segunda-feira, 11 de julho de 2011

A POLÍTICA DE DILMA CONTRA AS DROGAS NÃO PASSA DE UMA DROGA



A fanfarronice do governo da madame Rousseff está sendo desconstruída mais rapidamente do que a do governo do Apedeuta. Talvez por este ser mais profissional, pois muitos fatos escondidos ou maquiados só agora tornam-se claros para o grande público. Nos bastidores, há muito que são contados como grandes balelas.

E cada vez que este governo vem sendo desnudado, pelos fatos comprovados, fica mais evidente a incompetência e irresponsabilidade de um partido que aplicou o maior golpe eleitoral desde que o brasileiro vota.
Um partido que foi contra tudo e contra todos quando oposição. Um partido que quando governo se apropriou de uma obra que renegou como oposição.

Infelizmente, a grande imprensa é conivente e a maioria de brasileiros fica sabendo apenas da "verdade" que vai ao ar nos telejornais das grandes redes, que somadas, falam todas as noites com 70/80 milhões de pessoas. Some-se a esta audiência a propaganda chapa branca veiculada nos intervalos dos noticiários.

As grandes falcatruas denunciadas que derrubam ministros e gabinetes, geralmente são de ministérios com verbas inexpressivas. Nenhum grande veículo enfrenta a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e a Petrobrás. Por quê? Porque são os maiores clientes do governo. Suas verbas publicitárias são bilionárias. Brigar com o rei? Pra que?
Faz-se um charmezinho aqui, outro acolá, para causar a boa impressão e até para aliviar a dor de consciência.

Vivemos aquele momento em que fomos pegos pelo redemoinho e para sair dele só com uma poderosa força que venha a unir milhões.

Isto posto, segue relato de mais um fato que comprova a fanfarronice desse governo que não passa de uma novelinha de segunda dando continuidade a uma novelinha de terceira.

Em matéria da jornalista Maria Clara Prates do Correio Brazilienze que afirma que o Governo aplicou apenas 20% dos R$ 410 mi previstos para o combate às drogas, está mais uma prova de que nada se faz, nada se resolve na realidade. É um governo que governa através de releases. É um governo de intenções. Até boas, mas que não saem do papel. Leia um trecho:


98% dos 5,5 mil municípios do país têm dependentes
Eles já chegam à impressionante marca de 900 mil no país, formando um exército de dependentes químicos da cocaína e crack que não para de crescer, de acordo com levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU). Desde junho do ano passado, o governo reservou quase meio bilhão de reais para alterar a realidade, mas até agora não foram aplicados nem 20% dos recursos previstos, apesar da deficitária estrutura de atendimento. O Plano Nacional de Combate ao Crack e Outras Drogas, anunciado ainda no governo Lula, não decola. Isso, apesar de a considerável cifra de R$ 410 milhões ter sido pulverizada entre os ministérios da Justiça, da Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Hoje, o Brasil sequer conhece a face de seus dependentes químicos, em especial do crack. O último levantamento oficial sobre o uso de drogas no país foi feito em 2005 e uma nova pesquisa seria concluída em março. Mais uma vez, fez água, conforme admite a própria Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad). Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em dezembro do ano passado, mostrou que 98% dos municípios brasileiros têm dependentes químicos, inclusive, de crack. Desses, apenas 14,7% têm Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) e 8,4% contam com programas locais de combate ao crack.

Mesmo sem dados científicos sobre a realidade brasileira do crack, a secretária Nacional de Política sobre Drogas, Paulina Duarte, desdenhou da tese sobre o país viver uma epidemia de crack: “É uma grande bobagem.” O presidente da Comissão Especial de Combate às Drogas da Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes (PT-MG), discorda. Para ele, há um endemia que deve ser tratada como crônica. “Do ponto de vista político, é melhor tratar como epidemia, aprimorar e efetivar políticas públicas do que depois correr atrás do prejuízo”, destacou.

