quarta-feira, 16 de abril de 2014

Prévia do PIB recua em fevereiro e mostra que o Brasil está afundado na crise e o governo, paralisado


crise_economica_12Marcha à ré – No afã de evitar que a campanha de Dilma Rousseff pela reeleição sofre novos baques, o Palácio do Planalto continua “vendendo” à opinião pública a falsa sensação de que no Brasil tudo vai muito bem. O Brasil está longe de ser o País de Alice, aquele das fabulosas maravilhas, mas os palacianos não abrem mão da mitomania oficial.
Ao contrário do que afirma a presidente e seus estafetas de plantão, a economia vive uma crise preocupante, sem que no horizonte surja ao menos uma solução para o problema. Desde que chegou ao principal gabinete do Palácio do Planalto, em janeiro de 2011, Dilma adotou 23 medidas de estímulo à economia, sendo que nenhuma surtiu efeito. Ao contrário, a situação continuou piorando sob o manto das equivocadas estratégias do governo.
Para confirmar a persistente má fase da economia nacional, o Banco Central divulgou, nesta quarta-feira (16), o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) referente ao mês de fevereiro, que registrou alta de 0,24% em fevereiro, na comparação com o mês anterior, após ajuste sazonal. Em janeiro, a alta do IBC-Br, que é considerado uma “prévia do PIB”, alcançou a marca de 2,35%.
No acumulado de doze meses, até fevereiro, a prévia do PIB registrou alta 2,41%, de acordo com o Banco Central. No primeiro bimestre de 2014, a alta foi de 2,46%. A comparação do acumulado deste ano com o do mesmo período de 2013 foi realizada sem ajuste sazonal, pois, segundo os economistas, as variações positivas e negativas que impactam os índices econômicos normalmente se equiparam.
O mais novo resultado do IBC-Br mostra que o País está andando de lado, enquanto o governo petista de Dilma Rousseff permanece paralisado e perdido diante da crise. Nem mesmo os estapafúrdios investimentos nas obras destinadas à Copa do Mundo conseguiram minimizar a extensão da crise, que tem levado o brasileiro e perder a confiança no futuro.
Sempre a bordo do ufanismo e do populismo barato, marca registrada petista, o governo do PT conseguiu a proeza de arruinar a economia verde-loura em pouco mais de uma década, acreditando que consumo interno seria a fórmula mágica para o deslanche da economia. O Brasil padece de investimentos no setor de infraestrutura, mas nem mesmo nesse setor o desgoverno de Dilma foi capaz de mostrar doses mínimas de capacidade e competência.

Como se não bastasse a crise que se alastra a cada novo dia que surge, o PT se dedicou ao longo tempo, na esteira do banditismo político, a transformar a máquina federal em um calabouço da corrupção, o que tem garantido o avanço da ditadura branca que escorre das entranhas do Congresso Nacional, cada vez mais genuflexo diante das ordens do Executivo.
UCHO.INFO

VÍDEO FORTE: Major da PM reclama que, “de 10 anos para cá”, leis penais foram mudadas para beneficiar os bandidos



Ouçam no vídeo a franqueza do major da PM de Goiás Karison Sobrinho exprimindo a frustração de policiais militares diante da frouxidão da legislação criminal.
– Todo ladrão que você prende hoje tem quatro ou cinco passagens anteriores pela polícia. Estamos fazendo nosso trabalho quatro ou cinco vezes — reclama o major PM.
– De 10 anos para cá houve uma transformação na legislação criminal no Brasil para beneficiar os bandidos!
Melhor do que ler é ouvir o que diz o policial:

DO RICARDO SETTI

Processo de revalorização dos anos FHC leva ex-presidente a ser festejado publicamente, inclusive com pedidos de “volta, volta, volta!”



