Crise do sistema de geração e
distribuição de energia já provocou prejuízo quatro vezes superior ao
apurado no apagão de 2001, em valores corrigidos. Especialistas culpam o
intervencionismo estatal
Simone Kafruni
Publicação: 17/08/2014 08:04
Atualização: 16/08/2014 19:27
A atual crise do
setor elétrico não tem precedentes. Nem mesmo em 2001 e 2002, quando
houve racionamento, os custos para o país foram tão altos. Naquele ano,
os especialistas calcularam o rombo em R$ 8 bilhões, valor que,
atualizado pelo o Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA), o
parâmetro oficial da inflação, seria de R$ 17,5 bilhões. De 2013 a 2014,
contudo, o prejuízo do setor já se aproxima de R$ 70 bilhões, quatro
vezes maior, sem que o governo sequer tenha cogitado um plano de
racionalização, receoso do impacto eleitoral da medida.
Na
avaliação do diretor da Thymos Energia, Ricardo Savoia, o montante
recorde de perdas leva em conta: os aportes do Tesouro na Conta de
Desenvolvimento Energético (CDE); os dois empréstimos para cobrir a
exposição involuntária das distribuidoras ao preço da energia no mercado
de curto prazo, que somaram quase R$ 18 bilhões; o despacho térmico a
todo vapor desde o fim de 2012; e as contratações feitas no leilão
emergencial de abril último, com o preço de R$ 270 o megawatt/hora
(MW/h).
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“Os
custos são maiores porque houve ampliação do sistema elétrico. A carga
(consumo) dobrou em 10 anos e deve duplicar novamente na próxima década.
Mas houve uma intervenção e a bolha criada desde 2013 explodirá na
conta de luz em 2015, com aumento de 21% mais a inflação”, alerta
Savoia. Ele lembra, ainda, que uma parcela do despacho térmico já está
sendo repassada às tarifas das distribuidoras que tiveram reajustes na
segunda metade deste ano. “Os aumentos médios no primeiro semestre
ficaram em 17%. Agora estão, em média, em 30%”, sublinha.
DO CORREIOBRASILIENSE
PAZ AMOR E VIDA NA TERRA " De tanto ver triunfar as nulidades, De tanto ver crescer as injustiças, De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". [Ruy Barbosa]
domingo, 17 de agosto de 2014
Dilma é vaiada duas vezes ao acompanhar velório de Eduardo Campos
Presidente participou de despedida a Eduardo Campos em frente ao Palácio do Campo das Flores, no Recife, e acabou vaiada pelas milhares de pessoas que acompanham o velório. Aécio também se despede de Campos
Publicação: 17/08/2014 12:42 Atualização: 17/08/2014 13:01
A presidente Dilma
Rousseff foi vaiada duas vezes nesta manhã (17/8) enquanto acompanhava o
velório do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, em frente ao
Palácio do Campo das Flores, no Recife.
A primeira vaia aconteceu na chegada de Dilma ao velório, junto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Parentes de Campos puxaram aplausos e foram seguidos pela multidão que estava no local.
Depois, perto do fim da missa campal de corpo presente por Eduardo Campos, pelo jornalista Carlos Percol e pelo fotógrafo Alexandre Severo, vítimas de acidente aéreo na quarta-feira (13/8), Dilma foi novamente vaiada ao aparecer no telão colocado em frente à sede do governo.
Lula chorou ao chegar na despedida a Eduardo e ao conversar com a viúva Renata Campos. O ex-presidente e Dilma foram embora do Palácio por volta de meio-dia, depois de acompanharem a missa.
O candidato do PSDB à Presidência da República Aécio Neves também acompanhou a missa em homenagem a Eduardo Campos e seu assessores e cumprimentou Dilma, sua adversária nas eleições de outubro. "Renata (viuva de Eduardo) me falou: Aécio, ele (Eduardo) não combinou isso comigo. É isso", contou o tucano.
Outros chefes de estado e políticos participam da despedida ao ex-governador. O corpo de Eduardo Campos deve ser enterrado por volta de 17h no cemitério de Santo Amaro.
Com informações de João Valadares - enviado especial
A primeira vaia aconteceu na chegada de Dilma ao velório, junto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Parentes de Campos puxaram aplausos e foram seguidos pela multidão que estava no local.
Depois, perto do fim da missa campal de corpo presente por Eduardo Campos, pelo jornalista Carlos Percol e pelo fotógrafo Alexandre Severo, vítimas de acidente aéreo na quarta-feira (13/8), Dilma foi novamente vaiada ao aparecer no telão colocado em frente à sede do governo.
Lula chorou ao chegar na despedida a Eduardo e ao conversar com a viúva Renata Campos. O ex-presidente e Dilma foram embora do Palácio por volta de meio-dia, depois de acompanharem a missa.
O candidato do PSDB à Presidência da República Aécio Neves também acompanhou a missa em homenagem a Eduardo Campos e seu assessores e cumprimentou Dilma, sua adversária nas eleições de outubro. "Renata (viuva de Eduardo) me falou: Aécio, ele (Eduardo) não combinou isso comigo. É isso", contou o tucano.
Outros chefes de estado e políticos participam da despedida ao ex-governador. O corpo de Eduardo Campos deve ser enterrado por volta de 17h no cemitério de Santo Amaro.
