sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

ENTREVISTA-BOMBA COM OLAVO DE CARVALHO ENCERRA 2014, DESMISTIFICA A GRANDE MÍDIA E MOSTRA O CAMINHO PARA O BRASIL SE LIVRAR DO FORO DE S. PAULO E PROGREDIR. UM BANHO DE INFORMAÇÃO!


Aqui está para todos vocês um material de análise política de alto nível. Um entrevista exclusiva com o filósofo, jornalista e escritor Olavo de Carvalho realizada por Leandro Ruschel, que é Trader e escreve os blogs Análise Técnica, no site da revista Exame e também o blog Ponto de Reversão, no site Infomoney. Ruschel vive em Miami (EUA).
Na sua página no Facebook, onde fez a postagem deste vídeo, também publicado no excelente site Mídia Sem Máscara, Leandro Ruschel explica o que o levou a ir até Richmond, Estado de Virgínia, onde vive Olavo de Carvalho, para realizar esta entrevista especial:
Leandro Ruschel
“Alguns anos atrás tive a sorte de descobrir o trabalho do professor Olavo. Foi por acaso, um amigo me enviou uma cópia por e-mail da "Nova Era e Revolução Cultural". Li num final de semana. Depois li os outros trabalhos e passei a acompanhar os artigos do Olavo. O professor faz um trabalho gigantesco de reintrodução da Alta cultura no Brasil. Tive o prazer de entrevistá-lo por quase 3 horas na sua casa em Richmond. Falamos sobre a situação do Brasil muito além dos casos de corrupção, a infeliz dissociação que os analistas fazem da situação política e econômica, o que esperar da revolução socialista na América Latina e também de geopolítica mundial.
Como alguns amigos sabem, hoje estou envolvido num projeto chamado Liberta Global. A liberdade não envolve apenas a disposição de meios financeiros para poder viabilizar os seus projetos. Envolve em primeiro lugar a liberdade mental. Só através da compreensão mais apurada do mundo é que você pode alcançar verdadeira liberdade.”
Portanto, como disse, vale a pena assistir com atenção este vídeo e até mesmo guardá-lo. Olavo de Carvalho é um estudioso compulsivo. Seus estudos abrangem as áreas da filosofia pura e da filosofia política e há anos se dedica incansavelmente em apurar com exatidão os motivos que levaram o Brasil a cair nas garras do movimento comunista internacional que ao contrário do que imaginam os incautos e desinformados de todos os gêneros, o comunismo não desapareceu, apenas mudou suas estratégias com o fim da guerra fria. A guerra de guerrilhas e os atos terroristas foram abandonados. A ação comunista do século XXI é operada no plano cultural ou, seja, no que é conceituado como “revolução cultural”.
Aliás, faço questão de assinalar que muito do que tenho aprendido sobre tudo isso devo à obra de Olavo de Carvalho. Não há nenhum intelectual brasileiro na atualidade capaz de rivalizar com Olavo de Carvalho em capacidade e conhecimento. Esta entrevista é na verdade uma verdadeira aula, a aula que falta em todos os cursos de graduação e pós-graduação existentes no Brasil. Também é uma entrevista digna de estar nos grandes jornais e redes de televisão. Justamente o fato de um material especial como este vídeo ser escamoteado pela grande mídia brasileira é explicado de forma didática por Olavo de Carvalho, sem o viés rançoso e esnobe da maioria dos intelectualóides que reinam nas universidades brasileiras e na própria grande mídia. Na verdade, não são intelectuais, mas esbirros do PT que se dedicam a promover a lavagem cerebral dos alunos nas salas de aula e servir à grande mídia emprestando seus títulos e prestígio acadêmicos para revestir de verdade as maiores mentiras que são veiculadas pelos jornais, rádios e televisões.
E para concluir: chamo a atenção da Oposição, sobretudo os integrantes do PSDB e de forma especial o senador Aécio Neves, para que vejam e ouçam com atenção esta entrevista de Olavo de Carvalho. Quem não tem paciência de assitir uma entrevista de 2 horas de duração com alta definição de imagem e som e refletir sobre o contéudo não tem condição de postular nenhum cargo de chefia, muito menos a chefia máxima da República. DO ALUIZIOAMORIM

Ex-diretor citou em delação 28 políticos beneficiários de esquema na Petrobrás

Paulo Roberto Costa relata em 80 depoimentos relação que inclui ministro e ex-ministros da gestão Dilma Rousseff, governador, ex-governadores e parlamentares; são, ao todo, 10 nomes do PP, 8 do PT, 8 do PMDB, 1 do PSB e 1 do PSDB
POR  FAUSTO MACEDO, RICARDO BRANDT, JULIA AFFONSO e FÁBIO FABRINI
Estadão

