PAZ AMOR E VIDA NA TERRA
" De tanto ver triunfar as nulidades,
De tanto ver crescer as injustiças,
De tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus, o homem chega
a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
[Ruy Barbosa]
Todo
mundo já ouviu meia dúzia de histórias de gênios que saem de garrafas.
Duda Mendonça, mago da marquetagem política, parecia ser um caso raro de
gênio que volta voluntariamente para dentro da garrafa. Pilhado no
escândalo do mensalão recebendo uma valeriana de R$ 10,5
milhões numa conta secreta nas Bahamas, Duda confessou o mau passo numa
CPI, pagou os impostos sonegados, safou-se no julgamento do mensalão,
tomou distância do petismo, virou fumaça e sumiu.
Quando se
imaginava que Duda estivesse abaixo do nível do gargalho, ele ressurge
em cena na pele de um gênio reincidente. Em delação premiada, executivos
da Odebrecht contaram à força tarefa da Lava Jato que parte dos R$ 6
milhões que Michel Temer mandou borrifar nas arcas eleitorais de Paulo
Skaf, candidato derrotado do PMDB ao governo de São Paulo em 2014, foi
destinada a Duda numa conta no exterior. A novidade foi relatada em
notícia veiculada nas página de Veja.
No
mensalão, Duda safara-se dos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de
divisas porque conseguiu convencer o Supremo Tribunal Federal de que não
sabia que o dinheiro que recebia de Marcos Valério era sujo. No
petrolão, a lorota perdeu o prazo de validade. Depois de assistir à
estadia de seis meses do ex-pupilo João Santana na hospedaria da PF’s Inn de Curitiba, Duda apressou-se em oferecer ao Ministério Público Federal o suor do seu dedo-duro.
Por ora, não colou. A delação da Odebrecht chegou antes. E o gênio
talvez tenha de passar uma temporada em local menos confortável do que a
garrafa.DO J.DESOUZA
Emílio e o filho Marcelo, sentados, delataram Lula, Dilma e Temer.
Os procuradores da Lava Jato terminaram de ouvir todos os
executivos e ex-executivos da Odebrecht que assinaram acordo de delação
premiada. O material vai ser encaminhado ao Supremo na segunda-feira, um
dia antes do recesso dos ministros.
Só o ministro Teori Zavaski, relator da
Lava Jato no Supremo, assessores e juízes da equipe dele terão acesso.
Os procuradores colheram mais de 800 depoimentos dos executivos e ex-executivos. O
trabalho foi concluído na madrugada deste sábado.
Tudo foi gravado em vídeo. Teori vai analisar tudo na
volta do recesso, em fevereiro. Teori, dada a exiguidade de tempo, vai tentar que juízes
auxiliares, durante o mês de janeiro, analisem e cataloguem tudo e,
principalmente, ouçam os 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht, na
presença dos advogados, e sem a participação dos procuradores, para que os eles
confirmem se falaram por livre e espontânea vontade.
Há muita expectativa no meio político, porque essas
delações envolvem no esquema a maior quantidade de parlamentares desdo o iníco
da Lava Jato, além de envolverem diretamente Lula, Dilma e o próprio Temer, DO P.BRAGA
Enquanto em Brasília o senador Aécio Neves e o chanceler
José Serra atuam para ampliar o espaço dos tucanos no governo Michel
Temer e influenciar a área econômica, em São Paulo o governador Geraldo
Alckmin cada vez mais se afasta do Palácio do Planalto e da cúpula do
PSDB. Ele adotou internamente independência e um discurso dissonante
fora dos muros do partido.
Principal bandeira das bancadas tucanas no Congresso
Nacional, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, que coloca um
teto no crescimento dos gastos públicos pela inflação do ano anterior
pelos próximos 20 anos, foi alvo de críticas do tucano.
"Se nós vamos ter por 20 anos nada a aumentar acima da
inflação, já começa que a saúde é dolarizada e aumenta acima da
inflação. Ela tem custos dolarizados. A demanda cresce, a medicina fica
mais sofisticada, a população, mais idosa. A conta não fecha", afirmou
Alckmin na semana passada após uma cerimônia realizada na sede do
Ministério Público Estadual, no centro da capital.
Foto: Evelson de Freitas/Estadão
Alckmin,
com José Serra e Aécio Neves, na zona norte de São Paulo, em julho de
2014, quando concorria à reeleição ao governo do Estado.
