terça-feira, 17 de junho de 2014

O c.. de Dilma no centro do debate Quem tem c.. tem medo? De quê


Dilma se ofende com a manifestação popular, mas o povo está apenas exercendo o direito à reciprocidade. Pensavam que iam ficar pondo no c.. do povo, durante 12 anos impunemente? Se estivéssemos no Itaquerão não teríamos engrossado o coro, de “Dilma vai tomar no cu”: se aumentarmos a grossura da manifestação, deixaria de ser um protesto, para ser um estrupo.
Foto: Reuters
Dilma Rousseff fez essa cara enquanto o Itaquerão a mandava “tomar no c..” Pela expressão, parece que o secretario geral da ONU, Ban Ki-moon, sabia o que o povo estava dizendo.
A presidente Dilma Rousseff foi para a Abertura da Copa pronta para levar uma vaia. Já tinha até a desculpa pronta: as vaias não eram dirigidas a ela, eram para a FIFA, ou para o presidente da Joseph Blatter. Sabendo da artimanha, o público presente ao Itaquerão, no jogo de abertura da Copa, transmitido via satélite, para todo o planeta, resolveu assim, nominar e particularizar o protesto. O 'Ei, Dilma, vai tomar no c...' não deixou dúvidas a quem estavam hostilizando e aonde queriam atingir.
Eduardo Campos, em poucas palavras traduziu o significado do “Dilma vai tomar no cu”, para ele a presidenta esta colhendo o que plantou.
“Na vida a gente colhe o que a gente planta", disse o pernambucano.
Seria o direito a reciprocidade, a resposta a tantas agressões sofridas no “anus populus" (cu do povo, em latim vulgar) desferida pela governante, seu partido, o PT, e por seu antecessor, o presidente Lula. Na mesma linha do latim vulgar, podíamos dizer “pimentorium no anus outrem refrescus est”.
É verdade que o PT está tentando capitalizar a manifestação em seu benefício. Alegam que quem vaiou Dilma foi à elite branca intransigente. Confessam então que gastaram 30 bilhões no evento Copa do Mundo, onde nem negros, nem pobres tem acesso?
Verdade que a elite branca está insatisfeita com Dilma, mas é verdade também que nos últimos meses, a presidenta vem sendo vaiada em diversas ocasiões, por diferentes públicos, e em variados eventos. Por onde a Dilma vai a vaia vai atrás, sacramentou o Blog do Coronel.
Nos últimos meses a presidenta foi vaiada até numa inauguração de conjunto habitacional do “Minha Casa, minha vida”, em Tocantins. Era a manifestação dos mulatos desprovidos de dinheiro, insatisfeitos com a qualidade da construções do programa.
Por sinal, o “Dilma vai tomar no cu”, está se alastrando e evoluindo de forma autônoma. Estão até dispensando a presença da presidenta Dilma: neste sábado durante o jogo entre Colômbia e Grécia, no Mineirão, a elite endinheirada mineira, repetiu a mensagem da torcida paulista na abertura da Copa e foi sugerida mais uma vez, que a presidente fosse “tomar no cu”.
Quando Lula foi vaiado no Maracanã, por seis vezes seguidas durante a abertura no Pan Americano, em 2007, o PT disse, ora que o prefeito César Maia, teria organizado uma claque de 30 mil pessoas para vaiar o presidente, ora que vaiara o petista teria sido os argentinos, presentes em grande número ao evento.
Desta vez não puderam alegar que foram os croatas que mandaram Dilma tomar no cu, até porque em croata, segundo a Google translation, vai tomar no cu é odjebi. Alguém viu algum croata gritando “Dilma odjebi” ?
No mais, acreditamos que a democracia brasileira, diante do ocorrido, alcança um patamar dos mais elevados. Em que lugar do mundo se pode discutir em público, essa área tão sensível da presidenta da republica. Imagina-se que o cu, tanto da presidenta, quanto dos demais candidatos, estarão no centro do debate politico, dos próximos meses, e presente estarão nos eventos, nos comícios e reuniões partidárias, até porque eles não poderão deixá-los em casa.
Dilma está se postando de vítima, e o “educado” Lula, seu fiel escudeiro, lamenta o palavrão dirigido a companheira.
Bobagem presidenta, o povo está apenas sugerindo, não é obrigatório, como os seus decretos escatológicos, a senhora vai se quiser.
Por outro lado não podemos esquecer a celebre citação filosófica da cantora Sandy, a revista Playboy: “Tomar no cu pode ser até prazeroso” . Ou então como diria a companheira Marta Suplicy:“relaxe e goze!” 
DO THE PASSIRA NEWS

DESESPERO, ÓDIO E BAIXARIA: LULA REVELA DE FORMA NUA E CRUA A ESTATURA MORAL E ÉTICA DO PT!

Segue o texto do excelente editorial do jornal O Estado de S. Paulo desta terça-feira. O título original do editorial e 'Desespero, ódio e baixaria'. Leiam:
No desespero diante da sólida evidência de que a incompetência de Dilma Rousseff está colocando seriamente em risco o projeto de poder do PT, Luiz Inácio Lula da Silva apela para seu recurso retórico predileto: fazer­se de vítima, acusar "eles" ­ seus adversários políticos ­ daquilo que o PT pratica, transformando­os em inimigos do povo e sobre eles jogando a responsabilidade por tudo de ruim e de errado que acontece no País. Lula decidiu de vez "partir para cima" e deixou claro que até outubro estará se atolando no ambiente em que se sente mais confortável: a baixaria.
Uma das mais admiráveis figuras do século 20, Nelson Mandela, reconciliou a África do Sul ­ que saía do abominável regime do apartheid ­ consigo mesma promovendo pacificamente o entendimento entre a minoria branca opressora e a ampla maioria negra oprimida. Lula continua fazendo exatamente o contrário: dividiu os brasileiros entre "nós" e "eles", arrogando­se a tutela sobre os desvalidos, que tem procurado seduzir, transformando­os não em cidadãos, mas em consumidores. Um truque que, como se vê hoje nas ruas, está saindo pela culatra.
Pois é exatamente o homem que subiu na vida com um punhal entre os dentes, disseminando a divisão em vez da consciência da cidadania como arma de luta contra as injustiças sociais, que agora, acuado pelo desmascaramento da enorme farsa que tem protagonizado, tem a desfaçatez de prognosticar que "a esperança vai vencer o ódio".
Apesar de alegadamente motivada pela declaração de Aécio Neves, na convenção do PSDB que lançou oficialmente sua candidatura à Presidência da República, de que "um tsunami" vai varrer o PT do poder, foram dois os sinais de alerta que levaram Lula a abrir a caixa de ferramentas: nova queda de sua pupila Dilma nas pesquisas e as vaias e agressões verbais em coro de que ela foi vítima na quinta­ feira durante o jogo de estreia do Brasil na Copa do Mundo.
Quanto às pesquisas, não há muito mais a dizer do que aquilo que elas revelam: uma tendência constante de queda do prestígio e das intenções de voto na candidata do lulopetismo à reeleição. A debandada dos membros mais "pragmáticos" da "base aliada" reforça essa evidência.
As vaias e xingamentos no Itaquerão, por sua vez, refletem o que têm afirmado, abertamente, muitos líderes oposicionistas e, intramuros, lideranças do próprio PT: Dilma e, mais do que ela, o lulopetismo estão colhendo o que semearam. Nem por isso manifestações como aquelas podem ser endossadas. A grosseria não é coisa de gente civilizada. Um chefe de Estado merece respeito, no mínimo, pelo que representa.

