quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Conselho de Ética da Câmara aprova cassação de André Vargas

Gabriel Castro, Veja
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, por onze votos a zero, o parecer que pede a cassação do deputado André Vargas (sem partido-PR). A decisão foi tomada ontem. O petista foi flagrado pela Polícia Federal em conversas com o doleiro Alberto Youssef, operador de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro desbaratado pela Operação Lava Jato.
Agora, o caso segue para o plenário da Câmara, onde o processo de cassação será analisado com voto aberto. Antes disso, a defesa de Vargas pode recorrer à Comissão de Constituição e Justiça para apontar alguma falha regimental ou constitucional no processo. O prazo é de cinco dias úteis a partir desta quinta. Mas é improvável que os defensores de Vargas tenham sucesso
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Deputado André Vargas (sem partido) - Foto: Dida Sampaio / Estadão Conteúdo

Situação de Graça Foster fica insustentável: ela tem que ser demitida!

Graça Foster e Dilma: grandes companheiras, e às favas o povo brasileiro!
A presidente da Petrobras, Graça Foster, e o ex-diretor da Área Internacional da estatal Nestor Cerveró doaram imóveis a parentes após estourar o escândalo sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, como mostram registros em cartório obtidos pelo GLOBO no início da tarde desta quarta-feira. A movimentação envolve apartamentos em áreas valorizadas do Rio. Ao tomar conhecimento da notícia divulgada pelo GLOBO, os ministros do TCU decidiram suspender a sessão que analisava na tarde de hoje o bloqueio de bens de ex-dirigentes da Petrobras.
Os bens mudaram de mãos antes de o Tribunal de Contas da União (TCU) determinar o bloqueio do patrimônio de dez gestores da Petrobras apontados como responsáveis por um prejuízo de US$ 792,3 milhões na compra da refinaria. O bloqueio foi determinado no dia 23 de julho justamente para garantir que os bens não sejam movimentados pelos gestores e possam garantir o ressarcimento aos cofres da estatal.
Não podemos mais falar “a cada enxadada, uma minhoca”, pois bicho tão pequeno não serve de metáfora adequada para o PT. A cada enxadada, uma sucuri! Ou a cada enxadada, uma Anaconda! É realmente um espanto a forma com a qual esse pessoal faz essas estripulias à luz do dia, cientes de uma impunidade plena. É quase um escárnio.
Será que os dois acharam que jamais seriam descobertos? Talvez no Brasil que eles querem construir, aquele com uma “imprensa democrática”, ou seja, com controle partidário dos meios de comunicação. Seria o fim do jornalismo que investiga, a pedra no sapato autoritário dos safados.
Antes eu já era da opinião de que Graça Foster não tinha mais condições de presidir a maior empresa do país, e deveria pedir demissão. Essa etapa passou. Ela resolveu insistir, permanecer no cargo. Agora só há uma alternativa: Foster tem que ser demitida!
Se Dilma e o PT ainda têm um pingo de vontade de preservar ao menos as aparências de respeito às normas, na linha da hipocrisia como homenagem que o vício presta à virtude, então Graça Foster precisa ser mandada para o olho da rua. Mas sabemos que o PT não liga mais a mínima nem mesmo para as aparências…
Rodrigo Constantino

ELEGER DILMA OU MARINA SILVA SIGNIFICA ENTERRAR A DEMOCRACIA E A LIBERDADE E ENFRENTAR A ESCASSEZ DE ALIMENTOS COMO EM CUBA E AGORA NA VENEZUELA