Em outro sinal de afastamento das teses
defendidas pela cúpula nacional do PSDB, Alckmin não compactuou com a
pressão exercida sobre Temer por mais espaço no governo federal. Ele
avalia, segundo um interlocutor próximo, que a Secretaria de Governo,
cargo que deve ser entregue ao deputado Antonio Imbassahy (BA), atual
líder do partido na Câmara, só trará desgaste.
Para Alckmin, o partido não precisa de mais espaço, mas
de mais independência em relação ao governo Temer. "O PSDB é que vai
pagar a conta pelo desgaste do governo em 2018. O partido não devia
buscar cargos", disse ao Estado o deputado estadual Pedro Tobias, presidente do PSDB paulista.
Durante o processo de formação do ministério de Temer,
Alckmin foi convidado a indicar um nome, mas declinou da proposta. Para
não deixar sua digital registrada na gestão do peemedebista, fez questão
de dizer que a escolha do aliado Alexandre de Moraes para a pasta da
Justiça foi uma escolha pessoal do presidente.
Estratégia. Citados por delatores da
Operação Lava Jato, os três presidenciáveis tucanos trabalham com
estratégias diferentes para chegar a 2018 com chance. Para Aécio e
Serra, o futuro está atrelado a Temer.
Com o comando da máquina partidária, o senador mineiro
mantém protagonismo e poder de fogo nas negociações com o governo.
Serra, por sua vez, está afastado do varejo político, mas tem os
holofotes do Ministério das Relações Exteriores. Correndo por fora,
Alckmin tem as máquinas paulistana, com seu afilhado João Doria
(prefeito eleito), e paulista nas mãos.
Sua postura de apoio crítico deixa uma rota de
desembarque desobstruída para 2018. "Disputa interna agora é uma
palhaçada. Alckmin está pensando em 2018. Infelizmente não é só ele. O
cidadão não está nem aí para isso", diz o ex-governador Alberto Goldman,
vice-presidente nacional do PSDB.
Na cúpula do partido, porém, a ordem unida é pacificar o
trio e adiar a inevitável disputa fratricida. “Não haverá cerceamento
na disputa. O governador tem grande chance de ser nosso candidato à
Presidência”, disse o senador José Aníbal (SP), presidente do Instituto
Teotônio Vilela, braço de formulação teórica do PSDB.
Mandato. Conhecido pelo perfil
discreto, o paulista evitou criticar abertamente o acordo entre seus
dois adversários internos que estendeu por mais um ano o mandato de
Aécio à frente do PSDB. Aos aliados, porém, disse que seria melhor adiar
essa decisão para 2017 e o ideal seria eleger o novo presidente do
partido no máximo em janeiro de 2018, e não em maio, como ficou
decidido.
Entre os correligionários mais próximos, a avaliação é
de que o movimento visou bloquear o plano B do governador, que seria
disputar à Presidência da República pelo PSB caso o PSDB lhe fechasse as
portas. Pelo calendário original, o segundo mandato de Aécio terminaria
em maio de 2017 e ele não poderia se reeleger. Essa seria a
oportunidade de Alckmin, fortalecido pelo resultado das eleições
municipais, ampliar a influência na máquina partidária.
"Se (a Executiva) fosse em janeiro (de 2018), o novo
presidente do PSDB teria mais tempo de articular a campanha
presidencial. É mais difícil fazer a sucessão partidária em maio de
2018, às vésperas da eleição", disse o deputado Silvio Torres (SP),
secretário-geral do partido, na reunião do Diretório na quinta-feira que
definiu a prorrogação do mandato de Aécio.
Aliado de Alckmin, apenas ele e o deputado Eduardo Cury,
também afinado com o Palácio dos Bandeirantes, votaram contra em um
colégio eleitoral formado por 31 tucanos.
"A prorrogação não foi uma coisa boa. Esse era o momento
de democratizar essa decisão", disse o deputado Vanderlei Macris (SP),
que é ligado ao governador paulista.
Alckmin também diverge de Aécio no formato do processo
de escolha do candidato tucano em 2018. Ele quer a realização de prévias
entre todos os filiados, enquanto o mineiro prefere um modelo mais
restrito. DO ESTADÃO
Os
jornais têm a parte de noticiário que se presta (ou deveria) a narrar
fatos. Há as reportagens já com viés, bem como colunas, sendo estas no
geral 100% opinativas. Desse modo, o espaço em que o próprio jornal
publica seu posicionamento é o editorial.
