quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Ibope: Aécio cresce, e Dilma cai no primeiro turno; viés volta a ser de baixa para a candidata do PT; pânico volta às hostes petistas

Agora ficou clara a euforia do mercado nesta terça-feira. Os números do Ibope indicam que o cenário eleitoral tem um viés de baixa para a petista Dilma Rousseff. No primeiro turno, quem cresceu foi o tucano Aécio Neves. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos. O instituto ouviu 3.010 eleitores em 204 municípios, entre os dias 13 e 15, e a pesquisa está registrada no TSE sob o número BR 657/2014. Todos os gráficos deste post foram feitos pela TV Globo.
Ibope 16.09 1º TV Globo
Em uma semana, Dilma caiu três pontos no primeiro turno e aparece, agora, com 36% das intenções de voto. A peessebista Marina Silva oscilou um para baixo e tem 30%. O tucano Aécio Neves cresceu quatro e aparece com 19%. Entre os demais candidatos, só Pastor Everaldo, do PSC, pontuou: 1%.
A petista segue na liderança folgada da rejeição: dizem que não votariam nela de jeito nenhum 32% dos eleitores, contra apenas 19% em Aécio e 14% em Marina.
Segundo turno
No segundo turno, o cenário também piorou para Dilma Rousseff. Vejam.
Ibope 16.09 2º marina dilma
Ibope 16.09 dilma Aécio
Em uma semana, Marina manteve os 43%, e Dilma oscilou de 42% para 40%. Contra Aécio, a diferença em favor da petista caiu sensivelmente: era de 15 pontos — 48% a 33% — e é de apenas 7 agora: 44% a 37%. O tucano cresceu 3 pontos, e a petista caiu 4.
Estando certos os números de antes e os de agora, o que aconteceu em sete dias? O escândalo da Petrobras veio à tona para valer. Observem que, no primeiro turno, Aécio foi o único que cresceu: de 15% para 19%. Dilma caiu de 39% para 36%, e Marina oscilou um ponto para baixo: de 30% para 31%.
Há também a destacar a truculência da campanha petista, que avança contra Marina com uma impressionante violência. O tiro, como aqui já se advertiu, pode sair pela culatra. Voltarei ao assunto nesta madrugada. No confronto com Dilma, Marina se manteve estável: 43%. A presidente-candidata, no entanto, oscilou dois para baixo. Está com 40%.
Mas os números do confronto com Aécio é que devem mais preocupar os petistas, nem tanto pela distância, mas por aquilo que pode ser uma tendência. Ela caiu de 48% para 44%, e ele subiu de 33% para 37%. A síntese é a seguinte: na semana em que Aécio procurou se distinguir de Dilma e Marina, mas sem partir para a baixaria, o tucano cresceu. Nesta mesma semana, em que o PT optou pela truculência, há sinais de que a candidata do partido pode derrapar.
Os petistas voltam a flertar com o fantasma da derrota. A partir desta quarta, restará a dúvida: avançar sobre Marina com ainda mais violência ou diminuir a fúria dos ataques?
Por Reinaldo Azevedo

Caos na cidade de São Paulo foi produzido por entidades ligadas ao PT e com cargo na Prefeitura, comandada por Fernando Haddad

Escrevi ontem aqui que a pancadaria promovida por supostos sem-teto numa reintegração de posse no Centro da cidade de São Paulo não passava de ação partidária. Uma franja ligada ao PT resolveu promover o quebra-quebra na esperança, sei lá, de criar um fato eleitoral. Essa gente ainda não se deu conta de que a baderna tira, não dá, votos. O confronto com a Polícia Militar foi promovido pela Frente de Luta por Moradia (FLM), um movimento ligado ao partido, que pertence a um “coletivo”, como eles dizem, intitulado “Central de Movimentos Populares (CMP), que é também mero esbirro do petismo. Gosto de demonstrar o que afirmo.
Na reportagem do Jornal Nacional, por exemplo, eis que dou de cara com o senhor Raimundo Bonfim, apresentando como coordenador da CMP. 
Raimundo Bonfim - JN
Sim, eu me lembrava dele. Escrevi sobre este bravo no dia 14 de agosto de 2013. Ele pretendia liderar, então, um protesto contra o governo Geraldo Alckmin, que estava sendo convocado pela página do PT na Assembleia Legislativa. Só isso? Não!
Além de coordenador da tal central o homem é advogado e, atenção!, funcionário da Liderança do PT na Assembleia, com salário, no ano passado, de R$ 11.380. É isso mesmo o que você entendeu, leitor amigo: é você quem paga a boa vida do sr. Bonfim para que ele ajude a promover o caos.
Na campanha eleitoral de 2012, ele fez caminhada ao lado do então candidato Fernando Haddad, conforme se pode ver abaixo, e posou para fotos com a bandeira do PT. Não é e nunca foi um sem-teto. Trata-se apenas de um militante profissional.
bonfim com haddad
Bonfim PT
Haddad é grato a toda essa gente, que detém cotas na distribuição de moradas populares na cidade.  Um dos coordenadores da FLM, que promoveu a bagunça nesta terça, Osmar Silva Borges, ganhou cargo na Prefeitura: virou assessor da Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab), com salário mensal de R$ 5.538,55. Não foi o único. Também Vera Eunice, coordenadora da Associação dos Trabalhadores Sem-Teto da Zona Noroeste, recebeu uma boquinha na empresa, com salário de R$ 5.516,55. Ou por outra: o grupo que protagonizou as cenas lamentáveis de violência e vandalismo é poder na cidade administrada por Haddad.
Fiquei ainda bastante encantado ou ler e ouvir o depoimento de Juliana Avanci, advogada dos invasores. Contra todas as evidências, contra tudo o que mostravam as TVs, ao vivo; contra todos os fatos, ela afirmou que a Polícia é que deu inicio ao confronto. A doutora seria apenas membro de uma ONG, o Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos. Apresenta-se simplesmente como uma defensora da causa, sem vínculos com os companheiros.
Pois é… O nome dela está num manifesto de “juristas e advogados” em apoio, então, à candidatura de Haddad à Prefeitura. Ela certamente sabia que o petista, se eleito, faria uma gestão simpática à companheirada e à causa, não é mesmo? E que se note: no hotel invadido e depois desocupado, a polícia encontrou 12 coquetéis molotov.
O que me incomoda nessa gente toda é menos o conteúdo do pensamento, por mais que eu considere lamentável, do que a hipocrisia. Admitam, então, que se trata de uma ação de caráter partidário e que eles avaliam que o caos lhes interessa. Ontem, sustentei aqui que os baderneiros de São Paulo eram apenas os braços operacionais de uma forma de entender o poder, aquela mesma que Lula havia expressado no dia anterior naquela pantomima autoritária e ridícula em frente à sede da Petrobras.
As evidências estão aí.
Por Reinaldo Azevedo
REVVEJA

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Revista Istoé some das bancas. Site está em "manutenção!". Aqui está a reportagem proibida da Istoé. Trata-se da segunda parte da lista inicial publicada por Veja.

