PAZ AMOR E VIDA NA TERRA
" De tanto ver triunfar as nulidades,
De tanto ver crescer as injustiças,
De tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus, o homem chega
a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
[Ruy Barbosa]
Pedro
Barusco, ex-gerente de serviços da Petrobras, durante mais seis horas
respondeu perguntas da CPI e no final das contas jogou mais lenha na
fogueira que o Planalto tentava apagar. Ele encrencou de vez o PT e deu
detalhes do propinoduto e de como chegou dinheiro sujo à campanha de
Dilma.
Enquanto
isso, deputados petistas deram chilique em plenário, tudo porque
Barusco disse que FHC não tinha nada a ver com o petrolão. Acompanhe os
bastidores com Joice Hasselmann, TVEJA da direto de Brasília.DO A.AMORIM
Pedro Barusco confirmou que começou a receber propina em 1997, mas
diz que o fez por iniciativa pessoal. Ele fechou acordo de delação com a
Justiça
O DELATOR FALA – CPI da Petrobras ouve ex-diretor da estatal Pedro
Barusco: corrupção foi institucionalizada no governo Lula(Pedro
Ladeira/Folhapress)
O delator Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da Petrobras, fala nesta
terça-feira à CPI que investiga o esquema de corrupção na estatal.
Segundo ele, a corrupção da Petrobras foi "institucionalizada" a partir
de 2003 ou 2004, já no governo Lula. Como já havia feito em seu acordo
de delação premiada, Barusco reconheceu que recebeu propina em 1997 da
holandesa SBM Offshore, mas afirmou que agiu por "iniciativa pessoal"
junto com o representante da empresa.
O relator da CPI, o petista Luiz Sérgio (PT-RJ), foi o primeiro a fazer
perguntas e quis saber quando o esquema mais amplo de corrupção se
instalou: "A forma mais ampla, em contato com outras pessoas da
Petrobras, de uma forma mais institucionalizada, foi a partir de 2003,
2004. Não sei precisar exatamente a data, mas foi a partir dali",
afirmou o ex-gerente.
Barusco disse aos parlamentares que sua ascensão na Petrobras nunca
dependeu de indicações políticas. Ele ingressou na estatal por concurso,
em 1979.
Pedro Barusco disse que "praticamente" toda a propina que recebeu foi
paga no exterior, em contas na Suíça. Ele afirmou que não tem detalhes
de com o dinheiro era repassado a Vaccari. "Eu recebia só para mim e
para o Renato Duque". O ex-gerente reafirmou, entretanto, que havia até
mesmo uma "prestação de contas" na divisão da propina. Ele contou aos
parlamentares que fazia o controle dos pagamentos por meio de planilhas e
que, periodicamente, em um período de dois a quatro meses, havia um
acerto de contas com os operadores do esquema. "O mecanismo envolvia o
representante da empresa, eu , o diretor Duque e João Vaccari. São os
protagonistas", resumiu.
O delator deixou claro que a participação de Vaccari não era por conta
própria, mas sim em nome do partido. "O rótulo era PT", explicou,
acrescentando que o tesoureiro petista também esteve à frente do
recebimento de comissões em obras do Gasene, uma rede gasoduto
construída entre Rio de Janeiro de Bahia. As obras foram questionadas
pelo Tribunal de Contas da União (TCU). "Eu sei que a propina foi
destinada a mim, ao Duque e à parte relativa ao PT. A gente sempre
combinava esse tipo de assunto com o Vaccari. Ele era o responsável",
disse o ex-gerente da Petrobras.
Barusco também disse que o PMDB se beneficiou dos desvios na Diretoria
de Abastecimento, sob comando de Paulo Roberto Costa, e que a Diretoria
de Serviços era da cota do PT. "A divisão da propina, até onde eu sabia,
iria para o PP e, mais recentemente o PMDB no caso do diretor Paulo
Roberto Costa. E no caso do diretor Renato Duque atendia ao PT. É isso
que eu sabia e que eu vivenciava", afirmou.
O depoimento de Barusco teve início por volta das 11 horas da manhã e
continua em andamento. O ex-gerente é a primeira testemunha ouvida pela
CPI da Petrobras.
(Folha)
O protesto contra Dilma Rousseff, registrado em diversos centros
urbanos enquanto a mandatária fazia um apelo por união nacional em rede
TV, é um marco na narrativa da crise que draga o Planalto desde a
reeleição. As ruas resolveram rugir, de forma aparentemente espontânea
mas pelo visto com uma mãozinha do WhatsApp e outros mecanismos, uma
semana antes dos protestos programados para o dia 15.
