terça-feira, 15 de janeiro de 2019

O que falta para salvar a pátria

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Falta, agora, o movimento da inefável Versailles da privilegiatura que tem sido o Poder Judiciário, escreve Fernão Lara Mesquita, via Estadão:

Não há quem no serviço público brasileiro não tenha sido tocado ao menos pela corrupção institucionalizada, aquela que oficialmente não é tida como o que é porque a lei é o seu instrumento de ação. Nem mesmo os militares passaram incólumes por essas três décadas de elevação da cultura do privilégio à força em torno da qual tudo o mais gravita no País oficial desde a Constituição de 88. Mas se havia qualquer dúvida sobre o valor da reserva moral que lhes restou, ela acabou com os fatos que se seguiram ao primeiro embate de 2019 entre Brasília e o Brasil.
Como acontece sempre na formação de qualquer governo, a “área econômica” é a única que chega ao dia da posse com todas as suas referências fincadas exclusivamente no País real. Brasília, de onde, com as regras eleitorais vigentes, obrigatoriamente sai o núcleo dos grupos que se substituem no poder, não sente o Brasil. Lá os salários sobem e as carreiras progridem por decurso de prazo tão certo quanto que o sol nascerá amanhã. Nunca aconteceu com seus familiares, nunca aconteceu com seus amigos, nunca aconteceu com seus colegas de trabalho, nunca aconteceu com eles próprios: a figura do “andar para trás” simplesmente não existe no modelo cognitivo do típico cortesão de Brasília nem como exercício abstrato de antecipação de uma possibilidade, simplesmente porque essa possibilidade não existe.

Não é de surpreender, portanto, que para todos quantos a cada nova conta a ser paga corresponde um novo “auxílio” arrancado ao favelão nacional o “modelo de capitalização” na Previdência – que em português plebeu quer dizer pagar por aquilo que se vai consumir – pareça uma inominável maldade. Essa relação, para eles, nunca foi obrigatória.
Mas agora a realidade está aí nua e crua. Financiar os 30-40 anos de ócio que o brasiliense aposentado típico vem colhendo sem nunca ter plantado custou ao Brasil passar da economia que mais crescia para a economia que mais decresce no mundo hoje, mas Brasília nem percebeu. Brasília “cresce” sempre, chova ou faça sol, por “pétrea” determinação constitucional. E, na dúvida, lá vem o cala-boca: “A Constituição não se discute, a Constituição cumpre-se”.

Só que não.

Agora, à beira do precipício, até Brasília já sente a vertigem. O inchaço do funcionalismo nos 13 anos de PT transbordando em progressão geométrica para as aposentadorias na flor da idade que congelam os salários públicos no tope de cada carreira por quase meio século mergulhou essa previdência sem poupança num processo de metástase. Com quase 40% do PIB entrando, já não sobra sequer para pagar aos aposentados mais os seus substitutos com o salário de entrada. E como quando falta dinheiro para pagar a funcionário no Brasil é porque já faltou antes para tudo o mais – hospitais, escolas, segurança pública, infraestrutura –, não há mais como não agir.

Velhos hábitos demoram para morrer, mas os embates da primeira semana de governo deram indicações animadoras da força da humildade de Jair Bolsonaro. Ele vacilou quando se calou diante do sindicalista Lewandowski infiltrado no STF. Ele vacilou quando recusou vetar o aumento dos incentivos para a Sudam e a Sudene. Ele tem vacilado diante dos “quiéquiéisso companheiro” dos amigos da vida inteira das corporações militar e política, de que faz parte. Ele vacilou, até, diante do “fogo amigo” contra Paulo Guedes. Mas Paulo Guedes é um homem de contas. A transição e os primeiros dias de governo têm sido uma avalanche de números. E com números não se discute. Assim que Guedes se decidiu a dar o limite dos “bailes” que estava disposto a levar de Brasília parece ter caído a ficha e o presidente teve a nobreza de rever sua posição. Realinhou o governo inteiro à Prioridade Zero de deter a hemorragia previdenciária e o Brasil entrou em festa para deixar bem clara a fundamental importância que essa atitude teve.

Brasília pode reagir a Onix Lorenzoni, mas o Brasil reage a Paulo Guedes. E se confundir essas prioridades o governo comete suicídio e nos leva junto. Não haverá segunda chance. Não há tempo. Privatizações e descomplicações liberalizantes da vida produtiva poderão acelerar o processo. Mas o que dirá se haverá ou não processo a ser acelerado é o desenho da reforma da Previdência. E o lucro ou o prejuízo serão colhidos inteiros a partir do momento em que esse desenho for conhecido.

Tudo isso parece ter-se tornado subitamente claro para o governo. Tocados nos brios, os militares, que estão longe de desfrutar os maiores entre os privilégios do Brasil com privilégios, embora vivam no que para o País real não entra nem em sonho, declaram-se dispostos a puxar a fila dos sacrifícios para dar o exemplo. É um gesto inédito na História do Brasil e absolutamente decisivo. Se confirmado, cala para todo o sempre a boca dos detratores da instituição. Já o campo do Legislativo reflete, para bem e para mal, a diversidade do País. Mas quando chamado ao sacrifício com o devido empenho, no governo Temer, prontificou-se a responder majoritariamente a favor do Brasil. Foi detido pelo golpe Janot-Joesley que abortou a votação decisiva na véspera de acontecer. Desde então, sentindo espaço, suas piores figuras voltaram a dominar a cena. Mas um novo Congresso vem aí e, no extremo, Poder eleito que é, ele sempre faz o que o Brasil diz que quer que ele faça.

Falta, agora, o movimento da inefável Versailles da privilegiatura que tem sido o Poder Judiciário. Não haverá avanço na segurança pública se não houver avanço na economia. E não haverá avanço na economia se não houver avanço na Previdência. Sem ambos, não haverá pacote de leis nem articulação de forças de repressão capaz de deter a quase guerra civil contra o crime organizado que vivemos. Mas se o ministro Sergio Moro e seus fiéis escudeiros do Ministério Público, seguindo o exemplo dos militares, liderassem o movimento de devolução de privilégios que suas corporações há muito devem ao Brasil, a pátria com toda a certeza estaria salva. DO O.TAMBOSI

domingo, 13 de janeiro de 2019

Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela é preso, diz oposição

Informação foi divulgada pela mulher de Juan Guaidó e por vários parlamentares da oposição neste domingo.

