sexta-feira, 1 de março de 2019

Bolsonaro avisa que não disputa reeleição

sexta-feira, 1 de março de 2019

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil
Justamente no dia em que o Presidente Jair Bolsonaro reuniu representantes da mídia jornalística tradicional para tomar um cafezinho no Palácio do Planalto, com a promessa de que também vai prestigiar os canais de comunicação convencionais, a legítima pressão cidadã nas redes sociais produziu mais um “milagre”.
O ministro Sérgio Moro (da Justiça) voltou atrás e “desnomeou”, do Conselho de Política Criminal e Penitenciário, a bela “desarmamentista” Ilona Szabó. A “direita” barrou mais um lance (estratégico?) da esquerda? Talvez os deuses da ideologia possam responder... Inegavelmente, Moro foi sensível (e solidário) aos protestos nos grupos de discussão nos “ringues” da Internet.
Véspera esquisita de Carnaval, com clima fechado. Aqui, com muita chuva. Na Venezuela, sem novidades. Em Brasília, Juan Guaidó – um corajoso autoproclamado substituto temporário do ditador Nicolas Maduro – se encontrou com Bolsonaro e com diplomatas do mundo inteiro que lhe dão apoio. A turma do Maduro só entregará a rapadura se e quando tiver certeza de que não sofrerá retaliações.
O maçom Guaidó recebeu homenagem do Grande Oriente do Brasil. Excetuando a esquerda irresponsável, a maioria das pessoas sensatas torce para uma saída civilizada e pacífica para a crise venezuelana. Na ONU, Rússia e China usaram seu poder de veto para barrar a proposta dos EUA para a queda de Maduro, com eleições livres e honestas, já.
Lá na casa do pequeno ditador da Coréia do Norte, Donald Trump sofreu mais uma derrota. Não fechou o acordo de desarmamento nuclear do regime do inteligente, implacável e (para uns malvado) Kim Jong-Un. O encontro de cúpula terminou sem almoço. A turma do Kim exigiu que todas as sanções comerciais norte-americanas fossem abolidas, em troca da interrupção no programa atômico de defesa (ou ataque?)...
A luta continua... E deve ir longe... No Congresso Nacional, não pegaram bem os sinais do Presidente Bolsonaro de que aceita, antecipadamente, mexer em alguns pontos do recém-enviado pacote da Reforma da Previdência. A equipe econômica não chegou a murmurar por descontentamento nas redes sociais. No entanto, o mercado reagiu com uma bolsa de valores em leve queda...
Mas será que a culpa não foi do anúncio de mais um pibinho (1,1%) – e não do remendo previdenciário repleto de incertezas? O noticiário só foi canalha, como de hábito, porque não relacionou a estagnação econômica com a incompetência gerencial, a roubalheira sistêmica e a falsidade ideológica dos governos da Nova República, sobretudo o megaestelionato do PT e outras quadrilhas bem votadas.
Seguimos na esperança de decolagem e crescimento. Porém, a lentidão do processo ainda deixa “na pista” muitos empreendedores e trabalhadores. O regramento continua excessivo e canalha. Os impostos continuam altíssimos. Os juros, nem se fala... O risco de investir e empregar segue altíssimo. A máquina judiciária e fiscal permanece cruel. Os calotes e o desemprego, também. Potencial esquisito de consumo e Vendas sofríveis desestimulam a produção, impactam o comércio e deprimem o consumidor.
Será que o ano começa mesmo depois do Carnaval, na quarta-feira de cinzas da semana que vem?
Vamos para a folia de Momo – ou para um descanso forçado – com essa ilusão?
Depois do Carnaval, retornam as pressões, por tudo e por todos, com toda força e vigor.
O desafio do Governo Bolsonaro, até os 100 dias de cobranças internas, populares e mercadológicas, é ainda provar que pode dar certo...
Segurança, combate à corrupção e crescimento econômico... Este foi o ultimato dado pelo eleitorado volúvel...
Bolsonaro está aberto ao diálogo. No entanto, as cobranças mais fortes não devem demorar a se intensificar. Só não podem ficar insuportáveis...
Em tempo: no cafezinho com a mídia, Bolsonaro avisou que não pretende disputar a reeleição... Será que o Rei Momo gostou da novidade?
Fala sério...
Alguém acredita que o Judiciário e o Ministéerio Público conseguirão impedir o desfile das escolas de samba no sambódromo sem licença do Rio de Janeiro?
O Corpo de Bombeiros fará um milagre burocrático, flexibilizará suas rígidas normas e não vai apagar o fogo de uma folia com gigantescos interesses econômicos, políticos e culturais...
É mais fácil – e conveniente - o desfile ocorrer do jeito como sempre ocorreu...
Será que a coisa ficará Preta para os tucanos que negam relação de negócios escusos com Paulo Vieira de Souza – o primeiro condenado pela Lava Jato em terras Bandeirantes?

OS BRASILEIROS QUE ELEGERAM O PRESIDENTE JAIR BOLSONARO NÃO PERMITIRÃO A VOLTA DOS ALGOZES COMUNISTAS



sexta-feira, março 01, 2019

Limpando a área: Renato Sergio de Lima, o ongueiro que tem apoio de George Soros e atuava em órgão da Pasta do Ministro Sergio Moro pediu para sair. 
As ocorrências inexplicáveis continuam assombrando os cerca de 50 milhões de eleitores que levaram o agora Presidente da República Jair Messias Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Aliás em postagem de ontem, quinta-feira 28 de fevereiro, que escrevi aqui no blog trato desse tema. O foco foi a presença de esquerdistas dentro do Conselho de Política Criminal do Ministério da Justiça, cujo titular é Sergio Moro.

E já nessa quinta-feira o Ministro Sergio Moro decidiu exonerar a ongueira esquerdista Illona Szabó do tal Conselho dada à pressão dos apoiadores do Presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais e nas mídias independentes na internet.

Em solidariedade à Zsabó, também pediu o boné nesta quinta-feira o Diretor-Presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sergio de Lima, que integrava o Conselho Nacional e Política Criminal e Penitenciária.

