domingo, 5 de dezembro de 2010

Cabral defende a legalização de drogas leves; seu discurso se enquadra na categoria de droga pesada!

O governador do Rio, Sergio Cabral, voltou a defender, numa entrevista concedida a um canal de TV, a legalização de drogas leves. Não é a primeira vez que o faz. Segundo diz, a experiência poderia começar com a maconha — parece que haveria uma escala… Trata-se de uma fala irresponsável, mas muito ilustrativa.

Ele não é o único que acha que esse debate precisa ser feito. Antes que venham me torrar a paciência, lembro eu mesmo que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já disse coisa parecida. E eu o critiquei por isso. É um de seus poucos erros. Mas, ao menos, teve o bom senso de fazê-lo fora do poder. A tese continua ruim, mas a circunstância é menos grave. Cabral não quer parar por aí.

Ele também defendeu a legalização do jogo. O governador do Rio segue aquela máxima que já enunciei aqui: para ele, a melhor maneira de acabar com os criminosos é legalizando o crime. Quais outros ele estaria disposto a admitir como um comportamento aceitável, corriqueiro, da sociedade? Segundo diz, a repressão às drogas mata inocentes e consome recursos que poderiam ser empregados em outras áreas… Ah, bom! Ora, ou se legalizam todas as drogas, ou o tráfico das que permanecerem ilícitas continuará a matar. Supor que, uma vez legalizadas, o crime desaparece é uma tolice: os bandidos ociosos se dedicariam a outros ramos da safadeza. Haveria ainda uma explosão de consumo, o que seria um desastre para a saúde pública. O crack, droga de pobre e flagelo nacional, enquadra-se da categoria cabralina de “droga leve”? São argumentos insustentáveis.

Prudente, este gigante do pensamento admite que o Brasil não poderia fazer isso sozinho. Ele diz que vai sugerir a Dilma que leve o debate para a ONU e para o G-20. A quatro anos da Copa do Mundo e a seis da Olimpíada, o governador do Rio quer a presidente brasileira como líder do Planet Hemp!

Cabral já está aplicando uma política branca de legalização, conforme apontei aqui — e apanhei muito por isso. As UPPs são, na prática, unidades de pacificação do tráfico. Ele continua funcionando muito bem nas favelas ocupadas. A bandidagem apenas se obriga a ser mais discreta, já que agora conta com a proteção da polícia!. Cabral é mesmo um homem que não tem medo de agir de acordo com as suas convicções… No fim das contas, Cabral está nos dizendo ser impossível enfrentar tráfico, milícias e polícias corruptas. Então que seja tudo da lei.

O discurso deste senhor deveria ser enquadrado na categoria de “droga pesada”.
Por Reinaldo Azevedo

Rede de entidades fantasmas e laranjas revela ação premeditada

Institutos que recebem recursos públicos por meio de convênios têm endereços de fachada e 'alugam' os donos
O Estado de S.Paulo
O esquema apurado pela reportagem inclui ainda os institutos Brasil Sempre à Frente, Planalto Central, Inbraest e Projeto Viver, estes dois últimos também beneficiados por emendas e lobby do relator-geral do Orçamento, Gim Argello, aos ministros da Cultura e do Turismo.
Além dos convênios, todos funcionam em endereços de fachada e têm familiares distribuídos entre as entidades.
Os institutos Renova Brasil, Inbraest e Projeto Viver repassaram todo o dinheiro da emenda de Gim para a RC Assessoria e Marketing Ltda. A empresa foi criada em abril e já faturou R$ 3 milhões do esquema.
Também é registrada num endereço fictício em Brasília. Segundo inscrição na Junta Comercial, os donos são o jardineiro Moisés e o mecânico José Samuel Bezerra. As assinaturas dos laranjas estão nos orçamentos, nos contratos e nas prestações de contas entregues por esses institutos ao governo federal.
As peças do xadrez do esquema revelam que um grupo de pessoas montou uma rede de entidades e empresas em busca do dinheiro público. Para ajudar, contam com a falta de fiscalização: só 35% dos convênios do Ministério do Turismo, por exemplo, recebem fiscalização presencial. Ao entrar para o esquema, o jardineiro Moisés Morais atendeu a um pedido de Carlos Henrique Dantas Pina, filho do patrão, Carlos Pina, empresário do setor de autopeças de Brasília que lhe pagava R$ 600 mensais de salário até semana passada.
O outro "sócio", José Samuel Bezerra, mora no Paranoá, bairro pobre do DF. Vive de bicos. Depois de colocar o jardineiro como laranja no esquema, Carlos Henrique Pina abriu o próprio instituto, o Conhecer Brasil, que já firmou convênio com o Ministério do Turismo. Ao Estado, disse que colocou o jardineiro Moisés na RC Assessoria a pedido de uma pessoa chamada Walmir. Trata-se de Walmir Cordeiro, empresário de eventos automobilísticos. Ele admitiu que pôs outras pessoas como donos da empresa. Alegou que seu nome está "sujo" na praça. "Isso é corriqueiro. Pode não ser ético, mas não é ilegal", disse. "E está tudo aprovado pelos ministérios."
Em família. Recente reportagem da revista Veja mostrou que outro instituto, o Recriar, repassou R$ 500 mil de emendas de Gim a uma rádio que está arrendada para seu próprio filho. Há um cartel de empresas subcontratadas para realizar o serviço, em muitos casos superfaturados ou nem executados. Outro caso é o da Elo Brasil Produções. Sua sede fica na periferia de Goianira, pequena cidade a 20 quilômetros de Goiânia. No endereço mora o pedreiro Manoel e sua mulher, Dalva. Ambos desconhecem a empresa.


