quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Celso de Mello é o favorito para assumir a relatoria da Lava-Jato


No que depender de Cármen Lúcia, o ministro Celso de Mello será o novo relator da Lava-Jato no STF. A lógica diz que a escolha ficará na 2ª turma, formada por Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e, é claro, Mello.
Mello é o ministro mais antigo do Supremo e o que sofre menos rejeição, visto a relação conflituosa de Mendes com Lewandowski e o relativo pouco tempo de corte de Toffoli.
Por isso, Mello aparece como o “porto seguro” de Cármen, que quer jogar em uma alternativa segura. “Ela é mineira no que faz”, disse um interlocutor.
De acordo com o regimento interno da Corte, a presidente pode redistribuir o processo para um novo ministro em caráter excepcional “diante de risco grave de perecimento de direito ou na hipótese de prescrição”. A Lava-Jato, obviamente, é um caso extraordinário e não vai ficar parada.
Se isso não acontecer, a operação só seguiria em frente depois da indicação de um novo ministro pelo presidente Michel Temer.

Campanha pede Sergio Moro no STF

O juiz Sergio Moro está nos assuntos mais comentados do Twitter brasileiro. Em menos de uma hora, 24 mil comentários foram postados pedindo que ele substitua Teori Zavascki como ministro do Supremo Tribunal Federal.
Zavascki faleceu na tarde desta quinta (19) vítima de um acidente aéreo em Paraty, no litoral sul do Rio. Ele era relator da Lava-Jato no STF.
Já  Odebrecht recebeu ainda mais menções. Em 60 minutos, foram 90 mil postagens. A Lava-Jato prepara a homologação das delações feitas pela empreiteira, prevista para fevereiro. DO R.ONLINE

Sérgio Moro diz que está 'perplexo' com a morte do ministro Teori...

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, em primeira instância, disse que está perplexo com a morte do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki. O magistrado morreu em um acidente aéreo na tarde desta quinta-feira (19), na região de Paraty, no litoral fluminense.
"Tive notícias do falecimento do Ministro Teori Zavascki em acidente aéreo. Estou perplexo. Minhas condolências à família. O Ministro Teori Zavascki foi um grande magistrado e um herói brasileiro, exemplo para todos os juízes, promotores e advogados deste país. Sem ele, não teria havido Operação Lava Jato. Espero que seu legado de serenidade, seriedade e firmeza na aplicação da lei, independentemente dos interesses envolvidos, ainda que poderosos, não seja esquecido", disse.
Enquanto Moro cuida dos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, Zavascki era o relator de todos os processos da investigação que chegavam ao STF.
Em março de 2016, Zavascki exigiu de Moro uma resposta sobre a divulgação de grampos telefônicos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a então presidente Dilma Rousseff (PT). O ministro pediu explicações sobre os motivos que levaram o magistrado a deixar que as gravações se tornassem públicas.
À época, Moro enviou um ofício ao STF, em que pediu desculpas aos ministros. O juiz disse que não tinha a intenção de provocar as polêmicas que decorreram após a divulgação dos áudios. Assim que as gravações foram tornadas públicas, houve uma série de protestos por todo o país, pedindo a saída da presidente e também de Lula, que acabara de ser indicado para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil.
Em junho, Zavascki acabou considerando nulas parte das gravações obtidas naquela ocasião. No mês seguinte, Moro voltou a defender a legalidade dos áudios. No mesmo despacho, o ministro encaminhou a Moro os documentos das investigações referentes a um tríplex no Guarujá e a um sítio em Atibaia, ambos no estado de São Paulo. No caso do apartamento, Moro aceitou uma denúncia contra o ex-presidente, que virou réu e responde à ação penal em primeira instância.
Força-tarefa lamenta a morte
Os procuradores do Ministério Público Federal, que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato, também lamentaram a morte de Teori Zavascki. Os investigadores lembraram a trajetória do ministro como magistrado e professor de direito. DO G1

Juízes defendem investigação ‘transparente’ sobre acidente que matou ministro da Lava Jato

