domingo, 18 de dezembro de 2016

Parte do dinheiro solicitado por Temer à Odebrecht pagou Duda no caixa dois


Todo mundo já ouviu meia dúzia de histórias de gênios que saem de garrafas. Duda Mendonça, mago da marquetagem política, parecia ser um caso raro de gênio que volta voluntariamente para dentro da garrafa. Pilhado no escândalo do mensalão recebendo uma valeriana de R$ 10,5 milhões numa conta secreta nas Bahamas, Duda confessou o mau passo numa CPI, pagou os impostos sonegados, safou-se no julgamento do mensalão, tomou distância do petismo, virou fumaça e sumiu.
Quando se imaginava que Duda estivesse abaixo do nível do gargalho, ele ressurge em cena na pele de um gênio reincidente. Em delação premiada, executivos da Odebrecht contaram à força tarefa da Lava Jato que parte dos R$ 6 milhões que Michel Temer mandou borrifar nas arcas eleitorais de Paulo Skaf, candidato derrotado do PMDB ao governo de São Paulo em 2014, foi destinada a Duda numa conta no exterior. A novidade foi relatada em notícia veiculada nas página de Veja.
No mensalão, Duda safara-se dos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas porque conseguiu convencer o Supremo Tribunal Federal de que não sabia que o dinheiro que recebia de Marcos Valério era sujo. No petrolão, a lorota perdeu o prazo de validade. Depois de assistir à estadia de seis meses do ex-pupilo João Santana na hospedaria da PF’s Inn de Curitiba, Duda apressou-se em oferecer ao Ministério Público Federal o suor do seu dedo-duro. Por ora, não colou. A delação da Odebrecht chegou antes. E o gênio talvez tenha de passar uma temporada em local menos confortável do que a garrafa.DO J.DESOUZA

Mãe de Todas as Delações está pronta para exame do STF

Emílio e o filho Marcelo, sentados, delataram Lula, Dilma e Temer.


Os procuradores da Lava Jato terminaram de ouvir todos os executivos e ex-executivos da Odebrecht que assinaram acordo de delação premiada. O material vai ser encaminhado ao Supremo na segunda-feira, um dia antes do recesso dos ministros.
Só o ministro Teori Zavaski, relator da Lava Jato no Supremo, assessores e juízes da equipe dele terão acesso.
Os procuradores colheram mais de 800 depoimentos dos executivos e ex-executivos. O trabalho foi concluído na madrugada deste sábado.
Tudo foi gravado em vídeo.  Teori vai analisar tudo na volta do recesso, em fevereiro. Teori, dada a exiguidade de tempo, vai tentar que juízes auxiliares, durante o mês de janeiro, analisem e cataloguem tudo e, principalmente, ouçam os 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht, na presença dos advogados, e sem a participação dos procuradores, para que os eles confirmem se falaram por livre e espontânea vontade. 
Há muita expectativa no meio político, porque essas delações envolvem no esquema a maior quantidade de parlamentares desdo o iníco da Lava Jato, além de envolverem diretamente Lula, Dilma e o próprio Temer, DO P.BRAGA