O Urubu-Rei do PT avisa que Lula pode voltar. Isto significa que vai.

DO BLOG DO CEL

Está lá, na entrevista de Gilberto Carvalho, futuro Secretário Geral da Presidência da República, o conhecido Urubu-Rei petista que sempre voejou por sobre as estranhas e misteriosas mortes do partido, o anúncio prematuro do passamento do Governo Dilma. De mortes ele entende. E muito. Ele sempre esteve lá, dando uma espécie de extrema unção e garantindo que os sacrificados seguissem em paz, dada a sua vinculação com a Santa Inquisição da Igreja de esquerda no Brasil e no mundo. Disse o Urubu-Rei petista que Lula vai se empenhar pela reforma política, pois "sem isso não como sobreviver uma democracia decente". É bem possível que, na reforma política de Lula e do seu Urubu-Rei, vá estar incluída a reeleição ilimitada, que tiveram medo de impor ao país. No entanto, na sua entrevista, o urubu petista afirma que tudo depende de Lula gostar ou não gostar do governo da sua boneca inflável: “Ele não planeja nem voltar nem não voltar. Vai depender muito do que vai acontecer. Uma coisa é um governo Dilma bem-sucedido, e outra, com dificuldades. Uma coisa é ele articular um papel internacional muito mais amplo ou não. Tudo é possível. Agora, ambição automática de voltar não existe”. Lula, como todos estão vendo, vai entregar a faixa, mas vai continuar mandando. Se Dilma obedecer direitinho, ele não volta. Caso contrário, os seus estarão lá para organizar a queda e, nunca se sabe, até coisa mais grave para a presidenta eleita. Quanto ao título da entrevista, dada a história e os personagens, não há a mínima garantia.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Lula continua torturando a verdade.

"O torturador de Dilma, se estiver vivo, está sofrendo mais do que ela, sem que ela tenha feito nada para ele sofrer, apenas pelo remorso de quem torturou uma jovem que queria democracia no Brasil",disse Lula. Dilma Rousseff nunca quis a democracia, nos seus tempos de luta armada. Os grupos terroristas dos quais participou queriam exatamente o contrário, basta ler qualquer documento doutrinário dos mesmos. Lula continua torturando a verdade. Aliás, Lula não pára de falar nisso. Será que está preparando a defesa da presidenta para quando a imprensa tiver coragem de revelar a ficha da Dilma?

blog do cel

Daniel Dantas dez "doação oculta" de R$ 1,5 milhão para o PT.

Da Folha:

Condenado em primeira instância na Justiça Federal por suposta corrupção na Operação Satiagraha, em 2008, o banqueiro Daniel Dantas doou, por meio de suas empresas, R$ 1,5 milhão para o diretório nacional do PT nas eleições. É a primeira vez desde pelo menos 2002, quando a Justiça Eleitoral passou a divulgar as doações pela internet, que o banco Opportunity aparece na lista de financiadores de campanhas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). As doações ao PT ocorreram por meio de três fontes: o banco e suas empresas Opportunity Gestora e Opportunity Lógica, sediadas no mesmo endereço no Rio. Os repasses ocorreram no mês de setembro, antes do primeiro turno das eleições. Como o dinheiro entrou no caixa único do partido, por "doação oculta", não é possível saber para qual campanha ele foi direcionado.

