segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

É o que dá não ler nem bula de remédio, Lula… Acaba falando besteira!

Lula vai deixando a Presidência da República — está acabando, está acabando… — sem abandonar algumas teses delinqüentes que marcaram a política externa brasileira. Uma delas pôde ser sintetizada numa fala repetida hoje no encontro com os militares:

“Estou convencido de que não haverá paz no Oriente Médio enquanto os Estados Unidos forem o tutor da paz”.

“Está convencido de que” porque fez a opção preferencial pela ignorância, porque não estuda. Na verdade, é quase o contrário disso: ai daquele que achar que Israel só faz o que os EUA querem e que o país não tomaria qualquer medida, qualquer mesmo, para se defender. E está certo. Não é de “destruição” que fala o lado de lá?

O que significa a entrada de outros agentes? O Brasil, que se nega na ONU a condenar ditaduras sangrentas, não hesita um segundo em condenar Israel. Há dias, reconheceu na região as fronterias anteriores à Guerra de 1967. Foi avançadinho? Nem diga! Isso significa o quê? Nada! A menos que o Egito decida ficar com a Faixa de Gaza, e a Jordânia, com a Cisjordância. Tenham paciência! Não é assim! O atual Itamaraty defende mais atores no processo porque, assim, acredita que pode isolar Israel — e, aí sim, seria um grande perigo! Lula simplesmente não sabe o que diz. Como se considera um gênio da raça, fala a besteira que lhe dá na telha.

Sobre o “acordo” com Irã, afirmou algumas coisas:
“Antes de viajar, nós recebemos uma carta do presidente Obama que colocava algumas condições (para um acordo internacional)”.
“O presidente Ahmadinejad aceitou exatamente o termo que levamos e, por isso, assinou que estava disposto a sentar na mesa na comissão em Genebra”.
“Mesmo assim, os países do Conselho de Segurança (da ONU) resolveram punir o Irã. Por que? A única explicação é que era preciso punir o Irã porque o Brasil e a Turquia tinham se metido numa seara que não era a de país considerado emergente”.
“O que o Ahmadinejad assinou é exatamente aquilo que o presidente Obama colocou para nós dez dias antes de a gente viajar para o Irã”.

Encerro
Já desmontei essa farsa aqui à época. É mentira! A condição essencial de um acordo era que o Irã parasse de enriquecer urânio no país e permitisse a plena inspeção da ONU, o que o país nunca aceitou. Aliás, no dia seguinte ao “acordo”, deixou claro que não haveria qualquer mudança quanto a esse particular.

Lula tenta, como sempre, trapacear intelectualmente para justificar seu desastre, que mandou a diplomacia brasileira lá para o fim da fila aos olhos da comunidade democrática. Hoje o Brasil é muito apreciado porque fala fino com ditaduras que costumam apedrejar mulheres e falar grosso com seus próprios cidadãos — para lembrar o colecionador de jabutis alheios e agora irmão de ministra.
Por Reinaldo Azevedo

Na despedida, Lula "congelou"o salário mínimo. Na estréia, Dilma não mexeu um dedo para mudar o quadro.

O Orçamento de 2011, comandado pelo PT e debaixo das ordens de Lula e Dilma, não elevou a previsão de receitas para garantir um salário mínimo superior aos R$ 540. "Temos consciência de que o valor está aquém das necessidades e expectativas dos trabalhadores e aposentados. Porém, é inegável que a ação governamental tem se pautado no firme propósito de dar continuidade à política de ganhos reais com base no aumento do PIB (Produto Interno Bruto), sendo esta a melhor forma de conciliar a melhoria de renda das populações mais carentes com o objetivo de evitar desequilíbrios fiscais e previdenciários", informou o relatório, assinado pela senadora petista Serys Slhessarenko(MT), aquela mesmo que tem uma assessora que arranjou R$ 4 milhões em emendas para entidades fajutas. Com isso, o salário mínimo terá um aumento real de menos de dois reais para o próximo ano, prejudicando especialmente os aposentados e os trabalhadores mais pobres.
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Enquanto isso, deputados e senadores de todos os os partidos aprovam um aumento absurdo para os próprios salários... Inclusive para a Dilma. Aí eles acham folga para colocar no Orçamento.