E
hoje o Estadão divulgou um editorial histórico. Bate pesado no PT, mas
não são agressões puras e simples. Trata-se de uma linha de argumento
que merece ser ponderada.
A seguir, os principais trechos.
“O
dedo do PT – Os atos de vandalismo, travestidos de manifestações,
promovidos em várias capitais, contra a aprovação da PEC do Teto, dão
uma medida da irresponsabilidade dos que levaram o País a uma das piores
crises de sua História (…) aquilo a que se assistiu na terça-feira
passada, tão logo o Senado concluiu a aprovação da matéria, não foi uma
manifestação legítima de protesto. Foi um festival de violência de quem,
por seu espírito autoritário, se julga dono da verdade e vê no outro um
inimigo a abater, não um adversário com o qual deve conviver. Mesmo que
para isso – frustrado por perder o poder, seus privilégios e suas
“boquinhas” – tenha de apelar para o quanto pior, melhor (…) Não
admira que o PT – que colocou o Brasil no buraco e agora aponta o dedo
acusador para os que querem tirá-lo de lá – inverta mais uma vez a
situação. Quem tem que “pagar o pato” pela violência dos “manifestantes”
é ele, sim. Foi o PT que dividiu o País entre “nós” e “eles” e
insuflou a violência por meio do “exército do Stédile” (MST) e depois
também pelo de Boulos (MTST) e de tantos outros movimentos ditos sociais
(foram 30 os que participaram do vandalismo de terça-feira). O País
está colhendo, e não é de hoje, a tempestade provocada pelos ventos que o
PT soprou e continua a soprar, apesar do que diz sua nota malandra. Por trás da baderna e de Boulos está, sim, o PT.” (grifamos) DO IMPLICANTE
Em 2007 e 2008, quando disputava a reeleição para o cargo de prefeito de
Nova Iguaçu, no Rio, petista distribuiu caixas de leite e cadernetas de
controle de distribuição com o logotipo criado para o seu governo
impresso no material
RIO - O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) teve seus direitos
políticos cassados por quatro anos por decisão da 5.ª Vara Cível de Nova
Iguaçu e Mesquita, na Baixada Fluminense. Ele foi condenado por ter
permitido o uso promocional de sua imagem, em dezembro de 2007 e no
primeiro semestre de 2008, quando ocupava o cargo de prefeito de Nova
Iguaçu. Na época, Lindbergh distribuiu caixas de leite e cadernetas de
controle de distribuição com o logotipo criado para o seu governo
impresso no material.
Foto: Dida Sampaio/Estadão
Lindbergh Faria
Além de suspender os direitos políticos, a
sentença da juíza Nathalia Calil Miguel Magluta estabelece que o senador
pague multa no valor de R$ 480 mil.
No despacho, a magistrada escreveu que "o réu usou seu cargo e o poder a
ele inerente para beneficiar-se em sua campanha à reeleição" e que
Lindbergh Farias "causou dano ao gastar verba pública na criação do
símbolo, sua inserção em campanhas e sua propagação, associada a seu
nome, em situações em que não era necessário. Faltou à conduta do réu
impessoalidade, economicidade e moralidade."
Cabe recurso à decisão. DO ESTADÃO
A adolescente judia Anne Frank e sua família podem ter sido encontrados
"por acaso" em seu esconderijo em Amsterdã, na Holanda, e não por uma
denúncia como sempre se acreditou, de acordo com o museu que leva seu
nome.
Esconderijo de Anne Frank pode ter sido encontrado 'por acaso', diz novo estudo (Foto: DESK/ANP/AFP)
Um novo estudo sugere que os policiais que foram até o endereço onde a
adolescente se escondia investigavam, na realidade, fraudes de cupons de
racionamento e trabalho ilegal, indicou o museu Anne Frank House em um
comunicado publicado na sexta-feira.
"A pergunta sempre foi: quem denunciou Anne Frank e os demais? Este
foco explícito no fato da traição restringe, entretanto, a perspectiva
da prisão e exclui de antemão outros cenários", destaca o museu, que
fica no mesmo edifício onde a família estava escondida.