DO GRAÇANOPAISDASMARAVILHAS

segunda-feira, 16 de junho de 2014

GENTE DO BEM VEJA ESTE VÍDEO DO ALEXANDRE GARCIA











Inglês não suporta calor de Manaus e fica peladão na arquibancada; veja foto

Não foram só os jogadores de Inglaterra e Itália que sofreram com o forte calor feito durante o jogo na Arena Amazônia, em Manaus. Sem preocupação alguma, um torcedor inglês ficou simplesmente nu nas arquibancadas. Na hora do jogo, que encerrou a primeira rodada do Grupo D (Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália), a temperatura variou entre 27º e 31º graus, além da alta umidade relativa do ar, que faz a sensação térmica subir ainda mais.
Após a partida, que terminou com a vitória da Itália por 2 a 1, gols do meio-campista Marchisio, da Juventus (ITA), e do atacante Ballotelli, do Milan (ITA), o capitão da seleção italiana, Pirlo, falou sobre o calor excessivo
– O clima é infernal. Calor demais para jogar futebol. Fizemos um grande jogo, apesar do calor tremendo. Esta foi uma vitória importante para a moral – afirmou em entrevista para o canal SporTV.
As duas seleções voltam a jogar no Mundial na próxima semana. No dia 19, o English Team irá enfrentar o Uruguai, que foi derrotado pela Costa Rica por 3 a 1 no último sábado. Um dia depois, os italianos encaram os costarriquenhos, que lideram o Grupo D devido aos critérios de desempate.
torcedor pelado manaus inglaterra.jpg
Fonte: Com informações do LanceNet
DO 180GRAUS

Dois jornalistas, Estadão e Folha, registram em livro os palavrões, insultos e imoralidades de Lula

No seu blog do portal www.veja.com.br, o jornalista Augusto Nunes, conhecido dos gaúchos desde a época em que dirigiu a redação do jornal Zero Hora, reconta quatro momentos de Lula quando presidente. Eles provam que um grosseirão sem cura agora se fantasia de doutor honoris causa em boas maneiras.
. Leia tudo:
Aconselhado pelo medo de vaia a manter distância do estádio bilionário que concebeu em parceria com a Odebrecht, Lula acompanhou pela TV a goleada sonora imposta a Dilma Rousseff, durante o jogo contra a Croácia, por milhares de brasileiros que cantaram o Hino Nacional a capela e festejaram a vitória da Seleção. O padrinho só entrou em combate quando a afilhada já batera em retirada.
. “Eu vi uma parte da manifestação contra a presidenta Dilma e eu fiquei pensando que não é nem dinheiro nem escola nem títulos de doutor que dão educação", disse Lula, sem olhar para seu próprio retrovisor.

CLIQUE AQUI para saber tudo sobre as grosserias, palavrões e imoralidades praticadas por Lula, conforme registro no livro "Viagens com o presidente".
DO POLIBIO BRAGA

Na falta dos bandidos presos, Lula assume o papel de chefão.

 
O vídeo não é novo. E da campanha de 2002. Mostra claramente quem mandava em quem. Nos primeiros segundos, antes da manifestação do corrupto José Dirceu, atualmente preso na Papuda, cumprindo pena pelo Mensalão, observem que Lula sai apressadamente da cena, quando vê a chegada da equipe de filmagem. Não quer aparecer. José Dirceu questiona Duda Mendonça, o marqueteiro do "Lulinha Paz e Amor" e da "Esperança vai Vencer o Medo" que Lula acaba de revisitar. Gilberto Carvalho, a mão escondida de Lula que trai diariamente a democracia e o estado de direito, tenta explicar para José Dirceu que aquele material é sigiloso. Aí José Dirceu mostra a faceta daquela sofisticada organização criminosa ali reunida. E diz que tem coisas do "arco da velha" sobre adversários. Queixa-se, em seguida, da fita vazada onde Lula chama os homens de Pelotas, Rio Grande do Sul, de "veados". É um vídeo auto-biográfico do PT, sem dúvida alguma. Ali estão os seus mais nojentos e sujos representantes. Inclusive Guido Mantega, o petista que está acumulando desastres na condução da economia.
José Dirceu está preso. Gilberto Carvalho não tem mais a mínima repercussão, tendo em vista os sucessivos golpes que armou, ao longo dos anos, contra a democracia, além do seu conhecido envolvimento no episódio Celso Daniel. Antônio Palocci caiu por corrupção. José Eduardo Dutra adoeceu e saiu da política. Luiz Gushiken morreu. Outros que sobraram foram levados para o Instituto Lula, onde operam lobbies e achaques generalizados em busca de palestras milionárias e comissões por serviços de aproximação entre ditaduras corruptas e empresários não menos. Está aí o sigiloso Porto de Mariel, em Cuba, que surrupiou dos cofres públicos mais de R$ 2 bilhões, via BNDES. Um empréstimo que Fernando Pimentel, candidato ao governo de Minas, ainda ministro, botou sob segredo pelos próximos 30 anos. Uma caixa preta inexplicável, que supõe um verdadeiro roubo contra o Tesouro Nacional. 
Neste momento de crise, quando Dilma despenca nas pesquisas e o PT caminha para a derrota eleitoral, a quem recorrer para o embate contra a Oposição? Ao aloprado Mercadante, que ontem concedeu uma entrevista imbecil usando instalações oficiais, cometendo um possível crime eleitoral? Ao pífio Rui Falcão, que não dá conta de livrar o PT das ligações com o PCC e com a Operação Lava-Jato, no papel de faxineiro que agora afasta os companheiros em troca sabe-se lá de que favores, para que não conspurquem ainda mais a imagem de corrupção grudada na estrela do seu partido? Quem mais? A senadorinha paranaense que bloqueia dinheiro para os flagelados do Paraná, em busca de dividendos políticos? O ministro Paulo Bernardo, que comanda os Correios enlameados pela roubalheira no seu fundo de pensão? Não há mais quadros no PT. 
Então resta ele, Lula, finalmente no papel de chefão. Sem poder fugir das câmeras. Sem poder usar laranjas. Sem o auxílio de testas-de-ferro. Lula, desde a última sexta-feira, um dia após a patriótica vaia dada à Dilma, que sintetizou tudo o que está escrito em todas as pesquisas de opinião, botou a cara para fora com o seu conhecido discurso do ódio, do "nos contra eles", dos pobres contra os ricos, dos brancos contra os negros, revivendo aquele ser bruto e vociferante que mandava presidentes tomarem no cu, que chamava políticos, hoje seus aliados, de ladrões, que, como assassino de reputações, construiu as maiores mentiras que a história só agora está conseguindo desmanchar.
No entanto, os tempos são outros. Passaram-se 12 anos de jugo do PT e o país está novamente ameaçado pela inflação, pelo desemprego, pela estagnação econômica. O povo está sentindo a verdade na carne e não serão palavras velhas, carregadas de ódio e medo, que mudarão esta descrença no governo petista. Lula e Dilma não têm nada a oferecer ao país, a não ser palavras raivosas, mentirosas e descabidas, que ofendem a inteligência dos brasileiros. Resta a Lula e Dilma o esperneio verbal. O destempero. Não vai funcionar. O discurso do ódio contra o PT é um tiro no pé. Não há quem não odeie os corruptos mensaleiros, os corruptos da Copa, os corruptos da Petrobras, os corruptos do Porto de Mariel, os corruptos da Operação Lava-Jato, os corruptos da Rose, os milhares de corruptos que, à sombra deste partido enlameado pelas mais variadas denúncias, se aboletaram no estado brasileiro. Fala mais, Lula. Fala mais, Dilma. A resposta do país será o voto na urna e a derrota desta sofisticada organização criminosa.
DO CELEAKS