FHC ovacionado em convenção do PSDB: tem ocorrido em suas palestras, como a dos donos de postos de gasolina mencionados neste post (Foto: Ed Ferreira / Agência Estado)
Em foto de arquivo, FHC é ovacionado em convenção do PSDB: tem ocorrido em suas palestras, como a dos donos de postos de gasolina mencionados neste post (Foto: Ed Ferreira / Agência Estado)
O blog publicou pesquisa de opinião realizada por empresa do Paraná mostrando que, nos Estados do Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul –, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso agrega mais votos ao presidenciável tucano Aécio Neves do que faz Lula com a presidente Dilma Rousseff.
O processo de revalorização dos oito anos de governo do ex-presidente e da recuperação pública de sua imagem — que levará FHC a participar intensamente da campanha de Aécio, inclusive no horário eleitoral — não é novidade para quem vem testemunhando, em lugares públicos, manifestações espontâneas de simpatia para com o presidente de honra do PSDB.
FHC tem sido aplaudido em teatros, restaurante e shoppings que frequenta, não apenas em São Paulo, sua terra adotiva e sua base política, mas em vários outros Estados. Suas palestras em eventos a que comparece como conferencista vêm se revestindo de tom político por parte das plateias, que o aplaudem calorosamente.
Um dos casos mais recentes aconteceu no hotel Iberostar, em Salvador, durante convenção patrocinada pela Shell do Brasil para mais de 2.000 donos de posto de gasolina de todos os Estados — pequenos e médios empresários, portanto.
Convidado a proferir uma palestra no evento, FHC falou pouco mais de uma hora, expondo seus pontos de vista sobre como promover mudanças necessárias para o país crescer e melhorar seus padrões éticos, e ocupou apenas parte do tempo em fazer críticas pontuais ao desempenho do governo da presidente Dilma.
Ao terminar, foi ovacionado. Depois, os mais de 2.000 presentes começaram a aplaudir de pé. No final, o auditório pedia, em coro:
– Volta, volta, volta!
DO RICARDO SETTI

O New York Times descobre que a Ferrovia Transnordestina é outro fiasco produzido pelos gigolôs do ufanismo eleitoreiro


BRANCA NUNES
“Os trilhos da ferrovia Transnordestina abrem passagem para um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social na região nordeste”, orgulha-se a voz em off logo na abertura do vídeo institucional sobre os 1.728 quilômetros de trilhos projetados para ligar o Porto de Pecém, no Ceará, o Porto de Suape, em Pernambuco, e o município de Eliseu Martins, no Piauí. “Do início da operação, em dezembro de 2009, a dezembro de 2011, mais de 15 mil pessoas foram contratadas”.
A narrativa ufanista segue evocando números de matar de inveja noruegueses, suecos e alemães. “Foram realizados mais de 34 milhões de metros cúbicos de terraplanagem, construídos mais de 24 mil metros cúbicos de bueiros, 30 obras de arte especiais, entre pontes e viadutos, já estão concluídas, 280 mil metros cúbicos de concreto estrutural executados, foram adquiridas 170 mil toneladas de trilhos, mais de 200 milhões de reais investidos na compra de seis locomotivas e 480 vagões”.
Gravado em 2012, o vídeo garante que a obra descerá do palanque no máximo em dezembro de 2014 – segundo o cronograma original, a ferrovia seria inaugurada ainda no governo Lula. Em março de 2013, a conclusão dos trabalhos foi empurrada para 2016 e os preços subiram: só a gastança com a construção começou em R$ 5,4 bilhões, saltou para R$ 6,72 bilhões e acabou de chegar a R$ 7,5 bilhões. A conta não inclui os gastos com vagões e locomotivas, orçados (por enquanto) em R$ 1,5 bilhão. Nem as despesas com oficinas e portos.
Neste fim de semana, The New York Times descobriu que o colosso ferroviário só esbanja saúde no Brasil Maravilha registrado em cartório, e que os trens nunca apitaram fora dos vídeos institucionais. “A mais de mil milhas ao norte das praias do Rio e dos arranha-céus de São Paulo está a multimilionária Rodovia Transnordestina”, informa o jornalista Simon Romero na vídeoreportagem. “A longa e sinuosa estrada de ferro deveria transportar grãos de soja do empobrecido interior do Brasil para os locais de exportação. Há 18 anos em construção, é uma sequência de estradas de terra e pontes abandonadas – um dos muitos grandes projetos que foram abandonados com a desaceleração da economia brasileira”.
Depoimentos de moradores da região confirmam as desoladoras constatações feitas pelo jornal mais influente do mundo. “Juscélia e José Luiz são lavradores em Contente, uma remota cidade cortada pela rodovia”, exemplifica Romero. “Em nome do que chamaram de progresso, eles tiveram sacrificados seus campos, suas vilas e seu modo de viver”. Outros trechos expõem a incompetência do governo. ”Ninguém em Contente foi indenizado pelas terras destruídas”, denuncia Romero. “O campo era a principal fonte de frutas frescas e vegetais. Agora, está seco e se tornou inútil”.
Depois de enfatizar que ninguém sabe se e quando a obra será concluída, o correspondente do NYT desmonta as fantasias do vídeo institucional de 2012: “Cruzando as terras dos sertões ao litoral, a locomotiva do futuro vai transportar riquezas e criar novos sonhos para uma gente ansiosa em ser protagonista de uma nova história”. Pelo andar das obras, essa gente ansiosa em ser protagonista será novamente coadjuvante de mais um fiasco nascido da aliança entre a inépcia administrativa e a corrupção política.

