quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Celso de Mello: "É preciso esmagar e destruir esses agentes criminosos"

 Brasil
O Antagonista

Os ânimos na segunda turma estão exaltados como raramente se viu no Supremo. Os ministros se manifestam de forma enfática pela prisão de Delcídio Amaral, mas foram além.

O decano Celso de Mello usou em seu voto palavras fortíssimas contra a Orcrim do PT. Segundo ele, o caso revela "gestos de perversão da ética do poder e do Direito".
"O contexto que emerge do caso revela fato gravíssimo: a captura do Estado e de instituições governamentais por organizações criminosas. É preciso esmagar, é preciso destruir com todo o peso da lei - respeitada a garantia constitucional - esses agentes criminosos."
O Antagonista apoia o "esmagar" e o "destruir".E EU TBM
O PT será esmagado
25.11.15- DO R.DEMOCRATICA

Delcídio Amaral está preso! É senador do PT! É líder do governo! Tentou atrapalhar investigação! Adeus, Ibiza!

Polícia Federal também prende banqueiro André Esteves

Escrevi aqui no dia 17:
“Fernando Baiano disse que Nestor Cerveró repassou sua parte da propina pela compra da refinaria de Pasadena ao senador petista Delcídio Amaral. As férias de Delcídio em Ibiza terão sido as suas últimas?”
Siiiiiiiiiiim!
Delcídio (PT-MS), que também é líder do governo Dilma no Senado, foi preso na manhã desta quarta-feira pela Polícia Federal.
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prisão depois que o Ministério Público Federal apresentou evidências de que ele tentava atrapalhar investigações da Operação Lava Jato.
Também foi preso o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, que estaria envolvido nas irregularidades; e foram autorizadas as prisões do chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira, e do advogado de Nestor Cerveró, Edson Ribeiro, que está viajando.
Segundo a coluna Radar, de VEJA, o senador foi flagrado em gravações discutindo em detalhes com o filho e o advogado de Nestor Cerveró possíveis rotas de fuga para o ex-diretor da Petrobras.
O plano seria implementado tão logo fosse concedido habeas corpus para livrar Cerveró da cadeia e Delcídio negociava até uma “mesada” para bancar a permanência do comparsa no exterior.
Pelo fato de Cerveró ter nacionalidade espanhola, o destino final cogitado era a Espanha; e o MPF descreve até o avião que seria usado na fuga: um Falcon 50.
Segundo a Folha, o objetivo de Delcídio era evitar a delação premiada de Cerveró, cujo filho Bernardo gravou a conversa.
“É a primeira vez que um senador é preso no exercício do cargo, já que a Constituição Federal só permite a prisão de parlamentar em crime flagrante. Neste tipo de ação, de obstrução de investigação, a conduta é considerada crime permanente. É um dos poucos motivos que leva a corte a aceitar prisão preventiva de réu ainda sem julgamento”, diz o jornal.
Zavascki convocou uma reunião extraordinária do STF para debater o caso.
O Senado terá de fazer uma votação a respeito, porque a Constituição estabelece que em casos de prisão em flagrante “os autos serão remetidos dentro de 24 horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão”.
Delcídio, como VEJA revelou em outubro, era um dos presentes à reunião de líderes do PT e do PMDB na casa de Renan Calheiros no fim de junho, uma semana depois que a Lava Jato prendeu os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez.
Na ocasião, Lula chamou de “arbitrários” o juiz Sergio Moro e os demais responsáveis pela operação.
“O país foi sequestrado pelo Moro. Temos de reagir no Supremo Tribunal Federal”, concordou José Sarney, o ex-­presidente cuja filha, Roseana, é investigada no caso.
O objetivo da reunião, segundo a revista, era “encontrar um jeito de restaurar a velha ordem da impunidade para os poderosos da República que a Lava-Jato ameaça contrariar pela primeira vez em nossa história”.
Foi exatamente a tentativa de “restaurar a velha ordem da impunidade” que levou Delcídio à cadeia.
Em julho, este blog revelou em primeira mão que, enquanto o desemprego no Brasil atingia o maior índice da série histórica, o senador petista curtia balada no balneário de Ibiza, na Espanha.
Agora, PT e governo estão em pânico porque, finalmente, Delcídio dançou de verdade.

25/11/2015 - DO R.DEMOCRATICA

Caso Celso Daniel: Justiça condena à prisão os empresários “Sombra” e Ronan Maria Pinto