Por 2018, Alckmin se afasta de Temer e da cúpula do PSDB

Enquanto em Brasília o senador Aécio Neves e o chanceler José Serra atuam para ampliar o espaço dos tucanos no governo Michel Temer e influenciar a área econômica, em São Paulo o governador Geraldo Alckmin cada vez mais se afasta do Palácio do Planalto e da cúpula do PSDB. Ele adotou internamente independência e um discurso dissonante fora dos muros do partido.
Principal bandeira das bancadas tucanas no Congresso Nacional, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, que coloca um teto no crescimento dos gastos públicos pela inflação do ano anterior pelos próximos 20 anos, foi alvo de críticas do tucano. 
"Se nós vamos ter por 20 anos nada a aumentar acima da inflação, já começa que a saúde é dolarizada e aumenta acima da inflação. Ela tem custos dolarizados. A demanda cresce, a medicina fica mais sofisticada, a população, mais idosa. A conta não fecha", afirmou Alckmin na semana passada após uma cerimônia realizada na sede do Ministério Público Estadual, no centro da capital.
Foto: Evelson de Freitas/Estadão
Alckmin e Aécio
Alckmin, com José Serra e Aécio Neves, na zona norte de São Paulo, em julho de 2014, quando concorria à reeleição ao governo do Estado.
Em outro sinal de afastamento das teses defendidas pela cúpula nacional do PSDB, Alckmin não compactuou com a pressão exercida sobre Temer por mais espaço no governo federal. Ele avalia, segundo um interlocutor próximo, que a Secretaria de Governo, cargo que deve ser entregue ao deputado Antonio Imbassahy (BA), atual líder do partido na Câmara, só trará desgaste. 
Para Alckmin, o partido não precisa de mais espaço, mas de mais independência em relação ao governo Temer. "O PSDB é que vai pagar a conta pelo desgaste do governo em 2018. O partido não devia buscar cargos", disse ao Estado o deputado estadual Pedro Tobias, presidente do PSDB paulista. 
Durante o processo de formação do ministério de Temer, Alckmin foi convidado a indicar um nome, mas declinou da proposta. Para não deixar sua digital registrada na gestão do peemedebista, fez questão de dizer que a escolha do aliado Alexandre de Moraes para a pasta da Justiça foi uma escolha pessoal do presidente.
Estratégia. Citados por delatores da Operação Lava Jato, os três presidenciáveis tucanos trabalham com estratégias diferentes para chegar a 2018 com chance. Para Aécio e Serra, o futuro está atrelado a Temer.
Com o comando da máquina partidária, o senador mineiro mantém protagonismo e poder de fogo nas negociações com o governo. Serra, por sua vez, está afastado do varejo político, mas tem os holofotes do Ministério das Relações Exteriores. Correndo por fora, Alckmin tem as máquinas paulistana, com seu afilhado João Doria (prefeito eleito), e paulista nas mãos.
Sua postura de apoio crítico deixa uma rota de desembarque desobstruída para 2018. "Disputa interna agora é uma palhaçada. Alckmin está pensando em 2018. Infelizmente não é só ele. O cidadão não está nem aí para isso", diz o ex-governador Alberto Goldman, vice-presidente nacional do PSDB.
Na cúpula do partido, porém, a ordem unida é pacificar o trio e adiar a inevitável disputa fratricida. “Não haverá cerceamento na disputa. O governador tem grande chance de ser nosso candidato à Presidência”, disse o senador José Aníbal (SP), presidente do Instituto Teotônio Vilela, braço de formulação teórica do PSDB.
Mandato. Conhecido pelo perfil discreto, o paulista evitou criticar abertamente o acordo entre seus dois adversários internos que estendeu por mais um ano o mandato de Aécio à frente do PSDB. Aos aliados, porém, disse que seria melhor adiar essa decisão para 2017 e o ideal seria eleger o novo presidente do partido no máximo em janeiro de 2018, e não em maio, como ficou decidido.
Entre os correligionários mais próximos, a avaliação é de que o movimento visou bloquear o plano B do governador, que seria disputar à Presidência da República pelo PSB caso o PSDB lhe fechasse as portas. Pelo calendário original, o segundo mandato de Aécio terminaria em maio de 2017 e ele não poderia se reeleger. Essa seria a oportunidade de Alckmin, fortalecido pelo resultado das eleições municipais, ampliar a influência na máquina partidária.
"Se (a Executiva) fosse em janeiro (de 2018), o novo presidente do PSDB teria mais tempo de articular a campanha presidencial. É mais difícil fazer a sucessão partidária em maio de 2018, às vésperas da eleição", disse o deputado Silvio Torres (SP), secretário-geral do partido, na reunião do Diretório na quinta-feira que definiu a prorrogação do mandato de Aécio. 
Aliado de Alckmin, apenas ele e o deputado Eduardo Cury, também afinado com o Palácio dos Bandeirantes, votaram contra em um colégio eleitoral formado por 31 tucanos. 
"A prorrogação não foi uma coisa boa. Esse era o momento de democratizar essa decisão", disse o deputado Vanderlei Macris (SP), que é ligado ao governador paulista. 
Alckmin também diverge de Aécio no formato do processo de escolha do candidato tucano em 2018. Ele quer a realização de prévias entre todos os filiados, enquanto o mineiro prefere um modelo mais restrito. DO ESTADÃO

sábado, 17 de dezembro de 2016

Em editorial forte, Estadão culpa PT por atos de vandalismo e pela divisão do país