Por G1
Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela faz um discurso na sexta-feira (11)  — Foto: Fernando Llano/ AP

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o oposicionista Juan Guaidó, foi preso por agentes do serviço de inteligência venezuelana.
A informação foi divulgada pela mulher dele e por vários parlamentares da oposição neste domingo (13), segundo as agências Reuters e France Presse.
Na sexta-feira, Guaidó disse que estava disposto a assumir a presidência depois que a oposição declarou o segundo mandato do presidente Nicolas Maduro como ilegítimo.
"A Constituição me dá legitimidade para exercer o cargo da Presidência da República, para convocar eleições, mas preciso do apoio dos cidadãos para tornar isso uma realidade", disse o deputado a algumas centenas de pessoas que se concentraram no leste de Caracas para denunciar a "ilegitimidade" de Maduro.
Na quinta-feira (10), Maduro prestou juramento para seu segundo mandato na presidência em cerimônia no Tribunal Supremo de Justiça do país. Isso porque a Assembleia Nacional, dominada pela oposição, não reconhece a legitimidade do novo período do chavista no poder, que deve durar até 2025.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assina documento durante sua posse na Suprema Corte, em Caracas, na quinta-feira (10) — Foto: Reuters/Carlos Garcia Rawlins

PORTE DE ARMA: O INALIENÁVEL DIREITO DOS CIDADÃOS DE BEM À SEGURANÇA. FORA COMUNISTAS!

sábado, janeiro 12, 2019

O vídeo desta postagem é uma produção do Canal Sobrevivencialismo, editado no Youtube pelo psicólogo e palestrante Julio Lobo. Desta feita, a pauta do programa é a promessa de campanha do Presidente Jair Bolsonaro de fazer valer o Referendo de 2005.

Julio Lobo entrevista o Deputado Federal Eduardo Bolosonaro, filho do Presidente Jair Bolsonaro. Obviamente, o Deputado Eduardo Bolsonaro conhece de cor e salteado o tema. Portanto, vale a pena que vejam esta entrevista.

Antes disso, também é bom relembrar alguns detalhes:

Em 23 de outubro de 2005 foi realizado um referendo onde o eleitor votava respondendo à seguinte pergunta: O comércio de Armas de Fogo e Munições deve ser proibido no Brasil?

Resultado: 63,94% dos votantes (algo em torno de 95 milhões de eleitores brasileiros) votaram NÃO. Mas o então governo de Lula e seus sequazes simplesmente não respeitou o resultado do Referendo e, mais adiante, conseguiu aprovar no Congresso Nacional, completamente apetralhado, o deletério “Estatuto do Desarmamento”. Sabe-se lá com quantas propinas benesses variadas compraram os votos que fizeram tábula rasa da decisão majoritária dos eleitores no Referendo, francamente ao favor do direito à venda de armas e a posse de arma de fogo de acordo com a lei por parte dos cidadãos de bem tendo em vista a defesa pessoal.

Toda a grande mídia e a propaganda governamental tentavam influir no voto do eleitor em favor da proibição do comércio de armamento. Mas foi um tiro n’água. O eleitorado sentiu o indefectível cheiro de carne queimada. Sim, porque a primeira coisa que os comunistas fazem ao chegar ao poder é desarmar a população. Foi o que fizeram o PT e toda a cambada de partidos comunistas, incluindo-se ai, obviamente, o PSDB e MDB.

Aliás, o velho MDB foi o responsável por reintroduzir na política brasileira todos os velhos partidos comunistas que foram desarticulados pelos governos militares. Quando os militares se recolheram aos quartéis a primeira coisa que os políticos capitaneados pelo MDB fizeram foi ressuscitar o movimento comunista. Faltava proibir o direito do cidadão de bem ao porte legal de arma de fogo, fato afinal consumado quando Lula e seus sequazes pintavam e bordavam no Palácio do Planalto.

O resultado está aí. As últimas estatísticas apontam mais de 60 mil homicídios por ano no Brasil. Veja-se por exemplo o que os bandidos armados até os dentes estão fazendo no Estado do Ceará onde quem pode só trafega com veículos blindados! Em postagem aqui no blog em 2017, abordei esta questão do porte de arma. Confiram aqui.

E, para concluir: é por isso que a grande mídia juntamente com aquele monturo de jornalistas comunistas está indo diretamente para o vinagre.

Não farão nenhuma falta. Há canais no Youtube, como este Sobrevivencialismo, capazes de apresentar excelentes entrevistas como esta do vídeo acima que a grande mídia nacional jamais levará ao ar.

E os canais no Youtube já abrangem uma gama variada de temas que vão da política à economia, ao entretenimento e ao humorismo. Aliás, o humorismo praticamente desapareceu das televisões, já que as TVs seguem os ditames da Agenda bundalelê 2030 da ONU, toda ela baseada na sórdida engenharia social do dito pensamento politicamente correto, a antessala para um totalitarismo jamais visto na face da Terra. Os engenheiros sociais da ONU, União Europeia e de outras pocilgas globalistas pretendem o controle total e absoluto dos cérebros de todos os habitantes do mundo.

Entender tudo isso, toda essa engrenagem diabólica, é o primeiro e único passo consequente para a manutenção da nossa liberdade! Reagir é imperioso!

E o direito ao porte de arma para os cidadãos de bem é um direito inalienável. Neste caso, a vitória do Presidente Jair Bolsonaro, acreditem, não é apenas mais um simples evento político-eleitoral circunscrito ao Brasil. Para quem tem um pingo de consciência política sabe que a influência do Presidente Jair Bolsonaro ultrapassa as fronteiras do nosso continente e mexe com as estruturas geopolíticas em nível global.