Primeiro delator da Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa citou em 80 depoimentos que se estenderam por duas semanas, entre agosto e setembro, uma lista de 28 políticos – que inclui ministro e ex-ministros do governo Dilma Rousseff (PT), deputados, senadores, governador e ex-governadores.
O Estado obteve a lista completa dos citados. A relação inclui ainda parlamentares que integram a base aliada do Palácio do Planalto no Congresso como supostos beneficiários do esquema de corrupção e caixa 2 que se instalou na petrolífera entre 2004 e 2012.
Há nomes que até aqui ainda não haviam sido revelados, como o governador do Acre, Tião Viana (PT), reeleito em 2014, além dos deputados Vander Luiz dos Santos Loubet (PT-MS), Alexandre José dos Santos (PMDB-RJ), Luiz Fernando Faria (PP-MG) e José Otávio Germano (PP-RS). Entre os congressistas, ao todo foram mencionados sete senadores e onze deputados federais.
O perfil da lista reflete o consórcio partidário que mantinha Costa no cargo e contratos bilionários da estatal sob sua tutela – são 8 políticos do PMDB, 10 do PP, 8 do PT, 1 do PSB e 1 do PSDB. Alguns, segundo o ex-diretor de Abastecimento, recebiam repasses com frequência ou valores que chegaram a superar R$ 1 milhão – dinheiro que teria sido usado em campanhas eleitorais. Outros receberam esporadicamente – caso, segundo ele, do ex-senador Sérgio Guerra, que foi presidente nacional do PSDB e em 2009 teria pedido R$ 10 milhões para arquivar uma CPI da Petrobrás no Senado.
Sobre vários políticos, o ex-diretor da estatal apenas mencionou o nome. Não revelou valores que teriam sido distribuídos a eles ou a suas agremiações.
Foram citados os ex-governadores do Rio Sérgio Cabral (PMDB), do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) e de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) – que morreu em um acidente aéreo em 13 de agosto, durante campanha presidencial.
Primeiro escalão. A lista inclui também o ex-ministro Antonio Palocci (PT), que ocupou a Esplanada nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma; os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o atual ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, e ex-ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte (Cidades).
Os 28 nomes são exclusivamente de políticos que teriam sido beneficiários dos negócios da diretoria de Costa. A Polícia Federal e a Procuradoria da República trabalham com outros nomes de políticos que se relacionavam com os ex-diretores da estatal Renato Duque (Serviços) e Internacional (Nestor Cerveró).
As revelações foram feitas em depoimentos prestados por Costa à força tarefa da Lava Jato e fazem parte do acordo de delação premiada firmado pelo ex-diretor com o Ministério Público Federal em troca de redução da pena. Desde que sua delação foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal, ele cumpre prisão em regime domiciliar, no Rio.
Alguns nomes dessa lista também aparecem na relação fornecida pelo doleiro Alberto Youssef, que firmou acordo semelhante – ainda não homologado pelo ministro Teori Zavascki, do STF. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve denunciar os envolvidos no esquema de desvios da estatal em fevereiro, quando tem início a nova legislatura (mais informações no texto abaixo).
A delação do ex-diretor da Petrobrás, já homologada pelo Supremo, estava com Janot desde novembro. Ele aguarda o teor do depoimento de Youssef para cruzar os nomes citados, o que deverá ser realizado até o início da próxima legislatura.
Foro. Na troca da composição do Congresso, alguns dos citados perdem foro privilegiado e passam a ser julgados pela Justiça de primeira instância. Por decisão do ministro Teori Zavascki, as investigações permanecem divididas entre a Suprema Corte e a Justiça Federal no Paraná, onde serão investigados os acusados que não têm mandato.
A lista de 28 nomes foi revelada por Costa exclusivamente no âmbito da delação premiada. Como são citados políticos com foro privilegiado, o caso foi parar no STF. Em depoimentos à primeira instância da Justiça Federal, o ex-diretor da Petrobrás não falou de políticos, mas citou que o PP, o PMDB e o PT recebiam de 1% a 3% sobre o valor dos contratos da estatal para abastecer caixa de campanha.
A investigação desvendou uma trama de repasses a políticos na estatal. A Lava Jato foi desencadeada em março e identificou a parceria de Costa com o doleiro Youssef. Na última fase da operação, deflagrada em 14 de novembro, foram presos os principais executivos e dirigentes das maiores empreiteiras do País, todos réus em ações penais por corrupção ativa, lavagem de dinheiro, crimes de cartel e fraudes a licitações.
19 dezembro 2014 - DO R.DEMOCRÁTICA

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

GILMAR MENDES, EXCLUSIVO: Petrolão revela que corrupção é um método. E mais: Estão querendo usar o Supremo como “laranja” de um projeto político

