segunda-feira, 18 de agosto de 2014

PT e PSDB tem apenas 4 candidatos com chances de vencer nos estados

Principais postulantes ao Palácio do Planalto há 20 anos, o PT e o PSDB têm apenas 4 candidatos cada um com chances de sucesso nas disputas pelos governos dos 26 Estados e do Distrito Federal.
Essa é uma das conclusões de um levantamento com as 27 pesquisas mais recentes sobre as eleições de governadores.
Neste ano, de acordo com as últimas pesquisas realizadas antes do início da propaganda eleitoral em rádio e TV (em 19.ago.2014), momento considerado o da largada da campanha, o PSDB aparece com candidatos a governador numericamente em primeiro lugar em Goiás, Paraíba, Paraná e São Paulo. O PT lidera no Acre, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Piauí.
Eis como está a disputa nas 27 unidades da Federação, segundo as últimas pesquisas disponíveis:
Tabela-pesquisas-27-unidades-Federacao-2014.jpg
Como se observa na tabela acima (e também no post abaixo), os tucanos governam hoje 5 Estados (Alagoas, Goiás, Pará, Paraná e São Paulo). Nesse universo, estão no páreo como favoritos absolutos apenas em 3.
Os petistas estão no comando hoje do Acre, Bahia, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Nessas localidades, lideram apenas no Acre –Estado sob o PT há 16 anos (leia o histórico dos partidos dos Estados no post abaixo).
Este ano, 18 dos 27 governadores disputam a reeleição. Desses, apenas 3 despontam com favoritos para ganhar no primeiro turno de 5 de outubro.
Aqui, a seguir, uma compilação com o número de candidatos de cada partido numericamente em 1º lugar nas pesquisas:
Governadores-hoje-e2015.jpg
Fonte: Com informações do UOL
Publicado Por: Manoel José
LARICE SENA-180GRAUS

Para Aécio 2° turno é uma certeza e que não focará críticas a Marina

Ítalo Nogueira - Folha.com
O candidato à Presidência pelo PSDB, senador Aécio Neves disse nesta segunda-feira (18) que a pesquisa Datafolha indica a "certeza" de realização de um segundo turno nas eleições.
Apesar de evitar a polarização com Marina Silva (PSB), com quem está em empate técnico, o tucano citou "experiência política e de gestão" como trunfo de sua campanha. O debate sobre experiência administrativa será uma das armas contra a ex-senadora.
Veja também:
"Comoção pela morte de Campos infla resultado do Datafolha em favor de Marina", artigo de Welbi Maia
"Ficou claro que vai ter segundo turno. Era uma perspectiva cada vez mais provável. Hoje é uma certeza. A nossa experiência política, inclusive de gestão, será muito importante para que o Brasil encontre um novo caminho de crescimento econômico, maior oportunidade de emprego e qualidade de vida", disse Aécio, em visita à UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na favela Dona Marta, na zona sul do Rio.
A presidente Dilma Rousseff (PT) lidera a pesquisa com 36% das intenções de voto. Marina tem 21% e Aécio, 20%. É uma situação de empate técnico nos limites máximos da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Aécio atribuiu o empate à mudança no quadro eleitoral. Ele afirmou que não focará críticas a Marina, mas sim ao governo federal. "É claro que há uma mudança no quadro eleitoral. Ela se reflete nas pesquisas. O que não muda é nossa determinação e convicção de que temos o melhor projeto para o Brasil. Nossa proposta é de oposição ao governo que está aí", disse ele.
O tucano defendeu que o governo federal ajude o Estado a dar o "segundo passo" no projeto de pacificação, com programas sociais voltados às mulheres chefes de família e aos jovens.
O senador caminhou por becos ciceroneado por líderes comunitários. Mesmo apresentado por cabos eleitorais, por vezes não foi reconhecido. Ao ser apresentada ao "futuro presidente", como foi chamado, a vendedora Sonia Vidal, 55, questionou: "Presidente da favela?". "Não, da República", esclareceu o cabo eleitoral.