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) divulgaram nota na tarde desta quinta-feira, 19, lamentando a morte do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki e cobrando que as causas do acidente que vitimou o magistrado sejam esclarecidas “com a maior rapidez e transparência possível.”
“É absolutamente fundamental que as causas e circunstâncias do acidente sejam apuradas com a maior rapidez e transparência possível”, diz o texto assinado pelo presidente da Anamatra Germano Silveira de Siqueira.
Já o presidente da Ajufe, Roberto Veloso, afirmou que os magistrados estão “consternados com a prematura morte” de Teori e que é ” imprescindível a investigação das circunstâncias nas quais ocorreu a queda do avião em que viajava”..
“O Supremo Tribunal Federal e o Brasil perdem um magistrado culto, sério, honesto e cumpridor de seus deveres. Diante das altas responsabilidades a ele atribuídas, em especial a condução dos processos da Lava Jato no STF, é imprescindível a investigação das circunstâncias nas quais ocorreu a queda do avião em que viajava”, afirma Veloso em nota.
A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), por sua vez, divulgou texto afirmando que a morte do ministro “estarrece a todos” e classificando Teori como “um exemplo de parcimônia e responsabilidade na atuação judicante”.
“Professor universitário e juiz federal de carreira, o magistrado Teori Zavascki desde 2012 exercia suas atividades como ministro do STF, sendo conhecido por sua discrição, mesmo na presidência de processos de grande repercussão”, segue o texto assinado pelo presidente da AMB Jayme de Oliveira.
Teori era o relator no Supremo da maior operação de combate à corrupção no País que atinge políticos com foro privilegiado. Ele estava analisando a proposta de delação premiada de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht que implicam centenas de políticos. Antes do acordo da Odebrecht, Teori já havia homologado outras 24 delações premiadas que permitiram o avanço da operação.
A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) também manifestou seu pesar por meio de nota divulgada nesta tarde, na qual afirma que Teori atuou “com exemplar firmeza e seriedade os processos da operação e desempenhando papel decisivo no combate à corrupção no Brasil”, diz o texto assinado pelo presidente da ANPR José Robalinho Cavalcanti.
O acidente que vitimou o ministro, também mobilizou representantes da advocacia que divulgaram nota lamentando a tragédia e homenageando a trajetória do ministro. “Que a atuação discreta e serena do ministro Teori sirva de exemplo para aqueles que ocupam cargos públicos de tamanha relevância em nossa sociedade”, afirmou a Ordem dos Advogados do Brasil em nota
Confira abaixo as notas das entidades: 
“Com enorme pesar e consternação a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) manifesta o sentimento de luto da nação brasileira com a notícia da morte do ministro Teori Albino Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrida nesta quinta-feira (19).
Homem de caráter e conhecimento jurídico indiscutíveis, Teori pontuou sua vida pela retidão de suas atitudes. Nos últimos anos, ensinou aos operadores do Direito e a todos que acompanhavam sua carreira na mais alta Corte do País ser um exemplo de parcimônia e responsabilidade na atuação judicante.
Professor universitário e juiz federal de carreira, o magistrado Teori Zavascki desde 2012 exercia suas atividades como ministro do STF, sendo conhecido por sua discrição, mesmo na presidência de processos de grande repercussão. Sua morte repentina estarrece a todos.
A AMB manifesta suas condolências aos amigos, colegas e familiares do ministro.”
Jayme de Oliveira
Presidente da AMB”
Anamatra lamenta falecimento do ministro do STF Teori Zavascki
“Nota de pesar
A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) manifesta o seu mais profundo pesar pelo falecimento do ministro Teori Zavascki, ocorrido em acidente de avião na tarde desta quinta-feira (19/01), em Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro (RJ).
A Anamatra homenageia a memória do ministro Teori Zavaski, magistrado probo, comprometido e dedicado à causa da Justiça e que, certamente, pelo seu modo de agir ponderado, firme e discreto, figura como paradigma na jurisdição, representando uma inestimável perda para o Poder Judiciário e para toda a sociedade.
Aos familiares e amigos, a Anamatra, em nome de todos os juízes do Trabalho, externa sua solidariedade e condolências neste momento de tristeza e infortúnio.
É absolutamente fundamental que as causas e circunstancias do acidente sejam apuradas com a maior rapidez e transparência possível.
Brasília, 19 de janeiro de 2017.
Germano Silveira de Siqueira
Presidente da Anamatra”
NOTA DE PESAR
A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), com profundo pesar, lamenta a morte do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, em um trágico acidente aéreo nesta quinta-feira,19.
Como relator da Lava Jato, Zavascki vinha conduzindo com exemplar firmeza e seriedade os processos da operação e desempenhando papel decisivo no combate à corrupção no Brasil. Teve também uma trajetória reta e brilhante na magistratura judicial.
Que recebam a família, amigos e o STF condolências e solidariedade de todos os procuradores da República.
José Robalinho Cavalcanti
Procurador Regional da República
Presidente da ANPR
Nota de pesar
“A Diretoria do CFOAB, o Conselho Federal da OAB e o colégio de presidentes de seccionais manifestam solidariedade às famílias e amigos das vítimas do acidente de avião ocorrido nesta quinta-feira no Rio de Janeiro.
É com profundo pesar e consternação que a Ordem dos Advogados do Brasil recebeu a notícia da morte do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.
Teori teve uma trajetória profissional brilhante como advogado. Na magistratura, destacou-se por uma atuação firme, de irrestrito respeito à Constituição.
Que a atuação discreta e serena do ministro Teori sirva de exemplo para aqueles que ocupam cargos públicos de tamanha relevância em nossa sociedade.
Neste momento difícil, desejamos que os amigos e familiares das vítimas encontrem forças para superar a dor da perda.
Diretoria, colégio de presidentes seccionais e Conselho Federal da OAB” DO ESTADÃO

Avião de pequeno porte cai em Paraty; filho confirma morte de Teori

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Avião de pequeno porte caiu em Paraty.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki morreu nesta quinta-feira, 19, no acidente com um avião de pequeno porte perto de Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro. Francisco Prehn Zavascki, filho do ministro Teori confirmou, em sua rede social, que o pai morreu no acidente.
"Muito obrigado a todos pela força!", escreveu. As informações extraoficiais são de que apenas um dos quatro passageiros sobreviveu ao acidente. O avião partiu de São Paulo para o Rio de Janeiro. 
Foto: Reprodução
Francisco Prehn Zavascki
Publicação de Francisco Prehn Zavascki.
Antes da confirmação de morte, o filho do ministro já havia afirmado em sua rede social que Teori estava entre os passageiros do avião. “Amigos, infelizmente, o pai estava no avião que caiu! Por favor, rezem por um milagre!”, disse.
O presidente Michel Temer e a presidente do STF, Cármen Lúcia, foram informados sobre o acidente, que teria vitimado Teori. A ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, havia acabado de chegar a Belo Horizonte (MG) quando recebeu a informação de que o nome do ministro Teori Zavascki estava na lista de passageiros do avião.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também recebeu, na Suíça, a mesma informação e cancelou todos os compromissos que tinha na Suíça, inclusive uma reunião com o procurador-geral Michael Lauber, para retornar ao Brasil. Ele deve desembarcar em Brasília na sexta-feira, 20. Visivelmente consternado, o procurador não quis falar sobre o acidente. Na cidade suíça de Berna, Janot iria tratar com Lauber da ampliação da Lava Jato para obter mais informações sobre depósitos feitos em bancos suíços. A PGR vai decretar luto oficial.
O Corpo de Bombeiros do Rio informou na tarde desta quinta-feira que foram realizadas buscas de pelo menos três pessoas que estariam a bordo do avião que caiu no mar, perto de Paraty. 
Segundo informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave é fabricada pela companhia americana Hawker Beechcraft. O avião, de modelo C90GT, está registrado em nome da empresa Emiliano Empreendimentos e Participações Hoteleiras e Sociedade Ltda. A empresa é proprietária do Hotel Emiliano.
Trata-se de um avião turboélice com capacidade máxima para sete passageiros. Os dados da Anac apontam que o avião estava em situação "normal" de aeronavegabilidade. A data de sua Inspeção Anual de Manutenção (IAM) estava válida até 12 de abril de 2017. (André Borges e Breno Rodrigues)
Foto: Divulgação
Modelo do avião que caiu perto de Paraty
Modelo do avião que caiu perto de Paraty  - DO ESTADÃO