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Os empresários Sérgio Gomes da Silva, conhecido como “Sombra”, e Ronan Maria Pinto, além de Klinger Luiz de Oliveira Sousa (ex-secretário de Serviços Municipais da de Santo André), foram condenados em processo que tramita na 1ª Vara Criminal da importante cidade do Grande ABC.
“Sombra”, Ronan e Klinger são acusados de comandar um esquema criminoso de cobrança de propinas de empresas de transporte contratadas pela prefeitura de Santo André, durante a gestão do petista Celso Daniel, morto de forma covarde e brutal por discordar da destinação dada ao dinheiro sujo. Inicialmente, o dinheiro da propina deveria reforçar o caixa da campanha presidencial de Lula em 2002, mas acabou financiando o consumismo elegante de alguns “companheiros”.
De acordo com denúncia do Ministério Público de São Paulo, os empresários de transporte público que não entregassem quantias em dinheiro à quadrilha eram ameaçados com eventual suspensão dos contratos com a prefeitura.
Ronan Maria Pinto foi condenado a dez anos, quatro meses e doze dias de reclusão, em regime fechado, e pagamento de multa pelos crimes de concussão e corrupção ativa. “Sombra” e Klinger Luiz de Oliveira Souza foram condenados a quinze anos, seis meses e dezenove dias de reclusão, em regime fechado, além do pagamento de multa pelos crimes de concussão e corrupção passiva.
O caso Celso Daniel ainda tira o sono da cúpula petista. O então prefeito foi sequestrado após deixar um restaurante da capital paulista, onde jantou com “Sombra”, e assassinado a tiros em uma estrada de terra de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
O Ministério Público paulista sustenta que Celso Daniel foi alvo de crime político, pois tentou interromper o ciclo da corrupção em sua gestão quando descobriu que a propina era destinada ao enriquecimento pessoal de Sombra e outros personagens. Ao final das investigações, a Polícia Civil concluiu que o petista foi morto por “criminosos comuns”.
As gravações telefônicas feitas pela polícia após o assassinato mostram que o crime teve embasamento político. Mas foi executado por criminosos comuns, contratados para a empreitada. A tese do crime comum, defendida pela Polícia Civil, se desfaz diante do processo de empalação a que Celso Daniel foi submetido. Em um crime comum a vítima não é submetida a sessões de tortura.
Em sua decisão, a juíza Maria Lucinda da Costa destacou que ficou comprovada a cobrança de propina das empresas de transportes que atuavam em Santo André, de acordo com o número de ônibus de cada uma. “É inafastável a condenação de Klinger, Ronan e Sérgio, ‘pois fartas são as provas de recebimento de valores de modo ilícito, bem como a destinação pessoal do proveito da corrupção”.
“Não há tese defensiva que leve à absolvição”, concluiu a juíza Maria Lucinda da Costa. Outros réus (empresários e diretores de empresas e associações) foram absolvidos.
As defesas de Ronan Maria Pinto e Klinger sempre negaram qualquer tipo de envolvimento deles em corrupção na administração Celso Daniel. Todos poderão recorrer da sentença condenatória.
É importante lembrar que a deputada federal Mara Gabrili (PSDB-SP), não faz muito tempo, desmascarou o petista Gilberto Carvalho, ex-secretário da Presidência da República e homem de confiança de Lula, acusando-o de integrar a quadrilha que recolhia semanalmente a propina nas empresas de ônibus de Santo André.
A deputada tucana afirmou que Gilberto Carvalho ia à empresa de ônibus do seu pai, em um carro preto e sempre acompanhado de seguranças, e ao cobrar a propina colocava uma arma de fogo sobre a mesa. Carvalho foi secretário municipal de Santo André na gestão de Celso Daniel.
Confira abaixo os principais trechos das gravações telefônicas do caso Celso Daniel, divulgadas à época com exclusividade pelo UCHO.INFO. Em uma delas, o ex-ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Ivone Santana tratam a morte de Celso Daniel com frieza.
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santo_andre_14  DO UCHO.INFO

Lava Jato pega primeiro tubarão político. Senador do PT Delcídio Amaral preso pela PF.

O senador Delcídio Amaral (PT-MS), líder do governo na Casa, foi preso na manhã desta quarta-feira pela Polícia Federal. A operação foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) depois que o Ministério Público Federal apresentou evidências de que ele tentava conturbar as investigações da Operação Lava Jato. A informação é de Mônica Bergamo, da FSP.
Também foi preso o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, que estaria envolvido nas irregularidades. 
Delcídio havia sido citado pelo ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que o acusou de participar de um esquema de desvio de recursos envolvendo a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. O senador teria até mesmo oferecido possibilidade de fuga a Cerveró em troca de ele não aderir ao acordo de colaboração com a Justiça, revelando as irregularidades da operação. A conversa foi gravada por um filho de Cerveró. 
É a primeira vez que um senador é preso no exercício do cargo, já que a Constituição Federal só permite a prisão de parlamentar em crime flagrante. Neste tipo de ação, de obstrução de investigação, a conduta é considerada crime permanente. É um dos poucos motivos que leva a corte a aceitar prisão preventiva de réu ainda sem julgamento. 
O Senado deve ter que confirmar a prisão de Delcídio. A Constituição estabelece que em casos de prisão em flagrante "os autos serão remetidos dentro de 24 horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão". 
STF
Além de Delcídio, o STF também autorizou a prisão do chefe de gabinete do senador e do advogado Edson Ribeiro, que trabalhou para Cerveró. Também há autorização para buscas na casa do petista em Mato Grosso do Sul. 
A decisão de Teori atende a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O ministro pediu que fosse convocada para a manhã desta quarta a realização de uma sessão extra da segunda turma do tribunal, que é responsável pelos casos que envolvem o esquema de corrupção da Petrobras. No encontro, ele deve discutir as prisões. 
Neste terça, o ministro chegou a telefonar para o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, comunicando sobre a reunião extraordinária e também se reuniu com colegas da segunda turma de forma reservada. A ideia é dividir o peso da reunião de prender um senador, que só poderia ser preso em flagrante. Um dos argumentos para a prisão seria que a obstrução das investigações e integrar uma organização criminosa torna o crime permanente e flagrante facilitado. DO CELEAKS

terça-feira, 24 de novembro de 2015

PF prende pecuarista amigo de Lula na 21ª fase da Lava Jato

Além da prisão de José Carlos Bumlai, operação Passe Livre cumpre 25 mandados de busca e apreensão e seis de condução coercitiva em quatro Estados
Por Laryssa Borges, de Brasília
Veja.com