Anne Frank e os parentes começaram a viver clandestinamente em julho de
1942 no anexo secreto da empresa de seu pai para não caírem nas mãos
dos nazistas. Permaneceram escondidos ali durante anos, até agosto de
1944, antes de serem descobertos e enviados para os campos de
concentração.
Nenhum estudo pôde determinar com certeza quem denunciou os Frank e as
outras pessoas que se escondiam com eles. Foi neste local que a
adolescente escreveu seu famoso diário, um dos livros mais lidos do
mundo, traduzido para 67 idiomas e que vendeu mais de 30 milhões de
exemplares.
Com base em escritos de março de 1944 e em novos documentos, o
pesquisador Gertjan Broek concluiu que "o edifício do canal
Prinsengracht 263 não era apenas o esconderijo de oito judeus".
Funcionários de outra empresa que ficava no mesmo imóvel foram presos
alguns meses antes por tráfico de cupons de racionamento, o que teria
levado a uma batida dos policiais e, consequentemente, a uma descoberta
"por acaso" de Anne Frank e dos outros moradores do anexo secreto.
O estudo "não rejeita a possibilidade de delação, mas leva em conta
outros cenários possíveis", afirmou o diretor-geral do museu Anne Frank
House, Ronald Leopold, citado no comunicado.
"Esperamos que outros pesquisadores também se sintam motivados a seguir novas pistas", acrescentou.
Anne Frank morreu de tifo no início de 1945 no campo de concentração
Bergen-Belsen, poucos dias depois de sua irmã Margot. Seu pai, Otto
Frank, foi o único sobrevivente do anexo secreto.DO G1
Os
atos de vandalismo, travestidos de manifestações, promovidos em várias
capitais, contra a aprovação da PEC do Teto, dão uma medida da
irresponsabilidade dos que levaram o País a uma das piores crises de sua
História
Os atos de vandalismo, travestidos de manifestações, promovidos em
várias capitais, com destaque para Brasília e São Paulo, contra a
aprovação da emenda constitucional que estabelece limite aos gastos da
União nos próximos 20 anos, a PEC do Teto, dão uma medida da
irresponsabilidade dos que levaram o País a uma das piores crises de sua
História e ainda querem, agora, criar todas as dificuldades para a
adoção das medidas que se impõem para consertar o estrago monumental que
fizeram. Tudo isso misturado ao ódio e ao ressentimento cultivados pelo
PT e seus apêndices, os chamados movimentos sociais, nos anos em que
estiveram no poder.
De Norte a Sul, do Acre ao Rio Grande do Sul, em 14 capitais, aquilo a
que se assistiu na terça-feira passada, tão logo o Senado concluiu a
aprovação da matéria, não foi uma manifestação legítima de protesto. Foi
um festival de violência de quem, por seu espírito autoritário, se
julga dono da verdade e vê no outro um inimigo a abater, não um
adversário com o qual deve conviver. Mesmo que para isso – frustrado por
perder o poder, seus privilégios e suas “boquinhas” – tenha de apelar
para o quanto pior, melhor.
Em Brasília, 5 mil baderneiros – na estimativa da Polícia Militar –
atacaram pontos de ônibus e destruíram vários carros. Só dentro de uma
concessionária invadida e depredada, foram 16 deles. A polícia, que teve
de usar bombas de efeito moral para, a muito custo, dispersar os
baderneiros, foi por eles atacada com pedras e bolas de gude. Mais de 70
deles foram detidos e 5 policiais ficaram feridos.
Cenas semelhantes se repetiram em outras cidades, como no Recife, onde
pneus foram incendiados e uma importante via bloqueada. Em São Paulo,
onde eles são especialmente bem organizados e treinados, os baderneiros
se reuniram na Avenida Paulista, onde o alvo principal de sua fúria foi a
Federação das Indústrias (Fiesp). Sua sede foi invadida e depredada. Lá
dentro foram soltados rojões. As impressionantes cenas do vandalismo,
transmitidas pela TV, não deixam dúvida de que só por sorte se evitou
uma tragédia.
Em nota, a Fiesp afirma que os “vândalos portavam bandeiras do PT e da
CUT” e que a ação colocou em risco seus funcionários e os do Sesi e do
Senai que saíam do local, além de frequentadores do Centro Cultural
Fiesp, que oferece exposições e espetáculos teatrais gratuitos.