A oportunidade Trump

Felipe Moura Brasil, da Veja, é uma raridade: um jornalista que defende Donald Trump.
O Antagonista foi conversar com ele.
A conversa está resumida aqui (ele pretende publicar o resto em seu blog).
Animado com Trump?
Meu temperamento avesso a celebrações antes da hora naturalmente me impede de ficar animado com qualquer governo, incluindo o de Trump, mas a oportunidade que o fenômeno de sua ascensão ao poder abriu para a exposição da distância entre a militância jornalística e a realidade, como fiz durante toda a campanha, é pessoal e culturalmente animadora para mim.
O que comemoro, sim, é a saída de Barack Hussein Obama, o queridinho da mídia cuja estatização do sistema de saúde resultou só para a classe média em um aumento de impostos de 377 bilhões de dólares. Obama ainda elevou a dívida dos EUA em 9,2 trilhões de dólares desde que tomou posse e agora a deixa com um total de 19,9 trilhões – um aumento de 87%.
Sua intervenção desastrosa na Líbia (tão bem retratada no filme “13 horas”) e a retirada precoce das tropas americanas do Iraque em nome do “pacifismo” abriram caminho para o massacre de inocentes e o poder de terroristas islâmicos que ele ainda se recusa a chamar pelo que são. Some-se tudo isto à perda, por exemplo, de 301 mil empregos em fábricas durante seu governo e nem eventuais incertezas sobre Trump impedem um considerável alívio.
O Antagonista defende a supremacia dos Estados Unidos e o dever dos americanos de defender o mundo livre contra as tiranias. Você não considera assustador o discurso isolacionista de Donald Trump, que exacerba o acovardamento de Barack Obama?
É cedo para me assustar, porque não encaixo exatamente na categoria do isolacionismo, seja econômico ou militar, o discurso de Trump até aqui.
Ele é um homem prático, um negociador pragmático que busca, com ameaças e estratégias ousadas, garantir maiores vantagens para o lado que defende em qualquer negociação, não um intelectual ou ideólogo com diretrizes doutrinárias a seguir independentemente do cenário circunstancial.
Enquanto recupera as Forças Armadas americanas enfraquecidas por Obama, o presidente eleito prefere ter a Rússia como aliada no combate ao terrorismo islâmico a alimentar uma tensão desnecessária entre as duas potências nucleares em função de disputas em outros países.
O livre comércio e o capitalismo multinacional foram os maiores responsáveis pelo predomínio econômico dos Estados Unidos. O protecionismo de Donald Trump não coloca em risco tudo isso?
Depende de até onde Trump vai levar a sua reação a acordos de livre comércio que tiveram efeitos negativos sobre a economia e a força de trabalho americanas, como o Nafta – entre EUA, Canadá e México –, que ele chamou de o "pior acordo comercial na história".
Rever acordos danosos para os EUA não é necessariamente antiliberal, antimercado ou antiglobalização, pode ser também mais a favor do país que acumular déficits comerciais crônicos com os outros.
O fato de ter incomodado seu grande rival no mundo, a China, que curiosamente virou o xodó de Davos, pode ser visto também como uma indicação positiva, assim como os recordes históricos batidos pelo Dow Jones após sua eleição talvez indiquem que Wall Street não espera um desastre.
Você apoia o muro na fronteira com o México? A América Latina é o quintal dos Estados Unidos. Donald Trump vai renunciar ao seu quintal? Não é grave para o Brasil deixar de ser o quintal dos Estados Unidos?
O muro, é sempre bom registrar, não combate a imigração legal, mas a ilegal, que, embora inclua a entrada de gente que depois não comete outras ilegalidades nos EUA, também inclui a entrada de criminosos que traficam armas e drogas, roubam, estupram, matam.
Considero perfeitamente legítimo que um país proteja suas fronteiras da maneira como julga mais adequado e o eleitorado apoiou Trump na construção do muro. Apoiar mesmo, eu apoio a construção de um igual nas fronteiras brasileiras com a fortuna roubada na propinocracia petista.
Grave para o Brasil e o resto da América Latina é eleger governantes que só despertam nos cidadãos a vontade de ir embora para os EUA. DO OANTAGONISTA

