Publicação britânica projeta crescimento de 2% para a economia do país.
Crescimento previsto pelo governo Dilma é de 4%; inflação atinge 6,3%.
Do G1, em São Paulo
Reportagem publicada neste domingo (6) no site do jornal britânico “Financial Times” utilizou o termo “sentença de morte” em uma projeção para o futuro da estratégia econômica brasileira.
A publicação afirma que a nova matriz de políticas econômicas, que consiste em taxas de juros baixas e o câmbio enfraquecido por meio de controles cambiais e incentivos fiscais temporários para a indústria, visava uma taxa de crescimento de 4%. Entretanto, de acordo com o jornal, o resultado dessas medidas foi um cenário de baixo crescimento e alta inflação.
O jornal apontou que, este ano, a economia do Brasil deverá crescer cerca de 2%, continuando com uma de suas mais lentas taxas desde a década de 1990. Enquanto isso, a inflação deverá atingir 6,3%.
Pressões inflacionárias forçaram o Banco Central do Brasil a retomar as taxas de juros, que estavam em uma baixa recorde de 7,25% em 2012, para 11% na última semana, com possibilidade de novos aumentos, segundo o jornal.
De acordo com a publicação, entre as questões estruturais mais importantes estaria a redução da carga tributária, que subiu de 27% do Produto Interno Bruto (PIB) em 1997 para 36% em 2012. Essa taxa é maior que a do Chile, cerca de 20%, e superior à média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
07/04/2014
PAZ AMOR E VIDA NA TERRA " De tanto ver triunfar as nulidades, De tanto ver crescer as injustiças, De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". [Ruy Barbosa]
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Jornal 'Financial Times' dá 'sentença de morte' para a economia brasileira
Petrobras contrata R$ 90 bilhões sem licitação em 3 anos; 78% dos brasileiros dizem haver corrupção na empresa
Por Reinaldo Azevedo
Que gente pitoresca!
Reportagem de Dimmi Amora e Fernanda Odilla, na Folha de hoje, revela que, nos últimos três anos, a Petrobras fechou nada menos de R$ 90 bilhões em contratos sem fazer licitação.
Isso corresponde a mais de 28% do que a gigante gastou entre 2011 e
2013: R$ 316 bilhões. Segundo o jornal, as “modalidades normalmente
adotadas pela administração pública, como concorrência e tomada de
preços, representam menos de 1% dos contratos da Petrobras. Em 71% dos
casos, a forma de controle é mais branda, como carta-convite.”
Alguém aí estranha que assim seja?
Eu não!
Ora, ouvintes amigos, como esquecer que, para realizar obras da Copa do
Mundo — que começaram tarde, foram mal planejadas e sairão a um preço
acima do estimado —, o governo justamente jogou fora a Lei de
Licitações, a 8.666, e, em seu lugar, com a conivência do Congresso,
instituiu um tal RDC — Regime Diferenciado de Contratação?
À época, a então chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR), hoje no Senado, saiu-se com uma boa. Afirmou: “O
RDC pretende ser uma alternativa à (lei) 8.666, que não tem dado
resposta rápida e eficaz. Não há nele qualquer inconstitucionalidade.
Acredito que a sua prática poderá contribuir muito mais nesse processo”.
Imagino os correspondentes estrangeiros no Brasil,
coitados!, ainda tentando entender direito o português, ao ouvir uma
conversa como essa. Devem ficar verdadeiramente espantados: “Que curiosos esses brasileiros! Quer dizer que eles têm a lei e uma lei alternativa, é isso? Se não cumprem uma, podem alegar que estão cumprindo a outra? Que exótico!!!”.. É! Muito exótico.
Por que a Petrobras, que há muito tempo se comporta como se fosse um país independente, faria o contrário?
Lembram-se
do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, o tal Comperj, que foi
orçado em US$ 6,5 bilhões e que, hoje, já passa de US$ 13,5 bilhões?
Então…
Só ali, uma obra avaliada em R$ 3,9 bilhões e outra em R$ 1,9 bilhão
não tiveram concorrência. A Petrobras a dispensa até para contratar
empresas que fornecem mão de obra terceirizada.
Qual é a justificativa da empresa?
Diz
que uma lei de 1998 lhe permite tal expediente, coisa de que o Tribunal
de Contas da União discorda. Ambos travam uma disputa da Justiça. O TCU
diz que a estatal precisa de uma lei que regule esse tipo de prática,
mas a Petrobras obteve uma liminar no Supremo, que ainda não teve o
mérito julgado. Enquanto isso, vai contratando conforme lhe dá na telha.
Considerando as notícias mais recentes que vêm da empresa, os
brasileiros não têm nada a temer, a não ser os cofres públicos.
Pois é… Pesquisa Datafolha
informa que nada menos de 78% dos brasileiros dizem haver corrupção na
Petrobras. Desses, 29% afirmam acreditar que a corrupção nessa estatal é
maior do que nas outras empresas brasileiras.
Dadas as notícias recentes, como supor o contrário?
Se, com todas as travas contra a corrupção que existem na Lei de
Licitações, já há quem se especialize em fraudá-la, imaginem a festa que
é quando se pode contratar livremente. Aí alguém dirá: “Calma! A
direção da Petrobras está lá para evitar isso!”. Se não me engano, um
dos mais poderosos ex-diretores da estatal está preso. E outro é acusado
até por Dilma de ter omitido cláusulas na compra de uma refinaria que
provocaram prejuízo bilionário à empresa.
O PT fez três campanha eleitorais vigaristas acusando os tucanos de tentar privatizar a Petrobras — em 2002, 2006 e 2010.
Bem, informalmente privatizada, ela já está, não é mesmo?
Se o PT perder a eleição, talvez ela possa sair da mão dos companheiros e voltar às mãos dos brasileiros.
07/04/2014
FO R.DEMOCRATICA
Por Reinaldo Azevedo
FO R.DEMOCRATICAQue gente pitoresca!
Reportagem de Dimmi Amora e Fernanda Odilla, na Folha de hoje, revela que, nos últimos três anos, a Petrobras fechou nada menos de R$ 90 bilhões em contratos sem fazer licitação.
Isso corresponde a mais de 28% do que a gigante gastou entre 2011 e 2013: R$ 316 bilhões. Segundo o jornal, as “modalidades normalmente adotadas pela administração pública, como concorrência e tomada de preços, representam menos de 1% dos contratos da Petrobras. Em 71% dos casos, a forma de controle é mais branda, como carta-convite.”
Alguém aí estranha que assim seja?
Eu não!
Ora, ouvintes amigos, como esquecer que, para realizar obras da Copa do Mundo — que começaram tarde, foram mal planejadas e sairão a um preço acima do estimado —, o governo justamente jogou fora a Lei de Licitações, a 8.666, e, em seu lugar, com a conivência do Congresso, instituiu um tal RDC — Regime Diferenciado de Contratação?