Agora, assista ao que a madame Rousseff falou como candidata e ao que ela diz como presidenta:
DO BLOG DO LUUCIONETO

Por que os brasileiros não reagem?


Juan Arias, O Globo

O fato de que em apenas seis meses de governo a presidente Dilma Rousseff tenha tido que afastar dois ministros importantes, herdados do gabinete de seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva (o da Casa Civil da Presidência, Antonio Palocci - uma espécie de primeiro-ministro - e o dos Transportes, Alfredo Nascimento), ambos caídos sob os escombros da corrupção política, tem feito sociólogos se perguntarem por que neste país, onde a impunidade dos políticos corruptos chegou a criar uma verdadeira cultura de que "todos são ladrões" e que "ninguém vai para a prisão", não existe o fenômeno, hoje em moda no mundo, do movimento dos indignados.

Será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética de muitos dos que os governam? Não lhes importa que tantos políticos que os representam no governo, no Congresso, nos estados ou nos municípios sejam descarados salteadores do erário público?

É o que se perguntam não poucos analistas e blogueiros políticos.
Nem sequer os jovens, trabalhadores ou estudantes, manifestaram até agora a mínima reação ante a corrupção daqueles que os governam.

Curiosamente, a mais irritada diante do saque às arcas do Estado parece ser a presidente Rousseff, que tem mostrado publicamente seu desgosto pelo "descontrole" atual em áreas do seu governo e tirou literalmente - diz-se que a purga ainda não acabou - dois ministros-chave, com o agravante de que eram herdados do seu antecessor, o popular ex-presidente Lula, que teria pedido que os mantivesse no seu governo.


A imprensa brasileira sugere que Rousseff começou - e o preço que terá que pagar será elevado - a se desfazer de uma certa "herança maldita" de hábitos de corrupção que vêm do passado.

E as pessoas das ruas, por que não fazem eco ressuscitando também aqui o movimento dos indignados? Por que não se mobilizam as redes sociais?

O Brasil, que, motivado pela chamada marcha das Diretas Já (uma campanha política levada a cabo durante os anos 1984 e 1985, na qual se reivindicava o direito de eleger o presidente do país pelo voto direto), se lançou nas ruas contra a ditadura militar para pedir eleições, símbolo da democracia, e também o fez para obrigar o ex-presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992) a deixar a Presidência da República, por causa das acusações de corrupção que pesavam sobre ele, hoje está mudo ante a corrupção.

As únicas causas capazes de levar às ruas até dois milhões de pessoas são a dos homossexuais, a dos seguidores das igrejas evangélicas na celebração a Jesus e a dos que pedem a liberalização da maconha.

Será que os jovens, especialmente, não têm motivos para exigir um Brasil não só mais rico a cada dia ou, pelo menos, menos pobre, mais desenvolvido, com maior força internacional, mas também um Brasil menos corrupto em suas esferas políticas, mais justo, menos desigual, onde um vereador não ganhe até dez vezes mais que um professor e um deputado cem vezes mais, ou onde um cidadão comum depois de 30 anos de trabalho se aposente com 650 reais (300 euros) e um funcionário público com até 30 mil reais (13 mil euros).

O Brasil será em breve a sexta potência econômica do mundo, mas segue atrás na desigualdade social, na defesa dos direitos humanos, onde a mulher ainda não tem o direito de abortar, o desemprego das pessoas de cor é de até 20%, frente a 6% dos brancos, e a polícia é uma das que mais matam no mundo.

Há quem atribua a apatia dos jovens em ser protagonistas de uma renovação ética no país ao fato de que uma propaganda bem articulada os teria convencido de que o Brasil é hoje invejado por meio mundo, e o é em outros aspectos.

E que a retirada da pobreza de 30 milhões de cidadãos lhes teria feito acreditar que tudo vai bem, sem entender que um cidadão de classe média europeia equivale ainda hoje a um brasileiro rico.