Gilmar Mendes nos estúdios da Jovem Pan: Supremo não pode ser laranja de projeto político
Gilmar Mendes nos estúdios da Jovem Pan: Supremo não pode ser laranja de projeto político
Gilmar Mendes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e, atualmente, membro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), concedeu nesta quinta uma entrevista ao programa “Os Pingos nos Is”, que ancoro na rádio Jovem Pan AM e FM — todos os dias, entre 18h e 19h. De passagem por São Paulo, o ministro compareceu aos estúdios da emissora e conversou comigo e com os meus parceiros de “Pingos”: Mona Dorf e Patrick Santos.  Mendes falou sobre o petrolão, a reforma política, a proibição da doação de empresas a campanhas eleitorais e os critérios para a composição do Supremo, entre outros temas. Para o ministro, o petrolão não representa apenas um ponto fora de uma curva. Ao contrário: segundo ele, o maior escândalo de corrupção de que se tem notícia é um método. Mendes vai além e diz que há gente tentando usar o Supremo como “laranja” de um projeto político.
Vamos ver. Há algum tempo, o ministro ironizou: “Comparado ao petrolão, o mensalão poderia ser julgado por um tribunal de pequenas causas”. O que ele quis dizer. Ele mesmo explica: “Eu disse essa frase num contexto muito especial. Todos nós falávamos que eram R$ 170 milhões o dinheiro movimento naquele escândalo. Agora, nós estamos a ver um mero gerente da Petrobras a devolver algo em torno de R$ 250 milhões. E já se fala em devolução de R$ 600 milhões só no âmbito da delação premiada”.
Seria isso uma exceção, algo ocorrido excepcionalmente na Petrobras? Ele responde: “Estamos a ver algo extremamente grave. É o aparelhamento do Estado, que decorre da mistura entre o púbico e o privado, entre o partido e o Estado.” Tudo para financiar partidos? Gilmar responde: “Não! Nós vimos que isso [os desvios] não se destina apenas à vida partidária. Há uma patrimonialização dessa apropriação. A roubalheira foi instituída como método de atuar. Isso parece ser do partido, do sistema. Há uma normalização do mal e a adoção da corrupção como método de agir.”
E a proibição da doação de empresas privadas a campanhas? Segundo Mendes, trata-se de uma “tentativa de manobrar o Supremo para fazer a reforma eleitoral imaginada por um partido”. Sim, ele se refere ao PT, defensor da tese. O ministro diz o óbvio: a eventual proibição seria “um estímulo ao caixa dois”. O ministro indaga como se pode definir a forma de financiamento se ainda não se sabe nem qual será o sistema adotado para a eleição do Parlamento: se voto distrital, distrital misto ou o proporcional, como hoje.  E é peremptório: “Estão usando o Supremo para outra finalidade; querem que ele seja ‘laranja’ de um golpe político”.
Mas, afinal, o petrolão não evidencia que a roubalheira nasce das doações de empresas? Ele responde: “Estamos vendo que a corrupção não existe porque existe a doação privada. Esse caso da Petrobras, além de provar que há corrupção sistêmica, evidencia que o desvio não existe apenas para verter dinheiro para os partidos. Isso não passa de um argumento-álibi”.
Imprensa livre
A equipe de “Os Pingos nos Is” indagou se existe mesmo o risco de bolivarianização dos tribunais no Brasil, atrelando-os ao Poder Executivo. Mendes deixa claro que, se a ameaça não é iminente, a possibilidade, no entanto, sempre existe, uma vez que há forças que padecem, digamos, de “tentações hegemonistas” — essa expressão é minha, não dele. E qual é o remédio?
A vigilância! Feita por quem? Por indivíduos livres, como sempre, e, ele deixa claro!, por uma imprensa que não tenha nenhum outro compromisso que não seja a informação. Para o ministro, a melhor garantia que tem o país de contar com um Poder Judiciário independente é a plena liberdade de imprensa.
É uma sorte o pais contar com um ministro como Gilmar Mendes na corte constitucional do Brasil. Perguntamos a ele se vislumbra alguma dificuldade a partir de julho de 2016, quando será o único ministro não nomeado por Lula ou Dilma. Ele se disse tranquilo e afirmou que confia na institucionalização de procedimentos na escolha dos futuros nomes. Mas reiterou: o maior aliado de um Judiciário independente é uma imprensa igualmente independente.
Para ouvir a íntegra da entrevista, clique aqui
Por Reinaldo Azevedo