A reação do coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores
Sem-Teto (MTST), o notório Guilherme Boulos, mostra absoluta
insensibilidade e indiferença aos riscos aos quais sua tropa de choque
expôs a população: “A Fiesp representa o que não presta no Brasil. O
dano da fachada da Fiesp é muito pouco perto do dano que ela está
causando há muito tempo ao povo do Brasil”. Ou seja, pode destruir tudo –
ali e nos outros locais atacados Brasil afora – mesmo que isso coloque
muitas vidas em risco.
Já sabendo que a população tem razões de sobra de ver seu dedo – para
dizer o mínimo – na baderna, o PT soltou uma nota a respeito, que é um
primor de desfaçatez e cinismo, na qual afirma que “não teve qualquer
participação nos eventos atribuídos a militantes de nosso partido na
sede da Fiesp em São Paulo. Mais uma vez os que sempre atacam o PT
querem de novo que paguemos o pato”.
Não admira que o PT – que colocou o Brasil no buraco e agora aponta o
dedo acusador para os que querem tirá-lo de lá – inverta mais uma vez a
situação. Quem tem que “pagar o pato” pela violência dos “manifestantes”
é ele, sim. Foi o PT que dividiu o País entre “nós” e “eles” e insuflou
a violência por meio do “exército do Stédile” (MST) e depois também
pelo de Boulos (MTST) e de tantos outros movimentos ditos sociais (foram
30 os que participaram do vandalismo de terça-feira). O
País está colhendo, e não é de hoje, a tempestade provocada pelos
ventos que o PT soprou e continua a soprar, apesar do que diz sua nota
malandra. Por trás da baderna e de Boulos está, sim, o PT.
Primeira parceria do Rei com JLo estará no especial de fim de ano, 'Simplesmente Roberto Carlos'
A cantora revelou que a música fará parte do seu próximo disco, em espanhol Roberto Carlos e Jennifer Lopez lançaram a primeira parceria da carreira, Chegaste. A faixa começa com arranjo sereno, próprio das músicas de Roberto, e logo ganha caracteríticas de uma balada romântica. Chegaste foi composta pela cantora porto-riquenha Kany Garcia e adaptada para a versão em português por Roberto Carlos.
Os
cantores gravaram juntos em um estúdio em Los Angeles, com produção de
Julio Reyes Copello, mesmo produtor de Alejandro Sanz e Ricky Martin e
ganhador do prêmio de melhor produtor musical pelo Grammy Awards.
A parceria marca a primeira vez em que Jennifer Lopez canta em
português. O single que foi divulgado nesta sexta-feira (16/12) nas
plataformas digitais e será exibido no especial de fim de ano Simplismente Roberto, na Globo, dia 23 de dezembro. DO C.BRASILIENSE
Carlos Ayres Brito, que já presidiu o STF, recomenda, para a polêmica
Gilmar Mendes x Luiz Fux, saída estritamente jurídica: a lei 9.709, de
1998, que trata de projetos de lei de iniciativa popular. E que no
parágrafo 1.º de seu art. 13.º determina que tais projetos deverão
“circunscrever-se a um só assunto”.
Em debate no TSE, ontem de manhã, Mendes criticou Fux por ter
determinado ao Senado que devolva à Câmara o projeto sobre a lei
anticorrupção (as Dez Medidas, apresentadas pelo MP com dois milhões de
assinaturas).
Aquele artigo da lei 9.709, diz Ayres Brito, “parece respaldar o
entendimento afinal perfilhado por Luiz Fux”. E que foi esquecido quando
a um texto sobre combate à corrupção se acrescentou outro, sobre abuso
de autoridade.
Sobre as reações no Congresso, ele afirmou, à coluna que na definição
dos papéis dos três Poderes, na Constituição, “tudo acaba no
Judiciário. E quando alguém não concorda com alguma decisão, tem o
direito de recorrer… ao Judiciário”.
“O nome disso é Estado de Direito”, concluiu o ex-ministro
Lei das Dez Medidas virou o seu contrário, diz Marlon Rei
Marlon Reis, o “pai” da
Lei da Ficha Limpa, rejeita a comparação feita por Gilmar Mendes entre
esse texto e o das Dez Medidas (o projeto anticorrupção) e apoia o
ministro Luiz Fux, que anteontem mandou o Senado devolver este segundo à
Câmara. “Os dois projetos nasceram da iniciativa popular, mas não há
como compará-los”, argumenta o juiz maranhense.