lula ataca manifestantes da abertura da copa e joãozão revida


domingo, 15 de junho de 2014

Vídeo de Lula Xingando um Garoto de “Porra” !!


Jornalista do SBT diz que vaias a Dilma são um ato de civismo: 'a cada vaia, a liberdade respira'; assista


A cretinice de Lula

Vamos falar de cretinice?
Por Rodrigo Constantino
O ex-presidente Lula é mesmo uma das pessoas mais cretinas deste país. Uso o termo aqui em seu sentido patológico: Lula tem uma compulsão pela mentira, pelo desrespeito à inteligência alheia, aos fatos, à coerência. O uso que ele fez do episódio do xingamento na abertura da Copa é algo da ordem do absurdo, mesmo já se esperando o pior vindo dele. É uma afronta a todos os brasileiros que têm Q.I. acima de 50 e conseguem somar 2 com 2.
Apelar para a vitimização é o que o PT sempre soube fazer. Mas Lula passa sempre de qualquer limite. Ele disse que as vaias foram “a maior vergonha que o país já viveu”. Aproveitando-se de forma extremamente oportunista da coisa, deu uma rosa branca à Dilma, mulher mais poderosa do país transformada imediatamente em símbolo do “sexo frágil” contra o machista. Foi um ato contra a “cretinice” dos torcedores do estádio. Para não deixar por menos, a presidente Dilma respondeu, “emocionada”:
Agradeço essa rosa e agradeço às mulheres do PT de Pernambuco. Hoje é um dia emocionante. Acho que esse gesto do presidente Lula e da Tereza Leitão [presidente do PT em Pernambuco] são simbólicos do que nós somos. Somos guerreiros. Temos essa tradição de militância guerreira. Temos valores, respeitamos a dignidade.
Guerreiros, sim. Lutam pelo comunismo há décadas. Valores? Respeito à dignidade? Nem aqui, muito menos em Cuba! Que valores o PT defende? Aqueles representados na figura de Paulo Maluf? Ou seria Sarney? O PT que defende criminosos presos na Papuda, julgados pelo STF cujos ministros o próprio PT apontou? São esses valores?
A dignidade do mensalão, que tentou comprar o Congresso todo? Ou seria a dignidade dos infindáveis escândalos de corrupção? O PT que destruiu a Petrobras, que a transformou em um duto de dólares ilegais para a Suíça, esse mesmo partido vem falar agora em valores e dignidade? Que tipo de idiota cai nessa?
Lula e Dilma esperam que seja o idiota totalmente alienado, pois é para ele o recado dos dois: tudo isso não passou de ingratidão da elite sem educação! Os ricos, brancos e de olhos azuis: são esses os responsáveis pela “maior vergonha do país”. Para Lula, quem quer ir de metrô até o estádio é “babaca” e quem vaia a presidente é “cretino”. Vejam o que disse Lula, após concluir que o público da vaia era formado por “gente bonita e que sempre comeu”:
Você viu que não tinha ninguém com a cara de pobre, a não ser você, Dilma. Não tinha nenhum pelo menos moreninho. Era a parte bonita da sociedade, que comeu a vida inteira e chegou ao estádio para mostrar que educação a gente aprende em casa, vem de berço. Eu duvido que um trabalhador desse país, que uma mulher ou que um homem tivesse coragem de falar 1% dos palavrões que eles destilaram, de uma cretinice fomentada por uma parte da imprensa brasileira.
Dilma tem cara de pobre? Pode ter cara de poste, de intragável, de arrogante, mas de pobre? Com aqueles cabelos que gastam milhares de reais todo mês para ficar daquele jeito? Não tinha ninguém “moreninho”? Isso não seria… racismo de Lula? Aliás: se o PT diz agora que só tinha elite ali, então ele assume que gastou bilhões do povo trabalhador para realizar um evento para as elites apenas? Isso é uma confissão?
Sim, educação vem de berço, e Lula claramente não teve uma decente. Lula duvida que um trabalhador tivesse coragem de falar 1% dos palavrões ditos ali? Há quanto tempo ele não convive mais com trabalhadores de verdade? Que figura é essa abstrata do “trabalhador” que o oportunista criou só para segregar ainda mais o povo brasileiro entre “trabalhadores” e “elite”? Conheço gente da elite, funcionários públicos e artistas ou empresários, que se venderam para o PT e defendem toda essa indecência de governo; e conheço gente pobre, humilde, trabalhadora, que abomina o PT. Como fica?
Eu vou dizer qual é a maior vergonha que o país já viveu: ter Lula como presidente! Ter Dilma como presidente! Ter o PT no poder há 12 anos destruindo esse país! Ter tido o mensalão, Dirceu no ministério, petistas atacando o presidente do STF, inclusive com base em sua “raça”, só para defender criminosos. A volta da inflação elevada. O aparelhamento da máquina estatal por militantes vagabundos. Os escândalos de corrupção que nem a imprensa dá conta de acompanhar. Isso dá vergonha! O PT é uma vergonha para aqueles seres pensantes deste país!
Outra coisa que talvez seja a maior vergonha que esse país já viveu é justamente a tentativa de uso político do futebol, algo que o PT faz como ninguém, colocando no chinelo até os militares. Dilma usou uma prerrogativa de estado para fazer campanha eleitoral e se apropriar da paixão do brasileiro pelo esporte. Isso é indecente, muito mais do que alguns xingamentos no estádio. Mas Lula culpa os bodes expiatórios de sempre: as “elites” e a imprensa. Canalhice pura.
Merval Pereira, em sua coluna de hoje no GLOBO, comentou sobre as vaias:
Não havia apenas membros das elites brasileiras no estádio, não foram apenas as alas VIPs que xingaram a presidente, e não é nada desprezível o significado político do que aconteceu naquela tarde em São Paulo. A presidente Dilma tem um problema sério pela frente, pois é evidente a má vontade dos paulistas com seu governo e com o PT, provavelmente turbinado pela gestão medíocre do prefeito Fernando Haddad na capital paulista.
[...]
Dias antes, a presidente Dilma havia se aproveitado de seu cargo para, em cadeia nacional de rádio e televisão, num abuso de poder, defender-se das críticas a seu governo, sem que houvesse possibilidade de contestação. A conta chegou no jogo de estreia do Brasil, quando a multidão presente ao estádio soube distinguir perfeitamente o que é nacionalismo real daquele patriotismo forçado pelos políticos que fez o escritor e pensador inglês do século XVIII Samuel Johnson dizer que “o patriotismo é o último refúgio dos canalhas”.
A presidente Dilma havia mandado que sua imagem não aparecesse no telão do estádio, para não ficar exposta à ira dos torcedores. Mas, num gesto demagógico, colocaram-na no telão ao comemorar o gol de empate do Brasil, ao lado do vice Michel Temer. Foram impiedosamente vaiados.
O torcedor presente ao Itaquerão aplaudiu a bandeira do Brasil sempre que ela surgiu em campo, fosse na cerimônia de abertura ou na entrada dos times, cantou o Hino Nacional à capela num emocionante e espontâneo rasgo de patriotismo, e entoou cânticos populares exaltando o fato de ser brasileiro.
[...]
Essa exacerbação dos sentidos não ajuda a democracia, mas é preciso salientar que esse clima de guerra permanente foi instalado pelo PT, que não sabe fazer política sem radicalização e que precisa de um inimigo para combater. A prática do “nós contra eles” acaba levando a radicalizações como a de quinta-feira. A vaia é um problema da presidente Dilma e do PT.
Quem tem boca vai a Roma. E quem tem cérebro vaia o PT. Tentar tratar a vaia como uma implicância de uma elite sem educação e ingrata é algo tão absurdo, que só mesmo o PT ousaria fazer. Quando o assunto é cretinice, o partido é simplesmente imbatível, e Lula lidera a horda dos cretinos. Essa gente faz muito mal ao Brasil. Até quando?
PS: O que Lula tem a dizer sobre essa cretinice dos militantes petistas, incitados por José Dirceu, que atacaram não verbalmente, mas fisicamente um Mário Covas com câncer?
 
