segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

MP denuncia Renato Duque por propina em contas secretas no exterior

Na sexta denúncia contra o ex-diretor de Serviços da Petrobras, promotoria cobra devolução de 80 milhões de reais para os cofres da estatal

Por Laryssa Borges, de Brasília
Veja.com
Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, em acareação da CPI da Petrobras em Curitiba
(Vagner Rosario/VEJA)


O Ministério Público Federal denunciou nesta segunda-feira à Justiça Federal o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque pelos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro e manutenção de valores não declarados no exterior. É a sexta vez que o ex-dirigente da petroleira é denunciado pelos investigadores do petrolão.
Renato Duque, que já foi condenado a mais de 20 anos de prisão, é acusado agora de transferir dinheiro de propina da Suíça para o principado de Mônaco para dificultar que autoridades brasileiras detectassem o esquema de corrupção e distribuição de dinheiro sujo instalado na Petrobras. Na ação, que será analisada pelo juiz Sergio Moro, o Ministério Público pede que 80 milhões de reais já bloqueados do ex-diretor sejam devolvidos à estatal.
Duque nunca admitiu ter contas secretas no exterior, mas as investigações apontam que ele foi o beneficiário de dinheiro depositado em duas offshores - a Milzart Overseas Holding, criada no Panamá em 2009 e com conta no Banco Julius Bär, em Mônaco, e a Pamore Assets, constituída no Panamá em 2011 e também com conta no Julius Bär tendo Duque. Na primeira offshore, diz a acusação, Renato Duque escondeu a origem e a propriedade de cerca de 10,2 milhões de euros desviados da Petrobras entre 2009 e 2014. Na Pamore Assets, foram camuflados mais 10,3 milhões de euros recolhidos de propinas na estatal.
Em acordo de delação premiada, o lobista Hamylton Padilha detalhou parte do mecanismo utilizado para repassar propina a Duque. Segundo ele, um contrato de comissionamento entre a empresa sul-coreana Samsung Heavy Industries e as companhias Barvella e Goodall servia para intermediar propina em favor do ex-diretor.
Em setembro, o juiz Sergio Moro condenou Renato Duque a 20 anos e oito meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O processo que levou Vaccari e Duque a receberem a primeira sentença de condenação do juiz Sergio Moro diz respeito a desvios de recursos e pagamento de propina envolvendo quatro projetos da Petrobras - os gasodutos Urucu-Coari e Pilar-Ipojuca e as refinarias de Araucária (PR) e Paulínia (SP). No caso da refinaria de Paulínia, por exemplo, o chamado Clube do Bilhão fraudou a licitação, em 2007, simulando uma concorrência entre a Consórcio CMMS, a UTC Engenharia e a Andrade Gutierrez, embora o acerto e o recolhimento de propina já tivessem fixado, no escândalo do petrolão, que o Consórcio CMMS sairia vencedor, sendo que, segundo a acusação, "os demais apenas deram cobertura a ele para conferir à licitação aparência de regularidade".
No caso da refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no município de Araucária, o Ministério Público apontou que houve pagamento de propina em espécie e em contas no exterior para a Diretoria de Serviços, na época comandada por Renato Duque. Parte do dinheiro sujo acabou, segundo a acusação, nas mãos do tesoureiro nacional do PT João Vaccari Neto por meio de doações registradas perante a Justiça Eleitoral. Segundo as investigações da Lava Jato, Vaccari intermediou doações de 4,2 milhões de reais de empresas investigadas que, na verdade, eram oriundos do propinoduto da Petrobras. Foram 24 repasses de empreiteiras, em dezoito meses, no período de 2008 a 2010. As contribuições foram feitas a pedido de Renato Duque. A denúncia do MP contabiliza que a propina destinada à diretoria de Abastecimento da Petrobras no Consórcio Interpar chegou a 28,2 milhões de reais, enquanto a fatia de vantagens indevidas à diretoria de Serviços paga pelo consórcio chegou a 56,4 milhões de reais.18/01/2016

Léo Pinheiro pediu ajuda ao 'amigo' Edinho Silva com presidentes de fundos de pensão

Mensagens de empreiteiro interceptadas pela Lava Jato indicam que ministro era visto como 'ponte' para o setor.
Registros de entrada na Funcef mostram que o petista era frequentador do prédio


Por Marcela Mattos, de Brasília
Veja.com
Edinho Silva, ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência
(Ueslei Marcelino/Reuters)
Depois de escancarar a relação do chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, com o empreiteiro José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS condenado a dezesseis anos por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, as investigações da Operação Lava Jato colocam mais um ministro da presidente Dilma Rousseff na lista de possíveis intermediários da empreiteira em negócios envolvendo fundos de pensão. Enquanto Wagner foi flagrado em troca de mensagens sobre a Funcef, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, o ministro Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, aparece em conversas no mínimo questionáveis com o empreiteiro que integrava o famoso "clube do bilhão" das licitações.
Em uma das ocasiões, Léo Pinheiro pede ajuda a Edinho para organizar uma reunião com presidentes de fundos ligados a estatais, como o Petros, dos funcionários da Petrobras, Previ, dos servidores do Banco do Brasil, além da Funcef. Em mensagem enviada no dia 23 de abril de 2014, o empreiteiro pede ao petista, então deputado estadual, uma ajuda. Escreve Léo Pinheiro: "Estava precisando falar com o nosso amigo (AM), junto com Dan (presidente da Previ), Caser (presidente da Funcef) e Carlos Costa (presidente da Petros). Tema: inauguração de Guarulhos. Você pode nos ajudar?". Pinheiro detalha que no encontro será discutida, entre outras questões, a data da inauguração do novo terminal do aeroporto com a presença da "presidenta" da República. O terminal, inaugurado no mês seguinte com a participação de Dilma, é uma obra da Invepar, consórcio que tem como acionistas a OAS e as três empresas de fundos de pensão. Para a Polícia Federal, a sigla "AM" é uma referência a Aloizio Mercadante, ministro-chefe da Casa Civil. Dan é Dan Conrado, à época presidente da Previ. Carlos Alberto Caser é o atual presidente da Funcef e Carlos Fernando Costa comandou a Petros.
O movimento foi calculado: Edinho Silva tem conhecida facilidade de circular nos meandros, nem sempre republicanos, dos fundos de pensão, principalmente na Funcef, órgão com o qual firmou contratos enquanto comandava a prefeitura de Araraquara (SP). Uma dessas parcerias é alvo de investigação da CPI dos Fundos de Pensão, que apura o rombo bilionário em quatro companhias previdenciárias. Uma das apurações em andamento pelos deputados da comissão de inquérito se debruça sobre a liberação de 10 milhões de reais da Funcef para a construção de um complexo de hotéis, shopping e centros comerciais na base eleitoral de Edinho enquanto ele era prefeito. O recurso foi autorizado em 2009, mas o local não foi concluído.

