terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Inspeções das Forças Armadas nas penitenciárias revelam caída da ficha

Brasília teve um dia monotemático. Michel Temer e seu staff deram atenção exclusiva à crise na área de segurança pública. Registraram-se dois fabulosos avanços. O primeiro: interrompeu-se o jogo de empurra. Temer passou a reconhecer explicitamente que, embora a  segurança nas prisões seja uma atribuição constitucional dos Estados, a encrenca tornou-se nacional. O segundo avanço: Brasília notou, finalmente, que a crise é tão grave que exige remédios extraordinários.
Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes (Justiça) dizia que a crise era grave, aguda em alguns Estados. Mas a situação, dizia ele, estava sob controle. Hoje, de passagem por Brasília, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, também declarou que está sob controle a situação no presídio potiguar de Alcaçuz, palco do penúltimo massacre. No momento em que o governador dizia isso, os presos estavam rebelados, em cima do telhado, armados de pedaços de pau e barras de ferro.
As Forças Armadas tornaram-se o símbolo do que parece ser um novo estágio na decomposição do setor de segurança pública. Michel Temer ofereceu aos governadores a possibilidade de requisitar a presença de equipes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para realizar “inspeções rotineiras” nos presídios. Diante de uma medida como essa, as autoridades não têm mais o direito de ofender a inteligência alheia afirmando que a situação está sob controle.

Temer quer submeter facções a cerco financeiro


Michel Temer decidiu promover uma reviravolta na forma como vinha lidando com a crise no sistema penitenciário. Concluiu que é melhor assumir a direção do que ser atropelado como um transeunte descuidado. Sem desconsiderar o papel central que a Constituição atribui aos Estados em matéria de segurança pública, o presidente resolveu dividir o protagonismo com os governadores. Deseja que a União coordene um cerco às finanças das principais facções criminosas do país.
Como primeiro passo, Temer convocou para esta terça-feira uma reunião com representantes dos órgãos que integram o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin). Entre eles o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Secretaria Nacional de Segurança Pública, a diretoria de Inteligência da Polícia Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), além dos centros de inteligência do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
A ideia de Temer é mobilizar todo o sistema de inteligência para esquadrinhar as atividades, por assim dizer, empresariais das facções criminosas. Também nesta terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes se reunirá com secretários estaduais para discutir a implementação do Plano Nacional de Segurança. Elaborado em cima do joelho, o plano prevê, por exemplo, a criação de 27 centros de inteligência –um em cada Estado e no Distrito Federal. Brasília opera para que esses centros comecem a funcionar harmoniosa e rapidamente.
Alexandre Moraes corre, de resto, para cumprir uma outra determinação de Temer. O presidente encomendou ao ministro a constituição de um grupo de trabalho sobre segurança pública. Coordenado pela pasta da Justiça, esse grupo teria funcionamento permanente. E se dedicaria à formulação de estratégias para desligar os presídios da tomada de alta voltagem em que se encontram plugados desde a chegada das Caravelas.
Nesta quarta-feira, o próprio Temer abrirá uma rodada de conversas com governadores, no Planalto. Deseja a adesão de todos ao seu Plano Nacional Segurança. Dirá que o crime, por organizado, não pode ter como contendor um Estado desconjuntado. Espera que a unidade traga a eficiência. A súbita hiperatividade submete Temer a riscos. Se o vaivém não trouxer resultados, o presidente pagará um preço político. Mas a crise atingiu um estágio tal que a inação deixou de ser uma opção para o presidente. DO J.DESOUZA

SEGURANÇA NACIONAL: GOVERNO CONVOCA AS FORÇAS ARMADAS PARA POR FIM AOS MOTINS NOS PRESÍDIOS.

Finalmente o governo do Sr. Michel Temer tomou, ainda que tardiamente, a decisão de convocar efetivos das Forças Armadas nas ações para debelar a revolta dos bandidos. Diga-se de passagem, uma revolta muito misteriosa. Não se pode descartar que se trata de uma questão que coloca em jogo a segurança nacional e por isso adquire um caráter eminentemente político, principalmente quando se sabe que os partidos comunistas como PT, PSOL, Rede PCdB e correlatos sempre defenderam os bandidos qualificando-os com vítimas de injustiça e outras alegações já fartamente conhecidas. A medida foi anunciada agora nesta tarde e está sendo noticiada pelos veículos de mídia. O Presidente Michel Temer delegou ao Ministério da Defesa o controle da situação utilizando efetivos das Forças Armadas. Todavia, a intervenção militar nos Estados depende de autorização dos respectivos governos estaduais. A primeira ação, ao que parece, será uma intensa varredura nas penitenciárias e cadeias, ou seja, aquelas instalações que a novilíngua polticamente correta denomina "sistema prisional', em busca de artefatos como celulares, armas e outros apetrechos proibidos dentro dos presídios. Afinal, para que servem as Forças Armadas? Ora, para agirem em defensa da integridade do território nacional e da segurança do povo brasileiro. Espera-se, portanto, que esta intervenção militar seja rápida e eficaz. É o que o povo brasileiro mais deseja. DO A.AMORIM

domingo, 15 de janeiro de 2017

Rebelião mais violenta da história do RN tem 27 mortos, diz governo

Corpos foram levados para o Instituto de Técnico-Científico de Polícia.
Rebelião na Penitenciária de Alcaçuz durou cerca de 14h.