Pela lei, os partidos podem repassar os recursos para quaisquer candidatos e partidos de sua coligação. A prática, legal, se vale de uma brecha na lei que permite aos doadores não relacionarem suas contribuições aos candidatos. Neste ano, o PT nacional recebeu R$ 130,5 milhões e repassou mais de 99% a candidatos e partidos aliados, como o PSC -destinatário de R$ 4,7 milhões, que declarou apoio a Dilma Rousseff às vésperas da campanha. Em julho de 2008, Daniel Dantas e outros executivos do grupo Opportunity foram presos duas vezes pela Polícia Federal, no decorrer da Operação Satiagraha, e foram soltos em seguida por decisões do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes. As decisões foram confirmadas pelo plenário do STF.

O secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), afirmou não ver problemas nem constrangimentos na doação. "Nós só podemos receber doação de quem tem dinheiro. Desde que seja legal, contabilizada, não há problema." Ele não soube informar se a iniciativa partiu do grupo ou se foi o partido que procurou o Opportunity.

Herança maldita de Lula é a volta da inflação. E dos "pacotes" econômicos.

Passadas as eleições e a crise do PanAmericano, o Banco Central anunciou medidas para reduzir o ritmo de aumento do crédito e intensificar o processo de desaceleração da economia, a fim de evitar o aumento da inflação. Haverá aumento do compulsório (dinheiro dos bancos que fica depositado no BC), para retirar R$ 61 bilhões da economia, e restrição a empréstimos de longo prazo para consumo. O governo decidiu prorrogar, no entanto, a ajuda a bancos de menor porte anunciada durante a crise. A decisão foi tomada em conjunto com membros do atual governo que farão parte da equipe econômica da presidente eleita, Dilma Rousseff: Alexandre Tombini, atual diretor e futuro presidente do BC, e Guido Mantega, que vai continuar no Ministério da Fazenda.

O atual presidente do BC, Henrique Meirelles, indicou que esse é apenas o início de um processo cujo próximo passo deve ser o aumento da taxa básica de juros (Selic). Disse também que a mudança inibe o surgimento de "bolhas" no crescimento do crédito e "riscos que podem ser negativos para a saúde da economia no futuro". "Em março, o BC aumentou o compulsório e, em abril, adotou medidas de política monetária, com alteração da taxa Selic. As condições macroeconômicas e de expansão do crédito já justificam que o BC retome esse processo", afirmou.

A próxima reunião para discutir a taxa básica será realizada na próxima quarta-feira, mas a expectativa do mercado é que as medidas anunciadas ontem permitam ao governo adiar o aumento da Selic para janeiro. As estimativas são que a Selic passe dos atuais 10,75% ao ano para mais de 12% ainda no primeiro semestre. Além de frear o crédito ao consumo, um dos principais motores do crescimento econômico, o BC quer evitar a disparada da inflação no início do novo governo. Projeções do mercado e do BC indicam que o índice oficial de preços ficará acima do centro da meta de 4,5% neste e no próximo ano.

O crédito ao consumidor cresce hoje acima de 20% ao ano e não dá sinais de arrefecimento. Mas o financiamento para a produção só agora começa a se recuperar. No caso das empresas, o crédito será incentivado. O governo acabou com o compulsório sobre Letras Financeiras, instrumento que os bancos usam para captar recursos de longo prazo a pessoas jurídicas. Também foi anunciada a manutenção das medidas de apoio aos bancos de menor porte, que têm como clientes pequenas empresas. O incentivo à venda de carteiras de crédito dos bancos foi prorrogado por pelo menos mais seis meses.

A captação de recursos com garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) começa a acabar somente em 2012, mas só será extinta em janeiro de 2016. O dinheiro retirado da economia pelo aumento do compulsório equivale a cerca de 20% do que os bancos recolhem. A maior parte foi injetada no sistema bancário na crise de 2008/2009. Em março deste ano, parte desse dinheiro já havia voltado para o BC. Agora, os valores recolhidos já superam o nível pré-crise.

