quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Aécio se distingue do vale-tudo petista contra Marina. E o diálogo no Twitter

O candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, procurou se distinguir, nesta quinta, dos ataques que o PT promove à candidatura de Marina Silva, do PSB. Segundo o tucano, ele faz a crítica política a Marina, coisa distinta do que promove o PT, que avança no terreno pessoal e apela ao discurso terrorista. “Acho absolutamente inaceitável o tipo de acusação que ela [Marina] recebe hoje da presidente Dilma. Não entro nesse campo. Entro no campo político. Não entro no vale tudo para ganhar a eleição.”
Os perfis de Marina e Aécio no Twitter trocaram mensagem ao longo do dia — ou farpas, ainda que bastante civilizadas quando se tem em mente o jogo rasteiro a que se dedica o PT. No perfil da candidata do PSB, lê-se: “O Aécio agora está fazendo o mesmo trabalho de desconstrução que o PT faz sobre mim. Com os mesmos argumentos usados contra Lula”.
A página de Aécio respondeu: “Marina, na verdade, estou fazendo o debate político, fundamental para a democracia. Não desconstruindo a sua imagem”. Leia outros.
tuítes reinaldo
Retomo
Aécio faz bem ao se distinguir do terrorismo petista, e Marina faz mal ao reclamar do tucano. Ela que aponte, então, qual acusação do presidenciável do PSDB resvalou no campo pessoal. Lembrar a sua trajetória e eventuais incoerências é uma obrigação. Ainda voltarei ao assunto.
Por Reinaldo Azevedo

Idosa põe dedo na cara de Dilma e a chama de mentirosa.

Description: Dilma e a idosa
Esta imagem havia sido censurada a todo custo pelo coordenador da campanha da atual presidente, mas vazou na internet. 
Na foto uma senhora humilde põe o dedo na cara de Dilma e parece lhe falar algo desagradável.  Segundo testemunhas presente, chegou-nos a informação que a idosa disse as seguintes palavras: " a senhora acha que a gente é trouxa? Eu tenho 80 anos.Você é a mulher mais sorrateira e mentirosa que já vi. Ferrou com a minha aposentadoria. Come caviar as minhas custas e agora quer dar uma de boazinha comendo essa lavagem?
Toma vergonha na cara e vê se some porque aqui ninguém gosta de você.
*Fonte: Grupo - Que Brasil nós queremos.
DOMARIOFORTES

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Os saqueadores da Petrobras assassinaram CPIs em vão: a roubalheira foi exumada pela Polícia Federal e por um juiz sem medo