Fernanda Zauli e Fred CarvalhoDo G1 RN
Polícia faz revistde presos (Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte)Polícia faz revista de presos (Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte)
Vinte e sete presos morreram na rebelião da Penitenciária de Alcaçuz que já é a mais violenta da história do Rio Grande do Norte. A informação foi confirmada pelo Governo do Estado. O motim começou na tarde de sábado (14) e terminou 14h depois já na manhã deste domingo (15).
Os corpos foram levados para o Instituto de Técnico-Científico de Polícia (Itep) para que seja feita a identificação. Um caminhão frigorífico foi alugado para armazenar os corpos enquanto não acontece a liberação para os sepultamentos. Além disso, legistas do Ceará e da Paraíba foram deslocados para ajudar no trabalho de identificação. Alguns presos foram decapitados e outros esquartejados.
Nove presos que estavam com ferimentos graves foram transferidos para o Pronto-socorro Clóvis Sarinho, em Natal. De acordo com a direção do hospital, nenhum deles corre risco de morte, mas não há previsão de alta.
Em entrevista coletiva realizada na manhã deste domingo (15) o Governo do Estado informou que identificou pelo menos seis líderes da rebelião. De acordo com a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), o governo vai pedir a transferências dos líderes para presídios federais. Outros detentos devem ser transferidos ainda neste domingo (15) para outras unidades prisionais do estado.
O titular da Sejuc, Wallber Virgolino, confirmou que os presos do pavilhão 5 invadiram o pavilhão 4. Segundo ele, um trabalho de contenção realizado por agentes penitenciários com o uso de bombas de efeito moral evitou a entrada dos rebelados no pavilhão 1. "Em termos de número de mortes essa é a maior rebelião da história do Rio Grande do Norte", disse.
Ainda de acordo com o secretário, a rebelião no Rio Grande do Norte não tem relação confirmada com os motins no Amazonas e em Roraima. "Não há confirmação de relação, mas com certeza as rebeliões naqueles presídios incentivaram o que aconteceu aqui", disse Virgolino.
Três equipes de delegados da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e 15 homens estão responsáveis pela perícia dos locais de crime.
A Penitenciária de Alcaçuz, segundo o governo, ficou parcialmente destruída e não há previsão para reconstrução. Ainda na tarde de sábado (14) um detento fugiu da penitenciária, mas foi recapturado em seguida.
presos, detentos, penitenciária, presídio, Alcaçuz, rn, rio grande do norte (Foto: Fred Carvalho/G1)Presos amanheceram  telhado de pavilhões (Foto: Fred Carvalho/G1)
Sobre a rebelião
A rebelião começou com uma briga entre presos dos pavilhões 4 e 5 por volta das 17h de sábado (14). De acordo com a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Vilma Batista, homens em um carro se aproximaram do presídio antes da rebelião e jogaram armas por sobre o muro.
Segundo o governo, a briga estava restrita aos dois pavilhões. O pavilhão 5 é o presídio Rogério Coutinho Madruga, que fica anexo a Alcaçuz. Há separação entre presos de facções criminosas entre os dois presídios.
De acordo com a Sejuc, os próprios presos desligaram a energia do local e, com isso, os bloqueadores de celulares da unidade prisional deixaram de funcionar. Durante a madrugada foram ouvidos tiros dentro da unidade prisional e muita fumaça era vista no local.
penitenciária, presídio, Alcaçuz, rn, rio grande do norte, polícia militar, pm, bope, blindado (Foto: Fred Carvalho/G1)Blindado da Tropa de Choque da PM entra na Penitenciária Estadual de Alcaçuz (Foto: Fred Carvalho/G1)
Na manhã deste domingo (15) policiais militares entraram na unidade prisional com veículo blindado, vans e carros para tentar acabar com rebelião. A rebelião foi controlada por volta das 7h20 com a entrada do Bope e do Choque, além do Grupo de Operações Especiais formado por agentes penitenciários.
Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal, e é o maior presídio do estado. A penitenciária possui capacidade para 620 detentos, mas abriga cerca de 1.150 presos, segundo a Sejuc, órgão responsável pelo sistema prisional do RN.
Rebeliões e fugas
A última rebelião em Alcaçuz foi registrada em novembro de 2015. Houve quebra-quebra após a descoberta de um túnel escavado a partir do pavilhão 2. “Assim que acabou a visita social, por volta das 15h, os presos se amotinaram”, disse o secretário de Justiça da época, Cristiano Feitosa.
Mais de 100 presos conseguiram escapar do presídio no ano passado, em 14 fugas. A maioria deixou o presídio por meio de túneis escavados a partir dos pavilhões ou por buracos abertos no pé do muro, sempre sob uma guarita desativada ou sem vigilância.
Força Nacional
Na segunda-feira (9), o Ministério da Justiça prorrogou por mais 60 dias a presença da Força Nacional de Segurança no Rio Grande do Norte. Os policiais enviados pelo governo federal estão atuando no patrulhamento das ruas e podem atuar na segurança do perímetro externo das unidades prisionais localizadas na Grande Natal.
A Força Nacional chegou ao estado em março de 2015, durante a série de motins no sistema prisional do estado, e o prazo de apoio poderá ser novamente prorrogado, caso haja necessidade.

Calamidade pública
O sistema penitenciário potiguar entrou em calamidade pública no mesmo mês, em março de 2015. Na ocasião, foram gastos mais de R$ 7 milhões para recuperar 14 presídios depredados durante motins, mas as melhorias foram novamente destruídas. Atualmente, em várias unidades as celas não possuem grades e os presos circulam livremente dentro dos pavilhões.
Segundo a Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc), órgão responsável pelo sistema prisional do estado, o Rio Grande do Norte possui 33 unidades prisionais, que oferecem 3,5 mil vagas, mas a população carcerária é de 8 mil presos - ou seja, o déficit é de 4,5 mil vagas.
Acre e Amazonas
Na quinta-feira (12), presos apontados pelos setores de inteligência do Acre e do Amazonas como líderes de facções criminosas chegaram à penitenciária federal de Mossoró, na região oeste do Rio Grande do Norte. Ao todo, foram 19 detentos que foram trazidos em uma operação especial para o presídio potiguar - 14 do Acre e 5 do Amazonas.
Rebelião Alcaçuz RN - Arte (Foto: Editoria de Arte/G1)
 

Após explosão de muro, presos fogem de penitenciária do Paraná

Do G1 PR e da RPC Curitiba
Grupo explodiu um dos muros da Penitenciária Estadual de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (Foto: Everson Moreira/ RPC Curitiba)Grupo explodiu um dos muros da Penitenciária Estadual de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (Foto: Everson Moreira/ RPC Curitiba)
Presos da Penitenciária Estadual de Piraquara I, na Região Metropolitana de Curitiba, fugiram na madrugada deste domingo (15), após uma explosão que abriu um buraco em um dos muros da unidade. De acordo com o Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen), 23 detendos escaparam - dois foram mortos na fuga.
Um helicóptero da Polícia Militar sobrevoa a região, e equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordam veículos suspeitos no Contorno Leste, na BR-116.