Em Porto Alegre a revista sumiu das bancas, mas alguns exemplares podem ser encontrados com seu banqueiro amigo, mas pelo dobro do preço. A proibição não atinge o RS.

O site da revista Istoé está neste momento "em manutenção", mas no link a seguir você lerá tudo, porque o material está alojado no site do editor. 

CLIQUE AQUI para ler a reportagem proibida. 
A edição da última semana da revista IstoÉ revelara novos nomes apresentados na delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Colaborando com as investigações sobre casos de corrupção na estatal, o executivo teria citado diversos políticos como integrantes de um esquema ilegal. Entre eles, estaria o atual governador do Ceará Cid Gomes.
Crédito: Reprodução
Justiça manda proibir circulação da revista após denúncia contra governador do Ceará
Segundo Consultor Jurídico, a juíza Maria Marlene Maciel Queiroz determinou que a publicação fosse impedida de circular e, se distribuída, que seja recolhida. Ela tenta impedir que a semanal “veicule fatos desabonadores” ao político, que alega não ter participado de quaisquer atos ilícitos. Em petição sobre o caso, ele afirma que as informações que a revista teve acesso são falsas.

Conforme consta na ação, como a investigação ainda não terminou e corre sob sigilo processual, a revista não poderia divulgar os dados.
DO  P.BRAGA

Lula logo dirá que nem sabe o nome do meliante que chamava de ‘Paulinho’

Brazil's former president da Silva gives the thumbs-up during a demonstration in Rio de Janeiro
Lula veste macacão da Petrobras no comício diante da sede da estatal. Foto: Sergio Moraes/Reuters
Na discurseira diante do prédio da Petrobras, Lula prorrogou o prazo de validade do Glossário da Novilíngua Companheira, adotado pelo PT há 12 anos para substituir termos muito chocantes por outros que podem ser pronunciados sem que antes se tire as crianças da sala. Os bandidos de estimação do mestre, por exemplo, jamais praticam crimes. Apenas cometem, de vez em quando, um ou outro “erro”, palavrinha que parece reduzir a pecado venial até um matricídio consumado a machadadas.
Nesta segunda-feira, durante a escala no centro do Rio, o palanque ambulante ensinou que foi isso ─ na pior das hipóteses ─ o que aconteceu na estatal transformada em sucursal de quadrilha. Se alguém errou, concedeu, deve ser investigado. O que Lula não tolera é ver a Petrobras alvejada por “ataques” que comprometem a excelente imagem da empresa. “Ataque”, segundo o glossário dos linguistas de porta de cadeia, é qualquer espécie de crítica a sacerdotes da seita lulopetista. Era, portanto, um recado enviesado a Aécio Neves, Marina Silva e outros inimigos da pátria.
Em países civilizados, o criminoso só volta ao local do crime em romances policiais. No Brasil, o chefe do bando se enfia num uniforme usado pelos funcionários da vítima, aparece sem algemas no cenário das muitas delinquências e ameaça aos berros quem ousa espantar-se com um portentoso caso de polícia. Para Lula, atacantes são os defensores da lei e da empresa atacada desde 2004 pela turma que nomeou e a afilhada manteve. Desta vez, o palavrório não convenceu sequer os nacionalistas de galinheiro.
A Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário já sabem o suficiente para induzir a um acordo de delação premiada o ex-diretor Paulo Roberto Costa. Dilma garante que nunca teve intimidade com o amigo que fez questão de convidar para o casamento da filha. Lula logo estará jurando que não conhece nem de vista o companheiro que chamava de “Paulinho” nas frequentes conversas no Planalto. As revelações do ex-diretor estão longe do fim. É bom que os quadrilheiros se cuidem.
O juiz federal Sérgio Moro, que cuida do caso, é homem íntegro. Ao contrário do que ocorreu na última etapa do julgamento do mensalão, não pode ser substituído por algum magistrado que, em vez de cumprir a lei, cumpre ordens.
DO A.NUNES

Blog estará de olho na CNBB, que promove debate entre os presidenciáveis amanhã. Dêem um basta ao corrupto lulismo, católicos!

A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que sempre apoiou o lulopetismo, promove debate amanhã às 21:30, através da TV Aparecida. Faço questão de assistir, conferindo o comportamento da rede católica, que custa a se desvencilhar do alinhamento ao petismo, causador de tantos males ao país. Que a TV Aparecida deixe de lado os vieses ideológicos esquerdistas e encare a realidade: o Brasil precisa de administradores competentes e não de ideólogos utopistas. Infelizmente,  acho que isso já é pedir muito. Aliás, acho que temos apenas três candidatos: PT1, com Dilma, PT2, com Marina, e a oposição, com Aécio Neves. O resto aparece  na TV só para diluir o debate:

O Santuário Nacional de Aparecida recebe por ano doze milhões de peregrinos. Visitantes de todas as regiões do país, que se somam a outros milhões que acompanham as celebrações de casa pela TV Aparecida, hoje classificada pela ANATEL, Agência Nacional de Telecomunicações, como a 14º maior do Brasil.

Junto com as outras emissoras de inspiração católica, o canal de Nossa Senhora cobre atualmente 90% do território nacional. Uma programação que atende diretamente 64,6% da população brasileira que auto se denomina católica, segundo o último censo do IBGE. Esses números, segundo o diretor geral da TV Aparecida, padre Josafá Moraes, comprovam a importância do debate com os candidatos a Presidência da República, promovido pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e realizado pela TV Aparecida na próxima terça-feira, dia 16 de setembro.

O encontro terá a presença, já confirmada, de oito candidatos de partidos ou coligações com representação na Câmara Federal, conforme determina a lei eleitoral. Aécio neves, do PSDB, Dilma Rousseff, do PT, Eduardo Jorge, do PV, Eymael, do PSDC, Levy Fidelix, do PRTB, Luciana Genro, do PSOL, Marina Silva, do PSB, e Pastor Everaldo, do PSC. Esta é a primeira vez que um debate presidencial acontece na capital mariana da fé, fora dos grandes centros urbanos.

O diretor da TV Aparecida, padre Josafá Moraes, destaca que o evento será retransmitido por todas as mídias católicas, emissoras de rádio e TV e portais. O local escolhido é o Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, que fica dentro do Santuário Nacional. O cenário vem recebendo os ajustes finais, assim como toda a estrutura que envolve a organização do encontro entre os presidenciáveis. Somente da TV Aparecida, trabalham neste projeto 200 profissionais.
O diretor da TV Aparecida explica que o debate será dividido em cinco blocos, com duração de duas horas e mediação do jornalista Rodolpho Gamberini, que já atuou nas maiores emissoras de TV do país, como Rede Globo, SBT, TV Cultura, Rede Record e TV Manchete.

Segundo padre Josafá Moraes, o encontro será aberto com uma mensagem do Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB, Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis. Em seguida, haverá uma pergunta única, feita pela entidade, aos oito candidatos, que deverão responder em sentido previamente sorteado. Cada um terá dois minutos para resposta.

O segundo bloco terá a participação de oito bispos indicados pela CNBB, que irão fazer perguntas a cada um dos candidatos.