Lava Jato e Paraguai fazem sucesso em Davos

Avaliação em sessão do Fórum é que nem tudo vai mal na região: há combate à corrupção e cresce a economia paraguaia
Davos
Em Davos, otimismo moderado com a América Latina
Mais do que a economia, a imposição da lei por meio de operações como a Lava Jato foi um motivo de otimismo sobre a América Latina nesta quarta-feira, 18, numa sessão do Fórum Econômico Mundial. As investigações sobre corrupção no Brasil foram citadas como um dos sinais de avanço institucional na região. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sentado na plateia, foi convidado pelo coordenador do encontro, o professor Ricardo Hausmann, de Harvard, para falar sobre o caso brasileiro. Outros episódios foram lembrados. 
A economista Rebeca Grynspan, ex-vice presidente de Costa Rica e atual dirigente da Secretaria Geral Ibero-Americana, citou a queda, no ano passado, do presidente da Guatemala, o general aposentado Otto Pérez Molina. Acusado de corrupção pelo Ministério Público, depois de um ano e meio de investigação, o presidente guatemalteco perdeu imunidades, cassadas pelo Parlamento, e renunciou depois de manifestações em várias cidades. Generais saem de cena e agora governos são confrontados por promotores, comentou Grynspan. 
O sucesso alcançado até agora pela Operação Lava Jato, disse Janot, reflete a afinação e a independência institucional do sistema de Justiça, tanto na Promotoria quanto no Judiciário. O Ministério Público, acrescentou, tem trabalhado com transparência e independência pela aplicação da lei.
Enfatizou, além disso, a cooperação entre as promotorias do Brasil e de outros países. Citou especialmente o Paraguai, representado no debate pelo presidente Horacio Cartes, e a Suíça. No fim da sessão, Janot cumprimentou o presidente paraguaio, Horacio Cartes, um dos debatedores, e elogiou o Ministério Público do Paraguai. 
Instituições em funcionamento foram a grande novidade apresentada no debate, admitiu depois ds sessão, ao Estado, o professor Hausmann. Não deixou, no entanto, de apontar um dado negativo: as investigações sobre a Odebrecht produziram resultados e respostas oficiais países latino-americanos, como Colômbia, Peru e Equador, mas o governo da Venezuela continuou em silêncio. 
Ex-ministro do Planejamento da Venezuela e ex-economista chefe do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Hausmann usou duas vezes a palavra "catástrofe" ao mencionar a situação econômica e política de seu país de origem. 
A presença do presidente paraguaio, convidado para participar do debate, é mais um sinal do recente sucesso de seu país entre os analistas econômicos. Em outubro de 2015, em Lima, diretor do Fundo Monetário Internacional para a América Latina, Alejandro Werner, contrastou o bom desempenho econômico do Paraguai com o mau estado de seus vizinhos e parceiros de maior peso, Argentina e Brasil.
O presidente Horacio Cartes falou das mudanças na economia paraguaia em termos muito simples. Há mais transparência, afirmou, e hoje qualquer um pode saber quanto ganha um agente público. O dinheiro manejado pelas autoridades é do contribuinte e preciso sempre lembrar esse fato e usar os meios públicos com cuidado, comentou. "Não há milagre", disse. Poderia ter citado a atração de investimentos estrangeiros, incluídos grupos do Brasil, mas foi moderado. A economia paraguaia deve crescer 4% neste ano, repetindo o desempenho de 2016, comentou Cartes depois da sessão. 
Repetindo o comentário feito há mais de um ano por Alejandro Werner, do FMI, Hausmann chamou a atenção para a diferença entre a condição do Paraguai e a situação de Brasil e Argentina, ainda estagnados, e em seguida mencionou a "catástrofe" da Venezuela, com alguns dos piores indicadores econômicos do mundo. De modo geral, os comentários sobre as condições econômicas da América Latina foram negativos. Afetada pela baixa dos preços dos produtos básicos, observou Hausmann, os países da região precisam buscar novas fontes de dinamismo e de sucesso comercial. 
O diretor geral da OCDE, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, mencionou como dados positivos a realização de reformas no México e a melhora da situação no Paraguai. De modo geral, cobrou dos latino-americanos mais esforços para aumentar a produtividade e reduzir a informalidade e a desigualdade. Insistiu de forma especial no tema da inovação.
Os países da região gastam de 0,5% a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) com essa atividade. Na Coreia, o investimento no esforço de inovação chega a 4% do PIB. Não há, portanto, como competir, quando pouco se aplica em pesquisa tecnológica e científica e no desenvolvimento de competências. Rebeca Grynspan defendeu maior empenho na educação, especialmente na qualidade, e também na inovação e na melhora da infraestrutura, como condições para aumentar o dinamismo e a competitividade da região. 
Os temas de agora são os mesmos do ano 2000, disse o escritor Moisés Naim, ex-editor da revista Foreign Policy, ex-ministro de Indústria e Comércio da Venezuela e hoje membro do Carnegie Endowment for International Peace. Para sair dos temas econômicos de sempre, lembrou a convivência com crime, um assunto menos discutido. A América Latina, disse, tem 8% da população mundial e 31% dos homicídios e pouco fazem os governos para cuidar disso. 
O tom da conversa mudou somente quando reapareceu o tema da corrupção e Ricardo Hausmann pediu a Rodrigo Janot um comentário sobre as investigações no Brasil. Com a intervenção de Rebeca Grynspan o dado positivo se ampliou: algumas instituições estão funcionando na América Latina. Há algo mais, na região, que o bom desempenho econômico do Paraguai. DO ESTADÃO

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Líder da polícia nacional desabafa sobre Obama: “Ninguém está triste por vê-lo ir embora”

blog
Com poucos dias para a saída efetiva de Obama da presidência americana, uma voz proeminente em nome dos policiais do país todo vai à contramão do chororô da grande imprensa e não pode esperar pela posse de Donald Trump. Trata-se de William J. Johnson, diretor executivo da National Association of Police Organizations. Ele disse ao The Blaze que Obama demonstrou, em suas ações mais do que em suas palavras, de qual lado estava nos confrontos com a polícia. E não era do lado dos policiais.
Grupos como o Black Lives Matter receberam suporte do presidente, cuja retórica ajudou a inflamar seus ataques aos policiais como se fossem um ato de reação justa ao “racismo sistêmico” da força policial. O pior efeito, segundo Johnson, foi na moral dos companheiros de farda, assim como uma determinação menor de se engajar em certas comunidades pelo receio de ser injustamente acusado por tais movimentos depois.
Em outras palavras: não se envolva, sorria, acene, e passe direto. A gestão de Obama, marcada pela narrativa racial, contribuiu para um menor trabalho preventivo da polícia, justamente por medo dessa campanha difamatória nas redes sociais por parte desses grupos organizados
Para Johnson, Obama sabia o que estava fazendo, qual era sua audiência. E quando o tema era violência contra policiais, sua audiência não eram os policiais, mas sim os líderes do Black Lives Matter, os agitadores. Obama deixou bem claro que estava do lado deles, apesar de, por obrigação do cargo, ter de lamentar publicamente os ataques que culminaram em mortes de policiais.
A posição tomada por Obama nos casos com repercussão nacional envolvendo jovens negros deixou isso bem claro. O presidente ajudou a jogar combustível na fogueira racial, criando um clima de antagonismo à toda instituição, como se tais atos fossem fruto de racismo, e não de situações claramente suspeitas desses jovens (que os fatos subsequentes confirmaram serem legítimas, já que a maioria tinha ficha corrida na polícia e tentara agredir o policial em questão).
O presidente Obama, portanto, não teria sido um defensor firme da aplicação das leis, preferindo o discurso de vitimismo racial que servia de salvo-conduto para todo tipo de abuso por parte desses jovens. Isso serviu para prejudicar bastante o trabalho dos policiais. Johnson, que lembra do respeito histórico de que o cargo sempre gozou, com jovens querendo se tornar policiais por terem seus pais e seus avós na força, diz que hoje muitos simplesmente alegam não valer mais a pena.
Barack Hussein Obama deixa saudades em muitos jornalistas que se comportaram como cheerleaders, mas pelo visto sai sem um legado positivo para aqueles que atuam para garantir a lei e a ordem. Os líderes do Black Lives Matter sentirão saudades, sem dúvida. Mas já os policiais, nem tanto…
Rodrigo Constantino

DONALD TRUMP: A VITÓRIA DA VERDADE CONTRA A VERGONHOSA MANIPULAÇÃO DA GRANDE MÍDIA.