O diretor do Depen, delegado Luiz Alberto Cartaxo Moura, afirmou que presos da Casa de Custódia de Piraquara iniciaram um tumulto, chamando a atenção da PM e dos agentes penitenciários. Enquanto isso, um grupo explodiu um dos muros da penitenciária pelo lado de fora. Neste momento, a polícia reagiu, e os dois presos foram mortos.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Em menos de 24 horas, 38 detentos fogem de presídios na Bahia

SALVADOR - Em menos de 24 horas, 38 detentos fugiram de um presídio e uma cadeia de Salvador e Santo Antônio de Jesus, na Bahia, nesta sexta-feira, 13. As fugas levaram o governador Rui Costa (PT) a exonerar o diretor da Cadeia Pública do Estado, o capitão da Polícia Militar Fagner Araújo  Carvalho, e do diretor adjunto, Paulo Cesar Gonçalves Sacramento.
Na madrugada de sexta, um grupo de 17 detentos serrou as grades de uma cela e fugiu do Complexo Penitenciário de Mata Escura, em Salvador. A fuga só foi percebida pela manhã, quando os agentes penitenciários da unidade viram os danos nas grades e em três barreiras fixas.
Foto: Márcio Fernandes/Estadão
Human Rights Watch critica maus tratos e tortura em presídios brasileiros
Presídios estão com a capacidade superada em 67%
Segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado, todos os 17 presos fazem parte de uma mesma facção criminosa. Eles também atribuíram a fuga à superlotação da unidade e falta de segurança no local. A unidade prisional tem capacidade para 808 presos, mas, no momento da fuga, estava com 1.227.  
Na noite de sexta-feira, por volta das 23h30, 21 presos fugiram da 4ª Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Coorpin), de Santo Antônio de Jesus, a cerca de 185 quilômetros da capital baiana.
Os detentos quebraram uma barra de ferro de uma das celas e a utilizaram para quebrar os cadeados das demais celas para liberar outros presos. O grupo ainda utilizou cordas, feitas com lençóis, para pular o muro da carceragem. O local tem capacidade para 6 presos, mas 21 estavam na unidade e todos fugiram.
De acordo com a polícia, um delegado plantonista, um escrivão e outros dois agentes estavam na unidade, mas não perceberam a fuga. Seis detentos já foram recapturados.
Ainda segundo a política, a maioria dos fugitivos responde por tráfico de drogas, homicídio e roubo. A maioria já havia sido sentenciada e aguardava vaga em presídio.
MASSACRE EM MANAUS
Um sangrento confronto entre facções no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, deixou 56 mortos entre a tarde de 1º de janeiro e a manhã do dia 2. A rebelião, que durou 17 horas, acabou com detentos esquartejados e decapitados no segundo maior massacre registrado em presídios no Brasil - em 1992, 111 morreram no Carandiru, em São Paulo. Treze funcionários e 70 presos foram feitos reféns e 184 homens conseguiram fugir. Outros quatro presos foram mortos no Instituto Penal Antonio Trindade (Ipat), também em Manaus. Segundo o governo do Amazonas, o ataque foi coordenado pela facção Família do Norte (FDN) para eliminar integrantes do grupo rival, o Primeiro Comando da Capital (PCC). 
Cinco dias depois, o PCC iniciou sua vingança e matou 31 detentos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), em Boa Vista, Roraima. A maioria das vítimas foi esquartejada, decapitada ou teve o coração arrancado, método usado pelo PCC em conflitos entre facções. Com 1.475 detentos, a PAMC é reduto do PCC, que está em guerra contra a facção carioca Comando Vermelho (CV) e seus aliados da FDN. Roraima tem 2.621 presos - 900 dos quais pertenceriam a facções, a maioria do PCC. No total, 27 facções disputam o controle do crime organizado nos Estados.
A guerra de facções deixou o sistema penitenciário em alerta, os e governadores de Amazonas, Roraima, Rondônia, Acre, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul pediram ajuda do governo federal com o envio da Força Nacional. Amazonas foi o primeiro Estado a receber. A crise é tamanha que, segundo o Conselho Nacional de Justiça, são necessários R$ 10 bilhões para acabar com déficit prisional no País. DO ESTADÃO

Vídeo mostra cabeças pelo pátio, diz juiz

O juiz de Execuções Penais de Natal, Henrique Baltazar Vilar dos Santos, disse que gravações dos presos já mostram "várias cabeças decapitadas espalhadas no pátio" do presídio. "Relatos de agentes e policiais falam que eles já destruíram o bloqueador de celular e estão controlando todos os pavilhões." 
Foto: Divulgação
Rebelião em presídeo no RN
Segundo o coordenador da administração penitenciária, Zemilton Silva, a rebelião é "de grandes proporções. 
Para Santos, a situação era "previsível". "Desde março de 2015 que há pavilhões com celas sem grades. Então, dentro os presos já comandavam. O Estado controlava só os muros", disse. "Alcaçuz é semi-destruído e agora eles devem terminar de destruir. Sempre houve notícia de que eles tinham armas lá dentro. Não é de hoje", acrescentou. 
Segundo ele, o presídio Rogério Coutinho Madruga, inaugurado em 2011 no mesmo terreno de Alcaçuz, era onde estavam mantidos presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), enquanto o pavilhão 4 da unidade vizinha é reduto do Sindicato RN, facção ligada ao Comando Vermelho. 

