sexta-feira, 28 de agosto de 2015

PIB recua 1,9% no 2º trimestre, e país entra em recessão técnica

Investimentos tiveram a maior queda desde o primeiro trimestre de 1996.

Anay Cury e Cristiane Caoli Do G1, em São Paulo e no Rio
O Produto Interno Bruto (PIB) recuou 1,9% no segundo trimestre de 2015, em relação aos três meses anteriores, e o país entrou na chamada "recessão técnica", que ocorre quando a economia registra dois trimestres seguidos de queda. De janeiro a março deste ano, o PIB teve baixa de 0,7% (dado revisado). 
Gráfico de trimestre (Foto: Editoria de Arte/G1)
Os números foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa retração de 1,9% é a maior desde o primeiro trimestre de 2009, quando a economia também registrou recuo de 1,9%.
Neste trimestre, contribuíram para o desempenho negativo da economia a queeda dos investimentos e do consumo e o aumento dos gastos do governo.
Em relação ao segundo trimestre de 2014, a baixa foi ainda mais profunda, de 2,6%, a maior desde o primeiro trimestre de 2009, quando o recuo também foi de 2,6%. Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre do ano alcançou R$ 1,43 trilhão.
Neste trimestre, frente ao anterior, todos os setores registraram queda, puxada pela indústria, que teve retração de 4,3%, pela agropecuária, de 2,7% e pelos serviços, de 0,7%.
Recessão técnica
O Brasil voltou a ter dois trimestres seguidos de queda no PIB e, por isso, entrou em “recessão técnica”. Na prática, essa classificação serve como uma espécie de “termômetro” para medir o desempenho da economia. Isso porque, de acordo com economistas, não são apenas dois resultados negativos seguidos que indicam a recessão, mas sim um conjunto de indicadores negativos, como aumento do desemprego, queda na produção e falência de empresas.
O Brasil também havia registrado uma recessão técnica no último trimestre de 2008 e primeiro de 2009, durante a crise econômica mundial.
“Várias coisas voltam lá para 2009. Na época, em 2008 e 2009, o consumo das famílias não tinha sido tão afetado [pela crise], existiam medidas para tentar reduzir o efeito [sobre o consumo das famílias]. São momentos um pouco diferentes [2015 e 2009], mas ambos com turbulências internacionais. Isso é um fato similar, no caso. Agora, obviamente que a turbulência tanto política quanto econômica está afetando todas as atividades. É um movimento que está afetando a economia toda”, analisou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca de La Rocque Palis.
Arte PIB - indústria 2º tri 2015 VALE (Foto: Arte/G1)
No ano, de janeiro a junho, a economia registra contração de 2,1%, na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com o IBGE, esse resultado é o pior desde o primeiro semestre de 2009, quando caiu 2,4%.
O que aconteceu em cada setor
De acordo com o IBGE, a queda registrada na indústria - frente ao primeiro trimestre - foi puxada principalmente pelo desempenho negativo da construção civil, que recuou 8,4%. Na sequência, a aparece a indústria de transformação, que também sofreu forte queda de 3,7%.
Arte PIB - agropecuária 2º tri 2015 (Foto: Arte/G1)
No caso do setor serviços, o que mais influenciou foi o movimento do comércio, que vem mostrando seguidamente resultados desanimadores. Neste segundo trimestre, a queda foi de 3,3%, seguida pelo recuo de 2% em transportes, armazenagem e correio.
“Tanto pela ótica da produção quanto pela da despesa, a gente tem que os três principais setores do PIB apresentaram queda em relação ao trimestre anterior”, apontou Rebeca.
Já na comparação com o segundo trimestre de 2014, a agropecuária cresceu 1,8%, puxada pela produção de soja, milho, arroz e mandioca.
A indústria recuou 5,2%, puxada pela indústria de transformação, que caiu mais de 8%.
Os serviços recuaram 1,4%, com destaque para a baixa de 7,2% do comércio (atacadista e varejista) e de 6,0% de transporte.
Consumo e investimentos
No segundo trimestre, em relação ao primeiro, os investimentos registraram o oitavo trimestre seguido de baixa, chegando a 8,1% e arrastando o PIB para baixo, assim como a despesa de consumo das famílias, que  recuou 2,1%, pelo segundo trimestre seguido. Já a despesa de consumo do governo cresceu 0,7% na mesma base de comparação.
Arte PIB - serviços 2 tri 2015 (Foto: Arte/G1)
Quanto ao setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 3,4%, e as importações, por outro lado, recuaram 8,8%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2014, os investimentos sofreram uma queda ainda maior, de 11,9% - a maior desde o primeiro trimestre de 1996, quando o indicador recuou 12,7%.
"Este recuo é justificado, principalmente, pela queda das importações e da produção interna de bens de capital, e também pelo desempenho negativo da construção civil."
Nessa base de comparação, a despesa de consumo do governo caiu 1,1%, e os gastos das famílias, que também entram no cálculo do PIB, recuaram 2,7% - a segunda baixa seguida.
Arte PIB - consumo das famílias 2 tri 2015 (Foto: Arte/G1)
De acordo com o IBGE, essa retração de 2,7% é a maior queda o quarto trimestre de 1997, quando caiu 2,8%.
"O resultado pode ser explicado pela deterioração dos indicadores de inflação, juros, crédito, emprego e renda ao longo do período", informou o IBGE.
Também entram no cálculo do PIB as exportações de bens e serviços, bem como as importações feitas pelo país. Nesse caso, as vendas tiveram expansão de 7,5%, e as compras caíram 11,7%, "ambas influenciadas pela desvalorização cambial de 38% registrada no período".
Poupança e taxa de investimento
No segundo trimestre, a taxa de investimento foi de 17,8% do PIB. No segundo trimestre de 2014, o índice havia atingido percentual maior, de 19,5%.
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Arte PIB - investimentos 2º tri 2015 (Foto: Arte/G1)
A taxa de poupança recuou em relação ao ano passado, passando de 16% no segundo trimestre de 2014 para 14,4%, nos mesmos meses de 2015.
Expectativas negativas confirmadas
A expectativa do Banco Central era de que o PIB tivesse mesmo recuado de abril a junho deste ano. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que é uma espécie de "prévia do PIB", indicava uma retração de 1,89% no segundo trimestre deste ano, frente aos três meses anteriores. Com isso, quando foram divulgados, em meados de agosto, os números já apontavam que a economia brasileira entraria em recessão técnica.
Já a estimativa do mercado financeiro para o ano todo, apresentada no início da semana pelo boletim Focus do Banco Central, indicava que a economia deverá ter uma retração de 2,06%, seguida por uma queda de 0,24% em 2016.
Dois anos seguidos de recessão
A expectativa dos economistas dos bancos é que a queda do PIB neste ano seja seguida por uma retração em 2016, de 0,24%.
Se confirmada a previsão, será a primeira vez que o país registrará dois anos seguidos de contração na economia, pela série do IBGE iniciada em 1948.  Todas as seis vezes em que o país fechou o ano com PIB negativo foram sucedidas por uma rápida recuperação nos anos seguintes.
PIB dos países - arte (Foto: Arte/G1)
O cenário atual é bem diferente, segundo o economista da FGV/IBRE Paulo Picchetti. “A recessão começou sem ser possível enxergar os mecanismos que vão levá-la ao fim. Não há instrumentos de política econômica capazes de reverter esse quadro num futuro razoavelmente rápido.”
Como um país sai de uma recessão?
O fim de uma recessão só é constatado quando existe um movimento consistente de retomada em todos os indicadores econômicos, segundo o economista da FGV/IBRE Paulo Picchetti. Dados como taxa de desemprego, vendas no comércio, produção industrial e outros precisam mostrar de forma clara e conjunta que estão em recuperação. DO G1
 