Outros atribuem o fato à tese de que os brasileiros são gente pacífica, pouco dada aos protestos, que gostam de viver felizes com o muito ou o pouco que têm e que trabalham para viver em vez de viver para trabalhar.

Tudo isso também é certo, mas não explica que num mundo globalizado - onde hoje se conhece instantaneamente tudo o que ocorre no planeta, começando pelos movimentos de protesto de milhões de jovens que pedem democracia ou a acusam de estar degenerada - os brasileiros não lutem para que o país, além de enriquecer, seja também mais justo, menos corrupto, mais igualitário e menos violento em todos os níveis.

Este Brasil, com o qual os honestos sonham deixar como herança a seus filhos e que - também é certo - é ainda um país onde sua gente não perdeu o gosto de desfrutar o que possui, seria um lugar ainda melhor se surgisse um movimento de indignados capaz de limpá-lo das escórias de corrupção que abraçam hoje todas as esferas do poder.

Juan Arias é correspondente do El Pais no Brasil

DO BLOG MOV.ORDEM VIG.CONTRA CORRUPÇÃO

Que é isso PAC MAN?

Detesto cretinices.
Ainda quando elas saem das mentes de presunçosos.
Leiam o que vai abaixo. Depois volto com a faca nos dentes.

"Tudo isso é verdadeiro. Mas a verdade não se resume a isso. Precisamos reconhecer a legitimidade da mágoa que Itamar carregou consigo durante muito tempo, fruto das incompreensões e da falta de reconhecimento à sua contribuição ao país.

Se há no Brasil quem diga que, depois de morto, todo mundo vira santo, acredito que os elogios com que Itamar foi coberto após a sua morte não tinham a intenção de 'absolvê-lo' ou, muito menos, de santificá-lo aos olhos da opinião pública, mas sim de nos redimir dos pecados da ingratidão e da injustiça com que tantos de nós o tratamos, durante tanto tempo."

Ele é, obviamente, parte de um texto que ainda será publicado pela Folha de São Paulo.
Seu autor, chama-se PAC MAN.


De que incomprenssões e falta de reconhecimento nos fala o Come-Come?

Vamos embarcar em nossa nave do tempo, para resgatarmos a história.
Antes, uma explicação.
Não sou daqueles que mudam de opinião sobre alguém que acaba de descer para as profundezas da terra, devidamente guardado em pijamas de madeira, como é o caso de Itamar Franco.

Sigamos em vôo solo em direção ao passado gravado pela história.

Muito se fala do governo Itamar.
Inclusive de sua tiotal incompetência em comandar sua equipe de ministros.
Só na fazenda, foram 3, antes da assunção de FHC.
Eliseu Resende, o último, entregou ao futuro Ministro da Economia, uma inflação na casa de 1.095% ao ano.
Itamar e seus rompantes ( devido a este fato foi apelidado de Topetinho ) era de uma inconstância sem limites.
Após tres fracassados planos econômicos, eis que em junho de 1994 assume o Ministério da Fazenda FHC, em subtituição à Eliseu Resende.

Sem contrôle da inflação e ninguém disposto a assumir o verdadeiro abacaxi que era a economia do governo de Itamar, restou trazer alguém de fora da "economia" para dar uma ajeitadinha na inflação galopante, na eminente quebradeira dos bancos ( herança de Collor de Merdo e sua Zélia ), nas prateleiras vazias dos supermercados.
Sem saída e começando a ser demonizado pelos integrantes das quadrilha, Itamar TEVE QUE ACEITAR as imposições feitas pela equipe montada por FHC para reformular a economia do Brasil.

Foram momentos de muito sacrifício para todos os brasileiros, diante das cagadas deixadas pelo infeliz Collor e sua Zélia e aquelas acrescentadas pelo destempêro do Topetinho.