O governo vinha tratando os atos do próximo domingo com certo desdém;
agora tem motivos para se preocupar. Se antes a insatisfação contra
Dilma, expressa em pesquisas, não encontrava vazão fora das conversas no
supermercado ou nas sempre radicalizadas redes sociais, o que se viu na
noite de domingo foi uma impressionante manifestação pública de
rejeição.
Comparações históricas são tentadoras, perigosas e geralmente falhas.
Guardadas as proporções, o exemplo que ocorre é o do dia 16 de agosto de
1992, quando o então presidente Fernando Collor estava afundado até o
pescoço em denúncias de corrupção. Buscando apoio popular, ele sugeriu
que "o povo", essa entidade abstrata, vestisse verde e amarelo para
honrar a bandeira naquele domingo --e, ato contínuo, apoiasse seu
governo. Deu no que deu: multidões foram à rua usando preto em luto por
sua gestão, que acabou impedida no Congresso pouco depois.
Não foi bem isso neste domingo. E Dilma não é Collor, ainda que ele
ainda esteja aí como seu aliado e investigado na mesma Operação Lava
Jato que alimenta, com a debacle econômica, a repulsa ao governo. A
presidente ainda não foi acusada diretamente de malfeitos como seu
antecessor, mas na era dos julgamentos online de reputações, isso parece
contar pouco.
É inequívoco o sinal da noite deste domingo de 2015, estimulado ou não
por correntes nos celulares. Se achava que a crise poderia ser
circunscrita em negociações palacianas e no Congresso, o governo deverá
preparar-se para algo maior e imprevisível 10.03.2015 - DO R.DEMOCRATICA
A realidade é outra. O harakiri de Dilma Rousseff, em cadeia nacional de TV, foi medido pela Esentia, empresa de análise digital. De
185.487 mensagens sobre a presidente, publicadas nas redes sociais
durante ou imediatamente depois de seu pronunciamento, 80% foram
negativas e 19% foram positivas. Do total, 54,1% pediram a
renúncia da presidente ou seu impeachment. Outras 10,3% a chamaram de
mentirosa ou falsa. Só 3,3% partiram para o xingamento. O hashtag #VaiaDilma, no Twitter, foi o mais difundido no mundo todo. Isso mesmo: no mundo todo. O diretor da Esentia, Gustavo Ramos, comentou: “O
episódio deste domingo nos surpreendeu muito. Literalmente em tempo
real, com segundos de pronunciamento, uma avalanche de dados gerados por
posts contendo imagens, áudios e, principalmente vídeos, tomaram conta
de nossas ferramentas de monitoramento. Para a maioria, a fala da
Presidente foi "a gota d'água". Em nossa avaliação, o fenômeno aguçou
os ânimos para as já alardeadas manifestações contra o governo federal e
a Presidente no dia 15 de março”. Mais uma vez...
Dilma apresenta um discurso totalmente fora da realidade. O povo, que não é otário, #VaiaDilma! @VeraLuciaDutra 10.03.2015
“IMPRENSA LIVRE”: era o que pedia a maior faixa exibida no primeiro protesto pelo impeachment de Dilma
Com este manifesto que segue abaixo divulgado pelo site Implicante
este blog junta-se a todos os cidadãos e cidadãs brasileiras, a todas
as entidades democráticas, a todos os ativistas nas redes sociais,
enfim, a todos aqueles que lutam bravamente para desbancar o PT do poder
para sempre e libertar o Brasil dos grilhões vermelhos do Foro de São
Paulo.
O
que se pede neste manifesto não é nada de outro mundo: apenas que a
imprensa faça seu trabalho respeitando o momento histórico em que
vivemos. Leiam e compartilhem:
Em
1984, os organizadores acreditaram que marcar a manifestação pelas
Diretas Já no dia do aniversário de São Paulo facilitaria a participação
popular. O que não esperavam é que o jornalismo da Globo, sob pressão
dos militares, se veria forçado a espremer a cobertura do evento numa
reportagem de dois minutos e meio acerca dos 430 anos da capital
paulista. O resultado é que, até hoje, muita gente acredita que o Jornal
Nacional se negou a dar o devido valor ao evento por iniciativa
própria, algo que manchou para sempre a história da empresa.