Em debate no STF, Gilmar havia afirmado que o texto original da Ficha
Limpa também sofreu mudanças antes de sua aprovação no Congresso — e se
um tem de voltar a ser discutido, o outro também tem.
Para Marlon Reis, o problema é a desfiguração do propósito original
do desejo da sociedade. Na Ficha Limpa, diz ele, houve “tempo para
discutir, debate transparente e um aprimoramento formal do texto”. Mas
agora, na tramitação das Dez Medidas, “faltou transparência nas sessões e
a vontade do eleitor não foi respeitada. Uma matéria estranha, que
defende exatamente o contrário da original, foi acrescentada”. No caso, a
punição ao abuso de autoridade. Dez Medidas 2
O texto que a Câmara entregou na semana passada ao Senado, segundo
Reis, “inverte as coisas e enfraquece o combate à corrupção ao tornar
juízes e promotores vítimas de poderosos”. DO ESTAD
AO
A paciência com Gilmar Mendes anda bem pouca. O próprio STF, na tarde
em que salvou Renan Calheiros, deu um basta aos comentários do membro
da Suprema Corte, que nem presente estava. Mas de nada adiantou. Passada
uma semana, mais verbos foram jogados sobre a decisão de Luiz Fux,
aquela que devolvia à Câmara o pacote de medidas contra corrupção
subvertido pelos deputados federais.
A Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul soltou, até aqui, a nota mais dura contra o palavrório de Mendes. Citando trechos do Estatuto da Magistratura e da Lei Complementar 35/197, afirmou causar “espécie
a sem-cerimônia com que o próprio Ministro Gilmar Mendes, magistrado do
Supremo Tribunal Federal, vem reiteradamente violando as leis da
magistratura e os deveres éticos impostos a todos os juízes do país,
valendo-se da imprensa para tecer juízos depreciativos sobre decisões
tomadas no âmbito da Operação Lava Jato e mesmo sobre decisões de
colegas seus, também Ministros do Supremo Tribunal Federal“.
De quebra, ainda sugeriu que Mendes se aposente e vá usar sua liberdade de expressão como colunista na imprensa. DO IMPLICANTE
Dura
é a vida de petista no Brasil da Lava Jato. No começo desta semana, por
exemplo, a seita dos devotos de Lula fez o possível para animar-se com o
desempenho do chefão no Datafolha. A pesquisa informa que, se a eleição
de 2018 fosse realizada agora, o único líder popular do mundo que só se
apresenta para plateias amestradas venceria no primeiro turno
candidatos que, como ele, acabarão impugnados pela Odebrecht. Se
o índice obtido pelo ex-presidente não é lá essas coisas, a taxa de
rejeição está perto de 50%. Metade do eleitorado quer ver pelas costas o
antigo campeão de popularidade. O que restou do PT também fez o
possível para entusiasmar-se com a chegada da Lava Jato a figurões do
PMDB instalados na cúpula do governo Michel Temer, como se ninguém
soubesse que a ladroagem do Petrolão resultou da parceria entre o
partido do governo e a sigla que não consegue respirar longe do poder. O
restante da semana reafirmou que, no Brasil enfim inconformado com a
canalhice hegemônica, alegria de adorador de gatuno agora dura pouco.
Nesta quinta-feira, a ofensiva contra os corruptos foi retomada pelas
primeiras revelações de Marcelo Odebrecht e pelo detalhamento de
bandalheiras envolvendo o patrimônio imobiliário do ex-presidente.