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A CNI demorou para perceber

O presidente da CNI, Robson Andrade, considerou um "absurdo" reintroduzir a CPMF:
"É mais um imposto para a sociedade pagar, enquanto o caminho ideal seria o governo promover uma redução de gastos públicos para deixar a economia se recuperar. Estamos totalmente na contramão do mundo. Enquanto outros países estão com juros baixos e reduzindo a carga tributária para impulsionar suas economias, aqui estamos vendo a cada dia uma nova proposta de aumento de imposto e a taxa de juros está nas alturas".
Robson Andrade demorou para perceber isso.
Durante a campanha eleitoral, ele elogiou muito Dilma Rousseff:
“É mais uma prova do empenho com que Vossa Excelência se dedica ao diálogo com o setor privado, e a indústria brasileira em particular, em favor do benefício do país”.
Duas semanas atrás, ele rejeitou o impeachment:

"Não sou a favor. Não acho que simplesmente o impeachment resolverá".
Agora pague, Robson Andrade. Assim como todos nós.
DO O ANTAGONISTA

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

“A PRAÇA PÚBLICA É MAIOR QUE AS URNAS” (Ulysses Guimarães) - Maria Lucia Victor Barbosa

Na atualidade a palavra impeachment tornou-se o veredito das multidões que encheram as ruas do Brasil no histórico dia 16 de agosto. Foi o maior julgamento popular de um presidente da República, no caso, da presidente Dilma Rousseff.
O movimento, como os dois anteriores foi espontâneo, consciente, apartidário, ordeiro, pacífico, com objetivo claro e definido: Fora Dilma. Fora Lula. Fora PT. Grandes faixas com a palavra impeachment exibiram a tônica do “plebiscito”, pedindo a saída da governante que quebrou o País e jogou a conta nas costas do povo depois de tê-lo enganado nas eleições com mentiras.
Emblematicamente, em Brasília, o gigantesco balão com a cara de Lula da Silva, vestido de presidiário e com o número dos Irmãos Metralha no peito, indicava que o presidente de fato já não passa de um Pixuleco das falcatruas.
Neste cenário soou falso o discurso do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, que do alto do seu pomposo e inútil cargo acusou o povo de intolerante e pediu otimismo. O ministro esqueceu que as pessoas costumam ir aos supermercados onde a realidade da inflação e da queda de renda é inequívoca.
Edinho Silva também mandou recado para a oposição, que nunca existiu, declarando numa linguagem lulesca: “Só esperamos que, quando os interesses são do País, que, em vez de ficarmos cultivando questões partidárias, a gente possa enxergar aquilo que é do interesse nacional”.
Portanto, o ministro pede aos outros o que nunca foi feito por seu partido, o PT e, ao mesmo tempo, não tem noção de um fato básico: Não tem governo que resiste quando a economia vai mal. Tampouco, Edinho Silva leu “O Príncipe”, de Nicolau Maquiavel, onde está escrito: “Os homens esquecem mais facilmente a morte do pai do que a perda do patrimônio”. Mas ler, ainda mais “O Príncipe”, seria pedir demais ao ministro.
Sobre a oposição, que na linguagem petista significa PSDB, o PT pode ficar sossegado. O ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso, sempre foi o maior defensor de Lula e do PT, no que foi seguido por seus correligionários. Aguentou oito anos ouvindo “Fora FHC” e, depois de ter entregado ao recém-eleito presidente Lula um governo sem inflação, seus melhores quadros e políticas sociais que o PT imitou, ouviu por mais 12 anos indo para 13 que sua herança era maldita. E tem mais: em agosto de 1999, Lula da Silva disse: “Renúncia é um gesto de grandeza e FHC não tem essa grandeza”. O pedido de renúncia depois pareceu pouco e o PT passou também a encampar uma campanha pelo impeachment de Fernando Henrique Cardoso. Naquela ocasião não era golpe.
Agora foi dito que FHC unificou o PSDB em torno do pedido de renúncia da Presidente. Um mimo dado a Rousseff, que jamais irá renunciar. E assim, entre impeachment, novas eleições ou cassação de Rousseff, o PSDB aceitou, por enquanto, que pedir a impossível renúncia da presidente é melhor. E se Eduardo Cunha, a única oposição real pedir o impeachment, os tucanos aprovam. Pelo menos é o que é dito agora. Se bem que os tucanos já estão com a bandeja pronta para entregar a cabeça de Cunha depois que o Procurador-geral, Rodrigo Janot, o denunciou.
Enquanto isso, a classe dirigente petista conta com Renan Calheiros para salvar a pele da presidente e, é claro, a sua própria, no tapetão institucional. Também aumentam as performances da presidente diante de públicos selecionados que a aplaudem. E não poderia faltar um contra-ataque dos ditos movimentos sociais sustentados pelo governo e que foram realizados dia 20 deste a favor de Rousseff e, paradoxalmente, contra o ajuste fiscal e a Agenda Brasil.
Os “exércitos” de Stédile, Boulos e da CUT, com exceção de São Paulo onde houve mais gente, nas demais capitais não passaram de grupelhos do pixuleco. Mesmo porque, os manifestantes chapa-branca fazem parte dos 8% que apoiam Rousseff contra os 70,1% da população, uma quantidade descomunal de coxinhas, de conservadores da classe média de direita e, como disse Lula da Silva, de nazistas.
O PT, que também participou do impeachment do ex-presidente Collor, hoje chama de golpistas os que querem se ver livre do pior governo presidencial de nossa história. Isso lembra uma entrevista de Ulysses Guimarães antes da queda de Collor.
Disse o deputado, que a praça pública era maior que as ruas e que Collor não era mais presidente. Teria este se tornado um fantasma, mas um fantasma que provocava inflação, desemprego, queda da bolsa e que devia ser exorcizado. O cidadão havia votado em Collor, mas acordara e estava nas ruas. Na Câmara, se não votassem o impeachment seriam considerados cúmplices.
Agora não temos governo, mas um fantasma que provoca um cortejo de desgraças para o País. Os cidadãos acordaram. É hora do Congresso relembrar que a praça pública é maior que as urnas. Caso contrário, os parlamentares serão cúmplices.DO HORACIOCB

A grande resposta da professora das filhas de Veríssimo ao cachorrinho de madame que virou pitbull de quadrilheiro

Neste 20 de agosto, o jornal gaúcho ZH publicou a crônica em que Luis Fernando Verissimo informa que não vê diferenças entre manifestações de rua contra o governo e matilhas de vira-latas.  No mesmo dia, a leitora Rosália Saraiva, que foi professora das filhas do patriarca dos humoristas estatizados, encaminhou ao blog do jornalista Políbio Braga uma carta endereçada ao pai das ex-alunas. A resposta, merecidíssima, é de envergonhar até quem perdeu a vergonha de vez.
O rosnado de Verissimo nasceu do medo. O fim da era lulopetista pode custar-lhe a liderança que ocupa no ranking dos autores mais didáticos do Ministério da Educação. Esse possível rebaixamento na lista dos escritores federais oferece motivos de sobra — milhões de motivos — para que um cachorrinho de madame vire candidato a pitbull de quadrilha. Talvez sossegue algum tempo depois do troco, reprisado abaixo, que uma valente professora lhe aplicou no fígado. Confira. (AN)
Prezado LF Verissimo:
Na crônica com o título ‘O Vácuo’, comparaste os manifestantes contra o governo aos cachorros vira-latas que, no passado, corriam atrás dos carros, latindo indignados. Dizes que nunca ficou claro o que os cães fariam quando alcançassem um carro, por ser uma raiva sem planejamento. E que os cães de hoje se modernizaram, convenceram-se de seu próprio ridículo, renderam-se ao domínio do automóvel.
Na tua infeliz e triste comparação, os manifestantes de hoje são vira-latas obsoletos sitiando um governo que mais se parece com um Fusca indefeso, que sabem o que NÃO querem – Dilma, Lula, PT – mas não pensaram bem NO QUE querem no seu lugar. Como um velho e obsoleto cachorro vira-lata, quero te latir (não sei se entendes a linguagem de cachorros) algumas coisas:

1. Independentemente das motivações de cada um, tenho certeza de que todos os cachorros na rua correm em busca dos sonhos perdidos, que, em 13 anos, foram sendo atropelados não por um Fusca indefeso, mas por um Land Rover de corrupção, imoralidades, mentiras, alianças políticas espúrias, compras de pessoas, impunidade, incitação à luta de classes, compra de votos com o Bolsa Família , desrespeito e banalização da vida pela falta de segurança e de atendimento digno à saúde, justiça falha, etc, etc.
2. Se os cachorros se modernizaram e pararam de correr atrás do carro, não foi por se convencerem do próprio ridículo. Foi porque não conseguiram nunca alcançar os carros e isso os desmotivou. Falta de planejamento, concordo. Mas os cachorros de agora aprenderam que se correrem juntos, unidos, latindo bastante atrás do carro, cada vez mais e mais, de novo e de novo, chegará uma hora em que o motor vai fundir. Eles vão alcançar o carro. O motorista vai ter que descer do carro e outro assumirá. Pior do que está não vai ficar, embora o conserto vá demorar muito. Não vai ser fácil, mas os vira-latas vão conseguir se organizar, pelo voto. Não pela ditadura.
3. Não é verdade que o latido mais alto entre os cachorros foi o de um chamado Bolsonaro. Acho que estavas na França gozando das delícias de um croissant na beira do Sena (enquanto os vira-latas daqui corriam atrás do osso perdido) e não viste os vídeos das manifestações. Se bem que a TV Globo e o Datafolha também não enxergaram nada. O que mais cresceu na manifestação foi uma certeza, a certeza que vai fazer esse país mudar: com essa Land Rover desgovernada não dá mais. Os cachorros com seus latidos unidos jamais serão vencidos. E sabem que mais dia, menos dia, esse carro vai parar. É assim que começa, pena que eles não acreditem. Não vai ter mais dinheiro pra comprar brioches para o povo. E o número de vira-latas vai aumentar muito. Quem comandará a corrida? Não sei, só sei que prefiro ser um vira-lata à moda antiga do que um vira-lata moderninho que se rende a uma Land Rover.
4. Te enganas quando dizes que os cachorros de antes corriam atrás dos carros porque a luta era outra. Não, a luta é a mesma, o contexto é diferente. Os cachorros não querem um passaporte bolivariano. O vácuo vai ser preenchido, não te preocupes. Por quem for necessário e aceito, desde que não seja pelo exército do Stédile.
5. Em tempo: essa vira-lata que te fala foi professora das tuas filhas no antigo e admirável Instituto de Educação. Lá aprendi que é importante latir não por latir, mas para defender os sonhos possíveis. E tuas filhas devem ter aprendido muita coisa com os meus latidos. Continuo latindo, agora na rua, para derrubar o que acredito ser um mal nesta nação arrasada: a corrupção e, mais do que isso, um governo corrupto, que perdeu totalmente a vergonha. Eles criaram um “vácuo” de imoralidade e de incompetência que vai ser difícil de recuperar. Mas, vamos conseguir!
Atenciosamente, auauau.
ROSÁLIA SARAIVA
DO AUGUSTONUNES-REV VEJA

domingo, 23 de agosto de 2015

Pixuleko: Cheguei longe, mas perdi gás

Se me perguntassem antes como seria estrondosa minha passagem por Brasília, teria de responder: eu não sabia