À época, a então chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR), hoje no Senado, saiu-se com uma boa. Afirmou: “O RDC pretende ser uma alternativa à (lei) 8.666, que não tem dado resposta rápida e eficaz. Não há nele qualquer inconstitucionalidade. Acredito que a sua prática poderá contribuir muito mais nesse processo”.
Imagino os correspondentes estrangeiros no Brasil, coitados!, ainda tentando entender direito o português, ao ouvir uma conversa como essa. Devem ficar verdadeiramente espantados: “Que curiosos esses brasileiros! Quer dizer que eles têm a lei e uma lei alternativa, é isso? Se não cumprem uma, podem alegar que estão cumprindo a outra? Que exótico!!!”.. É! Muito exótico.
Por que a Petrobras, que há muito tempo se comporta como se fosse um país independente, faria o contrário?
Lembram-se do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, o tal Comperj, que foi orçado em US$ 6,5 bilhões e que, hoje, já passa de US$ 13,5 bilhões?
Então… Só ali, uma obra avaliada em R$ 3,9 bilhões e outra em R$ 1,9 bilhão não tiveram concorrência. A Petrobras a dispensa até para contratar empresas que fornecem mão de obra terceirizada.
Qual é a justificativa da empresa?
Diz que uma lei de 1998 lhe permite tal expediente, coisa de que o Tribunal de Contas da União discorda. Ambos travam uma disputa da Justiça. O TCU diz que a estatal precisa de uma lei que regule esse tipo de prática, mas a Petrobras obteve uma liminar no Supremo, que ainda não teve o mérito julgado. Enquanto isso, vai contratando conforme lhe dá na telha. Considerando as notícias mais recentes que vêm da empresa, os brasileiros não têm nada a temer, a não ser os cofres públicos.
Pois é… Pesquisa Datafolha informa que nada menos de 78% dos brasileiros dizem haver corrupção na Petrobras. Desses, 29% afirmam acreditar que a corrupção nessa estatal é maior do que nas outras empresas brasileiras.
Dadas as notícias recentes, como supor o contrário?
Se, com todas as travas contra a corrupção que existem na Lei de Licitações, já há quem se especialize em fraudá-la, imaginem a festa que é quando se pode contratar livremente. Aí alguém dirá: “Calma! A direção da Petrobras está lá para evitar isso!”. Se não me engano, um dos mais poderosos ex-diretores da estatal está preso. E outro é acusado até por Dilma de ter omitido cláusulas na compra de uma refinaria que provocaram prejuízo bilionário à empresa.
O PT fez três campanha eleitorais vigaristas acusando os tucanos de tentar privatizar a Petrobras — em 2002, 2006 e 2010.
Bem, informalmente privatizada, ela já está, não é mesmo?
Se o PT perder a eleição, talvez ela possa sair da mão dos companheiros e voltar às mãos dos brasileiros.07/04/2014
Petrobras compra refinaria de óleo de peroba em Pasadena
Lula besuntou Dilma com óleo de peroba
PRÉ-SAL - Para desanuviar as suspeitas de que tenha feito péssimos negócios em Pasadena, o Conselho da Petrobras acaba de aprovar a compra de uma refinaria de óleo de Peroba no mesmo local. "O material será de grande utilidade para lubrificar as justificativas que daremos daqui em diante", defendeu Graça Foster.
Dilma Rousseff ratificou que o preço pago pela refinaria, US$ 32 bilhões mais o estado de Roraima, é justo. "A demanda por óleo de peroba só faz crescer. É um mercado potencial, ainda mais em ano de Copa do Mundo e eleições", completou. Animado com a aquisição, Luiz Inácio da Silva, ex-presidente em exercício, discursou em cima de um barril: "Muito em breve, seremos uma nação soberana, autossuficiente na produção de óleo de peroba", cravejou.
O Conselho da empresa, formado por Tiririca, Narcisa Tamborindeguy, Kléber BamBam, Luciana Gimenez e Eike Batista, aprovou a transação sem restrições. "A peroba é nossa!", comemorou o diretor de novos negócios, e presidente do Conselho, Homer Simpson.
DO THE PIAUI HERALD
PRÉ-SAL - Para desanuviar as suspeitas de que tenha feito péssimos negócios em Pasadena, o Conselho da Petrobras acaba de aprovar a compra de uma refinaria de óleo de Peroba no mesmo local. "O material será de grande utilidade para lubrificar as justificativas que daremos daqui em diante", defendeu Graça Foster.
Dilma Rousseff ratificou que o preço pago pela refinaria, US$ 32 bilhões mais o estado de Roraima, é justo. "A demanda por óleo de peroba só faz crescer. É um mercado potencial, ainda mais em ano de Copa do Mundo e eleições", completou. Animado com a aquisição, Luiz Inácio da Silva, ex-presidente em exercício, discursou em cima de um barril: "Muito em breve, seremos uma nação soberana, autossuficiente na produção de óleo de peroba", cravejou.
O Conselho da empresa, formado por Tiririca, Narcisa Tamborindeguy, Kléber BamBam, Luciana Gimenez e Eike Batista, aprovou a transação sem restrições. "A peroba é nossa!", comemorou o diretor de novos negócios, e presidente do Conselho, Homer Simpson.
DO THE PIAUI HERALD
domingo, 6 de abril de 2014
DESRESPEITO IMORAL NO SENADO! María Corina Machado no Senado brasileiro: quanto desrespeito a uma mulher digna e valente!!! :
Na quarta-feira 2 de abril, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado brasileiro, promoveu uma audiência pública para supostamente debater a crise política na Venezuela e trouxe a deputada María Corina Machado para que ela pudesse relatar o que estava acontecendo em seu país. A decisão foi tomada no dia 28 de março, por iniciativa do presidente da comissão, Ricardo Ferraço do PMDB-ES. A senadora do PCdoB, Vanessa Grazziotin não aceitou a idéia de se ouvir María Corina sem que também viesse alguém do governo. O senador pelo PSBD, o terrorista Aloysio Nunes, alegou que isso era uma desculpa para que María Corina não denunciasse o que estava ocorrendo DE FATO em seu país, mas que aceitava a proposta desde que não houvesse vândalos do PCdoB agredindo a deputada. Grazziotin aborreceu-se com essa afirmação e houve um bate-boca entre os dois senadores, quando o senador Eduardo Suplicy, do PT, sugeriu trazer o deputado chavista Rodrigo Cabezas que finalmente foi trocado pela vice-presidente da Assembléia Nacional, Blanca Ekhout.
Grazziotin estava disposta a fazer o que todo comunista sabe muito bem, e
o seu partido se esmera mais que qualquer outro: desqualificar provas,
quando estas não lhes favorecem ou denunciam, e enaltecer os crimes de
ditadores e terroristas, como é o caso de Maduro na Venezuela. Esta
gente SABE que defende o indefensável, pois María Corina apresentou para
essa Comissão o vídeo que havia preparado para exibir na reunião da
OEA, que finalmente acabou não tendo permissão de participar.