Renato Sergio de Lima também é dono do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (parece até um órgão estatal pelo nome e empáfia), organização que também desfruta do apoio da Open Society Foundation, organização de propriedade do bilionário globalista George Soros que dispensa maiores apresentações. Só para lembrar, a representação do grupo de George Soros foi expulsa recentemente da Hungria, aliás, seu país de nascimento.

Esse bilionário húngaro-americano financia atividades de uma miríade de ONGs esquerdistas no mundo inteiro, inclusive aqui no Brasil. Os húngaros velhos de guerra que foram açoitados pelos verdugos comunistas da ex-URSS, sentiram imediatamente o cheiro de carne queimada que exalava do luxuoso prédio em que Soros mantinha suas operações naquele país e trataram de expulsar das empresas de Soros da Hungria.

A seguir reproduzo um vídeo com comentários do jornalista Claudio Dantas, do site O Antagonista, que faz uma análise geral do que está acontecendo nas hostes governistas, em especial no âmbito de atuação da Pasta do Ministro Sergio Moro.

Dantas também comenta a partir de 7 minutos no vídeo abaixo a saída do ongueiro esquerdista Renato Sergio de Lima do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Vejam:

Mas não é só isso que atiça milhares de apoiadores do Presidente Jair Bolsonaro em ação nas redes sociais. Há outros temas semelhantes que devem vir à tona justamente porque colidem com as promessas de campanha de Bolsonaro que uniram os eleitores em torno de sua candidatura. É o caso, por exemplo, da nomeação da nora da jornalista Míriam Leitão, da Rede Globo, como chefe da Assessoria de Comunicação do Ministério da Justiça. Trata-se da jornalista Giselly Siqueira.

O site da revista esquerdista Forum que noticiou essa nomeação, afirma que a nora de Miriam Leitão já foi assessora-chefe do Supremo Tribunal Federal (STF) na gestão do ministro Gilmar Mendes e trabalhou como assessora da Procuradoria-Geral da República (PGR) quando se casou com Vladimir.
"Um conceituado jornalista de Brasília"-  afirmou à Fórum que, "quando Giselly trabalhava no órgão, a TV Globo, emissora de seu marido e de sua nora, enviava um motoqueiro para buscar informações vazadas do órgão em primeira mão."

Seja como for, o fato é que todas essas contradições suscitam fundadas preocupações por parte do eleitorado do Presidente Jair Bolsonaro, toda aquela massa humana que o carregava nos ombros e que entrou em desespero quando Bolsonaro sofreu o atentado em Juiz de Fora.

E mesmo quando permaneceu hospitalizado e depois recuperando-se em sua residência no Rio de Janeiro sem poder fazer campanha até a eleição, o Presidente Jair Bolsonaro contou com o apoio e as orações de milhares de brasileiros. A rua em frente à sua residência passou a ter uma vigília diária de seus eleitores, algo nunca visto na história do Brasil em relação a um político.

De sorte que a preocupação que toma conta dos eleitores do Presidente Jair Bolsonaro tem sim fundadas razões, afinal é ele o esteio da muralha que impede a transformação do Brasil numa nova Venezuela. Aliás, seu mote de campanha com base no seu diálogo direto com os eleitores. Um fenômeno sim, que não tem paralelo na história política do Brasil.
EXPECTATIVA DOS BRASILEIROS
O Presidente Jair Bolsonaro dispõe, portanto, de um capital político jamais alcançado por por outros políticos. E esse capital não foi auferido por artimanhas de compra de apoio. Não havia comboio de ônibus para conduzir eleitores aos seus comícios. Bolsonaro viajava em avião de carreira e tinha contra si todo o establishment, todos os veículos de mídia e formadores de opinião pública.

Portanto, esta é a realidade e esta é a percepção de seus eleitores que manifestam muita preocupação com o comportamento de vários de seus colaboradores, incluindo-se Ministros de Estado e mesmo de militares de alta patente que compõem o seu staff.

Esta oportunidade de salvar o Brasil das garras assassinas dos comunistas é única, é histórica e faz um corte radical na história da República erigida sob golpe de Estado que derrubou a Monarquia iniciando um processo de rapinagem dos cofres públicos que vem sendo passado por tradição hereditária há 129 anos!

A eleição do Presidente Jair Bolsonaro é, portanto, uma marco histórico, um corte radical nesse processo de apropriação do Estado pelas hostes do estamento burocrático em conluio com os comunistas.

Os eleitores não irão dar de barato essa conquista e tampouco se calar perante quaisquer tentativas de reverter esse processo histórico que demanda um novo Brasil. O Presidente Jair Bolsonaro foi escolhido pela esmagadora maioria do eleitorado para levar adiante essa travessia.

Finalmente, é de intuir-se que se o Ministro Sergio Moro é um jurista competente e se deve muito a ele o importante trabalho levado a cabo pela Operação Lava Jato, no que tange à política é marinheiro de primeira viagem. Dedicou a sua vida até aqui estritamente ao Direito e a Magistratura. Isso não o impede de se assessorar bem com consultores na área da política no seu sentido amplo.

Não me refiro apenas à política partidária, mas à filosofia política e o domínio de seus conceitos e de suas metamorfoses conceituais, como a guerra cultural esquerdista, a geopolítica de viés 'globalista' suas metas e modus operandi. Sem uma noção, ainda que ligeira, de todas essas variáveis que interferem no processo político as ações os agentes públicos correm sérios riscos de equívocos que podem ser fatais! A liberdade sempre existiu como uma plantinha delicada. DO A.AMORIM

Calote, corrupção e fracasso: a obra que é símbolo da relação entre o PT e o chavismo.

sexta-feira, 1 de março de 2019

Acordo para construção da refinaria de petróleo Abreu e Lima, em Pernambuco, firmado entre Lula e Hugo Chávez, gerou obra cara, com denúncias de corrupção, atraso na execução e funcionamento ineficiente. Reportagem da Gazeta do Povo:
Obras atrasadas, calote, denúncias de corrupção, projeto entregue pela metade, parceria fracassada, demissões e acidentes de trabalho. A Refinaria de Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, resume o quadro de projetos mal-sucedidos que marcaram o Brasil nos últimos anos. Mas o empreendimento carrega outro traço negativo, ainda mais significativo: simboliza a obscura relação que os governos do PT mantiveram com o regime chavista da Venezuela.