O texto o que segue após este prólogo é de autoria do economista e empresário Paulo Figueiredo Filho, natural do Rio de Janeiro residindo e em Miami (EUA). É integrante do Instituto Liberal. Para quem não sabe, Paulo Figueiredo Filho é neto do falecido Presidente General João Baptista Figueiredo que encerrou o ciclo dos governos militares iniciado com a Revolução de 1964 e que promoveu a então denominada "abertura política".
Em boa hora Paulo Figueiredo Filho faz um denso inventário do desastre que foi o governo de Barack Obama, o que por si só explica a grande vitória de Donald Trump que toma posse na próxima sexta-feira, dia 20. Durante toda a campanha presidencial norte-americana as "Fake News" tomaram o lugar da verdade dos fatos. Lembram-se que todos os institutos de pesquisa dos Estados Unidos davam como favas contadas a vitória de Hillary Clinton?
A maior parte deste texto como constatarão logo abaixo é a bibliografia que remete o leitor para a fonte que embasa as afirmativas do autor. Ao mesmo tempo explica o quanto o jornalismo da grande mídia brasileira e internacional escondeu sobre o que de fato rolou nesses 8 anos do mandato de Obama. Como se vê, a agenda esquerdista-globalista foi seguida integralmente por Obama e, por outro lado, escamoteada de forma vil e criminosa pela grande mídia por meio de um esquema de marketing fabuloso. Com toda a certeza essa ação não foi apenas pela "causa"...
A tramóia do esquerdismo americano não é diferente do que aconteceu na Venezuela, na Argentina e agora no Brasil, epílogo do diabólico projeto do Foro de São Paulo, do qual Lula é o presidente e seu fundador. E, falando em Foro de São Paulo, o governo do Sr. Michel Temer tem a obrigação moral, antes de tudo, de romper imediatamente com famigerada Unasul, investigando ao mesmo tempo quanto há de dinheiro público brasileiro investido na faraônica sede dessa organização comunista edificada no Equador.
Transcrevo a seguir o texto de Paulo Figueiredo Filho com todas as fontes e os fatos que os jornalistas mentirosos e vagabundos da grande mídia sonegaram e continuam sonegando para promover a lavagem cerebral de leitores, ouvintes e telespectadores.
Não custa lembrar mais uma vez que o chefete do programa Manhattan Conection, da Globo, o Lucas Mendes, chegou a postar um vídeo de sua insólita dança do minueto da derrota, depois que Donald Trump fez barba e bigode nas urnas. Mendes e seus asseclas chegaram a montar uma vigília online para comemorar a vitória de Hillary. Fervor partidário, idealista, ideológico? A resposta fica com os estimados leitores. Vamos finalmente ao texto de Paulo Figueiredo Filho, que é antes de tudo uma pauta que os alegres rapazes e raparigas da grande mídia simplesmente ignoraram. Leiam:
UM DESASTRE CHAMADO OBAMA
Obama está dando tchau e o clima na grande mídia brasileira e na imprensa esquerdista americana é de velório. Nas últimas semanas foi impossível não ligar a TV em qualquer noticiário, ou abrir qualquer jornal, sem assistir reportagens em tom nostálgico sobre o presidente progressista que recuperou a economia americana, tornou a saúde e educação mais acessíveis e a América mais justa.
Mas... a verdade teima em discordar da imprensa: Obama foi um desastre econômico para os EUA que se aproxima das proporções de FDR e Jimmy Carter. Obama foi um tsunami nos sistemas de saúde e educação americanos. Obama é impopular e foi um cataclisma político sem precedentes para o seu partido.
Não acredite em mim e veja você mesmo. Vamos a alguns NÚMEROS da administração Obama que você com certeza não verá na GloboNews ou qualquer órgão de imprensa brasileiro, mas que todo jornalista decente deveria estar informando se não estivesse ideologicamente comprometido. Todos com suas respectivas fontes para que você possa ir lá e checar diretamente.
NA ECONOMIA:
US$ 19.9 Trilhões: É o tamanho da montanha de dívida pública que Obama vai deixar. (“Daily History Of The Debt,” U.S. Department Of Treasury, 12/23/16).
US$ 9.2 Trilhões: É o aumento na dívida desde que o Obama tomou posse. (idem).
87%: O aumento na dívida pública desde que Obama assumiu. (“Daily History Of The Debt,” U.S. Department Of Treasury, Accessed 12/23/16)
US$750 Bilhões: O déficit comercial americano apenas no último ano (U.S. Census Bureau, 12/27/16)
US$ 99 bilhões: O crescimento ANUAL do déficit comercial com a China desde que Obama assumiu. (“Trade In Goods With China,” U.S. Census Bureau, 12/27/16)
US$ 0.19: A QUEDA na média dos salários POR HORA desde que Obama tomou posse. (“State Of Working America Data Library,” Economic Policy Institute, Accessed 12/27/16)
301.000: Número de empregos em fábricas perdidos desde que Obama assumiu.(Bureau Of Labor Statistics, Accessed 12/2/16)
5%: A redução no número de americanos que se identificam como "classe-média" desde que Obama tomou posse. (Frank Newport, “Americans’ Identification As Middle Class Edges Back Up,” Gallup, 12/15/16)
4%: Queda no número de americanos que possuem casa própria desde que Obama assumiu. (“State Of Working America Data Library,” Economic Policy Institute, 12/27/16)
2%: A magra média de crescimento do PIB americano na Era Obama. (Larry Light, “Obama’s 8-Year Economic Legacy: A Mixed Bag,” CBS, 12/23/16)
REGULAÇÕES:
US$ 870.3 Bilhões: O custo econômico estimado de todas as novas regulações e regras (burocracia) criadas desde que Obama se tornou presidente. (“Regulation Rodeo,” American Action Forum, 12/27/16)
2.998: O número de novas regulações criadas desde que Obama assumiu (“Regulation Rodeo,” American Action Forum, Accessed 12/27/16)