A segunda viuvez eleitoreira de Marina no velório e no sepultamento que acabou deixando de lado o decoro e se transformando em micareta eleitoral

Marina, à beira do caixão de Campos, ergue o retrato do candidato morto:viúva política e rainha posta
Marina, à beira do caixão de Campos, ergue o retrato do candidato morto:viúva política e rainha posta. Isso não é dor. É política.
Explico. Deixo textos fáceis para outros. Alinho-me com aqueles que preferem os difíceis, ainda que sob pena de desagradar a muitos, até mesmo a alguns leitores habituais. Não posso fazer nada. Penso o que penso. E meu único compromisso aqui no blog, na Folha ou na Jovem Pan é este: dizer o que penso. Vamos lá. De súbito, Eduardo Campos virou a versão masculina e brasileira de Inês de Castro, aquela “que, depois de ser morta, foi rainha”, na formulação imortal de Camões, em “Os Lusíadas”. Se tiverem curiosidade, pesquisem a respeito da personagem. As circunstâncias são outras, mas, nos dois casos, há uma espécie de coroação post mortem. Marina Silva, já apontei aqui, para a minha não-supresa, fez-se a viúva profissional de mais um cadáver. Campos foi, sim, coroado rei. Morto no entanto, logo alguém se lembrou de dar vivas à nova rainha. Tudo bastante constrangedor para quem repudia a demagogia, o mau gosto e a exploração da morte como moeda eleitoral.
Vocês sabem que tratei aqui de modo muito decoroso — e não pretendo mudar a rota — a morte de Campos. Mesmo o comportamento da família me parecia correto a mais não poder. Havia dor genuína, mas também comedimento. Havia sofrimento, porém temperado pelo pudor. Afinal, morria o marido, o filho, o pai… Vi, bastante comovido, e comentei nesta página o vídeo que seus filhos fizeram em homenagem ao Dia dos Pais, tornado público três dias antes da tragédia. Renata, a viúva de verdade, preferia, então, o silêncio e, a despeito do aparato que a cerca, não vi partir dela nenhuma nota fora do tom. A cerimônia de sepultamento neste domingo, no entanto, fugiu, obviamente, ao controle. Assistimos ao enterro inequívoco de um político. E o que se via ali era muita gente organizada para fazer o cadáver procriar… votos.
Viatura do Corpo de Bombeiros com lema político da campanha de Campos, estampado também na camiseta de três de seus filhos: punhos cerrados
Viatura do Corpo de Bombeiros com lema político da campanha de Campos, estampado também na camiseta de três de seus filhos: punhos cerrados
Não me peçam para compactuar com isso. Achei justo e correto que se organizasse um velório público. Campos era um governante popular em sua terra e morreu de forma trágica. Mas pergunto: o que fazia aquela faixa no veículo do Corpo de Bombeiros com a declaração “Não vamos desistir do Brasil”, lema idêntico ao que se lia na camiseta de seus filhos, três deles desfilando sobre a viatura, com os respectivos punhos cerrados, numa manifestação inequivocamente política? Não! Eu não posso me desculpar por estar aqui a apontar a inadequação da manifestação se eles próprios não souberam separar, como seria o correto, o domínio da dor, que creio ser verdadeira, daquele em que se aloja a pregação eleitoral. Os fogos de artifício, então, não deixaram a menor dúvida de que o velório e sepultamento haviam se transformado numa micareta política. Lamentável. Como era o esperado, houve tempo para vaias à presidente da República e a seu antecessor, Lula, , aos gritos de “Fora, Dilma!”, “Fora, PT!” e, é óbvio, “Marina Presidente!”
Infelizmente, para a tristeza do Brasil, no sentido mais amplo da expressão, o Campos morto ganhou uma projeção que o vivo jamais conseguiu. E Marina, mais uma vez, se apresentou como a viúva de plantão. O PSB ainda não fez dela a candidata, mas é só uma questão de tempo. A já presidenciável teve cinco dias ininterruptos de horário eleitoral gratuito. E, com seu ar sempre pesaroso, magro, quase quebradiço — mas sem se esquecer de acenar de vez em quando e de deixar escapar furtivos sorrisos —, empertigou-se quando necessário para vestir o manto da fortaleza moral e se apresentar para a batalha.
Não foi, assim, então, quando se transformou numa espécie de viúva oficiosa de Chico Mendes? Até hoje há quem acredite que ela era uma seringueira dos pés descalços quando ele foi assassinado, em dezembro de 1988. Não! Ela já tinha sido eleita vereadora um mês antes e, àquela altura, já era militante do PT e da CUT. Tinha fundado com Mendes, em 1985, a central sindical no Acre. Mas ficou com o espólio político do cadáver, como fica, agora, com o de Campos. Rei morto, viúva posta. Em vez de “Brasil pra frente, Eduardo presidente”, o grito de guerra dos campistas, ouviu-se, então, no velório, “Brasil, pra frente! Marina presidente!”.
Não foi um dia feliz para o comedimento, para o decoro, para o bom gosto e para o bom senso. Que Deus tenha piedade do Brasil se os eleitores não tiverem!
Por Reinaldo Azevedo

AÉCIO NEVES PRESIDENTE PARA SALVAR O BRASIL E A FAMÍLIA BRASILEIRA! CAMPANHA RETORNA COM TODA FORÇA!