Essas fotos mostram cenas insólitas vividas pelos venezuelanos. Quando a mídia brasileira as publica é pelo aspecto inusitado e o fato real é desligado da questão ideológica. Quem produz esse noticiário de forma trivial e anódina, sem estabelecer o vínculo com a sua causa, são os jornalistas, esses vagabundos mentirosos a serviço do PT do Lula, da Dilma e da Marina ecochata e seus sequazes. É disso que trata o texto que segue. Leiam, repassem aos seus amigos, espalhem nas redes sociais. Trata-se na verdade de um guia para escapar da arapuca que está sendo montada para destruir a democracia e a liberdade de todos nós brasileiros!
Este blog tem centenas de leitores na Venezuela. Entretanto, a leitora que se identifica pelo pseudônimo de Lucecita, quando faz algum comentário aqui neste espaço não joga palavras fora. Normalmente revela mais uma faceta sinistra do regime comunista bolivariano.
Desta feita, Lucecita se manifesta assim: Aluízio, te dou uma notícia de última hora: Maduro anunciou que os venezuelanos terão que registrar suas impressões digitais para comprar produtos em mercados estatais e privados. E ironiza: É o cartão de racionamento cubano do século XXI! Teremos que nos identificar colocando nossas impressões digitais num equipamento de tecnologia biométrica para que nos vendam comida, remédios etc... Assim regularão a quantidade e a frequência como que compramos. Nos terão mais vigiados e controlados!
Como os caros leitores podem ver, não se trata apenas de uma notícia, mas uma advertência séria para os brasileiros, já que o governo do Lula, Dilma e seus sequazes, é irmão siamês do chavismo bolivariano. Afinal, tanto a ditadura de Maduro, o sucessor do finado caudilho Hugo Chávez, como o governo do PT, integram o Foro de São Paulo, a organização comunista fundada por Lula e Fidel Castro, fato comumente escamoteado pelos Patus da Folha de S. Paulo e por Noblats de O Globo e Boneres e Poetas da Rede Globo.
Quando a grande imprensa brasileira perde de goleada para este modesto blog que não está alojado em nenhum grande portal noticioso, no que respeita a variados assuntos como o Foro de São Paulo e a desgraça vivida pela Venezuela, é um sinal evidente de que algo está completamente fora de lugar. Ou melhor, leitores e telespectadores estão sendo enganados por esses trapaceiros que vivem cheirando os rabos da Dilma, do Lula e do Zé Dirceu, e mais recentemente, passaram a lamber as partes baixas de Marina Silva.
SÓRDIDOS, IDIOTAS
E MISTIFICADORES!
Acreditem. Gostaria de estar aqui escrevendo em alto nível sobre política, ciência, tecnologia, cultura, filosofia, enfim, tentando contribuir para elevar o debate. Mas confesso que isso é impossível, dado ao fato de que estamos lidando com psicopatas em todas as esferas. Eles estão no governo, nas universidades e na grande imprensa nacional infestada de Patus, Noblats, Gasparis, Jânios de Freitas e similares. E a linguagem que os psicopatas entendem é a linguagem rasteira, chula e indecorosa, como é indecoro esse governo ladravaz e trapaceiro que se arvora em dono do Brasil, como é indecorosa essa imprensa subserviente aos assassinos da democracia e da liberdade.
No que respeita à Venezuela, o noticiário veiculado pelas redes de televisão, rádio e sobretudo os jornalões, é mistificadora, mentirosa. Seus jornalistas fazem o jogo do Foro de São Paulo, que é comandado pelo PT e evitam mostrar para os brasileiros o que se passa no país vizinho, pois isto significa antecipar o que vai acontecer no Brasil caso a Dilma seja reeleita ou vença a candidata Marina Silva, que é o plano B do PT. Foro de São Paulo, Venezuela bolivariana e comunismo são assuntos intocáveis, foram transformados em tabus por esses depravados e catadores de caraminguás estatais que habitam as redações da maioria dos veículos de mídia.
COM DILMA OU MARINA VIRÁ
A ESCASSEZ DE ALIMENTOS
Vencendo a Dilma ou a Marina, o Brasil entrará na nova fase de transformação comunista que trará de forma imediata a escassez de alimentos, de medicamentos e demais bens e serviços. 
Nesta altura será recriado o SAPS, que era um mercado estatal que o festejado governo do idiota do Jango Goulart, cujos restos foram exmumados pelos tarados necrófilos do PT, criou no Brasil e foi um fracasso total.
A economia brasileira já está completamente avariada. E isso não é um fato episódico e decorrente de qualquer cenário negativo interno ou externo. Faz parte do esquema comunista bolivariano que está sendo aplicado pelo governo do PT, da mesma forma que foi feito na Venezuela. 