PIXULEKO, O BONECO DO LULA EM DEPOIMENTO A 
SÉRGIO GARCIA
21/08/2015
Perdoe minha imodéstia, mas você conseguiria segurar a onda se vivesse o que vivo agora? Estou convencido de que sou um caso raríssimo de quem ganhou fama instantânea sem participar de reality show. Entrei para o panteão das celebridades. Minha imagem corre o Brasil e o mundo. Minha notoriedade foi meteórica – surgiu assim que ganhei corpo na manifestação contra a corrupção, em 16 de agosto, em Brasília. E que corpanzil. Peso 100 quilos e tenho 15 metros de altura. Imponente como sou, pude ver de cima a enxurrada de camisas amarelas que tomou a Esplanada dos Ministérios. Fiquei entre emocionado e atônito com a ovação que recebi. Quem viu a cena sabe que não é exagero: parecia um gol da Seleção Brasileira.
Pixuleko (Foto: Ailton de Freitas/AgÍncia O Globo)
  O REINO DO PIXULEKO O boneco na Esplanada, no protesto do dia 16. Ele provocou resposta do Instituto Lula (Foto: Ailton de Freitas/AgÍncia O Globo)
Nunca antes na história deste país um boneco se tornou tão rapidamente símbolo de um protesto nacional. Virei meme, bombei, quer glória maior? Fizeram montagens em que apareço ao lado de grandes personalidades, como protagonista de momentos históricos, dentro de filmes e desenhos animados clássicos. Houve quem criasse nas redes sociais páginas batizadas de “Lula inflado”, só para me exaltar. Aproveito a ocasião para esclarecer: “Lula inflado” foi como os manifestantes e a imprensa se referiram a mim de início. Meu nome é Pixuleko, assim mesmo, com “k”, numa referência ao apelido dado à propina no escândalo do petrolão. Só fui batizado oficialmente na terça-feira da semana passada. Chegou a correr na internet um movimento para a escolha do nome. Cogitaram também “Luleco”, mas desistiram. Soaria como nome de brinquedo de criança.
Como quase todo mundo, fui concebido entre quatro paredes. Comecei a ganhar vida há dois meses, numa reunião da seccional de Maceió do Movimento Brasil, uma associação de cidadãos críticos do governo. Ali surgiu a ideia de fazer algo diferente na manifestação do dia 16 de agosto. No protesto anterior, essa mesma turma havia levado às ruas um bandeirão de 30 metros pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Precisavam de um novo apetrecho para surpreender. Um dos presentes àquele encontro revelou detalhes da minha origem. É sempre bom conhecer nossas raízes. Nasci com um único objetivo: jogar o ex-presidente Lula no caldeirão das ruas.
Sabe como é, filho bonito tem vários pais. Não se sabe ao certo quem foi o sábio que sugeriu fazer um boneco, mas o certo é que a aprovação se deu por unanimidade. A partir desse momento, tudo passou a ser altamente sigiloso. Minha gestação, que durou dois meses, foi envolta em mistério. Apenas seis pessoas sabiam detalhes do projeto. Esse grupo começou a buscar na internet uma fábrica que me moldasse. O primeiro orçamento feito quase levou a abortar a história: pediram R$ 96 mil. Depois de muita pesquisa, meus pais conseguiram alguém em São Paulo que se comprometeu a me criar por R$ 12 mil. Para bancar a despesa, o grupo fez uma vaquinha. O teor do texto de convocação era enigmático. Falava de uma “grande ação que não podia ser divulgada”. Quando atingiram R$ 6 mil,  metade do valor total, veio o sinal verde. Se eu fosse um simples boneco de posto de gasolina, aquele tipo banal, certamente a missão seria mais fácil (e eu, provavelmente, ganharia o apelido de “Lava Jato”). Mas meus pais queriam que eu viesse ao mundo para fazer história.
Sou fruto de uma criação coletiva, daí que desisti de tentar descobrir o autor da ideia de me vestir com uniforme zebrado de presidiário, de número 13-171, e pôr uma bola de ferro em meus pés. Deve ter partido de algum publicitário do Movimento Brasil. Lá tem de tudo: profissionais liberais, estudantes, donas de casa, todos voluntários. O lugar onde fui parido também é um segredo difícil de desvendar. Não há delação premiada que dê jeito. Argumentam que é para preservá-lo de retaliações. Minha gestação foi tensa. Ninguém sabia exatamente que bicho ia dar até que o fabricante mandou minha foto todo inflado – inclusive o ego, é do meu DNA. Foi um alívio geral para a turma que me gerou ver seu devaneio se materializar. Se me perguntam se, naquele momento, eu imaginava aonde chegaria e o sucesso que viria a fazer, respondo: eu não sabia. Não sabia, não sabia de nada mesmo.
Protesto dia 26 de março  (Foto: Tiago M. Chiaravalloti/Frame)
PASSEATA Protesto no dia 16. Em São Paulo, houve críticas a Lula na marcha anti-PT e um ato em defesa dele (Foto: Tiago M. Chiaravalloti/Frame)
Tem uma máxima que diz “baiano não nasce, estreia”. Foi assim comigo. Havia consenso que minha primeira aparição tinha de ser apoteótica. A escolha recaiu sobre um palco nobre: a capital da República. Foi preciso uma intrincada logística para que eu viajasse de São Paulo a Brasília. Acomodado num pacote de 1,5 metro por 1 metro, embarquei num caminhão de transporte de carga e cheguei ao Distrito Federal quatro dias antes da grande manifestação. Numa operação discreta, fui recebido por um grupo da União dos Movimentos de Brasília. Fiquei hospedado, sem alarde, na casa do analista de sistemas aposentado Ricardo Honorato, que não contou nada sobre o embrulho, nem mesmo para a mulher.
A contagem regressiva até o domingo suscitou uma enorme ansiedade. Chegou-se a pensar em antecipar minha aparição para a véspera do grande dia, mas a proposta não vingou. Às 6 horas da manhã de domingo, fui levado no carro do Honorato ao ponto de concentração. Alugaram um gerador para acionar os dois propulsores de ar que carrego acoplados. Foi tenso. Assim que comecei a inflar, uma ventania rasgou a costura ao lado do meu pescoço. Corre daqui, corre de lá, recebi primeiros socorros, com uma fita adesiva larga o bastante para fazer o remendo. Àquela altura, os manifestantes se aproximavam, torcendo para que eu alcançasse as dimensões que o destino me reservou. Deu certo. Às 9h30, eu assomava na multidão, estimada em 25 mil pessoas pela Polícia Militar. Deu-se, então, a epifania. Fui solto das hastes que me fixavam ao chão e flutuei sobre a galera. Nunca esquecerei a consagração nos braços do povo.
Pediram meu comparecimento em  outras cidades. Querem fazer de mim bonequinhos e chaveiros