Uma análise dos registros de entrada na Funcef obtidos pelo site de VEJA confirma a ida de Edinho pelo menos seis vezes à sede da empresa, em Brasília, entre 2011 e 2014. Via de regra, as visitas eram duradouras e costumavam se estender por mais de uma hora. O próprio Léo Pinheiro também tinha fácil acesso e bateu à porta do órgão ao menos sete vezes neste período. Outros nomes ligados à OAS, como o de Antônio Carlos Mata Pires, filho de César Pires, dono da empresa, também aparecem nos registros.
Ex-tesoureiro de campanha de Dilma Rousseff, o ministro é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por irregularidades durante a última campanha da petista, abastecida também com recursos da OAS. Conforme revelou VEJA, o empreiteiro afirma que o ministro-tesoureiro coagiu doadores eleitorais.
"Querido" - As informações interceptadas pela Polícia Federal revelam trocas de mensagens entre Edinho e Léo Pinheiro desde 2007 e demonstram laços de amizade entre os dois. No dia 20 de junho de 2012, por exemplo, quando o petista completava 47 anos, Pinheiro enviou um recado de parabéns ao então deputado chamando-o de "querido", tratativa repetida em outras ocasiões, e concluiu o texto com um "grande abraço".
As conversas também trazem à luz uma série de encontros entre os dois e ainda um cronograma que, de acordo com a PF, indica datas e valores de repasses feitos pela OAS à campanha eleitoral de 2014. As investigações, com base em prestações de contas, constataram a doação de 20 milhões de reais da empreiteira à campanha petista. "Todas as transferências ocorreram após a data das mensagens trocadas entre Edinho e LP", consta no relatório.
Na véspera do segundo turno das eleições passadas, as conversas entre os dois se intensificaram. Pinheiro perguntava para Edinho se havia "boas notícias" e, após a confirmação da vitória de Dilma Rousseff, disse ao então tesoureiro de Dilma: "Parabéns! Você tem sua marca nessa vitória". Ele agradeceu a lembrança ao "amigo".
Questionado pelo site de VEJA, Edinho se limitou a responder que jamais intermediou qualquer reunião entre o empreiteiro e o ministro Aloizio Mercadante - nada respondeu sobre os presidentes dos fundos de pensão. Em tom protocolar, Edinho Silva acrescentou que "mantinha relações institucionais com vários empresários, entre eles Léo Pinheiro". 18/01/2016