Como insiste em jurar que não lhe pertencem propriedades que ganhou de
empreiteiros amigos, o dono do triplex no Guarujá e do sítio em Atibaia
só não recebeu de Guilherme Boulos uma carteirinha de sócio do clube dos
sem-teto por ter registrado em cartório a posse do apartamento onde
mora em São Bernardo. Alcançada no fígado pelo primeiro golpe da
Odebrecht, a defesa de Lula avisou que não comentaria “especulação de
delação” e enfiou o rabo entre as pernas. O
que a tropa de bacharéis sem álibi chama de “especulação” reduziu
sensivelmente a distância que separa seu cliente da cadeia. Na
segunda-feira e na terça, já nos depoimentos inaugurais, Marcelo
Odebrecht confirmou que fez pagamentos ao ex-presidente, alguns deles em
espécie. Os maços de cédulas foram providenciados pelo Setor de
Operações Estruturadas, codinome do departamento de propinas da maior
empreiteira do país. O Ministério Público e a Polícia Federal já podem
provar que é Lula o “Amigo”, codinome que identifica nas planilhas o
beneficiário de 23 milhões de reais. Desse total, 8 milhões de
reais foram pagos em 2012, “sob solicitação e coordenação de [Antonio]
Palocci”, informa o relatório de indiciamento do ex-ministro dos
governos Lula e Dilma, hoje dando expediente na carceragem da Polícia
Federal em Curitiba. Só
na terça-feira, a abertura da caixa-preta controlada por Marcelo
Odebrecht, acompanhada por dois advogados e quatro procuradores
federais, consumiram 10 horas de revelações. Não é pouca coisa, e no
entanto é um quase nada diante do que está por chegar. Além de
Marcelo, o herdeiro que sabe muito, logo estará em cena o patriarca que
tudo sabe. O codinome do mais poderoso lobista a serviço do departamento
de bandidagens da empreiteira foi sugerido pela fraterna ligação que
unia o ex-presidente a Emilio Odebrecht, que cuidava pessoalmente da
estratégica parceria com o Amigo. O começo da confissão de Marcelo acabou com a amizade. O depoimento de Emílio vai acabar com Lula. 16 dez 2016 DO R.DEMOCRATICA
A Associação Nacional dos Procuradores da República divulgou uma nota de desagravo ao procurador Deltan Dallagnol. O texto é assinado por José Robalinho Cavalcanti e O Antagonista faz questão de publicá-lo na íntegra:
"A
Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) vem a público
desagravar o procurador da República Deltan Martinazzo Dallagnol.
Coordenador da Força-tarefa Lava Jato, ele é alvo de uma ação judicial,
proposta pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual se pede
indenização por danos morais no valor de R$ 1 milhão em função de
entrevista coletiva concedida em 14 de setembro. Numa
estratégia que busca, nitidamente, inverter os papéis, pessoa acusada
por crimes objetiva penalizar agentes do Estado, em caráter pessoal,
pelo normal e autêntico exercício de sua missão constitucional. Ao
alegar de forma tardia um suposto e absolutamente inexistente abuso de
autoridade, pretende-se punir o trabalho de um membro do Ministério
Público Federal que cumpriu regularmente o dever e o direito de informar
a população sobre os atos relativos à operação. O
direito de petição é livre e as estratégias de defesa estão abertas a
qualquer um, mas a mesma Justiça que presentemente julga o ex-presidente
Lula - inclusive pelos fatos noticiados na referida entrevista - saberá
com certeza reconhecer e rechaçar o que consiste em mal disfarçada
intenção de inibir e retaliar a ação de membros do Ministério Público.
Trata-se de iniciativa de mesmo gênero das propostas em trâmite no
Congresso Nacional que pretendem criminalizar atos que constituem
exercício legítimo da atividade do Ministério Público e de juízes como
se fossem supostos abusos. A ação visa também amordaçar o Ministério
Público e outros agentes do estado que legitimamente explicaram sua
atuação à opinião pública, prestando esclarecimentos sobre fatos que não
estão cobertos por sigilo. Assim
como já o fez nos demais momentos das investigações, ao conceder a
entrevista, Deltan Dallagnol, acompanhado de todos os demais membros da
Força-tarefa, prestou esclarecimentos cabíveis e necessários à
sociedade. A estratégia de processar Deltan isoladamente, e não a União
ou os membros da Força Tarefa, denota claro propósito intimidatório. Se o
real propósito fosse a indenização por supostos prejuízos à imagem, o
caminho natural seria acionar o Estado, diante das facilidades jurídicas
desse tipo de ação quando comparada à ação contra o servidor público. Vale
salientar, novamente, que os responsáveis pela Lava Jato têm sido
exemplo sólido no cumprimento da lei de forma imparcial e técnica. A
atuação da Força-tarefa fundamenta-se em provas robustas reunidas ao
longo de mais de dois anos de investigações que se tornaram referência
no Brasil e no mundo no que concerne o combate efetivo à corrupção,
premiada nacional e internacionalmente.O
Ministério Público é um só, e o ataque pessoal a um de seus membros
apenas acentua esta unidade. O procurador da República Deltan Dallagnol
tem o respeito e o apoio de seus colegas de Ministério Público Federal
ao conduzir-se de forma profissional e competente, nas investigações da
Lava Jato. Nada nem ninguém afastará os membros do MPF do cumprimento
equilibrado, impessoal e destemido de seus deveres." 16.12.16 - DO R.DEMOCRATICA
Prega a sabedoria popular que desgraça pouca é bobagem. Para provar que esse dito pode ser verdadeiro, a senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR) está a viver um momento que passa ao largo da sorte.