Virei astro, e um astro incômodo, como prova a resposta soturna do Instituto Lula à provocação. Nos dias que se seguiram, Honorato e o microempresário Alessandro Gusmão, dois de meus colaboradores, receberam mais de 100 ligações solicitando meu comparecimento a outras cidades. Choveram pedidos de autorização para me reproduzir em bonecos menores e chaveiros. Honorato e Gusmão não colocaram obstáculo. Diante do sucesso, vão encomendar um clone meu. Já vi que vida de astro não é mole. Dois dias após a festa, embarquei num caminhão de volta para São Paulo, a fim de fazer no pescoço uma cirurgia “plástica” (pegou?). Se convalescer a tempo, é bem provável que apareça em algum ponto do país – quiçá na capital paulista. De agora em diante, a exemplo dos grandes artistas, terei uma agenda lotada de exibições pelo Brasil. Contarei também com um esquema especial de segurança, pois tenho ciência de que passei a ser um indivíduo visado. Mas não vou esconder de vocês, não: ser famoso é bom demais. - DO LILICARABINA

O piti do Edinho, o ministro tesoureiro.

Edinho Silva, ministro da Secom, foi o tesoureiro da campanha da Dilma em 2014. E teve um piti quando Gilmar Mendes decidiu que as contas de campanha da presidente devem ser investigadas, haja vista o número de irregularidades: uso da máquina pública, uso de fornecedores inexistentes, dinheiro do petrolão pagando despesas e mais outros crimes. Edinho Silva diz que o Governo vai questionar a decisão de Gilmar Mendes. Questionar o quê, cara pálida de medo? Vai proibir o TSE de analisar as notas fiscais frias e as doações do petrolão tornadas quentes, conforme inúmeras delações da Lava Jato já aceitas pelo STF? Edinho diz que na democracia deve-se aceitar o resultado das urnas. Não, ministro tesoureiro. Na democracia devemos seguir as leis e não usar táticas criminosas para vencer eleições. Pode berrar, cabrito. Vai ser investigado e se o Brasil for um país honesto as contas serão reprovadas e a presidente vai perder o mandato. E você vai passar uma temporada em Curitiba, que é o seu lugar, ao lado do Vaccari. - DO CELEAKS...

BUNDALELÊ GERAL E IRRESTRITO: A REPÚBLICA DOS PIXULECOS E DOS MACONHEIROS.