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

JURISTA IVES GANDRA QUER QUE AS FORÇAS ARMADAS TOMEM O PODER

JURISTA IVES GANDRA QUER QUE AS FORÇAS ARMADAS TOMEM O PODER

JURISTAS ACENDEM A CHAMA DA INTERVENÇÃO MILITAR FEDERAL

JURISTAS ACENDEM A CHAMA DA INTERVENÇÃO MILITAR FEDERAL
DEFESA NACIONAL
IVES GANDRA INCITA AS FORÇAS ARMADAS A TOMAR O PODER
O Judiciário Brasileiro está desmoralizado por conta da Constituição Federal de 1988 ter sido usurpada pelas decisões arbitrárias e comunistas do Supremo Tribunal Federal(STF).
Com o atropelamento do judiciário pelo governo corrupto de Dilma Rousseff/PT, as instituições passaram a não funcionar dentro da Lei e da Ordem.
Isto se deve á corrupção sistêmica implantada pelo Foro de São Paulo, onde Lula e o ditador Fidel Castro são os cabeças.
A operação Lava Jato revelou que o Executivo Federal assumiu a posição de corrupto e corruptor, aliciando o Poder Legislativo e o Judiciário, além de arrastar as demais instituições do Brasil.
E o pior de tudo, colocar os Generais das Forças Armadas sob o comando de eminentes réus na operação Lava Jato, a citar, os comunistas Jaques Vagner/PT-BA, da Casa Civil e Aldo Rebelo/PC do B/SP, da Defesa.
Esta mais que provado que os três poderes estão à serviço de uma partido político de ideologias esquerdistas, e não da nação conforme manda a LEI.
Portanto, os três poderes perderam a sua legitimidade constitucional, passando a ser promotores dos planos comunistas de perpetuação no poder pelo poder.
Diante deste quadro de extrema gravidade para o Brasil, o programa Direito e Justiça em Foco entrevistou os jurista Dr. Ives Gandra Martins e o Dr. Carlos Henrique Abrão.
Na entrevista, Ives afirma que cabe as FORÇAS ARMADAS restabelecer a LEI e a ORDEM do Brasil, e não voltar ao poder como em 64.
Com esta afirmação, a chama da Intervenção Militar Federal voltou a ser acesa em todas as mentes intervencionistas no Brasil e no mundo.
Ives incita as FORÇAS ARMADAS à tomarem o PODER CENTRAL para que o Brasil tenha a possibilidade de restabeler a LEI e da ORDEM, já que os três poderes estão corrompidos, usurpados e sem legitimidade juridica.
Ele relembra que o nome da presidente comunista Dilma Rousseff/PT, foi citado 11 vezes na Operação Lava em delações dos réus já presos, que o presidente do senado Federal, o senador Renan Calheiros/PMDB-AL, está sendo investigado por crimes de Lavagem de Dinheiro, Peculato, Falsidade Ideológica, Utilização de Documentos Falsos, o qual teve a quebra do sigilo bancário e fiscal quebrada pelo STF.
 Já o deputado Eduardo Cunha/PMDB-RJ, presidente da câmara dos Deputados Federais, foi citado inúmeras vezes na Operação Lava Jato  com acusações de manter conta secreta no exterior e envolvimento direto nos esquemas de corrupção dentro da Petrobrás.
Duas casas legislativas tem seus presidentes citados no maior esquema de corrupção da história do mundo; o STF demonstra claramente que existe para servir as ordens do Partido dos Trabalhadores, por conta de ser formado por 8(oito) Ministros indicados pelo prsidente Lula/PT-SP.
E para piorar, a presidente Dilma Rousseff/PT se apresenta como um mero objeto de uso politico para o Brahma(Luiz Inácio Lula da Silva).
Ives reafirma que o artigo 142 da Constituição Federal respalda as FORÇAS ARMADAS à agirem imediatamente para frear o avanço da corrupção sistêmica, de forma que os generais do Exército Brasileiro devem anunciar a tomada do poder para cumrpir a LEI, protegendo a Pátria e o restabelecimento da ORDEM entre os poderes constituidos.
Já no artigo 49, inciso 11da Constituição Federal, Ives alerta que:
É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
XI – zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes;
Esse artigo responde a invasão de direitos legais do Senado Federal e da Câmara dos Deputados Federais, exercida pelo STF(Supremo Tribunal Federal), que desacatou a constituição e o regimento inerno das casas legislativas, em detrimento de benesses ao PT e aos acusados na operação Lava Jato.
Ou seja, Ives  alerta que devemos repudir a invasão da competência da União, com maquiavélico amesquinhamento da Câmara dos Deputados, tornando-a uma casa inferior em relação ao Senado Federal, de forma que o senado passou a não mais julgar os atos de imprbidade da presidente da república, mas a própria câmara, tornando-se poderes banalizados.
E neste contexto, o desembargador Dr. Carlos Henrique Abrão alerta que o judiciário do Brasil entrou num sistema de “banalização da judicialização no país”.
“Tudo hoje passa nas mãos dos tribunais em primeira e segunda instância, e isto não é bom. Pois devemos preservar os princípios da separação dos poderes.
E mais do que tudo, nos temos que olhar que o estado “babá”, que cria benefícios sociais não vai transformar a cidadania em uma cidadania babaca.
Então o Brasil precisa reagir, precisa viver em um estado de indignação, para remover todo este entulho, este lixo que não é reciclável.
E se não houvesse uma mobilização pela sociedade civil, nos correríamos o risco de viver o maior retrocesso em 2016.” pontou.
Pode-se perceber que os juristas em todo o Brasil se mobilizam pelo DESPERTAR DA LUTA PATRIÓTICA, como recomendou o NOBRE GENERAL MOURÃO, demitido do comando do Exército no Sul do Páis, apenas por dar esta declaração a sociedade.
JORNAL DO CENTRO-13/01/2016
Fonte: Portaldocentro.com
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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Entidade que é dona de domínio do “Movimento Passe Livre” recebe dinheiro da Petrobras e do Ministério da Cultura e tem incentivo da Lei Rouanet

Por: Reinaldo Azevedo
Ai, ai…
O Movimento Passe Livre tem um site, cujo endereço é “www.mpl.org.br” — e, claro, há um site específico para São Paulo: “saopaulo.mpl.org.br”. Muito bem. Uma das curiosidades lícitas que a gente pode ter é esta: em nome de quem está registrado esse domínio? O leitor pode, então, recorrer ao site http://registro.br/ e descobrir. Basta escrever no campo de busca o endereço “mpl.org.br”. E encontrará isto.
Alquimídia?
Como? Associação Alquimídia? Mas que diabo é isso? Bem, leitor, aí você pode, ainda movido pela curiosidade que a imprensa até agora não teve, visitar a página da dita associação. E vai se deparar com isto aqui:
É isto mesmo. A tal “Alquimídia” é uma dessas ONGs que se dizem interessadas na “democratização da mídia” financiadas com dinheiro público: Ministério da Cultura e Petrobras, podendo captar recursos da Lei Rouanet. Jamais duvidem: é muito difícil não haver petismo na raiz de boa parte do que não presta no país.
O nome do chefão da Alquimídia, que é dona do domínio da entidade que está a promover, com meia dúzia de gatos-pingados, o caos em várias capitais brasileiras é Thiago Skárnio, como se vê acima. Não sei se é sobrenome real ou artístico, mas é muito significativo.
A base de operações do rapaz é Florianópolis, cidade, diga-se, onde o protesto contra o reajuste de tarifas de ônibus tem um histórico de violência e radicalização. Se o leitor decidir navegar pelo site “Alquimídia”, descobrirá que essa entidade “ponto org” funciona como uma produtora privada de conteúdo qualquer. A diferença é que é alimentada com dinheiro público e diz trabalhar apenas para “coletivos” e “entidades do terceiro setor”, embora possa, sim, ter a parceria de “empresas privadas”. Ah, bom…
Skárnio, a única cara visível da Alquimídia, se define assim na rede (em vermelho):
Iniciei minhas atividades como desenhista. Depois de produzir charges e ilustrações para publicações independentes e sindicais, passei a trabalhar também com fotografia, texto, produção gráfica e audiovisual.
Além da produção alternativa de vídeos e a edição do site SARCASTiCOcomBR, apoio causas como a cultura digital, liberdade de expressão, estado laico, democracia líquida e as políticas públicas para a cultura, e participo de organizações e movimentos como o FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, ABRAÇO – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária, Pontos de Cultura, CNC – Conselho Nacional de Cineclubes, Cinemateca Catarinense (ABD-SC), TV Comunitária de Florianópolis e Movimento Mega-Não.
Atualmente coordeno o Pontão Ganesha de Cultura Digital, projeto mantido pelo Ministério da Cultura e a Alquimídia.org (organização que ajudei a fundar) e fui eleito para a cadeira de Cultura Digital do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Florianópolis.
O que é “democracia líquida”? É uma tese neofascista (pesquisem a respeito) que, sob o pretexto de instituir a democracia direta, prega, na prática, o fim do Poder Legislativo. Cada questão importante da sociedade seria decidida por indivíduos eleitos exclusivamente para aquele fim. O linchamento, por exemplo, não deixa de ser uma forma de “democracia líquida”…
Eis aí: eu tinha a convicção — e agora tenho a certeza — de que, na raiz dessa história, estavam as tetas do estado.
“Ah, o Alquimídia só registrou o nome; não tem nada a ver com isso.” Claro que não…