O diretor da TV Aparecida ressalta que os temas vão abordar justamente os assuntos ligados a Igreja e que interessam diretamente a comunidade católica de todo o país. Assim, padre Josafá Moraes diz que a CNBB cumpre com o seu papel de informar e esclarecer o eleitor de maneira que possa exercer a sua cidadania com o voto consciente.

No terceiro bloco, as perguntas serão feitas por oito jornalistas que irão representar as mídias católicas, com questões que também ajudem a conscientizar o eleitor sobre sua escolha. O quarto bloco será destinado ao confronto direto. Candidato pergunta a candidato, com direito a réplica e tréplica. O tema será livre. No quinto e último bloco, os presidenciáveis fazem as considerações finais.

Padre Josafá Moraes lembra que o debate terá cobertura total da TV Aparecida, com informações ao longo de sua programação a partir de segunda-feira, véspera do encontro no centro de eventos do santuário nacional. E, segundo o diretor da emissora, o evento também já vem ocupando grande espaço nas demais TVs católicas e na mídia nacional. (Continua).
- See more at: http://otambosi.blogspot.com.br/2014/09/blog-estara-de-olho-na-cnbb-que-promove.html#sthash.8Sy1UF6i.dpuf

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O Santuário Nacional de Aparecida recebe por ano doze milhões de peregrinos. Visitantes de todas as regiões do país, que se somam a outros milhões que acompanham as celebrações de casa pela TV Aparecida, hoje classificada pela ANATEL, Agência Nacional de Telecomunicações, como a 14º maior do Brasil.

Junto com as outras emissoras de inspiração católica, o canal de Nossa Senhora cobre atualmente 90% do território nacional. Uma programação que atende diretamente 64,6% da população brasileira que auto se denomina católica, segundo o último censo do IBGE. Esses números, segundo o diretor geral da TV Aparecida, padre Josafá Moraes, comprovam a importância do debate com os candidatos a Presidência da República, promovido pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e realizado pela TV Aparecida na próxima terça-feira, dia 16 de setembro.

O encontro terá a presença, já confirmada, de oito candidatos de partidos ou coligações com representação na Câmara Federal, conforme determina a lei eleitoral. Aécio neves, do PSDB, Dilma Rousseff, do PT, Eduardo Jorge, do PV, Eymael, do PSDC, Levy Fidelix, do PRTB, Luciana Genro, do PSOL, Marina Silva, do PSB, e Pastor Everaldo, do PSC. Esta é a primeira vez que um debate presidencial acontece na capital mariana da fé, fora dos grandes centros urbanos.

O diretor da TV Aparecida, padre Josafá Moraes, destaca que o evento será retransmitido por todas as mídias católicas, emissoras de rádio e TV e portais. O local escolhido é o Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, que fica dentro do Santuário Nacional. O cenário vem recebendo os ajustes finais, assim como toda a estrutura que envolve a organização do encontro entre os presidenciáveis. Somente da TV Aparecida, trabalham neste projeto 200 profissionais.
O diretor da TV Aparecida explica que o debate será dividido em cinco blocos, com duração de duas horas e mediação do jornalista Rodolpho Gamberini, que já atuou nas maiores emissoras de TV do país, como Rede Globo, SBT, TV Cultura, Rede Record e TV Manchete.

Segundo padre Josafá Moraes, o encontro será aberto com uma mensagem do Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB, Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis. Em seguida, haverá uma pergunta única, feita pela entidade, aos oito candidatos, que deverão responder em sentido previamente sorteado. Cada um terá dois minutos para resposta.

O segundo bloco terá a participação de oito bispos indicados pela CNBB, que irão fazer perguntas a cada um dos candidatos.

O diretor da TV Aparecida ressalta que os temas vão abordar justamente os assuntos ligados a Igreja e que interessam diretamente a comunidade católica de todo o país. Assim, padre Josafá Moraes diz que a CNBB cumpre com o seu papel de informar e esclarecer o eleitor de maneira que possa exercer a sua cidadania com o voto consciente.

No terceiro bloco, as perguntas serão feitas por oito jornalistas que irão representar as mídias católicas, com questões que também ajudem a conscientizar o eleitor sobre sua escolha. O quarto bloco será destinado ao confronto direto. Candidato pergunta a candidato, com direito a réplica e tréplica. O tema será livre. No quinto e último bloco, os presidenciáveis fazem as considerações finais.

Padre Josafá Moraes lembra que o debate terá cobertura total da TV Aparecida, com informações ao longo de sua programação a partir de segunda-feira, véspera do encontro no centro de eventos do santuário nacional. E, segundo o diretor da emissora, o evento também já vem ocupando grande espaço nas demais TVs católicas e na mídia nacional. (Continua).
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O Santuário Nacional de Aparecida recebe por ano doze milhões de peregrinos. Visitantes de todas as regiões do país, que se somam a outros milhões que acompanham as celebrações de casa pela TV Aparecida, hoje classificada pela ANATEL, Agência Nacional de Telecomunicações, como a 14º maior do Brasil.

Junto com as outras emissoras de inspiração católica, o canal de Nossa Senhora cobre atualmente 90% do território nacional. Uma programação que atende diretamente 64,6% da população brasileira que auto se denomina católica, segundo o último censo do IBGE. Esses números, segundo o diretor geral da TV Aparecida, padre Josafá Moraes, comprovam a importância do debate com os candidatos a Presidência da República, promovido pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e realizado pela TV Aparecida na próxima terça-feira, dia 16 de setembro.

O encontro terá a presença, já confirmada, de oito candidatos de partidos ou coligações com representação na Câmara Federal, conforme determina a lei eleitoral. Aécio neves, do PSDB, Dilma Rousseff, do PT, Eduardo Jorge, do PV, Eymael, do PSDC, Levy Fidelix, do PRTB, Luciana Genro, do PSOL, Marina Silva, do PSB, e Pastor Everaldo, do PSC. Esta é a primeira vez que um debate presidencial acontece na capital mariana da fé, fora dos grandes centros urbanos.

O diretor da TV Aparecida, padre Josafá Moraes, destaca que o evento será retransmitido por todas as mídias católicas, emissoras de rádio e TV e portais. O local escolhido é o Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, que fica dentro do Santuário Nacional. O cenário vem recebendo os ajustes finais, assim como toda a estrutura que envolve a organização do encontro entre os presidenciáveis. Somente da TV Aparecida, trabalham neste projeto 200 profissionais.
O diretor da TV Aparecida explica que o debate será dividido em cinco blocos, com duração de duas horas e mediação do jornalista Rodolpho Gamberini, que já atuou nas maiores emissoras de TV do país, como Rede Globo, SBT, TV Cultura, Rede Record e TV Manchete.

Segundo padre Josafá Moraes, o encontro será aberto com uma mensagem do Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB, Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis. Em seguida, haverá uma pergunta única, feita pela entidade, aos oito candidatos, que deverão responder em sentido previamente sorteado. Cada um terá dois minutos para resposta.

O segundo bloco terá a participação de oito bispos indicados pela CNBB, que irão fazer perguntas a cada um dos candidatos.

