PAZ AMOR E VIDA NA TERRA
" De tanto ver triunfar as nulidades,
De tanto ver crescer as injustiças,
De tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus, o homem chega
a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
[Ruy Barbosa]
Facsímile
do ofício recebido pelo deputado Jair Bolsonaro, que protocolou pedido
de impeachment de Dilma. Ofícios com o mesmo teor foram encaminhados por
Eduardo Cunha aos demais parlamentares que protocolaram pedido
semelhantes, ou seja, o impeachment da 'presidenta'.
Informação exclusiva do blog de Felipe Moura Brasil,
no site da revista Veja, revela que o presidente da Câmara, Deputado
Eduardo Cunha enviou ofício a todos os parlamentares que encaminharam
pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. No expediente, Cunha
solicita que aos autores de pedidos de impeachment protocolados na
Câmara que os atualizem com fatos novos, se for o caso, para que sejam
avaliados já no fim do mês e discutidos em agosto próximo, logo após o
recesso parlamentar. DO ALUISIOAMORIM
O presidente da Câmara notificou o deputado federal Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (17) para que emende o pedido de impeachment da petista no prazo de 10 dias. Este
blog obteve o ofício de Cunha e conversou com Bolsonaro pelo telefone.
Segundo ele, Cunha está pedindo a todos os autores de pedidos de
impeachment protocolados na Câmara que os atualizem com fatos novos, se
for o caso, para que sejam avaliados já no fim do mês e discutidos em
agosto, após o recesso parlamentar. O ofício da Câmara segue abaixo. Daqui a pouco, aqui no blog, a gravação da conversa com Bolsonaro. Tic-tac, Dilma, tic-tac…
Ameaçado de implosão pelos desdobramentos da Operação Lava jato, Eduardo
Cunha (PMDB-RJ) decidiu dobrar a aposta. Ele sinaliza para os seus
aliados que está estocando dinamite. “Eu vou explodir o governo”,
declara em privado o presidente da Câmara. Terceira autoridade na linha
de sucessão, Cunha imaginava-se portador de um destino. Começa a
perceber que virou uma fatalidade. E não parece disposto a ruir sozinho.
Alvejado pelo depoimento
do delator Júlio Camargo, um consultor que o acusa de ter cobrado
propina de US$ 5 milhões num contrato de navios-sonda da Petrobras,
Cunha ergueu um universo paralelo para lhe servir de refúgio. Nesse
universo particular, Cunha é vítima de um complô urdido pelo governo e
pela Procuradoria da República para fazer de um deputado modelo um
político desonesto.
Dias atrás, em conversa com o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça),
Cunha acusou-o de tramar com o procurador-geral da República Rodrigo
Janot para prejudicá-lo. Alheio às negativas do interlocutor, Cunha
ameaçou converter a rotina do governo na Câmara num inferno. Noutro
encontro, tratou do impeachment de Dilma com o deputado Arthur Lira
(PP-AL), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara
(CCJ).
Também investigado na Lava Jato, o deputado Lira queria saber se um
pedido de impeachment de Dilma passaria pela comissão que dirige. Cunha
explicou que o rito de tramitação de um processo de afastamento de
presidente da República não passa pela CCJ. E revelou como planeja agir:
em vez de tomar decisões solitárias, submeterá a encrenca à deliberação
do plenário da Câmara.
Ao inquirir Júlio Camargo em Curitiba, o juiz Sérgio Moro quis saber por
que ele não mencionara antes o enredo que envolve Eduardo Cunha. O
delator explicou que, ao depor para a força-tarefa da Lava Jato em
Curitiba, fora informado de que acusados com foro privilegiado não
deveriam ser citados senão em Brasília. Esclareceu que, convocado pelo
Ministério Público Federal, na Capital, contou sobre a propina de Cunha.
Disse, de resto, que silenciara antes por receio de que Cunha
prejudicasse seus familiares.
Noutro trecho do depoimento, cuja íntegra pode ser assistida aqui,
o advogado Nélio Machado, a serviço de Cunha, insinuou que Júlio
Camargo mentia. E perguntou se ele havia citado o deputado no
depoimentos prestados em Brasília. O delator refutou a pecha de
mentiroso e respondeu afirmativamente. Disse que levara Cunha ao
ventilador em dois depoimentos à Procuradoria-Geral da República —o
primeiro deles há cerca de três meses.
Cunha arma emboscadas para Dilma na volta das férias do Legislativo, em
agosto. Age em combinação com o presidente do Senado, Renan Calheiros,
outro investigado da Lava Jato que busca refúgio atrás da tese do sítio
do Planalto e da Procuradoria ao Congresso. A dupla trama inaugurar CPIs
sobre Fundos de Pensão e BNDES nas duas Casas. As comissões do Senado
já foram encaminhadas.
Com a bússula quebrada, o Planalto avaliara que o avanço da Lava Jato
sobre os investigados com mandato levaria a um recuo de Cunha e Renan.
Deu-se, porém, o oposto. Na definição de um cacique do PMDB, os
presidentes da Câmara e do Senado comportam-se como “camicases” —uma
referência aos pilotos da força aérea japonesa que realizavam ataques
suicidas contra armadas inimigas.