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Contato na Internet

Tenho sido frequentemente aconselhado por companheiros a ignorar os habituais detratores dos governos militares, que se valem da Internet para divulgar inverdades. Alegam que constitui perda de tempo argumentar com eles por serem fanáticos ou mercenários (a maioria).
Discordo ser perda de tempo e continuarei em minha catilinária pois a Internet é um poderoso veículo de difusão de ideias, exercendo o importante papel de principal veículo de formação de opinião. É bom lembrar que a mentira repetida reiteradamente acaba sendo aceita como verdade. Foi uma técnica exaustivamente usada por Goebells, ministro da propaganda do III Reich, para criar prosélitos do nazismo, os chamados quinta colunas que atuavam no mundo inteiro. Pois é este o objetivo dos detratores de hoje e é preciso que haja réplica para que não seja tomado o dito pelo não dito, ou seja, a mentira pela verdade. Foi isso, infelizmente, que ocorreu com a famigerada comissão nacional da (in)verdade, que contou, ainda, com a colaboração de colegas nossos que aceitaram acovardar-se, calando-se perante seus inquisidores. Apenas os coronéis Ustra e Moésia e o general Álvaro
enfrentaram de dedo em riste esses pulhas, repondo a verdade dos fatos.  
É preciso que alguém lembre que os governos militares fizeram o trabalho eficiente, competente, produtivo, em decorrência do qual o Brasil saltou da posição de 44ª. para 7a. economia do mundo, com PIB médios em torno de 8 % aa. Tanto assim que se criou a expressão MILAGRE ECONÔMICO BRASILEIRO.
É preciso que alguém lembre que nas favelas havia pobreza, mas não havia milícias, nem traficantes, nem comandos vermelhos, nem primeiro comando da capital, e que seus moradores eram ordeiros e ganhavam o pão de cada dia com o suor do próprio rosto.
É preciso que alguém lembre que as escolas públicas ofereciam a melhor qualidade de ensino, do fundamental à pós-graduação, com professores relativamente bem pagos e que eram raras as greves por salários, que, quando aconteciam, encerravam-se através de acordos celebrados rapidamente.
É preciso que alguém lembre que os hospitais da rede pública, como o Miguel Couto, o Souza Aguiar e o Instituto Nacional do Câncer constituíam referência mundial, que ninguém morria em seus corredores por falta de médicos, enfermeiros, suprimentos e equipamentos hospitalares, que os orçamentos eram suficientes porque não havia desvios como hoje, e que os secretários estaduais e municipais de saúde, salvo raras exceções, nunca enriqueciam em função do cargo.
É preciso que alguém lembre que as polícias militares, que eram comandadas por oficiais do Exército, gozavam da confiança e do respeito da população, que, se existia banda podre, era minoria, que golpes milionários, frequentes, como o que acaba de ser noticiado envolvendo um ex comandante da PM e oficiais de seu EM, não aconteceram durante o governo militar, que o policiamento ostensivo era feito por soldados, cabos, sargentos, tenentes e capitães envergando garbosos uniformes e ostentando postura marcial,  que inspirava confiança e conquistava o respeito da população, e que o que se vê, hoje, são  paisanos fardados, com uniforme em desalinho, mais parecido com traje de porteiros de hotéis de luxo.
É preciso que alguém lembre que governadores – como Carlos Lacerda e Faria Lima – eram devotados à coisa pública e que deixaram verdadeiros legados à população, como o aterro da Glória, o elevado Paulo Frontin e o elevado da Praça 15, desafogando o trânsito nos principais eixos viários durante quase meio século. É preciso que alguém lembre que o atual governador e seu antecessor Sérgio Cabral, estão sendo investigados pela Polícia Federal,
acusados pelo ministério público por improbidade administrativa.  
É preciso que alguém lembre que o prefeito do Rio, por uma decisão irracional, desprezando as prioridades, decidiu derrubar o elevado da Praça
15 para  embelezar a orla do porto, que agora é chamado de porto maravilha, ao custo de bilhões de reais que faltam em obras de recuperação de escolas e hospitais, que construiu o caríssimo Museu do Futuro, enquanto os demais museus da cidade estão em estado de penúria, que está construindo uma portentosa cidade olímpica, ao custo aproximado de 40 bilhões de reais, para recepcionar turistas estrangeiros que virão ao Brasil para esse evento mundial, que a  imensa quantia de 40 bilhões de reais resolveria todos problemas de saúde e educação da cidade do Rio de Janeiro.
É preciso que alguém lembre que a Operação Lava Jato vem desvendando o vergonhoso concubinato entre empresários, presidente e ex presidente da república, governadores, deputados, senadores, doleiros, lobistas e operadores mancomunados para lesar o povo brasileiro, que é o maior prejudicado. 
Finalmente, faço questão de repetir, é preciso que alguém lembre que um grande erro cometido pelos militares que governaram o país de 1964 a 1985 foi o total descaso pela informação institucional, pois consideravam – o que não deixa de ser, em parte, verdadeiro - que a melhor forma de comunicação era a que se fazia de boca em boca, esquecendo, entretanto, que as palavras voam e que somente o que se escreve serve para resgatar a verdade dos fatos históricos.
Destarte, de 1964 a 1985 nenhuma pesquisa de opinião foi feita para aferir o conceito das Forças Armadas e demais instituições, pois as demonstrações públicas de admiração e respeito às Forças Armadas eram notórias, incontestáveis. A primeira pesquisa nesse sentido foi feita logo no início do governo Sarney. Os políticos esperavam que o resultado seria uma reprovação maciça aos militares. O resultado, entretanto, causou uma grande
surpresa: as FF AA estavam no topo do ranking das instituições melhor
avaliadas: 85 % dos brasileiros consideravam-nas a mais confiável e respeitada. De lá para cá as FF AA continuam na primeira posição. 
Batalha DO LILICARABINA

