 20 mil!!! O máximo que se paga por lá, à diferença da tabela original, não são R$ 18.725, mas R$ 24.107,62.
Se algum leitor tiver tempo e paciência para calcular quantos são, percentualmente, os defensores na faixa de R$ 16 mil, R$ 17 mil, R$ 18 mil, R$ 19 mil e acima de R$ 20 mil, publico os números aqui. Deem depois uma olhada na tabela. Duvido que haja categoria profissional no Brasil, exceção feita a ministros de tribunais superiores, que tenha um salário médio tão elevado. E, no entanto, muitos deles querem brincar do quê? Ora, de luta de classes. Taí um assunto de que gosto. Passei boa parte da juventude lendo a respeito. Calma, senhores! Não se zanguem! Eu chego lá. Eu juro que eu também os quero ao lado dos pobres, defendendo seus direitos. Ah, sim: sabem quanto ganha o governador Geraldo Alckmin? R$ 18.725 brutos. Menos do que a maioria dos defensores.
Quem são os vulneráveis?
Há muito, uma boa parcela de defensores públicos — quantos? — se ocupa de uma agenda que é, na verdade, ideológica. Vejam o comportamento lamentável de muitos de seus integrantes no caso da retomada — pelo Estado de Direito! — da Cracolândia. Não só eles tentaram impedir a ação da Prefeitura e da polícia como recorreram à Justiça em busca de uma liminar para impedir a Polícia Militar de abordar os consumidores (e, por consequência, os traficantes) de crack.
Pergunto: quantas vezes eles recorreram à Justiça, no passado, para obrigar o Poder Público a cumprir uma de suas funções, que é reprimir o crime?. Quero lembrar a esses valentes que tráfico —  E CONSUMO — de drogas são crimes definidos em lei. Ocupar o espaço público, impedindo o direito de ir e vir, também. Com que então os senhores defensores dão uma solene banana para os moradores do Centro de São Paulo em nome do que chamam  ”proteção aos mais vulneráveis”? E quem protege os direitos daqueles que não conseguem botar o nariz fora da porta tão logo o sol se põe? Esses moradores de São Paulo, que pagam os altíssimos salários do senhores defensores — pertencem a 0,7% da mão de obra ativa —, não merecem atenção???
Uma das líderes na ação contra o cumprimento da lei — lamento ter de escrever assim — é Daniela Skromov (salário em julho: R$ 19.296). Foi participante ativa de uma audiência pública que pediu nada menos do que o afastamento do Comando da PM em São Paulo, tentou impedir a ação do estado e da Prefeitura na Cracolândia e compareceu a lançamento de site petista que faz campanha eleitoral aberta. Eu lhe dediquei um post no dia 27 de julho. Essa moça é capaz de afirmar coisas como esta:
“A autonomia de toda e qualquer pessoa, inclusive da pessoa que usa, abusa ou é dependente de drogas, é premissa no Estado Democrático de Direito. O mito de que o ‘viciado’ é alguém que não sabe o que quer se presta a legitimar invasões violentas. O autoritarismo se traveste de salvacionismo: é necessário proteger a pessoa dela mesma, importando menos o custo humano e psíquico que isso implica. A pessoa é usada como meio ‘para o seu próprio benefício’ e em especial a socialmente vulnerável é vista como uma constante ameaça contra os outros e contra si própria, numa visão paternalista típica de regimes autoritários, na contramão do imperativo da autodeterminação do sujeito e da dignidade humana, bases da ordem democrática.”
Entenderam? Por isso ela quer impedir a PM de atuar na Cracolândia. Ela ache o que quiser. Como defensora pública, tem de ser também uma procuradora da lei. Com esse salarião, é claro que ela não mora no Centro degradado da cidade. Também não tem viciados reunidos à porta de sua casa ou de seu prédio. Se isso acontecer,  vai fazer o óbvio: chamar a polícia. O mesmo vale para seus pares de militância na Defensoria. Não obstante, para os moradores da região central, que ganham um vigésimo do que ela recebe, a moça tem uma receita: não tocar nos viciados. Também são de sua autoria estas palavras, definindo a retomada da Cracolância: “Na verdade, o que existe é a intenção de uma valorização imobiliária da região central, e isso é um dos fatores que move essa ação de limpeza social”.
Podem vir quente que eu…