Com informações de João Valadares - enviado especial
DO CORREIOBRASILIENSE
‘Marina faz política de um jeito que não é o nosso’, diz vice na chapa de Geraldo Alckmin
Márcio França diz que agora é o PSB que terá crédito por aceitá-la como candidata
JÚNIA GAMA, EDUARDO BRESCIANI E CRISTIANE JUNGBLUT - O GLOBO

Protagonista de um duro embate com Marina Silva dentro do PSB, o
candidato a vice-governador de São Paulo, na coligação com o PSDB, e
tesoureiro da campanha de Eduardo Campos, Márcio França afirmou que o
trágico acidente inverteu a relação do partido com a candidata e a Rede
Sustentabilidade. França venceu a queda de braço com Marina quando ela
defendia a candidatura própria do PSB ao governo paulista, mas ele era
favorável à aliança com o PSDB. Segundo França, Marina Silva precisa
dizer que quer ser candidata.
— Ela (Marina Silva) era a principal puxadora de votos. Agora ele
(Eduardo Campos) é o grande puxador. O que ficou dele, as falas, a
entrevista ao “Jornal Nacional” serão usados como nosso mantra. Ser
candidata depende mais dela. Marina precisa expressar que quer ser
candidata. Ela não disse “quero ser”. Marina tem um outro jeito de fazer
política, que não é o nosso. É dela e do partido dela — afirmou.
França lembrou que, na condição de vice, Marina não era responsável por
decisões financeiras tomadas na campanha, pois está sendo usado apenas o
CNPJ do PSB (a Rede Sustentabilidade, partido de Marina, não existe
formalmente).
— É o mundo real que tem de ser colocado para que ela faça sua escolha.
Seria injusto colocá-la como candidata sem que saiba. Marina não era
responsável por nada na campanha. Ela não sabe nem quanto custa o
aluguel do comitê — afirmou.
França lembra que Marina teria imposto aos candidatos do PSB que não
usassem a imagem dela em suas campanhas sem o seu consentimento
expresso, o que havia sido aceito pelo partido. Para que não ocorresse o
contrário, Marina Silva apresentou ofício ao partido.
— Ela tem de nos acolher e temos de acolhê-la. Antes ela criou crédito,
pois era a mais famosa. Neste instante, criou o débito. Nós é que iremos
acolhê-la para ser candidata a presidente. Agora ela se torna nossa
candidata para dirigir o país — afirmou.
Uma das exigências do PSB para fazer a indicação de Marina Silva como
substituta de Eduardo Campos será com relação à divisão do tempo de TV
meio a meio entre os dois partidos, e uma maior clareza de como será se a
Rede Sustentabilidade for formada depois da eleição, caso ela consiga
ser eleita.
— Se ela formatar a Rede depois, continuamos com o nosso partido. Nosso
quadro precisa estar presente — disse Márcio França, tesoureiro da
campanha de Eduardo Campos e vice candidato ao governo na chapa com
Geraldo Alckmin, em São Paulo.
A divisão de palanques também terá de ser discutida com Marina. Em São
Paulo, França havia decidido colar a campanha de Eduardo Campos à do
tucano Geraldo Alckmin:
— Uma coisa é ser candidato a vice, outra é ser candidato a presidente.
Os movimentos terão de ser diferentes. Ainda não sabemos se ela está
disposta e a decisão tem de ser rápida. Ela ainda está muito abalada e é
uma pessoa religiosa e sensível. Imagino a responsabilidade que passa
na cabeça dela.
DISCURSO DE COLIGAÇÃO
França afirmou que a morte de Eduardo Campos mudou o rumo da eleição e
causou uma comoção e um impacto semelhante ao da morte do piloto Ayrton
Senna:
— As pessoas agora conhecem, comovem-se e se arrependem por não terem
conhecido antes as posições dele. Uma das frases de Eduardo Campos é que
não existe nada que não seja resolvido com diálogo.Marina tem de se
encaixar nessa lógica.
De acordo com França, o partido tem simpatia pela candidatura de Marina e
espera que ela tenha absorvido uma parte das ideias de Eduardo Campos.
— Todos concordam que ela tem de ser a pessoa, em função da expressão de
votos e do gesto generoso dela, que aceitou sair como vice. Mas para
ser a candidata da coligação ela tem de ter o discurso da coligação, não
da Rede. Como candidata, Marina fazia o que bem entendia — afirmou.
DO WELBI
Elio Gaspari diz que só Dilma perde com Marina turbinada pela morte de Campos
Leia tudo:
. Partindo-se dos 8%, somando-se o efeito da comoção provocada pelo acidente do jatinho PR-AFA, ela poderá surpreender. Para que Dilma saia incólume, qualquer ponto percentual que vá para Marina precisará sair do acervo de Aécio Neves, e essa hipótese é absurda. Dilma certamente perde quando fortalece-se a possibilidade de um segundo turno. Se Aécio Neves perde algo com a nova situação, é uma dúvida.
CLIQUE AQUI para ler mais.
CLIQUE AQUI para ler, também, opinião da Folha de S. Paulo de hoje, porque o jornal revela que o PT prefere Aécio no segundo turno.
DO PBRAGA
Marina Silva, a viúva enlutada e indevida do Brasil
Marina
Silva já é a candidata do PSB à Presidência. E , como é evidente, existe
uma onda a seu favor, ainda que nascida da tragédia. De resto, não dá
para ignorar: os deuses da floresta a premiaram com um impressionante
senso de marketing — chega perto de rivalizar com o do próprio Lula. Em
alguns aspectos, pode-se dizer que ela leva certa vantagem: é mais, como
direi?, “sensível” do que seu antigo chefe e diz coisas bem mais
abstratas e incompreensíveis, o que sempre desperta no ouvinte a
suspeita de que pode estar enxergando o que ninguém ainda vê. Renata, a
mulher de Eduardo Campos, recolheu-se num decoroso silêncio. Marina
ficou com o papel de viúva. Li na Folha, de novo, neste domingo, que foi
a outra, com uma roupa floral, quem consolou uma Marina vestida de
preto neste sábado. Que coisa! A minha origem é ainda mais pobrezinha do
que a da ex-senadora, sabem? Meu sensor antidemagogia dispara nessas
horas.