Aécio Neves, seu filho recém-nascido e sua esposa: a força da vida e da família que faz o Brasil sorrir de novo! 
Encerrados os atos fúnebres que marcaram o sepultamento do ex-governador Eduardo Campos, a corrida presidencial recomeça. E, pelo que tudo indica, ao contrário do que verbaliza a maioria dos analistas políticos da grande mídia, normalmente áulicos do PT, o trágico desaparecimento de Eduardo Campos transforma Aécio Neves no único candidato da Oposição de verdade. Campos, como é sabido, fazia uma oposição light, já que foi integrante do governo Lula.
Todavia, ainda que Eduardo militasse num partido socialista vestia o figurino fabiano levando em consideração a importância da economia de mercado e os preceitos democráticos nos moldes da social-democracia européia.
Com Marina Silva como candidata o diminuto PSB fica menor do que é. Sem dúvida a liderança de Eduardo Campos é que dava consistência ao PSB. Campos, sozinho, era maior do que todo o PSB e a Rede de Marina juntos.
Acresce a tudo isso mais uma realidade negativa à campanha do PSB, que é o fato do fanatismo ambientalista de Marina Silva, a par de seu desmedido autoritarismo. De cara, o setor empresarial, sobretudo o agronegócio, não irá de jeito nenhum oferecer apoio a Marina Silva. Aliás, seria um contrassenso, haja vista que os ecochatos em geral são fanáticos e violentos. São capazes de destruir um laboratório, como ocorreu em São Paulo no ano passado ou, ainda, armar um movimento contra a expansão do setor elétrico além de outras obras emergenciais de infra-estrutura. Corre-se o risco de colapso energético entre outros gargalos como portos, aeroportos e rodovias em razão do desastre do governo petista.
Vale lembrar, por exemplo, que naquelas manifestações ocorridas no ano passado um dos vândalos que depredaram a sede do Itamaraty em Brasília, era um sociólogo do staff de Marina Silva que cuidava da criação da Rede Sustentabilidade. Aliás, ficou conhecido como o "sociólogo da barra de ferro", porquanto empunhava aquele instrumento demolidor com violência.
Sabe-se também que Marina Silva está ligada ao movimento ecológico internacional, reduto dos comunistas órfãos da ex-URSS e ex-Alemanha Oriental. Trata-se de um movimento que já englobou a ONU e tem seus tentáculos em todos os pontos do planeta. Há quem diga que o ambientalismo já é um dos mais fortes movimentos políticos internacionais que investe praticamente contra todas as iniciativas desenvolvimentistas. É uma espécie de caboclo tranca-rua.
Nos níveis mais elevados, o ambientalismo vê o ser humano como um intruso que atrapalha e ameaça do planeta. Para esses ecochatos, mais importante é a Terra, os animais, as árvores, o mar, os rios e os lagos. O homem é uma peste que teria de ser varrida da face da Terra. Neste caso, para o ambientalismo ecochato, a existência dos seres humanos é apenas tolerada e, por isso mesmo, a volta da humanidade às cavernas seria o objetivo natural. O que acabei de dizer pode parecer besteira ou exagero, mas é, lamentavelmente, a verdade!
É claro que para o PT seria mil vezes melhor ter de enfrentar Marina Silva no segundo turno. Tanto é que a primeira providência do marqueteiro-mor do PT, o baiano João Santana, foi pautar a Folha de S. Paulo, dizendo que preferem ter Aécio Neves como oponente. É uma forma de tentar esvaziar a campanha de Aécio que, com a morte de Eduardo Campos, ficou praticamente sozinho no páreo como o único candidato em condições de reorganizar o governo e o Estado brasileiro, completamente avariado pelo desgoverno do PT e transformado num centro de produção de corrupção.
Aécio Neves já foi governador de Minas Gerais, Presidente da Câmara dos Deputados e atualmente é Senador da República. Tem experiência comprovada nos âmbitos administrativo e legislativo, e tradição política cujo emblema é seu avô o grande democrata Tancredo Neves. Além disso está na idade adequada para o exercício da função de Presidente da República.
Soma-se a isso o estilo negociador, conciliador e diplomático de Aécio Neves. Só isso alivia a Nação que vem sendo pisoteada de todas as formas pelos psicopatas que dominam o PT, um partido que integra o Foro de São Paulo, a organização comunista fundada por Lula e Fidel Castro em 1990, destinada a transformar todos os países latino-americanos em repúblicas socialistas de viés cubano.
Mais um mandato do PT, e o Brasil estará rivalizando com a Venezuela na esculhambação geral. Lá também começou com a importação de médicos cubanos e agora os venezuelanos amargam a escassez de alimentos e a brutal desvalorização de sua moeda o Bolívar, voltando a conviver com uma inflação das mais altas do mundo. Sem falar que o principal líder oposicionista está preso num calabouço da política política do regime pelo fato de fazer oposição!
Por tudo isso, o destino do Brasil estará em jogo nesta eleição. O PT já provou sua incompetência total. Seus quadros são extremamente fracos e desqualificados. Já a Marina Silva é um esbirro caboclo do movimento ambientalista global, que se acha no direito de intervir nas Nações por meio da ONU e da miríade de ONGs ecochatas e organizações radicais assemelhadas.
Um eventual governo de Marina Silva estaria umbilicalmente dependente do PT, já que o PSB e a tal Rede que deverá ser legalizada pela Justiça Eleitoral, não passa de um ajuntamento de diletantes, ecochatos radicais e oportunistas de primeira hora, têm estrutura política raquítica.
A opção racional e responsável é Aécio Neves cuja assessoria, sobretudo na área econômica e social, é de alto nível. Aliás, isso já foi comprovado nos governos de Fernando Henrique Cardoso, quando pela primeira vez na história do Brasil foi alcançada a estabilidade da economia com o Plano Real, que agora está indo por água abaixo sob o desgoverno do PT.
É por essas e outras que os petistas estão apavorados. Sabem que os votos de Aécio Neves não são votos aventureiros e jamais migrarão para a Rede de Marina. Já boa parte dos votos da Dilma, por certo, convergirão envergonhados para Marina Silva. Todavia não serão suficientes para eleger a rainha da floresta.
Se segundo turno houver, será entre Aécio e Dilma.
DO ALUÍZIOAMORIM