OS FATOS DESMENTEM LULA

- O Estado de S.Paulo

Fiel a seu costume de contar a história à sua maneira, sem o mínimo compromisso com os fatos e a verdade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais uma vez falou sobre a "herança maldita" recebida em 2003, ao iniciar seu primeiro mandato. Desta vez, o rosário de inverdades foi desfiado perante o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. O evento foi uma das várias despedidas programadas pelo presidente para este mês. De novo ele falou sobre o País quebrado e sobre o mau estado da economia no momento da transição do governo. De novo ele se entregou a uma de suas atividades prediletas, a autolouvação despudorada, atribuindo a si e a seu governo a inauguração de uma economia com fundamentos sólidos, estabilidade e previsibilidade. As pessoas informadas e capazes de discernimento conhecem os fatos, mas talvez valha a pena recordá-los mais uma vez, para benefício dos mais jovens e dos vitimados pela propaganda petista.

A primeira informação escamoteada pelo presidente Lula e pela companheirada é a origem da crise inflacionária e cambial de 2002. Os problemas surgiram quando as pesquisas mostraram o crescimento da candidatura petista. Não surgiram do nada e muito menos de uma perversa maquinação dos adversários. Os mercados simplesmente reagiram às insistentes ameaças, costumeiras no discurso petista, de calote na dívida pública e de outras lambanças na política econômica. Figuras importantes do partido haviam apoiado um irresponsável plebiscito sobre a dívida e mais de uma vez haviam proposto uma "renegociação" dos compromissos do Tesouro.

Tinha sólidos motivos quem decidiu fugir do risco proclamado pelos próprios petistas. A especulação cambial e a instabilidade de preços foram o resultado natural desses temores. A Carta ao Povo Brasileiro, com promessas de seriedade, foi o reconhecimento do vínculo entre a insegurança dos mercados e as bandeiras petistas.

Essas bandeiras não foram inventadas pelas fantasmagóricas elites citadas pelo presidente nas perorações mais furiosas. São componentes de uma longa história. Petistas apoiaram algumas das piores decisões econômicas dos últimos 30 anos. Uma de suas figuras mais notórias aplaudiu entre lágrimas uma das mais desastradas experiências dos anos 80, o congelamento de preços do Plano Cruzado. Nenhum petista ensaiou uma discussão séria quando os erros se tornaram mais que evidentes e o plano começou a esboroar-se.

Naquele período, como nos anos seguintes, petistas continuaram pregando o calote da dívida externa. Ao mesmo tempo, torpedearam todas as tentativas importantes de reordenação política e econômica e resistiram a assinar a Constituição.

O PT combateu as inovações do Plano Real. Foi contra a desindexação de preços e salários. Resistiu ao saneamento das finanças estaduais e municipais. Combateu - como já vinha combatendo - a privatização de velhas estatais, mesmo quando não havia a mínima razão estratégica para manter aquelas empresas sob o controle do Tesouro. Criticou a Lei de Responsabilidade Fiscal e atacou todas as iniciativas de ajuste das contas públicas.

A economia foi retirada do caos e seus fundamentos foram consertados, nos anos 90, contra a vontade do PT. O saneamento e a privatização de bancos estaduais permitiram o resgate da política monetária. Graças a isso foi possível, em 2003, conter o surto inflacionário em poucos meses. O Banco Central simplesmente manejou ferramentas forjadas na administração anterior.

Todos os princípios e instrumentos de política econômica essenciais à estabilidade nos últimos oito anos são componentes dessa herança mais que bendita. Se os tivesse abandonado há mais tempo, o governo Lula teria sido não só um fracasso, mas um desastre. Mas a fidelidade aos princípios do governo FHC nunca foi total. O inchaço da administração, o loteamento de cargos, a desmoralização das agências de regulação e o desperdício são partes da herança deixada à sucessora do presidente Lula, além de compromissos irresponsáveis, como o de um trem-bala mal concebido e contestado econômica e tecnicamente. Esse legado não será descoberto aos poucos. Já é bem conhecido.


Em 8 anos de Lula, carga tributária teve aumento real de 10%.