Mais de
três décadas se passaram e o Brasil novamente se vê numa época rica em
protestos. O contexto é bem distinto: a nossa democracia já acumula um
quarto de século de vida e a Rede Globo reconhece em seu site os erros
cometidos no passado. Mas a indignação brasileira com o governo segue
ressoando de forma bem semelhante à daquele verão de 1984. Após algumas
iniciativas espontâneas no final de 2014, o clima sentido nas redes
sociais dá a entender que as manifestações agendadas para o próximo 15
de março marcarão este momento da mesma maneira que, no passado,
entraram para a história os esforços populares pela redemocratização e
pelo impeachment de Collor. E é aqui que chamamos a atenção dos veículos
de imprensa em atividade no país.
Em primeiro de fevereiro, assim escreveu Vera Guimarães Martins, ombudsman da Folha de São Paulo: “A
defesa da imparcialidade é norma do jornal, mas os deslizes são mais
frequentes do que deveriam. […] É reflexo de uma visão baseada em falta
de empatia, afinidade ideológica com o ideário da esquerda e também em
comodidade: gozar quem está no topo da pirâmide social não desafia o
politicamente correto, e a cobrança costuma ser menor. Ou costumava.”
O que
pode soar como caso isolado deste respeitado jornal salta aos olhares
mais atentos como um padrão bastante utilizado na nossa imprensa,
principalmente pelos veículos mais jovens. Por uma nítida discordância
da pauta dos eventos que pedem o impeachment da presidente Dilma
Rousseff, usam-se dos mais variados artifícios para amplificar erros
individuais e ofuscar acertos coletivos. Tudo com um objetivo único:
fortalecer um falacioso espantalho extremamente conveniente ao partido
no poder há 12 anos.
Ora, se
estamos lidando com um evento aberto, organizado coletivamente, ou
seja, sem uma liderança relevante que centralize a pauta, é natural que
todo tipo de voz queira se aproveitar da aglomeração para se fazer
ouvir. Cabe ao jornalismo identificar o que pode ser tomado como um
discurso do grupo e o que seriam meras reivindicações isoladas de um ou
outro manifestante mais radical – ou mesmo de um sabotador infiltrado.
O que
se pede neste manifesto não é nada de outro mundo: apenas que a imprensa
faça seu trabalho respeitando o momento histórico em que vivemos. Que
os chefes das redações evitem escalar seus repórteres menos experientes
no plantão do fim de semana. Que os editores revisem o material apurado
antes de publicá-lo, impedindo que manchetes equivocadas desinformem os
leitores. Que as empresas de comunicação coloquem a mão na consciência,
pois há grandes riscos de o próximo domingo ainda ser lembrado daqui a
30 anos – e seria uma atitude prudente evitar a repetição dos erros de
30 anos atrás.
Assinam
essas palavras cidadãos que há pelo menos 10 anos protestam contra a
impunidade em vigor nesta nação. São mulheres, são homens, são
homossexuais, heterossexuais, empresários, assalariados, profissionais
liberais, desempregados, membros da classe média, ricos, pobres, de
todas as raças e de todas as regiões. São liberais, são conservadores,
são social-democratas. Alguns possuem partidos de preferência, outros
evitam hastear bandeiras. Se há algum traço comum a todos, é o desejo de
um Brasil melhor. Acreditava-se que isso já seria possível por
intermédio das urnas nas eleições passadas, mas uma campanha suja da
parte do governo manteve a situação pregressa. O que buscamos agora é a
utilização de meios legais para atingir nossos objetivos, com
precedentes recentes não só na história brasileira, mas também na de
outras nações democráticas. E este grupo adoraria poder contar com o
apoio da imprensa livre nesta democracia para exigir justiça contra quem
vem prejudicando o país.
Essa é
uma iniciativa apoiada pelos grupos e entidades abaixo. Se você concorda
com ela, a melhor forma de “assinar” este manifesto é compartilhando-o
em seus sites, blogs, fanpages, grupos de Whatsapp e redes sociais.
Sinta-se livre para copiar e colá-lo, desde que não altere o texto
original. Agradecemos qualquer esforço:
Assim
que as vaias ecoaram Brasil afora, os petralhas foram para as redes
sociais para dizer que… não tinham ouvido nada; que, em sua cidade,
reinava o silêncio. Foram adiante: começaram a atacar os que
protestavam, associando-os a ricos e privilegiados — “coxinhas!”,
vociferavam. Como a gente sabe, aqueles patriotas que roubavam a
Petrobras estavam apenas dividindo renda, certo? Aqueles, sim, são
socialistas de respeito. Que gente chulé! Mas, ora vejam!, perderam a
batalha mais uma vez.