Dilma Rousseff autografa o macacão do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Ao fundo, é observada por Graça Foster, também investigada pela compra de Pasadena e Paulo Roberto Costa, delator do esquema de corrupção na estatal
Dilma Rousseff, Gabrielli (esq), Graça Foster (atrás) e Paulo Roberto Costa (dir)
ATUALIZADO ÀS 2h09
“A Petrobras já está privatizada”, informa o título do post publicado em 10 de junho de 2010. Aparecem no texto, inspirado no surto de chiliques provocado pela criação de uma CPI incumbida de investigar a estatal, personagens que acabam de sair da caixa preta em poder do ex-diretor Paulo Roberto Costa. Confira:
O presidente Lula ficou muito irritado com a instauração da CPI da Petrobras. Depois de ter feito o possível para interromper a gestação, agora faz o possível para matá-la no berço. Baseado no critério do prontuário, entregou a Renan Calheiros o comando do grupo de extermínio montado para o justiçamento. O senador do PMDB alagoano, diplomado com louvor na escolinha que ensina a delinquir impunemente, é especialista no assassinato de qualquer coisa que ponha em risco o direito conferido aos congressistas leais ao Planalto de roubar sem sobressaltos.
O presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, ficou muito irritado com a instauração da CPI da Petrobras. Caprichando no palavrório que identifica os nacionalistas de galinheiro, qualificou de “inimigos da pátria” os partidários da devassa na empresa ─ o que promove automaticamente a defensores da nação em perigo os que tentam manter fechada a caixa preta. Gente como Renan Calheiros. Ou Ideli Salvatti. Ou Fernando Collor. Ou Romero Jucá, em aquecimento para encarnar o papel de relator que impede a coleta de relatos relevantes.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ficou muito irritado com a instauração da CPI da Petrobras. Governista seja qual for o governo, o agregado da Famiglia Sarney conhecido na Polícia Federal pela alcunha de Magro Velho alegou que iluminar os porões de uma empresa que é a cara do Brasil Maravilha espanta clientes, fornecedores e possíveis parceiros. Se conhecessem a folha corrida de Lobão, todos os clientes, fornecedores e possíveis parceiros já teriam saído em desabalada carreira das cercanias da Petrobrás e do gabinete do ministério.
Os modernos pelegos ficaram muito irritados com a instauração da CPI da Petrobras. Jovens velhacos da UNE berraram que o petróleo é nosso para plateias insuficientes para eleger um vereador de grotão. Velhos velhacos da CUT garantiram que CPI gera desemprego para gente mais interessada no kit dupla sertaneja+pão com mortadela+tubaína. Vigaristas do PT, do PP e do PMDB lembraram aos sussurros que o petróleo é nosso, mas a eles compete a escolha dos diretores incumbidos de cuidar dos interesses dos padrinho, do partido e do país, nessa ordem.
Tudo somado, e embora a CPI nem tenha ainda saído do papel, ficou mais difícil acusar os partidos de oposição, a elite golpista, os paulistas quatrocentões, os capitalistas selvagens e os loiros de olhos azuis de tramarem nas sombras a privatização da Petrobrás. A empresa já foi privatizada ─ sem licitação. O novo dono é o PT, que arrendou parte do latifúndio à base alugada.
Em 29 de outubro de 2009, os representantes da oposição abandonaram a CPI. “Todos os requerimentos importantes são arquivados sem discussão pela maioria governista”, disse o senador Álvaro Dias, que propusera a instauração da comissão. Em 17 de dezembro, ao fim de 14 sessões reduzidas a shows de cinismo, foi aprovado o papelório de 359 páginas “destinado a contribuir com a Petrobras e com o Brasil” . O relator Jucá concluiu que todos os culpados eram inocentes, não enxergou nenhuma irregularidade na compra de plataformas e viu apenas maledicências nas denúncias de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
Jucá, Lobão, Renan, chefões do PP, cardeais do PMDB, Altos Companheiros do PT ─ um a um, os saqueadores da Petrobras, abraçados aos comparsas que ampliaram a quadrilha nos últimos anos, vão sendo expelidos do baú de bandalheiras aberto por Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento e Refino. Foi para seguir embolsando sem sobressaltos propinas bilionárias que os assassinos de CPIs escavaram em 2009 a cova rasa prestes a acolher outras duas comissões que agonizam no Congresso. O enterro de CPIs não impediu a exumação das verdades que têm assombrado desde sábado o Brasil que presta.
Para resgatar os fatos, foi suficiente que uma oportuníssima conjunção dos astros juntasse agentes da Polícia Federal, procuradores de Justiça e um magistrado desprovidos do sentimento do medo. O acordo de delação premiada foi consequência do trabalho exemplar dos que investigaram, da altivez dos que acusaram e, sobretudo, da coragem do juiz federal Sergio Moro, que tornou a prender o ex-diretor da Petrobras inexplicavelmente libertado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.
O acordo que induziu Paulo Roberto Costa a abrir o bico, aliás, precisa ser homologado por Zavascki. Precavido, Moro deixou claro ao depoente que, para livrar-se de envelhecer na prisão, teria de fornecer nomes e provas que permitissem a completa desmontagem do esquema criminoso e, portanto, justificassem a delação premiada. É o que o ex-diretor da Petrobras tem feito nos interrogatórios diários que duram em média quatro horas. A menos que tenha perdido o juízo, restará a Zavascki chancelar o acordo sem falatórios em juridiquês.
O país decente acaba de descobrir que a praga da corrupção impune pode ser erradicada sem que parlamentares e ministros togados ajudem. Basta que não atrapalhem. Basta que não tentem eternizar o faroeste à brasileira — único do gênero em que o vilão sempre escapa do xerife e nunca perde o controle da terra sem lei.
DO A.NUNES