Qual o verdadeiro crédito de Itamar?
Aceitar o que lhe era imposto sem reclamar.
Motivo: NÃO TINHA SAÍDA.
Esse o verdadeiro crédito do senhor Itamar Galtiero Franco, EM RELAÇÃO AO BEM-SUSCEDIO PLANO REAL.

Que injustiça é essa de que fala o Come-Come devassado?
Que crítica enviezada é essa dirigida à FHC?


PAC MAN tem que lavar as fraldinhas, passar Talco Ross na bundinha para emitir opinião sobre alguém como FHC.
PAC MAN deveria vir a público, isto sim, pedir desculpas a quem vota na oposição por ter posto, de forma covarde, seus interesses particulares, SUAS MÁGOAS, na eleição passada, deixando de lado o candidato de seu prórpio partido por estar magoadinho de não ter sido ele o escolhido.

São estas as covardias cretinas que não aceito.
Que se louve Itamar pelo que ele fez.

Mas, morto, que não se dê ao defunto, as glórias que nunca teve.

Quem faz isso, muito bem, é a quadrilha. 

DO B. COM GENTE DECENTE

Virou festim.

O sonho de dona Mintira de enfiar um trem em forma de bala no orifício retofuricaular dos brasileiros, mais uma vez, deu com os reaça n'água.
Ninguém se apresentou para que a quadrilkha pudesse mamar mais umas pilas.

Dançou dona Mintira, dançou Dr Hélio, dançou dona Martaxa Suplissexo e mais as boquinhas abertas que ficariam abarrotas com a fabulosa grana que poderia sobrar da construção do mais caro metro de trilho do mundo.

Tudo isso para ligar nada a lugar nenhum ou que já é feito, com muita competência diga-se, pela Viação Cruzeiro do Sul, antiga Cometa.
Essa gente não perde a vergonha de mostrar que não tem um tiquinho de vergonha na vaca ( para não falar outra coisa ) cara.

Empreteiras se recusando a participar de uma obra vultosa como esta, mesmo sendo quase que totalmente financiada pelo nosso suado dinheirinho?
Aí tem e muito.


Agora, é com ela. 


Quando se acredita que já se viu de tudo, descobre-se que estamos errados.
Ainda não vimos nada. Principalmente, do que esta gente é capaz de fazer.

Fedinho foi escorraçado do MT.
Dona Mintira efetivou em seu lugar, COMO SENDO DE SUA COTA PESSOAL, a segunda pessoa de Fedinho.

Fedinho foi pego com a boca, o traseiro, as mãos, os pés e a alma surrupiando sacos de cimento e afins no MT.
O "escolhido" por dona Mintira, estava lá durante todos os processos de repartição do butim.

Sobra conivência nesta história.
Então ficamos assim:

Sai um miserável suspeito de roubalheira.
Efetivasse em seu lugar, um suspeito de conivência.

Ou, em outras palavras, escorraça-se a raposa velha e coloca uma raposa nova.
Só as galinhas continuam as mesmas no galinheiro do Fedinho.

O BRASIL EXIGE DIGNIDADE



“Lula não só uniu em torno de si a escória política nacional, como lhe permitiu frequentar sem embaraço os cofres federais. Dilma ao assumir a Presidência da República, prometeu ser implacável com a corrupção. O outro é que a corrupção continuou solta e pesada nos Transportes até que a imprensa a expusesse. Nessa hora, no fim da semana passada, a presidente teve a chance histórica de iniciar uma cirurgia radical na pasta para livrar-se da "herança maldita". A presidente, em suma, deixou passar a primeira hora da verdade da sua gestão. A segunda já ressoa pela voz dos dirigentes do PR que não abrem mão do seu feudo e advertem que Dilma terá de se entender com o caído Nascimento para a escolha do sucessor. Se ela sucumbir à chantagem, já não fará muita diferença para a sua imagem se convidar de uma vez para o cargo o próprio Valdemar Costa Neto.” (extraído do editorial “Dilma diante da alcateia”)
DO B. GRAÇA NO PAIS DAS MARAVILHAS