Rebelião em maior presídeo do Rio Grande do Norte

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"Falei durante esta semana que o único presídio onde havia grande risco no Estado era Alcaçuz, justamente por manter presos de facções rivais tão próximos. O governo falava que estava tudo sob controle. Agora, isso precisa ser investigado. O Rogério Coutinho é novo e o mais seguro do Estado. Como eles conseguiram sair e ter acesso às armas dos agentes?", disse o magistrado. DO ESTADÃO

A REPÚBLICA SOCIALISTA DO BRASIL TEM DE SER DERRUBADA. FORA CANALHAS MENTIROSOS SANGUESSUGAS DA NAÇÃO.


A verdade é que o Brasil é de fato uma República Socialista disfarçada com pitadas de liberdade econômica e política. O Estado é tão grande, mas tão grande que ninguém sabe o seu tamanho exato. Quantas empresas estatais existem? Qual é o número de funcionários públicos? Quantos funcionários públicos disfarçados de trabalhadores na inciativa privada existem, mas que mamam nas tetas estatais por meio das ditas "empresas estatais" e/ou de "economia mista"? Se for feito um inventário verdadeiro do tamanho do Estado brasileiro ver-se-á que se trata de uma república socialista. Ao mesmo tempo a população brasileira é ensinada as querer e a defender a ampliação do Estado. É a cultura do funcionalismo público incentivada. Todos querem uma "boquinha" para mamar. Por isso não houve até agora um governo na história no Brasil que não tenha ampliado os tentáculos do Estado.
Este vídeo acima, produzido pelo grupo de mídia independente Brasil Paralelo explica como há mais de meio século esse estado de coisas é fomentado e ampliado por meio de uma mega lavagem cerebral operada por meio das escolas, universidades e a grande mídia e, ainda, pelo conjunto das áreas de produção cultural, como as editoras de livros e de material escolar.

Essa funesta realidade é o gargalo que não só tem impedido o progresso do brasil mas que acaba de lançar a Nação no fundo do poço. Estamos há poucos milímetros de cair no precipício da mesma desgraça que fustiga Cuba e os cubanos há mais de meio século. Mais recentemente o mesmo esquema comunista devorou a Venezuela.
Os governos de Lula e seus sequazes estavam apenas a alguns milímetros de assestar o golpe comunista cujos efeitos imediatos seriam a escassez de alimentos, medicamentos e demais bens de consumo como ocorreu recentemente na Venezuela. Na verdade escapamos por pouco, embora esse fantasma tétrico da cubanização do Brasil não foi afastado. Haja vista o governo mambembe de Michel Temer.
A rigor, não não nenhum sinal de que esse Estado gigante será reduzido ao seu tamanho necessário, como também não há qualquer ação destinada a coibir a deletéria propaganda comunista por meio da grande mídia sustentada, em grande medida, pelo Estado, por meio das empresas estatais.
Não há também nenhum sinal de qualquer medida do Ministério da Educação, por exemplo, para banir das escolas e universidades a bandalha comunista que continua doutrinando o alunado.
Enfim, esta rápida reflexão que acabo de declinar resume ligeiramente as razões pelas quais o Brasil está perigosamente sob a corda bamba. Os vídeos produzidos pelo Brasil Paralelo, como este que ilustra este post, são excelentes para a compreensão da precária situação do Brasil e as formas para revertê-la.
Desligue a televisão da grande mídia e dê pelo menos uma olhada no acervo do Brasil Paralelo. O vídeo acima tem apenas 47 minutos de duração. É apenas uma amostra de um fabuloso levantamento da realidade brasileira. Compreendê-la é o primeiro passo para operar a mudança, ou seja, derrubar a República Socialista do Brasil. DO A.AMORIM

PRIMEIRA EDIÇÃO DE 14-01-2017 DO "DA MÍDIA SEM MORDAÇA"

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO

SÁBADO, 14 DE JANEIRO DE 2017
O orçamento da Justiça do Trabalho previsto para 2017 é de R$ 20,13 bilhões. O valor é superior até à soma de outras esferas da Justiça brasileira: os custos do Supremo Tribunal Federal (R$ 686 milhões), Superior Tribunal de Justiça (R$ 1,41 bilhão), Justiça Federal (R$ 11,58 bilhões) e Justiça Militar (R$ 530 milhões) somados não alcançam o valor do orçamento da Justiça do Trabalho. A Justiça Eleitoral (R$ 7,73 bilhões) e a Justiça do DF (R$ 2,2 bilhões) também passam longe.
O artigo 57 da Constituição proíbe candidatura à reeleição na mesma Legislatura. Mas Maia alega ter sido eleito para mandato-tampão.
Aliados defendem a candidatura a Senador do ex-Presidente José Sarney (PMDB), em 2018. Pesquisa realizada no Amapá mostra que o peemedebista tem 64% das intenções de voto para voltar ao Senado.
O líder do Governo Romero Jucá (PMDB) é senador por Roraima, mas no caso dos 31 presos esquartejados em seu Estado, com o perdão do trocadilho, ele se fingiu de morto. E viajou com a família para Disney.
Leitora teve consulta com especialista otorrinolaringologista confirmada para a próxima sexta-feira (20), em Brasília. O único problema é que o pedido da consulta foi feito à Secretaria de Saúde em 2012.
...na pátria da hipocrisia, corrupto exige indenização de quem o denuncia e o Estado indeniza famílias de criminosos e não famílias das vitimas.