Vitima da "engenharia social" queimando um baseado de maconha. Cigarro comum, nem pensar. (Foto: Diário do Poder)
O Supremo Tribunal Federal, que já condenou às masmorras o cigarro comum, decide agora se é crime manter um bocado de maconha para “consumo próprio”. O primeiro voto, favorável à droga, pode indicar a tendência de descriminalizar, garantindo judicialmente clientela para o traficante. E fica combinado: neste País da piada pronta, será permitido se drogar, mas segue proibido vender droga. E fumar cigarro comum.
No debate sobre descriminalização, ignora-se convenientemente a palavra da ciência: maconha é mais prejudicial à saúde que o cigarro.
Para os “politicamente corretos”, essencial não é o mal à saúde, mas o “direito” do viciado – negado com cara de nojo ao fumante de cigarro.
Alguns dos defensores apaixonados da descriminalização querem só comprar seu suprimento de drogas sem se preocupar com a polícia. Da Coluna do Cláudio Humberto/Diário do Poder
O ESTADO GERAL BUNDALELÊ
MEU COMENTÁRIO: Muito bem Cláudio Humberto. É isso aí! Chega dessa militância antitabagista cretina e idiota, quando se sabe que o cigarro comum, de tabaco, não altera jamais o comportamento do usuário, não deixa o sujeito sob efeito alucinógeno, doidão ou ainda preguiçoso e vadio. A maior desgraça da humanidade são esses semoventes servos da "engenharia social" levada a efeito principalmente por meio da mídia a promover a destruição dos valores morais e da boa ética em favor da libertinagem, do consumo de drogas alucionógenas, da imoralidade e da indecência geral e irrestrita. 
Não há um dia sequer que a grande mídia não reverbere as ordens dos 'engenheiros sociais' decididos a "mudar o mundo". Esqueceram de perguntar se as pessoas desejam mudar o mundo para esse estado bundalelê onde impera a imoralidade de toda ordem, onde os marginais criminosos e assassinos são abençoados; onde os terror islâmico degola centenas de pessoas diariamente sem que haja um pingo de censura à essa insanidade desvairada; onde a escalada delirante, que chega a ser "non sense", desses tarados ideológicos que pregam um "outro mundo possível", persevera na destruição dos mais caros valores que deram vida à civilização ocidental. Valores esses vazados no Estado laico, no direito racional e na liberdade individual. Os vagabundos das redações relativizam tudo, até mesmo a adoção da sharia, a lei islâmica. Aliás, o jornal bundalelê Folha de S. Paulo possui um blog dedicado a relativizar o assassinato em massa de pessoas pelo tal "estado islâmico". Baseados demais? Pode ser.
Os principais difusores dessa praga, que começou a proibição do uso do cigarro de tabaco dentro das aeronaves, depois no aeroporto e, depois, no lado de fora debaixo das marquises, são os jornalistas. E eu digo isso porque os conheço muito bem. Tenho mais de 40 anos de jornalismo. E, como advogado que também sou, há mais de uma década resolvi fazer o mestrado em Direito. Fui até o fim, conclui com a defesa da dissertação que foi publicada em livro. E isso foi muito bom porque cheguei à seguinte conclusão: dois ambientes em que existem mais idiotas, vadios, diletantes, maconheiros e assemelhados, são as redações dos veículos de mídia (onde trabalhei por quase duas décadas) e os cursos de pós-gradução na área das ditas "Ciências Humanas". Tirante o curso de Direito que é essencial, já que não se vislumbra nenhum tipo de grupamento humano sem o Direito, o resto desses cursos dessas pretensas "ciências" podem ser fechados já que não haverá nenhum prejuízo para a sociedade. Pelo contrário, uma vez que constituem o locus por excelência para a lavagem cerebral dos jovens. 
Retomando o caso da perseguição do cigarro de tabaco é bom notar que a "engenharia social" serviu-se da execração desse hábito, exercido por uma minoria, como teste comportamental para avançar depois na usurpação de outros direitos individuais. Já pararam para pensar quanto do nosso direito individual foi para o vinagre? Os vagabundos agora tentam inclusive definir qual deve ser o cardápio dos comensais em casa ou nos restaurantes. Já editaram a lei que proíbe o 'foie gras'. Isto é o início de uma nova escalada de proibições que os boçais das redações reverberarão 'ad nauseam'. 