E, como já noticiei aqui no blog em matéria exclusiva, o PT já tem pronto não apenas o esquema dos sovietes, os conselhos populares para formular políticas públicas substituindo o Congresso Nacional, mas também o plano da Constituinte Exclusiva para escrever uma nova Constituição, como aconteceu na Venezuela chavista. E isto será feito por meio de um plebiscito e significa o fim da democracia e da liberdade e o início de uma ditadura comunista com a perseguição e a prisão de dissidentes, escassez de alimentos, fechamento de indústrias, etc...
PSICOPATAS DEPRAVADOS, 
IMORAIS E MENTIROSOS
Como podem ver, a grande imprensa dos Rossis, Patus, Leitões, Noblats, Fernandos Rodrigues, Boneres e Poetas, Marinhos, Estadões, Frias e similares menos votados, nem por isso menos perniciosos, não dá uma nota sequer sobre essa funesta realidade que paira no horizonte do Brasil.
No entanto, dão páginas inteiras sobre o Leitão e a jibóia. Depois de mais de 50 anos da crise que levou os militares ao poder e que foi a salvação do Brasil, esses vagabundos todos ficam martelando todos os dias sobre o passado. E esta é uma forma criminosa de lavagem cerebral comunista. Todos sabem que a crise que levou os militares ao poder no Brasil foi desencadeada pelos comunistas que jamais queriam a democracia, mas substituir uma ditadura militar por um governo comunista. A rigor, nem ditadura era, se compararmos o governo dos militares com as ditaduras comunistas como a cubana, norte-coreana e agora venezuelana, equatoriana, argentina e boliviana.
Se a América Latina inteira está sendo seviciada por esse bando de psicopatas criminosos, o sucesso dessa nefasta empreitada se deve sobretudo aos jornalistas. E eu falo de cadeira sobre essa gentalha porque sou jornalista em atividade há mais de 40 anos e os conheço muito bem. É a classe mais nojenta, mentirosa, depravada, viciada em drogas, diletante e imoral. Lamentavelmente é a esmagadora maioria. Calculo que passa de 90% o número desses semoventes. E não estou dizendo nenhuma novidade. Os leitores mais atentos sabem que estou apenas revelando o que ninguém tem a coragem de fazê-lo. E a verdade é tão verdadeira que atualmente, pelas circunstâncias políticas, isso fica mais do que evidente, se expõe de forma nua e crua, bastando para corroborar a minha assertiva que se abra um jornal ou se assista televisão! 
CURSO DE JORNALISMO:
POCILGAS IDEOLÓGICAS
No final das contas, neste país de quase 200 milhões de habitantes, sobrou apenas um veículo de mídia independente que é a revista Veja. E o nível de baixeza das redes de televisão é tamanho que o site da revista Veja criou a TVeja, ou seja, televisão pela internet e que nem de longe possui os recursos das grandes emissoras de TV. Mas os programas da TVeja demonstram uma qualidade jornalística infinitamente maior que a potente Rede Globo! É que Veja faz jornalismo, o restante dos veículos são diários oficiais do PT e seus jornalistas militantes da causa comunista. Esta é a verdade irrefutável. E não preciso dizer mais nada.
Se a vagabundagem, a roubalheira, a desfaçatez, a violência, o golpismo comunista imperam e conspurcam a Nação brasileira, isto se deve à maioria dos jornalistas e dos empresários de comunicação, com exceção do Grupo Abril, já que a opinião pública em sociedades complexas é formada pela grande mídia e isto não poderia ser diferente dado ao fato do extraordinário aumento populacional do planeta. A "desinformação" passa a ser a matéria prima para levar as massas a uma visão completamente distorcida da realidade.
O nível de estupidez, oportunismo e idiotismo ideológico é tamanho que o Brasil é o único país do mundo em que os jornalista apoiam a censura à imprensa - denominam controle social da mídia (social uma ova!) e a Federação Nacional dos Jornalistas e todos os sindicatos da categoria foram transformados e aparelhos do PT. Os depravados sindicaleiros jornalistas preocupam-se muito com o diploma de curso de jornalismo. E sabem o que são os cursos de jornalismo? pocilgas, locus de vagabundos de todos os tipos que deveriam ser fechados para sempre. É lá que é feita a lavagem cerebral dos jovens que depois chegam às redações e se transformam em autômatos, vejam só, a serviço de Lula, Zé Dirceu, Dilma, Genoino, Stédile, Gilberto Carvalho et caterva. O resultado está aí. Uma brutal desinformação capaz de enveredar o Brasil logo adiante pelo caminho tomado pela Venezuela.
VEJAM POR EXEMPLO ESTA MATÉRIA DA AGÊNCIA FRANCE PRESS QUE É PUBLICADA POR DIVERSOS JORNAIS EM TODO O MUNDO. NOTEM COMO TRATAM A ESCASSEZ NA VENEZUELA. NA VERDADE ESSE TEXTO PARECE UM PRESS RELEASE NO DEPARTAMENTO DE PROPAGANDA DO CHAVISMO. O QUE ACABEI DE AFIRMAR NO TEXTO ACIMA ESTÁ COMPROVADO AQUI