Clique na imagem para assistir ao vídeo do The New York Times:
http://nyti.ms/Re9qs1
DO AUGUSTONUNES

Ex-diretor da Petrobrás e mais 45 são indiciados pela Polícia Federal


Os relatórios finais referentes ao quatro inquéritos foram relatados e enviados à Justiça Federal
Fausto Macedo - O Estado de S.Paulo
A Polícia Federal indicou 46 investigados da Operação Lava Jato, deflagrada em 17 de março para estancar esquema de lavagem de dinheiro que pode ter alcançado R$ 10 bilhões. Entre os indiciados estão dois personagens centrais do caso, o doleiro Alberto Youssef e o engenheiro Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás.
A PF informou que os alvos da Lava Jato foram enquadrados por formação de organização criminosa, crimes contra o sistema financeiro nacional (operar instituições de câmbio sem autorização, falsa identidade em contrato de câmbio e evasão de divisas), falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Youssef e Costa estão presos desde o dia 17 de março em caráter preventivo, por ordem da Justiça Federal. A PF descobriu negócios entre o doleiro e o ex-executivo da estatal.
A suspeita é que Costa exerceu tráfico de influência para garantir contratos milionários de consultoria dentro da Petrobrás. Parte do dinheiro levantado teria sido destinada para custear campanhas políticas.
O engenheiro está sob suspeita de corrupção. Ele ganhou de Youssef, em maio de 2013, uma Range Rover Evoque, cujo valor de mercado é de R$ 250 mil. O advogado Fernando Fernandes, que defende Costa, rechaça as acusações e alega inocência de seu cliente.
A PF não indiciou o deputado André Vargas (PT-PR), ligado ao doleiro, porque ele detém prerrogativa de foro especial perante o Supremo Tribunal Federal.
Todos os dados relativos às ligações do parlamentar com Youssef foram separados pela PF e enviados pela Justiça Federal ao STF, a quem caberá decidir se abre ou não investigação específica sobre a conduta de Vargas.
Outros parlamentares são citados na investigação como destinatários de valores repassados pelo grupo de Youssef. Há menção nos autos a deputados do PP, ao próprio partido e também ao PMDB.
A PF encaminhou nesta terça à Justiça os relatórios finais referentes aos quatro inquéritos que compõem a operação Lava Jato. Segundo a PF, a investigação foi desencadeada para desarticular organizações criminosas que atuavam no mercado clandestino de câmbio no Brasil.
Cada inquérito policial investigou a atuação de uma dessas quatro organizações criminosas, que eram lideradas por doleiros. Esses grupos, embora fossem independentes entre si, possuíam negócios em comum relacionados à lavagem.
Tráfico. Dois doleiros – Youssef e Carlos Habib Chaper – também foram indiciados por financiamento ao tráfico de drogas diante de indícios da ligação deles com traficantes.
A elaboração dos relatórios finais neste momento decorre do término do prazo legal para a conclusão da investigação diante da existência de indiciados presos – entre eles Youssef e o ex-diretor da Petrobrás.
Operação. Em duas etapas a Lava Jato cumpriu 105 mandados de busca e apreensão, 19 de prisão preventiva, 12 de prisão temporária e 27 conduções coercitivas. A Justiça Federal autorizou o sequestro de três hotéis e seis residências de alto padrão.
Foram apreendidos 25 veículos com valores de mercado superior a R$ 100 mil cada. Aproximadamente R$ 6 milhões foram apreendidos em espécie, além de centenas de joias e várias obras de arte que serão destinadas nesta semana ao Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, para custódia.
Atualmente, 15 pessoas permanecem presas, sendo 14 em Curitiba (PR) e uma em São Paulo. Há duas pessoas foragidas.
A PF informou que poderá apresentar complementos aos relatórios finais a partir do estudo do material aprendido ainda não analisado, o que pode acarretar investigações autônomas dos seguintes crimes: fraude em licitação, desvio de recursos públicos, corrupção ativa e passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
Veja a lista dos 17 indiciados no inquérito que envolve o doleiro Alberto Youssef: 
Alberto Youssef
Leonardo Meirelles
Leandro Meirelles
Carlos Alberto Pereira da Costa
Waldomiro de Oliveira
Raphael Flores Rodriguez
Pedro Argese Júnior
Esdra Arantes Ferreira
Antonio Almeida Silva
Matheus Oliveira dos Santos
João Procópio Junqueira Pacheco da Almeida Prado
Enivaldo Quadrado
Paulo Roberto Costa
Marcelo Hira Reckzeigel
Carlos Alexandre de Souza Rocha
Alexandre Teixeira
DO WELBI