A maioria dos defensores é mais jovem do que eu. Conheço essa geração. Seus professores foram meus contemporâneos na universidade. É a “Geração PT”, uns monstrengos teóricos que confundem crime com luta de classes e banditismo com rebeldia. Um de seus mentores poderia ser o professor Vladimir Safatle, que já confundiu até terrorismo com política.
Depois que comecei a me interessar pelo assunto, recebi uma penca de ofensas. Passaram a me satanizar. Não estou acusando os defensores pelos xingamentos, é evidente — até porque nada tenho contra a Defensoria em si, embora o comando do órgão tenha emitido uma nota cretina, atacando “setores refratários aos direitos humanos”. Era comigo o negócio. Uma ova! Eu quero ver os defensores é com coragem para defender a massa de moradores de São Paulo que ganha até um mínimo, até dois, até três, até quatro, até cinco… Essa gente, valentões, paga o salário de vocês, acima de 20! E está sendo molestada pelo consumo e pelo tráfico. Ninguém defende violência contra os viciados — até porque se instalou na região um centro de tratamento. Mas o estado de direito tem de valer no Centro como vale em Moema, Alto de Pinheiros, Higienópolis, Vila Nova Conceição, Brooklin, Itaim Bibi, bairros que vocês conhecem muito bem, não é?
Querem brincar de luta de classes comigo? Perda de tempo! Comecem por não usar a sua suposta piedade de burgueses bem pensantes do capital alheio contra aqueles que arrecadam os impostos que são consumidos na forma de salários do funcionalismo. É claro que as funções de estado são necessárias. É por isso que existe a arrecadação. Como prestadores de serviço da Defensoria — que é de todos os paulistas —, vocês têm a obrigação legal, funcional, de zelar por todos eles. Inclusive, sim, por aqueles que têm seus imóveis degradados, ora! Ou será a propriedade um direito inumano? Não é que o que diz a Declaração dos Direitos Humanos, da ONU. Já leram? Está lá, no Artigo XVII:
“Todo ser humano tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.
 Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.”
Andaram pulando essa parte?
Escutem uma coisa: eu não me assusto nem me intimido com correntes da Internet. Ao contrário! Elas me estimulam. Passei a me interessar por esse assunto agora. Vi na lista de salários uma coluna chamada “Atrasados”, por exemplo. O que significa? “Atrasado” de quê? São Paulo não atrasa vencimentos de servidores. Paga em dia. Como é que se geraram valores que podem chegar a R$ 3,880, R$ 4.632, R$ 5.617, R$ 10.551, SOMADOS AOS SALÁRIOS? Aí resolvi ler algumas leis, portarias etc. Espero não estar penetrando na Casa do Espanto, mas posso estar… Isso significa, por óbvio, que vou voltar ao assunto.
Assim, os inconformados que aprendam a argumentar em vez de se indignar; que aprendam a contestar as evidências em vez de me ofender. A Defensoria fez bem em divulgar os salários reais. E o fez depois que reclamei aqui. Espero que seja isso mesmo. Não, não! Eu não quero acabar com a Defensoria Pública, como sugerem alguns tontos; tampouco me ocorre difamá-la — não há uma só ofensa no que escrevo, um só xingamento. Ao contrário: xingado fui eu.  Só quero que ela cumpra os seus deveres legais. E, como sou curioso, continuarei a fazer perguntas, apegado apenas aos fatos. De resto, louvo em saber que os defensores, que sempre posam de heróis nas reportagens, não são, ao menos, mártires, não é mesmo? Ao contrário: a sua dedicada defesa dos “vulneráveis” lhes garante o topo do topo da pirâmide salarial. Numa linguagem puramente econômica, a gente poderia dizer que eles são o seu verdadeiro “ativo”.
O povo pobre, que trabalha, estuda e arrecada impostos para lhes garantir a boa vida, aguarda pelos senhores! Não tentem ser mais humanistas do que eu. Os que eu defendo — sem receber nada do estado por isso — são os milhões que suam para ganhar a vida. Eles têm de ter garantido o direito de ir e vir, independentemente das virtudes libertárias que dona Skromov possa enxergar num cachimbo de crak — desde que na boca alheia, é claro! Eu gosto desse assunto. Podem contar comigo, senhores defensores! O cachimbo — o moral — dos direitos humanos tem servido para entortar muitas bocas. Humanismo é comigo mesmo! Como disse certo imperador romano, no humano encontro tudo, até o divino. Vamos ao debate! 
Texto originalmente publicado às 4h32
Por Reinaldo Azevedo
REV VEJA