De 2002 a 2010, os impostos aumentaram 10% no Brasil. É mais uma herança maldita do lulismo. O quadro foi publicado hoje, em O Globo.

Vai faltar cachaça.



Se você é um bom brasileiro e gosta de uma boa cachacinha, faça um estoque. A partir de 1o. de janeiro, do jeito que as coisas andam, vai faltar o produto no país. Quando ele trocar o microfone pelo copo, o púlpito pela garrafa, a saliva pública pelo gole escondido, vai ser um Deus nos acuda. Não vai haver 51 que chegue!O homem está completamente transtornado.

B DO CEL

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Os parentes dos heróis mortos no Haiti precisam de ajuda para vencer os vigaristas

Os parentes dos heróis mortos no Haiti precisam de ajuda para vencer os vigaristas

Todos vinculados ao texto publicado sob o título O governo que festeja os soldados da hora humilha com o calote as famílias dos 18 heróis brasileiros mortos no Haiti, foram três comentários em 14 minutos. Mais que comentários, foram três recados ao Brasil que presta em menos de um quarto de hora. Ou mais que isso: cada uma limitada a três frases, as mensagens enviadas por Cely Zanin são três provas contundentes de que o país atingiu um adiantado estado de decomposição moral.

Viúva do coronel João Elizeu Souza Zanin, morto no desabamento do quartel-general da ONU em Porto Príncipe, Cely é uma das brasileiras duplamente castigadas pelo terremoto no Haiti: depois de perder o marido, vai perdendo a confiança na palavra do presidente da República, que não cumpriu o combinado há 11 meses. Aos 43 anos, mãe de um filho de 18 e outro de 17, Cely luta pela sobrevivência em paragens assoladas pela epidemia de amnésia cafajeste. Pode acabar perdendo a fé em valores que o coronel Zanin defendeu até a morte.

Às 23:39 deste 2 de dezembro, chegou a primeira mensagem: “Obrigada pela divulgação do nosso caso. Infelizmente o Brasil não cultua seus HERÓIS. Estamos tristes e frustradas com tanto descaso dos políticos em relação a nossa indenização”. Observei que não há o que agradecer. Quem está em dívida com os heróis que tombaram no Haiti somos nós. Somos todos devedores envergonhados com o tratamento ultrajante dispensado pelo governo às famílias das vítimas que, até agora, não receberam a indenização e as bolsas de estudos prometidas por Lula.

A segunda chegou às 23:45: “Já estamos desgastadas com todo o sofrimento que tivemos, agora estamos sozinhas, viúvas, para criar nossos filhos. Dinheiro nenhum compensará a dor da perda dos nossos maridos, nossos companheiros de uma vida. Tudo isso é muito triste para todas nós”. A terceira, sucinta e dolorida como as anteriores, é a mais perturbadora: “Agradeço, sim, pois são poucos os que se preocupam em divulgar notícias como essa. Infelizmente, o Brasil e principalmente os políticos possuem um “ranço” muito grande em relação aos militares. Mais uma vez, obrigada!”

O que há com os brasileiros que agora digerem com mansidão bovina todas as sem-vergonhices, afrontas e vigarices produzidas, dirigidas ou interpretadas pelos canastrões federais? O que há com a oposição oficial que não interrompe a rotina do medo, do minueto e da mesura para topar um único e escasso confronto com os donos do poder? Que fim levou a altivez dos chefes das Forças Armadas, que já não defende sequer os direitos de seus mortos no cumprimento da missão? O que há com a imprensa que endossa essa segunda morte dos heróis do Haiti com o silêncio só episodicamente rompido pela teimosia de combatentes solitários? Enfim, o que há com o Brasil que já não se exaspera com nada?

Depois de dizer a Cely que podia ao menos contar com esta coluna, reli os comentários que escoltam o post. Com uma única e irrelevante exceção, todos apoiam incondicionalmente a causa dos bravos esquecidos. Mas são 120. É pouco para um tapa na cara da nação. E então me pergunto: o que há com os homens decentes que parecem ter renunciado ao bom combate depois de uma eleição que comprovou a existência de 44 milhões de insatisfeitos?

A luta travada pela resistência democrática, escrevi mais de uma vez, não pode ser condicionada pelo calendário eleitoral, nem se limita a disputas nas urnas. Diferentemente da oposição oficial, que entra em recesso entre uma campanha e outra, a oposição real não tira férias. Vive a vida intensamente, sorri, ama, sabe divertir-se ─ mas não foge da boa briga em nenhum momento.

