terça-feira, 14 de março de 2017

Ronaldo Lessa desbanca Calheiros em preferência para Senado

Levantamento foi feito pelo Instituto Paraná Pesquisas

O impacto de seguidos escândalos políticos pode minar o reinado de Renan Calheiros em Alagoas. Em nova rodada de levantamentos eleitorais feito pelo Instituto Paraná Pesquisas, o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) aparece em primeiro na intenção de voto para o senado, com 35,3%. Em seguida vem Teotônio Vilela Filho, com 27,8%. Calheiros aparece somente em terceiro, com 25,1%.
A pesquisa é estimulada, isto é, o instituto apresentou os nomes mais prováveis. Confira abaixo:
Ronaldo Lessa – 35,3%
Teotônio Vilela – 27,8%
Renan Calheiros- 25,1%
Maurício Quintella- 18,0%
Benedito de Lira – 17,8%
Marx Beltrão- 16,0%
Não sabe – 4,8%
Nenhum – 11,8% DO R.ONLINE

Justiça bloqueia R$ 36 mi de Aníbal Gomes, assessor e advogados

A Justiça Federal no Rio de Janeiro determinou, em caráter liminar, o bloqueio de até R$ 36,6 milhões do amigão de Renan Calheiros, o deputado Aníbal Gomes; do assessor dele, Luís Carlos Batista Sá; e dos herdeiros do advogado Paulo Baeta Neves, que morreu no ano passado.
A medida foi tomada numa ação de improbidade administrativa movida pela AGU para tentar reaver um quinhão arrancado do erário durante traficâncias descobertas pela Operação Lava Jato.
As cabeças de Gomes, Luís Carlos Sá e Baeta Neves foram entregues na bandeja da delação de Paulo Roberto Costa. Ele admitiu ter recebido R$ 800 mil em propina, intermediada pelo deputado, para que a Petrobras acertasse uma conta de R$ 65 milhões com empresas de praticagem.
Segundo Paulo Roberto Costa, nessa brincadeira, Aníbal Gomes levou uma bola de R$ 3 milhões, com a ajuda de seu assessor, e Baeta Neves recebeu R$ 2,5 milhões.
A ação de improbidade tramita em sigilo, “inclusive em relação aos réus, de modo a evitar possível dilapidação patrimonial”, esclarece a decisão pela qual foi determinado o bloqueio de R$ 36,6 milhões. A sentença não descrimina quanto será bloqueado de cada um dos investigados. DO .RADAR

segunda-feira, 13 de março de 2017

Em meio à expectativa com Odebrecht, Temer e Gilmar Mendes têm encontro no Jaburu

Reunião ocorreu neste domingo, 12, e não foi divulgada nas agendas oficiais do presidente da República e do presidente do TSE

BRASÍLIA - Em meio aos depoimentos de delatores da Odebrecht colhidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à expectativa da nova lista de pedidos de abertura de inquérito da Operação Lava Jato, o presidente Michel Temer se reuniu com o presidente do TSE, Gilmar Mendes, neste domingo, 12. O encontro não foi divulgado nas agendas oficiais.
As revelações dos ex-executivos da empreiteira têm preocupado o Palácio do Planalto porque serão levadas em conta nas ações que pedem a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer. Como mostrou o Estado no fim de semana, ministros do TSE admitem que os depoimentos aumentam a gravidade do caso, mas afirmam que a manutenção da estabilidade política do País deve ser levada em conta durante o julgamento da chapa.
Foto: Marcos Arcoverde|Estadao
Gilmar Mendes
Gilmar Mendes
Nesta segunda-feira, 13, Gilmar defendeu publicamente essa tese. “Sempre se considera (a estabilidade política). Nós não temos juízes de Marte, são juízes do Brasil. Em todas as circunstâncias, nós levamos em conta. Mas não que isso vá presidir o julgamento, é um julgamento complexo", disse, após lançar, em São Paulo, uma campanha para cadastrar todos os eleitores do País no sistema biométrico do TSE.
Ao Estado, o ministro disse que não conversou com Temer sobre a situação das ações no TSE, nem sobre a nova lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Os dois falaram apenas sobre reforma política. Gilmar foi ao Palácio do Jaburu após um almoço na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), onde se discutiu mudanças no sistema eleitoral e financiamento de campanha.
Segundo o presidente do TSE, tem ganhado força a ideia de um financiamento com dinheiro público, desde que se mude para o sistema de lista fechada. “O que eu acho que é totalmente fora de ciência ficar discutindo financiamento no sistema atual, porque é enxugar gelo. É preciso alterar o sistema eleitoral, para aí adequar o financiamento”, disse.
Encontros. Temer tem mantido uma interlocução constante com o presidente do TSE. Em janeiro, o ministro pegou uma carona na comitiva presidencial para voltar a Portugal, onde passava férias com a família. A viagem fez chover críticas à conduta de Gilmar. Após a polêmica, o ministro rebateu as acusações e disse que mantém relações institucionais de “companheirismo e diálogo” com Temer há mais de 30 anos. DO ESTADÃO