Petrolão era para manter o PT no poder, diz Aécio

Por Carolina Farina, na VEJA.com:
Em agenda de campanha no Pará, o tucano Aécio Neves voltou a responsabilizar o PT, partido da presidente-candidata Dilma Rousseff, pela montagem de um balcão de distribuição de propina a deputados, senadores, governadores e até um ministro de Estado com recursos da Petrobras. “O governo Dilma acabou antes da hora. A presidente já demitiu seu ministro da fazenda e agora vê a maior empresa estatal do país envolvida em um megaesquema de corrupção”, disse Aécio.
“Não acredito que a presidente tenha recebido recursos desses esquemas, mas, do ponto de vista político, foi beneficiária, sim. Ela tinha obrigação de saber o que se passava no seu entorno. A principal empresa pública brasileira foi submetida aos interesses de grupos para quê? Para manter o PT no poder. O PT enlameou nossa principal empresa. Não adianta dizer que não sabia, tem que investigar e punir exemplarmente os responsáveis”, disse.
Reportagem de VEJA revelou que, em um acordo de delação premiada, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, afirmou que políticos da base aliada à presidente Dilma receberam dinheiro de um esquema bilionário de corrupção na Petrobras. O rol de citados pelo delator inclui três governadores, seis senadores, um ministro de Estado e pelo menos 25 deputados federais que embolsaram ou tiraram proveito de parte do dinheiro roubado dos cofres da estatal. O esquema funcionou nos dois mandatos do ex-presidente Lula e na atual gestão de Dilma Rousseff.
Em sua chegada à capital paraense, Aécio foi recebido por cerca de cem militantes do partido e recebeu de presente de correligionários uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira do Pará. Essa é a primeira vez que o tucano visita o Estado como candidato. Em agenda conjunta com o governador Simão Jatene (PSDB), que concorre à reeleição, Aécio foi recebido no aeroporto por membros da associação de mototaxistas de Belém e representantes da Força Sindical.
Ele também alfinetou a candidata do PSB, Marina Silva: “Quero saber com quem ela vai governar”. Lembrando o passado petista de Marina, o tucano atacou a adversária: “A Marina, mais uma vez, adota um discurso de vitimização”.
Por Reinaldo Azevedo