Suprema ironia: com o mandato sob questionamento, Dilma tem como
principais opositores dois expoentes do PMDB do vice-presidente Michel
Temer. A oposição, por ora, joga parada, observando o canibalismo da
coligação governista. DO WELBI
Presidente da Câmara acusou o Planalto de orquestrar denúncias contra ele Nesta quinta (16), delator acusou Cunha de ter pedido propina de US$ 5 mi
Fernando Calgaro e Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
O
presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou
nesta sexta-feira (17) seu rompimento político com o governo Dilma
Rousseff.
Segundo
Cunha, a partir de agora ele passará a integrar as fileiras de oposição
à gestão petista. "Eu, formalmente, estou rompido com o governo.
Politicamente estou rompido", enfatizou Cunha em coletiva de imprensa no
salão verde da Câmara.
O peemedebista acusa o Palácio Planalto de ter se articulado com o
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para incriminá-lo na
Operação Lava Jato. Nesta quinta (16), o ex-consultor da Toyo Setal
Júlio Camargo relatou à Justiça Federal do Paraná que Cunha lhe pediu propina de US$ 5 milhões.
Um dos delatores do esquema de corrupção que atuava na Petrobras,
Camargo afirmou em seu depoimento, em Curitiba, que foi pressionado por
Cunha a pagar US$ 10 milhões em propinas para que um contrato de
navios-sonda da estatal fosse viabilizado. Do total do suborno, contou o
ex-consultor, Cunha disse que era "merecedor" de US$ 5 milhões.
Camargo, que é ex-consultor da empresa Toyo Setal, afirmou à Justiça
que, sem ter recurso para pagar a propina exigida, Cunha o ameaçou com
um requerimento na Câmara,
solicitando que os contratos dos navios-sonda fossem enviados ao
Ministério de Minas e Energias para avaliação e eventual remessa para o
Tribunal de Contas da União (TCU).
Apesar das duras críticas desferidas contra o governo durante a
entrevista, o presidente da Câmara disse que o rompimento não significa
que haverá o "fim da governabilidade". "O fato de eu estar rompido com o
governo não vai afetar a relação institucional", complementou o
peemedebista.
Ele assegurou que continuará a pautar os projetos, inclusive, de
interesse do Planalto, mas fez um alerta: "Saiba que o presidente da
Câmara agora é oposição ao governo”.
Após o teor do depoimento de Júlio Camargo vir à tona, o presidente da
Câmara rebateu as acusações e disse que o procurador-geral da República,
a mando do governo, obrigou o delator a mentir em seu depoimento para
constranger o Legislativo. Na visão dele, o Planalto está por trás de
uma tentativa de "constranger" o parlamento, em articulação com o
procurador-geral da República. Nesta sexta, Eduardo Cunha
acusou o governo de ter orquestrado uma ação “faraônica” para
constranger o Congresso Nacional, com os mandados de busca e apreensão
da Polícia Federal
executados na última terça (14) nas casas dos senadores Fernando Collor
(PTB-AL), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e Ciro Nogueira (PP-PI). 'Aloprados'
Sem citar nomes, o presidente da Câmara afirmou que existe um “bando de
aloprados” no Palácio do Planalto que age contra ele. A relação de
Cunha com o Executivo ficou extremamente tensa desde que ele assumiu o
comando da casa legislativa, em fevereiro.
Em meio à eleição interna da Câmara, ele criticou o fato de o governo
ter apoiado a candidatura de seu adversário, o deputado Arlindo
Chinaglia (PT-SP).
Diante da derrota do deputado petista, Cunha se negou a manter
interlocução política com o então ministro das Relações Institucionais,
Pepe Vargas, que era responsável pela articulação política do Planalto
com o Legislativo. Enfraquecido no cargo, Pepe foi transferido
posteriormente para a Secretaria de Direitos Humanos. “Tem um bando de aloprados no planalto que vive desse tipo de circunstância, de criar constrangimento.”
Segundo Cunha, o governo tem “ódio” dele e age para constranger o
Legislativo. “O governo nunca me quis e não me quer como presidente da
Câmara. O governo não me engole, tem um ódio contra mim. Tem um bando de
aloprados no planalto que vive desse tipo de circunstância, de criar
constrangimento.” Inquérito contra Dilma
Eduardo Cunha questionou durante a entrevista desta sexta a ausência de
inquéritos para investigar a presidente Dilma Rousseff e o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, ambos foram
citados nos depoimentos do doleiro Alberto Youssef e, portanto, também
deveriam ser alvos de investigação.
“Youssef falou da presidente Dilma, falou do presidente lula, e ninguém
abriu inquérito contra eles. Estão pegando as coisas do Youssef e estão
selecionando [quem investigar].”
Para o presidente, o Ministério Público está “protegendo” o PT, ao não
fazer busca e apreensão nas residências de senadores petistas
investigados na Lava Jato e não abrir inquérito contra a presidente
Dilma.