O diretor da TV Aparecida ressalta que os temas vão abordar justamente os assuntos ligados a Igreja e que interessam diretamente a comunidade católica de todo o país. Assim, padre Josafá Moraes diz que a CNBB cumpre com o seu papel de informar e esclarecer o eleitor de maneira que possa exercer a sua cidadania com o voto consciente.

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Padre Josafá Moraes lembra que o debate terá cobertura total da TV Aparecida, com informações ao longo de sua programação a partir de segunda-feira, véspera do encontro no centro de eventos do santuário nacional. E, segundo o diretor da emissora, o evento também já vem ocupando grande espaço nas demais TVs católicas e na mídia nacional. (Continua).
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O Santuário Nacional de Aparecida recebe por ano doze milhões de peregrinos. Visitantes de todas as regiões do país, que se somam a outros milhões que acompanham as celebrações de casa pela TV Aparecida, hoje classificada pela ANATEL, Agência Nacional de Telecomunicações, como a 14º maior do Brasil.

Junto com as outras emissoras de inspiração católica, o canal de Nossa Senhora cobre atualmente 90% do território nacional. Uma programação que atende diretamente 64,6% da população brasileira que auto se denomina católica, segundo o último censo do IBGE. Esses números, segundo o diretor geral da TV Aparecida, padre Josafá Moraes, comprovam a importância do debate com os candidatos a Presidência da República, promovido pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e realizado pela TV Aparecida na próxima terça-feira, dia 16 de setembro.

O encontro terá a presença, já confirmada, de oito candidatos de partidos ou coligações com representação na Câmara Federal, conforme determina a lei eleitoral. Aécio neves, do PSDB, Dilma Rousseff, do PT, Eduardo Jorge, do PV, Eymael, do PSDC, Levy Fidelix, do PRTB, Luciana Genro, do PSOL, Marina Silva, do PSB, e Pastor Everaldo, do PSC. Esta é a primeira vez que um debate presidencial acontece na capital mariana da fé, fora dos grandes centros urbanos.

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O diretor da TV Aparecida explica que o debate será dividido em cinco blocos, com duração de duas horas e mediação do jornalista Rodolpho Gamberini, que já atuou nas maiores emissoras de TV do país, como Rede Globo, SBT, TV Cultura, Rede Record e TV Manchete.

Segundo padre Josafá Moraes, o encontro será aberto com uma mensagem do Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB, Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis. Em seguida, haverá uma pergunta única, feita pela entidade, aos oito candidatos, que deverão responder em sentido previamente sorteado. Cada um terá dois minutos para resposta.

O segundo bloco terá a participação de oito bispos indicados pela CNBB, que irão fazer perguntas a cada um dos candidatos.

O diretor da TV Aparecida ressalta que os temas vão abordar justamente os assuntos ligados a Igreja e que interessam diretamente a comunidade católica de todo o país. Assim, padre Josafá Moraes diz que a CNBB cumpre com o seu papel de informar e esclarecer o eleitor de maneira que possa exercer a sua cidadania com o voto consciente.

No terceiro bloco, as perguntas serão feitas por oito jornalistas que irão representar as mídias católicas, com questões que também ajudem a conscientizar o eleitor sobre sua escolha. O quarto bloco será destinado ao confronto direto. Candidato pergunta a candidato, com direito a réplica e tréplica. O tema será livre. No quinto e último bloco, os presidenciáveis fazem as considerações finais.

Padre Josafá Moraes lembra que o debate terá cobertura total da TV Aparecida, com informações ao longo de sua programação a partir de segunda-feira, véspera do encontro no centro de eventos do santuário nacional. E, segundo o diretor da emissora, o evento também já vem ocupando grande espaço nas demais TVs católicas e na mídia nacional. (Continua).
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Ex-assessor de Gleisi, “Maníaco da Casa Civil” é condenado a 18 anos de prisão por um dos 28 estupros

eduardo_gaievski_20Sol quadrado – A juíza Janaína Monique Zanellato, da comarca de Realeza, no interior do Paraná, sentenciou nesta segunda-feira (15) o ex-assessor da senadora Gleisi Hoffmann (PT) na Casa Civil, Eduardo Gaievski. A sentença, de 70 páginas, refere-se a apenas um dos mais de 30 estupros cometidos pelo pedófilo, que ao lado do gabinete da presidente Dilma Vana Rousseff comandava as políticas do governo federal para crianças e adolescentes. Por conta do primeiro crime, Gaievski, que durante anos foi o queridinho de Gleisi e Paulo Bernardo da Silva (ministro das Comunicações), terá de cumprir dezoito anos e um mês de prisão por de estupro de vulnerável, estupro presumido e estupro qualificado.
Gaievski, que desde agosto de 2013 encontra-se preso na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão, sudoeste do Paraná, é acusado de 28 estupros (14 deles cometidos contra vulneráveis, meninas menores de 14 anos, uma delas de apenas cinco anos). As investigações sobre os crimes de Eduardo Gaievski levaram três anos. Segundo o advogado das vítimas, Natalício Farias, o pedófilo deixou de ser primário e a condenação por todos os estupros de que é acusado pode levá-lo a pegar até 350 anos de cadeia.
Muito estranhamente, o Gabinete de segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) não detectaram, por ocasião da indicação feita por Gleisi Hoffmann, os crimes continuados cometidos pelo delinquente sexual. Se os crimes foram detectados pelo GSI e pela ABIN, a quem compete fazer uma varredura na vida pregressa dos servidores palacianos, alguém deve ter bancado a indicação e desrespeitado o que determina a legislação vigente.
O “Maníaco da Casa Civil”, como é conhecido no Paraná, pode ter a duvidosa honra de ser condenado a uma pena de prisão maior do que a de outro criminoso sexual notório, o médico Roger Abdelmassih, sentenciado a 278 anos de prisão por estuprar e molestar sexualmente dezenas de pacientes de sua clínica de fertilização.
Desde que estourou o escândalo do pedófilo Gaievski, o ucho.info tem se dedicado de forma incansável a cobrir o caso, algo inimaginável em qualquer país minimamente sério, pois não se pode admitir que uma ministra de Estado, no caso Gleisi Hoffmann, indique um criminoso contumaz para trabalhar a poucos metros do gabinete da principal autoridade do País. Gleisi, que deveria ter sido exonerada de forma exemplar e com direito a carraspana transmitida em rede nacional de rádio e televisão, se limitou a dizer que não sabia das barbáries cometidas por seu dileto pupilo.
Apenas por exercer o direito constitucional de informar, o editor do ucho.info foi covardemente perseguido por Gleisi Hoffmann, a candidata petista que patina nas pesquisas de opinião em sua tentativa de chegar ao Palácio Iguaçu, sede do Executivo paranaense. Não bastasse ter acionado equivocadamente a Justiça contra o editor, Gleisi ainda se valeu da condição de ministro do seu marido para tentar obrigar jornalistas paranaenses a produzirem matérias contra Ucho Haddad.
Gleisi Hoffmann precisa entender que o Brasil não é propriedade do Partido dos Trabalhadores e que o ucho.info não se intimidará diante de ameaças covardes e rasteiras feitas por alguém que sequer tem competência para ocupar o cargo de senadora da República. Um dos mais importantes estados da federação, o Paraná merece políticos muito mais qualificados do que os que ora desfilam pelo território das araucárias. Em tempo: o calvário de Gleisi, que se presta ao ridículo papel de “buldogue palaciano”, está apenas começando.
DO Ucho.Info