Por isso, notem, toda a grande mídia internacional é hostil ao nosso Presidente. E isto acontece pela primeira vez em relação ao Brasil, tido e havido historicamente como um gigante desengonçado capaz de organizar apenas festas carnavalescas ou ser alvo de anedotas. Entenderam? Como se diz na gíria, ninguém chuta cachorro morto. DO A.AMORIM

Hora da caneta contra o terror e a insegurança!

domingo, 13 de janeiro de 2019

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil
A maior descoberta nos 12/13 dias da gestão Bolsonaro é que foi cometido um erro, talvez uma injustiça, com a designação de seu principal instrumento de poder. A caneta azul usada pelo Presidente não é uma BIC, mas sim uma Compactor Economic. Apesar da marca em inglês, ela é 100% brasileira. A empresa tem mais de 60 anos de mercado.
O Alerta Total pede desculpas por ter sido um dos muitos que identificou a caneta erradamente. Corrigimos o erro porque a Compactor agiu depressa e publicou um anúncio de oportunidade na onda da posse do Bolsonaro. A mensagem publicitária exalta: “Economic. A caneta ideal para quem precisa enxugar o orçamento”.
Fato concreto e objetivo é que a caneta de Bolsonaro terá de produzir milagres impressionantes e muito aguardados por quem o elegeu como 38o Presidente da República. Haja coragem, disposição e enxugamentos! As cobranças começarão com força. Tem de reduzir gastos correntes, despesas dispensáveis e desperdícios imperdoáveis. Precisa baixar e eliminar impostos, taxas, contribuições e por aí vai.
Só isso já destrava a economia e torna real o otimismo dos empreendedores. No entanto, a caneta não pode errar na reforma da Previdência – equivocadamente eleita como “prioridade”. Ninguém ignora que precisa reformar. No entanto, a pressa é imposta pelos banqueiros – que querem porque querem ganhar dinheiro mais rápido com a adoção do regime de capitalização.
O assunto carece de um debate realmente aprofundado, do ponto de vista técnico e político. Não pode ser feito à moda “carvalho” (o termo, na verdade, é aquele conhecido palavrão). Bolsonaro precisa conter a pressão da mídia que exige resposta imediata para uma reforma tão complexa, em um tema que afeta o presente e o futuro da maioria dos brasileiros. Foi um erro de comunicação proclamar como “prioridade” a reforma da previdência.
O aumento da insegurança pública, gerado pela ação estratégica e profissional das facções criminosas, vai exigir que Bolsonaro e seus militares, depressinha, redefinam a prioridade. As explosões de violência, com características gritantes de terrorismo, no Ceará e no Rio de Janeiro, exigem uma resposta urgentíssima. Não tem outra saída: a caneta terá de invocar a Lei de Segurança Nacional.
No entanto, antes da canetada, será indispensável uma complexa negociação política com o parlamento e, principalmente, com o Ministério Público e o Judiciário. A repressão aos terroristas profissionais não poderá acontecer conforme a regulamentação convencional. Trata-se de uma guerra assimétrica. Os bandidos levam a vantagem da ousadia e da surpresa.
Fato tristíssimo: os bandidos ainda contam com a proteção dos invocadores dos “direitos dos manos”. Um exército de advogados está prontinho para entrar no campo de batalha jurídica, para denunciar a “excessiva repressão” das forças de segurança oficiais. Os governos Federal e estadual já começam a batalha como reféns de um pretenso estado democrático de direito – que no Brasil é mais ficção retórica que efetiva realidade prática.
Os bandidos organizados não poderão ser tratados com carinho. Pessoas e famílias estão sendo exterminadas – e não apenas amedrontadas. O regime de medo e terror não extermina apenas a segurança. Assassina as oportunidades econômicas, sobretudo na área de turismo, na qual Rio de Janeiro e Ceará são imbatíveis, podendo gerar muito mais empregos e arrecadação de impostos.
A caneta mágica de Bolsonaro terá de ser sabiamente empregada para assinar medidas extremas e dolorosas na repressão ao terrorismo tupiniquim. Os “bandidos” têm poder econômico e agem estrategicamente. Ou seja, praticam terrorismo. Não vale usar outro termo, na tentativa canalha de atenuar a gravidade da situação. O Estado brasileiro terá seu sistema de “Inteligência” estressado ao limite máximo.
Se o criminoso não tiver certeza de que a repressão será de imensa intensidade, ele continuará agindo e prosperando. A Garantia da Lei e da Ordem é prioritária, sem frescuras e viadagens retóricas da turma do “direito dos manos”. A porrada já come contra as pessoas. Precisa comer contra os bandidos. Vítimas da sociedade são as pessoas honestas assassinadas. O resto é lixo a ser eliminado.
Contra as pessoas de bem já vigora a “Pena de Morte”. O mesmo precisa valer contra o outro lado, os  criminosos. Depositar praticantes de crimes hediondos em presídios só facilita a organização criminosa – financiada com dinheiro público pago pela sociedade reprimida. Hoje, se fizerem a enquete mais básica, a pena de morte para casos de terrorismo receberá aprovação mássica dos brasileiros.
O Presidente Bolsonaro já discursou que a pena de morte não faz parte de sua agenda de governo – e nem fará... Acontece que, se as autoridades não derem uma resposta urgentíssima à barbárie no Rio de Janeiro e no Ceará, a pressão popular vai exigir que Bolsonaro reveja sua posição. A turma do Judiciário já sabe que estamos em contagem regressiva para que o povo imponha o estágio de repressão máxima contra a criminalidade.   

O bicho não vai pegar. Já está pegando. E a maioria pagando a conta do terrorismo. Eis o pepino a ser descascado, imediatamente, pelo novo regime democrático dos militares que chegaram ao poder pelo vito direto no Brasil.

“A reforma da previdência é prioridade” (!?)... KKKKK... Os bandidos estão morrendo de rir... Seria melhor mudar o slogan oficial para:

“Brasil Acima de Tudo! E que Deus nos acuda!”...


Em tempo: O terrorista Cesare Battisti foi preso em Santa Cruz da La Sierra, na Bolívia... Já pode ser extraditado, diretamente, para a Itália...