“Se for dar valor às declarações do Youssef tinha que ter aberto
inquérito contra a presidente da República. Se o procedimento de
investigar é igual para todos, deveria ter aberto para todos.” Críticas a Sérgio Moro
Cunha também desferiu críticas ao juiz Sérgio Moro, que conduz a
Operação Lava Jato na primeira instância, ao dizer que o magistrado
“pensa que é o dono do país”. O peemedebista criticou o fato de ter sido
acusado em um depoimento conduzido no primeiro grau, sendo que possui
foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Um juiz que acha que é o dono do país. Acha que é o dono do Supremo
Tribunal Federal, do Superior de Tribunal de Justiça. Vamos entrar com
uma reclamação no Supremo. Já que estou sendo acusado, quero que o
processo vá para o Supremo”, disse. Retaliações
Em retaliação ao governo, Eduardo Cunha ameaça nos bastidores instalar
uma série de CPIs incômodas ao governo, como a do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico (BNDES) e a dos fundos de pensão.
Ele também já prepara terreno para votar as contas do governo de 2014
da presidente Dilma, que devem ser julgadas em agosto pelo TCU.
Auditores da corte apontaram diversos indícios de irregularidades,
incluindo as chamadas “pedaladas fiscais”, que são os atrasos de
repasses do governo a bancos públicos para pagamento de programas
sociais, como o Bolsa Família. Para o TCU, essa prática configura
empréstimo e viola a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Cunha anunciou que irá começar a votar as contas pendentes de governos
anteriores em agosto, o que abrirá terreno para analisar a de Dilma em
seguida. O peemedebista já avisou também que essa análise será
“política” e não técnica, como quer o Planalto.
Cunha disse ainda que deverá decidir, em até 30 dias, se aceita ou não o
pedido de abertura de processo de impeachment da presidente da
República apresentado, em maio, por integrantes do Movimento Brasil
Livre (MBL).17/07/2015 - DO R.DEMOCRATICA
Nota à imprensa em apoio ao Juiz Sergio Moro A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) vem a público
manifestar total apoio ao Juiz Federal Sergio Moro, Titular da 13ª Vara
Federal de Curitiba, na condução do julgamento da “Operação Lava Jato”. A
pedido do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, o Magistrado
decretou recentemente uma série de medidas, entre elas a prisão de
executivos de grandes empresas que, segundo as investigações, estariam
envolvidos em crimes de corrupção e formação de cartel. Vale destacar que as decisões tomadas pelo Juiz Federal Sergio
Moro no curso desse processo são devidamente fundamentadas em
consonância com a legislação penal brasileira e o devido processo legal. A Ajufe não vai admitir alegações genéricas e infundadas de que
as prisões decretadas nessa 14ª fase da Operação Lava Jato violariam
direitos e garantias dos cidadãos. A Ajufe também não vai admitir ataques pessoais de qualquer tipo,
principalmente declarações que possam colocar em dúvida a lisura,
eficiência e independência dos magistrados federais brasileiros. No exercício de suas atribuições constitucionais, o Juiz Sergio
Moro tem demonstrado equilíbrio e senso de justiça. As medidas
cautelares, aplicadas antes do trânsito em julgado do processo criminal,
estão sendo tomadas quando presentes os pressupostos e requisitos
legais. É importante ressaltar que a quase totalidade das decisões do
magistrado não foram reformadas pelas instâncias superiores. A Ajufe manifesta apoio irrestrito e confiança no trabalho
desenvolvido com responsabilidade pela Justiça Federal do Paraná, a
partir da investigação da Polícia Federal e do Ministério Público
Federal. Antônio César Bochenek
Presidente da Ajufe
O
jovem Kim Kataguiri, do Movimento Brasil Livre, ataca novamente… com
argumentos! Com menos de 20 anos, ele mostra que tem muito mais conteúdo
do que esses políticos de esquerda. Dessa vez o alvo foi a deputada
comunista Jandira Feghali, uma comunista que é proprietária de
restaurante, ou seja, uma “exploradora da mais-valia”, segundo os
próprios marxistas (só no Brasil mesmo). Vejam:
A provocação feita aos militantes da UNE
foi impagável: essa turma não enche nem mais uma Kombi, mesmo com muita
verba pública! E a turma jurássica do PCdoB defende o ditador maluco
Kim, da Coreia do Norte, então bem que poderia ter umas aulas de
democracia e política com o liberal Kim, do MBL. Não faria mal algum a
esse pessoal que ainda acredita na foice e no martelo…
Caso pensado – A reação do senador Fernando Collor de Mello
(PTB-AL) à Operação Politeia, da Polícia Federal, é mais um clichê de
alguém que tem no currículo escândalo de corrupção que culminou com o
próprio impeachment. Investigado na Operação Lava-Jato, que desmontou o
maior escândalo de corrupção da história nacional, Collor ocupou a
tribuna do Senado Federal, na terça-feira (14), para externar seu
constrangimento diante da ação dos policiais federais, que foi
classificada de ilegal e abusiva.
No momento em que o País clama por mudanças e aposta na ação policial
para varrer a escória política, Fernando Collor mostrou inabilidade ao
criticar a instituição que transformou-se na esperança dos brasileiros
de bem. Ou seja, criticar duramente a Polícia Federal foi um ato de
irresponsabilidade política, mas o senador alagoano preferiu adotar a
tese de que a melhor defesa é o ataque. Repetindo a postura que marcou
sua passagem pela Presidência da República e a consequente derrocada,
Collor manteve-se altivo e calado, como se nada tivesse com o Petrolão.