TODO BRASILEIRO PRECISA VER ESTE VÍDEO! PT VAGABUNDO, LULA VAGABUNDO.. ASSISTA E DIVULGUE


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

OS PETISTAS E A MARINA SILVA MENTEM TANTO QUE O DIA EM QUE DISSEREM UMA VERDADE NINGUÉM ACREDITARÁ


Leiam a matéria que segue abaixo do site da revista Veja, quando Dilma tenta dar um olé no Petrolão. No final a ‘Presidenta’ diz que “acha Marina Silva bem intencionada”. Ora, só um idiota não vê que vencendo Marina Silva ou Dilma, tanto faz. O Foro de São Paulo continuará dando as regras do jogo, até porque o PSB a barriga de alguel de Marina Silva, é um dos integrantes do Foro de São Paulo, a organização transnacional esquerdista fundada por Lula e Fidel Castro e que levou o nome de Foro de São Paulo por causa de seu primeiro congresso na capital paulista em 1990.
Em suma: a turma do PT e da Marina Silva mentem tanto que o dia que falarem eventualmente a verdade, ninguém mais acreditará.
Quem acredita nessa corja de embusteiros são os eleitores idiotas metidos a espertos mas que embarcam na canoa furada de um bando de rematados mentirosos. Neste caso cabe uma indagação: a ricaça Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú, marineira de primeira hora, convidaria a Marina Silva para administrar o seu banco? 
A montagem fotográfica acima diz tudo! Reparem o agora santinho de Pernambuco, Eduardo Campos, num alegre conchavo com Lula. Não é à toa o sorriso largo de ambos. Campos está incluído na lista dos gatunos da Petrobras! 
Os fatos estão aí escancarados. Só os estúpidos e mal intencionados votam na Dilma e na Marina Silva. Leiam o que diz Dilma:
Sem deixar muito claro que tipo de providência concreta tomou até agora desde que VEJA revelou nomes de parlamentares, governadores e um ministro citados como beneficiários do balcão de negócios montado na Petrobras, a presidente-candidata Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira que solicitou à Polícia Federal e ao Ministério Público a íntegra do depoimento à Polícia Federal do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Preso em Curitiba, o delator do esquema de desvios na estatal aceitou acordo de delação premiada. “Se houve alguma coisa, e tudo indica que houve, eu posso garantir que todas as sangrias estão estancadas”, disse a petista em sabatina do jornal O Estado de S. Paulo, no Palácio da Alvorada, em Brasília.
Dilma disse que “não tinha a menor ideia” das irregularidades que aconteciam dentro da empresa, reveladas na edição desta semana de VEJA – mas não negou as denúncias. Ela afirmou que “nunca houve desconfiança” sobre a gestão de Paulo Roberto, principalmente pelo fato de ele ser um servidor de carreira, e que o caso “não é típico” dos quadros da Petrobras. Ela pediu informações à PF e ao Ministério Público e disse que já obteve posicionamento do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, citado por Costa como um dos beneficiados no esquema de corrupção. “Ele deu as explicações para mim e por escrito e nega veementemente tais fatos. Mas eu tomei uma medida: determinei ao ministro José Eduardo Cardozo [Justiça] que fizesse um ofício à PF, porque se houver algum funcionário do governo, nós gostaríamos de ter acesso a essa informação para poder tomar todas as providências e tomar essas medidas baseadas em informações oficiais”, afirmou a presidente. “Os processos estão criptografados e dentro do cofre. Vazamento pode significar não validade das provas. Eu fiz o ofício ao procurador geral da República para ter essas informações."
APROXIMAÇÃO COM MARINA
Dilma também tentou amenizar as comparações que sua campanha fez entre a adversária Marina Silva (PSB) e os ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor de Melo – este último, aliado do governo petista. Mas manteve a mesma linha do discurso de terrorismo eleitoral contra a rival. "Eu acho a Marina bem intencionada. Não estou fazendo uma comparação pessoal. A comparação com Jânio e Collor é que ambos governaram sem apoio. Quem acha que vai negociar com notáveis, que é possível governar sem partido, geralmente ocorre alguma coisa muito perigosa”, afirmou. "Que o governo Collor não teve base de sustentação é um dado da história. Eu respeito o Collor, mas discordo das políticas. Por isso comecei falando que acho a Marina bem intencionada." Do site de Veja
DO A.AMORIM