terça-feira, 15 de abril de 2014

E se o SBT trocasse Cheherazade por Jandira Feghali, a comunista do Brasil?


Em lugar de Rachel Sheherazade, o SBT poderia contratar para fazer comentários a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Ela, sim, seria verdadeiramente imparcial e civilizada, não é mesmo? Cito seu nome porque ela decidiu recorrer até ao Ministério Público contra a jornalista.
Que pena que Sheherazade não é chefe de alguma ONG que atua no setor esportivo e recebe dinheiro dos cofres públicos, simula despesas que não existem, arruma alguns laranjas e torra a grana em programas que nunca saíram do papel!!! Se fosse assim, certamente encontraria em Jandira uma defensora implacável, com aquela fé inquebrantável que só uma verdadeira “comunista do Brasil” consegue ter.
Agora o SBT calou as opiniões da jornalista. Jandira está feliz. Está no seu elemento. Se é membro do PC do B e na hipótese de ser mesmo uma comunista tardia, não apenas uma oportunista, isso quer dizer que é ainda stalinista. E o stalinismo não reconhece, é evidente, a liberdade de expressão como um valor.
Sempre que alguém que vive do que outros produzem consegue calar quem ganha o seu próprio sustento, o meu senso de justiça se assanha, entendem?
Por Reinaldo Azevedo-Rev Veja

Ex-dono da Petroquímica Triunfo (Pólo do RS): "A entrega da Triunfo para a Odebrecht compromete Dilma mais do que Pasadena"



O vídeo do link a seguir traz uma fala devastadora do empresário paulista Caio Gorentzvaig, filho de Boris, o homem que criou a Petroquímica Triunfo e que acabou sendo apunhalado pelas costas por seus dois sócios, a Petroquisa e a Odebrecht.
. O editor conheceu Boris em Triunfo, no Polo Petroquímico, numa das vezes em que ele assumiu o comando, depois de dobrar seus sócios em juízo. Ele não durou ali. 
. No vídeo, Caio denuncia Dilma pela expropriação da sua companhia, numa ação inesperada de privatização decidida em 2009.
. As denúncias são espantosas.
. Personagens como Sérgio Gabrielli e Paulo Costa são tratados com crueza na fala. Ele revela que ambos foram até a casa dele com ameaças. 

DO POLIBIOBRAGA

Aécio pede que Dilma devolva limpo o macacão da Petrobras


O pré-candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves, respondeu às críticas de Dilma Rousseff, que acusou, nesta segunda, a existência de uma campanha contra a empresa: “Está na hora de a presidente da República devolver limpo o macacão dos funcionários da empresa. Quem está sujando a imagem da Petrobras é o PT, que estabeleceu o aparelhamento através da irresponsabilidade, que resulta na prisão de diretores em operações da Polícia Federal”.