Datafolha: Marina entra na disputa com 21%, contra 20% de Aécio e 36% de Dilma


Em um eventual segundo turno, ela teria 47%, contra 43% da presidente

RIO - Pesquisa Datafolha divulgada na madrugada desta segunda-feira já colocando Marina Silva como candidata do PSB à Presidência da República mostra que ela entra na disputa com 21% das intenções de voto no 1º turno, um ponto à frente de Aécio Neves (PSDB), que tem 20% – o que configura empate técnico. Dilma (PT) lidera com 36%, segundo a sondagem.
Segundo o Datafolha, a entrada de Marina Silva na disputa afasta a chance de a eleição ser decidida no primeiro turno.
As intenções de voto nulo ou em branco, que eram de 13%, caem com a entrada de Marina. Segundo o Datafolha, com Marina candidata a taxa recua para 8%. O percentual de indecisos, que era de 14%, cai para 9%.
Na simulação de segundo turno, Marina tem 47% das intenções de voto, contra 43% da presidente (situação de empate técnico no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos).
Contra Aécio, Dilma venceria o segundo turno por 47% a 39%. Na pesquisa de julho, o cenário era de 44% a 40%, ou seja, empate técnico.
O Datafolha não realizou a simulação de segundo turno em uma eventual disputa entre Aécio Neves e Marina Silva.
Em relação ao percentual de rejeição (os que disseram que não votam em um candidato de jeito nenhum), Dilma tem 34%, Aécio 18% e Marina 11%.
O Datafolha ouviu 2.843 eleitores em 176 municípios nos dias 14 e 15 de agosto.
Confira abaixo os números do Datafolha para o 1º turno na pesquisa estimulada (em que a relação dos candidatos é apresentada ao entrevistado):
- Dilma Rousseff (PT): 36%
- Marina Silva (PSB): 21%
- Aécio Neves (PSDB): 20%
- Pastor Everaldo (PSC): 3%
- José Maria (PSTU): 1%
- Eduardo Jorge (PV): 1%
- Luciana Genro (PSOL): 0
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0
- Eymael (PSDC): 0
- Levy Fidelix (PRTB): 0
- Mauro Iasi (PCB): 0
- Brancos/nulos/nenhum: 8%
- Não sabe: 9%
2º turno / Cenário 1:
- Dilma Rousseff (PT): 47%
- Aécio Neves (PSDB): 39%
2º turno / Cenário 2:
- Marina Silva (PSB): 47%
- Dilma Rousseff (PT): 43%
Rejeição (percentual dos que disseram que não votam em um candidato de jeito nenhum)
- Dilma Roussef (PT): 34%
- Aécio Neves (PSDB): 18%
- Pastor Everaldo (PSC): 17%
- José Maria (PSTU): 16%
- Eymael (PSDC): 13%
- Levy Fidelix (PRTB): 13%
- Rui Costa (PCO): 13%
- Marina Silva (PSB): 11%
- Luciana Genro (PSOL): 11%
- Mauro Ias (PCB): 11%
- Eduardo Jorge (PV): 10%
O GLOBO

domingo, 17 de agosto de 2014

Crise no setor elétrico já deixa rombo de aproximadamente R$ 70 bilhões

 Crise do sistema de geração e distribuição de energia já provocou prejuízo quatro vezes superior ao apurado no apagão de 2001, em valores corrigidos. Especialistas culpam o intervencionismo estatal