O escândalo cada vez mais perto de Eduardo Campos

Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras, vai depor na CPI mista na próxima quarta, dia 10. Ele tem muitas coisas a explicar, entre elas o fato de que morava num apartamento avaliado em R$ 7,5 milhões, que pertencia a um offshore que, nitidamente, tem um laranja no Brasil (leia post). Mas há muito mais.
Segundo depoimento prestado por Cerveró à Justiça Federal do Paraná, informa o Estadão, foi Paulo Roberto Costa quem indicou os membros da comissão de licitação da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, uma das obras com evidências escancaradas de superfaturamento. Não custa lembrar que, entre os beneficiários de propina, o engenheiro inclui justamente Eduardo Campos, que era, então, governador de Pernambuco.
A refinaria de Abreu e Lima, construída pela Petrobras, talvez seja um emblema da falta de limites da turma. Orçada inicialmente em US$ 2,5 bilhões, ela já custou, até agora, US$ 18 bilhões. Estima-se que o esquema a que pertenciam Costa e o doleiro Alberto Youssef tenha desviado, só nesse empreendimento, algo em torno de R$ 400 milhões.
Há mais: segundo informa O Globo, “Costa concedeu vantagens financeiras, dilatou prazos e suprimiu compromissos assumidos por Pernambuco num acordo firmado diretamente com Campos”. Documentos obtidos pelo jornal revelam que Costa e Campos “assinaram um termo de adiantamento de tarifas da Petrobras ao Porto de Suape por conta do futuro uso do porto no transporte de produtos da refinaria Abreu e Lima, cuja inauguração está prevista para novembro”.
O jornal revela que “o termo foi assinado pelos dois em 18 de agosto de 2008 e cita repasses de R$ 475,7 milhões da estatal ao governo pernambucano. Pernambuco descumpriu um termo de compromisso assinado no ano anterior, o que levou a um aditivo validado por Costa e Campos. A transação começou a ser investigada pela Controladoria-Geral da União em junho deste ano. Até agora, a estatal já repassou R$ 783 milhões a título de antecipação de tarifas.”
É impressionante como a Petrobras atuava — e talvez atue, vai saber — como se fosse mesmo um governo independente. A cada dia, fica mais claro por que o tal engenheiro preso havia arrolado Eduardo Campos como uma testemunha de defesa.
Para encerrar, é bom não quer esquecer: à Polícia Federal e ao Ministério Público, Costa afirmou que esteve várias vezes com Lula, dando a entender que o ex-presidente da República sempre soube o que se passava por lá.
Por Reinaldo Azevedo

CARLOS ALBERTO SARDENBERG: Brasil, sempre atrás na fila do crescimento

(Imagem: Igepri News)
O Brasil não soube aproveitar a onda global de crescimento econômico, diz Sardenberg (Imagem: Igepri News)
NA FILA DE TRÁS
A média de crescimento anual do Brasil foi sempre inferior àquela obtida pela América Latina e pelos emergentes
Artigo publicado no jornal O Globo
Carlos-Alberto-Sardenberg1Chile e Uruguai, ambos com 3% da população abaixo da linha da pobreza, em 2012, segundo os respeitados critérios de um trabalho conjunto do Banco Mundial e de uma instituição da Universidade de La Plata, o Centro de Estudios Distributivos Laborales y Sociales (Cedlas).
Pelo mesmo estudo, analisado em um oportuno texto dos economistas Ilan Goldfajn e Gino Olivares, do setor de análises econômicas do Itaú, o Brasil tinha naquele ano 10% da população abaixo da linha da pobreza, cerca de 20 milhões de pessoas.
E qual foi o país que mais reduziu a pobreza nesta região, no período de 2002 a 2012?
Peru: a população abaixo da linha de pobreza caiu de 30% para 11% nesses dez anos, uma queda de 19 pontos. Melhor dizendo: 5,7 milhões de peruanos escaparam da pobreza extrema.
No caso do Brasil, mesmo período, também houve queda expressiva da população mais pobre, de 16 pontos.
Olhando pelo outro lado — a parte da riqueza nacional que é apropriada pelos mais ricos — o país com melhor distribuição de renda é o Uruguai. Lá, em 2012, os 10% mais ricos ficaram com 30% da renda gerada no país.
De novo aqui, o Peru foi a nação que obteve os melhores resultados. A participação dos 10% mais ricos caiu de 43% para 34% da população.
No Brasil, mesmo período, a distribuição também melhorou, mas em ritmo menor. Os 10% mais ricos tinham 46% da riqueza da população em 2002, e 42% dez anos depois.
Para não aborrecer o leitor com mais dados (todos podem ser encontrados aqui), vamos logo para as conclusões: a distribuição de renda na América Latina melhorou de maneira generalizada nas últimas duas décadas, e mais acentuadamente na última.
Logo, se o fato é geral, devem existir causas comuns. O que houve de comum para esses países do fim dos anos 90 para cá?
Primeiro, a estabilização macroeconômica — não apenas a derrubada e controle da inflação em níveis baixos, mas também o controle das contas públicas, aberturas comerciais e para investimentos estrangeiros, em resumo, tudo que compõe o cardápio clássico (o famoso tripé: metas de inflação, superávits primários e câmbio flutuante).
Depois, toda a região foi beneficiada pelo espantoso crescimento da China, que se tornou neste século a principal parceira comercial da América Latina. Todos os países que tinham alimentos, minérios e petróleo para exportar ganharam muitos dólares, com os quais puderam construir reservas sólidas.
Com seu tamanho, a China puxou um forte crescimento econômico dos emergentes, que coincidiu, até 2008, com a boa expansão dos desenvolvidos. Um excelente cenário global.
Considerem o Brasil. No ano de 2000, exportou apenas um bilhão de dólares para a China. Dez anos depois, vendia cerca de US$ 45 bilhões. As exportações totais saíram da média anual de US$ 60 bilhões para os 245 bilhões.
Esse forte setor exportador gerou riqueza e desenvolvimento interno, com, entre outros efeitos, ganhos de arrecadação para os governos. Estes puderam, assim, gastar mais, especialmente nos programas sociais e na elevação do salário-mínimo em muitos lugares (as políticas de transferência de renda, também generalizadas na região).
Acrescente-se aí a queda do desemprego, efeito do crescimento, e se terá toda a história. Quer dizer, quase toda a história, pois cada país aproveitou de seu modo a onda global.
O Brasil aproveitou bem ou mal?
(PARA CONTINUAR LENDO, CLIQUEM AQUI)
DOR.SETTI