As provas apresentadas nesse vídeo são contundentes e de conhecimento do
mundo inteiro, não tendo como negar que parte do governo a violência e
os crimes de morte que hoje já alcançam a macabra cifra de 40
assassinados. Diante disso, a senadora comunista que idolatra o pedófilo
e genocida comunista Mao Zedong, disse que o vídeo era “uma montagem” e
que “ocorreram mortes dos dois lados”. Esta aleijada moral teve a
ousadia de dizer a María Corina, que está vivendo na pele este horror, o
seguinte: “Esse vídeo é uma montagem. Considero a sua exibição um
desrespeito ao Senado do Brasil Não queria nos enganar com aquilo”. Bem,
foi com essas palavras que esta desqualificada se dirigiu a María
Corina Machado, uma mulher valente e patriota que luta, dando a cara e
se expondo desarmada, para que seu país não seja subjugado ao comunismo
mais abjeto e criminoso dos irmãos Castro.
Em resposta, disse María Corina: “Hoje em dia, o que está em jogo é a
democracia. Alguns dizem que na Venezuela há uma guerra civil, mas o que
existe é uma guerra contra os civis, promovida pelo Estado. E muitos
dos que foram tão ativos nos casos do Paraguai e de Honduras hoje dão as
costas à Venezuela”.
O senador Suplicy, completamente senil e que há anos deveria estar num
asilo de dementes, criticou a oposição venezuelana por que querer a
derrocada de Maduro, sacando o velho chavão de que este usurpador foi
“eleito democraticamente”. Com ele fez coro Randolfe Rodrigues do PSOL,
dizendo ter “aversão” à palavra “fora” quando se refere a um presidente
eleito. E finalmente, Roberto Requião do PMDB, mostrou preocupação
apenas com o desabastecimento, e criticou superficialmente a PDVSA por
vender petróleo aos países da ALBA por preços muito baixos.
Nas galerias histéricos papagaios de bordel do MST e partidos
comunistas, que certamente foram pagos para mostrar sua cólera e horror à
verdadeira democracia, gritavam “María Corina golpista!”, mas
esquecem-se, os asnos raivosos, que seu ídolo Hugo Chávez foi o primeiro
a dar golpe no país, primeiro em 1992 com um saldo de mais de 100
pessoas assassinadas, dentre elas crianças que nada tinham a ver com sua
sede de poder, e depois o próprio Maduro, desde que Chávez fez sua
última viagem a Cuba e ele apoderou-se do Governo ferindo o que reza a
Constituição Nacional. Repetem o que lhes pagam para dizer, nada além
disso.
Apesar da vergonha que os brasileiros de bem e amantes da liberdade, da
lei e da ordem sentimos, com o posicionamento canalha do governo
brasileiro e seus aliados desde que começaram esses episódios, essa
visita serviu para deixar claro à María Corina que nós também caminhamos
para uma ditadura como a que ela vive hoje em seu país e que aqui ela e
os venezuelanos que lutam pela sua liberdade JAMAIS encontrarão
respaldo. A cobertura foi pífia e creio mesmo que censurada, pois não se
encontrou em lugar nenhum
a gravação desta audiência, a não ser parte do discurso dela que reproduzo abaixo.
A clareza, firmeza e tranqüilidade com que María Corina expõe os fatos e
explica inclusive a ilegalidade de sua deposição do cargo, aborrecem os
espíritos trevosos, como esses senadores comunistas e essa claque paga
que a afrontaram com sua visão turva, sua moral ausente, e seu ódio a
tudo o que não seja maligno como seus ídolos. Que Deus abençoe e proteja
esta mulher corajosa, cuja única arma que possui é a palavra e a
certeza de que não pode claudicar na defesa da liberdade e democracia em
seu país. Viva a Venezuela livre do comunismo castro-chavista! Fiquem
com Deus e até a próxima.
DO CARCARA VIGILANTE
|
sábado, 5 de abril de 2014
Datafolha: avaliação de Dilma vai de mal a pior. Desejo de mudança já alcança 72% dos brasileiros.
Avaliação da presidente desaba em dois meses.
63% dos brasileiros estão frustrados com Dilma.
Avaliação de Dilma só não é pior por causa do desempenho no Nordeste.
Em termos de renda, Dilma cai até mesmo nos mais pobres, em função de trazer de volta a inflação.
Desejo de mudança é praticamente igual ao enfrentado por FHC em 2002.
A inflação começa a ser percebida pela população e derruba avaliação de Dilma.
Os resultados da pesquisa não poderiam ser piores para Dilma. Ela
desabou e os seus adversários não subiram. Não subiram porque não estão
tendo a exposição semelhante a que ela tem, na mídia, não podendo,
assim, apresentar as suas propostas. Nesta trajetória, com o início da
propaganda eleitoral, o desejo de mudança e a péssima avaliação vão se
transformar em intenção de voto. Nos seus adversários. Mesmo que a
pesquisa não aponte segundo turno, exatamente por estes aspectos, ele
virá. E dependendo da evolução da queda na atividade econômica e do
aumento das denúncias de corrupção, Dilma poderá ter que lutar não para
vencer no primeiro turno, mas por estar nele. Os gráficos acima são da
Folha de São Paulo.
Datafolha: Dilma começa a derreter antes mesmo da campanha eleitoral.
Num ambiente dominado por crescente pessimismo com a
economia e forte desejo de mudança, as intenções de voto na presidente Dilma
Rousseff no principal cenário eleitoral caíram seis pontos desde o final de
fevereiro.
Apesar disso, os principais adversários da petista, Aécio
Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), não cresceram. Assim, a pesquisa
Datafolha
de 2 e 3 de abril mostra que Dilma seria reeleita no primeiro turno com
38% dos
votos. Aécio teria 16%. Campos, 10%. Candidatos de partidos menores
somam 6%. Nos cinco cenários testados, a única candidata que forçaria
um segundo turno seria a ex-senadora Marina Silva (PSB), com 27% dos
votos, 4
pontos a mais que em fevereiro. Marina fica 12 pontos atrás de Dilma.
Com um desempenho melhor que o de Dilma, só o ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, seu maior cabo eleitoral. Lula, que sempre repete
não ter interesse em disputar neste ano, apresenta leve tendência de queda em
relação às pesquisas anteriores, mas ainda lidera todos os cenários com grande
vantagem.
A deterioração das expectativas com inflação, emprego e
poder de compra dos salários também ajuda a explicar a queda na aprovação do
governo. A atual pesquisa detectou uma disparada do sentimento de frustração
com as realizações da presidente Dilma. Hoje, 63% dos brasileiros dizem que ela
faz pelo país menos do que eles esperavam. Há pouco mais de um ano essa taxa
era de 34%. (Folha Poder)
NA VEJA DESTA SEMANA – Tchau, ex-deputado André Vargas!