Simone Kafruni
Publicação: 17/08/2014 08:04 Atualização: 16/08/2014 19:27
A atual crise do setor elétrico não tem precedentes. Nem mesmo em 2001 e 2002, quando houve racionamento, os custos para o país foram tão altos. Naquele ano, os especialistas calcularam o rombo em R$ 8 bilhões, valor que, atualizado pelo o Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA), o parâmetro oficial da inflação, seria de R$ 17,5 bilhões. De 2013 a 2014, contudo, o prejuízo do setor já se aproxima de R$ 70 bilhões, quatro vezes maior, sem que o governo sequer tenha cogitado um plano de racionalização, receoso do impacto eleitoral da medida.
Na avaliação do diretor da Thymos Energia, Ricardo Savoia, o montante recorde de perdas leva em conta: os aportes do Tesouro na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE); os dois empréstimos para cobrir a exposição involuntária das distribuidoras ao preço da energia no mercado de curto prazo, que somaram quase R$ 18 bilhões; o despacho térmico a todo vapor desde o fim de 2012; e as contratações feitas no leilão emergencial de abril último, com o preço de R$ 270 o megawatt/hora (MW/h).
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“Os custos são maiores porque houve ampliação do sistema elétrico. A carga (consumo) dobrou em 10 anos e deve duplicar novamente na próxima década. Mas houve uma intervenção e a bolha criada desde 2013 explodirá na conta de luz em 2015, com aumento de 21% mais a inflação”, alerta Savoia. Ele lembra, ainda, que uma parcela do despacho térmico já está sendo repassada às tarifas das distribuidoras que tiveram reajustes na segunda metade deste ano. “Os aumentos médios no primeiro semestre ficaram em 17%. Agora estão, em média, em 30%”, sublinha.
DO CORREIOBRASILIENSE

Dilma é vaiada duas vezes ao acompanhar velório de Eduardo Campos


 Presidente participou de despedida a Eduardo Campos em frente ao Palácio do Campo das Flores, no Recife, e acabou vaiada pelas milhares de pessoas que acompanham o velório. Aécio também se despede de Campos

Publicação: 17/08/2014 12:42 Atualização: 17/08/2014 13:01

A presidente Dilma Rousseff foi vaiada duas vezes nesta manhã (17/8) enquanto acompanhava o velório do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, em frente ao Palácio do Campo das Flores, no Recife.
 (Ricardo Moraes/Reuters)

A primeira vaia aconteceu na chegada de Dilma ao velório, junto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Parentes de Campos puxaram aplausos e foram seguidos pela multidão que estava no local.
Depois, perto do fim da missa campal de corpo presente por Eduardo Campos, pelo jornalista Carlos Percol e pelo fotógrafo Alexandre Severo, vítimas de acidente aéreo na quarta-feira (13/8), Dilma foi novamente vaiada ao aparecer no telão colocado em frente à sede do governo.
Lula chorou ao chegar na despedida a Eduardo e ao conversar com a viúva Renata Campos. O ex-presidente e Dilma foram embora do Palácio por volta de meio-dia, depois de acompanharem a missa.
O candidato do PSDB à Presidência da República Aécio Neves também acompanhou a missa em homenagem a Eduardo Campos e seu assessores e cumprimentou Dilma, sua adversária nas eleições de outubro. "Renata (viuva de Eduardo) me falou: Aécio, ele (Eduardo) não combinou isso comigo. É isso", contou o tucano.
Outros chefes de estado e políticos participam da despedida ao ex-governador. O corpo de Eduardo Campos deve ser enterrado por volta de 17h no cemitério de Santo Amaro.
Com informações de João Valadares - enviado especial 
DO CORREIOBRASILIENSE

O Brasil pede socorro: A pregação totalitária de Jandira Feghali.