Os jornais têm a parte de noticiário que se presta (ou deveria) a narrar fatos. Há as reportagens já com viés, bem como colunas, sendo estas no geral 100% opinativas. Desse modo, o espaço em que o próprio jornal publica seu posicionamento é o editorial.
E hoje o Estadão divulgou um editorial histórico. Bate pesado no PT, mas não são agressões puras e simples. Trata-se de uma linha de argumento que merece ser ponderada.
A seguir, os principais trechos.
“O dedo do PT – Os atos de vandalismo, travestidos de manifestações, promovidos em várias capitais, contra a aprovação da PEC do Teto, dão uma medida da irresponsabilidade dos que levaram o País a uma das piores crises de sua História (…) aquilo a que se assistiu na terça-feira passada, tão logo o Senado concluiu a aprovação da matéria, não foi uma manifestação legítima de protesto. Foi um festival de violência de quem, por seu espírito autoritário, se julga dono da verdade e vê no outro um inimigo a abater, não um adversário com o qual deve conviver. Mesmo que para isso – frustrado por perder o poder, seus privilégios e suas “boquinhas” – tenha de apelar para o quanto pior, melhor (…) Não admira que o PT – que colocou o Brasil no buraco e agora aponta o dedo acusador para os que querem tirá-lo de lá – inverta mais uma vez a situação. Quem tem que “pagar o pato” pela violência dos “manifestantes” é ele, sim. Foi o PT que dividiu o País entre “nós” e “eles” e insuflou a violência por meio do “exército do Stédile” (MST) e depois também pelo de Boulos (MTST) e de tantos outros movimentos ditos sociais (foram 30 os que participaram do vandalismo de terça-feira). O País está colhendo, e não é de hoje, a tempestade provocada pelos ventos que o PT soprou e continua a soprar, apesar do que diz sua nota malandra. Por trás da baderna e de Boulos está, sim, o PT.” (grifamos) DO IMPLICANTE
Confira a íntegra aqui.

Justiça do Rio suspende direitos políticos de Lindbergh Farias por 4 anos

 Em 2007 e 2008, quando disputava a reeleição para o cargo de prefeito de Nova Iguaçu, no Rio, petista distribuiu caixas de leite e cadernetas de controle de distribuição com o logotipo criado para o seu governo impresso no material

RIO - O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) teve seus direitos políticos cassados por quatro anos por decisão da 5.ª Vara Cível de Nova Iguaçu e Mesquita, na Baixada Fluminense. Ele foi condenado por ter permitido o uso promocional de sua imagem, em dezembro de 2007 e no primeiro semestre de 2008, quando ocupava o cargo de prefeito de Nova Iguaçu. Na época, Lindbergh distribuiu caixas de leite e cadernetas de controle de distribuição com o logotipo criado para o seu governo impresso no material.
Foto: Dida Sampaio/Estadão
Lindbergh Faria
Lindbergh Faria
Além de suspender os direitos políticos, a sentença da juíza Nathalia Calil Miguel Magluta estabelece que o senador pague multa no valor de R$ 480 mil. No despacho, a magistrada escreveu que "o réu usou seu cargo e o poder a ele inerente para beneficiar-se em sua campanha à reeleição" e que Lindbergh Farias "causou dano ao gastar verba pública na criação do símbolo, sua inserção em campanhas e sua propagação, associada a seu nome, em situações em que não era necessário. Faltou à conduta do réu impessoalidade, economicidade e moralidade."
Cabe recurso à decisão. DO ESTADÃO

Esconderijo de Anne Frank pode ter sido encontrado 'por acaso', diz novo estudo


A adolescente judia Anne Frank e sua família podem ter sido encontrados "por acaso" em seu esconderijo em Amsterdã, na Holanda, e não por uma denúncia como sempre se acreditou, de acordo com o museu que leva seu nome.
 