A estratégia de usar o Senado Federal como escudo foi um grande
equívoco, mas a decisão pode ter resultado de eventual pressão exercida
por Collor sobre o presidente da Casa, senador Renan Calheiros
(PMDB-AL), também investigado no âmbito da Lava-Jato. Calheiros
propriamente não atacou a operação policial, classificando-a apenas como
“invasão e causou perplexidade”. Sugerir a ilegalidade da Operação
Politeia é outro ato irresponsável dos investigados, pois a ação
policial foi autorizada de forma clara por três ministros do Supremo
Tribunal Federal, entre eles o legalista Celso de Mello, decano da
Corte.
Sabem os leitores que política no Brasil só se faz com muito
dinheiro, por isso alguns parlamentares foram alcançados pela Operação
Lava-Jato. Isso permite acreditar que a conversa entre os dois senadores
(Collor e Calheiros), no começo da tarde de terça-feira, no gabinete da
presidência do Senado, pode ter sido um ultimato de Fernando Collor
para que os envolvidos no esquema criminoso que ainda não foram
alcançados pela Justiça não sejam arrastados ao olho do furacão.
Essa hipótese não deve ser descartada, pois as manifestações da
Polícia Legislativa e do corpo jurídico do Senado foi mal recebida pela
opinião pública, já que a Constituição Federal é cristalina ao
estabelecer que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza”.DO UCHO.INFO
Está
chegando ao final um dos maiores mistérios da República. Os autos do
Mandado de Segurança 20895, impetrado pelo repórter Thiago Herdy e por O
Globo já estão conclusos desde 27 de março, na mesa do ministro
Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça, para que
mande cumprir o acórdão da 1ª Seção da corte, que autorizou o acesso aos
dados do cartão corporativo do governo federal usado pela ex-chefe da
representação da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa
de Noronha.
O
tribunal acolheu pedido feito pela rede de jornais Infoglobo e pelo
jornalista Thiago Herdy Lana para terem acesso aos gastos, com as
discriminações de tipo, data, valor das transações e CNPJ/razão social.
Como
se sabe, desde a década de 1990, quando se conheceram no Sindicato dos
Bancários de São Paulo, numa reunião conduzida pelo dirigente sindical
João Vaccari Neto, Rosemary era concubina do então líder sindical Luiz
Inácio Lula da Silva.
Em
2003, ao assumir o poder, Lula trouxe a companheira para perto de si,
nomeando-a para o importante cargo de chefe de gabinete da Presidência
da República em São Paulo. E o romance prosseguiu, com o presidente
usufruindo da companhia de Rose em 32 viagens internacionais que tiveram
a ausência da primeira-dama.
Tudo
continua bem, até que novembro de 2012, já no governo Dilma Rousseff,
Rose acabou envolvida na Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, que
investigou venda de pareceres técnicos para liberação de obras
favorecendo empresas privadas, foi imediatamente demitida e está
respondendo a processo.
Desde
2013, já rolava na Justiça o mandado de segurança apresentado pelo
repórter Thiago Herdy e pelo O Globo para quebrar o sigilo dos gastos do
cartão de Rose, sob argumento de que o acesso a documentos
administrativos tem status de direito fundamental, consagrado na
Constituição Federal e em legislação infraconstitucional.
Em
2014, quando cresceu no PT o movimento “Volta, Lula”, para que o
ex-presidente Lula fosse candidato, Dilma Rousseff resistiu e não quis
abrir mão da candidatura. Lula insistiu e ela então lançou sobre a mesa a
cartada decisiva, ameaçando divulgar os absurdos gastos de Rose no
cartão corporativo da Presidência, que se tornariam um escândalo capaz
de destruir a campanha eleitoral do PT, Lula foi obrigado a recuar.
Para
o relator do caso no STJ, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, a recusa
de fornecer os documentos e as informações a respeito dos gastos
efetuados com o cartão corporativo, com o detalhamento solicitado,
constitui violação ilegal do direito líquido e certo da empresa e do
jornalista de terem acesso à informação de interesse coletivo,
assegurado pela Constituição e regulamentado pela Lei 12.527/11 (Lei de
Acesso à Informação).
“Inexiste
justificativa para manter em sigilo as informações solicitadas, pois
não se evidencia que a publicidade de tais questões atente contra a
segurança do presidente e vice-presidente da República ou de suas
famílias, e nem isso ficou evidenciado nas informações da Secretaria de
Comunicação”, afirmou em seu parecer.
“A
divulgação dessas informações seguramente contribui para evitar
episódios lesivos e prejudicantes; também nessa matéria tem aplicação a
parêmia consagrada pela secular sabedoria do povo, segundo a qual é
melhor prevenir do que remediar”, concluiu o ministro, que vai mandar
cumprir a sentença do STJ.
Segundo
o jornalista Cláudio Humberto, do site Diário do Poder, nos governos
petistas de Lula e Dilma, de 2003 a 2015, os gastos com cartões
corporativos já somaram R$ 615 milhões, o que significa mais de R$ 51
milhões por ano, enquanto em 2002, último ano do governo FHC, a conta
dos cartões foi de R$ 3 milhões.