Lula não tem ódio a Marina; tem ódio é à democracia. Ou: Pantomima de chefão petista “em defesa do pré-sal e da Petrobras” vira um grande mico



Por Reinaldo Azevedo
Luiz Inácio Lula da Silva, ou simplesmente Lula, já foi um líder sindical de respeito. Depois, ele se tornou um político e subordinou os interesses dos trabalhadores, que então representava, a seus objetivos pessoais. Quem saiu ganhando? Ele e seu partido. Os direitos trabalhistas hoje vigentes, comparem, não são muito distintos dos que havia na década de 70, quando este senhor despontou para a celebridade.
Já o homem se tornou o dono de uma legenda — cujos tentáculos se espalham em todas as esferas do estado brasileiro, nas estatais e nos fundos de pensão —, elegeu-se presidente da República duas vezes e fez a sua sucessora.
Os trabalhadores não têm muito mais poder do que tinham antes. Lula, no entanto, fez-se o político mais poderoso do Brasil.
Nesta segunda, este senhor decidiu se comportar como um arruaceiro, como um vândalo da democracia, como um prosélito vulgar.
E deu com os burros n’água.

O petista reuniu seus bate-paus no sindicalismo e nos movimentos sociais para fazer um ato em defesa da Petrobras e do pré-sal em frente à sede da empresa, no Rio. Queria juntar milhares de pessoas. Ocorre que esse tempo não existe mais. Mesmo com o poderoso chefão do petismo presente, o ato não chegou a juntar mil pessoas — segundo a PM, havia umas 600 no auge da concentração. Só compareceram representantes de aparelhos políticos e sindicais.
O povo faltou à convocação.

Ato em defesa da Petrobras e do pré-sal? Eles estão sendo ameaçados? Estão, sim! Mas não é por Marina Silva. Não é por Aécio Neves. Quem ameaça o patrimônio público é a roubalheira. Quem estava sangrando os cofres da Petrobras era uma quadrilha que lá estava instalada, servindo aos interesses de partidos políticos, inclusive aos do PT. Quem lesou a maior empresa brasileira foram os que promoveram a compra de Pasadena, por exemplo. Segundo o TCU, houve um prejuízo de US$ 792 milhões.
Ao ato convocado pelo chefão compareceram os chefinhos da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). João Pedro Stedile, que comanda o MST, também estava lá. Todos fizeram discursos enraivecidos contra Marina Silva. Distribuía-se aos montes um adesivo em que se podia ler: “Fora Marina e leve o Itaú junto”. Lindbergh Farias, candidato do PT que amarga o quarto lugar na disputa pelo governo do Rio, escoltava Lula.
Era a reunião dos burgueses do capital alheio. Era a reunião dos burgueses do capital estatal. Era a reunião dos burgueses do que não lhes pertence. Todos esses caras têm um medo pânico de que haja uma troca de guarda no governo porque não querem perder seus privilégios. Vai que sejam obrigados a voltar a trabalhar. Isso, afinal de contas, não pega bem no Partido dos Trabalhadores.
Eis aí o sr. Luiz Inácio Lula da Silva: um simples baderneiro e o maior reacionário da República. Ele não quer a alternância de poder. Ele criminaliza a ação dos adversários. Ele move seus sicários de reputações do sindicalismo e dos movimentos sociais para manter o poder nas mãos de seu grupo.
Lula estava vestindo a jaqueta laranja da Petrobras, como se estivesse lá para defender a empresa. Sob aquele manto, larápios e incompetentes se juntaram para promover o maior assalto à estatal de que se tem notícia. Ele não estava lá para defender uma causa. Querendo ou não, estava lá para tentar varrer uma penca de crimes para baixo do tapete e para, uma vez mais, ameaçar os brasileiros com um fantasma.
Ninguém queria acabar com a Petrobras em 2002. Ninguém queria acabar com a Petrobras em 2006. Ninguém queria acabar com a Petrobras em 2010. Ninguém quer acabar com a Petrobras em 2014. É a quarta vez que o PT recorre a essa mentira com o propósito único de vencer a eleição. Nas outras três, deu certo. O resultado é a roubalheira que vemos.
Para encerrar: não pensem que o PT estaria se portando de modo diferente se o tucano Aécio Neves estivesse em segundo lugar. O partido não tem ódio a Marina em particular. Esse tipo de manifestação é ódio à democracia.
15/09/2014

domingo, 14 de setembro de 2014

Petrobras: delação produziu uma ‘grampofobia’

A decisão do delator Paulo Roberto Costa de buscar a remissão judicial por meio do suor do seu dedo ateou em políticos e empresários que têm as digitais impressas no escândalo da Petrobras um surto de pânico. Impressionado com o que observa por trás das cortinas, um parlamentar do PT, uma das legendas que pulsam em ritmo de polvorosa, diz que o caso rejuvenesceu um velho ensinamento de Tancredo Neves. “Telefone serve no máximo para marcar encontro, de preferência no lugar errado”, dizia o avô de Aécio Neves.

Saiba quem são políticos delatados por ex-diretor da Petrobras17 fotos

PAULO ROBERTO COSTA, O DELATOR - Investigado pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, que apura esquema bilionário de lavagem de dinheiro, Paulo Roberto Costa é ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, cargo que ocupou entre 2004 e 2012. Foi preso em março deste ano por tentar ocultar provas que o incriminavam. Solto em maio, foi preso novamente em junho, e fez acordo de delação premiada com a PF em agosto, o que possibilitaria uma redução de sua pena em caso de condenação. Em depoimentos gravados feitos à polícia, ele cita, segundo a revista "Veja", ao menos 25 deputados federias, 6 senadores, 3 governadores, um ministro de Estado e pelo menos três partidos políticos (PT, PMDB e PP), que teriam recebido propina de 3% do valor dos contratos da estatal Leia mais Renato Costa/Frame/Folhapress
A voz do delator começou a ecoar há 17 dias. Noves fora o vazamento de alguns nomes citados por ele, permanecem sob denso sigilo, por ora, os detalhes gravados em áudio e vídeo. A desinformação disseminou entre os potenciais encrencados o receio de que procuradores e delegados já estejam executando em segredo as providências subsequentes. Entre elas o monitoramento de conversas telefônicas. Daí a ‘grampofobia’ que silencia celulares e aparelhos fixos.
Na semana passada, um advogado que atua no caso foi procurado por um cliente aflito. Ele tomara conhecimento de um boato. Disseram-lhe que a Polícia Federal preparava uma megaoperação para executar 73 mandados de prisão. O advogado soou tranquilizador quanto às prisões. Não faz sentido, disse. Mas acomodou uma pulga no dorso da orelha do interlocutor ao afirmar que não é negligenciável a hipótese de a delação resultar numa série de batidas de busca e apreensão de computadores e documentos. Isso pode acontecer a qualquer momento, alertou.
Escutas telefônicas, batidas policiais e quebras de sigilo fiscal e bancário dependeriam de autorização do STF. Isso porque vários dos personagens alvejados por Paulo Roberto Costa, por exercerem mandatos parlamantares, desfrutam da chamada prerrogativa de foro. Em tese, a necessidade de ouvir o Supremo, conspira contra a celeridade dos procedimentos. Mas o pavor leva os envolvidos a desconsiderar o socorro eventual que a burocracia judiciária possa lhes propiciar.
Outro receio das vítimas do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras é o de que empresas que abasteceram o propinoduto colaborem com a Justiça. Na definição do parlamentar do PT que acompanha a movimentação por trás do pano seria uma especial de “efeito Siemens” —alusão à empresa que se dispôs a colaborar na investigação do cartel de trens e metrô de São Paulo.
Em meio à atmosfera de terror provocada pelos desdobramentos do escândalo da Petrobras, quem sabe teme. Quem sabe muito foge do telefone. Quem sabe ainda mais limpa armários, gavetas e memórias de computadores. Quem tem conhecimentos ilimitados cogita trancar-se num cofre.
DO JSOUZA