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Ministério Público avança em investigação sobre empréstimo de R$ 375 milhões à Itaipava

Controladoria Geral da União identifica irregularidades na concessão de financiamento do Banco do Nordeste à empresa

MURILO RAMOS
08/01/2016 - 21h31 - Atualizado 08/01/2016 21h31
Lula e Walter Faria em inauguração de uma fábrica da Itaipava    (Foto: Valter Pontes/Secom)
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recebeu cópia de um inquérito que causará sérios problemas à presidente Dilma Rousseff na Justiça Eleitoral. É uma investigação sobre os rolos num empréstimo de R$ 375 milhões do Banco do Nordeste à Itaipava em 2014. ÉPOCA revelou o caso no começo do ano passado. No inquérito, uma auditoria da CGU confirma irregularidades no financiamento do banco estatal à empresa de Walter Faria, amicíssimo do ex-presidente Lula. Entre elas, a troca de uma garantia sólida por uma aguada e, mais grave, uma outra gelada – uma garantia concedida antes pela Itaipava, num financiamento de um banco alemão.
Se Janot achar por bem, poderá juntar a cópia do inquérito da Itaipava ao processo sobre irregularidades no financiamento da campanha de Dilma, que deve ser julgado no Tribunal Superior Eleitoral no primeiro semestre. É que, dias após receber a dinheirama do Banco do Nordeste, a Itaipava depositou R$ 17, 5 milhões na campanha eleitoral da presidente, se
tornando a quarta maior doadora de Dilma. O procurador no Ceará que investiga o caso, Luiz Carlos Oliveira, também pediu à Justiça a quebra do sigilo bancário da operação. DA EPOCA

Radar TVeja: 70% esperam ano pior na economia, diz pesquisa


Um painel do Wilson Center, em Washington, que acontece nesta sexta-feira, deverá jogar uma ducha de água fria no otimismo exalado por Dilma Rousseff em café da manhã com jornalistas.
No debate, que reunirá economistas e representantes do FMI e do Banco Mundial, a partir das 10h de lá, será apresentada uma pesquisa inédita do instituto Ideia Inteligência sobre as perspectivas dos brasileiros para 2016.
O presidente do instituto, Maurício Moura, um dos palestrantes, será o responsável por apresentar os números, que são os piores possíveis.
Para 40% dos 20 mil entrevistados, o ano será ainda pior que 2015. Mais: 70% esperam um ano pior na economia, e 68% na política.
Quando questionados se o governo Dilma tem condições de tornar sua vida melhor, 80% dos entrevistados dizem que não.
Dilma pode ter achado que o fato de o impeachment ter saído do horizonte próximo debelou as crises. Seria prudente usar o que ela acha ser seu maior defeito, um suposto perfeccionismo, para buscar dados realistas sobre a situação em que ainda se encontra.
A enquete foi realizada por telefone, de 20 a 27 de dezembro. A margem de erro é de 1,15%.
 Por: Vera Magalhães

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

'VOLUME MORTO' DO JORNALISMO BRASILEIRO FAZ SELFIE COM A SUPOSTA 'PRESIDENTA"