Cerca
de 95% dessas despesas são “secretas”, por decisão do então presidente
Lula, que alegou “segurança do Estado”, após o escândalo de ministros
usando essa forma de pagamento em gastos extravagantes, como pagar
tapiocas, resorts de luxo, jantares, cabelereira, aluguel de carro, etc.
Humberto
diz que a anarquia chegou ao ponto de um alto funcionário do Ministério
das Comunicações quitar duas mesas de sinuca usando o cartão, enquanto
em São Bernardo, seguranças da família do então presidente Lula pagavam
equipamentos de musculação com cartão corporativo e compraram R$ 55 mil
em material de construção para a filha dele, Lurian.
Quando o sigilo for quebrado, esta nação vai estremecer. Será divertido, podem esperar.
Natuza Nery, Gabriel Mascarenhas, Andréia Sadi eMárcio Falcão e Aguirre Talento - Folha.com
Os senadores Fernando Collor de Mello (PTB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI) e
Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), além do deputado federal Eduardo da
Fonte (PP-PE) e do ex-ministro Mário Negromonte (PP-BA), foram alvos de
nova fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira (14).
A BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras, também foi alvo da operação.
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências
de Collor em Brasília e em Alagoas. Os policiais também foram à TV
Gazeta,afiliada da TV Globo no Estado nordestino, que pertence à família
de Collor; ele é um dos principais acionistas.
O ex-presidente foi citado na delação premiada do doleiro Alberto
Youssef como um dos beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras.
Ele também foi citado pelo dono da UTC, Ricardo Pessoa, em seu
depoimento à Justiça.
Outro citado por Pessoa foi Ciro Nogueira, que é presidente nacional do PP.
O empreiteiro afirma ter pago R$ 20 milhões a Collor entre 2010 e 2012
em troca da influência do senador em negócios com a BR Distribuidora e
R$ 2 milhões a Nogueira. O senador do PP também foi citado pelo
ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em delação premiada.
Segundo a Folha apurou, os policiais foram à distribuidora da Petrobras
atrás de documentos que possam ligar a companhia de distribuição a casos
de corrupção delatados pelo doleiro Youssef e outros presos da Lava
Jato.
A PF também esteve em um escritório ligado a da Fonte em Recife, e
Negromonte, hoje conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da
Bahia, foi alvo de buscas na Bahia.
Ao todo, a polícia cumpre nesta terça 53 mandados de busca e apreensão
expedidos pelos ministros do Supremo Tribunal Federal Teori Zawascki,
Celso de Mello e Ricardo Lewandowski, referentes a seis processos
instaurados a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato. Não há
prisões previstas.
BUSCAS DA OPERAÇÃO LAVA JATO
PF cumpre 53 mandatos pelo país. Veja os Estados
São Paulo
12
Distrito Federal
11
Bahia
8
Pernambuco
7
Alagoas
5
Santa Catarina
5
Rio de Janeiro
5
São Paulo
APREENSÃO DE BENS
As buscas ocorrem na residência de investigados, em seus endereços
funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos
públicos.
Em nota divulgada nesta terça, o procurador-geral da República, Rodrigo
Janot, afirmou que a operação tem como objetivo garantir a apreensão de
bens adquiridos com supostas práticas criminosas.
"As medidas são necessárias ao esclarecimento dos fatos investigados no
âmbito do STF, sendo que algumas se destinaram a garantir a apreensão de
bens adquiridos com possível prática criminosa e outras a resguardar
provas relevantes que poderiam ser destruídas caso não fossem
apreendidas", afirmou o procurador-geral.
Segundo ele, as medidas ora executadas refletem uma atuação firme e
responsável do Ministério Público Federal em busca dos esclarecimentos
dos fatos.
Segundo a Folha apurou, as ações atingem políticos com mandato; alguns deles atuam no Congresso Nacional.
Essa operação –considerada uma "filhote" da Lava Lato– chama-se Politeia
e refere-se aos inquéritos que correm no STF e envolvem suspeitos com
foro privilegiado. Por isso não estão na Justiça Federal no Paraná, em
Curitiba, onde fica o QG das investigações sobre os desvios na
Petrobras.
Politeia é o nome dado pelo filósofo ateniense Platão (428/27
a.C.-348/47 a.C.) à ideia de uma cidade em que as virtudes éticas
deveriam imperar sobre a corrupção, como citado em seu clássico "A
República".
Cerca de 250 policiais federais participam da ação.
Alan Marques - 26.jan.2011/Folhapress
O ex-ministro Mario Negromonte (PP), atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia
OUTRO LADO
Advogado de Ciro Nogueira, Antonio Carlos de Almeida Castro diz que a
busca era desnecessária. "O Senador se colocou à disposição, ofereceu
seus sigilos, prestou depoimento. Infelizmente no Brasil de hoje os atos
invasivos passam a ser a regra", disse.
A assessoria de Negromonte confirmou o cumprimento de mandado de busca e
apreensão em sua residência, em Salvador, mas não comentou.
