sábado, 11 de outubro de 2014

É ESCANDALOSO E GRAVÍSSIMO: Dilma, no horário eleitoral da TV, acusa governo FHC de haver “aparelhado” o Ministério Público, instituição autônoma do Estado, encarregada de defender a sociedade e a lei! Com a palavra, o procurador-geral da República

Dilma: acusação de "aparelhamento" do Ministério Público durante governo FHC é ofensa gravíssima, que precisa de reação à altura (Foto: Reprodução TV)
Dilma: acusação de “aparelhamento” do Ministério Público durante governo FHC é ofensa gravíssima, que precisa de reação à altura (Foto: Reprodução TV)
É gravíssimo o que acaba de ocorrer no horário eleitoral gratuito da TV, no programa da candidata do PT, a presidente Dilma Rousseff.
Tentando rebater os efeitos daninhos do escândalo do Petrolão sobre sua candidatura, Dilma voltou ao refrão de que tem “tolerância zero” para com a corrupção e atribuiu a si própria — e não à Constituição! — as condições para investigar irregularidades e suspeitas de roubalheiras.
É o fim da picada! Presidente da República nenhum “cria condições” para que a Polícia Federal proceda a investigações.
Isso é atribuição constitucional da PF!
Quem acha que é de seu condão e de seu poder fazer com que as instituições funcionem — as instituições previstas na Constituição de 1988 — demonstra que raízes stalinistas continuam fincadas, fundo, em seu raciocínio.
O pior de tudo foi a acusação, gravíssima, de que o Ministério Público Federal — incluindo naturalmente seu chefe, o procurador-geral da República — foi “aparelhado” durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003).
É o cúmulo do absurdo! O Ministério dispõe de autonomia plena, outorgada pela Constituição. O Executivo não tem poderes para interferir no MP, nem para cabrestar o procurador-geral da República.
“Aparelhar” o Ministério significaria o quê? Que o governo FHC encheu de cupinchas, de companheirada, uma instituição autônoma do Estado, onde ninguém ingressa sem rigoroso e dificílimo concurso público?
Dilma, com sua declaração irresponsável e leviana, ofendeu toda uma categoria constituída de milhares de servidores valiosos do Estado, cujo dever é defender a lei e a sociedade.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deveria requisitar a fita de gravação do programa eleitoral noturno de hoje, dia 10 de outubro, examiná-la e tomar as providências cabíveis.
DO R.SETTI

Dilma enlouqueceu e agora chama democracia de “golpe”. Isso era pensamento da terrorista da VAR-Palmares, não de quem se fez presidente pelas urnas

“Os deuses primeiro enlouquecem aqueles a quem querem destruir.” Em latim: “Quos volunt di perdere dementant prius”. A citação no singular é mais conhecida: “Quem vult deus perdere dementat prius” — “Deus primeiro enlouquece aquele a quem quer destruir”. Prefiro a citação com “deuses”. O problema de “deus”, no singular, é que a frase parece remeter ao Deus único, este nosso (ou meu, hehe), não àqueles vários do paganismo, que viviam atazanando os homens. É o que me ocorre ao tomar conhecimento do que Dilma afirmou nesta sexta. Ela pode estar perdendo o juízo. Leiam o que afirmou:
Numa caminhada na periferia de Porto Alegre, discursando sobre uma caminhonete, ela se saiu com a seguinte estupidez:
“Eles [oposição] jamais investigaram, jamais puniram, jamais procuraram acabar com esse crime terrível que é o crime da corrupção. Agora, na véspera eleitoral, sempre querem dar um golpe. E estão dando um golpe. Esse golpe nós não podemos concordar”.
Golpe? Que golpe? O golpe das urnas, presidente? Haver quem não vote no PT, então, agora é golpe? Uma eleição só é legítima quando vencida pelo PT? Se o seu partido perder, dona Dilma, será porque a maioria terá votado no seu adversário. Será, então, sinal, governanta, de que a maioria do eleitorado terá se transformado em golpista?
A fala é de uma estupefaciente irresponsabilidade. Até porque Dilma, que continua presidente da República, está afirmando, na prática, que, se ela perder a eleição, então o resultado não é legítimo. Se não é, então o PT poderá sair por aí botando fogo no circo. Golpista é a fala da petista!
Eles já recorreram a esse expediente em 2006. Essa tese tem “copyright”, tem autoria: Marilena Chaui, a militante do PT disfarçada de filósofa. Foi ela quem procurou dar alcance até acadêmico a essa vigarice naquele ano. Segundo essa senhora, denunciar o mensalão correspondia, imaginem vocês, a dar um golpe. Agora, para mostrar que somos legalistas, deveríamos todos nos calar diante do “petrolão”???
Sabem o que é isso? Sinal de desespero. Em dois dias, é o segundo golpe baixo — o primeiro é tentar fazer de FHC um inimigo dos nordestinos. Imaginem o que vem por aí. Dilma está se esquecendo de que ainda é presidente da República e que tal cargo lhe impõe uma especial responsabilidade.
Democracia como golpe, presidente? Esse pensamento ficava bem na terrorista da VAR-Palmares, não na pessoa que se elegeu por meio das urnas, as mesmas que, no momento, dão a vitória a seu adversário. Até que Dilma não comece a sentir vergonha do que disse, sentirei um pouquinho por ela, a tal vergonha alheia. 
Por Reinaldo Azevedo

REPORTAGEM-BOMBA DE 'VEJA' REVELA COMO AÉCIO NEVES VIROU O JOGO ELEITORAL E MERGULHA COM O NARIZ TAPADO NO LODAÇAL DO PETROLÃO!