Esconderijo de Anne Frank pode ter sido encontrado 'por acaso', diz novo estudo (Foto: DESK/ANP/AFP) Esconderijo de Anne Frank pode ter sido encontrado 'por acaso', diz novo estudo (Foto: DESK/ANP/AFP)
Esconderijo de Anne Frank pode ter sido encontrado 'por acaso', diz novo estudo (Foto: DESK/ANP/AFP)
Um novo estudo sugere que os policiais que foram até o endereço onde a adolescente se escondia investigavam, na realidade, fraudes de cupons de racionamento e trabalho ilegal, indicou o museu Anne Frank House em um comunicado publicado na sexta-feira.
"A pergunta sempre foi: quem denunciou Anne Frank e os demais? Este foco explícito no fato da traição restringe, entretanto, a perspectiva da prisão e exclui de antemão outros cenários", destaca o museu, que fica no mesmo edifício onde a família estava escondida.
Anne Frank e os parentes começaram a viver clandestinamente em julho de 1942 no anexo secreto da empresa de seu pai para não caírem nas mãos dos nazistas. Permaneceram escondidos ali durante anos, até agosto de 1944, antes de serem descobertos e enviados para os campos de concentração.
Nenhum estudo pôde determinar com certeza quem denunciou os Frank e as outras pessoas que se escondiam com eles. Foi neste local que a adolescente escreveu seu famoso diário, um dos livros mais lidos do mundo, traduzido para 67 idiomas e que vendeu mais de 30 milhões de exemplares.
Com base em escritos de março de 1944 e em novos documentos, o pesquisador Gertjan Broek concluiu que "o edifício do canal Prinsengracht 263 não era apenas o esconderijo de oito judeus".
Funcionários de outra empresa que ficava no mesmo imóvel foram presos alguns meses antes por tráfico de cupons de racionamento, o que teria levado a uma batida dos policiais e, consequentemente, a uma descoberta "por acaso" de Anne Frank e dos outros moradores do anexo secreto.
O estudo "não rejeita a possibilidade de delação, mas leva em conta outros cenários possíveis", afirmou o diretor-geral do museu Anne Frank House, Ronald Leopold, citado no comunicado.
"Esperamos que outros pesquisadores também se sintam motivados a seguir novas pistas", acrescentou.
Anne Frank morreu de tifo no início de 1945 no campo de concentração Bergen-Belsen, poucos dias depois de sua irmã Margot. Seu pai, Otto Frank, foi o único sobrevivente do anexo secreto.DO G1

O dedo do PT


                      Editorial do Estadão
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Os atos de vandalismo, travestidos de manifestações, promovidos em várias capitais, contra a aprovação da PEC do Teto, dão uma medida da irresponsabilidade dos que levaram o País a uma das piores crises de sua História
Os atos de vandalismo, travestidos de manifestações, promovidos em várias capitais, com destaque para Brasília e São Paulo, contra a aprovação da emenda constitucional que estabelece limite aos gastos da União nos próximos 20 anos, a PEC do Teto, dão uma medida da irresponsabilidade dos que levaram o País a uma das piores crises de sua História e ainda querem, agora, criar todas as dificuldades para a adoção das medidas que se impõem para consertar o estrago monumental que fizeram. Tudo isso misturado ao ódio e ao ressentimento cultivados pelo PT e seus apêndices, os chamados movimentos sociais, nos anos em que estiveram no poder.
De Norte a Sul, do Acre ao Rio Grande do Sul, em 14 capitais, aquilo a que se assistiu na terça-feira passada, tão logo o Senado concluiu a aprovação da matéria, não foi uma manifestação legítima de protesto. Foi um festival de violência de quem, por seu espírito autoritário, se julga dono da verdade e vê no outro um inimigo a abater, não um adversário com o qual deve conviver. Mesmo que para isso – frustrado por perder o poder, seus privilégios e suas “boquinhas” – tenha de apelar para o quanto pior, melhor.
Em Brasília, 5 mil baderneiros – na estimativa da Polícia Militar – atacaram pontos de ônibus e destruíram vários carros. Só dentro de uma concessionária invadida e depredada, foram 16 deles. A polícia, que teve de usar bombas de efeito moral para, a muito custo, dispersar os baderneiros, foi por eles atacada com pedras e bolas de gude. Mais de 70 deles foram detidos e 5 policiais ficaram feridos.
Cenas semelhantes se repetiram em outras cidades, como no Recife, onde pneus foram incendiados e uma importante via bloqueada. Em São Paulo, onde eles são especialmente bem organizados e treinados, os baderneiros se reuniram na Avenida Paulista, onde o alvo principal de sua fúria foi a Federação das Indústrias (Fiesp). Sua sede foi invadida e depredada. Lá dentro foram soltados rojões. As impressionantes cenas do vandalismo, transmitidas pela TV, não deixam dúvida de que só por sorte se evitou uma tragédia.
Em nota, a Fiesp afirma que os “vândalos portavam bandeiras do PT e da CUT” e que a ação colocou em risco seus funcionários e os do Sesi e do Senai que saíam do local, além de frequentadores do Centro Cultural Fiesp, que oferece exposições e espetáculos teatrais gratuitos.
A reação do coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), o notório Guilherme Boulos, mostra absoluta insensibilidade e indiferença aos riscos aos quais sua tropa de choque expôs a população: “A Fiesp representa o que não presta no Brasil. O dano da fachada da Fiesp é muito pouco perto do dano que ela está causando há muito tempo ao povo do Brasil”. Ou seja, pode destruir tudo – ali e nos outros locais atacados Brasil afora – mesmo que isso coloque muitas vidas em risco.
Já sabendo que a população tem razões de sobra de ver seu dedo – para dizer o mínimo – na baderna, o PT soltou uma nota a respeito, que é um primor de desfaçatez e cinismo, na qual afirma que “não teve qualquer participação nos eventos atribuídos a militantes de nosso partido na sede da Fiesp em São Paulo. Mais uma vez os que sempre atacam o PT querem de novo que paguemos o pato”.
Não admira que o PT – que colocou o Brasil no buraco e agora aponta o dedo acusador para os que querem tirá-lo de lá – inverta mais uma vez a situação. Quem tem que “pagar o pato” pela violência dos “manifestantes” é ele, sim. Foi o PT que dividiu o País entre “nós” e “eles” e insuflou a violência por meio do “exército do Stédile” (MST) e depois também pelo de Boulos (MTST) e de tantos outros movimentos ditos sociais (foram 30 os que participaram do vandalismo de terça-feira).
O País está colhendo, e não é de hoje, a tempestade provocada pelos ventos que o PT soprou e continua a soprar, apesar do que diz sua nota malandra. Por trás da baderna e de Boulos está, sim, o PT.