VOCÊS SABEM QUE É MARINA SILVA?



Vendo este vídeo em poucos minutos surge obrigatoriamente uma indagação. Onde estava a Sra. Marina Silva, quando chegou ao conhecimento público o famigerado mensalão. E onde estava a Sra. Marina Silva, durante o longo julgamento dos envolvidos no rumoroso processo. Pergunta-se também, por que a Sra. Marina Silva, que se apresenta agora como salvadora da Pátria, nunca disse absolutamente nada sobre tudo isso?
A verdade precisa ser dita e com todas as letras: a Sra. Marina Silva é uma embusteira, falsa, perversa, omissa por conveniências muito particulares. A Sra. Marina Silva é um Lula de saia. A "nova política" da Sra. Marina Silva é a nova política do Foro de São Paulo, a organização comunista que pretende transformar todo o continente latino-americano num apêndice de Cuba.
Pergunta-se também: o que a Sra. Marina Silva tem a dizer sobre a transferência de recursos públicos via BNDES para Cuba e ditaduras análogas na África, como Angola, por exemplo?
O que a Sra. Marina Silva tem a dizer do fato de que seu marido é do PT e secretário de Estado no governo do PT do estado do Acre?
Estas são algumas perguntas que a Sra. Marina Silva até hoje não respondeu e não irá responder, porque a Sra. Marina Silva é o plano B do PT; a Sra. Marina Silva é a alternativa do Foro de São Paulo e se, por azar, vier a ser eleita terá evidentemente o apoio do PT, já que o mirrado PSB é um partido nanico que sempre apoiou o PT.
Quem por ventura esteja inclinado em votar na Sra. Marina Silva, ou é um (a) completo (a) idiota ou mais um (a) oportunista vulgar.
A Dilma e o Lula já se conhece muito bem. A Sra. Marina Silva só é uma incógnita para os ingênuos. Os entusiastas de sua candidatura não passam de tremendos idiotas e desinformados. Boa parte deles, pasmem, é gente mesmo do PT!
Se as duas forem para o segundo turno anulo tranquilamente o voto!
DO A.AMORIM

domingo, 7 de setembro de 2014

Sátira cômica da entrevista de Dilma ao JN faz sucesso na web. Veja o vídeo




A cartada de Aécio

Na eleição mais imprevisível desde o fim da ditadura, o candidato do PSDB à Presidência mostra seu plano para virar o jogo e chegar ao segundo turno, convencendo o eleitorado de que tem a melhor estratégia para conduzir o país