DO COTURNO NOTURNO

domingo, 19 de dezembro de 2010

Compre uma ONG e se torne "sócio" do governo

ONGs de fachada são vendidas por até R$ 9 mil. CGU investiga crime

(MS, 19/12/2010, às 07:52:46)

Organizações não-governamentais (ONGs) orbitam nas tetas do Estado e, grosso modo, nenhuma sobreviveria sem recursos públicos, as sérias e, claro, as de fachada, possivelmente em maior número do que se pensa. A moda tem sido captar recursos dos Ministérios do Turismo e Cultura, geralmente destinados por emendas parlamentares, para planejar e organizar eventos festivos de mentirinha.

A Controladoria-Geral da União (CGU) descobriu no meio dessa maracutaia milionária praticada com o Orçamento da União uma nova tendência, a venda pela internet de ONGs e da variante chamada de organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs).

Uma ONG prontinha para operar em Brasília pode sair por até R$ 9 mil parcelados. Uma OSCIP já é mais cara, por R$ 22 mil, como explica o suspeito site Vieira Consultoria: "São do tipo mais difícil de serem registradas pela complexidade em função de serem agências de desenvolvimento."

Na investigação, auditores do CGU simularam o interesse de negociar a compra de uma OSCIP. O proprietário da Vieira Consultoria, Antônio Carlos Travassos Vieira, ofereceu por R$ 22 mil um tal Instituto de Tecnologias Sociais. Os auditores receberiam, sem demora, a ata da assembleia da fundação da entidade de fachada, inscrição no CNPJ, certificado de OSCIP emitido pelo Ministério da Justiça e o contrato de cessão de direitos, com as alterações societárias.

De um modo geral, as ONGs e OSCIPs criadas para lesar os cofres públicos têm sedes em pequenos municípios de Goiás, como Alto Paraíso, onde fica o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a pouco mais de 200 km de Brasília. Tais entidades de fachada têm como outra característica criminosa a utilização de "laranjas" para conseguir os recursos junto ao Governo Federal. Entre sócios, a CGU já identificou frentistas, caminhoneiros, cabeleireiras e auxiliares de escritório.

Somente dois "sócios" do governo, o Instituto Premium Avança Brasil, em Luziânia (GO), e o Instituto Educar e Crescer, em Brasília, levaram, juntos, R$ 19 milhões entre 2008 e outubro de 2010. Quem quer comprar uma ONG?

Lula aumentou em 14% a carga tributária. De cada R$ 100 produzidos, o governo petista embolsa R$ 37,10

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Quando Lula recebeu o governo de FHC, a carga tributária era de 32,6%. Entrega para Dilma em 37,1%. Se Lula aumentou em 4,5 pontos percentuais a arrecadação, por qual motivo Dilma, com ampla maioria no Congresso, não aumentaria outros 2,9 pontos percentuais, elevando os impostos para 40% do PIB? Mesmo arrancando e lambendo os buracos dos olhos de quem produz, Lula não investiu mais do que FHC: ambos ficaram nos 0,7% do PIB, ao longo dos seus mandatos. Lula sai do governo com um agravante que, no futuro, passados os flashes e a compra da mídia, vai comprometer a sua biografia: o extraordinário aumento dos gastos públicos, que em vez de levar a riqueza econômica para os investimentos, transferiu a mesma para o bolso da burocracia improdutiva.
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Mesmo com esta carga tributária, não tenhamos esperança: a CPMF será aprovada em 2011 e retornará em 2012. Não para financiar a saúde. Para pagar o custeio da máquina pública.

Licença para roubar.

Domingo, Dezembro 19, 2010

Fica cada vez mais claro que, para uma grande maioria do Parlamento, com raríssimas exceções, obter um mandato de vereador, deputado ou senador é adquirir, por um baixíssimo custo, uma licença oficial para roubar. No país da impunidade, passou a ser um investimento de ponta para marginais de todas as matizes: estelionatários, ladrões, achacadores, corruptos em geral. Em pouco tempo é fácil recuperar o que foi gasto na campanha eleitoral para comprar o mandato. Um deputado federal vai ganhar R$ 1,6 milhão por ano ou R$ 6,4 milhões em 4 anos. Não há como não sobrar R$ 2 milhões líquidos ao final do período. Isso que não estamos falando do principal: as emendas parlamentares que, como estamos vendo, enchem os bolsos de deputados com outros tantos milhões, no truque simples de trocar entre si, independente de legendas, as liberações, botando "laranjas" lá na ponta que recebem a grana, sacam em dinheiro vivo e, obviamente, devolvem grande parte para os políticos. Tem empresa de fachada que chega a ser pluripartidária para não chamar atenção.Tem petista, tucano, comunista, direitista, tem todo o tipo de marca e modelo de político fazendo este tipo de safadeza. Quase no fim da cadeia alimentar da corrupção, chegamos à venda do voto, fruto do trabalho competente dos lobistas de todas as indústrias. Quanto será que o Paulinho da Força dos Bingos cobrou adiantado para trazer o assunto da legalização dos jogos de volta? Ou alguém acha que, mesmo perdendo no plenário, o bandido de colarinho branco não embolsou uma bolada? Se ganhasse, seriam dezenas de milhões no bolso de um dos piores bandidos políticos da história deste país. Finalmente, chegamos à venda do voto da bancada, quando um grupo de políticos é comprado em bloco por grupos empresariais ou por setores da economia. Aí a coisa vira um jogo sem limites em termos de achaque aos cofres públicos. Por isso, não há melhor investimento para um corrupto do que virar político. A lucratividade é enorme, sob a proteção da imunidade parlamentar. No Brasil de hoje, ser diplomado como político, é receber uma licença para roubar.
do b, coturno noturno