A revista Veja que chega às bancas neste sábado vem tinindo. Na capa, como se pode conferir na imagem acima, está o homem que sacode o Brasil, o candidato verdadeiramente oposicionista Aécio Neves que no primeiro turno desbancou Marina Silva e encostou de sopetão na Dilma. E agora, segundo todas as pesquisas e incluindo o tracking das campanhas tucana e do bunker vermelho, Aécio Neves larga na frente superando numericamente a candidata do Lula. Isto sem contar o fato da tripla derrota gigantesca em São Paulo onde Lula, o falastrão mentiroso jogou a pá de cal sobre o cadáver do PT. No mais populoso e importante Estado brasileiro, São Paulo, Aécio, Alckmin e José Serra fizeram barba e bigode. 
Mas não foi apenas em São Paulo que ocorreu a derrocada definitiva do PT. Os votos em favor de Aécio Neves apareceram em todas as urnas, em todos os Estados, em todos os rincões do Brasil. E, ainda por cima, a derrota atingiu também os “famosos” institutos de pesquisas Ibope e DataFolha, que curiosamente erraram até mesmo nas sondagens de boca de urna. Foi uma lavada!
Na verdade, é bom que se frise, de uma só tacada Aécio Neves derrubou Marina Silva, e sua rede de fanáticos black blocs, e agora largou no segundo turno obtendo o aval da maioria dos eleitores consultados por todos os institutos de pesquisas. 
Na reportagem-bomba da virada, Veja lembra que depois da morte de Eduardo Campos, com a ascensão de Marina Silva, a candidatura do tucano à Presidência esteve prestes a soçobrar. Mas ele chegou ao segundo turno, e as primeiras pesquisas de intenção de voto o mostram à frente da petista Dilma Rousseff. Veja desta semana analisa as reviravoltas desta eleição e a perspectiva de sucesso que se abre para Aécio. Em entrevista ele diz: “A minha sempre foi a candidatura da razão. O desafio é falar com a emoção também.”
E BOTA EMOÇÃO NISSO!
Entretanto, Veja não fica apenas nesta fabulosa reportagem mostrando a grande virada protagonizada por Aécio Neves. Por isso, mergulha nas trevas do “petrolão”, para revelar ao povo brasileiro as bombásticas delações do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa e seu comparsa, o mega doleiro Alberto Youssef.
Aliás, Youssef já deu uma dica do que vem por aí, avisando que o petrolão envolvia gente ‘de cima’. Isto quer dizer que vem mais coisas por aí, pois segundo já noticiou Veja, um cofre secreto de Alberto Youssef guarda documentos de toda roubalheira na Petrobras, dentre eles uma ‘ata’ da corrupção, com os nomes de todos os envolvidos e, claro, gente graúda!
Tanto é que a chamada para essa reportagem-bomba do petrolão, diz o seguinte: “o ex-diretor da Petrobras fala, o doleiro confirma e o PT se enrola ainda mais.”
Enfim, a eleição de 2014 entrará com destaque para a história da República. Aécio Neves, que vem da terra de Tiradentes, o herói da independência, é o homem que tem tudo para entrar para a história como o Presidente da República que chegou na hora “H” para livrar o Brasil e os brasileiros da sanha comunista bolivariana do PT. 
Isto, por si só, já é um ganho extraordinário! Afinal, a democracia e a liberdade não têm preço!
Por tudo isso, a revista Veja desta semana é uma edição imperdível, histórica, densa e rica em informações que o restante da grande imprensa brasileira, sob a patrulha dos jornalistas “companheiros”, continua a escamotear, a esconder da opinião pública, tornando-se cúmplice da trama petista que tem por objetivo transformar o Brasil numa nova Venezuela! Esta edição de Veja já tem lugar cativo nas melhores bibliotecas. 
NINGUÉM INDECISO
Quem, por alguma razão, ainda estaria indeciso quanto ao voto neste segundo turno, lendo Veja decidirá na hora! Decidirá em favor de Aécio Neves; decidirá em favor da liberdade, da democracia e do verdadeiro desenvolvimento do Brasil.
Os brasileiros trabalhadores, honestos, que ralam no dia a dia em busca do sustento de suas famílias, têm o sagrado direito de viver num país melhor, com mais segurança e livre das ameaças bolivarianas  do PT, que rabiscam no horizonte com a inflação, com a carestia e com a ameaça de escassez de alimentos como acontece em Cuba e agora mesmo na vizinha Venezuela.
Os brasileiros decentes têm o direito de viver num país sem mensalão, sem petrolão e roubalheiras variadas e vergonhosas do dinheiro público que é o dinheiro amealhado pelos impostos recolhidos pela população, sobretudo por aquele estrato mais necessitado que é a maioria.
DO A.AMORIM

O que Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef revelaram à Justiça

As acusações contra o senador Lindberg Farias, as “atas da propina”, o dinheiro para o PMDB – e a ameaça de uma terceira delação no esquema que assombra o país