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Crise da economia brasileira desmonta o discurso de despedida do messiânico e populista Lula

O tempo é implacável 

Dias antes de deixar o governo, depois de oito anos de desastres administrativos e seguidos escândalos de corrupção, Luiz Inácio da Silva, o profético Lula, abusou da bazófia e disparou: “Foi gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam tudo para resolver os problemas da crise brasileira, da crise da Bolívia, da crise da Rússia, da crise do México”.
Na ocasião, Lula quis dar a entender que a suposta pujança da economia brasileira era de responsabilidade de um torneiro mecânico que saiu do agreste pernambucano e que jamais teve simpatia pelo trabalho, mas, sim, foi um cooptado pela ditadura militar que cresceu à sombra da manipulação do general Golbery do Couto e Silva, então chefe da Casa Civil nos governos de Ernesto Geisel e João Batista Figueiredo.
Que Lula é um embusteiro profissional todos sabem, mas causa espécie o fato de petistas silenciarem diante da crise econômica que toma conta do País e compromete sobremaneira a vida dos cidadãos, cada vez mais endividados e inadimplentes por causa das promessas e dos pedidos do irresponsável ex-metalúrgico.
O que Lula fez com maestria foi lançar ao vento uma bolha de virtuosismo com direito a repetidos estouros, os quais não devem acabar tão cedo.

Quando aciona o seu conhecido besteirol, Lula fala para incensar a si mesmo e também para defender o esquerdismo falido e obsoleto que avança na América Latina, movimento que coloca em risco o futuro de milhões de pessoas em parte do continente.
Atacar países capitalistas é uma ordem do governo de Cuba que todo esquerdista fracassado cumpre sem questionamentos.
Acontece que a esquerda, que sempre se apresenta como a única salvação do planeta, se especializou ao longo do tempo em duas frentes distintas: chafurdar nas benesses do poder e socializar a miséria. E Lula mostrou-se competente nesses dois quesitos, assim como em outros também.
Muito se fala sobre distribuição de renda no Brasil, mas o que se vê é um contingente cada vez maior de brasileiros endividados e com contas atrasadas. Esses incautos, que ainda acreditam que crédito fácil é sinônimo de riqueza, não sabem o que os espera mais à frente.
Apresentada ao eleitorado como uma garantia de continuidade, a neopetista Dilma Vana Rousseff prefere manter o folclore de ser uma pessoa de poucas palavras, pois só assim escapa das necessárias cobranças a respeito da economia brasileira, que para Guido Mantega, não faz muito tempo, escaparia das turbulências da crise internacional.
Considerando que a correção do estrago provocado por Lula exigirá cinco décadas de esforço dos brasileiros, o melhor é começar a faxina o quanto antes.