Ministros de Temer não são demitidos, têm alta

O primeiro escalão do Palácio do Planalto foi transformado numa espécie de UTI para tratamento de ministros intoxicados pelas investigações da Lava Jato. De volta de uma licença médica, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) reassumiu nesta segunda-feira sua vaga no centro de tratamento intensivo, onde já se encontra o colega Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência). Ambos estão em condições políticas precárias. Não há perspectivas de melhora. Definharão nos cargos, até ficar evidente que a deterioração é irreversível. Na UTI do Planalto, os ministros não são demitidos por Michel Temer, recebem alta. A desinternação é determinada pelos fatos.
Os políticos procuram freneticamente um remédio contra a intoxicação da Lava Jato. Mas ainda não descobriram o antídoto. Temer decidiu que, enquanto for possível, manterá os auxiliares enfermos ligados ao tubo do foro privilegiado do Supremo Tribunal Federal. Não resolve o problema, mas consrva os amigos longe do tratamento de choque imposto por doutores como Sergio Moro, que atendem no pronto-socorro da primeira instância.
Padilha foi instado a dizer meia dúzia de palavras sobre o pedaço de caixa dois que lhe coube distribuir. Coisa variável de R$ 4 milhões a R$ 5 milhões, dependendo do delator da Odebrecht. O chefe da Casa Civil foi convidado a explicar também o “pacote” que o amigo José Yunes diz ter recebido, a seu pedido, das mãos do notório doleiro Lúcio Funaro. O ministro mandou dizer que não dirá nada sobre coisa nenhuma. Na UTI do Planalto é assim os pacientes acham quem não devem nada a ninguém. Muito menos explicações. DO J.DESOUZA

Propinoduto Odebrecht- Lula é o dono da conta milionária do PT

Segundo a Veja, a conta corrente de Lula no departamento de operações estruturadas da empreiteira era “um dos segredos mais bem guardados da delação premiada dos executivos da Odebrecht, cujos depoimentos deverão ser tornados públicos nos próximos dias, está prestes a ser revelado em detalhes: o ex-presidente Lula era o dono de uma parte da milionária conta corrente que o PT mantinha junto à empreiteira”.
Lula foi desmascarado pela Lava Jato e não há mais como manter o cinismo de suas alegações. Na matéria da Veja, fica claro o grau de comprometimento do petista na investigação: “Nos depoimentos prestados à Procuradoria-Geral da República como parte do acordo que resultou na chamada “delação do fim do mundo”, não só Marcelo Odebrecht como outros dirigentes da empreiteira confirmaram que Lula é o misterioso personagem por trás do codinome “Amigo”, que em julho de 2012 tinha um crédito de 23 milhões de reais registrado no Departamento de Operações Estruturadas, como era chamada o setor de propinas da companhia”. DO J.RORIZ

