terça-feira, 22 de maio de 2012

Do Blog do Giba

Consultoria especial
Na semana passada, num hotel de Brasília, com discrição, conversavam o ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish e Zuleido Veras, dono da empreiteira Gautama, que, em 2007, foi alvo de operação da Polícia Federal e acusado de comandar um esquema de corrupção que desviou perto de R$ 300 milhões em obras públicas em dez Estados com a ajuda de políticos e servidores. Na época, o escândalo derrubou o ministro Silas Rondeau, de Minas e Energia. Cavendish queria ouvir conselhos de Veras que o advertiu que "o pior dos mundos" seria a Delta ser considerada inidônea pelo governo federal. Hoje, a Gautama responde pelo menos a 11 ações judiciais em todo o país que cobram a devolução de R$ 131 milhões aos cofres públicos. Todos esses processos andam lentamente (alguns estariam engavetados) e até hoje, nada foi julgado, nem em primeira instância.
Bens bloqueados
Zuleido Veras, que chegou a ser preso pela Polícia Federal (é o maior medo de Cavendish e também de Demóstenes Torres), está com parte de seus bens bloqueados pela justiça, mora na mesma mansão num condomínio de luxo próximo a Salvador, avaliada em R$ 4 milhões. Até o estouro do escândalo, Veras esbanjava influência: era dele a lancha em que a presidente Dilma, quando ministra, fez um passeio com o governador Jaques Wagner pela Baía de Todos os Santos em 2006. O barco, que custava R$ 1,5 milhão, foi um dos bens apreendidos pela PF. Durante o escândalo, Veras conseguiu vender uma de suas empresas, a Ecosama, para a Odebrecht, como a Delta está fazendo com a JBS.

Não vai dar
A presidente Dilma, é sempre muito simpática com o governador Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco. Só que já avisou a alguns aliados que, apesar disso, não tem como trocar de vice, em 2014, quando disputará a reeleição. Nesses dias, a propósito, peemedebistas correram para desfazer a história levantada pelo ex-ministro Nelson Jobim, que defendia candidatura própria do PMDB à Presidência, num encontro do partido. A cúpula da agremiação - e especialmente Michel Temer - considera que "é melhor uma vice na mão do que qualquer aventura eleitoral" contra Dilma - e Lula, claro.

Depressão
O que mais tira a alegria do governador Sérgio Cabral, que não sorriu nem com o torpedo quase romântico de Candido Vaccarezza (PT-SP), não é sua queda (pequena, ainda) de popularidade, nem quaisquer incertezas de futuros vôos políticos, até mesmo porque ele gostaria de encerrar sua carreira política em 2014. Cabral sonha todas as noites com a primavera de Paris. Com ou sem guardanapo amarrado na cabeça.

Pinto no lixo
O novo diretor corporativo da Petrobras e ex-presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, era visto, noite dessas, bem mais magro e em companhia de duas amigas, circulando pela noite da Lapa, no Rio. Passou pelo Leviano, esticou pelo Carioquinha e experimentou a cerveja Delirium Tremens, considerada uma das melhores do mundo. Estava mais alegre do que pinto no lixo.


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