Cid reuniu-se com delator que diz não conhecer


Notícia veiculada na última edição da revista IstoÉ anotou os nomes de mais quatro políticos que teriam sido mencionados em depoimentos do delator Paulo Roberto Costa como beneficiários de propinas provenientes de negócios escusos da Petrobras. A lista inclui o governador do Ceará, Cid Gomes (Pros).
Procurado, o governador ditou uma frase à sua assessoria, repassada à reportagem do UOL: “Não sei quem é Paulo Roberto. Nunca estive com esse cidadão e sou vítima de uma armação de adversários políticos.'' Não é bem assim.
Conforme demonstrado na foto que ilustra este texto, Cid Gomes recostou os cotovelos, ao lado do ex-diretor preso da Petrobras, numa mesa de reuniões. A despeito da má qualidade da imagem, é possível constatar que Paulo Roberto é o personagem que está sentado à esquerda do governador.
O encontro se deu-se no dia 14 de julho de 2008. Foi noticiado na edição do dia seguinte do Diário do Nordeste, como pode ser constado aqui. Discutia-se na época a implantação de uma refinaria de petróleo no Ceará. Cid Gomes recepcionou em seu gabinete uma delegação da Petrobras, chefiada por Paulo Roberto Costa, então todo-poderoso diretor de Abastecimento da maior estatal brasileira.
O fato de Cid Gomes ter rececido o agora delator numa audiência oficial ocorrida há seis anos não constitui, evidentemente, prova de que o governador recebeu propina. Mas é uma evidência de que o governador precisa ajustar sua declaração. Não fica bem dizer que desconhece um personagem que, de fato, conheceu.
DO JOSIASDESOUZA

Um depoimento exclusivo revela o elo entre os escândalos do mensalão e da Petrobras

Empresário conta à polícia como o ex-deputado José Janene, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef levaram para a estatal parte do esquema do mensalão

HUDSON CORREA E RAPHAEL GOMIDE
Revista Época
Os dois períodos de Lula na Presidência foram marcados por crescimento econômico, disseminação de programas sociais – e também por dois grandes escândalos de corrupção. No primeiro mandato, reinou o mensalão. Ele acabou na prisão de seus principais operadores e articuladores, depois de julgados e condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
No segundo mandato – soube-se nos últimos meses, por meio de investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) –, floresceu um esquema de pagamento de propina em troca de contratos bilionários com a Petrobras (leia detalhes na reportagem da página 36), esquema que continuou durante o governo de Dilma Rousseff.
Neste momento, as autoridades investigam a conexão entre os dois escândalos. Já se sabia que parte da estrutura financeira do mensalão fora usada no esquema da Petrobras. As últimas investigações vão além da questão financeira e se debruçam sobre os personagens comuns aos dois enredos. O ex-deputado federal José Janene (que morreu em 2010), o doleiro Alberto Youssef e o executivo Paulo Roberto Costa aparecem no mensalão e no esquema da Petrobras.
ELO O ex-deputado José Janene, que morreu em 2010.  Em depoimento,  o empresário Hermes Magnus afirma que  o esquema de propina da Petrobras foi  uma “extensão  do mensalão” (Foto: Montagem sobre foto de Lula Marques/Folhapress)

Um depoimento dado no dia 22 de julho deste ano – revelado por ÉPOCA em primeira mão e disponível em vídeo em epoca.com.br –, ajuda a detalhar o papel dos atores que participaram dos dois esquemas. O autor do depoimento é o empresário Hermes Freitas Magnus, de 43 anos. Ele reafirma a participação do mensaleiro Janene – deputado do PP que, em troca de apoio político, embolsou R$ 4,1 milhões do mensalão petista – como figura central que liga os dois escândalos. Magnus foi sócio de Janene – e, segundo diz no depoimento, frequentava sua casa e ouvia confidências dele. Segundo Magnus, o esquema da Petrobras “era a extensão do mensalão, um cala-boca para que (Janene) permanecesse quieto”. Janene sempre dizia, segundo o depoimento de Magnus, que poderia “derrubar Lula”, porque sabia do esquema do PT tanto quanto o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado por corrupção (assista ao trecho no vídeo abaixo).
   

Segundo Magnus, na hierarquia dos dois esquemas, Janene estava acima do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. De acordo com o depoimento de Carlos Alberto Pereira da Costa, advogado de Youssef – revelado com exclusividade na última terça-feira por epoca.com.br –, foi Janene quem apresentou Youssef a Paulo Roberto. O trio operou junto em dois momentos. Youssef ajudou Janene a lavar o dinheiro do mensalão. Ainda no primeiro mandato de Lula, Janene indicou Paulo Roberto à Diretoria de Abastecimento da Petrobras. No segundo mandato de Lula, os três operaram juntos no esquema da Petrobras. Investigações da Operação Lava Jato revelam que Youssef intermediava pagamento de propina na estatal. Por meio de empresas de fachada, Youssef recebia dinheiro de empreiteiras interessadas em assinar contratos com a Petrobras. Usando um emaranhado de depósitos bancários feitos por laranjas, fazia o suborno chegar a Paulo Roberto, o homem que tinha a caneta para fazer as contratações – e, agora preso, começa a entregar os participantes do esquema. Enquanto isso, Janene, por ser guardião dos segredos do PT, ganhava espaço na Petrobras. Ele continuou como deputado apenas no início do segundo governo Lula. Por causa de uma doença no coração, Janene arrancou em 2007 uma aposentadoria por invalidez na Câmara dos Deputados, embora já respondesse à acusação de receber dinheiro do mensalão. Continuou ativo na política, agindo nos bastidores.