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Em jingle, Aécio diz que ‘não depende de padrinho e não precisa de patrão’

(Foto: George Gianni/PSDB)
O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves (Foto: George Gianni/PSDB)
Por Bruna Fasano, de São Paulo, para o site de VEJA
Os primeiros jingles de Aécio Neves foram distribuídos aos 27 coordenadores estaduais da campanha tucana à Presidência da República nesta segunda-feira.
Aécio divulgou um guia prático de como sua coligação, composta por nove partidos, deve produzir material publicitário. Junto com o guia, os coordenadores receberam um CD com fotos e santinhos.
Um dos jingles foi elaborado em ritmo de forró, e o outro, com levada pop (ouça abaixo).
No forró, a letra diz que Aécio é “sujeito de raiz” e lembra que ele é neto do ex-presidente Tancredo Neves.
Na versão pop, o tucano alfineta a presidente-candidata Dilma Rousseff, que tem em Lula seu principal fiador. A letra diz que “Aécio não depende de padrinho, não precisa de patrão”.



DO RSETTI

TSE permite divulgação de análise econômica crítica sobre candidatos

O plenário do TSE decidiu, por maioria, na sessão desta terça-feira, 19, considerar totalmente improcedente a representação proposta pela coligação Com a Força do Povo, que tem Dilma Rousseff como candidata à reeleição ao cargo de presidente da República, contra a empresa Empiricus Consultorias & Negócios, por suposta propaganda veiculada na internet com conteúdo negativo direcionado à Dilma Rousseff e elogios a Aécio Neves, candidato da coligação Muda Brasil.
Por maioria, os ministros entenderam que não houve propaganda eleitoral paga e nem de qualquer espécie nas considerações feitas pela empresa sobre a oscilação do mercado financeiro em caso da vitória de Dilma ou de Aécio. O relator, ministro Admar Gonzaga, votou no sentido de multar a empresa em R$ 15 mil por considerar que houve propaganda paga na internet, o que é vedado pela lei das eleições (9.504/97).
O pedido para a aplicação de multa e a retirada da suposta propaganda da internet considerava que a empresa estaria veiculando os seguintes anúncios: “Como se proteger da Dilma: saiba como proteger seu patrimônio em caso de reeleição da Dilma, já” e “E se o Aécio Neves ganhar? Que ações devem subir se o Aécio ganhar a eleição? Descubra aqui, já”.
Ao manter os argumentos que usou para deferir a liminar, o ministro Admar Gonzaga afirmou que, para ele, houve excesso com as expressões utilizadas nos anúncios postados na internet. O ministro ressaltou ainda que, no caso, a publicidade não só menciona o pleito futuro, por meio de propaganda paga na internet, como também faz juízo positivo e negativo sobre dois candidatos ao pleito presidencial. De acordo com o relator, houve “clara estratégia de propaganda subliminar”.
O ministro Gilmar Mendes abriu a divergência ao declarar que “não vamos querer que a Justiça Eleitoral, agora, se transforme em editor de consultoria”. Disse que, ao contrário do relator, teme que “esse tipo de intervenção da Justiça Eleitoral em um tema de opinião venha a, realmente, qualificar uma negativa intervenção em matéria de livre expressão”. “Tentar tutelar o mercado de ideias não é o papel da Justiça Eleitoral.”
O ministro Luiz Fux votou com a divergência. O critério da Justiça Eleitoral, para ele, “é de respeitar a soberania popular e manter o minimalismo diante do jogo democrático”. A divergência também foi seguida pelos ministros João Otávio de Noronha, Luciana Lóssio e pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. A ministra Laurita Vaz votou com o relator em favor da aplicação de multa.