É, meus caros! A Internet já foi um
ambiente mais inóspito para não-petistas. Sei bem o que falo. Lembro o
quanto apanhava quando era um dos poucos que enfrentavam o que parecia
ser uma maioria esmagadora. Sim, eu sei: ainda sou alvo frequente de
petralhas e fascistoides. Em dezembro de 2012, o Datafolha publicou uma
pesquisa segundo a qual 83% dos brasileiros consideravam o governo Lula
“ótimo ou bom”; 13% diziam ser regular, e só 4% — isto mesmo: QUATRO POR
CENTO — o avaliavam como “ruim ou péssimo”.
Um desses
blogueiros sujos, financiado com capilé estatal, escreveu, acreditem!,
que aqueles 4% deveriam ser “leitores do Reinaldo Azevedo”. Achou pouco:
sugeriu que a imprensa fosse atrás deles para tentar saber, afinal de
contas, quem eram. Sim, o homem considerava um exotismo alguém não
gostar do governo. Seu texto sugeria que eram pessoas de algum modo
doentes… Para eles, opor-se ao governo é matéria que merece trato
psiquiátrico e internação.
Eram
tempos bem mais difíceis. É um pouco mais tranquilo não endossar a
cartilha do petismo quando há muitos outros milhões que não endossam
também. Hoje, é bem provável que eu já faça parte de uma maioria.
Os
companheiros já tinham perdido a guerra na rede no dia 20, quando a
presidente concedeu aquela entrevista desastrada e desastrosa e acusou
FHC pelos descalabros da Petrobras. Sua fala foi ridicularizada em
centenas de memes. Os que saíam em defesa de Dilma eram bem poucos.
Neste
domingo, depois do panelaço, a militância virtual foi à luta para tentar
ridicularizar os que protestavam, para negar o que milhões viam e
ouviam, para tentar pespegar-lhes a pecha de radicais de salão. Os mais
afoitos, claro!, como de hábito, propunham briga de rua, mais ou menos
nos moldes daqueles trogloditas que atacaram a população em frente à
sede da Associação Brasileira de Imprensa, no dia 24 de fevereiro. Nesse
dia, Lula conclamou João Pedro Stedile a botar seu “exército” na rua.
Pois é… O
petismo comete mais um erro, dá mais um tiro no pé, faz mais uma
bobagem. Não adianta fazer as vezes dos três macaquinhos: o que não vê, o
que não fala e o que não ouve.
No mais, dizer o quê? Exceção feita aos milhões de descontentes, o resto, de fato, é silêncio.
Texto publicado originalmente às 3h41- REINALDOAZEVEDO-REV.VEJA
Se
eu fosse dar um conselho de amigo à presidente Dilma Rousseff, seria
este: “Governanta, chame todos os seus auxiliares que concordaram com a
forma, o tom, o conteúdo e os alvos de seu pronunciamento deste domingo,
dia 8 de março, e ponha-os na rua. Sem Exceção. De A a T, de Aloizio
Mercadante a Thomas Traumann. Como perguntaria um pastor de Virgílio,
“Quae te dementia, cepit, Dilma?” Que tipo de maluquice passou pela
cabeça da presidente uma semana antes dos protestos que estão sendo
programados país afora?
Nas redes
sociais, havia, sim, um chamamento discreto para um panelaço na hora em
que a presidente fizesse a sua suposta homenagem às mulheres — é
“suposta” porque a petista usou o Dia Internacional da Mulher como mero
pretexto. Bastou que a governanta viesse com aquele vocativo espontâneo
de sempre — “Meus queridos brasileiros (…) —, e uma vaia estrepitosa
uniu a cidade de São Paulo como raramente se viu. Abaixo, há um vídeo
que me foi enviado pela leitora Andréia, também ouvinte da Jovem Pan. É
do bairro de Perdizes. Há centenas de outros nas redes. Houve protestos
em pelo menos 12 capitais: São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de
Janeiro, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Belém, Recife, Maceió
e Fortaleza.
Quem já
estava disposto a vaiar e a bater panela não deve ter prestado muita
atenção ao que disse Dilma, não é? A íntegra do discurso está .Só por
isso, creio, os protestos não foram ainda mais contundentes. Os petistas
com um todo, e Dilma Rousseff em particular, perderam a noção da
realidade; perderam a leitura da política; perderam o pulso da
população. E fazem, então, bobagens em penca até segundo aquele que
deveria ser o seu ponto de vista.