DO R.DEMOCRATICAVai renunciar agora ou aguarda a cassação do mandato?
Em seu blog, André Vargas exibe suas amizades influentes; acima, em companhia de Dilma Por Reinaldo AzevedoComo lembra a “Carta ao Leitor” da edição de VEJA desta semana, costuma haver uma relação diretamente proporcional entre o ódio à liberdade de imprensa e o apreço pela lambança. Ou por outra: os que têm muito a esconder costumam ser os mais entusiasmados com a censura.
E não seria diferente com o deputado André Vargas (PT-PR), ex-secretário nacional de Comunicação do PT, entusiasta do “controle social da mídia” (que é a expressão a que recorrem vigaristas para designar a censura), membro da tropa de choque que saiu em defesa dos mensaleiros e, por um bom tempo, chefe político da rede do subjornalismo delinquente que chama a si mesma, num rasgo de sinceridade, de “blogs sujos”.
Pois é…
O meteórico André Vargas meteu os pés pelos pés e foi flagrado pela Polícia Federal prestando serviços àquele que pode ser chamado, sem favor, de seu sócio: o doleiro Alberto Youssef, preso na operação Lava-Jato.
O plano era encher o bolso de dinheiro, fazer a “independência financeira” às custas dos cofres públicos.
Reportagem na edição de VEJA desta semana põe um ponto final na questão e, tudo indica, na meteórica carreira de Vargas.
Parece que a questão agora é saber se ele renuncia já ou espera a cassação do mandato.
Como se sabe, não existe mais voto secreto para proteger gente da sua estirpe.Amigão de Youssef e “homem muito influente no PT”, Vargas era, nas hostes do governismo, como posso adequar o adjetivo à sua prática?, um fuçador de oportunidades de negócio para o doleiro, que sabia ser grato.
Como informou a Folha, alugou um jatinho para levar o deputado e a família em viagem de férias à Paraíba. Custo do mimo: R$ 100 mil. O deputado folgazão definiu o agrado como “coisa de irmão”. Nem diga!“Empresário” de múltiplos talentos, Youssef é dono de uma “empresa” de nome imponente: “Labogen Química Fina e Biotecnologia”. É um troço que existe no papel, não na vida real. Nem mesmo chega a ter planta industrial. Seu feito mais notável, até agora, segundo a Polícia Federal, é ter enviado para o exterior, de forma irregular, US$ 37 milhões.Muito bem!
Vargas, o parceirão de Yousseff, detectou no Ministério da Saúde, então sob o comando de Alexandre Padilha — agora candidato ao governo de São Paulo pelo PT —, a chance de um contrato milionário para fornecimento de remédio, coisa, assim, de R$ 150 milhões.
Mas como é que a Labogen, uma biboca com capital social de R$ 28 mil e folha de pagamentos de R$ 30 mil, poderia se candidatar a tamanha grandeza?
É para isso que servem os amigos. É nesse ponto que entrou André Vargas — leiam a reportagem da revista.A síntese é a seguinte: a Labogen, mera empresa de fachada, conseguiu se associar à EMS, uma gigante na produção de genéricos, o que lhe conferiria um ar de seriedade, e pronto!
Tudo resolvido.
O diálogo captado pela Polícia Federal entre Vargas e Youssef não deixa a menor dúvida. O deputado petista relata a Youssef sua conversa com Pedro Argese, da Labogen e ouve um prognóstico do interlocutor: VARGAS – Estamos mais fortes agora. Vi documento com o Pedro. Ele estava no voo de volta de Brasília. Ele estava com o documento da parceria com a EMS. YOUSSEF – Cara, estou trabalhando. Fique tranquilo. Acredite em mim. Você vai ver quanto isso vai valer. Tua independência financeira e nossa também, é claro!É claro!Eis aí. Esse é o doleiro “irmão”, cujas atividades ilícitas Vargas dizia desconhecer. Da parceria estimada em R$ 150 milhões, uma já estava em curso, de R$ 31 milhões — suspensa pelo Ministério da Saúde quando o escândalo veio à tona: a de fornecimento de citrato de sildenafila, a substância ativa do Viagra, que é o remédio oficialmente empregado pelo sistema público de saúde para o tratamento de uma doença grave: a hipertensão pulmonar.
Esse contrato contou com a ajuda do secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Calos Augusto Gadhelha — a quem Vargas se refere, carinhosamente, num telefonema, como “Gadha”. Padilha, pessoalmente, assinou o contrato.Relatório da PF fala do parceiro de Youssef que atuava no Ministério da Saúde. Depois ficou claro: era Vargas!Leiam a reportagem.
A coisa vai longe. Youssef está preso, como sabem. O deputado está tentando se virar. Já mandou um emissário ao doleiro afirmando que, se ele, Vargas, cair, gente mais graúda vai junto, “gente de cima”.
Huuummm…
Quem estaria acima de Vargas nessa operação?
Eis uma boa questão.
E por que Youssef deveria temer essa “gente de cima”?
Temer o quê?Vargas não é o único interlocutor de Youssef no PT. Há outros, como o deputado Vicente Cândido (SP). Vocês já o conhecem. É aquele senhor que ofereceu “honorários“ para um conselheiro da Anatel livrar a Oi de uma multa bilionária. Disse, então, que falava em nome de Lula. Tudo gente fina.Segunda-feira é bom dia para André Vargas pegar o boné e ir pra casa, refletir sobre os males da liberdade de imprensa.
Afinal, até onde se sabe, ele já tem garantida a “independência financeira”.
Leiam a reportagem na edição impressa na revista.05/04/2014
As revistas da semana.

Divirtam-se com as provas da corrupção petista.
Atualizando...abaixo trecho bombástico da Revista Época:
Desde que a Polícia Federal
prendeu Paulo Roberto Costa, o ex-executivo mais poderoso da Petrobras, há duas
semanas, Brasília não dorme. Dezenas de grandes empresários, entre eles
diretores das maiores empreiteiras do país e das gigantes mundiais do comércio
de combustíveis, todas com negócios na Petrobras, também não.
Paulo Roberto Costa era diretor
de Abastecimento da Petrobras entre 2004 e 2012. Era bancado no cargo por um
consórcio entre PT, PMDB e PP, com o aval direto do ex-presidente Lula, que o
chamava de “Paulinho”. Paulo Roberto Costa detém muitos dos segredos da
República – aqueles que nascem da união entre o interesse de empresários em
ganhar dinheiro público e do interesse de políticos em cedê-lo, mediante aquela
taxa conhecida vulgarmente como propina. E se Paulo Roberto fosse descuidado e
guardasse provas desses segredos? E se, uma vez descobertas pela PF, elas
viessem a público? Pois Paulo Roberto guardou. Tentava destruí-las quando a
Polícia Federal chegou a sua casa, há duas semanas. Mas não conseguiu se livrar
de todas a tempo.