NO DIÁRIO DO PODER
TODO MUNDO QUER ACORDO
LAVA A JATO TEM FILA DE ESPERA POR DELAÇÃO PREMIADA EM 2017
ENTRE CANDIDATOS A ACORDO ESTÃO RENATO DUQUE E JOÃO SANTANA
Publicado: sexta-feira,13 de janeiro de 2017 às 11:36 - Atualizado às 13:01
Redação
Uma fila de candidatos a delatores aguarda a oficialização dos acordos de delação premiada e leniência fechados entre a Odebrecht e procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato. Todas as tratativas para novos acordos de colaboração premiada estão suspensas, desde dezembro.
A lista de candidatos a delator que já iniciaram conversas com advogados reúne o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, o marqueteiro do PT João Santana, o lobista Adir Assad, executivos das empreiteiras Mendes Júnior, Galvão Engenharia, Delta e EIT.
São acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros que buscam uma redução de pena, nos processos do Juiz Federal Sérgio Moro, em Curitiba – onde estão os casos de alvos sem foro privilegiado. Candidatos a virarem réus-confessos e colaboradores das investigações, em troca do benefício.
O PT é um dos principais alvos de dois candidatos a delatores da fila: o casal João Santana e Mônica Moura e o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque.
Responsáveis pelas campanhas presidenciais de Dilma Rousseff, em 2010 e 2014, e de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, Santana e Mônica foram presos em fevereiro do ano passado. Negociam uma delação desde julho, sem acordo com a força-tarefa.
Duque está preso desde abril de 2015. É sua terceira tentativa de um acordo com o Ministério Público. O ex-diretor, que foi indicado e era sustentado pelo PT no cargo, entre 2003 e 2012, promete falar do suposto envolvimento de Lula no esquema de corrupção na estatal.
Novos acordos
Os acordos de delação premiada e leniência fechados entre a Odebrecht e a força-tarefa da Lava Jato, em dezembro, é o último de uma lista de 71 contratos fechados pelo Ministério Público Federal, em Curitiba – origem das investigações.
Investigadores ouvidos pela reportagem disseram, em reservado, que a delação da Odebrecht deve gerar um efeito multiplicador nas delações de empreiteiras. As revelações devem atingir negócios que envolvem outros grupos empresariais, que ficarão obrigados a confessarem seus envolvimentos, acreditam.
Além de gerar um “recall” das delações premiadas já fechadas com executivos das Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e UTC.

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
CID GOMES VIRA RÉU POR FRAUDE EM EMPRÉSTIMOS DO BANCO DO NORDESTE
PROCESSO VAI TRAMITAR NA 10ª VARA DA JUSTIÇA FEDERAL DO CEARÁ
Publicado: sexta-feira,13 de janeiro de 2017 às 20:33 - Atualizado às 00:45
Redação
A Justiça Federal aceitou uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-Governador do Ceará, Cid Gomes (PDT), por improbidade administrativa.
Além de Cid também foram denunciados o seu ex-assessor, Ricardo Sérgio Farias Nogueira, o “Cunhado”, e a empresa Corte Oito Gestão e Empreendimento Ltda,, na qual os dois são sócios, além de outras seis pessoas. Os réus são acusados de envolvimento em irregularidade na concessão de empréstimo pelo Banco do Nordeste (BNB) para empresa de Cid Gomes, em 2014, quando ele era o Governador do Estado.
No comando do Palácio da Abolição, Cid negociou com o empresário Walter Farias, do Grupo Petrópolis, e construiu na cidade de Sobral um galpão que seria alugado pela cervejaria Itaipava. Em troca, Cid recebeu um empréstimo de R$ 1,3 milhão para a obra, sem oferecer nenhuma garantia para o BNB, e tendo fraudado prazos, segundo constatou a Justiça Federal.
Alguns pontos chamaram a atenção do MPF, como a velocidade da aprovação do empréstimo, mesmo sem apresentação de nenhum tipo de faturamento e nem balanços da empresa. Os juros aplicados sobre a transação, que foram de 6,8%, bem abaixo do mercado financeiro. Além do prazo de 18 meses para amortização da dívida.
Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), o empréstimo foi concedido desrespeitando as regras para as operações financeiras com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Também foram constatadas falhas no controle interno do BNB e o superdimensionamento do faturamento da empresa.
O processo vai tramitar na 10ª Vara da Justiça Federal do Ceará. Se Cid Gomes for condenado, poderá cumprir a pena na cadeia.

Polícia de SP receia ataques iminentes do PCC

Reprodução/Revista Época
Reprodução de documento veiculado pela revista Época sobre supostos planos do PCC
A polícia civil de São Paulo fez circular por “todas as unidades policiais” do Estado um alerta expedido pelo Centro de Inteligência Policial da cidade paulista de Araraguara. Veiculado na noite desta sexta-feira pela revista Época, o documento contém um alerta: o PCC, Primeiro Comando da Capiral, se equipa para promover ataques planejados atrás das grades.
O documento trata de um suposto comunicado do PCC aos seus membros. Informa que “armas de fogo foram distribuídas aos integrantes da facção para possíveis ataques.” O risco seria iminente: “Consta que, no próximo dia 17 de janeiro, o comando do PCC irá ordenar aos executores o tipo de ataque e o local onde cada um terá que agir.”
O Dipol, Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo, confirmou a autenticidade do documento produzido por seus agentes em Araraquara. Mas se absteve de comentá-lo. A movimentação do PCC seria uma resposta do grupo criminoso à transferência simultânea de 14 dos seus líderes para a cana dura do presídio de Presidente Bernardes. Ali, vigora o RDD, Regime Disciplinar Diferenciado, mais restritivo. O castigo foi programado para durar até 11 de fevereiro.
Há dez anos, uma transferência coletiva de líderes do PCC para o presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes resultou na deflagração de ataques que paralisaram São Paulo. Os atentados foram ordenados de dentro das cadeias. Membros da infantaria da facção atearam fogo em ônibus, alvejaram delegacias e passaram policiais nas armas. No intervalo de nove dias, os confrontos enviaram à cova 564 pessoas —505 civis e 59 policiais. A matança só cessou depois que o governo paulista negociou um armistício com os criminosos na cadeia.
O alerta sobre o risco de um novo surto de violência chega nas pegadas de massacres em que foram assassinados uma centena de presos em penitenciárias de Manaus e Boa Vista. Coisa orquestrada pela Família do Norte, facção criminosa nortista parceira do carioca Comando Vermelho. Que trava com o PCC uma guerra pelo controle de negócios e de presídios. DO J.DESOUZA