Cabo de guerra

Na última quarta-feira (8/3), a imprensa noticiou que o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, teria declarado, dentre outras coisas, que o excesso de regras no mercado de trabalho é o responsável pela geração de 14 milhões de desempregados e que a Justiça do Trabalho “não deveria nem existir”.
A declaração gerou repúdio dos mais diversos setores judiciais, em especial da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) e, de maneira ponderada, também do Presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ministro Ives Gandra Martins da Silva Filho.
Como Magistrada durante mais de 30 anos e, agora, como advogada militante perante a Justiça do Trabalho, percebo que ambos os lados, Judiciário e Legislativo, têm parcial razão. Realmente, o Processo do Trabalho data dos idos de 1940, sem ter sofrido efetivamente qualquer modernização relevante. As relações de trabalho, em mais de oito décadas, se modificaram substancialmente na prática, não se justificando manter-se o mesmo olhar de quase 80 anos atrás sobre os direitos trabalhistas.
Há quase um século, quando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi editada, a internet não era mais do que uma ideia. Um empregado que trabalhasse distante da sede de sua empresa contava apenas com raros aparelhos de telefone ou com os correios para se comunicar. Poucos eram os trabalhadores nessas condições. Já hoje, com a proliferação constante de novas formas de comunicação e, principalmente, com a difusão e o barateamento do acesso à Internet, práticas como o home office aos poucos deixam de ser exceção e passam a ser regra. Assim também as estanques jornadas horárias semanais hoje são mais flexíveis, permitindo ajustes por meio de acordos. O nível educacional também teve inflexões importantes, e uma parte considerável dos empregados hoje tem mais acesso à informação, o que permite uma ponderação sobre a indisponibilidade do trabalhador sobre prerrogativas fixadas em lei. Sim, hoje não mais assusta admitir que o trabalhador possa negociar o que é melhor para si. E isso faz com que soluções arbitrais para alguns tipos de conflitos possam voltar a ser debatidas numa próxima reforma da legislação.
O debate sobre os efeitos dos direitos do trabalho sobre a economia e o desemprego, porém, reside em outra quadra, que também mereceu comentários do Presidente da Câmara dos Deputados nas mesmas reportagens. A terceirização se apresenta como fundamental para minorar o gravíssimo problema da falta de emprego. E, sobre isso, não se coloque a culpa apenas sobre os ombros da Justiça do Trabalho. O Projeto de Lei mais antigo sobre o tema é o PL 4.302/1998, que está adormecido no Congresso Nacional há quase duas décadas. Já se cogita que possa voltar a tramitar. Veremos.
Cabe registrar, ainda, que existem outros dois Projetos de Lei sobre o mesmo tema, que se encontram paralisados um em cada casa do Legislativo: na Câmara Federal e no Senado. É desnecessário, por ora, discutir o aprimoramento deste ou daquele projeto.
A insurgência da Justiça do Trabalho quanto ao tema da terceirização, já demonstrada em diversas manifestações públicas, é injustificável. Os argumentos levantados de que direitos trabalhistas seriam suprimidos se fundamentam em uma ideologia ultrapassada diante da realidade do Século XXI, o século da Revolução Tecnológica.
Enquanto Legislativo e Judiciário disputam esse “cabo de guerra”, é o estômago do trabalhador que tem de esperar.
*Maria Aparecida Pellegrina
Advogada e ex-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região DO ESTADÃO

No rastro de quem visitou os operadores do PMDB

Jorge e Bruno Luz. Fotos: Reprodução
Jorge e Bruno Luz. Fotos: Reprodução
A Polícia Federal quer acesso aos dados dos celulares dos lobistas Jorge Luz e seu filho Bruno Luz, acusados de operarem propinas para o PMDB, e também apurar os registros das pessoas que entraram e saíram nas empresas dos lobistas entre 2006 e 2013.
As medidas, que fazem tremer uma legião de políticos, principalmente os do partido do governo Temer, foram autorizadas na última sexta-feira, 10, pelo juiz da Lava Jato. Na ocasião, Moro acatou o pedido da PF para prorrogar por mais 15 dias o inquérito que apura as suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção envolvendo os lobistas.
Os investigadores pediram mais tempo para obterem a “extração e indexação do conteúdo dos celulares apreendidos com os investigados”, além dos registros de entradas e saídas das empresas de Jorge Luz, que atua como lobista na Petrobrás desde, pelo menos, 1986, e seu filho.
A REDE DE EMPRESAS DE JORGE E BRUNO LUZ:
ARANHA EMPRESAS LUZ
“Razoável, então, não ter havido tempo hábil para a análise de todo o material apreendido, conforme noticia a autoridade policial, sendo salutar a concessão do prazo adicional previsto em lei para a finalização da investigação”, assinalou o juiz da Lava Jato na decisão de sexta.
O prazo inicial para a conclusão das investigações era neste sábado, 11.
A prisão preventiva de Jorge e Bruno Luz foi decretada, no Brasil, por Moro na 38ª fase da Lava Jato, chamada de Blackout. Deflagrada no dia 23 de fevereiro, a operação também cumpriu 15 mandados de busca e apreensão na residência e nas empresas dos investigados no Rio de Janeiro. Além disso, o juiz Sérgio Moro também decretou o bloqueio de R$ 50 milhões dos investigados.
Jorge e seu filho Bruno são acusados de movimentarem pelo menos US$ 40 milhões em propinas para agentes públicos e políticos do PMDB, em cinco contratos da Petrobrás, no Brasil, Argentina e África. Aos 73 anos, o “empresário” Jorge Luz é considerado por investigadores da força-tarefa de Curitiba o verdadeiro “homem-bomba” do PMDB.
Relatório de informação do Ministério Público Federal mapeou nove empresas ligadas ao lobista  que seriam usadas para ocultar movimentação ilegal de dinheiro, em especial, em contratos da Petrobrás.
A Lava Jato considera ter identificado a rede de empresas de Luz usadas para lavar dinheiro. Por meios delas, a força-tarefa quer chegar aos valores pagos nos negócios já delatados por outros investigados e expandir as apurações.
A defesa de Jorge e Bruno Luz não quis se manifestar sobre o a decisão de Moro. DO ESTADÃO