Esses cretinos todos não me curvarão jamais! E espero que não ousem me admoestar pelo hábito de fumar cigarros comuns. Quem fizer isso comigo jamais terá a minha atenção. Passarei a ignorá-lo. Comentários aqui no blog condenando o cigarro de tabaco e defendendo a maconha e drogas análogas, serão deletados.
E, para concluir: no momento em que o Brasil e os brasileiros são seviciados pelos ladravazes do Foro de São Paulo ou a eles acumpliciados, é um troço surrealista ver os Ministros do Supremo Tribunal Federal gastarem horas de discussão para liberar o uso de um entorpecente. 
O Estado Geral Bundalelê chegou à Suprema Corte de Justiça! É a carnavalização do Direito, a esculhambação geral e irrestrita, algo típico de uma República dos Pixulecos. ALUIZIOAMORIM

sábado, 22 de agosto de 2015

"ENTRE MITOS E BANDIDOS"



  Carlos José Marques
diretor editoria
IstoÉ
A bandidagem tenta tomar conta da cena política sob a falsa alegação de defesa da democracia. Quando um dirigente classista tem a petulância de dizer, na frente da presidente da República, que vai pegar em armas e convoca seus comandados para a trincheira a lutar pelo Governo, numa guerra civil imaginária contra a sociedade, está ofendendo o País inteiro e ferindo de morte o estado de direito democrático.
Aconteceu há poucos dias, sem reprimendas.
O líder da CUT, Vagner Freitas, tal qual um criminoso que não teme infringir a lei e que já invadiu prédios e repartições do Estado, enxergou o Palácio do Planalto como um bunker e dali, em uma cerimônia ao lado da maior autoridade da Nação, lançou suas ameaças.
O que fazer nessa situação?
Para um governo que alimenta com dinheiro público o movimento sindical em busca de apoio e solidariedade, omitir-se pareceu a melhor tática. Nada mais enganoso.
Perplexos, os brasileiros esperavam um repúdio veemente a tal comportamento. Desencantados, estão cada vez mais protestando. Por todos os estados. Em centenas de cidades. Por três vezes, no intervalo de cinco meses, tomaram às ruas. Passaram recados claros. E precisam ser ouvidos.
A imoralidade que campeia o Partido dos Trabalhadores, o Governo Dilma e o líder maior da patota petista, Lula, tem causado repulsa generalizada.
Um boneco inflável do ex-presidente vestido como presidiário pontificou como símbolo da desconstrução de um mito. Lula perdeu a primazia dos movimentos populares. Perdeu até a credibilidade do seu discurso do “nós contra eles”.
Quem são eles?
Perguntaria a esmagadora massa de desassistidos Brasil afora. Do alto de sua fortuna de ao menos R$ 27 milhões, obtida com palestras e consultorias regiamente pagas pelas mesmas empresas que ele combate em público e se beneficia nos acertos privados, Lula deixou para trás o figurino de retirante sindicalista.
Virou a elite que tanto critica. Viajando em jatinhos particulares, bebericando vinhos Romanée Conti, de US$ 6 mil a garrafa, e com ternos sempre das melhores grifes, o ex-presidente está mais para barão de cartola do que para metalúrgico sem eira nem beira.
Beneficiou-se fartamente da classe “A”.
Usou e abusou das regalias de quem ocupa um lugar de destaque no topo da hierarquia social. E agora, entre o discurso e a prática, não consegue mais vender a mensagem de combate aos privilégios.
Como ele, o dirigente da CUT, Vagner Freitas, também gosta de esbravejar contra a “burguesia”, mas não se furta de usar camisas francesas Lacoste e relógio Rolex quando toma o microfone para disparar seus impropérios.
Os mitos, as elites e os bandidos – no conceito difuso dessa turma – parecem ter distinções muito pouco claras. Variam ao sabor das circunstâncias e conveniências deles mesmos. Com um único fim: manter a boquinha.