DIEGO ESCOSTEGUY E MARCELO ROCHA COM FLÁVIA TAVARES, FILIPE COUTINHO, LEANDRO LOYOLA E MURILO RAMOS
Revista Época
DETALHES DO ESQUEMA O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ele confirmou o organograma da corrupção (Foto: Joel Rodrigues/Folhapress)
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef – os dois delatores mais famosos do Brasil – começaram a entregar um dos mais vastos, ricos e poderosos esquemas de corrupção já descobertos no país. Nos últimos meses, as provas reunidas pelos investigadores da Operação Lava Jato já revelavam fortes indícios da existência de uma organização criminosa, atuando a mando de patronos políticos do Brasil, nas obras mais caras da maior empresa do país. Eram extratos bancários, anotações apreendidas, e-mails, telefonemas interceptados, contas secretas em paraísos fiscais... Agora, encaixa-se a peça que faltava à investigação: a confissão dos dois principais operadores do esquema. Paulo Roberto e Youssef não só detalharam como funcionava o esquema. Denunciaram a existência de um cartel das maiores empreiteiras do Brasil, acusado de comprar diretores da Petrobras e de pagar propina a partidos como PT, PP e PMDB.
>> “2% da propina ia para o PT”, diz Paulo Roberto Costa
Paulo Roberto disse que, na raiz do esquema, está a mesma prática que levou o país ao trauma do mensalão: o aparelhamento político da máquina pública. A Petrobras, como maior empresa do Brasil, era o principal objeto do desejo do enxame de políticos que acossam o Planalto. Antes do mensalão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro José Dirceu relutavam em dar aos partidos o que eles queriam na Petrobras. Paulo Roberto assumiu o cargo em 2004, por indicação do PP e com a bênção do PT, mas apenas após muita pressão. “Para que Paulo Roberto assumisse a cadeira de diretor, esses agentes políticos trancaram a pauta no Congresso durante 90 dias. Luiz Inácio Lula da Silva, ele ficou louco e teve de ceder”, disse Youssef.
“Na Petrobras, desde que me conheço como Petrobras, as diretorias e a presidência foram sempre por indicação política. Ninguém chega a general se não for indicado nas Forças Armadas. Então, as diretorias da Petrobras nos governos Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique, quer seja nos governos do presidente Lula, foram sempre por indicação política. E fui indicado pelo PP para essa diretoria”, disse Paulo Roberto no depoimento. “Foi dito que o partido (PP) tinha interesses. É óbvio que nenhum partido indicou algum diretor só pela capacidade técnica dele.” Segundo Paulo Roberto e Youssef, os verdadeiros chefes da organização criminosa eram os donos dos partidos – PT, PMDB e PP – que afiançavam as nomeações na Petrobras. Acima deles, o Palácio do Planalto de Lula, de onde partiam as ordens para nomear os afilhados dos partidos.
>> Na delação premiada, Paulo Roberto Costa revela que os contratos da Petrobras eram superfaturados entre 18% e 20%
Paulo Roberto passou a operar com mais liberdade somente após o mensalão, em 2005, à medida que a Petrobras se tornava a principal fonte de renda dos políticos. O jogo estava combinado. O conjunto de esquemas na Petrobras, que agora se convencionou chamar de petrolão, é o irmão maior do mensalão. Não é fortuito que o primeiro patrono de Paulo Roberto – o deputado e líder do PP José Janene, morto em 2010 – tenha participado tão decisivamente dos dois esquemas. Youssef também foi envolvido no mensalão, como doleiro responsável por lavar dinheiro do operador Marcos Valério. Até o operador João Cláudio Genu, lugar-tenente de Janene e condenado no julgamento do mensalão, participou dos dois esquemas. No segundo mandato de Lula, enquanto o MP e o Supremo trabalhavam no julgamento do mensalão, parte dos acusados continuava a fazer miséria com dinheiro público. Haviam apenas mudado de praça. E estavam mais ricos.
>> Por que Paulo Roberto Costa decidiu abrir o jogo