Em nota, o senador Fernando Bezerra (PSB-PE) disse que sempre esteve à
disposição para colaborar com as investigações e "fornecer todas as
informações que lhe forem demandadas; inclusive, de documentos que
poderiam ter sido solicitados diretamente ao senador, sem qualquer
constrangimento". O parlamentar diz ainda que "aguarda o momento de seu
depoimento e reitera sua confiança no pleno esclarecimento dos fatos."
A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa de Collor, que sempre negou as acusações, nem de Eduardo da Fonte.
*
O QUE PESA SOBRE OS SUSPEITOS
INVESTIGADO
SUSPEITA
O QUE DISSE COSTA
O QUE DISSE YOUSSEFF
Ciro Nogueira (PP-PI)
Após
Ciro Nogueira assumir a liderança do partido, reuniu-se com ele e
outros líderes do partido num hotel no Rio, em janeiro de 2012.
Aguinaldo Ribeiro, Arthur Lira e Eduardo da Fonte participaram da
reunião. Disseram que haviam perdido a confiança em Alberto Youssef e
que outra pessoa passaria a ser responsável pela distribuição do
dinheiro da propina. Não soube dizer quem. Passou a decidir a divisão do
dinheiro após assumir o comando do partido
Recebia pagamentos mensais do esquema e era um dos líderes que decidiam como distribuir os recursos no PP
Assumiu
a liderança do partido após a rebelião contra Mario Negromonte no PP.
Participou de reunião com Paulo Roberto Costa em que o PP comunicou o
afastamento de Youssef
Fernando Collor de Melo (PTB-AL)
Recebeu pagamentos frequentes do esquema, incluindo propina cobrada num contrato da BR Distribuidora
–
Fez
depósitos e entregou dinheiro a Collor a pedido de Pedro Paulo Leoni
Ramos, em São Paulo e Alagoas. Houve entregas de R$ 200 mil a R$ 300 mil
em espécie. Um funcionário de Youssef recolheu R$ 3 milhões em postos
de combustível de uma rede da qual o BTG era sócio e que mudou para a
bandeira da BR Distribuidora. O PP recebeu propina de US$ 2 milhões em
Hong Kong por ter apoiado essa transação
Eduardo da Fonte (PP-PE)
Recebia
pagamentos mensais do esquema e articulou um pagamento de R$ 10 milhões
ao PSDB para barrar uma CPI sobre a Petrobras em 2010
Em
2010, reuniu-se com Eduardo da Fonte e o tucano Sérgio Guerra para
acertar um repasse de R$ 10 milhões para o PSDB para impedir uma CPI
sobre a Petrobras. Pediu o dinheiro para Ildefonso Colares, da Queiroz
Galvão, que depois disse ter feito o pagamento. O valor foi abatido das
comissões destinadas ao PP
Apontou
Fonte como um dos deputados que recebiam de R$ 30 mil a R$ 150 mil por
mês e que o deputado, com Ciro Nogueira, cooptaram Sérgio Guerra para
barrar a CPI e ficaram com uma parte dos R$ 10 milhões. Fernando Baiano
fez o pagamento com dinheiro da Queiroz Galvão
Mário Negromonte (PP-BA)
Recebia
pagamentos mensais do esquema e era um dos líderes que decidiam como
distribuir os recursos no PP. Recebeu R$ 5 milhões na campanha de 2010
Recebeu
R$ 5 milhões do esquema em 2010. Recebia repasses de Youssef e passou a
definir a divisão do dinheiro no partido após a morte de José Janene
(PP-PR), quando assumiu a liderança do PP
Recebia
percentual das comissões destinadas ao PP. Usou dinheiro do esquema
para pagar aviões que usou como ministro das Cidades. Foi ao escritório
da GFD buscar comissões pessoalmente. Após a morte de Janene, provocou
divisão do partido ao reduzir repasses a deputados. Fez entregas de
dinheiro para Negromonte em Salvador e Brasília. O deputado recebia
entre R$ 250 e R$ 500 mil por mês
Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Recebeu R$ 20 milhões do esquema para a campanha de Eduardo Campos em 2010
Em
2010, quando era secretário de Desenvolvimento de Pernambuco, Bezerra
pediu a Youssef R$ 20 milhões para a campanha de Eduardo Campos à
reeleição. Soube por Youssef, que depois lhe confirmou a entrega dos
recursos
Não
falou sobre a contribuição que teria sido solicitada por Bezerra, mas
disse que ele pode ter recebido propina para resolver problemas que
ameaçavam prejudicar as obras da refinaria Abreu e Lima
Não
tem jeito. Os esquerdistas são os primeiros a admitir, na prática, que
suas teses são íntimas do crime. Ou, dito de outro modo, que a
realização de seus objetivos não dispensa a ação criminosa. Ou expresso
ainda de maneira diversa: que o mal praticado em nome dos seus
princípios virtudes são, e não defeitos. Não fosse assim, essa conversa
asquerosa, indecorosa mesmo, sobre se é golpista ou não pregar a
deposição de Dilma não seria nem sequer esboçada, absurda que é por sua
própria natureza.
E,
neste ponto, paro para tratar de um erro severo cometido por um
jornalista que de esquerda nunca foi, o que evidencia que o equívoco não
é monopólio de camaradas e companheiros. Uma colega me censurou numa
conversa amistosa na sexta: “Você não deveria divergir de outros
jornalistas em seus textos; basta que você exponha o seu ponto de vista.