 
DO RODRIGO CONSTANTINO

sábado, 14 de junho de 2014

POST DO LEITOR: Por que Aécio pode (e vai) vencer as eleições de 2014


Aécio quando eleito presidente do PSDB, em maio de 2013: mais uma análise minuciosa mostra que as chances de o senador ser eleito não só existem, mas são grandes (Foto: O Globo)
Aécio Neves aclamado depois de eleito presidente do PSDB, em maio de 2013: mais uma análise minuciosa mostra que as chances de o senador ser eleito não só existem, mas são grandes (Foto: O Globo)
PORQUE AÉCIO PODE (E VAI) VENCER AS ELEIÇÕES DE 2014
Por Ricardo Noda, engenheiro e empresário
POST DO LEITORAté pouco tempo, a maioria dos brasileiros interessados em política dava como certa a reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014, discutindo apenas se ela viria em primeiro ou segundo turno.
Após as pesquisas mais recentes, já se admite a hipótese de haver segundo turno nas eleições deste ano, mas julga-se remotíssima a hipótese de derrota de Dilma. Discordo frontalmente desta opinião e afirmo que, ao contrário, hoje a maior probabilidade de vitória já é do candidato de oposição, senador Aécio Neves.
Baseio minha visão, em cinco hipóteses fundamentais:
1. As pesquisas eleitorais no Brasil, com mais de seis meses de antecedência, tem pouco ou nenhum valor como previsoras do resultado das eleições. Essa hipótese é particularmente aplicável num ano onde há uma Copa do Mundo acontecendo em nosso território. O eleitor brasileiro, simplesmente, ainda não parou para refletir sobre o assunto.
2. A hipótese de não haver segundo turno sempre foi muito remota, sendo prova disso o fato de que nem mesmo Lula, no auge de sua fama e popularidade obteve a façanha. Ao contrário, o notável é FHC ter conseguido, por duas vezes, a vitória em primeiro turno, num quadro político partidário tão fragmentado quanto o brasileiro.
Ajudou-o a enorme rejeição a Lula e ao PT prevalente à época (lembremo-nos de que foi necessária uma Carta Ao Povo Brasileiro em 2002, onde Lula prometia não fazer nada do que o PT pregava, para viabilizar sua vitória) e o fato de FHC ter sido beneficiário de um enorme quantum de “enriquecimento” da população, em especial das classes de renda mais baixa, oriundo da queda brusca da inflação proporcionada pelo Plano Real.
3. O início do horário de propaganda eleitoral gratuita em 19 de agosto próximo, a despeito de oferecer à candidata Dilma praticamente o triplo do tempo de exposição que a Aécio (aproximadamente 12 x 4 minutos), será suficiente para eliminar o relativo desconhecimento de uma grande parte do eleitorado em relação ao ex-governador de Minas Gerais.
A igualdade de tempo no horário eleitoral, no segundo turno, permitirá que o eleitor que hoje quer mudança conheça e faça a comparação entre as alternativas;
4. Os apoios regionais e estaduais, em particular as eleições para governador, têm influência muito maior sobre a eleição presidencial do que em geral lhes é atribuída por analistas políticos, para quem o tempo de televisão no horário gratuito de propaganda eleitoral é capaz de dissociar completamente o voto para governador do voto para presidente da República.
Sem negar esta relativa independência, apenas assumo que ela seja realmente relativa e não absoluta.
5. Se, por um lado, as pesquisas eleitorais tem pouco significado a seis meses das eleições, a história (em especial a mais recente) tem enorme significado e influência, e não deve ser subestimada.
Assim, defendo a ideia de que o estudo das eleições de 2010, aliado à análise das mudanças em cenários políticos (em especial as disputas regionais ou estaduais), numa visão mais estratégica do que tática, pode ser uma ferramenta melhor e mais segura para antecipar os resultados da próxima eleição do que a leitura de pesquisas eleitorais feitas com grande antecedência.
7 premissas para a vitória de Aécio – O quadro abaixo enumera as 7 premissas que adoto para concluir pela plausibilidade do título deste artigo. Em seguida passo a analisá-las individualmente.
(Cliquem na imagem para ver a tabela em tamanho maior)
(CLIQUEM NA TABELA PARA VÊ-LA EM TAMANHO MAIOR)
Premissas 1, 2 e 3 – A primeira premissa (o crescimento do número de eleitores de 135 para 147 milhões) acaba de tornar-se fato, pois o TSE já anunciou oficialmente, o número de brasileiros habilitados a votar nas eleições de outubro próximo. As premissas 2 e 3 seguintes são de fácil compreensão e aceitação, uma vez que descrevem tendências demográficas e comportamentais históricas sem que se conheça qualquer razão ou fator que justifique apostar em alteração de trajetória.
Premissa 4 – Dilma terá retração média de 3 pontos percentuais (em relação aos resultados de 2010) em 21 dos 27 colégios eleitorais do Brasil.
Esta é, de fato, uma premissa bastante especulativa e questionável. Por outro lado, creio que ganha peso e credibilidade, se confrontada com as hipóteses alternativas. Considere os dois cenários possíveis para o segundo turno:
a) Dilma manterá ou aumentará sua vantagem sobre o candidato de oposição, em relação à sua significativa vitória em 2010;
b) Dilma reduzirá sua vantagem sobre o candidato de oposição em relação à sua significativa vitória em 2010;
Acredito ser bem mais razoável aceitar a hipótese “b” que o a hipótese “a”, em vista de circunstâncias facilmente observáveis e suas implicações para o pleito de outubro próximo:
— A eleição de 2010 ocorreu em ambiente onde prevaleceu ampla e rara conjugação de fatores a favor da candidata da situação (Dilma): inflação relativamente baixa, crescimento do PIB alto, ampliação da oferta de empregos, investimentos estrangeiros em alta, promoção do Brasil ao nível de investimento na classificação das agências internacionais de avaliação de risco, o Brasil celebrado internacionalmente como o país da inclusão social, sede da próxima Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, presidente Lula considerado “o cara”, palanques estaduais/regionais fortes e unidos (lembrar a coligação PT/PMDB/PSB/PP/PDT e nanicos…), apoio político unânime das centrais sindicais, perspectiva de eleger uma super-gerente, então desconhecida, mas avalizada por Lula, clima geral de continuidade disseminado entre a população e não menos importante: uma candidatura oposicionista que já entrou enfraquecida na disputa e com sérias contradições e fraturas internas em suas bases de apoio.