Aécio certamente tinha em mente esta imagem:
Lula mãos sujas 4
No dia 21 de abril de 2006, durante a inauguração da Plataforma P 50, em Campos, Lula repetiu o gesto de Getúlio Vargas, em 1952, e sujou as mãos de petróleo. O populista do passado marcava o início da extração no Brasil; o petista comemorava a suposta autossuficiência do Brasil. Pois é… Autossuficiência? O déficit da conta petróleo em 2013 foi de US$ 20,277 bilhões. Lula só sujou as mãos daquele jeito porque não conseguiu resistir. Em 2014, deve ficar em torno de US$ 15 bilhões.
Nos 11 anos e quatro meses de gestão petista, muito especialmente nos oito em que Lula esteve à frente do governo, nenhuma área do governo — ou empresa estatal — teve uma gestão tão arrogante, tão autoritária e, ao mesmo tempo, tão ineficiente como a Petrobras — e olhem que não se está falando exatamente de uma estatal. Como se sabe, trata-se de uma empresa de economia mista. Os desacertos foram se acumulando. Em vez de dar explicações quando confrontado com os problemas, o petista José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da gigante, demitido pela presidente Dilma em janeiro de 2012, respondia com grosserias e desaforos.
No seu aniversário de 60 anos, em 2013, a Petrobras teve duas péssimas notícias: 1) a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou as notas de crédito da estatal de A3 para Baa1 em razão do elevado endividamento (e, nesse particular, o governo Dilma tem uma parcela enorme de responsabilidade); 2) segundo relatório do TCU, o atraso na entrega do Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj), no Rio, pode gerar um prejuízo para a empresa de R$ 1,4 bilhão.
A Petrobras encerrou 2010 devendo R$ 118 bilhões; no começo deste 2014, a dívida já se aproximava dos R$ 300 bilhões. Parte desse rombo decorre de a empresa importar gasolina a um preço superior ao de venda no mercado interno. Como a economia degringolou, é preciso segurar o preço dos combustíveis para que a inflação não dispare.
Até aí estamos falando de uma gestão incompetente, politiqueira e desastrada. Aí os casos de corrupção vieram à luz, aos borbotões.
Chegou a hora de lavar o macacão.
Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 14 de abril de 2014

André Vargas puxou a faca, e os petistas graúdos saíram correndo. Quem tem Vargas tem medo! Na mira, Padilha, Gleisi e Bernardo