Os leitores e ouvintes farão seu próprio juízo”. Era uma advertência de
quem tem afeto por mim, não o contrário. Quando divirjo deste ou
daquele, nem sempre desperto simpatias.
Entendo
as razões dessa minha amiga, mas não concordo. Jornalistas também podem
e devem ser nominados, especialmente quando se trata de uma divergência
respeitosa. Vamos lá. Em sua coluna publicada na Folha e no Globo neste
domingo, Elio Gaspari elenca 10 momentos de crise na história do Brasil
e convida o leitor a opinar se houve ou não ação golpista: 1969, 1968,
1964, 1961, 1955, 1945, 1937, 1930, 1891 e 1889. As datas aparecem na
mesma sequência de sua coluna.
Não
vou entrar em detalhes porque este post não teria fim. Se eu tivesse de
votar, diria, sem pestanejar, que o desfecho de todos esses casos foi
golpista. A propósito: quem inventou o “golpe do bem” de 1889, 1930,
1945 ou 1955 foi a historiografia marxista. Eu, por exemplo, não
reconheço essa categoria. Mas avanço.
É
sintomático que Gaspari não tenha incluído em sua lista de datas o ano
de 1992, que marca a deposição de Fernando Collor de Mello, a única
situação que guarda similaridade com a atual. Por que não se especula
se, naquele caso, houve ou não, afinal de contas, um golpe parlamentar?
Se
Gaspari quer que a história possa, de algum modo, ser instrutiva e se
acha que as comparações podem iluminar o presente, então é preciso
comparar alho com alho, bugalho com bugalho. Misturar alhos e bugalhos
só obscurece a inteligência. A exemplo do que se vê agora, em 1992,
amplos setores da sociedade repudiavam um governo que, ao lado dos
desastres que perpetrava na economia e na administração, via-se cercado
de casos de corrupção. Mais: evidenciou-se que a sua legitimidade estava
ferida porque o próprio processo que o elegeu deitava raízes na
corrupção e no malfeito.
O
que 2015 tem a ver com cada uma das dez datas elencadas por Gaspari
além de nada? Eu o desafio a demonstrar por que vivemos uma realidade
tão distinta de 1992. E, parece-me, ele não saberia me dizer onde está a
diferença, a menos que aderisse, e agora volto para o ponto inicial do
meu texto, à tese de que os crimes, quando cometidos por esquerdistas,
são naturalmente virtuosos.
O partido É
nauseante que petistas e afins venham agora defender o mandato de Dilma
em nome das urnas, como se uma eleição conferisse ao governante o
direito de agredir as instituições que conferem legalidade e
legitimidade a seu mandato. Urna não é tribunal de absolvição, não. Ao
contrário: a mesma lei que elege também aponta os caminhos da deposição.
E Dilma pode, sim, ser deposta segundo o arcabouço legal. Golpe seria
rasgá-lo para mantê-la no cargo.
Onde
estavam, em 1992, as vozes que hoje gritam “golpe!” quando se fala no
impeachment de Dilma? E ainda bem que não se manifestaram então, porque
estariam mesmo erradas. Aquele presidente perdeu a legitimidade à medida
que ficou claro que a sua corte havia se enterrado na ilegalidade para
elegê-lo e para consolidar o seu poder.
Ou
alguém tentará me convencer de que era inaceitável acusar a deposição
de Collor de “golpe!” porque ele era só um representante do
conservadorismo rastaquera, que nem expressão partidária tinha, mas que
é, sim, correto tachar de golpe a eventual deposição de Dilma porque,
afinal, ela é de esquerda e pertence ao PT? Então os crimes que
legitimaram a cassação do mandato de Collor não podem legitimar a
cassação do mandato de Dilma?
É
preciso ter memória e vergonha na cara, não é? Uma, eu tenho, porque
Deus me deu; a outra é uma escolha. Vocês querem ler a íntegra da
denúncia oferecida contra Collor à Câmara? Está aqui.
Não pensem que aquela peça apresentava alguma “prova” incontestável
contra o então presidente. Nada disso! O que lá se lê é um juízo
político. Querem um exemplo? Pois não! “O
impeachment não é uma pena ordinária contra criminosos comuns. É a
sanção extrema contra o abuso e a perversão do poder político. Por isso
mesmo, pela condição eminente do cargo do denunciado e pela gravidade
excepcional dos delitos ora imputados, o processo de impeachment deita
raízes nas grandes exigências da ética política e da moral pública, à
luz das quais hão ser interpretadas as normas do direito positivo”.
A petição dizia mais — e peço que vocês avaliem se ela serve para Dilma: “Nos
regimes democráticos, o grande juiz dos governantes é o próprio povo, é
a consciência ética popular. O governante eleito que se assenhoreia do
poder em seu próprio interesse, ou no de seus amigos e familiares, não
pratica apenas atos de corrupção pessoal, de apropriação indébita ou
desvio da coisa pública: mais do que isso, ele escarnece e vilipendia a
soberania popular”.