Patriarca da Odebrecht depõe a Moro hoje

Emílio Odebrecht. Foto: Paulo Giandalia/Estadão
Emílio Odebrecht. Foto: Paulo Giandalia/EstadãoEm
O delator e patriarca do grupo empresarial Emílio Alves Odebrecht depõe ao juiz Sérgio Moro a partir das 9h30 desta segunda-feira, 13, como testemunha de seu filho  e também delator Marcelo Odebrecht, preso desde 19 de julho de 2015 na Operação Lava Jato.
Emílio, que foi um dos responsáveis por coordenar junto com os advogados as negociações com o Ministério Público Federal da maior colaboração da história, vai falar pela primeira vez ao juiz da Lava Jato em Curitiba por meio de videoconferência com a Justiça Federal em São Paulo. Além dele, também serão ouvidos na defesa de Marcelo o atual presidente do grupo Odebrecht, Newton de Souza e os ex-executivos e também delatores Pedro Novis e Márcio Faria.
Ligados à cúpula da empreiteira, eles vão depor  na ação penal da Lava Jato em Curitiba na qual o ex-ministro Antônio Palocci (Fazenda e Casa Civil/Governos Lula e Dilma) é acusado de atuar para favorecer os interesses da Odebrecht junto ao governo federal na contratação de sondas de exploração do pré-sal com a Petrobrás.
Por lei, Emílio poderia não falar nada que implicasse seu filho em irregularidades. Como fez a delação premiada, contudo, o executivo será obrigado a contar o que sabe sobre os episódios apontados pelo Ministério Público Federal na acusação que atinge, além de Marcelo, os ex-executivos da empreiteira Hilberto Mascarenhas, Luiz Eduardo Soares e Olívio Rodrigues Junior, que supostamente lavava dinheiro de propina para a empreiteira.
Outras testemunhas. Na parte da manhã, também será ouvido pelo juiz da Lava Jato o  ex-ministro da Justiça no governo Dilma, José Eduardo Cardozo, arrolado como testemunha de defesa de Palocci. Além deles, outras duas pessoas chamadas pela defesa do ex-assessor de Palocci Branislav Kontic depõe pela manhã.
Na parte da tarde, a partir das 14h, será ouvido o vice-governador do Rio Francisco Dornelles, arrolado também como testemunha de defesa de Palocci, e outras sete testemunhas arroladas por demais réus da ação penal.DO ESTADÃO

Aécio foi para as cabeças da lista de enrolados

Senador é alvo dos torpedos lançados pela delação da Odebrecht

A análise é de uma figura que teve acesso irrestrito aos depoimentos prestados por Marcelo Odebrecht & Cia: de 0 a 10, Aécio Neves ocupa a escala 9 de enrolados na delação da Odebrecht.
Aliás, um personagem ligadíssimo ao senador mineiro, Dimas Toledo, indicou uma conta no exterior para que a companhia fizesse depósitos, de acordo com um delator. DO RADAR