SUPERCREDENCIAL  - José Carlos Bumlai, amigo íntimo do presidente Lula, estava autorizado a entrar quando quisesse, na hora em que bem entendesse
(Cristiano Mariz/VEJA)
A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira, em Brasília, o pecuarista José Carlos Bumlai na 21ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Passe Livre. A nova etapa inclui investigações de pagamento de propina e fraude em licitações na contratação de navios-sonda pela Petrobras. Ao todo, além da prisão preventiva de Bumlai, estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e seis de condução coercitiva em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Lins (SP), Piracicaba (SP), Campo Grande e Dourados (MS). Bumlai iria depor na tarde desta terça-feira na CPI do BNDES e estava em um hotel próximo ao Palácio da Alvorada quando foi detido. Ele será levado para a Superintendência da PF em Curitiba.
O pecuarista foi citado na Lava Jato pelo lobista Fernando Baiano, apontado pelo Ministério Público como lobista do PMDB que intermediava o pagamento de propinas a agentes públicos que sangravam os cofres da Petrobras. Em depoimento de delação premiada, Baiano disse ter repassado 2 milhões de reais a uma nora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a pedido de Bumlai. Segundo as investigações, os valores eram referentes a uma comissão a que o pecuarista tinha direito e, na transação, foi simulado um contrato de aluguel de equipamentos e emitidas notas fiscais falsas. O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa já havia dito, em depoimento, que José Carlos Bumlai "era um contato muito próximo de Fernando Baiano".
A nova fase da Lava Jato volta a rondar o ex-presidente Lula. Como VEJA havia revelado em 2011, o pecuarista Bumlai, um amigo próximo do então presidente Lula, foi favorecido por financiamentos do BNDES e tinha livre acesso ao Palácio do Planalto no governo petista. Um recado na portaria do principal prédio da administração pública federal determinava: "O sr. José Carlos Bumlai deverá ter prioridade de atendimento na portaria Principal do Palácio do Planalto, devendo ser encaminhado ao local de destino, após prévio contato telefônico, em qualquer tempo e qualquer circunstância".
No governo do petista, além do trânsito livre, Bumlai tinha autorização para intermediar negócios bilionários de interesse da administração federal. Como informou VEJA, ele foi encarregado, por exemplo, de montar um consórcio de empresas para disputar o leilão de construção da hidrelétrica de Belo Monte, uma obra prioritária do governo federal, orçada originalmente em 25 bilhões de reais. Bumlai não só formou o consórcio como venceu o leilão para construir uma das maiores hidrelétricas do mundo. Mas a atuação do pecuarista, uma espécie de lobista VIP, também resvalou em suspeitas de que estava usando a influência e o acesso consentido ao palácio para fazer negócios privados, como a compra de turbinas para a usina de Belo Monte com um grupo de chineses.
Nos últimos anos, grandes empreiteiras hoje enroladas na Lava Jato fizeram chegar ao Planalto queixas contra a atuação de Bumlai na Petrobras. Uma das mais recorrentes trata de possíveis privilégios que a construtora UTC estaria recebendo da estatal por causa do lobista. O dono da UTC Ricardo Pessoa chegou a ser preso no escândalo do petrolão. Depois se tornou delator e revelou como políticos e agentes da estatal enriqueceram às custas do pagamento massivo de dinheiro sujo retirado de contratos fraudados na estatal.
De acordo com a PF, os investigados nesta fase devem responder pelos crimes de fraudes a licitação, falsidade ideológica, falsificação de documentos, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro. "Segundo as apurações, complexas medidas de engenharia financeira foram utilizadas pelos investigados com o objetivo de ocultar a real destinação dos valores indevidos pagos a agentes públicos e diretores da estatal", diz a PF, em nota. 24/11/2015-R.DEMOCRATICA

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Cristina e Lula perdem, e Macri vence na Argentina; sinal de alento na América do Sul