Não tenho
paciência, desculpem os encantados, com Marina! O reino que me interessa
é deste mundo. E o que não é requer a intervenção de um Ser superior à
líder da Rede, a quem não reconheço o papel de intercessora. Repudio o
seu comportamento e o seu ar de vestal, como se ela fosse feita de um
barro diferente daquele que faz os outros políticos. Não é.
Eu não
sei, por exemplo, e ninguém sabe, do que ela vive e quem sustenta o
aparato — que não é pequeno! — que a acompanha. Há tanto tempo sem
legenda, flanando por aí, a questão é pertinente. Fosse outro, o
jornalismo investigativo já teria se ocupado de apurar. Como é Marina,
não se toca no assunto. Imaginem se algum outro candidato à Presidência
da República tivesse um banqueiro — ou uma banqueira… — pra chamar de
seu. Ela tem. O que nos outros seria pecado é, em Marina, tratado como
virtude.
A líder do tal Rede, já apontei aqui num post de
maio de 2011, é a nossa vestal. Logo será carregada numa liteira.
Constituiu-se, com o beneplácito de boa parte da imprensa babona, numa
figura notavelmente autoritária da política. Como esquecer o seu
comportamento durante a votação do Código Florestal? A nossa Entidade da
Floresta — que só não faz milagre no Acre — sempre se negou a
confrontar suas ideias com as de seus oponentes — preferindo ameaçar a
Terra e o país com o apocalipse. Contou, para isso, com o apoio de ONGs
fartamente financiadas por dinheiro vindo do exterior e de colunistas
que não distinguiam e não distinguem um pé de feijão de erva daninha.
Caso se dissesse a alguns deles que “o povo pede alho”, eles o mandariam
comer bugalho…
Certa de
que a “mídia” amiga seria eficiente em matar o novo Código Florestal,
relatado então pelo agora ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PCdoB-SP),
Marina se limitou a dizer “não” ao texto. Como o debate avançou, apelou
aos universitários. Aí, a até então omissa SBPC resolveu fazer o seu
relatório recheado de elogios à agricultura brasileira (que remédio?),
mas alertando para o apocalipse que viria se a proposta fosse aprovada. A
iniciativa não vingou.
Como sabe
ou pode saber o leitor, as vestais romanas, virgens sem mácula, eram
encarregadas de manter aceso o fogo sagrado. Gozavam de grande
prestígio. Os altos dignitários de Roma lhes confiavam segredos, e elas
costumavam ser chamadas para dirimir conflitos e apaziguar dissensões.
Excepcionalmente, podiam abandonar seu templo e desfilar pela cidade em
sinal de protesto se considerassem que uma grave ameaça pesava sobre o
Estado romano.
Foi o que
fez Marina naquele 2011. As ONGs resolveram carregar a nossa vestal até o
Palácio do Planalto para um encontro com o então ministro da Casa
Civil, Antonio Palocci. Ela reivindicava no tapetão o que não conseguira
no debate político: o adiamento da votação do relatório. Aldo havia
debatido o seu texto país afora. Marina preferiu fazer a cabeça dos
ditos “formadores de opinião”. A democracia brasileira tem uma instância
chamada Congresso. Ela preferiu os carregadores de liteira das ONGs ao
Parlamento. É parte do que chama “nova política”. Não me serve.
O problema
é que Marina, eu já escrevi umas 800 vezes, é a outra personagem
inimputável da política brasileira. Só perde para Lula. Ambos são
beneficiados pelo preconceito de origem às avessas. Como vieram “do
povo”, não se questionam seus propósitos. Seriam depositários de uma
espécie de verdade ancestral. Note-se, a título de ilustração, que,
quando ela deixou o governo, falou-se de seu conflito com Dilma, não com
Lula…
A
ex-senadora tem um método: se perde o debate nas instâncias consagradas
para decidir um embate, apela, então, à galera. Fez isso no PV, onde
aonde chegou, de mala e cuia, para ser candidata em 2010, conhecendo as
regras. Disputou a eleição deixando claro, sempre!, que era maior do que
o partido. Terminada a peleja, deu início ao esforço para depor a
direção da legenda. Como foi derrotada nas instâncias internas — cujas
regras ela prometeu acatar quando se filiou —, foi para o debate
público, certa de que não precisaria ter razão para conquistar adesões.
Não tinha e as conquistou. A direção do PV foi tratada como vilã, mas
ela não conseguiu o que queria. Caiu fora. Começou, então, a criar a
Rede.
Quer o quê?
O cerne da postulação de Eduardo Campos, convenham, era um tanto confuso. O então candidato insistia na tese de que nada havia de errado no lulismo e que Dilma é que havia se distanciado do bom caminho. Como acertava em alguns diagnósticos parciais que fazia, sua candidatura foi bem-recebida. Se não dava para entender o conjunto, havia partes que faziam sentido.
O cerne da postulação de Eduardo Campos, convenham, era um tanto confuso. O então candidato insistia na tese de que nada havia de errado no lulismo e que Dilma é que havia se distanciado do bom caminho. Como acertava em alguns diagnósticos parciais que fazia, sua candidatura foi bem-recebida. Se não dava para entender o conjunto, havia partes que faziam sentido.