Contra MP da Copa

Liderança do PSDB – Os senadores do PSDB se revezaram na tribuna do plenário na última quarta-feira (06) para mostrar os equívocos da “MP da Copa” (Medida Provisória  527/11). O líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), disse que a medida é mais um flagrante inconstitucional. “Este desrespeito está se tornando cansativo”, desabafou.
A Medida provisória da Copa flexibiliza critérios de licitações para a execução de obras em aeroportos, estádios e rodovias nas cidades sedes dos jogos ou em municípios distantes até 350 km do local da realização do evento. A MP se completa com as mesmas normas para os contratos dos Jogos Olímpicos de 2016.
Segundo o líder, o PSDB já tem pronta mais uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) para ser protocolada no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a MP 527. Em 2011, o partido já entrou com seis Adins semelhantes no STF.
O senador Aloysio Nunes (PSDB/SP) criticou o Regime Diferenciado de Contratação (RDC) proposto na MP e o atraso nas obras da Copa. “Fiquei com a impressão de que o governo descobriu ontem que a Copa do Mundo de 2014 será realizada no Brasil.”
Aloysio Nunes afirmou que governo não tem como justificar a pressa e a urgência na votação da MP 527. “Por quatro vezes, a base aliada tentou nos enfiar goela abaixo este contrabando do Regime Diferenciado de Contratação”, disse Aloysio. “A emergência para as obras da Copa é fabricada. O Governo não tem capacidade de planejar nada”, disse o vice-líder do PSDB.
O sigilo do orçamento da infraestrutura necessária para a realização da Copa e  da publicidade das informações durante o processo de licitação das obras foram alvo de crítica do senador tucano
Segundo ele, é preciso que a população saiba onde o seu dinheiro está aplicado. “A luz espanta o bolor! Ela desmascara o mal feito.”
A presidente da Comissão de Infraestrutura, senadora Lúcia Vânia (PSDB/GO), lembrou reiterou no plenário os argumentos contra a aprovação do Regime Diferenciado de Contratações para a Copa de 2014. debatidos anteriormente na comissão.
O senador Cyro Miranda (PSDB/GO) alertou que o RDC será um instrumento que servirá para “uma tremenda farra como o dinheiro do contribuinte”.
Miranda lembrou que a sede da Copa de 2014 foi definida em 2007, mas as autoridades não ligaram para os atrasos sistemáticos do cronograma das obras e apelaram para uma medida à toque de caixa”.
Cyro criticou a possibilidade de aumentar o valor de um contrato sem limite na mesma licitação e que servirá “para pessoas que estão em conluio para se aproveitar do dinheiro público”.
ALOYSIO NUNES

Seis anos depois, Waldomiro Diniz é denunciado por dano à Receita Federal


WALDOMIRO DINIZ
O ex-subchefe de Assuntos Legislativos da Casa Civil da Presidência da República, na época do então ministro José Dirceu, Waldomiro Diniz foi acusado pelo Ministério Público de Brasília por crimes contra a ordem tributária, seis anos depois dos supostos danos aos cofres públicos estimados em 2005 pela Receita Federal. Segundo a denúncia, os danos à Receita somam R$ 259.348,02. Waldomiro teria suprimido ou reduzido tributos referentes a depósitos sem origem comprovada nos anos de 1999 e 2000.Ele também é acusado de usar uma declaração de isento de imposto de renda - benefício dado a que tem rendimentos baixos durante o ano. Claudio Humberto

Passos será o ministro. Incompetente, omisso ou conivente?