Roberto Carlos e Jennifer Lopez lançam música 'Chegaste'

Primeira parceria do Rei com JLo estará no especial de fim de ano, 'Simplesmente Roberto Carlos'

A cantora revelou que a música fará parte do seu próximo disco, em espanhol Reprodução/InternetRoberto Carlos e Jennifer Lopez lançaram a primeira parceria da carreira, Chegaste. A faixa começa com arranjo sereno, próprio das músicas de Roberto, e logo ganha caracteríticas de uma balada romântica. Chegaste foi composta pela cantora porto-riquenha Kany Garcia e adaptada para a versão em português por Roberto Carlos.

Os cantores gravaram juntos em um estúdio em Los Angeles, com produção de Julio Reyes Copello, mesmo produtor de Alejandro Sanz e Ricky Martin e ganhador do prêmio de melhor produtor musical pelo Grammy Awards



A parceria marca a primeira vez em que Jennifer Lopez canta em português. O single que foi divulgado nesta sexta-feira (16/12) nas plataformas digitais e será exibido no especial de fim de ano Simplismente Roberto, na Globo, dia 23 de dezembro. DO C.BRASILIENSE

Ayres Brito recomenda saída ‘estritamente jurídica’ para divergência no STF

Carlos Ayres Brito, que já presidiu o STF, recomenda, para a polêmica Gilmar Mendes x Luiz Fux, saída estritamente jurídica: a lei 9.709, de 1998, que trata de projetos de lei de iniciativa popular. E que no parágrafo 1.º de seu art. 13.º determina que tais projetos deverão “circunscrever-se a um só assunto”.
Em debate no TSE, ontem de manhã, Mendes criticou Fux por ter determinado ao Senado que devolva à Câmara o projeto sobre a lei anticorrupção (as Dez Medidas, apresentadas pelo MP com dois milhões de assinaturas).
Aquele artigo da lei 9.709, diz Ayres Brito, “parece respaldar o entendimento afinal perfilhado por Luiz Fux”. E que foi esquecido quando a um texto sobre combate à corrupção se acrescentou outro, sobre abuso de autoridade.
Sobre as reações no Congresso, ele afirmou, à coluna que na definição dos papéis dos três Poderes, na Constituição, “tudo acaba no Judiciário. E quando alguém não concorda com alguma decisão, tem o direito de recorrer… ao Judiciário”.
“O nome disso é Estado de Direito”, concluiu o ex-ministro