DO R.DEMOCRATICA

Olímpiadas de Londres. E o Brasil continua fazendo feio.

E no país do çamba, çuor e çerveja o PIB não serve de parâmetro para medir o desenvolvimento econômico.
O desenvolvimento agora é medido por aquilo que o estado faz pelos jovens e crianças. (Segundo a Gerentona Dentuça)
Mas pelo andar da carroça, me parece que estamos mesmo nos aproximando do Zimbábue em matéria de desenvolvimento.
Pois, os jovens atletas patrocinados pelas estatais da pocilga estão conseguindo ser apenas ouro em eliminação. À cada nova manchete sobre Olímpiadas são destacadas as eliminações diárias dos atletas Brasucas.
Para a nação que se ufana em ser a sexta economia do planeta, oito merdalhas olímpicas até agora é ridículo!!!
Pior ainda é saber que o país que está lá pelas bandas da vigésima colocação no quadro de merdalhas será a sede dos próximos jogos em 2016.
E o mundo sabe que em quatro anos não se forma um atleta olímpico. E na base dos nas coxas como tudo na pocilga, é praticamente impossível montarmos uma delegação competitiva com nível internacional para 2016.
Enquanto os governos das Ratazanas Vermelhas contam piadas, o mundo rí de nossa incomPTência absoluta.
Quem sabe para aliviar a barra dos alienados de sempre a çelecinha de futebol consiga um ouro olímpico. Aí teremos carnaval fora de época, muita comemoração nas ruas e o povo nem vai notar que uma delegação de 260 atletas foi para Londres em busca de...digamos dez merdalhas?
Sem contar que o time será recebido pela PresidANTA como herói, como manda a cartiolha do poulismo vagabundo, e ainda e desfilarão pelas ruas em carros do corpo de bombeiros.
Santa sina o uso mambembe dos carros de bombeiros né? Quando não usam para fazer circo com atletas aboletados em cima, usam para fazer enterro de "otoridades". Tudo aqui é feito dessa maneira mediocre.
Pobre Brasil, as estatais enfiam muita grana na preparação de gente batalhadora, que se bem preparada de verdade, chegaria a lugares mais respeitosos em competições desse nível. Mas a grana vai, some, e as quirelas que são investidas não dão para manter um atleta de ponta no país. E é onde gente como o Cielo vai embora na base do PAItrocínio para treinar com seriedade e com gente comPTente.
Sem contar a delegação "oficiosa" da Pocilga, via PTtour, que levou uma cangalha de baba ovos da Dentuça para a abertura dos jogos e isso custou aos cofres públicos a módica quantia de R$ 900 mil. Seis sinistros se enfiaram no pacote e ninguém ficou hospedado na embaixada Tupiniquim. Todo mundo foi para hotel de luxo as custas dos otário contribuíntes que sustentam essa cambada de felasdumapota.
Agora só nos resta rezar para que a çelecinha leve um tremendo "nabo" no futebol, e quem sabe assim alguém repense o COB e a maneira de se preparar nossos jovens que agora servem de medida do desenvolvimento da nação...
Ontem mais um acidente nas obras a toque de caixa para a copa de 2014.
Cinco operários ficaram feridos na queda de uma estrutura de arquibancada no estádio "nacional" de Brasília. Já havia morrido um em acidente recente na mesma obra. E o cronograma que já está pra la de atrtasado vai ficando cada vez mais sem tempo com a paralisação da construção para que se faça perícia no local.
Sinceramente, só brasileiro muito sem noção e turista desavisado será capaz de enfiar a carcaça num estádio construído na base da correria onde certamente problemas estruturais existem e poderão causar acidentes graves.
Se os estádios segurarem a Copa, após o evento, podem escrever: A maioria deles entrará em reparos. 
E tome mais grana para reparar o que já foi superfaturado!!
E vamo que vamo que no Brasil tudo funciona meia boca, até a capacidade do povo entender para que serve um título de eleitor.
E PHOD@-SE
DO MASCATE

Senadora desafia "Carminha e Max" na CPI do Cachoeira.