Dito isso, a coluna dá por encerrado o período de licença concedido aos que há um mês desfalcam o timaço de comentaristas. Precisamos da ajuda de todos para que seja honrada a palavra empenhada com a família do coronel Zanin. Essa briga é nossa.
BLOG AUGUSTO NUNES

Lula conseguiu tudo, chegou ao topo. E o que explica essa fome de reputações alheias?

Então a gente combina assim: Lula não desiste de dizer suas batatadas, e eu não desisto de acusar suas batatadas. Fica bom? Olhem, estamos por 28 dias. A menos que o, já aí ex-presidente, decida falar todo dia, ficaremos livres de certas ligeirezas. Leiam o que informa Breno Costa, na Folha Online. Volto em seguida:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que os vazamentos de telegramas da diplomacia americana em todo o mundo pela organização WikiLeaks deve preocupar não ele, mas o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Para Lula, as revelações “machucam a nobreza da diplomacia mundial e o comportamento da diplomacia americana”.

“Eu acho que quem deve estar muito preocupado com esse vazamento é o presidente Obama, e acho que isso é uma lição para, daqui para frente, os embaixadores passarem telegramas com mais responsabilidade. A gente não pode chegar ao final do dia, para prestar contas ao chefe, a gente ficar escrevendo qualquer coisa e mandando para o chefe”, disse o presidente, durante entrevista a correspondentes internacionais, no Rio de Janeiro. Lula, que, na terça-feira, chamou as revelações sobre o Brasil de “insignificantes”, se referiu aos vazamentos em embaixadas americanas em outros países, de “gravíssimos”.

Walesa
O presidente contou que, no início de seu governo, tinha medo de repetir o fracasso do sindicalista Lech Walesa, na Polônia. Segundo Lula, ele não poderia errar.

“Eu tinha muito o Walesa e o fracasso dele na Polônia, eu tinha muito… Eu tinha um medo de errar, eu tinha… Eu deitava com a Marisa e ficava assustado. Eu falava: Marisa, nós não podemos errar. Nós vamos ter que trabalhar porque se a gente errar, nunca mais um trabalhador vai poder ser presidente da República, nunca mais”, afirmou. Lula ainda aproveitou para alfinetar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Eu precisava provar [que seria um bom presidente] porque, quando você pertence à elite de um país, você é governante, se você errou ou não errou, ninguém está ligando. Você termina seu mandato, vai passar seis meses fazendo um retiro em Harvard ou você vai para Sorbonne, você vai fazer qualquer coisa. Ninguém se preocupa em cobrar que não deu certo”, disse o presidente.

Voltei
Qualquer pessoa razoável percebeu que não existe nada de espantoso ou grave nas mensagens dos diplomatas americanos. Ao contrário até: confesso que até me surpreendi com o realismo da tigrada. Considerando que são mensagens escritas para circular em ambiente seguro, sigiloso, a linguagem, ao contrário do que sugere Lula, é até bastante decorosa. Não existe motivo para Obama estar “muito preocupado”; tampouco as revelações sobre outros países são “gravíssimas”.

Mas o nosso Valente poderia demonstrar a sua tese de outro modo: expondo ao público as mensagens secretas do Itamaraty. É verdade que seriam bem poucos os interessados nesses segredos, mas teríamos a chance de cotejar as mesquinharias da diplomacia americana com as lições de ética dadas pelos homens de Celso Amorim. Quem não gostaria de ter acesso à troca de mensagens entre o Brasil e os assassinos de mulheres do Irã?

Quanto à enésima referência a FHC… Que coisa, não!? É uma verdadeira obsessão mesmo! FHC não se tornou professor da Sorbonne porque era elite — aliás, no máximo, pode-se dizer dele ter sido e ser classe média. Seu patrimônio pessoal certamente é inferior, aos 79 anos, ao de Fábio Luiz da Silva, o Lulinha, que deve ter uns 30 e poucos… E acho que o ex-presidente trabalhou um pouco mais, não? Aliás, eu duvido que o patrimônio do tucano seja superior ao do próprio Lula, o “operário”. Ah, qual é?