André Vargas: ele agora faz ameaças nem tão veladas a "companheiros". Quer ficar no partido; julga ter moral compatível com a legenda. Como discordar?
André Vargas: ele agora faz ameaças nem tão veladas a “companheiros”. Quer ficar no partido; julga ter moral compatível com a legenda. Como discordar?
Afirmei aqui na sexta-feira que o deputado André Vargas (PT-PR) andou dizendo coisas desagradáveis a seus companheiros. Não aceita ser enxotado do partido e promete reagir. Pelo visto, o PT entendeu o recado. A disposição de puni-lo até com a expulsão se transformou numa comissão para ouvir os seus motivos.
Segundo reportagem de Daniel Pereira e Robson Bonin na VEJA desta semana, os primeiros, digamos, “ameaçados” por Vargas são Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde, que vai concorrer ao governo de São Paulo, pelo PT; a senadora Gleisi Hoffmann, que deve disputar o governo do Paraná pelo partido, e seu marido, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
Vargas estaria insinuando a “companheiros” que Paulo Bernardo é beneficiário de propinoduto da Petrobras e que seria intermediário de contratos entre o grupo Schahin, que costuma aparecer em escândalos petistas, e a estatal. O ministro teria recebido uma corretagem por isso, devidamente repassada ao “Beto”, que é como Vargas chama o doleiro Alberto Youssef.
Schahin? Lembram-se de Marcos Valério, o operador do mensalão petista? Em depoimento à Polícia Federal, ele afirmou que a construtora simulou no passado uma prestação de serviços para a Petrobras para arrumar dinheirodinheiro para os petistas comprarem o silêncio de um empresário que ameaçava envolver Lula e outros membros da cúpula do partido na morte de Celso Daniel.
As insinuações vão além. A senadora Gleisi e seu marido não gostariam ainda de ver expostas as suas relações com a Agência Heads Propaganda do Paraná. Seria, na expressão atribuída a Vargas, um “esquema deles”.
Bem, no governo Dilma, a Heads se tornou líder no recebimento de verbas da propaganda oficial. A ascensão foi tão espetacular que chamou a atenção do Tribunal de Contas da União, que decidiu apurar se há algo de errado. Todo mundo, evidentemente, nega tudo. Só uma coisa é inegável: até agora, Vargas não demonstra disposição de ir para o cadafalso em silêncio.
Sem saída
O chato para o petismo é que não há saída virtuosa para essa história. Leiam a reportagem de VEJA, que foi a Indaiatuba conhecer a Labogen, que, acreditem, no papel, pertence a um frentista chamado Esdra Ferreira. Também no papel, ele tem um sócio, o “autônomo” Leonardo Meirelles. Os dois já admitiram para a polícia que, de início, a Labogen era mesmo uma empresa de papel. Mas muito bem-sucedida, claro!!! Sem produzir um comprimido ou um supositório, faturou R$ 79 milhões entre agosto e novembro de 2010. Um portento!
Com a influência de Vargas, os técnicos do Ministério da Saúde, comandado por Padilha, foram vistoriar os equipamentos da Labogen para saber se esta estava apta a fazer a parceria com a gigante EMS e com o Laboratório da Marinha. Equipamentos??? Esdra, o frentista, contou à polícia: o maquinário era sucata comprada em cemitério de peças, revestida de alumínio, “para dar a aparência de novas”. Mesmo assim, a parceria ganhou um sinal verde. Leiam reportagem na edição desta semana.
Vargas, como está dito, puxou a faca. E os petistas tremeram. Mais um pouco, ele também vai virar “guerreiro, herói do povo brasileiro”.
Parece que tanto empenho em tentar impedir a CPI da Petrobras vai um pouco além da “questão política”, não é mesmo?
Por Reinaldo Azevedo

,Terror dos petistas é que nome de Palocci e de 47 políticos apareçam em documentos da Lava Jato


A Operação Lava Jato tem tudo para produzir novos estragos para figuras chaves do PT – algumas até que andam meio fora de cena
Por Jorge Serrão
Alerta Total
O medo agora é que, em meio a documentos e computadores apreendidos na Petrobras, surja o nome de Antônio Palocci Filho, ex-ministro da Fazenda de Lula e ex-chefe da Casa Civil de Dilma.
A cúpula petista já teme que, além do já queimado deputado federal André Vargas, as investigações da Polícia Federal também apontem ligações de negócios entre Palocci e o doleiro Alberto Youssef – que tinha como parceiro Paulo Roberto Costa – ex-diretor de Abastecimento da Petrobras.

A Lava Jato mexe com grandes interesses políticos e econômicos, deixando o escândalo do Mensalão no chinelo. O doleiro Youssef já teria passado à Polícia Federal os nomes de pelo menos 47 parlamentares que costumavam utilizar seus serviços.
O grande temor é que apareçam detalhes sobre financiamentos milionários de empresas parceiras em negociatas para campanhas eleitorais. Como as investigações estão fora do controle do governo, tudo pode acontecer.
Informações comprometedoras tendem a vazar.
A operação abafa está em andamento, mas encontra dificuldades técnicas...

Apesar da Lava Jato, a Presidenta Dilma Rousseff se preocupa mesmo é com a repercussão negativa dos escândalos da Petrobras sobre sua governabilidade.
Nem Dilma, que anda mais nervosa que nunca, gritando com todos os assessores diretos, acredita que possa ser alvo de um impeachment.
Mas ela sabe que crescem as chances de, assim que sair da Presidência da República, ser processada por responsabilidade pelas decisões tomadas nos tempos em que presidiu o Conselho da Petrobras, no governo Lula.

Investidores já acionaram o Ministério Público Federal contra Dilma e Guido Mantega (atual presidente do Conselhão da Petrobras). Para piorar a situação, o procurador do Ministério Público Federal no Tribunal de Contas da União, Marinus Marsico, já fez uma representação ao TCU pedindo que se apurassem responsabilidades na diretoria-executiva e eventualmente nos conselhos da Petrobras: “Configurado o débito, tem-se o rol de responsáveis que são obrigados a devolver esses recursos. O tribunal também pode aplicar multas, que podem ser proporcionais ao débito ou decorrentes de atos de gestão temerários, ilegítimos, antieconômicos. O problema é que não é factível que se paguem as multas”.