Avião da PF está a caminho da Bolívia para buscar Battisti, terrorista italiano comparsa de Lula


domingo, 13 de janeiro de 2019

Cesare Battisti foi preso na Bolívia. Foto: Polícia Boliviana/ AFP
 
O italiano Cesare Battisti anda em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia,
minutos antes de ser preso. Foto: Polícia Italiana/AP

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, informou que o italiano Cesare Battisti será extraditado à Itália pelo Brasil. Heleno disse que o Brasil está acertando os detalhes do voo com autoridades bolivianas, depois de se reunir com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio da Alvorada. Heleno afirmou que um avião Polícia Federal fará a transferência de Battisti, que estava foragido do Brasil e foi preso pela Interpol na cidade boliviana de Santa Cruz de La Sierra. Havia a possibilidade que ele fosse levado direto da Bolívia para a Itália.
“Um avião da Polícia Federal nosso está indo buscar, e o avião tem problema de autonomia, ele tem que pousar no Brasil”, afirmou o ministro. “Não é uma escala, porque ele vai ter que trocar de avião. O avião é brasileiro e não tem autonomia para fazer Europa.” Heleno afirmou que os horários da operação ainda estão sendo definidos entre autoridades policiais e diplomáticas dos países.
O ministro disse que o presidente Jair Bolsonaro ficou “feliz” com a prisão de Battisti, mas negou que ele queria tirar proveito político da extradição: “Ele não quer capitalizar nada, quer botar para fora um bandido, nada além disso".O ministro disse considerar ótima a prisão e negou que o Battisti já estivesse fora do Brasil, por ter fugido para a Bolívia, sem que a PF tenha sido capaz de cumprir a ordem de prisão.  
“Eu acho ótimo, (Battisti) está devendo”, disse Heleno. “Está fora nada. Gastamos muito dinheiro com esse bandido.” Mais cedo, o vice-presidente Hamilton Mourão que pedalou ao redor do Palácio da Alvorada comentou a prisão: "Missão cumprida".
Bolsonaro prometera em campanha que extraditaria o italiano, condenado à prisão perpétua em seu país natal, por quatro assassinatos na década de 1970. O ex-militante de extrema esquerda nega envolvimento e se diz vítima de perseguição política. Ele ganhara refúgio no Brasil no governo Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente Michel Temer revogou o benefício no fim do ano passado e decidiu extraditá-lo. Em dezembro, o Supremo Tribunal Federal determinou a prisão dele, mas Battisti escapou. Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo
DO J.TOMAZ

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Pegue-me se for capaz

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019


Rosemary Noronha submergiu.

Não se apresenta à Justiça a cada 15 dias, contrariando ordem judicial, e despista oficiais que tentam intimá-la em sua residência.


Mais magra, sem dinheiro e sob o risco de perder um imóvel, a ex-amante de Lula quebra o silêncio e diz à ISTOÉ ser apenas um “peão” e uma “assessora de bastidor”


AMADA AMANTE Rosemary Noronha foi namorada de Lula por 19 anos

Germano Oliveira
ISTOÉ

A vida da ex-amante de Lula, segundo a irmã Rosemary Nóvoa Noronha, a ex-amante de Lula, foge dos oficiais de Justiça como o diabo da cruz. Ninguém consegue intimá-la desde 2017. No Edifício Sagarana, perto do Shopping Paulista, no bairro do Paraíso, em São Paulo, o porteiro já está devidamente instruído: ela sai bem cedo e só volta tarde da noite – os oficiais de Justiça precisam intimá-la em horário comercial. Ela deveria se apresentar à Justiça de 15 em 15 dias, por conta de medidas cautelares adotadas contra ela pela juíza Adriana Freisleben de Zanetti, da 5ª Vara Federal, de São Paulo, mas não cumpre o determinado. Ela foi proibida pela Justiça também de exercer qualquer cargo público e de se ausentar do País sem autorização judicial. Ao menos essa determinação, ela está cumprindo. Afinal, só deixa apartamento de cobertura do Sagarana, onde mora desde o início dos anos 2000, para despistar as autoridades. Além de se recusar a receber intimações judiciais, Rose, como é conhecida, também se nega a dar entrevistas. Depois de muita insistência, ligou para a reportagem da ISTOÉ. Mas para reclamar que o fotógrafo da revista fazia campana na porta do seu edifício. Durante a conversa, desabafou: “Vocês só falam mentira. Não sou amante do Lula. Sou assessora, de bastidor. Um peão. Não preciso aparecer em revista. Não sou ninguém”.

Rose mente que nem sente, como diz o adágio popular. A ex-secretária da Presidência em São Paulo – sabe-se – não é irrelevante. Ela já foi muito poderosa – também é notório. Quase uma segunda primeira-dama. Por dezenove anos foi de fato amante de Lula. O petista conheceu Rose quando era presidente nacional do PT e ela uma funcionária de agência do Banco Itaú, no centro de São Paulo. Lula ia com freqüência à agência, encantando Rose, que “passou a fazer recortes dos jornais em que Lula aparecia e a guardar o material em caixas de papelão”, como recorda sua irmã, Sônia Maria Nóvoa. “Ela me dizia que um dia ainda seria namorada de Lula”. Em 1993, Lula ascendeu Rose à secretária na sede nacional do PT. A partir daí, Rose e Lula viveram um romance tórrido. Ao alcançar o poder, em 2003, Lula nomeou Rose como assessora especial em São Paulo. Nessa condição, Rose passou a viajar mundo afora no jato da Presidência da República, sempre ao lado de Lula. Enquanto isso, Marisa Letícia, a primeira-dama oficial, era alijada das comitivas internacionais. Logo, ficou enciumada e proibiu o marido de levá-la nas viagens. Na esteira, o petista nomeou-a chefe de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo em 2006. Foi quando alcançou o ápice do poder pessoal. Mandava e desmandava, sempre em nome da Presidência e do, claro, presidente Lula. Depois da prisão do petista, caiu em desgraça. Emagreceu, perdeu prestígio e dinheiro. Hoje, tenta exibir humildade, característica que jamais foi o seu forte.