A prosperidade veio com o início da construção de refinarias, no segundo mandato de Lula. Havia anos a Petrobras não investia na área. Subitamente, resolveu erguer muitas: Abreu e Lima, Comperj, Premium I, Premium II. Todas, obras de bilhões. Também comprou a infame refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Segundo Paulo Roberto, foi nesse momento que as grandes empreiteiras se uniram, segundo ele num “cartel”, para fazer negócios na área de Abastecimento – encarregada de tocar  essas obras (leia o quadro no final da página). “Existia, claramente, isso foi dito pelos presidentes das companhias, de forma muito clara, que havia uma escolha de obras dentro da Petrobras e fora da Petrobras. Ocorreu de eu ter reuniões dentro da companhia, às vezes até reuniões com representante de grupo político, para a inclusão de empresas nas licitações”, disse. Paulo Roberto e Youssef afirmaram que a propina, no caso das refinarias, era de 3% do valor do contrato. “Me foi colocado pelas empresas e também pelo partido (PP) que, dessa média de 3%, o que fosse da Diretoria de Abastecimento, 1% seria repassado para o PP, e os 2% restantes ficariam para o PT dentro da diretoria que prestava esse serviço, que era a Diretoria de Serviços. Isso me foi dito com toda a clareza. A Diretoria Internacional tinha indicação do PMDB, então, havia recursos que eram repassados também para o PMDB.”
Segundo os dois delatores, o então diretor de Serviços, Renato Duque, indicado pelo PT e capitaneado pelo tesoureiro informal do partido, João Vaccari, era cúmplice no esquema. Youssef afirmou ter estado duas vezes com Vaccari para “tratar de Petrobras”. Disse, ainda, que cada partido tinha seus operadores e meios de repasse de dinheiro. Respeitavam-se os espaços, para não haver brigas, como a que expôs o mensalão. Nas demais diretorias comandadas pelo PT, Paulo Roberto disse que a propina de 3% também era aplicada, mas o valor não era dividido com mais ninguém. “Não operei em outra diretoria. Mas sei que existiam os mesmos moldes nas outras diretorias. Sei porque os próprios empreiteiros, operadores, eles falavam”, disse Youssef.
No depoimento desta semana passada, Paulo Roberto contou que foi abordado no começo do ano por um candidato ao governo do Rio de Janeiro. Nesse depoimento, ele não mencionou o nome do candidato. Na delação que fez ao procurador-geral da República, contou que se tratava do senador Lindberg Farias, do PT. Dois lobistas que trabalhavam com Paulo Roberto confirmaram a ÉPOCA a proximidade dele com Lindberg. “O objetivo é que eu preparasse para ele um programa de energia e infraestrutura de maneira geral. E participei de umas três reuniões com esse candidato lá no Rio de Janeiro, assim como outras pessoas participaram. Foi listada uma série de empresas que poderiam contribuir para o cargo político a que ele estava concorrendo. Ele me contratou para fazer o programa de energia e infraestrutura do Rio de Janeiro. Listou uma série de empresas com que eu tinha contatos. Outras não. Hope, não conheço. Mendes Júnior, conheço. UTC, conheço. Constran, não. Engevix, conheço. Iesa, conheço. Toyo Setal, conheço. E foi solicitado que houvesse a possibilidade de as empresas participarem da campanha. E me foi dito pelo candidato.” Aos procuradores, Paulo Roberto afirmou ter pedido as contribuições de campanha, mas disse não saber se houve pagamentos.
No depoimento, Youssef afirmou que as reuniões para tratar da propina repassada a políticos e a outros agentes públicos eram registradas em atas. Desses encontros, disse Youssef ao juiz Sérgio Moro, participavam ele, Paulo Roberto e Genu. Ele disse ainda, durante a audiência, que as reuniões eram feitas com as empreiteiras individualmente. Serviam para discutir valores, andamento das obras e, naturalmente, o pagamento da propina. Youssef afirmou que entregará esses documentos para ser anexados ao processo.
Youssef tem em seu poder 12 ou 13 atas manuscritas em papel no formato A4, sobre reuniões que ocorriam em escritórios, hotéis e restaurantes. Delas participavam políticos e executivos das empreiteiras envolvidas nas principais e mais caras contratações da estatal. Com minúcia de detalhes, as atas ajudam a esclarecer como eram partilhados os contratos superfaturados e o caminho da propina. Uma dessas atas traz até o carimbo de uma das empresas investigadas no escândalo. Existem também anotações sobre os partidos beneficiados pelo desvio de recursos – PT, PP e PMDB.
O conjunto de provas de Youssef vai além das atas. Ele dispõe de uma série de notas fiscais, emitidas contra as empreiteiras participantes do esquema com anotações sobre o valor líquido – a propina – a dividir entre os operadores e os chefes de esquema de corrupção. Além disso, ele garantiu aos investigadores acesso a aparelhos telefônicos ponto a ponto, usados somente entre duas pessoas, usados por integrantes do esquema. São pelo menos dez canais exclusivos de comunicação.
Nos depoimentos, Paulo Roberto e Youssef confirmaram que o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, era o operador do esquema com o PMDB, conforme revelou ÉPOCA. O envolvimento do PMDB no esquema, dizem os delatores, é vasto. Segundo Paulo Roberto, o senador Renan Calheiros era beneficiado pelos desvios na Transpetro. Um dos episódios contados por ele envolve o deputado Aníbal Gomes, do PMDB do Ceará. Gomes, segundo o relato, levou um empresário amigo a Paulo Roberto, para que ele o ajudasse a resolver uma pendência judicial na Petrobras. Gomes, disse Paulo Roberto, usou o nome de Renan. Procurado, Gomes confirmou as visitas a Paulo Roberto. “Paulo Roberto é meu amigo. É meu conhecido há 12 anos. Sempre foi uma pessoa muito decente e educada. Era um marqueteiro da Petrobras. Um vibrador (sic) pela empresa.” Gomes diz que “pode ter acompanhado empresários” em visitas a Paulo Roberto. “Mas não consigo lembrar quem”, diz. Ele afirma que às vezes alguns pediam para agilizar uma audiência com Paulo Roberto. E Paulo Roberto, segundo ele, pedia para formalizar o pedido. “Ele era uma pessoa que todo empresário gostaria de conhecer, por causa da força que tinha.” Gomes afirma jamais ter usado o nome de Renan nas conversas com Paulo Roberto nem ter atendido a alguma solicitação de Renan relativa à Petrobras. Ele afirma, ainda, que nunca teve relação comercial com Paulo Roberto. Renan também nega relações com Paulo Roberto.
Por meio de amigos, Fernando Baiano, que está na Europa e foi orientado a não voltar por enquanto ao Brasil, mandou recados às empreiteiras, à família de Paulo Roberto e aos políticos do PMDB. Diz que guardou provas sobre alguns dos principais envolvidos no esquema. Baiano assegura que mantém evidências dos pagamentos feitos a ele por empreiteiras, como Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez. Também diz ter guardado provas de quanto repassou a Paulo Roberto – em dinheiro vivo e em contas secretas no exterior. Contas que, segundo Baiano, Paulo Roberto escondeu até agora das autoridades. O mesmo tipo de prova incrimina, segundo o relato de Baiano, deputados e senadores do PMDB, assim como as campanhas do partido em 2010. A interlocutores, Baiano garantiu ter repassado o equivalente a US$ 8 milhões às campanhas do PMDB em 2010. Parlamentares e operadores do PMDB confirmaram a ÉPOCA o papel desempenhado por Baiano, embora não soubessem precisar o montante repassado por ele. Baiano diz que entregará as provas, no momento certo, aos investigadores. Pretende negociar uma delação premiada. Pode estar blefando, mas as evidências colhidas até agora pela PF, pelo MP e pela reportagem sobre o papel de Baiano – e reveladas por ÉPOCA nos últimos meses – conferem verossimilhança a seus relatos.
O PT, em nota, repudiou “com veemência e indignação as declarações caluniosas do réu Paulo Roberto Costa”. “O PT desmente a totalidade das ilações de que o partido teria recebido repasses financeiros originados de contratos com a Petrobras”, segue o comunicado. O secretário de Finanças do partido, João Vaccari, diz, também por meio de sua assessoria, que “nunca tratou sobre contribuições financeiras do partido, ou de qualquer outro assunto, com o senhor Paulo Roberto Costa”. O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu negou ter tido qualquer responsabilidade na indicação do ex-diretor de Serviços Renato Duque.
O Partido Progressista informa que desconhece as denúncias. Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, negou as acusações e afirmou que entrará com uma ação penal por crime contra a honra contra Paulo Roberto. O advogado de Cerveró, ex-diretor da área Internacional, não respondeu às ligações de ÉPOCA. Por meio de nota, Sérgio Machado, presidente da Transpetro, negou as afirmações feitas a seu respeito por Paulo Roberto. Fernando Baiano não respondeu as ligações. Genu não foi localizado. O senador Lindberg Farias enviou nota a ÉPOCA. “Em janeiro de 2014, Paulo Roberto Costa esteve em três reuniões de preparação do programa de governo de Lindberg. Nessas ocasiões, o ex-diretor da Petrobras tão somente discutiu com especialistas propostas para a área em que detinha conhecimento, a de óleo e gás. Ele não participou de nenhuma forma da captação de doações eleitorais. Não se pode confundir isso com as atividades ilícitas do ex-diretor, posteriormente reveladas pela chamada Operação Lava Jato.”
A Camargo Corrêa informou, por meio de nota, que repudia as acusações contidas no depoimento. O consórcio CNCC, da qual a Camargo faz parte, informou que “reafirma que não realizou nenhum pagamento a Alberto Youssef nem a qualquer de suas empresas e não pode responder por pagamento de terceiros”. A Odebrecht também nega as irregularidades e “repudia especialmente insinuações feitas a partir de menções a nomes de seus integrantes como sendo ‘contatos’ do ex-diretor da Petrobras para supostas operações ilegais”. A Odebrecht afirma que “os executivos citados pelo réu confesso tiveram, sim, contatos com ele, com diretores, ex-diretores e também com membros do corpo técnico da Petrobras, mas apenas para tratar de assuntos estritamente profissionais, relacionados à execução de projetos para os quais a empresa foi contratada pela estatal”.
A Andrade Gutierrez informou “que as duas citações feitas à empresa nos depoimentos deixam claro que não há qualquer envolvimento da companhia com os assuntos relacionados às investigações”. A Iesa declarou que firmou contrato com a empresa Costa Global para serviços de consultoria e assessoria no desenvolvimento de negócios, tendo pagado, em 2013, R$ 300 mil. A Engevix informou que se colocou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. A Queiroz Galvão informa que desconhece o teor dos depoimentos. A UTC afirmou jamais ter pagado qualquer valor a Paulo Roberto. A Mendes Júnior informou que não se pronuncia sobre inquéritos e processos em andamento. A Sanko Sider diz que os depoimentos corroboram sua versão de que foram equivocadamente acusados. A OAS, a Toyo Setal e a Galvão Engenharia não responderam aos telefonemas de ÉPOCA.10/10/2014-DO R.DEMOCRATICA
        