Lei das Dez Medidas virou o seu contrário, diz Marlon Rei

Marlon Reis, o “pai” da Lei da Ficha Limpa, rejeita a comparação feita por Gilmar Mendes entre esse texto e o das Dez Medidas (o projeto anticorrupção) e apoia o ministro Luiz Fux, que anteontem mandou o Senado devolver este segundo à Câmara. “Os dois projetos nasceram da iniciativa popular, mas não há como compará-los”, argumenta o juiz maranhense.
Em debate no STF, Gilmar havia afirmado que o texto original da Ficha Limpa também sofreu mudanças antes de sua aprovação no Congresso — e se um tem de voltar a ser discutido, o outro também tem.
Para Marlon Reis, o problema é a desfiguração do propósito original do desejo da sociedade. Na Ficha Limpa,  diz ele, houve “tempo para discutir, debate transparente e um aprimoramento formal do texto”. Mas agora, na tramitação das Dez Medidas, “faltou transparência nas sessões e a vontade do eleitor não foi respeitada. Uma matéria estranha, que defende exatamente o contrário da original, foi acrescentada”. No caso, a punição ao abuso de autoridade.
Dez Medidas 2
O texto que a Câmara entregou na semana passada ao Senado, segundo Reis, “inverte as coisas e enfraquece o combate à corrupção ao tornar juízes e promotores vítimas de poderosos”. DO ESTAD
AO

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Associação de juízes diz que postura de Gilmar Mendes “causa espécie”

A paciência com Gilmar Mendes anda bem pouca. O próprio STF, na tarde em que salvou Renan Calheiros, deu um basta aos comentários do membro da Suprema Corte, que nem presente estava. Mas de nada adiantou. Passada uma semana, mais verbos foram jogados sobre a decisão de Luiz Fux, aquela que devolvia à Câmara o pacote de medidas contra corrupção subvertido pelos deputados federais.
A Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul soltou, até aqui, a nota mais dura contra o palavrório de Mendes. Citando trechos do Estatuto da Magistratura e da Lei Complementar 35/197, afirmou causar “espécie a sem-cerimônia com que o próprio Ministro Gilmar Mendes, magistrado do Supremo Tribunal Federal, vem reiteradamente violando as leis da magistratura e os deveres éticos impostos a todos os juízes do país, valendo-se da imprensa para tecer juízos depreciativos sobre decisões tomadas no âmbito da Operação Lava Jato e mesmo sobre decisões de colegas seus, também Ministros do Supremo Tribunal Federal“.
De quebra, ainda sugeriu que Mendes se aposente e vá usar sua liberdade de expressão como colunista na imprensa. DO IMPLICANTE

O início da confissão dos Odebrecht anuncia o fim do Amigo Lula

Além de Marcelo, o herdeiro que sabe muito, logo estará em cena Emílio Odebrecht, o patriarca que tudo sabe
Por Augusto Nunes

Lula: juiz dos juízes
Dura é a vida de petista no Brasil da Lava Jato. No começo desta semana, por exemplo, a seita dos devotos de Lula fez o possível para animar-se com o desempenho do chefão no Datafolha. A pesquisa informa que, se a eleição de 2018 fosse realizada agora, o único líder popular do mundo que só se apresenta para plateias amestradas venceria no primeiro turno candidatos que, como ele, acabarão impugnados pela Odebrecht.
Se o índice obtido pelo ex-presidente não é lá essas coisas, a taxa de rejeição está perto de 50%. Metade do eleitorado quer ver pelas costas o antigo campeão de popularidade.
O que restou do PT também fez o possível para entusiasmar-se com a chegada da Lava Jato a figurões do PMDB instalados na cúpula do governo Michel Temer, como se ninguém soubesse que a ladroagem do Petrolão resultou da parceria entre o partido do governo e a sigla que não consegue respirar longe do poder.

O restante da semana reafirmou que, no Brasil enfim inconformado com a canalhice hegemônica, alegria de adorador de gatuno agora dura pouco. Nesta quinta-feira, a ofensiva contra os corruptos foi retomada pelas primeiras revelações de Marcelo Odebrecht e pelo detalhamento de bandalheiras envolvendo o patrimônio imobiliário do ex-presidente.
Como insiste em jurar que não lhe pertencem propriedades que ganhou de empreiteiros amigos, o dono do triplex no Guarujá e do sítio em Atibaia só não recebeu de Guilherme Boulos uma carteirinha de sócio do clube dos sem-teto por ter registrado em cartório a posse do apartamento onde mora em São Bernardo.
Alcançada no fígado pelo primeiro golpe da Odebrecht, a defesa de Lula avisou que não comentaria “especulação de delação” e enfiou o rabo entre as pernas.