Temer posa de São Jorge, mas Lava Jato esclarece que ele casou com o dragão


Num instante em que Michel Temer celebrava a queda da inflação e a perspectiva de eleger dois aliados para as presidências da Câmara e do Senado, a Lava Jato acomodou na porta do Palácio do Planalto mais um de seus filhotes tóxicos —uma investigação sobre um esquema que ajeitava empréstimos da Caixa Econômica para empresas em troca de propinas. No centro do novo escândalo estão personagens ligadíssimos a Michel Temer. Entre eles Geddel Vieira Lima, ministro até outro dia, e o ex-todo-poderoso Eduardo Cunha.
Cada vez que um pedaço da Lava Jato desaba nas proximidades de Temer, o brasileiro tem uma incômoda sensação de continuísmo. Governar é como desenhar sem borracha. E o PMDB de Temer é coautor do borrão que Lula, Dilma e o PT produziram. Por mais que se esforce, o brasileiro não consegue enxergar em Temer um bom exemplo. Vê, no máximo, um bom aviso.
A nova operação policial chega num instante em que o governo se prepara para enfrentar no Congresso a dura batalha da reforma da Previdência. E ainda está por vir a homologação das delações da Odebrecht, que alcançam o próprio Temer. Limpo, o governo teria dificuldades para emplacar o necessário aperto previdenciário. Sujo, nem se fala. Temer tenta se comportar como um São Jorge que veio salvar a República. Mas a Lava Jato insiste em avisar que São Jorge está casado com o dragão.

Procurador cita Temer em petição do caso Caixa


Em petição sigilosa sobre o escândalo que envolve a Caixa Econômica Federal, o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes cita o nome de Michel Temer. Datado de 19 de dezembro de 2016, o documento tem 14 páginas. A íntegra pode ser lida aqui. A peça foi endereçada ao juiz federal Vallysnei de Souza Oliveira. Contém pedidos de diligências e providências relacionadas à investigação. A menção ao presidente da República consta do primeiro parágrafo da página 3 (veja reprodução abaixo”.

Reprodução

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O procurador não associou Temer diretamente a nenhuma ilegalidade. Mencionou-o num contexto nebuloso, em que tratava de operações suspeitas atribuídas a Geddel Vieira Lima na época em que ocupava cargo de confiança na Caixa Econômica Federal, no governo Dilma Rousseff. O procurador anotou a certa altura: “…outras empresas vinculadas à família Constantino negociavam a obtenção de recursos na vice-presidência de Pessoas Jurídicas da CEF, área de Geddel Quadros Vieira Lima, com a atuação de Eduardo Cunha…”
Evocando mensagens extraídas de um celular de Eduardo Cunha, apreendido numa batida policial da Operação Lava Jato na casa do ex-deputado, em 15 de dezembro de 2015, o procurador reproduziu trecho de um documento da Polícia Federal (Relatório de Análise de Material Apreendido no 114/2016). Diz o seguinte: “69. Outra novidade dentro desta análise é a referência ao indivíduo ‘desirre’, que seria Roberto Derziê de Sant'Anna, o qual, conforme a imprensa, seria pessoa ligada ao atual presidente MICHEL TEMER e, à época dos fatos, exercia o cargo de diretor-executivo de Pessoa Jurídica da CEF.”
Funcionário de carreira da Caixa, Roberto Derziê , de fato, é ligado a Michel Temer. Em junho de 2015, quando Dilma Rousseff delegou a Temer a coordenação política do seu governo, o então vice-presidente da República requisitou Derziê para responder pela secretaria-executiva da Secretaria de Relações Institucionais, no Planalto. Em outubro de 2015, a pedido de Temer, Derziê foi devolvido à Caixa. Dilma acomodou-o no cargo de vice-presidente de Riscos da instituição.
Seis meses depois, em 31 de março de 2016, Dilma exonerou Roberto Derziê do cargo de vice-presidente da Caixa. Nada a ver com suspeitas de irregularidades. Foi uma resposta direta a Temer, adotada em reação à decisão do PMDB de romper com o governo do PT. Uma decisão que abriu uma crise política que desaguou no impeachment de Dilma e na consequente conversão de Temer em presidente.
Afora esta citação, o procurador Anselmo Lopes não voltou a mencionar o nome de Temer. Procuradores que atuam na primeira instância não têm poderes para investigar parlamentares, ministros e o presidente da República. Iniciada numa fase em que Geddel ainda era ministro, coordenador político de Temer, o inquérito sobre a Caixa coria no Supremo Tribunal Federal. Mas foi remetido para o primeiro grau depois que Geddel deixou o Planalto.
Afora esta citação, o procurador Anselmo Lopes não voltou a mencionar o nome de Temer. Procuradores que atuam na primeira instância não têm poderes para investigar parlamentares, ministros e o presidente da República. Iniciada numa fase em que Geddel ainda era ministro, coordenador político de Temer, o inquérito sobre a Caixa coria no Supremo Tribunal Federal. Mas foi remetido para o primeiro grau depois que Geddel deixou o Planalto.
Econômico nas palavras dedicadas a Temer, o procurador foi expansivo nas considerações sobre Geddel, Eduardo Cunha, o ex-vice-presidente de Loterias Fábio Cleto (hoje delator da Lava Jato) e o doleiro Lçio Bolonha Funaro, apresentado no inquérito como operador financeiro da “organização criminosa.”
Diz o documento da Procuradoria: “Todos os elementos até aqui apresentados demonstram uma sistemática ilícita para obtenção de recursos junto à CEF contando com a participação ativa do atual Secretário de Governo, Geddel Quadros Vieira Lima, quando este ainda era vice-presidente de Pessoa Jurídica da CEF, bem como de Eduardo Cunha, e ainda do então vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias, Fabio Ferreira Cleto, além do operador Lucio Bolonha Funaro.
O texto acrescenta: “Os indícios apontam para a corrupção passiva de Geddel Quadros Vieira Lima, posto que, valendo-se seu cargo de vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, agia internamente, de forma orquestrada, para beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecia informações privilegiadas para os outros membros da quadrilha que integrava…”
O juiz Vallysnei de Souza Oliveira deferiu todas as diligências requeridas pela Polícia Federal, com o endosso do Ministério Público Federal: batidas de busca e apreensão e quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático. Pressionando aqui, você chega à íntegra do despacho do magistrado. DO J.DESOUZA