E Marina
Silva? Por quanto tempo mais não se vai perguntar, afinal de contas, o
que pretende para o Brasil a viúva enlutada e indevida?
sábado, 16 de agosto de 2014
Videntes teriam previsto a morte de Eduardo Campos
Publicado por Mari Frazão em Notas às 15h03
Como muitas coisas que caem na internet e são viralizadas, muita gente sequer checou a data em que o programa foi ao ar. Na verdade, a entrevista foi feita em 12 de julho deste ano, o que significa que o “caos” previsto deveria se iniciar no dia seguinte ao do encontro. Nos comentários do vídeo, através do YouTube, muitos internautas questionaram o motivo pelo qual o nome de Marina foi citado como terceiro lugar e não o de Eduardo: “Fica claro no vídeo que ele não citou o Eduardo Campos, só a Marina Silva, porque não lembrou do nome dele – afinal, ele fala da Marina Silva ‘e o candidato de Pernambuco’. Se ele estivesse prevendo a morte de Campos, não falaria isto. Tem gente que gosta de ver pelo em ovo”, criticou um internauta.
Por outro lado, uma carta, supostamente escrita em 2005, a próprio punho, pelo vidente Jucelino Nóbrega, registrada em cartório e enviada ao governo de Pernambuco, previa com clareza e exatidão o acidente com o avião de Eduardo Campos. Jucelino teria enviado a carta em 15/06/2005, aos cuidados de Campos, que na época nem governador era, relatando que ele seria candidato a presidente do Brasil e que sofreria um acidente aéreo em Santos, no dia 13 de agosto de 2014. Ele ainda previu que o acidente aconteceria devido a uma sabotagem na aeronave do ex-governador. Não se sabe se a carta chegou a ser lida por alguma entidade em Pernambuco ou que nenhuma fonte tenha recebido a tal previsão, muito menos se esta chegou a ser entregue a Eduardo.
Jucelino é conhecido pelo alto grau de acerto de suas previsões e detalhes minuciosos dos acontecimentos previstos.
DOMOVCC
‘Posso ser vice’ de Marina, diz Beto Albuquerque
Líder do PSB na Câmara, o deputado gaúcho Beto Albuquerque está no epicentro das articulações que devem conduzir Marina Silva à posição aberta com a morte de Eduardo Campos: cabeça da chapa presidencial do partido. Citado por correligionários como nova opção de vice, o deputado declarou: “Não estou reivindicando, mas eu posso ser” o vice da nova chapa.
Em entrevista ao blog, Beto contou que esteve na noite de quinta-feira (14) no apartamento de Marina, em São Paulo. Expôs as expectativas do PSB. Citou dois gestos: 1) o compromisso de ficar na legenda. “Não pode ter um candidato a presidente pensado em fazer um novo partido, para mudar de partido depois”, disse. 2) a assimilação da plataforma de Campos. “Ela tem que incorporar todas as propostas do Eduardo. Inclusive as questões de gestão.”
Numa palavra, Beto Albuquerque disse que Marina terá de fazer uma “releitura” do processo político-eleitoral, alterado pela morte de Campos. “A candidatura dela não pode se resumir à Marina de 2010. Estamos em 2014, diante de um fato absolutamente inusitado, uma tragédia. Assim como o Aécio e a Dilma vão ter que se adequar ao processo, ela também tem”, disse Beto. O deputado avalia que ascensão de Marina deve ser referendada no PSB por unanimidade. “Mas ela precisa abraçar o partido'', ponderou. Abaixo, a entrevista:
— Afinal, o PSB vai ou não efetivar Marina Silva como candidata à Presidência? A Marina foi consultada para saber se autorizava o partido a ouvir suas lideranças sobre a possibilidade de ela ser candidata. Aceitou a consulta. E a tendência é de que seja ela a candidata.
— A consulta pressupõe dúvida. Quem precisa ser ouvido? Governadores, deputados, senadores…
— Acha que o nome de Marina será aprovado? Ela é quem tem condições de levar adiante o legado do Eduardo. A Marina vai ter apenas que fazer uma releitura do processo eleitoral, que se alterou desde quarta-feira.
— Que releitura seria essa? O cenário político-eleitoral do Brasil mudou radicalmente. Ela, portanto, tem que mudar também.
— Em que ela precisaria mudar? Ela agora será candidata à Presidência. Não pode ter um candidato a presidente pensado em fazer um novo partido, para mudar de partido depois. Ela tem que abraçar o PSB. A rapaziada pode fazer a Rede. Mas ela agora é PSB, tem que abraçar o partido do Eduardo Campos.
— Abraçar o PSB significa que ela teria que permanecer na legenda? Exatamente, isso inclusive fortalece a candidatura dela.
— Esse ponto é uma pré-condição para que ela se torne a candidata? Não trataria como uma condição, mas como uma necessidade de fazer a releitura do processo, para ter a exata compreensão do momento.
— Alguém já disse isso para a Marina? Eu disse isso a ela. Não há problema em que a rapaziada faça a Rede. Mas ela tem que assumir compromissos com o partido, abraçar o PSB.
— Quando esteve com Marina? Estive com ela ontem à noite. Fui dar um abraço. E tratei dessas questões. Disse que a responsabilidade dela é grande.