Os alegres rapazes e raparigas da grande mídia brasileira fazem selfie com a "presidenta" no Palácio do Planalto. Foto de O Antagonista
O Antagonista anotou o seguinte sobre a foto que está aí acima:
“Os jornalistas que participaram do café da manhã com Dilma Rousseff aproveitaram para fazer um selfie. É o retrato de boa parte da imprensa brasileira: servil, provinciana e aduladora.”
Esta informação serve para corroborar o que tenho reiterado aqui neste blog, ou seja, que a esmagadora maioria dos jornalistas brasileiros, além de escrever muito mal, compõe o pelotão avançado do PT dentro das redações.
São esses tipos, formados nessas espeluncas denominadas cursos de jornalismo, mas que não passam de madraçais destinados à doutrinação comunista, que dominam as redações dos veículos da grande mídia.
São mais do que servis, provincianos e aduladores. Eles cumprem a missão delineada pelo Foro de São Paulo, mesmo aqueles que se se intitulam independentes. É que o cérebro desses jornalistas já foi lavado pelas escolas que, por sua vez, são também dominadas pelos andróides esquerdistas. 
Afinal, uma geração já foi formada sob a estrita orientação dos ideólogos do PT. 
O fato mais interessante é que esse neocomunismo do século XXI nem precisa mais exercer a censura sobre os veículos de mídia porque todos os textos, com raras exceções, são vazados na novilíngua do politicamente correto e levam água ao moinho da “engenharia social” que tem em vista detonar os direitos individuais.
Só para se ter ideia da poderosa influência dessa engenharia social dia desses o próprio site O Antagonista ao referir-se à seca que castigou São Paulo no ano passado, mencionou a “crise hídrica”. Eis aí um jargão politicamente correto cunhado nos laboratórios de engenharia social da ONU, União Européia e das universidades. As próprias áreas tecnológicas das universidades já foram contaminadas pelo pensamento politicamente correto, graças à ação dos ecochatos, ditos “ambientalistas”. Tanto é que entraram nas engenharias por meio do curso de Engenharia Ambiental. Não se fala mais de Engenharia Sanitária ou coisa que valha. Não é à toa que os “marinheiros” bóiam reluzentes nas raias da Olimpíada sobre o mar que banha o Rio de Janeiro.
Como se vê, ao banir a palavra “seca” que designa um fenômeno meteorológico que castiga o planeta de forma permanente e alternada em diversos pontos, “engenheiros sociais” e ambientalistas, procuram culpar os cidadãos ou a suposta incúria da companhia que administra os reservatórios, pela falta d’água. Diferente da “seca” a “crise hídrica” seria gerada pela ação humana, se é que me entendem.
No caso de São Paulo, esse designativo politicamente correto serve também para culpar o governo paulista que atualmente é exercido pelo PSDB. Tanto é que a idiotia politicamente correta chegou a erguer “instalações” sobre o leito seco das barragens destinadas a criar cenários para fotos e filmagens pelos veículos de mídia. 
Caso análogo refere-se à terminologia “volume morto” sempre mencionada no lugar de “reserva técnica” dos reservatórios que é o termo técnico adequado.
Na verdade, “volume morto” é aquele grupo de idiotas fazendo selfie com a Dilma. 
E para concluir: desafio todos aqueles jornalistas que aparecem na foto paparicando a Dilma a escrever um texto como este que vocês acabaram de ler a partir de uma fotografia e uma frase de três linhas.
Tenho dito! DO ALUIZIOAMORIM

Por favor, DIVULGUEM...ATENÇÃO BRASIL! DELEGADOS DA POLÍCIA FEDERAL FAZEM DENÚNCIA GRAVE CONTRA O GOVERNO DILMA!


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

STF EM SUSPEIÇÃO

"Contribuir para a defesa da Democracia e da Liberdade, traduzindo um País com projeção de Poder e soberano, deve ser o nosso Norte." Por General Marco Antonio Felico da Silva
Não é de hoje e sem qualquer pudor que o STF vem sendo aparelhado pelos governos do PT, principalmente, tendo em vista a blindagem de Lula e da atual presidente em face da possível evolução da investigação do Petrolão atingí-los como criminosos em verdadeiro mar de lama que envergonha o País.
O último episódio dessa escabrosa novela desenvolveu-se durante e logo após a última sessão da mais alta corte do Poder Judiciário, julgando procedimento instaurado pela Câmara Federal, que representa a Nação, enfatizo, com o fito de dar seqüência a um pedido de impeachment, por crime de responsabilidade, da atual Presidente Dilma Roussef.
O ministro relator Edson Fachin, evitando principalmente a ingerência em outro Poder , o Legislativo, e respeitando suas normas internas, aprovou a continuidade do processo iniciado pelo Presidente da Câmara, sendo contestado e derrotado, ao final do julgamento, pela argumentação do Ministro Roberto Barroso. A Corte, então, por maioria, decidiu em favor do governo, revertendo o voto do relator Edson Fachin.
Análises publicadas na Mídia, entre elas a da coluna 'VEJA Bem', com Felipe Moura Brasil (http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil), desmascaram, de forma irrefutável, o voto oral e escrito do Ministro Barroso sobre o rito de impeachment, taxando-o de ¨argumentação fraudulenta¨, pois, baseada em adulterações e omissões do que está escrito na Lei e no regimento interno da Câmara. Fraude aceita, passivamente, pela maioria dos juizes coadjuvantes.
Porém, o mais contundente, e que confirma o que denunciamos quase diariamente, foi a entrevista, logo após o término da sessão, à Rádio Jovem Pan, do Ministro Gilmar Mendes, dirigindo-se duramente aos seus pares do Tribunal. Afirmou Gilmar Mendes: "Lembra que eu tinha falado do risco de cooptação da Corte? Eu acho que nesse caso isso ocorreu... diante desse quadro de grave crise de corrupção, nós vamos ficar fazendo artificialismos jurídicos para tentar salvar, colocar um balão de oxigênio em alguém que já tem morte cerebral". E prossegue, acusando o aparelhamento do STF: "É claro que há todo um projeto de bolivarização da Corte. É evidente que, assim como se opera em outros ramos do Estado, também se pretende fazer isso no Tribunal e, infelizmente, ontem (17/12) nós demos mostras disso...oTribunal acabou chancelando uma política fisiológica"
Enquanto isso ocorre às claras e comprovadamente, o País continua ladeira abaixo, pleno de descalabros de toda sorte, incluso com a permanência de uma presidente rejeitada pela grande maioria da população, ilegitimada, desacreditada, pois, inepta e mentirosa, com índices econômicos cada vez mais preocupantes e contínua grave crise política e social (cerca de 6000 desempregos diários, inflação em alta, recessão cavalar, rebaixado pelas agências de investimentos, falência da infra-estrutura, caos na educação e na saúde), gerando desconfiança, insegurança e instabilidade geral.
E, irritantemente, ainda há gente que se diz preocupada com o País, acreditando em instituições sólidas, poderes harmônicos, legalidade e sistema democrático com equilíbrio político a base de freios e de contrapesos. Estes ou não tem o necessário discernimento pra acompanhar o que ocorre no Brasil ou apoiam o esquizofrênico governo que, infelizmente, aí está a desgovernar.
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DO LILICARABINA