O recall da Camargo Corrêa: vem aí outra delação do fim do mundo

Depois da Odebrecht, a Camargo Corrêa negocia uma superdelação: quarenta executivos revelarão o que sabem sobre as propinas pagas a mais de 200 políticos

Por Daniel Pereira
Veja.com
NA FILA -  O presidente, Michel Temer, o ex-ministro Antonio Palocci, o presidente do Senado, Renan Calheiros, o ministro da Educação, Mendonça Filho, e o senador Romero Jucá: problemas à vista na Lava-Jato com a delação da Camargo Corrêa
(Sergio Dutti; Reuters/Rodolfo Buhrer; Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo; Rose Brasil/ABR)
Reportagem de VEJA desta semana revela que a Camargo Corrêa, uma das maiores empreiteiras do país, negocia com a Procuradoria-Geral da República uma segunda leva de delações, nos moldes do acordo feito pela Odebrecht, que deve envolver a colaboração de cerca de quarenta executivos e até acionistas e alcançar em torno de 200 políticos, inclusive expoentes do governo de Michel Temer.
A Camargo Corrêa promete até exumar o cadáver da Operação Castelo de Areia, que tinha a construtora no centro do escândalo – uma engrenagem que envolvia corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro – e que foi abortada pela Justiça.
Quando isso ocorreu, porém, já se sabia que Temer aparecia 21 vezes nas planilhas, ao lado de outros figurões da República, como os ministros Gilberto Kassab (PSD) e Mendonça Filho (DEM) e os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Romero Jucá (PMDB).
A superdelação também trará novos problemas para Antonio Palocci, principal interlocutor da empreiteira nas gestões do PT. Se Brasília já não dormia pela expectativa da delação da Odebrecht, apelidada de “fim do mundo”, o clima vai ficar ainda mais tenso: o mundo pode acabar
13 jan 2017

Geddel e Cunha formaram quadrilha na Caixa, diz MPF

Mensagens trocadas entre ex-presidente da Câmara e ex-ministro revelam esquema para manipular operações do banco estatal e recolher propinas de empresários

Por Thiago Bronzatto, Laryssa Borges
Veja.com
O ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima: suspeito de participar de esquema de arrecadação de propinas na Caixa
(Ueslei Marcelino/Reuters)
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira a operação “Cui Bono?”, expressão em latim que significa “a quem interessa?”, que deixou o Planalto de cabelo em pé. Na mira dos investigadores, está o ex-ministro Geddel Vieira Lima, responsável, até pouco tempo atrás, por fazer a articulação política entre o governo de Michel Temer e o Congresso. O peemedebista baiano é suspeito de ter participado de uma quadrilha que arrecadava propinas na Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013, período em que ocupou o cargo de vice-presidente de pessoa jurídica do banco estatal. Também são apontados como integrantes do esquema criminoso: o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o doleiro Lúcio Funaro, ambos presos na Operação Lava Jato, e o vice-presidente da instituição financeira pública Fábio Cleto, além de empresários interessados em receber recursos do banco estatal.
“Os elementos de prova colhidos até o presente momento apontam para a existência de uma organização criminosa integrada por empresários brasileiros e agentes públicos que, ocupando altos cargos na Caixa Econômica Federal e no Parlamento brasileiro, desviavam de forma reiterada recursos públicos a fim de beneficiarem a si mesmos, por meio do recebimento de vantagens ilícitas, e a empresas e empresários brasileiros, por meio da liberação de créditos e/ou investimentos autorizados pela Caixa Econômica Federal em favor desses particulares”, escreveu o procurador Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, em sua representação.
Segundo o Ministério Público, Geddel, enquanto ocupava o cargo de vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa entre 2011 e 2013, agia internamente “de forma orquestrada” para beneficiar empresas como a BR Vias, a Oeste-Sul Empreendimentos Imobiliários, a Marfrig e companhias do grupo JBS, entre outras. Depois de defender os pleitos de cada companhia, Geddel repassava informações confidenciais para os demais integrantes da quadrilha, como Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, para que pudessem achacar empresas que pleiteavam recursos do banco estatal.
A principal prova da atuação da quadrilha está em mensagens enviadas do celular de Cunha para Geddel. As trocas de informações entre os dois aliados peemedebistas reforçam os indícios de que recolhiam propinas das empresas que buscavam liberação de créditos ou investimentos junto à Caixa e ao FI-FGTS, fundo com recursos dos trabalhadores administrados pelo banco estatal. As propinas eram pagas tanto em contas na Suíça como em dinheiro vivo e para empresas do operador Lúcio Funaro.
Ao discutirem o caso Marfrig, em julho de 2012, Geddel reporta ao ex-deputado que o “voto sai hj”, em referência à liberação dos recursos que beneficiariam a empresa. Um mês depois, a Marfrig, quando estava com a corda no pescoço e prestes a se desfazer de alguns negócios para quitar a sua dívida, fechou um empréstimo de 350 milhões de reais com Caixa. “As empresas Marfrig e Seara se beneficiaram do esquema ilícito para a obtenção de recursos da caixa mediante contraprestação, sendo que dessa vez, ficou ainda evidente que os repasses foram realizados por meio das empresas do operador Lucio Bolonha Funaro”, diz o MPF.
No farto material em poder dos investigadores, Geddel Vieira Lima relata, também por mensagem, a Eduardo Cunha pendências do grupo J&F Investimentos com o FI-FGTS e avisa: “Fala p regularizar la”. No caso do Grupo Bertin, cujos dirigentes também caíram na rede de investigações do petrolão, a Polícia Federal mapeou uma mensagem de setembro de 2012 na qual Cunha intercede junto a Geddel em favor do grupo e cobra: “Precisa ver no assunto da bertin a carta de conforto com os termos que necessita”.
“A narrativa exposta demonstra que Geddel Quadros Vieira Lima, juntamente com Eduardo Consentino da Cunha, Lúcio Bolonha Funaro e ainda contando em alguns momentos com a participação de Fabio Ferreira Cleto, agiram de forma ilícita para a liberação de créditos da área da Vice-Presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, a qual era dirigida por Geddel Quadros Vieira Lima”, aponta o MP.
Ao longo das investigações da Operação Lava Jato, Ministério Público e Polícia Federal já haviam recolhido indicativos da atuação criminosa de Eduardo Cunha junto ao fundo de investimento do FGTS (FI-FGTS). Em delação premiada, Fábio Cleto, por sua vez, detalhara que o esquema de Cunha no FI-FGTS também era replicado na Caixa Econômica, tanto na vice-presidência de Fundos de Governo e Loterias, presidida pelo próprio Cleto, quanto na vice-presidência de pessoa jurídica, sob responsabilidade de Geddel. Ele próprio disse que o peemedebista embolsava 80% das propinas recolhidas no esquema de corrupção no banco público. Na Caixa, a atuação de Eduardo Cunha era, segundo o MP, como intermediador na liberação de empréstimos a empresas que estivessem dispostas a realizar negociações ilícitas. A “Cui Bono?”, deflagrada nesta sexta-feira, é um desdobramento da Operação Catilinárias, de dezembro de 2015, na qual foi encontrado um celular na casa de Eduardo Cunha que registrava, entre outros, trocas de mensagens entre o ex-deputado e Geddel.
Em nota, a Marfrig afirmou que “não foi alvo de qualquer medida da Polícia Federal, que a Caixa Econômica Federal ou qualquer um de seus fundos não são acionistas relevantes da companhia”. “As operações com tal instituição financeira sempre foram feitas em condições de mercado, com custos equivalentes aos dos bancos privados, com garantias reais e sem qualquer tipo de privilégio. Todas as operações contratadas durante o período apurado nas investigações (2011-2013) foram devidamente liquidadas no prazo e condições, não restando em relação a estas quaisquer débitos em aberto”, disse.  13 jan 2017 DO R.DEMOCRATICA