Deputado quer o fim de carros oficiais de juízes e parlamentares

Um projeto apresentado pelo deputado Pedro Cunha Lima levaria juízes e parlamentares à loucura. Isso, se o Congresso estivesse disposto a cortar ao menos uma pequena parte de suas incontáveis regalias, o que não é o caso da casse política nacional.
A proposta do tucano acaba com os carros oficiais para deputados, senadores, juízes, promotores, procuradores e ministros de tribunais superiores, de Contas e conselhos.
O direito a veículos de representação só seria mantido para servidores que exercessem funções de atuação in loco, como “fiscalizar, inspecionar, diligenciar, executar ou dirigir trabalhos, que exijam o máximo de aproveitamento de tempo”, especifica o texto.
Entre as excelências, de acordo com a proposta, poderiam usar possantes bancados com dinheiro público o presidente da República, seu vice, os ex-chefes de Estado, os presidentes de Senado, Câmara e STF, assim como ministros de Estado e comandantes das Forças Armadas.
Os veículos hoje utilizados, sugere o projeto, seriam leiloados e o dinheiro, revertido a políticas públicas voltadas a segurança pública, saúde e educação. Ótimo.
Agora, imagine o que ocorreria quando um senador ou ministro do Supremo fosse informado de que essa brincadeira de andar para lá e para cá com carro oficial já era. DO R.ONLINE

domingo, 12 de março de 2017

Fundo Partidário banca de jatinhos a contas pessoais


Os recursos públicos repassados aos partidos brasileiros pelo Fundo Partidário representam uma "caixa-preta" de R$ 3,57 bilhões e financiam gastos obscuros e, em muitos casos, questionados pela Justiça Eleitoral. Entre as despesas estão viagens de jatinho, bebidas alcoólicas, jantares em churrascaria e até contas pessoais de dirigentes.O valor se refere ao total recebido pelos partidos entre 2011 e 2016, corrigido pela inflação, e está nas prestações de contas à espera de julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A estimativa da corte é que o passivo some aproximadamente 560 mil páginas, divididas em centenas de pastas. As legendas costumam apresentar notas fiscais sem especificar como, quando, onde e para qual finalidade foi gasto o recurso público.
Técnicos do TSE ainda tentam avaliar as contas referentes a 2011, que foram entregues em abril de 2012. O julgamento desse material vai ocorrer no dia 28 de abril, dois dias antes da prescrição, cujo prazo é de cinco anos - a partir daí, não é mais possível punir os partidos por eventuais irregularidades.
O jornal O Estado de S. Paulo teve acesso aos relatórios já finalizados referentes a 29 partidos que estavam em funcionamento há seis anos. Os técnicos recomendaram a rejeição das contas de 26 - entre eles PT, PMDB e PSDB. Apenas PRB, PSD e PV receberam parecer pela aprovação, mas ainda assim com ressalvas.
As irregularidades mais comuns constatadas pelo TSE nos dados de 2011 se repetiram em prestações de contas mais recentes, de 2013 e 2015, segundo análise feita pelo Estado na documentação. Umas delas é o uso rotineiro de jatos fretados por dirigentes, com custo até centenas de vezes superior a viagens em avião de carreira.
Na análise das contas do PDT de 2011, os técnicos questionaram o uso de aeronaves sem a indicação de itinerário, prefixo, horário de embarque e identidade dos passageiros. No parecer, o TSE citou, ainda, um entendimento normativo do Tribunal de Contas da União (TCU): "Um dos requisitos da boa e regular utilização dos recursos públicos é a economicidade, isto é, a minimização dos custos".
Na prestação de contas do PSDB de 2015, porém, aparecem diversas notas de fretamento da Reale Táxi Aéreo sem essas informações. O presidente nacional, senador Aécio Neves (MG), costuma voar em aviões alugados. Recentemente, um jato com o tucano derrapou na pista do Aeroporto de Congonhas, quando ele se deslocava de Brasília a São Paulo. Na ocasião, o partido informou que aviões fretados eram usados "ocasionalmente".
Genérico. Na maioria dos casos, as prestações informam de forma genérica o serviço prestado. Nas contas do PSB de 2015 há uma nota de uma rede varejista referente à compra de uma TV Samsung Led de 55 polegadas e definição 4k. Não há informação sobre onde o aparelho é usado. As contas de 2011 do partido também já tiveram parecer pela rejeição em razão da falta de informações sobre gastos.
Na prestação de contas do PT daquele ano, os técnicos encontraram notas de R$ 5 milhões da Santana e Associados Marketing, do marqueteiro João Santana, que não correspondiam aos "serviços descritos na nota", segundo o parecer. O relatório considerou irregular o pagamento.
Nas contas de 2011, o PRP informou que a sua sede nacional ficava na Rua Santo André, em São José do Rio Preto, interior paulista. Mas contas de água e luz apresentadas traziam o endereço residencial do presidente Ovasco Roma Altimari Resende. A sigla também gastou R$ 1 mil em vinhos.
Os técnicos do TSE também rejeitaram uma nota de R$ 160 do PPS referente a duas garrafas de vinho e outra de R$ 9,50 de uma caipirinha consumida em um hotel de Brasília. Na prestação de contas do PSDC, as notas revelaram que a sigla contratou uma empresa de marketing, a 74 Propaganda, e outra de serviços administrativos, a Maxam, que pertencem a dirigentes do Diretório Nacional.
Rigor. Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-SP, Silvio Salata defendeu mais rigor no controle de gastos dos partidos e reconheceu que o número de legendas - 35 atualmente - dificulta a fiscalização. "Se houver desvio de finalidade, as contas são desaprovadas. A punição é, no máximo, a suspensão do fundo por um período."
O advogado Marcos Monteiro, especialista em Direito Público, ressaltou o conflito entre público e privado na destinação dos recursos. "Os partidos devem respeitar os princípios da administração pública, como isonomia e economicidade, mas são considerados organizações privadas. Não há obrigação de licitação, por exemplo. É dinheiro público que passa para instituição privada", disse. Segundo ele, a lei não exige o mesmo rigor na prestação de contas em anos em que não ocorrem eleições.
O TSE baixou uma resolução exigindo, a partir de abril deste ano, a digitalização de todas as notas, para publicá-las mensalmente na internet. A estratégia, segundo o secretário-geral do tribunal, Luciano Felício Fuck, é olhar para frente e montar uma "força-tarefa" para apurar o montante entre 2012 e 2016.
Enquanto isso, desde 2015, os partidos se articularam para ampliar o valor do fundo. No ano passado, após a proibição das doações de pessoas jurídicas e diante do entendimento de que não há espaço para a volta do financiamento empresarial - principalmente em razão das revelações da Lava Jato -, líderes no Congresso passaram a discutir a criação de um fundo bilionário com dinheiro público para custear campanhas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Os recursos públicos repassados aos partidos brasileiros pelo Fundo Partidário representam uma "caixa-preta" de R$ 3,57 bilhões e financiam gastos obscuros e, em muitos casos, questionados pela Justiça Eleitoral. Entre as despesas... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2017/03/12/fundo-partidario-banca-de-jatinhos-a-contas-pessoais.htm?cmpid=copiaecola