Pastor Everaldo injetou ficção no Jornal Nacional

O principal problema da candidatura presidencial do Pastor Everaldo é que o grosso do eleitorado é incapaz de enxergar consistência nela. E o candidato, brindado com uma entrevista de 15 minutos no Jornal Nacional, revelou-se incapaz de demonstrá-la. Quem assistiu ficou com a impressão de que Deus talvez não exista. Se existisse, já teria convencido a maioria dos eleitores a alçar o presidenciável-pastor ao topo das pesquisas.
Sob Lula, Pastor Everaldo e o seu Partido Social Cristão apoiavam o governo. Na sucessão de 2010, ensaiaram o apoio à candidatura presidencial do tucano José Serra. Súbito, bandearam-se para a coligação de Dilma Rousseff. Na sequência, o PSC foi brindado com uma doação de R$ 4,7 milhões proveniente das arcas do PT. Patrícia Poeta espetou: esse foi o preço do seu apoio, quase R$ 5 milhões?
O pastor reconheceu o recebimento do donativo. Mas declarou que a aliança com Dilma, selada em 30 junho de 2010, baseou-se em “princípios”. Os meio$, segundo ele, só pingaram na caixa registradora do PSC quase três meses depois, em 22 de setembro. Foram doações legais, disse Everaldo, para custear material feito para a campanha.
Depois da posse de Dilma, o pastor e suas ovelhas queixaram-se à bispa do Planalto. Dilma entregara aos comunistas do PCdoB o comando do Ministério dos Esportes e da Agência Nacional do Petróleo. Com um deputado a mais, os cristãos do PSC foram excluídos do paraíso. E reivindicaram um pedaço da máquina pública. Não é toma-lá-dá-cá?, quis saber Patrícia Poeta.
E o Pastor Everaldo: Olha, quando fizemos o acordo para a coligação, nós defendemos os princípios em que acreditamos. E o governo chama as pessoas que ajudaram para compor o governo. Nós tínhamos um número maior, elegemos mais do que o PCdoB. Então, esperávamos um espaço no governo.
Mas isso é um toma-lá-dá-cá, sentenciou Patrícia Poeta. O pastor renegou o veredicto três vezes. Primeiro, sem muita convicção: não acredito que seja. Depois, um pouco mais enfático: não é. Finalmente, como um cristão saltando da cova dos leões, o pastor soou peremptório: não é toma-lá-dá-cá.
O partido do pastor ficou decepcionado com Dilma, ele reconheceu. Mas antes que o telespectador concluísse que não há grande diferença entre os irmãos do PSC e os ímpios de um PR ou de um PTB, o Pastor Everaldo apressou-se em esclarecer: nós ficamos decepcionados pela maneira como foi formado o governo. Hã?
Tomado pelas palavras, o pastor parece enxergar na equipe de Dilma uma legião de pecadores. A composição do governo contrariou os princípios que o PSC defende, ele afirmou. Nós defendemos a vida do ser humano desde a sua concepção, acrescentou. Defendemos a família como está na Constituição brasileira, aditou.
O lero-lero não fazia muito sentido. A audiência ficou sem saber que diabos (ops!) tem a ver o carguinho que Dilma sonegou ao PSC com a cruzada do partido contra o aborto e a favor da família. Mas o pastor esticou a prosa: verificamos que a maneira como foi montado o governo contrariava esses princípios. Daí a decepção. Hã, hã…
William Bonner disse ao entrevistado que o Brasil defendido no programa do PSC é um país que, para ser feito, exigiria inclusive reformas na Constituição. Como um partido que dispõe de bancada nanica —17 deputados e um senador— conseguiria prevalecer no Congresso?
O meu exemplo de governo é o de Itamar Franco, respondeu o Pastor Everaldo. Ouviu-se ao fundo um barulhinho. Era o ruído do Itamar revirando na tumba. Ele assumiu numa situação difícil do país, prosseguiu o candidato. Chamou todas as forças políticas, todos os representantes no Congresso. E apresentou, com transparência, o plano da estabilidade econômica do país. E todos não puderam negar apoio.
Imaginando-se dotado de poderes celestiais, o pastor disse acreditar que, eleito, o Congresso jamais lhe negaria apoio para aprovar medidas que fossem expostas à população com transparência. Hummm… Até o Plano Real, desembrulhado na gestão Itamar sob a luz do Sol, sem o segredo dos fracassados pacotes econômicos anteriores, arrostou a oposição barulhenta do ex-PT. Porém, num hipotético governo do presidente-pastor, o Planalto operaria o milagre do Congresso unânime.
Willian Bonner tentou resgatar o telejornal do universo da ficção: candidato, no mundo real, as concessões que o senhor será obrigado a fazer para realizar as mudanças que planeja vão descaracterizar suas propostas. O senhor sabe disso. Não, o pastor não sabia. Ele parecia decidido a subverter a grade de programação da Globo, antecipando o início da novela Império, de Aguinaldo Silva.
Olha, eu vou fazer um corte na carne, afirmou o Pastor Everaldo. Eu defendo um Estado mínimo, vou reduzir o número de ministérios de 39 para 20. Vou passar para iniciativa privada todas as empresas que hoje são foco de corrupção. Rendido, Bonner deu asas à fantasia: é uma privatização em massa? E o entrevistado alçou voo: privatização, privatização. Tudo o que for possível.
Bonner tomou gosto pela brincadeira: Petrobras, inclusive? Presidenciável de 3%, o pastor enxergou-se na poltrona de presidente da República. Cenho grave, falou como se premiasse o entrevistador com um furo de reportagem: eu vou te antecipar, então, a notícia aqui: vou privatizar a Petrobras. Uma empresa que foi orgulho nacional hoje é foco de corrupção. Tem uma dívida astronômica de mais de R$ 300 bilhões. Então, eu vou privatizar!
Bonner deu corda: o senhor vai privatizar o Banco do Brasil também? O pastor levou o pé ao freio: o Banco do Brasil e a Caixa Econômica representam a segurança do sistema financeiro. Então, não vamos mexer no Banco do Brasil nem Caixa Econômica. Quando se imaginava que o candidato tivesse se dado conta de que também está sujeito à condição humana, ele voltou ao seu estado anormal: tudo o que for possível passar para a iniciativa privada nós vamos passar. A BR Distribuidora, a Infraero…
Patrícia Poeta interveio para lembrar ao entrevistado que as promessas do seu programa de governo não vieram acompanhadas da fonte de recursos. Melhorias na Saúde, na Educação, nos Transportes…, ampliação dos programas sociais, investimentos maciços na PF e nas Forças Armadas. De onde vai tirar o dinheiro?
Pastor Everaldo não se apertou com a matemática: à medida que eu transfiro para a iniciativa privada essas empresas que dão rombo e tiram dinheiro do Tesouro, sobram recursos dos impostos para aplicar na Educação e na Saúde. Bonner convidou o candidato a servir-se do minuto final para discorrer sobre suas prioridades.
Nesse ponto, o Pastor Everaldo converteu a bancada do JN num púlpito de igreja. Minha irmã, meu irmão brasileiro. Eu reafirmo meu compromisso em defesa da vida, do ser humano desde a sua concepção, disse o companheiro do deputado-pastor Marco Feliciano. Eu defendo a família… Nós somos um país democrático e respeito a todas as pessoas, mas casamento, pra mim, é homem e mulher. Sou contra a legalização das drogas.
Da pauta moral, Pastor Everaldo saltou para a agenda antiviolência: vou criar o Ministério da Segurança Pública. Para quê? Hoje, o cidadão de bem está preso dentro de casa e o bandido está solto na rua. Vou inverter essa lógica e botar ordem na casa. Para encerrar, o pastor serviu um bombom tributário: a partir de 1º de janeiro de 2015, todo trabalhador que ganhe até R$ 5 mil por mês estará isento do Imposto de Renda na fonte. Aleluia!
Pastor Everaldo despediu-se com uma frase de efeito: eu defendo mais Brasil e menos Brasília na vida do cidadão brasileiro. Evocou o Todo-Poderoso: Deus abençoe você, Deus abençoe sua família, Deus abençoe o nosso querido Brasil. Falou em Deus com tal convicção que o telespectador ficou tentado a acreditar que Ele realmente não existe. Se existisse, o presidenciável do PSC seria um fenômeno eleitoral, não uma piada.
- Serviço: aqui, a íntegra da entrevista.
DO JOSIASDESOUZA