É possível
que a “Lista de Janot”, arrematada com o “nada consta contra a
presidente”, de Teori Zavascki, tivesse até dado uma refreada nos
ânimos. Os dois eventos não foram propriamente mobilizadores. Ora, sendo
assim, com a popularidade em queda livre, cumpria a Dilma ser o mais
discreta que conseguisse. Que fizesse uma fala curta em homenagem às
mulheres, vá lá; que anunciasse o agravamento da pena para o chamado
“feminicídio” (debate o mérito outra hora), ok. Que aproveitasse a deixa
para lamentar a corrupção na Petrobras, seria aceitável também. Mas o
que foi aquilo???
A íntegra de sua fala está disponível neste
blog. Dilma já largou mal sugerindo que os descontentes estão mal
informados. A imprensa foi o seu primeiro alvo. Segundo a presidente,
“os noticiários são úteis, mas nem sempre são suficientes”. “Muitas
vezes — disse a gênia — até nos confundem mais do que nos esclarecem.”
Entendi. Não é de hoje que os petistas consideram que a falta de
informação é útil a seu projeto de poder. Isso explica a sua disposição
para controlar e censurar a imprensa.
Com a
compulsão de sempre para a mistificação, disse a governanta: “Pela
primeira vez na história, o Brasil, ao enfrentar uma crise econômica
internacional, não sofreu uma quebra financeira e cambial.” Bem,
trata-se apenas de uma mentira. Instruída sabe-se lá por quais
feiticeiros, incorporou o conceito de que governo e sociedade são polos
necessariamente opostos. O primeiro teria já pagado o pato da crise;
agora, teria chegado a vez do povo. Leiam isto: “Na tentativa correta de
defender a população, o governo absorveu, até o ano passado, todos os
efeitos negativos da crise. Ou seja: usou o seu orçamento para proteger
integralmente o crescimento, o emprego e a renda das pessoas. (…)
Absorvemos a carga negativa até onde podíamos e, agora, temos que
dividir parte deste esforço com todos os setores da sociedade.”
Nessa fala, “sociedade” e “governo” têm
matrizes distintas e interesses específicos, que podem, eventualmente,
entrar em contradição e se opor. Ainda que Dilma fosse uma ultraliberal,
em vez de uma esquerdista atrapalhada, a fala estaria errada.
A
presidente se referiu, sim, às tais medidas amargas que, segundo ela,
seriam implementadas pelo tucano Aécio Neves caso vencesse a eleição.
Afirmou: “Foi por isso, que começamos cortando os gastos do governo, sem
afetar fortemente os investimentos prioritários e os programas sociais.
Revisamos certas distorções em alguns benefícios, preservando os
direitos sagrados dos trabalhadores. E estamos implantando medidas que
reduzem, parcialmente, os subsídios no crédito e também as desonerações
nos impostos, dentro de limites suportáveis pelo setor produtivo.” Sei.
Há pouco mais de quatro meses, essa mesma senhora fazia uma campanha
eleitoral só com amanhãs sorridentes. Sabíamos, ela também, que um
estelionato estava em curso.
Dilma, já
escrevi isso aqui outro dia e reitero, é hoje a principal propagandista
do protesto do dia 15. Mais de uma vez ela já se definiu como uma
“mulher dura, cercada de homens meigos”. Bem, está na hora de seus
meigos estudarem um pouco de política. Hoje, ela só é uma mulher em
apuros, cercada de homens incompetentes.
Texto publicado originalmente às 2h28Por Reinaldo Azevedo
Todos
conhecem as histórias dos leprosos, narradas na Bíblia Sagrada. Ninguém
podia estar com eles e os mesmos eram isolados em locais específicos
para que não contaminassem o restante da sociedade.
A
lepra traz em si outra característica interessante, a insensibilidade.
Aqueles que tem a doença em estado avançado perdem a sensibilidade nas
partes do corpo atingidas. Se tocassem em fogo não sentiam as chamas. Se
tocassem em uma lâmina certamente não sentiriam a dor do ferimento. Por
isso os ferimentos eram frequentes, e até a perda de partes do corpo.
Pois
é, a presidente Dilma parece sofrer uma situação similar. Padece de uma
grande insensibilidade, que a torna incapaz de perceber os próprios
erros, e é rejeitada pela base aliada por causa dos estigmas que já
carrega, como se possuísse mesmo uma doença contagiosa.
Ainda
há chance para Dilma? Sim, há. Alguns leprosos tiveram a sorte de se
encontrar com Jesus Cristo e ter suas chagas removidas. Mas, é sabido
que para receber a bênção é necessário reconhecer a própria fraqueza, os
pecados cometidos e renunciar a si mesmo. Isso, no caso de Dilma,
equivaleria a ter humildade para admitir os graves erros, renunciando ao
próprio cargo antes que a moléstia o consuma por inteiro. .