— Assim, pode-se argumentar que a votação obtida por Dilma em 2010 representou o resultado combinado de força e apoios máximos à candidatura situacionista aliado à fraqueza máxima (ou ao menos muito grande…) da candidatura oposicionista, num cenário que dificilmente se reproduzirá em 2014.
— Lula, em 2014, embora ativo na campanha, não está mais no auge de sua fama e popularidade, e sua promessa de eleger uma supergerente, se não foi um fracasso total, tem agora muito mais dificuldades em se colocar novamente como excelente e renovada aposta com aval do padrinho político;
— O cenário socioeconômico já não é tão favorável como em 2010, tanto do ponto de vista da inflação, como do crescimento do emprego. Em particular, o ambiente de negócios é claramente negativo e as pesquisas de opinião também indicam clara e majoritariamente o desejo de mudança por grande parte da população, inclusive nas classes de renda menores;
— Cresceu, de modo importante, a percepção de piora de serviços públicos fundamentais como saúde, educação, segurança e mobilidade urbana, bem como se tornou mais estridente a demanda da população por soluções rápidas e eficazes (lembremo-nos das manifestações de junho de 2013);
— Subiu de importância nas demandas populares o combate à corrupção, terreno no qual o partido no poder (e em especial o PT) tende a ser o mais atingido. Percepção esta agudizada pelas recentes denúncias envolvendo a Petrobras e o julgamento do mensalão, que teima em permanecer em cartaz, com as principais lideranças do PT reclusas à penitenciária da Papuda em Brasília;
— Há dificuldades notórias para a reedição das sólidas alianças partidárias de 2010 num grande número de colégios eleitorais, inclusive em alguns santuários de votos situacionista como Maranhão e Amazonas, ao mesmo tempo em que também pioram as condições de competitividade de Dilma em colégios tradicionalmente oposicionistas como Rio Grande do Sul e Paraná e demais estados do Centro-Oeste, ligados ao agronegócio;
— Embora seja certo que eu não conte com qualquer instrumento de medição que dê suporte à premissa de que haverá queda média de 3% na votação em Dilma, se comparada à de 2010, de um modo geral, aceitar uma deterioração e não uma melhora de sua competitividade parece premissa bastante razoável.
Especialmente considerando que Dilma enfrentará um final de mandato complicado e com crescente percepção de não tão bem sucedido. Assim visto, o percentual de queda de 3% parece até modesto vis-à-vis o rol de fatores adversos que Dilma vem acumulando ou apresenta-se à sua vista;
Quadro 1 – Comparativo de Resultados Real 2010 com Projeção 2014 – Estados SWING
Quadro 1 – Comparativo de Resultados Real 2010 com Projeção 2014 – Estados SWING (CLIQUEM NAS TABELAS PARA VÊ-LAS EM TAMANHO MAIOR)
Premissa 5 – Dilma terá retração média de 10 pontos percentuais (em relação aos resultados de 2010) nos colégios eleitorais da Bahia, Ceará e Pernambuco. Além da histórica fragilidade do candidato Serra no nordeste e do ambiente geral “continuísta” os resultados de 2010 refletiram também a combinação de :
(a) alianças inexistentes ou divididas para o candidato da oposição com
(b) a formação de uma formidável coligação sólida e unida da base governista.
Em 2010, a coligação liderada por PT, PMDB, PSB e PP que prevaleceu em quase todo o país, entrou em campo unida em torno da candidatura Dilma, nos três colégios eleitorais acima mencionados. O cenário em 2014 é substancialmente diferente:
— Na Bahia, quarto colégio eleitoral do Brasil, o DEM liderado por ACM Neto, hoje o político mais popular e influente do Estado, está lançando Paulo Souto candidato a governador e Geddel Vieira Lima (PMDB) ao Senado e devem propiciar um palanque estadual muito forte para Aécio Neves.
Pelo lado governista, a aliança PT/PSB/PMDB vai rachada, com cada legenda apoiando um dos três candidatos presidenciais no primeiro turno e parecendo provável o apoio de Campos a Aécio num eventual segundo turno. Nossa premissa é de que Dilma continue vitoriosa, mas a diferença de votos caia de 71% a 29% para 61% a 39% dos votos válidos;
— No Ceará, oitavo colégio eleitoral do Brasil, Serra em 2010 não teve apoio fervoroso nem mesmo de Tasso Jereissati, então presidente nacional do PSDB, contrariado com a forma como o candidato impôs suas pretensões ao partido.
Hoje, além de Tasso verdadeiramente engajado na disputa, repete-se no Ceará, pelo lado da base de Dilma, a mesma fratura na base de apoio do governo vista em outros colégios eleitorais, com PT, PROS (ex-PSB), PSB e PMDB divididos na disputa estadual e com tendência a que o candidato do PMDB, senador Eunício Oliveira, favorito ao governo estadual, venha a apoiar Aécio na eleição para presidente.
Nossa premissa é de que Dilma continue vitoriosa, mas a diferença de votos caia de 77% a 23%, para 67% a 33% dos votos válidos;
— Finalmente Pernambuco, sétimo colégio eleitoral do Brasil, é o Estado natal do terceiro candidato a presidente, o ex-governador Eduardo Campos. Lá ninguém tem dúvidas sobre a vitória de Campos por larga margem no primeiro turno. Pode-se considerar também que, caso fique fora do segundo turno, seu apoio mais provável seja a Aécio e não à presidente Dilma.
Novamente neste caso, nossa premissa é de que Dilma saia vitoriosa, mas a diferença de votos caia de 76% a 24%, para 66% a 34% dos votos válidos. Isto significaria que, apesar do apoio explícito de Campos à eleição de Aécio, contamos com que apenas um em cada três de seus eleitores siga sua recomendação;