                      

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Não há vazamento no caso Petrobras, afirma Justiça Federal

 Os depoimentos relativos à delação premiada de Costa e Youssef permanecem sob sigilo e não têm a ver, apesar de tratarem do mesmo tema
A Justiça Federal do Paraná divulgou nota rebatendo a acusação de que houve "vazamento" dos depoimentos dos delatores do esquema de corrupção apontado na Petrobras, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. O texto lembra que os depoimentos são relativos a uma das dez ações penais do caso, deflagrado com a Operação Lava Jato da Polícia Federal, na qual ambos foram presos. "Referidas ações penais não tramitam em segredo de Justiça e, portanto, estão sujeitas ao princípio da publicidade", afirma a nota.
A presidente Dilma Rousseff havia criticado em entrevista nesta sexta (10) a divulgação dos depoimentos. "O que eu considero incorreto é divulgar parcialmente num momento eleitoral", disse Dilma.
Diversos petistas, inclusive o presidente da sigla, Rui Falcão, criticaram o que chamaram de vazamento com interesses eleitoreiros --uma vez que ambos os delatores comprometem o PT, o PMDB, o PP, todos partidos aliados de Dilma, e indicam o uso do dinheiro desviado de contratos das estatais para a campanha eleitoral de 2010.
Como lembra a nota da Justiça Federal, os depoimentos relativos à delação premiada de Costa e Youssef permanecem sob sigilo e não têm a ver, apesar de tratarem do mesmo tema, com as declarações disponibilizadas na internet na quinta-feira (9). "O compromisso da Justiça Federal do Paraná é exclusivamente em relação à celeridade e à efetividade do processo", encerra a nota.
DO GAZETADOPOVO