Jantares
e encontros a convite da Presidência são cada vez mais recusados por
membros da base aliada. Afinal, ninguém quer ser visto com Dilma
Roussef, em cuja imagem já aderiram palavras como Impeachment e
Petrolão.
Uma
notícia esquisita surgiu na semana passada, e bombou nas redes sociais,
dizia que FHC estava do lado de Dilma. Petistas ficaram animados com a
nota, e já iam começar a falar bem do sociólogo tucano. Mas, depois de
algumas horas surge o desmentido. Afinal, FHC não havia enlouquecido,
era uma lorota criada por algum brincalhão que se espalhou na velocidade
da luz. Mas, o acontecido não foi de todo ruim, serviu pra mostrar a
todos nós que Dilma Roussef está mesmo prestes a ser derrubada.
Toda
a classe política está em suspense, as manifestações que ocorrerão na
próxima semana devem definir o futuro não só do atual governo, mas do
próprio partido dos trabalhadores. Outro fato importante que deve
ocorrer é a entrega, em um ato público, de um manifesto com quase
dois milhões de assinaturas colhidas no site Avaaz, o manifesto pede a
abertura de um processo de Impeachment contra Dilma Roussef .
Veja o desmentido de FHC. Publicado na folha.
“O
momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o
povo. Este quer antes de mais nada que se passe a limpo o caso do
Petrolão: quer ver responsabilidades definidas e contas prestadas à
Justiça. Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo
na tentativa de salvar o que não deve ser salvo. Cabe sim que as forças
sociais, econômicas e políticas se organizem e dialoguem sobre como
corrigir os desmandos do lulo-petismo que levaram o país à crise moral e a economia à recessão”. - DO HORACIOCB
Manifestações foram registradas em SP, Rio, Brasília e cidades do Nordeste
Por O Globo
SÃO
PAULO. Ao mesmo tempo em que a presidente Dilma Rousseff fazia seu
pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, na noite deste domingo,
moradores de diversas cidades realizaram simultaneamente um panelaço em
protesto ao seu discurso. Em bairros nobres como Higienópiolis, em São
Paulo, e Barra da Tijuca, no Rio, as pessoas não só batiam panelas como
gritavam palavras de baixo calão contra a presidente. Durante
todo o fim de semana, grupos contrários ao governo combinaram o panelaço
em mensagens no aplicativo Whatsapp. O texto de mobilização dizia:
“Vamos todos para as janelas e vaiar muito. Também vale disparar alarmes
de casas e carros! Passe adiante”. Assim que começou o discurso
da presidente, o primeiro da presidente Dilma Roussef à nação em 2015,
os primeiros barulhos foram ouvidos. Além do Rio e São Paulo, foram
registrados protestos nos mesmos moldes em Brasília, Belo Horizonte e
cidades do Nordeste. Muitos internautas postaram vídeos em seus canais
de relacionamento e em redes sociais. Em Pinheiros, na Zona Oeste
de São Paulo, as pessoas saíram às janelas dos prédios batendo panelas e
gritando "fora Dilma", "fora PT". As manifestações começaram na metade
da fala da presidente e só se encerraram depois do pronunciamento.
Algumas pessoas estouraram rojões. Nas ruas, carros passavam buzinando
em adesão a manifestação. Elem de ataques a Dilma e ao PT, alguns
manifestantes aproveitaram para incentivar a manifestação
pró-impeachment, programada para o próximo domingo. Nas redes sociais,
internautas comparavam o próximo dia 15 ao de 29 de maio de 1992, quando
jovens foram às ruas de cara-pintadas pedir a saído do então presidente
Fernando Collor do governo. Na TV, enquanto era alvo do
protesto, Dilma disse compreender a irritação e preocupação de
brasileiros diante do cenário atual, com inflação em alta, economia
fraca e aumento do endividamento das famílias. A presidente pediu a
confiança da população e conclamou a todos a se unirem em um esforço
coletivo para a retomada do crescimento do país. — Você tem todo
direito de se irritar e de se preocupar. Mas lhe peço paciência e
compreensão porque esta situação é passageira. O Brasil tem todas as
condições de vencer estes problemas temporários. E esta vitória será
ainda mais rápida se todos nós nos unirmos neste enfrentamento. Peço a
vocês que nos unamos e que confiem na condução deste processo pelo
governo, pelo Congresso, e por todas as forças vivas do nosso país e uma
delas é você — afirmou a presidente em pronunciamento. Próxima Sob vaias e xingamentos na rua, Dilma pede paciência à população para enfrentar crise econômica Anterior Procuradores reagem a Renan por ataque ao MPF
A
peça produzida pelo Ministério Público Federal, sob o comando de
Rodrigo Janot, tinha um objetivo, digamos, central: a declaração de que
nada há contra a presidente Dilma Rousseff. Isso, não foi o próprio
procurador quem disse. Na Petição 5.263,
aquela em que remete o caso de Antonio Palocci para a Justiça Federal
de Curitiba, ele se limita a lembrar que a presidente não pode, no
exercício do cargo, ser responsabilizada por atos anteriores à sua
investidura. Mas parecia pouco.