E Luiz Inácio Lula da Silva, hein? Atravessou a fronteira, foi fazer campanha eleitoral na Argentina e foi derrotado. O populismo mixuruca e troglodita teve a sua primeira derrota importante. No dia 6 de dezembro, será a vez de Nicolás Maduro levar uma surra nas eleições parlamentares da Venezuela. Sim, a onda chegará aqui. Vamos ver quando. Ou melhor: a onda já está aí. Vamos lá.
Mauricio Macri, da “Mudemos”, uma coligação de centro-direita, venceu as eleições e toma posse como o novo presidente da Argentina no dia 10 de dezembro. Com quase 99% dos votos apurados, ele obteve 51,46% das preferências, contra 48,54% do peronista Daniel Scioli. Chegam ao fim 12 anos do reinado do kirchnerismo, liderado primeiro por Néstor Kirchner, que governou de 2003 a 2007 — morreu em 2010 —, e, depois, por sua mulher, Cristina.
A economia argentina enfrenta severas dificuldades, e a tarefa de Macri não será nada fácil. Não custa lembrar como o casal Kirchner ascendeu ao topo do poder. Carlos Menem, que comandou por dez anos (1989-1999), havia destruído a economia do país. Foi sucedido por Fernando De la Rúa, da União Cívica Radical, que ficou apenas dois anos no poder. Foi deposto em dezembro de 2001.
O país chegou a ter cinco presidentes em janeiro de 2002, até que assumisse Eduardo Duhalde, que entregou o poder para Néstor Kirchner, em maio de 2003. Um desses presidentes ficou apenas uma semana no cargo — Adolfo Rodríguez Saá —, mas entrou para a memória nacional como aquele que deu, até então, o maior calote da história na dívida externa: US$ 102 bilhões. A dívida só voltou a ser renegociada a partir de 2005.
Dos estertores do governo Menem até a saída de De La Rúa, o país viveu o que se chama o período da “Tragédia”. O PIB despencou 20%, e a renda per capita, em dólares, caiu 68%.
Isso explica a ascensão do casal Kirchner. A legalidade havia chegado ao seu grau zero, e Néstor acabou obtendo carta branca da sociedade para pôr ordem na bagunça. A economia, mesmo com as dificuldades enfrentadas pelo calote, teve uma notável recuperação.
Cristina não era uma outsider da política. Não era apenas “a esposa”. Tinha a sua própria trajetória, e havia quem dissesse que ela era muito mais articulada intelectualmente do que o marido. Mas é evidente que, ao fazer da mulher a candidata à sua sucessão, Néstor e família passavam a tratar a política como um assunto doméstico, privado.
Ela venceu a disputa e se reelegeu em 2011. Uma concepção autoritária de poder, intolerante com a oposição e avessa à liberdade de imprensa — que se percebia já em seu primeiro mandato de maneira, vamos dizer, larvar — se manifestou com força nos últimos quatro anos.
No período, a economia do país começou a patinar, mas a presidente investiu pesado nos chamados “programas sociais”, incluindo a sua própria versão do Bolsa Família, manipulou escancaradamente os índices de inflação e, ora vejam, passou a atacar as ditas “elites do país”, aproximando-se dos governos bolivarianos da América do Sul. Ou por outra: o assistencialismo agressivo servia a um projeto autoritário de poder.
O kirchnerismo resolveu criar a sua própria corrente dentro do peronismo. Em 2006, surge um movimento com características francamente fascitoides chamado “La Cámpora”, destinado a intimidar os adversários nas ruas, nos sindicatos, nas redes sociais, em todo lugar. O grupo tem características de milícia mesmo.
Cristina chegou a testar a hipótese de mudar a Constituição para tentar um terceiro mandato, mas a reação da sociedade argentina foi bastante negativa. Ficou claro que ela não conseguiria realizar o seu intento. A campanha eleitoral por lá seguiu o padrão terrorista a que se assistiu no Brasil: o candidato oficial, Daniel Scioli, acusava Macri de pretender destruir os programas sociais se eleito.
Cristina deixa o poder com uma sombra terrível a se projetar sobre a sua biografia. Atende pelo nome de Alberto Nisman, o promotor. Ele apareceu morto um dia antes de depor no Congresso e acusar a presidente de envolvimento numa operação para esconder a responsabilidade do Irã num atentando terrorista que, em 1994, matou 85 pessoas numa entidade judaica (Amia). Na Argentina, a começar da própria promotoria, ninguém acredita em suicídio.
Vamos ver. Surge uma nova esperança na Argentina. Macri não é peronista nem pertence à tradicional União Cívica Radical, de perfil mais social-democrata. O presidente eleito da Argentina está mais próximo do pensamento liberal. Terá uma pedreira pela frente. O peronismo, com suas múltiplas frentes e faces, indo da extrema direita à extrema esquerda, é um adversário sempre perigoso.
Que a América do Sul continue a mudar e aposente outros populismos mixurucas. No Brasil de 2014, o medo venceu a esperança. Na Argentina de 2015, a esperança venceu o medo. E Lula perdeu junto com Cristina.
Por: Reinaldo Azevedo

COBERTURA DA ELEIÇÃO ARGENTINA PELA GRANDE MÍDIA BRASILEIRA FOI RIDÍCULA E VERGONHOSA

segunda-feira, novembro 23, 2015

POVO NA RUA: Esta imagem é um fotograma de cena passada pelo canal colombiano NTN24, que deu um show de informação ao vivo que os leitores do blog puderam acompanhar. Muito melhor do que os canais de televisão brasileiros. A verdade é que a imprensa brasileira há muito tempo foi para o vinagre. Não dá mais para ler e assistir
Não tem preço ver o jornalismo chulé da grande imprensa nacional choramingando, tentando dourar a pílula e, como sempre, dizendo e escrevendo besteiras quando não descamba para a defesa da imundice comunista que infesta o continente latino-americano e o caribe alcançando a América Central.

Refiro-me aos textos escritos e vociferados nos microfones das redes de televisão sobre a vitória da oposição na Argentina. A Folha de S. Paulo, como sempre, está quase de luto e procura chifres em cabeça de burro. Tenta aplacar a evidente porrada que o Foro de São Paulo levou no pleito argentino. Apressou-se, por exemplo, em informar que a Dilma irá à posse de Maurício Macri, o presidente eleito. 

O Estadão, velho de guerra, também não perde para a indigitada Folha e tascou com destaque no seu site que as classes populares temem perder as bolsas-esmola. Tá bom.

Entretanto, no decorrer da campanha eleitoral fecharam-se em copas. Isso era o indicador mais preciso de que o kircherismo estava com os dias contados. Só voltaram a cobrir a campanha argentina em cima do lance. A correspondente de 
O Globo informou que o clima era favorável ao candidato de Cristina Kirchner. Os institutos de pesquisa, como sempre, largaram pesquisas afirmando que Daniel Scioli, o candidato de Kirchner, seria o vitorioso. 

Portanto, analisando rapidamente o que rolou na grande mídia nacional, dá para se compreender porque jornalões e revistas semanais bóiam adoidado nas bancas. Afinal, os leitores encontram nos blogs e sites independentes e até mesmo nas redes sociais as informações que mais se aproximam da verdade dos fatos. Além de tudo não precisam gastar dinheiro comprando esse jornalismo chulé, velho, carcomido, antigo. Os diletos rapazes e raparigas da dita grande mídia continuam com suas patas fincadas nos albores do século passado. Viram o tempo passar na janela e não se deram conta. 