— Como ela respondeu às ponderações? A Marina estava ainda muito impactada, meio chorosa. Ela tem um histórico de perda de pessoas à volta dela. E ela estava animada com o Eduardo. Perdeu o parceiro. Está de fato abalada. Então, não respondeu objetivamente às questões. Mas ainda vamos aprofundar a discussão com ela. Do ponto de vista institucional, formal, nós só vamos cuidar dos problemas depois de domingo. Mas a gente tem que conversar.
— Que outros pontos estão incluídos nessa discussão? Antes, era Eduardo e Marina. Agora, é Marina e Eduardo. Ela tem que incorporar todas as propostas do Eduardo. Inclusive as questões de gestão. Marina precisa se tornar mais ampla.
— Como definir o conceito de ‘mais amplo’? A Marina precisa incorporar o discurso do Eduardo. A candidatura dela não pode se resumir à Marina de 2010. Estamos em 2014, diante de um fato absolutamente inusitado, uma tragédia. Assim como o Aécio e a Dilma vão ter que se adequar ao processo, ela também tem. Não pode querer repetir as mesmas estratégias. Estávamos com o Eduardo para ganhar a eleição. E gostaríamos de ganhar a eleição com ela.
— Na conversa que teve com Marina, sentiu que ela tem disposição para fazer os gestos que o PSB espera? Eu acredito muito na capacidade da Marina de fazer a releitura do momento. Acredito, sim, que ela pode fazer os gestos.
— O PSB está dividido. Já se formou a maioria a favor de Marina? Sim, tranquilo. Creio que vai ser por unanimidade. Não vai ter tensão. Esse é um caminho natural. Mas ela precisa abraçar esse partido. Um partido que está ferido, que perdeu o seu líder. Eu defenderei com unhas e dentes o respeito ao legado do Eduardo.
— Quando será fechada a chapa? Na semana que vem tem que fechar. Já tem debate na Bandeirantes na quinta-feira, se não estou enganado [a emissora adiou o debate para o dia 26]. Faremos a nossa reunião na quarta-feira, para definir as coisas.
— Quarta-feria não é muito em cima da hora? Essa reunião será só para as formalidades. As definições terão de ser tomadas anteriormente. Quarta é só para abotoar. Daqui até lá a gente cai conversar bastante.
— Concorda com a tese de que o PSB deve indicar o vice de Marina? Claro, sem dúvida. E temos que ter ali alguém com uma profunda relação com o partido e 100% de compromisso com o discurso do Eduardo.
— Conversei com pessoas que disseram que o senhor pode ser o vice. É verdade? Não estou reivindicando, mas eu posso ser. Temos que honrar a trajetória de um cara que morreu em serviço, e a serviço de uma causa. Eu preciso honrar essa causa.
— Já existe uma definição quanto ao vice? Primeiro nós temos que resolver as questões relacionadas com a Marina. Depois veremos a questão do vice.
— Acha que Marina precisaria sinalizar respeito aos acordos que ela não avalizou, como as coligações do PSB com o PSDB em praças como São Paulo e Paraná? Esses são assuntos que já não podem ser revisados. Isso já está resolvido. Não podemos perder tempo com questões definidas. Nós só temos 50 dias pela frente, para apresentar uma agenda para o Brasil, honrar o legado do Eduardo e passar ao segundo turno. O resto está resolvido. Com concordância ou não, já está resolvido.
— Quando será a próxima reunião com Marina? Neste sábado, talvez. Estaremos em Recife. Há uma previsão de que os corpos [das sete vítimas do acidente aéreo] sejam liberados amanhã. Vamos todos para Recife, por volta de 14h.
— Diria que a candidatura de Marina está definida? No momento que ela dá o 'OK' para que haja a consulta, não tenho dúvida de que essa consulta no PSB será favorável a ela. Estou certo de que ela abraçará o partido.
DO JOSIASDESOUZA-UOL
REPORTAGEM-BOMBA DE 'VEJA' REVELA: PESQUISAS APONTAM QUE TUDO ESTÁ INDEFINIDO EM RELAÇÃO À ELEIÇÃO PRESIDENCIAL!
O fato em si, é claro, já é de amplo conhecimento público desde o momento em que fumegava o local da tragédia, em um terreno baldio entre um conjunto de prédios. A reportagem-bomba vai além do factual e preenche as lacunas do noticiário dos jornalões e redes de televisão.
O importante é que Veja revela nesta ampla reportagem que pesquisas apontam: tudo está indefinido em relação à eleição presidencial marcada para 5 de outubro deste ano de 2014. Além disso, a publicação também traz informações exclusivas sobre a tragédia, incluindo as investigações em andamento sobre as causas do acidente.
Marina Silva, até então integrando a chapa de Campos como candidata a vice-presidente, já sinalizou que aceita a condição de cabeça de chapa. Embora tenha afirmando que só declinará a sua opção depois que seja consumado o sepultamento de Eduardo Campos, marcado para este domingo no Recife, na verdade já deu o sinal verde.
Veja adianta que Marina já é a candidata. Aliás, as hostes do PSB e da tal Rede que Marina Silva lidera, fervem noite e dia a partir do momento em que Eduardo Campos jazia morto sob os escombros da aeronave. Já se comentou inclusive que uma parte do PSB estava louca para se jogar nos braços do Lula e da Dilma.
ORÁCULO DO ECOCHATISMO
Marina Silva é uma espécie de oráculo dos ecochatos brasileiros. Cultiva um viés autoritário que é comum aos partidos verdes que após o esfacelamento da ex-URSS e a reunificação da Alemanha, surgiram como a alternativa imediata do que sobrou do velho comunismo. O que pareceu ser uma festa da liberdade com milhares de pessoas sapateando em cima dos escombros do Muro de Berlim, na verdade foi um evento que marcou uma renovação do movimento comunista internacional.