E o que lhes parece isto aqui? “É
por essa razão que a melhor tradição política ocidental atribui
competência, para o juízo de pronúncia dos acusados de crime de
responsabilidade, precisamente ao órgão de representação popular.
Representar o povo significa, nos processos de impeachment, interpretar e
exprimir o sentido ético dominante, diante dos atos de abuso ou traição
da confiança nacional. A suprema prevaricação que podem cometer os
representantes do povo, em processos de crime de responsabilidade,
consiste em atuar sob pressão de influências espúrias ou para a
satisfação de interesses pessoais ou partidários.”
Já
sugeri uma vez e o faço de novo. Se e quando as oposições apresentarem
uma denúncia contra Dilma à Câmara, sugiro que se copiem exatamente
esses termos, que pareceram tão corretos às esquerdas de então e aos
colunistas oficialistas que hoje insistem em apontar “golpe” onde há
apenas o exercício cristalino da lei.
E
a Gaspari sobra uma dica final: é preciso tomar cuidado com a
comparação. Pode acontecer de ela não só deixar de iluminar o presente
como ainda servir para obscurecer o passado. DO JTOMAZ
Um singelo gesto, uma visita pouco desejada, cortejou a Presidente da
República, Dilma Rousseff, em sua visita aos Estados Unidos há pouco
mais de uma semana. Um oficial de justiça da Corte do Estado de Rhode
Island entregou a contra-fé (termos da ação judicial) que inclui Dilma e
mais 11 autoridades brasileiras como responsáveis pelos prejuízos
causados a acionistas da Petrobras nos Estados Unidos.
Assim, desde então, Dilma passou a ser considerada, formalmente, ré
da ação movida por investidores norte-americanos contra a Petrobras e
seus dirigentes.
A visita não constava da agenda oficial da Presidente e a deixou bastante tensa e ainda mais fragilizada.
A informação é confirmada pelo escritório Labaton Sucharow, que representa Providene, Capital do Estado onde tramita a ação.
Dilma, agora, sabe que lá não é cá!
DO NOTICIAASPORMINUTO
Uma empresa cuida da sua imagem. Os
seus símbolos são a sua identidade para os consumidores, de modo que são
protegidos com muita seriedade para que possam ter o seu valor
simbólico preservado. A Apple, hoje, é a marca mais valiosa do mundo.
Quando olhamos para aquela maçã, somos levados a pensar em qualidade,
bom gosto, modernidade, inventividade, liderança. Ou seja, há valores
que ela expressa que são relevantíssimos e que fazem com que as pessoas cada vez mais adiram a ela, sejam inspiradas por ela.
Ora, se com os símbolos comerciais essa realidade se impõe, com os
religiosos avultam em gravidade e importância. É que os símbolos
religiosos tocam o sagrado, o divino, o sobre-humano. Quando o católico
olha para a hóstia consagrada, ele está ali vendo um símbolo da sua fé, o
corpo místico de Cristo, que é presentação d'Ele na transubstanciação
do pão em carne.
O que identifica os cristãos, porém, universalmente é a Cruz. O que
seria o símbolo mais eloquente da derrota e da morte passou a ser a
marca da redenção e da ressurreição. Ela representa o sentido vicário e
salvífico da missão de Cristo, que ao ser imolado, cumpre todas as
profecias, sela a nova aliança com Deus, e nos abre as portas para
ressurreição e o Reino.
Não se brinca com os símbolos sagrados. Ou não seriam eles... sagrados! A
sua sacralidade decorre justamente da sua intocabilidade, da sua
dimensão transcendental. O sentimento do sagrado é a vivência do divino,
do amálgama entre o dado real e o dado de fé que se expressa por meio
dele.
A foto do Papa Francisco recebendo de Evo Morales a imagem de Cristo
crucificado em um símbolo comunista é a degradação de um símbolo sagrado
e um desrespeito à nossa fé. Pouco importa tenha sido produzida por um
porralouca jesuíta da teologia da libertação; torna aquela imagem ainda
mais uma grave ofensa, "per fas et nefas".
Francisco demonstra uma permissividade preocupante. Um Papa relativista,
com uma formação teológica limitada, sem a estatura intelectual para os
desafios da Igreja do Século XXI. E o que deveria fazer ele, diante do
presente do presidente cocaleiro? Gentilmente, não recebê-lo e, depois,
como líder religioso da Igreja de Deus admoestar os que fizeram a peça.
Nada mais anticristão do que o marxismo; nada mais anticristão do que o
materialismo dialético. Mas o nosso Papa é pop e com isso não poupa os
católicos de assistirem essa degradação relativista dos nossos símbolos
religiosos.
Depois de dois gigantes como São João Paulo II e Bento XVI, dá uma dor
profunda que o primeiro Papa latinoamericano seja um homem com estreita
visão da fé, do mundo e do seu papel para os católicos em uma época tão
complexa como a nossa. Quem quer ser aprovado e elogiado pelo mundo, não
poderá anunciar com força a palavra de Deus. Porque é ela "loucura para
os gregos e escândalo para os gentios".
*Adriano Soares da Costa, via Facebook - https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1626840004257175&set=a.1389855141288997.1073741828.100007935727197&type=1&theater DO MARIOFORTES