O relato que Magnus fez à Justiça Federal revela o grau de influência dele na Petrobras. “Lá, mando eu”, costumava dizer Janene, conforme o relato de Magnus – embora houvesse outros partidos e esquemas na Petrobras. “Alguns deputados federais queriam falar com diretores da Petrobras sem a intervenção de José Janene, e não conseguiam. Então, entravam em contato com Janene pelo telefone”, afirmou Magnus. Ele disse ainda que presenciou uma performance debochada de Janene ao telefone. Ele ironizava um parlamentar que tentara contato sem sua ajuda. “E aí, a espera tá grande?” Segundo Magnus, Janene tinha “acesso livre” e intermediava negócios entre a Petrobras e empresas de grande porte, como as construtoras Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. Ele não deu detalhes que possam identificar que tipos de contrato seriam ou se houve algum tipo de ilegalidade. Procurada, a construtora Queiroz Galvão afirmou que não há “irregularidades nem ilegalidades” em seus contratos, que são negociados “dentro das regras estabelecidas pela legislação e sem a intermediação de terceiros”. A Camargo Corrêa disse que só presta serviços à Petrobras por meio de licitações públicas.

SEGUNDO ESCALÃO O doleiro Alberto Youssef. De acordo com Hermes Magnus, ele estava um degrau abaixo  de Janene na hierarquia  do esquema  (Foto: Joedson Alves/Estadão Conteúdo)
Magnus começou a contar o que sabia à Polícia Federal ainda em 2009, quando o escândalo de corrupção na Petrobras ainda era desconhecido. Concluiu a história com riqueza de detalhes no depoimento de julho passado. Ele parece ter credenciais para falar. A Operação Lava Jato teve início justamente a partir da investigação sobre um negócio de Magnus com Janene. De acordo com o MPF, Janene lavou dinheiro do mensalão ao investir parte da quantia recebida na Dunel Indústria e Comércio, fabricante de componentes eletrônicos que pertencia a Magnus.
Janene usou a empresa de fachada CSA Project Finance, uma sociedade mantida pelo doleiro Youssef, para aplicar R$ 1,16 milhão dos R$ 4,1 milhões que ganhara no mensalão na Dunel. Isso ocorreu em julho de 2008.

Era mais um golpe aparentemente perfeito idealizado por Janene. Magnus tinha as características de vítima ideal para operadores experientes do mercado negro. Sua firma de eletrônicos automotores precisava de dinheiro para crescer, e ele buscava um investidor. Janene e Youssef estavam atrás de uma oportunidade para esquentar dinheiro frio de corrupção. O primeiro encontro com Magnus foi em junho de 2008, na sede da CSA, em bairro nobre de São Paulo.
Acompanhado de Youssef, o afável Janene – já ex-deputado – chegou abraçando afetuosamente o futuro sócio, ou melhor, a futura vítima. O doleiro e o mensaleiro traziam soluções rápidas e práticas, quase um sonho para quem precisava de uma injeção de capital.  “Olha, podemos viabilizar seu negócio: se quiser dinheiro do Estado do Espírito Santo para cima, tenho a opção do Banco do Nordeste. Se não quiser se meter com banco, temos uma solução mais tranquila, um recurso nosso. Se quiserem, coloco 1 milhão de início”, disse Janene.
As imagens do depoimento obtidas por ÉPOCA mostram que, no momento em que Magnus conta essa história, Youssef senta-se ao lado do advogado dele e, apontando para Magnus, reclama: “Ele está mentindo, ele é mentiroso”. O juiz Sérgio Moro, que ouvia Magnus, interrompe Youssef. Ele só se cala quando é ameaçado por Moro de ser retirado da sala. Em pouco tempo, Magnus foi alijado da Dunel e virou, como ele mesmo se definiu, uma espécie de zumbi na firma.
Os equipamentos encomendados não chegavam, e a produção emperrava. Ao consultar um advogado, Magnus descobriu que estava  no meio de uma trama de lavagem de dinheiro. Resolveu procurar a PF para contar o que sabia. Afirma que Janene o ameaçou de morte e que, na época, um incêndio misterioso destruiu uma casa dele.
Youssef, mais uma vez, se deu bem. Lavou o dinheiro para Janene e, ainda naquele ano de 2008, estreitou relações com Paulo Roberto, o executivo dos grandes contratos da Petrobras. Mal se livrara de uma condenação a sete anos de reclusão graças a uma delação premiada, Youssef reincidia em sua especialidade, a lavagem de dinheiro. Tinha o amigo e sócio Janene como cliente. Juntos, tinham um hotel, uma agência de viagens em Londrina e uma locadora de automóveis. A proximidade da dupla ia além dos negócios. Os dois se visitavam e se tratavam pelos títulos de compadre e padrinho.
“Youssef chegava à casa de Janene e era padrinho pra cá, padrinho pra lá... Compadre pra cá, compadre pra lá. E era muito íntimo na lida das coisas”, afirmou Magnus à Justiça Federal. Numa dessas reuniões, Janene prometeu pagar o que chamou de “lua de mel” na Europa para Youssef e a mulher. Em seguida, explicou a ele o motivo da generosidade: “Ela só não pode pensar que você vai fazer aqueles câmbios para mim na França. Não deixe ela sonhar que você está fazendo isso”.

DEBOCHE O empresário Hermes Magnus. Segundo ele, Janene zombava de deputados que procuravam diretores da Petrobras sem sua intermediação (Foto: Reprodução)

Os desvios de dinheiro por meio de contratos superfaturados na Petrobras identificados até agora ocorreram de 2009 a 2014. A morte de Janene por infarto, na fila do transplante de coração, em 2010, não interrompeu a afinada e conveniente parceria entre Youssef e Paulo Roberto. Ao contrário, os laços ficaram ainda mais estreitos. Durante a Operação Lava Jato, a PF interceptou e-mails recebidos por Youssef.
Uma das mensagens veio de um ressentido João Claudio Genu, ex-chefe de gabinete de Janene e um dos condenados do mensalão. Genu expressava seu “inconformismo” com a aproximação de Youssef e Paulo Roberto. Aparentemente, àquela altura, o doleiro e o diretor da Petrobras tinham estabelecido uma linha direta, sem intermediários, e Genu perdera seu quinhão no esquema. Paulo Roberto se tornara milionário. A Justiça descobriu que ele mantinha R$ 51,3 milhões em 12 contas secretas na Suíça.

O depoimento de Magnus reitera uma conclusão: o mensalão e o escândalo da Petrobras são dois esquemas distintos, mas com métodos, causas e consequências semelhantes. A causa é o fisiologismo: garantir apoio no Congresso usando cargos que deveriam ser preenchidos por critérios estritamente técnicos. O método: desvio de dinheiro público para financiar campanhas ou enriquecer os políticos envolvidos. A consequência: corrupção.
Com a descoberta do mensalão, em 2005, quando o primeiro mandato de Lula se aproximava do fim, foi preciso assegurar a fidelidade dos mesmos partidos – e dos mesmos políticos – ao governo do PT. Com a reeleição de Lula, o governo continuaria a precisar de apoio no Congresso. E o Congresso não mudara. As regras de Brasília também não. Lula e o PT acomodaram-se às práticas políticas de sempre. E distribuíram aos partidos da base os cargos que os políticos tanto queriam.
São aqueles que servem tão somente para gerar favores e dinheiro, seja para campanhas, seja para o bolso de quem está no esquema. Nenhum cargo era tão desejado pelos políticos quanto uma diretoria na Petrobras, a mais rica e poderosa empresa do país. No segundo mandato de Lula, a Petrobras, mais que qualquer outra estatal, ocupou o vácuo deixado pelo mensalão.
Janene está morto, não pode mais ameaçar nem delatar ninguém. Parentes seus são réus com Youssef na ação penal sobre a lavagem de dinheiro do mensalão. Um deles é Meheidin Jenani, primo de Janene. Magnus, o ex-sócio de Janene, afirma que Meheidin é especialista em assar carneiros e ia constantemente do Paraná a Brasília para preparar carneiros para a então ministra da Casa Civil, e hoje presidente Dilma Rousseff.
Procurado por ÉPOCA, Meheidin desconversou. Procurada por ÉPOCA, a assessoria do Planalto disse que Dilma Rousseff não conhece Meheidin, muito menos era fã de carneiros preparados por ele.