Tudo certo e nada no lugar!
Dilma convidou mesmo Paulo Sérgio Passos, secretário-executivo do Ministério dos Transportes, para assumir a pasta em lugar de Alfredo Nascimento.  Entra na cota do PR., mas como escolha de Dilma. Segundo nota do Palácio do Planalto, ele aceitou o convite.
Então ficamos assim: o Ministério dos Transportes era um antro de corrupção e desmandos. O verdadeiro operador do dia-a-dia de uma pasta é o secretário executivo. Lá vamos nós.
Segundo a lógica convencional (ver posts abaixo), cumpre indagar: Passos era incompetente, omisso ou conivente?
Por Reinaldo Azevedo

Dilma é um gênio! Primeiro vai comprar o trem, depois vai construir os trilhos.

Depois do fracasso nesta segunda-feira do leilão do trem-bala ligando Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestes) decidiu dividir em duas a licitação. Vai licitar primeiro o modelo de tecnologia (coreano, japonês ou europeu, por exemplo). Depois de definida a tecnologia, será feita a licitação das obras de engenharia. O governo avalia que assim ficará mais fácil estimar o custo da obra, que deverá ser aberta para participação de construtoras internacionais. O valor total da obra está estimado em R$ 33 bilhões --aproximadamente R$ 9 bilhões para equipamentos e operação e R$ 24 bilhões para obra. "Não vamos desfigurar projeto para atender um perfil de empresas", afirmou. A primeira fase do leilão -onde será escolhido o operador, que definirá a tecnologia adotada--será realizada no começo do próximo ano. (Da Folha Poder)

A bomba do Dnit

Os 40 do mensalão agora são 36. Não faz muita diferença. O maior escândalo nem é mais o mensalão em si.
Escândalo é o sistema de corrupção mais sofisticado da história da República permanecer seis anos na geladeira, enquanto o partido que o engendrou caminha tranqüilo para completar seus primeiros 12 anos no poder.
A culpa não é do PT. A culpa é do Brasil.
E agora o país tem nova chance de decidir se quer continuar sua servidão voluntária ao parasitismo petista.
Todos os bombeiros do governo estão correndo para tentar apagar o incêndio no Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Não é preciso muita água – basta molhar as mãos do PR.
O partido-empresa que manda no Ministério dos Transportes não quer muito: só continuar mandando no Ministério dos Transportes.
Os métodos usados pelo PR na “gestão” das obras viárias (comissão de 4%) levaram à demissão do ministro Alfredo Nascimento. A presidente Dilma tomou então a decisão mais criativa de seu mandato: demitiu o ministro, mas não demitiu o PR.
A raposa continuará tomando conta do galinheiro, mas Dilma quis escolher o novo despachante do pedaço (vulgo ministro). Aí a raposa se zangou.
Depois de vetar o nome escolhido pela presidente, o PR ameaça explodir tudo – à la Roberto Jefferson. O senador Blairo Maggi já avisou que todos os aumentos de despesas das obras do Dnit foram aprovados pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
Tradução: eles não estão brincando.
Num país em que um partido sentado sobre uma verba pública bilionária veta uma decisão da presidente da República, algo precisa vir à tona.
Ou não – se os brasileiros quiserem continuar patrocinando as festas particulares dos sócios do governo popular.
GUILHERME FIUZA
REV EPOCA