‘Marina faz política de um jeito que não é o nosso’, diz vice na chapa de Geraldo Alckmin


Márcio França diz que agora é o PSB que terá crédito por aceitá-la como candidata
JÚNIA GAMA, EDUARDO BRESCIANI E CRISTIANE JUNGBLUT - O GLOBO
Protagonista de um duro embate com Marina Silva dentro do PSB, o candidato a vice-governador de São Paulo, na coligação com o PSDB, e tesoureiro da campanha de Eduardo Campos, Márcio França afirmou que o trágico acidente inverteu a relação do partido com a candidata e a Rede Sustentabilidade. França venceu a queda de braço com Marina quando ela defendia a candidatura própria do PSB ao governo paulista, mas ele era favorável à aliança com o PSDB. Segundo França, Marina Silva precisa dizer que quer ser candidata.
— Ela (Marina Silva) era a principal puxadora de votos. Agora ele (Eduardo Campos) é o grande puxador. O que ficou dele, as falas, a entrevista ao “Jornal Nacional” serão usados como nosso mantra. Ser candidata depende mais dela. Marina precisa expressar que quer ser candidata. Ela não disse “quero ser”. Marina tem um outro jeito de fazer política, que não é o nosso. É dela e do partido dela — afirmou.
França lembrou que, na condição de vice, Marina não era responsável por decisões financeiras tomadas na campanha, pois está sendo usado apenas o CNPJ do PSB (a Rede Sustentabilidade, partido de Marina, não existe formalmente).
— É o mundo real que tem de ser colocado para que ela faça sua escolha. Seria injusto colocá-la como candidata sem que saiba. Marina não era responsável por nada na campanha. Ela não sabe nem quanto custa o aluguel do comitê — afirmou.
França lembra que Marina teria imposto aos candidatos do PSB que não usassem a imagem dela em suas campanhas sem o seu consentimento expresso, o que havia sido aceito pelo partido. Para que não ocorresse o contrário, Marina Silva apresentou ofício ao partido.
— Ela tem de nos acolher e temos de acolhê-la. Antes ela criou crédito, pois era a mais famosa. Neste instante, criou o débito. Nós é que iremos acolhê-la para ser candidata a presidente. Agora ela se torna nossa candidata para dirigir o país — afirmou.
Uma das exigências do PSB para fazer a indicação de Marina Silva como substituta de Eduardo Campos será com relação à divisão do tempo de TV meio a meio entre os dois partidos, e uma maior clareza de como será se a Rede Sustentabilidade for formada depois da eleição, caso ela consiga ser eleita.
— Se ela formatar a Rede depois, continuamos com o nosso partido. Nosso quadro precisa estar presente — disse Márcio França, tesoureiro da campanha de Eduardo Campos e vice candidato ao governo na chapa com Geraldo Alckmin, em São Paulo.
A divisão de palanques também terá de ser discutida com Marina. Em São Paulo, França havia decidido colar a campanha de Eduardo Campos à do tucano Geraldo Alckmin:
— Uma coisa é ser candidato a vice, outra é ser candidato a presidente. Os movimentos terão de ser diferentes. Ainda não sabemos se ela está disposta e a decisão tem de ser rápida. Ela ainda está muito abalada e é uma pessoa religiosa e sensível. Imagino a responsabilidade que passa na cabeça dela.
DISCURSO DE COLIGAÇÃO
França afirmou que a morte de Eduardo Campos mudou o rumo da eleição e causou uma comoção e um impacto semelhante ao da morte do piloto Ayrton Senna:
— As pessoas agora conhecem, comovem-se e se arrependem por não terem conhecido antes as posições dele. Uma das frases de Eduardo Campos é que não existe nada que não seja resolvido com diálogo.Marina tem de se encaixar nessa lógica.
De acordo com França, o partido tem simpatia pela candidatura de Marina e espera que ela tenha absorvido uma parte das ideias de Eduardo Campos.
— Todos concordam que ela tem de ser a pessoa, em função da expressão de votos e do gesto generoso dela, que aceitou sair como vice. Mas para ser a candidata da coligação ela tem de ter o discurso da coligação, não da Rede. Como candidata, Marina fazia o que bem entendia — afirmou.
DO WELBI

Elio Gaspari diz que só Dilma perde com Marina turbinada pela morte de Campos

O jornalista Elio Gaspari escreve neste domingo que os números de uma nova pesquisa do Datafolha estarão nas ruas nos próximos dias e acha que os danos para Dilma serão irreversíveis.Ele também acha que Aécio não perde nada com a nova configuração.
Leia tudo:
. Partindo-se dos 8%, somando-se o efeito da comoção provocada pelo acidente do jatinho PR-AFA, ela poderá surpreender. Para que Dilma saia incólume, qualquer ponto percentual que vá para Marina precisará sair do acervo de Aécio Neves, e essa hipótese é absurda. Dilma certamente perde quando fortalece-se a possibilidade de um segundo turno. Se Aécio Neves perde algo com a nova situação, é uma dúvida.
CLIQUE AQUI para ler mais.
CLIQUE AQUI para ler, também, opinião da Folha de S. Paulo de hoje, porque o jornal revela que o PT prefere Aécio no segundo turno.
DO PBRAGA