A senadora Kátia Abreu (PSD-TO) comparou nesta terça-feira (7) o casal Carlinhos Cachoeira e Andressa Mendonça aos vilões Carminha e Max, da novela da TV Globo “Avenida Brasil”. Kátia Abreu pediu a palavra no início da reunião desta manhã da CPI do Cachoeira, marcada para ouvir o depoimento de Andressa.
Ao iniciar a fala, a senadora afirmou que foi “afrontada” pela mulher do contraventor. Kátia Abreu relatou que Andressa disse, em entrevista à imprensa, que teria um dossiê contra ela. A mulher de Cachoeira teria dito ainda, segundo Kátia Abreu, que a senadora sempre pedia dinheiro a Cachoeira para financiar campanhas.
“Carminha e Max só na TV. Não vão jogar meu nome no lixão, não, porque eu não sou uma criança indefesa, sou uma mulher forte”, disse a senadora. “Pelo visto, a bela resolveu ser fera e ela precisa ter muito cuidado para não ser enjaulada”, disse ainda a parlamentar. Kátia Abreu citou a lei que trata das comissões parlamentares de inquérito. "Talvez eu seja a única senadora afrontada por esta senhora. A lei 1.579, que criou a CPI em 1952 por Getúlio Vargas, diz que constitui crime impedir ou tentar impedir mediante violência ou ameaça o regular funcionamento de Comissão Parlamentar de Inquérito [...] e remete ao Código Penal dando detenção de dois meses a dois anos", destacou a senadora.
A senadora também chamou Andressa Mendonça de “mentirosa e caluniadora”. “Essa calúnia é uma vingança [...] Ela não vai me intimidar. Estou aqui na primeira fila aguardando esta senhora Cascata”, afirmou Kátia Abreu, antes da chegada de Andressa Nascimento à CPI. Na semana passada, a mulher do contraventor foi acusada de tentar chantagear o juiz responsável pelo caso, Alderico Rocha. Ela foi levada à sede da Polícia Federal de Goiânia para prestar depoimento, e teve de pagar fiança de R$ 100 mil para não ser presa. Além da fiança, Andressa foi proibida pela Justiça de visitar Cachoeira. (G1)
DO CELEAKS

Escritório de Brindeiro recebeu R$ 680 mil de Cachoeira, diz PF

Vinicius Sassine, O Globo
Documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) na Operação Monte Carlo, cuja análise foi concluída no último dia 9 de julho, revelam uma participação direta do subprocurador-geral da República Geraldo Brindeiro na defesa dos interesses do grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Entre os papéis encontrados pela PF em poder de dois dos principais aliados do contraventor estão tabelas com registros de pagamentos mensais ao escritório de advocacia de Brindeiro. Os repasses, conforme os registros, somam R$ 680 mil em 2009 e 2010. O valor é quatro vezes superior ao montante descoberto até agora pela CPI do Cachoeira. Em maio, o senador Pedro Taques (PDT-MT) denunciou depósitos de R$ 161 mil para o escritório do subprocurador.
Leia mais em Escritório de Brindeiro recebeu R$ 680 mil de Cachoeira, diz PF
DO B. DO NOBLAT

ÊPA, Malheiros!