12/09/2014-DO RDEMOCRATICA

sábado, 13 de setembro de 2014

PT pagou para evitar que Lula fosse arrastado ao centro do caso Petrobras

O PT sob chantagem
Partido foi chantageado por criminosos que detêm documentos que revelam desfalque milionário nos cofres da estatal — e elo entre o mensalão e o petrolão
Para evitar que o partido e suas principais lideranças sejam arrastados ao epicentro do escândalo da Petrobras às vésperas da eleição, a legenda comprou o silêncio de um grupo de criminosos — e pagou em dólar
Robson Bonin
Veja.com

O PODER E O CRIME - Enivaldo Quadrado (à direita), o chantagista, é pago pelo PT para manter em segredo o golpe que resultou no desvio de 6 milhões de reais da Petrobras, em outro caso de chantagem que envolve o ministro Gilberto Carvalho, o mensaleiro José Dirceu e o ex-presidente Lula 

O PODER E O CRIME - Enivaldo Quadrado (à direita), o chantagista, é pago pelo PT para manter em segredo o golpe que resultou no desvio de 6 milhões de reais da Petrobras, em outro caso de chantagem que envolve o ministro Gilberto Carvalho, o mensaleiro José Dirceu e o ex-presidente Lula
(Montagem com fotos de Ailton de Freitas-Ag. O Globo/Joel Rodrigues-Folhapress/Rodolfo Buhrer-Estadão Conteúdo/Jeferson Coppola/VEJA)

Desde que estourou o escândalo da Petrobras, o PT é vítima de uma chantagem. De posse de um documento e informações que comprovam a participação dos principais líderes petistas num desfalque milionário nos cofres da estatal, chantagistas procuraram a direção do PT e ameaçaram contar o que sabiam sobre o golpe caso não fossem devidamente remunerados.
Às vésperas da corrida presidencial, essas revelações levariam nomes importantes do partido para o epicentro do escândalo, entre eles o ex-presidente Lula e o ministro Gilberto Carvalho, um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff, e ressuscitariam velhos fantasmas do mensalão. No cenário menos otimista, os segredos dos criminosos, se revelados, prenunciariam uma tragédia eleitoral. Tudo o que o PT quer evitar. Dirigentes do partido avaliaram os riscos e decidiram que o melhor era ceder aos chantagistas — e assim foi feito, com uma pilha de dólares.
O PT conhece como poucos o que o dinheiro sujo é capaz de comprar. Com ele, subornou parlamentares no primeiro mandato de Lula e, quando descoberto o mensalão, tentou comprar o silêncio do operador do esquema, Marcos Valério. Ao pressentir a sua condenação à prisão, o próprio Valério deu mais detalhes dessa relação de fidelidade entre o partido e os recursos surrupiados dos contribuintes.
Em depoimento ao Ministério Público, ele afirmou que o PT usou a Petrobras para levantar 6 milhões de reais e pagar um empresário que ameaçava envolver Lula, Gilberto Carvalho e o mensaleiro preso José Dirceu na teia criminosa que resultou no assassinato, em 2001, do petista Celso Daniel, então prefeito de Santo André. A denúncia de Valério não prosperou. Faltavam provas a ela. Não faltam mais.
Os dólares serviram para silenciar o chantagista Enivaldo Quadrado, ele próprio participante da engenharia financeira do golpe contra os cofres da maior estatal brasileira — e agora o personagem principal de mais uma trama que envolve poder e dinheiro.
Quadrado deu um ultimato ao tesoureiro do PT, João Vacari Neto: ou era devidamente remunerado ou daria à polícia os detalhes de documento apreendido no escritório do doleiro Alberto Youssef. O documento era um contrato de empréstimo entre a 2 S Participações, de Marcos Valério, e a Expresso Nova Santo André, de Ronan Maria Pinto.
O valor desse contrato é de 6 milhões de reais, exatamente a quantia que Valério dissera ao MP que o PT levantara na Petrobras para abafar o escândalo em Santo André. É esse o contrato que prova a denúncia de Valério. É esse o contrato que, em posse de Quadrado, permitia ao chantagista deitar e rolar sobre os petistas.13 de setembro de 2014

DO RDEMOCRATA

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

'Forbes' lista cinco motivos para o Brasil não reeleger Dilma

Revista americana publica em seu site texto de colunista em que afirma que má gestão da presidente coloca em risco avanços econômicos e sociais do país

Dilma: para 'Forbes', o mercado não quer a presidente
Dilma: para 'Forbes', o mercado não quer a presidente (Ueslei Marcelino /Reuters)
A revista americana Forbes divulgou em seu site uma lista com cinco razões pelas quais acredita que os eleitores brasileiros não deveriam reeleger a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT). Em texto que elenca os avanços econômicos e sociais no Brasil ao longo dos últimos vinte anos – transformações que tiveram início, lembra a revista, no governo de Fernando Henrique Cardozo –, a Forbes afirma: sob o comando de Dilma, o país passou da expansão para a melancolia.
Depois de elencar os avanços dos governo FHC e Lula, o texto ressalta a situação econômica do país, que vive um quadro de recessão técnica e inflação no teto da meta. “Os investidores de todo o mundo, que chegaram a fazer fila para comprar um pedaço do ‘sonho brasileiro’, olham agora para mercados mais atrativos, como o México (e celebram todas as vezes que Dilma perde pontos nas pesquisas eleitorais)”, diz o colunista Anderson Antunes. E encerra: Dilma não apenas falhou em manter tudo em ordem, como está colocando os avanços em risco.

Cinco razões da 'Forbes' por que Dilma não deve ser reeleita

O Brasil não cresceu tanto quanto poderia - e deveria - sob seu governo

É a primeira vez em cinco anos que o Brasil registra retração da economia, lembra o colunista. Em 2010, o país cresceu 7,5%, compara a publicação. "Embora Dilma diga que a performance fraca da economia seja fruto da crise internacional, os números a provam errada", diz o texto. “Até o fim de seu mandato, o crescimento do país deve ser dois pontos porcentuais menor do que a média da América Latina entre 2010 e 2014. Pela primeira vez em 20 anos os vizinhos do Brasil deixam o país comendo poeira".
DA VEJA

Depois do escândalo do Petrolão, doleiro Youssef quer falar



DA REV VEJA