Sérgio Pardellas (sergiopardellas@istoe.com.br)

Mineiro como o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, o ex–presidente da Câmara e tetraneto do patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada, costumava repetir pelos corredores do poder em Brasília: “A combinação entre o fato novo e o fato consumado embalou as maiores reviravoltas da história”. Numa ofensiva a menos de um mês das eleições presidenciais, Aécio se dedica a impedir a consumação dessa alquimia política, que levaria Marina Silva (PSB), o grande fato novo da disputa eleitoral, para o segundo turno. Em caminhadas pelas ruas do País, o tucano demonstra otimismo, mesmo diante do cenário desfavorável das pesquisas, e insiste que o fenômeno Marina ainda não é um fato consumado. Nos debates e em entrevista à ISTOÉ concedida na quarta–feira 3, Aécio adotou o mantra: “Estarei no segundo turno. O desejo de mudança irá prevalecer. Quem concorrer contra Dilma vence as eleições. E nós temos o time mais qualificado”, afirmou.
CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA DE AÉCIO NEVES
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A tarefa não é simples. Mas, tratando–se de uma eleição marcada pelo imponderável, é prudente não arriscar prognósticos definitivos. Quem ousou fazer vaticínios intempestivos se estrepou mais adiante. Foi o caso do marqueteiro de Dilma, João Santana. Segundo ele, a presidenta seria reeleita no primeiro turno devido a um fenômeno denominado por ele de “antropofagia de anões”. Atualmente, são remotíssimas – quase nulas – as chances de Dilma liquidar as eleições no primeiro turno. Nem o mais abnegado militante petista leva fé nessa variável. Ou seja, além de ofensiva aos concorrentes, a declaração emitida no ano passado por João Santana revelou–se uma precipitação. No meio político, todos concordam que o tucano vive a situação mais delicada desde o início da pré–campanha. Mas quem descartaria com 100% de convicção uma nova mudança na eleição mais imprevisível desde o fim da ditadura?
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Na tentativa de virar o jogo eleitoral, Aécio promoveu uma inflexão na campanha. As novas diretrizes foram ditadas em reunião, na semana passada em São Paulo, com a participação do marqueteiro do PSDB, Paulo Vasconcelos, da equipe de comunicação do candidato e do staff político. No encontro realizado no comitê do PSDB instalado na capital paulista, decidiu–se subir o tom contra Marina Silva, reforçar o discurso da “mudança com segurança”, mobilizar as bases e lideranças políticas e intensificar o corpo a corpo com o eleitorado em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – os três maiores colégios eleitorais do País. Segundo as últimas pesquisas, Marina disparou no Rio, tomou a dianteira em São Paulo e encostou em Aécio em seu reduto eleitoral. Em São Paulo, os tucanos assistiam impassíveis até a semana passada ao crescimento do voto apelidado de “Geraldina” – Geraldo Alckmin para governador e Marina para presidente. Segundo recentes levantamentos, 43% dos eleitores de Alckmin dizem votar na candidata do PSB. O fenômeno lembra o ocorrido em 2006, em Minas, só que em benefício de Aécio. Consistiu no voto conhecido como “Lulécio” (Lula presidente, Aécio governador). Para recuperar o terreno perdido em São Paulo, o candidato do PSDB ao Planalto acertou com o ex–presidente Fernando Henrique Cardoso a ampliação de sua participação na campanha. Na avaliação dos estrategistas tucanos, FHC imprime uma marca de credibilidade à candidatura, no momento em que Aécio quer se distinguir de Marina apresentando–se como a opção da “mudança com segurança”. Não por acaso, FHC concedeu entrevista coletiva ao lado de Aécio na terça–feira 2 no comitê tucano. “Por que foi possível domar a inflação? Porque tinha uma equipe. Eu não sou economista. Mas tinha capacidade de juntar um time. Não se governa sozinho”, salientou FHC. “Aécio simboliza a competência e a experiência para poder governar”, acrescentou.
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NOVA ESTRATÉGIA
Em São Paulo, Aécio Neves intensificará as caminhadas ao lado de Geraldo Alckmin,
em primeiro no Estado. FHC (abaixo) aumentará sua participação na campanha
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No Rio, a aposta de Aécio para voltar a crescer é intensificar as viagens ao Estado. Em Minas, o PSDB passará a defender o legado do senador e ex–governador mineiro. O sentimento entre os tucanos mineiros é de que a equipe de comunicação da campanha nacional equivocou–se ao formular propostas de forma genérica, esquecendo–se de regionalizá–las. Um dos efeitos dessa estratégia malsucedida seria um distanciamento dos eleitores do discurso de Aécio. “Houve uma passividade. A nossa campanha não foi na linha correta, mas o erro já está sendo corrigido”, reconheceu Marcus Pestana, presidente do PSDB de Minas Gerais.
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Convencido de que a presidenta Dilma Rousseff perde a eleição para qualquer adversário no segundo turno, Aécio vai passar as próximas semanas tentando convencer o eleitor que para mudar o País não basta apear o PT do Palácio do Planalto. “A mudança começa no dia da posse do novo presidente e não no dia da eleição”, prega o tucano. “Nós temos as melhores propostas para o futuro do Brasil e vamos mostrar isso às pessoas”, afirma. Aécio concorda com a imprevisibilidade do pleito. É a marca indelével desta eleição presidencial. Para o senador mineiro, uma das poucas certezas em relação ao eleitorado é o desejo de mudança. Outra, é que ela estará consagrada a partir do dia 1º de janeiro de 2015.
Fotos: Pedro Dias/Ag. Istoé, Orlando Brito/PSDB; Rafael Hupsel/Ag. Istoé; Ailton de Freitas/Ag. o Globo; Wellington Pedro/Imprensa MG; JEFFERSON BERNARDES/PREVIEW.COM; Igo Estrela/Coligação Muda Brasil
DA ISTOÉ