sábado, 18 de dezembro de 2010

A mulher que se achava filha de Getúlio e o homem que se acha pai do Brasil Maravilha

“Vim buscar a chave do Banco do Brasil”, comunicava a mulher negra e miserável que aparecia de vez em quando na minha casa em Taquaritinga. Eu tinha menos de 10 anos e era filho do prefeito. Ela tinha pouco mais de 40 e decidira que era filha de Getúlio Vargas, de quem havia herdado o banco estatal. Só fiquei intrigado na primeira visita. Nas seguintes, até tentei esticar a conversa com a doce maluca antes de fazer o que minha mãe ordenara: devia recomendar-lhe que resolvesse o problema com meu irmão mais velho, funcionário da agência local. Pacientemente, Flávio explicava que não podia entregar a chave sem conferir a certidão de nascimento. A órfã do presidente prometia buscá-la no cartório. Três ou quatro meses mais tarde, lá estava ela no portão para a reprise do ritual.

Lembrei-me da doida mansa com quem contracenei na infância ao saber que o presidente Lula registrou em cartório um Brasil imaginário. É uma Pasargada retocada pelo traço de Oscar Niemeyer. Tem trem-bala, aviões pontuais como a rainha da Inglaterra, rodovias federais de humilhar alemão, casa e luz para todos, três refeições por dia para a nova classe média, formada pelos pobres de antigamente. Quem quiser ver mendigo de perto deve voar até Paris e sair à caça de algum clochard. A transposição das águas do São Francisco erradicou a seca e transformou o Nordeste numa formidável constelação de lagos, represas e piscinas. Os morros do Rio vivem em paz e quem mora nas favelas do Alemão não troca o barraco por nenhum apartamento de cobertura no Leblon.

No país do cartório, o governo não rouba nem deixa roubar, o mensalão é coisa de Fernando Henrique Cardoso, os delinquentes engravatados foram presos pela Polícia Federal, os ministros são honestos, os parlamentares servem à nação em tempo integral e o presidente da República cumpre e manda cumprir cada um dos Dez Mandamentos. Lula fez em oito anos o que os demais governantes não fizeram em 500. A superexecutiva Dilma Rousseff precisa acautelar-se para não exagerar na eficiência: se melhorar, estraga.

Daqui a alguns anos, é possível que um filho do prefeito de São Bernardo do Campo tenha de lidar com um homem gordo, de barba grisalha, voz roufenha e o olhar brilhante dos doidos de pedra, querendo que a paisagem real seja substituída pela maravilha registrada no cartório. A cobrança da filha de Getúlio tropeçava na falta da certidão de nascimento que o pai do novo Brasil acaba de providenciar. Depois de repetir que governou a República, ele vai reclamar o que lhe pertence sobraçando um calhamaço cheio de selos, carimbos, rubricas e assinaturas.

“Nada é impossível neste país”, deu de repetir Lula ultimamente. Nada mesmo. É possível até um ex-presidente acabar trepado num caixote, na praça principal de São Bernardo, exigindo aos berros a existência de um Brasil que inventou.
POR AUGUSTO NUNES

Quem se elege pela oposição e se rende ao Planalto é só mais um colaboracionista

18/12/2010
às 20:08 \ Direto ao Ponto
AUGUSTO NUNES

A falta que faz um Mário Covas, lamenta a oposição real sempre que a oposição oficial tira o governo para dançar. Nesse minueto à brasileira, repetido há oito anos, apenas um dos parceiros se curva diante do outro, que retribui as reverências com manifestações de arrogância e para a música para berrar insultos quando lhe dá na telha. Desde a ascensão de Lula ao poder, cabe ao PSDB o papel subalterno e ao PT o comando dos movimentos na pista. Assim será pelos próximos anos, avisou nesta semana a Carta de Maceió, redigida pelos oito governadores tucanos eleitos ou reeleitos em outubro.