Ré na Operação Lava-Jato, alvo de inquérito no Supremo Tribunal
Federal, acusada por sete de envolvimento no Petrolão e passageira no
esquema que surrupiou R$ 100 milhões de servidores federais (crime
investigado pela Operação Custo Brasil), Gleisi agora começa a enfrentar
os efeitos colaterais de sua insana verborragia.
A senadora teve negado recurso pelo Superior Tribunal de Justiça
(STJ) e terá de pagar R$ 173.905, 85 ao secretário de Saúde do Paraná,
Michele Caputo Neto. A decisão, em caráter definitivo, é resultado da
ação movida por Caputo contra a petista em 2008. À época, a parlamentar,
através de blog pessoal (Blog da Gleisi), acusou Michele Caputo de ser o
“maior operador de sacanagem do PSDB do Paraná” e também fez trocadilho
maldoso com o sobrenome do secretário.
Em 11 de agosto de 2009, a 8ª Vara Cível de Curitiba acatou a ação de
Michele Caputo e condenou Gleisi a pagar R$ 5 mil por danos morais e
ato difamatório na internet. Gleisi recorreu da decisão ainda no âmbito
da Justiça do Paraná, em Curitiba, mas o Juízo reformou a sentença
condenando-a a pagar R$ 50 mil para Michele Caputo.
A petista, através do advogado Guilherme Gonçalves (é investigado na
Custo Brasil), continuou recorrendo da decisão em instâncias superiores,
fazendo com que a ação aterrissasse no STJ. O relator do agravo e
recurso especial, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, negou provimento
ao pedido a senadora e o Tribunal, por unanimidade, condenou-a a pagar
multa pecuniária no valor de R$ 50 mil, acrescidos de juros e correções,
o que resulta no valor de R$ 173.905,85, segundo cálculos do próprio
STJ.O Tribunal remeteu, em 9 de novembro passado, à 8ª Vara Cível de
Curitiba a ação para execução e pagamento, sendo que as partes foram
notificadas em 21 de novembro. Não cabe mais recurso à senadora, que só
poderá questionar os juros aplicados à multa, mas terá de depositar em
juízo R$ 50 mil em quinze dias, enquanto os peritos refazem os cálculos.
Se Gleisi alegar não ter condições financeiras para pagar os R$ 174
mil, bens móveis e imóveis serão arrestados e levados a leilão para a
quitação a dívida.
Em 2008, Gleisi disputou a prefeitura de Curitiba e perdeu as
eleições para Beto Richa (PSDB), que na ocasião conquistou 77% dos
votos, enquanto a petista conseguiu apenas 18%. Na campanha, Gleisi teve
R$ 6,5 milhões de receitas e recebeu doações da Camargo Corrêa (R$ 500
mil), UTC (R$ 250 mil) e OAS (R$ 250 mil) – empreiteiras arroladas em
esquemas de corrupção na Petrobras e investigadas pela Lava Jato. O
marqueteiro de Gleisi foi João Santana, preso na Lava Jato, que acusou
receber dinheiro através do caixa 2 da petista.
A decisão do STJ é um revés na vida de Gleisi Hoffmann, que não
aceita ver suas estripulias políticas noticiadas pela imprensa e, vez
por outra, tenta intimidar jornalistas com processos judiciais, como se
esse expediente funcionasse em um regime democrático, que sua trupe
tentou transformar em ditadura esquerdista.
Ademais, Gleisi usa de artifícios rasteiros nessas intimidações,
como, por exemplo, mover ações judiciais fora do domicílio do réu e
tentar difamá-los com a ajuda de outros profissionais de comunicação,
que por sorte não caem na esparrela da petista. DOO UCHO.INFO.