Vejam só como são as coisas.
Segundo os 40 LADRÕES DE LULLA o dinheiro conseguido pelo partido-quadrilha foi obtido através de empréstimos, DITOS LEGAIS, das arcas do Rural e do BMG.
Num arremedo de infelicidade, a mesma que sempre acontece com os petralhas, eLLes resolveram transformar DINHEIRO LIMPO em dinheiro enlameado.
Delúbio deve ser o único diretor financeiro de quadrilha que cometeu esta façanha.
Mas essa é a tese que eles defendem, certo?
Para Malheiros, que defende o sonolento e ladrão Delúbio, não é bem assim.
Expliquemos.
Leiam essa da Folha:
       
Defesa de Delúbio Soares reafirma tese de caixa dois durante julgamento
FOLHA DE DE BRASÍLIA

Responsável pela defesa do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o advogado Arnaldo Malheiros Filho disse nesta segunda-feira aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que a prova contra seu cliente "é pífia, é esgarçada, é rala".
Ele reforçou a tese dos réus de que houve, na verdade, caixa dois para pagar dívidas da campanha de 2002 e não compra de apoio político.
Malheiros FIlho foi o terceiro advogado a falar na sessão desta segunda-feira (6) do julgamento do mensalão. Antes dele falaram os defensores do ex-ministro José Dirceu e do ex-presidente do PT José Genoino. Os três, segundo a denúncia, compunham o núcleo político do esquema.
Para a defesa, a linha do Ministério Público Federal de que houve compra de apoio de políticos e partidos para compor a base de apoio do governo Lula (2003-2010) no Congresso não se sustenta.
"O dinheiro era ilícito, ele [Delúbio] não se furta de responder. Ele operou caixa dois, era ilícito, mas não corrompeu ninguém. Não tinha em função interna essa atribuição de obter maioria parlamentar."
OBSERVAÇÃO CRETINA DO SITE:
Ué, não veio dos empréstimos do Rural? E os empréstimos não eram LÍCITOS?
Se, como afirma o advogado do salafrário Delúbio, era DINHEIRO ILÍCITO, então de onde veio o desgraçado do dinheiro?
Será por acaso que veio do BB ou da VISANET?
O nome disso é peculato.
Bom, continuando com a tese de Malheiros, se era DINHEIRO ILÍCITO, por que os empréstimos era LÍCITOS, segundo a quadrilha resta, por óbvio então, que os empréstimos feitos ao Rural eram fraudulentos temos então os crimes de falsidade ideológica, fraude bancária, suborno, evasão de divisas, falsificaçção de documentos, etc.
Vem cá: Esses caras estão defendendo ou acusando? 

O advogado disse que a ideia de compra votos não pode ser comprovada, uma vez que a relação entre saques e votações importantes mostram derrotas do governo.
"Se houve traição, o PT poderia dizer que foi traído feliz. Quanto mais traído, mais dinheiro mandava. Não houve essa relação", disse o advogado, que usou levantamento feito pelo deputado Odair Cunha (PT-MG) para sustentar a tese no tribunal.
Malheiros Filho afirmou ainda que não pode existir uma quadrilha nos moldes do que foi retratado pelo Ministério Público e que isso, no mínimo, seria estranho.
E completou: "Como em qualquer democracia sólida do mundo, o governo conquista sua base aliada com a partilha do poder. Não com dinheiro", disse.
MALHEIROS:
COMO EM QUALQUER DEMOCRACIA SÓLIDA DO MUNDO, BANDIDOS BEIJAM AS BARRAS DOS TRIBUNAIS PARA RESPONDER PELOS CRIMES QUE COMETEM.
É JUSTAMENTE POR ISSO, QUE OS 40 LADRÕES DO LULLA ESTÃO NO BANCO DOS RÉUS.
SE FOSSE EM CUBA OU VENEZUELA...........
VAI SER UMA VERGONHA PARA A JUSTIÇA BRASILEIRA SE ESTES BANDIDOS FOREM INOCENTADOS. 

DO GENTE DECENTE

Não é para rir?