Nessa versão 2010 do espetáculo da covardia, como observou Reinaldo Azevedo, não há um único parágrafo, uma só sílaba, sequer uma vírgula que impeça um Tarso Genro de subscrevê-lo. O palavrório nem procura camuflar a rendição sem luta, a traição aos eleitores que souberam só agora que a relação com o governo de Dilma Rousseff, se depender dos tucanos, será regida pelo signo do servilismo. “Um Estado como Alagoas, que concentra os piores indicadores sociais do país, não pode se dar ao luxo de brigar com o governo federal”, subordinou-se o anfitrião Teotônio Vilela Filho. “Nós dependemos, e muito, dos repasses de verbas e programas federais”.

Os convivas do sarau em Alagoas ainda não aprenderam que, segundo a Constituição, o Brasil é uma república federativa. Um governador não precisa prestar vassalagem ao poder central para receber o que lhe é devido, nem pode ser discriminado por critérios partidários. Um presidente da República que trata igualmente aliados e adversários não faz mais que a obrigação.

“Devemos buscar sempre o entendimento e a cooperação, na relação tanto com o governo federal como com os governos municipais”, recitaram em coro ─ e em nome de todos ─ o paulista Geraldo Alckmin e o paranaense Beto Richa. Previsivelmente, foram abençoados por outra frase equivocada do presidente do PSDB, Sérgio Guerra: “Fazer oposição não é papel dos governadores”.

Claro que é. Mais que isso: é um dever. Os eleitores que garantiram a vitória de cada um dos oito signatários da Carta de Maceió não escolheram um gerente regional, mas políticos incumbidos de administrar com altivez Estados cuja população é majoritariamente oposicionista. Se dessem maior importância à afinação com o Planalto, teriam optado por candidatos do PT. O convívio entre governantes filiados a partidos diferentes é regulamentado por normas constitucionais, regras protocolares e manuais de boas maneiras. Isso basta.

É natural que governantes de distintos partidos colaborem na lida com problemas comuns. Outra coisa é a capitulação antecipada e desonrosa. Quem se elege pela oposição e se oferece ao inimigo como colaborador voluntário é apenas colaboracionista. Os franceses sabem o que é isso desde a Segunda Guerra Mundial. Os governadores tucanos que já se ajoelham diante de Dilma Rousseff logo saberão.

FALTA APENAS 13 DIAS

Odeio este numero 13 mas hoje faço uma pausa, estou feliz e vou começar a comemorar, só de pensar que dia 31 estarei livre das fanfarrices daquele semi-deus, já é motivo de regozijo, o lamaçal derramado na midia por este governo vai diminuir, é o que espero, embora continue em dúvidas sobre a presidente eleita, o ministerio é pior do que o do lula, mas se a chefe tiver controle pode sanar algumas arestas e deixar por menos os estragos causados nestes oito anos de incompetencia, corrupção, mentiras e odio.
Por Elpidio Barros

Para estender mordomias para ex-marido e para a filha, Dilma abre escritório da Presidência em Porto Alegre.

Sábado, Dezembro 18, 2010

A história se repete. Lula, para garantir as mordomias de Lurian, tais como seguranças, motoristas e mais sete automóveis, abriu um escritório presidencial em Florianópolis, onde jamais assinou um autógrafo. Fez o mesmo para tomar conta do outro filho e dos seus bens em São Bernardo do Campo, para onde ia aos finais de semana e de onde jamais despachou, pois as visitas sempre foram para comícios e cachaçadas. Além disso, também tinha um escritório em São Paulo, usado pouquíssimas vezes, que também botava a presidência a serviço do Lulinha Telemar, o filho "fenômeno". Agora Dilma já escolhe local para instalar um escritório em Porto Alegre, conforme informa Zero Hora. Para botar a infra-estrutura presidencial a serviço da filha, do genro, do neto e até do ex-marido, Carlos Araújo, dotando-os de todas as mordomias. Quem viver, verá.

DO B.DO CEL

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A UNE se transforma na viúva milionária — com o dinheiro alheio!