Daquele momento em diante, os comunistas decidiram largar a guerra de guerrilha, os assaltos, os fuzilamentos de adversários, os golpes de Estado cruentos como se viu em Cuba há mais de meio século, cujo emblema era o 'paredón'.
Vestidos de verde os comunistas iniciaram um novo tipo de ataque à civilização ocidental. Decidiram conquistar corações e mentes por meio de uma meticulosa engenharia social. Nesta altura dos acontecimentos no final dos anos 80 e início dos 90 do século passado, o ambientalismo ecochato já estava pronto para ocupar o espaço deixado pelo velho comunismo capitaneado pela agora esfacelada ex-URSS. Esse desmantelamento, a rigor se deu apenas em termos territoriais, haja vista que a hegemonia da Rússia permaneceu intacta, como de resto todo o seu aparelho de espionagem, propaganda e repressão, representado pela polícia política denominada KGB, da qual Vladmir Putin, que dela fazia parte, foi o herdeiro imediato. E os fatos recentes ocorridos na Ucrania falam por si só comprovando a tétrica realidade que se vai tornando hegemônica em termos globais.
O EMBUSTE DA SUSTENTABILIDADE
Marina Silva é a representante dessa nova ordem ecochata. Tanto é que enquanto lhe foi útil, esteve vinculada diretamente ao PT, e vivia de beijos e abraços com Lula, de quem foi ministra. No momento oportuno se bandeou para o Partido Verde, usando-o para sua experiência como candidata presidencial. Mas isso foi apenas um ensaio. Tanto é que logo em seguida deu um pontapé nos seus antigos apoiadores e partiu para uma carreira solo, de acordo com o tamanho do seu ego e de sua personalidade autoritária que ultrapassa de longe os maiores autocratas da história moderna. Perto de Marina Silva, os dinossauros do velho Partidão em que se transformou em PPS, não passam de espantalhos vermelhos e desbotados.
O nível de fanatismo do ambientalismo ecochato que sucedeu o velho comunismo de Lenin, é algo por enquanto desconhecido pela maioria dos idiotas úteis que acreditam no turbilhão de bobagens sob a denominação de sustentabilidade. Se algo é sustentável nessa doutrina neo-comunista de cor verde diz respeito ao poder que, uma vez caindo na mão desses fanáticos será eterno, até que os humanos desapareceram da face da Terra, haja vista para o fato que os arautos do ecochatismo consideram como intrusos os seres humanos. É perfeitamente previsível que boa parte da humanidade que se torne indócil e reaja a essa loucura do ecochatismo seja simplesmente eliminada!
Esta é a realidade dos fatos. E a representante brasileira dessa nova ordem que avança para destruir a civilização ocidental e pisotear o seu valor mais caro que é a liberdade, sobretudo a liberdade individual, é justamente essa suposta deusa da floresta, Marina Silva, que agora tem à porta de seu confortável apartamento uma romaria de bobalhões ignorantes que já lhe rende subserviência.
Não é para menos que a reportagem-bomba de Veja, faz uma indagação pertinente: Marina agora é a candidata do PSB, e a dúvida é se seu brilho será efêmero ou vai durar até as urnas.
Se a campanha de Aécio Neves tiver o cuidado de ler com atenção e refletir sobre estas linhas que acabei de escrever de forma ligeira, já estará de bom tamanho, se é que me entendem.
A reportagem de Veja desta semana, como sempre, torna-se fundamental, já que tenta responder se estamos perante o brilho de um planeta gigante ou apenas vendo de boca aberta uma estrela cadente.
A eleição presidencial, de fato, está em aberto.
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014
A economistas, Jucá declara voto em Aécio e promete derrubar votação de Dilma no Norte
Ex-líder do governo e ex-ministro
de Lula, cacique do PMDB se diz aliado do PSDB em defesa da precarização
trabalhista e do corte em programas sociais, e afirma que política
'socialista' de Dilma, 'serve para o Cazaquistão'
Wilson Dias/ Abr
Aécio Neves e Romero Jucá (esq.): aliança contra Dilma, o PT, os direitos trabalhistas e as políticas sociais
"Nós tínhamos duas opções de voto: o Aécio e o Eduardo. Hoje perdemos uma. Então, na verdade, eu não quero forçar ninguém, mas eu vou falar o meu voto. Eu vou votar no Aécio porque eu, do que tem, é talvez o que tenha um pouco mais de condição de mudar essa linha de pensamento que eu acho que não combina com o Brasil", disse, referindo-se à "linha de pensamento" que direciona a política econômica do governo federal. "Quando você setorializa a pesquisa [eleitoral], o Aécio já passa a Dilma na região Sudeste em 8% e já passa a Dilma na região Sul em 6%. Onde a Dilma tá ganhando? Essa diferença de seis pontos está no Nordeste, no Centro-Oeste e no Norte. Tem que diminuir essa diferença. Se depender de mim, Roraima vai diminuir essa diferença", completou.
À plateia de economistas e empresários, Jucá reiterou diversas vezes os problemas da gestão "socialista" de Dilma. "Você tem que ganhar produtividade. Você tem que ganhar competitividade. E é nisso que o governo do PT falha, porque ao pender para a linha ideológica, o governo do PT quer taxar, limitar a taxa de retorno, tirando do jogo a produtividade do empresário. E quer aumentar direitos sociais que tiram a competitividade", afirmou. "Porque o discurso dela é socialista e a prática dela é socialista. Então, você tem um governo ideológico na forma de comandar a economia. E na ideologia, centralização, estabilização, não combina com o capitalismo. Não combina. Isso dá certo na Albânia, dá certo nos países do Cazaquistão, onde a visão é outra."