FHC foi professor da Sorbonne porque se preparou para tanto. Outros com origem ainda mais modesta chegaram lá. Lula não pode dar aula porque já confessou que cai no sono quando pega um texto para ler. É uma questão, digamos, de índole, de gosto, de inclinação pessoal, não de origem social.

Esse ressentimento é inexplicável, injustificável, sob qualquer parâmetro minimamente racional. O cara atingiu o topo, chegou lá, foi eleito presidente, reeleito, é uma figura admirada pela maioria dos brasileiros, tem um reconhecimento internacional acima de seus próprios feitos. Caramba! O que é que lhe falta?

Esse buraco sem fundo, que tem de tragar biografias, reputações, história, tudo, não se explica pela sociologia. Afirmei hoje à tarde que ele havia desenvolvido uma espécie de psicopatia política. Há o risco de eu ter sido generoso.
Por Reinaldo Azevedo

O GOLPE DE LULA

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

LULA, DE BOBO NUNCA TEVE NADA, POR ISSO, GOLBERY O ESCOLHEU.

FOI APROVADA NA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS EMENDA CONSTITUCIONAL QUE PREVÊ ELEIÇÕES EM 90 (NOVENTA) DIAS EM CASO DE VACÂNCIA NO CARGO DE PRESIDENTE DA REPÚBLICA.

ESSA EMENDA FOI ENCOMENDADA PELO PRÓPRIO LULA PARA O CASO DE DILMA ROUSSEFF, MORRER DURANTE OS PRÓXIMOS 4(QUATRO)ANOS. LULA NÃO PRETENDE DEIXAR O PMDB, E MUITO MENOS MICHEL TEMER ASSUMIR O CARGO DE PRESIDENTE DA REPÚBLICA CASO A MORTE DE DILMA SOBREVENHA ANTES DO FINAL DE SEU MANDATO, POR ISSO, ELE DECLARA QUE NÃO PRETENDE SE CANDIDATAR EM 2014, PORQUE ELE ESPERA QUE DILMA NÃO COMPLETE SEU MANDATO PRESIDENCIAL.

LULA É ASTUTO E JÁ ESCOLHEU DILMA SABENDO DE SUA CONDIÇÃO DE SAÚDE E DAS PREVISÕES SOBRE A EVOLUÇÃO DO CÂNCER QUE É EXTREMAMENTE AGRESSIVO. DURANTE A CAMPANHA PRESIDENCIAL DILMA TEVE QUE SER ATENDIDA POR DIVERSAS VEZES, NA CALADA DA NOITE, POR CAUSA DOS PROBBLEMAS QUE TEM COM A EVOLUÇÃO DE SUA DOENÇA.

LULA NÃO DÁ PONTO SEM NÓ. E ELE SABE QUE SE ALGUMA COISA ACONTECER COM DILMA ELE SERIA O ÚNICO QUE ESTARIA PRONTO PARA VOLTAR NOS BRAÇOS DO POVO, PODENDO ASSIM CONCORRER A MANDATO COM DIREITO A REELEIÇÃO. DAÍ QUE PRETENDE SAIR DO GOVERNO COM A POPULARIDADE EM ALTA, E PROCURAR MANTER-SE COMO MITO A FIM DE FAZER UM RETORNO TRIUNFAL NA HIPÓTESE DE DILMA MORRER.

A SAUDE DE DILMA É DELICADA E OS MELHORES PROGNÓSTICOS LHE DÃO, NO MÁXIMO DOIS ANOS DE VIDA, POR ISSO, LULA TERIA UM BREVE DESCANSO DA PRESIDÊNCIA E COM A APROVAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL QUE RETIRA DO VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA O DIREITO DE SUCEDER O PRESIDENTE EM CASO DE MORTE, OBRIGANDO A REALIZAÇÃO DE ELEIÇÃO EM 90 DIAS, LULA ESTARIA EM ÓTIMA CONDIÇÃO ELEITORAL PARA SUCEDER A SUA SUBSTITUTA TEMPORÁRIA.

LULA VAI FICAR NA ARQUIBANCADA APLAUDINDO DILMA, ISTO É, A ELE PRÓPRIO, E ESPERANDO A HORA DE SE AUTOCONVOCAR PARA REASSUMIR O TRONO DE REIZINHO.

AGUARDEM.
CLOVIS LUIS MARCOLIN