Vaccari pagou por apartamento no prédio do tríplex de Lula

O Solaris, no Guarujá, é um dos poucos edifícios da Bancoop que foram finalizados. O hoje tesoureiro do PT presidia a cooperativa quando ela quebrou
Por Alexandre Hisayasu
Veja.com
Edifício onde ficam os apartamentos de Lula e Vaccari no Guarujá (SP)
(Reprodução)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é o único sortudo a ter comprado um tríplex no edifício Solaris, no Guarujá (SP), uma das poucas obras iniciadas pela Bancoop que foram concluídas. O atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, pagou por um apartamento no mesmo prédio. Seu nome consta de um documento oficial, feito em 2006 pela Bancoop, que lista os “cooperados ativos” do edifício – ou seja, que estavam com os pagamentos das parcelas em dia. Procurada, a assessoria do petista disse que ele não iria comentar o assunto.
Sérgio Lima/Folha Imagem/Folhapress
O tesoureiro do PT e ex-presidente da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), João Vaccari Neto, em 2010, durante depoimento à CPI das ONGs no Senado
A Bancoop quebrou em 2006, quando era presidida por Vaccari. Deixou 32 obras inacabadas e mais de 3 500 famílias na rua da amargura. O edifício Solaris foi uma das oito obras assumidas pela OAS depois disso. À beira da praia e com vista para o mar, o prédio tem três tipos de apartamentos – as coberturas triplex, alguns duplex de 162 metros quadrados e outros de um pavimento, com cerca de 100 metros quadrados. O de Lula, que ficou pronto neste ano, pertence à primeira categoria. Fica no 16º andar, tem elevador privativo e 297 metros quadrados. Além de Vaccari, também constam da lista de cooperados do Solaris a mulher de Freud Godoy, o ex-assessor de Lula que ficou famoso no caso dos aloprados, em que militantes petistas foram presos tentando comprar um dossiê com informações falsas contra o tucano José Serra.
O fato de o edifício onde o ex-presidente tem apartamento ter sido um dos poucos que ficaram prontos irritou cooperados que continuam até hoje sem ver a cor dos imóveis pelos quais passaram anos pagando. "Queremos saber por que há tantas obras inacabadas, enquanto algumas poucas são construídas tão rapidamente", disse um dos conselheiros da entidade de lesados pela Bancoop, Marcos Sérgio Migliaccio.
A Bancoop quebrou, segundo o Ministério Público, com um rombo de pelo menos 100 milhões de reais, porque seus dirigentes desviaram dinheiro pago pelos mutuários para “fins escusos”. Segundo o promotor José Carlos Blat, parte do dinheiro foi para financiar campanhas eleitorais do PT. Vaccari é um dos cinco réus que respondem na Justiça por estelionato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
VEJA/Reprodução

Imagens de um apartamento no prédio em que Lula adquiriu um triplex
Divulgação
18/12/2014-DO R.DEMOCRÁTICA

PSDB pede no TSE cassação de Dilma e Temer


Pouco antes da cerimônica de posse de diplomação de Dilma Rousseff e Michel Temer, reeleitos em outubro, o PSDB protocolou no TSE uma ação inédita. Na peça, o partido acusa a coligação vencedora de uso da máquina e abuso do poder econômico, questiona a legitimidade da eleição, pede a cassação do registro da dupla vencedora e reivindica que sejam empossados os tucanos Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira nos cargos de presidente e vice-presidente da República.
Diz a petição: “A eleição presidencial de 2014, das mais acirradas de todos os tempos, revelou-se manchada de forma indelével pelo abuso de poder, tanto político quanto econômico, praticado em proveito dos primeiros réus, Dilma Vana Rousseff e Michel Miguel Elias Temer Lulia, reeleitos presidente e vice-presidente da República, respectivamente.”
Prossegue o texto: “De fato, foram tantos os ilícitos perpetrados que, no curso da campanha, tornou-se possível compreender que se cuidava de uma ação coordenada visando a garantir o êxito do projeto reeleitoral dos investigados, trazendo derradeiras luzes sobre a expressão que, num típico ato falho, foi utilizada pela Presidente Dilma Rousseff ao entregar, ainda em 4 de março de 2013, um conjunto residencial inserido no programa ‘Minha Casa Minha Vida ‘em João Pessoa-PB: ‘… nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição…’.”
Pressionando aqui, você chega à íntegra da ação movida pelo PSDB e pela coligação que deu suporte político à chapa Aécio-Aloysio. DOJOSIASDESOUZA-UOL

Oliver: ‘Ainda sobre o bosque’