Jucá, que é relator no Senado do projeto de lei que pode mudar a definição legal de trabalho escravo, afirmou ainda que o modelo econômico da China, acusado por organizações internacionais de direitos humanos de promover o trabalho forçado em condições degradantes, é melhor que o "bem-estar social" promovido pelo PT, e atacou os direitos trabalhistas.
"Nós estamos discutindo aqui, no mercado internacional, a competitividade do produto brasileiro com o produto chinês, que não tem [contribuição ao] INSS, não tem licenciamento ambiental, não tem nenhum tipo de custo direto que não era pra ser. E nós estamos aqui discutindo se a gente vai baixar de 44 horas para 40 horas semanais a capacidade de trabalho do trabalhador brasileiro. Ou seja, nós estamos querendo imitar um modelo que não deu certo. Nós estamos querendo importar um modelo que é um modelo do bem-estar social, mas o bem-estar social tem que estar ligado ao bem-estar da produção, a capacidade efetiva de você dialogar com o mercado internacional e discutir", ponderou.
O lucro dos empresários sobre os direitos
do trabalhador não integra apenas o discurso de Jucá, mas sua prática no
Legislativo. O senador do PMDB é também relator da regulamentação dos
direitos garantidos às empregadas domésticas por meio da emenda à
Constituição 72, aprovada em 2013, mas promoveu mudanças no projeto que
impediriam a contribuição sindical para a categoria e criariam regras
distintas para o seguro-desemprego. Além disso, enquanto o projeto não é
votado, as trabalhadoras domésticas seguem sem base legal para
reivindicar folgas semanais, piso salarial e outros direitos.
Rancor
Jucá, que foi líder do governo de Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) no Senado de 2006 a 2010, seguiu na posição de
articulação política após a eleição de Dilma. Em 2012, porém, foi
substituído por Eduardo Braga (PMDB-AM) por não trabalhar pelas
prioridades apontadas pelo governo no Congresso. Desde então, jurou
vingança política contra a presidenta. Além da campanha pelo PSDB,
partido a que foi filiado até 2002, Jucá também reforça o discurso
oposicionista que apresenta os governos de Dilma e de Lula como
antagônicos, e não de continuidade, em uma manobra para tentar
enfraquecer o apoio do ex-presidente à reeleição da atual presidenta.
"Aí a gente tem que dividir um pouco
o governo da Dilma do governo do Lula. O presidente Lula era um
artista, vocacionado para a política e com um sentimento muito grande.
Ele não é economista, ele não tem nível superior, mas ele aprendeu na
vida, com sensibilidade, com experiência, ganhando e perdendo, e ele
fazia ou faz um discurso social, às vezes quase socialista, no discurso,
na divisão de renda, nos predicados que, de certa forma, buscam mais a
igualdade e a distribuição de renda, mas, na prática dele é uma prática
capitalista", pontuou, durante sua fala ao Corecon.
Jucá soma à sua dissidência pessoal o
sentimento antipetista que se fortaleceu em Roraima desde 2005, quando o
governo Lula contrariou a elite local com a demarcação das terras
indígenas de Raposa e Serra do Sol. Desde então, o PT encontra
dificuldades eleitorais no estado: em 2006 e 2010, Geraldo Alckmin e
José Serra (ambos do PSDB) tiveram votação acima de 50% no estado tanto
no primeiro quanto no segundo turno, embora Lula tenha vencido os dois
turnos das eleições de 2002. Segundo pesquisa ibope de agosto deste ano,
o quadro mudou em 2014: Dilma tem 46% das intenções de voto em Roraima,
contra 24% de Aécio Neves, que tem dificuldades para se estabelecer
como alternativa à presidenta fora das regiões Sul e Sudeste.
O tom de guerra fria é recorrente
entre as lideranças de perfil mais conservador do PMDB. No Maranhão,
onde Lobão Filho está mais de 40 pontos percentuais atrás de Flávio Dino
(PCdoB) na disputa para governador, o discurso também é ácido:
panfletos do candidato governista, apoiado por Roseana Sarney (PMDB),
dizem que a eleição "tem dois lados", e opõe imagens de Lobão Filho
beijando a mão do papa João Paulo II sobre fundo azul à silhueta de Dino
sobreposta pela foice e o martelo da bandeira da extinta União
Soviética, com fundo vermelho.
Verticalização
Os "rebeldes" regionais do PMDB
foram institucionalizados a partir de 2006, quando a Câmara dos
Deputados derrubou, por 343 votos contra 143, uma norma do Tribunal
Superior Eleitoral que obrigava os partidos a repetirem a aliança em
torno do candidato a presidente nas coligações para disputa a
governador, a chamada verticalização das alianças. De um lado, caciques
regionais defendiam o direito de oficializar acordos locais que não
necessariamente estivessem em sintonia com os objetivos programáticos
nacionais de uma aliança política; de outro, estavam deputados
favoráveis ao fortalecimento dos partidos e dos projetos políticos na
composição das alianças.
Naquela época, o apoio do PMDB à
mudança de regra já tinha a ver com discordâncias com o PT: às vésperas
da eleição de 2006, a primeira com os partidos unidos, uma parcela
considerável da legenda não queria pedir votos para Lula. A regra só
valeu para aquela eleição por decisão do STF, que foi provocado a
decidir se a mudança, aprovada em janeiro do ano eleitoral, poderia
valer para o mesmo ano.