583 milhões: Horas de americanos preenchendo papelada para lidar apenas com as novas regras, regulações e burocraciadas criadas na administração Obama.(“Regulation Rodeo,” American Action Forum, 12/27/16)
US$ 344 Bilhões: O custo econômico estimado apenas pelas novas regulações ambientais na era Obama. (“Regulation Rodeo,” American Action Forum, Accessed 12/27/16).
US$ 292 Bilhões: O custo econômico projetado para implementação das medidas de "energia limpa" da administração Obama. (H. Sterling Burnett, “Economic Analysis of Clean Power Plan Shows High Cost, Minimal Benefits,” The Heartland Institute, 12/2/15)
280.000: Número de postos de trabalho que devem ser fechados apenas com uma nova legislação ambiental "Stream Protection Rule". (“Economic Analysis Of Proposed Stream Protection Rule,” Ramboll Environ, 10/15)
11-14%: O aumento médio para os consumidores dos custos de energia por conta da nova regulação "Clean Power Plan" criada por Obama. (H. Sterling Burnett, “Economic Analysis of Clean Power Plan Shows High Cost, Minimal Benefits,” The Heartland Institute, 12/2/15)
SAÚDE:
US$ 1 Trilhão: o aumento de impostos do ObamaCare em uma década (“ObamaCare: Trillion Dollar Tax Hike That Hurts Small Businesses,” U.S. House Of Representatives Committee On Ways And Means, 3/31/16)
US$ 377 Bilhões: O aumento de impostos por conta do ObamaCare que afaram exclusivamente a classe média. (Glenn Kessler, “Does ‘Obamacare’ Have $1 Trillion In Tax Hikes, Aimed At The Middle Class,” The Washington Post, 3/12/13)
2.3 Milhões: O número de americanos que no ano que vem só terão UMA opção de seguro de saúde no ano que vem por causa do ObamaCare. (Cynthia Cox And Ashley Semanskee, Preliminary Date on Insurer Exits And Entrants In 2017 Affordable Care Act Marketplaces, Kaiser Family Foundation, 8/28/16)
41: Estados que viram aumento nas "franquias" dos seguros de saúde apenas em 2016 por conta do ObamaCare. (Nathan Nascimento, “The Latest Problem Under The Affordable Care Act: Deductibles,” The National Review, 04/12/16)
EDUCAÇÃO SUPERIOR:
US$ 690 Bilhões: O aumento na dívida dos estudantes via crédito estudantil desde que Obama assumiu. (“Student Loans Owned And Securitized, Outstanding,” Federal Reserve Bank Of St. Louis, 12/27/16)
98%: O aumento percentual de débito estudantil desde que Obama assumiu. (“Student Loans Owned And Securitized, Outstanding,” Federal Reserve Bank Of St. Louis, 12/27/16)
US$ 8.390: A média de aumento dos custos nos cursos universitários públicos desde que Obama assumiu. (“Trends In College Pricing 2016,” The College Board, 10/26/16)
28%: O aumento médio dos custos para alunos de universidades públicas na Era Obama. (“Trends In College Pricing 2016,” The College Board, 10/26/16)
23%: O aumento na média dos custos para alunos de universidades privadas na Era Obama.(“Trends In College Pricing 2016,” The College Board, 10/26/16)
IMIGRAÇÃO ILEGAL E POLÍTICA EXTERNA:
82.288: Número de imigrantes ilegais CRIMINOSOS soltos pela administração Obama apenas de 2013 a 2015. (Maria Sacchetti, “Criminal Immigrants Reoffend At High Rates Than ICE Has Suggested,” The Boston Globe, 6/4/16)
5.000: Número de imigrantes ilegais A MENOS deportados no último ano pela administração Obama. (Rafael Bernal, “Deportations Under Obama Could Hit 10-Year Low,” The Hill, 8/31/16)
US$ 400 Milhões: Foi quanto Obama pagou ao Irã para a liberação de prisioneiros desse país patrocinador do terrorismo. (Elise Labott, Nicole Gaouette and Kevin Liptak, “US Sent Plane With $400 Million In Cash To Iran,” CNN, 8/4/16)
2 Milhões: O número de empregos que os EUA devem perder por conta do acordo Trans-Pacífico patrocinado e negociado por Obama. (Robert E. Scott and Elizabeth Glass, “Trans-Pacific Partnership, Currency Manipulation, Trade, And Jobs,” Economic Policy Institute, 3/3/16)
LEGADO POLÍTICO:
717: É o número de "Deputados Estaduais" que o Partido Democrata perdeu pelo país desde que Obama assumiu. (“2009 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 1/26/09; “2016 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 12/6/16)
231: É o número de "Senadores do Estado" [Nota: nos EUA, estados também tem duas casas] que o Partido Democrata perdeu na Era Obama. (“2009 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 1/26/09; “2016 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 12/6/16)
63: Cadeiras perdidas pelo Partido Democrata na Câmara na Era Obama (Jennifer E. Manning, “Membership Of The 111th Congress: A Profile,” Congressional Research Service, 12/23/09; “House Election Results,” The New York Times, 12/19/16)
18: O número de Assembléias Legislativas Estaduais a MENOS que o Partido Democrata passou a controlar na Era Obama. (“2009 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 1/26/09; “2016 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 12/6/16)
12: O número de governadores a MENOS do Partido Democrata desde que Obama assumiu. (“2009 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 1/26/09; Jennifer Duffy, “Governors: 2017/2018 Race Ratings,” The Cook Political Report, 12/2/16)
12: Senadores a MENOS que o Partido Democrata tem no Senado desde que Obama assumiu. (Jennifer E. Manning, “Membership Of The 111th Congress: A Profile,” Congressional Research Service, 12/23/09; “House Election Results,” The New York Times, 12/19/16)
0: O número de candidatos a presidência que foram eleitos defendendo o legado de Obama. (The American People, 11/8/16)
Goodbye, dear.
Livremente adaptado de: BY NUMBERS, OBAMA’S LEGACY OF FAILURE - LINK: http://m.hannity.com/articles/election-493995/by-the-numbers-obamas-legacy-of-15435863/ DO A.AMORIM