A Rnest foi lançada em 2005 como um projeto conjunto entre a Petrobras e sua equivalente venezuelana, a PDVSA. Os venezuelanos tinham uma extração intensa de petróleo e capacidade menor de refino da commodity. A ação integrada, então, parecia boa para os dois lados: as estatais comercializavam petróleo com uma empresa do mesmo continente e se beneficiariam com o resultado do refino.

A Petrobras seria responsável por 60% do investimento para construir a Rnest, com os 40% restantes ficando a cargo da PDVSA. O orçamento inicial do projeto era de US$ 2,5 bilhões, e a expectativa de conclusão era para 2011.
Praticamente nada, porém, seguiu o roteiro inicialmente planejado. Os gastos com a construção da refinaria dispararam, superando a casa dos US$ 20 bilhões. A obra até hoje não foi integralmente concluída e entrega, atualmente, menos da metade da produção de petróleo esperada. E o projeto acabou figurando como uma das “estrelas” dos superfaturamentos descobertos pela operação Lava Jato, a ponto de ter relação com a condenação que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão.

Estrela do PAC se apagou

A Rnest foi parte do ciclo de obras que figurou no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), conjunto de iniciativas no campo da infraestrutura que foi uma das principais bandeiras do governo Lula. O ex-presidente disse, em depoimento ao então juiz Sergio Moro em 2017, que a Rnest foi concebida em uma época em que havia uma concorrência forte entre os estados brasileiros para sediar a nova refinaria da Petrobras. Pernambuco foi selecionado até por relações diretas do comandante da Venezuela à época, Hugo Chávez, com membros do governo do estado.
Mais do que uma obra de engenharia e infraestrutura, a Rnest acabou por se transformar em mais uma peça na linha da “internacionalização do Brasil”, que vigorou principalmente no segundo mandato de Lula e que tinha nas chamadas “relações Sul-Sul” – isto é, vínculos diretos entre países do chamado Terceiro Mundo, sem a presença dos EUA ou potências europeias – uma de suas maiores apostas.

“O que aconteceu como fato histórico, ontem, é que a PDVSA olha para o Sul, para a América do Sul e olha para o Brasil, e a Petrobras olha também para a América do Sul e para a América Latina. São duas empresas gigantescas, duas empresas que, trabalhando juntas, podem contribuir para mudar a história energética na área de combustível e gás do mundo”, disse Lula em abril de 2008, em uma visita dele e de Chávez às obras da refinaria.
Discursos vazios. Faltou combinar com a PDVSA

A sintonia entre os dois governos, entretanto, não durou muito tempo. Ao longo de todo o processo de construção da Rnest, a PDVSA e o governo venezuelano não chegaram a desembolsar nenhum recurso. O Brasil mostrou preocupação com a dívida e buscou, por anos, cobrar a Venezuela, sem sucesso. Até que formalizou que não buscaria mais a contrapartida venezuelana e que iria tocar o projeto sem o país vizinho, então já comandado por Nicolás Maduro.

O motivo da desistência brasileira foi, principalmente, a falta de formalização na negociação entre Brasil e Venezuela. A PDVSA não chegou, em nenhum momento, a entrar oficialmente no negócio da Rnest – os discursos e promessas de Chávez em relação à refinaria jamais foram efetivados. Sem ter como evocar o contrato, ao Brasil restou aceitar o calote. Já em 2013, a Petrobras divulgava que “como as partes não chegaram a um consenso acerca da sociedade, a Rnest foi incorporada pela Petrobras, que, com tal medida, otimizou a gestão de seu portfólio”.

No mesmo depoimento de 2017 a Moro, o ex-presidente Lula falou que “o que aconteceu é que não aconteceu a tão sonhada parceria [entre Brasil e Venezuela]. A Petrobras fez sozinha a refinaria”.
Hoje, a Rnest, que foi parcialmente inaugurada em 2014, processa 100 mil barris de petróleo por dia. O número é menos da metade da capacidade total do empreendimento, que é de 230 mil. A produtividade inferior se deve à falta de conclusão do Trem II, que é o segundo conjunto de unidades que formam o local de refino, e também à não entrega de um aparelho para redução de emissões, o SNOX, que evitaria a limitação no processamento.
Para o próximo quadriênio (2019-2023), a Petrobras almeja a finalização do Trem II e do SNOX. A expectativa é de ampliar o processamento em 160 mil barris diários. Os investimentos, segundo a estatal, serão de US$ 1,3 bilhão.
Histórico de problemas

A Rnest se apresentou como uma “pedra no sapato” da Petrobras já poucos anos após o lançamento do projeto. Ainda em 2010, o Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu um alerta sobre os trabalhos em Abreu e Lima – segundo a corte de contas, a Rnest registrava “irregularidades graves”. A refinaria passou aos holofotes nos anos seguintes, com a comprovação do aumento dos gastos para a obra e a descoberta da possibilidade de que a Venezuela não fosse honrar seu compromisso.
Em 2012, a então presidente da Petrobras, Graça Foster, disse à Câmara dos Deputados que a alta dos custos com a Rnest era o resultado de “erros de avaliação” cometidos pela empresa e também se explicaria pela alteração no cenário econômico. A executiva prometeu, na mesma ocasião, que a refinaria estaria em pleno funcionamento em 2015.
Mecanismo exposto

Foi a operação Lava Jato, entretanto, que acabou por tumultuar em definitivo a trajetória da Rnest. A obra foi envolvida no escândalo de superfaturamentos e pagamento de propinas descoberto pela Polícia Federal e o Ministério Público. Era um dos alvos do “clube de empreiteiras”, acordo ilícito entre as maiores empresas brasileiras no setor para a distribuição de projetos junto ao poder público.
Figurou em delações e nas denúncias que mencionavam empreiteiras como OAS, Odebrecht, Engevix e Camargo Corrêa. Foi também apontada como uma das fontes de financiamento que abasteciam o caixa de diferentes partidos.