A naturalização do absurdo e do escândalo

Com o tempo, a gente vai se acostumando com a bandalheira, não se dando conta da naturalização dos absurdos. Vamos ver. Dilma gostaria de efetivar Paulo Sérgio Passos, secretário-executivo do Ministério dos Transportes, no lugar de Alfredo Nascimento, que foi demitido. Segundo uma lógica convencional — que, não raro, é a lógica ela mesma —, já é um troço meio estranho. Afinal, se Passos é assim tão diferente do outro, como conseguiu ser seu secretário-executivo durante tanto tempo? Ainda segundo a lógica convencional, ou ambos viviam como gato e rato ou eram coniventes nos desacertos com a moralidade pública. Mas vá lá: há uma certa aposta de que Passos era o lado saudável do ministério.
Pois bem. Um dos negociadores do PR é o senador Magno Malta (ES). Ele é a primeira liderança do partido a flertar com a efetivação de Passos no cargo, como cota do partido. Sim, leitor, já dissemos aqui: o fato de o Ministério dos Transportes “pertencer” ao PR é outro desses absurdos tornados naturais. Pois bem. Em que termos Malta passou a fazer a sua defesa? Para ele, Passos é a melhor alternativa para a “continuidade” do trabalho do Nascimento! À sua maneira, segundo aquela lógica convencional, ele tem razão, certo?
Mas tudo é ainda incerto. O senador Blairo Maggi (MT), convidado para o cargo, recusou a oferta por intermédio da imprensa. Alega, ademais, choque de interesses, já que suas empresas operam com o governo em projetos que pertencem justamente à área de Transportes. Mas não é só: em entrevista ao Globo de hoje, Maggi reforça, não há outra leitura possível, as ameaças que Luiz Antonio Pagot, o chefão afastado do Dnit, vem fazendo nos bastidores. O homem só recebia ordens; quem tomava as decisões era o governo, era o PT. Ali no mundo Pagot, há a clara sugestão de que a campanha eleitoral de Dilma Rousseff foi irrigada com recursos fornecidos pela largueza ética que vigora no Ministério dos Transportes.
Mas tudo segue a sua rotina…
Por Reinaldo Azevedo

TCU decide investigar contratos de senador com Petrobrás

Por Leandro Colon e Andréa Jubé Vianna, no Estadão Online:
O Tribunal de Contas da União (TCU) instaurou um processo para investigar os contratos da Manchester Serviço Ltda., empresa que pertence ao senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), com a Petrobrás. O procurador Paulo Bugarin, representante do Ministério Público junto ao TCU, entrou com representação pedindo a apuração das relações entre a empresa e a estatal. O relator do processo será o ministro Raimundo Carreiro. Técnicos do TCU no Rio de Janeiro, onde a Manchester atua dentro da Petrobrás, assumiram a tarefa de iniciar a investigação. O processo aberto tem o número 019.190/2011-5.
Na representação, o procurador pede, entre outras coisas, que se apure a legalidade dos contratos que renderam R$ 57 milhões sem licitação à Manchester desde o ano passado, conforme o Estado revelou no dia 3. Bugarin solicita detalhes dos contratos, e os motivos que levaram a Petrobrás a escolher a empresa do senador do PMDB.
O procurador protocolou seu pedido na quinta-feira e o tribunal divulgou a informação nesta segunda-feira. Será incluída na investigação a fraude revelada pelo Estado no domingo, 10, que envolve a Manchester, a Petrobrás e uma licitação de R$ 300 milhões.
A oposição protocola na manhã desta terça pedido de investigação na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Polícia Federal. Na manhã desta segunda, o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, afirmou à Agência Brasil que também vai investigar as denúncias de fraude. “Todos esses fatos que estão sendo noticiados nos últimos dias serão, sim, objeto de apuração pelo Ministério Público”, disse.
Eunício Oliveira é dono de 50% da Manchester, empresa que doou R$ 400 mil à sua campanha ao Senado em 2010. A reportagem do último domingo, 10, mostrou que a Manchester soube com antecedência da relação de seus concorrentes na licitação de R$ 300 milhões e os procurou para fazer acordo.
No dia 30 de março, um dia antes da entrega das propostas, um diretor da empresa de Eunício reuniu-se por mais de duas horas com a Seebla Engenharia, uma das empresas convidadas pela Petrobrás para participar da concorrência, destinada a prestar mão de obra terceirizada para a Bacia de Campos. A Seebla não teria topado um acerto e ofereceu uma proposta de R$ 235 milhões, R$ 64 milhões menor do que a oferta da Manchester. A estatal, no entanto, desclassificou a Seebla e declarou a Manchester como a primeira colocada.