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Inspeções das Forças Armadas nas penitenciárias revelam caída da ficha

Brasília teve um dia monotemático. Michel Temer e seu staff deram atenção exclusiva à crise na área de segurança pública. Registraram-se dois fabulosos avanços. O primeiro: interrompeu-se o jogo de empurra. Temer passou a reconhecer explicitamente que, embora a  segurança nas prisões seja uma atribuição constitucional dos Estados, a encrenca tornou-se nacional. O segundo avanço: Brasília notou, finalmente, que a crise é tão grave que exige remédios extraordinários.
Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes (Justiça) dizia que a crise era grave, aguda em alguns Estados. Mas a situação, dizia ele, estava sob controle. Hoje, de passagem por Brasília, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, também declarou que está sob controle a situação no presídio potiguar de Alcaçuz, palco do penúltimo massacre. No momento em que o governador dizia isso, os presos estavam rebelados, em cima do telhado, armados de pedaços de pau e barras de ferro.
As Forças Armadas tornaram-se o símbolo do que parece ser um novo estágio na decomposição do setor de segurança pública. Michel Temer ofereceu aos governadores a possibilidade de requisitar a presença de equipes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para realizar “inspeções rotineiras” nos presídios. Diante de uma medida como essa, as autoridades não têm mais o direito de ofender a inteligência alheia afirmando que a situação está sob controle.

Temer quer submeter facções a cerco financeiro


Michel Temer decidiu promover uma reviravolta na forma como vinha lidando com a crise no sistema penitenciário. Concluiu que é melhor assumir a direção do que ser atropelado como um transeunte descuidado. Sem desconsiderar o papel central que a Constituição atribui aos Estados em matéria de segurança pública, o presidente resolveu dividir o protagonismo com os governadores. Deseja que a União coordene um cerco às finanças das principais facções criminosas do país.
Como primeiro passo, Temer convocou para esta terça-feira uma reunião com representantes dos órgãos que integram o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin). Entre eles o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Secretaria Nacional de Segurança Pública, a diretoria de Inteligência da Polícia Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), além dos centros de inteligência do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
A ideia de Temer é mobilizar todo o sistema de inteligência para esquadrinhar as atividades, por assim dizer, empresariais das facções criminosas. Também nesta terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes se reunirá com secretários estaduais para discutir a implementação do Plano Nacional de Segurança. Elaborado em cima do joelho, o plano prevê, por exemplo, a criação de 27 centros de inteligência –um em cada Estado e no Distrito Federal. Brasília opera para que esses centros comecem a funcionar harmoniosa e rapidamente.
Alexandre Moraes corre, de resto, para cumprir uma outra determinação de Temer. O presidente encomendou ao ministro a constituição de um grupo de trabalho sobre segurança pública. Coordenado pela pasta da Justiça, esse grupo teria funcionamento permanente. E se dedicaria à formulação de estratégias para desligar os presídios da tomada de alta voltagem em que se encontram plugados desde a chegada das Caravelas.
Nesta quarta-feira, o próprio Temer abrirá uma rodada de conversas com governadores, no Planalto. Deseja a adesão de todos ao seu Plano Nacional Segurança. Dirá que o crime, por organizado, não pode ter como contendor um Estado desconjuntado. Espera que a unidade traga a eficiência. A súbita hiperatividade submete Temer a riscos. Se o vaivém não trouxer resultados, o presidente pagará um preço político. Mas a crise atingiu um estágio tal que a inação deixou de ser uma opção para o presidente. DO J.DESOUZA

SEGURANÇA NACIONAL: GOVERNO CONVOCA AS FORÇAS ARMADAS PARA POR FIM AOS MOTINS NOS PRESÍDIOS.

Finalmente o governo do Sr. Michel Temer tomou, ainda que tardiamente, a decisão de convocar efetivos das Forças Armadas nas ações para debelar a revolta dos bandidos. Diga-se de passagem, uma revolta muito misteriosa. Não se pode descartar que se trata de uma questão que coloca em jogo a segurança nacional e por isso adquire um caráter eminentemente político, principalmente quando se sabe que os partidos comunistas como PT, PSOL, Rede PCdB e correlatos sempre defenderam os bandidos qualificando-os com vítimas de injustiça e outras alegações já fartamente conhecidas. A medida foi anunciada agora nesta tarde e está sendo noticiada pelos veículos de mídia. O Presidente Michel Temer delegou ao Ministério da Defesa o controle da situação utilizando efetivos das Forças Armadas. Todavia, a intervenção militar nos Estados depende de autorização dos respectivos governos estaduais. A primeira ação, ao que parece, será uma intensa varredura nas penitenciárias e cadeias, ou seja, aquelas instalações que a novilíngua polticamente correta denomina "sistema prisional', em busca de artefatos como celulares, armas e outros apetrechos proibidos dentro dos presídios. Afinal, para que servem as Forças Armadas? Ora, para agirem em defensa da integridade do território nacional e da segurança do povo brasileiro. Espera-se, portanto, que esta intervenção militar seja rápida e eficaz. É o que o povo brasileiro mais deseja. DO A.AMORIM

domingo, 15 de janeiro de 2017

Rebelião mais violenta da história do RN tem 27 mortos, diz governo

Corpos foram levados para o Instituto de Técnico-Científico de Polícia.
Rebelião na Penitenciária de Alcaçuz durou cerca de 14h.