Processo do TSE revela que o crime compensa


Em conversa com um amigo, o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, chamou de “kafkiano” o processo que mantém sub judice a Presidência de Michel Temer. A definição é inexata. Na verdade, o processo é pós-kafkiano. O barulhinho que se ouve ao fundo é o ruído de Franz Kafka se contorcendo no túmulo ao perceber que o absurdo perturbador de sua ficção foi superado por uma história fantástica passada num país imaginário. Uma história bem brasileira.
A realidade dos autos relatados pelo ministro Benjamin está cada vez mais inacreditável. O interesse pelo julgamento do processo diminui na proporção direta do aumento das evidências de que a vitória de 2014 foi bancada com dinheiro roubado da Petrobras. Autor da ação que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff—Michel Temer, o PSDB anda tão ocupado em salvar o país que já não tem tempo para cobrar a punição dos crimes que apontou.
O tucanato tornou-se o esteio do governo Temer. O derrotado Aécio Neves virou um levantador de ministros. O vice-derrotado Aloysio Nunes Ferreira acaba de ser nomeado chanceler. Na oposição, o PSDB era incapaz de reconhecer a honestidade dos governantes. No governo, esqueceu que o PMDB é incapaz de demonstrá-la. Todo o dinheiro sujo que a Odebrecht investiu em 2014 não daria para vestir 1% das desculpas esfarrapadas dos tucanos para conspirar contra a lógica no TSE.
Devolvida a Porto Alegre e à sua insignificância, Dilma Rousseff entregou-se a duas atividades. Quando não está cuidando dos netos, dedica-se a denunciar o ''golpe''. No TSE, os defensores de madame se juntam aos advogados de Michel Temer numa tabelinha a favor da protelação. Difícil saber se golpeados e golpistas fogem de um julgamento rápido por que são capazes de tudo ou por que são incapazes de todo.
Há mais: Temer, o processado, indicará entre abril e maio, dois dos ministros que o julgarão no TSE. Há pior: o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, frequenta o noticiário na condição de conselheiro do acusado. Quando Dilma ainda estava sentada na poltrona de presidente, Gilmar pegou em lanças pela abertura do processo, evitando que a podridão das contas eleitorais descesse para o arquivo. Agora, o mesmo Gilmar afirma: o mais importante é a exposição do lixão, não o resultado do julgamento.
Em meio a este cenário pós-kafkiano, um período excepcional da história do país, a qualquer momento se verá a maioria dos ministros do TSE declarar a respeito dos milhões em verbas sujas que passaram pelas arcas de 2014: “Calma! É só caixa dois, gente!”. E o brasileiro perceberá que não é que o crime não compensa. É que, quando ele compensa, muda de nome. DO J.DESOUZA