terça-feira, 19 de agosto de 2014

‘O califado petista’, de Arnaldo Jabor

Publicado no site do Globo
As eleições para presidente não serão “normais” — apenas uma disputa entre dois partidos para ver quem fica com o poder. Não. Trata-se de uma batalha entre democratas e não democratas. Está na hora de abrirmos os olhos, porque está em curso o desejo de Dilma e seu partido de tomar o governo para mudar o Estado. Não tenho mais saco para tentar análises políticas sobre a “não política”. Não aguento mais tentar ser “sensato” sobre a insensatez. Por isso, só me resta fazer a lista do que considero as doenças infantis do petismo, cuja permanência no poder pode arrasar a sociedade brasileira de forma irreversível.
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DO A.NUNES

Um país errado – Criação de emprego em 2013 foi puxada pelo funcionalismo público

Vocês querem um exemplo de um país errado? Pois não! Sabem quem puxou a criação de empregos no ano passado? O funcionalismo público. Pode-se tentar dourar a pílula aqui e ali, mas o fato é que mais contratou quem não gera riqueza, mas a consome: o estado. A melancolia não é por acaso. Leiam o que vai na VEJA.com.
Na VEJA.com:
O Brasil criou 1,49 milhão de vagas líquidas de trabalho em 2013, ou seja, já consideradas as demissões do período. Os dados constam da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), um banco de dados que as empresas são obrigadas a preencher anualmente e enviar ao Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). A diferença entre a Rais e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo MTE mensalmente, é que o primeiro engloba todas as vagas formais, incluindo celetistas (contratados no regime da CLT), estatutários (servidores públicos), temporários e avulsos. Isso significa que a Rais mostra um panorama mais fiel do mercado de trabalho.
O resultado de 2013 mostra que a criação líquida aumentou 29,7% em relação ao ano anterior. Mas, diferente de 2012 e dos anos anteriores, a alta foi garantida pela contratação de servidores públicos de níveis municipal, estadual e federal. Um total de 414,7 mil novas vagas, ou seja, 27,8%, são atribuídas ao setor público. O MTE mostra que, enquanto o emprego formal avançou 3,15% na comparação anual, o funcionalismo cresceu 4,85%. Já o regime celetista teve alta de 2,76%, com a contratação líquida de 1,075 milhão de pessoas. Apesar do avanço no ano passado, o MTE mostrou que se trata do segundo pior resultado em 10 anos, perdendo apenas para o de 2012, quando foram criadas 1,14 milhão de vagas.
O avanço do emprego por setor mostra que, entre os celetistas, a maior criação de emprego ficou em Serviços, com 558,6 mil postos de trabalho líquidos, uma alta de 3,46% em relação a 2012. Em seguia, há o Comércio, com a criação de 284,9 mil empregos. A Indústria de Transformação e a Construção Civil vêm em seguida, com a criação de 144,4 mil e 60,0 mil postos, respectivamente.
No caso da Indústria de transformação, alguns subsetores apresentaram queda do emprego já no ano passado, como a indústria metalúrgica, que cortou 3.646 vagas (queda de 0,44%) e a de calçados, com queda de 6.160 postos (-1,84%).
Por Reinaldo Azevedo

Luiz Moura, aquele…, com Dilma, Padilha e Suplicy. “Diz-me com quem anda…”

Então… Publiquei a foto de um cavalete em que o deputado estadual Luiz Moura (PT-SP), candidato à reeleição — aquele, vocês sabem, que participou de uma reunião com membros do PCC — aparecia fazendo dobradinha com Andrés Sanchez, amigão de Lula e ex-presidente do Corinthians (ah, meu Timão!!!). Agora um leitor me manda uma outra preciosidade. Vejam.
LuizMoura
Então… Uma das frases do tempo de eu ser menino, de que me lembro, repetida insistentemente por minha mãe e meu pai lá na perifa onde morei, era assim, com todos os erros gramaticais a que tinha direito, mas de sentido inequívoco: “Diz-me com quem anda e te direi quem és”. Eu gostava do “és” porque me parecia conferir gravidade à advertência. Sabe o leitor que, segundo a gramática, o certo é “Dize-me com quem andas, e te direi quem és”. O sentido é o mesmo. Pode não ser uma verdade absoluta, mas não é um despropósito.
Especialmente porque meus pais tentavam nos preservar, a mim e à minha irmã, das, digamos, “más influências”. Há mais de 40 anos, não se falava de cocaína ou crack entre os pobres, mas os, como é mesmo?, “maconheiros” já estavam por lá. Aí era questão de escolha: você poderia escolher não ter uma calça “liamericana” (Lee americana) — falava-se assim, tudo junto, de supetão, ou ter. Como os pais e mães do lugar não tinham dinheiro para isso, ter a calça poderia implicar fazer alguns servicinhos. Fiquei do lado dos que escolheram não fazer. Pobres têm poder de escolha, já escrevi aqui umas quinhentas vezes, coisa que as esquerdas não reconhecem porque não os conhecem. Mas deixo isso pra lá agora.
Volto ao ponto. Ali está o “santinho” — ou “santão” — de Luiz Moura, com Dilma, Padilha e Suplicy. “Ah, ele imprimiu, e os outros nem sabem disso…” É mesmo, é? Até anteontem, eram todos aliados, e o partido conhecia muito bem as afinidades de Moura. Como o eleitorado as ignorava, o PT não viu nenhum mal naquilo…
“Diz-me com quem anda, e te direi quem és”, repetiam o Rubão e a Aparecida. Erravam na gramática, mas acertavam na orientação moral. Gramática, os petistas aprenderam…
Por Reinaldo Azevedo