Premissa 6 – Dilma terá retração média de 5 pontos percentuais (em relação aos resultados de 2010) nos colégios eleitorais do Rio de Janeiro e São Paulo.
– São Estados chave, respectivamente o terceiro e o primeiro colégio eleitoral do país. São Estados onde o voto é mais autônomo e independente e onde os anseios e as insatisfações da população, mais do que o carisma de lideranças pessoais, são importantes fatores na decisão dos eleitores.
— No Rio de Janeiro em 2010, o PSDB cometeu o erro fatal de ficar totalmente ausente da disputa para governador e Serra, com sua conhecida dificuldade em angariar apoios e simpatias, ficou praticamente sem nenhum palanque no Estado, colhendo um resultado desastroso nas urnas. A possibilidade do mesmo erro repetir-se em 2014 é remota.
O mineiro Aécio Neves tem no Rio de Janeiro seu segundo domicilio eleitoral, sendo muito mais conhecido e aceito do que o paulista José Serra. Articulações com o PP (liderado por Francisco Dornelles, primo em primeiro grau de Aécio) e dissidências do PMDB (incluindo o ex-governador Sérgio Cabral) além de uma possível candidatura do próprio PSDB ao governo do Estado deverão, ao menos, evitar um novo fracasso eleitoral.
Nossa premissa, conservadora, é de que Dilma continue vencendo no Rio, mas sua vantagem eleitoral diminua de 60% a 40% para 55% a 45%;
— Em São Paulo, o Estado-chave, para esta eleição nossa premissa além de especulativa é a que carrega, sem dúvida, o maior grau de risco de toda a análise. Consideramos que, apesar de representar o berço tanto do PT como da figura política de Lula, São Paulo é o Estado onde o PT sempre teve as maiores dificuldades para impor sua ideologia e obter vitórias eleitorais.
Nem mesmo Lula em 2006 ou Dilma em 2010 venceram o PSDB nas eleições presidenciais, quer no primeiro, quer no segundo turno. Este ano, para complicar as coisas, o PT terá um palanque estadual particularmente fragilizado, com a candidatura do ex-ministro Alexandre Padilha a governador em dificuldades para se viabilizar e toda a ex-cúpula do PT nacional e estadual encarcerada.
A chave para a vitória de Aécio será o quanto o PSBD paulista vai, verdadeiramente, empenhar-se por sua candidatura. Nossa premissa é de que o empenho existirá e Aécio conseguirá um avanço de cinco pontos percentuais sobre os resultados de 2010, vencendo o segundo turno por 59% dos votos válidos contra 41% para Dilma;
— Nunca é demais relembrar a importância de São Paulo nas eleições, especialmente num cenário de relativo equilíbrio no restante do país. Com um colégio eleitoral de quase 31.4 milhões de eleitores e representando 22% do total do eleitorado nacional, cada ponto percentual de votos válidos em São Paulo equivale a mais de 2 pontos em Minas Gerais, 3 pontos no Rio ou Bahia e mais de 5 pontos em Pernambuco ou Ceará.
Por isso a decisão de Lula, Aécio e Eduardo Campos de fixarem na cidade de São Paulo seus quartéis generais de campanha.
Quadro 2 – Comparativo de Resultados Real 2010 com Projeção 2014 – Demais Estados (CLIQUEM NAS TABELAS PARA VÊ-LAS EM TAMANHO MAIOR)
Quadro 2 – Comparativo de Resultados Real 2010 com Projeção 2014 – Demais Estados (CLIQUEM NAS TABELAS PARA VÊ-LAS EM TAMANHO MAIOR)
Premissa 7 –Aécio vence Dilma em Minas Gerais com diferença de, ao menos, 25 pontos percentuais – Minas, é o segundo colégio eleitoral do Brasil e será o verdadeiro e talvez único swing state brasileiro. É o único estado em nossa análise onde assumimos uma virada, onde Dilma, vencedora em 2010, sairá derrotada em 2014.
É também grande parte da razão pela qual Aécio passará ao segundo turno. Visto como herdeiro político de Tancredo Neves e governador muito bem avaliado pelos mineiros em dois mandatos, sua gestão terminou com índices de aprovação superiores a 80%. Elegeu-se governador em primeiro turno em 2002 com 58% dos votos e voltou a eleger-se em primeiro turno em 2006 com 77% dos votos. Elegeu seu sucessor em 2010, também em primeiro turno, com mais de 65% dos votos.
Seu potencial de vitória por larga margem em Minas é aceito até por seus adversários. Resta saber por qual margem. Nossa premissa é de que Aécio obtenha ao menos 65% dos votos válidos contra 35% da candidata Dilma no segundo turno de 2014.
Verificadas as premissas acima, Aécio vence o segundo turno por uma diferença mínima de 200 mil votos. Aceito que esta seja uma margem estreita demais, numa eleição com mais de 103 milhões de votos válidos, para permitir um prognóstico seguro.
Este prognóstico fica um pouco menos arriscado, entretanto, quando se considera que todas as tendências hoje observadas seguem na direção de aumentar e não diminuir as dificuldades eleitorais de Dilma.
Em resumo, creio que há três grandes questões em aberto, chaves para a definição do vencedor(a) das próximas eleições presidenciais:
1. Por que margem Aécio Neves vencerá Dilma Roussef em Minas Gerais no segundo turno?
2. Que percentual dos votos dados a Eduardo Campos no primeiro turno este conseguirá transferir a Aécio num eventual segundo turno?
3. São Paulo será o grande eleitor desta campanha. Que tamanho de vitória Aécio pode almejar sobre Dilma em São Paulo, no segundo turno?
Para terminar uma mensagem aos descontentes com o quadro político, social, econômico e tudo mais que tanto os desalentam quando olham o futuro próximo do Brasil: votar é uma obrigação, não só legal como moral de todo o cidadão.
Abster-se, votar em branco ou anular o voto é contribuir, concretamente, para que a atual situação se perpetue. Assim, se você está insatisfeito, sua melhor opção é votar na oposição, mesmo que acredite que isto não seja suficiente para mudar o quadro atual (desta vez…).
Creio que este é, basicamente, o mesmo raciocínio que já vem sendo feito pelo PT e que parece preocupá-lo tanto. Em minha opinião, com razão. É obvio que a vitória de Aécio Neves é incerta, num quadro eleitoral complexo e de resultados apertados. Entretanto, acreditar fortemente que é possível é um importante primeiro passo!
DO R.SETTI-REV VEJA