Neste aspecto, se caracterizou como “suprapartidária”: os desvios de seus recursos serviram para as verbas de PT, PMDB e PP, que compunham o consórcio governista nas gestões de Lula e Dilma Rousseff, e também foram mencionados em acusações a políticos de outro campo ideológico, como o deputado Paulinho da Força (SD-SP), o ex-senador Gim Argello (PTB-DF) e o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra (PE), morto em 2014.

A série de denúncias chegou a motivar a Petrobras a determinar a suspensão das obras para a finalização da Rnest. Mas a ligação mais “ilustre” da refinaria com a corrupção se deu por meio do pagamento de propinas que a OAS fez ao ex-presidente Lula. A empresa, segundo as acusações do Ministério Público, direcionou R$ 3,7 milhões ao petista, sendo R$ 2,4 milhões na reforma do triplex do Guarujá (SP) e o restante na gestão do acervo do ex-presidente.

Lula teria recebido a propina como meio para facilitar as negociações entre a OAS e a Petrobras. A denúncia foi a que a levou à primeira condenação de Lula, pela qual ele cumpre pena em regime fechado desde abril do ano passado. DO O.TAMBOSI

Desconvidada por Moro, Ilona Szabó cita pressão do MBL e de Bolsonaro

Postado em 01/mar/2019
“Ficou muito claro que o presidente Bolsonaro ainda não se elevou à altura do cargo que ocupa”, afirmou Ilona Szabó, que foi convidada por Moro para integrar, como suplente, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, mas foi desconvidada um dia depois à sua nomeação, após pressão de bolsonaristas e grupos como o MBL; “São grupos que precisam de inimigos, e por isso não estão comprometidos com o debate democrático”, enfatizou.

“O ministro Sérgio Moro me ligou de volta. Dado o clima, eu sabia que o risco existia. O ministro me pediu desculpas. Disse que ele lamentava, mas estava sendo pressionado, porque o presidente Bolsonaro não sustentava a escolha na base dele”, contou Ilona Szabó, ao relatar como ficou sabendo da sua exoneração.

Ilona foi convidada por Moro para integrar, como suplente, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Mas por conta de suas críticas a política de armas do governo, ela foi desconvidada um dia depois a sua nomeação, após pressão de bolsonaristas e grupos como o MBL.

“Hoje começaram os comentários nas redes sociais. Foi a polêmica do dia. Colocaram a história na rede, e o Movimento Brasil Livre ajudou a reverberar. São grupos que precisam de inimigos, e por isso não estão comprometidos com o debate democrático”, afirmou Ilona em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Na entrevista, a cientista disse que, assim como ela, vários integrantes do Igarapé – instituto que ela fundou – participam de conselhos na área de segurança em vários Estados e municípios. “Em geral, ministros e secretários têm toda a liberdade para escolher conselheiros. Tais conselheiros costumam vir de todos os setores, com visões diferentes, diversas maneiras de ver o mundo. Dá trabalho, mas é assim que a gente constrói boas políticas públicas”, disse ela, apontando a ingerência anormal do governo Bolsonaro.

Questionada se a sua exoneração poderia ser comparada com o caso de Mozart Araújo, outro nome técnico, que acabou sendo desconvidado do Ministério da Educação por pressão da base de Bolsonaro, Ilona disse que sim.

“Vejo total paralelo. Nos dois casos, ganha a polarização e perde o Brasil”, disse. “Ficou muito claro nos dois episódios que o presidente Bolsonaro ainda não se elevou à altura do cargo que ocupa. Um presidente tem que construir diálogos e consensos. Quando ele diz que quem pensa diferente é inimigo, mostra que não está à altura do País. Acho que os brasileiros estão cansados disso. Uma prova é todas as mensagens de apoio que recebi quando decidi ir para o governo, muitas delas de gente que votou contra o Bolsonaro. Os brasileiros querem gente que pense no País, não gente que fica procurando inimigos”, completou.DO P.MAIS

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Executivos da OAS delatam pagamentos de R$ 125 milhões a 21 políticos de 8 partidos

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019


Revelações foram feitas em depoimentos de delação premiada homologada no ano passado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).  Por Camila Bomfim,

Por Camila Bomfim

Executivos da OAS delatam pagamento de R$ 125 milhões de propina a 21 políticos

Executivos da construtora OAS contaram em depoimentos prestados em razão de acordo de delação premiada que pagaram R$ 125 milhões em propina e caixa dois para 21 políticos de 8 partidos.

A delação os executivos foi homologada em julho do ano passado pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). O conteúdo da delação permanece em sigilo no STF.

A informação foi publicada em reportagem no jornal "O Globo". Segundo a reportagem, a revelação foi feita por oito ex-funcionários que atuavam na "controladoria de projetos estruturados", que funcionava como um departamento específico de contabilidade para gerir o pagamento de propina.

Segundo o jornal, há um relatório de 73 páginas da Procuradoria-Geral da República (PGR) em que a procuradora-geral, Raquel Dodge, resume as revelações dos ex-executivos, contidas em 217 depoimentos, e pede providências ao ministro Edson Fachin, relator da operação lava-jato no supremo tribunal federal.

É a primeira vez que ex-funcionários da OAS revelam em delação as propinas pagas pela empreiteira e como a empresa operava para conseguir obras.

Segundo o jornal "O Globo", o esquema ilegal da construtora envolvia o superfaturamento de grandes obras como estádios da Copa de 2014 e a transposição do Rio São Francisco, com possível repasse de parte desses recursos a políticos citados na colaboração.