JN: Dilma mudou muito, e não deixou endereço

Divulgação
Com o passar dos anos, as pessoas mudam muito. Por exemplo: a Dilma que foi ao ar na noite desta segunda-feira no Jornal Nacional não tinha nada a ver com a Rousseff que prevaleceu na sucessão de 2010 como protótipo da eficiência gerencial. Em menos de quatro anos, a personagem perdeu o colorido e o discurso. Hoje, surpreende mais pelas perguntas que é obrigada a ouvir do que pelas respostas que não consegue dar.
Já na primeira pergunta, Willian Bonner pronunciou o vocábulo “corrupção” uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete vezes. No seu governo houve uma série de escândalos de corrupção, disse ele. Houve corrupção na pasta da Agricultura, corrupção nas Cidades, nos Esportes… Houve escândalo de corrupção na Saúde, nos Transportes… Houve corrupção no Turismo, no Trabalho… A Petrobras é alvo de duas CPIs.
Bonner, finalmente, indagou: qual é a dificuldade de se cercar de pessoas honestas, que lhe permitam formar uma equipe de governo honesta, que evite esta situação que nós vimos de repetidos casos de corrupção? Não há uma sensação no ar de que o PT descuida da questão da corrupção?
A Dilma de 2010, durona e irascível, talvez colocasse o inquiridor petulante para fora da biblioteca do Alvorada a pontapés. A Rousseff de 2014, treinada para suportar o insuportável, repetiu o mesmo lero-lero ensaiado que vem recitando na série de entrevistas e sabatinas que a campanha eleitoral lhe impõe.
No meu governo e no do presidente Lula, a Polícia Federal ganhou autonomia, ela respondeu. Nos nossos governos, o procurador-geral não é chamado de engavetador-geral da República. Criamos a CGU e a Lei de Acesso à Informação, blá, blá, blá…
Antes famosa por mandar para o olho da rua ministros pilhados em malfeitos, Dilma agora defende o lixo que varreu. Muitos daqueles que foram identificados pela mídia como praticantes de atos indevidos foram posteriormente inocentados, declarou, abstendo-se de dar pseudônimo aos bois.
E Bonner: em quatro casos de corrupção, a senhora trocou um ministro por alguém que era do mesmo partido e do mesmo grupo político. Isso não é trocar seis por meia dúzia? Nesse ponto, Dilma citou como evidência do apuro ético de sua administração o caso da chantagem do PR. Em troca de 1min15s de propaganda no rádio e na tevê, o partido do mensaleiro preso Valdemar Costa Neto exigiu a demissão do ministro Cesar Borges (Transportes).
Fui muito criticada por ter substituído o César Borges pelo Paulo Sérgio, declarou a presidente-candidata. Ora, o Paulo Sérgio foi meu ministro e foi ministro do presidente Lula. Quando saiu do ministério, ele ficou dentro do governo noutro cargo importante, que é da Empresa de Planejamento Logístico. O Cesar Borges o substituiu. Posteriormente, eu troquei o César Borges novamente pelo Paulo Sérgio. E o César Borges também ficou dentro do governo, na Secretaria de Portos. Os dois são pessoas que eu escolhi.
Mas não foi exigência do partido?, estranhou Bonner. Dilma enforcou-se com a própria corda: os partidos podem fazer exigências, ela consentiu. Mas eu só aceito quando considero que ambos são pessoas íntegras, competentes, com tradição na área. Troquei porque eu tinha confiança nessas pessoas. Hummm… O telespectador ficou sem entender porque Dilma entregou o escalpo de Cesar Borges ao PR, partido de notória reputação, se o considerava um ministro assim, digamos, irrepreensível.
Na sequência, Bonner esfregou, por assim dizer, o mensalão na face da anfitriã. Seu partido teve um grupo de elite de pessoas corruptas, declarou. Comprovadamente corruptas, enfatizou. Foram julgadas, condenadas e enviadas à prisão, voltou a realçar. Eram corruptos, insistiu. E o PT tratou esses condenados por corrupção como guerreiros, vítimas de injustiça. Isso não é ser condescendente com a corrupção?
A exemplo do que fizera noutras entrevistas, Dilma recorreu à desconversa: eu sou presidente da República, afirmou, como se desejasse convencer-se a si própria de sua condição privilegiada. Não faço nenhuma observação sobre julgamentos realizados pelo Supremo Tribunal Federal. Sabe por quê? Porque a Constituição exige que o presidente da República respeite a autonomia dos outros Poderes.
Mas a senhora condena o comportamento do PT?, insistiu o entrevistador. Eu tenho minhas opiniões pessoais, mas não julgo ações do Supremo, Dilma voltou a escorregar. Bonner insistiu: e quanto à ação do partido? Enquanto eu for presidente, não externo opinião a respeito de julgamento do Supremo, repetiu a entrevistada, como um disco de vinil arranhado.
Entre venenoso e generoso, Bonner ofereceu a Dilma uma derradeira oportunidade para distanciar sua presidência do escândalo que tisnou a gestão do padrinho-antecessor: mas candidata, a pergunta que eu lhe fiz foi sobre a postura do seu partido. Qual sua posição a respeito da postura do seu partido?
Mais lulodependente do que nunca, Dilma preferiu arrastar as correntes dos fantasmas alheios: não vou tomar nenhuma posição que me coloque em confronto com o STF, aceitando ou não. Eu respeito a decisão da Suprema Corte brasileira. Isso não é uma questão subjetiva. Para exercer a Presidência, eu tenho de fazer isso.
De duas, uma: ou Dilma concorda com Lula, que disse que o julgamento dos mensaleiros foi “80% político”, ou aprova as condenações e silencia apenas para não fazer a pose de um navio abandonando os ratos. O petismo não toleraria tamanha afronta.
Patrícia Poeta mudou de assunto. Corrupção não é o único problema, disse ela. A saúde continua sendo a maior preocupação dos brasileiros, segundo o Datafolha. Isso depois de 12 anos de governos do PT. Mais de uma década não foi tempo suficiente para colocar a saúde nos trilhos?
Convidada a fazer um balanço de três mandatos, Dilma falou do Mais Médicos, um programa improvisado em cima da perna, no ano passado, nas pegadas do ronco das ruas de junho. Nós enfrentamos um dos mais graves desafios que há na Saúde, a candidata afirmou. Nós tivemos uma atitude muito corajosa, ela acredita. Contratamos 14.462 médicos, incluindo os cubanos. Cinquenta milhões de brasileiros que não tinham atendimento médico passaram a ter.
A entrevistadora foi ao ponto: a senhora diria, então, diante dos nossos telespectadores, que enfrentam filas e filas nos hospitais, que muitas vezes são atendidos em macas e não conseguem fazer um exame de diagnóstico, que a situação da Saúde no nosso país é minimamente razoável depois de 12 anos de governos do PT?
Não, não acho, não acho, viu-se compelida a admitir Dilma, com a ênfase de três negativas. Quando se imaginava que ela serviria às câmeras uma autocrítica, a candidata dividiu as culpas com governadores e prefeitos. O Brasil precisa também de uma reforma federativa, porque há responsabilidades federais, estaduais e municipais, disse Dilma, antes de repisar a tese segundo a qual o Mais Médicos levou 50 milhões de brasileiros para o Éden da saúde.
Cutucada sobre a inflação alta e o PIB baixo, Dilma serviu o kit básico de desculpas: a crise internacional, o excesso de pessimismo e a perspectiva de melhorias neste segundo semestre. Convidada a utilizar os segundos finais da entrevista para enumerar seus planos para o segundo mandato, declarou o seguinte:
“Fui eleita para dar continuidade aos avanços do governo Lula. Ao mesmo tempo, nós preparamos o Brasil para um novo ciclo de crescimento. O Brasil moderno, mais inclusivo, mais produtivo, mais competitivo. Nós criamos as condições para o país dar um salto, colocando a educação no centro de tudo. E isso significa, Bonner, que nós queremos continuar a ser um país de classe média. Cada vez maior a participação da classe média, mais oportunidades para todos… Eu acredito no Brasil. Acho que, mais do que nunca, todos nós precisamos acreditar no Brasil e diminuir o pessimismo. E peço o voto dos telespectadores e…'' Acabou o tempo, interrompeu Bonner.
Restou a impressão de que, por mais que seus sucessivos entrevistadores tentem, Dilma nunca vai chorar pelo leite derramado durante o seu governo. O diabo é que os 35% de eleitores que a rejeitam parecem achar importante saber quem derramou o leite, por quê e em que circunstâncias… Até para que o fenômeno não se repita num eventual segundo mandato.
Dilma pede um voto de confiança. Mas um telespectador refratário à reeleição talvez pergunte aos seus botões: por que diabos eu deveria confiar uma bandeja com um copo de leite a uma presidente que se esquiva de explicar desastres que envergonhariam qualquer garçom de boteco? Aliás, se fossem repetidas num botequim, algumas das perguntas que soaram no Alvorada talvez terminassem numa troca de sopapos. Mas a Dilma de 2014 já não é a mesma Rousseff de 2010. Ela mudou muito. E não deixou endereço.
- Serviço: aqui, a íntegra da entrevista
DO JOSIASDESOUZA