No dia da palestra de Jucá, Aécio fazia
campanha no Rio Grande do Norte ao lado de outro peemedebista, Henrique
Eduardo Alves, eleito presidente da Câmara dos Deputados em acordo com o
PT – desde que se coligaram, PT e PMDB revezam, a cada dois anos, as
presidências da Câmara dos Deputados, do Senado e do Congresso. No Rio
de Janeiro, a esquizofrenia das alianças eleitorais deste ano é mais
gritante: lá, o PT tem candidatura própria, mas, pelo acordo que manteve
Michel Temer (PMDB) como seu candidato a vice-presidente, Dilma também
tem de apoiar o candidato a governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).
Pezão, por sua vez, tem materiais de campanha “mistos”, em que aparece
como candidato de Dilma e também de Aécio.
No total, coligações apoiadas oficial ou
extraoficialmente pelo PMDB vão enfrentar chapas integradas ou apoiadas
pelo PT em 17 estados. Em outros dez estados, repetirão a aliança
nacional, embora o PMDB seja cabeça de chapa em sete delas. O racha com o
PT colocou o PSDB na mesma chapa dos peemedebistas em pelo menos quatro
estados: Acre, Bahia, Ceará e Espírito Santo.
DA RBA-REDEBRASILATUAL
AO BONNER
William Bonner,
Você reclama dos telespectadores, que no seu direito democrático criticaram de forma negativa a condução que você e o jornalismo da TV Globo tiveram diante da entrevista com o candidato a presidência Aécio Neves. Quer dizer que você só merece críticas positivas? Qualquer divergência de opiniões você taxa de "intolerância política"?
O povo brasileiro está cansado e careca de saber que a Rede Globo recebe bilhões de subsídios do governo federal e se cala há anos, perante escândalos gigantescos de corrupção, transformando os mesmo em meras notícias discretas e comuns.
O povo brasileiro sabe que a Rede Globo, e você faz parte, poupou o ex-presidente Lula no caso do mensalão. O povo não viu destaque da Globo no caso de Pasadena, pelo contrário, nos dias altos escândalo vocês noticiaram com ênfase o caso do metrô de São Paulo. Eu não vi notícias sobre o envio de bilhões de reais para Cuba. Que dia o Jornal Nacional mostrou a situação dos portos brasileiros comparados com o porto que o governo do PT financiou em Cuba?
E você vem falar em intolerância política. Me poupe de tanta cinismo.
Sua insistente pergunta se Aécio irá aumentar taxas foi ridículo, sendo que todo mundo sabe que a Dilma, o Lula e o PT quebraram a Petrobrás, e que após as eleições a gasolina irá subir, e consequentemente poderemos ter sérios problemas com a inflação. Qualquer uma que pegar esse abacaxi que o PT criou, vai ter que aumentar taxas, não por culpa de quem assumir, mas por culpa dessa quadrilha criminosa que associada a cumplicidade da Rede Globo, vêm governando o Brasil muito mal nesses 12 anos.rodrigo nogueira
DO GRAÇANOPAISDASMARAVILHAS
RECIFE AMANHECE FALANDO EM 'ATENTADO' CONTRA CAMPOS, AFIRMA JORNAL.
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Eduardo
Campos, morto no mesmo dia que o avô, o também ex-governador de
Pernambuco Miguel Arraes, já virou lenda no Recife, capital de
Pernambuco, cidade onde nasceu e construiu sua vida política. Nas ruas,
não se fala em outro assunto. E pouco importa o que dizem os jornais.
Para a maioria dos pernambucanos, simpatizantes ou não de Eduardo
Campos, a morte não foi acidente, mas atentado.
"Ele
sabia que corria esse risco. A família sabia. Tanto que nunca viajava no
mesmo avião que o primogênito, João. Assim como ele também evitava
viajar no mesmo avião que o avô Arraes. Político que pensa no povo não
pode durar muito porque os poderosos não deixam", insinuou Múcio
Santana, garçom num restaurante de Boa Viagem, bairro nobre do Recife.
Querido
pelos amigos e respeitado pelos adversários, que retiraram a campanha
das ruas após o anúncio da morte do ex-governador, Eduardo Campos, para
os pernambucanos, fez como o ex-presidente Getúlio Vargas, deixou a vida
para entrar para a história.
"Não
tem um pernambucano que não desconfie dessa morte. O avião virou uma
bola de fogo em pleno ar. Como assim? Era um dos aviões mais modernos do
mundo. Tem treta nisso daí, pode crer que tem", apostou Marivaldo
Gomes, jornaleiro.
A
família de Eduardo Campos ainda não levantou a hipótese de atentado.
Ainda muito abalados com a tragédia, segundo amigos, todos creem que
tenha sido mesmo uma fatalidade.
O
coordenador da campanha de Eduardo Campos no Rio de Janeiro, Rubens
Bomtempo, prefeito de Petrópolis, também não acredita que o amigo e
companheiro de partido tenha sido vítima de nenhum atentado.
"Prefiro
nem acreditar numa coisa dessas. Acho que não dá para descartar nada
nesse mundo, mas acho que não foi isso. É natural que os pernambucanos
tenham esta impressão, já que Eduardo era um grande líder e virou uma
espécie de herói regional. Mas prefiro crer que não", disse Bomtempo,
ainda abalado com a tragédia. Leia MAIS
DO ALUÍZIOAMORIM
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