Muitos se mantêm nessa posição porque são idiotas mesmo. Outros porque mamam nas tetas estatais e estão vendo que mais dia menos dia o PT e suas franjas se reduzirão, no máximo, a partidos nanicos. A fonte vai secar mais do que a Cantareira. Se os Procuradores da Operação Lava Jato investigarem bem teremos o prazer e a satisfação inaudita de ver a cassação dos registros partidários da escumalha esquerdista. DO ALUIZIOAMORIM

domingo, 22 de novembro de 2015

'Não faltou lei. Faltou governo', diz senador que investigará tragédia de Mariana

domingo, 22 de novembro de 2015

'Há risco de desastres ainda maiores', diz senador que investigará tragédia de Mariana
Ricardo Ferraço (PMDB-ES) critica sucateamento do órgão responsável por monitorar as barragens de resíduos de mineração no país: 'Desorganização do governo chegou a nível de colapso'
Por: Laryssa Borges, de Brasília
22/11/2015
 Senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES)
Senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES): 'Não é falta de lei. É falta de governo, é falta de Estado'(Waldemir Barreto/Ag. Senado)
A gente olha para aquelas barragens e parecem barragens que crianças fazem nas praias.
São barragens feitas do próprio rejeito
Pouco depois das 16 horas do dia 5 de novembro, o distrito histórico de Bento Rodrigues, na cidade mineira de Mariana, foi varrido do mapa por uma enxurrada de 62 bilhões de litros de lama resultantes do rompimento de uma barragem da mineradora Samarco. Outros sete distritos de Mariana foram afetados. Doze pessoas morreram e moradores da região continuam desaparecidos. A fauna do rio Doce foi praticamente aniquilada e não há estimativa segura sobre a possibilidade de revitalização da bacia hidrográfica da região. Em Brasília, a quase 700 quilômetros de distância da tragédia, a presidente Dilma Rousseff nada fez de concreto - sobrevoou a região do acidente apenas uma semana depois do rompimento das barragens. No Congresso, a esfacelada base aliada trava uma briga de foice para, nas eternas discussões sobre um futuro marco regulatório da mineração, amealhar um naco dos bilionários royalties do setor: nenhum interesse real em ampliar a fiscalização das mineradoras, generosas doadoras nas últimas campanhas eleitorais. Duas semanas depois do pior desastre ambiental de que se tem notícia no país, o Serviço Geológico do Brasil mapeia com preocupação os estragos do mar de lama. Na Câmara dos Deputados, há mobilizações tímidas em torno de uma CPI e uma comissão externa foi criada. No Senado, também um conjunto de parlamentares se propõe a mapear os estragos e responsabilidades do desastre. Para o relator desse grupo, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), a tragédia era "anunciada", já que governo e mineradoras se eximem ano após ano de fazer políticas estruturadas para o setor.
A tragédia foi negligência do governo federal? Ainda que não tivéssemos nenhuma informação precisa a respeito do nível de fragilidade das barragens de rejeito no Estado de Minas Gerais, essa é uma tragédia anunciada porque existem leis, um marco legal. A Lei 12.234, de setembro de 2010, estabelece todos os deveres, responsabilidades e diretrizes de barragens e detalha a responsabilidade evidente da companhia e do órgão público. Para mim nessa tragédia está caracterizada como uma omissão mútua. É claro que houve falha e omissão por parte da empresa e também por parte do órgão fiscalizador.
O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) está sucateado há anos. O Departamento Nacional de Produção Mineral é um órgão falido, abandonado e não tem recebido por parte do governo qualquer atenção para que ele possa cumprir suas tarefas. Ao DNPM foi dada uma missão e não foram dados os meios para que ele pudesse cumprir a sua missão. Não é falta de lei. É falta de governo, é falta de Estado.
O DNPM não tem sequer gasolina para fiscais vistoriarem as barragens. O órgão sofreu ao longo do tempo uma brutal desidratação. O DNPM foi abandonado e hoje pode ser classificado como 'a pão e mexerica', como se diz popularmente. Isso é surpreendente porque a presidente da República, se não conhece, deveria conhecer a realidade desses fatos, já que foi ministra de Minas e Energia e chefe da Casa Civil. Deveríamos ter um DNPM equipado, mas o desmonte do Estado brasileiro coordenado pelos governos do PT desmontou tantos outros órgãos como esse. É bom que se diga que esses órgãos têm sido dirigidos por indicações políticas, são acordos partidários e políticos que dominam as principais diretorias dele. O DNPM não é um órgão que tem sido respeitado dada a sua importância. Só investiram 1,3 milhão de reais em fiscalização este ano.
O diretor de fiscalização da atividade minerária do DNPM, Walter Lins Arcoverde, chegou a dizer que o órgão não dá atestado de estabilidade. O DNPM classificava essa barragem da Samarco como barragem de baixo custo porque é gerenciada por uma empresa de classe global, as duas maiores mineradoras do mundo - a australiana BHP e a brasileira Vale. É evidente que houve uma falha inaceitável. Qualquer coisa que essas companhias façam para mitigar os efeitos e as consequências disso será muito pouco perto do prejuízo que estamos enfrentando em razão da deterioração do Rio Doce, que é uma das mais importantes bacias do Brasil. É impressionante como uma presidente da República que, além de ministra de Minas e Energia, teve seu fiel escudeiro Giles Azevedo como secretário nacional de Produção Mineral, não saiba o nível de deterioração e de ausência de capacidade do DNPM de cumprir a tarefa de fiscalizar. A prova desse sucateamento do DNPM é o próprio orçamento dele. A desorganização do Estado brasileiro está chegando a um nível de colapso.