Fernando Henrique diz que Lula mentiu em declaração sobre nordestinos

 
 Ex-presidente posta vídeo para dizer que PT faz demogagia para jogar o povo contra o PSDB
 
Julianna Granjeia - O Globo
 
 
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou um vídeo em sua página de Facebook, nesta sexta-feira, para rebater as críticas de seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, de que o tucano teria criticado a população nordestina por ter votado na presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, no primeiro turno.
— O PT fica fazendo demagogia, querendo nos jogar contra o povo, dizendo que o PSDB fez isso ou aquilo, que eu disse isso ou aquilo, o Lula mentiu, eu não falei de Nordeste ou de nordestinos, nada disso. E lamento que a presidente Dilma Rousseff, sem saber, tenha embarcado nessa. Não é verdade, o povo não é bobo — diz em vídeo, o ex-presidente tucano.
Ontem, durante ato com pestistas em São Paulo, Lula dedicou boa parte de seu discurso para atacar Fernando Henrique Cardoso, que afirmou nesta semana que os eleitores que votaram em Dilma não são pobres, mas desinformados. Ele chegou a dizer que Fernando Henrique representa a elite brasileira, é um "preconceito (de classe) histórico".
— Aquilo não é o pensamento dele. Aquilo é uma cultura deles (PSDB). É uma cultura de dizer que quem não vota neles é mais burro do que quem vota. Ele não falou só do Nordeste ou do Norte. Ele falou da periferia de São Paulo, do Rio, de Belo Horizonte — disse Lula ontem.
Fernando Henrique também afirma que “o povo sabe quem fez o Plano Real” que melhorou a vida dos pobres e dos trabalhadores.
— O povo sabe que quem fez o Plano Real fomos nós, quando fui ministro da Fazenda, que melhorou a vida de todo mundo, dos pobres, do trabalhador. É assim que se combate a pobreza, não é deixando a inflação voltar e depois aconselhando o povo a não comer carne e a comer tomate, frango e ovo. Desse jeito não resolve a pobreza. Nós, do PSDB, fizemos o que dissemos. E deu certo - finaliza o tucano, referindo-se ao secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, que sugeriu que a população brasileira fique atenta à possibilidade de substituir produtos à mesa.
DO WELBI

Parecer aponta superfaturamento de R$ 613 milhões em obras de Abreu e Lima

Engenheiro do Ministério Público Federal cita sobrepreço de 16% sobre valor do contrato
Por Ricardo Brandt, Fausto Macedo
e Mateus Coutinho
Estadão
Parecer técnico do Ministério Público Federal (MPF) aponta superfaturamento de R$ 613,3 milhões nas obras da Unidade de Coqueamento Retardado (UCR) da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, alvo da Operação Lava Jato.
A obra foi executada pelo Consórcio CNCC, controlado pela Camargo Corrêa, no valor de R$ 3,4 bilhões. Segundo o documento, o superfaturamento alcançou 16% do valor final do contrato.”Diante da possibilidade de um superfaturamento dessa monta, não se pode cogitar que toda a rentabilidade do CNCC se restringe ao lucro de 9,96% explicitados na proposta comercial”, observa o parecer em referência à estimativa de lucro apresentada pela CNCC durante a licitação.
Coqueamento retardado é um processo térmico utilizado em refinarias de petróleo. O processo é importante especialmente para óleos pesados. As obras da Abreu e Lima são alvo cental da Lava Jato, que desvendou grande esquema de lavagem de dinheiro e corrupção na Petrobrás.
“A relação entre a receita e os custos (rentabilidade) pode alcançar um patamar de quase 26%, dos quais 16% de forma irregular”, assinala o engenheiro Rafael Martins, assistente técnico do Ministério Público Federal.
Martins emitiu parecer técnico sobre laudo de perícia criminal da Polícia Federal. O documento faz parte dos autos da Operação Lava Jato.
“Valendo-se de metodologias consolidadas da engenharia de custos e de atuações técnicas do Tribunal de Contas da União (TCU), vislumbrou-se um superfaturamento de até R$ 613,25 milhões, 16% do valor final do contrato”, cravou o engenheiro do MPF.
O assistente técnico anota que “o valor estimado de superfaturamento nessa obra específica era inferior e já fazia menção ao pagamento não justificado de R$ 38 milhões para a Sanko-Sider e Sanko Serviços”.
VEJA A ÍNTEGRA DO PARECER
As empresas do Grupo Sanko são fornecedoras de tubos e serviços para o consórcio, que, segundo o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, serviu para alimentar as propinas pagas a políticos do PT, PMDB e PP.
Na quarta-feira, 8, em depoimento a Justiça Federal, em Curitiba, o ex-diretor da Petrobrás e o doleiro confessaram que operavam um esquema de superfaturamento de contratos, pagamento de propina por empresas que em cartel dividiam os pagamentos e serviços da estatal, lavagem de dinheiro e caixa 2 nas obras da Refinaria Abreu e Lima.
Segundo eles, no caso do Consórcio CNCC, o contrato de R$ 3,4 bilhões rendia R$ 34 milhões em propina ao PP, segundo contou Youssef em detalhes. As propinas eram pagas também nos contratos de outras diretorias. Ao todo, a lavanderia alvo da Lava Jato movimentou mais de R$ 10 bilhões em recursos.
A reportagem entrou em contato com o consórcio CNCC na noite desta quinta, mas foi informada que, devido ao horário, a empresa só conseguiria responder à soliticação nesta sexta.
COM A PALAVRA, O GRUPO SANKO SIDER
O Grupo Sanko Sider assinala que “é uma empresa conceituada, regularmente constituída há 18 anos”. “Vende tubos de aço, flanges e conexões de alta qualidade a todos os segmentos do mercado, notadamente os especializados em óleo e gás. Todas as suas vendas se dão por meio de contratos legítimos; os pagamentos ocorrem pelo sistema bancário, contra notas fiscais devidamente contabilizadas e tributadas. Nossas normas de conduta sempre determinaram comportamento de respeito estrito às leis.”
O Grupo Sanko Sider protesta com veemência porque alega que tem sido “fortemente prejudicado, equivocadamente acusado, vítima de ilações, acusações e afirmações levianas”
10 outubro 2014-DO R.DEMOCRATICA