Os delatados

Saiba quais políticos foram delatados pelos executivos da OAS, segundo o jornal "O Globo":


  • Aécio Neves (PSDB-MG), deputado e ex-senador: acusado de receber caixa dois de R$ 1,2 milhão na campanha de 2014 por meio de contrato fictício e pagamento em vantagem indevida de R$ 3 milhões via doações oficiais em 2014. Aécio Neves negou irregularidades e declarou que as doações feitas à campanha do PSDB em 2014 estão devidamente registradas na Justiça Eleitoral.
  • Edison Lobão (MDB-MA), ex-senador: acusado de receber propina de R$ 2 milhões por obras na usina em Belo Monte. A defesa de Edison Lobão disse que as delações fazem citação desprovida de provas e de qualquer outro tipo de indício. Afirmou, ainda, que acredita que o STF vai determinar o arquivamento deste processo como fez com outro que também citava Lobão e foi arquivado esta semana.
  • Eduardo Cunha (MDB-RJ), ex-deputado, preso na Lava Jato: acusado de receber propina de mais de R$ 29 milhões referente a percentual de obras da OAS. "Essa acusação se trata de fatos requentados e já apurados na operação Sepsis, onde Eduardo Cunha se defende e provará sua inocência", informou a assessoria do ex-deputado.
  • Eduardo Paes (DEM-RJ), ex-prefeito do Rio de Janeiro: acusado de receber caixa dois de R$ 25 milhões para sua campanha à prefeitura em 2012. A assessoria de Eduardo Paes divulgou a seguinte nota: "Eduardo Paes desconhece o teor da delação premiada da OAS. Paes reafirma, no entanto, que as doações da empresa OAS em sua campanha de 2012 constam da sua prestação de contas aprovadas pela Justiça Eleitoral e que jamais favoreceu ou exigiu contrapartida de qualquer natureza, de quem quer que seja, no curso de seu mandato como Prefeito, conforme evidenciam os diversos depoimentos já prestados por colaboradores ao Ministério Público Federal, nas mais diversas delações premiadas feitas por executivos das maiores empreiteiras brasileiras, inclusive da própria OAS".
  • Eunício Oliveira (MDB-CE), ex-senador: acusado de receber caixa dois de R$ 2 milhões para sua campanha ao governo do Ceará em 2014. A assessoria de Eunício Oliveira disse que a OAS doou R$ 2 milhões para a campanha de 2014, de forma legal e oficial, e que o valor foi declarado e aprovado pela Justiça Eleitoral.
  • Fernando Pimentel (PT-MG), ex-governador de Minas Gerais: acusado de receber propina de R$ 2,5 milhões ao seu operador Bené quando era ministro do governo Dilma Roussef. A assessoria do PT de Minas Gerais informou que o ex-governador Fernando Pimentel está sem assessoria desde que deixou o governo. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dele.
  • Flexa Ribeiro (PSDB-PA), ex-senador: acusado de receber caixa dois de R$ 150 mil para sua campanha eleitoral ao Senado em 2010. A assessoria do senador divulgou a seguinte nota: "O ex-senador Flexa Ribeiro não recebeu qualquer valor da empresa OAS na campanha eleitoral de 2010. Todas as doações recebidas ocorreram de forma legal, conforme previa a legislação naquele período e constam na declaração da prestação de contas, devidamente avaliada e aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Flexa Ribeiro desconhece e repudia as informações prestadas por representantes da OAS envolvendo seu nome e espera que as declarações sejam profundamente apuradas e esclarecidas, se colocando à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento."
  • Geddel Vieira Lima, ex-ministro, atualmente preso: acusado de fechar contrato fictício de R$ 30 mil com empresa de publicidade para manutenção do site do político. Até a última atualização desta reportagem, ainda não havia resposta da assessoria.
  • Índio da Costa (PSD-RJ), deputado: acusado de receber repasse de valores espúrios de R$ 1 milhão para a campanha de 2010. A assessoria divulgou a seguinte declaração, atribuída ao deputado: "Todas as minhas contas de campanha foram devidamente declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral".
  • Jacques Wagner (PT-BA), o ex-governador e atual senador: recebimento de propina de R$ 1 milhão via contrato fictício e repasses de caixa dois. A assessoria de Jaques Wagner divulgou a seguinte nota: "A defesa do Senador Jaques Wagner informa que não comentará uma informação que desconhece, sobre uma suposta delação premiada a qual sequer teve acesso".
  • Sérgio Gabrielli, o ex-presidente da Petrobras: acusado de receber mesada de R$ 10 mil durante o ano de 2013. A reportagem não conseguiu contato com Sérgio Gabrielli.
  • José Serra (PSDB-SP), o ex-governador e senador: acusado de receber caixa dois de R$ 1 milhão via ex-tesoureiro. José Serra afirmou que jamais recebeu nenhum tipo de vantagem indevida e que suas contas, sempre aprovadas pela Justiça Eleitoral, ficaram a cargo do partido.
  • Lindbergh Farias (PT-RJ), ex-senador: acusado de pagamento de R$ 400 mil para serviços do publicitário João Santana. “Lindbergh esclarece que não teve acesso ao conteúdo da delação mas refuta veementemente as supostas acusações de caixa 2. Trata-se de mais uma acusação de natureza política que será arquivada assim como os demais”, informou a assessoria do ex-senador.
  • Marco Maia (PT-RS), ex-presidente da Câmara: acusado de receber caixa dois de R$ 1 milhão na campanha eleitoral de 2014. Marco Maia disse que desconhece doações a sua campanha que não tenham sido realizadas dentro da legislação vigente à época. Ele também afirmou que não é réu em nenhum processo.
  • Marcelo Nilo (PSB-BA), deputado: acusado de receber propina de R$ 400 mil em 2012 e repasses em 2013. Marcelo Nilo negou o recebimento dos recursos.
  • Nelson Pellegrino (PT-BA), deputado: acusado de receber caixa dois de R$ 1 milhão em campanha da Prefeitura de Salvador em 2012. Em nota, o advogado do deputado, Maurício Vasconcelos, afirmou: "A suposta delação está sob o manto do sigilo. O Deputado Federal Nelson Pellegrino e seu advogado não conhecem o seu teor, logo, não tem momentaneamente nenhum comentário a fazer sobre o tema."
  • Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara: acusado de receber caixa dois de R$ 50 mil em campanha à Prefeitura do Rio de Janeiro em 2012. Rodrigo Maia declarou que jamais associou seu mandato a quaisquer empresas e que a denúncia é uma ilação caluniosa. Também afirmou que todas as doações recebidas quando a lei permitia doações empresariais foram registradas e declaradas à justiça eleitoral.
  • Rosalba Ciarlini (PP-RN), ex-governadora do RN: acusada de receber caixa dois de R$ 16 milhões da obra da Arena das Dunas, em Natal (RN). De acordo com a assessoria, a prefeita Rosalba Ciarlini "desconhece completamente qualquer transação nesse sentido com a OAS".
  • Sérgio Cabral (MDB-RJ), ex-governador do Rio de Janeiro: acusado de receber caixa dois de R$ 10 milhões, em sua campanha ao governo do Rio de Janeiro em 2010. A defesa de Sérgio Cabral disse que todos os assuntos mencionados nas diversas ações penais serão revisadas e se for o caso será esclarecido em juízo.
  • Valdemar Costa Neto (PR-SP), ex-deputado: acusado de receber propina de R$ 700 mil nas obras da ferrovia Oeste-Leste. O ex-deputado Valdemar Costa Neto disse que não comenta conteúdos que ainda vão ser objeto de exame no poder judiciário.
  • Vital do Rêgo, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU): propina de R$ 3 milhões, à campanha eleitoral de 2014 em troca da blindagem da OAS na CPI mista da Petrobras. A defesa de Vital do Rêgo disse que não teve acesso à delação mencionada, mas que o ministro reitera sua manifestação feita há três anos no sentido de que não recebeu qualquer doação irregular de campanha.DO R.DEMOCRATICA