ÉPOCA obteve cópia, com
exclusividade, dos principais documentos desse lote. Foram apreendidos nos
endereços de Paulo Roberto no Rio de Janeiro, onde ele mora. Esses documentos –
e outros que faziam parte da denúncia que levou Paulo Roberto à cadeia e ainda
não tinham vindo a público – parecem confirmar os piores temores de Brasília.
Paulo Roberto e o doleiro Alberto Youssef, também preso pela PF e parceiro
dele, acusado de toda sorte de crime financeiro na Operação Lava Jato, eram
meticulosos. Guardavam registros pormenorizados de suas operações financeiras,
sem sequer recorrer a códigos. Era tudo em português claro, embora
gramaticalmente sofrível.
Anotavam os nomes de lobistas e
empresários, quase sempre os associavam a negócios e a valores em dólares,
euros e reais. Os registros continham até explicações técnicas e financeiras
das operações. Os valores milionários mencionados nos documentos, suspeita a PF
– uma suspeita confirmada por três envolvidos ouvidos por ÉPOCA –, referem-se a
propinas pagas pelas empresas, nacionais e estrangeiras, que detinham contratos
com a área da Petrobras comandada por Paulo Roberto. Os papéis já analisados
pela PF (há muitos outros que ainda serão periciados) sugerem que as maiores
empreiteiras do país e as principais vendedoras de combustível do planeta
pagavam comissão para fazer negócio com a Petrobras.
Para compreender o esquema, cuja
vastidão apenas começa a ser desvendada pela PF, é necessário entender a função
desempenhada por cada um dos principais integrantes dele. Como diretor de
Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto fechava, entre outros, contratos de
construção e reforma de refinarias (do interesse das empreiteiras brasileiras)
e de importação de combustível (do interesse das multinacionais que vendem
derivados de petróleo).
Paulo Roberto assinava os
contratos, mas devia, em muitos momentos, fidelidade aos três partidos que o bancavam
no cargo (PT, PP e PMDB). Paulo Roberto garantia a Petrobras; lobistas como
Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, e Jorge Luz, ligado ao PT e ao
PMDB, cujos nomes aparecem nos papéis apreendidos, garantiam as oportunidades
de negócio com as grandes fornecedoras da Petrobras – e, suspeita a PF,
garantiam também possíveis repasses aos políticos desses partidos.
Para a PF, a
Youssef cabia cuidar do dinheiro. Segundo envolvidos, essa tarefa também cabia
a Humberto Sampaio de Mesquita, conhecido como Beto, genro de Paulo Roberto.
Ele o ajudava nos negócios e é sócio de uma empresa que tem contrato de R$ 2,5
milhões com a Petrobras. Eram uma espécie de banco do esquema, ao providenciar
empresas de fachada para receber as propinas no Brasil e nos paraísos fiscais,
ao gerenciar as contas secretas e a contabilidade e ao pagar no Brasil, quando
necessário, a quem de direito.
DO CELEAKS
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Dez das 98 internações de André Vargas mostram que o amigo de doleiro a jato deve esperar o camburão no Sanatório Geral
O
caso do jatinho emprestado por um doleiro engaiolado já garantiu a
André Vargas a mais longa permanência no Sanatório Geral. O alentado
prontuário do cliente informa que a primeira internação ocorreu em 8 de
junho de 2010. De lá para cá, o deputado do PT paranaense foi recolhido
98 vezes à instituição especializada na localização e captura de gente
que não fala coisa com coisa, mitômanos, enganadores compulsivos,
portadores de miopia conveniente, bestas quadradas, cretinos
fundamentais, bajuladores patológicos, vigaristas de variado calibre e
mentirosos em geral.
A pedido da coluna, a junta médica que cuida de Vargas emitiu um curtíssimo parecer sobre o paciente: INCURÁVEL. E anexou ao diagnóstico, para justificá-lo, dez fichas que registram a causa da internação e o comentário dos profissionais do Sanatório:
“O povo não quer um grande debatedor. Quer um Brasil melhor”
(Em 4 de agosto de 2010, explicando que o eleitor deveria votar em Dilma Rousseff mesmo sem entender o que dizia a candidata)
“Nós só podemos receber doação de quem tem dinheiro”
(Em 5 de dezembro de 2010, sobre a bolada de R$ 1,5 milhão doada por Daniel Dantas ao diretório nacional do PT, deixando claro que receberá com muita honra eventuais contribuições dos companheiros Fernandinho Beira-Mar e Marcola)
“Os grandes jornais não compreendem o tipo de país que se está construindo”
(Em 11 de dezembro de 2011, informando que só os pequenos pequenos jornais já entenderam que, no tipo de país que a companheirada e a base alugada estão construindo, a imprensa deve elogiar o governo, ensinar aos leitores que pecado é virtude, defender a liberdade dos bandidos de estimação, louvar o patriotismo dos corruptos, fingir que entende o que diz Dilma Rousseff e canonizar São Lula)
“Boa noite. Vou dormir çedo, porque saio çedinho para São Paulo”
(Em 18 de janeiro de 2012, caprichando no uso da cedilha para confirmar, pelo Twitter, que a idiotia está no poder)
“Suçesso total na audiênçia com o ministro!”
(Em 23 de janeiro de 2012, ainda em campanha para tornar-se nacionalmente conhecido como O Açaçino da Çedilha)
“Ministro do Supremo não é para ficar sendo aplaudido em restaurante por decisão contra o PT”
(Em 9 de junho de 2012, apavorado com a notícia de que o julgamento dos mensaleiros começaria em 1° de agosto, admitindo que, no Brasil da corrupção institucionalizada, juízes que cumprem a lei viram heróis nacionais)
“Eu só tenho a lamentar, e muito, a decisão do Supremo”
(Em 31 de agosto de 2012, sobre a condenação de João Paulo Cunha, com cara de quem percebeu tarde demais que a luz no fim do túnel era um trem)
“O partido do presidente Lula, que governou esse país transformando o Brasil de uma nação submissa aos interesses americanos e dos países ricos a um país que tem iniciativa, que tem postura, que melhorou a vida dos brasileiros, diminuiu a pobreza e agora tem continuidade no governo da presidenta Dilma”
(Em 25 de setembro de 2012, ensinando num dialeto ainda não identificado que o presidente Lula proclamou a independência do Brasil, criou a República e inaugurou Dilma Rousseff)
“Quero dar a minha contribuição. As pessoas não podem pagar. Conheço Genoino, Dirceu e Delúbio. São pessoas que têm os bens que foram capazes de adquirir com o suor do trabalho. Nunca puseram um centavo no bolso”
(Em 16 de novembro de 2012, sobre a vaquinha planejada para ajudar os companheiros condenados no processo do mensalão no pagamento das multas impostas pelo STF, reforçando a suspeita de que todo o dinheiro movimentado pelo alto comando da quadrilha foi destinado a creches, asilos e santas casas de misericórdia)
“É cassação sumária”
(Em 5 de fevereiro de 2013, ao criticar a decisão do STF de cassar o mandato dos parlamentares condenados no julgamento do mensalão, ensinando que, enquanto esperam o começo da temporada na cadeia, os companheiros gatunos merecem desfrutar da companhia dos colegas de ofício hospedados num gabinete da Câmara, mais conhecida como Casa dos Horrores)
No Sanatório, André Vargas se sente em casa. Merece ficar por lá até a chegada do camburão.