Fernanda Zauli e Fred CarvalhoDo G1 RN
Polícia faz revistde presos (Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte)Polícia faz revista de presos (Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte)
Vinte e sete presos morreram na rebelião da Penitenciária de Alcaçuz que já é a mais violenta da história do Rio Grande do Norte. A informação foi confirmada pelo Governo do Estado. O motim começou na tarde de sábado (14) e terminou 14h depois já na manhã deste domingo (15).
Os corpos foram levados para o Instituto de Técnico-Científico de Polícia (Itep) para que seja feita a identificação. Um caminhão frigorífico foi alugado para armazenar os corpos enquanto não acontece a liberação para os sepultamentos. Além disso, legistas do Ceará e da Paraíba foram deslocados para ajudar no trabalho de identificação. Alguns presos foram decapitados e outros esquartejados.
Nove presos que estavam com ferimentos graves foram transferidos para o Pronto-socorro Clóvis Sarinho, em Natal. De acordo com a direção do hospital, nenhum deles corre risco de morte, mas não há previsão de alta.
Em entrevista coletiva realizada na manhã deste domingo (15) o Governo do Estado informou que identificou pelo menos seis líderes da rebelião. De acordo com a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), o governo vai pedir a transferências dos líderes para presídios federais. Outros detentos devem ser transferidos ainda neste domingo (15) para outras unidades prisionais do estado.
O titular da Sejuc, Wallber Virgolino, confirmou que os presos do pavilhão 5 invadiram o pavilhão 4. Segundo ele, um trabalho de contenção realizado por agentes penitenciários com o uso de bombas de efeito moral evitou a entrada dos rebelados no pavilhão 1. "Em termos de número de mortes essa é a maior rebelião da história do Rio Grande do Norte", disse.
Ainda de acordo com o secretário, a rebelião no Rio Grande do Norte não tem relação confirmada com os motins no Amazonas e em Roraima. "Não há confirmação de relação, mas com certeza as rebeliões naqueles presídios incentivaram o que aconteceu aqui", disse Virgolino.
Três equipes de delegados da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e 15 homens estão responsáveis pela perícia dos locais de crime.
A Penitenciária de Alcaçuz, segundo o governo, ficou parcialmente destruída e não há previsão para reconstrução. Ainda na tarde de sábado (14) um detento fugiu da penitenciária, mas foi recapturado em seguida.
presos, detentos, penitenciária, presídio, Alcaçuz, rn, rio grande do norte (Foto: Fred Carvalho/G1)Presos amanheceram  telhado de pavilhões (Foto: Fred Carvalho/G1)
Sobre a rebelião
A rebelião começou com uma briga entre presos dos pavilhões 4 e 5 por volta das 17h de sábado (14). De acordo com a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Vilma Batista, homens em um carro se aproximaram do presídio antes da rebelião e jogaram armas por sobre o muro.
Segundo o governo, a briga estava restrita aos dois pavilhões. O pavilhão 5 é o presídio Rogério Coutinho Madruga, que fica anexo a Alcaçuz. Há separação entre presos de facções criminosas entre os dois presídios.
De acordo com a Sejuc, os próprios presos desligaram a energia do local e, com isso, os bloqueadores de celulares da unidade prisional deixaram de funcionar. Durante a madrugada foram ouvidos tiros dentro da unidade prisional e muita fumaça era vista no local.
penitenciária, presídio, Alcaçuz, rn, rio grande do norte, polícia militar, pm, bope, blindado (Foto: Fred Carvalho/G1)Blindado da Tropa de Choque da PM entra na Penitenciária Estadual de Alcaçuz (Foto: Fred Carvalho/G1)
Na manhã deste domingo (15) policiais militares entraram na unidade prisional com veículo blindado, vans e carros para tentar acabar com rebelião. A rebelião foi controlada por volta das 7h20 com a entrada do Bope e do Choque, além do Grupo de Operações Especiais formado por agentes penitenciários.
Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal, e é o maior presídio do estado. A penitenciária possui capacidade para 620 detentos, mas abriga cerca de 1.150 presos, segundo a Sejuc, órgão responsável pelo sistema prisional do RN.
Rebeliões e fugas
A última rebelião em Alcaçuz foi registrada em novembro de 2015. Houve quebra-quebra após a descoberta de um túnel escavado a partir do pavilhão 2. “Assim que acabou a visita social, por volta das 15h, os presos se amotinaram”, disse o secretário de Justiça da época, Cristiano Feitosa.
Mais de 100 presos conseguiram escapar do presídio no ano passado, em 14 fugas. A maioria deixou o presídio por meio de túneis escavados a partir dos pavilhões ou por buracos abertos no pé do muro, sempre sob uma guarita desativada ou sem vigilância.
Força Nacional
Na segunda-feira (9), o Ministério da Justiça prorrogou por mais 60 dias a presença da Força Nacional de Segurança no Rio Grande do Norte. Os policiais enviados pelo governo federal estão atuando no patrulhamento das ruas e podem atuar na segurança do perímetro externo das unidades prisionais localizadas na Grande Natal.
A Força Nacional chegou ao estado em março de 2015, durante a série de motins no sistema prisional do estado, e o prazo de apoio poderá ser novamente prorrogado, caso haja necessidade.

Calamidade pública
O sistema penitenciário potiguar entrou em calamidade pública no mesmo mês, em março de 2015. Na ocasião, foram gastos mais de R$ 7 milhões para recuperar 14 presídios depredados durante motins, mas as melhorias foram novamente destruídas. Atualmente, em várias unidades as celas não possuem grades e os presos circulam livremente dentro dos pavilhões.
Segundo a Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc), órgão responsável pelo sistema prisional do estado, o Rio Grande do Norte possui 33 unidades prisionais, que oferecem 3,5 mil vagas, mas a população carcerária é de 8 mil presos - ou seja, o déficit é de 4,5 mil vagas.
Acre e Amazonas
Na quinta-feira (12), presos apontados pelos setores de inteligência do Acre e do Amazonas como líderes de facções criminosas chegaram à penitenciária federal de Mossoró, na região oeste do Rio Grande do Norte. Ao todo, foram 19 detentos que foram trazidos em uma operação especial para o presídio potiguar - 14 do Acre e 5 do Amazonas.
Rebelião Alcaçuz RN - Arte (Foto: Editoria de Arte/G1)
 

Após explosão de muro, presos fogem de penitenciária do Paraná

Do G1 PR e da RPC Curitiba
Grupo explodiu um dos muros da Penitenciária Estadual de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (Foto: Everson Moreira/ RPC Curitiba)Grupo explodiu um dos muros da Penitenciária Estadual de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (Foto: Everson Moreira/ RPC Curitiba)
Presos da Penitenciária Estadual de Piraquara I, na Região Metropolitana de Curitiba, fugiram na madrugada deste domingo (15), após uma explosão que abriu um buraco em um dos muros da unidade. De acordo com o Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen), 23 detendos escaparam - dois foram mortos na fuga.
Um helicóptero da Polícia Militar sobrevoa a região, e equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordam veículos suspeitos no Contorno Leste, na BR-116.

O diretor do Depen, delegado Luiz Alberto Cartaxo Moura, afirmou que presos da Casa de Custódia de Piraquara iniciaram um tumulto, chamando a atenção da PM e dos agentes penitenciários. Enquanto isso, um grupo explodiu um dos muros da penitenciária pelo lado de fora. Neste momento, a polícia reagiu, e os dois presos foram mortos.