Coube a
Teori Zavascki, relator do petrolão no Supremo, bater o martelo: a
presidente está livre de qualquer investigação não apenas por um
impedimento legal, mas porque nada haveria contra ela. E ponto. José
Eduardo Cardozo, o indignado, se encarregou de chamar atenção para a
declaração na mesma entrevista em que voltou a negar que o governo tenha
tido qualquer interferência na lista. É bem verdade que a Folha noticia mais
um encontro secreto entre Rodrigo Janot e Cardozo — este na Argentina.
Como num antigo programa de Silvio Santos, a plateia decide se é namoro
ou só amizade.
Eu não me
canso de revisitar aquela fantástica lista apresentada por Janot. A
primeira piada que me vem à mente é a seguinte: “Com tanto pepista lá,
cadê Paulo Maluf???”. Ninguém tratava da Petrobras com “Doutor Paulo”?
Quanta injustiça! Mas sigamos. Então era mesmo o PP que comandava a
festa, né? É bem verdade que essa lista nasce principalmente das
delações de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef e que outros pedidos
de inquérito podem chegar ao Supremo. Mas não contem com uma ampliação
substancial, não.
Os
petralhas, que já estavam quase se convencendo de que seu partido era
mesmo o mais corrupto da Terra, agora podem se acalmar: talvez seja
apenas o terceiro mais corrupto, perdendo feio para o PP, esta potência
que manda na República, e para o PMDB, o que prova, gente, mais uma
vez!, que petistas são bonzinhos por natureza; as más companhias é que
os tiram do rumo.
Voltem à
lista. Aquela penca de pepistas lá citados é irrelevante porque pepistas
são irrelevantes. Ponto. No PT, Gleisi Hoffmann e Humberto Costa têm
alguma importância — ele é líder da bancada no Senado —, mas ninguém
ateará fogo às vestes pela dupla. Já o caso do PMDB… Pois é: Janot
encontrou, até agora, apenas sete peemedebistas que estariam enrolados
no caso: um é presidente da Câmara, e o outro, do Senado. O PT comanda a
República há 12 anos, aparelha até batizado e velório, e o petista mais
graduado a ser investigado, por enquanto, é… Humberto Costa!
No
Twitter, Eduardo Cunha reagiu: “Sabemos exatamente o jogo político que
aconteceu. O procurador agiu como aparelha visando a imputação política
de indícios como se todos fossem partícipes da mesma lama. É lamentável
ver o procurador, talvez para merecer sua recondução, se prestar a esse
papel”.
“Dilma p… da vida” Na Folha, lê-se a seguinte declaração do
presidente do Senado: “Ela [Dilma] só soube que o Aécio estava fora na
noite de terça, quando o Janot entregou os nomes para o Supremo. Ficou
p… da vida”.
Destrincho
a fala para vocês. O que Renan está afirmando é que Dilma havia sido
informada, e muito bem informada, de que o presidente do PSDB estava na
lista. E, como já escrevi aqui, até terça à tarde, estava mesmo, ainda
que a inclusão do seu nome conseguisse ser mais ridícula do que a de
Antonio Anastasia. Como vocês leram neste blog, parlamentares da base
governista que circulavam entre os palacianos ouviam a garantia de que o
senador mineiro estava na dita-cuja. E por que foi retirado? Porque,
nesse particular, fazer a vontade do Planalto correspondia a
desmoralizar o Ministério Público. E houve, sim, até dedo em riste!
Convenham:
o que se tem até aqui da “Operação Lava-Dilma” já é uma enormidade,
não? Reparem, meus caros: até agora, o petrolão não tem um centro
político. Até agora, neste Oscar de Roteiro Adaptado, empresários maus e
cúpidos se reúnem para subornar servidores pervertidos, que repassavam
(depois de tirar o seu) o dinheiro para um bando de parlamentares, a
maioria do…PP!!!
Você já
está cansado da imagem da pizza? Que tal, então, “O pastelão do Doutor
Janot”. Se fosse um filme, Cardozo poderia ser o roteirista, e Dilma, a
diretora.