O que a tropa de bacharéis sem álibi chama de “especulação” reduziu sensivelmente a distância que separa seu cliente da cadeia. Na segunda-feira e na terça, já nos depoimentos inaugurais, Marcelo Odebrecht confirmou que fez pagamentos ao ex-presidente, alguns deles em espécie.
Os maços de cédulas foram providenciados pelo Setor de Operações Estruturadas, codinome do departamento de propinas da maior empreiteira do país. O Ministério Público e a Polícia Federal já podem provar que é Lula o “Amigo”, codinome que identifica nas planilhas o beneficiário de 23 milhões de reais.
Desse total, 8 milhões de reais foram pagos em 2012, “sob solicitação e coordenação de [Antonio] Palocci”, informa o relatório de indiciamento do ex-ministro dos governos Lula e Dilma, hoje dando expediente na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

Só na terça-feira, a abertura da caixa-preta controlada por Marcelo Odebrecht, acompanhada por dois advogados e quatro procuradores federais, consumiram 10 horas de revelações. Não é pouca coisa, e no entanto é um quase nada diante do que está por chegar.
Além de Marcelo, o herdeiro que sabe muito, logo estará em cena o patriarca que tudo sabe. O codinome do mais poderoso lobista a serviço do departamento de bandidagens da empreiteira foi sugerido pela fraterna ligação que unia o ex-presidente a Emilio Odebrecht, que cuidava pessoalmente da estratégica parceria com o Amigo.
O começo da confissão de Marcelo acabou com a amizade. O depoimento de Emílio vai acabar com Lula.
16 dez 2016 DO R.DEMOCRATICA

"Lula quer inverter os papéis"



A Associação Nacional dos Procuradores da República divulgou uma nota de desagravo ao procurador Deltan Dallagnol.

O texto é assinado por José Robalinho Cavalcanti e O Antagonista faz questão de publicá-lo na íntegra:
"A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) vem a público desagravar o procurador da República Deltan Martinazzo Dallagnol. Coordenador da Força-tarefa Lava Jato, ele é alvo de uma ação judicial, proposta pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual se pede indenização por danos morais no valor de R$ 1 milhão em função de entrevista coletiva concedida em 14 de setembro.
Numa estratégia que busca, nitidamente, inverter os papéis, pessoa acusada por crimes objetiva penalizar agentes do Estado, em caráter pessoal, pelo normal e autêntico exercício de sua missão constitucional. Ao alegar de forma tardia um suposto e absolutamente inexistente abuso de autoridade, pretende-se punir o trabalho de um membro do Ministério Público Federal que cumpriu regularmente o dever e o direito de informar a população sobre os atos relativos à operação.
O direito de petição é livre e as estratégias de defesa estão abertas a qualquer um, mas a mesma Justiça que presentemente julga o ex-presidente Lula - inclusive pelos fatos noticiados na referida entrevista - saberá com certeza reconhecer e rechaçar o que consiste em mal disfarçada intenção de inibir e retaliar a ação de membros do Ministério Público. Trata-se de iniciativa de mesmo gênero das propostas em trâmite no Congresso Nacional que pretendem criminalizar atos que constituem exercício legítimo da atividade do Ministério Público e de juízes como se fossem supostos abusos. A ação visa também amordaçar o Ministério Público e outros agentes do estado que legitimamente explicaram sua atuação à opinião pública, prestando esclarecimentos sobre fatos que não estão cobertos por sigilo.
Assim como já o fez nos demais momentos das investigações, ao conceder a entrevista, Deltan Dallagnol, acompanhado de todos os demais membros da Força-tarefa, prestou esclarecimentos cabíveis e necessários à sociedade. A estratégia de processar Deltan isoladamente, e não a União ou os membros da Força Tarefa, denota claro propósito intimidatório. Se o real propósito fosse a indenização por supostos prejuízos à imagem, o caminho natural seria acionar o Estado, diante das facilidades jurídicas desse tipo de ação quando comparada à ação contra o servidor público.
Vale salientar, novamente, que os responsáveis pela Lava Jato têm sido exemplo sólido no cumprimento da lei de forma imparcial e técnica. A atuação da Força-tarefa fundamenta-se em provas robustas reunidas ao longo de mais de dois anos de investigações que se tornaram referência no Brasil e no mundo no que concerne o combate efetivo à corrupção, premiada nacional e internacionalmente.
O Ministério Público é um só, e o ataque pessoal a um de seus membros apenas acentua esta unidade. O procurador da República Deltan Dallagnol tem o respeito e o apoio de seus colegas de Ministério Público Federal ao conduzir-se de forma profissional e competente, nas investigações da Lava Jato. Nada nem ninguém afastará os membros do MPF do cumprimento equilibrado, impessoal e destemido de seus deveres." 16.12.16 - DO R.DEMOCRATICA