VLADY OLIVER
O partido que tem cheiro, cor, cara e consistência de uma vigarice ─ um bosque ─ seria digno ou não de crédito se um partido fosse. Não é. É uma seita vagabunda que subverte os valores, a decência e a história deste país, tentando reescrevê-la pelas tintas mais picaretas. Como bem definiu o vizinho de teclas Reinaldo Azevedo, a coisa é uma mentalidade. É incrível que a política brasileira não se dê conta que das dimensões da camorra organizada para rapinar, dissimular, desviar dinheiro público e quebrar a coisa pública através da inépcia, do aparelhamento pusilânime, do controle sectário em nome das vontades do bando e da total descaracterização das liturgias políticas.
É o churrasco na laje tomado por bandidos que ninguém sabe de onde vieram, como entraram, quem convidou e por que começam a bolinar os participantes impunemente. Nesta festa pobre, o pobre eleitor feito de besta é enganado dua vezes: uma pela própria quadrilha, que mente, provoca, ameaça e distorce a realidade para continuar no poder; outra pela “coisa pública de modo geral”, este ente esquisito que é uma polícia que você chama e não vem; um funcionário que você paga e não trabalha. Enquanto se discute se é oportuno ou não um processo de impeachment, se os cartazes nas ruas são adequados ou não a uma democracia de fachada que cultivamos por aqui com nossa subserviência, o partido das estrelinhas na cueca e dos coraçõezinhos moles vai fazendo sua cartilha manca gramsciana ser engolida sem maionese por aqueles que só estão aqui mesmo para pagar a conta da vigarice.
Temo pela cegueira generalizada. Quando um José Serra afirma que “não somos cucarachas”, a frase infeliz não só soa preconceituosa com os pobres feitos de otários de outras repúblicas bananeiras desta américa latrina como escancara a falta de visão desses comadres das verdadeiras intenções da quadrilha ora no poder. Pelo que eu saiba, já existem provas suficientes e indícios mais que suficientes para puxar a descarga da ética e mandar este partido das estrelinhas cuequeiras para o inferno. Se ganharam as eleições presidenciais de outubro, o fizeram montados num esquema que tem todos os ingredientes de uma fraude sem precedentes em nossa república. Uma fraude que, se ficar impune para salvar as aparências dessa política confrade e agachada em que nos metemos, vai fazer vítimas cada vez mais graves diante do precipício em que puseram o país.
O “orçamento impositivo”, a “Unasul” e suas tentativas de controle dos processos eleitorais e das Forças Armadas dos países da tal “Pátria Grande” ─ onde nos puseram sem pedir nosso consentimento ─ além da falência anunciada e proposital da Petrobras e as evidências de que todos sabiam o que estava em curso e mesmo assim apostaram em colocar só o “lado capitalista” do poder na cadeia não bastam para traçar um roteiro ameaçador do que teremos pela frente? Ou a soberania do nosso país pode ser apalpada e manietada dessa forma sem que as instituições pagas para esse fim aqui esbocem qualquer defesa? São doze anos em que a oposição está morta. Finge-se de morta.
É a oposição que acha melhor dar um voto de confiança em quem já provou que veio mesmo para arrasar nossa democracia. É a oposição que se mostra pequena, acuada, covarde, distraída e desunida diante de um mar de pilantragem cujas ondas batem contra as mesas diretoras do Congresso. Não se enganem nem se iludam, meus caros leitores. Por trás dessa impressão de que nada há de ser feito, centenas de apadrinhados levam o seu quinhão de mortadela pra casa, impondo um preço para que o governo governe, iluda e controle a plebe rude, brandindo seus dias do macarrão. A vida nessa realidade paralela só pode acabar quando os iludidos perceberem do que se trata este projeto de poder. Demora, mas o final infeliz é garantido. Vai fundo, Brasil. DO AUGUSTONUNES

ZUENIR VENTURA: Num dia você diz “não é possível”; no outro, fica ainda pior. Esse é o Brasil em que vivemos

(Imagem: Reprodução/Fabiocampana.com.br)
Depois de mensalão e petrolão, está certo o ministro Jorge Hage: “não me assusto com mais nada”, disse (Imagem: Reprodução/Fabiocampana.com.br)
EM CASA COM O INIMIGO
Artigo publicado no jornal O Globo
carinha_colunista_zuenir_venturaDepois de 12 anos como ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, órgão de fiscalização do governo, Jorge Hage, saturado, desabafou: “Não me assusto com mais nada.” Mesmo sem ter investigado cartéis, quadrilhas, esquemas e escândalos, como ele, posso dizer que no meu caso o que acabou foi a surpresa. Temo não me espantar com mais nada.
Muitos leitores já estão assim: blasés, cínicos. É tamanha a overdose de mais do mesmo todo dia que pode estar ocorrendo uma certa anestesia após as reações iniciais.
Primeiro, os escândalos produziram choque; em seguida, indignação; depois, apatia; e agora, impotência, como se nada pudesse ser feito. A política tornou-se um espetáculo tristemente enfadonho, alternando personagens e proezas que se superam diariamente: os de hoje são mais incríveis do que os de ontem, e certamente menos do que os de amanhã.
Num dia você diz “não é possível”, ao ler que o desvio no petrolão é seis vezes maior do que o do mensalão. No dia seguinte, são os e-mails de uma ex-funcionária mostrando que a cúpula da empresa, incluindo a presidente, fora alertada sobre uma série de graves irregularidades antes do início da Operação Lava-Jato. E assim por diante.
Um gerente se compromete a devolver US$ 100 milhões desviados, e ninguém explica como um gerente — não um diretor — conseguia acumular essa fortuna sem que um superior percebesse, numa empresa com hierarquia e níveis de comando e de controle?
A geração que nos anos 50 saiu às ruas gritando “O petróleo é nosso” jamais podia imaginar que o inimigo não estaria fora, mas dentro da estatal, e que o orgulho nacional um dia viraria caso de polícia ou, como disse um procurador da República, “uma aula de crime”. De fato, o vocabulário a ela associado passou a ser o da crônica policial: propina, suborno, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, desvio, roubo.
(PARA CONTINUAR LENDO, CLIQUEM AQUI)
DO RICARDOSETTI