DO A. NUNES-REV VEJA
A pedido da coluna, a junta médica que cuida de Vargas emitiu um curtíssimo parecer sobre o paciente: INCURÁVEL. E anexou ao diagnóstico, para justificá-lo, dez fichas que registram a causa da internação e o comentário dos profissionais do Sanatório:
“O povo não quer um grande debatedor. Quer um Brasil melhor”
(Em 4 de agosto de 2010, explicando que o eleitor deveria votar em Dilma Rousseff mesmo sem entender o que dizia a candidata)
“Nós só podemos receber doação de quem tem dinheiro”
(Em 5 de dezembro de 2010, sobre a bolada de R$ 1,5 milhão doada por Daniel Dantas ao diretório nacional do PT, deixando claro que receberá com muita honra eventuais contribuições dos companheiros Fernandinho Beira-Mar e Marcola)
“Os grandes jornais não compreendem o tipo de país que se está construindo”
(Em 11 de dezembro de 2011, informando que só os pequenos pequenos jornais já entenderam que, no tipo de país que a companheirada e a base alugada estão construindo, a imprensa deve elogiar o governo, ensinar aos leitores que pecado é virtude, defender a liberdade dos bandidos de estimação, louvar o patriotismo dos corruptos, fingir que entende o que diz Dilma Rousseff e canonizar São Lula)
“Boa noite. Vou dormir çedo, porque saio çedinho para São Paulo”
(Em 18 de janeiro de 2012, caprichando no uso da cedilha para confirmar, pelo Twitter, que a idiotia está no poder)
“Suçesso total na audiênçia com o ministro!”
(Em 23 de janeiro de 2012, ainda em campanha para tornar-se nacionalmente conhecido como O Açaçino da Çedilha)
“Ministro do Supremo não é para ficar sendo aplaudido em restaurante por decisão contra o PT”
(Em 9 de junho de 2012, apavorado com a notícia de que o julgamento dos mensaleiros começaria em 1° de agosto, admitindo que, no Brasil da corrupção institucionalizada, juízes que cumprem a lei viram heróis nacionais)
“Eu só tenho a lamentar, e muito, a decisão do Supremo”
(Em 31 de agosto de 2012, sobre a condenação de João Paulo Cunha, com cara de quem percebeu tarde demais que a luz no fim do túnel era um trem)
“O partido do presidente Lula, que governou esse país transformando o Brasil de uma nação submissa aos interesses americanos e dos países ricos a um país que tem iniciativa, que tem postura, que melhorou a vida dos brasileiros, diminuiu a pobreza e agora tem continuidade no governo da presidenta Dilma”
(Em 25 de setembro de 2012, ensinando num dialeto ainda não identificado que o presidente Lula proclamou a independência do Brasil, criou a República e inaugurou Dilma Rousseff)
“Quero dar a minha contribuição. As pessoas não podem pagar. Conheço Genoino, Dirceu e Delúbio. São pessoas que têm os bens que foram capazes de adquirir com o suor do trabalho. Nunca puseram um centavo no bolso”
(Em 16 de novembro de 2012, sobre a vaquinha planejada para ajudar os companheiros condenados no processo do mensalão no pagamento das multas impostas pelo STF, reforçando a suspeita de que todo o dinheiro movimentado pelo alto comando da quadrilha foi destinado a creches, asilos e santas casas de misericórdia)
“É cassação sumária”
(Em 5 de fevereiro de 2013, ao criticar a decisão do STF de cassar o mandato dos parlamentares condenados no julgamento do mensalão, ensinando que, enquanto esperam o começo da temporada na cadeia, os companheiros gatunos merecem desfrutar da companhia dos colegas de ofício hospedados num gabinete da Câmara, mais conhecida como Casa dos Horrores)
No Sanatório, André Vargas se sente em casa. Merece ficar por lá até a chegada do camburão.
DO A. NUNES-REV VEJA
REINALDO AZEVEDO: O SAMBA-DA-PRESIDENTA-DOIDA.
O artigo de Reinaldo Azevedo, na Folha de S. Paulo desta sexta-feira,
está excelente. Consegue resumir com humor cáustico, o festival de
estupidez encenado por um bando de psicopatas que tomou conta do Brasil.
O pior é que essa psicopatia, que é a marca registrada do PT e seus
acólitos, se espraia pelas redações da grande mídia brasileira.
Tem
razão o articulista, portanto, quando observa que quem ousa remar
contra a maré vermelha colocam imediatamente na boca do sapo, por meio
de crônicas e artigos em que exibem orgulhosa ignorância. Leiam:
Existe a
revisão virtuosa da história. À medida que se descobrem novos
documentos, que se apela a saberes não convencionais para as ciências
humanas, que se estudam fontes de narrativas antes consideradas
fidedignas, o passado pode ganhar novo contorno em benefício da
precisão. É o oposto do que está em curso nestes dias, nos 50 anos do
golpe militar de 1964. A memória histórica foi abolida em benefício da
memória criativa e judiciosa. Dilma se tornou a personagem-símbolo desse
saber que se erige como nova moral. Na solenidade de privatização do
aeroporto do Galeão, resolveu apelar a Tom Jobim e citou o "Samba do
Avião". Segundo disse, a música ligava o Brasil de hoje ao do passado ao
"descrever" a chegada ao país dos brasileiros que voltavam do exílio,
depois da anistia, "após 21 anos".
É o
samba-da-presidenta-doida. A música é de 1962, o golpe foi desferido em
1964, e a Lei da Anistia é de 1979, quando os exilados, então, começaram
a voltar --15 anos, portanto, depois do golpe, não 21. A canção faz uma
evocação lírica do Rio; nada a ver com protesto. Ao contrário até: o
narrador revela aquele doce descompromisso bossa-novista: "Este samba é
só porque/ Rio, eu gosto de você"... Não havia nada de programático a
ser interpretado: "A morena vai sambar" queria dizer que a morena iria
sambar. Sugiro um estudo aos teóricos do Complexo Pucusp: o mal que o
golpe fez à cultura metafórica brasileira.
Na
semana passada, lembrei que, em 1987, em vez de reciclar os ódios ao
Estado Novo, inaugurado em 1937, o Brasil cuidava do futuro e vivia o
processo constituinte, aprovado pela Emenda nº 26, de 1985, que tinha a
anistia de 1979 como pressuposto. "Anistia" que, por fatalidade da
língua, tem a mesma raiz de "amnésia" e significa, para todos os efeitos
da política e do direito, "esquecimento". Por óbvio, isso não impede
que se procure a verdade, coisa que não cabe a um ente do Estado. Por
natureza, ele irá justificar a ordem de compromissos que o instituiu.