Prendam os donos de Ibope e Datafolha. Ibope apresenta Aécio 28% à frente no Sul, Datafolha apenas 9% de frente. E tem mais.


Datafolha apresentou um resultado e o Ibope correu para apresentar os mesmos números sobre a corrida presidencial na noite de ontem. Fez malabarismos mil. Só esqueceu um detalhe: corrigir seus dados região por região. Foi um vexame.
Observem os números. Enquanto Aécio vence Dilma com diferença de 28 pontos na região Sul segundo o Ibope, essa diferença cai para apenas 9% no Datafolha. Enquanto o mesmo Aécio abre 21% de vantagem no Sudeste, no mesmo Sudeste na pesquisa Ibope, o Datafolha encontrou apenas 10% de vantagem para o tucano. Ou seja: Os bandidos que manipulam as tabelas, para não passarem o vexame de mudar tão rapidamente do primeiro para o segundo turno, combinam de tirar votos do tucano mas esqueceram de combinar a região. Deu nisso.
Está vergonhoso. Está imoral. As duas pesquisas indicam praticamente os mesmos números nas demais regiões - Norte, Nordeste e Centro Oeste -, e o resultado geral continua sendo o mesmo. É caso de cadeia. Estão fazendo o brasileiro de otário. A rede Globo também é cúmplice, pois não questiona tais números, apenas os apresenta.
É humanamente impossível dois institutos de pesquisa irem à campo numa mesma região como o Sul, nas mesmas datas, e apresentarem resultados tão distantes. É máfia. A mesma máfia que elevava a aprovação a Dilma sempre que um novo escândalo ocorria no País.
DO MEUARARIPE-RONALDOLACERDA

Coisa de retardada – Ao lado de Collor, Dilma promete combate ‘sem trégua’ à corrupção



Ao lado do governador eleito Renan Filho (PMDB), filho do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e do senador reeleito Fernando Collor (PTB), a presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira (9) em Maceió (AL) que o governo dela "não varre corrupção para baixo do tapete".
Na capital alagoana, Dilma encerrou seu périplo de dois dias por cinco Estados nordestinos. Antes de chegar a Alagoas, ela passou nesta quinta por Bahia e Sergipe. Na quarta-feira (8), esteve no Piauí e na Paraíba.
Candidata à reeleição, Dilma cumprimentou Renan Filho, eleito no primeiro turno com 52% dos votos, e Collor, reeleito com 56% dos votos para o Senado. O senador e ex-presidente da República, no entanto, não foi convidado a discursar. Dilma disse que seu governo tem como princípio o "combate sem dó à corrupção, doa a quem doer".
"O meu governo não varre a corrupção para baixo do tapete. E o combate a ela tem que ser sem tréguas", disse a presidente ao lado dos políticos cujas famílias já se envolveram em diferentes escândalos. Desde o primeiro turno destas eleições, Dilma tem o apoio de Renan Filho e Collor.
Em Alagoas, Dilma conseguiu 703,6 mil votos (50%). Seus adversários, Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), obtiveram, respectivamente, 356,6 mil (25%) e 311,5 mil (22%) dos votos alagoanos. Esta é a primeira vez que Dilma visita Alagoas nestas eleições. Ela não gravou participações nos programas eleitorais de Renan Filho e Collor no primeiro turno.
DO ABOBADO

CORRUPÇÃO EXPLODE, DERRETE A CAMPANHA DA DILMA E FAZ AÉCIO NEVES AVANÇAR NO 2º TURNO.