ESBIRROS DO LULA NA GRANDE MÍDIA FALSEIAM A VERDADE E QUEREM QUEIMAR BOLSONARO NA FOGUEIRA COMUNISTA ARMADA PELO PT

Fotograma de vídeo que mostra o momento em que o deputado Jair Bolsonaro foi acusado de estuprador pela deputada petista Maria do Rosário.
Muito se tem  falado e comentado a respeito da celeuma que surgiu em torno da discussão havida entre o deputado Jair Bolsonaro (PP) e a deputada petista Maria do Rosário. O fato, já de amplo conhecimento, serviu para que a malta esquerdista do PT e seus satélites arranjassem um motivo para levar o parlamentar carioca a ser julgado por suposta ‘falta de decoro parlamentar’, o que lhe pode custar a cassação do mandato.
Por ser conservador e crítico permanente do PT e seus sequazes, o deputado Jair Bolsonaro quando não é ignorado pelos esbirros do PT que dominam a grande imprensa brasileira, é alvo de crítica e deboche gratuitos, por parte da maioria dos jornalistas penas alugadas de Lula e seus acólitos. 
Creio que uma análise formulada pelo filósofo, jornalista e escritor Olavo de Carvalho coloca a verdade no seu devido lugar. Olavo enviou o texto que transcrevo abaixo para o jornalista Reinaldo Azevedo da revista Veja.
Concordo com o argumento de Olavo de Carvalho. Embora não seja um ‘seguidor’ do deputado Jair Bolsonaro, se morasse no Rio de Janeiro não tenho nenhuma dúvida que nele votaria! Portanto, Bolsonaro tem o meu apoio total e irrestrito e o que estão fazendo com ele é uma tremenda sacanagem, própria do esquema comunista do PT de assassinar reputações e tratorar todos aqueles, que como Bolsonaro, dizem a verdade sobre a escumalha petista.
O texto de Olavo de Carvalho é merecedor de toda a atenção, mormente quando o deputado Jair Bolsonaro está sim sendo vítima da malta comunista especializada em petrolões e mensalões.  Leiam:
“Não sou um "seguidor do deputado Bolsonaro" e, é óbvio, jamais assinaria qualquer petição para tirar você da Veja, mas peço que você preste atenção a estas explicações:

(1) Ao chamar o seu colega de "estuprador", sem a menor provocação, a deputada Maria do Rosário lhe imputou caluniosamente uma conduta criminosa;
(2) Ela não o fez no calor de uma discussão, mas por iniciativa unilateral;

(3) Ela repetiu a acusação calma e friamente, ao responder "É sim" quando o deputado lhe perguntou "Agora sou eu o estuprador?". Isso denota conduta deliberada.
Em resposta, tudo o que o ofendido fez foi uma piada de mau gosto.
Interpretar a coisa como apologia do estupro é logicamente inviável. Não creio ser necessário lembrar que ele não disse que a colega MERECIA ser estuprada, o que seria, sim, apologia do crime (aliás cometida pelo sr. Paulo Ghiraldelli impunemente contra a apresentadora Raquel Scheherazade), mas disse que ela NÃO O MERECIA, o que é uma observação sarcástica de ordem estética e nada mais -- injusta, no meu entender, já que a sra. Maria do Rosário não é tão feia assim.

O ato do sr. Bolsonaro inclui-se claramente nos dois tipos de atenuantes que a lei brasileira admite para o crime de injúria (a) se a ofensa é emitida EM REVIDE a uma ofensa anterior; (b) se é emitida IMEDIATAMENTE após a ofensa. A conduta da sra. Maria do Rosário não tem atenuante nenhum, tem os agravantes de deliberação e da ausência de provocação.

Não há o menor senso das proporções em nivelar a conduta dos dois, muito menos em enxergar maior gravidade nas palavras do sr. Bolsonaro que nas da sra. Maria do Rosário.

A inversão da escala de julgamento torna-se ainda mais intolerável quando se conhece o contexto da discussão. O sr. Bolsonaro estava apresentando um projeto de lei que pedia punições mais graves para os estupradores e reduzia o prazo de maioridade penal de modo a que a punição pudesse atingir tipos como o Champinha, um dos estupradores e assassinos mais cruéis que este país já conheceu. A sra. Maria do Rosário, em contraposição, defendia privilégios legais para os Champinhas da vida. As palavras que ela disse ao sr. Bolsonaro revelam um esforço perverso de INVERTER o sentido dos acontecimentos, fazendo do sr. Bolsonaro um apologista daquilo que ele combatia e ela protegia.

Sob qualquer ângulo que se examine, a investida geral da mídia contra o sr. Bolsonaro está acobertando a conduta criminosa da sra. Maria do Rosário e falsificando a realidade do que se passou.

P. S. - Dar às palavras do deputado Bolsonaro o sentido de que "estupro é matéria de merecimento" é trasmutar um sarcasmo em afirmação literal e expressão formal de um juízo de valor. Se aceitamos esse tipo de manipulação da linguagem e ainda queremos fazer dele a base para uma condenação judicial, então fica difícil criticar o mesmo expediente quando usado pelos petistas.” Do site Mídia Sem Máscara
DOALUIZIOAMORIM

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Jornal Valor desmascara mentiras de Graça Foster e da Petrobrás