Assim,
uma comissão oficial da verdade, lamento!, é mentirosa "ab ovo". Nem o
governo negro da África do Sul se negou a apurar atos protagonizados por
adversários do apartheid. A do Brasil, contrariando a lei que a
instituiu, já deixou claro que sua vocação é demonstrar que o Lobo Mau
era mau e que os Chapeuzinhos Vermelhos eram bons.
Num
pequeno discurso, Dilma reconheceu, oblíqua e envergonhadamente, a Lei
da Anistia e, de novo, elogiou os que tombaram. Na sua lista não estão
as 120 pessoas (no mínimo) assassinadas por grupos terroristas,
inclusive os de que ela fez parte. Ai de quem se atrever a lembrar, no
entanto, os crimes sinistros de poetas da morte como Lamarca e
Marighella! Passa a ser tratado por alguns cronistas --que têm de
opinião arrogante o que exibem de orgulhosa ignorância-- como sócio e
partícipe da tortura. Transformam supostos adversários em caricaturas
para que fique fácil vencê-los --no boteco ao menos. Fazem com a
história o que Dilma fez com o "Samba do Avião". Como responder? Jogando
no seu colo o corpo despedaçado de Mário Kozel Filho ou o crânio
esmagado de Alberto Mendes Júnior? Nem sabem do que falo. Não dá para
entrar nesse jogo rasteiro.
Não
pretendo voltar ao golpe neste espaço --a menos que ache necessário. O
que hoje desperta o meu interesse é essa esquerda que se ancora numa
falsa gesta do passado para assaltar o futuro, como evidenciam as
lambanças na Petrobras e o esforço suarento do petista André Vargas para
explicar o lobby no Ministério da Saúde em favor de um doleiro
--assunto que vai se tornar ainda mais rechonchudo. O que me mobiliza é
fazer a sociologia dessa "burguesia do capital alheio", ainda a minha
melhor expressão para definir essa gente. Na quarta, um desenhinho
animado da presidente, em sua página oficial no Facebook, dava "um
beijinho no ombro" para "us inimigo". Uma "Dilma Popozuda" é evidência
de arrogância e descolamento da realidade, não de graça. Dilma Bolada
está no comando.
DO A. AMORIM
segunda-feira, 31 de março de 2014
31 de Março – 1: Viva a democracia! Nada devemos à esquerda armada além de violência, mortes, sequestros, assaltos e indenizações milionárias. O regime de liberdades é obra dos que fizeram a luta pacífica
Oficialmente,
o movimento militar que derrubou João Goulart faz hoje 50 anos — o
assunto, como sabem, está em todo canto. A quartelada, com amplo apoio
civil, se consumou, de verdade, no dia 1º de abril, mas se quis evitar a
coincidência com o chamado Dia da Mentira. Hoje, com a tal Comissão da
Verdade federal em funcionamento — e algumas outras estaduais ou até
corporativas (em universidades, por exemplo) —, prospera a farsa sobre
aqueles tempos. A extrema esquerda armada perdeu a batalha porque era
minoritária e porque não dispunha de força bélica para enfrentar os
militares. Os extremistas, no entanto, venceram a guerra de propaganda,
desta feita sem precisar dar um tiro: seus epígonos, isto é, seus
seguidores intelectuais, ocuparam a imprensa, o meio universitário, os
centros culturais, as escolas, fatias importantes do Executivo, do
Legislativo e do Judiciário para inventar o confronto que nunca existiu.
E qual é o
confronto que nunca existiu? Aquele que oporia, de um lado, os
defensores da liberdade e, de outro, os que a recusavam. Se, durante o
regime militar, vivemos sob a mentira de que o golpe foi desfechado para
defender a democracia, hoje, 50 anos depois, vive-se a outra face do
engodo, que, no caso, é igualmente trapaceira, mas com o sinal trocado.
Comecemos do óbvio: em 1964, João Goulart e os que com ele se alinharam
não tinham a democracia como um valor universal e inegociável; tampouco
era essa a convicção dos militares e dos organismos civis que lhes deram
apoio. O regime de liberdades individuais e públicas morreu de
inanição; morreu porque faltou quem estivesse disposto a alimentá-lo. Ao
contrário: assistiu-se a uma espécie de corrida rumo ao golpe.
Golpista, na prática — e escandalosamente incompetente —, era Jango.
Golpistas eram aqueles que o depuseram. Ainda que pudesse haver
bem-intencionados em ambos os lados, não foram esses a ditar o rumo dos
acontecimentos.
Outras
farsas influentes se combinam para fabricar um confronto entre vítimas e
algozes que é não menos trapaceiro. Não é verdade, por exemplo, que os
atentados terroristas e a luta armada tiveram início depois da
decretação do famigerado AI-5, o Ato Institucional que implementou a
ditadura de fato no país. Ao contrário até: a muita gente essa medida de
força, que deu ao estado poderes absolutos, pareceu até razoável porque
a extrema esquerda decidiu intensificar a rotina de ataques
terroristas. O AI-5 só foi decretado no dia 13 de dezembro de 1968. A
VPR, a Vanguarda Popular Revolucionária, explodiu uma bomba no Consulado
Americano, no Conjunto Nacional, em São Paulo, no dia 19 de março
daquele ano. Em abril, novas explosões no Estadão e na Bolsa de Valores
de São Paulo. Essas são apenas algumas de uma sequência. No dia 18 de
julho, o presidente Costa e Silva ainda recebeu uma comissão de
estudantes para negociar. Inútil.
O que
pretendiam os movimentos de extrema-esquerda? É certo que queriam
derrotar o regime militar inaugurado em 1964; mas que fique claro: o seu
horizonte não era a democracia. Ao contrário. Como costumo lembrar, não
há um só texto produzido pelas esquerdas então que defendessem esse
regime. Ao contrário: a convicção dos grupos armados era que os
fundamentos da democracia eram apenas um engodo para impedir a
libertação do povo. Os extremistas de esquerda também queriam uma
ditadura — no caso, comunista.
Cumpre
indagar e responder: o regime democrático que temos hoje é um
caudatário, um devedor, dos extremistas que recorreram à guerrilha e ao
terrorismo? A resposta mais clara, óbvia e evidente é “Não”! Devemos a
democracia aos que organizaram a luta pacífica contra a ditadura
militar. Qual foi a contribuição da Ação Libertadora Nacional, a ALN, do
terrorista Carlos Marighella, à civilidade política? Nenhuma! A eles
devemos sequestros e cadáveres. Qual foi a contribuição da VPR, a
Vanguarda Popular Revolucionária, do terrorista Carlos Lamarca, à
tolerância política? Nenhuma! A eles devemos violência e mortes. Qual
foi a contribuição da terrorista VAR-Palmares, de Dilma Rousseff, à
pluralidade política? Nenhuma. A eles devemos assaltos, bombas e
sequestros.