Corrupção na Petrobras derrete bandeira de Dilma



Neste vídeo da TVeja, a apresentadora Joice Hasselmann realiza um bate-papo com os jornalistas comunistas do site de Veja, Ricardo Setti e Augusto Nunes. O assunto em foco é, claro, a campanha eleitoral do segundo turno e o impacto evidente sobre o humor dos eleitores da escandalosa roubalheira na Petrobras, que vem a público em delação premiada, pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que foi nomeado pelo Lula. Aliás, Lula o tratava como "Paulinho" que, por sua vez, vamos dizer assim, se dava bem, ingualmente, com a Dilma. Afinal, Dilma presidiu o Conselho da Petrobras.
Curioso também é parte do depoimento do doleiro Alberto Youssef. Ele revela minuciosamente como o dinheiro era desviado dos cofres da Petrobras. Segundo consta, o sistema de corrupção tinha até mesmo uma ata, que registrava meticulosamente a gatunagem levada a efeito pelo PT, como fazem notar os analistas de Veja.
Como se vê, os delatores Paulinho e Youssef falam, conforme se ouve no audio, calmamente e detalhadamente, revelando em minúcias todo o esquema criminoso.
Descobre-se também a vergonhosa e deletéria atividade dos empresários das grandes empreiteiras, dentre eles peixes grandes como Odebrecht, Carmargo Correia dentre outras. Aliás, a Odebrecht, por exemplo é patrocinadora das palestras de Lula no exterior. Neste caso, o jornalista Augusto Nunes observa que Lula atua como uma espécie de "camelô" dos empreiteiros que nadam de braçada, feitos Tio Patinhas, em montanhas de dinheiro!
Ao longo do bate-papo de TVeja, os jornalistas analisam, como não poderia deixar de ser, o impacto das denúncias de roubalheiras agora delatadas em viva voz por dois de seus principais operadores. Concluem que será impossível que a revelação dessas denúncias não tenha qualquer impacto sobre a decisão do voto por parte dos eleitores. E isso, de alguma forma, já começa a aparecer nas pesquisas de intenção de voto que colocam o oposicionista Aécio Neves superando numericamente a Dilma na largada do segundo turno.
Portanto, torna-se imprescindível que todos vejam este vídeo, porquanto sintetiza de forma descontraída e até mesmo bem humorada, aquilo que todos os brasileiros devem saber sobre a verdadeira ameaça que representa ao presente e futuro dos brasileiros a eventualidade, ainda que pouco provável, do risco que seria conceder mais um mandato para esse governo desastroso do PT.
DO ALUÍZIOAMORIM
Por Augusto Nunes
Nas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira, tanto o Ibope quanto o Datafolha atribuíram 46% das intenções de voto a Aécio Neves e 44% a Dilma Rousseff. Considerados apenas os votos válidos, os índices sobem para 51% e 49%. Quer dizer que Aécio tem uma vantagem de 2 pontos percentuais? Não necessariamente. Como a margem de erro, para cima ou para baixo, é também de 2 pontos, pode ser que Dilma esteja à frente de Aécio. Tudo somado, os dois institutos informam que a situação é de “empate técnico”.
Naufragaram de novo, constatou há poucos minutos o DataNunes. Criado para antecipar-se à desmoralização imposta pelas urnas aos profetas sem rumo, o DataNunes não faz pesquisas; faz constatações. Para calcular a posição de cada candidato e a diferença que os separa, baseia-se na direção e força dos ventos e na temperatura política, aferidas pelos critérios do bom senso e do apreço à verdade. A margem de erro é inferior a zero e o índice de confiabilidade passa de 100%. Sempre que o Ibope e o Datafolha concluírem alguma pesquisa, o DataNunes divulgará um novo boletim.
O primeiro ficou pronto há meia hora. Aécio está com 53% dos votos válidos e Dilma com 47%. O candidato tucano tem uma vantagem de 6 pontos percentuais. E continua subindo.
09/10/2014-DO RDEMOCRATICA

Aécio Neves: 'O castelo de cartas do PT está desabando'

No Rio, o candidato do PSDB afirmou que depoimentos de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa mostram que corrupção na Petrobras é institucionalizada
Pollyane Lima e Silva, do Rio de Janeiro
O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, durante coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (09), no Rio de Janeiro
(Ricardo Moraes/Reuters)
A campanha do PSDB está pronta para explorar maciçamente cada novo capítulo do esquema de corrupção da Petrobras. Quando chegou a seu comitê de campanha no Rio de Janeiro, para onde convocou uma entrevista coletiva no fim da tarde desta quinta-feira, Aécio Neves pediu aos jornalistas para fazer uma introdução antes de responder a perguntas. Em pauta, o principal assunto do dia: os depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor Paulo Roberto Costa, afirmando que a propina abastecia o partido da presidente Dilma Rousseff. A crítica do candidato foi firme: "Chego à conclusão de que esse esquema é algo institucionalizado pelo PT. Não é a oposição que está falando, são duas pessoas envolvidas na organização criminosa. Em qualquer país do mundo, seria o maior escândalo da história. O Brasil não pode se acostumar com isso".
Considerando o assunto "extremamente grave", Aécio pediu que todas as informações sobre o caso cheguem aos brasileiros e prometeu, se eleito, qualificar a gestão pública do país. "Meu compromisso será com os resultados, não com a companheirada”, afirmou, em referência ao termo usado pelos petistas para definir os correligionários.
Confiante com a vitória e ironizando os institutos de pesquisas de intenções de votos que não identificaram sua passagem para o segundo turno com facilidade, o peessedebista disse que os ataques que já vem sofrendo de Dilma mostram o "desespero" de uma presidente que caminha para ser derrotada.
"O que eu vejo é que esse castelo de cartas no que se transformou o governo do PT está desabando. E nós estamos prontos para colocar, no lugar, uma edificação sólida", afirmou.
09/10/2014
DO R.DEMOCRATICA