sábado, 11 de março de 2017

JORNALISMO ESQUERDISTA DA GRANDE MÍDIA TENTA IMPEDIR QUE FINALMENTE O REFERENDO SOBRE DIREITO AO PORTE DE ARMA SEJA RESPEITADO DEPOIS DE QUASE 12 ANOS.


Embora  63% dos brasileiros tenham votado a favor do direito ao uso e porte de armas de fogo em referendo ocorrido em 2005, posteriormente foi aprovado um estatuto disciplinando a matéria que fez tábula rasa da decisão da esmagadora maioria dos eleitores.
Na verdade esse referendo foi realizado porque a bandalha comunista tinha a certeza absoluta de que a maioria dos brasileiros seria contra o direito do porte de arma. Nessa época Lula e seus sequazes comunistas em alegre contubérnio com a elite econômica brasileira, reinavam absolutos no Palácio do Planalto e adjacências, inclusive no Congresso Nacional onde a dita base aliada manteve os comunistas no poder até o impeachment da Dilma. Hoje se compreende como aquele apoio total ao PT e demais partidos comunistas foi possível. A Operação Lava Jato limpou a névoa escura que dava cobertura a maior roubalheira dos cofres públicos já ocorrida no Brasil e, quiçá, no mundo inteiro. Lamentavelmente se viu, também, os ditos grandes empresários brasileiros como financiadores e cúmplices da bandalha comunista.
Deve-se lembrar que o indefectível Fernando Henrique Cardoso já prepara o esquema do desarmamento durante o seu mandato, endurecendo a lei que então disciplinava o comércio de armas. Afinal, Fernando Henrique Cardoso não é apenas o ''príncipe dos sociólogos" como dizem alguns, mas o rei dos comunistas tupiniquins. Comunista de carteirinha. O Partido que ele criou, o PSDB é um PT disfarçado de pelos bons modos e certa educação. Aliás, tais atributos são comuns da social democracia européia, o socialismo fabiano dito light. Todavia, a criação da União Europeia que está destruindo a Europa pelo terror importado das arábias tem o apoio dos social-democratas.
E qual é o país europeu mais seguro? Ora, é a Suíça, que não embarcou na aventura dos burocratas de Bruxelas. E na Suíça permanece o direito de posse de armas.
Ilustra esta postagem vídeo de recente programa da argh!, Globo News. Como se vê os jornalistas dessa emissora bundalelê, esquerdista até dizer chega e exímia produtora de fake news, mostra-se apavorada com o fato de que falta pouco para a aprovação do porte de armas por particulares, isto é, a confirmação do referendo de 2005 que Lula e seus sequazes haviam jogado no lixo, tripudiando sobre o resultado das urnas.
Comunistas são assim mesmo. Quando o resultado de um referendo contraria seus objetivos eles simplesmente anulam o pleito. Quiseram fazer isso há pouco no Reino Unido, quando a maioria decidiu pelo Brexit, a saída da famigerada União Européia.
Pois bem, a turma da Globo News resolveu debater o assunto. Todavia foi obrigada a convidar o advogado, professor, conferencista e escritor Bene Barbosa que há pelo menos duas décadas vem lutando para fazer valer o resultado do referendo de 2005 e é um dos maiores especialistas no Brasil sobre o assunto.
Na verdade, a Globo News desta feita não tinha outra opção que não fosse convidar Bene Barbosa para esse programa. Mesmo assim, todo o grupo armado pelo programa, como se pode ver, é contra o direito do povo brasileiro de poder possuir uma arma para se defender nesse verdadeiro estado de guerra instalado no Brasil desde o dia em que Lula e seus sequazes comunistas tomaram conta do Palácio do Planalto e adjacências.
Os mais velhos sabem que o Brasil sempre foi uma porcaria mas jamais imaginaram que se tornaria essa desgraça que confina a população honesta e trabalhadora dentro de suas casas dado ao assédio por esse bando de psicopatas que vive em total liberdade e armado depois que fecharam os hospícios. Aliás, fechamento esse decorrente de campanhas realizadas no mundo inteiro pelos comunistas. Não poderia ser diferente. Estavam advogando em causa própria ajudados por analistas e psicólogos bundalelês. Sem contar com o apoio de praticamente a totalidade dos jornalistas. E o vídeo acima mostra como a maioria dos jornalistas defende com unhas e dentes o desarmamento e, como não poderia deixar de ser, defende também todas as teses esquerdistas e ama Lula e seus sequazes. Por isso chafurdam na Rede Esgoto de Televisão e demais veículos de fake news.
Essa gentalha me causa engulhos. Argh! DO A.AMORIM