O que o senhor achou dos valores preliminares das multas impostas à Samarco? Ficou comprovado o desleixo em relação a uma estratégia de contingência. Em caso de um acidente deste acontecer, quais são os melhores recursos para que vidas humanas fossem poupadas? Há menos de um ano houve um acidente dessa natureza no Canadá - até então o maior acidente do mundo - mas o volume de material sólido e a água e rejeitos em Minas é duas vezes e meia o acidente no Canadá. Historicamente temos o problema também de que grande parte dessas multas não são efetivadas. O governo federal dispõe de 30 bilhões de reais em multas por crimes ambientais, das quais para apenas para 5 bilhões de reais não há mais recursos. Ou seja, o governo sequer consegue cobrar as multas que pratica.
A presidente Dilma tem recebido críticas porque, ao liberar o saque do FGTS para vítimas em Mariana, classificou o episódio como "desastre natural" para fins de resgaste do benefício. É precipitado a presidente da República baixar um decreto considerando isso um acidente natural. Se é natural, não é culpa de ninguém? Com base em que esse decreto da presidente da República foi estruturado? Não é possível neste momento isentar quem quer que seja da apuração e da atribuição de responsabilidades. O leite está derramado. A lama está derramada.
Sempre que o Congresso começa a discutir o marco regulatório da mineração, o foco é a partilha de royalties, e não políticas de mitigação de danos ou de proteção ambiental. O Código de Mineração está tramitando há pelo menos cinco anos. Ele está derrapando, andando de lado lá na Câmara e não tem considerado questões estratégicas do setor de mineração. Ele tem olhado para a questão do quinhão, do quanto que é meu e do quanto que é seu. Essa discussão não está sendo séria. Esse puxa e estica é o que dominou a cena desse código, que adormece na Câmara dos Deputados à luz da necessidade de ser revistado. Mas sejamos sinceros, não é um problema de lei porque o problema das barragens não é um problema específico do Código.
A lei é suficiente? É um problema de lei? Acho que não. O que não faltam no Brasil são leis. O problema é a efetividade dessas leis. O fato objetivo é que a mineração no Brasil é olhada como uma coisa meio que marginal, acessória, ainda que seja uma atividade que gerou no ano passado 80 bilhões de dólares e ainda que haja responsabilidades, porque essas empresas pagam o royalty de mineração, o Cfem (Compensação Financeira pela Exploração dos Recursos Minerais), e parte desse Cfem deveria ir para o órgão exatamente para estruturar essas políticas.
O Cfem não está sendo pago. De 2009 a 2011, as empresas deveriam ter recolhido ao DNPM 160 milhões de reais de Cfem. Desembolsaram apenas 23% disso. Não repassam por desorganização, por sonegação, porque ninguém gosta de pagar imposto, porque o órgão não fiscaliza. A coisa é tão grave que o DNPM, por ausência de meios, fazia fiscalização por amostragem. Eles iam nas barragens de empresas menores, mais vulneráveis, porque imaginavam que em empresas de classe global, como a Samarco, estariam cuidando adequadamente.
Os presidentes da Vale e da BHP devem ser chamados à responsabilidade? Acho que sim. A Samarco tem dono, a Vale e a BHP. Além dos donos, tem um corpo executivo que precisa responder por essas coisas. Não queremos nos precipitar porque o presidente da Vale não tem responsabilidade no dia a dia da empresa. Mas simbolicamente evidentemente ele tem que ser chamado à responsabilidade.
Que tipo de trabalho a comissão externa do Senado fará em relação à tragédia de Mariana? A gente olha para aquelas barragens e parecem barragens que crianças fazem nas praias. São barragens feitas do próprio rejeito. A comissão vai diagnosticar o cenário das barragens, verificar por que os acidentes aconteceram e se propõe a fazer estudos para apontar caminhos para que esse tipo de tragédia não aconteça. Isso que aconteceu nessas barragens pode ser a ponta do iceberg porque, se essas barragens estavam com esse nível de fragilidade, e temos 660 barragens cadastradas no DNPM, qual é a real situação dessas barragens de rejeitos Brasil afora? Qual a garantia de que não vai acontecer de novo? Nada é tão ruim que não possa piorar. O que aconteceu é ruim, mas o que pode acontecer é muito pior. A tragédia que aconteceu tem uma dimensão inaceitável, mas precisamos ter a dimensão que pode acontecer mais tragédias. Não há hipótese de não esclarecermos todos esses fatos. Precisamos de respostas para o que aconteceu. É preciso que a gente avalie o grau de compensação que a companhia está atribuindo às cidades, às pessoas, às vidas humanas que foram ceifadas. Queremos avaliar tudo o que aconteceu, a capacidade da empresa, a atuação dela e a extensão do dano ambiental.
Não foi infeliz a Samarco dizer que não é o caso de pedir desculpas pela tragédia? Acho que a empresa está errando desde o começo em sua estratégia de relacionamento com a comunidade. Com as pessoas e lideranças da região há uma reclamação só: é como se a empresa achasse que está fazendo o máximo e não tivesse a compreensão para entender que o máximo que ela fizer é o mínimo para poder justificar isso que é injustificável. Acidentes acontecem, mas acidentes desse tipo não podem acontecer. Não tem porque acontecer.
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/ha-risco-de-desastres-ainda-maiores-diz-senador-que-investigara-tragedia-de-mariana DO LILICARABINA

SOB AS BAIONETAS DA POLÍCIA DO PT E DO PMDB O MOVIMENTO BRASIL LIVRE LEVANTA O ACAMPAMENTO EM FRENTE AO CONGRESSO NACIONAL E AVISA QUE A LUTA CONTINUA PARA DERRUBAR DILMA, LULA E SEUS SEQUAZES.