27/02/2019

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Grupo de Lima discute crise na Venezuela; vice-presidente dos EUA promete novas sanções

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019


O presidente autoproclamado Juan Guaidó e o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, se encontraram.
Norte-americano voltou a dizer que 'todas as opções estão à mesa'.


Por G1
Vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, e o líder da oposição e autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, participam de reunião do Grupo de Lima, em Bogotá, na Colômbia, nessa segunda-feira (25)
Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters

Representantes do Grupo de Lima pediram nesta segunda-feira (25) soluções pacíficas para a crise humanitária na Venezuela. Em reunião em Bogotá, capital da Colômbia, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, reforçou apoio ao autoproclamado presidente interino venezuelano, Juan Guaidó, e prometeu novas sanções ao regime de Nicolás Maduro.


No encontro, os países integrantes do Grupo de Lima aceitaram a Venezuela – representada por Guaidó – como novo membro da associação. Entre os participantes da cúpula, estava o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão.

O Grupo também pediu que o Tribunal Penal Internacional "leve em consideração a grave situação humanitária na Venezuela, a violência criminosa do regime de Nicolás Maduro contra civis e negação de acesso a assistência internacional, que constituem um crime contra a humanidade", segundo uma declaração lida pelo chanceler colombiano, Carlos Holmes Trujillo.
Encontro do Grupo de Lima acontece nessa segunda-feira (25) em Bogotá, na Colômbia  — Foto: Diana Sanchez / AFP 
Encontro do Grupo de Lima acontece nessa segunda-feira (25) em Bogotá, na Colômbia
Foto: Diana Sanchez / AFP

O Grupo de Lima foi criado em 2017 por iniciativa do governo peruano com o objetivo de pressionar para o restabelecimento da democracia na Venezuela. Integram o grupo os chanceleres de países como Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Paraguai e Peru, entre outros.
Grupo de Lima se reúne em Bogotá para discutir crise da Venezuela

Veja as declarações da reunião do Grupo de Lima:

Vice dos EUA promete novas sanções
Vice-presidente dos EUA, Mike Pence, fala sobre crise da Venezuela em reunião do Grupo de Lima em Bogotá, capital da Colômbia
Foto: Luisa Gonzales/Reuters

Em discurso, Pence prometeu novas sanções "ainda mais fortes" à "rede de corrupção financeira" do regime de Maduro.

"Vamos encontrar até o último dólar que eles roubaram do dinheiro do povo venezuelano", disse o vice-presidente dos EUA.

Ele também pediu que o Grupo de Lima faça como o governo norte-americano e congele os bens da PDVSA e os transfira para a administração de Guaidó. Pence ainda fez um apelo para que esses países restrinjam a concessão de vistos e reconheçam os representantes do presidente autoproclamado.
 
O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, desembarca em Bogotá para participar da reunião do Grupo de Lima
Foto: Joaquin Sarmiento/AFP

Além disso, Pence reforçou a mensagem do presidente norte-americano, Donald Trump, aos militares da Venezuela – de que eles devem deixar a lealdade ao regime Maduro e apoiar Guaidó. Caso contrário, "vão perder tudo", reforçou o vice, repetindo a fala de Trump.

"A você, presidente Guaidó, uma simples mensagem do presidente Trump: estamos com você 100%", declarou Pence.

Pence afirmou que a violência durante a tentativa de entrega de alimentos e remédios tão necessários à Venezuela fortalece a determinação dos EUA de apoiar Guaidó até que a liberdade seja restabelecida no país. Na mesma linha de Trump, o vice norte-americano repetiu que "todas as opções estão à mesa" para "restaurar a liberdade" aos venezuelanos.

Também nesta segunda-feira, o governo dos Estados Unidos pediu reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU sobre a Venezuela. A reunião do Conselho, marcada a princípio para esta terça-feira, será aberta, informaram diplomatas segundo a agência France Presse.

Guaidó pede minuto de silêncio
Juan Guaidó discursa durante encontro do Grupo de Lima sobre situação na Venezuela
Foto: Luisa Gonzales/Reuters

Guaidó pediu um minuto de silêncio pelo que chamou de "massacre que sofreu o povo da Venezuela no sábado, dia 23". Ele fazia referência aos confrontos entre as forças armadas leais a Maduro e opositores do regime durante o "Dia D" da entrega da ajuda humanitária.