Ideb para o ensino médio sintetiza a estagnação dessa etapa escolar no país

 Índice nacional que mostra a estagnação do ensino médio no país serve também para entender as altas taxas de evasão nas salas de aula. Especialistas pedem mudanças, como a revisão da grade curricular

Renata Mariz
Publicação: 07/09/2014 08:00 Atualização:

 (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)


Recém-divulgado pelo governo federal, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para o ensino médio, que permaneceu em 3,7 pontos — numa escala de 0 a 10 — entre 2011 e 2013, sintetiza bem a estagnação dessa etapa escolar no país, mas não revela com clareza consequências ainda piores da má qualidade dos colégios. Pouco atraídos pelo aprendizado, um em cada dez estudantes do antigo segundo grau abandona as salas de aula antes do término do ano letivo. Além disso, 12% reprovam e 30% dos matriculados estão com atraso de mais de dois anos no fluxo regular.
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Os dados do Ministério da Educação (MEC) desenham o cenário assustador do ensino médio no Brasil, sobretudo porque o público a que se destina, adolescentes e jovens, está naturalmente mais propenso a trocar o estudo pelo trabalho ou a simplesmente não buscar nem um nem outro — a chamada geração “nem-nem”, estimada em um a cada cinco brasileiros de 15 a 29 anos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Especialistas em educação chamam atenção para a urgência de uma reforma no sistema de ensino, sob pena de um retrocesso em conquistas sociais recentes.
Para a professora Mônica Cavalcanti, que leciona na rede pública do Distrito Federal e é doutoranda em educação pela Universidade de Brasília, o colapso atual do ensino médio é um acúmulo de práticas inadequadas desde os primeiros anos do ensino fundamental, a exemplo do afrouxamento na avaliação dos alunos.
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DO CORREIOBRASILIENSE