sábado, 2 de janeiro de 2016

“O Ridículo do Ano”

Dilma resolve me tirar do abismo metafísico.
Então lá vou eu…
Artigo da presidente publicado na Folha deste dia 1º já disputa o troféu do “Ridículo do Ano”; texto repete mentiras grotescas e promessas eleitorais já descumpridas, que continuarão a não se cumprir
Por Reinaldo Azevedo

A presidente Dilma Rousseff não gosta quando tiro férias — ou, vá lá, ao menos um período de descanso. Assídua leitora do blog, quando percebe que eu diminuo o ritmo para conciliar nas areias da praia “o ser contra o não ser universal”, ela chama seus estafetas: “Vamos lá, cutuquem aquele preguiçoso!”. E aí ocorre de ela fazer coisas como a deste 1º de janeiro.
Dilma assina na Folha o texto que vai disputar, neste 2016, o troféu “O Ridículo do Ano”. A íntegra está aqui. Eu doido para me dedicar aos uivos da “felicidade diabólica”, como escreveu Clarice, e lá vem a governanta a nos lembrar que 2015 só vai acabar quando ela deixar o Palácio do Planalto. Ela me arranca dos abismos da metafísica. E talvez eu não a perdoe principalmente por isso.
De saída, cumpre notar: a presidente manda dizer que, mesmo injustiçada, leitor, não está brava nem com você nem comigo. No fim das contas, sabem como é, Dilmãe nos abraça, apesar das nossas malcriações. Escreve ela: “Mesmo injustamente questionada pela tentativa de impeachment, não alimento mágoas nem rancores. O governo fará de 2016 um ano de diálogo com todos os que desejam construir uma realidade melhor”.
A primeira parte da declaração nada mais é do que a linguagem balofa e pouco severa que marca fins e começos de ano. A segunda já embute uma ameaça: haverá diálogo com quem quiser construir uma realidade melhor; se diálogo não houver, então é porque a outra parte é do tipo que quer construir uma… realidade pior! O raciocínio é um brocado do pensamento autoritário que, não obstante, quer-se muito tolerante. Na Coreia do Norte, em Cuba ou na China, governantes dialogam com os que desejam “uma realidade melhor”. Só mandam matar os que lutam em favor do contrário.
O artigo se resume a uma cascata que passaria, fosse ela ainda candidata, por mera bobagem eleitoreira. Ocorre que esta senhora tomou posse há exatamente um ano. E está a descumprir cada uma das palavras empenhadas justamente porque o diagnóstico que fez da crise em 2014 era mentiroso. E, para espanto de um mínimo de bom senso, a petista o repete agora. E isso nos dá, então, a certeza de que, enquanto continuar a ocupar a cadeira presidencial, só o abismo nos espreita.
É evidente que não esperava que Dilma admitisse os crimes fiscais que cometeu e os erros grosseiros de operação de política econômica, contra advertências as mais sensatas feitas até por quem está no campo governista, como é o caso de Delfim Netto, para citar um nome. Mas chega a ser acintoso que a governante que vai nos garantir dois anos seguidos de recessão (2015 e 2016), depois de um outro com crescimento de 0,1% (2014), afirme o seguinte:
“Foi um ano no qual a necessária revisão da estratégia econômica do país coincidiu com fatores internacionais que reduziram nossa atividade produtiva: queda vertiginosa do valor de nossos principais produtos de exportação, desaceleração de economias estratégicas para o Brasil e a adaptação a um novo patamar cambial, com suas evidentes pressões inflacionárias.”
Não há uma só verdade na passagem. A “queda vertiginosa” das commodities se deu em 2012. Ainda que tivesse acontecido posteriormente, seria só um elemento a agravar o abismo fiscal em que ela própria e Guido Mantega nos meteram ao implementar uma política em que despesa crescia continuamente acima da receita. Isso para não falar nas oportunidades perdidas de operar reformas essenciais, enquanto o outro abismo, o da crise política, ainda não nos espreitava. Ao contrário: Dilma, seguindo os passos de Lula, demonizava as políticas de austeridade, acusando-as de conspirar contra os interesses populares.
Já lembrei aqui e o faço de novo: em dezembro de 2012, o Instituto Lula e uma entidade francesa ligada às esquerdas promoveram um seminário na França. A nossa mestra deu um pito em Angela Merkel e ofereceu o modelo brasileiro como alternativa. Em janeiro de 2013, há meros três anos, esse portento da raça disse o seguinte em rede nacional de rádio e TV:
“Aliás, neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás, pois nosso país avança sem retrocessos, em meio a um mundo cheio de dificuldades. Hoje, podemos ver como erraram feio, no passado, os que não acreditavam que era possível crescer e distribuir renda.
Os que pensavam ser impossível que dezenas de milhões de pessoas saíssem da miséria. Os que não acreditavam que o Brasil virasse um país de classe média. Estamos vendo como erraram os que diziam, meses atrás, que não iríamos conseguir baixar os juros nem o custo da energia, e que tentavam amedrontar nosso povo, entre outras coisas, com a queda do emprego e a perda do poder de compra do salário. Os juros caíram como nunca, o emprego aumentou, os brasileiros estão podendo e sabendo consumir e poupar. Não faltou comida na mesa, nem trabalho. E nos últimos dois anos, mais 19 milhões e 500 mil pessoas, brasileiros e brasileiras, saíram da extrema pobreza.”