Há milhares de versões por aí. Sugiro que vocês fiquem com os fatos.
Cunha Lima: Lula e Dilma sabiam de tudo (Foto: Agência Senado)
Texto da Assessoria de Imprensa do PSDB
O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), afirmou neste
sábado (7) que o fim do sigilo do processo da Operação Lava-Jato revela
finalmente ao País que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente
Lula sabiam do esquema de corrupção na Petrobras.
– Apesar de não constarem na lista [de pessoas a serem
investigadas por suposto envolvimento com o petrolão, elaborada pelo
procurador-geral da República e divulgada pelo Supremo Tribunal Federal], Dilma e Lula a encabeçam — afirmou Cássio Cunha Lima.
A declaração ocorre após a confirmação de que o doleiro Alberto
Youssef disse, em depoimento à Justiça, que Dilma e Lula “tinham
conhecimento da estrutura que envolvia a distribuição e repasse de
comissões” na Petrobras.
De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo deste
sábado (7), Youssef declarou em delação premiada que o esquema de
corrupção na estatal era de conhecimento da cúpula petista. “O alto
escalão do governo tinha conhecimento”, disse, citando genericamente o
Palácio do Planalto.
Na reta final da eleição do ano passado, a revista VEJA publicou uma
reportagem afirmando que Lula e Dilma sabiam de tudo. Na época, a
presidente foi à TV e disse que iria processar a revista por tentativa
de golpe. [Observação do blog: a promessa de “processar” VEJA ficou nisso. Promessa, nunca cumprida.]
Segundo a Folha, além de Lula e Dilma, Youssef afirmou em
juízo que também sabiam da roubalheira na empresa Gilberto Carvalho,
Ideli Salvatti, Gleisi Hoffman, Antonio Palocci, José Dirceu e Edson
Lobão.
Carvalho foi secretário-geral da Presidência na gestão de Lula e de
Dilma. Os demais ocuparam a chefia da Casa Civil, com exceção de Lobão,
que foi ministro das Minas e Energia de Dilma.
Leia matéria no site da Folha de S.Paulo.
Dois jornalistas com
carreira na grande imprensa brasileira, Diogo Mainardi e Mario Sabio,
que dispensam maiores apresentações, hoje atuando de forma independente
com o site O Antagonista,
fizeram um rescaldo da semana neste vídeo que inclui também
intervenções do Lobão. Endosso tudo o que eles afirmam. Aliás, aqui
neste blog, há quase uma década, venho apontando o fato de que a grande
imprensa brasileira está desnaturada. E isso se tornou evidente depois
que o PT chegou ao poder. Muito bem colocado o
fato de que tanto o governismo petista, quando setores da oposição,
incluindo-se aí muitos jornalistas historicamente não são afinados com o
petismo, verbalizam em surpreendente uníssono a necessidade do que
denominam de "responsabilidade política".
Trata-se, e tem razão os
antagonistas, de uma tramóia, um mentira deslavada. Querem fazer crer
que a derrubada do governo do PT, com o impeachment da Dilma, seria
então uma "irresponsabilidade política? ". Tenham paciência! Recomendo aos leitores
que peguem todos esses jornalões, colunistas e pretensos analistas
políticos e joguem no lixo. A grande imprensa brasileira, em sua
maioria, está enterrada até os cabelos no lodaçal do petrolão. Eles
mentem. E, por certo, não mentem de graça. Supõem-se, por isso, que os tentáculos do petrolão vão muito além do que se imagina. Fora dos quadros do PT,
não existe na atualidade um só brasileiro que não esteja irado contra
tudo o que está acontecendo, inclusive com a mentirada veiculada pela
grande mídia. Neste domingo, por certo, virá o tal Fantástico da Rede
Globo com aquelas reportagens fajutas embaladas num sensacionalismo
barato mentindo mais uma vez. Tudo o que está nesses
grandes veículos de comunicação constituem simples tapeação. Não se
iludam. Por isso ir às ruas no mega protesto de 15 de Março, é um dever
cívico acima de tudo. Esse mega protesto não
se esgota em 15 de Março, mas marca o começo de uma verdadeira revolução
popular contra a fraude, a mentira, a roubalheira e a ameaça
cubano-bolivariana. Os brasileiros decentes e
trabalhadores de todas as classes sociais estão fartos e vão à luta. A
meta é tirar o PT do poder. E mais: colocar na ilegalidade não apenas o
PT, mas todos os partidos de viés comunista revolucionário. -DO ALUIZIOAMORIM