Marina Silva, a viúva enlutada e indevida do Brasil

Marina chega neste sábado à cada da família Campos: chegou de preto, como viúva
Marina chega neste sábado à cada da família Campos: de preto, como viúva
Marina Silva já é a candidata do PSB à Presidência. E , como é evidente, existe uma onda a seu favor, ainda que nascida da tragédia. De resto, não dá para ignorar: os deuses da floresta a premiaram com um impressionante senso de marketing — chega perto de rivalizar com o do próprio Lula. Em alguns aspectos, pode-se dizer que ela leva certa vantagem: é mais, como direi?, “sensível” do que seu antigo chefe e diz coisas bem mais abstratas e incompreensíveis, o que sempre desperta no ouvinte a suspeita de que pode estar enxergando o que ninguém ainda vê. Renata, a mulher de Eduardo Campos, recolheu-se num decoroso silêncio. Marina ficou com o papel de viúva. Li na Folha, de novo, neste domingo, que foi a outra, com uma roupa floral, quem consolou uma Marina vestida de preto neste sábado. Que coisa! A minha origem é ainda mais pobrezinha do que a da ex-senadora, sabem? Meu sensor antidemagogia dispara nessas horas.
Não tenho paciência, desculpem os encantados, com Marina! O reino que me interessa é deste mundo. E o que não é requer a intervenção de um Ser superior à líder da Rede, a quem não reconheço o papel de intercessora. Repudio o seu comportamento e o seu ar de vestal, como se ela fosse feita de um barro diferente daquele que faz os outros políticos. Não é.
Eu não sei, por exemplo, e ninguém sabe, do que ela vive e quem sustenta o aparato — que não é pequeno! — que a acompanha. Há tanto tempo sem legenda, flanando por aí, a questão é pertinente. Fosse outro, o jornalismo investigativo já teria se ocupado de apurar. Como é Marina, não se toca no assunto. Imaginem se algum outro candidato à Presidência da República tivesse um banqueiro — ou uma banqueira… — pra chamar de seu. Ela tem. O que nos outros seria pecado é, em Marina, tratado como virtude.
A líder do tal Rede, já apontei aqui num post de maio de 2011, é a nossa vestal. Logo será carregada numa liteira. Constituiu-se, com o beneplácito de boa parte da imprensa babona, numa figura notavelmente autoritária da política. Como esquecer o seu comportamento durante a votação do Código Florestal? A nossa Entidade da Floresta — que só não faz milagre no Acre — sempre se negou a confrontar suas ideias com as de seus oponentes — preferindo ameaçar a Terra e o país com o apocalipse. Contou, para isso, com o apoio de ONGs fartamente financiadas por dinheiro vindo do exterior e de colunistas que não distinguiam e não distinguem um pé de feijão de erva daninha. Caso se dissesse a alguns deles que “o povo pede alho”, eles o mandariam comer bugalho…
Certa de que a “mídia” amiga seria eficiente em matar o novo Código Florestal, relatado então pelo agora ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Marina se limitou a dizer “não” ao texto. Como o debate avançou, apelou aos universitários. Aí, a até então omissa SBPC resolveu fazer o seu relatório recheado de elogios à agricultura brasileira (que remédio?), mas alertando para o apocalipse que viria se a proposta fosse aprovada. A iniciativa não vingou.
Como sabe ou pode saber o leitor, as vestais romanas, virgens sem mácula, eram encarregadas de manter aceso o fogo sagrado. Gozavam de grande prestígio. Os altos dignitários de Roma lhes confiavam segredos, e elas costumavam ser chamadas para dirimir conflitos e apaziguar dissensões. Excepcionalmente, podiam abandonar seu templo e desfilar pela cidade em sinal de protesto se considerassem que uma grave ameaça pesava sobre o Estado romano.
Foi o que fez Marina naquele 2011. As ONGs resolveram carregar a nossa vestal até o Palácio do Planalto para um encontro com o então ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. Ela reivindicava no tapetão o que não conseguira no debate político: o adiamento da votação do relatório. Aldo havia debatido o seu texto país afora. Marina preferiu fazer a cabeça dos ditos “formadores de opinião”. A democracia brasileira tem uma instância chamada Congresso. Ela preferiu os carregadores de liteira das ONGs ao Parlamento. É parte do que chama “nova política”. Não me serve.
O problema é que Marina, eu já escrevi umas 800 vezes, é a outra personagem inimputável da política brasileira. Só perde para Lula. Ambos são beneficiados pelo preconceito de origem às avessas. Como vieram “do povo”, não se questionam seus propósitos. Seriam depositários de uma espécie de verdade ancestral. Note-se, a título de ilustração, que, quando ela deixou o governo, falou-se de seu conflito com Dilma, não com Lula…
A ex-senadora tem um método: se perde o debate nas instâncias consagradas para decidir um embate, apela, então, à galera. Fez isso no PV, onde aonde chegou, de mala e cuia, para ser candidata em 2010, conhecendo as regras. Disputou a eleição deixando claro, sempre!, que era maior do que o partido. Terminada a peleja, deu início ao esforço para depor a direção da legenda. Como foi derrotada nas instâncias internas — cujas regras ela prometeu acatar quando se filiou —, foi para o debate público, certa de que não precisaria ter razão para conquistar adesões. Não tinha e as conquistou. A direção do PV foi tratada como vilã, mas ela não conseguiu o que queria. Caiu fora. Começou, então, a criar a Rede.
Quer o quê?
O cerne da postulação de Eduardo Campos, convenham, era um tanto confuso. O então candidato insistia na tese de que nada havia de errado no lulismo e que Dilma é que havia se distanciado do bom caminho. Como acertava em alguns diagnósticos parciais que fazia, sua candidatura foi bem-recebida. Se não dava para entender o conjunto, havia partes que faziam sentido.
E Marina Silva? Por quanto tempo mais não se vai perguntar, afinal de contas, o que pretende para o Brasil a viúva enlutada e indevida?
Por Reinaldo Azevedo