Padilha tinha 4 senhas para receber caixa 2 da Odebrecht

Padilha
Centrais devem se reunir com Eliseu Padilha na próxima segunda-feira
Brasília - O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, recebeu da Odebrecht pelo menos quatro senhas para o pagamento de caixa 2 ao PMDB, segundo informou o ex-executivo José de Carvalho Filho em depoimento prestado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feir, 10. As senhas eram as seguintes: Foguete, Árvore, Morango e Pinguim.
Como revelou neste sábado (11) o Estado, Carvalho afirmou ao TSE que Padilha intermediou o pagamento de caixa 2 para o PMDB. Segundo fontes informaram à reportagem, Padilha teria acertado locais de entrega do dinheiro da empreiteira mediante senhas trocadas com o ex-executivo. O valor total destinado ao PMDB chegou a R$ 5 milhões, dos quais R$ 500 mil teriam sido destinados ao então deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Segundo o Estado apurou, José de Carvalho Filho procurou o peemedebista para solicitar os endereços onde seriam entregues as quantias. Padilha teria fornecido os endereços repassados para a ex-secretária Maria Lúcia Tavares, que atuava no setor de propina da Odebrecht. Era Maria Lúcia a responsável por criar senhas que seriam entregues posteriormente por José de Carvalho a Padilha.
O depoimento do ex-executivo foi feito nesta sexta-feira (10), no âmbito da ação que apura se a chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014.
José de Carvalho afirmou que, para entregar as senhas, esteve com Padilha pelo menos quatro vezes. O ex-executivo da Odebrecht trabalhava na equipe do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho. No anexo de delação premiada que veio a público em dezembro, Melo relata que foi Carvalho Filho quem o apresentou a Padilha.
Os repasses da Odebrecht ao PMDB teriam ocorrido nas seguintes datas: 13/08/2014 (R$ 1,5 milhão, senha: foguete); 02/09/2014 (R$ 1 milhão, senha: árvore); 04/09/2014 (R$ 1 milhão; senha: morango), 10/09/2014 (R$ 1 milhão, não constaria a senha); 30/09/2014 (R$ 500 mil, senha: pinguim)
De acordo com José de Carvalho Filho, um dos locais indicados por Padilha foi o escritório de José Yunes, amigo e ex-assessor de Michel Temer. Esse pagamento teria sido realizado no dia 4 de setembro de 2014.
Outro lado. Procurado pela reportagem na sexta-feira, 10, à noite, o ministro Eliseu Padilha informou que está em repouso por recomendação médica e não se manifestaria sem ter conhecimento do conteúdo.
Segundo o Estado apurou, apesar de o depoimento de José de Carvalho Filho trazer novas suspeitas sobre Padilha, o ministro Herman Benjamin, relator da ação que pode cassar a chapa Dilma/Temer no TSE, não deverá intimá-lo para prestar depoimento. Isso porque os fatos narrados não se relacionam diretamente com captação de recursos para a campanha da chapa presidencial, que é o objeto da ação que tramita na Corte Eleitoral. DO ESTADÕ