O acampamento em frente ao Congresso Nacional chegou ao fim. Resistimos às ameaças petistas, resistimos aos ataques frequentes de linhas auxiliares do governo como MTST e CUT, resistimos ao cansaço, ao suor, ao frio e ao calor, e resistimos sempre pacificamente. A polícia conseguiu tirar o acampamento da frente do Congresso Nacional, mas jamais conseguirá tirar a idéia e o sonho de um Brasil livre, justo e próspero. As bandeiras e os valores que se instalaram em Brasília no último mês vão continuar lá, incomodando cada político corrupto que acha que se livrou de nós hoje. E Fica a promessa: voltaremos. E voltaremos cada vez maiores e mais fortes. Agradecemos a todo mundo que ajudou e nos deu uma força. A luta por um Brasil livre vai continuar. Não desistam, brasileiros.
Posted by Movimento Brasil Livre on Sábado, 21 de novembro de 2015
Neste video postado nesta noite de sábado no Facebook, Fernando Holiday, um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL) explica que sob as baionetas da Polícia Legislativa, sob o comando de Renan Calheiros e Eduardo Cunha - leia-se PT - tiveram que levantar o acampamento que haviam erguido em vigília permanente para exigir o impeachment da Dilma na frente do Congresso Nacional.
Os andróides comunistas travestidos de jornalistas que editam os jornalões e seus portais fizeram de tudo para diminuir a presença dos manifestantes acampados na frente do Congresso. Entretanto, O Globo, abriu uma fotografia gigante em seu portal para mostrar o momento em que os jovens do MBL eram cercados pela polícia do PT. CLIQUE SOBRE A IMAGEM PARA VÊ-LA AMPLIADA
Brasília foi bafejada pelo hálito podre dos comunistas acumplicidados com o PMDB, o lixo político subserviente do PT. Mas o MBL não foi apenas expulso pelo PMDB, PT e PSB. Nos bastidores o vulto sinistro dos mega empresários nacionais, leia-se Bradesco, Itau, o grupo BRF presidido pelo Abílio Diniz, Grupo Gerdau, Rede Globo, RBS, Folha de S. Paulo e demais esbirros 'boliburgueses', ou seja, 'burgueses bolivarianos', como qualificam os ricaços donos da economia lá na Venezuela que se aliaram aos bolivarianos, emblema do neocomunismo instalado na América Latina pelo Foro de São Paulo. No Brasil ocorre a mesma coisa. Esse Foro é uma organização comunista fundada por Lula e Fidel Castro em 1990, destinada a sequestrar a democracia e a liberdade em toda a América do Sul, Caribe e América Central e tem o apoio da esmagadora maioria dos jornalistas da grande mídia. São esses andróides que sofreram lavagem cerebral nos cursinhos fajutos de jornalismo que promovem a brutal desinformação do povo brasileiro.

Lula, como é sabido, é o chefe geral e irrestrito do Foro de São Paulo, principalmente depois que o assassino Fidel Castro virou um morto vivo. 
O MBL vai desistir de continuar lutando? Não! Nem o MBL nem os demais movimentos democráticos que lutam bravamente para impedir a cubanização e/ou a venezuelização do Brasil e por isso têm o apoio de mais de 90% dos brasileiros.

Na página do MBL no Facebook abaixo da postagem do vídeo, há o seguinte texto:

"O acampamento em frente ao Congresso Nacional chegou ao fim. Resistimos às ameaças petistas, resistimos aos ataques frequentes de linhas auxiliares do governo como MTST e CUT, resistimos ao cansaço, ao suor, ao frio e ao calor, e resistimos sempre pacificamente.
A polícia conseguiu tirar o acampamento da frente do Congresso Nacional, mas jamais conseguirá tirar a idéia e o sonho de um Brasil livre, justo e próspero. As bandeiras e os valores que se instalaram em Brasília noúltimo mês vão continuar lá, incomodando cada político corrupto que acha que se livrou de nós hoje. E Fica a promessa: voltaremos. E voltaremos cada vez maiores e mais fortes.
Agradecemos a todo mundo que ajudou e nos deu uma força.
A luta por um Brasil livre vai continuar. Não desistam, brasileiros."
DO ALUIZIOAMORIM

sábado, 21 de novembro de 2015

Polícia retira manifestantes à força do Congresso Nacional - 21/11/2015


Sindicatos de servidores do judiciário preparam a vingança sobre veto

Leandro Mazzini
Os servidores do judiciário preparam a vingança sobre o veto ao reajuste no Congresso Nacional.
Planejam divulgar outdoors, folders e anúncios em jornais com fotos dos parlamentares que mantiveram o veto da presidente Dilma ao aumento salarial de até 58%.
Os alvos são, em especial, os “traidores'': que votaram no projeto de reajuste na Câmara e Senado, e mantiveram o veto na sessão de quarta. A campanha do SindJus em Brasília e de sindicatos nos Estados pela aprovação ultrapassou R$ 18 milhões.
O plano segue à risca a carta intimidadora que sindicatos entregaram aos parlamentares: quatro anos de mídia negativa para quem votasse contra as categorias.
Faixas com os dizeres “traidores'' e “enganadores'' serão expostas por servidores nos terminais de embarque e desembarque do aeroporto de Brasília. DO COLUNAESPLANADA