17/12/2010
às 20:15


Tudo bem devolver à UNE o que pertencia à UNE e até pagar uma indenização para que reconstrua a sua sede. Mas R$ 45 milhões? Com base em quê? Uma sede de 13 andares, a ser inaugurada em 2013? Entendi! O PC do B continua a tomar conta do aparelho, e o PT entra com a marca! É uma vergonha, uma acinte com os pobres brasileiros que pagam a conta.

A UNE não tem atividade para lotar um andar, quanto mais 13. Vai se transformar numa empresa dos setor imobiliário, vivendo de aluguéis, como uma daquelas viúvas ricas de antigamente. A rigor, é isso o que ela é: viúva de uma causa, viúva de uma ideologia, viúva até da vergonha na cara.

A UNE é de tal sorter vigarista que tem entre as suas lutas a eleição direta para reitor de todas as universidades do país. Ela mesma não segue o que defende. O comando da entidade é definido pelos aparelhos ocupados pelo PC do B, que não vai desinfetar a área nunca mais. Como é um “sindicato” sem muita importância, o PT não se importa em ser apenas uma força de apoio. Nunca a entidade foi tão atrelada ao oficialismo como agora.

A Comissão de Anistia, presidida por este impressionante Paulo Abrão, é um centro de distribuição de prebendas. Ao comentar o destino, ao menos o oficial, da bolada concedida, afirmou o valente: “O Brasil ganha mais um patrimônio histórico de um ícone da arquitetura mundial. Vamos causar inveja ao mundo, pois não haverá outra entidade estudantil no planeta com uma sede desse porte”. É um pobre coitado intelectual. Mas que custa caro.

Segundo o rapazola, a nova sede marcará a retomada do “protagonismo” do movimento estudantil? Qual protagonismo? Deve ser o imobiliário.

O problema dessa gente é menos o esquerdismo bocó — que isso é só de fachada — do que o seu aburguesamento. O diabo é que eles se “aburguesam” com o nosso capital. Trata-se de mais um capítulo da consolidação da burguesia do capital alheio.
Por Reinaldo Azevedo

Evo indica Lula para ser Secretário-Geral da ONU. Lula não aceita, como se o indio cocalero pudesse fazer tal convite.

Sexta-feira, Dezembro 17, 2010

A ONU tem 192 países membros. O Secretário-Geral é eleito pela Assembléia Geral, com um detalhe: antes é recomendado pelo Conselho de Segurança. Só não é eleito se não tiver maioria absoluta, o que nunca ocorreu na história da organização. Evo Morales é o cocô do cavalo do Simon Bolívar. Lula é o cocô do cavalo do Dom Pedro I.São dois inexpressivos dentro da ONU. Agora vejam o que Lula disse: "Não pode ter um político forte na ONU, porque não pode ser maior que os presidentes dos países e eu fico meio preocupado se virar moda presidentes de países presidirem a ONU... Daqui a pouco os EUA estão disputando, além do Conselho de Segurança, também o controle das Nações Unidas e aí tudo ficará mais difícil" Lula, em fim de carreira, se acha maior que os presidentes de outros países e, em ato falho, ainda se coloca como presidente, o que, pelo menos formalmente, ele não será mais. Lula não entende absolutamente nada de ONU. Tanto é que, um dia, achou que poderia ter um assento no Conselho de Segurança. O país gastou bilhões de dólares com esta imbecilidade.
do b do cel

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Delírios, consternação, lágrimas, apreensão e provocação

16/12/2010
às 6:29


Não há dúvida de que o petismo é um sistema. As regras de funcionamento da Máquina, em boa parte, não dependem do governante de turno, o (a) titular da Presidência da República, que é só a figura institucional. Quem manda é o chefe do partido. Lula, hoje, é o comandante das duas faces: a que está mais ou menos exposta à luz da imprensa — o Poder Executivo — e a que se protege nas sombras: o PT, suas franjas e a base material desse poder, composta de sindicatos, estatais e fundos de pensão. A substituição de Lula por Dilma na Presidência não altera substancialmente o modelo. “A Máquina” continuará no comando. Ainda assim, percebe-se um clima de consternação com a chegada da hora… Faltam apenas 16 dias. Essa consternação deriva de um misto de incerteza sobre o futuro, cobrança para que nada mude e, em alguns casos, quem sabe?, um tantinho de desânimo.