Esconde-esconde

Mas, afinal, por que Rosemary Noronha brinca de esconde-esconde com a Justiça? Ela ainda responde a três processos decorrentes das fraudes cometidas na Operação Porto Seguro, desenvolvida pela Polícia Federal em 2012. Segundo pessoas próximas a ela, teme ser presa a qualquer momento. Por isso, prefere não se apresentar quinzenalmente à 5ª Vara Federal, desobedecendo ordem judicial. Em rápida entrevista por telefone à ISTOÉ, no entanto, ela alega que ainda não foi condenada. “O que existe por enquanto é muita mentira dita pela imprensa. E não dizem que cometi crimes. Falam apenas da minha vida pessoal, que fui amante do Lula. Tudo mentira. Agora, se a Justiça disser que eu devo alguma coisa, eu vou pagar”, desabafou Rosemary. Confrontada com os fatos apurados pela Polícia Federal na Porto Seguro, Rose recuou. “Não estou dizendo que tudo o que a PF apurou é mentira, mas isso ainda tem que ser referendado pela Justiça. Cada um que pague pelo que fez”.
Quando teria cometido os delitos, Rose ainda era chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo. Foi demitida por Dilma logo depois do escândalo, depois de acerto prévio com Lula, que passou a bancar seus advogados – mais de 40, segundo a irmã de Rose – por meio de Paulo Okamoto. Segundo as acusações dos procuradores da República José Roberto Oliveira e Thaméa Danelon Vielengo, Rosemary se valeu do cargo para nomear os irmãos Paulo Vieira e Rubens Vieira para a Agência Nacional de Águas (ANA) e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), respectivamente. Para sacramentar a nomeação, o próprio juiz Fernando Américo Figueiredo Porto, da 5ª Vara Federal Criminal, afirmou que Rose usou como tráfico de influência um contato na presidência da República identificado como JD, que para o juiz tratava-se do ex-ministro José Dirceu, à época cumprindo ordens de Lula.


Boquinhas para a família

Com os amigos nos cargos estratégicos, Rose amealhou dinheiro de empresários com interesses nessas agências. Paulo e Rubens ainda arrumaram empregos para as filhas de Rose nas autarquias. Até mesmo o seu ex-marido José Claudio de Noronha arranjou uma boquinha. O atual esposo, João Batista de Oliveira Vasconcelos, não ficou de mãos abanando. Para ele, Rose conseguiu contratos para obras de reformas de uma agência do Banco do Brasil, serviço pelo qual a empresa de Vasconcelos, a New Talent, faturou R$ 1,12 milhão. Em decorrência dessa denúncia por improbidade administrativa, corrupção, formação de quadrilha e falsidade ideológica, Rose teve os bens indisponíveis, em decisão referendada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).


Não é a única encrenca que Rosemary tem com a Justiça. Oficiais de Justiça de Santos tentam intimá-la para que o juiz Carlos Ortiz Gomes conclua o leilão do apartamento que Rose possui na rua Oswaldo Cruz. Até agora, as tentativas são infrutíferas. Como no filme “prenda-me se for capaz”, Rosemary lança mão de toda sorte de estratégias para escapar dos agentes. Ela é herdeira do imóvel, que pertencia à sua mãe Adrelina, morta há cinco anos de AVC. O imóvel ficou para Rose, sua irmã Sônia e o irmão Edson. Mas sem recursos desde que Lula foi preso, eles não pagam despesas do apartamento – incluindo R$ 4.600,00 do condomínio.

O síndico Tibúrcio Roberto Marques de Souza mandou a Justiça executar a dívida. Para não ver o imóvel ser leiloado, Rose se recusa a receber intimações judiciais.

Além dos processos resultantes da Porto Seguro, Rosemary responde a uma ação na Justiça de São Paulo por crimes de lavagem de dinheiro envolvendo imóveis da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) repassados para a Construtora OAS concluir. A Bancoop, então presidida por João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, também preso em Curitiba, faliu e transferiu os imóveis para a OAS concluir, em razão das excelentes relações da empreiteira com o PT de Lula. Rose é uma das investigadas no caso, atualmente nas mãos do promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo. O inquérito estava sob a batuta do juiz Sergio Moro, na 13ª Vara Federal do Paraná, e como consequência resultou na prisão de Lula. Rosemary Noronha e outros petistas foram denunciados no mesmo processo. A ex-chefe de gabinete da Presidência tem pelo menos dois apartamentos da Bancoop e que tiveram as obras terminadas pela OAS. A Justiça de São Paulo investiga se houve propina envolvida.

“A Justiça ainda não me condenou, mas se disser que eu devo alguma coisa, vou pagar” Rosemary Noronha

Um dos imóveis está localizado no Edifício Torres da Mooca e encontra-se em nome do irmão de Rose, Edson Lara Nóvoa. O outro apartamento, no Edifício Ilhas D’Itália, um duplex, está registrado em nome de sua filha, Mirelle Nóvoa. A OAS entregou os edifícios onde Rose tinha os imóveis, mas deixou de finalizar prédios ao lado, como ISTOÉ constatou esta semana. Segundo a síndica do edifício Gisele Moreira, o apartamento da filha de Rose permanece vinculado à OAS, assim como dezenas de outros imóveis. “A OAS terminou os edifícios em 2014, mas não transferiu os bens para os nomes dos verdadeiros donos. O risco agora é que a OAS vá à falência, como dizem, deixando centenas de famílias sem os apartamentos”. Como na Pasárgada da Bancoop, Rose era amiga do rei e este recebia favores da OAS, a empreiteira teve o cuidado de, prioritariamente, concluir as obras dos imóveis ligados a ela. Agora, resta saber se a Justiça vai ou não confiscar de vez os bens bloqueados de Rose, assim como fez com o tríplex no Guarujá que Lula ganhou de presente da empreiteira. Aí sim seus destinos estarão definitivamente entrelaçados. DO R.DEMOCRATICA
10/01/19

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

A Constituição-vilã joga a favor do atraso

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil
Mais um ato de judicialização da politicagem beneficia as forças do atraso que desejam e trabalham pelo fracasso do Governo Bolsonaro. É um tsunami contra a democracia a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, José Dias Toffoli, permitindo o nada transparente voto secreto para a mesa diretora do Senado. A legitimação dos ocultos conchavos beneficia, claramente, a candidatura do companheiro Renan Calheiros, prontinho para presidir o Congresso Nacional.
É um retrocesso gravíssimo manter a eleição secreta para comando do Senado. É democraticamente inaceitável qualquer outra forma de escrutínio que não seja aberta, transparente. Toffoli também negou um outro pedido para que a eleição da mesa da Câmara também fosse transparente, sem segredos. Toffoli apenas alegou que a escolha da cúpula senatorial é uma questão interna que deve ser definida pelos parlamentares. O comando do Senado quer o esquema secreto.
Assim, não será possível saber em quem cada um dos 81 senadores votará, no começo de fevereiro, quando assume a nova legislatura. Toffoli ressalvou que este entendimento valerá até uma apreciação final pelo plenário do STF. Infelizmente, ele agendou para 7 de fevereiro a sessão que irá decidir a polêmica. Ou seja, depois da escolha consumada. Toffoli alegou que, como a eleição da Mesa Diretora visa a administração da Casa, “inexiste necessidade de controle externo sobre a forma de votação adotada para sua formação".