Esqueça a sexta-feira 13 - GUILHERME FIUZA

O GLOBO - 21/11

A presidente, que foi guerrilheira e declarou horror à censura, acaba de aprovar lei apunhalando liberdade de expressão


O massacre de Paris levou a Europa ao estado de guerra, e o mundo ao estado de alerta. Mas o Brasil só pode se indignar com um dos mais graves atentados terroristas da história da humanidade se lamentar primeiro a ruptura da barragem em Minas Gerais. Esse incrível dilema parece coisa do demônio, porque, como dizia Hélio Pellegrino, o demônio é burro. Só ele poderia, em meio ao sangue e à dor, sacar a calculadora.

O ser humano se choca e se revolta com o que quiser. O ser desumano decide o que deve chocar e revoltar os outros. Ele é imune ao sentimento. Perplexidade, medo e morte não atrapalham seus cálculos politicamente corretos. Sua bondade e seu altruísmo estão à venda na feira por 1,99. E acabam de produzir uma façanha: o país voltou a ter uma Lei de Imprensa igualzinha à da ditadura militar. Sancionada pelo governo da esquerda bondosa (1,99).

A presidente da República, que foi guerrilheira e declarou seu horror à censura, acaba de aprovar uma lei apunhalando a liberdade de expressão. Não deve ter ligado o nome à pessoa. A nova Lei do Direito de Resposta impõe aos veículos de comunicação prazos e ritos sumários para defender-se dos supostos ofendidos — uma mordaça, dado o risco de jornais e TVs terem que passar a veicular editoriais dos picaretas do petrolão, por exemplo. Este é, e sempre foi, o plano dos petistas amigos do povo em defesa da verdade: falar sozinhos.

É uma lei inconstitucional, e o Supremo Tribunal Federal terá que se manifestar sobre isso. Claro que a independência do Supremo vem sendo operada pelo governo popular segundo a mesmíssima tática progressista — onde progresso é você assinar embaixo do que eu disser. A democracia brasileira está, portanto, numa encruzilhada — e só Carolina não viu.

Carolina e os convertidos, que não são necessariamente comprados. Fora as entidades e cabeças de aluguel, existe a catequização sem recibo. Estudantes de escolas públicas e privadas do país inteiro enfrentam provas — vestibular inclusive — onde a resposta certa é aquela em que o governo do PT é virtuoso e os antecessores são perversos. O nome disso é lavagem cerebral, e os resultados estão aí: em qualquer cidade brasileira há estudantes sofrendo bullying ideológico da maioria catequizada. Essa é a verdadeira tropa de choque (ou exército chinês) dos companheiros que afundaram o Brasil sem perder a ternura.

Pense duas vezes, portanto, antes de se horrorizar com a carnificina da sexta-feira 13 em Paris. Sempre haverá alguém ao seu lado, ou na sua tela, para denunciar o seu elitismo. E para te perguntar por que você não se choca com a violência em Beirute. E para te ensinar que os próprios europeus são os culpados de tudo. Não adianta discutir — como já foi dito, o demônio é burro. Mas se você achar que isso é cerceamento da liberdade, não conte para ninguém: é mesmo. Trata-se da censura cultural, uma prima dissimulada da censura estatal (a da Lei de Imprensa).

A censura cultural se alimenta desses dilemas estúpidos — sempre buscando um jeito de colar no inimigo o selo de “conservador”, palavra mágica. No Brasil, quem é contra a indústria de boquinhas estatais do PT é conservador — e os que conservam as boquinhas são progressistas. Quem era contra o monopólio estatal da telefonia era conservador (neoliberal, elitista etc.). O monopólio foi quebrado, gerou um salto histórico de inclusão social, mas o sindicalismo petista que tentou conservar esse monopólio é que é progressista. Conservadores são os que acabaram com a conservação.

Jornalistas que criticam as malandragens fisiológicas da esquerda são conservadores — e para realçar o maniqueísmo, claro, vale inventar. O perfil de Carlos Alberto Sardenberg na Wikipédia, por exemplo, foi reescrito com algumas barbaridades por um computador progressista do Palácio do Planalto. O perfil do signatário deste artigo também foi enriquecido com algumas monstruosidades. Depois de retiradas, surgiu ali um editorial sobre “polêmicas” com o PT (que continua lá). Cita um vice-presidente do partido que acusou este signatário de maldizer os pobres e sua presença nos shoppings e aeroportos. Naturalmente, é o partido dele quem ameaça a presença dos pobres nos shoppings e nos aeroportos, com a pior crise econômica das últimas décadas — e com seu tesoureiro preso por desviar dinheiro do povo. Mas esses detalhes conservadores não estão no verbete.

Como se vê, a verdade tem dono. Se você não quer problema com a patrulha, leia a cartilha direito. E, se possível, diga que os 130 mortos pelo Estado Islâmico em Paris não são nada perto da matança nas periferias brasileiras (use à vontade a calculadora do demônio). Pronto, você está dentro. Aí, pode falar de tudo. Lula, por exemplo, disse a Roberto D’Ávila que passou cinco anos sem dar entrevista para não interferir no governo. Procede. Esse que você ouviu falando pelos cotovelos devia ser o palestrante da Odebrecht.

Guilherme Fiuza é jornalista