Vamos tentar entender. Ainda que Dilma, em certa medida, represente mais do mesmo, e isso é fato, há que se considerar que Lula é um fenômeno irrepetível da política. E o é menos por suas peculiaridades, compostas de virtudes e defeitos, do que por conta de uma espécie de doença moral que tomou conta da política, que faz dele uma figura inimputável. Os políticos, da base e da oposição, temem a sua língua ferina, a sua impressionante capacidade de desqualificar os que dele discordam e a ligeireza com que evoca as “desigualdades” do Brasil para justificar qualquer coisa. Se criticam alguma medida de seu governo, trata-se da voz das elites; se seu filho é flagrado num negócio meio inexplicável com um empresa de telefonia, ele logo denuncia o preconceito contra o operário: parece Chico Buarque explicando Jabuti em cima de árvore: “Só porque sou cantor…”

Pode não parecer, mas isso ajuda a resolver muitas crises — a matar algumas delas na origem. Ele só não foi à lona durante o mensalão porque as oposições ficaram com receio desse Lula popular, que se disse, no mês passado, “encarnação do próprio povo”. Estourava um escândalo, lá estava ele para servir de pára-raios, denunciando a conspiração — em especial a da imprensa, que não estaria interessada em reconhecer os seus méritos. A consternação da petezada, que ainda vai se exacerbar — faltam muitos cântaros de lágrimas; imaginem a despedida no dia 1º… — nasce da certeza de que o partido não contará mais com esse ativo.

Nem Dilma nem ninguém tem essa capacidade. Porque, reitero, agora esclarecendo, estamos falando menos de uma virtude de Lula do que da inimputabilidade em que ele transita, feita de um misto de consciência culpada e estudada generosidade das elites políticas: “Ele é um operário, filho de mãe que nasceu analfabeta (!), deixem que fale”. Ninguém quer comprar briga com o mito. Lula é isso? Claro que não! Ele é, de fato, o chefe de uma das maiores máquinas partidárias do Ocidente. Caso se considere que seu partido administra o patrimônio dos fundos de pensão, não há organização partidária no mundo mais rica do que o PT — o PC chinês é outra coisa; não é obrigado a disputar o poder com ninguém; não se distingue do estado.

Os petistas continuarão incrustados na maquina, eu sei. Eu mesmo apontei aqui que o primeiríssimo escalão de Dilma é mais lulista do que o do próprio Lula. Mas há coisas que ela não poderá fazer simplesmente por não ser ele. O processo político certamente não estará de joelhos diante dela como esteve diante dele ao longo dos oito anos. O manancial metafórico da futura presidente não trará aquela rusticidade no fundo cômica, mas transformada quase em poesia, de seu antecessor. Não se vê uma Dilma em cima do palanque, suarenta, dedo em riste, olhos injetados, a defender os corruptos de sua base na suposição de que ela lutou contra a corrupção mais do que ninguém… Não estou dizendo que a petista não pudesse gostar de ter esse “dom”. Estou afirmando que ela não tem porque ninguém lhe reconhece legitimidade para isso.

Para o bem ou para o mal, o Brasil volta a ser governado — ao menos na face visível do governo, não aquela das sombras — por uma pessoa, e isso tende a deixar mais claros os problemas. E também acaba criando arestas entre os próprios aliados. A “máquina” está um tanto assustada.

Na patuscada desta quarta, quando Lula registrou em cartório obras que nem sequer saíram do papel, coube a Franklin Martins, o ministro da Supressão da Verdade, fazer uma provocação. Numa referência direta à ex-ministra e presidente eleita, lembrou que lhe cabe o desafio de fazer um governo “ainda melhor” do que o de Lula — e isso num ambiente em que ele era saudado como o maior estadista da história do Brasil, o que fez 80 anos em 8 etc e tal.

Franklin parece meio bravo com a sucessora de Lula. O encerramento de sua fala queria dizer, obviamente, um sonoro “você não vai conseguir”. Ele não se conforma que ela, até agora, não tenha endossado a sua proposta, que conta com o apoio entusiasmado do presidente, de controlar o conteúdo dos meios de comunicação. Segundo disse outro dia, a presidente eleita teve um caminhão de votos e pode fazer o que quiser. Não pode, não! Só nas ditaduras o governante faz o que bem entende. Gente como Franklin se cria mais facilmente à sombra de um inimputável como Lula do que de alguém como Dilma.

Com uma oposição fraca, parte dela empenhada na sua “(re)afundação”, os primeiros adversários da futura presidente tendem a ser algumas viúvas de Lula.
Texto originalmente publicado às 22h23 de ontem
Por Reinaldo Azevedo