Entrevista: Um Neurônio Atrapalhado


Os petistas são aliados a mentira, a contradição e a impunidade.

Denunciar os Filhos de Benedita, do PT que viram réus por trabalho fantasma, é "Racismo, Machismo, Preconceito e Homofobia".
Os dois filhos da deputada federal Benedita da Silva, candidata à reeleição pelo PT, viraram réus na Justiça por receberem salários, sem trabalhar, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Segundo denúncia feita pelo Ministério Público por ato de improbidade administrativa, Pedro Paulo Souza e Silva e Nilcea Aldano Pereira da Silva foram beneficiados irregularmente, entre abril de 2010 e fevereiro de 2011, com vencimentos que somaram R$ 143.700 no período:
Na ação civil pública, a promotora Gláucia Maria da Costa Santana afirma ainda que Benedita usou de tráfico de influência para ajudar os filhos na contratação. De acordo com a denúncia, Benedita conhece Vieiralves de Castro desde a década de 1970, quando ele era “militante social”.

Pedro Paulo e Nilcea são funcionários da Câmara dos Vereadores do Rio desde 1987. 
Os irmãos foram cedidos à Uerj em 1º de abril de 2010. Os dois foram lotados no gabinete do reitor da universidade. No entanto, diligências realizadas pelo MP constataram que eles nunca estiveram no local para trabalhar.

De acordo com a promotora, os depoimentos de Pedro Paulo, Nilcea, Vieiralves de Castro e dos servidores ao MP foram contraditórios. Na primeira oitiva, Nilcea disse desempenhar o mesmo trabalho da Câmara: receber processos, atender pessoas e realizar tarefas passadas pelo reitor. No segundo depoimento, porém, afirmou que fez levantamento de usuários de drogas para a Uerj.
Pedro Paulo contou inicialmente que atuava como mensageiro da universidade e, em outro depoimento, revelou que fez um “grande trabalho” sobre violência e a demanda do crack. Ao MP, ele disse que não se recordava do nome do reitor nem de ninguém que trabalhava na reitoria.
Escândalo envolvendo Benedita não é novidade. Quando ministra, chegou a ser acionada por improbidade administrativa no passado. Com outras duas servidoras, foram acusadas de enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e violação aos princípios da administração pública, em razão de supostas irregularidades em viagens que fizeram em 2003.
De acordo com a Procuradoria, a viagem de Benedita a Portugal, em maio daquele ano, foi de cunho religioso e não de interesse público. A ministra foi liberada a se afastar do país para participar do evento referente ao “Dia da África”. Viagem é com Benedita mesmo. Além de Portugal, foi para os Estados Unidos cinco dias antes de um evento, e tal antecipação teria custado R$ 9 mil extras aos cofres públicos. E teve, ainda, a ida para a Argentina, uma viagem de caráter não-oficial.
Benedita chegou a devolver o dinheiro desta viagem, a que gerou mais repercussão, mas os membros do MPF afirmaram que o “eventual ressarcimento dos valores não extingue a improbidade, pois o fato já restou consumado”. À época, Benedita tentou se proteger das acusações com um apelo de vítima de preconceito racial, típico dos petistas pegos com a boca na botija.
* Com Ana Lima, via FACEBOOK
DO MARIOFORTES