A união do PSDB é fundamental para preservar a democracia no Brasil


A última vez em que o PSDB esteve tão unido numa campanha eleitoral foi 1998. Não vou aqui me dedicar à arqueologia de por que, antes, foi assim ou assado. O fato é que o candidato à Presidência, Aécio Neves, conta com o pressuposto primeiro de uma campanha que pretende, claro!, ser vitoriosa: a união. Sem ela, não existe milagre. Para alcançá-la, é preciso que todos os atores estejam dispostos não exatamente a fazer concessões, mas a ouvir o “outro” e “os outros”. Mais do que tudo, entendo, desta vez, o PSDB não tinha o direito — sob o risco da autodissolução — de não ouvir fatias consideráveis do país que querem mudança. E a cobram com uma clareza que não se via desde 2002, justamente quando o PT venceu.
Notem que não faço juízo de valor sobre os desejos de antes e os de agora. Falo de demandas que estão na sociedade e às quais os partidos têm de responder. O PSDB não tinha, e não tem, o direito de se apequenar em divisões internas. O que se viu neste sábado é auspicioso. Lá estavam, e com muito mais solidez do que em jornadas anteriores, Aécio e José Serra de mãos dadas, sob o olhar de FHC, o tucano que venceu o PT nas urnas duas vezes, no primeiro turno.
Isso é uma declaração de voto? Não é, mas poderia ser — e não vejo por que os leitores devam ter desconfianças sobre em quem vou votar. Acho que minha escolha está clara. Mas isso é o de menos neste post. O meu ponto é outro. Não existe democracia sem oposição. Repito o que já escrevi dezenas de vezes: as tiranias também têm governo (e como!!!). Só as democracias contam com forças que se opõem ao poder de turno, buscando substituí-lo, dentro das regras do jogo. Sem oposição organizada, não existe governo legítimo.
Ocorre que esse não é um valor no petismo. Nunca foi. Ao contrário. Para o partido, os que se opõem à sua visão de mundo — mesmo àquela parcela eventualmente não criminosa — são sabotadores, são inimigos. E devem ser destruídos.
Desde que os petistas chegaram ao poder, resolveram dar início a uma falsa guerra entre o “nós”, que eram “eles”, e o “eles”, que eram os outros. De um lado, os donos da virtude, do bem, do belo, do justo; do outro, o contrário. Talvez seja o caso, então, de a oposição comprar essa briga e fazer o confronto entre o “nós oposicionista” e o “eles governista”.
Os tucanos têm uma história respeitável. Tiraram o Brasil da hiperinflação. Deram ao país uma moeda. Devolveram a nação ao cenário internacional. E o fizeram sem jogar o povo contra o povo. E o fizeram sem incitar a guerra de todos contra todos. E o fizeram sem estimular ódios e rancores. Ao contrário: sempre souberam, e sabem, que, como diz o velho bordão, a união faz a força. Os petistas, infelizmente, tentam se fortalecer jogando brasileiros contra brasileiros, como estamos cansados de ver. É assim que eles enfraquecem a sociedade para fortalecer um ente de razão chamado “partido”.
Mais do que nunca, acho que cabe aos tucanos deixar realmente claro que “eles”, tucanos, não são “os outros”, os petistas e seus aliados. Ou, nos termos propostos pelo PT, chegou a hora de deixar claro que, de verdade, “nós não somos eles”. E não é preciso ir muito longe para percebê-lo: há, por exemplo, tucanos e membros de gestões tucanas sob investigação. Não vi, até agora — e não creio que vá acontecer — o partido a demonizar a Justiça. Sim, há uma grande diferença entre se solidarizar com um aliado e atacar a instituição. Em defesa de mensaleiros, de criminosos condenados, o petismo não hesitou um só instante em achincalhar o Supremo, cuja composição é, de resto, de sua inteira responsabilidade.
Autoritários
A propaganda política terrorista que o PT levou ao ar, destaquei aqui, deixou claro que o partido não tem mais futuro a oferecer aos brasileiros. Agora só lhes resta o expediente, que também não é novo em sua trajetória, de destruir a reputação e o passado alheios e de recontar a história. Mais um pouco, os “historiadores” do partido ainda transformarão Lula no pai do “Plano Real”, e FHC no chefe do grupo que tentou sabotá-lo — e sabotar o país.
Dilma já não sabe por que governa e sabe menos ainda por que quer mais quatro anos. Essa gente é tão autoritária que inventa teorias conspiratórias até quando parte de um estádio de futebol expressa seu repúdio ao governo, segundo a linguagem, feia ou bonita, que se costuma usar em disputas assim desde as arenas romanas ao menos. Seus áulicos na subimprensa — um bando de vagabundos pançudos, pendurados nas tetas da propaganda oficial e de estatais — têm o topete de acusar, ora vejam!, a oposição e alguns jornalistas por manifestações espontâneas, que surgem sem paternidade.
Os petistas, no poder, sempre tentaram calar a oposição. Agora, acham que já é chegada a hora de calar o povo — ao menos a parcela do povo que ousa discordar. E sua concepção autoritária de poder está em curso, com lances novos, embora esperados, dado o seu projeto de poder. O Decreto 8.243, inspirado por Gilberto Carvalho, saído das catacumbas do PT, é a evidência de que o partido ainda não desistiu da ditadura do partido único.
A união do PSDB, demonstrada neste sábado, é fundamental para preservar a democracia no Brasil.
Por Reinaldo Azevedo