Para Guaidó, ser "permissivo" com Maduro nesse momento constitui em uma ameça para a América Latina.

Antes do encontro, o presidente autoproclamado chegou a pedir que "todas as opções permaneçam abertas" contra Maduro.
Juan Guaidó se encontra com o vice-presidente dos EUA em Bogotá

Líderes de outros países pedem solução pacífica
Vice-ministro das Relações Exteriores do Peru, Hugo de Zela, participa de uma reunião do Grupo Lima para discutir a crise na Venezuela, nesta segunda-feira (25)
Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters

"No Grupo Lima, estamos lutando por uma solução pacífica", disse o vice-ministro do Exterior do Peru, Hugo de Zela, na abertura da reunião. Para ele, chegou a hora de adotar "mais medidas para isolar o regime". "Medidas mais claras para aumentar a pressão, e estamos dispostos a assumir posições mais categóricas, agir politicamente, agir financeiramente", insistiu.

"Reafirmamos nosso compromisso com a transição democrática e a restauração da ordem constitucional na Venezuela", afirmou Holmes Trujillo, ministro das Relações Exteriores da Colômbia e anfitrião do encontro.

Trujillo lembrou que, com o apoio do Grupo de Lima, "alguns países fizeram um grande esforço para facilitar a operação de um canal para fornecer assistência humanitária internacional para aliviar, ainda que parcialmente, a situação humanitária grave que afeta muitos venezuelanos".

Na mesma linha, o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, afirmou que o governo brasileiro acredita ser possível encontrar uma solução "sem qualquer medida extrema" para, segundo ele, "devolver a Venezuela ao convívio democrático das Américas".

"O Brasil acredita firmemente que é possível devolver a Venezuela ao convívio democrático das Américas sem qualquer medida extrema que nos confunda com aquelas que serão julgadas pela história como agressoras, invasoras e violadoras das soberanias nacionais", discursou.

Apelos por negociação
Mulher segura uma faixa que diz "Liberdade" em Pacaraima (RR), na fronteira Venezuela com o Brasil
Foto: Bruno Kelly/Reuters

Pouco antes do início do encontro, a Comissão Europeia fez um apelo para que seja encontrada uma saída negociada para a crise e para que os líderes evitem uma intervenção militar no país. O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu pelo Twitter para que o Grupo de Lima busque diálogo.

"Irmãos presidentes do Grupo de Lima: respeitando as nossas diferenças políticas e como líderes democraticamente eleitos, peço-lhes, com muito respeito, que busquem uma solução mediante o diálogo", afirmou o líder boliviano.

Hermanos Presidentes del Grupo de Lima: Respetando nuestras diferencias políticas y como líderes democráticamente electos les pido, con mucho respeto, que busquen una solución mediante el diálogo como opción para salvar vidas y evitar que la guerra traiga destrucción a nuestra AL — February 25, 2019

Entrega da ajuda humanitária
Caminhão que transportava ajuda humanitária para a Venezuela foi incendiado em Cúcuta
Foto: Marco Bello/Reuters

Aliados de Maduro reprimiram violentamente as tentativas de comboios oposicionistas com alimentos e medicamentos de ingressar na Venezuela. Há registros de vítimas, mas não há um balanço oficial.

Entre sexta-feira (22) e sábado (23), quatro pessoas morreram e 300 ficaram feridas, de acordo com dados do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

Porém, o prefeito da municipalidade de Gran Sabana, que é opositor de Maduro, afirmou que 25 pessoas morreram e 84 ficaram feridas em Santa Elena de Uairén (cidade venezuelana na fronteira com o Brasil). A informação não foi confirmada por fontes independentes.
25/02/2019

domingo, 24 de fevereiro de 2019

TCHAU, BOBALHÕES! A DITADURA DA GRANDE MÍDIA JÁ FOI PARA O VINAGRE.

domingo, fevereiro 24, 2019

Com a internet rompeu-se a passividade dos consumidores de informação. O antigo modelo de comunicação foi detonado pelas novas tecnologias. E não tem volta.
Visitando os sites dos jornais e revista da dita "grande mídia" compreende-se a razão pela qual todas as matérias, reportagens e colunas de opinião serem contra o Governo do Presidente Jair Bolsonaro. Não contam mais com publicidade estatal. Bolsonaro fechou a torneira por onde escoava bilhões de reais da Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Vale do Rio Doce (que também é estatal), Banco Central, BNDES, Itaipu e Agências Reguladoras e Ministérios (nos tempos do PT havia mais de 40 Ministérios).

Não há na história das Nações ocidentais nada parecido com o que ocorreu no Brasil. Os comunistas do PT, MDB, PSDB, PSOL, PCdoB, PSB, PDT et caterva, tendo à frente Lula como chefe conseguiram falir o Estado brasileiro. Lembrem-se que o Brasil está entre os maiores países do mundo em população e PIB. Possui vasta extensão territorial e uma população atualmente de 208 milhões habitantes. Para se ter a ideia do tamanho do Brasil, a população do Estado de São Paulo é maior do que a do Canadá, que é uma potência econômica.

Causa espécie e preocupação o fato de que todas as grandes empresas midiáticas brasileiras - inclusive as pequenas e médias no interior do Brasil também - eram cevadas pelas boladas gordas de grana distribuídas pelos governos comunistas a partir de FHC passando por Lula, Dilma e Temer.

O  aparecimento de novas redes de televisão e o extraordinário crescimento da Rede Globo (TV, jornal, revista, rede nacional de rádio (CBN), produção de novelas e programas especiais não condiz com a situação econômica do país. Por trás desse glamour, desse crescimento, está a fabulosa fortuna em dinheiro estatal repassado aos conglomerados de mídia.

O Brasil só tinha mesmo que falir literalmente como faliu. Rasparam o fundo o tacho. Estivemos muito próximos da situação da Venezuela, de Cuba e de outros países que caíram nas garras dos comunistas. Uma tática dos comunistas para tomar o poder é ampliar a miséria.