Mas
devemos, sim, a democracia a Paulo Brossard, a Marcos Freire, a Itamar
Franco, a Franco Montoro, a Fernando Henrique Cardoso, a Mário Covas, a
José Serra, a Alencar Furtado, entre outros. Devemos a democracia até a
ex-servidores do regime que resolveram dissentir, como Severo Gomes e
Teotônio Vilela. Outros ainda, dentro do aparelho de estado, tiveram
papel relevante para trincar o bloco hegemônico que comandava o país,
como Petrônio Portella, Aureliano Chaves e Marco Maciel.
História
O ambiente está viciado. Mistificadores e prosélitos, mais ocupados com a guerra ideológica do que com a realidade, atropelam os fatos. Pretendem inventar uma narrativa que justifique tanto as ações doidivanas do passado como certas safadezas do presente (ainda voltarei a este ponto). O que fazer? Se você não quer se deixar levar pela mera discurseira inconsequente, sugiro que leia este livro.
O ambiente está viciado. Mistificadores e prosélitos, mais ocupados com a guerra ideológica do que com a realidade, atropelam os fatos. Pretendem inventar uma narrativa que justifique tanto as ações doidivanas do passado como certas safadezas do presente (ainda voltarei a este ponto). O que fazer? Se você não quer se deixar levar pela mera discurseira inconsequente, sugiro que leia este livro.
O
historiador Marco Antonio Villa escreveu “Ditadura à Brasileira” (LeYa),
que tem um emblemático subtítulo: “1964-1985: A democracia golpeada à
esquerda e à direita”. Villa vai ao ponto. Cada ano do período constitui
um capítulo do livro e evidencia a escalada da radicalização, num
confronto em que quase ninguém podia reivindicar o papel do mocinho. Não
se trata de “uma outra leitura do golpe”, favorável ao movimento. O que
Villa faz, com rigor e competência, é alinhavar, de maneira seca,
objetiva, a sequência de eventos, com os seus devidos protagonistas, que
levaram à deposição de João Goulart, à instauração da ditadura, à
abertura do regime e, finalmente, à democracia.
É claro
que o autor tem um ponto de vista — e, no caso, é um ponto de vista que
protege o leitor: Villa é um democrata, e isso faz com que veja com
olhos críticos — e, pois, independentes — as várias agressões havidas no
período aos valores da democracia , tanto à direita como à esquerda. No
seu livro não há bandidos e heróis. Há pessoas de carne e osso fazendo
coisas: muitas em favor da civilidade política; boa parte delas, em
favor da barbárie. O volume traz uma útil cronologia, bibliografia e
índices onomástico e remissivo, o que o torna também um bom manual de
consulta. É um bom instrumento para se defender de fraudes influentes.
Encerro este post
Nada devemos, rigorosamente nada!, às esquerdas armadas. A coragem é, em si, um valor. Quanto ela é tão suicida como homicida, já não é coragem, mas estupidez, e costuma arrastar outros tantos em sua aventura.
Nada devemos, rigorosamente nada!, às esquerdas armadas. A coragem é, em si, um valor. Quanto ela é tão suicida como homicida, já não é coragem, mas estupidez, e costuma arrastar outros tantos em sua aventura.
sábado, 29 de março de 2014
REPORTAGEM-BOMBA DE 'VEJA' EXPLICA POR QUE QUANDO A DILMA CAI A BOLSA SOBE E ANIMA OS AGENTES ECONÔMICOS. IMAGINEM COM UM NOVO GOVERNO DEMOCRÁTICO E COMPETENTE?
A
reportagem revela que os escândalos da Petrobras anteciparam o
julgamento pelos investidores da capacidade de governar de Dilma
Rousseff.
A
sentença se traduz pela seguinte equação: basta Dilma cair nas pesquisas
para que aumente a disposição do mercado de investir no Brasil. Uma
pesquisa CNI/Ibope mostrou uma queda de 7 pontos percentuais na
aprovação do governo. O resultado imediato foi um dia de forte alta da
Bovespa. O recado do mercado foi inequívoco: o governo é o problema.
À media que diminui o
tempo rumo às eleições presidenciais vão se acumulando cada vez mais as
evidências de que o governo do PT entrará para história do Brasil como o
mais desastroso de todos os tempos.
Se os problemas fossem
apenas na economia um novo governo competente e as potencialidades do
país se encarregariam de recolocar as coisas nos eixos. Entretanto, os
prejuízos morais e éticos, a doutrinação comunista nas escolas e
universidades, o estímulo à anarquia e à malandragem, a par do nefasto
ataque às instituições democráticas, constituem um problema gravíssimo e
o maior desafio à vista.
Como todos deveriam
saber, o PT é um partido revolucionário e seu objetivo é perpetuar-se no
poder transformando o Brasil numa republiqueta do tipo cubano, ou seja,
comunista que contempla a expropriação da propriedade privada e a
destruição dos valores morais e éticos que constituem os pilares da
civilização ocidental, os quais se assentam sobre uma base constituída
por dois elementos: democracia e liberdade. Se o povo de um país se
esmera no cuidado da estabilidade desses dois pilares, a vida melhora
imediatamente para todos os estratos sociais. Paz social, respeito à
Constituição, nível de educação elevado e o cultivo à lei e a ordem,
criam um ambiente virtuoso em todos os aspectos.
O comportamento do
mercado sempre foi e será o melhor termômetro para medir a temperatura
política de um país. Um leve sinal na possibilidade de alternância do
poder, fato que evidentemente reforça o sentimento de segurança
democrática, tem um efeito imediato sobre o ânimo dos agentes
econômicos. E foi isto mesmo que acabou de acontecer de forma concreta,
pois até mesmo a combalida Petrobras viu suas ações se valorizarem!
Portanto, tirar o PT do
poder nas próximas eleições será o início de um caminho que levará o
Brasil bem mais para perto dos países do denominado primeiro mundo. Se
apenas um pesquisa de opinião sinalizando o enfraquecimento do governo
petista já teve esse efeito, imagine um novo governo com quadros
competetentes e compromissado com a lei e a ordem, ou seja, o respeito à
Constituição?
Além da
reportagem-bomba, no miolo a revista Veja traz ainda aquelas matérias
que a maioria dos veículos da grande mídia, patrulhados pelos
jornalistas a serviço do PT, sonegam sistematicamente do grande público
brasileiro.
O Brasil poderá ser
muito melhor, desde que o PT seja afastado do poder. Esta é a verdade
pura e cristalina. E notem que a verdade é uma só. Duas verdades só na
cabeça dos psicopatas comunistas.
DO A.AMORIM
Assinar:
Postagens (Atom)