PSDB oficializa a candidatura de Aécio à Presidência da República

Aécio Neves e José Serra, juntos na convenção do PSDB: união
Aécio Neves e José Serra, juntos na convenção do PSDB: união
No Globo. Comento no próximo post.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) teve sua candidatura à Presidência da República oficialmente formalizada na manhã deste sábado, durante convenção nacional do PSDB, realizada no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo. A candidatura foi aprovada por 447 dos 451 delegados da legenda. Aécio chegou de mãos dadas com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, acompanhado pelo governador de São Paulo Geraldo Alckmin e por José Serra. Ele disse ter chegado a hora do “reencontro com a decência no país” e afirmou acreditar que uma “tsunami” poderá tirar o PT do governo em outubro:
“A cada dia que passa, a cada região por onde ando, percebo não só uma brisa, mas uma ventania por mudanças. Um tsunami que vai varrer do governo federal aqueles que lá não têm se mostrado dignos e capazes de atender às demandas da população brasileira”, disse Aécio.
Na convenção, Fernando Henrique foi tratado como um dos principais cabos eleitorais da campanha tucana. Logo após sua chegada, foi exibido um vídeo exaltando conquistas de seu governo, como o Plano Real e o início de programas sociais de combate à pobreza. O mesmo filme afagou José Serra (…). Foram mencionadas conquistas de seu período à frente do Ministério da Saúde, como a política de combate à Aids e de fomento aos medicamentos genéricos. Os dois temas foram citados no discurso do candidato.
O ex-presidente e avô de Aécio, Tancredo Neves, morto em 1985, também foi lembrado no encontro: no meio do discurso de Aécio, foi exibido um vídeo com imagens do poeta Ferreira Gullar lendo texto escrito em homenagem a Tancredo. “Se o presidente Juscelino (Kubitschek) permitiu 60 anos atrás o reencontro do Brasil com o desenvolvimento e a modernidade, coube a Tancredo, 30 anos depois, permitir que a gente se reencontrasse com a democracia e a liberdade. Outros 30 anos se passaram, e vamos conduzir o Brasil ao reencontro com a decência”, afirmou Aécio, que defendeu a paternidade do PSDB em programas sociais e fez duras críticas à atuação do governo federal na área econômica.
“Quem foi contra o Plano Real é quem hoje permite a volta da inflação”, disse o tucano, que acusou o PT de aniquilar “o mais valioso patrimônio construído por gerações de brasileiros, a Petrobras”, e convocou a militância para ir às ruas “por um tempo novo”.
Para Aécio, a história do país ainda será revisitada: “Pelo menos numa coisa nossos adversários mantiveram a coerência. Quem foi contra o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal é quem hoje permite a volta da inflação e assina a maldita contabilidade criativa. São os que dividem o Brasil de forma perversa entre nós e eles”, discursou Aécio.
O tucano afirmou ver no governo “inegável pendor autoritário e intervencionista”, elementos que seriam motivo de desalento para a população. Disse que o povo teria acreditado no discurso da ética, defendido no passado pelos adversários. Para ele, hoje o PT e o governo protagonizam os mais “vergonhosos casos de corrupção” no país. “O Governo do PT vive da propaganda daquilo que não fez”, disse Aécio.
FHC
Em um dos discursos mais aguardados da convenção, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que o país está cansado de “empulhação” e fez um chamamento ao PSDB para que se aproxime do povo. “As urnas clamam, querem mudança. Elas cansaram de empulhação, corrupção, mentira e distanciamento entre o governo e o povo. Nós temos que ouvir o povo, estar mais próximos do povo. Ganhar a confiança do povo. A caminhada do Aécio será essa – afirmou o tucano que usou palavras fortes para se referir ao PT, como “ladrões” e “farsantes”.
Para FH, “não dá mais” para lidar com os adversários à frente do governo: “Não dá mais. Ninguém aguenta mais isso. Chega. A gente sente que não adianta mais. Não adianta mais repetir o que sabemos que não é certo. A mudança está começando a se concretizar. Não são ideias só, são ideias encarnadas em pessoas. Hoje é Aécio o futuro presidente”, disse Fernando Henrique, para quem Aécio seria “um líder jovem” para sentir “de perto o pulsar das ruas e se dedicar de corpo e alma ao povo”.
O líder tucano tocou também num tema que já custou muito caro ao PSDB em eleições passadas e acusou o PT de mentir quando acusa os tucanos de serem privatistas. “O povo quer respeito e consideração. O povo cansou de comiseração. Quantas vezes ouvi que eu queria privatizar a Petrobras. Mentira. Eles sabem que é mentira. Nos queríamos transformar a Petrobras de uma repartição pública numa empresa dos brasileiros. O que eles fizeram? Nós queremos de novo que as estatais sejam em benefício do povo “, afirmou.
Serra
O ex-governador de São Paulo José Serra chamou Aécio de “futuro presidente do Brasil” e garantiu que partido está unido em torno da candidatura do senador. “O Aécio sempre a qualidade de juntar as melhores pessoas para seu governo. Damos aqui um passou muito importante para a vitória. O PSDB e seus aliados chegam unidos para essa disputa. Quanto mais mentiras eles disseram sobre nós, mais verdades diremos sobre eles”.
Serra disse que o país vive um “milagre perverso” com o governo do PT e, ao final de seu pronunciamento, foi recebido por Aécio, que levantou-se e foi até o púlpito onde ele estava para agradecer com um abraço e poses para fotos. “Economia estagnada, inflação aumentando e investimento caindo. Vamos convir que para, se chegar a isso tudo, é preciso que o governo atue com incompetência metódica, convicta e com muito talento”, criticou Serra.
(…)
Por Reinaldo Azevedo