A omissão da Constituição de 1988 é a responsável pela polêmica. Toffoli ponderou que, Embora a Constituição tenha sido silente sobre a publicidade da votação para formação da Mesa Diretora, o regimento interno do Senado Federal dispôs no sentido da eleição sob voto fechado". Em síntese, o Senado argumentou – e Toffoli aceitou - que derrubar a decisão liminar anterior do Marco Aurélio a favor do voto aberto era "essencial para preservar a independência do Poder Legislativo e sua autonomia para editar e alterar seu Regimento Interno, e os princípios da segurança jurídica e da colegialidade".

Resumindo o problema: É a Constituição vilã e omissa de 1988 que legitima a falta de transparência na eleição para escolha das mesas diretoras da Câmara e do Senado. Assim, fica o espaço aberto para as manobras indecentes, nos bastidores, que podem permitir a eleição, sem transparência, de Rodrigo Maia e Renan Calheiros.

Seguimos na "Idade média" da Política. Pode soltar aquela vinheta na voz do imortal Edmo Zarife: “Brasil-zil-zil-zil”...


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Tá todo mundo louco, oba!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Coluna de Carlos Brickmann, publicada nesta quarta-feira em diversos jornais do país:

“Pense num absurdo. Na Bahia tem precedente”. O autor da frase, Octavio Mangabeira, foi modesto: no Brasil todo há precedentes de tudo.
Grupos do PT articulam a indicação de Lula ao Prêmio Nobel da Paz. Bom, se for contemplado, ficará ao lado de Obama, que ganhou o prêmio ao chegar à Casa Branca e foi o primeiro presidente americano a passar em guerra todos os dias de seus dois mandatos. Mas o objetivo dos lulistas não é figurar na galeria ao lado de Obama, que afinal de contas era presidente “duzianqui” e o surpreendente líder “dos galeguinho di zóio azul”: é criar um paralelo com Nelson Mandela, que saiu da prisão para dirigir a África do Sul, e deixar mal o Governo, que teria de soltar Lula para receber o prêmio ou mantê-lo preso enquanto o Comitê Nobel tentaria homenageá-lo.
Em Sinop, no Mato Grosso, a mãe foi a um bar com amigos e deixou os quatro filhos pequenos sozinhos. Ao voltar, viu um homem de 36 anos nu na cama com sua menina de cinco anos. Espancou-o com cabo de vassoura e cano de PVC. O cavalheiro foi para o hospital. Ela foi presa por agressão. Lembra um caso recente, em que os mesmos bandidos invadiram a mesma casa três vezes, roubando tudo e espancando os moradores. Na terceira, o dono da casa tomou o revólver de um bandido e matou-os. Foi preso na hora, pela mesma polícia que, enquanto ele era assaltado repetidas vezes, não tinha sequer sido vista nas proximidades do local dos crimes.
Bobeou, dançou
O ator José de Abreu pisou em falso: em seu Twitter, acusou o Mossad, serviço secreto israelense, de ter tramado e executado um atentado falso a Bolsonaro, com a cumplicidade do Hospital Israelita Albert Einstein, onde o então candidato, segundo ele, se fingiu em risco. A prova disso, disse Abreu, é que o primeiro-ministro israelense Benyamin Netanyahu veio ao Brasil para a posse de Bolsonaro. Vieram também dezenas de chefes de Estado e de Governo, mas não eram judeus, e Abreu não quis culpá-los.
A reação
O Einstein, um dos melhores hospitais do país, internacionalmente reconhecido pela qualidade de seus serviços, foi difamado: Abreu lhe atribuiu comportamento criminoso, por dizer que as cirurgias que salvaram a vida de Bolsonaro eram apenas parte de uma farsa. E ainda nesta semana o Einstein entra com queixa-crime, por difamação, contra José de Abreu. Propõe também ação civil de reparação de dano moral, sendo a indenização destinada a obras beneficentes. Na ação civil, os advogados do Einstein são Hilton e Décio Milnitzki. Na criminal, o caso está com o escritório de Carlos Kauffmann.
Tentando escapar
José de Abreu postou a mensagem em que culpa os judeus pelo atentado a Bolsonaro e, não muito tempo mais tarde, a retirou. Mas a mensagem já tinha sido gravada: Abreu se esqueceu de que, depois de desferida, não há como esconder a difamação, nem fazê-la simplesmente desaparecer.
Igualdade seletiva
Hélio Negão, o negro mais bem votado nessas eleições, com pouco mais de 345 mil votos, tomou posse como deputado federal do Rio sem notícias especiais, sem manifestações do movimento negro, sem ONGs a apoiá-lo. Há motivo para essa indiferença: Hélio Negão é negro, luta contra o racismo, mas é do PSL, partido de Bolsonaro. E sofre agressões por isso, de cunho discriminatório: um músico ligado a partido adversário o chamou de “Negão do Bolsonaro”. Pelo jeito, um cidadão negro tem o direito de votar em quem quiser, desde que seja no partido dos bem-pensantes.
O grande dia
Sim, a previsão existe – mas nunca se sabe, pois Bolsonaro diz e desdiz, é desmentido por auxiliares de primeiro e segundo escalões, o que fala não se escreve (talvez um Twitter, mas nem isso é definitivo), Enfim, prevê-se que as ideias do Governo sobre Previdência sejam reveladas na quarta-feira. O Governo está no início, mas o assunto é urgente: ou consegue votá-lo ainda sob o impacto da vitória eleitoral ou fica para o longínquo futuro.
Olha a chance!
Bolsonaro, falando na posse de presidentes de bancos estatais, prometeu dividir a verba oficial de publicidade de acordo com o retorno oferecido pelos veículos. Perde uma oportunidade única: a de cortar dramaticamente a gigantesca verba de publicidade, mantendo-a apenas para as empresas federais que disputem mercado. As monopolistas, para que publicidade? O Governo, para que publicidade? Para dizer que o presidente come cachorro-quente e hambúrguer? Este colunista também come e não é nem candidato.
Que cada veículo lucre com consumidores e patrocinadores – e apenas eles.
Faz-se a luz
Palocci está depondo sobre fundos de pensão. Ele conhece. DO.TAMBOSI

Padre Quevedo morre aos 88 anos em BH

Parapsicólogo, autor de dezenas de livros e por quadro no Fantástico onde usava o bordão 'Isso non ecziste', religioso morreu na Casa Irmão Luciano Brandão, onde morava desde 2012.