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Mulher pobre desabafa contra a esquerda: “POBREZA não é CULPADA pela criminilidade”

A esquerda tem um argumento estapafúrdio, e ofensivo aos pobres, para “explicar” a criminalidade. Basicamente, dizem que a culpa pelo crime é a pobreza. Simples assim. Ou seja, ser pobre seria um fator que atrai para o crime.
Ocorre que, entre os pobres, a grande maioria é formada por gente HONESTA. Não se trata de uma maioria de 51%, mas sim de 99,999999999999%. Basta olhar as taxas de criminalidade e a MULTIDÃO de pessoas pobres. A maioria esmagadoríssima é honesta e trabalhadora.
Então, quando o esquerdismo diz isso, claro que ofende a todos os honestos. E o desabafo a seguir, publicado em rede social por Michele Prado, é um verdadeiro tapa na cara. Vejam só:
“Tenho 38 anos.
Aos 4 anos meu pai se separou de minha mãe, foi se amanziguar com a melhor amiga dela, e enquanto passávamos férias na Bahia, colocou nossas coisas num morro no Rio de Janeiro, em Brás de Pina, na rua Oricá.
Mais de 200 degraus de escadas para chegar ate lá.
Mainha, então com duas filhas pequenas, voltou ao seu ofício de artesã. Vendeu a aliança pra nos comprar comida, colocou duas barracas de ferro ( que eram desmontadas e remontadas diariamente) nas respectivas praças: Bonsucesso e Praça XV, e passou a nos sustentar com o fruto de seu ofício.
Minha irmã estudava em escola pública e eu, por conta de uma vizinha, ganhei uma bolsa de estudos, que garanti passando sempre direto até o final de meus estudos do ensino fundamental. Depois ganhei outra num colégio católico, ainda no Rj, e quando voltamos para a Bahia ganhei mais uma num colégio também católico, Colégio Paulo VI, que mantive sem perder de ano até o final do ensino secundário. Ainda me lembro do Frei que sempre me incentivava a estudar cada vez mais, Frei Serafim ( já morto).
Quando criança não me lembro as vezes em que vi minha mãe sair de casa cedo pra pegar uma imensa fila em algum mercado e estocar alimentos básicos, antes que fossem reajustados de novo por uma inflação galopante e horrenda.
Aprendi a comer todas as vísceras e partes consideradas menos nobres : pé de galinha, tripa frita, pescoço, moela, bofe etc.
Cansei de ver minha mãe contando o pouco dinheiro e não dormir durante a noite preocupada com as contas. Uma dia contava as cédulas e no dia seguinte nenhuma delas valia mais nada, fora as vezes em que a moeda era substituída e brincávamos de ricos com as que já não eram mais tostão algum.
Na vizinhança, a realidade não era diferente.
Todos, em suas vidas, enfrentavam a pobreza e quase todos conseguiam passar por ela mantendo um mínimo de dignidade.
Tenho 38 anos e nunca roubei ninguém.
Nunca assassinei.
Nunca nem furei fila.
Digo isto, que é particular e íntimo, porque NÃO ADMITO que um bando de vagabundos chamados de intelectuais, que fazem a imprensa e ocupam as cátedras hoje, digam que EU ou minha irmã, ou outros como nós, somos culpados pela barbárie que os SEUS DISCURSOS ajudaram a criar. E também pra deixar claro que POBREZA não é, nem nunca será, a CULPADA pela criminilidade.
Eu nunca irei aceitar a esquizofrênia desses pensadores, até porque TENHO CERTEZA de que quem ama a MISÉRIA são justamente eles, pois só assim conseguem capitalizar em cima da desgraça alheia.
E, enquanto eu puder, vou desmascarar cada um desses cretinos e seus discursos delirantes e irresponsáveis.
P.s > NENHUM DOS MEUS VIZINHOS, NEM AMIGOS DA ESCOLA, VIRARAM MARGINAIS.”
Resta saber como os socialistas da classe média alta vão refutar isso. Talvez digam que ela não saiba do que fala, já que quem entende dos pobres são eles, os universitários de esquerda. Patético. DO IMPLICANTE