Gleisi Hoffmann perde recurso no STJ e terá de pagar R$ 174 mil ao secretário de Saúde do Paraná

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Prega a sabedoria popular que desgraça pouca é bobagem. Para provar que esse dito pode ser verdadeiro, a senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR) está a viver um momento que passa ao largo da sorte.
Ré na Operação Lava-Jato, alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal, acusada por sete de envolvimento no Petrolão e passageira no esquema que surrupiou R$ 100 milhões de servidores federais (crime investigado pela Operação Custo Brasil), Gleisi agora começa a enfrentar os efeitos colaterais de sua insana verborragia.
A senadora teve negado recurso pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e terá de pagar R$ 173.905, 85 ao secretário de Saúde do Paraná, Michele Caputo Neto. A decisão, em caráter definitivo, é resultado da ação movida por Caputo contra a petista em 2008. À época, a parlamentar, através de blog pessoal (Blog da Gleisi), acusou Michele Caputo de ser o “maior operador de sacanagem do PSDB do Paraná” e também fez trocadilho maldoso com o sobrenome do secretário.
Em 11 de agosto de 2009, a 8ª Vara Cível de Curitiba acatou a ação de Michele Caputo e condenou Gleisi a pagar R$ 5 mil por danos morais e ato difamatório na internet. Gleisi recorreu da decisão ainda no âmbito da Justiça do Paraná, em Curitiba, mas o Juízo reformou a sentença condenando-a a pagar R$ 50 mil para Michele Caputo.
A petista, através do advogado Guilherme Gonçalves (é investigado na Custo Brasil), continuou recorrendo da decisão em instâncias superiores, fazendo com que a ação aterrissasse no STJ. O relator do agravo e recurso especial, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, negou provimento ao pedido a senadora e o Tribunal, por unanimidade, condenou-a a pagar multa pecuniária no valor de R$ 50 mil, acrescidos de juros e correções, o que resulta no valor de R$ 173.905,85, segundo cálculos do próprio STJ.O Tribunal remeteu, em 9 de novembro passado, à 8ª Vara Cível de Curitiba a ação para execução e pagamento, sendo que as partes foram notificadas em 21 de novembro. Não cabe mais recurso à senadora, que só poderá questionar os juros aplicados à multa, mas terá de depositar em juízo R$ 50 mil em quinze dias, enquanto os peritos refazem os cálculos. Se Gleisi alegar não ter condições financeiras para pagar os R$ 174 mil, bens móveis e imóveis serão arrestados e levados a leilão para a quitação a dívida.
Em 2008, Gleisi disputou a prefeitura de Curitiba e perdeu as eleições para Beto Richa (PSDB), que na ocasião conquistou 77% dos votos, enquanto a petista conseguiu apenas 18%. Na campanha, Gleisi teve R$ 6,5 milhões de receitas e recebeu doações da Camargo Corrêa (R$ 500 mil), UTC (R$ 250 mil) e OAS (R$ 250 mil) – empreiteiras arroladas em esquemas de corrupção na Petrobras e investigadas pela Lava Jato. O marqueteiro de Gleisi foi João Santana, preso na Lava Jato, que acusou receber dinheiro através do caixa 2 da petista.
A decisão do STJ é um revés na vida de Gleisi Hoffmann, que não aceita ver suas estripulias políticas noticiadas pela imprensa e, vez por outra, tenta intimidar jornalistas com processos judiciais, como se esse expediente funcionasse em um regime democrático, que sua trupe tentou transformar em ditadura esquerdista.
Ademais, Gleisi usa de artifícios rasteiros nessas intimidações, como, por exemplo, mover ações judiciais fora do domicílio do réu e tentar difamá-los com a ajuda de outros profissionais de comunicação, que por sorte não caem na esparrela da petista. DOO UCHO.INFO.