Deve-se acrescentar que muitos empresários e banqueiros também foram cúmplices dessa farra diabólica com dinheiro público que esmaga a classe média e mantém na miséria grande parte da população brasileira, situação que se iniciou com o famigerado golpe da Proclamação da República.

Por isso tamanha gritaria da grande mídia contra o Governo do Presidente Jair Bolsonaro. Jornais como a Folha de S. Paulo, Estadão, O Globo e revistas semanais como Veja, IstoÉ e Época, para citar os maiores, têm seus dias contados. E não se espantem. As redes de televisão e emissoras de rádio de capilaridade nacional também irão para o vinagre. Por isso, toda essa gentalha das redações está enlouquecida.

É a primeira vez na história do Brasil que foi rompido o ciclo vicioso que repetia a cada pleito eleitoral com mais do mesmo. O Governo Bolsonaro é a segunda tentativa de ruptura do esquema de poder erigido pelos golpistas da Proclamação da República. Desta feita logrou êxito.

A primeira ocorreu com o episódio da tentativa de assassinato de Carlos Lacerda gerando a crise que levou Getúlio Vargas a cometer suicídio. Apesar disso tudo os donos do poder conseguiram dar a volta por cima.

Tanto é que no ano passado tentaram assassinar Jair Bolsonaro. Mas ninguém do governo de então cometeu suicídio. No primeiro turno chegaram a montar um  esquema de fraude. Tinham certeza que seria possível a manutenção dos comunistas no poder.

Esqueceram, porém, das redes sociais e das mídias independentes na internet. Não tiveram coragem de montar a fraude nas urnas eletrônicas no segundo turno. No primeiro tentaram mas foi uma gritaria geral e viram o tamanho do poder das mídias sociais na internet.

Queira ou não a vagabundagem midiática a esmagadora maioria dos eleitores brasileiros incumbiu o Presidente Jair Bolsonaro para levar adiante as reformas que o Brasil necessita imediatamente. Por enquanto não há qualquer retrocesso no apoio da maioria da população brasileira ao Presidente Jair Bolsonaro.

Portanto, os vagabundos da grande mídia poderão espernear porque ninguém mais está dando a mínima bola para a mídia convencional. Tanto é que as pessoas podem desligar televisão e rádio, parar de comprar jornais e revistas. A informação e as notícias não são e nunca mais serão controladas pelos esbirros do movimento comunista das redações da mainstream media.

Até porque dentro de pouco tempo essas empresas midiáticas não existirão mais. Acabou o dinheiro fácil das verbas estatais. Dêem uma olhada nos sites desses jornais, revistas, televisões e rádio. O clima é de velório. Não há um mísero anunciante convencional, há apenas publicidade que remunera o veículo por clique, como os anúncios Google por exemplo.

Já vão tarde! A.AMORIM

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Reforma de Jair Bolsonaro beneficia os mais pobres


Na verdade, ao contrário do que diz a esquerda, a reforma de Jair Bolsonaro beneficia os mais pobres: 70% dos contribuintes do INSS passarão a pagar 7,5%, em vez de 8%.

Quem ganha a partir de 3 mil reais pagará mais, dependendo do salário.
Reforma de Jair Bolsonaro beneficia os mais pobres

Jornalista da CBS expõe viés esquerdista da mídia

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Artigo de Rodrigo Constantino, publicado na Gazeta do Povo, aborda as declarações feitas pela jornalista Lara Logan, da CBS, que aponta para um problema tão claro nos EUA quanto aqui: o jornalismo abandonou, de fato, os conceitos de objetividade e verdade - e dá-lhe narrativas enviesadas:

A jornalista Lara Logan, correspondente para assuntos externos da CBS, revelou nesta segunda ao SEAL aposentado Mike Ritland que a mídia tem um forte viés ideológico de esquerda. Não diz novidade alguma, e o ex-âncora da mesma CBS, Bernard Goldberg, chegou a escrever um livro décadas atrás sobre esse assunto, chamado justamente Bias (viés). Mas quando vem de alguém de dentro, a denúncia ganha mais peso.

Logan admitiu que a entrevista era “suicídio profissional” para ela, mas não conseguiu deixar de concordar com Ritland quando ele afirmou que havia um “absurdo viés” na imprensa. A “acusação” não deveria ser surpresa alguma, porém, pois é um fato objetivamente determinado. Algo como 85% dos jornalistas são democratas registrados. Quase ninguém é republicano. Esperar uma postura ética de total isenção com tanta inclinação ideológica à esquerda seria no mínimo ingenuidade.

Não obstante, a mídia nega o viés, preferindo acreditar em sua própria imparcialidade. Essa postura ridícula gera ainda mais desconfiança e perda de credibilidade. Todos conseguem perceber, ainda mais na era das redes sociais, a clara torcida partidária de boa parte dos veículos de comunicação.

Ironicamente, é a Fox News, minoritária nesse meio, que costuma ser acusada de viés, no caso de direita, claro. Só que a Fox tem mais “progressista” em sua grade do que a CNN tem de conservador. Ainda assim, bastou a emissora ultraesquerdista contratar uma colaboradora republicana para a choradeira ser enorme, lideradainclusive pela estrela socialista do Partido Democrata, Alexandria Ocasio-Cortez.

Sarah Isgur, que foi porta-voz do republicano Jeff Sessions, foi contratada pela CNN como editora política para a cobertura da eleição de 2020. Automaticamente as redes sociais foram tomadas por críticas severas, justamente de quem costuma dizer que defende o pluralismo e a tolerância. Os esquerdistas ficaram revoltados, e o ex-porta-voz de Obama chegou a questionar porque diabos a CNN contrataria uma direitista para a cobertura eleitoral de 2020.

As críticas traem a verdadeira mentalidade dessa turma: só pode ter esquerdista ali. Querem abertamente uma hegemonia plena, e ainda têm a cara de pau de falar em isenção e pluralidade. Cobertura objetiva e debate plural são coisas do passado para o “jornalismo” moderno, dominado por “progressistas”. E depois disso tudo ainda tem quem finja que a mídia não é uma propagandista de esquerdistas…DO O.TAMBOSI