Oscar González Quevedo Bruzan, o Padre Quevedo, de 88 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira (9), em Belo Horizonte, por complicações cardíacas. Padre Quevedo morreu na Casa Irmão Luciano Brandão, no Bairro Planalto, na capital mineira, onde são atendidos jesuítas idosos e com problemas de saúde. Ele morava no local desde 2012.
A assessoria de imprensa da Casa Jesuíta não divulgou o local do velório do religioso alegando que a cerimônia será restrita a amigos e parentes. O enterro está marcado para esta quinta-feira (10), às 11h, no Cemitério Bosque da Esperança, no Bairro Jaqueline, Norte de Belo Horizonte.
Natural de Madri e naturalizado brasileiro, Padre Quevedo é considerado um dos maiores especialistas do mundo na área de parapsicologia e autor de dezenas de livros, muitos dos quais traduzidos para outras línguas, como "O que é parapsicologia", "A Face Oculta da Mente" e "As Forças Físicas da Mente". Além de parapsicologia, era formado em filosofia, teologia e humanidades clássicas.
Na década de 1970, ficou famoso por desmascarar o ilusionista Uri Geller, que dizia entornar talheres com seus poderes paranormais.

"Isso non ecziste"

O religioso ganhou, anos depois, um quadro no Fantástico para desvendar fenômenos da natureza e desmascarar charlatões. Ficou famoso pelo bordão "Isso non ecziste".
Segundo o site Memória Globo, a ideia surgiu em agosto de 1999, quando a produção do programa decidiu colocar no ar um quadro que seguisse a linha de Mister M, sucesso de audiência naquele ano. Após negociações, Padre Quevedo aceitou o convite, dizendo que não interpretaria nenhum personagem, já que era um estudioso com a missão de “desmistificar essa mentalidade mágica que envolve os fenômenos parapsicológicos”.
O Caçador de Enigmas foi ao ar entre janeiro e maio do ano 2000, com apresentação de Cid Moreira que, diante de um fundo preto, parcialmente iluminado, apresentava o assunto do dia em clima de mistério: “esse é um caso para padre Quevedo.”
Padre Quevedo morreu por complicações no coração — Foto: Comunicação da Província dos Jesuítas do Brasil/Divulgação
O religioso investigou casos como o de gêmeas que diziam sentir as mesmas coisas, mesmo estando separadas; expôs a farsa de uma casa mal-assombrada; interpretou gravações impostores diziam ser do além; comentou casos de premonição envolvendo a queda do Fokker da TAM.

Naturalizado brasileiro

Segundo a Ordem dos Jesuítas, Padre Quevedo ingressou na Companhia de Jesus aos 15 anos. Em 1959, aos 29 anos, chegou ao Brasil e, na década de 1960, naturalizou-se brasileiro.
Ele foi professor universitário de parapsicologia no Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal) e no Centro Latino-Americano de Parapsicologia (Clap), onde também foi diretor.
Fachada da Casa Irmão Luciano Brandão, em BH, onde o Padre Quevedo morreu — Foto: Carlos Eduardo Alvim/TV Globo
O corpo do padre Quevedo será sepultado nesta quinta-feira — Foto: Reprodução/TV Globo
O corpo do padre Quevedo será sepultado nesta quinta-feira — Foto: Reprodução/TV Globo
Por G1 Minas — Belo Horizonte

Limpar o "lixo marxista" é o melhor ponto de partida para um Brasil melhor

Quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Artigo do norte-americano Tho Bishop, publicado pelo Instituto Mises Brasil, saúda Bolsonaro: agora é mais Mises e menos Marx:

A piada mais duradoura sobre o Brasil é a de que ele é o país do futuro, e para sempre será. No entanto, se Jair Bolsonaro conseguir colocar em prática o tom que adotou desde o início de sua presidência, pode ser que não demore muito para que o futuro se torne o presente.

Oficialmente empossado no início do ano, o governo Bolsonaro já capturou a atenção internacional. Tendo sido, por anos, retratado pela mídia ocidental como uma sinistra ameaça para a democracia brasileira — embora tenha sido um bem-sucedido candidato popular, apoiado por um eleitorado bastante diverso —, esses mesmos veículos midiáticos foram rápidos em já rotular o novo governo como sendo hostil aos direitos das minorias.

A grande notícia que merece ser discutida, no entanto, é o aparente compromisso de Bolsonaro a um tipo de revolução ideológica de que o Brasil desesperadoramente necessita caso queira ter alguma chance de prosperar. Embora a história nos ensine que jamais devemos acreditar que um político irá realmente entregar suas sublimes promessas de liberdade, os primeiros dias de sua presidência apresentaram medidas merecedoras de elogios.

Para começar, em seu discurso de posse, Bolsonaro jurou seguir sua promessa de campanha de mudar dramaticamente um governo assolado pela corrupção e pela crise econômica:
Amigas e amigos de todo o Brasil, é com humildade e honra que me dirijo a todos vocês como presidente do Brasil. E me coloco diante de toda a nação, neste dia, como o dia em que o povo começou a se libertar do socialismo, da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto. [...]Essa é a nossa bandeira, que jamais será vermelha. Só será vermelha se for preciso sangue para mantê-la verde e amarela.
Em seu Twitter, ele prometeu "combater o lixo marxista que se instalou nas instituições de ensino".

O que é animador é que Bolsonaro está percebendo que o verdadeiro inimigo de sua administração não é simplesmente um político rival ou uma série de más políticas que têm de ser reformadas, mas sim a ideologia socialista que causou tanta miséria e sofrimento ao redor do mundo e, particularmente, na América Latina. Identificar corretamente o problema subjacente é a melhor maneira de descobrir uma solução.