sábado, 16 de agosto de 2014

Videntes teriam previsto a morte de Eduardo Campos

Publicado por em Notas às 15h03
Desde que o peso da trágica manhã da última quarta-feira (13) recaiu sobre a população brasileira, um vídeo ganhou forças na internet e espantou até os mais céticos. Aos cinco minutos de uma entrevista, no programa Arena SBT, o paranaense Carlinhos Vidente teria revelado quem seria o futuro presidente do Brasil e quem ocuparia o segundo e terceiro lugar do pódio eleitoral: “Primeiro lugar: Aécio Neves; Segundo Lugar: Dilma Rousseff; Terceiro lugar: Marina Silva e aquele candidato de Pernambuco”. O vidente, que havia acertado a goleada do Brasil pela Alemanha, ainda fez uma declaração bombástica: “A partir do dia 13, agora, o Brasil vira um caos”, afirmou.
Vidente Carlinhos.
Vidente Carlinhos.
Como muitas coisas que caem na internet e são viralizadas, muita gente sequer checou a data em que o programa foi ao ar. Na verdade, a entrevista foi feita em 12 de julho deste ano, o que significa que o “caos” previsto deveria se iniciar no dia seguinte ao do encontro. Nos comentários do vídeo, através do YouTube, muitos internautas questionaram o motivo pelo qual o nome de Marina foi citado como terceiro lugar e não o de Eduardo: “Fica claro no vídeo que ele não citou o Eduardo Campos, só a Marina Silva, porque não lembrou do nome dele – afinal, ele fala da Marina Silva ‘e o candidato de Pernambuco’. Se ele estivesse prevendo a morte de Campos, não falaria isto. Tem gente que gosta de ver pelo em ovo”, criticou um internauta.
Internautas questionam a veracidade da notícia. Foto: Reprodução/Youtube
Internautas questionam a veracidade da notícia. Foto: Reprodução/Youtube
Por outro lado, uma carta, supostamente escrita em 2005, a próprio punho, pelo vidente Jucelino Nóbrega, registrada em cartório e enviada ao governo de Pernambuco, previa com clareza e exatidão o acidente com o avião de Eduardo Campos. Jucelino teria enviado a carta em 15/06/2005, aos cuidados de Campos, que na época nem governador era, relatando que ele seria candidato a presidente do Brasil e que sofreria um acidente aéreo em Santos, no dia 13 de agosto de 2014. Ele ainda previu que o acidente aconteceria devido a uma sabotagem na aeronave do ex-governador. Não se sabe se a carta chegou a ser lida por alguma entidade em Pernambuco ou que nenhuma fonte tenha recebido a tal previsão, muito menos se esta chegou a ser entregue a Eduardo.
Suposta carta prevê, nove anos antes, a morte de Eduardo Campos.
Suposta carta prevê, nove anos antes, a morte de Eduardo Campos.
Jucelino é conhecido pelo alto grau de acerto de suas previsões e detalhes minuciosos dos acontecimentos previstos.
DOMOVCC