Talvez nem fosse necessário observar, mas o fato é que não há uma só corrente do pensamento econômico que assegure ser impossível crescer e distribuir renda. Esses são os inimigos imaginários que o PT combateu, enquanto destruía a economia do país. E, como se nota, as “conquistas” das quais se jactava a presidente, que havia acabado de selar o desastre no setor elétrico, foram para o ralo.
O tom do artigo deste 1º de janeiro de 2016 repete a ladainha mentirosa, arrogante e autorreferente dos tempos em que o desastre estava contratado, sim, mas ainda não havia se manifestado. É estupefaciente que um país que está na iminência de ganhar o selo de “grau especulativo” da terceira grande agência de classificação de risco seja exibido pela presidente como exemplo do destino de investimentos estrangeiros.
O artigo, levado em conta apenas o texto, é menos do que nada e não tem a menor importância. Considerado o contexto, estamos diante de um indício de que viveremos, infelizmente, dias turbulentos.
A presidente decidiu fazer de conta que a realidade é apenas uma narrativa distorcida pela má vontade de seus adversários. E esse costuma ser um dos caminhos de diabólicas infelicidades.
01/01/2016

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Oliver: Os intocáveis

VLADY OLIVER
Feliz 2015. Não. Eu não me enganei de ano, não. Refiro-me mesmo a este ano, desastre anunciado que ainda não acabou em nosso lombo combalido e com batatas. No apagar das luzes é que vemos que, por aqui, todos os gatos são pardos. Aqueles do puxadinho do PT no judiciário que o digam. Jaques, o Wagner, que eu nem faço questão de saber com quantos “ques” se escreve, é o mesmo que, no apagar das luzes, também tenta uma medida desesperada para juntar no mesmo balaio o senador Aécio Neves e o Randolfe, tudo no mesmo saco de propinas do PT e sua gangue.
Tudo é muito pior do que parece, meus caros. Pegos em flagrante pilhagem, acham os bandidos do Planalto que podem dar uma canetada, uma pedalada, uma dissimulada qualquer como cortina de fumaça para suas atuações calhordas na coisa pública, tentando tirar o foco da roubalheira em que se meteram, com força e com vontade.
Não estou aqui para defender os novos acusados, mas para denunciar um método. Um método que conta com vigaristas de turno espalhados por toda a imprensa para dar amplitude e divulgação a coisas que não fazem o menor sentido. Se todos forem culpados, que punam-se todos. O que não dá é para culpar um Cunha ou um Renan de véspera, enquanto os apartamentos da quadrilha petralha, acobertados por uma grande construtora denunciada na Lava Jato, continuam soltinhos da Silva, faltando só um dedinho para explodirem como escândalo na tal “mídia”, aparelhada até a medula. É um mimo.
A turba que faz o linchamento por antecipação de Cunhas e companhia – más companhias, diga-se – é a mesma que confere ao chefe da gangue – o Barba Brahma – o status de “ex-presidente” intocável. Aliás, são todos intocáveis nessa esquerda nojenta, não é mesmo? Como vão esconder o fato de que a Polícia Federal já tem denúncias substanciosas contra todos eles? Tirando mais de cem milhões do orçamento dos policiais? Mandando o japonês embora do cargo? Fingindo um caos na saúde para aprovar as CPMFs no lombo dos incautos? Tenha paciência.
Ver este método em ação no “jornalismo da forma geral” e na televisão abolivarianada em particular é uma coisa que me enche de vergonha. Não acho que tenha me aprimorado profissionalmente na vida para desaguar nesse troço insano e insalubre que tentam nos vender como jornalismo tupi-guaraná por aqui. Acho que estes ilustres senhores morreram e não sabem. Estão podres, fedendo no ar. Não se deram conta que suas elegantes demonstrações de desprezo com a verdade desembocam numa internet que tudo vê, que tudo enxerga e tudo alcança.
Está ficando cada dia mais patético ver essa gentinha coxa tentando flanar sobre a carne seca. Os Chicos Buracos e a tentativa torpe de roubar as estatuetas da festa. O semi-analfabeto que amealha quase trinta títulos de “Doutor Honoris Causa” outorgados por universidades que não valem o que o gato enterra. É uma farsa justificando a outra, meus caros. A esquerda justificando a roubalheira com os argumentos mais torpes e medíocres. O talibanismo a serviço do Estado. O país falindo e essa gente rumbeira pedalando suas bicicletinhas mancas em nossa realidade combalida.
Interessa para essa esquerda que estejamos no caos, meus caros. É no caos que fica mais fácil empurrar goela abaixo da nação as “medidas de exceção” que essa gente precisa para gerar aqui um comunismo de tanga e se eternizarem no poder, que é do que se trata a missão calhorda dessa gente. Faltou combinar com os russos. E como tem russo hoje no país. O país inteiro tá russo. Só está faltando mesmo é invadir a croácia dessa mamulenga e dar-lhe um sonoro pé no traseiro, para começarmos a nossa perestróika tropical por aqui.
Vai ter que ser em breve. Eu quero é ver o oco, como diriam os Raimundos. Vou ver o oco todo em 2016. Questão de tempo. De mau tempo, como sempre venho afirmando. DO AUGUSTO NUNES