Isso se alinha com a visão de Ludwig von Mises sobre a importância das idéias para uma sociedade. Mises escreveu extensivamente sobre como o fator supremo e decisivo para o sucesso ou o fracasso de uma civilização tem menos a ver com os políticos e com as instituições criadas, mas sim com as idéias fundamentais que os guiam. Como ele escreveu em As Seis Lições:
Tudo o que ocorre na sociedade de nossos dias é fruto de ideias, sejam elas boas, sejam elas más. Faz-se necessário combater as más ideias. Devemos lutar contra tudo o que não é bom na vida pública. Devemos substituir as ideias errôneas por outras melhores. ... Ideias, e somente ideias, podem iluminar a escuridão. 
É óbvio que uma verdadeira revolução ideológica requer muito mais do que apenas retórica política e discursos arrebatadores. Logo, a questão é como ele conseguirá implantar políticas pró-mercado que irão realmente permitir que o Brasil seja bem-sucedido.

Felizmente, o que a maioria da mídia ocidental vem ignorando por completo é que a ascensão de Bolsonaro não pode ser resumida a políticas populistas implantadas por governantes antigos e que descambaram em corrupção e recessão. Isso explica uma parte, mas não o todo. A verdade é que o Brasil vivenciou uma impressionante ascensão de institutos liberais/libertários, bem como de estudiosos libertários infiltrados na classe intelectual, os quais ajudaram a difundir de maneira impressionantemente rápida as idéias da liberdade e do bom senso econômico.

Graças a organizações como Instituto Mises Brasil, Instituto Liberal, Instituto Rothbard, Spotniks, Estudantes pela Liberdade, Bunker Libertário, Academia Liberalismo Econômico e várias outras, as obras de grandes pensadores como Mises, Murray Rothbard, Frédéric Bastiat, F.A. Hayek e outros foram traduzidas e espalhadas pelo país. O presidente Bolsonaro já foi fotografado com cópias em português de A Lei, de Bastiat, e As Seis Lições, de Mises.

Isso é importante não só porque ressalta o crescimento destas idéias para além das lentes estreitas da política, mas também porque mostra que Bolsonaro tem acesso a excelentes idéias que pode implantar em sua administração. Nas palavras do presidente do Instituto Mises Brasil, Helio Beltrão, o novo presidente montou "um time excelente formado por técnicos com nobres intenções".

Estudiosos filiados a várias organizações libertárias e pró-livre mercado — como o próprio Instituto Mises — foram nomeados para posições dentro da administração, o que inclui Bruno Garschagen, anfitrião do podcast do Instituto. O novo Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, já foi entrevistado duas vezes por Garschagen em seu podcast (ver aqui e aqui), bem como Adolfo Sachsida (ver aqui e aqui), que será Secretário de Política Econômica da Fazenda. (Veja aqui um debate entre Sachsida e o editor do Mises Brasil, Leandro Roque, sobre a Reforma da Previdência).

Naturalmente, ao assumir uma enorme burocracia estatal que estava há décadas sob controle socialista, a remoção de agentes nefastos encastelados no aparato é tão importante quanto a atração de novos talentos. Ao passo que Donald Trump popularizou o então obscuro termo "Estado Profundo" (Deep State), sua administração não se mostrou capaz de "drenar o pântano" (Drain the Swamp) e acabar com o reinado dos políticos profissionais e dos burocratas lotados na máquina estatal, como ele havia prometido. Esta é outra área em que a administração Bolsonaro está aparentando maior vigor.

No dia 3 de janeiro, o chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni anunciou que o governo iria exonerar dos cargos públicos todos os funcionários simpáticos a idéias socialistas. Embora as manchetes dos jornais, principalmente estrangeiros, tenham vindo recheadas de notícia como "expurgos comunistas" comandados por um "líder de direita latino-americano", com o claro intuito de evocar imagens das políticas sanguinolentas de Augusto Pinochet e Jorge Videla, a verdade é que demitir burocratas dificilmente pode ser comparável a "esquadrões da morte direitistas".

É claro que uma das melhores maneiras de implantar a visão anti-marxista de Bolsonaro seria simplesmente deixar vagos todos esses cargos exonerados como parte de uma redução generalizada do governo brasileiro. Com alguma sorte, o governo também irá prestar atenção ao plano de desburocratização da economia sugerido por Helio Beltrão.

Outro sinal promissor oriundo de Lorenzoni é que ele instruiu todos os ministros do governo a inventariar as propriedades sob seu controle para identificar quais poderiam ser vendidas. A esperança é que o governo Bolsonaro irá cumprir a declaração de Paulo Guedes, o novo Ministro da Economia, de "privatizar tudo o que for possível". Não apenas essas vendas irão ajudar a reduzir a dívida do país (atualmente em mais de R$ 6,2 trilhões, o equivalente a 81% do PIB), mas também irão permitir que ativos e empresas possam operar mais eficientemente ao estarem livres do estrangulamento do planejamento central do governo.

Embora haja muitos sinais de otimismo nestes primeiros dias do governo Bolsonaro, seria loucura ignorar os desafios que ainda atormentam o país. Como explicou Leandro Roque, há quatro nós que precisam ser desatados, sendo o principal os crescentes custos da Previdência Social em conjunto com uma população que está envelhecendo. Será que um político popular estará disposto a implantar as inevitavelmente dolorosas reformas que envolvem cortes de gastos e de "direitos adquiridos", bem como elevação da idade mínima? A conferir.

Igualmente, seria também um erro confundir retórica anti-marxista com uma genuína defesa da liberdade e do livre mercado. A própria história dos EUA já mostrou como alguns dos mais vocais oponentes do comunismo foram também aqueles que implantaram algumas das piores políticas domésticas. Será o time de liberais clássicos de Bolsonaro capaz de resistir às pressões populares? A alternativa é se tornar mais uma decepção como vários outros antecessores.

Só o tempo dirá.

No final, o que é realmente estimulante é ver a ascensão de um político popular disposto a utilizar sua plataforma para abertamente denunciar os perigos da ideologia marxista. Se o Brasil for capaz de manter sua trajetória de Menos Marx, Mais Mises, então o país irá finalmente ser capaz de viver à altura de seu antigo e amplamente reconhecido potencial. DO O.TAMBOSI