O jornal Valor Econômico ampliou as denúncias contra a presidente da Petrobras, Graça Foster. O jornal revelou inicialmente os e-mails da ex-gerente Venina Velosa da Fonseca alertando a executiva sobre irregularidades na empresa.
. As novas denúncias desmentem as explicações mentirosas feitas pela Petrobrás.
. O jornal ressalta hoje ter tido acesso a mensagens e documentos oficiais que contestam a versão da companhia de que Graça Foster não teria sido alertada sobre problemas nas obras da Refinaria Abreu e Lima antes do dia 20 de novembro de 2014.  Leia:
- No entanto, mensagens anteriores e documentos confidenciais que o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, teve acesso mostram que, muito antes dessa data, Graça foi informada por Venina de problemas graves na Petrobras.
. O jornal destaca um texto de Venina datada do dia 3 de abril de 2009, sobre o qual ela pediu uma opinião de Graça, então diretora de Gás e Energia. E ainda um documento interno do mesmo dia, em que, conforme diz o jornal, a ex-gerente concluiu pela ocorrência de "irregularidades administrativas" na área de comunicação do Abastecimento. Outro email a Graça Foster foi enviado no dia 7 de outubro de 2011, segundo o jornal.
CLIQUE AQUI para conhecer as mentiras da Petrobrás.
DO POLIBIOBRAGA

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Jornal Nacional flagrou Graça Foster noutra mentira sobre a corrupção na Petrobrás

Quatro dias depois da publicação de uma reportagem no jornal “Valor Econômico” sobre os alertas enviados por uma ex-funcionária à diretoria da Petrobras, a empresa divulgou uma nota declarando que a presidente Graça Foster não foi informada sobre essas irregularidades pela empregada Venina Velosa da Fonseca antes do dia 20 de novembro de 2014. E afirmou que os e-mails enviados por Venina, em 2 de abril de 2009 e em 7 de outubro de 2011, “não explicitaram irregularidades”.
No e-mail enviado a Graça Foster no dia 7 de outubro de 2011 e publicado no “Valor Econômico” na sexta-feira (12), Venina da Fonseca escreveu:
- Do imenso orgulho que eu tinha pela minha empresa, passei a sentir vergonha. Diretores passam a se intitular e a agir como deuses e a tratar pessoas como animais. O que aconteceu dentro do Abast na área de comunicação e obras foi um verdadeiro absurdo. Técnicos brigavam por formas novas de contratação, processos novos de monitoramento das obras, melhorias nos contratos, e o que acontecia era o esquartejamento do projeto e licitações sem aparente eficiência. Tarde demais para entrar em detalhes. Existem alternativas que eu estou avaliando, apesar do receio de trazerem risco para mim e para minhas filhas. Gostaria de te apresentar parte da documentação que tenho. Parte dela eu sei que você já conhece. Gostaria de ouvir antes de dar o próximo passo. Não quero te passar nada sem receber um sinal positivo da sua parte.
. O Jornal Nacional perguntou à assessoria da Petrobras se Graça Foster, na época diretora de Gás e Energia, informou à presidência da empresa sobre o ''esquartejamento de projetos'' e sobre as ''licitações sem aparente eficiência'', relatadas por Venina da Fonseca nesse e-mail.
. O JN também perguntou se Graça Foster atendeu ao pedido da funcionária, para que a ouvisse e recebesse uma documentação. A Petrobras afirmou que Graça Foster não respondeu ao e-mail enviado por Venina nem recebeu a documentação mencionada por ela na mensagem.
CLIQUE AQUI para examinar a reportagem desta terça a noite. O material é bastante extenso.
DO POIBIOBRAGA

Acusados sem foro privilegiado serão julgados pela Justiça do Paraná

De acordo com os ministros, somente deputados, senadores e ministros de Estado, que eventualmente forem citados nas delações premiadas, devem ter seus casos avaliados pelo STF
Folha Poder

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) negou nesta terça-feira (16) duas reclamações que tentavam anular mandados de prisão e retirar da Justiça Federal do Paraná os processos relativos à Operação Lava Jato. Seguindo voto do ministro Teori Zavascki, os ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia entenderam que os investigados sem foro privilegiado devem ser julgados pela Justiça Federal do Paraná, onde atua o juiz Sérgio Moro.
De acordo com os ministros, somente autoridades com foro privilegiado, como deputados, senadores e ministros de Estado, que eventualmente forem citados nas delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, devem ter seus casos avaliados pelo STF.
As reclamações julgadas nesta terça eram de um dos sócios da Sanko Sider Murilo Barrios e de Waldomiro de Oliveira, um dos laranjas de Youssef. Ambos alegavam que, como há autoridades como foro investigadas na Lava Jato, todo o caso deveria ir ao Supremo.
Ao negar as reclamações, os ministros destacaram que as recentes prisões da Lava Jato não foram baseadas em delações premiadas e que todos os fatos ligados a autoridades com prerrogativa estão sob comando das autoridades competentes, no caso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o próprio STF. Por isso, não estaria havendo usurpação da competência do Supremo por parte do juiz Moro.
PROBLEMA
Em seu voto, Zavascki não enfrentou um dos temas abordados pela defesa: o fato do juiz Moro orientar os investigados e testemunhas para não citarem autoridades com foro durante interrogatórios.Segundo ele, a atitude do juiz pode levar até mesmo a eventuais nulidades no processo. Sem dizer quais problemas a situação poderia acarretar, o ministro limitou-se a falar que tal situação seria analisada posteriormente.
"A defesa se insurge seguidamente contra o fato de que o magistrado com o declarado fim de preservar a competência do Supremo restringe a formulação de questionamentos sobre eventual envolvimento de detentor de foro, questão que está sub judice em outros procedimentos. Então, se ele agiu corretamente ou não, se ele praticou ato nulo ou não porque restringiu, isso não enseja ação penal. Pode ser que a pretexto de preservar a competência do Supremo esteja cometendo outra irregularidade, mas isso está sendo discutido em outro foro, que não é nessa reclamação", disse.
O ministro Gilmar Mendes, que também compõe a Turma, ausentou-se do plenário durante a análise das reclamações, por isso não votou no processo.
NA PRISÃO
Na sessão desta terça a Segunda Turma ainda negou um pedido de liberdade do vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite, que está detido desde 14 de novembro, quando foi deflagrada a sétima fase da operação Lava Jato.
Os ministros entenderam que, ao recorrer ao STF sem ter tido seu caso analisado pelo pleno do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da Quarta Região), o pedido de liberdade não poderia ser sequer analisado. De acordo com eles, salvo em caso de prisão manifestamente ilegal, é preciso esperar que o TRF e posteriormente o STJ (Superior Tribunal de Justiça) analise o caso para, só então, se recorrer ao Supremo
16.12.2014 - DO R.DEMOCRATICA