Vou dar uma de Mãe Dinah:
SE OS 11 MIBs INOCENTAREM ESSA CORJA, SERÃO 11 PATETAS TOGADOS.
O que se extrai de todas as defesas até aqui tentadas pelos mais caros advogados do país, é que eles defendem uma turma de patetas.
Genoino, o dedo duro do Araguaia, era presidente da quadrilha quando a grana do Rural que era lícita, foi usada como ilícita.
Mas Genoíno, não sabia de nada. Como presidente do partido dos larápios amadores, tinha poderes de mandar em todos. Mas, segundo sua defesa, não mandava em nada.
Só tinha poderes políticos. Sei.
Já Delúbio que não tinha poderes para nada, era quem mandava em tudo e decidiu sozinho pegar os empréstimos com o Rural, com o endosso de Valério e a assinatura de Genoíno, que não sabia de nada e não mandava em tudo e deve ter assinado sem ler o documento e sem desconfiar que estava dentro de uma agência bancária. Sei também.
O causídico que defende o guerrilheiro cagão diz que eLLe, o guerreiro das planícies, era um trouxa. Um completo imbecil que não conhecia Valério, que diz que conhece Dirceu, e que também não sabia do que fazia a dupla de não-mandas-chuvas Delúbio e Genoíno, bem debaixo de suas ventas.
Dirceu é, no dizer de seu advogado, um asno paraplégico.
Pairando acima de todos, o todo poderoso asno maior.
LuLLa, não sabia de nada, não ouvia nada, não fazia nada.
E toda essa tramóia se realizava com pessoas com interesses no governo e que mantiveram entre si, encontros registrados em agendas, mas nenhum deles sabiam ao certo, de quem se tratava e nem o que tanto faziam dentro das salas de Dirceu, então afastado do partido quadrilha e de LuLLa, que nem sabia mais que o PT que fundou ainda existia e fazia tantas artes pelo mundo da criminalidade.
Todos Patetas. Todos completos idiotas com carteirinha de revolucionários.
Sei não, mas creio que o julgamento do MENSALÃO DO LULLA, que não existiu segundo os patetas, está sendo julgado no lugar errado.
Deveria ser no Pinel.
Com 11 maluquinhos vestidos à carater e cheios de SEMAP, para não serem violentos com os réus.
Ou será que estes sujeitinhos estão achando que o STF é o sanatório geral da nação? 

DO GENTE DECENTE

No início das defesas dos advogados, contratições deixaram mal Zé Dirceu e Lula

- A melhor apreciação do terceiro dia de sessões do jlgamento do Mensalão foi desta advogada, Marina Bertuccido escritório Lira Rodrigues, Coutinho e Aragão Advogados, Brasília/DF, que escreveu o texto a seguir, publicado no blog de Ricardo Noblat. Leia:
Após uma sessão com discussões acaloradas entre os ministros e o monólogo de sexta feira protagonizado pelo Procurador Geral da República, a sessão de hoje inaugurou a troca de acusações típica da presença de vários advogados dentro de uma mesma denúncia.
 (...)
Se Garrincha certa vez alertou que faltava combinar a estratégia do jogo com os adversários russos, faltou à defesa de Dirceu combinar sua versão com seus companheiros de partido, pois a defesa de José Genoíno não hesitou em dizer que, embora ele fosse formalmente o presidente do PT, o presidente de fato era o próprio Dirceu, devolvendo a bola quadrada ao ex-Ministro da Casa Civil.
Também faltou combinar com a defesa de Delúbio.
Apesar das inúmeras menções ao PT e à cúpula do partido, em nenhum momento as defesas de Dirceu e Genoíno mencionaram, nem uma única vez, o nome do ex-Presidente Lula, mas o advogado de Delúbio não foi convidado para a estratégia e na sua introdução escancarou que tudo começou na montagem da chapa Lula e José Alencar, em reunião na qual Lula estava presente.
E seguiram-se as divergências. O advogado de Dirceu não apelou ao seu passado, embora tenha dele lembrado. De Genoíno, sabe-se até que possui a ficha de inscrição n. 07 no PT.
O advogado de Dirceu não rebateu especificamente os fatos e a todo o momento, repita-se, negou qualquer pagamento. O de Delúbio trouxe gráficos, tabelas demonstrativas e disse que foi dado dinheiro a um monte de gente.
CLIQUE AQUI para ler tudo.
DO POLIBIO BRAGA