22.Ago.15- DO R.DEMOCRATICA

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O País do Carnaval assombra o mundo com o Movimento Pró-Corrupção

Nesta quinta-feira, 20 de agosto, o País do Carnaval surpreendeu o mundo com outra brasileirice assombrosa: o Movimento Pró-Corrupção, criado para apoiar a corrupção e a incompetência. Oficialmente, os atos organizados pelo PT, pela CUT, pelo MST e por outras entidades sustentadas por mesadas federais foram concebidos para “defender a democracia do golpe tramado pela oposição”. Conversa de 171, constata o comentário de 1 minuto para o site de VEJA.
Só cretinos fundamentais e portadores de miopia cafajeste conseguem enxergar golpistas nas multidões de democratas que clamam pelo despejo do bando que faz o que pode para liquidar o Brasil. O que a seita lulopetista quer é libertar os josés dirceus, prender juízes como Sérgio Moro, revogar a independência do Ministério Público, eternizar-se no poder e prolongar por tempo indeterminado a crise que Lula pariu e Dilma amamenta; fora o resto.
Se os moradores dos locais incluídos no mapa do cinismo tivessem gritado em coro “olha o camburão!”, as passeatas dos fora da lei acabariam sem ter começado. Como o segundo mandato da presidente que não diz coisa com coisa. DO AUGUSTO NUNES

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Dilma manda vender parte da Petrobras para cobrir rombo da corrupção.

25% DA PETROBRAS SERÁ VENDIDA. DILMA DA AVAL PARA A NEGOCIAÇÃO COM A FINALIDADE DE COBRIR OS ROMBOS DA CORRUPÇÃO.
A Petrobras quer vender US$ 15,1 bilhões em ativos até o final de 2016 para ajudar a reduzir o montante de US$ 132 bilhões de dívida, a maior de qualquer petroleira.
O Conselho da Petrobras aprovou, com voto contrário de seu presidente, a venda de ao menos 25% da BR Distribuidora, unidade de distribuição combustíveis da estatal, segundo ata de reunião publicada na noite de segunda-feira (17). A venda é esperada para a partir do final do ano e tem o Aval da Presidente da Republica.
A Petrobras quer vender US$ 15,1 bilhões em ativos até o final de 2016 para ajudar a reduzir o montante de US$ 132 bilhões de dívida, a maior de qualquer petroleira.
O Conselho aprovou em 8 de agosto o plano para buscar aprovação da CVM para a venda, que pode ser ampliada para além de 25% com a venda de lote suplementar e lote adicional, segundo a ata.
O presidente do Conselho, Murilo Ferreira, e o conselheiro que representa os funcionários da Petrobras, Deyvid Bacelar, votaram contra.
Ferreira foi contra a venda alegando que decisões adicionais precisam ser tomadas, incluindo a contratação de profissionais com experiência em vendas no varejo e a aprovação de um plano de negócios para a BR Distribuidora, antes que qualquer venda possa ser formatada, segundo a ata.
Bacelar se opôs à proposta dizendo que as condições de mercado não são propícias para uma venda e que a BR Distribuidora pode dar retornos melhores à Petrobras se o Conselho melhorar a governança ou buscar parcerias em vez de abrir o capital da empresa.
A BR Distribuidora recentemente foi avaliada em cerca de US$ 10 bilhões por analistas da UBS Securities.
*Via PensaBrasil.com -DO MARIOFORTES

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Governador de MT, Pedro Taques se filia ao PSDB

Pedro Taques (dir) acertou com Aécio Neves sua filiação ao PSDB 
(Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
O senador Aécio Neves anuncia nesta terça-feira (18) a filiação do governador de Mato Grosso, Pedro Taques, ao PSDB.
O governador deixou o PDT no início de agosto, insatisfeito com a proximidade do partido com o governo Dilma Rousseff. Apesar de ter rompido na Câmara, a sigla segue à frente do Ministério do Trabalho.
Na semana passada, o presidente do partido, Carlos Lupi, ficou de reavaliar a saída da base.
Na carta de desfiliação enviada ao PDT, Taques lembrou que “sempre demonstrou descontentamento com a direção da legenda pelo apoio ao governo”.
Com a filiação de Taques, o PSDB passa a comandar seis Estados do país.- DA FOLHA