Revelações Digitais? 
Além do que pode respingar da Operação Lava Jato, muitos outros problemas não faltam para serem investigados cuidadosamente na Petrobras.
As compras das refinarias Pasadena (Texas), Nansei (Japão) e San Lorenzo (Argentina).
Aluguel de plataformas superfaturadas, terceirizações e quarteirizações milionárias, absolutamente sem controle e que podem ser fontes de “mensalões”, superfaturamento nos contratos bilionários de obras que mal começam e nunca terminam, como a Refinaria Abreu e Lima (Pernambuco) e o complexo Petroquímico do RJ (em Itaboraí).

A BR Distribuidora sofrerá uma devassa por causa das ações sobre o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. Além dela, merecem apuração também outras bilionárias “caixas Pretas” que envolvem as finanças da empresa: Petrobras International Finance (PFICO) e Petrobras Global Finance B. V. (sediada em Rotterdam, na Holanda, que capta euros e dólares para a estatal).
Também precisa ser visto como ocorreram investimentos da Petrobras no fundo BB Millenium - operado em 2006 e 2007, com a ajuda de grandes bancos transnacionais e brasileiros. Sem falar de negócios com a Odebrecht (Brasken), White Martins (Gemini) e BGT Pactual (PetroÁfrica), entre outros. 
Todos esses fatos, alguns com investigação da Polícia Federal ou denúncia pelo Ministério Público Federal, já bastariam para a abertura de uma CPI exclusiva para a Petrobras.
Mas, se nenhuma CPI for aberta, nada se altera.
A Justiça, se acionada, tem a obrigação de impedir que dirigentes da empresa e seus conselheiros saiam impunes, no final das contas, que rendem grandes prejuízos à União (acionista majoritária) e aos investidores minoritários.

Vale repetir as palavras do procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas da União (TCU), Marinus Marsico, definindo bem a situação surreal da estatal de economia mista:
“A Petrobras está afundando. Há uma mistura de má gestão com o fato de ter se tornado um braço político do governo. Se a empresa não fosse pública, já tinha quebrado”.

Agora, o desafio é a energia para solucionar tantos problemas e tornar a Petrobras uma empresa com boa governança e lucrativa para os investidores e brasileiros que dela dependem.


Na mira da Justiça
 14 de abril de 2014
DO R.DEMOCRATICA
 

Atraso em ferrovia mostra Brasil 'enferrujado', diz 'New York Times'


Vídeo do 'New York Times' sobre a Transnordestina (Foto: Reprodução / Nytimes.com)