Na Petrobras, ‘não sabia’ virou atentado à lógica

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários e divulgado à imprensa na noite desta segunda-feira (15), a Petrobras testou a capacidade dos brasileiros de se transformarem em palhaços. No texto, a estatal contestou o noticiário sobre os e-mails que a ex-gerente Venina Velosa Fonseca enviou à atual presidente da Petrobras, Graça Foster, alertando-a nos últimos cinco anos para irregularidades que grassavam na companhia .
Desde 2009, Venina endereçou cinco mensagens a Graça Foster. Mas a Petrobras sustenta que quatro “não explicitaram as irregularidades”. Só no último e-mail, datado de 20 de novembro deste ano, Verina teria falado a sério sobre o que se passava. Mas era tarde. Verina “…já havia sido destituída de sua função gerencial.” De resto, as irregularidades “já haviam sido objeto de averiguação.”
O que a Petrobras repetiu, com outras palavras, foi o seguinte: Graça Foster não sabia. Desconsiderou o fato de que, a essa altura, não saber é o pecado mais gave que uma funcionária com três décadas de carreira poderia cometer. Tão grave quanto ser culpado de tudo é ser inocente de todo.
Em outubro de 2013, o Congresso realizou uma sessão especial para festejar os 60 anos da Petrobras. Em discurso, Graça Foster falou de uma estatal ficcional: “Neste momento, exatamente neste momento em que operamos a Petrobras de hoje, essa, que já produz dois milhões de barris de petróleo por dia, estamos, ao mesmo tempo, paralelamente, ao longo dos últimos dez anos, construindo uma segunda Petrobras, que ficará pronta daqui a pouco: a Petrobras de 4,2 milhões de barris de petróleo por dia.” Sabe-se agora que a Petrobras já estava podre.
“Sentimos no nosso coração o respeito que os brasileiros têm pela Petrobras”, acrescentou Graça Foster, da tribuna do Congresso. “Até aqueles que falam mal de nós nos respeitam e nos admiram. Não é possível não admirar a Petrobras pelo que ela faz e pelo que ela transforma.” Hoje, os brasileiros exclamam: ah, como são admiráveis essas pessoas que conseguem atravessar períodos extraordinários sem fazer nada de admirável!
Em abril de 2014, Graça Foster foi ao Senado para tentar prover esclarecimentos que evitassem a instalação de uma CPI da Petrobras. Àquela altura, ardia no noticiário a aquisição ruinosa da refinaria texana de Pasadena. A certa altura, a presidente da Petrobras soou assim:
“A Petrobras é uma empresa de 85 mil empregados. Não é um abismo da ética. Não podemos ser medidos por uma pessoa e as pessoas com as quais essa pessoa interage dentro da companhia. Não vivemos num abismo da ética.” Decorridos oito meses, o abismo ficou pequeno para abrigar a Petrobras. Meia dúzia de saqueadores deram aos 85 mil empregados uma péssima reputação. E Graça Foster não viu nada, não soube de nada, não fez nada…
A nova manifestação da Petrobras não será suficiente para manter Graça Foster no cargo. O excesso de inocência a converteu numa demissão esperando para acontecer. Mas, considerando-se o malabarismo verbal, o trapezismo retórico e o ilusionismo administrativo, a nota da estatal talvez tenha outro objetivo: transformar os brasileiros em palhaços involuntários.
O próximo passo decerto será a aprovação de um projeto de patrocínio à distribuição gratuita de narizes vermelhos, colarinhos folgados e sapatos grandes para a população. O único problema é que a Polícia Federal, a Procuradoria da República e o juiz Sérgio Moro não parecem dispostos a assumir o papel de ridículos voluntários. DO JOSIASDESOUZA-UOL