A REVISTA FORBES DIVULGA A MILAGROSA E RÁPIDA FORTUNA DE LULA


PODER PÚBLICO SAFADO
Geraldo Almendra
Pode um cidadão eleito presidente e pertencente à classe média baixa, se tornar, em dois mandatos presidenciais, em um bilionário apenas com seus rendimentos e benefícios do cargo?
A resposta é sim. O ex-presidente Lula é um suposto e exemplar caso
desse milagre financeiro, tendo-se como base as denúncias recorrentes já feitas pela mídia.
Conforme amplamente noticiado em algumas ocasiões uma conceituada revista - a Forbes trouxe à tona esse tema, reputando a Lula a posse de uma fortuna pessoal estimada em mais de R$ 2 bilhões de dólares, devendo-se ressaltar que a primeira denúncia ocorreu ao que tudo indica em 2006, o que nos leva a concluir que a inteligência financeira do ex-presidente já deve ter mais que dobrado esse valor, na falta de uma contestação formal e legal do ex-presidente contra a revista.
Estamos diante de um suposto caso em que o silêncio pode ser a melhor defesa para não mexer na panela apodrecida dos podres Poderes da República, evitando as consequências legais pertinentes e o inevitável desgaste perante a opinião pública.
Nesta semana a divulgação pelo Wikileaks de suspeitas - também já
feitas anteriormente - de subornos envolvendo o ex-presidente nas
relações de compras feitas pelo desgoverno brasileiro em relação a
processos de licitações passados, ou em andamento, nos conduz,
novamente, e necessariamente, a uma pergunta não respondida: como se explica o vertiginoso crescimento do patrimônio pessoal e familiar da família Lula?
O que devem estar pensando os milhares de contribuintes que têm suas declarações de renda rejeitadas e são legalmente, todos os anos,
obrigados a dar as devidas satisfações à Receita Federal sobre
crescimentos patrimoniais tecnicamente inexplicáveis, mas de valor
expressivamente menor do que o associado ao patrimônio pessoal e
familiar do ex-presidente?
A resposta é simples e direta: tudo isso nos parece ser uma grande e
redundante sacanagem com todos aqueles que trabalham - durante mais de cinco meses por ano - para ajudar a sustentar aquilo que a sociedade já está se acostumando a chamar de covil de bandidos.
A pergunta que fica no ar é sobre que atitudes deveriam e devem tomar o Ministério Público, a Receita Federal, O Tribunal de Contas e a
Polícia Federal diante de supostas e escandalosas evidências de
enriquecimento ilícito de alguém que ficou durante dois mandatos
consecutivos no cargo de Presidente da República?
Na falta de atitudes investigativas ou consequências legais, como
sempre, a mensagem que o poder público passa para a sociedade é de uma grotesca e sistemática impunidade protetora de todos, ou quase todos, que pactuam com a transformação do país em um Paraíso de Patifes.
No Brasil, cada vez mais, a corrupção compensa e as eventuais punições já viraram brincadeira que nossa sociedade, no cerne dos seus núcleos de poder públicos e privados aprendeu: a impunidade a leva a se nivelar por baixo aceitando que roubar o contribuinte já se tornou um ato politicamente correto para que a o projeto de poder do PT um Regime Civil Fascista fundamentado no suborno e em um assistencialismo comprador de votos siga inexoravelmente avante.
A omissão do Poder Público diante da absurda degeneração moral das relações públicas e privadas somente nos deixa uma alternativa de qualificação: estamos diante do Poder Público mais safado e sem
vergonha de nossa história.
A propósito quem roubou o crucifixo do gabinete presidencial no final
do desgoverno Lula?
Divulguem!
DO MENINASUPERPODEROSAS