Vídeo do 'New York Times' sobre a Transnordestina
(Foto: Reprodução / Nytimes.com)
O atraso na construção da ferrovia "Transnordstina" mostra que o Brasil está "enferrujado", diz reportagem publicada neste domingo (13) pelo jornal "New York Times". O jornal norte-americano divulgou em seu site uma página especial e um vídeo sobre o tema. Clique para ler e assistir (em inglês).
O atraso das obras foi tema de reportagens especiais recentes publicadas pelo G1. Quando as obras da ferrovia Transnordestina começaram, em 2006, a previsão era que fossem concluídas em 2010. A ferrovia deveria passar pelo Piauí, Ceará e Pernambuco.
O título do vídeo do "New York Times" "Brasil trilha caminho da expansão à ferrugem", uma ironia em relação às estruturas de ferro em trechos abandonados da obra. "A expansão econômica brasileira possibilitou grandes projetos de construção para empoderar seu interior pobre. Mas enquanto a economia esfria, muitos estão inacabados, deixando um legado de divisão e deslocamento", diz o jornal.
O "New York Times" coloca a obra em um contexto de declínio da economia do Brasil, e cita também problemas com a Copa do Mundo. "Os projetos da Copa são apenas parte de um problema maior nacional que lança uma cortina de fumaça sobre grandes ambições do Brasil: uma série de projetos luxuosos concebidos quando o crescimento econômico foi grande, que agora estão abandonados, paralisados ou descontroladamente acima do orçamento", diz matéria assinada pelo jornalista Simon Romero.
Atrasos na Transnordestina
No dia 18 de janeiros, o G1 mostrou que as obras da ferrovia Transnordestina no sertão do Piauí, que já consumiram R$ 1,075 bilhão, estão paralisadas e abandonadas desde setembro de 2013, quando o contrato entre a concessionária Transnordestina Logística S/A (TLSA) e a construtora Odebrecht foi rescindido.
Obras da Transordestina em Pernambuco (Foto: Editoria de Arte/G1)
Foram visitados trechos da ferrovia em obras nas cidades de Paulistana e Curral Novo do Piauí e não viu trabalhadores ou máquinas em ação. O nome da empreiteira contratada para o trabalho já não consta mais nas placas.
Uma série de entraves com desapropriações e alterações de projeto, além de questões ambientais, fizeram o prazo ser estendido para setembro de 2016, segundo o Ministério dos Transportes – totalizando dez anos de obra, em vez dos quatro iniciais.
Os adiamentos e a falta de informação fazem a população e empresários do Sertão de Pernambuco, por onde os trilhos vão passar, não saberem o que esperar do futuro.
O trecho cearense da ferrovia Transnordestina, de 527 km entre a cidade de Missão Velha e o Porto do Pecém, na Grande Fortaleza, só tem 4% das obras concluídas, segundo o Ministério dos Transportes, segundo reportagem do G1 no dia 14 de março deste ano.
Foi visitado o ponto onde terminam os 4 km de trilhos instalados a partir de Missão Velha e encontrou a obra parada. Não há máquinas ligadas ou homens trabalhando. Materiais como trilhos, dormentes e tubulações estão abandonados perto do fim da linha. A passagem feita para ligar a zona rural à cidade durante a execução dos serviços da ferrovia está destruída, deixando moradores sem acesso. Equipamentos da prefeitura tentam consertar o caminho danificado

Um ex-assessor é suspeito de pedofilia. Outra, de roubalheira. E a ex-ministra Gleisi tinha escolhido André Vargas — agora na mira da Polícia Federal — para chefiar sua campanha ao governo do Paraná. Ela não acerta uma?



A ex-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, candidata do PT ao governo do Paraná: está difícil fazer uma indicação de alguém que não tenha um problemaço com a Justiça (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)
A ex-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, candidata do PT ao governo do Paraná: está difícil fazer uma indicação de alguém que não tenha um problemaço com a Justiça (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)
Nota da coluna dominical do jornalista Carlos Brickmann, publicada em vários jornais
Dedo podre 
A ex-ministra Gleisi Hoffmann, candidata do PT ao governo do Paraná, não tem sido exatamente feliz em suas indicações.
Seu assessor mais próximo, favorito para coordenar a campanha, era Eduardo Gaievski, agora preso pela acusação de pedofilia.
A coordenadora da campanha na região de cidades importantes como Cianorte e Cascavel, Regina Dubay, PR, prefeita de Campo Mourão, é suspeita de comandar o esquema que obriga funcionários públicos comissionados a devolver parte dos salários para uma quadrilha que, segundo o Ministério Público, está “instalada no alto escalão”.
Um diretor da Secretaria Municipal da Saúde foi preso em flagrante após recolher o dinheirodinheiro dos funcionários. O delegado Elmano Ciriaco diz que haverá novas prisões, inclusive no alto escalão.
Em tempo: até há poucos dias, o coordenador da campanha de Gleisi, no lugar de Gaievski, era o deputado André Vargas – aquele do jatinho do doleiro.
Ainda tem mais…
A 10 novembro passado, Brickmann publicou nota aqui reproduzida em que, a certa altura, dizia:
“Há mais casos estranhos. Gleisi Hoffmann, quando senadora, nomeou Gláudio Renato de Lima, PT, para assistente parlamentar.
Quando virou ministra, seu sucessor, Sérgio Souza, PMDB, o recebeu como herança e o mantém até hoje no Senado – embora Gláudio tenha sido condenado em dois processos pela Justiça do Paraná, um por improbidade administrativa, outro por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e concussão.”
DO RICARDO SETTI-REV VEJA